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Prof. Marcelo R.

Chrispim

Aprovado Prof. Cesar Donizetti Bazana


Edição: 01/03/2002
O R G A N I Z A Ç Ã O
E I N S T E I N D E E N S I N O

E I N S T E I N

Pneumática e Hidráulica Geral

Noções Fundamentais.
Hidráulica – Estudo do uso das Fluidas para transmissão de energia.
Pneumática – Estudo do uso dos gases para transmissão de energia.

Sistemas de Transmissão de Energia


Mecânicos: Mais utilizados e mais baratas (comp. com Pneumático e Hidráulico).
 Utiliza-se para transmissão de energia polias, correias, engrenagem, alavanca carde
etc...
 Aplicados: Maquinas, ferramentas, movimento automóvel etc...
Elétricos: Facilidade de uso.
 Utilizados em comandos de equipamentos...
 Aplicados: maquinas, movimentos, leituras seqüenciais , alternativos etc...
Hidráulics: Operação automatizados, movimentos de avanço, retorno e rotação
 Utiliza-se de fluidos para transmissão de energia como, óleo mineral, óleo
sintético água...
 Aplicado: maquinas de usinagen , prensas, fixação de peças aeronaves, navios,
tratores, trens, freios etc...
Pneumáticas: Facilidade de uso: operação automatizadas movimento de avanço, retorno
rotação.
 Utiliza para transmissão de energia os gases como, ar comprimido, gás carbônico etc...
 Aplicado: maquinas operatrizes, fixação e pegas peças, aeronaves navios etc...
Mistas: Composição dos anteriores aplicados na automatização de equipamentos e maquinas.

CARACTERISTICAS DOS SISTEMAS


Vantagens: Hidráulico Pneumático
Transmissão de Potência Alta Media
Variação de Velocidade Ampla Ampla rapidez
Inércia Baixa Baixa
Peso Médio Baixo
Lubrificação Utiliza próprio Fluido Media
Manutenção Fácil Fácil
Automatização Transmitem forças e Transmissão de força,
Potência elevadas potência, velocidade
Proteção contra sobrecarga Baixa Sobrecarga Baixa sobre
Padronização Normas ISO/DIN Normas ISO/DIN
Instalação Fácil Fácil
Preparação Requer cuidado na geração da Requer maior cuidado na
energia geração de energia
Compressibilidade Alta (+) movimento lentos Limitação de Transmissão
não uniformes
Forças de Aplicação Motor Devido a pressão de
Alta (+) desgaste, aquecimento trabalho
Escapes Indeci de vazamento e Alto indeci de ruído
contaminação
Custos ( $ ) Elevado Elevado

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Introdução a “Sistemas Pneumáticos”

Dos antigos gregos provem a palavra “Pneuma” que significa: fôlego, vento e filosoficamente, alma.
Do derivado da palavra “pneuma” surgiu, o conceito de Pneumático: O estudo dos movimentos dos
gases e fenômenos dos gases.
O uso dos sistemas pneumáticos facilita a automatização e racionalização dos processos de trabalho.
A transmissão de energia é feita através de um gás pressurizado, normalmente o ar comprimido.
O primeiro emprego do ar comprimido como meio de auxiliar o trabalho foi feito pelo grego
“Ktesibias” em forjaria de metal.
Entende-se como ar comprimido: O ar atmosférico compactado (comprimido) pôr meios mecânicos
confinados em um reservatório, a uma determinada pressão.
A aplicação da Pneumática indiciou-se :
 Na industria mineira.
 Na industria de construção Civil.
 Na industria ferroviária.
Porém somente após 1950, foi aproveitada na produção industrial; Nos dias atuais o ar comprimido
“pneumático” é indispensável para as industrias.
Exemplificar:
Antigo C/ Pneumático

Características do Ar Comprimido

O ar a ser comprimido faz parte de nosso ambiente e se encontra em grande quantidade vantagens:

 Disponibilidade de encontrar.
 Peso- 1 m³/ar ≅ 1,2 kg.( á 0º e pressão atmosférica).
 Velocidade- Rápida de resposta a comandos.
 Armazenamento- em reservatório para varias pressões.
 Transporte- pôr tubulações.
 Segurança- não incendeia.
 Limpeza- não agride o ambiente.
 Temperatura- não elevada (temperatura ambiente).
 Regularem- fácil.

Desvantagens:

 Preparação: requer cuidados.


 Compressibilidade: velocidade não uniforme.
 Força baixas: devido a pressão de trabalho.
 Lubrificação: externa para os equipamentos.
 Escape: ocasiona ruídos.

Terminologia:

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Ar livre: Ar em condições atmosféricas normal encontrado na atmosfera sem preparação para uso
industrial.

Ar Normal: Ar com umidade relativa de 36% e densidade de 1,2 Kg/m³ pressão de 1 Kg/cm² e
temperatura de 20º C. à (Ar preparado para uso industrial)
manométrica

“Grandezas Físicas e Unidades”


Grandeza física: São as propriedades de corpos ou estados que se possam medir.
Unidades: E o que define o método de medir uma grandeza física.

A Norma Brasileira ( NBR10138 ) da ABHP ( Associação Brasileira de Hidráulica e Pneumática)


utiliza as unidades de medida do Sistema Internacional (SI), mas é comum o uso de outras unidades que
não pertencem (SI) devido os fabricantes dos equipamentos utilizarem outros sistemas.
A seguir algumas grandezas físicas que são importantes no estudo da Pneumática

GRANDEZA UNIDADES
O que se deve medir SI MK * S CGS
( C ) comprimento Metro ( m ) Metro ( m ) Centímetro ( cm )
Centímetro ( cm )
Milímetro ( m/m )
( M ) massa Quilo grama Unidade de massa Grama
( Kg ) ( utm ) (G)
(F) força Newton ( N ) Quilo grama força Dina ( dyn )
( Kgf ) ou
kilopond (Kp )
( t ) tempo Segundo ( S ) Segundo ( S ) Segundo ( S )
( T ) temperatura Grau Kelvin ( k ) Grau Fahrenhit (*F)
Grau Celsius (*C) Grau Celsius (*C) Grau Celsius ( *C)
( A ) área Metro quadrado Metro quadrado Centímetro quadrado
(m²) (m²) ( cm² )
( V ) volume Metro cubico Metro cubico Centímetro cubico
(m³) (m³) ( cm³ )
( Q ) vazão Metro cubico / Metro cubico / Centímetro cubico/
segundo segundo segundo
(m³/s) (m³/s) ( cm³ / s )
( p ) pressão Pascal Atmosfera Bar
( Pa ) ( atm ) ( bar )

Força” (é uma grandeza física muito importante)


Força: é um agente capaz de deformar (efeito estático) ou acelerar (efeito dinâmico)em um corpo.
O inglês Newton ( 1.643 á 1.727) descobriu que ao fixar a unidade de massa e
combina-la com a aceleração da gravidade, determina a unidade de força.
( F ) força = (m) massa . (a) aceleração
Como a unidade de força temos então a unidade derivada chamada em Newton (N).

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Newton ( unidade de Força)

(N) = (kg) . (m) metro ÷ segundo² (unidade aceleração)

( S² )
quilograma ( unidade de massa )
Explificação
- Tomemos uma peça de 102g e prendemos a um fio.
1) Neste caso trata-se de
2) Este tem duas características. de uma força produzida
- Linha de ação sempre vertical. pelo peso.

- Uma massa de 102g no campo da


gravidade terrestre .

Qual é a força produzida pelo peso?


1) Temos que aplicar para este caso:
- Para a aceleração: temos que aplicar a aceleração da gravidade. ( g = 9.81 m ).

Visto que se soltarmos a peça ela cairá; - Para massa: deve se converter em Kg: 102g temos 0,102Kg;
- Aplicarmos também em um ( 1 ) metro pôr 60 segundo² que é 3600 Seg. que é igual á (1 hora ).
Força produzida pelo peso = 0,102kg . 9,81 m = 1kg . m = 1kg. 1m = ( 1N )
5² 5² 1H.
Multiplicação 1º

Este exemplo mostra também que somente em nosso planeta uma peça de 102g origina uma força de
1N, pois temos que aplicar a aceleração da gravidade terrestre; Na lua, a mesma peça produzirá uma força
de apenas 0,166 N porque a gravidade da lua é somente 1/6 da terra.
Relação entre unidade de força:

Desta unidade Para esta unidade


1N = 10⁵ dyn.
1kp ou kgf = 9,81 N para cálculos e consideramos 10 N
1kp ou kgf = 981000 dyn.

“Pressão” ( e uma grandeza muito utilizada )

Pressão: é a força dividida pela área P= Forca


Área
Como tudo depende da pressão atmosférica o físico italiano Torricelli definiu a pressão atmosférica;
E a pressão exercida pôr uma coluna de mercúrio de 76cm de altura, a OºC ao nível do mar. Como foi a
definição:

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Vácuo
Ele usou um tubo de vidro com 1m de
de comprimento. Encheu-o de mercúrio,
depois inverteu o tubo e mergulhou-o num Pressão em Atm. 76Cm
recipiente também com mercúrio. A coluna
de mercúrio do tudo manteve-se em equilí-
brio pela pressão atmosférica exercida
sobre o mercúrio do recipiente.

Medindo essa coluna ao nível do mar Torricelli constatou que media 76cm a partir do nível de
mercúrio no recipiente:
Portanto a pressão atmosférica absoluta como ponto “Zero” determinado qualquer diferença como.
- Sobre pressão atmosférica = Pe. (Pressão relativa) ou
Depressão atmosférica = -Pe. (Vácuo).

Pressão Manômetrica
É a pressão feita através de manômetros onde indica a pressão relativa ( Pe. ) não registra a pressão
atmosférica; Portanto em termos de pressão absoluta é necessário somar mais uma atmosfera
( 1 atm. ) ao valor indicado no manômetro. ( verifique no gráfico ).

( Pabs.) (pe.) sobre pressão


Pressão absoluta ou manômetrica

Atm.
Pressão atmosférica.
Variação da
Pressão atm.
Atm.

( - Pe. )
Depressão
Ponto “zero”
Vácuo

As unidades de pressão mais utilizadas são: atm., bar, Kgf/ cm², Kp/cm² e PS/ (Lb/pol² )
Para cálculos aproximados consideramos: 1 atm. = 1,013 bar = 1 Kgf/cm² = 14,7 PSI.

“Leis físicas dos gases”

Consideramos para o estudo dos gases :


- Utiliza-se com freqüência, a pressão absoluta; Pois as pressões indicadas em ( Pabs ).
- Utiliza-se a temperatura em Keluins, na escala também conhecida como escala de temperatura
conhecida como escala de temperatura absoluta;
As escalas de temperatura mais usadas são:

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-Celsius (ºC ) com 100 Divisões. Kelvin ( K ) com 100 Divisões :Fahrenheit (ºF ) com 180 Divisões..

Comparativo das escalas:

ºC 100 K 373 ºF 212

100 Divisões 100 divisões 100 divisões

0 273 32

“Zeco absoluto”

“Lei de Boyle – Mariottes”


“Os volumes ocupados pêlos gases a uma mesma temperatura são inversamente proporcionais as
pressões que suportam” ( transformação Isométrica ).

P. V1 = P2 . V2 = P3 . V3 = Constante.
ou
V1 = P2 = Constante.
V2 P1
Exemplo:
Temos 1 cilindro onde um volume V1 = 1m³ sob pressão P 1 = 1 bar é reduzido pela força ao
volume V 2 = 0,5m³ mantendo-se a temperatura.
Qual é a pressão P2 resultante ? P1.V1=P2.V2
F

F 1 bar . 1m³ = P2 . 0,5m³


P 2 = 1 bar. 1m³ = 2 bar
O,5m³
V1
P1 V2

P2
“Lei de Gay – Lussac”
Os volumes específicos ocupados pêlos gás a uma mesma pressão são diretamente alterado quando
há oscilações de temperatura.
V1 = T1 ( transformação isobárica )
V2 T2
Considerando do que o gás , mantido sob pressão constante aumenta de 1/273 K ( 0ºC ) de seu
volume, aplicado em qualquer gás, sempre que a temperatura aumenta de 1K obtemos:

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Vt2 = Vt1 + Vt1 . (T2 – T1) Vt1 = Volume na temperatura T1


273 Vt2 = Volume na temperatura T2

Expansão do ar ( m³ )

Exemplo
Qual será o volume final?
Para:
V1 = 0,9m³
T1 = 100 K (≅ 50ºC) este gás será aquecido para T2 = 344 K ( ≅ 71ºC).

VT2 = VT1 + VT1 . ( T2 – T1 )


273

VT2 = 0,9+ 0,9 . ( 344 – 100 ) K


273 Resolver Primeiro

VT2 = 0,9 + 0,8m³

VT2 = 1,7m³ ( O ar se expandiu em 0,8m³ resultando um volume final de 1,7m³ )

Lei de Charles
As pressões suportadas pêlos gases que ocupam um mesmo volume, são diretamente proporcionais as
suas temperaturas absolutas. ( Transformação Isométrica )

P1 = P2 - Constante
T 1 = T2
Exemplo:
Um certo volume de ar em um recipiente possui uma temperatura T1=293K á uma pressão
P1 = 1 bar e será submetido para uma temperatura de 586 K; Qual será a pressão final ( P 2 ).

P1 P2 P1 . T2 = T1 . P2 P 2 = P1 . T2.
T1 T2 T1
P2= 1 bar . 586 k
293 k
P2= 586
293
P2= 2 bar
V2
V1 T1 T2
P1
P1 P2
Aquecendo uma massa de ar comprimido de de uma temperatura T1 para T2 (T1<T2) Temas.

 Aumento do volume.
 Aumento da pressão.
 Aumento do volume e da pressão.

“Construção do Sistema Pneumático”

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A aplicação do ar comprimido como meio auxiliar de Trabalho é bastante amplo mas para isto ocorrer são
necessário entender a construção do Sistema Pneumático no campo técnico dos sistemas que divide
basicamente em 3 seguimentos.

Modulo 1
Produção do ar Comprimido

Compressor reservatório Preparação de ar Distribuição e filtros


comprimido do ar comprimido

Preparação do ar comprimido
Modulo 2
Transformação da energia
pneumática em mecânica/trabalho

Elementos de movimento Elementos de


retilíneo movimentos rotativo.

Modulo 3
Processamento do ar comprimido (comandos )
neumáticos)

Elementos de Construção de Entro pneumática


comando comando circuitas eletricas
(válvulas)
( Modulo 1 ) Produção do ar comprimido.

Para a produção de ar comprimido são necessários compressões, os com quais comprimem


o ar para a pressão de trabalho; As construções dos compressores são baseados em dois
principais:
 Deslocamento Positivo:
Compressão do ar pôr meio de redução de volume.
V1 menor pressão
V2 pressão

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 Deslocamento Dinâmico:
Compressão através do principio de Fluxo; energia cinética é transformada em pressão (Turbina).

