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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO Escola Paulista de Enfermagem

ELIZA GUCCIONE MOREIRA

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NOS PACIENTES CRÍTICOS ACOMETIDOS PELO DELIRIUM

SÃO PAULO 2010

2 ELIZA GUCCIONE MOREIRA CUIDADOS DE ENFERMAGEM NOS PACIENTES CRÍTICOS ACOMETIDOS PELO DELIRIUM Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Orientador: Profª Satomi Samori SÃO PAULO 2010 .

..............................3 SUMÁRIO 1.............................16 Referências Bibliográficas......................... Considerações Finais......11 5..........11 4....................................................................................................................................... Resultados.................. Introdução.......................................08 3.2 – Cuidados com o paciente crítico em delirium....................................................................04 2................. Objetivo....................1 – Reconhecimento do delirium na UTI...................17 .............09 4....................13 6..............10 4.................. Discussão.......................................................................................................................................................................................................................................... Metodologia..

comprometimento generalizado do funcionamento cognitivo (desorientação tempo-espacial. variando de algumas horas até poucos dias. quedas e convulsões) e transtornos emocionais (labilidade. agitação. serotonina.4. apraxia.3. Acredita-se que os mecanismos fisiopatológicos estejam relacionados a um desequilíbrio entre os neurotransmissores que controlam o humor.6 . hipoativo (letárgico ou hipoalerta) ou a mistura de ambos 7. apatia.4 1. noradrenalina e GABA 2. Provavelmente esses neurotransmissores são: acetilcolina. O delirium pode ser dividido em: hiperativo (agitado. caracterizada por uma perturbação na consciência e por uma alteração na cognição. distúrbios psicomotores (apatia. O curso é flutuante ao longo das 24 horas. dopamina. memória recente prejudicada e dificuldade de aprendizado). disartria. A fisiopatologia do delirium ainda não está bem esclarecida. que se desenvolvem em um curto período de tempo. É uma síndrome cerebral orgânica sem etiologia específica”. ataxia.5. ansiedade) 3. sintomas psicóticos (alucinações e/ou ilusões visuais e auditivas). As manifestações clínicas têm início abrupto. o comportamento e a função cognitiva. agnosia.4. INTRODUÇÃO O DSM – IV (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) 1 define o delirium como “uma síndrome neuropsiquiatrica comum. freqüentemente acompanhado de alteração do ciclo sono-vigília1. distúrbio do sono (sonolência diurna e agitação noturna). manter e mudar o foco de atenção). hiperalerta). depressão. sonolência) e da atenção (capacidade reduzida para direcionar. O paciente em delirium apresenta: alterações da consciência (oscilação do nível de consciência. tremor. focar. disfagia. .

Os fatores precipitantes estão relacionados aos estímulos nocivos. o delirium tem sido associado ao maior tempo de permanência do paciente na UTI e ao aumento da morbimortalidade 3.5 A incidência do delirium em pacientes críticos varia entre diversos estudos. para sua aplicação não é necessário treinamento complexo e o tempo de avaliação é curto19. o que se mostrou mais eficaz e com maior facilidade para aplicação foi o CAM-ICU.15.9. Atualmente. O índice de mortalidade também aumenta.17.16. Mas devido à instabilidade da síndrome. Além disso.11. fazendo-se necessário conhecer os fatores precipitantes e desencadeantes da doença para um bom controle do quadro. e pode estar presente em cerca de 11% a 87% dos pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva 8. no entanto.13. existem alguns instrumentos para identificação do delirium em pacientes na UTI.12. Contudo. Este instrumento possui uma alta sensibilidade e especificidade na detecção do delirium.20. seu diagnóstico pode ser prejudicado 21. fato que pode ser explicado pela pouca atenção que profissionais atuantes na UTI dão para o delirium.10.14 . em média. Um estudo revela que os pacientes críticos com delirium permanecem. lesões e/ou fatores envolvidos na hospitalização que contribuem para o desenvolvimento do . apenas 32% a 69% dos pacientes são corretamente diagnosticados e tratados 8. um dia a mais na UTI e dois dias a mais hospitalizado quando comparado com o paciente crítico não delirante 15 . podendo chegar a 15% durante a estadia na UTI e a 41% nos três primeiros meses após a alta dos cuidados intensivos 17.18 . pois os mesmos acreditam que o quadro é conseqüência dos fármacos administrados ou uma psicose rotineira do paciente crítico 11.

