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28/10/2015

TRATO GASTROINTESTINAL E
DISBIOSE

Profa. Patricia Almeida Jacob Moreno

TRATO GASTROINTESTINAL

Passado: responsável apenas por fenômenos


ligados à digestão e absorção dos nutrientes
FISIOLOGIA DO TRATO DIGESTIVO
ATUALIDADE:
ÓRGÃO FUNCIONALMENTE
ATIVO

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TRATO GASTROINTESTINAL ESTRUTURA

Configura vital interface entre meio interno e externo

Tem a maior superfície mucosa do organismo


Capacidade absortiva em toda a sua mucosa de revestimento.
Absorção ótima = Jejuno- íleo
É o maior órgão endócrino e imunológico do nosso
corpo
Possui conjunto de estruturas glandulares anexas que
integram o sistema e tem outras funções : secretórias-
Possui peculiaridades anatômicas e funcionais que endócrinas (salivares, pâncreas, fígado, vesícula)
contribuem decisivamente para o exercício de sua
vasta gama de funções

Ana is Nestlé, 2009;67:9-18 Ana is Nestlé, 2009;67:9-18

VISÃO GERAL DO TRATO GASTRINTESTINAL (TGI)


TGI: maior exposição ao meio externo Boca, faringe e íons e água
Trituração, mistura e lubrificação
glândulas salivares muco
enzimas
Início da digestão (CHO e lipídios)

Área em m2 Esôfago muco Lubrificação e transporte


250 HCl
pepsina Estocagem, mistura, solubilização e
Estômago
200 muco digestão parcial (proteínas)
Pâncreas enzimas Digestão (CHO, lipídeos, proteínas, ác.
Bicarbonato
150 nucléicos); neutralização pH
Fígado sais biliares Solubilização lipídeos
100 bicarbonato neutralização pH
Vesícula
50 enzimas Digestão (CHO, proteínas)
Intestino Íons e água Absorção
delgado muco Transporte
0
PELE PULMÕES GASTROINTESTINAL Intestino Absorção de água; estocagem e
grosso Muco concentração (matéria não digerida);
propulsão e eliminação

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CAMADAS DO TGI

ESTRUTURA DO TGI

Musculo
esquelético

HISTOLOGIA

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TIPOS DE EPITÉLIO DO TGI


VISÃO
(CÉLULAS, FUNÇÃOGERAL
E RENOVAÇÃO)

Válvulas coniventes ou circulares:


• Triplica a área de contato entre o conteúdo luminal e as células epiteliais no ID

Vilos e Criptas:
• Aumenta superfície de mucosa Em 10x

Microvilos:
• Aumenta a superfície absortiva em 600x

Células das criptas • Maior atividade proliferativa que as superficiais e são


primariamente secretoras e não absortivas
MOTRICIDADE DIGESTIVA
• Propulsiona o conteúdo gastrointestinal para diante
• No ID, são primariamente absortivas, com hidrolases nas
• Permite transporte e mistura das substâncias alimentares com as
Enterócitos Apicais: bordas em escova (dissacaridases e oligopeptídases) secreções digestivas

• Células epitelias (colonócitos)tem propriedade secretora


No cólon: e absortiva

• Células mucóides abundantes, secretoras de mucina e Absorção & Secreção


muco que agem lubrificando e protegendo mucosa
Jejuno e Íleo: intestina, além de conferir barreira para alimentos Digestão
antigênicos.

Células • 1% das células intestinais de mucosa, são responsáveis


por ações motoras, secretoras e regulação do apetite e Motilidade
Enteroendócrinas: saciedade (liberam CCK, Serotonina, GLP-1, Grelina) Regulação neuro-endócrina

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CAMADAS DO TGI

Tipos de movimentos

Propulsivos • Boca Intestino

• Aumenta contato do conteúdo com secreções


Mistura • Auxilia fragmentação do conteúdo

Para que ocorra um ótimo aproveitamento do alimento este


deve ser misturado e ser propulsionado em tempo adequado
Contrai

Relaxa

radiografia por contraste (bário)


Movimentos do Tubo digestivo
CONTRAÇÕES PERISTÁLTICAS

Durante a alimentação
Estômago:
relaxamento receptivo
movimentos de mistura e peristáticos Envolve ondas de contração e relaxamento.
“bomba pilórica” (antro)

Int. delgado:
Movimentos segmentares (mistura) e
1ª. Fase: contração da camada muscular
peristáticos longitudinal + relaxamento do músculo circular.

Int. Grosso: 2ª. Fase: Contração da camada muscular +


haustrações (mistura) e
mov. de massa (defecação) camada longitudinal relaxa-se.

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Esplâncnico CONTRAÇÕES PERISTÁLTICAS


Vago
(parassimpático) (simpático)

CONTRAÇÕES SEGMENTARES

MOVIMENTOS EM
CADA SEGMENTO
DO TUBO DIGESTIVO

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CAVIDADE ORAL CAVIDADE ORAL


• Movimentos:
– MASTIGAÇÃO (INCISIVOS E MOLARES) PROPULSÃO

FACILITAR A DIGESTÃO E EVITAR ESCORIAÇÕES •A fase voluntária da


deglutição inicia-se pela
língua. O dorso da língua
se coloca no palato e
LÍNGUA, contrai forçando o bolo
FARINGE para a orofaringe.
SABOR

Copyright © 2005 Pearson Education, Inc., publishing as Benjamin Cummings Table 14.2

CAVIDADE ORAL FARINGE


PROPULSÃO
• Musculatura esquelética
• Controlada pelo SN Motor •A fase faríngea é iniciada
quando o alimento chega a
orofaringe.
•A língua bloquei a cavidade oral
Musculatura estomatognática (mandíbula) Funções •O palato fecha a nasofaringe
•A laringe cresce e epiglote
protege o trato respiratório e o EE
Mastigação Motilidade Sucção Motilidade Motilidade
da língua dos dos relaxa e abre.
músculos músculos
faciais palatinos e
faríngeos

Movimentos controlados pelo SN Autônomo Parassimpático


NÃO HÁ CONTROLE HORMONAL
Utiliza nervos cranianos IX and X

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Deglutição ESÔFAGO

http://www.icb.ufmg.br/fib/gr
adua/digestivo/index.htm

Movimentos controlados pelo SN Autônomo


Parassimpático + S Hormonal (EEI)
site sobre disfunções da deglutição: http://www.d.umn.edu/csd/video/swallowing.htm

O Esôfago possui 02 movimentos peristálticos: ESÔFAGO

Peristaltismo Primário : continuação da onda


peristáltica que se inicia na faringe e se
propaga para o esôfago, durante a etapa
faríngea da deglutição.

2. Peristaltismo secundário : Surgem quando


as ondas primárias não conseguem deslocar
todo o alimento par o estômago; É resultado
da distensão do esôfago pelo alimento
retido, durando até que todo o bolo alimentar
tenha passado para o estômago.

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No Refluxo Gastroesofágico... ESTÔMAGO

Reduzem tônus do EEI


• Movimento
de Propulsão
Aumentam relaxamentos • 3 músculos +
transitórios
contração do
L-arginina
Piloro
(esfíncter)
São irritantes de mucosa

ESTÔMAGO Motilidade e Velocidade de


Esvaziamento Gástrico
PROPULSÃO
Ciclo Pós-Prandial
•APÓS ALIMENTAÇÃO a
peristalse inicia-se próximo a
região da cárdia e se 1 1. Relaxamento
movimenta na direção do receptivo
piloro
•A intensidade dos 1
2. Acomodação
movimentos é gerada pelo 2
3
aumento do número de 3. Propulsão
células musculares do órgão.

Movimentos controlados pelo SN Autônomo


Parassimpático = NERVO VAGO

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FATORES INFLUENTES ESTÔMAGO


CONTROLE HORMONAL
 do volume gástrico Hiperosmolaridade
 Distensão gástrica
 Acetilcolina
 Teor de nutrientes PROPULSÃO
 Gastrina Fibras (pectinas e gomas)
Distúrbios de motilidade
(gastroparesia)
Noradrenalina
Gastric
Secretina Somatostatina Secretina -- Inhibitory Noradrenalina
 VELOCIDADE DE Gastrina — Acetilcolina -- — inibe inibe Peptide (GIP) - -- inibe
estimula estimula motilidade e motilidade e - inibe motilidade e
ESVAZIAMENTO esvaziamento esvaziamento esvaziamento motilidade e esvaziamento
esvaziamento
gástrico gástrico esvaziamento gástrico
gástrico

 VELOCIDADE DE
ESVAZIAMENTO

INTESTINO DELGADO INTESTINO GROSSO


Movimentos musculares longos e lentos que ocorrem 3 ou
PROPULSÃO 4 vezes por dia, durante ou após ingestão alimentar.

•A propulsão é resultado do
ILEOCECAL VALVE
peristaltismo e causa segmentos
adjacentes alternar contração
com relaxamento.
•A peristalse ocorre somente
após os nutrientes terem sido A peristalse é regulada extrinsicamente pelo
SNA.
absorvidos. Isto requer cerca de A divisão parassimpatica = excitatória
A divisão simpática = inibitória
horas para que o material não Gastrina = estimula contração muscular
A peristalse é regulada extrinsicamente pelo SNA.
digerido alcance a válvula íleo- A divisão parassimpatica = excitatória
cecal. A divisão simpática = inibitória

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Distúrbios da frequência de defecação


DEFECAÇÃO
Continência fecal:
 Constipação ou obstipação

Incontinência fecal:
 Diarréias
- primárias
- secundárias

http://hopkins-gi.nts.jhu.edu/pages/latin/templates/index.cfm?pg=disease1&organ=6&disease=43&lang_id=1

FUNÇÕES GERAIS

• Porta de ingresso
para o metabolismo
FUNÇÕES • Fornecer substrato
energético e
nutricional para
manutenção do
metabolismo e
função de outros
sistemas orgânicos.

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Sistema Digestório
Transformar substâncias insolúveis e complexas
que constituem os alimentos em substâncias mais
simples e solúveis que podem ser assimiladas A integração é
controlada pelo
1. Motilidade Sistema
2. Secreção Neuroendócrino
3. Digestão
4. Absorção

Fornecimento de água, eletrólitos e nutrientes


Digestão de moléculas complexas - absorção

AS 7 FUNÇÕES DO TGI 1. DIGESTÃO

Processos:

• físicos : mastigação (trituração)


• químicos: enzimas
DIGESTÓRIA • fisico-químicos: emulsificação
ABSORTIVA Quebra ou modificação do alimentos em
EXCRETÓRIA componentes simples
DETOXIFICAÇÃO
Polissacarídeos → monossacarídeo
IMUNOLÓGICA
ENDÓCRINA
Proteínas → aminoácidos
NEUROLÓGICA

COLON
Gorduras → ácidos graxos e glicerol

Cl i nical Nutrition: A function Approach. IFM,2009.

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Ação complexa ABSORÇÃO

Realizada no intestino delgado (jejuno-íleo)

Transporte dos produtos da digestão da luz intestinal até a


circulação linfática e sanguínea, através da parede intestinal

SECREÇÃO
SALIVAR

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Fisiologia da secreção salivar


• Composição celular: ácinos + Sis. tubular + ductos
excretores
• PARÓTIDAS = tipo seroso
Secreção salivar = Saliva
• Líquido aquoso levemente hipotônico (pH=5,75-7,05)
Glândulas • SUBMANDIBULARES = tipo seroso e mucoso –( +
seroso)
• SUBLINGUAIS = tipo seroso e mucoso – (+ mucoso)
• Secreção Exócrina das células salivares Salivares • NUMEROSAS GLÂNDULAS ORAIS (muco)
• PH = 6,0 a 7,0 (Ação da ptialina)
• Contém: proteínas (secreção serosa) ou glicoproteínas
(mucinas)

MECANISMO DE SECREÇÃO E SALIVA: SECREÇÕES PROTÉICAS


CONTROLE DA SALIVA
Mecanismo ativo SECREÇÃO SEROSA: PTIALINA ou -AMILASE (pH 6,8)
Controle pelo
= gasto de
SNA:
energia LIPASE LINGUAL

SECREÇÃO MUCOSA (MUCOPOLISSACARÍDEO): MUCINA (lubrificação, viscosidade e proteção


Simpático = excita as células da superfície)
Contra gradiente de pressão e mioepiteliais a se contraírem e
osmótico expulsar a saliva (depende do fluxo
sanguíneo para o SN SECREÇÃO DE ÍONS: potássio, bicarbonato, sódio e cloreto

Parassimpático = estimulação direta às


celulas salivares e indireto por LISOZIMA: ação bacteriolítica
Glândulas gastam energia aumento do fluxo sanguíneo já que
secretam subst. vasodilatadoras
Fator de crescimento Epitelial: polipeptídeo, proteção para mucosa

Outros: IgA secretória


QR chega 1,o = consumo de glicose

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Composição da Saliva FATOR DE CRESCIMENTO EPITELIAL


Epitelial
Compostos orgânicos - Proteínas: • é um polipeptídeo produzido pelas glândulas
Growth salivares

glicoproteínas
Factor
Enzimas Polipeptídeo Imunoglobulina Outros
(mucinas, lisozima)

• ação na regeneração do epitélio da orofaringe e tubo digestivo alto


(indução do crescimento epitelial - angiogênese)
α- amilase ou Ptialina Lipase Salivar Calicreína IgA Ações • inibição da secreção ácida gástrica
• aceleração da cicatrização
biológicas: • proteção da mucosa gástrica e intestinal (HCl, ác.
Biliares, pepsina, tripsina)
Ligações 1,4 Ação vasodilatadora – • proteção contra químicos e patógenos
Complementa ação da
polissacarídeos controla fluxo
lipase pancreática sanguíneo à glândula

