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Câmara Municipal de Araraquara do Estado de São Paulo

ARARAQUARA-SP
Comum aos Cargos de Nível Superior:
• Analista de Controle Interno • Cerimonialista
• Consultor Legislativo • Analista Legislativo
• Analista em Comunicação Social • Tradutor e Intérprete de Libras
• Analista em Gestão de Pessoas • Analista em Informação
• Contador • Jornalista

Edital Nº 01/2018
OT064-2018
DADOS DA OBRA

Título da obra: Câmara Municipal de Araraquara do Estado de São Paulo

Cargo: Comum aos Cargos de Nível Superior

(Baseado no Edital Nº 01/2018)

• Língua Portuguesa
• Raciocínio Lógico
• Informática
•Legislação Municipal

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Diagramação/ Editoração Eletrônica


Elaine Cristina
Ana Luiza Cesário
Thais Regis

Produção Editoral
Suelen Domenica Pereira
Leandro Filho

Capa
Joel Ferreira dos Santos
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. ............................................................................................................ 01


Linguagem verbal e não -verbal ........................................................................................................................................................................ 59
Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. ............................................................................................................................................. 01
Domínio da ortografia oficial. ............................................................................................................................................................................. 04
Domínio dos mecanismos de coesão textual. .............................................................................................................................................. 04
Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação
textual. ......................................................................................................................................................................................................................... 14
Conhecimento linguístico: Emprego de tempos e modos verbais. .................................................................................................... 14
Domínio da estrutura morfossintática do período. ................................................................................................................................... 29
Emprego das classes de palavras. ..................................................................................................................................................................... 66
Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. .................................................................................................. 29
Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. ................................................................................................. 29
Emprego dos sinais de pontuação. .................................................................................................................................................................. 39
Concordância verbal e nominal. ........................................................................................................................................................................ 42
Regência verbal e nominal. .................................................................................................................................................................................. 52
Emprego do sinal indicativo de crase. ............................................................................................................................................................ 49
Colocação dos pronomes átonos. .................................................................................................................................................................... 52
Estilística/Semântica ............................................................................................................................................................................................... 59
Reescrita de frases e parágrafos do texto. .................................................................................................................................................... 59
Significação das palavras. ..................................................................................................................................................................................... 59
Substituição de palavras ou de trechos de texto. ....................................................................................................................................... 59
Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. ........................................................................................................ 59
Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade .................................................................................................... 99
Figuras de linguagem. .........................................................................................................................................................................................113

Raciocínio Lógico

Proposições: Lógica de Argumentação; ......................................................................................................................................................... 09


Premissa e Conclusão; ........................................................................................................................................................................................... 09
Silogismo, Proposições simples e compostas; ............................................................................................................................................. 13
Tabelas Verdade; ...................................................................................................................................................................................................... 01
Equivalência entre proposições; ........................................................................................................................................................................ 19
Negação de proposições; ..................................................................................................................................................................................... 13
Conjuntos; .................................................................................................................................................................................................................. 37
Operações com conjuntos; .................................................................................................................................................................................. 37
pertinência e inclusão; ........................................................................................................................................................................................... 37
Sequências lógicas; ................................................................................................................................................................................................. 26
sequências numéricas, progressão aritmética, progressão geométrica. ........................................................................................... 26

Informática

Internet e Aplicativos. ............................................................................................................................................................................................ 55


Ferramentas de busca. .......................................................................................................................................................................................... 55
Navegadores (Browser). ........................................................................................................................................................................................ 55
Redes de Computadores. ..................................................................................................................................................................................... 70
Criptografia. ............................................................................................................................................................................................................... 64
Sistema Operacional e Software. ....................................................................................................................................................................... 01
Hardware. ................................................................................................................................................................................................................... 01
Correios Eletrônicos. ............................................................................................................................................................................................... 55
Programa Antivírus e Firewall. ............................................................................................................................................................................ 64
Editores de Apresentação. ................................................................................................................................................................................... 21
SUMÁRIO

Editores de Planilhas. ............................................................................................................................................................................................. 21


Editores de Texto. .................................................................................................................................................................................................... 21
Segurança da Informação. ................................................................................................................................................................................... 64
Extensão de Arquivo. ............................................................................................................................................................................................. 71
Teclas de Atalho. ..................................................................................................................................................................................................... 73

Legislação Municipal

Lei Municipal n° 6.646, de 31 De outubro de 2007 e suas alterações posteriores. ....................................................................... 01


Lei Municipal nº 8.686, de 31 de março de 2016. ...................................................................................................................................... 22
Lei Municipal n° 8.732, de 13 de junho de 2016. ........................................................................................................................................ 25
Lei Municipal nº 9.152, de 6 de dezembro de 2017. ................................................................................................................................. 28
Lei Municipal nº 9.153, de 6 de dezembro de 2017. ................................................................................................................................. 33
Resolução Municipal nº 438, de 2018. ............................................................................................................................................................ 40
Lei Orgânica do Município de Araraquara, consolidada até a Emenda Organizacional nº 43/2016. .................................... 45
Resolução 339/2012 (Regimento Interno da Câmara Municipal); ........................................................................................................ 71
Lei Municipal 1939/1972 (Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Araraquara); ................................................ 71
Resolução 437/2018................................................................................................................................................................................................ 97
LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. ............................................................................................................ 01


Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. ............................................................................................................................................. 01
Domínio da ortografia oficial. ............................................................................................................................................................................. 04
Emprego das letras. ................................................................................................................................................................................................ 04
Emprego da acentuação gráfica......................................................................................................................................................................... 04
Domínio dos mecanismos de coesão textual. .............................................................................................................................................. 04
Emprego de elementos de referenciação, substituição e repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação
textual. ......................................................................................................................................................................................................................... 14
Emprego de tempos e modos verbais. ........................................................................................................................................................... 14
Domínio da estrutura morfossintática do período. ................................................................................................................................... 29
Emprego das classes de palavras. ..................................................................................................................................................................... 66
Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. .................................................................................................. 29
Relações de subordinação entre orações e entre termos da oração. ................................................................................................. 29
Emprego dos sinais de pontuação. .................................................................................................................................................................. 39
Concordância verbal e nominal.......................................................................................................................................................................... 42
Regência verbal e nominal. .................................................................................................................................................................................. 52
Emprego do sinal indicativo de crase. ............................................................................................................................................................ 49
Colocação dos pronomes átonos. .................................................................................................................................................................... 52
Reescrita de frases e parágrafos do texto. .................................................................................................................................................... 59
Significação das palavras. ..................................................................................................................................................................................... 59
Substituição de palavras ou de trechos de texto. ....................................................................................................................................... 59
Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. ........................................................................................................ 59
Reescrita de textos de diferentes gêneros e níveis de formalidade. ................................................................................................... 99
Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da Presidência da República). ............................................................ 99
Aspectos gerais da redação oficial.................................................................................................................................................................... 99
Finalidade dos expedientes oficiais. ................................................................................................................................................................. 99
Adequação da linguagem ao tipo de documento. .................................................................................................................................... 99
Adequação do formato do texto ao gênero.................................................................................................................................................. 99
Figura de Linguagem............................................................................................................................................................................................113
LÍNGUA PORTUGUESA

Compreender significa
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
TEXTOS DE GÊNEROS VARIADOS. O texto diz que...
RECONHECIMENTO DE TIPOS E  É sugerido pelo autor que...
GÊNEROS TEXTUAIS.  De acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
O narrador afirma...

Erros de interpretação
1. Interpretação Textual
 Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio- do contexto, acrescentando ideias que não estão no texto,
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de quer por conhecimento prévio do tema quer pela imagi-
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar nação.
e decodificar).  Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. atenção apenas a um aspecto (esquecendo que um texto é
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com um conjunto de ideias), o que pode ser insuficiente para o
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a entendimento do tema desenvolvido.
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interli-  Contradição = às vezes o texto apresenta ideias
gação dá-se o nome de contexto. O relacionamento entre contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões
as frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu equivocadas e, consequentemente, errar a questão.
contexto original e analisada separadamente, poderá ter
um significado diferente daquele inicial. Observação:
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe- Muitos pensam que existem a ótica do escritor e a óti-
rências diretas ou indiretas a outros autores através de cita- ca do leitor. Pode ser que existam, mas em uma prova de
ções. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. concurso, o que deve ser levado em consideração é o que
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação o autor diz e nada mais.
de um texto é a identificação de sua ideia principal. A par-
tir daí, localizam-se as ideias secundárias (ou fundamen- Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
tações), as argumentações (ou explicações), que levam ao relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si.
esclarecimento das questões apresentadas na prova. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono-
Normalmente, em uma prova, o candidato deve: me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
 Identificar os elementos fundamentais de uma vai dizer e o que já foi dito.
argumentação, de um processo, de uma época (neste caso,
procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre eles,
tempo). está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblí-
 Comparar as relações de semelhança ou de dife- quo átono. Este depende da regência do verbo; aquele, do
renças entre as situações do texto.
seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os
 Comentar/relacionar o conteúdo apresentado
pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso
com uma realidade.
a necessidade de adequação ao antecedente.
 Resumir as ideias centrais e/ou secundárias.
 Parafrasear = reescrever o texto com outras pa- Os pronomes relativos são muito importantes na in-
lavras. terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
Condições básicas para interpretar existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
a saber:
Fazem-se necessários: conhecimento histórico-literário que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente,
(escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e mas depende das condições da frase.
prática; conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do qual (neutro) idem ao anterior.
texto) e semântico; capacidade de observação e de síntese; quem (pessoa)
capacidade de raciocínio. cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
o objeto possuído.
Interpretar/Compreender como (modo)
onde (lugar)
Interpretar significa: quando (tempo)
Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. quanto (montante)
Através do texto, infere-se que... Exemplo:
É possível deduzir que... Falou tudo QUANTO queria (correto)
O autor permite concluir que... Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
Qual é a intenção do autor ao afirmar que... aparecer o demonstrativo O).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Dicas para melhorar a interpretação de textos

 Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral EXERCÍCIO COMENTADO
do assunto. Se ele for longo, não desista! Há muitos can-
didatos na disputa, portanto, quanto mais informação você 1. (PCJ-MT - Delegado Substituto – Superior- Ces-
absorver com a leitura, mais chances terá de resolver as pe-2017)
questões.
 Se encontrar palavras desconhecidas, não inter- Texto CG1A1AAA
rompa a leitura.
 Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas A valorização do direito à vida digna preserva as duas
forem necessárias. faces do homem: a do indivíduo e a do ser político; a do
 Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma ser em si e a do ser com o outro. O homem é inteiro em
conclusão).
sua dimensão plural e faz-se único em sua condição social.
 Volte ao texto quantas vezes precisar.
Igual em sua humanidade, o homem desiguala-se, singu-
 Não permita que prevaleçam suas ideias sobre
lariza-se em sua individualidade. O direito é o instrumento
as do autor.
da fraternização racional e rigorosa.
 Fragmente o texto (parágrafos, partes) para me-
O direito à vida é a substância em torno da qual todos
lhor compreensão.
os direitos se conjugam, se desdobram, se somam para que
 Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado
o sistema fique mais e mais próximo da ideia concretizável
de cada questão.
de justiça social.
 O autor defende ideias e você deve percebê-las.
 Observe as relações interparágrafos. Um parágra- Mais valeria que a vida atravessasse as páginas da Lei
fo geralmente mantém com outro uma relação de conti- Maior a se traduzir em palavras que fossem apenas a reve-
nuação, conclusão ou falsa oposição. Identifique muito lação da justiça. Quando os descaminhos não conduzirem
bem essas relações. a isso, competirá ao homem transformar a lei na vida mais
 Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou digna para que a convivência política seja mais fecunda e
seja, a ideia mais importante. humana.
 Nos enunciados, grife palavras como “correto” Cármen Lúcia Antunes Rocha. Comentário ao artigo
ou “incorreto”, evitando, assim, uma confusão na hora 3.º. In: 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Hu-
da resposta – o que vale não somente para Interpretação de manos 1948-1998: conquistas e desafios. Brasília: OAB, Co-
Texto, mas para todas as demais questões! missão Nacional de Direitos Humanos, 1998, p. 50-1 (com
 Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia prin- adaptações).
cipal, leia com atenção a introdução e/ou a conclusão.
 Olhe com especial atenção os pronomes relati- Compreende-se do texto CG1A1AAA que o ser huma-
vos, pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, etc., no tem direito
chamados vocábulos relatores, porque remetem a outros A. de agir de forma autônoma, em nome da lei da so-
vocábulos do texto. brevivência das espécies.
B. de ignorar o direito do outro se isso lhe for necessá-
SITES rio para defender seus interesses.
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu- C. de demandar ao sistema judicial a concretização de
gues/como-interpretar-textos seus direitos.
http://portuguesemfoco.com/pf/09-dicas-para-me- D. à institucionalização do seu direito em detrimento
lhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas dos direitos de outros.
http://www.portuguesnarede.com/2014/03/dicas-pa- E. a uma vida plena e adequada, direito esse que está
ra-voce-interpretar-melhor-um.html na essência de todos os direitos.
http://vestibular.uol.com.br/cursinho/questoes/ques-
tao-117-portugues.htm O ser humano tem direito a uma vida digna, adequada,
para que consiga gozar de seus direitos – saúde, educa-
ção, segurança – e exercer seus deveres plenamente, como
prescrevem todos os direitos: (...) O direito à vida é a subs-
tância em torno da qual todos os direitos se conjugam (...).
GABARITO OFICIAL: E

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LÍNGUA PORTUGUESA

2. (PCJ-MT - Delegado Substituto – Superior- Ces- 1. Tipologia e Gênero Textual


pe-2017)
A todo o momento nos deparamos com vários textos,
Texto CG1A1BBB sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a presença
do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo
Segundo o parágrafo único do art. 1.º da Constituição que está sendo transmitido entre os interlocutores. Estes
da República Federativa do Brasil, “Todo o poder emana interlocutores são as peças principais em um diálogo ou
do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos em um texto escrito.
ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Em virtude É de fundamental importância sabermos classificar os
desse comando, afirma-se que o poder dos juízes emana textos com os quais travamos convivência no nosso dia a
do povo e em seu nome é exercido. A forma de sua inves- dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais
tidura é legitimada pela compatibilidade com as regras do e gêneros textuais.
Estado de direito e eles são, assim, autênticos agentes do Comumente relatamos sobre um acontecimento, um
poder popular, que o Estado polariza e exerce. Na Itália, fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa opi-
isso é constantemente lembrado, porque toda sentença é nião sobre determinado assunto, descrevemos algum lugar
dedicada (intestata) ao povo italiano, em nome do qual é que visitamos, fazemos um retrato verbal sobre alguém
pronunciada. que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente nessas
Cândido Rangel Dinamarco. A instrumentalidade do situações corriqueiras que classificamos os nossos textos
processo. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1987, p. 195 naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e Dis-
(com adaptações). sertação.

