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ALMEIDA, João Victor Vilaverde de.

Controle Do Soberano: Como Evoluiu a


Aplicação Da Lei Do Impeachment No Brasil? 2019. ir00572a,
search.ebscohost.com.sbproxy.fgv.br/login.aspx?direct=true&db=ir00572a&AN
=fgv.10438.27202&lang=pt-br&site=eds-live. Accessed 17 Mar. 2019.

A apresentação tem como foco o estudo comparado entre o sistema de governo


no Brasil e em Portugal.

Incialmente faremos a contextualização dos dois países para entender o cenário


da escolha do sistema de governo nos dois países a fim que possamos entender
as suas características e funcionamento, para que possamos comparar
o sistema de governo em Portugal com o Brasileiro, o órgão que prepondera em
cada um dos dois

Primeiramente, cumpre informar que para fins de facilitar o entendimento da


presente apresentação será utilizada a nomenclatura de “semipresidencialismo”
para a designação do sistema de governo em Portugal.

Incialmente para falar de sistema de governo devemos destacar que o estudo


cabe sobre países em regimes democráticos, nesse sentido o Professor e Jorge
Reis destacam a irrelevância cientifica em países, haja vista que estamos
falando no relacionamento de relacionamento institucional estabelecido entre os
três poderes órgão de soberania política.

Quanto a Portugal não há duvida que a sua democracia se consolidou de fato


com a Revisão Constitucional de 1982 em que houve a extinção do Conselho da
Revolução, ou seja, o período compreendido entre a Constituição de 1976 que
inaugurou o período democrático foi até 82 – este período sendo considerado de
transição. Ou será, em 74?????????

No Brasil se fala em redemocratização do país com a Constituinte de 1988 mas


existe divergência quanto a consolidação do Brasil de fato após a promulgação
da Constituinte, sendo nos últimos anos o país tem vivido uma severa crise
democrática???, principalmente no que tange as suas instituições politicas.

O sistema de governo é previsto pela Constituição, sendo seus contornos


estabelecidas por ela, mas sendo a prática de funcionamento um elemento
_________________________ + QUAL O CONTRIBUTO DA PEATICADE DE
FUNCIONAMENTO

PRESIDENCIALISMO

JURIDICO POLITICO
 regime de separação de presidencialismo é, como se pode
poderes – supor, a predominância do
 chefia do Estado e a do Presidente.
governo (do “executivo”) a um
órgão unipessoal, a
Presidência da Re- pública.
 a independência recip
́ roca do
Executivo e do Legislativo é
rigorosamente assegurada.
Nem a reunião do Legislativo
pressupõe necessariamente
convocação do chefe de
Estado, como sucedia nas
monarquias, nem pode ele pôr
fim, por qualquer razão, ao
mandato dos parlamentares,
dissolvendo a Câmara e
convocando novas eleições.
Nem pode a Câmara destituir o
Presidente que não contar com
sua con- fiança, só o podendo
fazer como sanção de um
crime.

Enfim, graças ao descrédito das Câmaras parlamentares muitas vezes


subservientes, não raro corruptas, na América Latina o presidencialismo tende a
se tornar na prática um regime de ditadura temporária, só tempera- do, quando
o é, pela independência do Judiciário, ou pela arbitragem das Forças Armadas.

O esmigalhamento das forças polit́ icas nacionais em inúmeros partidos que se


entredevoram por questões de pormenor, sublinhando suas diferenças e
intensificando a demagogia para alcançar apoio popular, repercute sempre nas
Câmaras onde nenhum dos grupos consegue normalmente maioria só- lida,
onde nenhuma coligação é estável. Assim, a multiplicidade partidária excessiva
impede o bom funcionamento de qualquer regime onde a prepon- derância caiba
ao Legislativo, ou, ao menos, onde ao Legislativo caiba constituir e destituir o
governo, como no parlamentarismo.

Não po- dendo ser o Presidente destituído por motivos políticos, o governo não
depen- de em sua estabilidade da confiança parlamentar. Ademais, a liderança
nacio- nal do Presidente lhe permite usar a pressão popular contra a má vontade
do Parlamento, que dificilmente pode resistir a seus reclamos. Sem dúvida, não
faltam exemplos de paralisia governamental causada pela hostilidade entre o
Presidente e o Congresso, mas têm eles sido raros e passageiros.

Fiel às tradições republicanas, a Constituição manteve o presidencialismo


Entre estes avultam a am- pliação das atividades governamentais no domin
́ io
econômico e social, o intervencionismo, e a gravidade hodierna dos problemas
de segurança, que confiados ao Executivo, tendem a soerguê-lo em detrimento
do Legislativo.

Formulou-a claramente Campos Sales ao conceituar esse regime como o


“governo pessoal constitucionalmente organizado” (apud João Camillo de
Oliveira Torres, O presidencialismo no Brasil, O Cruzeiro, Rio de Janeiro, p. 222,
1962). E, na verdade, como o ilustre paulista, sem dizê-lo embora, os
Presidentes da República brasileira sempre se consideraram “o Governo e não
apenas o chefe do Governo” (id., p. 223). Com essa colocação, aliás,
perfeitamente se compadece a vida nacional, que tudo espera do Presidente.

Na Constituição vigente a preeminência presidencial foi um pouco atenuada em


virtude do fortalecimento do Legislativo pelo controle de certos atos
governamentais do Executivo.

Ao contrário, ela, e sua prática, vêm acentuando a preponderân- cia


incontrastável do Presidente da República — não apenas o chefe, mas o próprio
Poder Executivo... (que “legisla” por medidas provisórias) — enquanto o
Legislativo se encontra fragilizado, reduzido a investigações frequentemente
inócuas e o Judiciário se politiza, não raro substituindo-se ao Congresso
Nacional na função de legislar e atualizar a Constituição.

