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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Faculdade de Formação de Professores

Projeto: “Narrativas nos Livros Didáticos de História: entre diálogos e tensões”

Bolsista: Tainã Ventura Martins

Tema: Segunda Guerra Mundial

Este relatório é a analise sobre o tema da “Segunda Guerra Mundial” nos livros
didáticos de história, referentes às quinze coleções utilizadas na pesquisa do projeto
“Narrativas nos Livros Didáticos de História: entre diálogos e tensões”. Aqui
poderemos observar recorrências e singularidades apresentadas nos livros didáticos. As
narrativas apresentam pequenas variações em suas apresentações a respeito do tema, e
apontaremos não apenas as semelhanças, mas também vamos observar as pequenas
nuances presentes nas narrativas dos livros didáticos.

OS LIVROS ANALISADOS AQUI SÃO:

Coleção 1 - MELLO, L. I. de A. e COSTA, L. C. A. História. 9º ano. Rio de Janeiro.


Editora: Scipione. 2009.

Coleção 2 - BRAICK, P. R. E MOTA, M. B. História das cavernas. 9º ano. São Paulo.


Editora: Moderna. 2009.

Coleção 3 - PILETTI, N. PILETTI, C. e LEMOS, T. T de. História e vida integrada. 9º


ano. Rio de Janeiro. Editora: Ática, 2009.

Coleção 4 - DOMINGUES, J. E. História em documento – imagem e texto. 9º ano. São


Paulo. Editora: FTD, 2009.

Coleção 5 - BOULOS JR, A. História sociedade e cidadania 9º ano. São Paulo. Editora
FTD, 2009.

Coleção 6 - MONTELLATO, C. C. História temática. 9º ano. Rio de Janeiro. Editora:


Scipione. 2009.
Coleção 7 - PANNAZO, S. e VAZ, M. L. A. Navegando pela história. 9º ano. Rio de
Janeiro. Editora: Quinteto Editorial, 2009.

Coleção 8 - DREGUER, R. e TOLEDO, E. Novo história: conceitos e procedimentos.


9º ano. São Paulo. Editora: Atual editora. 2009.

Coleção 9 - FIGUEIRA, D. G. e VARGAS, J. T. Para entender história. 9º ano. Rio de


Janeiro. Editora: Saraiva. 2009.

Coleção 10 - NEMI, A. L. L. e BARBOSA, M. Para viver juntos. 9º ano. São Paulo.


Editora: edições SM, 2009.

Coleção 11 - APOLINÁRIO, M. R. Projeto araribá. 9º ano. São Paulo. Editora:


Moderna, 2009.

Coleção 12 - BOULOS JR, A. Projeto radix. 9º ano. Rio de Janeiro. Editora: Scipione.
2009.

Coleção 13 - COTRIM, G. e RODRIGUES J. Saber e fazer história. 9º ano. Rio de


Janeiro. Editora: Saraiva, 2009.

Coleção 14 - CARDOSO, O. P. Tudo é história. 9º ano. Rio de Janeiro. Editora: Ática,


2009.

Coleção 15 - PELLEGRINI, M. DIAS, A. M. e GRINBERG, K. Vontade de saber


história. 9º ano. São Paulo. Editora: FTD, 2009.

FATOR DETONADOR

Das quinze coleções analisadas aqui, cinco delas apresentam como fator
detonador para a Segunda Guerra Mundial a insatisfação da Alemanha com Tratado de
Versalhes e suas cláusulas. Entretanto somente em quatro delas o tema é trabalhado
dentro de capítulos específicos sobre a Segunda Guerra Mundial. Estas quatro narrativas
são: coleção 2 – “História das cavernas”, coleção 7 – “Navegando pela história,
coleção 14 – “Tudo é história” e coleção 15 – “Vontade de saber história”.
A narrativa “História das Cavernas”, afirma que as determinações dos tratados,
especialmente o Tratado de Versalhes, acirraram os sentimentos revanchistas e
nacionalistas na Alemanha e na Itália.

A narrativa “Navegando pela História”, diz que tanto a Alemanha, quanto a


Itália, estavam se sentindo prejudicadas com o Tratado de Versalhes, por esse motivo,
os dois países tentaram compensar suas perdas econômicas e territoriais mantendo uma
política nacionalista e expansionista, praticada por seus governos totalitários.

A narrativa “Tudo é história”, ressalta que em 1933, quando os nazistas


chegaram ao poder na Alemanha, declararam que o Tratado de Versalhes era abusivo e
se recusaram a cumprir suas determinações. Os nazistas se diziam preocupados com o
desemprego crescente no país, e passaram a investir na ampliação das forças armadas e
na compra de novos armamentos.

A narrativa “Vontade de Saber”, aborda o chamado “revanchismo” alemão


devido a insatisfação com as cláusulas estabelecidas pelo Tratado de Versalhes. Essas
cláusulas não solucionaram os fatores que motivaram o primeiro conflito e lançaram as
sementes para a Segunda Guerra Mundial. A narrativa afirma ainda que de acordo com
alguns estudiosos, a Segunda Guerra Mundial pode ser considerada uma continuação da
Primeira Guerra Mundial.

Entre as coleções analisadas uma delas também apresenta como fator detonador
da Segunda Guerra Mundial a insatisfação com o Tratado de Versalhes, porém o tema
não é apresentado em um capítulo sozinho, ele é apresentado em um capítulo junto com
a Primeira Guerra Mundial. Um capítulo conjunto denominado “As duas guerras
mundiais: nacionalismos e preconceitos”. Essa é a coleção 6 – “História temática”.

A narrativa “História temática”, afirma que embora o principal objetivo da


Inglaterra e da França em relação aos alemães fosse impedir que voltassem a representar
uma ameaça militar à Europa, o Tratado de Versalhes e seus desdobramentos acabaram
por criar no povo alemão um sentimento de humilhação e de ódio revanchista.

Entre as coleções analisadas uma delas apresenta como fator detonador da


Segunda Guerra Mundial a crise de 1929 e a Grande Depressão, além das rivalidades
entre as potências. A narrativa é feita dentro de um capítulo específico sobre a Segunda
Guerra Mundial. Essa é a coleção 1 – “História”.

A Narrativa “História”, destaca as rivalidades imperialistas entre as potências,


desde o fim da primeira guerra e afirmam que essas rivalidades persistiram e foram
agravadas por novos fatores econômicos, sociais, políticos e militares. Entre esses se
destacam a crise de 1929 e a Grande Depressão, bem como os conflitos entre os regimes
totalitários e as democracias liberais.

Entre as coleções analisadas quatro delas apresentam como fator detonador da


Segunda Guerra Mundial a política do “Espaço vital” defendida por Hitler. Essa política
colocava o povo alemão como uma raça superior e merecedora de um território
adequado a essa superioridade. Todas as narrativas são apresentadas em capítulos
específicos sobre a Segunda Guerra Mundial. Estas quatro narrativas são: coleção 3 –
“História e vida integrada”, Coleção 4 – “História em documento – imagem e texto”,
coleção 5 - “História sociedade e cidadania” e coleção 12 – “Projeto radix”.

A narrativa “História e Vida Integrada” caracteriza como sendo um dos pontos


fundamentais da política nazista o que Hitler chamava de “espaço vital”. Segundo os
nazistas, a Alemanha somente prosperaria se todos os germânicos estivessem unidos em
um único território, rico em recursos naturais para suprir todas as demandas de seu
povo. Para concretizar esse desejo, em 1938 o governo alemão deu início a uma política
de anexações.

A narrativa “História em Documento – Imagem e Texto”, fala que ao chegar ao


poder em 1933, Hitler tratou de aplicar o projeto nazista de rearmar a Alemanha e
expandir o território alemão, apoderando-se do que ele chamava de “espaço vital”, o
espaço que o povo alemão precisava por ser uma “raça superior”.