Na mucosa digestiva e na saliva sabe-se que o EGF está


Secretada pela
Parótida
Lise de TG → AG diminuído em casos de doença dispéptica e
esofagite, sugerindo uma possível ação protetora desta
proteína
Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.69 no.5 São Paulo Sept./Oct. 2003

FUNÇÕES DA SALIVA

Bactérias e alimentos

Streptococcus m., Candida albicans

Di ssolução dos componentes


res ponsáveis pelo sabor

Douglas, 6ª. ed
Oral disease (2002) 8, 117-119

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Infecções das glândulas


salivares, RGE, Depressão,
Estímulos salivares anti-
depressivos, ansiolíticos, a
nti-
• ESTIMULA hipertensivos, diuréticos, a
nti-histaminicos
SALIVAÇÃO

AMARGOS,
ÁCIDOS, TA
NINOS Efeitos sobre receptores
das glândulas salivares

AÇÚCARES
E DOCES

• REDUZEM
SALIVAÇÃO Altera a composição de
água e eletrólitos da saliva

SECREÇÃO ESOFÁGICA

Totalmente mucóide

SECREÇÃO Lubrificação para o processo de deglutição

ESOFÁGICA Glândulas mucosas simples

Muco: proteção contra escoriação da mucosa pelos


alimentos (parte superior do esôfago)

Junção gastroesofágica – protegem a parede do esôfago da


digestão dos sucos gástricos que sempre refluem

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Células gástricas

CÉLULA MUCOSA

SECREÇÃO
GÁSTRICA CELULAS PARIETAIS OU
OXÍNTICAS, PRINCIPAIS
E MUCOSAS

CÉLULAS G
ENTEROCROMAFINS

SECREÇÃO GÁSTRICA SECREÇÃO GÁSTRICA

CÉLULA MUCOSA
Muco e
pepsinogênio

CELULAS PARIETAIS OU
OXÍNTICAS, PRINCIPAIS
E MUCOSAS
HCl, fator
intrínseco, pepsino
gênio, muco

CÉLULAS G
ENTEROCROMAFINS
Gastrina, somatostatina

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SECREÇÃO GÁSTRICA SECREÇÃO GÁSTRICA

Secreção de Muco (mucosas)


• Glândulas Oxínticas
• Glândulas Pilóricas Secreção de Bicarbonato (superficial)
• Células Mucosas Superficiais
(Glândulas Mucosas Secreção de Fator Intrínseco (parietais)
Unicelulares)
Secreção e Ativação do Pepsinogênio (pépticas e mucosas)
PRODUÇÃO ≈ 200ml de Suco gástrico /dia
Secreção de HCl (parietais)

Secreção de Outras Enzimas

MUCO GÁSTRICO BICARBONATO


Células da superfície da mucosa Células da superfície
da mucosa
Estimulada pelo Nervo Vago

É um gel de glicoproteínas e água, insolúvel, alcalino e Formado à partir


mais viscoso de CO2 e H2O
Junto ao muco
Fator de Defesa da mucosa contra o HCL (Lubrificação)
neutraliza o ácido e
protege a mucosa
Retarda a difusão de H + evitando irritação (Alcalinidade) de auto-digestão

Revestimento (>1 mm)


Estimulado pelo
Nervo Vago
Mucosa estomacal
A alcalinidade protege a parede gástrica da secreção
proteolítica e ácida. Inibido pela
Atropina

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FATOR INTRÍNSECO PEPSINOGÊNIO

Secretado com o ácido pelas células parietais Células Principais

É uma glicoproteína Controlada pelo Nervo vago

Essencial para absorção de Cobalamina (Vit B12) É uma pró-enzima

Liga-se a receptores específicos no íleo, facilitando a absorção (pinocitose) Ativação pelo HCl em pH ácido (1,8 a 3,5)

• Pepsinogênio + HCl = pepsina


Liga-se à B12 protegendo contra enzimas gastrointestinais • Pepsinogênio + HCl + pepsina = pepsina

pH > 5,0 pouca atividade proteolítica


Sofre interferência dos agentes da secreção ácida
Estimulantes =
Destruição das células produtoras de ácido – anemia perniciosa – falha na prostaglandinas, secretina, CCK, gastrina e
maturação dos eritrócitos por deficiência de B12 histamina

SECREÇÃO ÁCIDA
Secretadas pelas Células parietais (corpo e fundo)

Solução ácida com 160 mmol de HC/L (concentração até 3 milhões de vezes maior
que a do sangue) – ph 0,8

Bactericida

Enzima: ATP-ase dependente de K+

Estômago: converte pepsina em pepsinogênio, controla população


microbiona, quebra proteína em peptídeos, ioniza minerais

Vesícula biliar: Estimula contração e aumenta fluxo de bile

Intestino delgado: Estimula GIP, secretina, peristalse e aumenta emulsificação de LIP

Pâncrea: estimula liberação de bicarbonato e secreção de enzimas digestivas


Douglas, 6ª. ed

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FISIOLOGIA DA SECREÇÃO NORMAL


•Independe do Ca++
AMP-c e da
Adenilciclase
FASE 1:
ADP

•Depende do AMP-c e
Gastrina
ATP-ase
H+ CEFÁLICA:
Adenilciclase
ATP
•Ação bloqueada pelos
antagonistas dos receptores de
H2
Histamina AMP-c
ATP

LUME
(15% do total)
•Requer ca+ extracelular K+

Acetilcolina Ca++ Idéia do alimento, Aromas, imagens


Desempenhada pelo Nervo Vago
Sinais originados no córtex cerebral ou centro
•Reação celular transitória Célula Parietal do apetite no hipotálamo e amígdala
•Não é bloqueada pelos
antagonistas dos receptores Transmitidos pelos núcleos motores dorsais do
de H2 vago para o estômago
Neurotransmissores: acetilcolina

FISIOLOGIA DA SECREÇÃO NORMAL Fases da Secreção Gástrica


FASE 2: GÁSTRICA: (80% do
total)
• Alimento  ativam receptores por • Cefálica
distensão da mucosa  célula • Gástrica
• Refeição eleva pH  secreção de
gastrina e acetilcolina • Intestinal

FASE 3: INTESTINAL
• Incremento adicional da secreção ácida
gástrica quando a refeição atinge o
Delgado
• CH e LIP – inibem a secreção
• AA aromáticos, café, beb. Alcoolicas, leite
e Peptídeos – ativam a secreção

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Fatores que afetam a acidez gástrica

AUMENTAM

Fase 1: • Odor, sabor, “pensar”

• efeito do alimento:
• distensão do fundo - células parietais
Fase 2: • alcalinidade e distensão do antro – liberação gastrina
• café, álcool, chá, leite, proteína

Estimulação da Secreção Ácida Fatores que afetam a acidez gástrica

Vias de estimulação nervosa Cérebro

da secreção gástrica
Nervos vagos DIMINUEM
Reflexos vago-vagais longos

• Acidificação do antro -  liberação gastrina


Fase 2: • PTN - no inicio da digestão

Reflexos curtos
Estímulos que desencadeiam os reflexos:
SNE parede gástrica
- Distensão do estômago • Gordura
- Estímulos táteis Fase3: • Ácidos e Hiperosmolaridade no intestino
- Estímulos químicos: aa, peptídeos ou ácidos delgado
secretados pelas glândulas

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Secreções das Glândulas Oxínticas Efeito dos Alimentos

Secreção de Outras Enzimas Estimula a

Café secreção
gástrica –
gastrina
Lipase Gástrica
• Atividade lipolítica na tributirina (manteiga) Chá Estimula a
secreção de HCl

Amilase Gástrica Estimula a

• Papel pequeno na digestão de amidos Cálcio liberação de


gastrina

Gelatinase
• Ajuda a liquefazer proteoglicanos (carnes)
Leite Efeito rebote

HIPOCLORIDRIA HIPOCLORIDRIA

Diminuição do HCl do suco gástrico que ocorre CAUSAS


com a perda das células parietais do
estômago, levando a uma inflamação no • Estresse
• Infecção por H.Pylori (ph alcalino)
tecido do gástrico, aumento na produção de • Excesso de açúcares, refinados e gorduras
bactérias nocivas como a Helicobacter • Alimentação excessiva
Pylori, má digestão, diminuição na absorção • Alimentos processados
• Líquido nas refeições
de ácido fólico, ferro, zinco e vitamina B12. • Menor eficiência enzimática
• Medicações
– Antiácidos, bloqueadores de receptores de
Piora com o aumento da idade H2, inibidores da bomba de prótons, sais de
alumínio, calcio e magnésio
Cont gast 2 1988:9-18
Gastroenterology,103 (4):1241-5,1992.

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HIPOCLORIDRIA
CRESCIMENTO
MODIFICA Ph BACTERIANO
INDESEJADO

LIBERAÇÃO DA B12 DAS


LIGAÇÕES PEPTÍDICAS
DO ALIMENTO
DISBIOSE
ABSORÇÃO
COMPROMETIDA
DIGESTÃO
B6, B9, Ca, Mn, Zn, Mg
COMPROMETIDA
J Am Coll Nutr. 1994; 13(5):530
Am J Clin Nutr. 1997; 66:750-9.

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HIPOCLORIDRIA

• Distensão abdominal
SECREÇÃO
• Eructação, queimação, flatulência,


Alteração intestinal
Empachamento pós-prandial
PANCREÁTICA
• Mau-hálito
• língua branca
SINTOMAS •

Restos de alimentos não digeridos na fezes
Artrite
• Câimbras musculares


Alergia Alimentar
Acne O PÂNCREAS
• Candidíase de repetição


Unhas fracas e quebradiças
Coceira anal
EXÓCRINO
• Parasitas intestinais
• Náuseas

Tipos de Secreção

Hidrelática
• Água, eletrólitos (bicarbonato)
• Responsável pelo pH e volume da secreção
• Osmolaridade = plasma sanguíneo
• Estimulada pela secretina
Ebólica
• Rica em enzimas
• Estimulada pela CCK
• Deprimida pela Somatostatina (SS) e Polipeptídeo pancreático
(PP)

Douglas, 6ª. ed

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Principais tipos Ilhotas de Langerhans


celulares
hormônios: insulina (cél. β), glucagon (cél.
α), somatostatina (cél. δ) e polipeptídeo
ENZIMAS PANCREÁTICAS
encontrados no pancreático (cél. θ)
pâncreas

Amilolíticas
• AMILASE
enzimas digestivas • Amido e Glicogênio
(proteases, amilase e • Produtos: maltose, maltotriose e dextrina
lipases)
Lipolíticas
• LIPASE PANCREÁTICA
secreção hidro- • Gorduras
eletrolítica • Produtos: AG e Monoglicerol

• CARBOXILESTERASE
• Ésteres de Colesterol , TG e Fosfolipídios
• Produtos: AG, glicerol e monoglicerol

AS SECREÇÕES EXÓCRINAS PANCREÁTICAS: enzimas

ENZIMAS PANCREÁTICAS

Proteolíticas
• TRIPSINA:
• Secretada como Tripsinogênio
lipase
• É ativada pela enterocinase
• Endopeptidase
• QUIMIOTRIPSINA:
• Secretada como quimiotripsinogênio -Amylase
(no activation needed) (Enterokinase)
• Endopeptidase secreted by duodenal
(from duodenal epithelial
• CARBOXIPEPTIDASE epithelium
cells)
• Exopeptidase (polipeptídeo → AA)

RNA-ase, DNA-
ase, colagenase, elastase

http://mcb.berkeley.edu/courses/mcb136/topic/Gastrointestinal

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AS SECREÇÕES EXÓCRINAS PANCREÁTICAS: enzimas AS SECREÇÕES EXÓCRINAS PANCREÁTICAS: enzimas

lipase lipase

-Amylase -Amylase
(no activation needed) (Enterokinase) (no activation needed) (Enterokinase)
secreted by duodenal
(from duodenal epithelial secreted by duodenal
(from duodenal epithelial
epithelium
cells) epithelium
cells)

http://mcb.berkeley.edu/courses/mcb136/topic/Gastrointestinal http://mcb.berkeley.edu/courses/mcb136/topic/Gastrointestinal

regulação da secreção pancreática Regulação Hormonal das secreção exócrina pancreática

fase estímulo secreção

cefálica pequeno volume


vagal
(pouco importante) rica em enzimas

gástrica contrações antrais volume médio


(média importância) gastrina rica em enzimas

fase intestinal ácido no duodeno grande volume


(super-importante) > secretina rica em HCO3
-

bolo alimentar
no duodeno rica em enzimas
> CCK
http://www.vivo.colostate.edu/hbooks/pathphys/digestion/basics/gi_endocrine.html

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INSULINA - GLUCAGON Interferências na Secreção Pancreática

• Super alimentação (exaustão pancreática)


• Alimentação pobre em Zn, Mn, Mg, B6 e
Proteínas
• Deficiências de fibras na alimentação

Enzyme Nutrition: 1985

SECREÇÃO
BILIAR

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FÍGADO Produção e armazenamento


Situado na cavidade abdominal, abaixo do diafragma.
• A bile é produzida no
É a maior glândula do corpo humano, pesando no homem adulto
fígado e armazenada
1.200 a 1.600 g. na vesícula biliar;

Regula o metabolismo dos carboidratos, lipídeos e proteínas


Durante períodos interdigestivos, a vesícula
É o local para degradação e excreção de hormônios (epinefrina e pode permanecer cheia por estar relaxada
noraepinefrina), inativa e excreta esteróides como o cortisol e o esfíncter de Oddi fechado. Quando não
existe gordura na refeição, ela esvazia-se
Transforma e excreta grande número de medicamentos e toxinas (por
precariamente, porém quando a
reações ocorridas nos hepatócitos)
quantidade de gordura é suficiente é
esvaziada em uma hora.
PRODUÇÃO E SECREÇÃO DA BILE.

