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AULA 3 – FORMALIZAÇÃO E TRIBUTAÇÃO NO E-COMMERCE

Como vimos na unidade anterior precisamos elaborar um plano de


negócio, ter um nicho de mercado bem definido e estratégias de marketing
digital e convencional para divulgação bem definidas, principalmente através
de mídias sociais para que os consumidores do mercado digital saibam que
você está presente neste mercado e pronto a oferecer-lhes a melhor
experiência de compra pela internet que elas já tiveram. Mas somente isso não
é suficiente é necessário formalizar o negócio e garantir sua existência de
forma correta.
Nesta aula iremos enfatizar outras questões legais sobre o comércio
eletrônico no Brasil onde abordamos questões como a formalização da
empresa e outros aspectos legais do funcionamento da empresa, como a
tributação que incidem sobre este modelo de negócio.

1. FORMALIZAÇÃO DA EMPRESA
É normal que num primeiro momento as pessoas que iniciem no
comércio eletrônico realizem suas vendas online de modo informal, em geral
isso tem um caráter de teste ou para medir o potencial dos negócios virtuais.
Entretanto quando o empreendimento começa a ganhar e o volume de vendas
cresce é necessário profissionalizar as operações do e-commerce, o que
acarreta na necessidade de formalizar o e-commerce.
Precisamos compreender que ao iniciar um empreendimento de
qualquer natureza, seja de venda de produtos ou serviços o processo e
constituição da empresa pouco se diferem entre uma empresa física ou uma
loja virtual.
Igualmente é necessário um investimento inicial, recursos para iniciar a
operação em um e-commerce, estabelecer um local físico para a operação,
para alocar as atividades administrativas o estoque e outros setores
diretamente ligados à operação. Isso acarreta em algumas obrigatoriedades
como alvará de funcionamento, liberação do corpo de bombeiros além de
registros na junta comercial do estado onde o e-commerce está localizado,
inscrição no CADASTRO NACIONAL DE PESSOA JURÍDICA (CNPJ),
registrado junto à Receita Federal, possibilitando assim a emissão de Nota
Fiscal aos consumidores de sua loja virtual no momento da compra pela
internet.
Sabemos que o excesso de burocracia para empresas no Brasil acaba
por tornar-se uma barreira para alguns empreendedores, mas a seguridade
jurídica do negócio e sua correta formalização são indispensáveis, atuar como
uma empresa totalmente legalizada faz muita diferença, sobretudo trazendo
credibilidade ao consumidor que realiza compras pela internet.
Podemos vislumbrar algumas vantagens em passarmos por todos
estes tramites, por exemplo: uma venda online realiza por uma empresa
devidamente enquadrada poderá enviar sua compras através de
transportadora ou através dos serviços dos Correios sem correr o risco da
mercadoria ser apreendida, pois esta estará acompanha de uma nota fiscal que
comprovará que todos os impostos relativos à transação foram recolhidos,
tendo a empresa uma personalidade jurídica, o empreendedor poderá ter
acesso a uma conta bancária jurídica distinta de suas operações financeiras
físicas, o que proporciona sua participação em programas de financiamento
para empresas, linhas de crédito especiais para capital de giro e assim por
diante, além disso, a seguridade para possíveis sócios no e-commerce
transmite segurança aos investidores ou sócios diretos.
Logo, nesta aula vamos entender que embora seja um processo
burocrático, é necessário dedicar tempo e dispensar algum recurso financeiro,
ter uma empresa formalizada de forma alguma é um mau negócio, pelo
contrário, pode proporcionar muitas vantagens competitivas dentro do mercado
e-commerce e evitar transtornos futuros.
O mais interessante é que esta visão já faz parte do contexto dos
novos empreendedores virtuais, com o crescimento das atividades do e-
commerce a grande maioria destas empresas já inicia devidamente
formalizada. A seguir vamos elencar alguns pontos importantes para a correta
formalização de seu e-commerce.

