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Circuitos e Instrumentação

Engenharia Civil

Prof. GETÚLIO VARGAS LOUREIRO

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 1


CONTEÚDOS
• CAPÍTULO 1 - VARIÁVEIS DE CIRCUITO E ELEMENTOS DE CIRCUITOS (06 H)

• CAPÍTULO 2 - CIRCUITOS PURAMENTE RESISTIVOS (06 H)

• CAPÍTULO 3 - TÉCNICAS DE ANÁLISE DE CIRCUITOS (08 H)

• CAPÍTULO 4 - ANÁLISE DE CIRCUITOS EM REGIME ESTACIONÁRIO SENOIDAL (08 H )

• CAPÍTULO 5 - POTÊNCIA EM CIRCUITOS SENOIDAIS (06 H)

• CAPÍTULO 6 - CIRCUITOS TRIFÁSICOS EQUILIBRADOS (06 H)

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Capítulo 1
Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito

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MOTIVAÇÃO

• A eletricidade é a forma de energia mais utilizada na sociedade


atual;

• A facilidade de transporte e a transformação em outros tipos de


energia, como mecânica, luminosa, térmica, muito contribui para o
desenvolvimento industrial;

• A eletricidade não é vista, escapa aos nossos sentidos, só se


percebem as suas manifestações exteriores;

• Em consequência dessa “invisibilidade”, a pessoa é, muitas vezes,


exposta a situações de risco ignoradas ou mesmo subestimadas.

• Sob certas circunstâncias, pode comprometer a segurança e a


saúde das pessoas.

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MOTIVAÇÃO

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MOTIVAÇÃO

 DIVERSIFICAÇÃO DE ATIVIDADES
 INTERDISCIPLINARIDADE
 ENVOLVIMENTO DE DIFERENTES TIPOS DE PROFISSIONAIS

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SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA (SEP)
No Brasil a GERAÇÃO de energia elétrica é 80% produzida a partir de hidrelétricas,
11% por termoelétricas e o restante por outros processos;

A partir da usina a energia é transformada, em subestações elétricas, e elevada a níveis de


tensão (69/88/138/240/440kV);

É então transportada em corrente alternada (60 Hertz) através de cabos elétricos, até as
subestações abaixadoras, delimitando a fase de Transmissão.

Na fase de Distribuição (11,9 / 13,8 / 23 kV), que se inicia nas proximidades dos centros de
consumo, a energia elétrica é tratada nas subestações, com seu nível de tensão rebaixado e
sua qualidade controlada;

A partir das subestações, a energia é transportada por redes elétricas aéreas ou


subterrâneas, constituídas por estruturas (postes, torres, dutos subterrâneos e seus
acessórios), cabos elétricos e transformadores para novos rebaixamentos
(110 / 127 / 220 / 380 V);

Finalmente entregue aos clientes industriais, comerciais, de serviços e residenciais em níveis


de tensão variáveis, de acordo com a capacidade de consumo instalada de cada cliente.

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SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA (SEP)
O termo setor elétrico, refere-se normalmente ao Sistema Elétrico de
Potência (SEP), definido como o conjunto de todas as instalações e
equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia
elétrica até a medição inclusive;

É importante salientar que o SEP trabalha com vários níveis de tensão,


classificadas em alta e baixa tensão e normalmente com corrente elétrica
alternada
(60 Hz). Conforme definição dada pela ABNT através das NBR (Normas
Brasileiras Regulamentadoras), considera-se “baixa tensão”, a tensão
superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e
igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente
contínua, entre fases ou entre fase e terra;

Da mesma forma considera-se “alta tensão”, a tensão superior a 1000 volts


em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou
entre fase e terra.

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SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA (SEP)

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1.2 O SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES

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1.3 ANÁLISE DE CIRCUITOS: UMA VISÃO GERAL

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O cobre é o metal mais comumente usado na indústria
eletroeletrônica.

Um exame de sua estrutura atômica revela por que ele


tem uma aplicação tão ampla.

Ele tem 29 elétrons que orbitam em torno do núcleo, com


o 29º elétron aparecendo completamente sozinho na 4a
camada.

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 Se ligarmos fios construídos com materiais diferentes aos terminais
da mesma bateria e medirmos a corrente em cada um deles,
verificaremos que elas são diferentes.

 Muitos fatores, como densidade, mobilidade e características de


estabilidade do material que constitui o fio explicam essas diferenças
nos fluxos de carga.

 Entretanto, em geral, denominamos condutores os materiais que


permitem a passagem de um fluxo intenso de elétrons com a
aplicação de uma força (tensão) relativamente pequena.