Componentes principais da bile Regulação da Secreção biliar

É secretada
Ação da secretina
continuamente
pelo fígado ( a secreção biliar)

Aumenta
durante os
períodos
digestivos

Berne, 1996

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Esvaziamento da vesícula biliar


Esvaziamento da vesícula biliar
1. CCK (hormônio) – atinge a vesícula e estimula a contração de sua
parede muscular e promove o relaxamento do esfíncter de Oddi que
controla o fluxo da bile para o intestino

• Períodos interdigestivos o esfíncter está fechado  bile 


vesícula biliar

2. Presença de alimentos (duodeno)  enviam sinais inibitórios


através do sistema nervoso visceral provocando o relaxamento do
esfínter de Oddi

Presença de SNP
Relaxamento do Esfíncter
alimento
Aires, 1999

Circulação enterohepática
8. reprocessamento
para re- secreção 9. síntese
circulação > 90% da secreção  7,5 % da secreção
sistêmica

SECREÇÃO
7. excreção renal
< 2,5 % da secreção

5. retorno venoso portal


2. Reabsorção
1. esvaziamento biliar
12 - 36 g/dia INTESTINAL
> 95% da secreção jejunal

3. Reabsorção
íleal

4. Reabsorção
colônica

6. excreção fecal
< 5% da secreção

29
28/10/2015

SECREÇÃO INTESTINAL Secreções do Intestino Delgado

CONTROLE:
Glândulas de Borda em escova- • Distensão da parede
CÓLON Brunner secretam
Criptas de
Lieberküln
Peptidases, Sacara intestinal
• Excitação do SNP
MUCO alcalino ses, Maltase, Isom
secretam ÁGUA e • Hormônio VIP
para proteger a altase, Lactase e (Polipeptídeo vasoativo
ELETRÓLITOS
parede duodenal Lipase intestinal intestinal)

ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS HORMÔNIOS DO ID PEPTÍDEOS


enzimas do intestino delgado: ENDÓCRINOS GASTROINTESTINAIS
enzimas da borda-em-escova (constitucionais)
Nome estímulo para ação(ões) fisiológica(s) meia-
para a digestão final de proteínas e carboidratos vida
liberação
peptídeos, aas e
GASTRINA distensão gástrica secreção ácida 3 min.

GHRELINA restrição calórica estimula a secreção de GH


(antro gástrico e ID) estimula a ingestão de alimento

SECRETINA acidez duodenal secreção de HCO3- pancreático 3 min.


(ductos)
contração da vesícula biliar,
CCK-PZ ácidos graxos e aas secreção de enzimas 5 min.
(colecistoquinina) no ID pancreáticas (ácinos)
inibe a ingestão de alimento

GIP glicose e ácidos graxos estimula a secreção de insulina 21 min.


(peptídeo insulinotrópico
no ID
glicose-dependente)

extraído, enquanto disponível, de: http://human.physiology.arizona.edu/

30
28/10/2015

SECREÇÃO HORMONAL
Secreções do Intestino Grosso

• Secreção de Muco
– protege a parede contra escoriações
– Proporciona meio aderente para manter o bolo
fecal unido
– Protege a parede intestinal de atividade bacteriana

CÓLON

2. ABSORÇÃO SITIOS DE ABSORÇÃO

INTESTINO DELGADO

MAIOR SÍTIO DE ABSORÇÃO DE NUTRIENTES

31
28/10/2015

Má absorção - sintomas
Fator intrínseco: B12,
HCL: Fe 3+ à Fe2 +,
Água, cobre, fluoretos, Iodetos • Fezes volumosas

• Queda de cabelo
Zn, Se, Ca, Fe, B2, B6, Mn, queratina
JEJUNO: 3 m
Zinco, Manganês, Cromo, Vitaminas • Unhas fracas
A, D, E, K, Vitamina
ID: 30-45 cm C, Tiamina, riboflavina, piridoxina, Ác.
Ferro, Cálcio, Fósforo, Magnésio, Selê
nio, Cobre, Zinco, Manganês,
fólico, AA, Di e Tri peptídeos
• Manchas nas unhas Zn, Se, Ca, Fe, Vit. A
Tiamina, Riboflavina, biotina, Niacina,
Ác. Fólico, vitamina C, Lipidios, Vit.
lipossolúveis ÍLEO: 3,6 m
Vitaminas A, D, E, K • Pele ressecada e envelhecida
Vitamina B12, Magnésio, Ác.
Fólico, Sais Biliares, colesterol
Complexo B, AGEs, Vit E, Vit A, Biotina

MÁ – ABSORÇÃO DE LACTOSE
 Def. de Lactase  Não hidrólise da Lactose  Lactose no Lúmen 
ação bacteriana (cólon)  ác. Láctico + ác. Voláteis  irritabilidade
intestinal  reduzida absorção de água e eletrólitos pelo cólon 
Síndrome

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28/10/2015

Intolerância Congênita à Lactose

Enzima presente em lactentes

Desaparece nos primeiros anos de vida

10% dos adultos perdem

Ausência de lactase  diarréia + perdas hídricas

No cólon  metabolização bacteriana  CO2 distensão abdominal + dor

3. FUNÇÃO IMUNE
BARREIRA DE MUCOSA

3 fatores dependentes:
Capacidade intestinal de regular o
movimento de partículas, MO e várias
células do lúmen para submucosa

Mecanismo que envolvem expressão de


SISTEMA IMUNE ENTÉRICO receptores celulares e o efeito de
barreira intestinal e participação das
BARREIRA DE MUCOSA “tight junctions”
MICROBIOTA

33
28/10/2015

BARREIRA DE MUCOSA TIGTH JUNCTINS

Principal barreira paracelular para a entrada de partículas antigênicas

Os mecanismos de seletividade dessas células não estão claros, mas


dependem em grande parte da ação das Zonulinas (moléculas que modulam
a permeabilidade delas).

SECRETAM PEPTIDEOS E
MUCINA

SECRETAM DEFENSINAS
DESDE O NASCIMENTO

Interferem na Permeabilidade Intestinal:


• Probióticos: através da interação de receptores de TLR2 e TLR4

• Histamina: aumenta permeabilidade

• Serotonina, LT e PG, varias citocinas e outros elementos produzidos por células


intestinais como mastócitos, neutrófilos, linfócitos e macrófagos durante a
resposta imunológica e inflamatória

TUDO ISSO É FISIOLÓGICO


QUANDO CONTROLADAS

34
28/10/2015

Tecidos Linfóides Associados às Mucosas (MALT)


SISTEMA IMUNE ENTÉRICO – Placas de Peyer
– Nódulos linfáticos associados às mucosas
Células Relacionadas ao tecido Linfóide Intestinal (GALT)
– Células com função imunomoduladoras (B, T fagócitos)
– Placas de Peyer – íleo proximal
– Células M
– Linfócitos intraepiteliais

MALT
RECONHECIMENTO DA NOSSA MICROBIOTA COMO “PRÓPRIA”
DISCRIMINANDO MICROORGANISMOS COMENSAIS DE
PATOGÊNICOS
Permite que uma ativação local provoque uma
resposta generalizada

O Ambiente imunológico intestinal

Células Dendriticas:

Conhecidas como Apresentadoras de Antígenos

Através dos receptores TOLL-LIKE (“TLRs”)

Reconhecem e processam os antígenos bacterianos, gerando


reações inflamatórias e imunológicas equilibradas
Figura 1: O intestino mantém um sistema imune extensivo e altamente ativo. O epitélio (inflamação equilibrada)
sobrejacente ao tecido linfóide associado ao intestino (GALT) contém células especializadas M
que constantemente transportam bactérias e antígenos do lúmen intestinal para o tecido
linfóide. Células dendríticas na lâmina própria alcançam as células epiteliais e também amostras Com este reconhecimento há o desenvolvimento de células T
de bactérias intestinais. No epitélio encontram-se linfócitos T intraepiteliais tipo CD8+ e a lâmina
própria contém linfócitos T CD4, macrófagos e plasmócitos produtores de anticorpos IgA-s.
de memória que representam a maior parte das células T no
Processos inflamatórios mediados por linfócitos T, podem ser inibidos pelas citocinas tecido linfóide.
imunossupressoras e células T reguladoras. Adaptado de Macdonald & Monteleone, 2005.

35
28/10/2015

IMPORTÂNCIA DO GALT
Tolerância oral

Importância da secreção de IgA secretora

Imunidade inata (reconhece antígeno via TLRs por células apresentadoras de antígeno

Imunidade adaptativa equilibrada (Células T helper: Th1 e Th2)

IGA Secretória Antígenos que escaparem da ação das IgAs podem penetrar na camada
mucosa
Secretadas pelos Plasmócitos

1ª. Defesa contra O GALT exerce ação de defesa com interação de Anticorpos IgE e IgG
bactérias, fungos, parasitas, vírus e resíduos
alimentares

Atuam antes que esses atravessem a barreira


mucosa e atinjam a circulação Induz resposta imune sistêmica com produção de citocinas e anticorpos e
engajamento de todo sistema imunológico

Dispõem de 4 a 8 sítios de ligação de


antígenos

Gera resposta inflamatória no sitio de entrada do antígeno


Bloqueiam MO sem ativar o sistema
complemento ou inflamatório

Redução de IgAs se relacionam ao aumento


da permeabilidade intestinal e passagem de Bloqueia entrada de novos antígenos
macromoléculas para a circulação

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28/10/2015

MICROBIOTA LIPOPOLISSACARÍDEOS
BACTERIANOS GRAM (-)

Complexo CD14 e TLR4

CITOCINAS
INFLAMATÓRIAS
• RESISTÊNCIA INSULÍNICA
• OBESIDADE
• ESTEATOSE HEPÁTICA ATIVAM NFKappa-β
• HIPERINSULINEMIA
PGE2, TXA2,
• HIPERCOTISOL LTB4

TRANSCRIÇÃO DE IL-6 e TNF-α


International Life Sciences Institute (ILSI). Probióticos, Prebióticos e a Microbiota Intestinal. 2014. Cani,PD et al, 2007, 2008, 2009

4. ENDÓCRINA 5. NEUROLÓGICA
CONTROLE NEURO-VISCERAL

SIMPÁTICO PARASSIMPÁTICO
Fonte: Douglas-Tratado de fis. Humana – 6ª. ed

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28/10/2015

SNA: Simpático SNA: Parassimpático


(toracolombar) (craniossacral)

Glândulas salivares: Glândulas salivares:


•Secreção de K+ e H2O (+)
•Constrição de arteríolas (+++)
•Secreção de K+ e H2O (+++)
•Dilatação de arteríolas (++)
QUASE TODAS AS
Estômago: Estômago:
SUBSTÂNCIAS QUE
•Aumento da motilidade e tônus (+++)
•Diminuição da motilidade e tônus (+)
•Contração do esfincter (+) •Relaxamento do esfincter (+)
•Estimulação da secreção (+++)
CONTROLAM O
•Inibição da secreção (?)

Intestinos: Intestinos:
CÉREBRO FORAM
•Relaxamento dos esfincteres (+) IDENTIFICADAS NO
•Diminuição da motilidade e tônus (+) •Aumento da motilidade e tônus (+++)
•Contração dos esfincteres (+)
•Inibição da secreção (?) •Estimulação da secreção (+++)

Vesícula e ductos:
INTESTINO
Vesícula e ductos:
•Relaxamento (+) •Contração (+)

Pâncreas: Pâncreas:
•Inibição da secreção (+) •Estimulação da secreção (++)

Neurotransmissores 6. DETOXIFICAÇÃO
SUBSTÂNCIA LOCAL DE LIBERAÇÃO AÇÃO
Bombesina Intestino, SNC, pulmão ↑ LIBERAÇÃO DO HORMÔNIO
INTESTINAL
Encefalina Intestino, SNC EFEITO SEMELHANTE A OPIÁCIO
Neurotensina Íleo, SNC ↓ LIBERAÇÃO DE HCL E
ESVAZIAMENTO GÁSTRICO
Substância P Intestino, SNC, Pele SENSORIAL (DOR)
Peptídio Inibidor Todos os tecidos ↑ SECREÇÃO PÂNCREAS E
vasoativo- PIV INTESTINO TOXINAS Transformar substâncias
DELGADO,GLICONEOGÊNESE
HEPÁTICA ALIMENTARES, MEDICAMENT lipossolúveis e não
↓ PRODUÇÃO DE HCL, OS, HORMÔNIOS, ÁCIDOS polares em hidrossolúveis
VASODILATA, RELAXA BILIARES para eliminação
MUSCULATURA LISA
Serotonina Intestino, SNC ↑ PERISTALSE E REFLEXOS
SECRETÓRIOS
Melatonina Intestino, SNC ANTIOXIDANTE, ↑ CCK

