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CÉLULA

DEFINIÇÃO: menor unidade estrutural e funcional fundamental dos seres vivos.


PODER RESOLUTIVO DOS INTRUMENTOS ULTILIZADOS
Olho humano: 0.1milímetros (100 micrometros). Ex: 2 pontos separados
Microscópio ótico: 0.2 micrometros. Ex: células
Microscópio eletrônico: 0.4 e 200 nanômetros. Ex: partes constituintes das células.
CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS CELULAS
*Quanto ao tipo se dividem eu EUCARIONTES e PROCARIONTES
EUCARIONTES (EU – minha célula, célula humana): Apresenta núcleo separado pela
membrana nuclear (núcleo verdadeiro), ou seja, matéria genético, DNA, separado,
delimitado por uma membrana (carioteca). Células humanas, e maioria dos seres
vivos, plantas, protozoários e fungos.
PROCARIONTES: NÃO apresenta núcleo separado pela membrana nuclear. O material
genético está em contato direto com o resto do citoplasma, em uma regia chamada de
nucleóide. Bactérias.
NOTA: As procariontes são precursoras (deram origem, surgiram antes) das
eucariontes.
*Quanto ao constituinte das fontes de energia de dividem em AUTOTROFOS E
HETEROTROFOS.
AUTOTROFOS: (AUTO- por si próprio) Produzem seu próprio alimento. Ex: as plantas
através da fotossíntese.
HETEROTROFOS: (HETERO – diferente) Utilizam outros materiais, elementos como
fonte de energia. Ex: os animais.
*Quanto a quantidade de células podem ser UNICELULARES E PLURICELULARES
UNICELULARES: Possuem uma única célula. Ex: Bactérias
PLURICELULARES: Possuem, são formados, por várias células. Ex: animais, vegetais e
fungos.

ORGANIZAÇÃO GERAL DAS CÉLULAS PROCARIOTAS


BACTÉRIAS: Membrana plasmática rodeada por uma parede celular (proteção
mecânica), rígida, composta por duas capas (interna – peptideoglicano e externa –
membrana externa) que estão separadas pelo espaço periplasmatico. Possui
NUCLEÓIDE, com um único DNA.
Nota: Porina – canal transmembranoso presente na membrana externa (difusão de
solutos). As maioria das células procariotas medem dentre 1 e 10 micrometros.
VIRUS
Possuem cápside ou capsoide que é o envólucro (externo, dão a forma) aos vírus. Não
são considerados células verdadeiras, medem 30 a 300 nanometros. São hospedeiros,
dependem das células tanto procariontes quanto das eucariontes para reproduzirem.
O material genético pode ser DNA ou RNA que se ligam ao material genético do
hospedeiro para se reproduzirem.

ORGANIZAÇÃO GERAL DAS CELULAS EUCARIOTAS


Possuem núcleo em um compartimento separado e delimitado por uma membrana
nuclear, possuem citoplasma delimitado pela membrana plasmática. Possuem formas,
estruturas e funções especificas que variam de acordo com o local ou tecido onde
estão localizadas.
MEMBRANA: mede de 6 a 10 nanometros, separa a célula do meio externo, composta
por dupla (bicapa) lipídica com proteínas intercaladas e aderidas em sua superfície.
Controla (de maneira seletiva) a entrada e saída de solutos. Promove entrada e saída
de macromoléculas através da endocitose e exocitose.
Nota: nas células vegetais a superfície da membrana plasmática esta recoberta por
outra membrana chamada de parede celular.
CITOPLASMA: complexo, conjunto de endomembranas, se divide em CITOSOL OU
MATRIZ CITOPLASMATICAS e SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS.
CITOESQUELETO: Responsável pela forma, formato da célula. Composto por 3 tipos de
filamentos. Actina (motilidade da célula), filamentos intermédios (papel mecânico),
microtúbulos (rearranjo das organelas no citoplasma), centríolos .
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO RUGOSO (RER): Conjuntos de bolsas com RIBOSSOMAS,
função síntese proteica para uso externo geralmente (as vezes uso inteno)
RETÍCULO ENDOPLASÁTICO LISO (REL): Conjuntos de bolsas e tubos, função fabricação
de lipídios.
COMPLEXO DE GOLGI: Conjunto de bolsas achatadas, “envelopamento” de substâncias
pra fora célula. Síntese de polissacarídeos.
NOTA: O complexo de golgi “envelopa” as substancias produzidas pelo RER e REL e
secretam elas para fora das células.
LISOSSOMAS: Bolsas contendo enzimas para a digestão celular.
PEROXISSOMAS: Enzima catalase, quebra de H202 (peróxido de hidrogênio),
desintoxicação da célula.
MITOCONDRIAS: “usina” da célula, produção de energia (ATP), respiração celular,
possui dupla membrana.
CENTRÍOLOS: conjunto de microtúbulos, divisão celular, formação dos cílios e flagelos.
NUCLEO: Possui membrana própria, onde esta localizado o material genético da célula.