1.1. QUAL O TAMANHO E O POTENCIAL DO E-


COMMERCE
Este ponto é determinante para a definição do porte da empresa, por
exemplo: se o faturamento da empresa é relativamente pequeno, o
enquadramento da empresa é um, todavia se o faturamento da empresa é alto
o enquadramento é outro. Vamos colocar isso dentro de um contexto.
Se você não tem participação em outra empresa e sua estimativa de
faturamento bruto no ano é de no máximo sessenta mil reais, você poderá ser
enquadrado como Microempreendedor Individual (MEI) e ter seu e-commerce
regularizado com todos os tramites realizados pela internet, sem precisar do
auxilio do contador, desde que o tipo de atividade exercida atenda aos critérios
básicos para o microempreendedor individual.
Como o MEI é considerado por vários especialistas como a melhor
forma de iniciar o empreendimento, vamos dar ênfase a esta forma de
enquadramento de uma empresa.

1.2. ENQUADRAMENTO DA EMPRESA NO MEI.


O MEI Micro Empreendedor Individual é ideal para pessoas que
trabalham de forma independente e o faturamento bruto mensal esta no teto de
R$ 5 mil reais devidamente comprovados através da emissão de notas fiscais.
As principais vantagens para o Micro Empreendedor Individual estão
na isenção de tributos federais, como o PIS, COFINS, IPI, CSLL, e Imposto de
Renda. Tornando-se um MEI é possível obter um CNPJ (Cadastro Nacional de
Pessoas Jurídicas), o que torna possível o acesso a diversos serviços, conta
jurídica em bancos e instituições financeiras em geral, oportunidades
diferenciadas para a contratação de transporte logístico das mercadorias
comercializadas e contratação de formas de pagamento junto ás operadoras de
cartão de crédito, forma mais comum utilizada pelos consumidores que
compram pela internet.
Os tramites são realizados totalmente online, após estar cadastrado o
empreendedor receberá o seu CNPJ e um alvará com validade de 180 dias que
deverá ser registrado como definitivo pela prefeitura do município, é muito
importante que o e-commerce tenha alvará de licença de funcionamento
mesmo que as operações do e-commerce aconteçam na casa do
empreendedor ou em uma sede de uma empresa.

1.3. VANTAGENS DO MEI:


É a melhor forma de se regularizar a empresa quando está apenas
engatinhando no comércio digital, principalmente se o empreendedor quer
saber como vai ser a aceitação de seu empreendimento no mercado.

1.4. NÃO HÁ A NECESSIDADE DE ASSESSORIA


EXTERNA.
As empresas geralmente contam com o auxilio de um contador para
conduzir o negócio, o MEI não tem essa obrigatoriedade, basta que o
empreendedor envie mensalmente a declaração mensal das Receitas Brutas.
O processo é simples e pode ser feito pelo próprio empresário.

1.5. POSSIBILIDADE DE MIGRAR DE


ENQUADRAMENTO.
Se o negócio está indo bem e seu faturamento cresce, você pode
solicitar a alteração do enquadramento da empresa, ou ainda, se você
conseguiu um sócio para investir no seu negócio, essa alteração também é
possível, só que neste caso é necessário buscar um contador para realizar os
trâmites para regularizar o novo caráter jurídico da empresa. Lembre-se que
um MEI não pode ter sócio, logo precisa ter seu enquadramento ajustado.
Apesar de ser MEI, o empreendedor pode contratar um funcionário.
Lembrando, apenas um, e o salário deste colaborador não deve ultrapassar o
piso da categoria ou o salário mínimo vigente.
Muita atenção, caso o faturamento ultrapassasse o valor limite do
MEI, o empresário é obrigado a se re-enquadrar, por exemplo, através do
Simples Nacional, é altamente indicado que para o início das atividades você
opte pelo MEI, mas mantenha controle rigoroso sobre as entradas e saídas do
empreendimento.

2. DEFINIÇÃO DO TIPO DA EMPRESA


Exceto quando enquadrado no MEI você irá precisar de um profissional
da área contábil para lhe auxiliar, três aspectos e características são
fundamentais na hora da escolha deste profissional. Deve ser um profissional
que sua empresa consiga pagar, deverá ser um profissional que transmita
confiança e, sobretudo. que tenha conhecimento sobre o seguimento.
O Simples Nacional é o mais adequado para empreendimentos de
pequeno porte, porém neste caso você deverá registrar sua empresa e os
sócios em conformidade com o que é determinado, este modelo é um pouco
mais burocrático.