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28/10/2015

DETOXIFICAÇÃO 7. EXCREÇÃO

• Vitaminas
• 20% do processo • Electrólitos (Cl, Na)
• P-glicoproteína ABSORÇÃO


Nutrientes remanescentes
Água
• Limita absorção de fármacos
do lúmen
• Bombeia o xenobiótico contra • Escala de Bristol
sua absorção Formação de
Fezes
(transmembrana)
• Seu sistema de transporte é
menos eficiente na presença • Movimentos musculares longos e
de Hiperpermeabilidade lentos
PROPULSÃO
Intestinal

A COMPOSIÇÃO DA MASSA FECAL

(Repare que a proporção entre água e matéria seca é semelhante à constituição de nosso organismo)
ESCALA DE BRISTOL
Despopoulos´s Color Atlas of Physiology, 2003 Thieme

39
28/10/2015

Forma de pedrinhas e duras


Dieta pobre em fibras e água, sedentarismo e AS 7 FUNÇÕES DO TGI
sensibilidades alimentares, congestão hepática

Fragmentos finos Sensibilidades alimentares, intoxicação colônica, dieta SECREÇÕES INTESTINAIS


pobre em fibras ALIMENTOS
Nutrientes Eletrólitos
Espasmos, obstrução colônica, estrangulamento do Minerais Enzimas
Finas e em tiras
cólon ou hiperplasia prostática Vitaminas Proteínas
Dieta rica em lipídios, déficit na absorção de Fibras Água
Flutuantes gorduras, desequilíbrio hepático, excesso de muco por Bioflavonóides Lipidios
colite, alta produção de gases CBAs DIGESTÓRIA Hormônios
Neurotransmissores
Colite, Crohn, úlcera, dieta altamente produtora de ABSORTIVA
Muito muco, viscosas, pegajosas
muco(laticínios), sensibilidade alimentares
EXCRETÓRIA
Com restos alimentares Má mastigação, má digestão, fraqueza do TGI
DETOXIFICAÇÃO
Má mastigação, alto tempo de transito
Com odor fétido IMUNOLÓGICA
intestinal, infecção, intoxicação intestinal
ENDÓCRINA
Hemorróidas, sangramento do TG final, sangramento
Com sangue
gástrico NEUROLÓGICA
Problemas na produção e conversão de bile, excesso de
Esverdeadas
clorofila
COLON
Clara
MICROBIOTA
Insuficiência biliar, obstrução da vesícula biliar
Bactérias, vírus, fungos e parasitas
Cl i nical Nutrition: A function Approach. IFM,2009.

DECLÍNIO DA FUNÇÃO DIGESTIVA

SUPERCRESCIMENTO DE
DESEQUILÍBRIOS IMUNES

MICROBIOMA
FUNGOS E BACTÉRIAS
HORMONAIS
INFLAMATÓRIOS

SISTEMA IMUNE
ESTRESSADO
DISBIOSE INTESTINAL
HUMANO
PRODUÇÃO DE TOXINAS
FORMAÇÃO DE IMUNOCOMPLEXOS

HIPERPERMEABILIDADE
INTESTINAL

40
28/10/2015

Microbioma Humano

Conjunto de várias comunidades de micróbios, infinitos e


numerosos, diversos e complexos.

É Dinânico pois interações ativas e variáveis entre


bactérias e hospedeiro ocorrem continuamente.

No TGI a diversidade microbiana é mais ... Desde sempre a mucosa intestinal é exposta a
pronunciada, especialmente no cólon uma infinidade de bactérias (1014 ufc/cm) que
compõem a microbiota.
Bactérias residentes superam as células somáticas e
germinativas humanas em 10x, representam genoma
combinado bem acima do genoma humano

COLONIZAÇÃO DA MICROBIOTA
INTESTINAL

COMO TUDO ESTÉRIL

COMEÇOU?
NO PARTO

FBG, Probióticos e Prebióticos em gastroenterologia, 2012.

41
28/10/2015

• EXPOSIÇÃO A FLORA VAGINAL


NO PARTO: MATERNA, BACTÉRIAS FECAIS E AMBIENTAIS

BIFIDOBACTÉRIAS E
LACTOBACILLUS

ATRASA 30 DIAS A
COLONIZAÇÃO COM
ANERÓBIOS E
ENTEROBACTÉRIAS

NOS PRIMEIROS 2 ANOS DE VIDA A COLONIZAÇÃO BACTERIANA


É RESPONSÁVEL PELO DESENVOLVIMENTO ESTRUTURAL E
FUNCIONAL DO GALT.

TIPO DE DIETA
Regula a natureza e a seqüência da colonização pós-natal

BIFIDOBACTÉRIAS E BACTERIAS LÁCTEAS


PRODUÇÃO DE AGCC
REGULA CRESCIMENTO DE PATÓGENOS
POTENCIAIS (CLOSTRIDIUM P., E.Coli)

BACTERÓIDES E
OUTROS GRAM -

42
28/10/2015

COMPOSIÇÃO DA NO ADULTO
MICROBIOTA

A COMPOSIÇÃO VARIA AO LONGO DO

Existem 3,3 COMPRIMENTO INTESTINAL E DA


milhões de Divisões
O corpo Mais de 400
Possui 10x genes no principais: VIDA DO HOSPEDEIRO E É ESTÁVEL
humano é um espécies
mais bactérias TGI, 150x FIRMICUTES E
SUPERORGAN bacterianas
do que células mais do que o BACTERIOIDE
ISMO vivem no TGI
nosso próprio TES DURANTE A MAIOR PARTE DA
genoma.
VIDA HUMANA NORMAL

Arq Bras Endocrinol Met v53, N2. sp-2009

43
28/10/2015

Mudanças nas Bactérias Colônicas

AUMENTA DIVERSIDADE DA FLORA BACTERIANA

IDOSOS E SUA MICROBIOTA

+ FIRMICUTES
+ CLOSTRIDIUM
+ BIFIDOBACTERIAS + ENTEROBACTERIAS
- ANAERÓBIOS
Canineu, PSPO.Uso de Probioticos associado a vitaminas e minerais em pacientes idosos. Merck,2015
- BIFIDOBACTERIAS

44
28/10/2015

FATORES PARA COLONIZAÇÃO

• Muco: retém grande numero de


bactérias
• Natureza do CH: servem como
alimento para bactérias e como
local de ligação para elas
• Capacidade do MO aderir às
células: mantêm as
comunidades intestinais

Impact of diet in shaping gut microbiota reveled


DIETA E COLONIZAÇÃO by a comparative study in children from Europe
and Rural Africa.
PROC Natl Acad Sci USA 2010, 107:14691-6

- D
I
B
A
CARNIVOROS
V C
E T
R E
S R
I I
ONÍVOROS D A • O Intestino de crianças africanas é rico em
A N BACTERIODETES, mais significativamente
D A
+ E deficiente em FIRMICUTES E
ENTEROBACTERIACEAE.
HERBÍVOROS
SCIENCE 2005;308:1635-1638

45
28/10/2015

CONTROLE E REGULAÇÃO CONTROLE E REGULAÇÃO


• Responsável pelo pequeno numero de bactérias no
delgado
• Cocos e bacilos Gram-positivas são mais tolerantes
Disponibilidade de
ACIDEZ GASTRICA: • ACLORIDRIA: flora mista e numerosa no duodeno
proximal material fermentável
(enterobactérias, estreptococos, lactobacilos, gram-
negativos anaeróbios)

• Intenso no delgado: bactérias não se fixam à Interação entre


PERISTALTISMO mucosa Uso de antibióticos e
• Lento no grosso: favorece desenvolvimento da flora componentes da
INTESTINAL: imunossupressores microbiota

INTERAÇÕES • Competições por nutrientes ou sítios de adesão


Estado Imunológico
BACTERIANAS • Produção de antibióticos e ácidos

Paschoal, V. Nutrição Clínica Funcional. 2008

FLORA INTESTINAL Bactérias Probióticas


• Efeito benéficos (11-13%)
95% anaeróbias

NORMAL 1-5% aeróbias

Bactérias Patogênicas Bactérias Comensais


• Suas toxinas podem lesionar • Ações de equilíbrio ou
mucosa desequilíbrio das funções do
intestinal, promovendo TGI
doenças

Paschoal, V. Nutrição Clínica Funcional. 2008

46
28/10/2015

Efeitos Favoráveis e desfavoráveis da


flora intestinal

Lactobacillus Bifidobacterium Streptococcus Enterococcus


• São anaeróbias • São geralmente • São anaeróbias • São anaeróbias
facultativas (ID) aeróbias estritas facultativas facultativas
ou anaeróbias (IG)

Trabulsi, LR.Flora intestinal, Probióticos, Prebióticos e Simbióticos .Temas de Pediatria.Nestlé.2000

Benefícios da microbiota normal Benefícios da microbiota normal

3. Antagonização de outras bactérias através de produção de


Observações feitas a partir de estudos de comparação entre substâncias inibidoras de crescimento ou letais às espécies
animais com microbiota típica e animais ―germ-free‖: potencialmente patogênicas.

4. Estímulo de desenvolvimento de determinados


1. Prevenção de colonização por patógenos competindo por
nutrientes essenciais. tecidos, especialmente o cecum e tecidos linfáticos (placa de Peyer).

2. Síntese e excreção de Vitaminas além de suas 5. Estímulo da produção de anticorpos. A microbiota normal comporta-
necessidades, que podem ser absorvidas pelo seu hospedeiro. se como um antígeno, induzindo a resposta imunológica, em particular
Exemplo: Vitamina K e algumas Vitaminas do complexo B. as do tipo mediadas por anticorpos, prevenindo infecção ou invasão de
Animais germ free podem necessitar de suplementação. patógenos.

http://textbookofbacteriology.net/normalflora.html Arq Bras Endocrinol Met v53, n.2. SP-2009

47
28/10/2015

RESUMINDO: Funções Normais da Microbiota


Animais Estéreis:
Vascularização
Nutricional • Sintese de Vitaminas do Complexo B e vitamina K

Atividade enzimática digestiva


Espessura da parede muscular
Produção de citocinas
Tecido linfóide associado à mucosa (MALT)
Motilidade e trânsito intestinal • Síntese de enzimas digestivas
Níveis séricos de imunoglobulinas
Linfócitos T auxiliares
Digestória (lactase, protease, peptidadases)
• Inativa tripsina
Linfócitos B produtores de IgA

• Produção de AGCC

Maior risco de infecções


Metabólicas: • Transforma colesterol em Coprostenol para excreção fecal
• Produção de enzimas Citocromo P450-like
Distensão do Ceco e mucosa + fina
Paschoal, V. Nutrição Clínica Funcional. 2008
Trabulsi, LR; Sampaio, MMSC. A composição e papel da microflora intestinal na saúde e proteção do organismo. Fasciculos Nestlé.1999

Funções Normais da Microbiota PROBIÓTICOS


• Função Imune (GALT)
• Proteção Física (Muco)
• Proteção anti-microbiana (lactobacilos)
Protetora: •

Resistência à colonização
Estímulo antigênico
• Modulam NFk-B e Aumentam produção de citocinas
antiinflamatórias (IL-10 e TGF-B)
São suplementos
alimentares São MO vivos
Substâncias que microbianos vivos que, quando
contribuem para o que apresentam ingeridos em

Estrutural • Crescimento e ação das células epiteliais do intestino


equilíbrio
microbiano
intestinal (Fuller
efeitos benéficos
para o
hospedeiro, promov
determinadas
quantidades, exerce
m efeitos
e • Colonizam o cólon
• Produção hormonal (Pyy, GLP1)
1989). endo equilíbrio
microbiano
benéficos, além dos
nutritivos em geral

Histológica intestinal.

Paschoal, V. Nutrição Clínica Funcional. 2008


Trabulsi, LR; Sampaio, MMSC. A composição e papel da microflora intestinal na saúde e proteção do organismo. Fasciculos Nestlé.1999

48
28/10/2015

Portanto...
... São bactérias ou leveduras que podem ser
consideradas alimentos funcionais com
capacidade de recolonizar e restaurar a
“uma preparação ou produto contendo simbiose da microbiota intestinal.
microorganismos definido, viáveis e
em numero suficiente, que alterando
a microbiota em um compartimento
do hospedeiro exercem efeitos
benéficos sobre a saúde”.

Am J Clin Nut 2001;73:361s-4s


FBG. Probióticos e Prebióticos em Gastroenterologia. 2012.