MEMBRANA PLASMÁTICA
https://www.youtube.com/watch?v=rXL2mDLDy_0
https://www.youtube.com/watch?v=yaiEgmOboq0&t=90s
O segundo vídeo é mais fácil de compreender.
Rodeiam e envolvem as células, composta por lipídios, proteínas e carboidratos,
medem de 6 a 10 nanometros de espessura.
Funções:
1- Barreiras permeáveis funcionais e seletivas
2- Suporte físico para atividades enzimaticas
3- Formação de pequenas vesículas para deslocamento de substancias pelo
citoplasma
4- Endocitosis e exocitosis
5- Reconhecimento, adesão entre células
6- Comunicação entre células através de receptores
Composição: Bicapa (bicamada) lipídica.
Maior parte da membrana plasmática é feita de lipídios e proteínas, composição
chamada de lipoproteica e seu modelo mais aceito é o promovido por Singer e
Nicholson. Ela tem uma bicamada de fosfolipídios, uma voltada para o meio externo e
outra para o meio interno. Parte desses fosfolipídios é hidrófila ou hidrofílica, ou seja,
tem afinidade por água. Já a parte mais interna da membrana não interage com água,
pois não possui afinidade por ela, e é chamada hidrofóbica. Na bicamada encontram-
se proteínas que estão inseridas, estas são as proteínas de membrana integrais;
quando estão localizadas na periferia da membrana plasmática, são chamadas
proteínas periféricas. Porém, não é só composta disso, a membrana também se
compõe de açúcares (carboidratos), e outro tipo de lipídio também esta presente na
sua formação, o colesterol.
Fosfolipídios: fosfatidilcolina, fosfatidiletanolamina, fosfatidilserina, esfingomielina,
fosfatidilinositol, difosfatidilcerol (só na membrana da mitocôndria), dolicol (na
membrana do reticulo endoplasmático)
NOTA: o colesterol tem a função de garantir/promover estabilidade térmica na
membrana, fluidez.
CLASSIFICAÇÃO DAS PROTEINAS DE MEMBRANA:
As proteínas integrais ou intrísecas são inseridas na bicamada lipídica, participam do
transporte entre membranas, pois atuam como carreadores (transportadores) ou
formam os canais da membrana celular.
As proteínas periféricas ou extrínsecas não estão inseridas na matriz fosfolipídica, mas
localizam-se na periferia da membrana, ligando-se frouxamente, por forças
eletrostáticas.
CONCEITO MOSAICO FLUIDO:
Refere-se a capacidade e propriedade dinâmica das proteínas presentes na membrana
plasmática de flutuarem com iceberg, de se movimentarem e girarem em torno do
seu próprio eixo.

HIDRATOS DE CARBONO FORMANDO GLICLOLIPIDIOS E GLICOPROTEINAS:


Glicolipidios: cerebrósidos (galactose ou glucose com ceramida) e gangliosídeos
(pligossacarideos ou um ou três ácidos cialicos)

Glicoproteinas: Oligossacarideos, glicosaminoglicanas (polissacarídeos com proteínas),


proteoglicanas.

HIDRATOS DE CARBONO:
GLICOCALIX (glicolipidos e glicoproteínas): formam espécie de uma “coberta”
“cobertor” presente na face externa da membrana e tem como função
1- proteção mecânica e química
2- carga elétrica para atrais cátions
3- reconhecimento de adesão celular
4- ajudar na transmissão de impulsos elétricos
5- Caracterizar a tipagem sanguínea ABO
6- Alterar a recepção de sinais e controlar a divisão celular em células malignas
7- Ligação de patógenos como de bactérias
8- Propriedades enzimáticas

PERMEABILDIADE DAS MEMBRANAS CELULARES

Intercâmbio de solutos entre o meio extra e intra celular. Podem ser:


Ativo: quando há gasto de energia (exclusivamente através das permeases)
Passivo: quando não há gasto de energia (feito por proteínas transmembranosas
presentes da bicapalipidica e pode sem do tipo canais iônicos e permeases)

