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Regime de Juros

Equivalência de Capitais
Sistemas de Amortização

Matemática Financeira

REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO

Jonas Alves de Paiva

9 de Agosto de 2018

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Jonas Alves de Paiva CGEP - Engenharia Econômica I


Regime de Juros
Equivalência de Capitais
Sistemas de Amortização

Assuntos tratados

1 Regime de Juros
Conceito de Juros
Regime de Juros Simples e Compostos

2 Equivalência de Capitais
Diagrama de Fluxo de Capitais
Taxas de Juros Nominais e efetivas
Uso da Capitalização Contínua

3 Sistemas de Amortização
Empréstimos
Sistema PRICE
Sistema SAC

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Juros

Juros é o rendimento que se obtém quando se empresta di-


nheiro por um determinado período.

Os juros são uma compensação pelo tempo que o investidor


ficará sem utilizar o dinheiro emprestado.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Juros

Portanto, ao ficar com dinheiro “parado”, sem remunerar, a pes-


soa estará deixando de receber um valor de juros médio que o
mercado paga ao empréstimo feito.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Elementos de Cálculo dos Juros

Para o cálculo dos juros vamos apresentar os elementos da ma-


temática financeira.

A ideia é estudar a equivalência entre o valor de um “mon-


tante(aporte)” financeiro “hoje” e seu valor equivalente numa
data futura, ao se receber neste intervalo de tempo uma remu-
neração de juros.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Elementos de Cálculo dos Juros

Definem-se as variáveis:

P = Valor Presente (Valor na data atual);


F = Valor Futuro (Valor equivalente na data futura);
J = O montante de Juros recebido no período.

F = P +J

J = F −P

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Cálculo dos Juros

Juros será esta diferença entre os valores monetários de um


montante em datas distintas.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Cálculo dos Juros

Fica a pergunta:

Qual o melhor investimento, o que eu recebi R$200,00 ou R$300,00


de juros?

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Cálculo dos Juros

Resposta: Depende do Valor Emprestado P e do intervalo de


tempo entre ele o valor Futuro F .

Portanto faz-se necessário aumentar os elementos utilizados


nos cálculos da matemática financeira:

n = O intervalo de tempo que separa os montantes;


i = Taxa média de juros recebida no intervalo de tempo.

F
i= −1
P

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Taxa de Juros

Taxa de Juros
A especificação da remuneração dos juros, é feita pela taxa de
juros (i), definida como a razão entre os juros que serão
cobrados no fim do período e o capital inicialmente empregado.

A taxa de juros representa um valor percentual de acréscimo


em relação ao montante para cada período de aplicação.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Taxa de Juros

Fórmula da Taxa de Juros


Juros
i=
Investimento
A resposta para a Taxa de Juros considera o tempo do investi-
mento. Podendo ser diária, semanal, mensal, semestral, anual.

i = 35%a.a.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Cálculo dos Juros

F
−1i=
P
A representação da remuneração em termos percentuais eli-
mina a dúvida sobre qual o melhor rendimento em termos de
juros, mas há outra informação relevante dada pela taxa i.

Ela é a taxa percentual de aumento de um montante para um


dado intervalo de tempo. Se o intervalo de tempo que separa P
e F for um mês, então a taxa será mensal.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Cálculo dos Juros

Portanto, a taxa tem que ter seu intervalo de tempo de remune-


ração definido e para as taxas com mesmo período de remune-
ração a comparação é feita de forma direta.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Simples

Como a taxa remunera um capital durante um intervalo de tempo,


parte-se agora para estudar as formas de aplicação desta taxa
sobre o montante aplicado.

Regime de capitalização é a forma em que se verifica o cres-


cimento do capital, este pode ser pelo regime de capitalização
simples ou composta.

or regimes estudados serão os de Juros Simples e Juros Com-


postos.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Simples

O regime de juros será simples quando o percentual de juros


incidir apenas sobre o valor principal.

