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SISTEMAS ESTRUTURAIS

Conjunto de processos construtivos, cujo produto final é um edifício.


Os novos sistemas construtivos que surgem, ainda não substituem o sistema tradicional da
construção civil, por conta do custo.

 EXIGÊNCIAS DE DESEMPENHO

- Limitações de: DEFORMAÇÃO (expansão ou retração), DESLOCAMENTOS E


FISSURAÇÃO: concreto fissura devido a flexão (tração e compressão)

- Segurança Estrutural

- Resistência a fogo: prédio não pode cair quando estiver pegando fogo

- Durabilidade

- Aspectos Econômicos: custo execução, custos de manutenção e depreciação

- Quando se fala em estrutura se espera um certo desempenho, e esse


desempenho está relacionado, primeiro a segurança estrutural, ela tem que ter
resistência mecânica para não cair; tem que ter estabilidade global (olha o
edifício como um todo, tem que ver o arranjo entre os elementos) e dos elementos
(é um pedaço, que se avalia a esbeltes ex.: pilar)

- LIGAÇÃO RIGIDA, LIGAÇÃO ENGASTADA é quando não tem emeda, a viga é


uma massa s[o. se tem emenda é rotulado.

 ELEMENTOS LINEARES
- Barras: pilares e vigas
- Treliças: barras articuladas
- Cabos: elementos reticulados não resistentes à flexão
- NÓ RÍGIDO: encontro/ligação de 2 elementos lineares (pilar+viga) (viga+viga)
Não permite girar. Quanto, + NÓ RÍGIDO + ESTÁVEL a obra

 ELEMENTOS PLANOS
- Placas: lajes (carga perpendicular)
- Chapas: paredes e painéis (carga paralela ao plano)
A estabilidade estática é garantida: pela resistência e arranjo das paredes;
- pelo efeito diafragma das lajes
- pelo acoplamento monolítico de todos os elementos

 ELEMENTOS ESPACIAIS: cascas, membranas e blocos (formas variadas)

CLASSIFICAÇÃO:

1. MONTAGEM
- pré-moldado, estrutura metálica, wood frame, steel frame
- acoplamento/encaixe à seco; levar a peça pronta na obra e montar

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2. MOLDADO IN LOCO
- fabricar no local; ex.: concreto moldado in loco
3. MOLDADA E MONTADA IN LOCO
dificuldade de transporte pelo tamanho muito grande da peça. Ex.: Estádio
Engenhão

 MATERIAIS
- Tração: Aço > Madeira > Concreto
- Compressão e Fogo: Madeira > Concreto > Aço (derrete)
 MADEIRA
- Não tem tradição de uso Brasil
- Disponibilidade variável
- Política de reflorestamento inadequada
- Necessidade de tratamento: pragas, sol, fogo
- Mão de obra especializada

 AÇO
- Não tem tradição construtiva
- Dependência de normas internacionais
- Mão de obra especializada
- Equipamentos pesados para montagens (guindastes, maquinas de solda)
- FISSURAÇÃO: a viga vai ter um peso no meio, que vai comprimir em cima e
tracionar em baixo, o aço segura essa tração de baixo.

- Vence GRANDES VÃOS, quando a carga sobre ele é leve ex.: Estádios
*Concreto Protendido: cargas pesadas ex.: Viadutos

 ALVENARIA ESTRUTURAL
- A alvenaria estrutural tem o custo dela, mas comparado com o tradicional
moldado in loco, ele é 30 % mais barato, por ir menos reboco, a mão de obra é a
mesma, barata, da alta produtividade, desvantagem é que não faz grandes vãos
e tem que ensinar as regras pro pedreiro, não tira parede, não muda instalação
hidráulica sem autorização da construtora, projeto modulado, detalhamento
construtivo, regularidade de superfície, consegue chegar até andares de altura,
com limitação com todas as paredes iguais, então não tem garagem ou área
outra área diferente.
- até 24 Pavimentos