TRANSPORTE PASSIVO
O transporte passivo é o transporte de eletrólitos ou de não-eletrólitos através
da membrana plasmática de maneira espontânea sem gasto de energia (ATP) a favor
de um gradiente de potenciais eletroquímicos ou de concentrações, sendo que o fluxo
de transporte passivo aumenta com a concentração. Ou seja, as substâncias passam
livremente de um local com maior concentração para outro com menor concentração
até que ambas as soluções se igualem sendo que a velocidade de transporte aumenta
com o aumento das diferenças de concentração. O transporte passivo pode ser
classificado em três tipos: difusão simples, difusão facilitada e osmose.
Nos processos de difusão simples e difusão facilitada ocorre a passagem de soluto
através da membrana a favor de um gradiente de concentração.
Na difusão simples ocorre a passagem de moléculas pequenas apolares
ou lipossolúveis / hidrofóbicas de até 24 átomos, e de gases como o oxigênio,
nitrogênio e gás carbônico através da bicamada lipídica sem nenhum auxílio até que
ocorra um equilíbrio no gradiente de concentração entre o meio extra e intracelular.
Já no processo de difusão facilitada, também conhecido como difusão mediada por
carreadores, as moléculas atravessam a membrana com a ajuda de proteínas
carreadoras específicas chamadas permeases. Diferente da difusão simples, a
velocidade de difusão atinge uma velocidade máxima constante de difusão à medida
que se aumenta a concentração da substância a ser difundida. Este limite de
velocidade se deve ao fato das substâncias a serem transportadas se ligarem a partes
específicas da proteína transportadora, assim, a velocidade máxima de transporte está
intimamente associada à quantidade de sítios disponíveis para carrear as moléculas. A
velocidade de difusão, neste caso, é aumentada somente quando há um aumento no
número de permeases disponíveis, portanto, quanto mais permeases (proteínas
transportadoras) existirem, maior será a sua velocidade; mas se a concentração
aumentar, a velocidade aumenta até atingir um equilíbrio. As substâncias comumente
transportadas através da difusão facilitada são aminoácidos e a glicose.

Na osmose ocorre o movimento de moléculas de um solvente através de uma


membrana seletivamente permeável, de uma área com alta concentração de
moléculas de solvente para uma área de baixa concentração. Nos sistemas vivos o
principal solvente é a água. A membrana plasmática é mais permeável à água que a
maioria das outras moléculas pequenas, íons e macromoléculas. Essa permeabilidade
ocorre devido a difusão simples da água que ocorre através da membrana plasmática e
a presença de canais proteicos (aquaporinas) na membrana.

TRANSPORTE ATIVO

Este processo envolve uma proteína transportadora denominada bomba, que executa
o transporte carregando uma substância, através da membrana celular, de uma área
de menor concentração para outra de maior concentração.
Como vimos acima, este transporte requer energia da célula, e esta, por sua vez, gasta
aproximadamente 40% de seu ATP (estoque de energia livre na célula) neste processo.
Além desta função, a proteína bomba age ainda como uma enzima, que por sua vez,
realiza a quebra do ATP. Por expelir íons sódio (Na+) e introduzir íons potássio (K+),
essa proteína também é conhecida como bomba de sódio-potássio (Na+ / K+).
Todas as células possuem milhares de bombas como estas em suas membranas
plasmáticas. Esta grande quantidade se deve a sua grande importância, pois, é através
delas, que se torna possível manter uma baixa concentração de íons sódio no citosol,
e, em contrapartida, uma maior concentração de íons potássio.
O citosol é o líquido que preenche o citoplasma, espaço entre a membrana plasmática
e o núcleo, que contém bolsas, canais e organelas citoplasmáticas.
Entretanto, ao mesmo tempo em que o sódio é expelido, o potássio é introduzido no
interior das células. Essas concentrações mantidas constantemente através do
transporte ativo, como já vimos, requerem bastante energia da célula, pois, estes íons
são transportados sempre para a região de sua maior concentração.
O contrário ocorre no transporte passivo (difusão e osmose), pois neste caso, a maior
concentração de solvente ou soluto sempre se dirigirá para a área de menor
concentração.
UNIÃO DAS CELULAS ENTRE SI E COM A MATRIZ CELULAR

MATRIZ CELULAR: contém elementos fluidos (glicosaminoglicanas e proteoglicanas) e


fibrosos (proteínas estruturais e adesivas). Tem como função:

1- Preencher os espaços ocupados por células


2- Conferir resistência aos tecidos (compressão e estiramento)
3- Nutrição
4- Prover fixação das células
5- Transporte celular

Nota:

1- As glicosaminoglicanas e proteoglicanas são os componentes fluidos da matriz


extracelular. Os glicosaminoglicanos quando associados a proteínas chamam-se
proteoglicanos.
2- As proteínas estruturais mais abundantes na matriz extracelular são as fibras de
colágeno
3- A fibronectina e lamilina são proreinas adesivas da matriz extracelular.