Sobre os juros gerados a cada período não incidirão novos ju-


ros.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Simples

Considerando as variáveis:

P = Valor Presente (Valor na data atual);


F = Valor Futuro (Valor equivalente na data futura);
n = O intervalo de tempo que separa os montantes;
i = Taxa de juros;
J = O montante de Juros recebido no período.

F = P +J

J = P.i = constante

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Simples

A cada período de tempo que corresponde ao período da taxa


será aplicado a taxa sobre o montante P aplicado.

F = P + J = P + P.i = P(1 + i)
Este é o cálculo do valor Futuro após este ser remunerado no
período da taxa.
Lembre-se que o juros no sistema de juros simples é constante
e sempre aplicada sobre o valor inicial P.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Simples

Considerando agora que o montante continuará aplicado à mesma


taxa no regime de juros simples por mais de um período, então
a forma de cálculo será dada por:

F3 = P + J1 + J2 + J3

J1 = J2 = J3 = P.i
F3 = P + P.i + P.i + P.i = P(1 + 3.i)
n = O intervalo de tempo que separa os montantes

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Simples

Generalizando, tem-se:

F = P(1 + n.i)

De posse da equação geral, tem-se:

F
P=
(1 + n.i)
( PF − 1)
i=
n
( PF − 1)
n=
i
J = F −P D:/Figuras/logou

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Comportamento Juros Simples

Juros Simples
i= 10%
Período Saldo Juros
0 100,00
1 110,00 10,00
2 120,00 10,00
3 130,00 10,00
4 140,00 10,00
5 150,00 10,00

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Comportamento Juros Simples

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Compostos

O regime de juros compostos é o mais comum no sistema fi-


nanceiro e portanto, o mais útil para cálculos de problemas do
dia-a-dia.

Os juros gerados a cada período são incorporados ao principal


para o cálculo dos juros do período seguinte.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Compostos

Nos juros compostos, a cada período é acrescido um valor de


juros proporcional ao valor já acumulado, ou seja, a taxa de
juros incide sobre o valor acumulado, que aumenta a cada pe-
ríodo. Dessa forma, o valor dos juros acrescidos a cada período
é sempre crescente.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Regime de Juros Compostos

As variáveis são as mesmas:

P = Valor Presente (Valor na data atual);


F = Valor Futuro (Valor equivalente na data futura);
n = O intervalo de tempo que separa os montantes;
i = Taxa de juros;
J = O montante de Juros recebido no período.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Equação de Juros Compostos

A cada período de tempo que corresponde ao período da taxa


será aplicado a taxa sobre o montante P aplicado.

F = P + J = P + P.i = P(1 + i)
Este é o cálculo do valor Futuro após este ser remunerado no
período da taxa.
Lembre-se que o juros no sistema de juros composto é aplicado
sobre o valor acumulado. É o sistema de juros sobre juros.

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Equação de Juros Compostos

Considerando agora que o montante continuará aplicado à mesma


taxa no regime de juros compostos.

F3 = P + J1 + J2 + J3

J1 = P.i ∴ F1 = P + P.i
J2 = F1 .i = (P + P.i).i = P.i + P.i 2 ;
F2 = F1 + J2 = (P + P.i) + P.i + P.i 2
F2 = P + 2P.i + P.i 2 = P(1 + i)2

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Equação de Juros Compostos

Continuando...

J3 = F2 .i = (P + 2P.i + P.i 2 ).i = P.i + 2P.i 2 + P.i 3

F3 = F2 + J3 = P + 2P.i + P.i 2 + P.i + 2P.i 2 + P.i 3


F3 = P + 3P.i + 3P.i 2 + P.i 3
F3 = P(1 + i)3

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Equação de Juros Compostos

Considerando agora que o montante continuará aplicado à mesma


taxa no regime de juros compostos por mais de um período, en-
tão a forma de cálculo será dada por:

F3 = P + J1 + J2 + J3

J1 = P.i;
J2 = (P + P.i).i = P.i + P.i 2 ;
J3 = (P.i + P.i 2 ).i = P.i 2 + P.i 3
F3 = P + P.i + P.i + P.i 2 + P.i 2 + P.i 3
F3 = P + 2P.i + 2P.i 2 + P.i 3
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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Equação de Juros Compostos

Generalizando, tem-se:

F = P(1 + i)n

n é o número de períodos que o principal P vai ficar aplicado à


taxa i.