A narrativa “História - Sociedade e Cidadania”, diz que em 1933, assim que


assumiu o poder, Hitler começou a afrontar abertamente as imposições contidas no
Tratado de Versalhes e a afirmar que os alemães precisavam de “espaço vital” e usando
esse argumento para justificar seu expansionismo. Empobrecidos pela crise financeira,
os alemães foram aos poucos apoiando o ideal nazista gerando um intenso nacionalismo
germânico que fortalecia o propósito de combater os inimigos da Alemanha.
A narrativa “Projeto Radix”, afirma que Hitler fortalecido com a formação do
Eixo, sentiu-se seguro para empreender a anexação de novos territórios. A política de
anexação era justificada pela ideologia nazista como necessária para a constituição de
um “espaço vital” para o povo de origem germânica, chamado de grande Alemanha.

Entre as coleções analisadas uma delas apresenta como fatores detonadores da


Segunda Guerra Mundial a “superioridade alemã” e a insatisfação com o Tratado de
Versalhes. A narrativa faz parte de um capítulo denominado “Fascismo e nazismo”.
A coleção que apresenta essa perspectiva é a coleção 8 – “Novo história: conceitos e
procedimentos”.

A narrativa “Novo História - Conceitos e Procedimentos”, destaca que a guerra


ocupava um lugar de destaque na visão de mundo dos nazistas. Eles afirmavam que os
alemães seriam um “povo superior”, e por isso tinham direito a um território mais
extenso. Além disso, os alemães acreditavam que a guerra seria uma revanche contra as
humilhações impostas pelo Tratado de Versalhes e a defesa diante de supostas
conspirações dos banqueiros e comunistas judeus.

Uma narrativa entre as coleções analisadas apresenta como fatores detonadores


da Segunda Guerra Mundial as punições apresentadas pelo Tratado de Versalhes, o
surgimento do nazismo e do fascismo, a crise de 1929 e a política do espaço vital. A
narrativa é contada dentro de um capítulo separado para a Segunda Guerra Mundial.
Esta narrativa é coleção 9 – “ Para entender história”.

Na narrativa “Para Entender a História”, podemos perceber que entre os


motivos para a segunda Guerra Mundial ter acontecido alguns estão ligados aos
resultados do conflito mundial anterior. Mesmo saindo vitoriosos, Itália e Japão ficaram
descontentes por não terem conseguido os territórios que almejavam, além do
descontentamento dos países que saíram perdedores e com várias punições, como é o
caso da Alemanha. Para agravar ainda mais a situação houve o surgimento do fascismo
e do nazismo. Outro fator citado na narrativa é a crise de 1929, que arrasou a economia
alemã e provocou uma onda de desemprego e pobreza. Além disso, ao chegar ao poder
em 1933, Hitler começou a preparar a Alemanha para a conquista do “espaço vital”, o
território ao qual, em sua opinião, os alemães tinham direito.

Dentre as narrativas, uma aponta a crise de 1929 e a política do espaço vital


como fatores detonadores para a Segunda Guerra Mundial em capítulo separado sobre a
Segunda Guerra Mundial. Essa é a coleção 10 – “Para viver juntos”.

A narrativa “Para Viver Juntos”, aponta que o Partido nazista ganhou muitos
adeptos na sociedade alemã, pois esta estava abalada pela crise de 1929. A narrativa
enfatiza também, que os nazistas se baseavam na teoria do “espaço vital”, isto é, na
ideia de que a nação alemã devia ocupar uma área de maior tamanho e riquezas naturais
compatíveis com a capacidade de desenvolvimento de sua população. Hitler acreditava
que o povo alemão, “ariano”, era superior aos demais e que, portanto deveria ocupar o
espaço pertencente a seus vizinhos, usufruindo de suas terras férteis e da riqueza
mineral.

Dentre as narrativas, uma aponta a crise de 1929, a política do espaço vital e o


crescimento do nazismo como fatores detonadores para a Segunda Guerra Mundial em
capítulo conjunto denominado “A crise do capitalismo e a Segunda Guerra Mundial”.
A narrativa que traz essas observações é a coleção 11 – “Projeto araribá”.

A narrativa “Projeto Araribá”, aborda em capitulo anterior, o crescimento do


nazismo, a crise de 1929 e a teoria do “espaço vital” como fatores de influência para a
Segunda Guerra Mundial. Diante da crise, os grupos socialistas ganharam força. Do
outro lado, também crescia o movimento nazista, com seu discurso nacionalista, de
rejeição ao Tratado de Versalhes e sua proposta de unidade nacional. A teoria do espaço
vital defendia que povos considerados “inferiores” deveriam ser dominados e parte da
sua população eliminada, garantindo territórios onde os alemães, a “raça superior”,
pudessem se multiplicar e viver adequadamente.

Dentre as narrativas analisadas, uma única narrativa aponta além da insatisfação


com o tratado de Versalhes, a falha da Liga das Nações em manter os acordos de paz
como um fator detonador para a guerra. A narrativa está dentro de um capítulo
específico sobre a Segunda Guerra Mundial. A narrativa que traz essas colocações é a
coleção 13 – “Saber e fazer história”

A narrativa “Saber e Fazer História” inicia falando que as imposições constantes


no Tratado de Versalhes e de outros acordos, foram consideradas muito duras e
humilhantes e que Hitler se aproveitou da grave crise que a sociedade alemã atravessava
para despertar o sentimento de revolta na população alemã. A narrativa aponta a Liga
das Nações como um órgão que não foi capaz de garantir a paz mundial.

INVASÃO DA POLÔNIA

Dentre as narrativas analisadas, todas apresentam uma narrativa a respeito da


invasão da Polônia pelo exército alemão e concordam que o ataque alemão fez com que
a guerra fosse de fato declarada.

A Narrativa “História”, afirma que a invasão da Polônia pelos nazistas, em 1º de


setembro de 1939 foi o fator imediato que desencadeou a Segunda Guerra Mundial.

A Narrativa “História das Cavernas”, diz que o início da Guerra foi no dia 1º de
setembro de 1939, quando o exército alemão invade a Polônia.

A narrativa “História e Vida Integrada” traz o início da Segunda Guerra Mundial


como uma resposta dos governos Inglês e francês diante da invasão da Polônia.

A narrativa “História em Documento – Imagem e Texto” fala que após a invasão


da Polônia por Hitler e diante da negativa à exigência da França e Reino Unido de
retirar suas tropas, estes países declaram então guerra à Alemanha.

A narrativa “História - Sociedade e Cidadania”, afirma que quando os alemães


invadiram o oeste da Polônia, a Inglaterra reagiu declarando guerra à Alemanha, esse
seria o Início da Segunda guerra Mundial.

A narrativa “História temática”, diz que a rearticulação da Alemanha ao invadir


a Polônia despertou reações da França e da Inglaterra, desencadeando a Segunda Guerra
Mundial.
A narrativa “Navegando pela História”, afirma que Hitler invadiu a Polônia sob
o pretexto de libertar os alemães que viviam naquele país. O governo polonês reagiu
pedindo auxílio à França e Inglaterra, que por sua vez, declararam guerra ao terceiro
Reich.

A narrativa “Novo História Conceitos e Procedimentos”, constata que apesar de


declararem guerra à Alemanha em 1939, após a invasão da Polônia, os governantes da
Inglaterra e da França não atacaram diretamente os nazistas e nem tentaram libertar a
Polônia.

A narrativa “Para Entender a História”, diz que a Polônia tinha sido o maior
beneficiário dos territórios cedidos pela Alemanha após sua derrota na Primeira Guerra
Mundial. O tratado de Versalhes decidiu que a Polônia deveria ter uma saída para o mar
Báltico, o corredor polonês, que atravessava a Alemanha e isolava uma pequena parte
de seu território. Hitler passou a exigir o fim do corredor e ameaçou entrar em guerra,
em caso de negativa. França e Grã Bretanha prometeram apoio aos poloneses, porém
Hitler não se intimidou e ordenou a invasão à Polônia em 1º de setembro de 1939. Dois
dias depois Grã - Bretanha e França declaram guerra à Alemanha, dando início a
Segunda Guerra Mundial.