UNIÃO DAS CELULAS COM MATRIZ EXTRACELULAR

HEMIDESMOSOMAS: Unem as células epiteliais na lamina basal. Produzem uma união


firme entre células e a lamina basal. é o resultado da divisão em dois do desmossomo,
com cada parte pertencendo a uma célula filha presente na membrana basal. Os
hemidesmossomos ou meio-desmossomos são semelhante ao desmossomo, porém
ligam a membrana plasmática de uma célula à lâmina basal adjacente, por meio de
filamentos de queratina que estão ligados à proteína de ancoramento plectina. Do
mesmo modo que os contatos focais, os hemidesmossomos possuem integrinas. Estas
proteínas se encontram agrupadas e seus domínios citosólicos se unem a filamentos
intermediários de queratina (e não a filamentos tensores de actina). Os seus
extracitosólicos, no entanto, se conectam a fibrilas de colágeno do tipo IV, existentes
somente na lâmina basal. Está última conexão é mediada pela lamina. Além disso, nos
hemidesmossomos, entre as integrinas e os filamentos de queratina, interpõe-se uma
placa discoidal
DESMOSSOMAS: O desmossomo é um tipo de especialização da membrana plasmática.
A sua função é manter as células unidas umas às outras.
O termo desmossomo deriva do grego desmos "ligação" e somatos"corpo".
As células do tecido epitelial unem-se através de especializações da membrana,
chamadas de junções celulares. São exemplos: os desmossomos, os
hemidesmossomos, as zonas de oclusão e as junções gap.
O desmossomo é uma importante junção celular de células epiteliais. Ao manter as
células unidas entre si, o desmossomo oferece força mecânica e estabilidade ao tecido.
Eles possuem o formato de uma placa circular e unem-se em outra estrutura idêntica
na superfície da célula mais próxima. Podemos comparar os desmossomos a um botão
de pressão, formado por duas metades complementares que se encaixam, uma em
cada célula. Assim, ao unirem-se juntam células adjacentes. Um desmossomo é
caracterizado por duas placas circulares de proteínas, uma em cada célula. De cada
placa, partem filamentos de proteínas que atravessam a membrana plasmática e
ocupam o espaço intercelular, onde se associam aos filamentos de proteínas da placa
adjacente.
As junções entre as células adjacentes é mediado por proteínas transmembranas do
grupo caderinas. A longa cadeia peptídica das caderinas projeta-se para o exterior da
célula e prende-se às extremidades das caderinas da célula adjacente.
A associação dos filamentos é o que mantém as duas placas unidas, permitindo que as
células estejam fortemente ligadas.
Além disso, as placas dos desmossomos são constituídas por proteínas
(desmoplaquinas, placoglobinas), que atravessam as membranas e grudam as células
na região de contato.
Enquanto isso, a parte da cadeia de caderina que volta-se para dentro da célula, liga-se
aos filamentos intermediários, em vez de ligar-se com os filamentos de actina. Os
desmossomos também estão ligados aos filamentos de outra proteína, a queratina.
Isso permite o ancoramento do desmossomo a estrutura celular.
Os hemidesmossomos, assemelham-se aos desmossomos, porém possuem estrutura e
função diferentes. Eles conectam a membrana plasmática das células epiteliais à
lâmina basal adjacente, através dos filamentos de queratina. Nos hemidesmossomos
não existem as caderinas, mas as proteínas integrinas.
JUNÇÃO OCLUSIVA: Adere firmemente as membranas plasmáticas das células epiteliais
logo abaixo da superficie livre do epitelio. A junção oclusiva é formada pelas proteínas
integrais ocludinas e claudinas, e bloqueia o espaço intercelular impedindo a passagem
de substâncias através do epitelio.

JUNÇÃO COMUNICANTE: As junções comunicantes ou tipo Gap são canais formados


por proteínas transmembrana. Cada canal é composto pela associação entre seis
proteínas conexinas, o que forma uma estrutura cilíndrica e oca que atravessa a
membrana plasmática permitindo a passagem de substâncias entre as células.

JUNÇÃO ADERENTE: Esta localizada abaixo da junção oclusiva e é constituída por


proteínas da família das caderinas. As caderinas se conectam aos filamento de actina
mediante proteínas ligadoras como as placoglobinas, catenina, alfa-actina e vinculina.
As junção de adesão mantem as células ligadas entre si e estão localizadas em uma
região rica em microfilamentos de actina que forma o cinturão de adesão.

