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TÓPICOS DE ATUAÇÃO

PROFISSIONAL

POTÊNCIA DE CORTE
MATERIAIS DE FERRAMENTAS
CUSTO DE USINAGEM
TÓPICOS DE ATUAÇÃO
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Questão 23 (ENADE 2011 – Questão 26)


O engenheiro de processos sabe da importância do conhecimento prévio da
potência de corte para que possa otimizar o processo com base nas restrições
dos recursos das máquina e das ferramentas disponíveis. No entanto, nem
sempre estão disponíveis de antemão os dados de cálculo necessários para
verificar se os parâmetros de usinagem planejados estão adequados em relação
à potência disponível na máquina, como é o caso da pressão específica de corte
do material da peça (ks) e o rendimento da máquina (h). Também não é pertinente
que o setor fabril de uma empresa disponha de equipamentos sofisticados de
medição de forças como dinamômetros/torquímetros, próprios de laboratórios.
Nesse contexto, o engenheiro interessado em otimizar o processo pode recorrer
a um procedimento alternativo rápido e barato, cujo resultado possibilita fazer o
cálculo tanto da potência de corte quanto do rendimento da máquina.

Esse procedimento consiste em medir o(a)


A. rotação do eixo-árvore da máquina.
B. deflexão elástica na ponta de corte da ferramenta.
C. tensão elétrica no cabo de fase do motor da máquina.
D. corrente elétrica no cabo de fase do motor da máquina.
E. tempo de corte para um comprimento fixo de usinagem.
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Força e potência de corte nas operações de usinagem

A força que atua entre a ferramenta e a peça em um processo de usinagem é


conhecida como força de usinagem (F). O conhecimento da força de usinagem e
de seus componentes é a base para o projeto de uma máquina ferramenta, para a
determinação das condições de corte durante o trabalho e para a avaliação da
viabilidade de utilização de uma máquina ferramenta (STEMMER, 2005).
Os componentes da força de usinagem são a força de corte (Fc), a força de avanço
(Ff) e a força passiva (Fp).
A figura 1 mostra, em um processo de torneamento, a força de usinagem e seus
componentes (STOETERAU, 2004).

A força passiva (Fp) é


a força existente na
ferramenta na direção
da profundidade de
corte
A força de avanço (Ff) é
a força que a peça
exerce na ferramenta no
sentido oposto ao seu
A força de corte (Fc) movimento
é a força necessária
para o arranque do
material da peça e
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As forças atuantes na usinagem são influenciadas pelos parâmetros envolvidos
no processo de formação do cavaco, que são os materiais da peça e da
ferramenta, a geometria da ferramenta, a velocidade de corte, o avanço e a
profundidade de corte (FERRARESI, 2000).

Conhecida a profundidade de corte (ap) e o avanço (f), a


força de corte (Fc) pode ser determinada por.

𝑭𝒄 = 𝑲𝒄. 𝒂𝒑 . 𝒇
Na expressão, kc é conhecido como pressão específica de
corte que depende do material da peça e do avanço. O
quadro 1 mostra alguns valores de kc.

Como a força de corte é a principal responsável pelo


trabalho executado no corte, conhecida a velocidade de
corte (vc), é possível calcular a potência de corte (Pc) pela
expressão.

𝑷𝒄 = 𝑭𝒄 . 𝒗𝒄 → 𝑷𝒄 = 𝒌𝒄 . 𝒂𝒑 . 𝒇 . 𝒗𝒄
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Convém observar que a potência de corte difere da potência de acionamento (Pa),
que é a potência fornecida pelo motor à máquina ferramenta, porque existem
perdas por atrito nos mancais, nas engrenagens, nos sistemas de lubrificação, no
sistema de avanço etc.
Conhecidas a potência de corte e a potência de acionamento, podemos definir o
rendimento da máquina como a relação entre a potência de corte e a potência
de acionamento:

Em média, o rendimento para as máquinas ferramentas é igual a 0,75.