Conforme as ideias do texto CG1A1BBB, As tipologias textuais se caracterizam pelos aspec-


A. o Poder Judiciário brasileiro desempenha seu papel tos de ordem linguística
com fundamento no princípio da soberania popular.
B. os magistrados do Brasil deveriam ser escolhidos Os tipos textuais designam uma sequência definida
pelo voto popular, como ocorre com os representantes dos pela natureza linguística de sua composição. São observa-
demais poderes. dos aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações
C. os magistrados italianos, ao contrário dos brasilei- logicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo, argu-
ros, exercem o poder que lhes é conferido em nome de mentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo.
seus nacionais. A) Textos narrativos – constituem-se de verbos de
D. há incompatibilidade entre o autogoverno da ma- ação demarcados no tempo do universo narrado, como
gistratura e o sistema democrático. também de advérbios, como é o caso de antes, agora, de-
E. os magistrados brasileiros exercem o poder consti- pois, entre outros: Ela entrava em seu carro quando ele apa-
tucional que lhes é atribuído em nome do governo federal. receu. Depois de muita conversa, resolveram...
B) Textos descritivos – como o próprio nome indica,
A questão deve ser respondida segundo o texto: (...) descrevem características tanto físicas quanto psicológicas
“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de acerca de um determinado indivíduo ou objeto. Os tempos
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta verbais aparecem demarcados no presente ou no pretérito
Constituição.” Em virtude desse comando, afirma-se que imperfeito: “Tinha os cabelos mais negros como a asa da
o poder dos juízes emana do povo e em seu nome é exer- graúna...”
cido (...). C) Textos expositivos – Têm por finalidade explicar
GABARITO OFICIAL: A um assunto ou uma determinada situação que se almeje
desenvolvê-la, enfatizando acerca das razões de ela acon-
3. (PCJ-MT - Delegado Substituto – Superior- Ces- tecer, como em: O cadastramento irá se prorrogar até o dia
pe-2017 - adaptada) No texto CG1A1BBB, o vocábulo 02 de dezembro, portanto, não se esqueça de fazê-lo, sob
‘emana’ foi empregado com o sentido de pena de perder o benefício.
A. trata. D) Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de uma
B. provém. modalidade na qual as ações são prescritas de forma se-
C. manifesta. quencial, utilizando-se de verbos expressos no imperativo,
D. pertence. infinitivo ou futuro do presente: Misture todos os ingredien-
E. cabe. te e bata no liquidificador até criar uma massa homogênea.
E) Textos argumentativos (dissertativo) – Demar-
Dentro do contexto, “emana” tem o sentido de “pro- cam-se pelo predomínio de operadores argumentativos,
vém”. revelados por uma carga ideológica constituída de argu-
GABARITO OFICIAL: B mentos e contra-argumentos que justificam a posição as-
sumida acerca de um determinado assunto: A mulher do
mundo contemporâneo luta cada vez mais para conquistar
seu espaço no mercado de trabalho, o que significa que os
gêneros estão em complementação, não em disputa.

3
LÍNGUA PORTUGUESA

Gêneros Textuais são / aspergir - aspersão / submergir - submersão / divertir


- diversão / impelir - impulsivo / compelir - compulsório /
São os textos materializados que encontramos em nos- repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer - discurso /
so cotidiano; tais textos apresentam características sócio-co- sentir - sensível / consentir – consensual.
municativas definidas por seu estilo, função, composição,
conteúdo e canal. Como exemplos, temos: receita culinária, São escritos com SS e não C e Ç
e-mail, reportagem, monografia, poema, editorial, piada, de-  Nomes derivados dos verbos cujos radicais termi-
bate, agenda, inquérito policial, fórum, blog, etc. nem em gred, ced, prim ou com verbos terminados por tir
A escolha de um determinado gênero discursivo depen- ou -meter: agredir - agressivo / imprimir - impressão / admitir
de, em grande parte, da situação de produção, ou seja, a - admissão / ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - per-
finalidade do texto a ser produzido, quem são os locutores e cussão / regredir - regressão / oprimir - opressão / comprome-
os interlocutores, o meio disponível para veicular o texto, etc. ter - compromisso / submeter – submissão.
Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a esfe-
ras de circulação. Assim, na esfera jornalística, por exemplo,  Quando o prefixo termina com vogal que se junta
são comuns gêneros como notícias, reportagens, editoriais, com a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assi-
entrevistas e outros; na esfera de divulgação científica são métrico / re + surgir – ressurgir.
comuns gêneros como verbete de dicionário ou de enciclo-
pédia, artigo ou ensaio científico, seminário, conferência.  No pretérito imperfeito simples do subjuntivo.
Exemplos: ficasse, falasse.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, São escritos com C ou Ç e não S e SS
Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:  Vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar.
Saraiva, 2010.  Vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó,
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática Juçara, caçula, cachaça, cacique.
– volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa  Sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
Souza. – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, es-
perança, carapuça, dentuço.
SITE  Nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção /
http://www.brasilescola.com/redacao/tipologia-tex- deter - detenção / ater - atenção / reter – retenção.
tual.htm  Após ditongos: foice, coice, traição.
 Palavras derivadas de outras terminadas em -te, to(r):
marte - marciano / infrator - infração / absorto – absorção.

DOMÍNIO DA ORTOGRAFIA OFICIAL.  B) O fonema z


EMPREGO DAS LETRAS. 
EMPREGO DA ACENTUAÇÃO GRÁFICA.  São escritos com S e não Z
 Sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês, fre-
guesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa.
1. Ortografia  Sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
tamorfose.
A ortografia é a parte da Fonologia que trata da correta  Formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
grafia das palavras. É ela quem ordena qual som devem ter quiseste.
as letras do alfabeto. Os vocábulos de uma língua são grafa-  Nomes derivados de verbos com radicais termina-
dos segundo acordos ortográficos. dos em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender
A maneira mais simples, prática e objetiva de aprender - empresa / difundir – difusão.
ortografia é realizar muitos exercícios, ver as palavras, fami-  Diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
liarizando-se com elas. O conhecimento das regras é neces- Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho.
sário, mas não basta, pois há inúmeras exceções e, em al-  Após ditongos: coisa, pausa, pouso, causa.
guns casos, há necessidade de conhecimento de etimologia  Verbos derivados de nomes cujo radical termina
(origem da palavra). com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar – pesquisar.

1.1 Regras ortográficas São escritos com Z e não S


 Sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
A) O fonema S tivo: macio - maciez / rico – riqueza / belo – beleza.
Sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de origem
São escritas com S e não C/Ç não termine com s): final - finalizar / concreto – concretizar.
 Palavras substantivadas derivadas de verbos com  Consoante de ligação se o radical não terminar
radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: pretender - pretensão com “s”: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal
/ expandir - expansão / ascender - ascensão / inverter - inver- Exceção: lápis + inho – lapisinho.

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LÍNGUA PORTUGUESA

C) O fonema j
#FicaDica
São escritas com G e não J
 Palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, Se o dicionário ainda deixar dúvida quanto à
gesso. ortografia de uma palavra, há a possibilidade de
 Estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim. consultar o Vocabulário Ortográfico da Língua
 Terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com Portuguesa (VOLP), elaborado pela Academia
poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge. Brasileira de Letras. É uma obra de referência
até mesmo para a criação de dicionários, pois
Exceção: pajem. traz a grafia atualizada das palavras (sem o
 Terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, significado). Na Internet, o endereço é www.
litígio, relógio, refúgio. academia.org.br.
 Verbos terminados em ger/gir: emergir, eleger,
fugir, mugir.
 Depois da letra “r” com poucas exceções: emergir,
surgir. Informações importantes
 Depois da letra “a”, desde que não seja radical
terminado com j: ágil, agente. Formas variantes são as que admitem grafias ou pro-
núncias diferentes para palavras com a mesma significação:
São escritas com J e não G aluguel/aluguer, assobiar/assoviar, catorze/quatorze, de-
 Palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje. pendurar/pendurar, flecha/frecha, germe/gérmen, infarto/
 Palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji- enfarte, louro/loiro, percentagem/porcentagem, relampe-
boia, manjerona. jar/relampear/relampar/relampadar.
 Palavras terminadas com aje: ultraje. Os símbolos das unidades de medida são escritos sem
ponto, com letra minúscula e sem “s” para indicar plural,
D) O fonema ch sem espaço entre o algarismo e o símbolo: 2kg, 20km,
120km/h.
São escritas com X e não CH Exceção para litro (L): 2 L, 150 L.
 Palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
caxi, xucro. Na indicação de horas, minutos e segundos, não deve
 Palavras de origem inglesa e espanhola: xampu, haver espaço entre o algarismo e o símbolo: 14h, 22h30min,
lagartixa. 14h23’34’’(= quatorze horas, vinte e três minutos e trinta e
 Depois de ditongo: frouxo, feixe. quatro segundos).
 Depois de “en”: enxurrada, enxada, enxoval. O símbolo do real antecede o número sem espaço:
Exceção: quando a palavra de origem não derive de R$1.000,00. No cifrão deve ser utilizada apenas uma barra
outra iniciada com ch - Cheio - (enchente) vertical ($).

São escritas com CH e não X Alguns Usos Ortográficos Especiais


 Palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha. Por que / por quê / porquê / porque

E) As letras “e” e “i” POR QUE (separado e sem acento)

 Ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. É usado em:
Com “i”, só o ditongo interno cãibra. 1. interrogações diretas (longe do ponto de interroga-
 Verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar ção) = Por que você não veio ontem?
são escritos com “e”: caçoe, perdoe, tumultue. Escrevemos 2. interrogações indiretas, nas quais o “que” equivale
com “i”, os verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, a “qual razão” ou “qual motivo” = Perguntei-lhe por que
dói, possui, contribui. faltara à aula ontem.
 3. equivalências a “pelo(a) qual” / “pelos(as) quais” =
Ignoro o motivo por que ele se demitiu.
FIQUE ATENTO!
Há palavras que mudam de sentido quando POR QUÊ (separado e com acento)
substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área
(superfície), ária (melodia) / delatar (denunciar), Usos:
dilatar (expandir) / emergir (vir à tona), imergir 1. como pronome interrogativo, quando colocado no
(mergulhar) / peão (de estância, que anda a fim da frase (perto do ponto de interrogação) = Você faltou.
pé), pião (brinquedo). Por quê?
2. quando isolado, em uma frase interrogativa = Por
quê?

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LÍNGUA PORTUGUESA

PORQUE (uma só palavra, sem acento gráfico) 1.2 Hífen

Usos: O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado


1. como conjunção coordenativa explicativa (equivale para ligar os elementos de palavras compostas (como ex-
a “pois”, “porquanto”), precedida de pausa na escrita (pode -presidente, por exemplo) e para unir pronomes átonos a
ser vírgula, ponto-e-vírgula e até ponto final) = Compre verbos (ofereceram-me; vê-lo-ei). Serve igualmente para
agora, porque há poucas peças. fazer a translineação de palavras, isto é, no fim de uma li-
2. como conjunção subordinativa causal, substituível nha, separar uma palavra em duas partes (ca-/sa; compa-/
por “pela causa”, “razão de que” = Você perdeu porque se nheiro).
antecipou.
A) Uso do hífen que continua depois da Reforma
PORQUÊ (uma só palavra, com acento gráfico) Ortográfica:
1. Em palavras compostas por justaposição que for-
Usos: mam uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se
1. como substantivo, com o sentido de “causa”, “razão” unem para formam um novo significado: tio-avô, porto-
ou “motivo”, admitindo pluralização (porquês). Geralmente -alegrense, luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira,
é precedido por artigo = Não sei o porquê da discussão. É conta-gotas, guarda-chuva, arco-íris, primeiro-ministro,
uma pessoa cheia de porquês. azul-escuro.
2. Em palavras compostas por espécies botânicas e
ONDE / AONDE zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-
-menina, erva-doce, feijão-verde.
Onde = empregado com verbos que não expressam a 3. Nos compostos com elementos além, aquém, re-
ideia de movimento = Onde você está? cém e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, re-
cém-casado.
Aonde = equivale a “para onde”. É usado com verbos 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
que expressam movimento = Aonde você vai? mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
uso: cor-de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-de-
MAU / MAL -meia, água-de-colônia, queima-roupa, deus-dará.
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte
Mau = é um adjetivo, antônimo de “bom”. Usa-se Rio-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combi-
como qualificação = O mau tempo passou. / Ele é um mau nações históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-
elemento. -Brasil, etc.
6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su-
Mal = pode ser usado como per- quando associados com outro termo que é iniciado
1. conjunção temporal, equivalente a “assim que”, “logo por “r”: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc.
que”, “quando” = Mal se levantou, já saiu. 7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-dire-
2. advérbio de modo (antônimo de “bem”) = Você foi tor, ex-presidente, vice-governador, vice-prefeito.
mal na prova? 8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
3. substantivo, podendo estar precedido de artigo ou pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.
pronome = Há males que vêm pra bem! / O mal não com- 9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se,
pensa. abraça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
10. Nas formações em que o prefixo tem como se-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS gundo termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático,
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa geo- história, neo-helênico, extra-humano, semi-hospitalar,
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. super-homem.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- 11. Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São termina com a mesma vogal do segundo elemento: mi-
Paulo: Saraiva, 2010. cro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. O hífen é suprimido quando para formar outros ter-
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, mos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
Produção de Textos & Gramática. Volume único / Samira
Yousseff, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – São Paulo:
Saraiva, 2002.

SITE
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/or-
tografia

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LÍNGUA PORTUGUESA

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
#FicaDica SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Lembrete da Zê!
Ao separar palavras na translineação (mudança
SITE
de linha), caso a última palavra a ser escrita
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/or-
seja formada por hífen, repita-o na próxima
linha. Exemplo: escreverei anti-inflamatório e, tografia
ao final, coube apenas “anti-”. Na próxima linha
escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas as
linhas). Devido à diagramação, pode ser que a
repetição do hífen na translineação não ocorra EXERCÍCIO COMENTADO
em meus conteúdos, mas saiba que a regra é
esta!
1. (TRE/MS - Estágio – Jornalismo - TRE/MS – 2014)
De acordo com a nova ortografia, assinale o item em que
todas as palavras estão corretas:
B) Não se emprega o hífen: A. autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo B. supracitado – semi-novo – telesserviço.
termina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou C. ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som.
“s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: antir- D. contrarregra – autopista – semi-aberto.
religioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minissaia, E. contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor.
microrradiografia, etc.
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre- Correção:
fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com Em “a”: autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial =
vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoes- correta
trada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, autoes- Em “b”: supracitado – semi-novo – telesserviço = se-
cola, infraestrutura, etc. minovo
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos Em “c”: ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som =
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o “h” inicial: de- hidroelétrica, ultrassom
sumano, inábil, desabilitar, etc. Em “d”: contrarregra – autopista – semi-aberto = se-
4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando o miaberto
segundo elemento começar com “o”: cooperação, coobriga- Em “e”: contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor =
ção, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, etc. infraestrutura
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram no- GABARITO OFICIAL: A
ção de composição: pontapé, girassol, paraquedas, para-
quedista, etc. 2. (TRE/MS - Estágio – Jornalismo - TRE/MS – 2014)
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: ben- O uso correto do porquê está na opção:
feito, benquerer, benquerido, etc. A. Por quê o homem destrói a natureza?
B. Ela chorou por que a humilharam.
C. Você continua implicando comigo porque sou po-
FIQUE ATENTO! bre?
D. Ninguém sabe o por quê daquele gesto.
Os prefixos pós, pré e pró, em suas formas
E. Ela me fez isso, porquê?
correspondentes átonas, aglutinam-se com o
elemento seguinte, não havendo hífen: pospor,
predeterminar, predeterminado, pressuposto, Em “a”: Por quê o homem destrói a natureza? = Por que
propor. (é uma pergunta, portanto: separado; está longe do ponto
Escreveremos com hífen: anti-horário, anti- de interrogação: sem acento)
infeccioso, auto-observação, contra-ataque, Em “b”: Ela chorou por que a humilharam = porque
semi-interno, sobre-humano, super-realista, (conjunção causal)
alto-mar. Em “c”: Você continua implicando comigo porque sou
Escreveremos sem hífen: pôr do sol, pobre? = correta
antirreforma, antisséptico, antissocial, Em “d”: Ninguém sabe o por quê daquele gesto = por-
contrarreforma, minirrestaurante, ultrassom, quê (precedido de artigo)
antiaderente, anteprojeto, anticaspa, antivírus, Em “e”: Ela me fez isso, porquê? = por quê (perto do
autoajuda, autoelogio, autoestima, radiotáxi. ponto de interrogação)
GABARITO OFICIAL: C