Pré-requisitos
CAPACIDADE DE
PRODUZIR ÁCIDOS

SEREM CAPACIDADE DE EXCLUIR OU


SEGUROS REDUZIR ADERÊNCIA DE
PATÓGENOS

CAPACIDADE DE
ADERÊNCIA À CELULA
CAPAZ DE FORMAR
MICROBIOTA NORMAL

(Fooks, 1999):

49
28/10/2015

PROBIÓTICOS E SISTEMA INUME


Produção de antibióticos e
antifúngicos
Interfere, exclui ou antagoniza o agente patogênico
Estimula maturação
• Prevenção das agudas crônica e virais
de infecções intestinais

células do GALT
Regulação da atividade imune
Efeitos imunomoduladores
• Intensifica defesas da mucosa
• Regula reações anormais
Metabolização de metaisao alimento (alergias)

Alívio dos sintomas


pesados, xenobióticos, da intolerância
hormô à lactose
nios, carcinógenos
Correção
Produção de AGCC
de perturbações gerais da flora intestinal
• Diarréia por antibióticos
Manutenção da
• Sobrecrescimento bacteriano permeabilidade intestinal

FBG. Probióticos e Prebióticos em Gastroenterologia. 2012. Rev. Bras. Cienc. Avic. vol.5 no.2 Campinas May/Aug. 2003.An alternative for antibiotic use in poultry: probiotics

PROBIÓTICOS E DIARRÉIA AGUDA PROBIÓTICOS E CONSTIPAÇÃO


Lactobacillus rhamnosus GG
Lactobacillus casei DN-144 001
Bifidobacteria animalis
Lactobacillus plantarum Lactobacillus rhamnosus GG
Lctobacillous reuteri MAIS EMPREGADOS Lactobacillus casei DN-144 001
Lactobacillus sacharomyces boulardii Lactobacillus plantarum
Enterococcus faecium LAB SF68 Lctobacillous reuteri
Bifidobacteria Lactobacillus sacharomyces boulardii

PROBIOTICS FOR TREATING ACUTE INFECTIOUS


DIARRHOEA. Allen e col. 2010

Metanálise, 63 ensaios randomizados, 8014 participantes


Lactobacillus rhamnosus GG
Enterococcus faecium LAB SF6 Restaura e equilibra Restaura e equilibra a
S. boulardii peristaltismo intestinal microbiota
Redução da duração da diarréia em horas
Persistência da diarréia por 4 dias
Redução da freqüência evacuatória Estimula secreção de água e
eletrólitos + amolecimento
fecal

50
28/10/2015

PROBIÓTICOS E SII PROBIÓTICOS E SII


Guidelines da organização mundial e
gastroenterologia – (WGOGG – 2011)

Algumas cepas de probióticos podem aliviar a dor


abdominal e proporcionar alivio global dos sintomas em
pacientes com SII

Lactobacillus reuteri podem melhorar os sintomas


intestinais especialmente dor e distensão
abdominal após uma semana de tratamento

SE LIGAM AO EPITÉLIO INTESTINAL


ESTIMULAM A PRODUÇÃO DE SUBSTÂNCIAS ANTIBIÓTICAS Lactobacillus plantarum podem melhorar os
FORMAÇÃO DE AGCC sintomas intestinais flatulência e dor abdominal
ALTERAM MOTILIDADE COLÔNICA
FBG. Probióticos e Prebióticos em Gastroenterologia. 2012.

PROBIÓTICOS E INTOLERÂNCIA À LACTOSE PROBIÓTICOS E INFCÇÕES GENITO-URINÁRIAS

Lactobacillus acidophilus Produção de


Lactobacillus bulgaricus Colonização do epitélio vaginal
β-D-galactosidase
Lactobacillus lactis Limitar migração bacteriana para bexiga
Lctobacillous bifidum
S. thermophilus

Promovem hidrólise Lactobacillus rhamnosus GR-1


Lactobacillous reuteri – B-54
da lactose Lactobacillous reuteri – RC-14
Reduz virulência Staphylococcus sp.

Reduz crescimento e
desenvolvimento de uropatógenos
Alivio de Candida albicans
Sintomas
World J Urol; 24:2-3,2006.
Vrese, M.Am J Clin Nut; 73:421s-9s.2001 J Infect Dis;192(3):394-398,2005.

51
28/10/2015

PROBIÓTICOS E REDUÇÃO DE COLESTEROL PROBIÓTICOS E CÂNCER DE CÓLON


Lactobacillus plantarum PH04
Lactobacillous acidophilus
Redução de pH
Produção de
AGCC Redução da
Inibe hidroximetilglutaril CoA redutase (HMG-CoA redutase)
atividade de
Inibe glicose-6-fosfato desidrogenase carcinógenos
Detoxificação de
PROBIÓTICOS
Desconjuga sais biliares carcinógenos

Desestabiliza micelas de colesterol


Ativação do
Apoptose celular
sistema imune

Int J Food Microbiol;113(3):358-61,2007


J Am Coll Nutr;18(1):43-50,1999 J Port Gastroenterol, 15:19-28.2009

PROBIÓTICOS E ABSORÇÃO DE MINERAIS PROBIÓTICOS E SINTESE DE VITAMINAS


PROBIÓTICOS

VITAMINA K

↑ muco ↓pH
enterócitos
NIACINA
↑ ↑ Superfície ↑ Intestino ↑ AC. PANTOTENICO
BACTÉRIAS DO
↑ absorção ↑ absorção
Vilosidades absortiva saudável Solubilidade
INTESTINO
BIOTINA
GROSSO
VITAMINA B12

ÁCIDO FÓLICO
Cu

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FIBRAS ALIMENTARES

Constitui uma ampla


categoria de
DIFERENTES BACTÉRIAS BENÉFICAS REALIZARÃO componentes
DIFERENTES ATIVIDADES DE ACORDO COM alimentares não
digeríveis
SUAS CARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS E
NENHUM PROBIÓTICO
ISOLADAMENTE, ABRANGERÁ UM TÃO Incluem polissacarídeos
não
AMPLO ESPECTRO DE ATIVIDADE. amiláceos, oligossacaríd
eos, lignina e
polissacarídeos análogos
com benefícios
associados à saúde
Slavin J. Fiber and Prebiotics: mechanisms and health benefits. Nutrients. 2013;5(4):1417-35.

Classificação das fibras


FERMENTAÇÃO
MICROBIANA VISCOSIDADE

SOLUBILIDADE EM ÁGUA

Gelonese,B. Fibras e prebióticos: mecanismos de ação e benefícios à saúde.Conecfarma.2014 Gelonese,B. Fibras e prebióticos: mecanismos de ação e benefícios à saúde.Conecfarma.2014

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LOCAIS DE AÇÃO

Gelonese,B. Fibras e prebióticos: mecanismos de ação e benefícios à saúde.Conecfarma.2014

EFEITOS FISIOLÓGICOS
DAS FIBRAS NOVA DEFINIÇÃO DE FIBRAS
PREBIÓTICOS:
• INULINA
• LACTULOSE
• FRUTANOS (OLIGOSSACARÍDEOS)

FOS:
• Glicose + frutose
• Cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel, cerveja

INULINA:
• POLÍMERO DE GLICOSE
• CHICÓRIA, TUBÉRCULOS, ALCACHOFRA, CEBOLA, ALHO, ASPARGOS, BANANA, TALOS
DE VEGETAIS,
• Fermentação = AGCC
AMIDO RESISTENTE:
• FORMA DE AMIDO E PRODUTOS DA SUA DEGRADAÇÃO QUE NÃO SÃO DIGERÍDOS E
ABSORVIDOS NO DELGADO
• EX: BANANA VERDE

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PREBIÓTICOS
Alimentos “PREBIÓTICOS” são
ingredientes alimentares, aqueles não-
digeríveis pelo ser humano mas que
promovem a seleção do crescimento
ou atividade das espécies benéficas e
limitam o número de bactérias no
cólon, beneficiando assim o hospedeiro

(Gibson and Roberfroid 1995).

Critérios para ser Prebiótico


PREBIÓTICOS
Resistente à acidez gástrica
São ingredientes alimentares não digeríveis que estimulam, seletivamente, o
crescimento e a atividade de microorganismos benéficos que colonizam o
intestino dos seres humanos, principalmente os lactobacilos e bifidobactérias.

Estimular seletivamente o
crescimento e/ou atividade de
Resistente a hidrólise por
bactérias intestinais
enzimas de mamíferos
potencialmente associadas à
São considerados fibras dietéticas solúveis. saúde.

INULINA e FRUTOOLIGOSSACARÍDEOS (FOS)

Fermentado pela microbiota Resistente à absorção no TGI


intestinal superior

FBG. Probióticos e Prebióticos em Gastroenterologia. 2012.

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POTENCIAL DE FERMENTAÇÃO COLÔNICA EM HUMANOS

Dietary fibre Fermentability (%)


Cellulose 20-80
Alcachofra
Hemicelluloses 60-90 Chicória

Pectins 100
Guar gum (1) 100 Alho/cebola

Ispaghula (2) 55
Wheat bran (farelo de trigo) 50 Aveia

Resistant starch (3) 100 Alho-poró

Inulin, oligosaccharides 100 (if they are not in excess)


Soja

(1) sementes da leguminosa arbustiva Cyamopsis tetragonoloba; (2) A semente de Plantago ovata;
(3) A significant proportion of starch in the normal diet escapes degradation in the stomach and small intestine but this portion
is difficult to measure and depends on a number of factors including the form of starch and the method of cooking prior to Aspargo Trigo
consumption.

http://www.fao.org/docrep/w8079e/w8079e0l.htm#physiological%20effects%20of%20dietary%20fibre

FONTES DE INULINA
FONTES DE FOS

Alho 15-25% Alho-poró 10-15%


Chicória 13-20%

Açúcar Mascavo 0,3% Cevada 0,15%


Tomate 0,15%

Cebola 2-6%
Trigo 1-4%
Aspargo 10-15%
Banana 0,3%
Centeio 0,5%
Alcachofra de Jerusalém Mel: 0,75%
15-20%
MOSHFEGH,AJ et al. J Nutr 1999;129:1407S-11S SPIEGEL,JE et al. Food Technology 1994;48(1):85-89

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PREBIÓTICOS E FIBRAS

FERMENTAÇÃO NO MODULAÇÃO DA
CÓLON MICROFLORA INTESTINAL

AGCC:
ACETATO, PROPIONATO, BUTIRA
TO

H2, CO2, Metano, ác. Lático

BUTIRATO
Ácidos Graxos de Cadeia Curta
• ACETATO (60%)
– Efeito sobre metabolismo de
colesterol
• PROPIONATO (20%)
– Efeito sobre metabolismo de
colesterol e glicose AGCC
• BUTIRATO (20%)
– Quase todo oxidado na célula da
mucosa colônica, gerando Inibe crescimento de MO patógenos
energia Reduz degradação de peptídeos
– Principal fonte de energia para Reduz formação de compostos
fenólicos
colonócitos mesmo na presença
Reduz atividade das enzimas
de glutamina e glicose bacterianas indesejaveis
Gelonese,B. Fibras e prebióticos: mecanismos de ação e benefícios à saúde.Conecfarma.2014

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Nutrients 2014, 6(11), 4706-4719;


The Influence of Early Life Nutrition on Epigenetic Regulatory Mechanisms of the Immune System
Review article: the role of butyrate on colonic function H. M. HAMER*,, D. JONKERS*,, K. Lorella Paparo 1, Margherita di Costanzo 1, Carmen di Scala 1, Linda Cosenza 1, Ludovica Leone 1, Rita Nocerino 1 and Roberto Berni Canani 1,2,3,
*
VENEMA*,, S. VANHOUTVIN*,, F. J. TROOST*, & R.-J. BRUMMER*, *TI
Aliment Pharmacol Ther 27, 104–119.2008

Butyrate exerts potent effects on a variety of colonic mucosal


functions such as inhibition of inflammation and
carcinogenesis, reinforcing various components of the colonic
defence barrier and decreasing oxidative stress. In
addition, butyrate may promote satiety. Two important
mechanisms include the inhibition of nuclear factor kappa B
activation and histone deacetylation. However, the observed
effects of butyrate largely depend on concentrations and
models used and human data are still limited.

Figure 1. The influences of early nutrition on the immune system. Dietary factors may induce direct epigenetic modifications and/or may
influence epigenetic mechanisms through a modulation of gut microbiota composition and function. The short-chain fatty
acid, butyrate, produced by gut microbiota exerts a broad range of epigenetic effects influencing immune system development and function.
SCFAs, short-chain fatty acids.

BUTIRATO Resumindo....
Aumenta trofismo das
células de mucosa
Desconjugação
Reduz proliferação das de sais biliares
células carcinogênicas

Aumenta fluxo sanguineo


na mucosa intestinal

•Reduzir prevalência e
Aumenta turnover das duração de diarréia
celulas de mucosa •Reduzir inflamação e
•Prevenir Câncer de colon sintomas da DII
•Aumentar biodisponibilidade e
absorção de minerais
Reduz permeabilidade •Promover saciedade
intestinal

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SIMBIÓTICOS
SIMBIÓTICOS
Probióticos + Prebióticos
Probióticos + Prebióticos

FATOR MULTIPLICATIVO: AÇÃO COM MAIOR EFICIÊNCIA


Inulina Lactobacilus
Ou ou
Oligofrutose Bifidobactérias
São componentes dietéticos funcionais que
em geral devem conter um componente
Bifidobactérias com Inulina
Prebiótico que favoreça o efeito do Probiótico
Bifidobactérias com FOS associado.
Lactobacilus com Inulina
Lactobacilus com FOS

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Efeitos conjunto de Prebióticos, Probióticos e Simbióticos


BENEFÍCIO AÇÃO

Nutricional Produção de vitaminas, disponibilidade de minerais


Produção de enzimas digestivas (b-d galactosidase)

Local Barreira , restauração e efeitos antagônicos contra diarréia DISBIOSE


Metabólico Assimilação de colesterol
Modificação das atividades de hidrólise de sais biliares
Antixidativo
INTESTINAL
Sistema Imune Fortalecimento de defesas não específica contra infecções
Aumento da atividade fagocítica das células brancas
Produção crescimento de IgA
Regulação do equilibrio de Th1/Th2
Indução da sintese de citocinas
Resistência e aderência da colonização

Anti-carcinogênico no cólon Inativação de carcinógenos ou pró-carcinógenos


Modulação das atividades metabólicas de MO colônicos
Resposta Imune
Manutenção da integridade da mucosa
Atividades antioxidativas