Motor assíncrono de Indução é um motor elétrico


Motor elétrico é a de corrente trifásica, bifásica, ou monofásica, cujo
máquina destinada a rotor está excitado pelo estator e a velocidade de
transformar energia rotação não é proporcional à frequência da sua
elétrica em energia alimentação (a velocidade do rotor é menor que a
mecânica. do campo girante, devido ao escorregamento).
Podem ser de corrente Motor Síncrono, é um motor
contínua e alternada. elétrico cuja velocidade de rotação é sempre
proporcional à frequência da sua alimentação.
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Podemos determinar a potência de uso de um motor elétrico de indução (Pu) pela
expressão:
𝑷𝒖 = 𝟑 . 𝑼 . 𝑰 . 𝒄𝒐𝒔ϕ

Na expressão, 𝒄𝒐𝒔ϕ, é conhecido como fator de potência, que, para os motores


trifásicos, pode ser determinado pelo gráfico da figura abaixo.
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A – Alternativa incorreta.
JUSTIFICATIVA. A partir do conhecimento do diâmetro a ser usinado, a determinação da rotação do eixo árvore permite que
seja obtida a velocidade de corte. Para a determinação da potência de corte, é necessário, ainda, conhecermos o avanço, a
profundidade de corte e a pressão específica de corte. Mesmo que esses dados estejam disponíveis, não é possível a
determinação do rendimento da máquina, pois não se tem a potência de acionamento da máquina.

B – Alternativa incorreta.
JUSTIFICATIVA. Por meio da deflexão elástica na ponta da ferramenta podemos obter o valor da força de corte, sendo
necessário, ainda, determinarmos os valores da rotação do eixo árvore e da potência de acionamento da máquina para
encontrarmos o rendimento.

C – Alternativa incorreta.
JUSTIFICATIVA. A medida da tensão elétrica deve ser feita entre os cabos de fase do motor. Essa medida apenas fornece a
tensão de alimentação, mas não fornece qualquer dado referente ao consumo da máquina.

D – Alternativa correta.
JUSTIFICATIVA. Por meio da corrente elétrica no cabo de fase do motor, conhecida a tensão de alimentação, podemos
determinar a potência consumida (Pm) pela máquina quando, com todo o aparato montado, o corte não está sendo efetuado:
𝑷𝒎 = 𝟑 . 𝑼 . 𝑰𝒎 . 𝒄𝒐𝒔ϕ
Pela corrente elétrica no cabo de fase do motor, conhecida a tensão de alimentação, podemos determinar a potência de uso
(Pu) do motor quando a medida da corrente é feita com o motor desacoplado da máquina:
𝑷𝒖 = 𝟑 . 𝑼 . 𝑰 . 𝒄𝒐𝒔ϕ
O rendimento da máquina pode ser determinado pelo quociente entre a potência consumida pela máquina e a potência de
uso do motor:

Pela corrente elétrica no cabo de fase do motor, podemos determinar a potência de acionamento (Pa) quando, com todo o
aparato montado, o corte está sendo efetuado:
𝑷𝒂 = 𝟑 . 𝑼 . 𝑰𝒂 . 𝒄𝒐𝒔ϕ
Conhecendo o rendimento da máquina ferramenta, podemos determinar a potência de corte (Pc):

E – Alternativa incorreta.
JUSTIFICATIVA. O tempo de corte para determinado comprimento fixo de usinagem, conhecido o comprimento total a ser
usinado, pode fornecer o tempo total de usinagem.
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Questão 24 (ENADE 2011 – Questão 31)
Um fabricante de discos de freio desenvolveu um novo material para essas peças e não dispunha de
parâmetros de usinagem de referência para operação de faceamento dos discos nos seus tornos frontais,
especialmente adquiridos para essa finalidade, com faixa de rotações escalonadas por caixa de engrenagens
de 100 a 6.500 rotações por minuto (rpm). O faceamento deverá ser feito a partir do diâmetro de 25mm até o
diâmetro de 150mm do disco, que, associado à faixa de rpm da máquina, é possível realizar velocidades de
corte desde 7 até 3.063m/min. Considerando que a decisão do melhor material de ferramenta, juntamente com
seus parâmetros de corte, deve estar embasada nos resultados de ensaios de usinabilidade e nos custos de
produção dos discos, especialmente nos custos do tempo de troca de ferramentas, dos salários e das
máquinas, a empresa realizou esses ensaios com o material dos discos e com três tipos de materiais de
ferramenta: aço-rápido, metal duro e cerâmica. O resultado dos experimentos está apresentado na figura
abaixo, na forma de curvas de vida de ferramentas. Considerando a situação descrita, analise as seguintes
asserções: Dos três materiais de ferramentas experimentados, o aço-rápido proporcionará o
menor custo de produção dos discos de freio.
PORQUE
Com ferramenta de aço-rápido e a inevitável condição do aumento da velocidade de
corte, ao facear cada disco de freio no percurso de avanço da ferramenta desde o
diâmetro 25mm até 150mm, tem-se a menor taxa de redução da vida útil da
ferramenta e a possibilidade de menores tempos de produção.

Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.


A. As duas asserções são proposições verdadeiras e a segunda é uma justificativa
correta da primeira.

B. As duas asserções são proposições verdadeiras e a segunda não é uma


justificativa correta da primeira.

C. A primeira asserção é uma proposição verdadeira e a segunda, uma proposição


falsa.

D. A primeira asserção é uma proposição falsa e a segunda, uma proposição


verdadeira

E. Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas


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Falha e desgaste de uma ferramenta de corte
Segundo Stemmer (2005), a falha de uma ferramenta de corte pode ocorrer de três formas
diferentes, conforme descrito a seguir:
Lascamento do gume: quebra de pedaços do gume que, por consequência, produz uma
superfície usinada áspera e irregular.

Desgaste no flanco: presença de uma marca na ferramenta, chamada de marca de desgaste,


que provoca aumento na temperatura de usinagem e na potência consumida.

Desgaste na face ou desgaste de superfície: presença de uma cratera na superfície de saída da


ferramenta, que provoca o deslocamento do gume e, com isso, altera as características da
superfície usinada.

A figura 1 mostra uma ferramenta de usinagem com a representação desses tipos de desgaste.
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As causas do desgaste das ferramentas de corte são as seguintes (STEMMER, 2005):

 deformação plástica do material da ferramenta;


 abrasão que o material usinado faz na superfície da ferramenta;
 aderência entre o material usinado e a ferramenta (nessa situação, existe a formação de um
gume postiço);
 difusão de componentes entre os materiais da peça e ferramenta e, com isso, mudança da
composição química da ferramenta;
 oxidação do material da ferramenta;
 aparecimento de correntes elétricas iônicas produzidas no atrito entre a ferramenta e a peça.

À medida que uma ferramenta desgasta-se, são observadas variações no processo de usinagem,
como, por exemplo:

Aumento da Elevação da Alteração na


força de potência superfície
corte consumida usinada

É necessário, então, fixar um ponto que represente o fim da


vida da ferramenta (DINIZ et al, 2002).
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Vida de uma ferramenta de corte
A vida de uma ferramenta de corte é o período no qual ela pode ser mantida usinando de
forma econômica.
O critério econômico pode ser relacionado principalmente com tolerâncias dimensionais e
geométricas, qualidade superficial da peça, nível de vibrações no processo de usinagem,
nível de esforços no processo e possibilidade de reafiação da ferramenta (STOETERAU,
2004).

Dentre os métodos usuais de especificação de vida de uma ferramenta, encontramos o


método da velocidade de corte equivalente, também chamado de velocidade de Taylor, em
que é determinada a velocidade de corte para uma vida prefixada.
Por exemplo, ϑ30 é a velocidade de corte que permite à ferramenta ter vida efetiva de 30
minutos entre duas afiações (FERRARESI, 2000).
Segundo Stemmer (2005), Taylor demonstrou que a relação entre a vida da ferramenta e a
velocidade de corte pode ser expressa por:

𝜗𝑐. 𝑇𝜗𝑛 = 𝐶𝑡
Onde:
ϑc = velocidade de corte (m/min);
Tϑ = tempo efetivo de corte entre as afiações (min);
Ct = constante oriundas da maquina ferramenta (m/min)
n = expoente experimental (tabelado)
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Segundo Stemmer (2005), o valor da constante depende principalmente do
material da ferramenta, do material da peça, do fluido de corte e das
dimensões do corte. O quadro 2 fornece alguns valores orientativos para Ct .