RELAÇÃ O ENTRE CONTROLE POLÍTICO E SISTEMAS DE GOVERNO


Esse controle é pelas Câmaras mais eficazmente desempenhado nos regimes
parlamentaristas, onde a sorte do gabinete está em mãos da maioria
parlamentar. As Constituições que adotam esse regime costumam, seguindo os
ditames da racionalização do poder, regular minuciosamente os instru- mentos
desse controle, prevendo “questões escritas”, “questões orais”, e, sobretudo,
“moções de censura”, e “moções de desconfiança”, moções estas que,
aprovadas, acarretam a demissão do ministro ou do gabinete.
No presidencialismo, essa fiscalização é mais grosseira e menos eficien- te.
Afora o seu desempenho através da atividade de qualquer parlamentar (em
discurso e outras manifestações), ela é exercida principalmente pelas comissões
de inquérito.

No Brasil o sistema de governo que foi disposto pela a Constituição Federal

PORTUGAL - O sistema de governo português, este conhecido pelo


denominado semipresidencialismo – sendo Jorge Reis como um dos principais
expoentes a defesa dessa denominação – foi escolhido como o sistema que iria
dispor sobre o relacionamento institucional dos órgãos de soberania política no
país quando da passagem do período autoritário para o regime democrático,
sendo em Portugal esses órgãos correspondem ao Presidente da República,
Governo e Assembleia da República.
Aqui cabe salientar que a sua escolha foi influenciada pelo passado português,
resultado do fracasso da I República, motivo pelo qual se evitou o
parlamentarismo em que era o centro da vida política, bem como pela má
experiência do presidencialismo da Estado Novo. Nesse sentido foi inserido no
texto da Constituição de 1976 os contornos do sistema de governo português,
havendo divergência doutrinária quanto as suas características essências como
a sua denominação esta que não cabe discussão por ser apenas questão de
ordem pratica e não cientifica.

Jorge Reis  A eleição do Presidente da República por sufrágio universal, que


acaba por lhe conferir legitimidade democrática para o exercício dos poderes
que lhe foram conferidos na Constituição + um Governo politicamente
responsável pelo Parlamento;

Blanco Morais  entende que os elementos do sistema de governo português –


a qual refere-se por sistema politico – pela Diarquia do Executivo entre Governo
e Presidente + reponsabilidade política do Governo perante o Parlamento e
Presidente +

Paralelamente, o Brasil
o antes centrar a nossa análise no período após a revolução de 25 de abril
de 1974, a qual nos conduziu ao regime democrático atual

As implicações de governos de coalizão sobre a capacidade do chefe do


Executivo definir e aprovar a agenda de seu governo é discussão recorrente na
literatura institucionalista, mas persistem desacordos relevantes sobre quão
custoso é conduzir um governo que precisa de muitos partidos para formar
maioria, bem como se sobrepor aos incentivos institucionais à dispersão
decisória e à personalização das estratégias eleitorais de parlamentares

O modelo de relação entre eles era o “presidencialismo de coalizão”, que exige


do chefe do Executivo, encarnado no cargo de presidente da República, a
habilidade de montar e sustentar, ao longo do mandato, uma coalizão polit́ ico-
partidária no Congresso Nacional, para governar. Como vimos, Dilma não obteve
êxito no comando desse arranjo do presidencialismo de coalizão, vendo sua
hegemonia parlamentar decair ao longo do primeiro mandato (2011-2014),
fenômeno que se acelerou a partir do segundo mandato.

António Fernandes (1991: 44), “a Constituição de 1976 instituiu um sistema


político de governo sui generis, que não se identifica com nenhum dos sistemas
de tradição histórica (...) pois do seu articulado decorre que a sede do Poder
residia no Conselho da Revolução;

Esta dificuldade de caracterização do sistema instituído é percetiv́ el na


nomenclatura utilizada por diversos autores para se referirem ao sistema polit́ ico
português, havendo um intenso debate sobre as funçoe
̃ s adstritas ao Presidente
da República e o seu impacto na definição apresentada

a presidente Dilma Rousseff detinha maioria parlamentar. Seu partido, o PT,


elegera a maior bancada na Câmara dos Deputados (onde se origina o processo
de impeachment) na legislatura de 2015-2019. Além disso, o partido-pivô, o
PMDB, fazia parte de sua base, tendo o presidente nacional do partido, Michel
Temer, no cargo de vice-presidente da República. No entanto, ao longo de 2015,
o processo de definhamento de sua coalizão, já verificado ao longo do primeiro
mandato, se acelerou

Ainda assim, uma marca intransponiv́ el: mais de dois terços dos brasileiros,
afinal, queriam o impeachment de Dilma. Era um niv́ el devastador
(ABRANCHES, 2018, p.311).

O primeiro foi o surgimento do regime de “presidencialismo de coalizão”, em que


o chefe do Executivo precisa ter habilidade para montar e manter uma coalizão
de partidos políticos no Legislativo para fazer avançar sua agenda de polit́ icas
públicas e, também, para barrar ataques da oposição

O processo de impeachment no Brasil é “parlamentar-dominante”, isto é, o


Congresso Nacional é a instituição encarregada da investigação do
impeachment e do julgamento do presidente (BAUMGARTNER; KADA, 2003
p.1523)

No entanto, a Constituição exige quórum “elevadiś simo” (FALCÃ O, 2017, p. 96-


97), tanto para a Câmara autorizar o impeachment quanto para o Senado
condenar o presidente no julgamento.