ESQUEMAS DAS UNIÕES CELULARES

SISTEMA DE ENDOMEMBRANAS

Os componentes dos sistemas de endomembranas se comunicam através de vesículas.


As vesículas brotam da membrana de um compartimento (estrutura) chamado doador,
viajam pelo citosol em busca de outro compartimento chamado receptor, ao tocar na
membrana do receptor, ela se funde e transfere o conteúdo ao compartimento do
receptor.
Componentes: reticulo endoplasmático liso e rugoso, complexo de golgi, endossomas
e lisossomas.
NOTA: As membranas os organoides e das vesículas transportadoras são constituídas
por uma bicapa lipídica similar a membrana plasmática.

RETICULO ENDOPLASMTATICO: Se distribui por todo citoplasma desde o núcleo até a


membrana plasmática. O que diferencia o reticulo endoplasmático rugoso do liso é a
presença ribossomos no rugoso.
COMPLEXO DE GOLGI: Se localiza entre o reticulo endoplasmático e a membrana
plasmática com endosomas e lisossomas situados entre ele. Também e responsável
pela síntese de triglicerídeos.

NOTA:
1- No reticulo endoplasmático ocorrem as reações centrais de síntese de
triglcerois
2- O reticulo endoplasmático sintetiza a biogênese das membranas celulares
3- Os lipídios das membranas celulares se sintetizam na membrana do reticulo
endoplasmático
4- Os lipídios das membranas celulares de glicolisam no complexo de golgi
5- As proteínas destinadas ao reticulo endoplasmático se inserem na membrana
ou são liberadas na cavidade do organoide
6- As proteínas destinadas ao RE contem sinais de como elas devem se inserir ou
liberar-se na cavidade ou membrana
7- Polipeptideos fabricados por ribossomas livres no citosol se incorporam no
resticulo endoplasmático
8- A síntese e processamento dos oligossacarídeos ligados a proteínas mediante
enlaces N começam no RER e terminam no complexo de Golgi
9- A síntese de oligossacarídeos ligados a proteínas por enlaces “O” tem lugar no
complexo de golgi
10- A síntese dos glicosaminoglicanos e dos proteoglicanos tem lugar no retículos
endoplasmatico
11- A síntese e processamento dos oligossacarídeos ligados a proteínas mediante
elances N começam no RER e terminam no complexo de Golgi
12- As vesículas transportadoras surgidas no complexo de golgi se unem a
endossomas
13- As vesículas transportadoras destinadas a superfície celular descarregam seu
conteúdo fira das células mediante processo chamado EXOCITOSIS
14- A célula produz duas classes de secreções um CONTISTUTIVA (de forma
automática ao medica que são produzidas) e REGULADORA (ficam retidas em
vesículas no citoplasma e são liberadas a partir de um sinal)
15- Alguns polipeptideos se secretam por uma mecanimos disintos do exterior
16- A membrana nos autofagossomas é provida de REL (autofagia)
17- O REL é o principal deposito de Calcio da célula
18- Algumas células do REL cumprem funções especiais (síntese de esteroides,
lipoproteínas, desfosforiliação da glicose6fosfato, desintoxicação dos citoromos
P450)
ENDOSSOMAS