Assim, pela expressão de Taylor, a vida da ferramenta pode ser determinada por Tϑ .
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Para certas condições de usinagem, os traçados gráficos mostram
a relação entre a vida da ferramenta e a velocidade de corte. A
figura 2 mostra o gráfico de vida de uma ferramenta de corte
Sandvik Coromant TNMG 160404-PF GC 4015 P15 (AMORIM, 2002).
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Solução da questão
A questão apresenta um gráfico que mostra a vida da ferramenta em
função da velocidade de corte, reproduzido na figura 3.
Devemos observar que, no gráfico da figura 3, as escalas dos eixos
são logarítmicas.
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No gráfico da figura 4, foi assinalada uma vida de ferramenta igual a
100 minutos e determinada a velocidade de corte para cada material.
A partir dessas velocidades, foi estabelecida uma variação de
velocidade de corte aproximadamente igual a +20 m/min.
Com essa variação de velocidade de corte, foi possível obter a
variação na vida da ferramenta para os três tipos de material de
ferramentas.
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Para a ferramenta de aço
rápido, encontramos a rotação
máxima próxima a 50 m/min,
que provocou redução de vida
igual a 92 minutos. A
ferramenta de metal duro
apresentou redução de 20
minutos e a ferramenta de
cerâmica, 10 minutos.

Quando se faz a relação entre


a redução de vida e a variação
da velocidade de corte, para a
ferramenta de aço rápido
A relação mostra que a vida da
encontramos:
ferramenta é reduzida em 4,6
minutos para cada acréscimo
unitário (em m/min) na velocidade de
corte.
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Para o metal duro e para a cerâmica, a relação pode ser expressa por:

Observando as três relações, podemos concluir que, entre os três materiais


apresentados, a vida da ferramenta de cerâmica é a que menos sofre influência
do aumento da velocidade de corte e que a ferramenta de aço rápido é a que
mais sofre.
Considerando que, na usinagem dos discos de freio do problema, o diâmetro de
usinagem varia entre 25mm e 150mm, mantida a rotação no eixo árvore, a
relação entre a velocidade de corte máxima e a mínima é igual à relação entre o
diâmetro máximo e o diâmetro mínimo, ou seja, . Como a vida da ferramenta de
aço rápido é mais influenciada pela 150 mm/25 mm = 6 variação de velocidade,
pode ser previsto maior número de troca de ferramentas desse material
quando comparado com o número de trocas das ferramentas de metal duro e
de cerâmica.
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Análise das asserções


I – Asserção incorreta.
JUSTIFICATIVA. A ferramenta de aço rápido proporcionará maior
número de trocas de ferramenta.

II – Asserção incorreta.
JUSTIFICATIVA. A ferramenta de aço rápido é a que tem maior taxa de
redução de vida.

Alternativa correta: E.
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Questão 25 (ENADE 2011 – Questão 35)
A análise das condições econômicas de usinagem leva em consideração, direta ou
indiretamente, todas as informações técnicas e econômicas envolvidos no processo,
sobretudo os tempos, os custos e a usinabilidade dos materiais, esta última representada
pelas constantes K e x da equação de Taylor.

Depois de processadas tais informações, obtém-se, para cada situação particular de


usinagem, o comportamento dos tempos e dos respectivos custos em função da
velocidade de corte, conforme modelo apresentado no gráfico de custos abaixo.

No gráfico, emprega-se a seguinte notação:


C1: parcela de custo relativa aos tempos de preparação
da tarefa (setup de máquina, material, ferramentas,
fixações) e improdutivos independentes da velocidade de
corte (fixar /soltar peça, aproximar/afastar ferramenta,
controle de qualidade).
C2: parcela de custo relativa aos tempos de efetivo corte,
incluindo as despesas com mão de obra (salários) e com
máquina (depreciação, energia consumida, manutenção,
espaço ocupado).
C3: parcela de custo relativa à ferramenta (aquisição e
troca).
Kp: custo total de usinagem por peça.
VC (m/min): Velocidade econômica de corte.
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Considerando os fatores da usinagem influentes nos custos de produção por peça e o
comportamento das linhas de custos (curvas e reta) que compõem o gráfico-modelo acima,
analise as seguintes asserções.
Na conjuntura competitiva atual do setor industrial metal-mecânico que pratica altos custos
produtivos, a necessária efetivação do menor custo de usinagem por peça (Min. Custo Û Vcmin)
implica a necessária disponibilidade de máquinas com altas rotações e de ferramentas de alto
desempenho.