A taxa i tem que ser expressa na mesma medida de tempo de


n, ou seja, taxa de juros ao mês para n meses.

Para calcularmos apenas os juros do período o cálculo continua


o mesmo:
J = F −P
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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Equações de Juros Compostos

Da equação geral tem-se:

F = P(1 + i)n

P = F .(1 + i)−n
r
n F
i= −1
P
ln( PF )
n=
ln(1 + i)

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Comportamento dos Juros Compostos

Juros Compostos
i= 20%
Período Saldo Juros
0 100,00
1 120,00 20,00
2 144,00 24,00
3 172,80 28,80
4 207,36 34,56
5 248,83 41,47

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Regime de Juros
Conceito de Juros
Equivalência de Capitais
Regime de Juros Simples e Compostos
Sistemas de Amortização

Comportamento dos Juros Compostos

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Conceito de Equivalência em Finanças

As equações matemáticas apresentadas representam o que cha-


mamos de “equivalência” em finanças.

F = P(1 + i)n
Vê-se que o valor F é um valor futuro e P um valor presente na
data de hoje. Então significa que o valor P será equivalente ao
valor F numa data futura sendo remunerado a uma taxa i.

A igualdade em matemática financeira tem o sentido de equiva-


lência ou indiferença.
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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Conceito de equivalência em Finanças

A equivalência de capitais considera que um total de dinheiro


pode ser equivalente a outro total diferente, em diferentes ins-
tantes de tempo, sob certas condições submetidos a uma taxa
de juros.

Verifique que se i = 0, o valor presente será igual ao valor futuro


e as equações de juros simples e compostos serão as mesmas.

Portanto a existência da matemática financeira é devido à exis-


tência da taxa de juros i.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Conceito de equivalência em Finanças

Vê-se que o dinheiro submetido a uma taxa de juros tem valores


equivalentes diferentes ao longo do tempo. Portanto não se
pode somar valores em datas diferentes de tempo, pois não são
equivalente financeiramente.

Qualquer cálculo que envolva a soma direta entre valores mo-


netários em datas diferentes de tempo só será possível se a
taxa de juros for igual a zero.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Conceito de equivalência em Finanças

Verifique que a parcela das equações de finanças que promo-


vem a equivalência entre os fluxos de capitais são as combina-
ções matemáticas das variáveis i e n.

(1 + n.i)

(1 + i)n
(1 + i)n − 1
 

i(1 + i)n

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Conceito de equivalência em Finanças

O exercício da matemática financeira é usar as relações de n e


i para promover as relações de equivalência.

Há equivalências entre os fluxos monetários e diagramas de


fluxo de caixa.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Diagrama de Fluxo de Capitais

Um diagrama de fluxo de capitais é a representação dos pe-


ríodos e dos valores monetários movimentados considerando a
taxa de juros i.

A representação gráfica visa facilitar a visão geral dos valores


envolvidos um uma movimentação financeira.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Padronização do Diagrama de Fluxo de Capitais

Leitura do Fluxo de Caixa


A linha de tempo é representada por uma linha horizontal
Valores positivos de fluxo de caixa têm sentido de vetores
para cima alocados na data específica da movimentação
Valores negativos de fluxo de caixa têm sentido de vetores
para baixo alocados na data específica da movimentação
Os valores da mesma data podem ser somados
diretamente
O número de períodos considerado no diagrama é definido
como o horizonte de planejamento correspondente à
alternativa analisada.
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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Como atualizar valores monetários no tempo


Análise de um fluxo de caixa

6
6
6

0 1 2 3 4
6 5
? ?
?

?
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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Como atualizar valores monetários no tempo

Como se sabe, todo valor monetário tem direito a ser remune-


rado a uma taxa de juros ao longo do tempo, portanto, valores
monetários em datas diferentes não podem ser somados, pois
eles não são equivalentes.