Geralmente os compressores ficam instalados em um estação central de distribuição onde fornece o ar


comprimido para os devidos lugares da fabrica através de uma rede tubular.
Muito importante é o grau de pureza do ar; Um ar limpo garante uma longa vida útil da instalação.

“Tipos te compressores”
Sempre, conforme as necessidades fabris, em relação à pressão de trabalho e ao volume, são em
pregados compressores de diversos tipos de construção; Serão diferenciados dois básicos de compressores.
O primeiro se trata de um tipo baseado no principio de volume. Aqui se consegue a compressão,
segura o ar para um ambiente fechado, e diminuindo-se posteriormente o tamanho deste ambiente. Este
tipo de construção denomina-se compressor de êmbolo ou pistão ( compressores de êmbolo de movimento
linear. )
O outro tipo de construção funciona segundo o princípio de fluxo. Sucção do ar de um lado e
compressão no outro pôr aceleração de massa ( turbina ).

Tipos de compressores

Compressor de Êmbolo
Curso Linear Compressor Rotativo Turbo Compressor

Compressor de Êmbolo Compressor de Membrana Turbo Compressor Radial Turbo Compressor Axial

Comrpessor Multicelular Comrpessor de Parafuos Compressor Roots


de Palhetas Helicoidais

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“Compressor de Êmbolo”

Compressor de êmbolo com movimentos linear.


Este tipo de compressor é hoje o mais utilizado. Ele é apropriado não só para a compressão a baixas e
médias pressões, mas também altas pressões. O campo de pressão é de cerca de 100 kPa (1bar ) até
milhares de kPa.

Compressor de êmbolo de 1 estágio Compressor de dois estágios com refrigeração Intermediária

Para obter ar a pressões elevadas são necessários compressores de várias estágios de compressão
(Figura 2 ). O ar aspirado será comprimido pelo primeiro êmbolo (pistão), refrigerado intermediariamente,
para logo ser comprimido pelo segundo êmbolo (pistão). O volume da Segunda câmara de compressão é,
em relação ao primeiro, menor. Durante o trabalho de compressão se forma uma quantidade de calor, que
tem que ser eliminada pelo sistema de refrigeração.
Os compressores de êmbolo podem ser refrigerados pôr ar ou água. Para pressões mais elevadas são
necessários mais estágios como segue:

Até 400 kPa ( 4 bar ), 1 estágio


Até 1,500 kPa ( 15 bar ), 2 estágio
Acima de 1,500 kPa ( 15 bar ), 3 ou mais estágios

Não é muito econômico, mas podem ser utilizados compressores;

De 1 estágio, até 1200 kPa ( 12 bar )


De 2 estágios, até 3000 kPa ( 30 bar )
De 3 estágios, até 22000 kPa ( 220 bar )

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Compressores de Membrana

Este tipo pertence ao grupo dos compressores de êmbolo ( figura 3 ). Uma membrana separa o
êmbolo da c6amara de trabalho; o ar não tem contado com as peças móveis. Portanto, o ar comprimido está
isento de resíduos de óleo.
Estes compressores são empregados com preferencia nas indústrias alimentícias, farmacêuticas e
químicas.

Compressor de Membrana.

Figura 3

Compressor rotativo de duplo parafuso ( dois eixos )


Dois parafusos helicoidais os quais, pelos perfis côncavo e convexo comprimento o ar que é
conduzido axialmente ( figura ) O volume fornecido está na figura .

Compressor Roots
Nestes compressores o ar é transportado de um lado para o outro, sem alteração de volume. A
compressão ( vedação ) efetua-se no lado da pressão pelos cantos dos êmbolos.
Figura 5 Figura 6

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Turbo compressores
Estes compressores trabalham segundo o principio de fluxo e são adequados para o
fornecimento de grandes vazões. Os turbos compressores são construídos em duas versões:
Axial Em ambas as execuções o ar é colocado em movimento por uma ou mais turbinas, e
esta energia de movimento é então transformada em energia de pressão.

Figura 7

A compressão, neste tipo de compressor, se processa pela aceleração do ar aspirado no sentido axial
do fluxo.
Figura 8

O ar é impelido axialmente para as paredes, da câmara e posteriormente em direção ao eixo e daí no


sentido radial para outra câmara sucessivamente em direção à saída.

(Figura 9 ) Diagrama de volume e pressão fornecido.

Neste diagrama estão Indicadas as capacidades, em quantidades aspirada e pressão alcançada, para
cada modelo de compressor.

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Critérios para a escolha de compressores

Volume de ar fornecido

É a quantidade de ar fornecida pelo compressor. Existem dois conceitos:

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1. Volume teórico.
2. Volume efetivo ou real.
3. O produto do “Volume cilíndrico – rotação” é o volume teórico. O volume efetivo depende da
construção do compressor e da pressão. Um papel importante é desempenhado pela eficiência
volumétrica.

Figura 10

Apenas o volume efetivo fornecido pelo compressor é que interessa, pois com este é que são acionados e
comandados aparelhos pneumáticos, mas mesmo assim, muitos fabricantes de compressores baseiam os
dados técnicos no valor teórico.
Indicações segundo normas fornecem valores efetivos ( por exemplo; DIN 1945 ).
O volume fornecido é indicado em m³ / min. Ou m³ / hora.

Pressão

Definições:

Pressão de regime é a pressão fornecida pelo compressor, bem como a pressão do reservatório e a
pressão na rede distribuidora até o consumidor.
Pressão de trabalho é a pressão necessária nos pontos de trabalho.
Na maioria dos casos, a pressão é de 600 kPa ( 6 bar ).
Os elementos de trabalho estão construídos para essa faixa de pressão que é considerada quase como
“pressão normalizada” ou “pressão econômica”.

Importante

Para garantir funcionamento confiável e preciso, é necessário, que a pressão tenha um valor constante.
Desta dependem:

 A velocidade.
 As forças.
Os movimentos temporizados dos elementos de trabalho e comando.

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Figura 11

Acionamento
O acionamento dos compressores, conforme as necessidades fabris, é feito por motor elétrico ou
motor a explosão. Em instalações industriais são acionados na maioria dos casos, com motor elétrico.
Tratando-se de um compressor móvel, emprega-se para o acionamento geralmente um motor a
explosão ( gasolina, óleo diesel ).

Figura 12

Regulagem
Para combinar o volume fornecido com o consumo de ar é necessária uma regulagem dos
compressores. Dois valores limites pré- estabelecido ( pressão máxima / mínima). Influenciam o volume.
Existem diferentes tipos de regulagem:
Regulagem de marcha em Regulagem de carga parcial Regulagem intermitente
vazio
a)Regulagem por descarga a)Regulagem na rotação
b)Regulagem por fechamento b)Regulagem por estrangulamento
c)Regulagem por garras

Regulagem de marcha em vazio:

a) Regulagem por descarga.


Nesta simples regulagem, na saída do compressor existe uma válvula limitadora de pressão.
Quando no depósito é alcançado a pressão desejada, a válvula abre dando passagem e permitindo que o ar
escape para a atmosfera. Uma válvula de retenção impede o retorno do ar do depósito para o compressor (
usado somente em pequenas instalações). (Figura 13)

b) Regulagem por fechamento.


Neste tipo, é fechado o lado da sucção. A entrada de ar estando fechada, o compressor não pode
aspirar e continua funcionando em vazio. Este regulagem é utilizada principalmente em compressores
rotativos e também nos de êmbolo ( figura 14).

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Figura 13 Regulagem por

Figura 14 Regulagem por fechamento.

c) Regulagem por garras


Esta é empregada em compressores de 6embolo de grande porte. Mediante garra, mantém-se aberta a
válvula de sucção, evitando assim que o compressor continue comprimindo. A regulagem é muito
simples.

Figura 15 Regulagem por

Regulagem de carga parcial


a) Regulagem na rotação.

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Sobre um dispositivo, ajusta-se o regulador de rotação do motor a explosão. A regulagem da rotação


pode ser feita manualmente ou também automaticamente, dependendo da pressão de trabalho.
Em acionamento elétrico, regula-se a rotação de forma escalonada, mediante motores de pólos
comutáveis. Este sistema, porém, não é muito usado.
b) Regulagem por estrangulamento.
A regulagem se faz mediante simples estrangulamento no funil de sucção, e o compressor pode assim
ser regulado para determinadas cargas parciais. Encontra-se esta regulagem em compressores de êmbolo
rotativo e em turbo compressores.
Regulagem intermitente
Com esta regulagem, o compressor funciona em dois campos (carga máxima e parada total). Ao
alcançar a pressão máxima pmax , o motor acionado do compressor é desligado e quando a pressão chaga
ao mínimo pmin. O motor é ligado, e o compressor trabalha novamente.
A freqüência de comutação pode ser regulado num pressostato, e para que os períodos de comando
possam se limitados a uma média aceitável um grande reservatório de ar comprimido.

Figura 16 Regulagem

Refrigeração
Provocado pela compressão do ar e pelo atrito, cria-se calor no compressor, o qual deve ser dissipado.
Conforme o grau de temperatura no compressor, é necessário escolher a refrigeração mais adequada.
Em compressores pequenos são suficientes algumas aletas de refrigeração, para que o calor seja
dissipado. Compressores maiores são equipados com um ventilador para dissipar o calor.
Figura

Tratando-se de uma estação de compressores com uma potência de acionamento de mais de 30 KW


( 40 HP ), uma refrigeração a ar seria insuficiente. Os compressores devem então ser equipados com uma
refrigeração de água circulante ou a água corrente. Freqüência, não é levado em consideração uma
instalação de refrigeração completa, com torre de refrigeração, devido ao seu alto custo, porém, uma
refrigeração adequada prolonga em muito a vida útil do compressor e produz um ar melhor refrigerado o
que em certas circunstâncias, torna desnecessária uma refrigeração posterior, ou a mesma pode ser feita
com menor empenho.
Lugar de montagem
A estação de compressores deve ser montada dentro de um ambiente fechado, com proteção acústica
para fora. O ambiente deve Ter boa ventilação. O ar sugado deve ser fresco, sego e livre de poeira.

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MODULO 1
Reservatório
O reservatório serve para a estabilização de distribuição do ar comprimido. Ele elimina as oscilações
de pressão na rede distribuidora e, quando há momentaneamente alto consumo de ar, constitui-se numa
garantia de reserva.
A grande superfície do reservatório refrigera o ar armazenado. Por isso é separada diretamente no
reservatório, uma parte da umidade contida no ar, por condensação.
Válvula limitadora de
Figura 18

O volume do reservatório de ar comprimido depende:


 Do volume fornecido pelo compressor.
 Do consumo de ar.
 Da rede distribuidora ( volume suplementar ).
 Do tipo de regulagem.
 Do diferencial de pressão desejado na rede ( Δp ).

Determinação do volume do reservatório quando a regulagem é intermitente


O volume do reservatório pode ser determinado mediante o diagrama da figura 19.
Exemplo:

Consumo Q = 20 m³ / min.
Interrupções/hora Z = 20
Diferencial de pressão Δp = 100 kPa ( 1 bar )
Volume do reservatório Vb = ?

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Resultado Volume do reservatório Vb = 15 m³ ( vide diagrama ).

Preparação do ar comprimido

Uma preparação adequada do ar comprimido prolonga vida útil dos pneumáticos.


Portanto, a qualidade do ar comprimido é um fator muito importante a ser observado. Quando a rede
de condutores de ar comprimido não é drenada ( pelo escoamento da água condensada no interior da
tubulação) a água pode causar a corrosão na rede metálica, nos elementos pneumáticos e nas máquinas.
O óleo residual proveniente dos compressores pode produzir, junto com ar comprimido, uma mistura
de ar e óleo (mistura gasosa), principalmente quando há temperaturas elevadas (mais de 333k).
Com a colocação de resfriadores, eliminam-se, de uma maneira geral, as partículas estranhas, água e
óleo.
Com a colocação de resfriadores, eliminam-se, de uma maneira geral, as partículas estranhas, água e óleo.

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1. Entrada de ar
2. Saída de ar ( refrigerado
3. Entrada de água de refrigeração
4. Saída de água
5. Peça de refrigeração
6. Separador
7. Saída de água condensada
8. Válvula de segurança

Em muitos casos, o que leva a falhas e avarias nas instalações e nos elementos pneumáticos são as
impurezas em forma de partículas de sujeira ou ferrugem que se acumulam nas tubulações.
A separação primária do condensado é feita no separador , após o resfriador. A separação final,
filtragem e outros tratamentos secundários do ar comprimido, é executada no local de consumo.
Para isso é necessário atentar especialmente para a ocorrência de unidade . A água ( umidade)já
penetra na rede pelo próprio ar aspirado pelo compressor. A incidência da umidade depende, em primeira
instância, da unidade relativa do ar que, por sua vez, depende da temperatura e condições atmosféricas.
Unidade absoluta é a quantidade de água contida em 1m³ de ar.
Quantidade de saturação é a quantidade de água admitida em 1m³ de ar a uma determinada
temperatura . Nesse caso, a umidade relativa é de 100% ( ponto de orvalho).
No diagrama do ponto de orvalho pode-se observar a quantidade de saturação à temperatura
correspondente, a unidade relativa = umidade relativa x 100%
Quantidade de saturação
Exemplo: no ponto de orvalho, a 20ºC, 1m³ de ar contém 7.3g de água
Limitação dos efeitos por meio de:
 Filtragem do ar aspirado
 Utilização de compressores livres de óleo;
 Passagem do ar comprimido por um secador, em casos de ocorrência de umidade.
 Para isso existem os seguintes processos:
 Secagem por absorção
 Secagem por absorção
 Secagem por resfriamento

Diagrama do Ponto de orvalho.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

Exemplo
Para um ponto de orvalho de 313k (40ºC). 1Nm³ de ar contém 50g de água.
Quanto mais calor, condensa água.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

Secagem por absorção

A Secagem por absorção é um processo puramente químico. O ar comprimido passa sobre uma
camada solta de elemento secador ( cloreto de cálcio, cloreto de lítio ).
A água ou vapor de água que entra em contato com esse elemento combina-se quimicamente com
ele e se divide na forma de uma combinação elemento secador - água.
Esta mistura deve ser removida periodicamente do absorvedor. A operação pode ser manual ou
automática.
Com o tempo, o elemento secador é consumido e o secador deve ser reabastecido periodicamente
( duas a quatro vezes por ano ) conforme o volume de uso. O secador por absorção separa, ao mesmo
tempo, vapor e partículas de óleo.
Porém, quantidades maiores de óleo influenciam no funcionamento do secador. Por isso, é conveniente
antepor um filtro ao secador.
Saída de ar seco

Filtr

Elemento
Filtr

Condensa

Filtr
Dren
Entrada
de ar
O processo de absorção caracteriza-se da instalação:
 Montagem simples da instalação.
 Desgaste mecânico mínimo, já que o secador não possui peças móveis:
 Não necessitar de energia externa.
Secagem por adsorsão
A Secagem por adsorsão está baseada num processo físico:
Adsorsão Fixação de uma substância na superfície de outra substância.
O elemento secador é um material granulado com arestas ou em forma de estrela. Este elemento
secador é formado de quase 100% de dióxido de silício. Em geral é conhecido pelo nome de gel ( sílica
gel ). O ar comprimido único é conduzido através da camada de gel e o elemento secador absorve a água
e o vapor de água.
É evidente que a capacidade de acumulação de uma camada de gel é limitada. Quando O elemento
secador estiver saturado, poderá ser regenerado facilmente, basta soprar ar quente através da camada
saturada e o ar quente absorverá a umidade do elemento secador.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

A energia calorífica para a regeneração pode ser gerada também por eletricidade ou por ar
comprimido quente. Mediante a montagem em paralelo de duas instalações de adsorsão uma delas pode
estar ligada para secar enquanto a outra estiver sendo soprada com ar quente ( regeneração ).