 CONCRETO
- Armado, protendido, com fibras
- Forma: 10%
- Concreto e Armadura: 40 a 45%

 PRÉ MOLDADO: + barato se tiver modulação fixa – Repetição

- Ligação Viga- Pilar


As vigas são apoiadas em consoles de concreto. Para evitar que a viga caia, tem
um furo e pino aparente (macho e fêmea, para apoiar a viga – LIGAÇÃO
PARAFUSADA, Após a montagem dos elementos, os nichos são preenchidos com
graute – concreto ou argamassa.
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 CONCRETO PROTENTIDO
- Necessidade de vencer grandes vãos
gerar uma tenção antes, a tensão gera um alongamento do aço, não ilumina
armação, gerar um esforço contrário ao q vai ter de uso, tens dois tipo principal de
protenção, “nomar” usada pra pré moldado e outra pra moldado in loco
- CORDOALHA: aço flexível usado pra protenção, dentro do tubo (bainha)
racionaliza as forma, rapidez no processo porem exige mão de obra
especializada.
- In loco + cara: cunha – travamento nas extremidades, cordoalhas dentro das
bainhas – logo depois de gerado a tensão, injeta cimento para não ficar vazio.

ESTRUTURA

 SISTEMA MISTO (aço + concreto)


- Pilar: concreto – resiste a compressão
- Viga e laje: metálica – tração, leveza para vencer vãos

 SISTEMA TILT UP
- Armação moldada in loco
- Vãos de 25 m
- Paredes de concreto são feitas no chão, são erguidas o perímetro todo e ficam
em pé escoradas até iniciar o travamento que é feito com o telhado metálico em
perfil U que encaixa na parede.

 SISTEMA EASY SET


- Parede de concreto moldada in loco – precisão de medidas
- Feito o cubo com as armações e fôrmas, logo se enche de concreto
- Por fim é feito a laje
- Formado por painéis com encaixe prático, sistema é capaz de montar até 2
apartamentos ou ½ pavimento em um só dia
- Proporciona excelente acabamento de concreto, realizado as fôrmas de janelas
- Dá menos patologias, de infiltração
- Fôrma cara - (projetos habitacionais baixa renda, alta repetição de layout)

SISTEMAS PREDIAIS

- Responsável pela infraestrutura do edifício


- Luz – Elétrica – Ar Condicionado – Internet / Wifi – Audiovisual
- Possibilita o desenvolvimento das atividades previstas
- LUMINOTECNICO: organização dos circuitos
- ELÉTRICA

 PATOLOGIAS
- Elétrica: consumo excessivo - um fio p/ vários eq.
superaquecimento – ligar muitas coisas (INCÊNDIOS)

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- Gás: vazamentos
pressão insuficiente
- Comunicações: paradas
Perda de controle dos comandos
- Hidráulica: infiltrações e vazamentos, deslocamento de revestimento, ruídos e
vibrações, retorno de odores, retorno de espuma,
-Pressão insuficiente e excessiva; observada no 1º e último andar, pressão é
determinada pela distância vertical da caixa de agua pelo ponto de consumo.
Perda pressão: virada de tubo, joelho, curva até o ponto de consumo == calculo
hidráulico.
Andares de baixo: possuem mais pressão

 ORIGEM DOS PROBLEMAS


- Falhas de projeto: ausência de detalhamento, especificação incorreta,
desatualização da legislação
- Execução: mão de obra desqualificada, ausência de procedimentos definidos,
ausência de controle de produção, execução por empreitada global (-
qualidade).
- Operação e manutenção: falta de ou falha no “manual do usuário”, utilização
incorreta, manutenção ausente ou precária

Solução para os problemas:


Parede Hidráulica; Shaft Visitável e Não Visitável, Instalações pelo forro.

 TUBULAÇÕES
Posição dos terminais
- em relação ao piso: testar altura
- em relação a parede: profundidade
- Testar tubulações antes de recobrir.
- Chumbamento: sempre em tubo reto, nunca em emenda

SISTEMA HIDRO-SANITÁRIO

Materiais Empregados
PVC, Aço Galvanizado, Cobre, Ferro Fundido, Outros.