DISBIOSE INTESTINAL PATÓGENOS MAIS CONHECIDOS


“ É um estado em que
microorganismos de baixa virulência Candida sp

se tornam patogênicos em virtude do Ascaris lumbricoides*


FUNGOS
desequilíbrio quantitativo e Taenia sp.
Ancilostomídeos*
Klebsiella sp.
Proteus sp.
qualitativo na microbiota Giardia lamblia*
Entamoeba histolytica
Pseudomonas sp.
Salmonella sp.
intestinal, afetando negativamente a Enterobius vermicularis Campylobacter

saúde do ser humano” PARASITAS


BACTÉRIAS PATÓGENAS

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Gestação
Parto
Aleitamento artificial
Idade avançada
Patologias
Medicamentos
Tabagismo
Bebida alcoólica
Sedentarismo
MÁ ALIMENTAÇÃO

ALGUMAS CAUSAS O que elas produzem:

Deficiência Nutricional Amônia

Acloridria / Hipocloridria Aminas Ácido Sulfidico

Insuficiência pancreática
Motilidade Reduzida/ Estase/ Obstrução Glicosidades Fenóis

Estresse
Microbiota
Uso abusivo de medicamentos Patogênica

(laxantes, antiinflamatórios, pílula anticoncepcional e antibióticos)


Sulfatase, b-
Indóis
glicuronidase

Ác. Biliares
LPS
desconjugados
(Fragmentos
e
Corporais)
desidroxilados
D-lactato

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O que elas fazem? MICROBIOTA VÁRIOS


PATOGÊNICA PRODUTOS NFK-B
Destruição da
mucosa
intestinal CÉLULAS PRODUÇÃO DE CITOCINAS
Destruição de Inativação APRESENTADORAS IL-2, TNF-a, IL-8
vitaminas enzimas DE ANTÍGENOS
pancreáticas

ALTERAÇÃO DA
ALTERAÇÕES DE PERMEABILIDADE
Desidroxilação Destruição das JUNÇÕES INTESTINAL
de ácidos “Junctins CELULARES
biliares Tights”

Desconjugação PROCESSOS
de sais biliares INFLAMATÓRIOS
AGUDOS OU CRÔNICOS

Quais sintomas se relacionam a


Disbiose?
Dor
abdominal / Diarréia Mau-hálito Náuseas
Cólicas

Fezes com
Azia Constipação Flatulência
odor ruim

Distensão Dores
Cefaléia Fadiga crônica
abdominal musculares

Candidíase Irritabilidade

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DISBIOSE INTESTINAL DIETA E DISBIOSE


TIPO DE DIETA CONSEQUENCIAS
Disturbio sério da Prisão de
POBRE EM FIBRAS Altera microbiota
flora intestinal Cólon irritado Reduz peristalse
ventre
Reduz AGCC
Aumenta permeabilidade intestinal
Diarréias
Desequilíbrio EXCESSO DE CHO REFINADOS Energia para crescimento de leveduras
Facilita passagem de flatulência, Inibe ação fagocitária intestina
na produção
bactérias nocivas para o cólicas
das secreções* EXCESSO DE PROTEÍNA Altera Microbiota
intestino delgado
constantes EXCESSO DE LIPÍDIOS Altera Microbiota com aumento de
AERÓBIOS
Nutrientes digeridos de Má resposta a qualquer ÁLCOOL Aumenta permeabilidade intestinal
forma errada tipo de alimento Inflamação de mucosa
Depleta Glutationa (GSH)
*Clostridium difficile produz uma Patogênico MASTIGAÇÃO INSUFICIENTE Agressão de mucosa
substância que inibe a síntese de resistente à Aumenta permeabilidade intestinal
serotonina antibióticos Alergenicidade
Auto-imunidade

DIETA E DISBIOSE STRESS E DISBIOSE


TIPO DE DIETA CONSEQUENCIAS

LIQUIDOS PRESENTES EM REFEIÇÕES Diluição de sucos digestivos


Agressão de mucosa
Aumenta permeabilidade intestinal

CARÊNCIA DE ZINCO Reduz acidêz gástrica


Reduz enzimas pancreáticas
Reduz imunidade
Bloqueia P450
Muco
Adesão de probióticos na
Carência de Vit E, Vit A, B9, Ác. Aumenta permeabilidade intestinal mucosa
Pantotênico Reduz imunidade
Reduz estrutura do enterócito (cripta e Irrigação sanguínea da mucosa
vilosidades)
Aporte de nutrientes
ALÉRGENOS ALIMENTARES Aumenta permeabilidade intestinal Defesa contra agressores
Inflamação de mucosa

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ANTIBIÓTICOS E DISBIOSE Quais Doenças se relacionam a


Disbiose?
Deficiência nutricional Artrite Infecções urinárias Candidíase

Morte de todas as bactérias

Hipersensibilidade e Alergia Prejuízo à motilidade


Insuficiência pancreática Depressão
alimentar intestinal
Favorece crescimento de parasitas, vírus e fungos

Produção de toxinas e alteração de permeabilidade intestinal Falta de concentração Insônia Perda de memória Alteração de humor

Absorção de toxinas pela corrente sanguínea

Tonturas Compulsão alimentar Perda de peso não saudável Doença de Crohn.

EFEITOS SISTÊMICOS

PERMEABILIDADE INTESTINAL ALTERADA


Perda da permeabilidade seletiva da membrana
e translocação bacteriana, de macromoléculas
alimentares, alérgenos alimentares, metais
tóxicos e xenobióticos

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SÍNDROME DA PERMEABILIDADE ALTERADA SÍNDROME DA PERMEABILIDADE ALTERADA

CONSEQUÊNCIAS

Conjunto de condições Antígenos


clinicas causadas pelo Alimentares e LPS
desequilíbrio nos bacterianos
sistemas de defesa da
mucosa intestinal, seu
controle de transporte e
integridade de mucosa.
Hiperestimulação do
Sist. Imunológico

Estresse Oxidativo
Alergias Alimentares

Alimentos que Alimentos


protegem a parede que alteram
intestinal da ação de microbiota

E AGORA?...
bactérias intestinal

Alimentos com alto teor de

O QUE FAZER?
Alimentos como
colesterol, ricos em gorduras
vegetais, frutas e legumes
saturadas, provocam um
protegem a parede intestinal
desequilíbrio na flora
da ação de bactérias nocivas
intestinal, causando a
e toxinas
chamada disbiose

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PROGRAMA DOS 6 R´s PASSO 1: REMOVER


•Avaliar Coproparasitológico de Fezes
•Alimentos com ação Antifúngica
(sementes de abóbora, alho, ervas:
PATÓGENOS alecrim, salvia, hortelã, erva-
doce, tomilho, orégano, cravo, canela,
gengibre, cúrcuma)

•Dieta orgânica: livre de agrotóxicos e


RE-
REMOVER REINOCULAR RECOLOCAR REPARAR REAVALIAR fertilizantes
EQUILIBRAR XENOBIÓTICOS
(arroz, feijão, carnes, tomate, morango,
mamão, pêssego, batata inglesa)

•Leite e derivados (intolerância a


ALÉRGENOS lactose e hipersensibilidade à proteína
ALIMENTARES do leite – caseina e lactoglobulinas)
•Glúten (potencialmente alergênico e
correlacionado as DII)

Alimentos excluídos nesta fase: O que fazer a mais?

Aumentar oferta de
Café e fibras
alimentos
com cafeína

Suplementar fibras
Leite de vaca
e derivados se necessário:
Ofertar suco de
psyllium, goma-
Aloe-vera gel
guar, pectina, algas
Glúten:
aveia, cevada Soja e (agar-agar), pectina
, trigo, centei derivados
o e malte

Leveduras
Açúcar, mel,
(cerveja, pão,
melaço
vinagre) Ofertar sucos
verdes Aumentar líquidos
Bebidas Frutas
Oleaginosas
alcoólicas cítricas

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PASSO 2: REINOCULAR FOS E INULINA


•Fonte energia para equilíbrio da
microbiota Probiótica. Melhora Microbiota
•Frutas, alcachofra, alho, chicóri Aumenta bolo fecal
PREBIÓTICOS a, bardana
Aumenta imunidade
•FOS, Inulina e amido resistente
•Aloe Vera – ação reparadora de Melhora biodisponibilidade de minerais
mucosa gástrica e intestinal
Proteção de doenças oncológicas

Para equilíbrio e restabelecimento


PROBIÓTICOS da microbiota intestinal
Suplementos (máximo de 50
bilhões/dia) Mínimo=4g/dia
> 20 g = efeitos colaterais

Cepas de probióticos: Cepas de probióticos:

L.acidophilus L.rhamnosus:
• Otima adesão às células do epitélio intestinal • Aumenta Iga, IL-10 e IFN-gama
• Resistente a antibióticos • Diminue patógenos: Streptococcus e Clostridium
• Aumenta Iga, IL-10 e IFN-gama
• Diminue patógenos (bacteriocinas): candidíase, E.coli, P.vulgaris e outros
• Reduz infecção intestinal por E.coli e por rotavírus
• Capacidade de metabolizar lactose • Ativiadde anti-cândida – produz bactericinas
• Resistente a pH ácido e à bile • Modula sistema imunológico de idosos e crianças
• Reduz putrefação intestinal • Aumenta tolerância à Lactose
• Manutenção do pH do TGI
• Antimicrobiano contra: Staphilococcus aureus, Candica albicans.
• Manutenção do pH do TGI
E.Coli, Clostridium, Salmonella • Boa aderência à mucosa intestinal
• Produz acidofilina e lactocidina – antibióticos naturais • Boa resistência aos sais biliares
• Reduz CT e LDL
• São gram-positivas
• Age sinergicamente aos bifidobacterias
• Residentes naturais da cavidade oral, Vagina, Uretra e ID • Trato Vaginal e ID
FEMS Immunology and medical microbiology, v34 (1): 59-64,2002
Taylor J..New hope 360.2009. Biomed SCI;58:94-96,2001
FEMS Immunology and medical microbiology, v38, p.165-172,2003
Clin Exp Allergy;42:1071-1079,2012
Todorov, SD. Et al. New microbiol, v34,p.357-370,2011

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Cepas de probióticos: Cepas de probióticos:


B.bifidum: B.Lactis:

• Mais resistente a acides gástrica e aos ácidos


• Melhora absorção de nutrientes biliares
• Aumenta Iga, IL-10 e IFN-gama • Grande capacidade de adesão à mucosa
• Diminue patógenos: bacteróides, fungos • Não degrada muco – ótima para translocação
• Trato Vaginal e I G • Aumenta Iga, IL-10 e IFN-gama
L. paracasei: • Impede crescimento de patógenos

• Antimicrobiano
• Ótima adesão às células intestinais
• Resistente a antibióticos
• Age em sinergia com L.acidophillus L. reuteri:
• Aumenta IgA, IL-10 e IFN-gama
• Modula pH por produzir Ac. Acético e ac. Láctico
• Resiste acides gástrica e aos ácidos biliares
• Aumenta produção de mucina
• Reduz expressão de virulência de alguns patógenos
Eur J Nutr; 48(6):355-363,2009 Anaerobe;21:39-42,2013
Biomed SCI;58:94-96,2001
• Indicada na prevenção de obesidade (500 milhões ufc) Food Microbiol;67:207-2016.2001
Clin Exp Allergy;42:1071-1079,2012 Int Dairy J;9:831-836,1999
Nur Res;23:313-328.2003

Cepas de probióticos: Sugestões:


• L. plantarum ----1 x 109 UFC
Lactobacillus helveticus • L. reuteri ---------1 x 109 UFC
Para ITU: •

Saccharomyces cerevisae (betaglucanas) ----100 mg
Inulina ------ 500 mg
• Formular : ----- cápsulas ou sachê. Usar 1 dose ao dia, VO
• Produtora de ác. láctico
• Alivia sintomas da int. lactose
• Efeito antihipertensivo – participa na formação de angiotensina
• Regula niveis de cortisol • L. rhamnosus----1 x 109 UFC

• Formular: 1,9x109 mg
Para •

L. reuteri ---------1 x 109 UFC
L. plantarum ----1 x 109 UFC

Candidíase: •

Curcumina ----200 mg
Formular : ----- cápsulas ou sachê. Usar 1 dose ao dia, VO

Pool de Lactobacillus • L. rhamnosus----1 x 109 UFC


Para reparo •

L. reuteri ---------1 x 109 UFC
L. plantarum ----1 x 109 UFC
• L. acidophillus ---350 mg
• L. bifidum--- 350 mg da mucosa •


Bifidumbacterium breve ----1 x 109 UFC
Galactomananas ----50 mg
Pectina ---- 200 mg
• L. bulgaricus --- 350 mg
• L. reuteri --- 350 mg
Am J Hypertens. V.18, 1600-1605,2005
Eur. J. Clin Nutr. V.64: 424-31, 2010.
intestinal •

Inulina --- 500 mg
Formular : ----- cápsulas ou sachê. Usar 1 dose ao dia, VO

• L. Casei --- 350 mg

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Existe risco em usar


Sugestões:
Probióticos?
EM CANDIDÍASE UTILIZAR: • Translocação bacteriana
• Probióticos
• Endocardite
• Prebióticos • Síndrome do intestino Curto
• Alho, gengibre, canela, tomilho, orégano, alecrim
• Reposição de enzimas
• L-glutamina por 3 meses
Onde está o maior risco ?
• Oleos: borage, orégano, copaíba, primula, linhaça, peixe • Idosos prematuros
• Aloe vera • Crianças
• Vit A, C, E, B9, Biotina, betacaroteno • Pacientes oncológicos
• Zinco, Selênio • Leucemia
• Gestantes