A narrativa “Para Viver Juntos”, afirma que Hitler invadiu a Polônia sob o
pretexto da recusa polonesa em entregar ao Reich a cidade de Dantzig, território de
população majoritariamente alemã que servia de ligação com a Prússia Oriental. Diante
dessa agressão, a Inglaterra e a França cumpriram sua ameaça e declaram guerra à
Alemanha, iniciando o conflito que ficaria conhecido como Segunda Guerra Mundial.

A narrativa “Projeto Araribá”, aborda a confiança de Hitler de que a França e a


Grã Bretanha não iriam se envolver e tranquilizado pelo acordo com a União Soviética,
Hitler ordenou a invasão da Polônia. Na madrugada de 1º de setembro de 1939, as
tropas alemãs cruzaram a fronteira polonesa. Dois dias depois, Grã-Bretanha e França
declararam guerra à Alemanha. Teria início a Segunda Guerra Mundial.

A narrativa “Projeto Radix”, afirma que ao se sentir seguro com assinatura do


Pacto germânico-soviético que garantia a neutralidade dos soviéticos em caso de guerra,
o governo nazista ficou livre para se lançar sobre a Polônia, o que aconteceu em 1º de
setembro de 1939. Dois dias depois, os governos da Inglaterra e França declaravam
guerra à Alemanha. Era o início da Segunda Guerra Mundial.
A narrativa “Saber e Fazer História” cita o pacto de não agressão assinado por
Hitler e Stalin e afirma que os dois países resolveram ocupar e dividir a Polônia. Em 1º
de setembro de 1939, tropas alemãs invadiram o território polonês pelo oeste, seguidas
por tropas soviéticas que, em 17 de setembro, invadiram o país pelo leste. Dois dias
depois do ataque nazista à Polônia, os governos da Inglaterra e da França declararam
guerra à Alemanha. Era o início da Segunda Guerra Mundial.

A narrativa “Tudo é história”, ressalta que com base no tratado de não agressão
entre a Alemanha e a União Soviética, a Alemanha anexou uma parte da Polônia e a
União Soviética anexou outra parte. Como França e Alemanha mantinham com a
Polônia um acordo de proteção militar, declararam guerra à Alemanha dando inicio a
Segunda Guerra Mundial.

A narrativa “Vontade de Saber” afirma que no dia 1º de setembro de 1939, os


alemães invadiram a Polônia para reaver a importante cidade de Dantzig, que fazia parte
da Alemanha até o final da Primeira Guerra Mundial. Diante disso, no dia 3 de setembro
de 1939, a França e a Inglaterra declaram guerra à Alemanha, dando início à Segunda
Guerra Mundial.

HITLER: O LÍDER DA ALEMANHA

Dentre as narrativas analisadas, todas apresentam Adolf Hitler como líder da


Alemanha nazista e figura importante para os desdobramentos da Segunda Guerra
Mundial. Além desses fatores todas as narrativas têm algo a acrescentar sobre o Führer.
Entretanto oito narrativas mencionam o líder nazista em capítulos anteriores ao da
Segunda guerra Mundial. As narrativas que apresentam essa característica são: coleção
3 – “História e vida integrada”, Coleção 4 – “História em documento – imagem e
texto”, coleção 5 - “História sociedade e cidadania”, coleção 7 – “Navegando pela
história”, coleção 9 – “Para entender história”, coleção 11 – “Projeto araribá”,
coleção 13 – “Saber e fazer história”, coleção 14 – “Tudo é história”, coleção 15 –
“Vontade de saber história”.

A narrativa “História e Vida Integrada” em capítulo anterior denominado A


ameaça totalitária traz um subtítulo citando Hitler como “senhor da Alemanha”
descrevendo seus passos desde sua nomeação a chanceler até sua ascensão a líder
absoluto da Alemanha, com o título de Fuhrer.

A narrativa “História em Documento – Imagem e Texto” em capítulo anterior


denominado “Como foi possível a ascensão de ditaduras totalitárias?” traz um quadro
explicativo denominado “O Führer” que conta a trajetória do líder nazista desde o
nascimento até sua posição de líder do partido nazista.

A narrativa “História - Sociedade e Cidadania” traz em capítulo anterior,


denominado “A grande depressão, o fascismo e o nazismo” uma imagem de Hitler
discursando e destaca sua oratória demagógica, seus gestos exagerados e suas
promessas não cumpridas. A narrativa destaca também um tópico sobre sua chegada ao
poder e afirma que Hitler foi o responsável por implantar uma das mais cruéis ditaduras
da História da humanidade.

A narrativa “Navegando pela História”, afirma em capítulo anterior denominado


“Como foi o período entre guerras?” que o regime nazista utilizou a ampla propaganda
oficial como forma de obter apoio popular e incentivar o culto ao seu líder máximo
Adolf Hitler. Seus pronunciamentos eram transmitidos pelo rádio, suas fotografias
expostas em outdoors e sua vida pessoal exaltada como exemplo de dedicação à pátria.

Na narrativa “Para Entender a História”, traz em capítulo anterior denominado “no


tempo do fascismo” um tópico sobre as ideias de Hitler encontradas no livro de sua
autoria denominado minha luta, publicado em 1925.

A narrativa “Projeto Araribá”, traz o líder alemão em capítulo anterior


denominado “Uma experiência dolorosa: o nazismo alemão” e cita o livro Mein kampf
de sua autoria como um manifesto de Hitler em defesa da batalha racial, cultural e
política dos arianos contra os judeus, os marxistas e os liberais.

A narrativa “Saber e Fazer História” apresenta Hitler em capítulo anterior


denominado “crise capitalista e regimes totalitários” como chefe do governo nazista
princípio, se tornando mais tarde líder supremo da Alemanha. A narrativa afirma que o
governo hitlerista exercia controle rígido sobre diversos setores da sociedade alemã.

A narrativa “Tudo é história”, traz em capítulo anterior denominado “os


fascismos” um boxe com fotografia e história do líder nazista Adolf Hitler, salienta que
ao chegar ao cargo em 1934, Hitler adotou o título de Führer e assumiu poderes
ditatoriais.

Na narrativa “Vontade de Saber” Hitler é apresentado em capítulo anterior


denominado “O mundo depois da Primeira Guerra Mundial” um boxe explicativo
denominado “o nazismo de Hitler” em que conta um pouco de sua história, incluindo
seu tempo na prisão.

Nas demais narrativas as características são apresentadas dentro do próprio


capítulo sobre a segunda guerra mundial. Essas coleções são: Coleção 1 – “História”,
coleção 2 – “História das cavernas”, coleção 6 – “História temática” coleção 8 –
“Novo história: conceitos e procedimentos”, coleção 10 – “Para viver juntos”, coleção
12 – “Projeto radix”.

A narrativa “História”, apresenta Adolf Hitler como responsável por estabelecer


um regime totalitário, dissolver os partidos de oposição, eliminar os opositores internos
de seu próprio partido, controlar os sindicatos trabalhistas, censurar a imprensa e
implantar uma ditadura nazista.

A narrativa “História das Cavernas”, afirma que os nazistas aplaudiam as


atitudes ousadas de Hitler e que ele reanimou o sonho de reabilitação de um estado
alemão poderoso e competitivo ao defender a ideia de que os alemães deveriam estar
prontos para se defender dos prejuízos da Primeira Guerra Mundial.

A narrativa “História temática”, traz Hitler como um líder que conseguiu


mobilizar grande parte da população alemã contra os comunistas e os judeus, além de
prometer resgatar o que considerava a “honra alemã” e afirma que em 1934, Hitler
apropriou-se do poder, após a morte do presidente, implantando a ditadura nazista na
Alemanha. A narrativa coloca Hitler como responsável por suprimir todos os partidos
políticos, proibir greves, fechar sindicatos e jornais de oposição, queimar livros e
censurar a imprensa.