 PVC
Leve, fácil de transportar, mão de obra pouco especializada
Água fria/quente; esgoto e águas pluviais
- LIGAÇÕES POR ROSCA

- LIGAÇÕES POR SOLDAGEM COM - LIGAÇÕES POR ANEL DE BORRACHA


COLA
1. Lixamento 1. Limpeza
2. Limpeza 2. Posicionamento do Anel
3. Cola 3. Conexão (com auxilio de vaselina)
4. Encaixe 4. Junção dos tubos
5. Limpeza Final

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 AÇO GALVANIZADO
- Água fria/quente, incêndio (usual), gás
- Pesado, difícil execução de juntas, mão de obra especializada, ligação por rosca

 COBRE
- Água fria/quente, incêndio, gás
- Leve, fácil execução de juntas, mão de obra facilmente treinada, ligação por
solda de estanho
- Tubos de incêndio, são colocados logo após o termino da obra.

 FERRO FUNDIDO
- Água fria, esgoto
- Usual em tubos de rede de esgoto urbano, atualmente já está caindo em uso,
sendo substituído pelo PVC.
- Muito pesado, difícil manuseio, ligação por anel de borracha

 SISTEMA PEX - flexibilidade


- Tubos de mangueira com uma durabilidade maior, embutidos em parede
(drywall)
- Não possui emenda para curvas (como joelhos e cotovelos) evitando risco de
vazamentos
- Um tubo para cada ponto de consumo, água quente, água fria

SISTEMA ELÉTRICO

Luz e força, telefone, antena, para-raios, comunicação

 TRABALHO DO ELETRICISTA fases distintas


1- Antes da concretagem: instalação da tubulação seca na estrutura (laje) – única
etapa que pode ser suprimida
2- Depois que levantou a alvenaria: rasga os tijolos para passar os tubos e as
caixinhas
3- Após o reboco é passado a fiação. Após os revestimentos concluídos, e antes
da pintura
4- Após a pintura, com a colação dos aparelhos, tomadas, interruptores e
espelhos

 MATERIAIS
- Fios e cabos
- Dispositivos e equipamentos

- Quadro de medição: medidor de luz - normas da Celesc


metal (aterrada) e PVC
embutidos ou aparentes (flexibilidade da instalação)

- Cash Power: uso através de recarga – taxa fixa

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- Eletodutos e Conduítes: metal, PVC, plástico corrugado - são tubos de metal ou
plásticos rígidos ou flexíveis, utilizados para proteger os condutores contra
umidade, choques mecânicos e elementos agressivos

- Plásticos rígidos
Protege a fiação melhor que o plástico flexível (amarelo), indicado para
tubulação aparente
são isolantes á eletricidade
- Não sofrem corrosão nem são atacados pelos ácidos

- Plástico pesado flexível (alaranjado) corrugado somente externamente e liso


externamente: usado embutido na laje + massa + espesso.
- Plásticos leve flexíveis: não deve ser usado em pisos (pode ser amassado na
concretagem ou na execução do contrapiso)

 CAIXAS DE PASSAGEM
- Lajes e forros: sextavadas com fundo removível
- Tomadas e interruptores: quadrada ou retangular sem fundo removível

 EXECUÇÃO DA FIAÇÃO
- Tubulação limpa e seca, não deve estar obstruída
- Lubrificar os condutores com talco, parafina ou vaselina
- Deverá ser executada antes da pintura e após o revestimento
- Nenhuma emenda deve ser feita no meio do tubo (superaquecimento), e sim na
caixa para ocorrer a manutenção

 KITS ELÉTRICOS
- Não bate tem todos os andares

 PARA-RAIO
- Aparente: visível na fachada, e no térreo ou em pavimentos com circulação de
pessoas deve estar dentro de um tubo de PVC rígido
- Revestido: não deve ter contado com a armação da estrutura

 FUGA DE ENERGIA
- Descobre onde está, deixando tudo na tomada desligando, tirando os aparelhos
na tomada até o medidor parar de girar, assim conseguirá saber qual o
equipamento está gerando fuga, e se ainda assim estiver girando o relógio, o
problema está na fiação e só o eletricista resolve

IMPERMEABILIZANTES

- Visa dar estanqueidade á fluidos partes umidades


- IMPERMEABILIDADE: prop. de um material, produto de ser impermeável (manta)
- ESTAQUEIDADE: elemento sistema (piso, fachada, cobertura), dentro possui o material
que é impermeável.