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LÍNGUA PORTUGUESA

3. (LIQUIGÁS – Profissional Júnior – Ciências Con- A. erva-doce, mal-entendido, sobrenatural


tábeis – CESGRANRIO/2014) O grupo em que todas as B. girassol, bem-humorado, batepapo
palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da C. hiper-glicemia, vice-presidente, pontapé
Língua Portuguesa é D. pan-americano, inter-estadual, vagalume
A. gorjeta, ogeriza, lojista, ferrujem E. subchefe, pós-graduação, inter-municipal
B. pedágio, ultrage, pagem, angina
C. refújio, agiota, rigidez, rabujento Em “a”: erva-doce, mal-entendido, sobrenatural = cor-
D. vigência, jenipapo, fuligem, cafajeste retas
E. sargeta, jengiva, jiló, lambujem Em “b”: girassol, bem-humorado, batepapo (bate-papo)
Em “c”: hiper-glicemia – (hiperglicemia), vice-presiden-
Correções à frente: te, pontapé
Em “a”: gorjeta, ogeriza / ojeriza, lojista, ferrujem / fer- Em “d”: pan-americano, inter-estadual (interestadual) ,
rugem vagalume
Em “b”: pedágio, ultrage / ultraje, pagem / pajem, an- Em “e”: subchefe, pós-graduação, inter-municipal (in-
gina termunicipal)
Em “c”: refújio / refúgio, agiota, rigidez, rabugento / ra- GABARITO OFICIAL: A
bujento
Em “d”: vigência, jenipapo, fuligem, cafajeste = corretas 1. Letra e Fonema
Em “e”: sargeta / sarjeta, jengiva / gengiva, jiló, lambu-
jem A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos
GABARITO OFICIAL: D fono (“som, voz”) e log, logia (“estudo”, “conhecimento”).
Significa literalmente “estudo dos sons” ou “estudo dos
4. (Receita Federal - Auditor Fiscal – ESAF/2014) As- sons da voz”. Fonologia é a parte da gramática que es-
sinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de tuda os sons da língua quanto à sua função no sistema
grafia de palavra inserido na transcrição do texto. de comunicação linguística, quanto à sua organização e
classificação. Cuida, também, de aspectos relacionados à
No desenho constitucional, os tributos são fonte im- divisão silábica, à ortografia, à acentuação, bem como da
portantíssima dos recursos financeiros de cada ente polí- forma correta de pronunciar certas palavras. Lembrando
tico, recursos esses indispensáveis para que façam frente que, cada indivíduo tem uma maneira própria de realizar
ao (1) seu dever social. Consequentemente, o princípio fe-
estes sons no ato da fala. Particularidades na pronúncia de
derativo é indissociável das competências tributárias cons-
cada falante são estudadas pela Fonética.
titucionalmente estabelecidas. Isso porque tal princípio
Na língua falada, as palavras se constituem de fone-
prevê (2) a autonomia dos diversos entes integrantes da
mas; na língua escrita, as palavras são reproduzidas por
federação (União, Estados, DF e Municípios). A exigência
meio de símbolos gráficos, chamados de letras ou grafe-
da autonomia econômico financeira determina que seja
mas. Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro
outorgado (3) a cada ente político vários tributos de sua
capaz de estabelecer uma distinção de significado entre as
específica competência, para, por si próprios, instituírem (4)
o tributo e, assim, terem (5) sua própria receita tributária. palavras. Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que
(Adaptado de: <http://www.ambito-juridico.com.br/ marcam a distinção entre os pares de palavras:
site>. Acesso em: 17mar. 2014.) amor – ator / morro – corro / vento - cento
A. (1)
B. (2) Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua
C. (3) portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica
D. (4) que você - como falante de português - guarda de cada um
E. (5) deles. É essa imagem acústica que constitui o fonema. Este
forma os significantes dos signos linguísticos. Geralmente,
No item 3, a forma correta do trecho é: “A exigência aparece representado entre barras: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.
da autonomia econômico financeira determina que sejam O fonema não deve ser confundido com a letra. Esta é
outorgados a cada ente político vários tributos de sua espe- a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por
cífica competência”. exemplo, a letra “s” representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na
GABARITO OFICIAL: C palavra brasa, a letra “s” representa o fonema /z/ (lê-se zê).
Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais
5. (PETROBRAS – Conhecimentos Básicos para to- de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que pode ser
dos os Cargos – Nível Superior – CESGRANRIO/2014 representado pelas letras z, s, x: zebra, casamento, exílio.
- adaptada) No trecho “Um mundo habitado por seres Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais
com habilidades sobre-humanas parece ficção científica”, a de um fonema. A letra “x”, por exemplo, pode representar:
palavra destacada apresenta hífen porque a natureza das A) o fonema /sê/: texto
partes que a compõem assim o exige. O grupo em que to- B) o fonema /zê/: exibir
das as palavras estão grafadas de acordo com a ortografia C) o fonema /che/: enxame
oficial é D) o grupo de sons /ks/: táxi

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LÍNGUA PORTUGUESA

O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.


Tóxico = fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o/ letras: t ó x i c o
1 2 3 4 5 6 7 12 3 45 6

Galho = fonemas: /g/a/lh/o/ letras: ga lho


1 2 3 4 12345

As letras “m” e “n”, em determinadas palavras, não representam fonemas. Observe os exemplos: compra, conta. Nestas
palavras, “m” e “n” indicam a nasalização das vogais que as antecedem: /õ/. Veja ainda: nave: o /n/ é um fonema; dança: o
“n” não é um fonema; o fonema é /ã/, representado na escrita pelas letras “a” e “n”.

A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fonema.


Hoje = fonemas: ho / j / e / letras: h o j e
1 2 3 1234

1.2 Classificação dos Fonemas

Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:

1.2.1 Vogais

As vogais são os fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa língua,
desempenham o papel de núcleo das sílabas. Isso significa que em toda sílaba há, necessariamente, uma única vogal.
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entreaberta. As vogais podem ser:
Orais: quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/, /o/, /u/.
Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
/ã/: fã, canto, tampa
/ ẽ /: dente, tempero
/ ĩ/: lindo, mim
/õ/: bonde, tombo
/ ũ /: nunca, algum
Átonas: pronunciadas com menor intensidade: até, bola.
Tônicas: pronunciadas com maior intensidade: até, bola.

Quanto ao timbre, as vogais podem ser:


Abertas: pé, lata, pó
Fechadas: mês, luta, amor
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das palavras: dedo (“dedu”), ave (“avi”), gente (“genti”).

1.2.2 Semivogais

Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais. Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma só
emissão de voz (uma sílaba). Neste caso, estes fonemas são chamados de semivogais. A diferença fundamental entre vogais
e semivogais está no fato de que estas não desempenham o papel de núcleo silábico.
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas: pa - pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca
é o “a”. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico “i” não é tão forte quanto ele. É a semivogal. Outros exemplos: saudade,
história, série.

1.2.3 Consoantes

Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade
bucal, fazendo com que as consoantes sejam verdadeiros “ruídos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome
provém justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam (“soam com”) as vogais. Exemplos: /b/, /t/, /d/, /v/, /l/,
/m/, etc.

1.3 Encontros Vocálicos

Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante reco-
nhecê-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e o hiato.

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A) Ditongo

É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal: sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal: pai (a = vogal, i = semivogal)
Oral: quando o ar sai apenas pela boca: pai
Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais: mãe

B) Tritongo

É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nesta ordem, numa só sílaba. Pode ser
oral ou nasal: Paraguai - Tritongo oral, quão - Tritongo nasal.

C) Hiato

É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais de
uma vogal numa mesma sílaba: saída (sa-í-da), poesia (po-e-si-a).

1.4 Encontros Consonantais

O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, recebe o nome de encontro consonantal. Existem
basicamente dois tipos:
A) os que resultam do contato consoante + “l” ou “r” e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-ta,
cri-se.
B) os que resultam do contato de duas consoantes pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta.
Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-
-lo-go.

1.5 Dígrafos

De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por apenas uma letra: lixo - Possui quatro fonemas e quatro
letras.
Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por duas letras: bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.
Na palavra acima, para representar o fonema /xe/ foram utilizadas duas letras: o “c” e o “h”.
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar um único fonema (di = dois + grafo = letra). Em
nossa língua, há um número razoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos: consonantais
e vocálicos.

A) Dígrafos Consonantais

Letras Fonemas Exemplos


lh /lhe/ telhado
nh /nhe/ marinheiro
ch /xe/ chave
rr /re/ (no interior da palavra) carro
ss /se/ (no interior da palavra) passo
qu /k/ (qu seguido de e e i) queijo, quiabo
gu /g/ ( gu seguido de e e i) guerra, guia
sc /se/ crescer
sç /se/ desço
xc /se/ exceção

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) Dígrafos Vocálicos Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-


reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Registram-se na representação das vogais nasais: Paulo: Saraiva, 2010.

Fonemas Letras Exemplos SITE


http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono1.php
/ã/ am tampa
an canto 1. Acentuação
/ẽ/ em templo
Quanto à acentuação, observamos que algumas pala-
en lenda vras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia, ora se
/ĩ/ im limpo dá maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a outra. Por
isso, vamos às regras!
in lindo
õ/ om tombo Regras básicas
on tonto
A acentuação tônica está relacionada à intensidade
/ũ/ um chumbo
com que são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela
un corcunda que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se como sí-
laba tônica. As demais, como são pronunciadas com menos
intensidade, são denominadas de átonas.
OBSERVAÇÃO: De acordo com a tonicidade, as palavras são classifica-
“gu” e “qu” são dígrafos somente quando seguidos das como:
de “e” ou “i”, representam os fonemas /g/ e /k/: guitarra, Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
aquilo. Nestes casos, a letra “u” não corresponde a ne- última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju – papel
nhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, o “u” Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima sílaba:
representa um fonema - semivogal ou vogal - (aguentar, útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível
linguiça, aquífero...). Aqui, “gu” e “qu” não são dígrafos. Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúltima
Também não há dígrafos quando são seguidos de “a” ou sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
“o” (quase, averiguo).
Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são
os chamados monossílabos. Estes são acentuados quando
#FicaDica tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó - ré.
Conseguimos ouvir o som da letra “u” também, 1.2 Os acentos
por isso não há dígrafo! Veja outros exemplos:
Água = /agua/ pronunciamos a letra “u”, ou
A) acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a” e
então teríamos /aga/. Temos, em “água”, 4 letras
“i”, “u” e “e” do grupo “em” - indica que estas letras repre-
e 4 fonemas. Já em guitarra = /gitara/ - não
sentam as vogais tônicas de palavras como pá, caí, público.
pronunciamos o “u”, então temos dígrafo (aliás,
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre
dois dígrafos: “gu” e “rr”). Portanto: 8 letras e 6
aberto: herói – céu (ditongos abertos).
fonemas.
B) acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras
“a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
tâmara – Atlântico – pêsames – supôs .
1.6 Dífonos C) acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a”
com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles
Assim como existem duas letras que representam um D) trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi to-
só fonema (os dígrafos!), exite letra que representa dois talmente abolido das palavras. Há uma exceção: é utiliza-
fonemas. Sim! É o caso de “fixo”, por exemplo, em que o do em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros:
“x” representa o fonema /ks/; táxi e crucifixo também são mülleriano (de Müller)
exemplos de dífonos. Quando uma letra representa dois E) til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam
fonemas temos um caso de dífono. vogais nasais: oração – melão – órgão – ímã

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1.2.1 Regras fundamentais


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. A) Palavras oxítonas:acentuam-se todas as oxítonas
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plu-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. ral(s): Pará – café(s) – cipó(s) – Belém.

11
LÍNGUA PORTUGUESA

Esta regra também é aplicada aos seguintes casos: 1.2.3 Acento Diferencial
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se-
guidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há Representam os acentos gráficos que, pelas regras de
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se- acentuação, não se justificariam, mas são utilizados para
guidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo diferenciar classes gramaticais entre determinadas palavras
e/ou tempos verbais. Por exemplo:
B) Paroxítonas: acentuam-se as palavras paroxítonas Pôr (verbo) X por (preposição) / pôde (pretérito perfeito
terminadas em: do Indicativo do verbo “poder”) X pode (presente do Indica-
i, is: táxi – lápis – júri tivo do mesmo verbo).
us, um, uns: vírus – álbuns – fórum Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossílabas:
l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax – terminada em “o” seguida de “r” não deve ser acentuada,
fórceps mas nesse caso, devido ao acento diferencial, acentua-se,
ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos para que saibamos se se trata de um verbo ou preposição.
ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não Os demais casos de acento diferencial não são mais
de “s”: água – pônei – mágoa – memória utilizados: para (verbo), para (preposição), pelo (substanti-
vo), pelo (preposição). Seus significados e classes gramati-
cais são definidos pelo contexto.
#FicaDica Polícia para o trânsito para que se realize a operação
planejada. = o primeiro “para” é verbo; o segundo, conjun-
Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que ção (com relação de finalidade).
esta palavra apresenta as terminações das
paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui
inclua UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará
mais fácil a memorização! #FicaDica
Quando, na frase, der para substituir o “por”
por “colocar”, estaremos trabalhando com um
verbo, portanto: “pôr”; nos demais casos, “por”
C) Proparoxítona: a palavra é proparoxítona quando
é preposição: Faço isso por você. / Posso pôr
a sua antepenúltima sílaba é tônica (mais forte). Quanto à
(colocar) meus livros aqui?
regra de acentuação: todas as proparoxítonas são acentua-
das, independentemente de sua terminação: árvore, para-
lelepípedo, cárcere.
1.2.4 Regra do Hiato
1.2.2 Regras especiais
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, segunda
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”, haverá acento:
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento saída – faísca – baú – país – Luís
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
palavras paroxítonas. do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estive-
rem seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
FIQUE ATENTO! Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
Alerta da Zê! Cuidado: Se os ditongos abertos precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
estiverem em uma palavra oxítona (herói) ou Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
monossílaba (céu) ainda são acentuados: dói, hiato quando vierem depois de ditongo (nas paroxítonas):
escarcéu.
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
Antes Agora feiúra feiura
assembléia assembleia Sauípe Sauipe
idéia ideia
geléia geleia
jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
paranóico paranoico

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LÍNGUA PORTUGUESA

O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi


abolido:
EXERCÍCIO COMENTADO
Antes Agora
crêem creem
1. (ANATEL – Técnico Administrativo – CESPE/2012)
lêem leem Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do acento
vôo voo gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.
enjôo enjoo ( ) Certo ( ) Errado

Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxítona.


Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepenúltima
#FicaDica sílaba é tônica, “mais forte”).
GABARITO OFICIAL: ERRADO
Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
que, no plural, dobram o “e”, mas que não 2. (ANCINE – Técnico Administrativo – CESPE/2012)
recebem mais acento como antes: CRER, DAR,
Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” recebem
LER e VER.
acento gráfico com base na mesma regra de acentuação
Repare:
gráfica.
O menino crê em você. / Os meninos creem em
( ) Certo ( ) Errado
você.
Elza lê bem! / Todas leem bem!
Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; diária =
que os garotos deem o recado! paroxítona terminada em ditongo; paciência = paroxítona
Rubens vê tudo! / Eles veem tudo! terminada em ditongo. Os três vocábulos são acentuados
Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! / Eles devido à mesma regra.
vêm à tarde! GABARITO OFICIAL: CERTO

3. (IBAMA – Técnico Administrativo – CESPE/2012)


As formas verbais que possuíam o acento tônico na
As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo
raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
com a mesma regra de acentuação gráfica.
“e” ou “i” não serão mais acentuadas:
( ) Certo ( ) Errado

Antes Depois Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monossílaba


apazigúe (apaziguar) apazigue terminada em “o”; céu = monossílaba terminada em diton-
averigúe (averiguar) averigue go aberto “éu”.
GABARITO OFICIAL: ERRADO
argúi (arguir) argui
4. (SEFAZ/RS – Auditor Fiscal da Receita Federal –
Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira pessoa FUNDATEC/2014 - adaptada)
do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo Analise as afirmações que são feitas sobre acentuação
vir). A regra prevalece também para os verbos conter, obter, gráfica.
reter, deter, abster: ele contém – eles contêm, ele obtém – eles
I. Caso o acento das palavras ‘trânsito’ e ‘específicos’
obtêm, ele retém – eles retêm, ele convém – eles convêm.
seja retirado, essas continuam sendo palavras da língua
portuguesa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
II. A regra que explica a acentuação das palavras ‘vá-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. rios’ e ‘país’ não é a mesma.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- III. Na palavra ‘daí’, há um ditongo decrescente.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São IV. Acentua-se a palavra ‘vêm’ para diferenciá-la, em si-
Paulo: Saraiva, 2010. tuação de uso, quanto à flexão de número.
Quais estão corretas?
SITE A. Apenas I e III.
http://www.brasilescola.com/gramatica/acentuacao. B. Apenas II e IV.
htm C. Apenas I, II e IV.
D. Apenas II, III e IV.
E. I, II, III e IV.

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LÍNGUA PORTUGUESA

I. Caso o acento das palavras ‘trânsito’ e ‘específicos’ Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, “o enunciado
seja retirado, essas continuam sendo palavras da língua não se constrói com um amontoado de palavras e orações.
portuguesa = teremos “transito” e “especifico” – serão ver- Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência
bos (correta) e independência sintática e semântica, recobertos por unida-
II. A regra que explica a acentuação das palavras ‘vá- des melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”.
rios’ e ‘país’ não é a mesma = vários é paroxítona terminada Não se deve escrever frases ou textos desconexos – é
em ditongo; país é a regra do hiato (correta) imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que as frases
III. Na palavra ‘daí’, há um ditongo decrescente = há um estejam coesas e coerentes formando o texto. Relembre-se
hiato, por isso a acentuação (da - í) = incorreta. de que, por coesão, entende-se ligação, relação, nexo entre
IV. Acentua-se a palavra ‘vêm’ para diferenciá-la, em os elementos que compõem a estrutura textual.
situação de uso, quanto à flexão de número = “vêm” é uti-
lizado para a terceira pessoa do plural (correta) Formas de se garantir a coesão entre os elementos
de uma frase ou de um texto:
GABARITO OFICIAL: C
 Substituição de palavras com o emprego de si-
nônimos - palavras ou expressões do mesmo campo as-
sociativo.
DOMÍNIO DOS MECANISMOS DE  Nominalização – emprego alternativo entre um
COESÃO TEXTUAL. verbo, o substantivo ou o adjetivo correspondente (desgas-
EMPREGO DE ELEMENTOS DE tar / desgaste / desgastante).
REFERENCIAÇÃO, SUBSTITUIÇÃO E  Emprego adequado de tempos e modos verbais:
Embora não gostassem de estudar, participaram da aula.
REPETIÇÃO DE CONECTORES E OUTROS
 Emprego adequado de pronomes, conjunções,
ELEMENTOS DE SEQUENCIAÇÃO TEXTUAL. preposições, artigos:
EMPREGO/CORRELAÇÃO DE TEMPOS O papa Francisco visitou o Brasil. Na capital brasileira,
E MODOS VERBAIS. Sua Santidade participou de uma reunião com a Presiden-
te Dilma. Ao passar pelas ruas, o papa cumprimentava as
pessoas. Estas tiveram a certeza de que ele guarda respeito
por elas.
1. Coesão e Coerência  Uso de hipônimos – relação que se estabelece
com base na maior especificidade do significado de um
Na construção de um texto, assim como na fala, usamos deles. Por exemplo, mesa (mais específico) e móvel (mais
genérico).
mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão
 Emprego de hiperônimos - relações de um termo
do que é dito, ou lido. Estes mecanismos linguísticos que
de sentido mais amplo com outros de sentido mais especí-
estabelecem a coesão e retomada do que foi escrito - ou fico. Por exemplo, felino está numa relação de hiperonímia
falado - são os referentes textuais, que buscam garantir com gato.
a coesão textual para que haja coerência, não só entre os  Substitutos universais, como os verbos vicários.
elementos que compõem a oração, como também entre a
sequência de orações dentro do texto. Essa coesão tam-
bém pode muitas vezes se dar de modo implícito, baseado
em conhecimentos anteriores que os participantes do pro- FIQUE ATENTO!
cesso têm com o tema. Ajuda da Zê:
Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha ima- Verbo vicário é aquele que substitui outro já
ginária - composta de termos e expressões - que une os utilizado no período, evitando repetições.
diversos elementos do texto e busca estabelecer relações Geralmente é o verbo fazer e ser. Exemplo: Não
de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego de di- gosto de estudar. Faço porque preciso. O “faço”
ferentes procedimentos, sejam lexicais (repetição, substi- foi empregado no lugar de “estudo”, evitando
tuição, associação), sejam gramaticais (emprego de prono- repetição desnecessária.
mes, conjunções, numerais, elipses), constroem-se frases,
orações, períodos, que irão apresentar o contexto – decor-
re daí a coerência textual. A coesão apoiada na gramática se dá no uso de conec-
Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o tivos, como pronomes, advérbios e expressões adverbiais,
apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa incoe- conjunções, elipses, entre outros. A elipse justifica-se quan-
rência é resultado do mau uso dos elementos de coesão do, ao remeter a um enunciado anterior, a palavra elidida
textual. Na organização de períodos e de parágrafos, um é facilmente identificável (Exemplo.: O jovem recolheu-se
erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais cedo. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. O ter-
prejudica o entendimento do texto. Construído com os ele- mo o jovem deixa de ser repetido e, assim, estabelece a
mentos corretos, confere-se a ele uma unidade formal. relação entre as duas orações).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Dêiticos são elementos linguísticos que têm a pro- Vamos ao texto: O riso é tão universal como a serie-
priedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao dade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos
próprio discurso. Exercem, por excelência, essa função de destacados se relacionam. O pronome “ele” retoma o su-
progressão textual, dada sua característica: são elementos jeito “riso”.
que não significam, apenas indicam, remetem aos compo- GABARITO OFICIAL: CERTO
nentes da situação comunicativa.
Já os componentes concentram em si a significação. Verbo
Elisa Guimarães ensina-nos a esse respeito:
“Os pronomes pessoais e as desinências verbais indi- Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, núme-
cam os participantes do ato do discurso. Os pronomes de- ro, tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o
monstrativos, certas locuções prepositivas e adverbiais, bem nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
como os advérbios de tempo, referenciam o momento da é a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre
enunciação, podendo indicar simultaneidade, anterioridade outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenômeno
ou posterioridade. Assim: este, agora, hoje, neste momento (choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer).
(presente); ultimamente, recentemente, ontem, há alguns
dias, antes de (pretérito); de agora em diante, no próximo 1.10.1 Estrutura das Formas Verbais
ano, depois de (futuro).”
Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar
A coerência de um texto está ligada: os seguintes elementos:
1. à sua organização como um todo, em que devem A) Radical: é a parte invariável, que expressa o signi-
estar assegurados o início, o meio e o fim; ficado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-
2. à adequação da linguagem ao tipo de texto. Um tex- -am. (radical fal-)
to técnico, por exemplo, tem a sua coerência fundamenta- B) Tema: é o radical seguido da vogal temática que
da em comprovações, apresentação de estatísticas, relato indica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
de experiências; um texto informativo apresenta coerência fala-r. São três as conjugações:
se trabalhar com linguagem objetiva, denotativa; textos 1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática -
poéticos, por outro lado, trabalham com a linguagem figu- E - (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir).
rada, livre associação de ideias, palavras conotativas. C) Desinência modo-temporal: é o elemento que de-
signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo)
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática / falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo)
– volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa D) Desinência número-pessoal: é o elemento que
Souza. – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. designa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o número
(singular ou plural):
SITE falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam (in-
http://www.mundovestibular.com.br/articles/2586/1/ dica a 3.ª pessoa do plural.)
COESAO-E-COERENCIA-TEXTUAL/Paacutegina1.html

FIQUE ATENTO!
O verbo pôr, assim como seus derivados
EXERCÍCIO COMENTADO (compor, repor, depor), pertencem à 2.ª
conjugação, pois a forma arcaica do verbo
pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver
desaparecido do infinitivo, revela-se em
1. (ANCINE – Técnico Administrativo – CESPE/2012)
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc.
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a
totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con-
cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mun-
do, que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. 1.10.2 Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
É, de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro,
em todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura
do mundo. dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce-
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento
Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, amo, por
Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações). exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai
Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente textual no radical, mas sim na terminação verbal (fora do radical):
“O riso”. opinei, aprenderão, amaríamos.
( ) Certo ( ) Errado

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LÍNGUA PORTUGUESA

1.10.3 Classificação dos Verbos 3. Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhe-
Classificam-se em: cer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci
A) Regulares: são aqueles que apresentam o radical cansado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido figura-
inalterado durante a conjugação e desinências idênticas às do. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido fi-
de todos os verbos regulares da mesma conjugação. Por gurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal, ou seja,
exemplo: comparemos os verbos “cantar” e “falar”, conju- terá conjugação completa.
gados no presente do Modo Indicativo: Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
canto falo Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

cantas falas 4. O verbo passar (seguido de preposição), indicando


canta falas tempo: Já passa das seis.
cantamos falamos
5. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
cantais falais “de”, indicando suficiência:
cantam falam Basta de tolices.
Chega de promessas.

6. Os verbos estar e ficar em orações como “Está bem,


#FicaDica Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem refe-
Observe que, retirando os radicais, as desinên- rência a sujeito expresso anteriormente (por exemplo: “ele
cias modo-temporal e número-pessoal manti- está mal”). Podemos, nesse caso, classificar o sujeito como
veram-se idênticas. Tente fazer com outro ver- hipotético, tornando-se, tais verbos, pessoais.
bo e perceberá que se repetirá o fato (desde
7. O verbo dar + para da língua popular, equivalente de
que o verbo seja da primeira conjugação e re-
“ser possível”. Por exemplo:
gular!). Faça com o verbo “andar”, por exemplo.
Não deu para chegar mais cedo.
Substitua o radical “cant” e coloque o “and” (ra-
Dá para me arrumar uma apostila?
dical do verbo andar). Viu? Fácil!
E) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, con-
B) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alte- jugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
rações no radical ou nas desinências: faço, fiz, farei, fizesse. plural. São unipessoais os verbos constar, convir, ser (= pre-
ciso, necessário) e todos os que indicam vozes de animais
Observação: (cacarejar, cricrilar, miar, latir, piar).
Alguns verbos sofrem alteração no radical apenas para
que seja mantida a sonoridade. É o caso de: corrigir/corrijo,
fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais alterações não #FicaDica
caracterizam irregularidade, porque o fonema permanece
Os verbos unipessoais podem ser usados como
inalterado.
verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
C) Defectivos: são aqueles que não apresentam conju-
O que é que aquela garota está cacarejando?
gação completa. Os principais são adequar, precaver, com-
putar, reaver, abolir, falir.
D) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito e,
normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Principais verbos unipessoais:
Os principais verbos impessoais são:
1. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali-  Cumprir, importar, convir, doer, aprazer, pare-
zar-se ou fazer (em orações temporais). cer, ser (preciso, necessário):
Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia = Exis- Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos
tiam) bastante)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)
Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão) É preciso que chova. (Sujeito: que chova)
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz)
 Fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo,
2. Fazer, ser e estar (quando indicam tempo) seguidos da conjunção que.
Faz invernos rigorosos na Europa. Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei à
Era primavera quando o conheci. Europa)
Estava frio naquele dia. Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a vejo.
(Sujeito: que não a vejo)

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LÍNGUA PORTUGUESA

F) Abundantes: são aqueles que possuem duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio, em que, além
das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).
O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregular é em-
pregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser, ficar e estar. Observe:

Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular


Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
Anexar Anexado Anexo
Benzer Benzido Bento
Corrigir Corrigido Correto
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Inserir Inserido Inserto
Limpar Limpado Limpo
Matar Matado Morto
Misturar Misturado Misto
Morrer Morrido Morto
Murchar Murchado Murcho
Pegar Pegado Pego
Romper Rompido Roto
Soltar Soltado Solto
Suspender Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Vagar Vagado Vago

FIQUE ATENTO!
Estes verbos e seus derivados possuem,
apenas, o particípio irregular: abrir/aberto,
cobrir/coberto, dizer/dito, escrever/escrito, pôr/
posto, ver/visto, vir/vindo.

G) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: ser (sou, sois, fui)
e ir (fui, ia, vades).

H) Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal
(aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das
formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Vou espantar todos!
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora!


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Observação:
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pret. Imp. Pret.mais-que-perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

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LÍNGUA PORTUGUESA

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste
estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis
estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam
estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres
está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam
estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás
haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis
houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam
houveram haverão haveriam

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LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


ja houvesse houver

hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos
hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres

haver

havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Preté.mais-q-perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram
tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos
tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

I) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita
no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:
 Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito A) Infinitivo


(eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre A.1 Impessoal: exprime a significação do verbo de
ela mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partí- substantivo. Por exemplo:
cula integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conju- Viver é lutar. (= vida é luta)
gada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
reforço da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio
verbo. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen-
respectivos pronomes): te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por
Eu me arrependo, Tu te arrependes, Ele se arrepende, exemplo:
Nós nos arrependemos, Vós vos arrependeis, Eles se arre- É preciso ler este livro.
pendem Era preciso ter lido este livro.

 Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos A.2 Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três
em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o obje- pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do singular, não
to representado por pronome oblíquo da mesma pessoa apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im-
do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou tran- 2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu)
sitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os 1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós)
pronomes mencionados, formando o que se chama voz 2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós)
reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava. 3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles)
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.
exercida também sobre outra pessoa: A garota penteou-me.
B) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjeti-
vo ou advérbio. Por exemplo:
FIQUE ATENTO! Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de
Por fazerem parte integrante do verbo, advérbio)
os pronomes oblíquos átonos dos verbos Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo)
pronominais não possuem função sintática.
Há verbos que também são acompanhados de Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação
pronomes oblíquos átonos, mas que não são em curso; na forma composta (2), uma ação concluída:
essencialmente pronominais - são os verbos Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro.
reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro.
apesar de se encontrarem na pessoa idêntica
à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por Quando o gerúndio é vício de linguagem (gerundis-
exemplo: mo), ou seja, uso exagerado e inadequado do gerúndio:
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do 1. Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando fu-
singular; me (objeto direto) – 1.ª pessoa do tebol.
singular 2. – Sim, senhora! Vou estar verificando!

Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada,


1.10.4 Modos Verbais pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no momen-
to da outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que a locução
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas verbal “vou estar verificando” refere-se a um futuro em an-
pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro. damento, exigindo, no caso, a construção “verificarei” ou
Existem três modos: “vou verificar”.
A) Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu
estudo para o concurso. C) Particípio: quando não é empregado na formação
B) Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: dos tempos compostos, o particípio indica, geralmente, o
Talvez eu estude amanhã. resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
C) Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estude, nero, número e grau. Por exemplo: Terminados os exames,
colega! os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem ne-
1.10.5 Formas Nominais nhuma relação temporal, assume verdadeiramente a fun-
ção de adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida pela
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- turma.
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo,
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas
nominais. Observe:

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LÍNGUA PORTUGUESA

(Ziraldo)

1.10.6 Tempos Verbais

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.

A) Tempos do Modo Indicativo


Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele
estudou as lições ontem à noite.
Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara as lições
quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.
Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se ele pu-
desse, estudaria um pouco mais.

B) Tempos do Modo Subjuntivo


Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o jogo.
Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier à
loja, levará as encomendas.

FIQUE ATENTO!

Há casos em que formas verbais de um


determinado tempo podem ser utilizadas para
indicar outro.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o
Brasil.
descobre = forma do presente indicando
passado ( = descobrira/descobriu)

No próximo final de semana, faço a prova!


faço = forma do presente indicando futuro (
= farei)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Tabelas das Conjugações Verbais

Modo Indicativo

Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3ª. conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

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LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

1.ª conjug. 2.ª conjug. 3.ª conju. Desinên. pessoal Des. temporal Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de nú-
mero e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e
pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.

CANTAR VENDER PARTIR


cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM partiREM R EM

C) Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

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LÍNGUA PORTUGUESA

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

#FicaDica
 No modo imperativo não faz sentido
usar na 3.ª pessoa (singular e plural) as formas
ele/eles, pois uma ordem, pedido ou conselho
só se aplicam diretamente à pessoa com quem
se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
 O verbo SER, no imperativo, faz
excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

FIQUE ATENTO!

 O verbo parecer admite duas


construções:
Elas parecem gostar de você. (forma uma
locução verbal)
Elas parece gostarem de você. (verbo
com sujeito oracional, correspondendo à
construção: parece gostarem de você).

 O verbo pegar possui dois particípios


(regular e irregular):
Elvis tinha pegado minhas apostilas.
Minhas apostilas foram pegas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.php

1. Vozes do Verbo

Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indicando se este
é paciente ou agente da ação. Importante lembrar que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal. São três as vozes verbais:

A) Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)

B) Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo:


O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva

C) Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
O menino feriu-se.

#FicaDica
Não confundir o emprego reflexivo do verbo
com a noção de reciprocidade:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Nós nos amamos. (um ama o outro)

1.1 Formação da Voz Passiva

A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.

A) Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte maneira:


Verbo SER + particípio do verbo principal. Por exemplo:
A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos: os alunos pintarão a escola)
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho)

Observações:
 O agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a prepo-
sição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de soldados.
 Pode acontecer de o agente da passiva não estar explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
 A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transformação
das frases seguintes:

Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo)


O trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito perfeito do Indicativo, assim como o verbo principal da voz ativa)

Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)


O trabalho é feito por ele. (ser no presente do indicativo)

Ele fará o trabalho. (futuro do presente)


O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)

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LÍNGUA PORTUGUESA

 Nas frases com locuções verbais, o verbo SER as- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
sume o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
ativa. Observe a transformação da frase seguinte: Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
O vento ia levando as folhas. (gerúndio) Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
B) Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética - ou Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª pessoa, segui- ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
do do pronome apassivador “se”. Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso. SITE
Destruiu-se o velho prédio da escola. http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.php

Observação:
O agente não costuma vir expresso na voz passiva sin-
tética. EXERCÍCIO COMENTADO
1.2 Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva

Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs- 1. (PETROBRAS – Conhecimentos Básicos para to-
tancialmente o sentido da frase. dos os Cargos – Nível Superior – CESGRANRIO/2014)
O verbo auxiliar destacado está utilizado de acordo com a
O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa) norma-padrão da Língua Portuguesa em:
Sujeito da Ativa objeto Direto A. A comissão encarregada de analisar a reciclagem de
materiais concluiu que têm havido boas soluções para os
A apostila foi comprada pelo concurseiro. resíduos hospitalares.
(Voz Passiva) B. As conclusões dos peritos comprovaram que já de-
Sujeito da Passiva Agente da Passiva viam fazer cinco horas que o acidente acontecera e o so-
corro ainda não chegara.
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva; o C. As experiências recentes tentam descobrir se pode
sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o verbo ativo existir outras formas de vida além dessa que conhecemos
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. no nosso planeta.
Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. D. Os oceanógrafos afirmam que deve haver espécies
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos raras de esponjas no litoral do Nordeste que nunca chega-
mestres. remos a conhecer.
E. Os representantes das grandes potências acreditam
Eu o acompanharei. que podem haver pactos para impedir a explosão da ter-
Ele será acompanhado por mim. ceira guerra mundial.

Em “a”: A comissão encarregada de analisar a recicla-


FIQUE ATENTO! gem de materiais concluiu que têm havido boas soluções
Quando o sujeito da voz ativa for para os resíduos hospitalares = tem havido (haver – no sen-
indeterminado, não haverá complemento tido de existir - é impessoal, então seu auxiliar também).
agente na passiva. Por exemplo: Prejudicaram- Em “b”: As conclusões dos peritos comprovaram que
me. / Fui prejudicado. já deviam fazer cinco horas que o acidente acontecera e o
socorro ainda não chegara = devia fazer (fazer – no sentido
Com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, de tempo passado – não sofre flexão, então seu auxiliar
dormir, acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, também).
passiva ou reflexiva, porque o sujeito não pode Em “c”: As experiências recentes tentam descobrir se
ser visto como agente, paciente ou agente pode existir outras formas de vida além dessa que conhe-
paciente. cemos no nosso planeta = se podem existir (existir sofre
flexão, então seu auxiliar também).
Em “d”: Os oceanógrafos afirmam que deve haver es-
pécies raras de esponjas no litoral do Nordeste que nunca
chegaremos a conhecer = correta
Em “e”: Os representantes das grandes potências acre-
ditam que podem haver pactos para impedir a explosão
da terceira guerra mundial = pode haver (auxiliar não varia,
assim como o haver)
GABARITO OFICIAL: D

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LÍNGUA PORTUGUESA

2. (Tribunal de Justiça/GO – Analista Judiciário – Quando o núcleo da declaração está no verbo (que in-
FGV/2014 - adaptada) A frase “que foi trazida pelo institu- dique ação ou fenômeno da natureza, seja um verbo signi-
to Endeavor” equivale, na voz ativa, a: ficativo), temos o predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver
A. que o instituto Endeavor traz; em um nome (geralmente um adjetivo), teremos um predi-
B. que o instituto Endeavor trouxe; cado nominal (os verbos deste tipo de predicado são os
C. trazida pelo instituto Endeavor; que indicam estado, conhecidos como verbos de ligação):
D. que é trazida pelo instituto Endeavor; O menino limpou a sala. = “limpou” é verbo de ação
E. que traz o instituto Endeavor. (predicado verbal)
A prova foi fácil. – “foi” é verbo de ligação (ser); o nú-
Se na voz passiva temos dois verbos, na ativa teremos cleo é “fácil” (predicado nominal)
um: “que o instituto Endeavor trouxe” (manter o tempo
verbal no pretérito – assim como na passiva). Quanto ao período, ele denomina a frase constituída
GABARITO OFICIAL: B por uma ou mais orações, formando um todo, com sentido
completo. O período pode ser simples ou composto.

DOMÍNIO DA ESTRUTURA Período simples é aquele constituído por apenas uma


MORFOSSINTÁTICA DO PERÍODO.  oração, que recebe o nome de oração absoluta.
RELAÇÕES DE COORDENAÇÃO  Chove.
ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS  A existência é frágil.
Amanhã, à tarde, faremos a prova do concurso.
DA ORAÇÃO. 
RELAÇÕES DE SUBORDINAÇÃO Período composto é aquele constituído por duas ou
ENTRE ORAÇÕES E ENTRE TERMOS mais orações:
DA ORAÇÃO. Cantei, dancei e depois dormi.
Quero que você estude mais.
1. Frase, oração e período 1.1.2 Termos da Oração
1.1 Sintaxe da Oração e do Período
1.1.2.1 Termos essenciais
1.1.2 Termos da Oração
1.2 Coordenação e Subordinação
O sujeito e o predicado são considerados termos es-
senciais da oração, ou seja, são termos indispensáveis para
Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para
a formação das orações. No entanto, existem orações for-
estabelecer comunicação. Normalmente é composta por
madas exclusivamente pelo predicado. O que define a ora-
dois termos – o sujeito e o predicado – mas não obrigato-
ção é a presença do verbo. O sujeito é o termo que estabe-
riamente, pois há orações ou frases sem sujeito: Trovejou
muito ontem à noite. lece concordância com o verbo.
O candidato está preparado.
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em Os candidatos estão preparados.
verbais (possuem verbos, ou seja, são orações) e nominais
(sem a presença de verbos), feita a partir de seus elementos Na primeira frase, o sujeito é “o candidato”. “Candida-
constituintes, elas podem ser classificadas a partir de seu to” é a principal palavra do sujeito, sendo, por isso, deno-
sentido global: minada núcleo do sujeito. Este se relaciona com o verbo,
A) frases interrogativas = o emissor da mensagem for- estabelecendo a concordância (núcleo no singular, verbo
mula uma pergunta: Que dia é hoje? no singular: candidato = está).
B) frases imperativas = o emissor dá uma ordem ou faz A função do sujeito é basicamente desempenhada por
um pedido: Dê-me uma luz! substantivos, o que a torna uma função substantiva da ora-
C) frases exclamativas = o emissor exterioriza um esta- ção. Pronomes, substantivos, numerais e quaisquer outras
do afetivo: Que dia abençoado! palavras substantivadas (derivação imprópria) também po-
D) frases declarativas = o emissor constata um fato: A dem exercer a função de sujeito.
prova será amanhã. Os dois sumiram. (dois é numeral; no exemplo, subs-
tantivo)
Quanto à estrutura da frase, as que possuem verbo Um sim é suave e sugestivo. (sim é advérbio; no exem-
(oração) são estruturadas por dois elementos essenciais: plo: substantivo)
sujeito e predicado.
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo Os sujeitos são classificados a partir de dois elementos:
em número e pessoa. É o “ser de quem se declara algo”, “o o de determinação ou indeterminação e o de núcleo do
tema do que se vai comunicar”; o predicado é a parte da sujeito.
frase que contém “a informação nova para o ouvinte”, é o Um sujeito é determinado quando é facilmente iden-
que “se fala do sujeito”. Ele se refere ao tema, constituindo tificado pela concordância verbal. O sujeito determinado
a declaração do que se atribui ao sujeito. pode ser simples ou composto.

29
LÍNGUA PORTUGUESA

A indeterminação do sujeito ocorre quando não é B) com o verbo na terceira pessoa do singular, acres-
possível identificar claramente a que se refere a concor- cido do pronome “se”. Esta é uma construção típica dos
dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não inte- verbos que não apresentam complemento direto:
ressa indicar precisamente o sujeito de uma oração. Precisa-se de mentes criativas.
Estão gritando seu nome lá fora. Vivia-se bem naqueles tempos.
Trabalha-se demais neste lugar. Trata-se de casos delicados.
Sempre se está sujeito a erros.
O sujeito simples é o sujeito determinado que apre-
senta um único núcleo, que pode estar no singular ou no O pronome “se”, nestes casos, funciona como índice de
plural; pode também ser um pronome indefinido. Abaixo, indeterminação do sujeito.
sublinhei os núcleos dos sujeitos:
Nós estudaremso juntos. As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predi-
A humanidade é frágil. cado, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A men-
Ninguém se move. sagem está centrada no processo verbal. Os principais ca-
O amar faz bem. (“amar” é verbo, mas aqui houve uma sos de orações sem sujeito com:
derivação imprópria, tranformando-o em substantivo)  os verbos que indicam fenômenos da natureza:
As crianças precisam de alimentos saudáveis. Amanheceu.
Está trovejando.
O sujeito composto é o sujeito determinado que apre-
senta mais de um núcleo.  os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam
Alimentos e roupas custam caro. fenômenos meteorológicos ou se relacionam ao tempo em
Ela e eu sabemos o conteúdo. geral:
O amar e o odiar são duas faces da mesma moeda. Está tarde.
Já são dez horas.
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a Faz frio nesta época do ano.
referência ao sujeito implícito na desinência verbal (o
Há muitos concursos com inscrições abertas.
“antigo” sujeito oculto [ou elíptico]), isto é, ao núcleo do
sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido pela
Predicado é o conjunto de enunciados que contém a
desinência verbal ou pelo contexto.
informação sobre o sujeito – ou nova para o ouvinte. Nas
Abolimos todas as regras. = (nós)
orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia
Falaste o recado à sala? = (tu)
um fato qualquer. Nas orações com sujeito, o predicado é
aquilo que se declara a respeito deste sujeito. Com exceção
Os verbos deste tipo de sujeito estão sempre na pri-
meira pessoa do singular (eu) ou plural (nós) ou na segun- do vocativo - que é um termo à parte - tudo o que difere
da do singular (tu) ou do plural (vós), desde que os prono- do sujeito numa oração é o seu predicado.
mes não estejam explícitos. Chove muito nesta época do ano.
Iremos à feira juntos? (= nós iremos) – sujeito implícito Houve problemas na reunião.
na desinência verbal “-mos”
Cantais bem! (= vós cantais) - sujeito implícito na desi- Em ambas as orações não há sujeito, apenas predi-
nência verbal “-ais” cado. Na segunda oração, “problemas” funciona como
objeto direto.
Mas:
Nós iremos à festa juntos? = sujeito simples: nós As questões estavam fáceis!
Vós cantais bem! = sujeito simples: vós Sujeito simples = as questões
Predicado = estavam fáceis
O sujeito indeterminado surge quando não se quer -
ou não se pode - identificar a que o predicado da oração Passou-me uma ideia estranha pelo pensamento.
refere-se. Existe uma referência imprecisa ao sujeito, caso Sujeito = uma ideia estranha
contrário, teríamos uma oração sem sujeito. Predicado = passou-me pelo pensamento
Na língua portuguesa, o sujeito pode ser indetermina-
do de duas maneiras: Para o estudo do predicado, é necessário verificar se
A) com verbo na terceira pessoa do plural, desde que o seu núcleo é um nome (então teremos um predicado no-
sujeito não tenha sido identificado anteriormente: minal) ou um verbo (predicado verbal). Deve-se considerar
Bateram à porta; também se as palavras que formam o predicado referem-
Andam espalhando boatos a respeito da queda do ministro. -se apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração.