PORQUE
Com o uso de máquinas de baixas rotações que possibilitam apenas baixas velocidades de
corte, o custo relativo ao tempo efetivo de corte (C2) será elevado, assim como a adoção de
ferramentas de baixa resistência ao desgaste e de baixo desempenho técnico operacional fará
aumentar o custo de ferramentas, principalmente devido às paradas de máquina para suas
trocas (C3).
Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.
A. As duas asserções são proposições verdadeiras e a segunda é uma justificativa correta da
primeira.

B. As duas asserções são proposições verdadeiras e a segunda não é uma justificativa correta
da primeira.

C. A primeira asserção é uma proposição verdadeira e a segunda é uma proposição falsa.

D. A primeira asserção é uma proposição falsa e a segunda é uma proposição verdadeira.

E. Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.


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Custo de produção e usinabilidade
O custo de produção de um lote de peças depende essencialmente do
tempo necessário à sua execução. Segundo Stoeterau (2004), com
relação à velocidade de corte, o custo de fabricação por peça (Kp) pode
ser dividido em três partes:
 custo de preparação e secundários, também chamado de custo fixo;
 custo principal, composto pelo custo de máquina e do operador;
 custo de ferramenta, que leva em conta o tempo total despendido na
troca de ferramenta.
A relação entre esses custos e a velocidade de corte pode ser observada
na figura 1.
A figura 1 mostra que o custo
principal decresce com o
aumento da velocidade de
corte, enquanto o custo da
ferramenta aumenta. Conclui-
se que há uma velocidade de
corte em que o custo total é o
mínimo.
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Análise das asserções
I – Asserção correta.
JUSTIFICATIVA. A primeira asserção afirma que o menor custo de usinagem por peça implica
máquinas com altas rotações e ferramentas de alto desempenho.
Para um mesmo diâmetro a ser usinado, uma rotação mais alta significa uma velocidade de
corte também mais alta. Com o crescimento da velocidade de corte, observado no gráfico da
figura 1, e não existindo alteração no custo fixo, ocorre redução no custo principal e aumento
no custo de ferramenta.
Não havendo alteração no custo fixo e mantendo-se a relação entre o custo principal e a
velocidade de corte, o custo total pode diminuir se o desempenho da ferramenta for alterado
de maneira a reduzir o tempo para trocas (diminuindo o número de trocas). Isso pode ser
observado na figura 2, que simula duas situações semelhantes com alteração apenas no
custo de ferramenta.
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II – Asserção correta.
JUSTIFICATIVA. A segunda asserção afirma que, em máquinas que permitem baixas
velocidades de corte, o custo principal é elevado e a adoção de ferramentas de baixa
resistência ao desgaste fará aumentar o custo de ferramenta principalmente pelo tempo
dispendido nas paradas para a troca delas.

De fato, baixas velocidades de corte implicam o aumento do custo principal.


Da mesma forma, o uso de ferramentas que provoca alta frequência de troca acarreta
aumento no custo de ferramenta.
Podemos concluir, assim, que a segunda asserção também é verdadeira e que ela justifica
a primeira, pois os menores custos são obtidos em máquinas que permitem altas
velocidades de corte, com ferramentas de alto desempenho nessas velocidades.

Alternativa correta: A.
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Indicações bibliográficas

AMORIM, H. J. Estudo da relação entre velocidade de corte, desgaste de


ferramenta, rugosidade e forças de usinagem em torneamento com ferramenta de
metal duro. Porto Alegre: UFRGS, 2002.
CAGNON, J. A. Equipamentos específicos – motores. Disponível em
<http://www.dee.feb.unesp.br/~cagnon/ENERGIA/MOTOR.pdf>. Acesso em 28 mar.
2012.
DINIZ, A. E. MARCONDES, F. C.; COPPINI, N. L.; Tecnologia da usinagem dos
metais. São Paulo: Artliber, 2002.
FERRARESI, D. Fundamento da usinagem dos metais. São Paulo: Edgard Blücher,
2000.
SANDVIK. Desgastes nas arestas de corte. Disponível em
<http://www.sandvik.coromant.com/pt-pt/knowledge/materials/cutting_tool
_materials/wear_on_cutting_edges/pages/default.aspx>. Acesso em 22 out. 2014.
STEMMER, C. E. Ferramentas de corte I. Florianópolis: UFSC, 2005.
STOETERAU, R. L. Processos de usinagem – fabricação por remoção de material.
Belém: UFPA, 2004.