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UNIVERSIDADE ANHANGUERA-Uniderp

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

POLO JUNDIAÍ

CURSO:PEDAGOGIA

Disciplinas norteadoras: Atividades Complementares;


Psicologia Da Educação e Teorias Da Aprendizagem; Redes
Sociais e Comunicação; Educação a Distância; Didática;
Língua Brasileira De Sinais; Responsabilidade Social e Meio
Ambiente.

Tamiles Sousa do Rosário

RA: 5419767086

Série:2º Semestre

DESAFIO PROFISSIONAL – 2º SEMESTRE


NOME DO TUTOR À DISTÂNCIA:JOSY ARAUJO

Cabreúva

24.10.2017
1-INTRODUÇÃO

Passo 01: Leitura da situação geradora de aprendizagem. A mediação do


professor é um elemento-chave na construção do conhecimento por parte do
educando.

A professora do colégio X prepara suas aulas com base nos recursos


disponíveis, quadro negro, giz, cartazes etc. Sua didática está voltada às aulas
tradicionais, onde ela explana os conteúdos trabalhados. Um exemplo são as
aulas de matemática, onde ela escreve a tabuada no quadro e os alunos
repetem.

_Professora: “quatro vezes um: quatro”.

_Alunos: “quatro vezes um: quatro”.

_Professora: “quatro vezes dois: oito”

_Alunos: “quatro vezes dois: oito”.

Em uma reunião com a equipe pedagógica, o diretor da escola informou que a


partir daquele momento, a escola investiria em ferramentas tecnológicas
voltadas à educação, com a aquisição de notebooks, projetores, instalação de
som e multimídias na sala de aula.

Todos os professores terão também acesso à internet, onde será


disponibilizado o acesso a sites especializados em educação.

Eis que as modificações ficaram prontas e os professores iniciaram a


utilização. A equipe pedagógica iniciou visitas nas salas para verificar como os
educadores estavam empregando as novas ferramentas.

Todavia, a situação encontrada foi uma projeção na tela, com a tabuada:

_Professora: “quatro vezes um: quatro”.

_Alunos: “quatro vezes um: quatro”.

_Professora: “quatro vezes dois: oito”


_Alunos: “quatro vezes dois: oito”.

Face ao exposto, a melhoria desse panorama, passa por despertar os


professores para a necessidade de investirem na didática adequada, na
utilização das ferramentas tecnológicas disponíveis, nos processos envolvidos
na educação, e para a iniciativa de, criativamente, responderem às mudanças
do mundo e melhorarem continuamente esses processos.

Passo 02: Para o ensino da leitura e escrita, realize a leitura e reflita sobre a
situação apresentada, relacionado aos conteúdos ministrados nas disciplinas
do semestre, baseando-se nos cadernos de atividades, livros didáticos e no
texto de apoio disponível no link:
http://faculdadefinan.com.br/pitagoras/downloads/numero4/tecnologia
oumetodologia.pdf.

Passo 03: A seguir, reflita sobre as questões propostas. Elas ajudarão você a
compreenderem o texto e servirão como um roteiro para a realização da
atividade.

1. No texto, é possível encontrar a perfeita diferenciação entre tecnologia e


informática. Registrem o que entenderam por essa diferença de forma clara e
fundamentada no texto.

Resposta: Constata-se que, o quadro de giz, o livro didático, aula expositiva e


trabalho em grupo, são alguns dos recursos didáticos muito utilizados.

De acordo com Sancho (2001), o quadro de giz é o meio mais acessível, mais
econômico, mais fácil de usar, apesar do inconveniente do professor ficar de
costas para os alunos enquanto faz anotações. Mas, torna-se funcional para
demonstrações.

Quanto ao livro didático, sabe-se que o livro, como outros meios de


comunicação, o jornal, a televisão, revistas e o computador apresentam
contribuições, tendo o papel de construir conhecimentos e proporcionar aos
alunos a análise, compreensão e julgamento dos acontecimentos.
Para Oliveira (1984), o livro didático nada mais é do que um material impresso,
bem estruturado, que se destina à utilização no processo de aprendizagem.

