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INTRODUÇÃO AOS MÉTODOS

NUMÉRICOS
Ementa
Noções Básicas sobre Erros
Zeros Reais de Funções Reais
Resolução de Sistemas Lineares
Introdução à Resolução de Sistemas Não-Lineares
Interpolação
Ajuste de funções
Integração Numérica
Introdução

Corrente Circuito elétrico


(i)
Lei de Kirchoff
Resistência
(R) V = iR
Tensão
(V)

Circuito elétrico kT  i 
Corrente V − Ri − ln + 1 = 0
(i) q  Is
Resistência
Diodo 
(R)
precisamos resolver
Tensão ou encontrar o zero
(V) da função

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Introdução aos Métodos Numéricos
Introdução

Assim, vamos iniciar o estudo de


métodos numéricos que nos
permitirão resolver problemas
como o citado anteriormente

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Zeros ou Raízes de Funções

➢ Dada uma função f(x), dizemos que α é raiz, ou zero de f se e


somente f(α)=0.

➢ Graficamente, os zeros de uma função correspondem ao ponto x em


que a função intercepta o eixo do gráfico.

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Zeros ou Raízes de Funções

➢ A função g(x) acima tem 5 raízes no intervalo [a,b]: x1, x2, x3, x4, x5.

➢ As raízes de uma função podem ser encontradas analiticamente, ou


seja, resolvendo a equação f(x)=0 de maneira exata.

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Exemplos

➢ Vejamos os seguintes exemplos:

a)

b)

c)

Podemos sem grandes dificuldades determinar os zeros das


funções acima

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Introdução aos Métodos Numéricos
Exemplos

➢ Porém, nem sempre é possível encontrar analiticamente a raiz de


uma função, como nos casos abaixo:

a)

b)

c)

Nestes casos precisamos de um método numérico para encontrar


uma estimativa para a raiz da função estudada

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Métodos Numéricos para Determinação de Zeros de Funções

Como obter raízes reais de


uma equação qualquer?

➢ A idéia central destes métodos é partir de uma aproximação inicial


para a raiz e em seguida refinar essa aproximação através de um
processo iterativo.

➢ Por isso, os métodos constam de duas fases:

FASE I: Isolar cada zero que se deseja determinar da função f em um


intervalo [a,b], sendo que cada intervalo deverá conter um e
somente um zero da função f .

FASE II: Calcular a raiz aproximada através de um processo iterativo até a


precisão desejada.
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Processo Iterativos

➢ Existe um grande número de métodos numéricos que são processos


iterativos. Estes processos se caracterizam pela repetição de uma
determinada operação.

➢ A idéia nesse tipo de processo é repetir um determinado cálculo


várias vezes, obtendo-se a cada repetição ou iteração um resultado
mais preciso que aquele obtido na iteração anterior.

➢ Cabe ressaltar que a cada iteração utiliza-se o resultado da iteração


anterior como parâmetro de entrada para o cálculo seguinte.

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Processo Iterativos

➢ Existem diversos aspectos comuns a qualquer processo iterativo:

✓ Estimativa inicial: Para iniciar um processo iterativo, é preciso ter


uma estimativa inicial do resultado do problema. Essa estimativa
pode ser conseguida de diferentes formas (depende do problema).

✓ Convergência: Para obtermos um resultado próximo do resultado


real esperado, é preciso que a cada passo ou iteração, nosso
resultado esteja mais próximo daquele esperado.

✓ Critério de Parada: Obviamente não podemos repetir um


processo numérico infinitamente. É preciso pará-lo em um
determinado instante. O critério adotado para parar as iterações de
um processo numérico é chamado de critério de parada (depende
do problema e da precisão que desejamos para obter a solução).

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

➢ Dada uma função f : R→ R delimitar os zeros de f significa determinar


intervalos [a, b] que contenham os zeros de f. Sendo que cada intervalo
deverá conter um e somente um zero da função f.

➢ Existem dois métodos para resolver este problema:

1) Método Gráfico

2) Método Analítico

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

1) Método Gráfico: Como já foi observado, determinar os zeros de f é


equivalente a determinar as raízes da equação f(x) = 0. Tendo como
base esta observação o método gráfico consiste em :

➢ Escrever f como a diferença de funções g e h ou seja f = g−h onde


possamos sem muito esforço esboçar os gráficos das funções g e h;

➢ Usar f(x) = 0  g(x) = h(x);

➢ Esboçar, da melhor maneira possível, os gráficos de g e h e


determinar por inspeção os intervalos onde estão os pontos de
interseção de g(x) e h(x) ou seja os pontos x onde g ( x ) = h( x ) .

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

➢ Vejamos os seguintes exemplos:

a)

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

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Introdução aos Métodos Numéricos
FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

b)

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

c)

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

1) Método Analítico: Este método é baseado no seguinte teorema,

Teorema de Bolzano: Seja uma função f(x) contínua em um intervalo


[a,b], tal que, f(a).f(b)<0. Então a função f(x) possui pelo menos uma
raiz no intervalo [a,b].

“O teorema assegura que se f troca de sinal nos pontos a


e b então f tem pelo menos um zero entre estes pontos”

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FASE I: Delimitação dos Zeros de uma Função

➢ Vejamos o seguinte exemplo:

Exemplo 1: Seja a função f(x)=x⋅ln(x) – 3,2. Podemos calcular o valor de


f(x) para valores arbitrários de x, como mostrado na tabela abaixo:

Pelo teorema de Bolzano, concluímos que existe pelo menos


uma raiz real no intervalo [2,3].