Se o sujeito estiver identificado, poderá ser simples ou Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres
composto: de opinião.
Os meninos bateram à porta. (simples) Predicado
Os meninos e as meninas bateram à porta. (composto)

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LÍNGUA PORTUGUESA

O predicado acima apresenta apenas uma palavra que 1.1.2.2 Termos integrantes da oração
se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras se ligam
direta ou indiretamente ao verbo. Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o
A cidade está deserta. complemento nominal são chamados termos integrantes da
oração.
O nome “deserta”, por intermédio do verbo, refere-se Os complementos verbais integram o sentido dos ver-
ao sujeito da oração (cidade). O verbo atua como elemento bos transitivos, com eles formando unidades significativas.
de ligação (por isso verbo de ligação) entre o sujeito e a Estes verbos podem se relacionar com seus complementos
palavra a ele relacionada (no caso: deserta = predicativo diretamente, sem a presença de preposição, ou indireta-
do sujeito). mente, por intermédio de preposição.

O predicado verbal é aquele que tem como núcleo O objeto direto é o complemento que se liga direta-
significativo um verbo: mente ao verbo.
Chove muito nesta época do ano. Houve muita confusão na partida final.
Estudei muito hoje! Queremos sua ajuda.
Compraste a apostila?
O objeto direto preposicionado ocorre principalmente:
Os verbos acima são significativos, isto é, não servem A) com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns
apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam pro- referentes a pessoas:
cessos. Amar a Deus; Adorar a Xangô; Estimar aos pais.
(o objeto é direto, mas como há preposição, denomi-
O predicado nominal é aquele que tem como núcleo na-se: objeto direto preposicionado)
significativo um nome; este atribui uma qualidade ou esta-
do ao sujeito, por isso é chamado de predicativo do sujei- B) com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes
to. O predicativo é um nome que se liga a outro nome da de tratamento: Não excluo a ninguém; Não quero cansar a
oração por meio de um verbo (o verbo de ligação). Vossa Senhoria.
Nos predicados nominais, o verbo não é significativo,
isto é, não indica um processo, mas une o sujeito ao pre- C) para evitar ambiguidade: Ao povo prejudica a crise.
dicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado do (sem preposição, o sentido seria outro: O povo prejudica a
sujeito: Os dados parecem corretos. crise)
O verbo parecer poderia ser substituído por estar, an-
dar, ficar, ser, permanecer ou continuar, atuando como ele- O objeto indireto é o complemento que se liga indi-
mento de ligação entre o sujeito e as palavras a ele rela- retamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
cionadas. Gosto de música popular brasileira.
Necessito de ajuda.
A função de predicativo é exercida, normalmente, por
um adjetivo ou substantivo. Objeto Pleonástico

O predicado verbo-nominal é aquele que apresen- É a repetição de objetos, tanto diretos como indiretos.
ta dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No Normalmente, as frases em que ocorrem objetos pleo-
predicado verbo-nominal, o predicativo pode se referir ao násticos obedecem à estrutura: primeiro aparece o objeto,
sujeito ou ao complemento verbal (objeto). antecipado para o início da oração; em seguida, ele é repe-
O verbo do predicado verbo-nominal é sempre sig- tido através de um pronome oblíquo. É à repetição que se
nificativo, indicando processos. É também sempre por in- dá o nome de objeto pleonástico.
termédio do verbo que o predicativo se relaciona com o “Aos fracos, não os posso proteger, jamais.” (Gonçalves
termo a que se refere. Dias)
O dia amanheceu ensolarado;
As mulheres julgam os homens inconstantes. objeto pleonástico

No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta Ao traidor, nada lhe devemos.


duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de liga-
ção. Este predicado poderia ser desdobrado em dois: um O termo que integra o sentido de um nome chama-se
verbal e outro nominal. complemento nominal, que se liga ao nome que comple-
O dia amanheceu. / O dia estava ensolarado. ta por intermédio de preposição:
A arte é necessária à vida. = relaciona-se com a palavra
No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona “necessária”
o complemento homens com o predicativo “inconstantes”. Temos medo de barata. = ligada à palavra “medo”

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LÍNGUA PORTUGUESA

1.1.2.3 Termos acessórios da oração e vocativo O vocativo é um termo que serve para chamar, invocar
ou interpelar um ouvinte real ou hipotético, não mantendo
Os termos acessórios recebem este nome por serem relação sintática com outro termo da oração. A função de
explicativos, circunstanciais. São termos acessórios o ad- vocativo é substantiva, cabendo a substantivos, pronomes
junto adverbial, o adjunto adnominal, o aposto e o vocativo substantivos, numerais e palavras substantivadas esse papel
– este, sem relação sintática com outros temos da oração. na linguagem.
João, venha comigo!
O adjunto adverbial é o termo da oração que indi- Traga-me doces, minha menina!
ca uma circunstância do processo verbal ou intensifica o
sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função 1.2 Períodos Compostos
adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais 1.2.1 Período Composto por Coordenação
exercerem o papel de adjunto adverbial: Amanhã voltarei a
pé àquela velha praça. O período composto se caracteriza por possuir mais de
uma oração em sua composição. Sendo assim:
O adjunto adnominal é o termo acessório que deter- Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma ora-
mina, especifica ou explica um substantivo. É uma função ção)
adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
exercem o papel de adjunto adnominal na oração. Também (Período Composto =locução verbal + verbo, duas orações)
atuam como adjuntos adnominais os artigos, os numerais Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um
e os pronomes adjetivos. protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora-
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu ções).
amigo de infância.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer
O adjunto adnominal se liga diretamente ao substan- entre as orações de um período composto: uma relação de
tivo a que se refere, sem participação do verbo. Já o predi- coordenação ou uma relação de subordinação.
cativo do objeto se liga ao objeto por meio de um verbo. Duas orações são coordenadas quando estão juntas em
O poeta português deixou uma obra originalíssima. um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de in-
O poeta deixou-a. formações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas,
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: ad- estruturas individuais, como é o exemplo de:
junto adnominal) Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
(Período Composto)
O poeta português deixou uma obra inacabada. Podemos dizer:
O poeta deixou-a inacabada. 1. Estou comprando um protetor solar.
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo do 2. Irei à praia.
objeto) Separando as duas, vemos que elas são independen-
tes. Tal período é classificado como Período Composto por
Enquanto o complemento nominal se relaciona a um Coordenação.
substantivo, adjetivo ou advérbio, o adjunto nominal se re- Quanto à classificação das orações coordenadas, te-
laciona apenas ao substantivo. mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas
Sindéticas.
O aposto é um termo acessório que permite ampliar,
explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida em um ter- A) Coordenadas Assindéticas
mo que exerça qualquer função sintática: Ontem, segunda- São orações coordenadas entre si e que não são ligadas
-feira, passei o dia mal-humorado. através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo Entrei na sala, deitei-me no sofá, adormeci.
“ontem”. O aposto é sintaticamente equivalente ao termo
que se relaciona porque poderia substituí-lo: Segunda-feira B) Coordenadas Sindéticas
passei o dia mal-humorado. Ao contrário da anterior, são orações coordenadas en-
O aposto pode ser classificado, de acordo com seu va- tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coor-
lor na oração, em: denativa, que dará à oração uma classificação. As orações
A) explicativo: A linguística, ciência das línguas huma- coordenadas sindéticas são classificadas em cinco tipos:
nas, permite-nos interpretar melhor nossa relação com o aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
mundo.
B) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas Dica: Memorize SINdética = SIM, tem conjunção!
coisas: amor, arte, ação.  Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas
C) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho, principais conjunções são: e, nem, não só... mas também,
tudo forma o carnaval. não só... como, assim... como.
D) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixa- Nem comprei o protetor solar nem fui à praia.
ram-se por muito tempo na baía anoitecida. Comprei o protetor solar e fui à praia.

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LÍNGUA PORTUGUESA

 Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: Não sei se sairemos hoje.


suas principais conjunções são: mas, contudo, todavia, en- Oração Subordinada Substantiva
tretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante. Temos medo de que não sejamos aprovados.
Li tudo, porém não entendi! Oração Subordinada Substantiva

 Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também
suas principais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer... introduzem as orações subordinadas substantivas, bem
quer; seja...seja. como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde,
Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. como).

 Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: O garoto perguntou qual seu nome.


suas principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por Oração Subordinada Subs-
conseguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo). tantiva
Passei no concurso, portanto comemorarei!
A situação é delicada; devemos, pois, agir. Não sabemos quando ele virá.
Oração Subordinada Substan-
 Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: tiva
suas principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na
verdade, pois (anteposto ao verbo). Classificação das Orações Subordinadas Substanti-
Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do- vas
mingo.
Maria chorou porque seus olhos estão vermelhos. Conforme a função que exerce no período, a oração
subordinada substantiva pode ser:
1.2.2 Período Composto Por Subordinação 1. Subjetiva - exerce a função sintática de sujeito do
verbo da oração principal:
Quero que você seja aprovado! É fundamental o seu comparecimento à reu-
Oração principal oração subordinada nião.
Sujeito
Observe que na oração subordinada temos o verbo
“seja”, que está conjugado na terceira pessoa do singular É fundamental que você compareça à
do presente do subjuntivo, além de ser introduzida por reunião.
conjunção. As orações subordinadas que apresentam ver- Oração Principal Oração Subordinada Substan-
bo em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo do tiva Subjetiva
indicativo, subjuntivo e imperativo) e são iniciadas por con-
junção, chamam-se orações desenvolvidas ou explícitas.
Podemos modificar o período acima. Veja: FIQUE ATENTO!
Quero ser aprovado. Observe que a oração subordinada substantiva
Oração Principal Oração Subordinada pode ser substituída pelo pronome “isso”.
Assim, temos um período simples:
A análise das orações continua sendo a mesma: “Que- É fundamental isso ou Isso é
ro” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração su- fundamental.
bordinada “ser aprovado”. Observe que a oração subordi- Desta forma, a oração correspondente a “isso”
nada apresenta agora verbo no infinitivo (ser). Além disso, exercerá a função de sujeito.
a conjunção “que”, conectivo que unia as duas orações,
desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo surge
numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou parti-
cípio) são chamadas de orações reduzidas ou implícitas Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração
(como no exemplo acima). principal:
 Verbos de ligação + predicativo, em constru-
Observação: ções do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece
As orações reduzidas não são introduzidas por conjun- certo - É claro - Está evidente - Está comprovado
ções nem pronomes relativos. Podem ser, eventualmente, É bom que você compareça à minha festa.
introduzidas por preposição.
 Expressões na voz passiva, como: Sabe-se, Sou-
A) Orações Subordinadas Substantivas be-se, Conta-se, Diz-se, Comenta-se, É sabido, Foi anuncia-
A oração subordinada substantiva tem valor de subs- do, Ficou provado.
tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção inte- Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
grante (que, se).

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LÍNGUA PORTUGUESA

 Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar


- importar - ocorrer - acontecer #FicaDica
Convém que não se atrase na entrevista.
As orações subordinadas substantivas
Observação: objetivas indiretas integram o sentido de um
Quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, verbo, enquanto que orações subordinadas
o verbo da oração principal está sempre na 3.ª pessoa do substantivas completivas nominais integram
singular. o sentido de um nome. Para distinguir uma
da outra, é necessário levar em conta o termo
2. Objetiva Direta = exerce função de objeto direto do complementado. Esta é a diferença entre o
verbo da oração principal: objeto indireto e o complemento nominal: o
Todos querem sua aprovação no concurso. primeiro complementa um verbo; o segundo,
Objeto Direto um nome.

Todos querem que você seja aprovado. (Todos


querem isso)
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva 5. Predicativa = exerce papel de predicativo do su-
Objetiva Direta jeito do verbo da oração principal e vem sempre depois
do verbo ser.
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas Nosso desejo era sua desistência.
(desenvolvidas) são iniciadas por: Predicativo do Sujeito
 Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e
“se”: A professora verificou se os alunos estavam presentes. Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso desejo
 Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às era isso)
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: Oração Subordinada Substantiva
O pessoal queria saber quem era o dono do carro importado. Predicativa
 Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: 6. Apositiva = exerce função de aposto de algum ter-
Eu não sei por que ela fez isso. mo da oração principal.
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade!
3. Objetiva Indireta = atua como objeto indireto do Aposto
verbo da oração principal. Vem precedida de preposição.
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz!
Meu pai insiste em meu estudo. Oração subordinada
Objeto Indireto substantiva apositiva reduzida de infinitivo
Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai insiste (Fernanda tinha um grande sonho: isso)
nisso)
Oração Subordinada Substantiva Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! ( : )
Objetiva Indireta
B) Orações Subordinadas Adjetivas
Observação: Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui
Em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As
oração.
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
a função de adjunto adnominal do antecedente.
Oração Subordinada Substantiva
Esta foi uma redação bem-sucedida.
Objetiva Indireta
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adno-
minal)
4. Completiva Nominal = completa um nome que
pertence à oração principal e também vem marcada por
O substantivo “redação” foi caracterizado pelo adjeti-
preposição.
Sentimos orgulho de seu comportamento. vo “bem-sucedida”. Neste caso, é possível formarmos ou-
Complemento Nominal tra construção, a qual exerce exatamente o mesmo papel:
Esta foi uma redação que fez sucesso.
Sentimos orgulho de que você se comportou. (= Oração Principal Oração Subordinada
Sentimos orgulho disso.) Adjetiva
Oração Subordinada Substantiva
Completiva Nominal