Filtr
Filtro
Válvula de Válvula de

absorvedor absorvedor

Condensação
Ar quente

Válvula de Válvula de fechamento fechado


Filtro
Ventilador
Ar
Secagem por resfriamento

O secador de ar comprimido por resfriamento funciona pelo princípio da diminuição da temperatura


do ponto de orvalho. O ponto de orvalho é a temperatura à qual deve ser resfriado um gás para se obter a
condensação do vapor de água contido nele. O ar comprimido a ser secado entra no secador, passando
primeiro pelo trocador de calor a ar. Mediante o ar frio e seco proveniente do trocador de calor. Esse ar
comprimido pré- resfriado circula através do trocador de calor (vaporizador ) e assim sua temperatura
desce até 1,7ºC, aproximadamente. Desta maneira, o ar é submetido a uma Segunda separação de
condensado de água e óleo.
Posteriormente, o ar comprimido pode ainda passar por um filtro fino a fim de eliminar os corpos
estranhos.
Saída de ar

Refrigerador
Final Entrada de ar
Trocador de calor ar-ar

separa

Maquin
a de
separa -23-
O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

‘Distribuição do ar comprimido’

Nomograma teórico para cálculo do diâmetro Interno da tabulação

Provocada pela sempre crescente racionalização a automatização das instalações industriais, a


necessidade de ar nas fábricas está crescendo. Cada máquina e cada dispositivo requer sua quantia de ar
que está sendo fornecido pelo compressor, através da rede distribuidora.
O diâmetro da tubulação, portando deve ser escolhida de maneira que, mesmo com um consumo de ar
crescente, a queda da pressão, do reservatório até o consumidor, não ultrapassa 0,1 bar. Uma queda de
pressão prejudica a rentabilidade do sistema e diminui consideravelmente, sua capacidade. Já no projeto
da instalação de compressores deve ser prevista uma possível ampliação posterior, e consequentemente
uma maior demanda de ar, determinando dimensões maiores dos tubos da rede distribuidora.
A montagem posterior de uma rede distribuidora de dimensões maiores (ampliação) acarreta despesas
elevadas.

Dimensionamento da rede condutora

A escolha do diâmetro da tubulação não é realizada por quaisquer fórmulas empíricas ou para
aproveitar tubos por acaso existentes em depósitos, mas sim considerando-se :

 Volume corrente (vazão).

 Comprimento da rede.

 Queda de pressão admissível.

 Pressão de trabalho.

 Número, de pontos de estrangulamento na rede.

Na prática, o Nomograma, facilita a averiguação da queda de pressão ou do diâmetro do tubo na rede.


Um aumento necessário no futuro, deve ser previsto e considerado.

Cálculo da tubulação

O consumo de ar em um estabelecimento fabril é de 4m³/min (240m³/hora). O aumento em três anos


será de 300%. Isto resultará em 12m³/min (720m³/hora). O consumo total é limitado em 16m³/min
(960m³/hora). A tubulação será de 280 metros de comprimento; dentro dela se encontra, 16 peças em “T”,
5 cotovelos normais, 1 válvula de passagem. A queda de pressão admissível é de ∆p = 0,1 bar. Pressão de
trabalho de trabalho = 8 bar.

Solução
Liga-se no Nomograma a linha A ( comprimento da tubulação ) com B e prolonga-se até C (eixo 2)
um pouco de interseção.
Os pontos de interseção serão ligados entre si. Na linha D ( Diâmetro interno ) obter-se-á um ponto
de interseção, o qual fornece o di6ametro do tubo, O resultado do nosso cálculo é aproximadamente 60
mm de diâmetro.

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Nomograma para Cálculo do Diâmetro Interno da Tubulação

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Rede de Distribuição de ar comprimido


É de importância não somente o correto dimensionamento, mas também a montagem das tubulações.
As tubulações de ar comprimido requerem uma manutenção regula, razão pela qual as mesmas não
devem, dentro do possível, ser montadas dentro de paredes ou cavidades estreitas, pois isto dificulta a
detecção de fugas de ar. Pequenos vazamentos são causas de consideráveis perdas de pressão.
 Rede de distribuição em circuito aberto

Compressor

As tubulações em especial as redes em circuito aberto devem se montadas com um declive de 1 a


2% na direção do fluxo. Por causa da formação da água condensada, é fundamental em tubulações
horizontais, instalar os ramais de tomais de tomadas de ar, na parte superior do tubo principal.
Dessa forma evita-se que a água condensada eventualmente existente na tubulação principal
possa chegar às tomadas de ar através dos ramais. Para interceptar e drenar a água condensada devem
ser instaladas derivações com drenos na parte inferior da tubulação principal. Geralmente as
tubulações são montadas em circuito fechado. Partindo principal, são instaladas as ligações em
derivação.
Quando o consumo de ar é muito grande consegue-se mediante esse tipo de montagem, uma
alimentação uniforme. O ar flui em ambas direções.

 Tabulação em circuito fechado.

A rede combinada também é uma instalação em circuito fechado, a qual por suas ligações
longitudinais e transversais oferece a possibilidade de fornecimento de ar em qualquer local.
Mediante válvulas de fechamento, existe a possibilidade de bloquear determinadas linhas de ar
comprimido quando as mesmas não fores usadas ou quando for necessário pô-las fora de serviço por
razões de reparação
Compressore manutenção. Também pode ser feito um melhor controle de estanqueidade.
 Rede combinada.

Compressor

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Material da tubulação

Tubulações principais

Na escolha do material da tubulação temos várias possibilidades:

Cobre Tubo de aço preto


Latão Tubo de aço zincado (galvanizado)
Aço liga Material sintético.

Toda tubulação deve ser fácil de instalar, resistente à corrosão e de preço vantajoso. Tubulações
instaladas para um tempo indeterminado devem Ter uniões soldadas que, neste caso, serão de grande
vantagem, pois são bem vedadas e não muito custosas. A desvantagem destas uniões são as escamas, que
se criam ao soldar. Estas escamas devem ser retiradas da tubulação, A costura da solda também é sujeita à
corrosão e isto requer a montagem da unidade de conservação.

Em redes feitas com tubos de aço zincado (galvanizado), o ponto de conexão nem sempre é
totalmente vedado. A resistência à corrosão nestes tubos é muito melhor do que a do tubo de aço preto.
Lures decapados (roscas) também podem enferrujar, razão pela qual também aqui é importante o
emprego de unidades de conservação. Em casos especiais prevêm-se tubos de cobre ou de material
sintético (plástico).

Tubulações Secundárias

Tubulações à base de borracha (mangueiras) somente devem ser usadas onde for requerida uma certa
flexibilidade e onde, devido a um esforço mecânico mais elevado, não possam ser usadas tubulações de
material sintético. Tubulações à base de borracha podem ser mais caras e menos desejáveis do que as de
material sintético.
Tubulações à base de polietileno hoje são mais freqüentemente usadas em maquinários, e
aproveitando novos tipos de conexões rápidas, as tubulações de material sintético podem ser instaladas de
maneira rápida e simples, sendo ainda de baixo custo.
Conexões para tubulação
Especialmente para tubos de aço e cobre.

Conexão com anel de corte permite


várias montagens e desmontagens.
Conexão com anel pressão para tubos
aço e cobre. Com anel interno especial
serve também para tubos plásticos

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Conexão com rebordo prensado Conexão com rebordo flangeado

Acoplamentos

Engate rápido ( fêmea )


Engate rápido ( macho )

Conexão para mangueiras.

Conexão para mangueira de borracha com


porca Conexão para mangueira de borracha
(espigão)

Conexão rápidas para mangueiras plásticas

Conexão CS

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Filtros de ar comprimido com regulador de pressão


A função do filtro de ar comprimido é reter as partículas de impureza, bem como a água condensada.
Para entrar no copo (1), o ar comprimido deve passar por uma chapa defletora (2),com ranhuras
direcionais. Como conseqüência, o ar é forçado a um movimento de rotação. Com isso, separam-se as
impurezas maiores, bem como as gotículas de água por meio de força centrifuga, depositando-se no fundo
do copo coletor.
O filtro (4) sinterizado tem uma porosidade que varia entre 30 e 70 um .
Por ele as partículas sólidas maiores são retidas. O elemento filtrante deve ser limpo ou substituído
em intervalos regulares quando estiver saturado.
O ar limpo passa então pelo regulador de pressão e chega à unidade de lubrificação e daí para os
elementos pneumáticos.
O condensado acumulado no fundo do copo deve ser eliminado ao atingir a marca do nível máximo
admissível, através de um parafuso purgador (3) se a quantidade de água é elevada, convém colocar no
lugar do parafuso (3) Um dreno automático.
Funcionamento do dreno automático
A água chega através do tubo de união (1) à câmara (3). À medida que aumenta o nível da água, a
bóia (2) sobe, e a uma determinada altura abre, por meio de uma alavanca, a passagem (10). Pelo tubo (9)
passa ar comprimido a outra câmara e empurra o êmbolo (6) contra a válvula (4). Esta se abre dando
passagem para a água sair pelo orifício (7). A bóia (2) fecha novamente a passagem (10) à medida que vai
diminuindo a água. O ar restante escapa para a atmosfera pela passagem (5). Isso pode ser realizado
manualmente também pelo pino (8).

Filtro de ar comprimido com regulador


de pressão

Dreno automático

2
1
4

1
3 1

2 9

4
5 8
3 6
7

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Filtro mais fino de ar Comprimido

Este filtro é empregado onde o ar deve ser mais puro. Por exemplo: mas indústrias farmacêutica,
químicas e alimentícia e também em máquinas onde são usados elementos pneumáticos de baixa pressão.)
Elimina quase que totalmente as impurezas e partículas de água e óleo. O ar comprimido é filtrado até
aproximadamente 99,999% ( referindo-se a 0,01 microns ).

Funcionamento

A diferença deste filtro para o filtro normal é que o ar comprimido passa pelo elemento filtrante de
dentro para fora.
O ar comprimido entra no filtro pela entrada (1), passa pelo elemento filtrante (2) (fibra de vidro) de
dentro para fora. O ar comprimido limpo passa pela saída (5) para os elementos consumidores.
A Separação das partículas finíssimas até 0,01 mícron é possível devido a porosidade muito pequena
do elemento filtrante. As partículas separadas são depositadas no fundo do copo (3) e são eliminadas pelo
parafuso purgador (4). Para que as partículas de água e óleo não sejam arrastadas pelo ar que circula,
deve-se observar o seguinte: o ar pré- filtrado aumenta e o tempo de vida do cartucho filtrante; o filtro
deve ser montado na posição vertical, observando o sentido do fluxo (seta).

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Regulagem de pressão

Regulador de pressão com orifício de escape

O regulador tem por função manter constante a pressão de trabalho ( secundário ) independente da
pressão da rede (primaria) e consumo de ar. A pressão primária tem que ser sempre maior que a pressão
secundaria. A pressão é regulada por meio de uma membrana (1). Umas das faces da membrana é
submetida à pressão de trabalho, enquanto a outra é pressionada por uma mola (2) cuja pressão é ajustável
por meio de um parafuso de regulagem (3).
Com o aumento da pressão de trabalho ,a membrana se movimenta contra a força da mola. Com isso a
secção nominal de passagem na sede da válvula (4) diminui até o fechamento completo. Isto significa que
a pressão é regulada pela vazão.
Por ocasião do consumo a pressão diminui e a força da mola reabre a válvula. Com isso, o manter da
pressão regulada se torna um constante abrir e fechar da válvula (6) é constituído um amortecedor por
mola (5) ou ar. A pressão de trabalho é indicada por manômetro.
Se a pressão crescer demasiadamente do lado secundário, a membrana contra a mola. Com isso, abre-
se o orifício da parte central da membrana e o ar em excesso sai pelo furo de escape para a atmosfera .

Regulador de pressão sem orifício de escape

No comércio encontram-se reguladores de pressão sem abertura de escape. Nesses casos, não se pode
permitir a fuga do ar contido no sistema para a atmosfera.

Funcionamento

Por meio do parafuso de ajuste (2) é tencionada a mola (8) juntamente com a membrana (3).
Conforme a regulagem da mola (8) a passagem do primário para o secundário se torna maior ou menor.
Com isso o pino (6) encostado à membrana afasta ou aproxima a vedação (5) do assento.
Se do lado secundário não houver passagem de ar, a pressão cresce e força a membrana (3) contra a
mola (8). Desta forma, a mola (7) pressiona o pio para baixo e a passagem é fechada pela vedação (5).
Somente quando houver demanda de ar pelo lado secundário é que o ar comprimido do lado primário
voltará a fluir.

Orifício de
escape

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Lubrificador de ar comprimido

O Lubrificador tem a tarefa de abastecer suficientemente, com material lubrificante, os elementos


pneumáticos. O elemento lubrificante é necessário para garantir um desgaste mínimo dos elementos
móveis, manter tão mínimo quando possível as forças de atrito e proteger os aparelhos contra corrosão.
Os lubrificantes trabalham, geralmente , segundo o principio de “Venturi” A diferença de pressão ∆p (
queda de pressão), entre a pressão antes do bocal nebulizador e a pressão no ponto estrangulado do bocal,
será aproveitada para sugar óleo de um reservatório e misturá-lo com o ar, formando uma neblina.
O lubrificador somente começa a funcionar quando existe um fluxo suficientemente grande. Quando
houver uma pequena demanda de ar, a velocidade no bocal é insuficiente para gerar uma depressão
( sucção ) que possa sugar o óleo do reservatório.

Princípio de Venturi

Funcionamento do Lubrificador

O lubrificador mostrado trabalha segundo o princípio de Venturi.

O ar comprimido entra no lubrificador pela entrada (1) até a saída (2). Pelo estreitamento da secção
da válvula (5), é produzida uma queda de pressão. No canal (8) e na câmara de gotejamento (7) é
produzida uma depressão ( efeito de sucção ). Através do canal (6) e do tubo elevador (4), o óleo chega na
câmara de gotejamento (7) e no canal (8) até o fluxo do ar comprido, que flui para a saída (2). As gotas de
óleo são pulverizadas pelo ar comprimido e chegam em forma de neblina nos aparelhos.
A sucção de óleo varia segundo a quantidade de ar que passa e segundo a queda de pressão. Na parte
superior do tubo (4) pode-se realizar outro ajuste da quantidade de óleo, por meio de um parafuso.
Uma determinada quantidade de ar exerce pressão sobre o óleo que se encontra no depósito, através
da válvula de retenção.

