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Alzheimer

Demência tecnicamente não é uma doença, mas uma ‘serie de sintomas como má memória e
dificuldade para aprender novas informações.
Geralmente é causada por doenças que causam danos ao cérebro, como a Doença de Alzheimer, que é uma
doença neurodegenerativa (neuro de neurônio; degenerativa de perda).
A causa do Mal de Alzheimer ainda não é plenamente entendida, mas os dois maiores
acometimentos são as placas neuronais e os emaranhados neuronais.
Para tentar simplificar o que já se sabe, temos que lembrar da célula. A célula tem uma membrana (que
funciona como se fosse uma pele, que separa o meio externo do meio interno). Nesta membrana,
há uma proteína chamada APP (proteína precursora do amilóide). Uma das pontas dessa proteína está do
lado interno da célula e a outra ponta, do lado externo. A teoria indica que essa proteína é responsável para o
reparo de um neurônio. Essa proteína, como as outras do nosso corpo, depois de usada é “consumida"por
enzimas. O problema é quando essas enzimas, por algum motivo ainda não determinado, não tem a
capacidade de “consumir" plenamente a proteína, fazendo com que ela fique “livre”. Este pedaço livre é um
monômero chamado beta amilóide. Esses monômeros tendem a ser agregar como se fossem mtos pedacinhos
de chiclets grudados e formam o que chamamos de placas de beta amiloides. Essas placas podem ficam entre
dois neurônios, dificultando as sinapses (os estímulos elétricos que transportam as informações do corpo para
o cérebro).
Então, se as células do cérebro não conseguem passar esses sinais e perdem informações, as funções
do cérebro ficam comprometidas. Para fazer uma analogia, pense no famoso pisca pisca natalino. Como são
ligados em série, quando uma lâmpada queima, as lâmpadas conseguintes não recebem mais energia. É como
se fosse dessa maneira.
Também se teoriza que as placas beta amilóides geram uma resposta imune, o que irá gerar
inflamação, que poderá consumir os neurônios que estão envoltos do local.
Em casos um pouco mais complicados, as placas beta amilóides podem gerar uma angiopatia
amilóide, que é quando elas se depositam nos vasos do cérebro, que enfraquecem esses vasos e aumentam
exponencialmente o risco de hemorragias e perda de sangue.
Outra parte relevante da Doença são ocorre dentro da célula neuronal. Os emaranhados interiores das
células dos neurônios são constituídos de microtúbulos, que se mantem unidos por uma proteína especial
chamada Tau. O que se observa nos pacientes com Alzheimer é que as placas amilóides citadas incitam
mudanças internas dentro dos neurônios, inserindo uma substancia nessa proteína Tau que irá fazer com que
perca sua função especial de manter unidos os microtúbulos, que corromperão a célula do neurônio,
promovendo uma morte celular, ou seja, o neurônio irá morrer de vez, gerando menos uma “lâmpada no
pisca pisca” e gerando variados acometimentos. As proteínas Tau soltas também irão se grudar e serão os
chamados emaranhados neurofibrilares.
Com a morte dos neurônios, muitas coisas acontecem com o cérebro a ponto de serem muito visíveis
em exames de imagem. Pode-se citar a atrofia, encolhimento do tamanho e aumento dos sulcos.
Porém, por que algumas pessoas tem essa doença e algumas não? A principio, a doença é dividida
em duas categorias, a esporádica e a familiar.
A categoria esporádica acontece de forma mais tardia e deduz-se que deve-se a alguns fatores de
risco do meio e combinações genéticas próprias. Correspondem a 95% dos casos de doença de Alzheimer e
acontecem com pessoas a partir dos 60 anos, com maior incidência a partir dos 85.
A categoria familiar por sua vez traz um gene dominante que acelera a progressão da doença, sendo
também chamada de Doença de Alzheimer Precoce. Ocorre em 5% dos casos de Alzheimer e são ligadas em
mutações em 2 genes chamados PSEN-1 e PSEN-2, que irão alterar a formação das enzimas que devem
consumir a supracitada proteína APP, que fica na membrana, deixando-as inoperantes. Por essa razão, o
Alzheimer precoce tende a atingir pessoas com até 40 anos de idade.
O Alzheimer leva aos sintomas já conhecidos como o esquecimento da memória recente,
dificuldades motoras e linguisticas, perda de memória de longo prazo, desorientação. Após algum tempo
esses pacientes podem acabar acamados e suscetíveis a infecções levando-os a morte.
O curioso dessa doença é que seu diagnóstico definitivo só pode ser feito com a biopsia do cérebro,
que só pode acontecer depois da autópsia, geralmente então a hipótese diagnóstica se dá pela clínica e com
os achados pelos exames de imagem já citados e infelizmente ainda não há cura para a doença, somente
algumas medicações para retardo dos sintomas.