24. Embora não exista uma droga oficialmente indicada para o tratamento do delirium.22. Assim.23. o uso de fármacos pode ser necessário para controle de comportamentos agitados e agressivos. interpretar exames . O tratamento do delirium pode ser dividido em: farmacológico e não-farmacológico.21. ou seja. O delirium raramente é causado por um único fator etiológico. pois apresenta uma baixa prevalência de efeitos adversos3.26. retenção urinária. antecedente de delirium. pois minimizam a severidade dos sintomas e reduzem a incidência de complicações27. atentar a hipervolemia (edema.6 delirium. deterioração cognitiva prévia (demência). alterações hidroeletrolítica. tendo como finalidade melhorar a função cognitiva e prevenir possíveis danos a saúde do paciente crítico. tratamento intensivos e de urgência. isolamento e alteração de ambiente. polifarmácia. a correção destes fatores geralmente melhora o funcionamento cerebral 3.6. privação auditiva e visual. imobilização prolongada. o uso de drogas psicoativas e o coma também apresentam risco significativo para o desenvolvimento do delirium 17.25. diversos fatores atuam na sintomatologia da síndrome7. é o haloperidol.28. Já os fatores desencadeantes estão relacionados a uma condição clínica e a vulnerabilidade basal do paciente 6. pois. A droga de escolha dos intensivistas. na grande maioria. cateteres e tubos. As intervenções não-farmacológicas são recomendadas para todos os pacientes com delirium. pluripatologia. os principais fatores de risco para desenvolver delirium são: idade. O uso de drenos. etc). a ventilação mecânica. O tratamento e a prevenção devem centrar-se na minimização e/ou eliminação dos fatores predisponentes e precipitantes. intervenção cirúrgica complexa. As intervenções são: observar sinais e sintomas de hipóxia.

evitar a troca constante da equipe de cuidados e do acompanhante 5. O enfermeiro.29. para todos os pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva27. deve ser hábil para identificar os principais fatores de risco e proporcionar intervenções adequadas para reduzir e tratar o delirium no paciente crítico 27. . em virtude de seu trabalho contínuo junto ao paciente.). Considerando-se que os profissionais de enfermagem estão na vanguarda dos que são capazes de prestar cuidados holísticos ao paciente grave com delirium e a importância das conseqüências da síndrome. reduzir o excesso de ruídos (televisão. ficar atento a objetos desconfortáveis (tração cutânea. orientar o paciente no tempo e no espaço com o uso de relógios e calendários. através de protocolos padronizados. evitar imobilização. permitir o uso de objetos pessoais (óculos. observar e minimizar quadros de dores. monitorar exames hidroeletrolíticos. estimular a deambulação precoce.30. monitores). manipular adequadamente os medicamentos. roupas. evitar o isolamento social. realizar o balanço hídrico.30. realizar movimentos em bloco para evitar dor.7 laboratoriais e radiológicos. pretende-se. estimular a ingesta hídrica. etc. neste estudo. proporcionar um ambiente calmo e tranqüilo. investigar história de infecções. Por isso. pinos e outros objetos de correção).7. evitar luminosidade contínua e o uso desnecessário da luz. identificar os principais cuidados de enfermagem na prevenção e controle do delirium em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva. é um dos profissionais que mais vivência a ocorrência do delirium em sua prática diária. rádio. Alguns autores recomendam instituir métodos de prevenção primária. prótese auditiva. manter as medicações adequadas. cobertor. travesseiro. realizar procedimentos em técnicas assépticas.

8 2. . OBJETIVO Identificar os principais cuidados de enfermagem na prevenção e controle do delirium em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva.

nursing e intensive care units. pacientes críticos e tratamento. medidas de prevenção e controle e delirium na unidade de terapia intensiva. Mediante a essa leitura.9 3. PubMed. A realização deste estudo foi feita através da análise de cada artigo incluso no trabalho. paciente crítico e cuidado. Nos bancos de dados MedLine. PubMed e CINAHL foram usados os seguintes descritores: delirium. foram incluso no estudo os artigos que abordassem: cuidados de enfermagem no delirium. No Lilacs os descritores foram: delírio. CINAHL. METODOLOGIA Trata-se de um estudo de revisão narrativa. fatores desencadeantes. Para o banco de dados Scielo foram usados os descritores: delirium. . Lilacs e Scielo. Para o desenvolvimento do trabalho foram lidos todos os resumos dos artigos encontrados nas bases de dados descritas acima. cuja busca foi realizada nas bases de dados MedLine. onde foram levantados os principais cuidados de enfermagem no controle e prevenção do delirium em pacientes internados na UTI. O período considerado compreendeu de 1997 a 2010.