Para ficarem equivalentes é necessário utilizar a taxa de ju-


ros(taxa de desconto) para atualizar os valores.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Matemática do Fluxo de Caixa

Equivalência entre Fluxos de Caixa


Os fluxos de caixa podem ser transportados financeiramente
para qualquer data.
FC2 = FC4 ∗ (1 + i)−2
FC3 = FC0 ∗ (1 + i)3
FC4 = FC3 ∗ (1 + i)
FC0 = FC3 ∗ (1 + i)−3

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Equivalência de capitais

O conceito de equivalência de capitais é fundamental em aná-


lise de investimentos. Quase sempre tem-se que efetuar com-
parações entre conjuntos de capitais diferentes e situados em
épocas também diferentes.

Como o valor das quantidades monetárias varia ao longo do


tempo, comparações só poderão ser feitas entre quantidades
que estejam no mesmo instante tempo, ou seus equivalente fi-
nanceiros. Daí surgem os conceitos de

VALOR ATUAL (P=VA=VP) e


VALOR FUTURO (F=VF) de um capital.
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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxas Equivalentes

Como valores monetários submetidos a uma taxa de juros es-


pecífica podem ser movimentados ao longo do tempo, também
podemos estabelecer a comparação entre taxas de juros equi-
valentes para valores monetários em período de tempo distin-
tos.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxas Equivalentes

Caso se mantenha R$ 100,00 aplicados a uma taxa mensal de


im = 1%, tem-se como resultado:

F = 100(1 + 0, 01)12 = 112, 68

O montante de P de R$ 100,00 é equivalente a um valor futuro


F na data 12 de R$112,68.

Veja que o capital foi remunerado por 12 períodos.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxas Equivalentes

Vamos ver agora o caso em que o capital é submetido a uma


taxa anual e se obtém o mesmo valor futuro Caso se mantenha
R$ 100,00 aplicados a uma taxa anual tem-se como resultado:

F = 100(1 + ia )12 = 112, 68

ia = 12, 68%
Veja que a taxa anual ia = 12, 68% aplicada por um período

dá o mesmo resultado da taxa mensal im = 1% aplicada por 12


períodos.
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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxas Equivalentes

Veja que o cálculo foi o seguinte:

F = P(1 + im )12

F = P(1 + ia )1
Então:
(1 + im )12 = (1 + ia )1
Desta relação pode-se obter os valores das taxas equivalentes
para períodos de remuneração diferentes.

D:/Figuras/logou

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxas Equivalentes

(1 + im )12 = (1 + ia )1 ∴ (1 + im )1 = (1 + ia )(1/12)

(1 + im )6 = (1 + is )1 ∴ (1 + im )1 = (1 + is )(1/6)

(1 + ia )2 = (1 + ib )12 ∴ (1 + ib )1 = (1 + ia )(1/6)

(1 + id )365 = (1 + ib )6 ∴ (1 + id )60 = (1 + ib )1

(1 + im )12 = (1 + ia )1 = (1 + is )2 = (1 + ib )6 = (1 + i3m )4
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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Elementos de Cálculo dos Juros

Foram definidas as variáveis:


P = Valor Presente (Valor na data atual);
F = Valor Futuro (Valor equivalente na data futura);
n = O intervalo de tempo que separa os montantes;
i = Taxa de juros;
J = O montante de Juros recebido no período.

D:/Figuras/logou

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Série Uniforme de Pagamentos

É comum no comércio em geral e empréstimos financeiros en-


contrarmos a opção de pagamentos em parcelas constantes
que chamaremos de U.

Então e dúvida é, há um valor equivalente P ou F para um série


uniforme de pagamentos U?

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Série Uniforme de Pagamentos

A representação de uma série uniforme é dada por:


0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

U
? U
? U
? U
? U
? U
? U
? U
? U
? U
?

Qual o equivalente:
F
6
0
10

P
?
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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Série Uniforme de Pagamentos

6
F

0 1 2 3 n-2 n-1 n

U
? U
? U
? U
? U
? U
?