 Além disso, os átomos dos materiais que são bons condutores


possuem apenas um elétron na camada de valência (camada mais
distante do núcleo).).

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1.4 TENSÃO E CORRENTE

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 A TENSÃO APLICADA É O MECANISMO DE
PARTIDA;
 A CORRENTE É UMA REAÇÃO À TENSÃO
APLICADA.

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Em resumo, portanto, a tensão aplicada
(ou diferença potencial) em um sistema
elétrico/eletrônico é a “pressão” para colocar o
sistema em movimento, e a corrente é a reação
a essa pressão.

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1.5 O ELEMENTO BÁSICO IDEAL DE CIRCUITO

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 Em geral, o termo potência é aplicado para fornecer uma
indicação da quantidade de trabalho (conversão de energia)
que pode ser realizado em um determinado período de tempo;
isto é, a potência é a velocidade com que um trabalho é
executado.
 Como a energia convertida é medida em joules (J) e o tempo
em segundos (s), a potência é medida em joules/segundo
(J/s).
A unidade elétrica de medida de potência é o watt (W),
definida por:

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 Na forma de equação, a potência é determinada por:

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A potência associada a qualquer suprimento não
é simplesmente uma função da tensão de
suprimento.

Ela é determinada pelo produto da tensão de


suprimento e sua especificação de corrente
máxima.

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Para que uma potência, que determina a velocidade com
que um trabalho é realizado, produza uma conversão de
uma forma de energia em outra, é preciso que ela seja
usada por um certo período.

A energia (W) consumida ou fornecida por um sistema é,


portanto, determinada por:

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1.6 POTÊNCIA E ENERGIA

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RESUMO
O Sistema Internacional de Unidades (SI) habilita engenheiros a
comunicarem significativamente resultados quantitativos. A
Tabela 1.1 resume as unidades básicas do SI; a Tabela 1.2
apresenta algumas unidades derivadas do SI.

 A análise de circuitos é baseada nas variáveis tensão e


corrente.

 Tensão é a energia por unidade de carga criada pela


separação entre cargas e sua unidade do SI é o volt
(v = dw/dq).

 Corrente é a taxa de fluxo de carga e sua unidade do SI é o


ampère (i = dq/dt).

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RESUMO

 O elemento básico ideal de circuito é um componente


com dois terminais que não pode ser subdividido; ele
pode ser descrito matematicamente em termos da tensão
e da corrente em seus terminais.

 A convenção passiva usa um sinal positivo na


expressão que relaciona a tensão e a corrente nos
terminais de um elemento quando a direção de referência
para a corrente que passa pelo elemento está na direção
da queda de tensão de referência no elemento.

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RESUMO

Potência é a energia por unidade de tempo e é igual ao


produto da tensão e da corrente nos terminais; sua
unidade do SI é o watt (p = dw/dt = vi ).

O sinal algébrico da potência é interpretado da seguinte


forma:

 Se p > 0, ocorre absorção de potência pelo circuito ou pelo


componente de circuito.

 Se p < 0, ocorre fornecimento de potência pelo circuito ou pelo


componente de circuito.

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EXERCÍCIOS

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Exercícios Selecionados

Nilsson, J., W.; Riedel, Susan A., Circuitos Elétricos, 8ª edição, Editora LTC.
(Capítulo 1) 1.15, 1.16, 1.19 (gráfico), 1.20, 1.21, 1.26

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1.7 FONTES DE TENSÃO E CORRENTE

Fontes Independentes

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FONTES DE TENSÃO
O termo CC é uma abreviação para corrente contínua (em
inglês direct current, dc), que engloba os diversos sistemas
elétricos nos quais há um sentido de cargas unidirecional (uma
direção).

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FONTES DE TENSÃO

• Em geral, fontes de tensão CC podem ser divididas em


três tipos básicos:

– baterias (reação química ou energia solar),

– geradores (eletromecânica) e

– fontes de alimentação (retificação, um processo de


conversão a ser descrito em seus cursos de
eletrônica).

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FONTES DE TENSÃO
Baterias

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FONTES DE TENSÃO
Baterias

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FONTES DE TENSÃO
Geradores
• O gerador CC é bastante diferente da bateria, tanto na
construção quanto no modo de operação.

• Quando o eixo do gerador gira na velocidade nominal


em função de um torque aplicado por alguma fonte
externa de energia mecânica, o valor nominal de tensão
aparece em seus terminais.

• A tensão e a capacidade de potência de um gerador CC


são normalmente bem maiores do que a da maioria das
baterias, e sua vida útil é determinada apenas por sua
construção.