As tecnologias ampliam as possibilidades do professor ensinar e do aluno


aprender. Verifica-se que quando utilizadas adequadamente, auxiliam no
processo educacional. LIBÂNEO (2007, p.309) afirma que: “o grande objetivo
das escolas é a aprendizagem dos alunos, e a organização escolar necessária
é a que leva a melhorar a qualidade dessa aprendizagem”.

Para as escolas e educadores, a necessidade criada pelo uso da TIC, é saber


como aplicar todo o potencial existente no sistema educacional, especialmente
nos seus componentes pedagógicos e processos de ensino e de
aprendizagem.

Moran discute que, “ensinar com as novas mídias será uma revolução se
mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que
mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar um
verniz de modernidade, sem mexer no essencial”. (MORAN, 2000, p. 63).

2. Quando aborda a construção do conhecimento, a autora faz considerações a


respeito do que sejam os dados, as informações, o conhecimento e a
inteligência. Conceituem e descrevam, a importância desses elementos para
que o aluno alcance a aprendizagem significativa, ou seja, a aprendizagem que
ultrapassa os muros da escola e é capaz de fazer a diferença na vida de cada
um deles.

Resposta: A inserção dos recursos tecnológicos na sala de aula requer um


planejamento de como introduzir adequadamente as TICs para facilitar o
processo didático-pedagógico da escola, buscando aprendizagens
significativas e a melhoria dos indicadores de desempenho do sistema
educacional como um todo, onde as tecnologias sejam empregadas de forma
eficiente e eficaz.
A partir das concepções que os alunos têm sobre as tecnologias, sugere-se
que as instituições educacionais elaborarem, desenvolvam e avaliem práticas
pedagógicas que promovam o desenvolvimento de uma disposição reflexiva
sobre os conhecimentos e os usos tecnológicos.

Para MORAES, “o simples acesso à tecnologia, em si, não é o aspecto mais


importante, mas sim, a criação de novos ambientes de aprendizagem e de
novas dinâmicas sociais a partir do uso dessas novas ferramentas”. (MORAES,
1997).

É preciso conhecer e saber incorporar as diferentes ferramentas


computacionais na educação.

MASETTO (2000, p. 140), afirma, sobre o processo de ensino e de


aprendizagem: “considero haver uma grande diferença entre o processo de
ensino e o processo de aprendizagem quanto as suas finalidades e à sua
abrangência, embora admita que é possível se pensar num processo interativo
de ensinoa- prendizagem”.

As mídias integradas em sala de aula passam a exercer um papel importante


no trabalho dos educadores, se tornando um novo desafio, que podem ou não
produzir os resultados esperados.

DEMO (2008), sobre as Tecnologias de Informação e Comunicação, aponta:

“Toda proposta que investe na introdução das TICs na escola só pode dar certo
passando pelas mãos dos professores. O que transforma tecnologia em
aprendizagem, não é a máquina, o programa eletrônico, o software, mas o
professor, em especial em sua condição socrática.” As tecnologias estão, a
cada dia, mais presentes em todos os ambientes. Na escola, professores e
alunos já estão utilizando a TV, o vídeo, o DVD, o rádio, os computadores e a
Internet na prática pedagógica, tornando o processo ensino-aprendizagem
mais significativo.

As mídias têm grande poder pedagógico visto que se utilizam da imagem.

Assim, torna-se cada vez mais necessário que a escola se aproprie dos
recursos tecnológicos, dinamizando o processo de aprendizagem.
Para SANCHO;

Devemos considerar como ideal um ensino usando diversos meios,


um ensino no qual todos os meios deveriam ter oportunidade, desde
os mais modestos até os mais elaborados: desde o quadro, os mapas
e as transparências de retroprojetor até as antenas de satélite de
televisão. Ali deveriam ter oportunidade também todas as linguagens:
desde a palavra falada e escrita até as imagens e sons, passando
pelas linguagens matemáticas, gestuais e simbólicas. (SANCHO,
2001, p. 136). A tecnologia educacional está presente nas escolas
para melhoria do processo ensino aprendizagem.

