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AMARAL, Juliano Franco e Silva. Estratégias de Gestão Empresarial.

Pretexto, Belo
Horizonte, v.6, n.1, p-59-74, jul.2005. Disponível em: <
http://www.fumec.br/revistas/pretexto/article/view/412> Acesso em: 08 abr. 2017

O artigo “Estratégias de Gestão Empresarial” foi produzido por Juliano Franco e


Silva Amaral, o autor possui graduação em Direito e Administração pela Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Pontifícia Universidade Católica de Minas
Gerais (PUC-Minas) respectivamente, tem experiência na área de direito civil e
administração estratégica/ financeira, é mestre em Administração pela FUMEC e diretor
da Torre Empreendimentos.

Esse texto discute a estratégia como ferramenta essencial no campo empresarial


e destaca a importância do planejamento para que essa estratégia tenha eficácia
ajudando a empresa a se manter no cenário competitivo do mundo moderno.

O autor recorre à etimologia da palavra estratégia para demonstrar qual sentido


carrega essa palavra e como foi seu desenvolvimento até os dias atuais. Provém do
grego estrategos e significa “arte do general”. Na Grécia Antiga, eram separados
homens para planejar e executar ações bélicas, visando à derrubada do inimigo.
Posteriormente, essa noção chegou às organizações que precisavam conquistar
mercados e permanecer no campo dos negócios.

O texto traz, também, as ideias de Kotler (2000) que considera a eficácia do


planejamento dependente da preparação os funcionários, das informações de estratégia e
precisa passar por avaliação já que o mercado passa por mudanças e a organização
precisa estar atenta esses aspectos para poder intervir. É citado também Oliveira (1991)
que associa a estratégia com a ideia de minimizar problemas e maximizar resultados

As demandas do mundo moderno resultam em desafios para as instituições e é


preciso pensar estratégias e avaliar como estão sendo aplicadas. Esse artigo traz em seu
corpo diferentes estratégias e maneiras de avaliá-las. Os níveis de estratégias são:
corporativa, unidade de negócios, funcional e operativa.

A corporativa se associa a objetivos, expectativas e recursos e depende de oito


áreas: mercado existente, inovação, produtividade, recursos físicos e financeiros,
lucratividade, desempenho e desenvolvimento da administração, desempenho e atitude
dos trabalhadores e responsabilidade pública.

A estratégia de unidade de negócios analisa as intenções de uma organização,


procurando delimitar os serviços, produtos que vão ser ofertados, o público alvo e a
distribuição de recursos.

A funcional depende do esforço colocado para efetuar a estratégia e se associa ao


marketing, à produção, às finanças, aos recursos humanos, à pesquisa e ao
desenvolvimento.

A estratégia operativa depende de uma maior flexibilidade e determina diretrizes


que coordenem as ações do dia–a-dia da empresa.

O autor aborda a importância do meio-ambiente para a sobrevivência da


empresa, pois o espaço influencia no desenvolvimento da mesma já que por ele
perpassam aspectos políticos, sociais, econômicos, culturais e a organização precisa
estar atenta a essa conjuntura e dessa forma agir estrategicamente, traçando objetivos
que lhe levem a ação esperada. Amaral assinala que Ansoff (1990) destaca dois tipos de
relação da empresa com o meio-ambiente: o comportamento competitivo e o
comportamento empreendedor. O primeiro objetiva-se a troca; o segundo, a inovação de
produtos e serviços. No texto, aparecem dois tipos de estratégia empresarial: a genérica
e a de adaptação.

A estratégia genérica valoriza a vantagem competitiva, são citadas no texto três


estratégias genéricas: diferenciação que é tornar um produto único para atingir os
compradores, selecionando um atributo do mesmo; liderança do custo que é à procura
da redução de gastos para oferecer produtos ou serviços mais baratos; e o enfoque que
seria aproveitar os recursos disponíveis e escolher mercados específicos.

As estratégias de adaptação se baseiam em quatro comportamentos:


comportamento defensivo (defenders) que diz respeito às empresas que ficam cômodas
em relação a inovações por causa da especificidade; comportamento prospectivo
(prospectors) diz respeito às empresas que buscam por inovação; comportamento
analítico (analyzers) diz respeito às empresas que situam no campo da estabilidade e da
transformação; comportamento de reação (reactores) que diz respeito às empresas com
um espaço conturbado e precisam resistir aos ajustes.
A estratégia no campo empresarial é uma ferramenta que se aliada ao
planejamento ajuda no desenvolvimento da produtividade. Faz-se necessário também
analisar os resultados e cabe ao controle gerencial garantir que a execução esteja em
coerência com o planejamento. Para selecionar estratégias é preciso levar em conta
certos fatores: implementação da estratégia, planejamento funcional, políticas e planos
operacionais. O autor conclui o texto pontuando que o modo operante das empresas
ocorre de maneiras semelhantes, o que diferencia são as estratégias. Sabendo quais
estratégias aplicar é necessário também um acompanhamento para que a empresa
intervenha quando o mercado assim exigir, já que o mercado continuamente sofre
ajustes e se a empresa quer ter êxito em suas ações precisa pensar em estratégias que
dialoguem com esse mercado. Esse artigo se dirige a administradores, engenheiros,
empresários, estudantes da área de administração e engenharia já que precisam da
estratégia em seu campo de trabalho, é a partir da estratégia que podem alcançar bons
resultados ou reduzir os problemas.

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