PASSO 3: RECOLOCAR Enzimas

Amilase, Lactase 50—300 mg, antes das refeições


•Abacaxi e Limão: estímulo para
secreção ácida, Estimulo
HCL digestivo
Proteolíticas
150—300 mg, antes das refeições
Protease, pepsina, tripsina, bromeli
•Abacaxi: bromelina que atua na
na, papaína
digestão proteica

Lipolíticas 25---50 mg, 3x/dia - lipase

•Chás digestivos:
ENZIMAS alecrim, sálvia, cidreira. Pancreatina 100---300mg, 3x/dia – pool de
amilase, lipase, protease
Canela, erva-doce e hortelã (180
DIGESTIVAS ml pós refeição)
Cloridrato de Betaína 100---150mg, 1x/dia

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PASSO 4: REPARAR

DIETA NÃO •Sem


frituras, café, refrigerantes, c
IRRITATIVA DE ondimentos, industrializados(
MUCOSA aditivos alimentares)

NUTRIENTES PARA
CRESCIMENTO E Alimentos
REPARO DA funcionais, suplementos
MUCOSA

AZEITE DE OLIVA
↑ RESISTÊNCIA DE
LIPOPROTEÍNAS À
OXIDAÇÃO

Alimentos
PROPRIEDADES ANTICANCERÍGENO ↓ INFLAMAÇÃO

Funcionais?
TOCOFEROL, FITOSTEROL,
TRITERPENOS, ESCALENOS
, COMPOSTOS FENÓLICOS
↓ ATIVAÇÃO DE
AÇÃO HIPOTENSIVA (ANTIOXIDANTES) NFK POR ERO´S

AG MONOINSATURADOS -75%

ATENUA
↑ HDL-C AGREGAÇÃO
PLAQUETÁRIA

↓ CT E LDL-C

1 colher de chá (2,5ml), 2x/dia (almoço e jantar)


1 colher de sopa (10 ml) no desjejum

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FRUTAS E HORTALIÇAS ARROZ INTEGRAL

Contem Fibras e Gama-


Fibras orizanol, componente
Insolúveis:
aceleram
Fibras antioxidante, quelante
Solúveis: são de metais, restaurador
transito
fermentadas
intestinal
e liberam da secreção gástrica e
provocando reparação da
AGCC
varredura de
toxinas permeabilidade
intestinal

5-9 porções/dia 1 porção, 2x/dia (almoço e jantar)

LEGUMINOSAS SEMENTE DE LINHAÇA

• Fontes de fibras
solúveis, K, Ca, Fe, Mg
• Soja tem Arginina que ao
ativar produção de ON, se • Fonte de ômega 3,6,9
torna um imunoestimulante • Poder Antiinflamatório
• Todos os tipos de
feijões, ervilha, lentilha e grão
de bico.
• Produtos da soja: tofu, Prot.
Texturizada, leite com cálcio

1 porção, 2x/dia (almoço e jantar) 1 colher de sopa no desjejum, bater na hora

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PEIXES MIX DE OLEAGINOSAS

• Fontes de ômega 3 • Fontes: proteínas, Vit


• Efeito antiinflamatório e E, Ômegas 3,6 e
imunomodulador 9, Mg, Zn, Se
• Antioxidantes

2-3x/semana (preferir de menor porte pois tem 1 píres de café variado, com 2 castanhas do Brasil/dia
menos mercúrio) Lanche da tarde

BRÁSSICAS BROTO DE ALFAFA

• Rico em Clorofila
•Fontes de • Magnésio e outros minerais e
fibras, compostos vitaminas.
enxofrados • Atuam melhorando a
oxigenação e evitando fadiga
•Ação biotransformação
• Alcalinizante do sangue
de xenobióticos

Saladas ou sucos

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ERVAS ERVAS
• Alho: antibiótico natural, proteção contra
fungos, vírus e • Alecrim: ação
bactérias, antiinflamatório, antioxidante digestiva, desintoxicante, bactericida, a
destoxificante
ntifúngica, antioxidante, antiparasitári
Chá ou condimento – 1col chá 2x/dia
o,antiinflamatório (ác.Carnosóico).
• Gengibre: (gingerol)
Tempero – 3 dentes pequenos)
antibacteriano, antiparasitário, antifúngic
• Sálvia: ação
digestiva, antioxidante, antiinflamatori
o, estimula secreção
Chá ou condimento
o (ác. Ursólico)
ácida, antihemético, melhora
colite, flatos, indigestão, antiinflamatório,
antifúngico, antioxidante, reduz • Cidreira: ação calmante
Condimento, conserva, sucos, crú, cristalizado espasmos e cólica, Estimula amilase
pancreática Chá ou suco • Cúrcuma Longa: (Curcumina)
antimicrobiana, antioxidante, antiinfla
• Gergelim: Rico em cálcio e ômega 6. matório, quimioprotetor, Estimula
antiinflamatório e antioxidante amilase e lipase pancreática
Em saladas ou Tahine Extrato seco, tempero

ERVAS ERVAS

• Erva doce: alívio de gases e espasmos do • Cúrcuma: Ação


TGI antioxidante, antimicrobiana, destoxif
Chá
icante,antiinflamatória, antimutagêni
• Hortelã:
Condimento
ca
antiparasitário, antibacteriano, fungicida,
anti viral, antiesparrmódico, estimula • Canela: ação digestiva, antiséptica
liberação de HCL, aumenta fluxo
Chá ou condimento ou tintura biliar, ação digestiva, inibe espasmos do
• Cravo: ação antifungica, ativa
Condimento – 1 col chá 2x/dia)
colon.
circulação
• Tomilho: ação antifungica. Elimina gases.
Condimento
Condimento • Pimenta: (Piperina)estimula secreção
• Orégano: ação pancreática, reduz tempo de trânsito
antifungica, antiparasitário, antiviral, anti intestinal, melhora digestão
bacteriano, digestiva, antioxidante
Condimento -1 col chá 2x/dia

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FOS e INULINA SUPLEMENTAÇÃO


Vitamina B1 (tiamina) Melhora circulação e produção de HCL,
Alho/cebola - necessária para tonicidade intestinal
antimicrobiano Chicória

Alcachofra
Fontes de energia para Vitamina B2 (Riboflavina) Aumenta recuperação das vilosidades
probióticos, melhor intestinais

equilíbrio da microbiota
Vitamina B3 (Nicotinamida) Contribue para produção de HCL

Alho-poró
Vitamina B5 (Pantotenato de cálcio) Importante para funcionamento do TGI
Aspargo Soja Banana Síntese de colágeno

SUPLEMENTAÇÃO SUPLEMENTAÇÃO

Vitamina B6 (Priridoxal-5-fosfato) Necessária para a produção de HCL Vitamina A Melhora barreira intestinal
Síntese de colágeno Estimulo síntese de IgA
Síntese de colágeno
Vitamina E Mantém integridade das junções celulares
Vitamina B12 (Cianocobalamina) Necessária à digestão e absorção
apropriadas
Vitamina D Mantém integridade das junções celulares

Vitamina B9 (Ác. Fólico) Participa no reparo de mucosa


Vitamina B9 (Ác. Fólico) + B12 Formação de vilosidades
gastrointestinal

Vitamina C Síntese de colágeno

DRI´S / ANVISA
DRI´S / ANVISA

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SUPLEMENTAÇÃO SUPLEMENTAÇÃO
• Ação reparadora e cicatrizante de
ZINCO E SELÊNIO Crescimento e regeneração do epitélio
Suco de Aloe Vera mucosa gástrica e intestinal, Ação
intestinal imunomoduladora, Ação antioxidante e
Aumento das enzimas das bordas em antiinflamatória , cicatrizante
escova •REDUZ Ph intestinal e o crescimento de
Síntese de HCL bacterias patogênicas e cândidas
Síntese de colágeno • 50 ml 2x/dia antes das refeições

MAGNÉSIO Síntese de colágeno

Glutamina
• Energia para enterócitos, reparo de
mucosa (microvilosidades),
•reduz translocação e sepse
•Fonte de glutationa no figado.

DRI´S / ANVISA • até 10g/dia

SUPLEMENTAÇÃO SUPLEMENTAÇÃO
Suco de Aloe Vera
• Ação reparadora e cicatrizante de
mucosa gástrica e intestinal, Ação
• PROBIÓTICOS
• Reestabelecimento da microbiota
imunomoduladora, Ação antioxidante e intestinal
antiinflamatória , cicatrizante •Formulado ou pronto
•REDUZ Ph intestinal e o crescimento de
bacterias patogênicas e cândidas
• 50 ml 2x/dia antes das refeições

Glutamina
• Energia para enterócitos, reparo de
mucosa (microvilosidades), reduz
• SIMBIÓTICOS • Reestabelecimento da microbiota
translocação . Fonte de glutationa no intestinal
figado. •Formulado ou pronto
•10g/dia

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OUTROS OUTROS
ÓLEOS

• : alicina, aliina, selênio, glutationa e germânio


Alho: • Antifúngico, antibacteriano, antiparasitário • CHÁ VERDE
• 1g ou 2g/dia ou cápsulas de 250 mg/dia
• RESVERATROL
• COENZIMA Q10 --- 100mg/dia
• Antifúngico, antiinflamatório
Copaíba: • 1g ou 2g/dia ou cápsulas de 250 mg/dia – • ÁC. LIPÓICO --- até 100mg/dia
12/12 horas
• BIOFLAVONÓIDES
(hisperidina, rutina, quercetina)--- até
• Antibacteriano e antifúngico 50mg/dia
Orégano: • 45mg, 2-4x/dia

OUTROS
PASSO 5: RE-EQUILIBRAR
• MONOLAURIM
– Formado do ÁC LAURICO (AGCM 12 C)
Estimular hábitos de vida e alimentação saudáveis
– Ação antibacteriana, antifúngica e antiviral
– Dissolve membranas de bacterias e vírus, impede
transdução de sinais de replicação celular
– H. Pylori, staphylococcus aureus, Streptococcus, etc
PASSO 6: REAVALIAR
• CAPRYLEX
– Formado do ÁC CAPRÍLICO (AGCM 8 C) Avaliar os objetivos alcançados
– Ação antifúngica
– Dissolve membranas de fungos, gerando desagregação
– Candida albicans

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DADOS GERAIS E PESSOAIS


• LMSS

• SEXO FEMININO

• 46 ANOS

ESTUDO DE CASO
• DIVORCIADA

• PROFESSORA

• ETILISTA SOCIAL

• QC: EXCESSO PONDERAL, DORES DE CABEÇA COM CERTA

FREQUÊNCIA, AZIA, RINITE, SINUSITE, INSÔNIA, CANSAÇO

DURANTE O DIA, ROUQUIDÃO E ANSIEDADE.

• USO DE EUTHYROX 137MCG;

ANTECEDENTES PESSOAIS HISTÓRIA PREGRESSA


Infância
• Hipertensão gestacional

• Dengue hemorrágica com 32s de gestação com parto cesariano e


• Nascida de Parto cesariana prematuro

• Hipotireoidismo sem tratamento (1985) com diagnóstico e tratamento


• Leite materno até 01 ano de idade tardio

• Introdução precoce dos alimentos • Câncer de tireóide com radioterapia após tireoidectomia (2008)

• Mãe obesa, cardiopata e hipertensa • LCA de joelho esquerdo

• Cirurgia de tendinite
• Pai falecido há 14 anos por latrocínio.
• Colecistectomia
• Asma, rinite, sinusite, obstipação, ―ataque de
vermes‖ • História familiar: diabetes, HAS, CA
tireóide, DCV, glomerulonefrite, obesidade, aneurisma, tireoidite de
Hashimoto, hipotireoidismo

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HISTÓRIA CLÍNICA ATUAL DADOS ANTROPOMÉTRICOS

• Obesidade grau 2 • PESO ATUAL : 87,5kg


• PESO DESEJÁVEL : 58-60kg
• Pangastrite (H. Pilory +)
• ALTURA : 1,51m
• DRGE • IMC : 38,40 kg/m2
• Cistos calcificados em pulmão
• Esteatose hepática

EXAMES LABORATORIAIS EXAMES LABORATORIAIS

EXAME VALOR VALOR DE REFERÊNCIA EXAME VALOR VALOR DE <6.500


REFERÊNCIA
Leucócitos 6.900 4.000-10.000mm³
Hemácias 4,35 3,9-5,2 milhões Bastões 0 0,0-0,6%
<1
Hemoglobina 12,8 11,5-16,0g/dL Segmentados 59 45,0-65,0%
<0,5
Eosinófilos 2 1,0-4,0%
Hematócrito 39,0 35,0-47,0%
Basófilos 1 0,0-2,0%
VGM 89,7 80-97fL Linfócitos 32 20,0-39,0%
Linfócitos 0 0
HGM 29,5 26-34pg Atípicos
CHGM 33,0 31-37g/dL Monócitos 6 2,0-10,0%
Plaquetas 275 150,0-
RDW 13,9 11,0-15,0% 450,0x10³/mm³

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EXAMES LABORATORIAIS
HISTÓRIA ATUAL
• EXAMES LABORATORIAIS (21/03/2013)

EXAME VALOR VALOR DE EXAME VALOR VALOR DE


REFERÊNCIA REFERÊNCIA
Glicose 84 60-99mg/dL Uréia sérica 29,0 10-50mg/dL
Colesterol total 233,0 <200,0mg/dL Creatinina 0,7 0,6-1,1mg/dL
sérica >20
Colesterol LDL 160,8 100-129mg/dL
>55 TGO/AST 43,0 <32 U/L
Colesterol VLDL 23,2 <33mg/dL >20
TGP/ALT 58,0 <31 U/L Sumário de urina
Colesterol HDL 49,0 40,0-60,0mg/dL
Densidade: 1025
Triglicérides 116,0 <150mg/dL Cálcio ionizado 1,27 1,15-1,32mmol/L
pH: 5,0
CPK 288,0 <170 U/L Fósforo sérico 3,5 2,5-4,5mg/dL Demais aspectos
Sódio sérico 138 134,0-149,0mEq/I sem alterações
Vitamina B12 908,0 180-900pg/mL
Potássio sérico 4,0 3,6-5,5mEq/I
0,4-2,0
T4L 1,43 0,7-1,48ng/dL
TSH Ultra 0,29 0,4-4,0µU/mL
sensível

DIETA HABITUAL
EXAMES COMPLEMENTARES
• Acorda 4:30 hs toma a medicação e alimenta-se de café com leite
integral com pouco açúcar, as vezes com pão francês ou
biscoitos, com manteiga ou queijo.
• (07/06/2013) Duplex Scan Arterial MMSS: sugestão de estenose
hemodinamicamente significativa ou oclusão da artéria subclávia esquerda
• Entre 7:00hs e 7:30hs café puro com biscoito ou não.
proximal.
• Intervalo da manhã: Mingau ou café (lanche da escola) as vezes
• (01/04/2013) USG dos ombros: Tendinopatia subescapular bilateral. biscoito integral ou barrinha de cereais.

