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AVALIAÇÃO E DETERMINAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE TRABALHADORES DE POSTOS

DE REVENDA DE COMBUSTÍVEIS AO TOLUENO E XILENO ATRAVÉS DOS


BIOMARCADORES DE EXPOSIÇÃO CORRESPONDENTES: ÁCIDO HIPÚRICO E
ÁCIDO METIL-HIPÚRICO

Introdução

Metodologia
A técnica da Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE) é a mais utilizada para a
determinação dos biomarcadores de exposição do ácido hipúrico e ácido metil-hipúrico urinários.
Dentre os estudos encontrados o método pela técnica de CLAE proposto por Inoue et al. (1991)
apresentou-se mais frequente na literatura, com algumas modificações realizadas.

População de Estudo
Foi realizado um estudo epidemiológico transversal em trabalhadores de postos de revenda de
combustíveis localizados no município do Rio de Janeiro. A amostra dos postos foi não
probabilística e por conveniência.
Nesta pesquisa incluíram-se 9 (nove) postos de revenda de combustíveis localizados no
Centro e 12 (doze) postos da Zona Sul do município do Rio de Janeiro. Nestes postos, foram
recrutados e entrevistados 207 trabalhadores, caracterizados como expostos diretamente aos
solventes (tolueno e xileno), que são os trabalhadores que apresentam contato direto, por via
inalatória e/ou dérmica, com combustíveis (frentistas, gerentes de postos, encarregados de pista,
lubrificadores e lavadores de carros); 109 trabalhadores, caracterizados como indiretamente
expostos aos solventes por exposição ao combustível no ambiente de trabalho, por apenas via
inalatória (funcionários de lojas de conveniência, serviço de limpeza e escritório). Para formar o
grupo controle, ou seja, trabalhadores não expostos ocupacionalmente ao tolueno e xileno, foram
recrutados e entrevistados 119 trabalhadores de escritório do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e
da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Foram incluídos no estudo apenas trabalhadores com idade maior ou igual a 18 anos,
independente da função que exercem nos postos de gasolina, que concordaram em responder as
perguntas e realizar exames clínicos e laboratoriais. Exclui-se trabalhadores que apresentaram
problemas comportamentais como alcoolismo, agressividade e problemas mentais que
impossibilitassem a entrevista, assim como, trabalhadores com dificuldade de locomoção.

Delineamento
O estudo foi aprovado pelo comitê de ética do Instituto Nacional de Câncer, com número de
registro 121/09. Após esclarecimentos sobre os objetivos da pesquisa e concordância do participante
em assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), os voluntários foram recrutados
em trabalho de campo. Coletou-se informações, através da aplicação de questionários, que
possibilitaram a análise das variáveis referentes ao histórico de vida do trabalhador que poderiam
interferir no resultado do ensaio, como exposição à radiação ionizante, quimioterapia, radioterapia,
consumo de álcool, fumo, uso de filtro solar, consumo de alimentos industrializados e
medicamentos, principais sinais e sintomas e outros.

Coleta de amostras
Amostras de urina foram coletadas nos três turnos de serviço (6h, 14h e 22h) em tubo de
centrifugação Falcon® 50 mL ao final da jornada de trabalho, sendo acondicionadas e mantidas a
4ºC em caixa de isopor contendo gelo reciclável a fim de serem transportadas à Universidade
Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) para o desenvolvimento da técnica.
Avaliação do AH e AMH urinário
Para a determinação dos biomarcadores urinários ácido hipúrico e ácido metil-hipúrico
utilizou-se o método proposto por Inoue et al. (1991), com modificações sugeridas por Silva (2002).
As amostras foram preparadas de forma igual para ambos os biomarcadores: 1 mL de urina foi
transferido para tubos de centrífuga, acrescentado de 1 mL de metanol. Os tubos foram vedados
com Parafilm “M”, agitados por 20 segundos e centrifugados a 3000 rpm por 10 minutos. Alíquota
de 20 uL do sobrenadante foi injetada no aparelho CLAE.

Condições cromatográficas do AH
A fase móvel consistiu em uma solução aquosa de água:metanol:ácido acético (792:200:8
v/v), em fluxo de 1,3 mL/min. O tempo total da corrida cromatográfica ocorreu em 12 minutos,
onde o detector foi mantido para leitura no comprimento de onda (λ) de 257 nm e a temperatura do
termostato da coluna à 40ºC. O limite de detecção foi de X.

Condições cromatográficas do AMH


A fase móvel consistiu em um tampão de fosfato de potássio 0,01M:metanol (7:3) emfluxo
de 1,6 mL/min. O tempo total da corrida cromatográfica ocorreu em 8 minutos, onde o detector foi
mantido para leitura no λ=238 nm e a temperatura do termostato da coluna à 40ºC. O limite de
detecção foi de X

Análises Estatísticas

Resultados e Discussão

Conclusão

Referências bibliográficas

INOUE, O., KAZUNORI, S., TOSHINI, S. et al. . Simultaneous deternination of hippuric acid, o -,
m -, and phenylglyoxilc acid, and mandelic acid by HPLC. Bull. Environ. Contam. Toxicol., New
York, v.47, p.204 - 210, 1991.

Z.L. Silva, J.N. Silveira, M. Jacinto, L.C.A. Amorim, E.M. Alvarez-LeiteSimultaneous


determination of urinary hippuric and methylhippuric acids through chromatographic methods:
comparison between high performance liquid chromatography and capillary gas chromatography.
Rev Bras Cienc Farm, 38 (2002), pp. 197-204