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LÍNGUA PORTUGUESA

Perceba que a conexão entre a oração subordinada No período acima, observe que a oração em destaque
adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é restringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: tra-
feita pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou re- ta-se de um homem específico, único. A oração limita o
lacionar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma universo de homens, isto é, não se refere a todos os ho-
função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que mens, mas sim àquele que estava passando naquele mo-
seria exercido pelo termo que o antecede (no caso, “redação” mento.
é sujeito, então o “que” também funciona como sujeito).
Exemplo 2:
O homem, que se considera racional, muitas vezes
FIQUE ATENTO! age animalescamente.
Vale lembrar um recurso didático para Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
reconhecer o pronome relativo “que”: ele
sempre pode ser substituído por: o qual - a Agora, a oração em destaque não tem sentido restriti-
qual - os quais - as quais vo em relação à palavra “homem”; na verdade, apenas ex-
Refiro-me ao aluno que é estudioso. = Esta plicita uma ideia que já sabemos estar contida no conceito
oração é equivalente a: Refiro-me ao aluno o de “homem”.
qual estuda.
Saiba que:
A oração subordinada adjetiva explicativa é separada
da oração principal por uma pausa que, na escrita, é repre-
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas sentada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação
seja indicada como forma de diferenciar as orações expli-
Quando são introduzidas por um pronome relativo e cativas das restritivas; de fato, as explicativas vêm sempre
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi-
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas C) Orações Subordinadas Adverbiais
reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo Uma oração subordinada adverbial é aquela que exer-
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o ce a função de adjunto adverbial do verbo da oração prin-
verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou cipal. Assim, pode exprimir circunstância de tempo, modo,
particípio). fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida,
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou. vem introduzida por uma das conjunções subordinativas
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar. (com exclusão das integrantes, que introduzem orações
subordinadas substantivas). Classifica-se de acordo com
No primeiro período, há uma oração subordinada ad- a conjunção ou locução conjuntiva que a introduz (assim
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome re- como acontece com as coordenadas sindéticas).
lativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito per- Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
feito do indicativo. No segundo, há uma oração subordina- Oração Subordinada Adverbial
da adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo
e seu verbo está no infinitivo. A oração em destaque agrega uma circunstância de
tempo. É, portanto, chamada de oração subordinada adver-
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas bial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios
que indicam uma circunstância referente, via de regra, a
um verbo. A classificação do adjunto adverbial depende da
Na relação que estabelecem com o termo que caracte-
exata compreensão da circunstância que exprime.
rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou
minha vida.
especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
Quando vi o mar, senti uma das maiores emoções de
dualizando-o. Nestas orações não há marcação de pausa,
minha vida.
sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem
também orações que realçam um detalhe ou amplificam
No primeiro período, “naquele momento” é um adjun-
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficiente- to adverbial de tempo, que modifica a forma verbal “sen-
mente definido. Estas orações denominam-se subordina- ti”. No segundo período, este papel é exercido pela oração
das adjetivas explicativas. “Quando vi o mar”, que é, portanto, uma oração subordi-
nada adverbial temporal. Esta oração é desenvolvida, pois
Exemplo 1: é introduzida por uma conjunção subordinativa (quando)
Jamais teria chegado aqui, não fosse um homem que e apresenta uma forma verbal do modo indicativo (“vi”, do
passava naquele momento. pretérito perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la,
Oração obtendo-se:
Subordinada Adjetiva Restritiva Ao ver o mar, senti uma das maiores emoções de minha
vida.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A oração em destaque é reduzida, apresentando uma D) Concessiva = indica concessão às ações do verbo
das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é da oração principal, isto é, admitem uma contradição ou
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma um fato inesperado. A ideia de concessão está diretamente
preposição (“a”, combinada com o artigo “o”). ligada ao contraste, à quebra de expectativa. Principal con-
junção subordinativa concessiva: embora. Utiliza-se tam-
Observação: bém a conjunção: conquanto e as locuções ainda que, ainda
A classificação das orações subordinadas adverbiais é quando, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que.
feita do mesmo modo que a classificação dos adjuntos ad- Só irei se ele for.
verbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração. A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu”
ir só se realizará caso essa condição seja satisfeita.
Classificação das Orações Subordinadas Adverbiais Compare agora com:
Irei mesmo que ele não vá.
A) Causal = A ideia de causa está diretamente ligada
àquilo que provoca um determinado fato, ao motivo do que A distinção fica nítida; temos agora uma concessão:
se declara na oração principal. Principal conjunção subordi- irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A
nativa causal: porque. Outras conjunções e locuções cau- oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con-
sais: como (sempre introduzido na oração anteposta à ora- cessiva.
ção principal), pois, pois que, já que, uma vez que, visto que. Observe outros exemplos:
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte. Embora fizesse calor, levei agasalho.
Já que você não vai, eu também não vou. Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em-
bora não estudasse). (reduzida de infinitivo)
A diferença entre a subordinada adverbial causal e a
sindética explicativa é que esta “explica” o fato que aconte- E) Comparativa= As orações subordinadas adverbiais
ceu na oração com a qual ela se relaciona; aquela apresenta comparativas estabelecem uma comparação com a ação
a “causa” do acontecimento expresso na oração à qual ela indicada pelo verbo da oração principal. Principal conjun-
se subordina. Repare: ção subordinativa comparativa: como.
1. Faltei à aula porque estava doente. Ele dorme como um urso. (como um urso dorme)
2. Melissa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. Você age como criança. (age como uma criança age)
Em 1, a oração destacada aconteceu primeiro (causa)
que o fato expresso na oração anterior, ou seja, o fato de  geralmente há omissão do verbo.
estar doente impediu-me de ir à aula. No exemplo 2, a ora-
ção sublinhada relata um fato que aconteceu depois, já que F) Conformativa = indica ideia de conformidade, ou
primeiro ela chorou, depois seus olhos ficaram vermelhos. seja, apresenta uma regra, um modelo adotado para a
execução do que se declara na oração principal. Principal
B) Consecutiva = exprime um fato que é consequên- conjunção subordinativa conformativa: conforme. Outras
cia, é efeito do que se declara na oração principal. São in- conjunções conformativas: como, consoante e segundo (to-
troduzidas pelas conjunções e locuções: que, de forma que, das com o mesmo valor de conforme).
de sorte que, tanto que, etc., e pelas estruturas tão...que, tan- Fiz o bolo conforme ensina a receita.
to...que, tamanho...que. Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm
Principal conjunção subordinativa consecutiva: que direitos iguais.
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con- G) Final = indica a intenção, a finalidade daquilo que
cretizando-os. se declara na oração principal. Principal conjunção subordi-
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzi- nativa final: a fim de. Outras conjunções finais: que, porque
da de Infinitivo) (= para que) e a locução conjuntiva para que.
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigas.
C) Condicional = Condição é aquilo que se impõe Estudarei muito para que eu me saia bem na prova.
como necessário para a realização ou não de um fato. As
orações subordinadas adverbiais condicionais exprimem o H) Proporcional = exprime ideia de proporção, ou
que deve ou não ocorrer para que se realize - ou deixe de seja, um fato simultâneo ao expresso na oração principal.
se realizar - o fato expresso na oração principal. Principal locução conjuntiva subordinativa proporcional: à
Principal conjunção subordinativa condicional: se. Ou- proporção que. Outras locuções conjuntivas proporcionais:
tras conjunções condicionais: caso, contanto que, desde que, à medida que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quan-
salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem que, to maior...(maior), quanto maior...(menor), quanto menor...
uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo). (maior), quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quan-
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, to mais...(menos), quanto menos...(mais), quanto menos...
certamente o melhor time será campeão. (menos).
Caso você saia, convide-me. À proporção que estudávamos mais questões acertávamos.
À medida que lia mais culto ficava.

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LÍNGUA PORTUGUESA

I) Temporal = acrescenta uma ideia de tempo ao fato A oração subordinada “que não possuem o nome do pai
expresso na oração principal, podendo exprimir noções de em sua certidão de nascimento” não é antecedida por vírgula
simultaneidade, anterioridade ou posterioridade. Principal porque tem natureza restritiva.
conjunção subordinativa temporal: quando. Outras con- ( ) Certo ( ) Errado
junções subordinativas temporais: enquanto, mal e locu-
ções conjuntivas: assim que, logo que, todas as vezes que, A oração restringe o grupo que participará da campanha
antes que, depois que, sempre que, desde que, etc. (apenas os que não têm o nome do pai na certidão de nasci-
Assim que Paulo chegou, a reunião acabou. mento). Se colocarmos uma vírgula, a oração se tornará “ex-
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando termi- plicativa”, generalizando a informação, o que dará a entender
nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio) que TODAS as pessoas não têm o nome do pai na certidão.
GABARITO OFICIAL: CERTO
Orações Reduzidas
2. (TJ-PA - Médico Psiquiatra - VUNESP - 2014) Assi-
As orações subordinadas podem vir expressas como nale a alternativa em que a seguinte passagem – Mas o vento
reduzidas, ou seja, com o verbo em uma de suas formas foi mais ágil e o papel se perdeu. – está reescrita com o acrés-
nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) e sem conecti- cimo de um termo que estabelece uma relação de conclusão,
vo subordinativo que as introduza. consequência, entre as orações.
É preciso estudar! = reduzida de infinitivo A. mas o vento foi mais ágil e, contudo, o papel se per-
É preciso que se estude = oração desenvolvida (pre- deu.
sença do conectivo) B. mas o vento foi mais ágil e, assim, o papel se perdeu.
C. mas o vento foi mais ágil e, todavia, o papel se perdeu
Para classificá-las, precisamos imaginar como seriam D. mas o vento foi mais ágil e, entretanto, o papel se per-
“desenvolvidas” – como no exemplo acima. deu.
É preciso estudar = oração subordinada substantiva E. mas o vento foi mais ágil e, porém, o papel se perdeu.
subjetiva reduzida de infinitivo
É preciso que se estude = oração subordinada subs- Nas alternativas “a”, “c”, “d” e “e” são apresentadas con-
tantiva subjetiva junções adversativas – que nos dão ideia contrária à apresen-
tada anteriormente; já na “b”, temos uma conjunção conclu-
siva (assim).
Orações Intercaladas
GABARITO OFICIAL: B
São orações independentes encaixadas na sequência
3. (Prefeitura de Osasco – Farmacêutico – FGV/2014)
do período, utilizadas para um esclarecimento, um aparte,
“o que tem feito os fabricantes optarem em apresentar os pro-
uma citação. Elas vêm separadas por vírgulas ou travessões.
dutos em porções individuais e quase prontos para consumo”.
Nós – continuava o relator – já abordamos este as-
A expressão sublinhada pode ser adequadamente substituí-
sunto.
da por
A. para a sua consumação.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA B. para que sejam consumidos.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa C. a fim de que se consumem.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. D. para serem consumados.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, E. para que fossem consumidos.
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – Podemos eliminar as alternativas incoerentes: A (con-
São Paulo: Saraiva, 2002. sumação), C (de que se consumem) e D (consumados). Fi-
camos com B e E. Pela leitura do texto, o coerente é a que
SITE utiliza “para que sejam consumidos”, indicando a finalidade
http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/fra- da apresentação dos produtos em porções individuais. Além
se-periodo-e-oracao disso, a expressão verbal “tem feito” indica tempo presente, e
“fossem” está no pretérito (passado).
GABARITO OFICIAL: B
EXERCÍCIO COMENTADO 4. (SEDUC/AM – Assistente Social – FGV/2014) Assi-
nale a opção que indica o segmento em que a conjunção e
1. (CNJ – Técnico Judiciário – CESPE/2013 - adap- tem valor adversativo e não aditivo.
tada) Jogadores de futebol de diversos times entraram em A. “Em termos de escala, assiduidade e participação da
campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do população na escolha dos governantes,...”.
Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa redu- B. “... o Brasil de 1985 a 2014 parece outro país, moder-
zir o número de pessoas que não possuem o nome do pai em no e dinâmico, no cotejo com a restrita experiência eleitoral
sua certidão de nascimento. (...) anterior”.

37
LÍNGUA PORTUGUESA

C. “A hipótese de ruptura com o passado se fortalece 7. (SUSAM/AM - Assistente Administrativo –


quando avaliamos a extensão dos mecanismos de distri- FGV/2014) Assinale a opção em que o conectivo “e” tem
buição de oportunidades e de mitigação de desigualdades valor adversativo (oposição) e não aditivo (adição).
de hoje”. A. “...longa estiagem que afetou o Sudeste e o Centro‐
D. “A democracia brasileira contemporânea, e apenas ela Oeste...”
na história nacional, inventou o que mais perto se pode che- B. “...recebeu considerável reforço de usinas termoelé-
gar de um Estado de Bem-Estar num país de renda média”. tricas e há uma crescente contribuição da energia eólica,...”
E. “A baixa qualidade dos serviços governamentais está C. “...asseguram o suprimento de eletricidade do país
ligada sobretudo à limitação do PIB, e não à falta de políti- por vários anos, e sim por meses”
cas públicas social-democratas”. D. “No passado, a população e os setores produti-
vos deram provas...”
Em “a”: “Em termos de escala, assiduidade e participa- E. “...o governo não deveria jogar com a sorte e
ção = adição expor a população a um risco...”
Em “b”: “... o Brasil de 1985 a 2014 parece outro país,
moderno e dinâmico = adição Em “a”: “...longa estiagem que afetou o Sudeste e o
Em “c”: “A hipótese de ruptura com o passado se for- Centro‐Oeste...” = adição
talece quando avaliamos a extensão dos mecanismos de Em “b”: “...recebeu considerável reforço de usinas ter-
distribuição de oportunidades e de mitigação de desigual- moelétricas e há uma crescente contribuição da energia
dades de hoje”. = adição eólica,...” = adição
Em “d”: “A democracia brasileira contemporânea, e Em “c”: “...asseguram o suprimento de eletricidade do
apenas ela na história nacional = adição país por vários anos, e sim por meses” = podemos subs-
Em “e”: “A baixa qualidade dos serviços governamen- tituir o “e sim por meses” por “mas por meses” – ideia de
tais está ligada sobretudo à limitação do PIB, e não à falta adversidade, contrária
= adversativa (dá para substituirmos por “mas”) Em “d”: “No passado, a população e os setores pro-
GABARITO OFICIAL: E dutivos deram provas...” = adição
Em “e”: “...o governo não deveria jogar com a sorte
5. (EBSERH/HUSM-UFSM/RS - Analista Adminis- e expor a população a um risco...” = adição
trativo – Jornalismo – AOCP/2014) “Sinta-se ungido pela GABARITO OFICIAL: C
sorte de recomeçar. Quando seu filho crescer, ele irá entender
- mais cedo ou mais tarde ...” 8. (DETRAN/RO – Analista em Trânsito - Adminis-
No período acima, a oração destacada: trador – IADES/2014) Relacione adequadamente a classi-
A. estabelece uma relação temporal com a oração que ficação das orações subordinadas substantivas às respecti-
lhe é subsequente. vas orações.
B. estabelece uma relação temporal com a oração que 1. Subjetiva.
a antecede. 2. Objetiva direta.
C. estabelece uma relação condicional com a oração 3. Objetiva indireta.
que lhe é subsequente. 4. Completiva nominal.
D. estabelece uma relação condicional com a oração 5. Predicativa.
que a antecede. 6. Apositiva.
E. estabelece uma relação de finalidade com a oração
que lhe é subsequente. ( ) Cada situação permite que se aprenda algo novo.
( ) Só quero uma coisa: que tires a tua carteira.
A conjunção “quando” é temporal, pois atribui ao pe- ( ) Tenho esperança de que o trânsito melhore.
ríodo uma ideia de tempo. ( ) É importante que todos colaborem.
GABARITO OFICIAL: A ( ) Meu desejo é que sejas classificado.
( ) Lembrei-me de que já estava errado.
6. (EBSERH/HUSM-UFSM/RS - Analista Administra-
tivo – Jornalismo – AOCP/2014) Em “... já deve ter assisti- A sequência está correta em
do ao filme...”, o termo destacado exerce função de: A. 1, 6, 3, 5, 2, 4.
A. objeto direto. B. 2, 6, 4, 1, 5, 3.
B. objeto indireto. C. 1, 2, 3, 4, 5, 6.
C. complemento nominal. D. 6, 5, 4, 3, 2, 1.
D. predicativo do sujeito. E. 2, 6, 4, 1, 3, 5.
E. adjunto adnominal.
1. Subjetiva.
“Assistido” é verbo, e o que o complementa é o objeto. 2. Objetiva direta.
No caso, “assistir” está empregado com o sentido de “pre- 3. Objetiva indireta.
senciar”, então sua transitividade é indireta (há preposição 4. Completiva nominal.
= objeto indireto). 5. Predicativa.
GABARITO OFICIAL: B 6. Apositiva.