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FONTES DE TENSÃO
Geradores

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FONTES DE TENSÃO
Fontes de alimentação
• A fonte de corrente contínua mais comum nos laboratórios usa os
processos de retificação e filtragem, procurando obter uma tensão
CC estável.

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FORMAS DE ONDA

Forma de Onda - É uma representação gráfica de uma tensão ou corrente em


função do tempo.

Tensão ou Corrente Contínua (C.C.) - É uma tensão ou corrente que não


inverte a polaridade ao longo do tempo.

Tensão ou Corrente Alternada (C.A.) - É uma tensão ou corrente que inverte


a sua polaridade ao longo do tempo de maneira periódica.

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FORMAS DE ONDA

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FORMAS DE ONDA

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GERADORES DE TENSÃO

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GERADORES DE CORRENTE

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1.8 RESISTÊNCIA ELÉTRICA

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RESISTÊNCIA E RESISTIVIDADE
INTRODUÇÃO

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RESISTÊNCIA E RESISTIVIDADE
INTRODUÇÃO

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RESISTÊNCIA E RESISTIVIDADE

• Resistência é uma propriedade de um objeto.


• Resistividade é uma propriedade específica de um material
• Resistor é um componente elétrico/eletrônico fabricado com determinado
tipo de material, utilizando uma determinada tecnologia.

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RESISTÊNCIA E RESISTIVIDADE

RESPONDA:

Os três condutores cilíndricos da figura são feitos de cobre.


Classifique-os em ordem crescente de resistência.

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RESISTÊNCIA E RESISTIVIDADE

Variação com a Temperatura

Variação da Resistividade do cobre com a Temperatura

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RESISTÊNCIA ELÉTRICA

• A oposição ao fluxo de carga através de um circuito


elétrico, chamada resistência, tem as unidades de
ohms, e usa a letra grega omega (Ω) como símbolo.

• O símbolo gráfico da resistência lembra uma serra.

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RESISTÊNCIA: INTRODUÇÃO

• Essa oposição à passagem de corrente, devido


fundamentalmente a colisões e fricção entre os elétrons
livres e outros elétrons, íons e átomos no curso do
movimento, converte a energia elétrica fornecida em
calor, que aumenta a temperatura do componente
elétrico e do meio circundante.

• O calor que você sente vindo de um aquecedor elétrico


é simplesmente o resultado da corrente que passa por
um material de alta resistência.

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RESISTÊNCIA: FIOS CIRCULARES

• A resistência de qualquer material é devida


fundamentalmente a quatro fatores:
– Material
– Comprimento
– Área do corte transversal
– Temperatura do material

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RESISTÊNCIA: FIOS CIRCULARES

• A estrutura atômica determina quão facilmente um elétron livre


passará por um material.

• Quanto maior o comprimento do caminho que o elétron livre tem de


percorrer, maior o fator de resistência.

• Elétrons livres passam mais facilmente através de condutores com


áreas de corte transversal maiores.

– Além disso, quanto mais alta a temperatura dos materiais


condutivos, maiores a vibração interna e o movimento dos
componentes que formam a estrutura atômica do fio, e mais
difícil os elétrons livres encontrarem um caminho pelo material.

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RESISTÊNCIA: FIOS CIRCULARES

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TIPOS DE RESISTORES
RESISTORES FIXOS

• Os resistores podem ser construídos em diversos formatos, mas


todos eles podem ser divididos em dois grupos: fixos e variáveis.
• O mais comum dos resistores fixos de baixa potência é o resistor
de filme.

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TIPOS DE RESISTORES
RESISTORES FIXOS

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TIPOS DE RESISTORES
RESISTORES FIXOS

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TIPOS DE RESISTORES
RESISTORES VARIÁVEIS

• Os resistores variáveis, como o próprio nome sugere,


têm uma resistência que pode ser variada ao se girar
um botão, um parafuso ou o que for apropriado para a
aplicação específica.

• Eles podem ter dois ou três terminais, mas a maioria


possui três.

• Quando um dispositivo de dois ou três terminais é usado


como um resistor variável, geralmente ele é denominado
reostato.

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TIPOS DE RESISTORES
RESISTORES VARIÁVEIS

• Se um dispositivo de três terminais é usado para controlar níveis de


potência, então ele é normalmente denominado potenciômetro.

• Mesmo que um dispositivo de três terminais possa ser usado como


reostato ou potenciômetro (dependendo de como ele é conectado),
ele costuma ser denominado potenciômetro quando aparece em
revistas especializadas ou em listas de componentes para
aplicações específicas.