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Exemplo 2: Isolar as raízes positivas da equação:
𝑓 𝑥 = 𝑥 5 + 6𝑥 4 − 14𝑥 3 + 72𝑥 2 + 44𝑥 − 180 = 0. Sabendo-se que elas
são em números de três e estão situadas no intervalo (0, 7).

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FASE II: Refinamento

➢ Estudaremos vários métodos numéricos de refinamento de raiz. A


forma como se efetua o refinamento é que diferença os métodos. Todos
eles pertencem à classe dos métodos iterativos.

➢ Os métodos iterativos para refinamento da aproximação inicial para a


raiz exata podem ser colocados num diagrama de fluxo.

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FASE II: Refinamento
Início

Dados iniciais

Cálculos iniciais

K=1

está próxima o s Cálculos


suficiente da raiz finais
exata?

Cálculos intermediários fim

K=K+1

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Critérios de Parada

➢ Existem duas interpretações para raiz aproximada que nem sempre levam
ao mesmo resultado.
x é raiz aproximada com precisão  se :
i) x −    ou
ii) f (x)  

➢ Como efetuar o teste i) se não conhecemos ?

Uma forma é reduzir o intervalo que contém a raiz a cada iteração. Ao se


conseguir um intervalo [a,b] tal que:

  [ a, b]
e
b−a 
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Métodos de Refinamento (Iterativos)

☺ Método da Bissecção;

☺ Método do Ponto Fixo (MPF);

☺ Método de Newton-Raphson;

☺ Método da Secante.

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Método da Bissecção
Método da Bissecção

➢ O processo consiste em dividir o intervalo que contém o zero ao


meio e por aplicação do Teorema de Bolzano, aplicado aos
subintervalos resultantes, determinar qual deles contém o zero.

➢ O processo é repetido para o novo subintervalo até que se obtenha


uma precisão prefixada. Desta forma, em cada iteração o zero da
função é aproximado pelo ponto médio de cada subintervalo que a
contém.

➢ Este método é normalmente utilizado para diminuir o intervalo que


contém o zero da função, para a aplicação de outro método, pois o
esforço computacional cresce demasiadamente quando se aumenta
a precisão exigida.

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Método da Bissecção

 =  fixo

m1 − a  

Iteração 1:
a+b  [a, m1 ] → f (a)  f (m1 )  0
m1 = 
2  [m1 , b] → f (m1 )  f (a)  0
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Método da Bissecção

 =  fixo

m1 − m2  

Iteração 2:
a + m1  [a, m2 ] → f (a)  f (m2 )  0
m2 = 
2  [m2 , m1 ] → f (m2 )  f (m1 )  0
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Método da Bissecção

 =  fixo

m1 − m3  

Iteração 3:
m2 + m1  [m2 , m3 ] → f (m2 )  f (m3 )  0
m3 = 
2  [m3 , m1 ] → f (m3 )  f (m1 )  0
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Método da Bissecção

Continua até:
mi − m j  

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Como Determinar o Número de Iterações

➢ Como em cada passo, dividimos o intervalo por 2, temos:

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Como Determinar o Número de Iterações

➢ Se o problema exige que o erro cometido seja inferior a um


parâmetro , determina-se a quantidade n de iterações
encontrando o maior inteiro que satisfaz a inequação:

➢ Isto pode-se resolver como:

b−a b−a
   ln   ln   ln (b − a ) − ln 2 n
 ln  
 2 
n n
2
ln(b − a ) − ln 
ln(b − a ) − n ln 2  ln   n 
ln 2

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Método da Bissecção (ALGORITMO)

Seja f(x) contínua em [a,b] e tal que f(a).f(b)<0.

1) Dados Iniciais:
a) Intervalo inicial [a,b]
b) Precisão 

2) Se (b-a) <  , então escolha para x qualquer x [a,b]. FIM


3) K=1
4) M=f(a)
5) x= (a+b)/2
6) Se M.f(x)>0, faça a=x. Vá para o passo 8.
7) b=x
8) Se (b-a) <  , então escolha para x qualquer x [a,b]. FIM
9) K=k+1. Volte para o passo 5.

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Introdução aos Métodos Numéricos
Exemplo 1: Determine uma aproximação para 3 com erro inferior a 10−2 .

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Exemplo 1: Determine uma aproximação para 3 com erro inferior a 10−2 .

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Introdução aos Métodos Numéricos
Exemplo 2: Dada a equação 𝑓 𝑥 = 𝑥 5 − 2𝑥 4 − 7𝑥 3 + 9𝑥 2 + 8𝑥 − 6 = 0,
pede-se:
(a) Isolar as suas raízes reais sabendo-se que são duas negativas e três
positivas nos intervalos (-4, 0) e (0, 8), respectivamente.

(b) Considerar o intervalo que contém a menor raiz positiva e estimar o


número, k, de iterações necessário para calculá-la utilizando o método da
bisseção com precisão 0,040.

(c) Utilizando o método da bisseção, calcular a sua menor raiz positiva com
precisão 0,040 e um máximo de (k + 1) iterações.

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Exemplo 2: As figuras a seguir mostram um recipiente na forma de um
cilindro circular reto que deve ser construído para conter 1000cm³. O
fundo e a tampa, conforme é mostrado na figura 4.2.a, devem ter um raio
0,25cm maior que o raio do cilindro, de modo que o excesso possa ser
utilizado para formar um lacre com a lateral. A chapa do material usado
para confeccionar a lateral do recipiente, como apresentado na figura
4.2.b, deve ser, também, 0,25cm maior para que o lacre possa ser formado.
Utilizar o método da Bisseção, com precisão 0.040, máximo de 10
iterações e num intervalo de [0, 7], para determinar a quantidade mínima
de material a ser utilizada para construir o recipiente.

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Exercícios

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Introdução aos Métodos Numéricos

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