Na base de dados LILACS foi encontrado apenas um estudo. Na base CINAHL foram encontrados 46 artigos. o total de artigo analisados foi de 11 (Quadro 1). na Scielo também foi encontrado um artigo. Periódico (referência) Critial care(31) Nursing in Critical Care (21) American Journal of Critical Care (32) Intensive and Critical Nursing (8. Quadro 1 – Estudo sobre tratamento e prevenção do delirium em pacientes críticos (2003 – 2009). restando outros dois artigos que foram inclusos na pesquisa. sendo incluso 5 artigos. três já haviam sido selecionados na PubMed. e o mesmo foi incluso. Brasileira de Terapia Intensiva (3) The Word of Critical Care Nursing (25) Critical Care Nursing (26) American Geriatrics Society (27) 1 1 2006 2006 Itália Brasil Coorte Prospectivo Revisão Narrativa 1 1 1 2004 2003 2001 Inglaterra EUA EUA Revisão Narrativa Revisão Narrativa Coorte Prospectivo . estes artigos já haviam sido selecionados da PubMed. RESULTADOS Na base de dados da PubMed foram identificados 59 artigos. Destes. na MedLine foram encontradas 38 publicações. de la Asociación Mexicana de Medicina Critica y Terapia Intensiva (6) Quantidade Ano 2009 2009 2008 2008 2004 País EUA Inglaterra EUA Austrália Austrália Tipo de estudo Coorte Prospectivo Revisão Narrativa Coorte Prospectivo Coorte Prospectivo Coorte Prospectivo 1 1 1 2 1 2007 México Revisão Narrativa Professioni Infermierictiche (28) Rev. sendo selecionados 5 artigos. no entanto.10 4. o qual foi selecionado.33) Rev. destes 7 foram selecionados para o estudo. Assim.

conseqüentemente. apenas 3% consideram essa avaliação importante. prejudicando o diagnóstico precoce e.25.1 – Reconhecimento do delirium na UTI O processo de identificação do delirium em pacientes graves por enfermeiros intensivistas foi analisado por dois estudos. tendo como finalidade a prevenção de possíveis danos à saúde do paciente3. mas alguns autores descrevem o uso de haloperidol como intervenção farmacológica na forma hiperativa do delirium. O outro estudo mostrou que 47% dos enfermeiros atuantes na UTI avaliam o delirium no paciente crítico. no entanto.11 4. 4. Não foram encontrados relatos sobre uma droga especifica para o tratamento. Os cuidados de enfermagem estão relacionados à prevenção e as intervenções não-farmacológicas. Em ambas as pesquisas. assim.26. o tratamento adequado. Outro estudo observou que os profissionais da saúde acreditam que o delirium é um comportamento comum da UTI. apenas metade desses utiliza um protocolo de avaliação e tratamento validado. Um mostrou que somente 14% das UTI holandesas avaliam a síndrome em sua rotina diária. Aumentando.2 – Cuidados com o paciente crítico em delirium Todos os estudos mostram que o tratamento e a prevenção do delirium devem ser baseados nos fatores precipitantes e desencadeantes. o índice de morbimortalidade causado pela síndrome8. porém.33 . Condutas relativamente simples como identificação e . ficam claras a falta de ensino e treinamento adequado para o reconhecimento do delirium na Unidade de Terapia Intensiva 32.

privação de sono.28. mesmo com um diagnóstico correto e intervenções adequadas. imobilidade. No entanto.27.12 intervenção nos fatores de risco como prejuízo cognitivo. o aparecimento do delirium pode inevitável em alguns pacientes na UTI 26 . déficit sensorial (visual e auditivo) podem reduzir em até 40% os casos de delirium em pacientes graves e diminuir a duração do quadro 6. .