Endossomos ou endossomas são compartimentos membranosos formados a partir


do processo de endocitose em células eucarióticas, por meio de fusão de vesículas
provenientes de estruturas como a membrana plasmática, o aparato de Golgi e os
lisossomos. Os endossomos são responsáveis pelo transporte e digestão de
partículas e grandes moléculas que são captadas pela célula através de uma
variedade de processos conhecidos como endocitose. Existem dois tipos de
endocitose que depende da substância ou partícula ingeridos, conhecidos por:
fagocitose e pinocitose. A fagocitose envolve a ingestão de grandes partículas, tais
como parasitas, bactérias, células prejudiciais, danificadas ou mortas, restos
celulares, por meio de grandes vesículas endocíticas chamadas fagossomos.
Dependendo do tipo celular, a fagocitose é uma forma de alimentação (nos
protozoários) ou uma forma de limpeza e proteção como nos macrófagos,
neutrófilos e células dendríticas. O tamanho do fagossomo é determinado pelo
tamanho da partícula a ser ingerida. Estes se fundem com os lisossomos dentro das
células, então o material ingerido é degradado. A pinocitose envolve a entrada de
líquidos e fluidos extracelulares juntamente com as macromoléculas e os solutos
dissolvidos. Neste processo, a membrana plasmática é internalizada numa taxa que
varia entre os tipos celulares. A pinocitose pode ser inespecífica, onde as
substâncias penetram na célula automaticamente, e a regulada, onde ocorre a
formação das vesículas pinocíticas quando a substância interage com um receptor
específico da membrana. Existem dois tipos de endossomos: os endossomos
primários ou iniciais, localizados nas proximidades da membrana plasmática, e os
endossomos secundários ou tardios, próximos às redes cis e trans do Golgi. Os
endossomos iniciais formam os compartimentos de proteínas específicas
determinando seu destino: reciclagem e devolução para o mesmo domínio da
membrana plasmática; transcitose (o material interiorizado por um lado da célula
atravessam o citoplasma e saem por exocitose do lado oposto); ou destinados aos
lisossomos, onde serão degradados. Os endossomos tardios tem função na rota
biossintética-secretora, juntamente com o RE e Golgi e transporte de moléculas
endocitadas para o Golgi.
Em biologia, um endossomo é um compartimento limitado por uma membrana
dentro células eucarióticas. É um compartimento da membrana endocítica via de
transporte a partir da membrana plasmática para o lisossoma. Moléculas
internalizadas a partir da membrana plasmática pode seguir este caminho para os
lisossomas para a degradação, ou eles podem ser reciclados de volta para a
membrana plasmática. Moléculas também são transportados para endossomo do
Golgi e depois continuar nos lisossomos ou reciclar e voltar ao Golgi. Além disso, as
moléculas podem ser dirigidos em vesículas que brotam da membrana perímetro
para o lúmen do endossoma. Portanto, endossomas representam um grande
compartimento de triagem do sistema endomembranar em células. O que são São
bolsas formadas por uma única camada de membrana lipoprotéica, as quais
contêm, no seu interior, cerca de 40 enzimas hidrolíticas, capazes de digerir todas
as substâncias encontradas na célula, além de estruturas celulares, como
mitocôndrias, vesícula do RE e até células inteiras. São encontrados em todos os
tipos de células animais, especialmente naquelas com grande capacidade de
fagocitose e pinocitose. Estrutura do Endossomos Um endossoma é uma pequena
estrutura esférica (vesículas) delimitado por uma membrana lipídica localizado no
citoplasma de células eucarióticas, perto da membrana plasmática das células.
Papel do Endossomos O papel do endosome funde-se com as vesículas de por
endocitose do espaço extracelular, e transmitem o conteúdo para a região
subcelular mais adequado ( lisossomo para a degradação, aparelho de Golgi …).
Tráfego de proteínas Endocitose por receptor A importação de proteínas
específicas para uma célula pode ser efetuada através da ligação destas proteínas à
receptores presentes na membrana citoplasmática e porterior inclusão em
vesículas. Esta endocitose mediada por receptor possui uma gama de implicações
biológicas, pois, é uma forma de enviar metabólitos essenciais para as células,
pode modular respostas a hormônios protéicos e fatores de crescimento, funciona
como agente seletivo para a captação de proteínas que vão ser degradadas e é
uma fonte de entrada para muitos vírus e bactérias nas células. A maioria dos
receptores de superfície celular são glicoproteínas transmembranicas que possuem
um grande domínio extracelular, uma ou duas hélices transmembranicas, e uma
pequena região citossólica.
Existem, na membrana, regiões especializadas denominadas depressões revestidas
onde encontramos muitos dos receptores. A porção citossólica destas depressões é
revestida por clatrina, uma proteína destinada a formar redes ao redor de vesículas
membranosas. Vários receptores se agrupam nas depressões revestidas esteja ou
não presente um ligando, outros dependem da ligação à proteína para se agrupar.
O início da endocitose por receptor se dá pela invaginação de uma depressão
revestida seguida da formação de uma vesícula revestida feita pela clatrina. Após a
formação da vesícula revestida ocorre a perda da capa de clatrina e a fusão com
um endossomo. Os endossomos se fundem uns com os outros formando vesículas
maiores com diâmentro variando entre 200 e 600nm. A acidificação dos
endossomos pelas bombas de prótons energizadas por ATP leva a dissociação dos
complexos proteína-receptor possibilitando que cada um possa seguir um destino
diferente. A via tomada pela transferrina e seu receptor é um dos quatro
resultados potenciais. Cada molécula de transferrina transporta dois iontes Fe+3
de locais de absorção e armazenamento para locais de uso. A proteína sem ferro é
chamada de apotransferrina e esta não se liga ao receptor. A ligação de Fe+3
envolve HCO3- e uma cadeia lateral de Tirosina sob a forma aniônica. A
transferrina se liga ao receptor ocorre a formação de vesícula fusão com o
endossomo acidificação do mesmo e consequente dissociação do ferro de deu
transportador. Parte da vesíciula portadora de apotransferrina ligada ao receptor
se destaca e é direcionaad para a membrana citoplasmática, enquanto o Fe+3 é
armazenado sob a forma de Ferritina no citossol. Quando a vesícula destacada se
funde à membrana citoplasmática, a apotransferrina é liberada do receptor devido
à súbita mudança de pH. Tanto o transportador de ferro quanto o receptor são
reciclados com pouca perda.
LISOSSOMOS