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Série Uniforme de Pagamentos

Se formos achar o valor equivalente F para a série uniforme de


pagamento U, este seria o valor de todos os fluxos de caixa
uniformes trasportados para a data final e somados. Esta soma
seria:

U(1 + i)n−1 + U(1 + i)n−2 + ... + U(1 + i)2 + U(1 + i)1 + U = F

Multiplicando a expressão acima por −(1 + i)n , obtém-se:

U(1+i)n −U(1+i)n−1 −...−U(1+i)3 −U(1+i)2 −U(1+i) = −F (1+i)

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Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Série Uniforme de Pagamentos

Somando-se as duas expressões, obtém-se:

−U(1 + i)n + U = F − F (1 + i)

U(1 − (1 + 1)n ) = F · i
(1 + i)n − 1
 
F =U·
i

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Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
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Série Uniforme de Pagamentos

A equivalência entre uma série uniforme de pagamentos remu-


nerados a uma taxa i e um valor futuro F na data da última
parcela da série uniforme é dada por:

(1 + i)n − 1
 
F = U.
i
Por equivalência:

(1 + i)n − 1
 
P = U.
i(1 + i)n

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Elementos de Cálculo dos Juros

Foram definidas as variáveis:


P = Valor Presente (Valor na data atual);
F = Valor Futuro (Valor equivalente na data futura);
U = Série Uniforme de n agamentos remunerados a uma taxa
i;
n = O intervalo de tempo que separa os montantes;
i = Taxa de juros;
J = O montante de Juros recebido no período.

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Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Relações entre as variáveis

Foram definidas as variáveis:

F = P(1 + i)n
(1 + i)n − 1
 
F = U.
i
(1 + i)n − 1
 
P = U.
i(1 + i)n

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Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Perpetuidade

Se a série uniforme de pagamentos ocorre indefinidamente, en-


tão n ⇒ ∞, então:

(1 + i)n − 1
 
U
lim P = U. n
=
n→∞ i(1 + i) i

Para séries perpétuas:


U
P=
i

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Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxa de Juros Nominal

A taxa de juros nominal é uma taxa de juros apresentada cuja


periodicidade não corresponde à real periodicidade de remune-
ração do capital.

Por exemplo, quando um banco apresenta empréstimos com ta-


xas de juros anuais, mas a remuneração da dívida irá acontecer
realmente a cada mês. Esta taxa anual apresentada recebe o
nome de “taxa nominal de juros”.

Para se encontrar a taxa efetiva mensal adota-se o critério de


proporcionalidade entre estas taxas.

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Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxa de Juros Efetiva

É a taxa cujo período de remuneração é o aplicado sobre o


montante do capital.

O termo efetiva significa real, verdadeira, responsável pelo efeito.


Isto quer dizer que para efeitos de cálculo utilizamos a taxa efe-
tiva, a taxa nominal não é utilizada para estes fins.

Como a relação entre estas taxas é de proporcionalidade, en-


tão é como se neste caso trabalhássemos no regime de juros
simples.

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Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxa de Juros Efetiva

Como o ano tem 12 meses, então a relação entre as taxas men-


sal “efetiva” e anual “nominal” é dada por:

ia
im =
12
Caso fosse o inverso, a nominal fosse a taxa mensal, e a anual
fosse a efetiva, então teríamos:

ia = 12.im

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Valor do dinheiro no tempo

Como vimos anteriormente, o dinheiro tem variação de seu va-


lor na unidade de tempo.

A definição da unidade de tempo(mês, semestre, ano) é uma


simplificação na análise de projetos. A escala de remuneração
dos capitais hoje chega a ser cada vez menores conforme o
mercado financeiro vai criando suas opções de remuneração.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Quando usar Capitalização Contínua

Uma estrutura industrial cuja receita não seja uniforme na uni-


dade de tempo(agricultura, extrativa, bolsa de valores), não pode
ter uma simplificação de receita constante de um determinado
período.