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Lubrificação de ar Comprimido

Unidade de conservação

A unidade de conservação é uma combinação dos seguintes elementos:

 Filtro de ar comprimido.
 Regulador de pressão.
 Lubrificador de ar Comprimido.

Devem-se observar os seguintes pontos:

1. A vazão total de ar em m³/hora é determinada para o tamanho da unidade. Uma demanda


(consumo) de ar grande demais provoca uma queda de pressão nos aparelhos. Devem-se observar
rigorosamente os dados indicados pelos fabricantes.

2. A pressão de trabalho nunca deve ser superior à indicada no aparelho. A temperatura ambiente
não deve ser maior que 50ºC ( máximo para copos de material sintético).

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Unidade de conservação

Símbolo da unidade de conservação Símbolo simplificado

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Manutenção das unidade de conservação


São necessários os seguintes serviços freqüentes de manutenção:
a) Filtro de ar comprimido : o nível de água condensada deve ser controlado regulamente, pois a
altura marcada no copo coletor não deve ser ultrapassada. A água condensada acumulada pode ser
a arrastada para a tubulação de ar comprimido e para os equipamentos. Para drenar a água
condensada deve-se abrir um parafuso de dreno no fundo do copo coletor. O cartucho filtrante,
quando sujo, também deve ser limpo ou substituído.
b) Regulador de pressão: Na existência de um filtro de ar comprimido antes do regulador, este não
necessita de manutenção.
c) Lubrificador de ar comprimido: Controlar o nível de óleo no copo do lubrificador. Se necessário,
completar o óleo até a marcação. Filtros de material plástico e o copo do lubrificador devem ser
limpos somente com querosene. Para o lubrificador devem ser usados somente óleos minerais.
Vazão das unidades de conservação
Todos os aparelhos tem uma resistência interna, razão pela qual verifica-se na saída dos mesmos uma
determinada queda de pressão. A mesma depende da vazão e da correspondente pressão de alimentação.
No diagrama estão representados várias curvas, por exemplo, para pressões de entrada p 1 de 100 kPa ( 1
bar ), 200kPa (2 bar ), 400 kPa (4 bar) e 600 kPa (6 bar).
Na horizontal está representada a perda de pressão ∆p. Esta é formada diferença entre a pressão na
entrada do regulador de pressão (p1 ) e a pressão após o aparelho ( 1) e a pressão após o aparelho (p₂)
Portanto, a perda máxima de pressão ∆p pode ser correspondente ao valor de P₂ == 0 e a máxima.
Exemplo
O fluxo de ar com pressão p = 600 kPa (6 bar e ∆p = 50 kPa (0,5 bar [p₂ = 550 kPa (5,5 bar) ], dá
por resultado uma vazão de 1,8 m³/ hora, Aproximadamente.
Por essa razão, a escolha correta de uma unidade de conservação para uma instalação deve ser fita
com o máximo cuidado. Caso não haja instalado nenhum reservatório após a unidade de conservação,
deverá se considerar o consumo máximo por unidade de tempo.

Unidade de conservação R 1/8

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Modulo 2 – Transformação de energia


Características
Construção do cilindro
O cilindro de êmbolo consiste de: um tubo (camisa) cilíndrico, uma tampa (cabeçote dianteira e
traseira, um êmbolo com gaxeta dupla tipo copo), uma haste do êmbolo, bucha de guia, anel limpador e
peças para fixação e vedações.
A camisa (1) na maioria dos casos é feita de um tubo de aço sem costura trefilado a frio. Para
aumentar a vida útil dos elementos de vedação, a superfície deslizante do tubo é brunida. Para casos
especiais fabrica-se cilindros de alumínio, de latão ou de aço com superfície deslizante de cromo duro.
Estes tipos especiais serão usados para trabalhos nem sempre contínuos ou onde existe a possibilidade de
corrosão muito acentuado.
Para as tampas (2) e (3) usa- se normalmente material fundido (alumínio fundido ou ferro maleável) A
fixação das tampas pode ser feita com tirantes, roscas ou flanges.
A haste de êmbolo (4) geralmente é feita de aço beneficiado, e como proteção anti- corrosiva possui
uma boa porcentagem de cromo. As roscas são geralmente laminadas, dimanadas, diminuindo assim o
perigo de ruptura. Sob pedido , a haste do êmbolo pode ser temperada. Uma maior densidade superficial
será alcançada por laminação com rolos. A rugosidade da haste, caso, é de 1 um. Na hidráulica é
necessário que a haste do êmbolo seja de material duro ou temperado.
Para a vedação do êmbolo existe um anel circular (5) na tampa dianteira. A Haste do êmbolo esta
guiada pela bucha de guia (6). Esta bucha pode ser de bronze sinterizado ou de material sintético
metalizado.
Ante esta bucha encontra-se o anel limpador (7). Ele evita a entrada de partículas de pó e sujeira nos
cilindros. Portando, não é necessário outra proteção.
A guarnição duplo lábio (8) veda de ambos os lados.
Material:
Perbunan Para temperatura entre - 20ºC e + 80ºC0
Viton Para temperatura entre - 20ºC e + 190ºC
Teflon Para temperatura entre - 80ºC e + 200ºC

Juntas tóricas ou “O-ring”(9) são utilizadas para vedação estática. Este tipo de vedação não é
recomendada em vedações moveis, pois provocam relativa perda de carga por atrito.
Construção do cilindro pneumático.

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Elementos pneumáticos de movimento retilíneo ( cilindros pneumáticos )

A geração de uma movimento retilíneo com elementos mecânicos, conjugados com acionamentos
elétricos é relativamente custosa e ligada a certas dificuldades de fabricação e durabilidade. Por esta razão
utilizam-se os cilindros pneumáticos.

Cilindros de ação simples

Os cilindros de ação simples são acionados por ar comprimido de um só lado, e portanto, realizam
trabalho em um só sentido. O retrocesso efetua-se mediante uma mola ou através de força externa.
A força de mola é calculada para que possa retroceder o êmbolo à posição inicial, com uma
velocidade suficientemente alta, sem absorver, porém, energia elevada. Em cilindros de ação simples com
mola, o curso do êmbolo é limitado pelo comprimento desta. Por esta razão fabricam-se cilindros de ação
simples com comprimento de curso até aproximadamente 100 mm. Este elementos são utilizados
principalmente para fixar, expulsar, prensar, elevar, alimentar, etc.

Cilindro de ação simples

Cilindro de êmbolo

A vedação é fita por uma material flexível alojado em um êmbolo metálico, ou de material
sintético ( Perbunan). Durante o movimento do êmbolo. Os lábios da junta deslizam sobre a superfície
interna do cilindro. Na Segunda execução mostrada, o curso de avanço é feito por uma mola e o
retrocesso por ar comprimido. São utilizados para freios de caminhões e vagões ferroviários .
Frenagem instantânea quando da falta de energia.
Cilindro de membrana

Uma membrana, que pode ser de borracha, de material sintético ou também metálico, assume a
tarefa do êmbolo. A haste do êmbolo é fixada no centro da membrana. Nesse caso a vedação

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deslizante não existe. Em ação contrária existe somente a força elástica da membrana. Estes
elementos são utilizados na fabricação de ferramentas e dispositivos, bem como em presas de cunhar,
rebitar e fixar peças em lugares estreitos.

Cilindro de membrana

Cilindro de membrana de projeção


A construção destes cilindros é similar ao anterior. Também se emprega uma membrana que,
quando submetida a pressão, projeta-se ao longo da parede inferior do cilindro movimentado a haste
para fora. Este sistema permite cursos maiores (aproximadamente 50-80mm). O atrito é bem menor.

Cilindro de membrana de projeção

Cilindros de ação dupla


A força exercida pelo ar comprimido movimenta o êmbolo do cilindro de ação dupla, realizando
movimento nos dois sentidos. Será produzida uma determinada força no avanço , bem como no retorno
do êmbolo. Os cilindros de ação dupla são utilizados especialmente onde é necessário também realizar
trabalho no retrocesso. O curso, em princípio, é ilimitado, porém é importante levar em consideração a
deformação, por flexão e flambagem. A vedação aqui, efetua-se mediante êmbolo ( êmbolo de dupla
vedação).

Cilindro de ação dupla

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Cilindro com amortecimento nos fins de curso

Quando volumes grandes e pesados são movimentados por um cilindro, deve existe neste, um sistema
de amortecimento para evitar impacto secos ou até danificações. Antes de alcançar a posição final, um
êmbolo de amortecimento interrompe o escape direto do ar, deixando somente uma pequena passagem
geralmente regulável.
Com o escape do ar restringido cria-se uma sobrepressão que, para ser vencida absorve parte da
energia e resulta em perda de velocidade nos fins de curso. Invertendo o movimento do êmbolo, o ar entra
sem impedimento pelas válvulas de retenção, e o êmbolo pode, com força e velocidade total, retroceder.

Cilindro com amortecimento nos fins de curso

Outras possibilidade de amortecimentos

Amortecimento não regulável em ambos os lados

Amortecimento não regulável de um só lado do êmbolo

Amortecimento regulável de um só lado do êmbolo

Cilindros de Ação dupla com execução especial

Cilindro com haste passante

Este tipo de cilindro de haste passante possui, algumas vantagens. A haste é melhor guiada devido
aos dois mancais de guia. Isto possibilita a admissão de uma ligeira carga lateral. Os elementos

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sinalizadores podem ser montados na parte livre da haste do êmbolo. Neste cilindro, as forças de avanço e
retorno são iguais devido a mesma área de aplicação de pressão e, ambas as faces do êmbolo.

Cilindro com haste passante

Cilindro Tandem

Esta construção nada mais é do que dois cilindros de ação dupla, os quais formam uma só unidade.
Desta forma, com simultânea pressão nos dois êmbolos, a força é uma soma das forças dos dois cilindros.
O uso desta unidade é necessário para se obter grandes forças em locais onde não se dispõe de espaço
suficiente para a utilização de cilindros de maior diâmetro.

Cilindro tandem

Cilindro de múltiplas posições

Este tipo de cilindro é formado de dois ou mais cilindros de ação dupla. Estes elementos estão, como
ilustrado, unidos um ao outro. Os cilindros movimentam-se conforme os lados do êmbolos que estão sob
pressão, individualmente. Com dois cilindros de cursos diferentes obtém-se quatro (4) posições.

Cilindro de múltiplas posições

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

Aplicação:

 Seleção de ramais para transporte de peças e, esteira.


 Acionamento de alavancas.
 Dispositivo selecionador ( peças boas, refugadas e a serem aproveitadas).

Cilindro de impacto

O uso de cilindros normais para trabalho de deformação é limitado. O cilindro de impacto é utilizado
para se obter energia cinética elevada. Segundo a fórmula de energia cinética, pode-se obter uma grande
energia de impacto, elevando a velocidade.

E = m . v²
2

E = Energia em kg m² = Nm = Jou¹e

m = Massa em Kg

v = Velocidade em m/s

Os cilindros de impacto desenvolvem uma velocidade de 7,5 a 10 m/s (a velocidade de um cilindro


normal é de 1 a 2 m/s). Esta velocidade só pode ser alcançada por um elemento de construção especial. A
energia deste cilindro será empregada para prensar, rebordar, rebitar, cortar, etc...
A força de impacto é muito grande em relação ao tamanho de construção dos cilindros.
Geralmente são usados em pequenas prensas. Em relação ao diâmetro do cilindro podem ser
alcançadas energias cinéticas de 25 a 500 Nm.

Atenção

Para deformação profunda, a velocidade diminui rapidamente, assim como a energia cinética, razão
pela qual este cilindro não é bem apropriado para este fim.

Cilindro de impacto

Funcionamento

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O R G A N I Z A Ç Ã O
E I N S T E I N D E E N S I N O

E I N S T E I N

A câmara “A” do cilindro está sob pressão. Por acionamento de uma válvula, a pressão aumenta na
câmara “B”. A câmara “A” é exaurida. Quando a força exercida na superfície “C” for maior que a força
sobre a superfície da coroa na câmara “A” o pistão se movimenta em direção a Z. Com isso, libera-se o
restante da superfície do êmbolo e sua força é aumentada. O ar comprimido contido na câmara “B” pode
fluir rapidamente pela grande secção de passagem, acelerando fortemente o êmbolo do cilindro.

Cilindro de cabos

Aqui se trata de um cilindro de ação dupla. De cada lado do êmbolo está fixado um cabo, guiado por
rolos. Este cilindro trabalha tracionando. É utilizado em abertura e fechamento de portas, onde são
necessários grandes cursos com pequenas dimensões de construção.

Cilindro por tração a cabos

Cilindro rotativo
Neste tipo, a haste de êmbolo tem um perfil dentado (cremalheira). A haste de êmbolo aciona com
esta cremalheira uma engrenagem, transformando o movimento linear num movimento rotativo à
esquerda ou direita, sempre de acordo com o sentido do curso. Os campos de rotação mais usuais são
vários, isto é, de 45º - 90º - 180º - 290º até 720º. Um parafuso de regulagem possibilita porém a
determinação do campo de rotação parcial, dentro do total.
O momento de torção depende da pressão de trabalho da área do êmbolo e da relação de transmissão. O
acionamento giratório é utilizado para virar peças, curvas tubos, regular instalações de ar condicionado, e
no acionamento de válvulas de fechamento e válvulas borboletas

cilindro rotativo

Cálculos dos cilindro

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O R G A N I Z A Ç Ã O
E I N S T E I N D E E N S I N O

E I N S T E I N

Força do êmbolo
A força do êmbolo exercida no elemento de trabalho, depende da pressão de ar , do dianteiro do
cilindro e da resistência de atrito dos elementos de vedação. A força teórica do êmbolo calcula-se
segundo a formula abaixo.
Na pratica, é importante a força efetiva do êmbolo. Ao calcula-la, a resistência de atrito deve ser
considerada. Em condições normais de trabalho ( faixa de pressão de 400 a 800kPa – 4-8 bar ), esta
resistência pode absorver de 3 a 20 % da força calculada.

Cilindro de ação simples.