Dado que os acusadores (deputados) e os julgadores (senadores) são polit́ icos,


a análise da relação partidária de poder do presidente da República se faz
necessária para medir o tamanho de sua base aliada e da oposição. Esse ponto
ganha ainda mais importância sob o nosso presidencialismo de coalizão, por
conta de sua característica intrínseca de constante esforço polit́ ico para
manutenção de apoio parlamentar. O presidente goza de grande poder de
agenda – amplificado pela Constituição de 1988, com o instituto das Medidas
Provisórias, como veremos mais adiante – mas depende do Congresso Nacional
para manter um niv́ el min
́ imo de governabilidade. Este, por sua vez, também
teve ampliadas as suas responsabilidades de fiscalizador e controlador do
Executivo, como vimos.

Dois aspectos do processo de tomada de decisão no Congresso brasileiro são


fundamentais para o entendimento de como o Executivo contro- la o Legislativo:
primeiro, o poder de legislar garantido ao presidente pela Constituição; e, se-
gundo, a centralização do poder decisório nas mãos dos lid
́ eres dos partidos no
Congresso.

O principal poder pró -ativo do Executivo garantido na Constituiç ão brasileira é a capacidade do
presidente de legislar atravé s das Medidas Provisó rias. Este dispositivo institucional o autoriza a
promulgar prontamente uma nova legislaç ão, sem a necessidade de aprová -la no Congresso.

Alé m da Medida Provisó ria e do poder de veto, a Constituiç ão brasileira define alguns temas sobre
os quais o Executivo tem o poder exclusivo de iniciar legislaç ão. Somente o presidente pode
introduzir propostas que digam respeito a proble- mas orç amentá rios e de administraç ão pú blica,
por exemplo.

Em se tratando de leis orç amentá rias, embora uma maioria no Congresso tenha o direito de propor
emendas à s propostas que foram intro- duzidas pelo presidente, esta maioria só pode fazer isto se
essas emendas forem compatíveis com o plano de orç amento plurianual elaborado pelo Executivo,
bem como com a Lei de Diretrizes Orç amentá rias

Outro instrumento importante que o Executi- vo pode utilizar para interferir na tramitaç ão de uma
proposta no Congresso é o pedido de urgê ncia - Quando um pedido de urgê ncia é feito para uma
proposta, a comissã o tem somente duas ses- sõ es para examiná -la e votá -la antes de mandá -la para
o plená rio. Na prá tica, este prazo é muito curto e as comissõ es dificilmente conseguem examinar e se
posicionar em relaç ão a uma proposta que tenha recebido um pedido de urgê ncia

Os instrumentos e normas constitucionais discutidos acima nã o sã o os ú nicos fatores que colocam o
Executivo em uma posiç ão privilegiada em relaç ão ao Congresso. A centralizaç ão do pro- cesso de
tomada de decisã o dentro do Congresso també m serve a este propó sito. As regras internas da Câ mara
garantem aos líderes dos partidos na Mesa Diretora e no Colé gio dos Líderes um papel central na
conduç ão do processo legislativo e na definiç ão do sistema de comissõ es.

De maneira geral, é prerrogativa dos líderes dos partidos nomear, assim como substituir, a qualquer
momento, os membros das comissõ es (Art. 10).

Alé m disso, demonstrare- mos que o Executivo, atravé s dos líderes do partido ou coalizã o governista,
manipula as nomeaç ões de certas comissõ es para colocar nelas um nú mero estraté gico de membros
fié is aos seus interesses.

Outro indicador da centralizaç ão do proces- so de tomada de decisã o no Congresso brasileiro é a


maneira pela qual os projetos sã o distribuídos à s comissõ es. O presidente da Mesa Diretora tem o
direito de determinar quais comissõ es irã o analisar e dar um parecer oficial sobre cada projeto
especí- fico. Esta regra tem conseqü ê ncias importantes porque, segundo o regimento da Câ mara,
quando um projeto é analisado por mais de trê s comissõ es permanentes, automaticamente uma nova
comis- sã o especial deverá ser criada para analisá -lo. Dado que os líderes dos partidos tê m poder
para influenciar a composiç ão das comissõ es especiais, pode ser estrategicamente interessante para
eles mitigar o poder das comissõ es permanentes em casos específicos.7

não há propriamente conflito, mas uma subordinação prática do Legislativo à agenda


presidencial de políticas públicas32. Esta subordinação teria origem fundamentalmente
nas regras institucionais que dão ao Executivo poderes especiais para encaminhar
propostas de seu agrado e bloquear iniciativas que lhe são contrárias na decisão
parlamentar33. Este poder decorre tanto da Constituição quanto das normas
infraconstitucionais, em particular os regimentos internos das Casas Legislativas

E que bens seriam esses em concreto? Alguns estudos apontam que busca por
pork se materializa no interesse por rubricas de despesa orçamentária que
direcionam os recursos públicos (especialmente no âmbito federal) para obras e
serviços natureza local, que possam ser identificados pelo eleitor como uma
“benesse” do parlamentar individual4

Assim, o rol de bens que possam servir de alavanca para a formação de


coalizões incorpora também a distribuição de postos no executivo, tanto no niv́ el
mais alto (ministros) quanto de alto a baixo na hierarquia - Reconhecendo que a
literatura acumula ampla e documentada constatação de que tanto a distribuição
de pork e a repartição de cargos de direção polit́ ica71 existem e são utilizadas
para a formação de coalizões, os autores dão um salto analítico para apontar
que “os Executivos implementam estratégias que utilizam múltiplas ferramentas
que estão em suas caixas de ferramentas

A expressão pork barrel é utilizada para classificar “políticas distributivistas, com


ganhos concentrados e custos difusos.” (AMES et al., 2011, apud LOWI, 1963,
p. 269). Resumidamente, são políticas que têm por finalidade favorecer os
eleitores de região circunscrita geograficamente que votaram em determinado
político, mas os custos são repartidos por todos os contribuintes. São exemplos
de pork barrel a construção de estradas, pontes, hospitais, quadras de esporte.
Conforme Ames et al. (2011), “esse tipo de política pode resultar em ganhos
substantivos para coletividades em âmbito local, como a construção de obras
públicas, investimentos em infraestrutura e em fundações culturais e
educacionais.” (AMES et al, 2011, p. 240).