A narrativa “Novo História Conceitos e Procedimentos”, traz a vitória do Partido


nazista nas eleições parlamentares de 1932, porém não conquistaram a presidência. Em
1933 com o agravamento da crise econômica, o principal líder nazista foi nomeado
chanceler, ou seja, chefe de governo. Com a morte do presidente, em 1934, Hitler
tornou-se também chefe de estado, tendo todo o poder agora concentrado em suas mãos.

A narrativa “Para Viver Juntos”, apresenta Adolf Hitler como líder do Partido
Nazista, ex- combatente da Primeira Guerra, de tendência conservadora e nacionalista.

A narrativa “Projeto Radix”, apresenta Hitler como chefe supremo do Terceiro


Reich e responsável pela estabilização econômica, contrariar os tratados de guerra e
iniciar o rearmamento alemão.

CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO

Todas as narrativas abordam os campos de concentração onde os considerados


“inimigos” pelo governo nazista eram aprisionados e utilizados a principio como mão
de obra escrava e posteriormente seriam exterminados nas câmaras de gás. Algumas
narrativas utilizam o termo “solução Final” como um plano dos nazistas para executar
essas mortes. As narrativas que utilizam esse termo são: Coleção 1 – “História”,
coleção 2 – “História das cavernas”, coleção 3 – “História e vida integrada”, coleção 9
– “Para entender história”, coleção 11 – “Projeto araribá”. A coleção 5 - “História
sociedade e cidadania”, faz uso do mesmo termo, porém sua narrativa é feita dentro de
um boxe explicativo.

A Narrativa “História”, destaca a perseguição e o assassinato de judeus, citando


um número de mortos entre quatro e seis milhões nos campos de concentração nazistas.
A narrativa faz uso de termos como solução final e Holocausto para identificar essas
mortes. A narrativa traz imagens de prisioneiros judeus nos campos, além de fotografias
da entrada do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

A narrativa “História das Cavernas”, aborda a campanha antissemita existente na


época feita através de órgãos de propaganda do regime nazista com intuito de difundir a
ideia de que o colapso da economia alemã era culpa dos judeus. A narrativa cita a
política da Solução final, estabelecida em 1942 se apresentava como uma medida
necessária para a Alemanha recuperar sua dignidade.
A narrativa “História e Vida Integrada” cita a eliminação de judeus na chamada
“Solução final” além de ciganos, eslavos, deficientes mentais e físicos, homossexuais e
partidários do comunismo. A narrativa destaca o campo de Auschwitz, na Polônia como
o mais conhecido campo de concentração e de extermínio desses grupos.

A narrativa “História - Sociedade e Cidadania”, traz em um boxe denominado


“para refletir” uma apresentação do que eram os campos de concentração. Segundo a
narrativa à principio eram utilizados como campos de trabalho escravo e logo depois
utilizados como campos de extermínio para colocar em prática a chamada “Solução
final”. A narrativa afirma que a maioria dos prisioneiros dos campos eram judeus, além
de eslavos, ciganos e religiosos pacifistas. A narrativa destaca como maiores campos de
concentração Auschwitz, Treblinka e Sobibor denominados como autênticas “fábricas
de assassinato”.

A narrativa “Para Entender a História”, Estima que aos judeus foram dados
tratamento de violência extrema, incluindo o envio para campos de concentração
existentes na Alemanha e nas regiões ocupadas pelos nazistas. A narrativa a firma que a
principio os campos pretendiam explorar os prisioneiros como mão de obra escrava.
Porém em janeiro de 1942, os nazistas decidiram adotar a solução final, um plano que
previa o extermínio completo dos judeus da Europa. Para isso, os nazistas
providenciaram a construção de vários campos com o intuito de exterminar essa
população, esse campos possuíam câmaras de gás e forno crematório. Segundo a
narrativa por volta de seis milhões de judeus foram mortos pelos nazistas.

A narrativa “Projeto Araribá” afirma que foi a Polônia ocupada que os alemães
aplicaram com mais ferocidade a política da “solução final”, ou seja, de extermínio para
judeus. A narrativa cita campos de concentração que forma construídos especialmente
para essa finalidade como Auschwitz e Treblinka.

As narrativas, coleção 6 – “História temática”. coleção 7 – “Navegando pela


história”, coleção 8 – “Novo história: conceitos e procedimentos”, coleção 10 – “Para
viver juntos”, coleção 13 – “Saber e fazer história”, coleção 14 – “Tudo é história”.
Não utilizam o termo solução final em suas narrativas.
A narrativa “História temática”, traz dentro da narrativa uma fotografia de
mulheres e crianças judias chegando ao campo de concentração de Auschwitz, na
Polônia para explicar o conceito e apresentar o tema. A narrativa afirma que morreram
de quatro a seis milhões de judeus nos campos de concentração e os apresentam como
lugares de trabalhos forçados, além de possuírem procedimentos de eliminação em
massa, como as câmaras de gás.

A narrativa “Navegando pela História”, diz que milhões de judeus foram presos
em campos de concentração e exterminados de diferentes formas como fomes, doenças,
asfixiados nas câmaras de gás, executados por fuzilamento, sendo o número de mortos
por volta de seis milhões.

A narrativa “Novo História Conceitos e Procedimentos”, afirma que nos países


ocupados por nazistas à perseguição aos judeus, comunistas e homossexuais foi
intensificada, inicialmente com leis que restringiam sua circulação e posteriormente
sendo enviados aos campos de concentração, onde eram alojados em barracas
minúsculas, sem vidraças e sem aquecimento, dormindo no chão de cimento ou em
camas rústicas cobertas com capim. Além disso, eram obrigados a usar em suas roupas
triângulos de cores diferentes, para que pudessem ser identificados facilmente pelos
nazistas. A narrativa afirma que em alguns campos os prisioneiros trabalhavam na
produção industrial e em outros eram submetidos a exercícios físicos antes de serem
executados nas câmaras de gás.

A narrativa “Para Viver Juntos”, menciona que o primeiro campo de


concentração começou a funcionar na cidade alemã de Dachau em março de 1933,
poucos meses depois da ascensão de Hitler ao poder. A narrativa afirma que alguns
campos serviam como lugar de trabalho escravo e possuíam condições desumanas como
alimentação insuficiente, violência e tortura. A narrativa deixa claro que outros foram
planejados como campo de extermínio em massa, sendo verdadeiras máquinas da morte.

A narrativa “Saber e Fazer História” afirma que o holocausto ocorreu principalmente


nos mais de mil campos de concentração nazistas e que os cálculos sobre o número de
vítimas varia muito, apesar de estimar um número em torno de 6 milhões de judeus.
Apenas em Auschwitz teriam morrido 4 milhões de pessoas.

A narrativa “Tudo é história”, constata que a Segunda Guerra afetou a população


civil de forma brutal porque as cidades foram os alvos preferidos dos ataques. Milhares
de civis foram vítimas dos campos de concentração, onde eram alojados todos os
inimigos em potenciais.

Entre as narrativas, três delas apresentam os campos de concentração dentro de


boxes explicativos existentes nos livros, são elas: coleção 12 – “Projeto radix”, coleção
15 – “Vontade de saber história”. A coleção 4 – “História em documento – imagem e
texto”, cita um campo de concentração na legenda de uma foto.

A narrativa coleção 12 - “Projeto Radix” apresenta dentro da narrativa um boxe


explicativo sobre a política de extermínio nazista nos campos de concentração, essa
política de extermínio foi chamada de solução final. A narrativa cita como campos de
concentração que ficaram tristemente famosos: Buchenwald, Dachau, Mauthasen,
Aushwitz, Treblinka e Sobibor.

A narrativa coleção 15 - “Vontade de Saber” traz dentro da narrativa um boxe


explicativo denominado “o holocausto” explicando como era o tratamento nos campos
de concentração. A narrativa avalia que foram mortos mais de seis milhões de pessoas
nos campos de concentração.

A narrativa coleção 4 - “História em Documento – Imagem e Texto” cita


rapidamente um campo de concentração em Nordhausen, Alemanha, como legenda de
uma foto, dentro de um texto que transcorre sobre as perdas durante a guerra.

