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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS


DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

RESENHA DO CAPÍTULO IV DO LIVRO HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL


NA AMÉRICA LATINA

Beatriz Gama de Alencar

MANAUS
2015
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

RESENHA DO CAPÍTULO IV DO LIVRO HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL


NA AMÉRICA LATINA

Resenha elaborada pela acadêmica do curso de


Serviço Social sob a orientação do Professor
Alexsander do Departamento de Sociologia, da
Universidade Federal do Amazonas, para obtenção
de nota parcial na disciplina de Sociologia III.

MANAUS
2015
RESENHA
Neste capítulo o autor explicita sobre como os Estados Unidos procurou reforçar as suas
bases geografícas apartir das duas propostas alternativas que Vasconcelos denominou
como bolivarismo e monrísmo.

O Pan americanismo tem relação com a idéia de construir uma unidade no continente
sofre uma colonização de vários países europeus, os EUA tinha interesse de garantir
uma identidade americana dentro do continente americano e aí que vai surgir o primeiro
movimento, que nada mais é que a ruptura com o processo de colonização que esses
países passaram, como os EUA foi o primeiro pais da america a se libertar de seu
colonizador, desde cedo queria reforçar as bases da sua unidade geográfica ou seja, a
unidade do continente americano, eles precisavam se fortalecer perante a europa.
É nesse contexto que aparece um elemento importante, que é a luta a ser travada pelos
EUA em prol da desconização dos demais países que fazem parte de continente
americano. Na verdade o interesse dos EUA não era o desenvolvimento do continente
americano e sim o desenvolvimento do seu pais, para que ele pudesse explorar esses
países, para isso esses países precisavam ter autonomia política e econômica e para isso
eles precisariam se desligar da Europa.
As duas tendências do Pan Americanismo:

Bolivarismo: nasce na America latina (bolívia) era um ideal local onde a visão era ter o
uma grande união da America latina.
O bolivarismo provém da visão concebida por Simon Bolívar. Este líder da luta pela
libertação de diversas colonias que viriam a se tornar países americanos acreditava que
existia uma necessidade de união continental com objetivo de lutar contra uma possível
contra:ofensiva espanhola, para tanto, os países latino americanos deveriam se unir em
um grande bloco continental, o que, de certa forma, era um grande desejo de certos
políticos sul:americanos, que o diga o excelentíssimo o ex presidente Hugo Chávez.

Monroísmo: é um ideal que surge dentro dos EUA e está ligado uma expectativa
americana e tem como objetivo fortalecer este continente, principalmente os EUA e
incorporar a America latina a America do norte, ou seja, ao sistema capitalista.
Monroísta foi uma estratégia dos Estados Unidos para ganhar hegemonia no continente.
O monroísmo, representa a visão dos Estados Unidos em predominar os demais países
americanos, o que diverge em muito do bolivarismo, que pregava a igualdade entre as
nações. Baseado na mensagem Presidencial de James Monroe, enviada ao congresso
dos EUA em 1923, o monroísmo negava aos países europeus o direito de intervenção no
continente americano. Mas devemos ver este movimento como um reflexo da
preocupação norte:americana com sua própria segurança, e não com a dos demais países
americanos. Outro motivo seria o próprio projeto de expansionismo dos EUA e a
intenção de garantir o livre comércio com os países recém independentes. Ou seja, o
monroísmo na verdade nada mais é que uma expressão da política nacional
norte:americana como forma de defesa de seus próprios interesses.

Para que seja possível entender as origens do Desenvolvimento de Comunidade, é


importante ressaltar as transformações e as mediações de forças existentes no contexto
histórico mundial. Surgiu após a II Guerra Mundial em um momento marcado pela
disputa entre EUA e União soviética, os quais almejavam o domínio da hegemonia
política, econômica e militar no mundo, na chamada "guerra fria". Nesse cenário de
tensões políticas, econômicas e ideológicas, a organização das ações Unidas (ONU)
emerge buscando estratégias para garantir a ordem mundial, levantando a bandeira da
ideologia de um mundo democrático. Manifestou-se então, nos anos 50, uma das
primeiras definições do Desenvolvimento de Comunidade, segundo a ONU, trata-se de
um processo através do qual os esforços do próprio povo se unem aos das autoridades
governamentais, com o fim de melhorar as condições econômicas, sociais e culturais
das comunidades, interagir essas comunidades na vida nacional e capacitá-las e
contribuir plenamente para o progresso do país.
O desenvolvimento de comunidade é uma forma de desenvolver a autonomia da
população e essa autonomia deve se dar através da tentativa de uma abordagem
reflexiva em busca de uma autoconscientização da população sobre sua condição de
subalternidade no contexto da estrutura dominante. Este tipo de DC tem um caráter
crítico, reflexivo e politizante. O assistente social possui uma formação generalista,
possibilitando uma atuação em diversas áreas, saúde, família, idoso, Ongs, gênero,
criança e adolescente, empresa, justiça, no estado, em recursos humanos, meio
ambiente, educação e comunidade e deve buscar dentro da realidade concreta de cada
comunidade elementos que propiciem a população uma reflexão sobre sua realidade,
para que esta cresça e tenha a sua autonomia.