 As eleições parlamentares ao longo dos anos se tronaram as eleições para


Primeiro-Ministro, mas cabe destacar que não são a esse fim mas cabe que a
nomeação pelo Presidente deve levar em conta o resultado da composição do
parlamento;

 Em 2015 as eleições parlamentares não deram a maioria a direita, não


garantindo a manutenção do seu governo que foi substituído pelo Governo de
esquerda do PS – este com o apoio do BE e PCP;

o aqui será que cabe falar que as eleições nos outros países também
demonstram esse avanço da esquerda?

 os partidos detêm o monopólio de representação politica e controlam


ferreamente o acesso ao parlamento através do sistema eleitoral de lista
fechada;
MARCELO REBELO DE SOUSA – O SISTEMA DE GOVERNO PORTUGUES,
LISBOA, 1992

 Revisão de 1982 realizou significativas alterações quanto a


organização do poder politico em Portugal (p.07), principalmente no que tange
ao sistema de governo e que levou a divergências doutrinarias quanto a suas
alterações;
 Na versão original da Constituição de 1976 era um sistema
democrático representativo de divisão de poderes semipresencial;
 SISTEMA DE GOVERNO – “forma que obedece a estruturação dos
órgãos de poder político soberano do Estado, envolvendo o elenco desses
órgãos, sua composição ... a competência geral e sua interrelação funcional
em particular, o modo de funcionamento e as formas de controle da sua
atuação”

Podia ser entendido como um sistema de governo semipresencial por nele haver
convergências de influência do sistema de governo presidencial e sistema de
governo parlamentar (p.10);

Governo era formando em função dos resultados parlamentares – a constituição


fala que quando da nomeação do primeiro ministro o Presidente deve observar
os resultados das eleições parlamentares (Art.190);

A constituição e sobrevivência do Governo dependia de confiança parlamentar


já que o Governo respondia politicamente ao parlamento;

Existência de uma Diarquia no poder executivo – distinção de funções entre


Governo e Presidente – sendo a condução geral da politica sendo feita pelo
Primeiro-Ministro; Commented [IG1]: CONPONENTE PARLAMENTAR

Eleição para Presidente por sufrágio universal + responsabilidade politica do


Governo perante o Presidente da República + Presidente com amplos poderes
– dentre os quais o veto politico quanto aos diplomas do Governo + possibilidade
de dissolução da Assembleia da Republica que dependia de parecer do
Conselho da Revolução (aquela época era um poder que era condicionado pela
Constituição);

Marcelo – o sistema de governo estabelecido pela Constituição de 1976 em sua


versão original era classifica como sistema semipresencial

 A formação do Governo era com base na composição parlamentar +


responsabilidade política do Governo perante o Parlamento e Presidente
+ dualismo do executivo + impossibilidade de intervenção direta do
Presidente na condução da política;
 Sistema semipresencial se define pela convergência da legitimidade
do sufrágio universal como escolha para Presidente + manutenção
de efetiva responsabilização política do Governo perante o
parlamento;

Marcelo Caetano menciona que anteriormente a revisão de 1982 a


sistematização da constituição era para um pendor presidencial – Conselho
subalterno ao presidente;

 Posição suprapartidária do Presidente pela forma de eleição;


 a forma de escolha do Primeiro-Ministro tendo em vista que a consulta ao
Conselho da Revolução e ao parlamento não era vinculativo – dependia
da leitura do Presidente;
o nesse sentido destaca-se a postura do Presidente que entendia
que o presidente não era vinculado ao parecer ou a composição
parlamentar – tanto é que houve formação de governo de iniciativa
presidenciais;
 Podia o Presidente demitir o Governo mesmo que este tivesse apoio
parlamentar – ou seja, podia retirar sua confiança política – poder de livre
exoneração;
Pratica Constitucional

II Governo – pendor parlamentar – uma maioria parlamentar de onde saiu o


Governo + diminuição das interferências do presidente na condução da politicas;

Depois com a crise do II Governo – crise no sistemade partido – levou a um


pendor presidencial novamente com Governos de iniciativa presidencial com
carência de apoio parlamentar

 Houve aqui uma dissolução da Assembleia da Republica por vontade do


Presidente

Quando havia a preponderância da componente parlamentar havia a sede do poder


politico centrado no Governo – maioria parlamentar colaborar com a execução do plano
de governo;

Perto da revisão houve um apagamento do presidente bem como um acordo entre os


partidos e o PS para que na revisão fosse realizada uma diminuição dos poderes
presenciais

Marcelo Rebelo quando faz à analise dos primeiros anos de governo


constata que o pendor presidencial coincidia com fases de crise no
sistema partidário – um Governo minoritário, carecido de apoio
parlamentar ou na impossibilidade de Governos de coligação com maioria

 Fato esse demonstra que o pendor presidencial, mais do que


afirmação do presidente, mas sim de crises partidárias – para além
do estatuto constitucional do presidente da republica FORAM AS
DEBILIDADES E ERROS VERIFICADOS NO SISTEMA PARTIDARIO
QUE ALARGARAM O CAMPO DE ATUAÇAO DO PRESIDENTE (P.29)

A pratica constitucional nos primeiros anos levaram ao questionamento


pericialmente no que concerne ao estatuto do presidente da republica
 Em linhas gerais os projetos de revisão buscavam manter o equilíbrio entre
os podres embora com clara vantagem ao pendor parlamentar do sistema de
governo

 Revisão como um alargamento do estatuto do presidente da Republica –


alargamento da definição do presidente como garante e do regular
funcionamento das instituições democráticas + a retirada de condicionante ao
poder de dissolução da assembleia da republica que passou a ser impossível
somente por limitação de tempo e circunstanciais + dever de informação do
Primeiro-Ministro para com o Presidente acerca dos assuntos de condução
política do país;

Consolidação da componente parlamentar  a limitação da responsabilidade


política do Governo que passou a ser somente perante a assembleia da
republica – situações que se tornem necessários ao regular funcionamento das
instituições democráticas (art. 136) + interdição aos vetos de bolso do presidente

OU SEJA, COM A REVISÃO DE 1982 HOUVE A “DIMINUIÇÃO” DO


ESTATUTO DO PRESIDENTE E UM RELATIVO REFORÇO DA ASSEMBLEIA
DA REPUBLICA (p.59) – houve um designo de diminuição da relevância do
estatuto do presidente com alterações sensíveis na letra da constituição.