ATAQUE A PEARL HARBOR E A ENTRADA DOS ESTADOS UNIDOS NA


GUERRA

Todas as narrativas relatam o ataque japonês à base militar norte-americana de


Pearl Harbor, no Havaí e concordam que esse foi o principal motivo da entrada dos
Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

A narrativa "História" relata que os norte-americanos não queriam que o Japão


se tornasse um grande império econômico e reagiram contra a expansão no continente
asiático e o fortalecimento naval japonês no Oceano Pacífico. Na realidade, os norte-
americanos tinham a região do Pacífico como uma área de influência e não queriam
perdê-la. O governo dos Estados Unidos decretou um embargo comercial contra o
Japão, exigindo a imediata retirada das forças japonesas da China e da Indochina. Sem
as importações de petróleo, ferro e carvão, o Japão entraria em colapso. Em 7 de
dezembro de 1941, os japoneses atacaram de surpresa a base naval americana de Pearl
Harbor, situada no arquipélago do Havaí. Logo depois do ataque japonês, alemães e
italianos declararam guerra aos Estados Unidos.

A narrativa "História das cavernas ao terceiro milênio" descreve que no dia 7 de


dezembro, o Japão lançou um ataque-surpresa aéreo à base militar norte-americana de
Pearl Harbor, no Havaí, afundando ou colocando fora de combate boa parte da frota dos
Estados Unidos no Pacífico. Segundo a narrativa, o motivo do ataque teria sido as
tentativas americanas de impedir as constantes ameaças a integridade da China, e os
japoneses, decididos a se livrar da presença norte-americana na Ásia desferiram o
ataque. Um dia após o ataque japonês, o presidente Franklin Roosevelt entregou ao
congresso dos Estados Unidos uma mensagem anunciando seu desejo de declarar guerra
ao Japão, o que foi prontamente aceito.

A narrativa "História e vida integrada" salienta que em dezembro de 1941, os


japoneses efetuaram um ataque arrasador à base naval norte-americana Pearl Harbor, no
Havaí. Em resposta, o governo dos Estados Unidos, que se mantivera fora do conflito
até então, declarou guerra ao Japão.

A narrativa "História em documento" afirma que em julho de 1941 os Estados


Unidos decretaram o bloqueio comercial ao Japão; este respondeu com o ataque à base
americana de Pearl Harbor, no Havaí em dezembro de 1941. Foi o motivo para os
Estados Unidos entrarem na guerra.

A narrativa coleção 5 - "Historia sociedade e cidadania" descreve que enquanto


no ocidente a guerra prosseguia, no oriente, o Japão e os Estados Unidos disputavam
entre si territórios e áreas de influência, o que tornou inevitável o choque entre eles.
Segundo a narrativa, em 7 de dezembro de 1941, o governo japonês desfechou um
ataque surpresa a base militar norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, destruindo
boa parte de sua poderosa frota. Os Estados Unidos reagiram declarando guerra ao
Japão.

A narrativa "Navegando pela História" diz que entre 1941 e 1942, o Japão
ganhou posições no Oriente, tomando a Indochina dos franceses, a Birmânia dos
ingleses e ocupando parte da China. Sua investida mais significativa foi em dezembro
de 1941, quando atacou a base norte-americana Pearl Harbor no Havaí.
Sentindo-se ameaçados pelas conquistas japonesas no Pacífico, os Estados Unidos
entraram na guerra.

A narrativa "História temática" fala que até 1941, os norte americanos


participaram indiretamente da guerra apoiando a Inglaterra. Contudo após o ataque dos
japoneses à sua base de Pearl Harbor, no Pacífico, os Estados Unidos passaram a
participar ativamente dos conflitos, ao lado da França, Inglaterra e União Soviética,
ficando conhecidos como os Aliados.

A narrativa "Novo história" conta que em 1941 os japoneses atacaram a base


naval norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, o que provocou o ingresso dos norte-
americanos na guerra. E segundo a narrativa, os conflitos entre japoneses e norte-
americanos estavam relacionados às disputas pelo controle de territórios na Ásia.

A narrativa "Para entender a História" relata que como quase todas as ações de
expansão japonesas eram feitas no Pacífico e isso poderia resultar em problemas com os
Estados Unidos, comandantes japoneses decidiram destruir a frota naval que os Estados
Unidos mantinham no Pacífico pois acreditavam que, sem essa frota eles ficariam sem
condições de impedir o expansionismo alemão no Pacífico. Após chegarem a essa
conclusão, os estrategistas japoneses resolveram tomar a iniciativa da guerra. O alvo
escolhido foi a base naval norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí.
O ataque ocorreu no dia 7 de dezembro de 1941. Morreram 2.330 militares norte-
americanos e 100 civis. Em resposta, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a
proposta do presidente Roosevelt de enviar forças para lutar contra o Eixo.

A narrativa "Para viver juntos" afirma que a posição norte-americana mudou


quando, em 07 de dezembro de 1941, o Japão bombardeou a base naval de Pearl
Harbor, no Havaí, matando cerca de 2.500 pessoas. De acordo com a narrativa, em
resposta ao ataque surpresa à sua principal base naval no oceano Pacífico, em 08 de
dezembro os Estados Unidos declaram guerra ao Japão.

A narrativa "Projeto araribá" relata que até 1941, os Estados Unidos tentavam
resolver pela diplomacia os conflitos com o Japão. No entanto, o governo japonês que
estava disposto a afastar a influência norte - americana na Ásia, tomou a decisão que
levou à guerra. Em dezembro daquele ano, a marinha e a aviação japonesa atacaram à
base militar de Pearl Harbor, no Havaí. No dia seguinte, os Estados unidos entrariam na
guerra.

A narrativa "Projeto rádix" salienta que ainda em 1941, o Japão bombardeou a


base aeronaval norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí, o que fez os Estados Unidos
entrarem na guerra. Com o ataque, os japoneses buscavam consolidar sua hegemonia na
região do Pacífico Sul.

A narrativa "Saber e fazer História" conclui que no caso dos Estados Unidos, a
decisão de entrar na guerra foi tomada após o ataque japonês à base militar naval de
Pearl Harbor, no oceano Pacífico, no final de 1941.

A narrativa "Tudo é História" afirma que os EUA se mantiveram fora da guerra


até 1941 quando Pearl Harbor, uma de suas bases militares no oceano Pacífico, foi
atacada pelos japoneses.

A narrativa "Vontade de saber História" diz que a frota da marinha norte-


americana era um empecilho ao expansionismo japonês no Oceano pacífico. Os
japoneses elaboraram, então, um plano de lançar um ataque fulminante de forma a
arrasar a frota norte-americana, abrindo caminho para o Japão ocupar importantes
regiões produtoras de petróleo, estanho e borracha. Assim, em dezembro de 1941, os
japoneses desferiram um grande ataque surpresa à base naval norte-americana de Pearl
Harbor, no Havaí. O saldo desse ataque foi destrutivo para os norte-americanos, que
perderam mais de dois mil homens, além de quase toda a sua frota que estava
estabelecida no Pacífico. O ataque ajudou o presidente Roosevelt a convencer o
Congresso norte-americano e unir a opinião publica em favor da declaração de guerra às
potências do Eixo no mesmo no mesmo dia do ataque a Pearl Harbor.

HIROSHIMA, NAGASAKI E A RENDIÇÃO DO JAPÃO

No conjunto de coleções pesquisadas, todas apresentam uma narrativa a respeito


do ataque dos Estados Unidos contra o Japão. Foi um ataque arrasador por utilizar uma
arma recém- inventada pelo governo americano, a bomba atômica. O ataque deixou
milhares de mortos instantaneamente e todas as narrativas concordam que foi o
principal responsável pela rendição japonesa.
A narrativa "História - das cavernas ao terceiro milênio" afirma que a resistência
do Japão se intensificava. Eles possuíam os Kamikazes, pilotos que mergulhavam com
seus aviões carregados de bombas contra os navios aliados sacrificando-se para afundá-
los. A narrativa aborda a bomba atômica como um novo tipo de arma, que foi utilizada
primeiro contra a cidade de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945 e de novo três dias
depois na cidade de Nagasaki. A rendição do Japão foi assinada em 2 de setembro de
1945.