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 ÁGUA DE PERCOLAÇÃO (chuva, lavagem)
- paredes, coberturas, pisos
- não há acumulo de água parada

 UMIDADE DE SOLO
- fundação, piso sobre o solo

 ÁGUA SOB PRESSÃO


- piscinas, caixas de água, cisterna

 ÁGUA DE CONDENSAÇÃO (diferença térmica)


- vapor, frio: diferença térmica
- janela apartamento, banheiro

 TIPOS DE PROTEÇÃO
- enfeites de fachada (não fazer a água escorrer, e sim pingar) , rebaixamento de
lençol freático, uso de barreira dupla (atravessa a primeira parede e não chega
na segunda), beiral de telhado: protege contra a insolação e umidade excessiva

 IMPERMEABILIZAÇÃO
Camadas:
1. Regularização (contrapiso) para deixar
homogênea (lisa)
2. Impermeabilização
3. Isolante Térmico
4. Proteção Mecânica

- Manta de rolo: para locais planos

- Camada de regularização:
1. Deixa a superfície uniforme
2. Declividade: inclinação para a água ir para o ralo

- Proteção mecânica (ARGAMASSA): absorve e dissipa e projete contra as


tensões sobre a superfície, para não danificar a manta
- Proteção térmica: apenas para locais muitos quentes, ajuda a diminuir a
variação térmica que poderia agredir o sistema de impermeabilização (usual
no Nordeste)

CLASSIFICAÇÃO

 RÍGIDA

- MANTAS (pré formadas): rolo


- aderido ao substrato ou parcialmente aderido ou não aderido
- Não se deforma, locais que não tem movimentação, pois se a base dilatar ela
trinca e não tem mais eficiência

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- Concreto com aditivos ‘impermeabilizantes” ou sem aditivos
- Argamassa “impermeável”
- Cimentos poliméricos e cristalizantes

 FLÉXIVEL

- MEMBRANAS (moldadas in loco): pintura quente


+ espessa + deforma,
+ fina suporta deformação menor (analogia: chiclete)
tolera mais deformação, uma base que se dilata mais, mexe junto com a base

APLICAÇÃO:
ARGAMASSA IMPERMEÁVEL COM ADITIVO HIDRÓFUGO (rígida)
- Vedacit, Sika 1 ou Masterseal

Motivos que desestimulam o uso de MEMBRANAS por sua maior dificuldade de


execução em comparação as mantas
1. Segurança do funcionário, pois pode se queimar
2. Cronograma: leva muito tempo pois tem que fazer várias camadas
3. Garantia de qualidade pela temperatura exata do produto

- Manta Asfaltica (flexíveis)


Marcas: DENVER E VIAPOL
Espessura varia: 4mm usual

 FUNDAÇÕES E CORTINA
- Membranas e mantas asfálticas
- Membranas poliméricas
- Impermeabilizações rígidas (questionável pela durabilidade)

 CAIXAS D’ÁGUA E PISCINAS


- Impermeabilizações rígidas (exceto caixas d’águas elevadas)
- Membranas poliméricas
- Mantas poliméricas
- Mantas asfálticas (exceto para caixas d’água potáveis)

 COBERTURAS E ÁREAS EXTERNAS


- Mantas e membranas asfálticas
- Mantas e membranas polimérica

 ÁREAS INTERNAS DE EDIFÍCIOS


- Membranas poliméricas e alifáticas
- Mantas asfálticas
- Argamassas poliméricas

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