A questão de se suscita com a revisão de 1982 é quanto se houve realmente um


equilíbrio entre os poderes presidenciais e parlamentares ou mesmo se colocou
em causa o sistema de governo, convertendo em um sistema parlamentar
racionalizado/mitigado????

A escolha pelo semipresidencialismo resultou de um compromisso entre o


parlamentarismo racionalizado dos partidos + a propensão presidencialista do
Movimento das Forças Armadas

 Os partidos não queriam um viés presidencialista do sistema de partido


sendo seus projetos voltados para a escolha que avantajasse o
Parlamento
 Um dos argumentos de fundo que levaram a opção por uma componente
presidencial foi a necessidade de garantir a não degradação do poder
politico nesse período de transição e no qual o sistema partidário
encontrava-se ainda por se estabilizar;

Revisão levou: A formação e sobrevivência do governo depende da


composição parlamentar já que o governo responde politicamente perante ao
parlamento

De modo geral após a revisão de 82 o Prof. Marcelo Rebelo manteve a


classificação como sistema de governo semipresencial pela convergência
entre a legitimidade pelo sufrágio universal e direto do Presidente + a
manutenção de mecanismos de efetivação da responsabilidade política do
governo perante o parlamento

 Não considera que houve um aumento dos poderes presidenciais


(p.73)

 da mesma forma que houve um aumento de questões para pendor


presidencial como é o caso da dissolução do parlamento poder ser feita
livremente pelo presidente temos também fatores no sentido contrario com a
limitação do poder presidencial na demissão do governo;

 Marcelo não concorda com o posicionamento que houve um aumento dos


poderes presidenciais mas que foi retirado do texto constitucional o pendor
presidencial – o que ocorreu após a Revisão de 1982 foi a manutenção do
sistema presidencial como um maior equilíbrio entre os órgão de poder politico
soberanos do Estado – ou seja, um equilíbrio entre a sua componente
parlamentar e presidencial – AQUI FALA QUE TANTO PODERIA EVOLUIR
PARA UM PENDOR PRESIDENCIAL COMO TAMBEM PARA UM PENDOR
PARLAMENTAR (P.74);

MARCELO DESTACA QUE IX GOVERNO – aqui foi feita uma aliança para uma
legislatura entre o PS + PSD – momento que houve uma preponderância da
componente parlamentar visto que havia uma maioria parlamentar que dava uma
relativa estabilização governamental e por conseguinte um apagamento do
pendor presidência (p.81);

I) Apesar de uma alteração substancial operada pela revisão no pendor


presidencial é a PRATICA QUE MODELA O PESO RELATIVO AO
PENDOR PARA PRESIDENCIAL OU PARLAMENTAR;
II) Pratica é influenciada principalmente pelo sistema de partidos
III) Em situação de crise no sistema de partidos ou de multipartidarismo
perfeito com reflexos na base de sustentação parlamentar TENDE
PARA UM PENDOR PRESIDENCIAL
IV) Ocorrendo multipartidarismo de partido dominante com maiorias
parlamentares internamente instáveis ou Governos minoritários A
COMPENENTE PARLAMENTAR PREVALECE CENTRADA NA
ASSEMBLEIA
V) Existindo maioria coerente e estável designadamente
monopartidarismo de partido dominante e cuja dominância é
acentuada – o centro do sistema de governo tende a ser o Primeiro-
Ministro e líder do partido governamental

Pratica do sistema de governo 1989/1992  continuou-se na linha até então que


se vinha tendo, um sistema multipartidário de partido dominante – PSD – com
maioria parlamentar absoluta – CONSEQUENTEMENTE UM GOVERNO
MAIORITARIO EM PARTICULAR UM PRIMEIRO MINITRO QUE CONSTITUI O
CENTRO DO GOVERNO

APAGAMENTO DO PENDOR PRESIDENCIAL

SUBALTERNIZAÇAO DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA RELATIVAMENTE


AO GOVERNO

MARCELO REBELO DESTACA UMA REPERCUSSAO DA ENTRADA DE


PORTUGAL NO UNIAO EUROPEIA – A FORÇA DE MASSTRICHT – SENTIDO
DE GOVERNALIZAÇAO DO SISTEMA DE GOVERNO + APAGAMENTO
PRESIDENCIAL E PARLAMENTAR (P.109)
 ELE FALA QUE PARA SANAR ISSO SOMENTE A REVISAO
CONSTITUCIONAL PARA QUE POSSA TEM UM MAIOR
ENVOVLIMENTO DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA NOS
PROCEDIMENTOS DE DECISAO POLITICA E LEGISLATIVA
COMUNITARIA.