A narrativa "História e vida integrada", conclui que após a vitória contra Itália e
Alemanha, restava derrotar o Japão. Apesar da superioridade dos Estados Unidos, o
Japão contava com os pilotos japoneses suicidas que se lançavam em ataques contra
alvos estadunidenses no Pacífico. Eram conhecidos como Kamikazes. O governo
japonês recusava-se a se render. Para convencê-los os Estados Unidos ordenaram o
bombardeio das cidades de Hiroshima e Nagasaki, utilizando uma arma poderosa: a
bomba atômica. Foram duas explosões devastadoras a primeira no dia 6 na cidade de
Hiroshima e a outra no dia 8 de agosto na cidade de Nagasaki. Mais de 200 mil pessoas
morreram instantaneamente. No dia 2 de setembro, representantes do governo japonês
assinavam a rendição incondicional.

A narrativa "Historia em documento" diz que no oriente, os Aliados retomaram


as Filipinas e a Birmânia; em fevereiro de 1945, os americanos desembarcaram em
território japonês. Pouco depois, o exército soviético ocupou a Manchúria e a Coreia.
Em agosto, os Estados Unidos deram o terrível golpe final: lançaram bombas atômicas
que arrasaram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. A rendição japonesa viria
logo depois.

A narrativa "Para viver juntos" relata que a solução encontrada pelos estados
Unidos para encerrar a guerra rapidamente e com o menor número de baixas possível
em seu exército foi utilizar a nova arma que havia acabado de criar: a Bomba atômica.
Desenvolvida por cientistas norte- americanos e alemães que haviam fugido do
nazismo, uma bomba atômica tinha poder destrutivo equivalente a milhares de bombas
comuns. A narrativa lança uma estimativa de que pelo menos 60 mil pessoas morreram
no ataque a Hiroshima e 70 mil em Nagasaki.

A narrativa "Para entender a História" afirma que quase no final da guerra, os


japoneses ainda resistiam com todas as forças. Um exemplo de sua disposição para a
luta é o fato de jovens se apresentarem como voluntários para pilotar aviões em voos
suicidas. Eram os kamikazes, que partiam para sua missão sabendo que iam morrer.
Seus aviões, carregados de explosivos, eram verdadeiras bombas voadoras, que
explodiam sobre os navios inimigos. Após a recusa do Japão em se render, Os Estados
Unidos resolveram atacar com a Bomba Atômica, arma até então desconhecida. A
rendição japonesa veio logo depois.

A narrativa "História temática" menciona que o Japão rendeu-se em agosto de


1945, depois que os Estados Unidos lançaram bombas atômicas nas cidades de
Hiroshima e Nagasaki, matando mais de 500 mil pessoas.

A narrativa "Novo História" cita brevemente o Japão como último país do Eixo
a se render, somente após ser alvo das bombas norte-americanas.

A narrativa "Tudo é História" fala que o Japão só se rendeu após as bombas e


diante de uma nova ameaça dos Estados Unidos.

A narrativa ”Vontade de saber História" afirma que em agosto de 1945.


Tomando uma das decisões militares mais polêmicas da História, o presidente norte
americano Harry Truman autorizou o lançamento de bombas atômicas sobre as cidades
japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Diante da destruição sem precedentes o Japão
acabou se rendendo, pondo fim a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de todas as narrativas concordarem com os fatos, seis coleções analisadas


questionam os verdadeiros motivos do lançamento das bombas sobre o Japão, Algumas
consideram como um ato covarde ou que a verdadeira intenção dos Estados Unidos era
demonstrar seu poderio bélico. São elas: Coleção 1 – “História”, coleção 5 - “História
sociedade e cidadania”, coleção 7 – “Navegando pela história”, coleção 11 – “Projeto
araribá”, coleção 12 – “Projeto radix” coleção 13 – “Saber e fazer história”.

A narrativa "História" conta que nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, por ordem do
presidente Truman, os norte-americanos, num ato covarde, utilizaram bombas atômicas
contra o Japão, um país que já estava praticamente derrotado. As cidades de Hiroshima
e Nagasaki foram totalmente destruídas, e a maioria de seus habitantes, exterminada.
Em 2 de setembro o Japão assina sua rendição e estaria terminada a guerra.
A narrativa "Historia sociedade e cidadania" afirma que com o objetivo de
apressar a rendição japonesa e demonstrar ao mundo seu enorme poderio bélico, os
Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre o Japão: a primeira em
Hiroshima em 6 de agosto e a segunda em Nagasaki em 9 de agosto. A narrativa
descreve que os efeitos causados pelas bombas foram desastrosos, entre eles, queda de
cabelo, queimaduras, leucemia e vários tipos de câncer, principalmente de pele. Em 2 de
setembro de 1945, o Japão assinou a rendição incondicional. Era o fim da Segunda
Guerra no Extremo Oriente.

A narrativa "Navegando pela História" conta que a recusa do Japão em aceitar a


rendição foi usada como justificativa para o governo norte-americano atacar com a
bomba atômica as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O resultado, definido pelo
presidente Truman, foi brutal. Quase 200 mil pessoas morreram instantaneamente e
outros milhares de sobreviventes sofreram graves sequelas, como mutilações,
queimaduras, mutações genéticas e diversos tipos de câncer devido a exposição à
radiação. Essa narrativa afirma ainda que, alguns analistas políticos interpretam o
ataque atômico norte-americano como desnecessário, visto que a rendição japonesa era
dada como certa. Para eles, os Estados Unidos teriam optado por lançar as bombas
sobre o Japão para demonstrar seu poderio militar em um cenário mundial que
evidenciava sua condição de potência política e econômica. Além disso, desejavam
vingar o ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor.

A narrativa "Projeto araribá" destaca a resistência japonesa e a intenção dos


Estados Unidos de exibir seu poder militar como motivos para o lançamento da bomba
atômica, e que diante de uma arma tão devastadora, o governo japonês se rendeu.
Terminava a Segunda Guerra Mundial.

A narrativa "Projeto radix" afirma que no Oriente, os Estados Unidos foram


cercando o Japão. Em 6 de agosto de 1945, com o país já derrotado, o presidente Harry
Truman ordenou o lançamento, sobre a cidade de Hiroshima, da primeira bomba
nuclear, a mais devastadora arma de destruição em massa até então produzida e logo
após também na cidade de Nagasaki. A narrativa argumenta que muitos historiadores
questionam o real motivo desse lançamento, muitos acreditam que o objetivo dos
Estados Unidos era demonstrar seu poderio bélico.
A narrativa "Saber e fazer História" afirma que o uso das bombas atômicas foi
uma demonstração de poder militar por parte dos Estados Unidos e que mais de 160
mil pessoas morreram, nas duas cidades. Nos anos que se seguiram, outras milhares de
pessoas morreram de doenças incuráveis provocadas pelas radiações nucleares,
principalmente queimaduras graves e câncer. Segundo Harry Truman, presidente dos
Estados Unidos na época, as bombas nucleares serviram para apressar a rendição
japonesa.

A PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NA GUERRA

Dentre as narrativas analisadas, oito delas apresentam uma narrativa a respeito


da participação do Brasil na Segunda Guerra mundial. As narrativas enfatizam como a
relação com os Estados Unidos foi fundamental para a entrada do país no conflito. As
coleções que tratam desse aspecto são: Coleção 1 – “História”, coleção 3 – “História e
vida integrada”, Coleção 4 – “História em documento – imagem e texto”, coleção 7 –
“Navegando pela história”, coleção 11 – “Projeto araribá”, coleção 12 – “Projeto
radix”, coleção 14 – “Tudo é história”, coleção 15 – “Vontade de saber história”.

