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O Brasil vivia uma crise política que se arrastava desde 1961 no governo Jânio quadros.

A agitação popular cresceu durante o João Goulart que foi impedido de governar, então
em 1964 a população sai às ruas concordando com a atuação militar para impedir o
suposto avanço do comunismo em solo brasileiro, o que o povo não sabia era que
iniciava a ditadura militar, o pior período da história recente do Brasil.

João Goulart governava desde 1961 tendo suas decisões limitadas por um parlamento
que durou até 1963 sendo que 1964 ocorreu a mudança de regime. Durante os anos do
parlamento, todas as decisões do presidente foram vetadas, e a economia entrava em
colapso. Sendo liberado para governar só em 1963, o presidente tentou colocar em
práticas mudanças que amenizariam as desigualdades sociais, tais como a reforma
agrária. Essas medidas foram muito maus recebidas pelos grupos conservadores do país
pois poderiam ganhar muita força entre os movimentos de esquerda no país por essa
razão foram chamadas de medidas comunistas. E, somente com um grupo forte
assumindo a chefia do país o tal avanço do comunismo seria detido. Assim, em 13 de
março de 1964, uma multidão toma conta das ruas com a Marcha da Família com Deus
pela Liberdade, com o objetivo de manipular a opinião pública para torna-la favorável a
uma intervenção militar. Estava tudo pronto para o golpe. Em 31 de março o general
Olímpio Mourão Filho toma mobiliza tropas em direção ao Rio de Janeiro e em 02 de
abril o congresso declara a vacância de João Goulart, que teve seus direitos cassados e
acabou refugiando-se no Uruguai para não ser preso.

Os militares chegam ao poder com muita força, já impondo o primeiro ato institucional
(AI – 1). O AI era nada mais que um decreto-lei. O AI 1 demitia funcionários públicos,
cassava mandato de políticos por dez anos (a exemplo Leonel Brizola e João Goulart),
prendia opositores e permitia ao presidente enviar para o congresso emendas
constitucionais, ou seja, permitia criar leis. Essas poderiam ser revistas pelo congresso,
mas veremos que caso alguém do congresso se manifestasse contra, essa pessoa poderia
ser presa ou afastada do cargo.

O mundo lá fora

Se olharmos o golpe isoladamente, ele fica meio sem sentido. Mas se pensar na
conjuntura na qual o Brasil vivia em 1964, fica mais fácil de entender. Acontece que lá
fora, o mundo passava pela Guerra Fria. Um conflito de mentira entre Estados Unidos e
União Soviética (URSS). Esse conflito mobilizou o mundo todo com o medo de uma
guerra entre americanos e soviéticos, enquanto isso os demais países do mundo
procuravam mostrar-se como aliados ou dos soviéticos ou dos americanos. Obviamente
o Brasil não ficou fora dessa bagunça e aliou-se aos americanos.

A ideia de se aliar aos americanos devia ao fato do Brasil e dos EUA terem bons
acordos comerciais. Durante esse período temos muitos investimentos de empresas
estrangeiras que se instalaram em solo brasileiro. Obviamente essas empresas trouxeram
para o nosso país tecnologias que o Brasil não tinha, mas essas empresas só se
instalaram em solo brasileiro pois nossa mão de obra é muito barata, então era muito
lucrativo pra eles desmancharem suas fábricas no outro lado do mundo e vir para cá.

O governo do Marechal Castelo Branco