NUNO PIÇARRA – O PRINCIPIO DA SEPARAÇAO DE PODERES E OS


LIMITES DA COMPETENCIA DO PARLAMENTO FACE AO GOVERNO NA
JURISPRUDENCIA CONSTITUCIONAL PORTUGUESA, IN ESTUDOS EM
HOMENAGEM AO PROFESSOR JORGE MIRANDA, VOL III, COIMBRA 2012.
P.33/

Desde de a constituição de 1976 não tem sido raro a situação de governos


minoritários – não contam uma maioria de apoio parlamentar na condução da
politica geral (1/3/4/5/10/13/14/18)

Art.111,nº 1 – os órgão de soberania devem observar a separação e a


interdependência estabelecidas na Constituição

Parecer nº26/79 da Comissão Constitucional quanto a sepração de poderes –


embate entre Poder Legislativo e Executivo

 Centrando-se no problema das relações entre Legislativo e Executivo


o voto fala : “a evolução do sistema parlamentar tem-se processado
de forma a acentuar a interdependência e não a separação do poderes
+ que o parlamentarismo maioritário tem se consolidado em favor do
Governo  o governo é onde encontra-se os chefes do partido e que
por essa via dominam os parlamentares e assim comandar o processo
legislativo

No caso de um Governo maioritário a tendência é para uma


GOVERNALIZAÇAO do sistema politico – tendência esta que se acentua em
Portugal por questões históricas (antiparlamentarismo) e também na dificuldade
de funcionamento da própria AR
Cabe ao principio da separação e interdependência de poderes precisar e
clarificar a especialização orgânica – promover um arranjo constitucional que
conjugue devidamente a responsabilidade politica e técnica

Critérios necessários em situações em que existe um governo minoritário – não


dispõe de uma maioria na AR, ficando portanto sujeito a uma maioria de
oposição – sendo momentos em que a atividade da AR torna-se em certos
momentos contrario a que o Governo que fazer – momentos em que os limites
transformas a AR em antigoverno, sem provocar a queda daquele de forma que
tal se afigure uma forma de censura política e eleitoralmente mais rentável aos
partidos da oposição;

Governo minoritário e do outro lado uma maioria opositora na AR não


consideram oportuno derrubar o governo aos olhos politico-eleitoral mas
preferem antes desgasta-lo, sendo mais ou menos contra governo

A constituição portuguesa em fluxo: uma perspectiva comparada 1976-2016

Robert Elgie  o semipresidencialismo francês demonstra como fatores


contextuais moldam o funcionamento das próprias instituições – ou seja, temos
que colocar o semipresidencialismo francês dentro do contexto francês – NA
FRANÇA O PRESIDENTE E QUEM FAZ AS COLIGACOES

 Na França tem sido eleito chefe de partidos/coligações – os


presidentes eleitos ora tem a maioria ou dissolvem a assembleia e
convocando novas eleições a fim de formas nova maioria parlamentar;
 O Primeiro-ministro em França sabe que deve o seu cargo ao
presidente a maioria parlamentar;
 Embora constitucionalmente o presidente francês tenha poderes
reduzidos tem sido capaz de dominar o sistema politico;
 O contexto da politica francesa tem permitido o exercício indireto de
um governo presidencial através da nomeação do Primeiro-Ministro
favorável e de uma maioria presidencial parlamentar – gera-se muitas
vezes um “superpresidente”;

Por outro lado, também pode haver a situação de coabitação, quando as


eleições parlamentares formam uma maioria parlamentar contraria ao presidente
fazendo com que essa nomeie um Primeiro-ministro tem apoio do parlamento e
que também se oponha ao Presidente (p.135);

A experiência francesa demonstra que pode ocorrer diversos desfechos


independente do quadro institucional, dependendo do contexto (p.136);

Portugal – as eleições para presidenciais não resultam em Presidentes


considerados lideres de uma maioria parlamentar

 Normalmente a figura principal tem sido o Primeiro-Ministro, que sai dessa


maioria parlamentar por ser o líder
 E quando existe uma situação de coabitação os poderes presidências
aumentam (Jalali,2011)

Marina Costa Lobo – O semipresidencialismo na crise europeia

 O sistema presidencial é muito mais instável e propenso a bloqueios


institucionais;

O PODER DE EXTERIORIZAÇAO DO PENSAMENTO POLITICO DO


PRESIDENTE DA REPUBLICA – JAIME VALLE, LISBOA, 2013, AAFDL –
C01-3252/A

P.214 – Confluência da legitimidade democrática direta presidencial e


parlamentar
 Os dois órgão de soberania – parlamento e presidente – estão igualmente
dotados de legitimidade democrática direta
 Tanto o presidente como a assembleia não podem tentar se colocar em
posição de domínio no sistema de governo com base na sua legitimidade
já que ambos possuem a mesma;

P.497 – a noção de responsabilidade politico estrutura-se no sentido de sujeição


de quem exerce o poder politico a uma apreciação de sua atuação de outrem –
este que pode censurar sua atuação, modificar sua atuação, constranger ou
mesmo determinar a sua cessão de funções do titular do cargo político (Ver:
Jorge Novais e Paulo Otero p.34);

Numa acepção mais restrita, principalmente no âmbito do sistema parlamentar


temos a responsabilidade politica é “reconduzida a uma relação de confiança
entre os dois órgãos do poder político (VER PEDRO LOMBA: TEORIA DA
RESPONSABILIDADE POLITICA, P.97), na qual um deles pode determinar o
fim das funções do outro (Jorge Miranda, VII, P.79)

Jaime fala em um dos seus livros sobre a responsabilidade institucional, doutrina


de GIUSEPPE UGO RESCIGNO – “quer o sujeito ativo, que o sujeito passivo da
relação, estes estão institucionalmente individualizados e por forca desta relação
institucional (...) o sujeito ativo goza de um poder de critica qualificado ( por isso
garantido de particulares garantias e meios) e do poder de removes por razoes
políticas o sujeito passivo.

A Constituição Portuguesa não submete o Presidente a qualquer


responsabilidade política institucional, ao passo que outras constituições
conferem esse instituto ao Chefes de Estado.

