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Sapatas corrida (rígida)

22.6.2.2 Sapatas rígidas


O comportamento estrutural pode ser caracterizado por:

a) trabalho à flexão nas duas direções, admitindo-se que, para cada


uma delas, a tração na flexão seja uniformemente distribuída na largura
correspondente da sapata. Essa hipótese não se aplica à compressão na
flexão, que se concentra mais na região do pilar que se apoia na sapata e não
se aplica também ao caso de sapatas muito alongadas em relação à forma do
pilar;
b) trabalho ao cisalhamento também em duas direções, não
apresentando ruptura por tração diagonal,e sim por compressão diagonal
verificada conforme 19.5.3.1. Isso ocorre porque a sapata rígida fica
inteiramente dentro do cone hipotético de punção, não havendo, portanto,
possibilidade física de punção.

22.6.4 Detalhamento
22.6.4.1 Sapatas rígidas
22.6.4.1.1 Armadura de flexão

A armadura de flexão deve ser uniformemente distribuída ao longo da


largura da sapata, estendendo-se integralmente de face a face da sapata e
terminando em gancho nas duas extremidades.
Para barras com f ³ 25 mm, deve ser verificado o fendilhamento em
plano horizontal, uma vez que pode ocorrer o destacamento de toda a malha
da armadura.

22.6.4.1.2 Armadura de arranque dos pilares

A sapata deve ter altura suficiente para permitir a ancoragem da


armadura de arranque. Nessa ancoragem pode ser considerado o efeito
favorável da compressão transversal às barras, decorrente da flexão da sapata
(ver Seção 9).

Sapatas corridas:
São empregadas para receber as ações verticais de paredes, muros,
ou elementos alongados que transmitem carregamento uniformemente
distribuído em uma direção.
O dimensionamento deste tipo de sapata é idêntico ao de uma
laje armada em uma direção. Por receber ações distribuídas, não é
necessária a verificação da punção em sapatas corridas.

Sapata corrida é aquela destinada a receber cargas lineares distribuídas,


possuindo por isso uma

dimensão preponderante em relação às demais. Assim como as sapatas


isoladas, as sapatas corridas são

classificadas em rígidas ou flexíveis, conforme o critério da NBR 6118 já


apresentado.

Como as bielas de compressão são íngremes, surgem tensões de aderência


elevadas na armadura

principal As (Figura 1.102), que provocam o risco de ruptura da aderência e


ruptura do concreto de

cobrimento por fendilhamento, que pode ser evitada com diâmetro menores
para as barras e espaçamentos

menores.

Nas sapatas corridas flexíveis, especialmente, a ruptura por punção deve ser
obrigatoriamente
verificada.

Recomenda-se adotar para a altura

(Figura 1.103):

h ≥ 15 cm (nas sapatas retangulares)

ho ≥ 10 ou 15 cm

A distribuição de pressão no solo depende principalmente da rigidez da sapata


e do tipo de solo. No cálculo prático são adotados diagramas simplificados,
como os indicados na Figura 1.104:
A indicação de Guerrin[19]

é:

a) solos rochosos

- sapata rígida: diagrama bi triangular (a);

- sapata flexível: diagrama retangular (b);

b) solos coesivos: diagrama retangular (b) em todos os casos;

c) solos arenosos

- sapata rígida: diagrama retangular (b);

- sapata flexível: diagrama triangular (c).

1.7.1 Sapata Rígida Sob Carga Uniforme

As sapatas corridas rígidas são utilizadas geralmente sob muros ou paredes


com cargas relativamente

altas e sobre solos com boa capacidade de suporte.

As sapatas corridas rígidas18 podem ter os momentos fletores (M) calculados


na seção de referência

S1 , conforme o CEB-70. As verificações necessárias e o dimensionamento das


armaduras pode ser feito de

modo semelhante às sapatas isoladas rígidas, fazendo B = 1 m.


O “Método das Bielas” também pode ser utilizado, em opção ao CEB-70,
obedecido o limite para a

altura útil (Eq. 1.31):

A armadura principal deve ser dimensionada para a força Tx (Figura 1.106):

O fenômeno da punção não ocorre, porém, conforme a NBR 6118 (19.5.3.1), a


tensão de compressão na diagonal comprimida deve ser verificada na
superfície crítica C (item 19.5.3.1).