A Narrativa “História”, Afirma que no ano de 1942, Getúlio Vargas se aliou aos
Estados Unidos e, em troca de ajuda financeira e compensações econômicas, rompeu
relações diplomáticas com as potências do Eixo. Logo depois, o Brasil declarou guerra
ao Eixo e deu permissão para a instalação de bases militares norte-americanas no litoral
do nordeste brasileiro. A participação direta na guerra ocorreu com a formação da Força
Expedicionária Brasileira (FEB), comandada pelo Marechal Mascarenhas de Morais.
Em 1944, mais de 23 mil soldados brasileiros, os chamados pracinhas, embarcaram para
combater os nazistas.

A narrativa "História em documento" ressalta a relação de negócios fortalecida


entre Brasil e Alemanha. Essa aproximação inquietou os Estados Unidos que para evitar
a concorrência alemã pôs em prática sua política de “boa vizinhança” enfatizando a
cooperação entre os países americanos, ofereceu empréstimos e se dispôs a aumentar as
importações de produtos latino-americanos. Segundo a narrativa, ainda nesse contexto,
o Brasil obteve 20 milhões de dólares para construir a usina siderúrgica de Volta
Redonda. Ao mesmo em que os EUA procuravam cativar o mercado brasileiro com o
incentivo ao consumo e o famoso modo de vida americano. A entrada do Brasil na
guerra, em 1942, fortaleceu as relações com os Estados Unidos. Contudo, lutar ao lado
dos Aliados era contraditório, pois enquanto a democracia era defendida lá fora, a
ditadura era mantida no país, fazendo com que aumentassem às críticas ao Estado Novo.

A Narrativa “Projeto araribá" diz que a entrada dos Estados unidos na guerra
arrastou muitos outros países, incluindo o Brasil, fortalecendo o bloco dos Aliados. Na
Europa, Bulgária, Hungria e Romênia, aliados da Alemanha, declararam guerra aos
Estados Unidos. A guerra tornou-se mundial à partir desse momento.

A narrativa "projeto rádix" afirma que a principio o governo brasileiro se


manteve neutro, não apoiando nenhum dos lados da guerra, apesar de sua simpatia com
o regime nazista. A neutralidade garantia vantagens comerciais e obtenção de
empréstimos junto a esses países. Porém, a pressão norte-americana forçou o governo
de Vargas a se posicionar. Em janeiro de 1942, o Brasil rompeu relações com os países
do Eixo. A declaração de guerra contra a Alemanha veio em agosto do mesmo ano,
quando os alemães afundaram vários navios brasileiros, resultando na morte de vários
tripulantes. Em 1944, o Brasil enviou soldados para lutar na Europa. Essa atitude, foi
vista como uma contradição, enfraquecendo as bases do Estado Novo.

Na narrativa “Tudo é História" concluímos que no início da segunda Guerra o


Brasil era próximo dos dois lados, sem se comprometer com nenhum deles. Em 1940, o
governo brasileiro acenou com a possibilidade de construir a primeira fábrica de ferro e
aço do país, tendo o apoio de uma empresa alemã. Porém o governo dos EUA como
estratégia para evitar tal aproximação, concedeu o empréstimo que o Brasil precisava.
Em 1942, foram instaladas bases militares americanas no nordeste. Em represália, no
mesmo ano vários navios brasileiros foram afundados por submarinos alemães. O
governo brasileiro declarou guerra ao Eixo em 1942. Em agosto de 1943 foi fundada a
Força Expedicionária Brasileira e soldados foram enviados para lutar ao lado dos
Aliados.

Na narrativa “Vontade de saber História" ganha destaque a importância


brasileira na guerra, sobretudo para a Europa e para o próprio Brasil. O governo alemão
irritado com o posicionamento do Brasil começou a desferir ataques a navios mercantes
brasileiros no atlântico. Devido a grande manifestação popular, em agosto de 1942
Getúlio Vargas declarou guerra ao Eixo. As forças brasileiras de guerra enviadas para as
frentes de combate na Itália eram compostas por cerca de, 25 mil soldados e oficiais,
que foram treinados no Brasil e nos Estados Unidos.

A narrativa "Navegando pela História" traz em uma coluna denominada


“Ampliando o conhecimento” informações sobre a participação de soldados brasileiros
na Segunda Guerra Mundial

A narrativa “História e Vida Integrada” menciona a participação do Brasil no


conflito apenas em um boxe informativo. As demais narrativas não mencionam a
presença brasileira no conflito.

A DIVISÃO DA ALEMANHA

Dentre as narrativas pesquisadas apenas oito delas destacam de alguma madeira


a divisão da Alemanha surgida no pós – guerra. As narrativas apresentam de forma
detalhada como foi essa divisão e a qual país passou a pertencer cada parte. As
narrativas que abordam este aspecto da Segunda Guerra Mundial são: Coleção 1 –
“História”, coleção 2 – “História das cavernas”, coleção 3 – “História e vida
integrada”, coleção 6 – “História temática”. coleção 7 – “Navegando pela história”,
coleção 9 – “Para entender história”, coleção 10 – “Para viver juntos”, e coleção 12 –
“Projeto radix” .

A narrativa "História" aborda a Conferência de Yalta, realizada às vésperas da


queda da Alemanha onde os líderes Stalin, Roosevelt e Churchill se reuniram para
decidir sobre a divisão da Alemanha, ficando estabelecido que esta seria dividida em
quatro zonas de ocupação. Finalmente a União Soviética deveria entrar em guerra
contra o Japão, em troca de concessões territoriais no Oriente. Segundo a narrativa
Yalta foi considerada a principal conferência da Segunda Guerra Mundial.

A narrativa "História das cavernas ao terceiro milênio" narra que em agosto de


1945, os aliados já vitoriosos se reuniram na Conferência de Potsdam, onde decidiram
que o território alemão e a cidade de Berlim seriam divididos em quatro zonas, e que
estas ficariam sob a administração francesa, britânica, norte-americana e soviética.
Além disso, foi imposta uma indenização que a Alemanha deveria pagar. A narrativa
cita também a criação do tribunal de Nuremberg para julgar os criminoso de guerra.

A narrativa "História e vida integrada" afirma que depois da guerra, a Alemanha


foi dividida em quatro zonas de ocupação controladas pelos Estados Unidos, Inglaterra,
França e União Soviética. Em 1949, após a unificação das zonas de ocupação norte-
americanas, inglesas e francesas, foram constituídos dois países: a República Federal da
Alemanha, ou Alemanha Ocidental, uma democracia capitalista, e a República
Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental, de regime socialista.

A narrativa "História temática" relata que no pós - guerra a Alemanha, estava


ocupada pelas tropas dos Estados Unidos, da Inglaterra, da França e da União Soviética.
Era preciso decidir o que fazer com esse país, o consenso era de que a Alemanha não
poderia voltar a ter um governo nazista. Para os soviéticos, a Alemanha deveria ser um
país socialista. Mas os outros países não concordavam com isso, a Alemanha deveria
continuar capitalista. Assim, os Estados Unidos, a Inglaterra e a França, que
controlavam a parte oeste da Alemanha , convocaram as eleições para uma assembleia
constituinte. A união Soviética, por sua vez, separou para o resto do mundo a parte leste
da Alemanha, que ela controlava. Assim surgiram dois países diferentes, a Alemanha
Ocidental e a Alemanha oriental.

A narrativa "Navegando pela História" afirma que segundo as deliberações da


conferência de Postdam, a Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação que
seriam administradas pelos Estados Unidos, pela União Soviética, França e Inglaterra.
Entre 1945 e 1949, essa divisão acabou levando a formação de duas Alemanhas, a
República Democrática Alemã, também chamada de Alemanha Oriental, de regime
socialista, com capital em Berlim e a República Federal Alemã, também chamada de
Alemanha Ocidental, de regime capitalista, com capital em Bonn.