E o único órgão de soberania do poder politico que é interorganicamente


independe quanto a sua formação (sufrágio universal), quer por sua subsistência
(NUNO PIÇARRA – SEPARAÇAO DE PODERES) – COM EFEITO O
PRESIDENTE DA REPUBLICA NÃO PODE SER REMOVIDO DO SEU CARGO
POR UMDA DECISAO COM FUNDAMENTOS POLITICOS DE OUTRO ORGAO
POLITICO – a cessação antecipada de funções resulta em sempre ou em uma
fato natural, da vontade do presidente ou da decisão de um órgão jurisdicional
(Ainda que Propulsionada pelo Parlamento) – NUNCA UMA DECISAO DE UM
ORGAO DE PODER POLITOCO FUNDADO EM MOTIVOS DE ORDEM
POLITICA

P.518 – A ideia de chefe de estado como um poder neutro – uma estrutura de


harmonização e de arbitragem dos conflitos resultantes dentre os demais órgãos
de poder politico encontra um acolhimento favorável entre nós no atual estatuto
do presidente da republica

Paulo Otero – “na qualidade de garante politico ou fiel tutor da Constituição, o


PR é configurado como sendo o titular de um poder moderador, neutro, colocado
acima de todos os demais poderes e exercício de forma imparcial” p.221

Blanco Morais – observa-se uma faculdade de continuidade das “faculdades


moderados” do Chefe do Estado no sistema presidencial vigente – o encargo de
regulador institucional (p.608);

Jaime Valle fala que apesar de existir um acolhimento da doutrina quanto ao


poder moderador do Presidente da Republica ele não aceita muito bem pois para
é complicada pois é visto como “ a soma total da autoridade”, ainda que para a
utilização apenas em caso de bloqueio do sistema (p.528) – parece não estar
em consonância com o estatuto do presidente da republica – pois encontra-se
contraditório ao principio da equiordenação + o principio da separação e
interdependência dos poderes v
O SISTEMA POLITICO – CALOS BLANCO DE MORAIS

Para saber quem governa, isso é saber identificar dentro de um sistema politico
qual é a instituição que prepondera, se ela sempre prepondera – se é uma
preponderância permanente ou intermitente;

Como se estruturam e se relacionam os órgãos que exercem o poder politico


soberano do Estado.
SISTEMA POLÍTICO PODE SER DEFINIDO: “MODELO DE ESTRUTURAÇÃO
E DE RELACIONAMENTO DOS ÓRGÃOS DE SOBERANIA NO EXERCÍCIO
DO PODER POLITICO” (P.225)
 Organização do poder pautada por um denominador comum que
possibilita a categorização de um sistema de governo????

Estruturação dos órgãos – composição dos órgãos de soberania politica e suas


competências + organização + funcionamento
Relacionamento – modalidades de interação política-institucional estabelecidas
entre os órgãos – nomeadamente os controles interorgânicos (checks and
balences)

Através da organização, estruturação e relacionamento é que podemos


identificar a preponderância de um órgão, que pode ser permanente ou pendular,
que permite a caracterização do sistema político de governo (p.226)

Sistema Presidencialista
 Confere uma posição de predominância ao Presidente da Republica por
ser ele o condutor da política geral do país – o que pode ser reforçado ou
não, isso dependendo do apoio do Parlamento;

Para a definição de sistema politico de governo


 Se deve ter em consideração os órgão de soberania que relevam para a
definição de um modelo típico de poder os órgãos que exercem o poder
politico, ou seja, que desempenham a função política – nomeadamente
Presidente da Republica / Parlamento e Governo

Os sistemas políticos típicos do sistema político são sistema parlamentar /


presidencial e “semipresidencialista”, este ultimo que ainda existe divergência
não só quanto a sua nomenclatura como também sua autonomia.

Definição de cada um deles é gizada nos seus elementos essenciais


estruturantes. Ou seja, são os traços comuns

PARLAMENTARISMO
 Chefe do Estado + Governo + Parlamento
 Traço principal é a responsabilidade política do Governo perante o
parlamento – ou seja, relação de confiança entre o parlamento e o
governo, em que este depende do parlamento para sobreviver;
 Existência de uma Diarquia do então poder executivo, formado pelo
Governo e Chefe de Estado – os dois órgãos encabeçam o Poder
Executivo, mas a posição do Chefe de Estado é pormenorizada;
 MENOR PESO POLTICO DO CHEFE DO ESTADO NA
TRIANGULAÇAO INSTITUCIONAL

P.230 - Blanco de Morais fala que o sistema parlamenta comporta configurações


diversas que depende da composição parlamenta. Um desses exemplos é no
sentido de que quando o parlamento é fragmentado na pluralidade de partidos
rígidos e independes dificulta a existência de governos maioritários
homogêneos, tornando os executivos totalmente dependentes de alianças,
arranjos e acordos obtidos no Parlamento;

CARACTERISTICA DOMINANTE DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA


 Legitimidade direta do presidente da republica visto as eleições por
sufrágio universal;
 Presidente ser Chefe de Estado e de Governo;
 Independência funcional do Presidente perante o Parlamento
 Separação de poderes rígida no modelo originário do presidencialismo
norte americano

A VARIANTE DO BRASIL É COMUMENTE CONHECIDA COMO
“PRESIDENCIALISMO DE COALIZÃO” (ABRANCHES)
 Fala que a separação de poderes entre legislativo e executivo é mais
atenuada em que se pede o Poder Executivo – presidente ter
constitucionalmente competência legislativa (medidas provisórias) como
também ser de sua inciativa a legislação de matéria de ordem tributária e
orçamentaria.
 A Constituição Federal de 1988 deu ao Presidente uma supremacia
politica e que é confirmada quando esse tece no parlamento a base de
apoio maioritária
 A proeminência do Presidente é diminuída quando esse não consegue
fazer ou manter as coalizações, sendo em que momentos em que há os
“divórcios” conflituosos entre o parlamento e presidente há chances de
ser destituído através do impeachment – INSTRUMENRO QUE E O MAIS
FORTE E EXTREMO DO CONGRESSO “FRACO”