• Almoço: arroz branco ou macarrão + peito de frango grelhado +


• (05/03/2013) MAPA: comportamento normal da pressão arterial em 24h. banana frita + beterraba (ás vezes) + melão ou mamão (ás vezes).
Ou filé a parmegiana + purê + arroz branco + sorvete (casa)
• (18/02/2013) Ecocardiograma Transtorácico com Mapeamento de Fluxo
em Cores: arco aórtico à direita. • Intervalo da tarde: sorvete (casa)

• Entre 17:00hs e 18:00hs :sanduíche ou raiz


• (15/02/2013) Duplex Scan das Carótidas e Vertebrais: sugestão de
obstrução subclávia proximal em artéria vertebral esquerda. • 20:00hs: Café ou cereais com leite ou iogurte ou achocolatado se
passar a tarde no trabalho.

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RASTREAMENTO METABÓLICO PRÁTICA ALIMENTAR


Café, chocolates, alimentos industrializados e temperos prontos;

Carne bovina, frituras, alimentos gordurosos;

Frutas e verduras

Vegetais folhosos

Cereais integrais

Fibras

Peixes

Ingestão hídrica 1l/DIA

Fracionamento aumentado e mastigação inadequados

ingestão de líquidos junto com as refeições


Total de pontos: 83  absoluta certeza de hipersensibilidades

SINAIS E SINTOMAS SINAIS E SINTOMAS


Dores de cabeça com certa freqüência Sinais e Sintomas Deficiência? Excesso?
Rinite e sinusite (obstrução nasal)
Dores de cabeça Ácido fólico, Ácido Pantotênico, PABA, Ferro, Vitamina A, Chumbo e
Insônia com certa Molibdênio, Niacina, Vitamina B12, Piridoxina Cobre, Arsênico (alterações
frequência nervosas)
Cansaço durante o dia (indisposição)
Rinite e Sinusite Vitamina A, Zinco, Selênio, Magnésio, fibras Ch simples, alérgenos,
Rouquidão EXAME FÍSICO (obstrução nasal) alimentares
Dor estomacal Insônia Magnésio, Piridoxina, Ácido fólico, Ácido pantotênico, Chumbo, Manganês,
Acantose nigricans em região Biotina, Cálcio, Magnésio, Niacina, Potássio, Vitamina Arsênico
Meteorismo e flatulência
cervical B1, Vitamina A, Vitamina D
Eructação freqüente após almoçar Cansaço durante o Ácido fólico, Ácido linoleico, PABA, Biotina, Cobre, Cádmio, Chumbo, Selênio,
Amalgamas dia (indisposição) Cromo, Enxofre, Ferro, Fósforo, Iodo, Niacina, Vitamina A, Arsênico
Náuseas e vômitos ocasionalmente
Piridoxina, Potássio, Vitamina A, Vitamina B12, (fadiga)
Bruxismo Vitamina C, Zinco, Boro, Ácido pantotênico, Tiamina
Celulite
Dores articulares Rouquidão - Alumínio, Arsênico
Ansiedade
Dor estomacal Fibras Proteínas animais,
Alimentos ácidos, refinados
Fezes: tipo 4 na escala de Bristol Meteorismo Vitamina B1, Fibras Proteínas animais,
Alimentos ácidos, refinados
TA: 110x90mmHg

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SINAIS E SINTOMAS FISIOPATOLOGIA


Sinais e Sintomas Deficiência? Excesso?

Flatulência Ácido pantotênico, fibras Proteínas animais, • Fatores que interferem na saúde tireoidiana e fatores de risco
Alimentos ácidos, para câncer:
refinados
Eructação Ácido Fólico, PABA, Niacina, Vitamina B1, Chumbo, Selênio – Xenobióticos – atuam como disruptores endócrinos, agonistas ou
vitamina B12 (relacionados a indigestão) antagonistas dos receptores tireoidianos, alteração do metabolismo
dos hormônios tireoidianos por interação com a globulina ligadora;
Náuseas Ácido pantotênico, Biotina, Fósforo, Magnésio, Cádmio, Magnésio,
Manganês, Ferro, Molibdênio, Niacina, Vitamina Vitamina A, Cobre, Zinco, – Inflamação – IL2 e produção de anticorpos anti-tireoidianos;
B12, Vitamina D, Cálcio
Vômitos Piridoxina, Potássio, Magnésio, Vitamina B1, Vitamina A, Cobre, – Estresse crônico – aumento dos radicais livres, danos ao DNA e
Molibdênio, Manganês, Biotina Vitamina D, mutações gênicas

Bruxismo Magnésio -
Dores articulares Ácido linoleico, Cobre, Piridoxina, Vitamina C Cádmio, Chumbo, Ferro,
Vitamina A
Ansiedade Cromo, Fósforo, Magnésio, Vitamina B1, C, Zinco Chumbo, Vanádio,
e Vitamina D Arsênico (alterações
nervosas) OSIUS et al, 1999

Histórico do paciente FISIOLOGIA E FUNÇÃO: organização dos desequilíbrios clínicos dos pacientes
INTERVENÇÃO – 1ª Consulta
ANTECEDENTES
Obesidade materna, parto
Assimilação Defesa e reparo
cesariano, introdução precoce a
alimentos, uso frequente de corticoides
RGE, flatulência, azia, esvaziamento
Disbiose e passado de parasitose
PROGRAMA 4 R´S
l ento, azia, sangramento
na infância e anti-
gengival, dor intestinal
inflamatórios, ansiolíticos e MENTAL EMOCIONAL
antidepressivos e omeprazol na na fase
adulta, estresse
estomacal, azia, flatulência, eruct
ação SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAIS
emocional, dieta, exposição a freqüente, náuseas, vômitos, ma
radioterapia, ao arsênico (giz) stigação • TINTURA VEGETAL
GATILHOS rápida, rouquidão, sinusite, rinite
Energia
Estresse emocional, LPS Integridade ESPIRITUAL Melissa Officinalis (folhas) – 50%
(hipermeabilidade Estresse física e
intestinal), radiação, uso de Estrutural Ela têm a capacidade de
retornar ao seu equilíbrio
mental, cefaléia, sedentari
diversos tipos de medicamentos
emocional após sofrer
smo Sylibium marianum (raiz) – 20% Pode promover o
Cefaléia, dores grandes pressões ou Antiinflamatório, con
MEDIADORES/PERPETUADORES
articulares, queda cabelo estresse
Biotransformação e crescimento de
, tendinite Harpagophytum procubens (raiz) – 15% tribui para melhoria
algumas cepas
NFK-β Comunicação eliminação do perfil lipídico e
probióticas, útil no
NEUTROFILOS Transporte Erythrina mulungu (raiz) – 15% dores articulares
INTERLEUCINAS Estresse, compulsão Dieta com presença de refinados tratamento de
, industrializados e alérgenos
alimentar, insônia, tireoidect
Taquicardias ocasionais. Xenobióticos distúrbios
omia
Sem edemas (agrotóxicos, medicamentos) ÔMEGA 3 – 1G gastrointestinais e DCV
radioterapia
Fatores de estilo de vida personalizados SUCO DE ALOE VERA – SABOR PÊSSEGO:50ml/dia
SONO E RELAXAMENTO EXERCÍCIO E NUTRIÇÃO E HIDRATAÇÃO ESTRESSE E RELACIONAMENTOS E
MOVIMENTO RESILIÊNCIA EQUIPE DE TRABALHO LACTO FOS
Erros alimentares. Má
Sedentária, pratic Poder de Bom convívio
Insônia e ansiedade Nutrição. Pouca ingestão
ou aeróbica com
musculação há 2
hídrica. Líquidos logo superação após social (família e GLUTAMINA
após as refeições grandes pressões trabalho)
meses ou estresse aparentemente

NAQPAL et al, 2012


RIEDIGER et al, 2009; MESQUITA et al, 2011

81
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PROPOSTA DE CARDÁPIO
Fonte de fibras prebióticas que
PROPOSTA DE CARDÁPIO
auxiliam na saúde intestinal, redução
de picos de glicemia e eliminação de
O azeite de oliva possui ação colesterol (melhora da dislipidemia)
Horário Alimentos Substitutos
antioxidante, antiinflamatória e com biomassa de banana Cevada ou vitamina de frutas (banana, Horário Alimentos Substitutos
Suco de frutas
hipolipemiante, além de modular
verde ou batata yacon ou cereais abacate, maçã, pêra, mamão) com cereais Mix de oleaginosas (4 unidades) e frutas Pistache, amêndoa, nozes, avelã,
a atividade endotelial O alho possui ação
(amaranto, quinua, aveia)hipocolesterolêmica,
hipoglicemiante, ou coquetel de a secas (3 unidades) macadâmia, castanha do Pará, castanha de
Café da manhã
ntioxidante,
frutas (sem leite) antiinflamatório, antimicro caju, damasco, uva-passa, banana-passa,
6:00 Lanche da tarde
Pão ou torrada integral com azeite biano, imunoestimulante e ameixa seca ou frutas ou salada de frutas
(15:30)
aromatizado Raízes e tubérculos dedestoxificante
modo geral ou beiju de
tapioca com patê de atum
Lanche 1 Sucos variados Sucos variados
9:00 Sopa de verduras sem massa Frango com salada ou peixe com salada ou
Lanche 2* Fruta in natura Barrinha de cereais ou banana passa raízes e tubérculos com ovo mexido (em
Potente antiinflamatório Jantar
12:00 capaz de inibir a ativação do água ou azeite)
(18:30)
Arroz com repolho ralado e cúrcuma Macarrão de arroz com molho natural de
NF-KB
Feijão fradinho simples tomate ou molho pesto
Peixe assado em papelote Feijão preto simples Suchá de camomila com maracujá e Sucos variados
Almoço gengibre
Quiabada (apenas com carne fresca) ou frango Ceia
(12:30 ou 14:00)
cozido com legumes ou frango grelhado (21:00)
Salada crua Salada crua
Salada cozida Salada cozida

RETORNO SINAIS E SINTOMAS


• Dores de cabeça com certa frequência (período menstrual)
• Rinite e sinusite (obstrução nasal)
• Dores de cabeça com certa frequência
• Insônia
• Rinite e sinusite (obstrução nasal)
• Cansaço durante o dia (indisposição)
• Insônia
• Rouquidão (melhorou, porém ainda permanece)
• Cansaço durante o dia (indisposição)
• Dor estomacal EXAME FÍSICO
• Rouquidão
• Meteorismo e flatulência
• Dor estomacal Melhora da
• Eructação frequente após almoçar
• Meteorismo e flatulência
• Náuseas e vômitos ocasionalmente
acantose
• Eructação frequente após almoçar
• Bruxismo (melhorou, porém ainda permanece)
Celulite
• Náuseas e vômitos ocasionalmente
• Dores articulares
• Bruxismo Amalgamas
• Ansiedade (melhorou muito)
• Dores articulares
• Aumento da diurese
• Ansiedade
• Fezes: tipo 4 na escala de Bristol
• Fezes: tipo 4 na escala de Bristol
• TA: 110x90mmHg
• TA: 110x90mmHg

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RETORNO-RASTREAMENTO METABÓLICO
RETORNO - DIFICULDADES

• Fracionamento inadequado;
• Introdução dos peixes;
• Manipulação da tintura;
• Atividade física;
• Preparo dos alimentos;
• Aceitação do ―verde‖;

Antes: 83
Total de pontos: 33  Indicativo de existência de hipersensibilidade

RETORNO - O QUE MODIFICOU

E vocês, o que
• Retirou o chocolate nos últimos 15 dias e reduziu o consumo
de achocolatado;
• Não está consumindo sorvete desde a última consulta;

fariam?
• Aumento da ingestão de frutas e verduras;
• Diminuiu o consumo de leite e derivados;
• Não ingere líquidos junto com as refeições;
• Reduziu a quantidade do café;
• Aprendeu a mastigar mais os alimentos;
• Melhorou ingestão hídrica;
• Reduziu o consumo de temperos industrializados;
• Melhorou a qualidade do sono (qualidade e tempo para
adormecer);
• Começou a ler o rótulo dos alimentos;

83
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84