Fn = A . P – (FR + FF)
Cilindro de dupla ação (avanço) Cilindro de dupla ação (retrocesso)
Fn = A . p – Fr Fn = (A₁ - A₂ ) . p - FR
Fn= Força efetiva do êmbolo (N)
A’= Superfície útil do êmbolo (cm²)
D² .π

A= ou A = r² . π
4

p pressão de trabalho (kPa, Kp/cm²)


FR Resistência de atrito (N) (3- 20% de Fth
FF Forças da mola de retrocesso (N)
Fn Força efetiva (N)
D Diâmetro do cilindro (Cm)
d Diâmetro da haste do êmbolo (Cm)
A Super Superfície útil do êmbolo (cm²)
Fth A . P
P pressão de trabalho (Kpa Kp/Cm²)
A₁ Área útil do êmbolo (Cm²)
A² Área útil da haste em (Cm²)
Fth Força teórica (N)

Calcular a força efetiva do cilindro Abaixo. No avanço e retorno com as seguintes características:

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O R G A N I Z A Ç Ã O
E I N S T E I N D E E N S I N O

E I N S T E I N

D = 50 m/m
d = 12 m/m
P = 6 bar

Diagrama de pressão e força

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Comprimento do curso
O comprimento do curso em cilindro pneumáticos não deve ser maior do que 2000 mm. A pneumática
não é mais rentável para cilindros de diâmetro grande e de muito longo, pois o consumo de ar é muito
grande.
Em cursos longos, a carga mecânica sobre a haste de êmbolo e nos mancais é grande. Para evitar uma
flambagem, é necessário determinar o diâmetro da haste do êmbolo, um pouco maior. Além disso é
aconselhável prolongar as buchas de guia da haste do êmbolo.

Velocidade do cilindro
A velocidade do cilindro depende da carga da pressão do ar. Do comprimento da tubulação entre a
válvula e o cilindro, bem como da vazão da válvula de comando. A velocidade é influenciada também
pelo amortecimento nos fins de curso. Quando a haste de 6embolo está na
faixa de amortecimento a alimentação de ar passa através de um regulador de fluxo unidirecional,
provocando assim uma diminuição momentânea da velocidade.
As velocidade do êmbolo em cilindros normais variam entre 0,1 a 1,5 m/Seg. Com cilindros especiais
(cilindros de impacto) podem ser alcançadas velocidades até 10m/Seg. A velocidade do êmbolo pode ser
regulada com válvulas apropriadas. Válvulas reguladoras de fluxo e válvulas de escape rápido, são usadas
para velocidade menores ou maiores.

Consumo de ar

É importante conhecer o consumo de ar da instalação para poder produzi-lo e para saber quais as
despesas de energia. Em uma determinada pressão de trabalho, num determinado diâmetro e num
determinado curso, calcula-se o consumo de ar como segue:

Q = Relação de compressão . superfície do êmbolo . curso


pel

A relação de compressão será calculada assim


pel

101,3 + pressão de trabalho


101,3 em kPa (baseada ao nível do mar)

Com a ajuda do diagrama da figura, o consumo de ar pode ser determinado mais simples e
rapidamente. Os valores são dados em cm de curso para os usuais diâmetros de cilindro e para pressão de
200 a 1500 kPa (2 a 15 bar).
• consumo de ar é dado em litros 9aspirados) por minuto.

Fórmulas para o cálculo do consumo de ar


Cilindros de ação simples
d² π

Q=s.n. relação de compressão (1/min)


4
Cilindro de ação dupla
D² .π (D² - d²) .π

Q= s.n +s. . n . relação de compressão (l/min)


4 4
Q = consumo de ar (l/min)
s = comprimento do curso (cm)

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

n = ciclos por minuto


Exemplo:

Calcular o consumo de ar de um cilindro de ação dupla com 50 mm de diâmetro ( diâmetro da haste


de 12 mm) e 100 mm de curso: A pressão de trabalho é de 600 kPa e o cilindro faz 10 ciclos por minuto.
Relação de compressão:

101,3 + pressão de trabalho 101,3kPa + 600 kPa 701,3 kPa


101,3 101,3 kPa 101,3 kPa = 6,9
Consumo de ar:

D² . π (D² - d² . π )
Q=[s. +s. ] . n . relação de compressão
4 4

25 cm² (25 cm² - 1,44 cm²). π


Q = [ 10 cm . + 10 cm . ]. 10 min -¹ . 6,9
4 4

Q = [ 196,25 cm³ + 184,94 cm³] . 10 min-¹ . 6,9


Q = 381,2 cm³ . 69 min-¹
Q = 26.302,8 cm³/min ≃ 26,3 (l/min)

A formula para calcular o consumo de ar conforme o diagrama da figura, é a seguinte:

Cilindro de ações Simples


Q = s . n . q (l/min)

Cilindro de ação dupla


Q = 2 (s. n . p) (l/min)
Q = quantidade de ar (l/min) n = ciclos por minuto ( min-¹)
s = comprimento do curso (cm) q = consumo de ar por cm de curso (l/min)
No caso de se utilizar o diagrama de consumo de ar da figura, para o nosso cálculo se obtém a seguinte
fórmula:

Q = 2 . (s . n . q ) l/min
Q = 2 . (10cm . 10/min . 0,134 l/cm)
Q = 2 . 13,4 l/min
Q = 26,8 l/min
Nos cálculos do consumo de ar deve-se levar em conta o volume dos ambientes secundários os quais
se enchem em cada curso. Os valores da tabela abaixo, figura, são válidos para ambientes secundários de
cilindros.
Tabela ( ambiente secundários)

Diâmetro do Lado anterior Lado Diâmetro do Lado anterior Lado


pistão mm em cm³ posterior em pistão mm em cm³ posterior em
cm³ cm³

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

12 1 0,5 70 27 31
16 1 1,2 100 80 88
25 1 6 140 128 150
35 10 13 200 425 448
50 16 19 250 2.005 2.337
1.000 cm³ = 1 litro

Diagrama do consumo de ar

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E I N S T E I N

Tipos de vedação para êmbolo


Junta toroidal achada internamente

O Ring junta toroidal

Juntas copo de encaixe bilaterral

Quadring (perfil
quadrado)

Junta copo encaixe unilateral

Junta tipo faca


( lábio Simples)

Junta duplo lábio (T-DUO) Junta dupla copo com anel deslizante

Anel de vedação em L

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Tipos de fixação
Determina-se o tipo de fixação pela montagem dos cilindros em maquinas e dispositivos. O cilindro pode
ser construído para uma certo tipo de fixação, se este tipo de fixação não necessitar modificações pelo
contrario, ainda é possível modificar o cilindro para uma outra fixação usando peças de montagem
padronizadas . especialmente ao usar um grande número de cilindros é vantajoso um estoque racional
simplificado das peças de montagem padronizados, pois assim, basta pelas combinar o cilindro básico
com o tipo de fixação desejado. Tipos de fixação

Por pés Rosca

Flange dianteira
Flange traseira

Munhão

Munhão dianteiro
central

Oscilante

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Cilindro de aleta giratória

Como os cilindros rotativos já descritos, também nos de aleta giratória é possível um giro angular
limitado. O movimento angular raramente vai além de 300º. A vedação é problemática, o diâmetro em
relação à largura, em muitos casos somente possibilita pequenos momentos de torção (torque). Estes
cilindros raramente são usados na pneumática, porém freqüentemente na hidráulica.

Cilindro de aleta giratória

Motores de pistão

Este tipo está subdividido em motores de pistão radial e axial. Por pistões em movimento radial, o
êmbolo, através de uma biela, aciona o eixo do motor. Para que seja garantido um movimento sem golpes
e vibrações são necessários vários pistões. A potência dos motores depende da pressão de entrada,
número de pistões, área dos pistões e do curso dos mesmos.
O funcionamento dos motores de pistão axial é similar ao dos motores de pistão radial. Um disco
oscilante transforma a força de 5 cilindros, axialmente posicionados, em movimentos giratório. Dois
pistões são alimentados simultaneamente com ar comprimido. Com isso obter-se-á um momento de inércia
equilibrado, garantindo um movimento do motor, uniforme e sem vibrações.
Existe motores pneumáticos com rotação à direita e à esquerda. A rotação máxima está fixada em 5000
rpm e a faixa de potência, em pressão normal, varia entre 1,5 a 19 kW (2 a 25 CV).

Motor radial Motor axial

Motor de palhetas

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

Graças à construção simples e pequeno peso, os motores pneumáticos geralmente são fabricados
segundo este tipo construídos. Estes são, em principio, de funcionamento inverso aos compressores
multicelular de palhetas (compressor rotativo).
O rotor está fixado excentricamente em um espaço cilíndrico. O rotor é dotado de ranhuras. As
palhetas colocadas nas ranhuras serão, pela força centrifuga, afastadas contra a parede interna do cilindro.
A vedação individual das câmaras é garantida.
Por meio de pequena quantidade de ar, as palhetas serão afastadas contra a parede interna do
cilindro, já antes de acionar o rotor. Em tipos de construção diferente, o encosto das palhetas é feio por
pressão de molas. Motores desta execução têm geralmente entre 3 a 10 palhetes. Estas formam no motor,
câmaras de trabalho, nas quais pode aturar o ar, sempre de acordo com o tamanho da área de ataque das
palhetas. O ar entra na câmara menor, se expandindo na medida do aumento da câmara.
A rotação do rotor varia de 3000 a 8500 rpm e a faixa de potência, em pressão normal, é de 0,1 a 17
kW (0,1 a 24, CV ). Existem motores pneumáticos com padrão à direita e à esquerda.

Motor de palhetas

G
Rotação à esquerda

Motores de engrenagem
A geração do momento de torção efetua-se neste tipo, pela pressão do ar contra os francos dos dentes
de duas engrenagens engrenadas, Uma engrenagens é montada fixa no eixo do motor, a outra livre no
outro eixo.
Estes motores, são utilizados como máquinas de acionar; estão à disposição com até 44kW
(60.CV ) .O sentido de rotação destes motores, fabricados com engrenagens retas ou helicoidais, é
reversível .

Turbomotores
Turbomotores somente são usados para trabalhos leves, pois sua velocidade de giro é muito alta (são
utilizados em equipamentos dentários até 500,000rpm). O princípio de funcionamento é o inverso dos
turbocompressores.

Características dos motores pneumáticos


 Regulagem sem escala de rotação e do momento de torção
 Grande escolha de rotação
 Construção leve e pequena
 Seguro contra sobre carga
 Insensível contra poeira, água, calor e frio
 Seguro contra explosão
 Conservação e manutenção insignificantes
 Sentido de rotação fácil de inverter

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Modulo 3
Composição dos comandos Pneumáticos

Os comandos pneumáticos podem ser subdivididos em:

 Elementos de trabalho
 Elementos de comando
 Elementos de sinais

Todos os elementos de comando e de sinais que tem por finalidade influenciar o fluxo de informações
ou energia (em nosso caso o ar comprimido) são denominados válvulas, independentemente de sua forma
construtiva.

As válvulas são subdivididas, segundo as suas funções, em cinco grupos.

1. Válvulas direcionais
2. Válvulas de bloqueio
3. Válvula de pressão
4. Válvulas de fluxo
5. Válvulas de fechamento

Válvulas direcionais
São elementos que influenciam o percurso de um fluxo de ar, principalmente nas partidas e na direção
do fluxo. Em esquemas pneumáticos, usam-se símbolos gráficos para descrições de válvulas. Estes
símbolos não caracterizam os diferentes tipos de construção, mas somente a função das válvulas.

As válvulas direcionais caracterizam-se por:

 Numero de posições
 Número de vias
 Posição de repouso
 Tipo de acionamento (comando)
 Tipo de retorno ( para posição de descanso)
 Vazão

As válvulas são simbolizada graficamente com quadrados. O número de quadrados unidos indica o
numero de posições ou manobras distintas que uma válvula pode assumir.
Para melhor compreensão, tomemos uma torneira comum como exemplo. Esta torneira poderá estar
aberta ou fechada.

Torneira Comum

Fechada

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

No primeiro desenho, a torneira está fechada e não permite a passagem da água, no segundo, a
torneira aberta permite a passagem da água.
A torneira é representada, graficamente, por dois quadrados.

As vias de passagem de uma válvula são indicadas por linhas nos quadrados representativos de
posições e a direção do fluxo, por setas.

Os fechamentos ou bloqueios de passagem são indicados dentro dos quadrados, com Tracinhos
transversais.

Tracinhos externos indicam as conexões (entrada e saída ) e o número de traços indica o número de
vias. Em geral, as Conexões são representadas nos quadrados da direita.

Denominamos posição de repouso ou posição normal da válvula, a posição em que se encontram os


elementos internos quando a válvula não está acionada. Assim temos:

 Válvula normal fechada (NF) que não permite passagem do fluido na posição normal.

 Válvula normal aberta (NA) que permite passagem do fluido na posição normal.

No exemplo da torneira, representado pela figura da página anterior, podemos caracterizar ima
válvula de duas vias, duas posições. Considerando-se que a torneira na posição normal não permite a
passagem da água, ela é normal fechada (NF).

Se a mesma torneira, na posição normal, permitir a passagem da água, ela é normal aberta (NA).

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

Na representação gráfica de válvulas com 3 posições de comando a posição do meio é considerada


como posição de repouso.

a o b

Triângulo no símbolo representa vias de exaustão do ar:


2 A

1 3 P R
A denominação de uma válvula depende do número de vias e do número de posições: As condições
NF e NA devem ser observadas nas válvulas

Exemplo

Válvulas direcional de 3 vias, 2 posições, NF.

Válvula direcional de 4 vias, 3 posições, centro aberto (válvula 4/3 vias, centro aberto).

Para garantir a identificação e ligação corretas das válvulas, marcam-se as vias com letras
maiúsculas ( DIN ) ou com números (ISSO).

Considere-se Norma DIN Norma ISO


Vias para utilização (saída) A, B, C, D .....ou 2,4
Linhas de alimentação (entrada) P ou 1
Escapes (exaustão ) R, S, T ou 3, 5
Linha de comando (pilotagem) Z, Y, X ou 12, 1

Tipos de acionamento de válvulas

Conforme a necessidade os mais diferentes tipos de acionamento podem ser adaptados às válvulas
direcionais. Os símbolos de acionamento desenham-se horizontalmente nos quadrados.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Por botão com


Por Trave
bot
Acionamento por força muscular

Geral

Por alavanca
Por alavanca c/chave

Por Pedal
Por mola Piloto

Acionamento Mecânico

Por mola ( utilizado muito


Por apalpador
p/ o retorno da válvula)

Por rolete Por rolete apalpador


apalpador escamoteável (gatilho)

Acionamento Elétrico

Por eletroímã com (bobina solenóide):

Um enrolamento Dois Dois enrolamento


ativo. enrolamentos ativos em sentido
contrário.
ativos no mesmo
sentido.
Acionamento Pneumático

Por acréscimo de Por decréscimo de Por acionamento de


pressão (positivo) -57-
pressão (negativo) pressão diferencial.
Piloto. Depressão.
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Acionamento indireto

Por acrescimento de pressão na Por decréscimo de pressão na


válvula de pré- comando ( servo válvula de pré- comando (servo
piloto positivo) piloto negativo)
Acionamento combinado

Por eletroímã e válvula de pré- Por eletroímã ou válvula de pré-


comando (servo comando). comando

Com o tipo de acionamento e de retorno à posição de repouso, completa-se a denominação de uma


válvula direcional. Exemplo:
Válvula direcional de 3 vias, 2 posições, acionada por botão. Retorno por mola.
A

P R
Válvula direcional de 4 vias, 2posições acionada diretamente por acréscimo de pressão retorno por
mola.