3. Levando em consideração que vocês estão se constituindo professores,


relatem sobre a importância da ação eficiente e eficaz do professor para
promover uma aprendizagem significativa.

RESPOSTA : O nosso principal papel como professores, na promoção de uma


aprendizagem significativa é desafiar os conceitos já aprendidos, para que eles
se reconstruam mais ampliados e consistentes, tornando-se assim mais
inclusivos com relação a novos conceitos. Quanto mais elaborado e
enriquecido é um conceito, maior possibilidade ele tem de servir de parâmetro
para a construção de novos conceitos. Isso significa dizer que quanto mais
sabemos, mais temos condições de aprender. O papel docente de desafiar
deve ser insistentemente aperfeiçoado. Precisamos construir nossa forma
própria de “desequilibrar” as redes neurais dos alunos. Essa função nos coloca
diante de um novo desafio com relação ao planejamento de nossas aulas:
buscar diferentes formas de provocar instabilidade cognitiva. Logo, planejar
uma aula significativa significa, em primeira análise, buscar formas criativas e
estimuladoras de desafiar as estruturas conceituais dos alunos. Essa
necessidade nos poupa da tradicional busca de maneiras diferentes de
“apresentar a matéria”. Na escola, informações são passadas sem que os
alunos tenham necessidade delas, logo, nossa função principal como
professores é de gerar questionamentos, dúvidas, criar necessidade e não
apresentar respostas.

Quando problematizamos, abrimos as possibilidades de aprendizagem, uma


vez que os conteúdos não são tidos como fins em si mesmos mas como meios
essenciais na busca de respostas. Os problemas têm a função de gerar
conflitos cognitivos nos alunos (desequilíbrios), que provoquem a necessidade
de empreender uma busca pessoal.
Segundo Ausubel (1988), é indispensável para que haja uma aprendizagem
significativa, que os alunos se predisponham a aprender significativamente.
Vem daí a necessidade de “despertarmos a sede”. O papel do professor na
promoção de uma aprendizagem significativa tem início na clareza que ele tem
a respeito da concepção social da Educação e, consequentemente do seu
próprio papel social. Somente a consciência e o compromisso com esse papel
vão dar forma a um projeto real de sociedade, no qual se inserem e se inter-
relacionam cidadãos mais ou menos críticos, mais ou menos engajados, enfim,
mais ou menos conscientes.

Promover a aprendizagem significativa é parte de um projeto educacional


libertador, que visa à formação de homens conscientes de suas vidas e dos
papéis que representam nelas. É impossível ensinar liberdade, cerceando
ideias, oprimindo participações e ditando verdades. Apercebermo-nos dessas
atitudes é essencial para que iniciemos um real processo de transformação da
nossa prática.

Passo 4: Realize uma resenha crítica de duas páginas a respeito da tecnologia

X metodologia. Observe as diretrizes quanto ao seu papel e sua relação com o


professor. Caso você tenha dúvida sobre como se faz uma resenha crítica, por
favor, siga este link e acesse o guia digital de produção textual de Scarton
(2002), da PUC-RS http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php
(http://www.pucrs.br/gpt/ resenha.php ).
RESENHA CRÍTICA

Na nossa atualidade, as escolas estão e continuam a ser equipadas


com materiais tecnológicos: computadores, quadros interativos, projetores
multimídia, salas tic, etc....

Importa questionar em que medida a introdução destes equipamentos


nas escolas veio modificar a nossa maneira de dar as aulas, ou seja, em que
medida foram alteradas as metodologias. Não basta tão somente "despejar"
recursos tecnológicos nas escolas e esperar que os problemas sejam
resolvidos.