2.1. NOME DA EMPRESA


A criatividade na hora de escolher o nome de sua empresa é
fundamental, mas isso não basta. Existe uma diferença entre o nome fantasia
da empresa e o que é utilizado para fins de regulamentação. O nome fantasia é
como a empresa é identificada pelos consumidores, o que certamente virá a se
tornar a marca da empresa, a razão social nem sempre reflete a marca da
empresa e geralmente é utilizada somente para transações comerciais e
situações jurídicas como contratos por exemplo.

2.2. REGISTRO DA EMPRESA NA JUNTA


COMERCIAL
O registro na junta comercial assegura que nenhuma outra empresa do
mesmo segmento de atividade, em todo o estado onde o e-commerce está
sediado, use o mesmo nome que o atribuído para o seu empreendimento.
Caso queira a exclusividade do nome em âmbito nacional, deverá registra-lo no
Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).
Uma observação é importante: supondo que você tenha definido um
nome para ser utilizado somente no estado sede do e-commerce, mas outra
empresa realizou o registro nacional, quem deverá trocar o nome da empresa é
você, por isso realize uma minuciosa pesquisa sobre o nome que escolheu
para seu e-commerce.

2.3. CONTRATO SOCIAL


Na grande maioria dos casos os contratos sociais seguem um padrão,
entretanto recomendamos que um advogado que tenha conhecimento sobre o
assunto seja consultado, ele poderá dirimir eventuais dúvidas de todos e incluir
as especificidades exigidas por lei. Será necessário fornecer toda a
documentação dos sócios e onde o e-commerce pretende se estabelecer
fisicamente, O contrato social deverá ser averbado e posteriormente registrado
na junta comercial do estado.

2.4. REGISTRO DA EXISTÊNCIA DA EMPRESA


É fundamental registrar a empresa na junta comercial do estado, na
receita federal e na prefeitura, nesta ordem, cada estado e cada órgão irá exigir
documentos específicos sobre a empresa, um contador irá auxiliá-lo nesta
etapa do processo.

2.5. O E-COMMERCE GANHA CREDIBILIDADE


Ter um e-commerce formalizado trás maior segurança para os clientes
que compram pela internet, no momento da compra muitos deles preferem
lojas que possuem CNPJ e emitam nota fiscal, mesmo que para isso o produto
custe um pouco mais caro se comparado com empresas que não transmitem
essa segurança. O motivo é bem simples, em caso de algum problema na
transação online, a existência de um CNPJ facilita em situações de troca ou
necessidade de reembolso de valores pagos. A formalização é um forte
indicador da maturidade e nível de profissionalização do negócio, comprovando
que você entende perfeitamente as necessidades do cliente com relação à
segurança e credibilidade.

2.6. DIMINUIÇÃO DE RISCOS E PREJUÍZOS


Com o crescimento em seus negócios também virá a necessidade de
cumprir obrigações fiscais e tributárias. Todas as operações realizadas através
do e-commerce precisam de emissão de nota fiscal e recolhimento de
impostos. Vale mencionar situações relacionadas com obrigações trabalhistas
e previdenciárias caso existam colaboradores atuando na empresa.
Para evitar transtornos e punições acarretando em prejuízos para o
negócio, estas normas devem ser respeitadas rigorosamente. Por este motivo
é vital para o e-commerce escolher o regime tributário correto para sua
atividade e contratar apenas funcionários registrados.

2.7. OBTENÇÃO DE CRÉDITO PARA INVESTIMETNO


EM CRESCIMENTO
A pessoa Jurídica aumenta suas possibilidades junto a instituições
financeiras. O empresário terá acesso a vantagens nos serviços bancários,
acesso a linhas de crédito e financiamento com taxas diferenciadas muito mais
baixas que para pessoa física, além de prazos maiores para liquidação de
empréstimos contraídos para investimento.

2.8. ACESSO A MELHORES FORNECEDORES


Não é segredo que muitas empresas que fornecem produtos para lojas
virtuais realizem transações somente com pessoa jurídica, além disso as
condições para um empresário são mais favoráveis com relação aos preços,
prazo de pagamento, entre outras vantagens. Isso possibilita um repasse
destas vantagens para o consumidor, por exemplo: se eu consigo comprar
mais barato, logo consigo vender mais barato e isso me torna mais atrativo no
mercado com relação à concorrência.