P
Segundo o tempo de acionamento, distinguem-se:

Acionamento contínuo

Durante o tempo de comutação, a válvula é acionada mecânica, manual, pneumática ou eletricamente.


O retorno efetua-se manual ou mecanicamente pela mola.

Características de construção em válvulas direcionais

O princípio de construção da válvula determina:


 A força de acionamento.
 A maneira de acionar.
 A possibilidade de ligação.
 O tamanho de construção.

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Segundo o tipo de construção, as válvulas distinguem-se em dois grupos:

1. Válvula de sede ou de assento. –Esférica –Prato (torneicos).


2. Válvulas corrediças –Longitudinal (carretel) –Plana longitudinal (comutador) –Giratória (disco).

Válvulas de sede ou de assento

As ligações em válvulas de sede são abertas e fechada por esfera, prato ou cone. A vedação das sedes
de válvulas efetua-se de maneira simples, geralmente com elementos elásticos de vedação. As válvulas de
sede tem poucas peças de desgaste, prolongando assim a vida útil. A força de acionamento é
relativamente alta, pois é necessário vencer a força da mola de retorno e do ar comprimido agindo sobre a
área do obturador.

Válvulas de sede esférica

A construção das válvulas de sede esférica é muito simples e de preço vantajoso. Estas válvulas
caracterizam-se por seu pequeno tamanho. O acionamento das válvulas efetua-se manual ou
mecanicamente.
Uma mola pressiona uma esfera contra a sede evitando que o ar comprimido passe da ligação de
pressão P para o canal .
Por acionamento da haste da válvula, afasta-se a esfera da sede. Para isso, é necessário vencer a força
da mola e a força do ar comprimido.

Válvulas direcional 2/2 vias NT Válvulas direcional 3/2 vias NF

Válvula de sede de prato

Estas válvulas tem uma vedação simples e boa. Seu tempo de comutação é curto e assim como as de
sede esférica, tem uma longa vida útil. Ao acionar o apalpador , as três ligações, P, A e R, são interligadas
entre si num campo limitado.
Isto provoca, quando em movimento lento, o escape livre de um grande volume de ar, que não é
aproveitado para o trabalho. Quando isto ocorre, diz-se que existe exaustão cruzada.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Válvulas direcional 3/2 vias NA Válvulas direcional 3/2 vias NF

As válvulas concebidas segundo o princípio de sede de prato único são livres de exaustão cruzada.
Não existe perda de ar com uma comutação lenta.

Válvula direcional (sem exaustão cruzada). 3/2 vias NF

Ao acionar o apalpador, fecha-se primeiro a ligação de A para R (exaustão, pois o apalpador se


assenta no prato. Continuando a empurrar, o prato afasta-se da sede, abrindo passagem de P para A.
O retorno efetua-se mediante a pressão da mola

Empregam-se as válvulas direcionais de 3 vias para comandar cilindros de ação simples ou como
emissores de sinais para pilotar válvulas de comando.

Em uma válvula em posição de repouso aberta, fecha ao primeiro a ligação entre P e A com um
prato, e posteriormente, a passagem de A para R através de um segundo prato. O retorno do apalpador é
por mola.
O acionamento das válvulas pode ser feito manual, mecânica, elétrica ou pneumaticamente.

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E I N S T E I N

Válvulas direcional (sem exaustão cruzada) 3/2 vias NA.

Uma válvula direcional de 4 vias (4/2), com princípio de sede prato, consiste na combinação de duas
válvulas de 3 vias (3/2). Sendo uma válvula em posição inicial fechada e outra aberta. Na posição de
repouso, estão abertas as vias de P para B e de A para R.
Ao acionar simultaneamente os dois apalpadores, serão fechados as vias de P para B e de A para R..
Empurrando ainda mais os palpadores até os pratos, serão abertas as vias de P para A e de B para B.
Este tipo de válvula é livre exaustão cruzada e o retorno à posição inicial é feita através de molas.
Empregam-se válvulas direcionais de 4 vias em comandos de cilindros de ação dupla.

Válvulas direcional 4/2 vias

Acionada

Válvula direcional de 3/2 vias (sede prato) acionada pneumaticamente.


A comutação da válvula (pilotagem) é feita com ar comprimido pela conexão 2, deslocando o eixo da
válvula contra a mola de retorno, Exaurindo o sinal de comando Z, o pistão será recolocado na posição
inicial por intermédio da mola.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Válvula direcional 3/2 vias NH (acionamento pneumático).

Outro tipo de construção de uma válvula direcional 3/2 vias com princípio de sede de prato está
representado na figura abaixo. A pressão de comando na conexão Z aciona uma membrana ligada ao
pistão de comutação, afastando o prato de sua sede.
Devido ao tamanho da membrana a pressão necessária para comutação é baixa (1,2bar para uma
pressão de trabalho de 6bar).
Invertendo as ligações P e R, a válvula pode ser normal aberta ou normal fechada.

Válvula direcional (pilotada 3/2 vias NF.

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A figura abaixo mostra uma válvulas direcional de 5 vias (5/2 duplo piloto). Trata-se de uma válvula
de construção pequena (tipo miniatura) que trabalha segundo o princípio de assento flutuante.
Esta válvula é comutada através de impulso em Z e Y, mantendo a posição, mesmo sendo retirada a
pressão de comando. É uma válvula biestável.
Com impulso em Z, o pistão desloca-se no centro do pistão de comando encontra-se um prato com um
anel, vedante o qual seleciona os canais de trabalho A e B com o canal de entrada de pressão P.
A exaustão efetua-se através dos canais R ou S. Com impulso em Y, o pistão retorna à posição inicial.

Válvula direcional 5/2 vias (princípio de assento flutuante).

Válvula direcional de 3/2 vias servo comandada (princípio de sede de prato). Válvulas com servo
comandos tem por finalidade diminuir a força de acionamento.
A força de acionamento de uma válvulas é, geralmente, um fator determinante para o emprego da
mesma.
Válvula direcional 3/2 vias de rolete (servo comandada )

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Função

Na posição inicial, o fluxo de ar em P está bloqueado. A válvula piloto é alimentada através de uma
pequena passagem com o canal de alimentação P. O fluxo de ar de trabalho em A é esgotado em R.
Acionada a alavanca do rolete, abre-se a válvula de servo comando. O ar comprimido flui para a
membrana e movimenta o prato da válvula para baixo. Primeiro, fecha-se a passagem de A para R, em
seguida, abre-se a passagem de P para.
Soltando a alavanca do rolete, a válvula servo comando impede a passagem do ar para a membrana e
posterior exaustão
Uma mola reposiciona o pistão de comando da válvula principal na posição inicial. Este tipo de
construção de válvula possibilita o seu emprego como uma válvula normal aberta ou normal fechada.
Para transformar a válvula de normal fechada em normal aberta, basta trocar as ligações P e R e girar
em 180º o cabeçote (unidade de acionamento).

Válvula direcional 3/2 vias NA.

Válvula direcional 4/2 vias servo comandada

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

Válvulas corrediças
São tipos de válvulas direcionais em que os pontos de ligação no corpo da válvula são interligados e
fechados por pistões corrediços patins chatos ou discos giratórios.
Válvulas corrediças
Esta válvula tem como elemento de comando um pistão que seleciona as ligações mediante seu
movimento longitudinal. Válvula direcional 5/2 vias, duplo piloto (princípio de corrediça longitudinal).

Não sendo necessário superar a pressão do ar ou da mola (exceto as de retorno por mola), como nos
princípios de sede de assento, a força atuadora é pequena.
Neste tipo de válvula, são possível todas as formas de acionamento: manual, elétrico e pneumático. O
mesmo é válido também para o retorno à posição inicial.
O curso é consideravelmente mais longo que em válvulas de assento, assim como os tempos de
comutação. Nas válvulas corrediças, a vedação interna é problemática. A vedação metal sobre metal,
utilizada em hidráulica, requer ajuste da corrediça no cilindro.
Nas válvulas pneumáticas, a folga do carretel não deve ultrapassar 0,005mm. Uma folga maior
provocaria grandes vazamentos internos.

Tipos de vedação entre carretel e cilindro

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

Princípio de corrediça plana, comutação por acréscimo de pressão (piloto positivo ). Mediante um
impulso pneumático Y a correção une P com B e A com R. com impulso em Z, P une-se com A e B com
R..
Válvula direcional de corrediça longitudinal 4/2 vias, duplo piloto positivo.

Outra válvula de corrediça, plana longitudinal difere da anterior pelo tipo de acionamento, é uma
válvula comutadora por alívio de pressão.
Sendo muito dispendioso obter ajustes desta natureza, geralmente veda-se com anéis “O- Ring” ou
com guarnições tipo copo, pelo processo dinâmico ( montados nos carretéis)ou estágios (anéis O Ring no
corpo da válvula). As aberturas de passagem do ar podem ser distribuídas na circunferência das buchas
do pistão, evitando, assim, danificação dos elementos vedados.

Válvulas corrediça longitudinal manual, 3/2 vias.

A figura mostra uma válvula corrediça plana longitudinal de construção simples, utilizada como
válvula de fechamento, antes das instalações pneumáticas. Por deslocamento da bucha, une-se as ligações
de P para A ou de A para R.

Válvula corrediça plana longitudinal (comutador ).


Esta válvulas tem, para sua comutação, um pistão de comando (carrete). A interligação dos canis é
feita, porém por uma corrediça ajusta-se automaticamente pela pressão do ar e pela mola montada,
obtendo uma boa vedação ao deslizar. As câmaras de ar são vedadas por anéis O- Ring montados no
pistão de comando.

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A válvula apresentada do tipo direcional de 4 vias (4/2).


Em muitos casos, o emprego desta válvulas em formação de comando resulta em simplicidade e baixo
custo. Entretanto, caso haja um rompimento na tubulação de comando ou vazamento, a válvula será
comutada.

Válvula corrediça giratória (disco)

As válvulas deste tipo geralmente são construídas para acionamento manual ou pedal, pela dificuldade
em adaptar-se outro tipo de acionamento a elas. São, na maioria dos casos, de 3/3 ou de 4/3 vias.
A figura na página a seguir representa a posição central na qual os canais estão fechados. Devido a
isso as haste de pistão de um cilindro pode parar em qualquer posição de seu curso, porém essas posições
intermediárias não podem ser fixadas com exatidão.
Por causa da Compressibilidade do ar comprimido caso haja modificação de carga, a haste do pistão
poderá também ocupar outra posição numa válvula de mesmo princípio construtivo, porém com outro
tipo de interligação de canais na posição inicial (centro aberto).
Nesta válvula, os canais A e B estão abertos para a atmosfera.
Quando a válvula estiver na posição central, o êmbolo do cilindro poderá ser desligado manualmente
para a posição desejada em seu curso.
Válvula direcional de corrediça plana longitudinal 4/2 vias, duplo piloto negativo.

Na válvula direcional de corrediça longitudinal duplo piloto negativo, o ar comprimido também deve
ser enviado a duas câmaras de comando. Por isso, em ambos os carretéis, existem pequenos orifícios que
são ligados com o canal P. Existindo ar comprimido no canal P ambos os lados do carretel também ficam
sob pressão.
Como as áreas pressurizadas são iguais, existe equilíbrio de forças. Esgotando o ar do canal Y, a
Pressão cai. No lado oposto (Z), com pressão maior, o carretel é empurrado para o lado despressurizado.
Ao fechar o canal Y, a pressão aumenta outra vez nesta câmara porém, o carretel permanece em sua
posição (comportamento biestável ) até que por exaustão, suceda uma comutação em sentido contrário.

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Válvula corrediça giratória centro aberto Válvula corrediça giratória, centro fechado

Vazão em válvulas

Vazão é a quantidade de fluido que passa através da secção de uma tubulação em uma unidade de
tempo. Tratando-se de válvulas, geralmente os fabricantes fornecem os valores da vazão por ser um fator
importante na utilização das mesmas.

Válvulas eletromagnéticas

São válvulas de acionamento eletromagnético de grande utilização em comandos com distâncias


relativamente grande entre o local emissor e o receptor ou onde a rapidez do sinal de comando é
importante.
Utiliza-se estas válvulas quando os sinais de comando provem de aparelhos elétricos ou eletrônicos
como temporizadores “timers” elétricos, chaves fim de curso, pressostato, etc...
Válvulas de acionamento eletromagnético, comumente chamados de válvulas solenóides, dividem-se
em válvulas de comando direto e válvulas com servocomando (comando indireto).
As de comando direto empregam-se apenas para pequenas seções de passagem. Para passagens
maiores, empregam-se as válvulas com servocomando.

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Válvula direcional 3/2 vias NF (acionamento magnético direto)

Quando energizada a bobina, o induzido (núcleo) é puxado para cima, vencendo a força da mola,
intercalando os canais P e A. O canal R é fechado pela extremidade superior do induzido. Cessando o
acionamento da bobina, a mola pressiona o induzido contra a sede inferior da válvula e interrompida a
ligação de P para A retornando à posição inicial. O ar do canal A escapa pelo R..
Este tipo de válvula permite exaustão cruzada. Para válvulas de maior porte ou de grande vazão este
tipo de construção seria antieconômico, pois as bobinas seriam muito grandes. Para poder manter pequena
a construção das válvulas eletromagnética, empregam-se solenóides com servocomando. Estas são
formadas de duas válvulas: uma válvula solenóide com servo, de dimensões reduzidas, e uma válvula
principal, acionada pelo ar do servo.

Válvula direcional 4/2 vias (solenóide e servocomando)

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Na posição de repouso, o ar flui de P para B e a exaustão de A para R . Da válvula principal, da


alimentação P, deriva uma passagem para a sede da válvula de servocomando. O núcleo da bobina
mantém a passagem fechada, pressionando por uma mola.
Energizada a bobina, o induzido afasta-se e o ar fui para o pistão de comando da válvula principal,
afastando o prato da sede.
O ar flui de P para A e a exaustão de B para R. Ao desenergizar a bobina, a mola pressiona o induzido
sobre a sede e fecha o cana do ar piloto. Sem pressão no pistão de comando da válvula principal, o
mesmo será recuado por uma mola à posição inicial.

Válvulas de bloqueio

Válvulas de bloqueios são aparelhos que impedem a passagem do fluxo de ar em uma direção, dando
passagem na direção oposta. Internamente, a própria pressão acionada a peça de vedação positiva e ajusta,
com isto, a vedação da válvula.

Válvula de retenção

Esta válvula pode fechar completamente a passagem do ar em um sentido determinado. Em sentido


contrário, o ar passa com a mínima queda possível de pressão. O bloqueio do fluxo pode ser feio por
cone, esfera, placa ou membrana. Há dois tipos de válvulas de retenção:
 Retenção com mola.
 Retenção sem mola

Símbolos
Com contrapressão (mola), dá-se o bloqueio do ar
quando a pressão de saída é maior ou igual à pressão
de entrada.