Quando se fala em capitalização ,estamos nos referindo ao pro-


cesso de formação do juros proporcionalmente a acumulação
do capital,que pode ser medida sob a forma discreta ou contí-
nua.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Quando usar Capitalização Contínua

A consideração do tempo na capitalização contínua é a unidade


de tempo infinitesimal. Como o valor acumulado é dado por:

F = P(1 + i)n
Onde:
F =Montante de capital acumulado
P =Valor presente do capital
i =taxa efetiva de juros
n =número de períodos

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxa instantânea de Juros

No conceito da taxa nominal de juros, o período de capitalização


difere do período expresso pela taxa.

Dessa forma, os período de capitalização serão considerados


unidades “infinitesimais” de tempo.

Parte-se portanto para calcular a taxa instantânea transformando


a equação do valor Futuro em:

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Taxa instantânea de Juros

i m i
F = lim P(1 + ) = P. lim (1 + )m
m→∞ m m→∞ m
Substituindo:
m
= m0 ⇒ m = m0 .i
i
e para
m → ∞, m0 → ∞

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
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Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxa instantânea de Juros

1 m0 i
 
F = P. lim (1 + 0 )
m→∞ m

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Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxa instantânea de Juros

1
lim (1 + )n = 2, 704814
n→100 n
1
lim (1 + )n = 2, 716924
n→1000 n
1
lim (1 + )n = 2, 718146
n→10000 n
1
lim (1 + )n = e
n→∞ n

F = P.ei
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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Taxa instantânea de Juros

Extrapolando para “n” períodos financeiros, tem-se:

F = P.ein
A taxa i passa a ser chamada de taxa instantânea de juros que
tem simbologia internacional dada por δ .

F = P.eδ n

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

Equação de capitalização Contínua

F = P.eδ
Pode também ser escrita por:

F = P.ean

a = ln(1 + i)

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

O número de Euler e

Sabe-se que se aumentar o número de capitalizações de uma


taxa, aumenta o seu valor efetivo. Por exemplo, se capitalizás-
semos 10% ao ano diariamente nossa taxa seria de 10,52% ao
invés de 10,51%. Se capitalizássemos de hora em hora, a taxa
aumenta para 10,517%.

Por mais que se aumente a quantidade de períodos a taxa não


vai se alterar em quase nada.

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Regime de Juros Diagrama de Fluxo de Capitais
Equivalência de Capitais Taxas de Juros Nominais e efetivas
Sistemas de Amortização Uso da Capitalização Contínua

O número de Euler e

Qual o valor máximo da taxa?

Deve-se considerar:

ei
No mundo dos investimentos em ações e opções é mais comum
o emprego de capitalização contínua (numero e elevado ao juro)
do que a capitalização discreta (juro elevado ao tempo).

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Empréstimos Financeiros

Tanto pessoas físicas como pessoas jurídicas têm uma relação


com o sistema financeiro de realizar empréstimos(quando são
recebidos dos bancos recursos financeiros)ou de realizar inves-
timentos(quando são aplicados recursos financeiros no intuito
de receber remunerações futuras).

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Empréstimos Financeiros

Ao se fazer um empréstimo ou a um financiamento, o valor re-


cebido nesta operação terá que ser restituído à respectiva ins-
tituição financeira, acrescido da sua remuneração, que são os
juros.

As formas de devolução do valor do empréstimo mais juros são


denominadas de Sistemas de Amortização.

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema Francês de Amortização - PRICE

Este sistema também é conhecido como Sistema Price e é


muito utilizado em todos os setores financeiros, principalmente
nas compras a prazo de bens de consumo.

No Sistema Price as prestações são constantes(Uniformes), sendo


compostas por uma parcela de juros e outra de amortização do
capital.

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema Francês de Amortização - PRICE

A prestação inicial neste sistema tende a ser menor, e aumenta


em razão da aplicação da Taxa de remuneração. Outro ponto
importante a destacar, é que só se percebe a diminuição do
Saldo Devedor, com aproximadamente 50% das prestações pa-
gas.