Fato que pode ser explicado pela falta de clareza sobre a doença e falta de treinamento para aplicação de instrumentos validados que identifiquem a síndrome32. O não reconhecimento e a pouca importância dada ao delirium é uma conseqüência dos pensamentos inadequados dos profissionais da saúde. orientar o . Estudos mostram que a prevenção é o método mais eficaz no controle do delirium e deve ser realizado logo na chegada do paciente à Unidade de Terapia Intensiva. prejudicando o diagnóstico.13 5. DISCUSSÃO Atualmente.31. o delirium ainda é pouco reconhecido pelos profissionais atuantes na UTI. direcionar um plano de cuidado para o mesmo27. Em virtude de seu trabalho contínuo junto ao paciente. o delirium representa um sério problema de saúde.33.16. a prevenção e o tratamento8. O processo de identificação do delirium é baseado na observação cautelosa das manifestações psíquicas e comportamentais e na análise dos fatores precipitantes e predisponentes26. pois os mesmo acreditam que o quadro é conseqüência dos fármacos administrados na UTI ou uma psicose rotineira do paciente critico. Medidas como proporcionar um ambiente calmo e tranqüilo. Apesar de apresentar uma alta incidência em pacientes críticos. o enfermeiro é capaz de perceber tais manifestações e avaliar os fatores que podem desencadear a síndrome.18. Estudos mostram que apenas 14% a 47% dos enfermeiros intensivistas avaliam a síndrome em sua prática diária. cujas conseqüências em pacientes graves são muito significativas: aumento da estadia na Unidade de Terapia Intensiva e aumento da morbi-mortalidade15.17. assim.

sondas e catereres e manejo adequado da dor 6.27.26. realizar movimentos em bloco para evitar a dor. Atualmente. pois muitos medicamentos. As intervenções não-farmacológicas são recomendadas para todos com pacientes com delirium.14 paciente no tempo e espaço. O tratamento concentra-se na condição especifica que está causando o delirium e pode ser dividido em farmacológico e não-farmacológico. permitir o uso de objetos pessoais. evitar o isolamento social. Os principais cuidados neste tipo de tratamento são: reorientação do paciente. . a maioria dos intensivistas utilizam o haloperidol como tratamento farmacológico na forma hiperativa do delirium3. tais como os benzodiazepínicos e narcóticos. evitar imobilização prolongada. estimulação cognitiva várias vezes por dia. podem levar e/ou agravar o quadro 26.26. Outro cuidado importante neste tipo de tratamento é assegurar que nenhum dos medicamentos atuais do pacientes está associado à síndrome. reduzir o excesso de ruídos (televisão.28 . pois minimizam a severidade dos sintomas e reduzem a incidência de complicações. evitar a troca constante da equipe de cuidados e do acompanhante.25. retirada precoce de drenos. rádio e monitores). evitar manipular o paciente durante o sono. O tratamento farmacológico tem como objetivo a prevenção de possíveis danos à saúde do paciente grave 3. evitar luminosidade constante e o uso desnecessário da luz. sondas e cateteres auxiliam na prevenção da síndrome25. pinos. manutenção adequada do ciclo sono-vigília.25.26. observar objetos desconfortáveis como tração cutânea. nenhum medicamento foi aprovado pela Food and Drug Adminstration para o tratamento da síndrome. no entanto.

juntamente com as intervenções adequadas. Tais cuidados.15 O enfermeiro. é capaz de detectar. por estar em contato direto com o paciente crítico. Estudos mostram que o plano de cuidados da enfermagem deve começar com a identificação de fatores de risco no momento da admissão do paciente na UTI e avaliar freqüentemente o mesmo através de instrumentos validados25. controlar e prevenir o delirium.26. diminuem a incidência do delirium e abranda suas complicações28. .

. CONSIDERAÇÕES FINAIS O delirium é uma condição clínica de alta incidência em pacientes críticos. Alguns autores relatam que a prevenção é o método mais eficaz no controle do delirium. pode se observar que o enfermeiro tem papel fundamental na prevenção e controle do delirium. porém ainda pouco diagnosticada pelos intensivistas. No entanto. o que se explica pela falta de ensino e clareza sobre a síndrome.16 6. onde os cuidados de enfermagem diminuem a incidência da síndrome e suas complicações (morbi-mortalidade) e melhoram o quadro agudo do paciente. Através do presente estudo. A identificação dos fatores precipitantes e predisponentes do delirium é de suma importância para traçar um plano de cuidado ao paciente crítico. faltam estudos que mensure esses dados.

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