Lisossomos são pequenas bolsas revestida por membranosas lipoproteicas


arredondadas, presentes em praticamente todas as células eucariontes, que
contém grande quantidade de enzimas, responsáveis pela função da digestão
(processo de quebra das moléculas em unidades menores) para o meio
intracelular. Devido a esse processo eles estão ligados às funções heterofágicas e
autofágicas, onde suas estruturas são geralmente esféricas e de tamanho variável,
sendo formados a partir do complexo de Golgi. ESTRUTURA DOS LISOSSOMOS São
corpos minúsculos normalmente redondos cujo interior apresenta uma grande
quantidade de enzimas que degradam (quebram em pequenos pedaços, ou seja,
digerem ou destroem) moléculas grandes ou organelas envelhecidas. Algumas
enzimas encontradas dentro dos lisossomos são: proteases (degradam proteínas),
nucleases (degradam ácidos nucléicos: DNA e RNA), glicosidases (degradam
açúcares) e lipases (degradam lipídeos). FUNÇÕES Ocorrendo exclusivamente em
células animais e atuando na digestão celular, os lisossomos apresentam funções
heretofágica e autofágica. Função heterofágica Lisossomos primários: contem
apenas enzimas digestivas em seu interior; Função autofágica Lisossomo
secundário (vacúolo digestivo): resulta da fusão de um lisossomo primário e um
fagossomo ou pinossomo; Lisossomo terciário (residual): que contem apenas
sobras da digestão intracelular. É importante nos glóbulos brancos e de modo geral
para a célula, já que digere as partes destas (autofagia) que serão substituídas por
outras mais novas, o que ocorre com frequência em nossas células.

MITOCONDRIAS (CICLO DE KREBS)


Não vou fazer resumo
Segue um link
https://www.youtube.com/watch?v=2wih8fPG7Ik

https://www.youtube.com/watch?v=6H792kcL5pQ
PEROXISOMAS

São pequenas vesículas semelhantes aos lisossomos, porém sua enzima principal é
a peroxidase. Esta enzima degrada as moléculas de peróxido de hidrogênio (água
oxigenada) que se formam como resultado do metabolismo (funcionamento)
celular. O peróxido de hidrogênio pode ser muito tóxico para a célula porque pode
levar a produção de radicais livres. Estes radicais são capazes de danificar as
células, atuando por exemplo sobre o DNA e outras moléculas. ENZIMA
LISOSSOMAIS As enzimas atuam em um grande numero de substrato.Os
lisossomos possuem 40 enzimas hidrolíticas. A principal função delas é a digestão
intracelular que faz as enzimas descarta uma fração envelhecida ou estragada do
citoplasma, essa digestão ocorre totalmente dentro das células.
FORMAÇÃO Os lisossomos são formados a partir de um endossomo precoce que
vai amadurecendo gradativamente mudando assim de estágio, passando a ser um
endossomo maduro que é precursor do lisossomo . Esse amadurecimento abaixa o
PH fazendo com que as hidrolases ácidas lisossomais sejam entregues ao
endossomo maduro, e essa hidrolise vai se prender ao receptor de manose-6-
fosfato más, o PH interno faz elas se desprenderem do receptor para serem
liberadas no iúmen do endossomo . Assim os endossomos maduros se
transformam em lisossomos ao formarem um conjunto de hidrolases ácidas.

COMUNICAÇÃO INTERCELULAR E TRASMIÇÃO DE SINAIS

Importantes para:
1- Que as células se mantenham viva ou morram
2- Para que as células se diferenciem
3- Para que as células se multipliquem
4- Para que as células sintetizem ou degradem substancias
5- Para secreção celular
6- Para a incorporação de solutos ou macromoléculas
7- Se encontrem (localizar uma a outra)
8- Se movimentem
9- Para que as células conduzam estímulos elétricos

As células afetam as atividades umas das outras mediante substancias


indutoras:
A ação de estimular uma célula desde o exterior se chama INDUÇÃO e é
feita por uma SUBSTANCIA INDUTORA (LIGANDO ou ligante)
A célula que produz o LIGANDO é chamada de CÉLULA INDUTORA e a que
recebe o LIGANDO chama-se CÉLULA INDUZIDA (CÉLULA BLANCO)

Essa ligação ou interação entre a SUBSTANCIA INDUTORA e a CÉLULA


INDUZIDA é feita através da ligação da SUBSTANCIA INDUTORA à (na, no,
em) receptores presentes na membrana ou no citosol da CÉLULA INDUZIDA
NOTA: Quando a SUBSTANCIA INUDUTORA for ligar em um receptor
presente no citosol, essa substancia indutora deve ser HIDROFÓBICA porque
tem que atravessar a membrana.