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TIPOS DE RESISTORES
RESISTORES VARIÁVEIS

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CÓDIGO DE CORES E VALORES
PADRONIZADOS DE RESISTORES

Exemplos:
56x100 = 5,6kΩ ± 10%
10x1000 = 10kΩ ± 5%
22x10 = 220Ω ± 10%
221x1 = 221Ω±1%
100x100 = 10kΩ ± 1%

http://www.hobby-hour.com/electronics/resistorcalculator.php

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1.9 - LEI DE OHM

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Resistência e Condutância (G)

 é o inverso da resistência (R)

 é medida em siemens (S)

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POTÊNCIA EM UM RESISTOR

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1.9 LEIS DE KIRCHHOFF

Lei das correntes de Kirchhoff (LCK)


 A soma algébrica de todas as correntes em qualquer nó
de um circuito é igual a zero.
 Usar um sinal algébrico, correspondente à direção de referência, para cada
corrente no nó.

Lei das tensões de Kirchhoff (LTK)


 A soma algébrica de todas as tensões ao longo de
qualquer caminho fechado em um circuito é igual a zero.
 Designar um sinal algébrico (direção de referência) a cada tensão no laço
(considerando elevação ou queda de tensão).

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Lei de Ohm

Lei das tensões de Kirchhoff


Lei das correntes de Kirchhoff

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 Observe que, se você conhece a corrente em um
resistor, também conhecerá sua tensão, pois corrente e
tensão estão diretamente relacionadas pela lei de Ohm.

 Quando apenas dois elementos estão conectados a um


nó, se conhecermos a corrente em um dos elementos,
também poderemos conhecer a do segundo elemento.

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Exemplo 2.6 - Some as correntes em cada nó.

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Exemplo 2.7 - Some as tensões em cada caminho.

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 113


Exemplo 2.8
 Determine as correntes desconhecidas e verifique se a potência gerada e
igual a potência total dissipada.

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Exemplo 2.9
 Construa o modelo do circuito baseado nas medições terminais. Determine
a potência que este circuito fornecerá para um resistor de 10 Ω.

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 115


Problemas para avaliação 2.5
 Para o circuito mostrado calcule (a) i5; (b) vi, (c) v2; (d) vs e (e) a potência
entregue pela fonte de 24 V.

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 116


Problemas para avaliação 2.6
 Use a lei de Ohm e as leis de Kirchhoff para determinar o valor de R no
circuito mostrado.

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 117


RESUMO
 Os elementos de circuito apresentados neste capítulo são fontes de
tensão, fontes de corrente e resistores:

 Uma fonte ideal de tensão mantém uma tensão entre seus


terminais independentemente da corrente que flui por ela. Uma
fonte ideal de corrente mantém uma corrente fluindo por ela
independentemente da tensão em seus terminais. Fontes de
tensão e corrente são ditas independentes quando não são
influenciadas por qualquer outra corrente ou tensão no circuito;
ou dependentes, quando seus valores são determinados por
alguma outra corrente ou tensão no circuito.

 Um resistor impõe proporcionalidade entre a tensão em seus


terminais e a corrente que flui por ele. O valor da constante de
proporcionalidade é denominado resistência e é medido em
ohms.

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 120


RESUMO
 A lei de Ohm estabelece a proporcionalidade entre tensão e corrente em um
resistor. Especificamente,

se o fluxo de corrente no resistor estiver na direção da queda da tensão que


lhe é aplicada, ou

se o fluxo de corrente no resistor estiver na direção da elevação da tensão que


lhe é aplicada.

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 121


RESUMO

Combinando a equação de potência, p = vi, com a lei de Ohm, podemos


determinar a potência absorvida por um resistor:

 Circuitos são descritos por nós e caminhos fechados.


 Um nó é um ponto no qual dois ou mais elementos de circuito se unem.
 Quando apenas dois elementos se conectam para formar um nó diz-se que
estão em série.
 Um caminho fechado é um laço que passa por elementos conectados,
começa e termina no mesmo nó e passa por cada nó intermediário apenas
uma vez.

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 122


EXERCÍCIOS

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 128


EXERCÍCIOS

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 129


EXERCÍCIOS

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 130


Exercícios Selecionados

Nilsson, J., W.; Riedel, Susan A., Circuitos Elétricos, 8ª edição, Editora LTC.
(Capítulo 2) Exemplo 2.1 (pg. 17), Exemplo 2.2 (pg. 18), Prob.Aval. (pg. 18)
Probl. Aval. 2.7 e 2.8 (pg. 27) – 2.13, 2.22, 2.26, 2.33, 2.38

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 131


OBRIGADO PELA ATENÇÃO
Prof. Getúlio V. Loureiro

Circuitos e Instrumentação - CAPÍTULO 1 - Variáveis de Circuito e Elementos de Circuito 132