SEMIPRESIDENCIALISMO
 Sistema hibrido/misto em que o Governo encabeçado pelo Primeiro-
Ministro é duplamente responsável – plano institucional e político –
perante o Parlamento + Presidente eleito por sufrágio universal e direto
que dispõe de faculdade ao exercício dos poderes que lhe foram
conferidos constitucionalmente, destacando-se o poder de dissolução do
Parlamento
 Recolhe atributos do presidencialismo e do parlamentarismo – sendo que
pode ter um pendor presidencial como na França / “GEOMETRIA
VARIÁVEL” COMO É EM PORTUGAL (p.232) – pendor parlamentar e
pendor governamental ?????????????
 Para que possamos se ter a noção do sistema de governo é necessário que
se valha de pressupostos de ordem constitucional e política. Ou seja, para a
classificação de um determinado sistema de governo é necessário que se olhe
para a estrutura institucional jurídica-constitucional + a “pratica política-
institucional consolidada”

I) Estatuto constitucional dos órgãos de soberania política –


posicionamento institucional entre os órgãos de soberania que
exercem função política na Constituição, isto é, onde encontra-se o
estatuto jurídico da organização e funcionamento do poder de Estado.

 A BASE PARA A CARCTERIZACAO DE UM SISTEMA E A CONSTIUIÇAO


(REIS NAVAIS???? ONDE???) – é através da constituição que conseguimos
aferir as linhas de cada instituição.

BLANCO (p.234) – ele faz destaque que muitas vezes a questão do embate entre
a norma e a pratica, a qual pelo politologos é mais importante. No mais ainda
fala das eleições de 2015 em que foi realizado o acordo do PS com mais dois
partidos de esquerda radical, derrubando a coligação que “venceu as eleições”
com maioria relativa – o fato do presidente ter dado posse a Governo do OS
levou a muitos a falarem que o sistema de parlamentarizou.

 A constituição é base mas não é suficiente para extrair o modo como o sistema
se opera na pratica – para saber a pratica de funcionamento bem como o pendor
institucional predominante.

 O sistema partidário não altera o sistema politico, mas como pode ver no
sistema presidencialista ele pode acentuar o seu pendor – “presidencialismo
clássico com tripartição de poderes” é favorecido pelo bipartidarismo (EUA)
enquanto o presidencialismo de coalização tem uma ligação direta com o
sistema multipartidário e MULTIPOLAR DO PARLAMENTO??? no Brasil.

Em um sistema semipresidencialista o sistema partidário é realmente importante


para reforçar o pendor do sistema político (p.127).

SISTEMA PRESIDENCIALISTA (P.378)

 Um sistema que da preponderância politica-institucional ao Presidente no


quadro da separação de poderes entre Executivo e Legislativo;
 Presidente com legitimidade democrática advinda das eleições pro
sufrágio universal e direto;
 O presidente é Chefe de Governo e tem independência politica-
institucional com Parlamento – OU SEJA, nem o presidente pode
dissolver o parlamento nem a assembleia pode demitir o governo Commented [IG2]: Presidencial puro – como diz sartori ???

Sistema Presidencial Americano

 Assentado no binômio – Presidente/Congresso + os freios e contrapesos


que são os “controles interorgânicos recíprocos”;
 Não responde politicamente perante o Congresso como tão pouco pode
dissolver
 Existência das “executive orders” – normas feitas pelo presidente que
podem assumir força de lei;
 Congresso também bicameral – Câmara dos Representantes e Senado
 Câmara dos Representantes tem competência para inciativa legislativa
quanto matéria de ordem tributaria
o Paridade dentre as duas casas legislativas – uma lei não pode ser
aprovada sem que tenha sido favorável nas duas casas
 Senado – é presidido pelo Vice do Presidente + câmara alta que assegura
a representação dos Estados
o Ratifica a nomeação para os altos cargos – SUPREME CORTE –
que não segue critérios políticos mas sim técnico
Blanco fala que o Brasil, com a Constituição de 1988, adotou um
presidencialismo dotado de peculiaridades.

 Jose Sarney assumiu a presidência e em 1985 iniciou o processo de


redemocratização do país com base na articulação com uma maioria no
congresso.
 A CONSTITUINTE, DIFERENTE DE PORTUGAL, ASSUMIU A FUNÇÃO
DE ASSEMBLEIA ORDINÁRIA COMO TAMBÉM DE CONSTITUINTE

A Constituição de 1988 é rígida, sendo suas alterações necessária por


emenda constitucional que necessidade de que seja aprovada por 3/5 do
Senado e da Câmara dos Deputados, o que não impediu que a constituições
ao longo dos anos fosse remendada pelo pratica legislativa + pela
jurisprudência

ABRANCHES – denominou o sistema político como presidencialista de coalizão


– em que adiciona um Presidente Imperial com uma composição parlamentar
multipartidária

O presidente necessita da realização de compensações/ vantagens e


nomeações com eficácia variável para que se possa fazer sua agenda politica.

Sergio Ferreira Victor – O presidencialismo da Coalizão – a combinação entre


presidencialismo e representação proporcional não gerou ingovernabilidade
(p.96) – mas que existia uma imposição do presidente no congresso através dos
chefes de bancadas ARTICULADAD COM O PLANTO– até entanto que
LIMONGI FALA QUE NÃO EXISTIA INFIDELIDADE PARTIDARIA NOS VOTOS
+ somasse ainda o poder do executivo exercido através das medidas provisórias