TIPOS:

ENDÓCRINAS: quando a CÉLULA INDUTORA e a CÉLULA INDUZIDA estão


longe. A célula indutora produz uma substancia indutora que viaja pelo
sangue até chegar na CÉLULA INDUZIDA.

INDUÇÃO PARÁCRINA: quando a CÉLULA INDUTORA está perto da CÉLULA


INDUZIDA.

Nota: Sinapses nervosas, o terminal axonico do neurônio (célula indutora) se


contra junto com a membrana de outro neurônio ou musculo (célula
induzida). A substancia indutora (neste caso) chama-se
NEUTROTRASMISSOR o que permite uma comunicação quase que
instantânea entre a célula indutora e a célula induzida (chama -se sinapse)

INDUÇÃO AUTOCRINA (AUTO, POR SI PROPRIO): quando a substancia


indutora é produzida e recebida pela própria célula.

QUANTO A ESPECIFICIDADE DA UNIÃO ENTRE AS SUBSTANCIAS INDUTORA


E OS RECEPTORES podem ser:

ADAPTAÇÃO INDUZIDA: necessita que haja uma adaptação tanto da


substancia indutora, quanto do receptor presente na célula induzida.
SATURABILIDADE (SATURAÇÃO): numero de receptor existente na célula
induzida é pequeno e a ligação desta substancia indutora varia de acordo
com a concentração dela presente no local
REVERSBILIAD (REVERSIVEIS): Se ligam e desligam depois um tempo depois
da união

RECEPTORES CITOSOLICOS (NO CITOSOL, CITOPLASMA)

Exemplo os esteroides, hormônios da tireoide, vitamina D e acido retinoico.


Uma vez presente no citosol, a SUBSTNACIA INDUTORA se une ao seu
RECEPTOR ESPECIFICO e as duas juntas formam um COMPLEXO que
ingressa no núcleo. No núcleo esse COMPLEXO se une a um gene particular
e ativa esse gene. Essa união produz uma proteína, cuja presença, provoca
uma resposta celular.
RECEPTORES LOCALIZADOS NA MEMBRANA PLASMÁTICA

Nas induções mediadas por receptores membranosos os sinais fluem para o


interior da célula através de distintas classes de moléculas.
Ocorrem através da chegada da SUBSTANCIA INDUTORA (PRIMER
MENSAGEIRO) no receptor. Essa ligação ao receptor produz uma alteração
que se transmite a uma segunda molécula, essa segunda molécula atua
sobre uma terceira molécula, essa terceira molécula atua sobre uma quarta
molécula e assim por diante. Nota: algumas destas moléculas são chamadas
de SEGUNDO MENSAGEIRO. As QUINASES é a molécula presente na maioria
das reações.
NOTA: Os receptores de membrana plasmática são compostos por várias
proteínas e possuem um domínio externo (para fora da célula) e um domínio
interno (para dentro da célula, em contato com o citosol).

RECEPTORES MEMBRANOSOS QUE ADIQUIREM ATIVIDADE ENZIMATICA


OU QUE ATIVAM ENZIMAS

Quando os receptores induzidos adquirem atividade QUANILATO-QUINASE:


ANP se une a um receptor especifico da membrana plasmática cujo a parte
(domínio) citosolico adquire a atividade GUANILATO-CICLASE que se
interage com moléculas de GTP (guanosinatrifosfato) presente no citosol e
as converte em GUANOSINA MONOFOSFATO CICLICO (GPMC)
https://www.youtube.com/watch?v=PMk0INvLfJA

Quando os receptores induzidos adquirem atividade SERINA-TREONINA


QUINASE: quanto as substancias indutoras interagem com receptores que
possuem atividade SERINA-TREONINA QUINASE.
https://www.youtube.com/watch?v=SWFKFoleoE8

EM GERAL
https://www.youtube.com/watch?v=iESB-CjoQU8&t=31s
https://www.youtube.com/watch?v=gqUg4sA355c