É preciso e muito importante dotar os docentes de competências que


lhes permitam utilizar as novas tecnologias em contexto educativo alterando
progressivamente as metodologias até então adotadas.

Desta forma, a responsabilidade e a atuação do professor vão além,


muitas vezes das condições sociais, econômicas da realidade do aluno, mas é
preciso compreender o público, o ser atendido, as peculiaridades para as
ações serem traçadas.

Com a sociedade moderna, após muitas mudanças sociais e em meio às


transformações advindas da globalização e da tecnologia em massa, as
instituições educativas de ensino superior tiveram também que mudar suas
visões no que diz respeito ao processo de ensino-aprendizagem, além de
trazer para esse ambiente profissionais capacitados, bem como resultados
significativos na aprendizagem dos alunos.

É sabido que a informática vem adquirindo cada vez mais relevância no


cenário educacional. Sua utilização como instrumento de aprendizagem e sua
ação no meio social vem aumentando de forma muito rápida.

Nesse sentido a educação vem passando por mudanças estruturais e


funcionais frente as novas tecnologias.

Neste contexto, o professor deve refletir sobre essa nova realidade,


repensar sua prática e construir novas formas de ação que permitam não só
lidar com essa nova realidade, como também construí-la.
Se o objetivo do computador ou o tablete, por exemplo, forem de ser
agentes transformadores, o professor deve ser capacitado para assumir o
papel de facilitador da construção do conhecimento pelo aluno e não um mero
transmissor de informações.

O professor, hoje, é aquele que ensina o aluno a aprender e a ensinar a


outrem o que aprendeu. • Elemento incentivador, orientador e controlador da
aprendizagem. Porém, não se trata aqui de um ensinar passivo, mas de um
ensinar ativo, no qual o aluno é sujeito da ação, e não sujeito-paciente.

Na escola de hoje, o professor é um facilitador. Está mais próximo de


seus alunos e aberto ao diálogo. Ele é o organizador do espaço da sala de
aula, o conhecedor dos objetivos e dos conteúdos da disciplina. É o
responsável pela escolha das técnicas mais adequadas para o correto
desenvolvimento dos trabalhos didáticos. É o planejador das atividades
discentes em sala. É o avaliador constante Além dos objetivos da disciplina,
dos conteúdos, dos métodos e das formas de organização do ensino, é preciso
que o professor tenha clareza das finalidades que tem em mente na educação
dos alunos. A atividade docente tem a ver diretamente com o “para quê
educar”, pois a educação se realiza numa sociedade formada por grupos
sociais que têm uma visão distinta de finalidades educativas.

Os grupos que detêm o poder político e econômico querem uma


educação que forme pessoas submissas, que aceitem como natural a
desigualdade social e o atuai sistema econômico. Os grupos que se identificam
com as necessidades e aspirações do povo querem uma educação que
contribua para formar cidadãos capazes de compreender criticamente as
realidades sociais e de se colocarem como sujeitos ativos na tarefa de
construção de uma sociedade mais humana e mais igualitária de todo esse
processo.

Se a sistematização do conhecimento ocorrer de maneira reflexiva


analisando as diversas mudanças na sociedade, poderemos pensar em um
educador com um olhar mais dinâmico para as questões que envolvem o
sucesso acadêmico dos educandos, além de proporcionar a esses o prazer em
aprender como princípio básico no processo de aprendizagem. (MELO E
URBANETZ:2008)

Nessa perspectiva é fundamental fazer uma reflexão sobre a atuação do


profissional no ensino superior na atualidade, pois esse profissional precisa
estar adequado aos novos tempos, em especial no que se refere à sua
contextualização como prática social.

Para tanto é necessário que o profissional nessa modalidade esteja


aberto a reaprender, readaptar-se e compreender a nova realidade. Assim, é
preciso pensar em formação. (MELO E URBANETZ:2008)
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