A Narrativa "Para entender a Historia" relata que em julho, numa reunião na


cidade alemã de Potsdam, as três potências dividiram a Alemanha em quatro zonas de
ocupação, uma delas seria controlada pela União Soviética, e as demais, divididas entre
Estados Unidos, Grã-Betanha e França. A cidade de Berlim, embora situada na zona
soviética, foi igualmente dividida.
A narrativa "Para viver juntos" afirma que a disputa entre capitalistas e
comunistas impediu a reunificação dos territórios do antigo Reich. Em maio de 1949,
ingleses, franceses e norte-americanos uniram as zonas que controlavam desde o fim da
guerra e restituíram sua autonomia, criando a República Federal da Alemanha, também
conhecida como Alemanha Ocidental, com capital na cidade de Bonn.
Em outubro de 1949, a zona ocupada pela união Soviética ganhou autonomia, e foi
criada a República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental, que instalou sua capital
na zona oriental de Berlim. O restante da cidade havia sido dividido entre as três
potências capitalistas que ocuparam o país. Segundo a narrativa, a Alemanha dividida
foi considerada o maior símbolo da disputa de poder entre Estados Unidos e União
Soviética.

A Narrativa "Projeto radix", apresenta como principal decisão da conferência de


Potsdam a divisão da Alemanha e de sua capital, Berlim, em quatro zonas de ocupação
divididas entre Inglaterra, França, Estados Unidos e União Soviética. Mais tarde as
áreas inglesa, francesa e norte-americana transformaram-se na República Democrática
da Alemanha, a Alemanha Oriental. Essa divisão sobreviveu até o final dos anos de
1980, quando o país voltou a se unificar.

As demais narrativas não apresentam informações sobre como se deu a divisão


da Alemanha ao final da Segunda Guerra Mundial, nem dentro das narrativas, nem em
informações paralelas, por meio de boxes informativos ou atividades.

ÊNFASE NARRATIVA

As ênfases narrativas que se mostram com maior frequência nas narrativas sobre
o tema Segunda Guerra Mundial nas coleções analisadas são as ênfases descritiva,
explicativa e factual. Existe uma variação da presença de uma ênfase ou outra,
dependendo do assunto que a narrativa aborda a ênfase varia, por exemplo, quando se
fala a respeito dos avanços da guerra, inicio e causas, as ênfases narrativas
predominantes são explicativa e descritiva, já quando as narrativas abordam as batalhas
que ocorreram durante a guerra, acontecimentos políticos, fatos com grande predomínio
de datas e locais entre outros, a narrativa dominante é a factual.
CONCEITOS APRESENTADOS

A maior recorrência de conceitos apresentados nas coleções é o conceito de


“espaço Vital” o espaço que o território alemão merecia por supostamente ser uma raça
superior às demais. Ele se repete em nove, das quinze coleções analisadas. As coleções
que apresentam esse conceito são: coleção 3 – “História e vida integrada”, Coleção 4 –
“História em documento – imagem e texto”, coleção 5 - “História sociedade e
cidadania”, coleção 9 – “Para entender história”, coleção 10 – “Para viver juntos”,
coleção 11 – “Projeto araribá”, coleção 12 – “Projeto radix” coleção 13 – “Saber e
fazer história”, e coleção 15 – “Vontade de saber história”.

Outro conceito bastante presente nas coleções é a “política da Solução final” se


referindo ao extermínio de judeus pelo governo nazista. O conceito é apresentado em
oito coleções, sendo que em três delas são mencionados nos boxes informativos, são
elas: Coleção 1 – “História”, coleção 2 – “História das cavernas”, coleção 3 –
“História e vida integrada”, coleção 9 – “Para entender história”, coleção 11 –
“Projeto araribá”, e aparece em boxes informativos nas seguintes coleções: coleção 5 -
“História sociedade e cidadania”, coleção 10 – “Para viver juntos”, coleção 12 –
“Projeto radix”.

SUJEITOS RECORRENTES

As narrativas analisadas na pesquisa apresentam uma recorrência bem especifica de


sujeitos, são 10 sujeitos que aparecem de maneira recorrente nas narrativas, sendo
apresentados quase sempre como tendo a mesma ação, variando muito pouco.

 Adolf Hitler: é apresentado como líder supremo da Alemanha nazista.


 Inglaterra: apresentada juntamente com a França como um dos países que
preferiram evitar um confronto direto com a Alemanha.

 França: apresentada juntamente com a Inglaterra como um dos países que


preferiram uma política de apaziguamento para evitar o confronto direto com a
Alemanha nazista.

 Mussolini: apresentado como líder da Itália e um dos principais aliados de Hitler


no conflito.

 Japão: é apresentado como um dos países do Eixo. Aparece como responsável


pelo ataque à Pearl Harbor e como último país a se render.

 Estados Unidos: é apresentado como um dos países Aliados após entrar no


conflito em resposta ao ataque à Pearl Harbor, também aparece como um dos
países que ascendem a posição de superpotência ao final da guerra.

 Roosevelt apresentado como presidente dos Estados Unidos.

 Churchill aparece como primeiro-ministro britânico e figura importante ao lado


dos Aliados.

 Stálin: aparece como líder da União Soviética e a principio aliado de Hitler no


conflito. Depois é apresentado como figura importante ao lado dos Aliados.

 Itália aparece como um dos países aliados ao Eixo.

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Livro, 1982.

VIDAL-NAQUET, Pierre. Os assassinos da memória. Campinas: Papirus, 1988.


COLEÇÃO 3 – HISTÓRIA E VIDA INTEGRADA

PILETTI, N. PILETTI, C. e LEMOS, T. T de. História e vida integrada. 9º ano. Rio de


Janeiro. Editora: Ática, 2009.

CHURCHILL, Winston. Memórias da Segunda Guerra Mundial. Rio de Janeiro: Nova


Fronteira, 2005. 2 v.

ELIAS, Norbert. Os alemães. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.

FERRO, Marc. História da Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Ática, 1994. (Coleção
Século XX.)

HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX(1914-1991). São Paulo:
Companhia das Letras, 1995.

MAGNOLI, Demétrio(org.). História das guerras. São Paulo: Contexto, 2006.

MORAIS, Fernando. Olga. 5. ed. São Paulo: Alfa-Omega, 1985.

WERTH, Alexander. A Rússia na guerra (1941-1945). Rio de Janeiro: Civilização


Brasileira, 1966. 2 v.

RECOMENDADA:
ALVES, Vagner Camilo. O Brasil na Segunda Guerra Mundial: história de um
envolvimento forçado. São Paulo: Loyola, 2002.

PEDRO, Antonio. A Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Campinas: Atual, 1994. (col.
Discutindo a História)

LIVROS:
Atlas da Segunda Guerra Mundial. David Jordan; Andrew Wiest. São Paulo: Larousse
do Brasil, 2008.

Diário de Anne Frank. Anne Frank. Rio de Janeiro; Bestbolso, 2007.

Hiroshima. John Hershey. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. (Col. Jornalismo
Literário)

O nazismo – História de um sobrevivente. Silvia Szterling. São Paulo: Ática, 1999.


(Col. O Cotidiano da História.)
VÍDEOS:
Adeus, meninos. França/Alemanha, 1987. Direção: Louis Malle. Na França ocupada
pelos alemães, menino de doze anos entra em contato brutal com a realidade, ao ter
colega judeu no colégio interno entregue à polícia nazista. 103 min. Distribuição: Globo
vídeo.
Amém. França/ Romênia/ Alemanha/ EUA, 2002. Direção: Costa-Gravas. Durante a
Segunda Guerra Mundial, Gerstein, químico e oficial alemão, cria um produto para
tornar mais eficiente a limpeza dos tanques. Sua invenção acaba sendo usada pelo
nazismo para matar judeus em campos de concentração. Horrorizado, Gerstein procura
a ajuda de um jovem jesuíta, Ricardo. Ele decide ir até o vaticano pedir que o papa Pio
XII faça uma denúncia contra esses crimes, para tentar parar o genocídio dos judeus. O
filme mostra a indiferença de todos aqueles que preferiram se omitir, mesmo sabendo o
que estava acontecendo. 130 min. Distribuição: Pandora.