2.9. SEUS PRODUTOS PODEM SER VENDIDOS EM


MARKETPLACES
Para realizar suas vendas neste mercado todas as empresas que
operam os MARKETPLACES exigem CNPJ da empresa e emissão de nota
fiscal, além de outros documentos. Se o e-commerce não está adequadamente
formalizado as chances de acessar esse mercado e fazer excelentes negócios
é nula.

Finalmente, dedique-se a algo mais divertido: seu negócio ao fim deste


processo, sua empresa será reconhecida em todo o sistema tributário federal,
estadual e municipal e desfrutará de mais credibilidade e tranquilidade para
fazer o negócio rodar.

3. TRIBUTAÇÃO NO E-COMMERCE
Sabemos que a questão da tributação no país é complexa e sua
compreensão não é tão simples assim, isso para todos os segmento da
economia. No que tange ao comércio eletrônico esta questão tem sido tema de
muitas discussões por empresários no setor.
Para tratarmos de forma adequada sobre a tributação no e-commerce,
devemos em primeiro lugar enquadrar corretamente a operação comercial e
classificar as atividades em dois grupos distintos: operações de
comercialização de produtos e operações de prestação de serviço adquiridos
através do e-commerce.
Os impostos são muito distintos entre estes dois grupos e logo as
alíquotas são igualmente distintas.
Vamos tomar como exemplo os dois principais impostos para cada um
dos casos apresentados, observe. Se a loja virtual realiza a venda de um
produto o principal imposto que incide sobre esta operação é o ICMS -
Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, este imposto é de
competência do estado onde o e-commerce está fisicamente estabelecido.
Já para empreendimentos digitais que realizam prestação de serviços o
principal imposto que incide sobre a operação é o ISS – Imposto Sobre
Serviços, este imposto tem sua competência no município onde o prestador de
serviço tem o e-commerce fisicamente estabelecido.

3.1. IMPOSTOS NO E-COMMERCE


A premissa básica para você não ter um negócio ilegal é atentar-se no
começo da operação do e-commerce, ou seja, vamos rever alguns pontos á
estudados para garantir que tudo está correndo como o esperado.
Como já vimos, para fins tributários, há duas atividades em que o e-
commerce pode ser enquadrado: a de comércio varejista ou atacadista de
bens (quando você comercializa produtos) e a de prestação de
serviços (quando você negocia online, a prestação de um serviço, o que inclui
os marketplaces).
O processo de abertura de uma empresa de comércio virtual é o
mesmo que você faria para abrir uma empresa física. É preciso estabelecer um
espaço físico para escritório e estoque, registrar sua empresa na Receita
Federal para obter um CNPJ e fazer o registro na Secretaria da Fazenda (para
poder emitir nota fiscal) e na Junta Comercial do estado em que seu comércio
está localizado.
Para jovens empreendedores o mais indicado é enquadrar o e-
commerce optando pelo cadastro como Microempreendedor Individual (MEI) –
tanto para comércio quanto para prestação de serviços – ou como Micro e
Pequena Empresa, todos dentro do Simples Nacional. A diferença entre esses
dois tipos de pessoa jurídica está no faturamento anual.
Enquanto seu comércio estiver enquadrado no MEI, você não é
obrigado a emitir nota fiscal para cliente pessoa física, mas precisa emitir a
nota quando vender para pessoa jurídica (a menos que ela emita nota fiscal de
entrada). Além disso, o MEI não requer escrituração fiscal e contábil, embora
continue tendo que adquirir todas as mercadorias e serviços sempre
com documento fiscal. A arrecadação de impostos é toda unificada: assim, há
um pagamento fixo mensal que garante que você está em dia com o fisco.
Agora vamos lá, a partir do momento em que você tem uma micro ou
pequena empresa, com faturamento que ultrapassa o limite do MEI você
devera migrar a empresa para um novo enquadramento, ficando sujeito a
várias outras obrigações fiscais e contábeis. Além da Declaração Eletrônica de
Serviços e da emissão de Nota Fiscal Eletrônica, há necessidade
das escriturações de livros fiscais e contábeis. Para isso o auxilio de um
profissional de contabilidade será fundamental.
Entre um estabelecimento virtual e uma loja física, quanto à
arrecadação de impostos, não há nenhuma diferença. No comércio, o ICMS
(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) é o
imposto com o qual mais se lida. Como ele é de ordem estadual, ele está
sujeito à legislação do governo de cada estado. Num comércio virtual, em que
você vende e compra do país inteiro, imagine o nível da bagunça causada por
não saber como recolher esse imposto. É um assunto que tem sido tratado à
exaustão e as tentativas de regularização são frequentes, porque é preciso
definir direito como e onde o imposto será recolhido – considerando aí o estado
de origem da mercadoria e o estado para o qual ela é enviada.
Por lei, é obrigatório – mesmo no comércio virtual – que os tributos
incidentes sejam descritos na nota fiscal, incluídos aí os seguintes impostos
sobre produtos e serviços: IOF, IPI, PIS, COFINS, ICMS, ISS e II. Isso tudo é
determinado pela Lei n. 12.741/2012, mas calma, não se desespere: temos
certeza de que seu contador pode explicar exatamente o que isso significa.
Começou a vigorar em 01 de janeiro deste ano a Emenda
Constitucional 87/2015, que cria uma nova sistemática de cobrança do Imposto
sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) incidente sobre as vendas
interestaduais feitas através do e-commerce. Antes, todo o recolhimento de
ICMS ficava com o estado de origem da venda do produto. Agora, as lojas
virtuais terão de destinar uma porcentagem do imposto para o Estado que o
produto será destinado.
Segundo especialistas “Com a regulamentação os empresários devem
cadastrar em seu sistema a tributação de cada Estado e ajustar as etapas do
seu processo de venda, da compra pelo cliente até a entrega do produto”,
A nova regra promoverá ajustes na divisão do ICMS até 2019. Este ano
o repasse do tributo será de 40% para a unidade federativa de destino e 60%
para a de origem. Já em 2017, será 60% para a de destino e 40% de origem.
Em 2018, 80% de destino e 20% de origem. A partir de 2019, toda a
contribuição será ao estado de destino.
Já para o comércio eletrônico, as mudanças trazem impactos
operacionais e financeiros, principalmente nos parâmetros de tributação dos
sistemas de gestão de vendas.
É muito importante que as empresas de comércio eletrônico procurem
por informações fiscais e assessoria técnica contábil e tributária para garantir o
andamento das suas operações da melhor forma a partir da mudança.