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema Francês de Amortização - PRICE

Verifique que quer se estabelecer uma relação entre um valor P,


que é o montante recebido no empréstimo e uma valor U, que
é a parcela uniforme a ser paga para se liquidar o empréstimo
no período especificado.

U1 = U2 = U3 = · · · = Un
Pode-se aplicar direto a equação abaixo para se obter o valor

da parcela:

i(1 + i)n
 
U = P.
(1 + i)n − 1
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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema Francês de Amortização - PRICE

Lembre-se que a parcela U é composta de uma parcela de juros


e outra de amortização:

U = J +A

A = U −J
Os juros numa data específica são calculadas sobre o saldo
devedor:

Jt = i.Pt−1
Jt = Ut − At = U − At = U − A1 (1 + i)t−1
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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema Francês de Amortização - PRICE

Jt = Ut − At = U − At = U − A1 (1 + i)t−1
A1 = U − J1 = U − P.i
Jt = U − (U − P.i)(1 + i)t−1
An = A1 (1 + i)n−1

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema Francês de Amortização - PRICE

Vamos verificar a relação das variáveis através de uma tabela


de amortização:

Para um empréstimo de R$ 100.000,00 a ser pago em 10 parcelas(n =


10) a uma taxa de juros de i = 2% ao mês.

(1 + 0, 02)10 .0, 02
 
U = 100.000.
(1 + 0, 02)10 − 1

U = 11.132, 65

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema Francês de Amortização - PRICE

Período Saldo Devedor Juros Prestação Amortização


0 100.000,00
1 90.867,35 2.000,00 11.132,65 9.132,65
2 81.552,04 1.817,35 11.132,65 9.315,31
3 72.050,43 1.631,04 11.132,65 9.501,61
4 62.358,79 1.441,01 11.132,65 9.691,64
5 52.473,31 1.247,18 11.132,65 9.885,48
6 42.390,12 1.049,47 11.132,65 10.083,19
7 32.105,27 847,80 11.132,65 10.284,85
8 21.614,72 642,11 11.132,65 10.490,55
9 10.914,37 432,29 11.132,65 10.700,36
10 - 218,29 11.132,65 10.914,37
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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema de Amortização Constante - (SAC)

Nesse sistema as parcelas de amortização são iguais. Os juros


a serem pagos a cada período em função do saldo devedor.

As prestações do Sistema SAC são sucessivas e decrescentes


em progressão aritmética, cujo valor de cada prestação é com-
posto por uma parcela de juros e outra de amortização cons-
tante do capital.

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema de Amortização Constante - (SAC)

A1 = A2 = · · · = An = cte
P
A=
n
n = Prazo de financiamento

U = A+J

Σnt=1 At = P

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema de Amortização Constante - (SAC)

P n−t
Pt = P − t.A = P − t.( ) = P( ) = A(n − t)
n n

Jt = P.i − (t − 1).Ai

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema de Amortização Constante - (SAC)

Vamos verificar a relação das variáveis através de uma tabela


de amortização:

Para um empréstimo de R$ 100.000,00 a ser pago em 10 parcelas(n =


10) a uma taxa de juros de i = 2% ao mês.

P 100.000, 00
A= = = 10.000, 00
n 10

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Regime de Juros Empréstimos
Equivalência de Capitais Sistema PRICE
Sistemas de Amortização Sistema SAC

Sistema de Amortização Constante - (SAC)

Período Saldo Devedor Juros Prestação Amortização


0 100.000,00
1 90.000,00 2.000,00 12.000,00 10.000,00
2 80.000,00 1.800,00 11.800,00 10.000,00
3 70.000,00 1.600,00 11.600,00 10.000,00
4 60.000,00 1.400,00 11.400,00 10.000,00
5 50.000,00 1.200,00 11.200,00 10.000,00
6 40.000,00 1.000,00 11.000,00 10.000,00
7 30.000,00 800,00 10.800,00 10.000,00
8 20.000,00 600,00 10.600,00 10.000,00
9 10.000,00 400,00 10.400,00 10.000,00
10 - 200,00 10.200,00 10.000,00
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