Na retenção sem mola, o bloqueio é feito pela própria


pressão do ar na peça de vedação

Válvula alteradora (função lógica “ÖU”)

Esta válvula tem duas entradas P₁ e P₂ e uma saída. A. Entrando ar comprimido em P₁ a esfera fecha
a entrada P₂ e o ar flui de P₁ para A. Quando o ar flui de P₂ para A, a entrada P₁ é bloqueada.
Com pressões iguais e havendo coincidência de sinais P₁ e P₂ prevalecerá o sinal que chegar primeiro.
Em caso de pressões diferentes, a pressão maior fluirá para A.
Em bloqueio Aberta

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A válvula alternadora é empregada quando há necessidade de enviar sinais


de lugares diferentes a um ponto comum de comando.

Exemplo.

N.º de válvulas = número de sinais menos (-) 1

Válvula reguladora de fluxo unidirecional

Nesta válvula, a regulagem do fluxo é feita somente em uma direção. Uma válvula de retenção fecha a
passagem numa direção e o ar pode fluir somente através da área regulada. Em sentido contrário, o passa
livre através da válvula de retenção aberta. Empregam-se estas válvulas para a regulagem da velocidade
em cilindros pneumáticos.

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Válvula reguladora de fluxo unidirecional com acionamento mecânico

Esta válvula é utilizada para alterar a velocidade de um cilindro de ação simples ou dupla, durante o
seu trajeto. Pode servir como um elemento auxiliar de amortecimento de fim de curso. Por meio de um
parafuso pode-se regular a velocidade- base.
Um came, que força o rolete para baixo, regula a secção, transversal de passagem e o fluxo de ar em
um sentido. Em sentido contrario, o ar passa livremente deslocando a vedação de seu assento.

Válvula de escape rápido

Quando se necessita de movimentos rápidos do êmbolo nos cilindros, com velocidade superior àquela
desenvolvida normalmente, utiliza-se a válvula de escape rápido.
Cilindro

p R

A válvula possui conexões de entrada (P), de saída (R) e de alimentação (A), Havendo fluxo de ar
comprimido em P, o elemento de vedação impede a passagem do fluxo em R e o ar flui para A.
Eliminando a pressão em P, o ar que retorna por A, desloca o elemento de vedação contra a conexão P
e provoca o bloqueio. Desta forma, o ar escapa por R rapidamente, para a atmosfera. Evita-se, com isso,
que o ar de escape seja obrigado a passar por uma canalização longa e de diâmetro pequeno até a válvula
de comando.
É recomendável colocar a válvula de escape rápido diretamente no cilindro ou, então, o mais próximo
do mesmo.

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Expulso pneumático (por impulso)

É um elemento empregado para extrair peças executadas por estampos ou prensas, soprar dispositivos,
etc...O expulso consiste em um reservatório. Com uma válvula de escape rápido. O volume do
reservatório corresponde ao volume de ar necessário.
O ar comprimido flui para o reservatório através de uma válvula direcional 3/2 vias NA e da válvula
de escape rápido. Interrompendo o fluxo de ar, o ar do reservatório flui rapidamente através do escape
rápido para exaustão, formando um golpe concentrado de ar.
O comando para expulsão pode ser feito através de processo manual, mec6anico, pneumático ou eletr.
pneumático .

Descrição

Válvula de duas pressões (função lógica “E”)

Também chamada de válvula de simultaneidade, está válvula possui duas entradas, P₁ e P₂, e uma
saída, A.
Entrando um sinal em P₁ ou P₂, o pistão impede o fluxo de ar para A. Existindo diferença de tempo
entre sinais de entrada com a mesma pressão, o sinal atrasado vai para a saída A. Com pressões diferentes
dos sinais de entrada, a pressão maior fecha um lado da válvula e a pressão menor vai para a saída A.
Emprega-se esta válvula principalmente em comando de bloqueio, comandos d segurança e funções
de controle em combinações lógicas.

P₂ P₁

P₁ = P₂ obtêm Saída
P₁≠ P₂ somente a pressão
menor passa p/ saída.

Número de válvulas = número de sinais menos (-) 1

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Válvulas de pressão

São válvulas que influenciam principalmente a pressão e pelas quais podem ser feitos regulagem ou
comandos dependendo da pressão.

Válvulas reguladora de pressão

O regulador tem a tarefa de manter constante a pressão de trabalho (secundária ) pré- reguladora no
manômetro, mesmo com a pressão oscilante na rede, a fim de que o seu fornecimento para os elementos
de trabalho, e outros equipamentos, seja estável. A pressão de entrada deve ser sempre maior que a de
saída.

Válvulas de seqüência

Esta válvula é utilizada em comando pneumáticos quando a necessidade de uma pressão determinada
para o processo de comando (comandos em dependência da pressão e comando seqüências).
A válvula de seqüência ( cabeçote pressostato ) é normalmente acoplada á uma válvula base de 3 ou
4 vias. Nesta válvula, o ar fluí de P ( alimentação) para A ( utilização). Quando é alcançada no canal de
comando Z uma pressão predeterminada, mais que a pressão regulada na mola do cabeçote, o ar aciona o
êmbolo de comando que abre a passagem de P para A.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Válvula limitadora de pressão

Utiliza-se esta válvula, principalmente, como válvula de segurança ou de alívio. Esta não permite que
o aumento da pressão no sistema seja acima da pressão máxima admissível (predeterminada). Quando é
alcançada a pressão máxima na entrada da válvula, o êmbolo é deslocado da sua sede permitindo a
exaustão do ar através de orifícios de escape. Quando a pressão excedente é eliminada, atingindo o valor
de regulagem , a mola recoloca o êmbolo na posição inicial vedando a passagem de ar.

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Válvulas de fluxo

Esta válvulas têm por finalidade influencia o fluxo do ar comprimido. O fluxo será influenciado
igualmente em ambas as direções.
Consiante Regulável

Válvulas de estrangulamento constante

Válvulas de estrangulamento na qual o comprimento do estrangulamento é maior que o diâmetro

Válvula de membrana (diafragma) na qual o comprimento do estrangulamento é menor que o diâmetro

Válvulas de estrangulamento regulável

Válvula reguladora de fluxo Bidirecional

Válvula reguladora de fluxo com acionamento mecânico, com mola de retorno

É vantajoso montar as válvulas reguladoras diretamente no cilindro.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Válvulas de fechamento

São válvulas que abrem e fecham a passagem do fluxo de ar comprimido, Estas válvulas são em geral,
de acionamento manual.

Demonstração simples

Torneira - registro

Tipo assento

Tipo diafragma

Tipo gaveta

Combinações de válvulas

Em pneumático, muitas vezes faz-se a união de duas ou mais válvulas para conseguir condições
diferentes de aplicações do seu funcionamento individual.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Válvula de retardo ( repouso- fechado) - Temporizado

A válvula de retorno é empregada quando há necessidade, num circuito pneumático, de um espaço de


tempo entre e outra operação em um ciclo de operações. Esta unidade consiste em uma válvula de 3/2
vias NF, com acionamento pneumático de uma válvula reguladora de fluxo unidirecional e de reservatório
de ar.

Função

O ar de comando flui da conexão Z (pilotagem) para o reservatório, passando pela válvula reguladora
de fluxo com pressão e velocidade mais baixas.
Alcançada a pressão de comutação necessária no reservatório, a válvula 3/2 vias permite a passagem
do ar principal de P para A. O tempo de aumento de pressão no reservatório é igual ao do retardamento do
comando da válvula.
Exaurindo o canal de comando Z, o ar do reservatório escapa através dos autos de comando e a
válvula de retardo volta à posição inicial.

Temporizador - NF

Válvula de retardo ( repouso- aberto) Temporizado

A válvula de retardo é composta de uma válvula de 3/2 vias, uma válvula reguladora de fluxo e um
reservatório de ar. Na válvula de retardo, a válvula de 3/2 vias é normalmente aberta (NA). Também neste
caso, o ar de comando entra pela conexão Z. Uma vez estabelecida no reservatório de ar a pressão
necessária para comando, a válvula 3/2vias é acionada e fecha-se passagem de P para A. retirando o ar
de , a válvula voltará à sua posição normal, O tempo necessário para estabelecer pressão no reservatório
corresponde ao tempo de retardamento.
Em ambos os tipos de válvulas, NF ou NA, o tempo de retardamento é de 0 a 30s. Com um
acumulador adicional esse tempo pode ser aumentado. Para uma temporização exata, o ar deve ser limpo
e a pressão constante.

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Simulador anterior Temp. NA

Comandos Esquemas Básicos


Comando de um cilindro de ação simples

Exercício:
A haste de um cilindro de ação simples deve avançar ao ser acionado um botão. Ao ser solto o botão a
haste deverá retornar à posição inicial.

Solução:
Para realizar este comando é necessário uma válvula de 3/2 vias normalmente fechada. Ao acionar a
válvula, o ar comprimido passa de P para A e o orifício R fica bloqueado, a haste do cilindro avança. Na
liberação do botão, e por efeito da mola, este volta à posição de repouso, bloqueando a pressão e dando
exaustão de A para R. A haste do cilindro retorna.

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Comando de um cilindro de ação dupla


A haste de um cilindro de ação dupla deve avançar ou recuar conforme o acionamento da válvula.

Solução
Este comando de cilindro pode ser realizado por uma válvula de 5/2vias ou de 4/2 vias. A passagem
de P para B e de A para R na válvula de 4/2 vias mantém o cilindro com a haste recuada. Ao acionar o
botão da válvula, se estabelece a passagem de P para A e de B para R. A haste do cilindro avança. Ao
soltar o botão, a mola de reposição recoloca a válvula em sua posição normal. A haste do cilindro retorna
à sua posição.
Caso seja utilizada uma válvula de 5/2 vias o escape é feito por S. Com a colocação de válvulas
reguladores de fluxo nestes escapes, podem ser controladas as velocidade de avanço e retorno do cilindro.
Comando com válvulas alternadora

Exercício:
As haste de um cilindro de ação simples deve avançar a partir de dois pontos distintos.

Solução:
Ao ser acionada a válvula 1.2 o ar comprimido circula de P para A, e na válvula alternadora de X para
A e vai para a câmara do cilindro. O mesmo ocorre quando se aciona a válvula 1.4. Na ausência da
válvula alternadora, no circuito acima ao acionar-se 1.2 ou 1.4 o ar sairia pelo escape da outra válvula não
acionada.

Regulagem da velocidade em cilindro de ação simples.

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A velocidade do êmbolo de um cilindro de ação simples deve ser regulada para o curso de avanço.

Solução:
No caso do cilindro de ação simples, a velocidade somente pode ser controlada através da entrada do
ar na c6amara traseira.
Exercício:
A velocidade do êmbolo de um cilindro de ação simples deve ser regulada para o curso de retorno.

Solução:
Neste caso o ajuste da velocidade só pode ser efetuada através do controle do ar de escape do cilindro.
Exercício:
A velocidade do êmbolo de um cilindro de ação simples deve ser regulada, separadamente, para
avanço e retorno.
Solução:
Neste caso, para realizar o ajuste desejado e de maneira individual são necessário dois reguladores de
fluxo unidirecional, montados um em sentido contrário do outro.

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Regulagem da velocidade em cilindro de ação dupla

Exercício:
A velocidade do êmbolo de um cilindro de ação dupla deve ser regulada separadamente para os cursos
de avanço e retorno.

Solução a:
Estrangulamento do ar de escape, regulável separadamente para o avanço e o retorno. É produzido um
movimento de impulso no avanço, até que sejam equilibradas as forças proporciona uma melhor
possibilidade de regulagem (independentemente da carga). Se for utilizada uma válvula de 5/2 vias, pode
se colocar reguladores de fluxo simples nos escapes da válvula.
Solução b:
Estrangulamento do ar de entrada, ajustável separadamente para o avanço e o retorno. A partida é
mais suave, porém não há regulagem. Não deve ser utilizados quando se necessita empurrar cargas com
cilindros de pequeno volume.

Aumento da velocidade em cilindros de ação simples e dupla.

Exercício a:
A velocidade de retorno da haste de um cilindro de ação simples deve ser aumentada mediante, a
utilização de uma válvula de escape rápido.
Exercício b:
Da mesma forma para o avanço da haste de um cilindro de ação dupla.

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Solução:
Ao acionar-se a válvula 1.1, o ar da câmara deve sair rapidamente para a atmosfera por intermédio da

válvula de escape rápido. O ar não terá que percorrer toda a tubulação e nem sair pela válvula.

Comando com válvula de simultaneidade.

Exercício:
A haste de um cilindro de ação simples deverá avançar somente quando forem acionadas
simultaneamente duas válvulas direcionais de 3/2 vias.

Solução a:
Ao acionar-se as válvulas 1.2 e 1.4 são emitidos sinais em X e Y e o ar comprimido passa para a
câmara do cilindro.
Solução b:
Deverão ser acionadas as válvulas 1.2. e 1.4 para que a haste do cilindro de ação simples avance
(ligação em série).

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Comando indireto de um cilindro de ação simples.

Exercício:
A haste de um cilindro de ação simples, de grande volume (grande diâmetro, curso e tubulação longa)
deve avançar após o acionamento de uma válvula e retornar imediatamente à sua posição após liberada
esta válvula.

Solução:
Ao acionar-se a válvula 1.2, o ar passa de P para A. A válvula 1.1 recebe sinal em Z mudando de
posição. As vias P e A são interligadas e a haste do cilindro avança. Liberando-se o botão 1.2, é dada
exaustão no piloto Z da válvula 1’1, que através da mola, retorna à repouso, dando exaustão na câmara do
cilindro do cilindro, a haste volta à posição traseira.

Seqüência de Movimento

Quando os procedimentos de comando de instalação pneumáticas são complicados, e estas


instalações tem de ser reparadas, é importante que o técnico de manutenção disponha de esquemas de
comando e seqüência, segundo o desenvolvimento de trabalho das máquinas.
A má confecção dos esquemas resulta em interpretação insegura que torna impossível, para muitos, a
montagem ou a busca de efeitos, de forma sistemática. Ë pouco rentável Ter de basear a montagem ou a
busca de defeito empiricamente.
Antes de iniciar Qualquer montagem ou busca de defeitos, é importante representar seqüência de
movimentos e estados de comutação, de maneira clara e correta. Essas representações permitirão realizar
um estudo, e, com ele, ganhar tempo no momento de montar ou reparar e equipamento.
Exemplo:
Pacotes que chegam sobre um transporte de rolos são elevados por um cilindro pneumático A e
empurrados por um cilindro B sobre um segundo transportador. Assim, para que o sistema funcione
devidamente, o cilindro B deverá retornar apenas quando A houver alcançado a posição final.
-Montar o circuito no laboratório.

Cilindro B

Cilindro A

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O R G A N I Z A Ç Ã O
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Possibilidade de representação da seqüência de trabalho para o exemplo dado:


1-Relação em seqüência cronológica:

 O cilindro A avança e elevada os pacotes:

 O cilindro B empurra os pacotes no transportador 11.

 O cilindro A desce.

 O cilindro B retrocede.

2-Forma de tabela.