O QUE APRENDEMOS HOJE?


Hoje aprendemos o quanto é importante regularizar sua operação e-
commerce, também aprendemos quais são os tramites necessários para que
esta regularização seja feita, além disso, abordamos assuntos relativos ao
enquadramento correto do e-commerce e os principais aspectos sobre
tributação no comércio eletrônico.

4. EXERCÍCIOS
1. Embora num primeiro momento pareça ser oneroso
regularizar o seu e-commerce, quais as principais vantagens em
realizar esta formalização?
2. Porque o MEI é o enquadramento mais adequado
para quem está iniciando com suas atividades no comércio
eletrônico?
3. Quais as principais vantagens do enquadramento no
MEI?
4. É possível migrar uma empresa do MEI para o
simples nacional? Quando isso deve ser feito?
5. Quais os registros que o e-commerce precisa
realizar e as principais documentações necessárias para operar?
6. Quais os dois principais grupos para tributação no e-
commerce e seus respectivos impostos principais?
7. O que é ICMS e quando ele se aplica?
8. O que é ISS e quando ele se aplica?
9. Qual a nova regra para a tributação do ICMS para o
comércio eletrônico até 2019?
10. Qual o impacto da mudança da tributação do ICMS
para as empresas que atuam com e-commerce?

5. ATIVIDADES
Acesse o Portal do Empreendedor através do site:
http://www.portaldoempreendedor.gov.br/ e verifique quais as atividades podem
ser enquadradas como Micro Empreendedor Individual, além de buscar
maiores informações a respeito do MEI.

6. TDP
Na etapa 03 de seu Trabalho de Desenvolvimento Pratico será
necessário verificar o processo de Regularização de sua operação de e-
commerce, com base em seu plano de negócios defina qual é o tipo de
empresa que deverá ser aberta, a documentação necessária para a abertura
da empresa e avaliar a possibilidade de consultar um profissional especializado
para ajudar com os tramites da regularização.