Passo de trabalho Movimento Cilindro A Movimento Cilindro B


1 Para cima -
2 - Para frente
3 Para baixo -
4 - Para trás

3- Diagrama de setas

Representação implificada Utiliza o mesmo esquema

Avanço
Retorno

4- Maneira de escrever abreviada

Avanço +
Retorno -
A+
B+
A-
B-

5- Representação gráfica em forma de diagrama.


Na representação de seqüências de funcionamentos deve-se distinguir:

Diagrama de
movimento Diagrama de funcionamento
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Diagrama de comando
O R G A N I Z A Ç Ã O
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E I N S T E I N

Diagrama de movimento

Onde se fixam estados de elementos de trabalho e unidades construtivas.


O diagrama de movimento pode ser:

 Diagrama de trajeto e passo.


 Diagrama de trajeto e tempo

Diagrama de trajeto e passo ( O mais utilizado )

Representa a seqüência de operação de um elemento de trabalho, e o valor percorrido em cada passa


considerado.
Passo é a variação do estado de movimento de qualquer elemento de trabalho pneumático. No caso de
vários elementos de trabalho para comando, estes são representados da mesma maneira e desenhados uns
sob os outro.

A correspondência é realizada através de passos.


1 2 3 4 5
Em cima Deve ser montado com as
mesmas dimensões entre os
Cilindro
passos
Em baixo

Trajeto Passos

Para o exemplo citado significa que, do passo 1 até o passo 2, a haste do cilindro A avança da posição
final traseira para posição final dianteira, sendo esta é alcançada no passo 2. Entre o passo 2 e 4 a haste
permanece imóvel. A partir do passo 4, a haste retorna, alcança a posição final traseira no passo 5,
completando assim, um ciclo de movimento.
Para o exemplo apresentado, o diagrama de trajeto e passo possui construção segundo a figura abaixo.
Recomendamos que, para a disposição do desenho, observe-se o seguinte:
1 2 3 4 5
Avanço em
cima
Cilindro
Retorno em
Em frente
baixo
Cilindro B
Retorn
o. Trajeto -86- Passos
O R G A N I Z A Ç Ã O
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 Convém representar os passos de maneira linear e horizontalmente;

 O trajeto não deve ser representado em escala, mas com tamanho igual para as unidades
construtivas.

 Já que a representação do estado é arbitrária, pode-se designar, como no exemplo acima, da


página anterior, através de sinais binários, esto é, 0 para posição final traseira, e 1 ou L para posição
final dianteira;

 A designação da unidade em questão deve ser posicionada à esquerda do diagrama.

Diagrama de trajeto e tempo

Nesse diagrama o trajeto de uma unidade construtiva é representado em função do tempo.

L
Cilindro A
O
Cilindro avançado
L
Cilindro recuado
Cilindro B
O
Tempo 1
Trajeto

Para representação em desenho, também são válidas as recomendações para o diagrama de trajeto e
passo. Através das linhas pontilhadas ( linhas de passo), a correspond6encia com o diagrama de trajeto e
passo torna-se clara. Neste caso, porém, a distancia entre os passos está em função do tempo.
Enquanto o diagrama de trajeto e passo oferece a possibilidade de melhor visão das correlações, no
diagrama de trajeto e tempo podem ser representadas, mais claramente, sobre posições e diferenças de
velocidade de trabalho.
No caso de se desejar construir diagramas para elementos de trabalho rotativos, como, por exemplo,
motores elétricos e motores a ar comprimido, devem ser utilizado as mesmas formas fundamentais.
Entretanto, a seqüência das variações de estado no tempo não é considerada, isto é, no diagrama de
trajeto e passo uma variação de estado.
Como o ligar de um motor elétrico, não transcorrerá durante um passo inteiro, mas será representado
diretamente sobre a linha de passo.

Diagrama de comando

No diagrama de comando o estado de comutação é insignificante ou praticamente instantâneo, esse


tempo não é considerado.

Exemplo:
Estado de abertura de uma relé b₁.

O relé abre no passo


1 2 e 2fecha novamente
3 4 no passo
5 5. Uma outra maneira de representação para
exemploAberto
acima.
b₁
Fechado

Estado
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b₁ Passos
1 2 3 4 5
O R G A N I Z A Ç Ã O
E I N S T E I N D E E N S I N O

E I N S T E I N

Na elaboração do diagrama de comando recomenda-se:

 Desenhar, sempre que possível, o diagrama de comando, em combinação como o diagrama de


movimento, de preferência em função de passos.
 Que os passos ou tempos sejam representados linear e horizontalmente;
 Que a altura e a distância, que são arbitrárias, sejam determinadas de forma a proporcionar fácil
supervisão.
Quando se representa o diagrama de movimento e de comando em conjunto, esta representação recebe
o nome de diagrama de funcionamento. O diagrama de funcionamento para exemplo da página anterior
está representado na figura abaixo.

1 2 3 4
L
L- ligado
O- Inicio
A
O
L

L
B
O

L
1,1 0
L
2,1
O
L
2,2
O

No diagrama, observa-se o estado das válvulas que comandam os cilindros (1.1 para A, 2.1 para B e o
estado de uma chave fim de curso 2.2, instalada na posição dianteira do cilindro A.
Como já foi mencionado, os tempos de comutação dos equipamentos não são considerados no
diagrama de comando. Entretanto, como, mostra a figura acima, (válvula curso 2.2), as linhas de
acionamento para válvulas (chaves) fim de curso devem ser desenhadas antes ou depois da linha de passo,
uma vez que, na prática, o acionamento não se dá exatamente no final do curso mas sim, certo tempo
antes ou depois.
Esta maneira de representação determina todos os comandos e seus conseqüentes movimentos. Este
diagrama permite controlar, com maior facilidade, o funcionamento do circuito e determinar erros,
principalmente sobreposição de sinais.
Tipos de esquemas
Na construção de esquemas de comando, temos duas possibilidades que indicam a mesma coisa.
As alternativas são:
- Esquema de comando de posição
- Esquema de comando de sistema
Veremos as vantagens e inconvenientes deste dois tipos de esquemas nos exemplos a segui

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O R G A N I Z A Ç Ã O
E I N S T E I N D E E N S I N O

E I N S T E I N

Devera ser montado o circuito após explicação e deve descrever o traj. Passo no relatório.
Comando de posição descreve a posição exata dos componentes.

Podemos verificar que no esquema de comando de posição estão simbolizados todos os elementos
(cilindros, Válvulas e unidades de conservação Onde realmente se encontram na instalação
Esta forma de apresentação é vantajosa para o mondador porque ele pode ver de inedio onde se devem
montar os elementos.
Entretnto , este tipo de esquema de comando tem o inconveniente dos muitos cruzamentos de linhas
(condutores de ar), onde podem ocorrer enganos na conexão dos elementos pneumáticos .

Esquema de comando de sistema

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E I N S T E I N

Para projetar em laboratório Montar e descrever o trajeto passo.

O esquema de comando de sistema está baseado em uma ordenação, isto é, todos os símbolos
pneumáticos são desenhados em sentido horizontal e em cadeia de comando. A combinação de comandos
básicos , simples de função iguais ou diferentes, resulta em um comando mais amplo com muitas cadeias
de comando.
Este tipo de esquema, em razão da ordenação, além de facilitar a leitura, elimina ou reduz os
cruzamentos de linhas. No esquema de comando, deve-se caracterizar os elementos pneumáticos, em
geral numericamente, para indicar a posição que ocupam e facilitar sua interpretação.

Construção dos esquemas

Trabalho Comand Sinais Aliment.

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E I N S T E I N

Conversão pneumático- elétrico de sinais.

Como elementos de interligação entre o comando pneumático e o elemento elétrico de comando,


utiliza-se conversor pneumático- elétrico.

Conversor de sinais

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Em uma conversor de sinais, a combinação mais simples é uma chave elétrica (microrruptor),
acionada por um cilindro de ação simples. Submetendo o cilindro à ação do ar comprimido, o êmbolo do

cilindro aciona a chave elétrica, como na figura abaixo.

Conforme a ligação, a chave elétrica pode ser usada como abridor (normalmente fechada), com
fechador (normalmente aberta). Ou como inversor de sinal.

Contador- conversor de sinais

O contador acionado pneumático é formado por:


 Câmara de ligações (parte elétrica).
 Cilindro de ação simples (parte pneumática).
 Pistão de comando.

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Os sinais provenientes de comandos pneumáticos podem ser usados em forma direta para acionar
contatares. Estes podem ser instalados diretamente dentro do comando pneumático. Os contadores-
conversores de sinais são usados no acionamento de elementos elétricos (válvulas solenóides,
acoplamentos magnéticos, no controle de produção de peças para desligar motores de acionamento, etc...

Equipamento elétrico
Equipamentos de entrada de sinais

- Interruptor
Elemento de comutação acionado manualmente, com pelo menos, duas posições de comutação e que
permanece em cada uma das posições após o acionamento.

- Botoeira
Elemento de comutação acionado manualmente, com reposição automática após a retirada da força de
acionamento.

- Chave fim de curso

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Elemento de comutação acionado mecanicamente cuja finalidade é transferir informações da


instalação ao comando. Exemplo: Posições e estado de elementos de trabalho.

Equipamento para processamento de sinais


- Contator
Elementos de comutação, acionado eletromagneticamente, sendo, portanto, comandado indiretamente.

-Contator
elemento de comutação de pot6encia elevada, é utilizado para o comando de elementos de trabalho:
eletroímãs, motores elétricos, etc...

- contador auxiliar
Elemento de comutação de potência baixa, é utilizado para comutação de circuitos auxiliares.

- Relé de tempo
Elemento de comutação temporizado com retardo de fechamento ou de abertura.

Equipamento de saída de sinais


-Válvulas magnética. Elemento conversor eletromecânico.

Diagrama elétrico

Das várias formas de diagramas existentes na Eletrotécnica para representação de diagrama de


comando, a mais utilizada é o diagrama funcional. Este diagrama permite interpretar, com rapidez e
clareza o funcionamento ou seqüência funcional dos circuitos. Não se levam em conta a constituição
mecânica ou a posição física dos componentes, mas apenas o trajeto da corrente.

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E I N S T E I N

O diagrama elétrico funcional é composto basicamente por um circuito principal ( ou de potência). E


um circuito de comando ( ou auxiliar ). Para cada equipamento ou seus componentes, são designada letras
para sua identificação ( as letras com forme as normas).

Exemplo de identificação de equipamentos

Letra Tipo de equipamento Exemplos


DIN*IEC
a Q Chave Seccionadores, disjuntor de rede
bS Chave auxiliar Botão e chave de comando, seletores emissores de sinais.
cK Contador Contadores de potência
dK Contador auxiliar Contadores auxiliares, relés temporizados e auxiliares
eF Dispositivo de proteção Fusíveis, relés de proteção
m M,T Máquina e transformador Geradores, motores, transformadores

 DIN - Deutche Industrie Norm.


 IEC - International Electrotechinical Committee.

Quando existe mais de um mesmo equipamento, a letra é seguida de números que indicam a ordem.
Exemplo: Contador: C₁, C₂, C₃ ... ou K₁, K₂, K₃..

Para facilitar a construção de uma esquema, na prática, é necessário indicar as conexões para cada
um dos equipamentos.
Exemplo de Indicação. Contator de potência.

Entrada

Saída
Contador auxiliar. Utilizado no circuito principal ( de potência ).
Contatos normalmente abertos: algarismos finais 3 e 4 e um algarismo anterior indicando a ordem.

Comandos eletropneumáticos

Para representação de comando eletropneumáticos utiliza-se também o diagrama funcional. O


elemento de trabalho (cilindros e motores pneumáticos e o elemento de comando (válvulas solenóides)
correspondem ao circuito principal. O circuito de comando converte os comando pneumáticos em técnica
de comandos elétricos.

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E I N S T E I N

Exemplo:
(a) Comando do cilindro de ação simples circuito principal. Circuito de comando

b- comando de um cilindro de ação dupla.

Nos exemplos a e b observa-se que acidando a botoeira b₁ energizamos c₁. Com c₁ (solenóide)
energizado , a válvula 1.1 é acionada e faz com que o êmbolo do cilindro 1.0 avance. Liberando-se b₁ a
energia é interrompida em c₁ e o êmbolo retorna imediatamente.
Existe a possibilidade de efetuar-se o comando através de uma válvula de impulso (válvula de duplo
solenóide) ou de um circuito de auto- retenção para que o êmbolo não retorna após b₁ Ter sido liberado.
c- Circuito com válvula de impulso.

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E I N S T E I N

Verifique que, neste circuito (exemplo c) basta um impulso através dos botões b₁ e b₂ para a comutar a
válvula 1.1 e ela ser mantida nesta posição comutada até a chegada do sinal contrário (em c₁ ou c₂). Isto
significa que é necessário acionar b₁ para avançar o êmbolo , e b₂ para fazê-lo retroceder. Para comando
de cilindros por circuito de auto- retenção utilizam-se válvulas de comando de simples solenóide retorno
por mola.
O circuito de auto- retenção é constituído pelo contado normalmente aberto de partida, que mantém o
sistema de acionamento do contador sob corrente, mesmo na retirada do sinal do botão. Para cessar esta
retenção, existe um segundo botão no circuito que interrompe a corrente.
Como existem dois sinais, ligar e desligar pode resultar, conforme a execução da retenção em um
comportamento dominante de ligar ou desligar. É comportamento ligar dominante quando, ao serem
acionados simultaneamente os botões ligar e desligar, o contador permanece energizado. Ë
comportamento desligar dominante quando o contador permanece sem corrente elétrica.
d- Circuito de auto- retenção de comportamento ligar dominante.

e- Circuito de auto- retenção de comportamento desligar dominante.

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f- Circuito de auto- retenção com um sistema de acionamento adicional

No circuito acima, substituindo o botão b₂ por uma chave fim de curso de rolete NF e instalando a
mesma na posição final dianteira do cilindro 1,o temos um circuito de comando de retorno automático.

g- Circuito de comando de retorno automático.

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Circuito temporizado em comando eletropneumático

O comportamento temporizado na técnica de comando elétrico pode ser conseguido, entre outras
maneiras, através de relés de retardo. Os relés de retardo podem assumir comportamento de retardo de
fechamento e de abertura. Isto eqüivale a fizer que porem Ter contatos normalmente abertos e
normalmente fechados.
h- Comando de um cilindro com temporização.

No exemplo dado, quando a chave fim de curso b₂ é acionada pelo êmbolo, energiza o relé
temporizador d₂ . Neste instante, inicia-se temporização, isto é, o êmbolo é mantido na posição avançada.
Somente haverá o retrocesso quando decorrer um tempo predeterminado, onde o contato d₂ abre e
interrompe a corrente de d₁ e consequentemente de c₁.

i- Comando de trajetória programa para seqüência de movimento de dois cilindros de ação dupla.

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E I N S T E I N

b₁ - Chave fim de curso na posição final traseira do cilindro A


b₂ - Chave fim de curso na posição final dianteira do cilindro A
b₃ - Chave fim de curso na posição final traseira do cilindro B
b₄ - Chave fim de curso na posição final dianteira do Cilindro B

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