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LÍNGUA PORTUGUESA

( ) Cada situação permite que se aprenda algo novo. de perto, mas para a literatura. Por meio dos assuntos, da
( ) Só quero uma coisa: que tires a tua carteira. composição solta, do ar de coisa sem necessidade que
( ) Tenho esperança de que o trânsito melhore. costuma assumir, ela se ajusta à sensibilidade de todo dia.
( ) É importante que todos colaborem. Principalmente porque elabora uma linguagem que fala de
( ) Meu desejo é que sejas classificado. perto ao nosso modo de ser mais natural. Na sua despre-
( ) Lembrei-me de que já estava errado. tensão, humaniza; e esta humanização lhe permite, como
compensação sorrateira, recuperar com a outra mão certa
Podemos começar a classificação pela mais fácil! Lem- profundidade de significado e certo acabamento de forma,
bra-se da dica quanto à apositiva? Há a presença de dois- que de repente podem fazer dela uma inesperada, embora
-pontos! Então, na segunda oração teremos o número 6. discreta, candidata à perfeição.
Descartamos, assim, os itens C e D. Vamos às demais dicas: Antonio Candido. A vida ao rés do chão. In: Recortes.
quando houver um verbo de ligação entre a oração princi- São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 23 (com adap-
pal e a subordinada, provavelmente (99% das vezes!) esta tações).
será predicativa. Repare na antepenúltima frase: Meu dese-
jo é que sejas classificado = temos um exemplo de subor- As formas verbais “imagina” (R.1), “atribuir” (R.4) e “ser-
dinada substantiva predicativa. Voltando às alternativas: o vir” (R.8) foram utilizadas como verbos transitivos indiretos.
antepenúltimo número deve ser 5. Ficamos agora somente ( ) CERTO (
com o item B! Mas farei a classificação das demais: ) ERRADO
- Cada situação permite que se aprenda algo novo.
Permite o quê? A resposta exercerá a função de objeto imagina uma literatura = transitivo direto
direto – objetiva direta (2) atribuir o Prêmio Nobel a um cronista = bitransitivo
(transitivo direto e indireto)
- Só quero uma coisa: que tires a tua carteira. = apo- pode servir de caminho = intransitivo
sitiva GABARITO OFICIAL: ERRADO

- Tenho esperança de que o trânsito melhore. 10. (Banco do Nordeste – Analista Bancário –
Tenho o quê? esperança (objeto direto); esperança em FGV/2014) “Sim, teremos uma Copa do Mundo para exor-
quê? de que o trânsito melhore (função de complemento cizar o gol de Alcides Gighia”. A forma desenvolvida ade-
nominal, já que se liga ao termo “esperança” – completiva quada da oração reduzida sublinhada é:
nominal (4) A. para exorcizarmos o gol de Alcides Gighia;
B. para que exorcizemos o gol de Alcides Gighia;
- É importante que todos colaborem. C. para que exorcizássemos o gol de Alcides Gighia;
Dica: geralmente(também 99% das vezes!) quando D. para o exorcismo do gol de Alcides Gighia;
a principal começa com verbo de ligação, a subordinada E. para a exorcização do gol de Alcides Gighia.
exercerá a função de sujeito (subjetiva) – (1)
“Sim, teremos uma Copa do Mundo para exorcizar o
- Meu desejo é que sejas classificado. = predicativa (5) gol de Alcides Gighia” = para que tenhamos uma oração
desenvolvida, devemos incluir uma conjunção. O período
- Lembrei-me de que já estava errado. ficará: “para que exorcizemos o gol”.
Lembrei-me do quê? de que já estava errado = pre- GABARITO OFICIAL: B
sença de preposição, o termo completa um verbo, então:
objeto indireto – objetiva indireta (3)

A ordem ficou: 2 – 6 – 4 – 1 – 5 – 3. EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO. 


GABARITO OFICIAL: B

9. (Instituto Rio Branco – Admissão à Carreira de 1. Pontuação


Diplomata – CESPE/2014 - adaptada)
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina servem para compor a coesão e a coerência textual, além
uma literatura feita de grandes cronistas, que lhe dessem de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
o brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos e Um texto escrito adquire diferentes significados quando
poetas. Nem se pensaria em atribuir o Prêmio Nobel a um pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
cronista, por melhor que fosse. Portanto, parece mesmo depende, em certos momentos, da intenção do autor do
que a crônica é um gênero menor. discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamente
“Graças a Deus”, seria o caso de dizer, porque, sen- relacionados ao contexto e ao interlocutor.
do assim, ela fica mais perto de nós. E para muitos pode
servir de caminho não apenas para a vida, que ela serve

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LÍNGUA PORTUGUESA

1.1 Principais funções dos sinais de pontuação E) Ponto de Interrogação (?)

A) Ponto (.)  Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.


“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
 Indica o término do discurso ou de parte dele, vedo)
encerrando o período.
 Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Com- F) Reticências (...)
panhia). Se a palavra abreviada aparecer em final de pe-
ríodo, este não receberá outro ponto; neste caso, o ponto  Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lá-
de abreviatura marca, também, o fim de período. Exemplo: pis, canetas, cadernos...
Estudei português, matemárica, constitucional, etc. (e não  Indica interrupção violenta da frase: “- Não... que-
“etc..”) ro dizer... é verdad... Ah!”
 Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do  Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este
ponto, assim como após o nome do autor de uma citação: mal... pega doutor?
Haverá eleições em outubro  Indica que o sentido vai além do que foi dito: Dei-
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napoleão xa, depois, o coração falar...
Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)
 Os números que identificam o ano não utilizam G) Vírgula (,)
ponto nem devem ter espaço a separá-los, bem como os
números de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250. Não se usa vírgula
Separando termos que, do ponto de vista sintático, li-
B) Ponto e Vírgula (;) gam-se diretamente entre si:
1. Entre sujeito e predicado:
 Separa várias partes do discurso, que têm a mes- Todos os alunos da sala foram advertidos.
ma importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos Sujeito predicado
dão pelo pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo
pão a vida; os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” 2. Entre o verbo e seus objetos:
(VIEIRA) O trabalho custou sacrifício aos
 Separa partes de frases que já estão separadas realizadores.
por vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, V.T.D.I. O.D. O.I.
montanhas, frio e cobertor.
 Separa itens de uma enumeração, exposição de Usa-se a vírgula:
motivos, decreto de lei, etc.
Ir ao supermercado; 1. Para marcar intercalação:
Pegar as crianças na escola; A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
Caminhada na praia; dância, vem caindo de preço.
Reunião com amigos. B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
C) Dois pontos (:) C) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
 Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio querem abrir mão dos lucros altos.
Coutinho trata este assunto:
 Antes de um aposto = Três coisas não me agra- 2. Para marcar inversão:
dam: chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite. A) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
 Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe-
estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a ro- chadas.
tina de sempre. B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
 Em frases de estilo direto pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
Maria perguntou: C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
- Por que você não toma uma decisão? maio de 1982.

D) Ponto de Exclamação (!) 3. Para separar entre si elementos coordenados (dis-


postos em enumeração):
 Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me casar com A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
você!
 Depois de interjeições ou vocativos 4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós quere-
Ai! Que susto! mos comer pizza; e vocês, churrasco.
João! Há quanto tempo!

40
LÍNGUA PORTUGUESA

5. Para isolar: No Brasil, o crime aumentou significantemente a partir


A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasi- de 1980, impacto do processo de modernização pelo qual
leira, possui um trânsito caótico. o país passou. Isso sugere que o boom do consumo colo-
B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. cou em circulação bens de alto valor e, consequentemente,
aumentou as oportunidades para o crime, inclusive porque
Observações: a maior mobilidade de pessoas torna o espaço social mais
Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expressão anônimo, menos supervisionado.
latina et coetera, que significa “e outras coisas”, seria dis- Nesse contexto, justiça criminal passa a ser cada vez
pensável o emprego da vírgula antes dele. Porém, o acordo mais dissociada de justiça social e reconstrução da socie-
ortográfico em vigor no Brasil exige que empreguemos etc. dade. O objetivo em relação à criminalidade torna-se bem
predecido de vírgula: Falamos de política, futebol, lazer, etc. menos ambicioso: o controle. A prisão ganha mais impor-
tância na modernidade tardia, porque satisfaz uma dupla
As perguntas que denotam surpresa podem ter com- necessidade dessa nova cultura: castigo e controle do ris-
binados o ponto de interrogação e o de exclamação: Você co. Essa postura às vezes proporciona controle, porém não
falou isso para ela?! segurança, pois o Estado tem o poder limitado de manter
a ordem por meio da polícia, sendo necessário dividir as
Temos, ainda, sinais distintivos: tarefas de controle com organizações locais e com a co-
 a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), se- munidade.
paração de siglas (IOF/UPC); Jacqueline Carvalho da Silva. Manutenção da ordem
 os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas pública e garantia dos direitos individuais: os desafios da
pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira opção polícia em sociedades democráticas. In: Revista Brasilei-
aos parênteses, principalmente na matemática; ra de Segurança Pública. São Paulo, ano 5, 8.ª ed., fev. –
 o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a mar./2011, p. 84-5 (com adaptações).
uma nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir um
nome que não se quer mencionar. No primeiro parágrafo do texto 1A1AAA, os dois-pon-
tos introduzem
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A. uma enumeração das “categorias de direitos”.
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- B. resultados da “consolidação da cidadania”.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São C. um contra-argumento para a ideia de cidadania
Paulo: Saraiva, 2010. como algo “amplo”.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa D. uma generalização do termo “direitos”.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. E. objetivos do “processo de redemocratização”.

SITE Recorramos ao texto (faça isso SEMPRE durante seu


http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/ concurso. O texto é a base para encontrar as respostas para
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu- as questões!): (...) abrangendo as três categorias de direitos:
la.htm civis, políticos e sociais. Os dois-pontos introduzem a enu-
meração dos direitos; apresenta-os.
GABARITO OFICIAL: A

EXERCÍCIO COMENTADO 2. (ANEEL – Técnico Administrativo – CESPE/2010)


Vão surgindo novos sinais do crescente otimismo da
indústria com relação ao futuro próximo. Um deles refere-
-se às exportações. “O comércio mundial já está voltando
1. (SERES-PE - Agente de Segurança Penitenciária – a se abrir para as empresas”, diz o gerente executivo de
Cespe-2017) pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Re-
nato da Fonseca, para explicar a melhora das expectativas
Texto 1A1AAA dos industriais com relação ao mercado externo.
Quanto ao mercado interno, as expectativas da indús-
Após o processo de redemocratização, com o fim da tria não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal, pois
ditadura militar, em meados da década de 80 do século elas já eram francamente otimistas. Há algum tempo, a
passado, era de se esperar que a democratização das ins- pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010,
tituições tivesse como resultado direto a consolidação da registra grande otimismo da indústria com relação à de-
cidadania — compreendida de modo amplo, abrangendo manda interna. Trata-se de um sentimento generalizado.
as três categorias de direitos: civis, políticos e sociais. So- Em todos os setores industriais, a expressiva maioria dos
bressaem, porém, problemas que configuram mais desa- entrevistados acredita no aumento das vendas internas.
fios para a cidadania brasileira, como a violência urbana O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adap-
— que ameaça os direitos individuais — e o desemprego tações).
— que ameaça os direitos sociais.

41
LÍNGUA PORTUGUESA

O nome próprio “Renato da Fonseca” está entre vírgu- Em “b”: Em maio deste ano, a Comissão da Verdade
las por tratar-se de um vocativo. acatou o pedido da família do ex-presidente João Goulart
( ) Certo ( ) Errado e reabriu a investigação da morte deste, visto que, para a
viúva e para os filhos, Jango pode ter sido assassinado. =
Recorramos ao texto (lembre-se de fazer a mesma correta
coisa no dia do seu concurso!): (...) diz o gerente executivo Em “c”: A investigação da morte de João Goulart, (X) foi
de pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reaberta, em maio deste ano (X) pela Comissão da Verdade,
Renato da Fonseca, para explicar a melhora das expectati- para apuração da causa da morte do ex-presidente (X) uma
vas. O termo em destaque não está exercendo a função vez que, para a família, Jango pode ter sido assassinado.
de vocativo, já que não é utilizado para evocar, chamar o Em “d”: A Comissão da Verdade, a pedido da família de
interlocutor do diálogo. Sua função é de aposto – explicar João Goulart, reabriu (X) em maio deste ano (X) a investi-
quem é o gerente executivo da CNI. gação de sua morte, porque, (X) a hipótese de assassinato
GABARITO OFICIAL: ERRADO. não é descartada, (X) pela viúva e filhos.
Em “e”: Como a viúva e os filhos do ex-presidente João
3. (Caixa Econômica Federal – Médico do Trabalho – Goulart, suspeitando que ele possa ter sido assassinado (X)
CESPE/2014 - adaptada) A correção gramatical do trecho pediram a reabertura da investigação de sua morte, (X) à
“Entre as bebidas alcoólicas, cervejas e vinhos são as mais Comissão da Verdade, esta ,(X) atendeu o pedido (X) em
comuns em todo o mundo” seria prejudicada, caso se inse- maio deste ano.
risse uma vírgula logo após a palavra “vinhos”. GABARITO OFICIAL: B
( ) Certo ( ) Errado

Não se deve colocar vírgula entre sujeito e predicado,


a não ser que se trate de um aposto (1), predicativo do su- CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL. 
jeito (2), ou algum termo que requeira estar separado entre
pontuações. Exemplo: O Rio de Janeiro, cidade maravilhosa
(1), está em festa! Os meninos, ansiosos (2), chegaram! 1. Concordância Verbal e Nominal
GABARITO OFICIAL: CERTO
Os concurseiros estão apreensivos.
4. (EMPLASA/SP – Analista Jurídico – Direito – VU- Concurseiros apreensivos.
NESP/2014) Segundo a norma-padrão da língua portu-
guesa, a pontuação está correta em: No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na
A. Como há suspeita, por parte da família de que João terceira pessoa do plural, concordando com o seu sujeito,
Goulart tenha sido assassinado; a Comissão da Verdade os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo “apreen-
decidiu reabrir a investigação de sua morte, em maio deste sivos” está concordando em gênero (masculino) e número
ano, a pedido da viúva e dos filhos. (plural) com o substantivo a que se refere: concurseiros.
B. Em maio deste ano, a Comissão da Verdade acatou o Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, número e gê-
pedido da família do ex-presidente João Goulart e reabriu a nero se correspondem. A correspondência de flexão en-
investigação da morte deste, visto que, para a viúva e para tre dois termos é a concordância, que pode ser verbal ou
os filhos, Jango pode ter sido assassinado. nominal.
C. A investigação da morte de João Goulart, foi rea-
berta, em maio deste ano pela Comissão da Verdade, para 1.1 Concordância Verbal
apuração da causa da morte do ex-presidente uma vez
que, para a família, Jango pode ter sido assassinado. É a flexão que se faz para que o verbo concorde com
D. A Comissão da Verdade, a pedido da família de João seu sujeito.
Goulart, reabriu em maio deste ano a investigação de sua
morte, porque, a hipótese de assassinato não é descartada, 1.1.1 Sujeito Simples - Regra Geral
pela viúva e filhos. O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo
E. Como a viúva e os filhos do ex-presidente João Gou- em número e pessoa. Veja os exemplos:
lart, suspeitando que ele possa ter sido assassinado pedi- A prova para ambos os cargos será aplicada
ram a reabertura da investigação de sua morte, à Comissão às 13h.
da Verdade, esta, atendeu o pedido em maio deste ano. 3.ª p. Singular 3.ª p. Singular

Assinalei com (X) as pontuações inadequadas e/ou fal- Os candidatos à vaga chegarão às 12h.
tantes: 3.ª p. Plural 3.ª p. Plural
Em “a”: Como há suspeita, por parte da família (X) de
que João Goulart tenha sido assassinado; (X) a Comissão
da Verdade decidiu reabrir a investigação de sua morte, em
maio deste ano, a pedido da viúva e dos filhos.

42
LÍNGUA PORTUGUESA

Casos Particulares ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso não ocorre
ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de tudo e nada
A) Quando o sujeito é formado por uma expressão par- fizeram”, frase que soa como uma denúncia.
titiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver
maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de no singular, o verbo ficará no singular.
um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar Qual de nós é capaz?
no singular ou no plural. Algum de vós fez isso.
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram E) Quando o sujeito é formado por uma expressão que
proposta. indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve
concordar com o substantivo.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos 25% do orçamento do país será destinado à Educação.
dos coletivos, quando especificados: Um bando de vândalos 85% dos entrevistados não aprovam a administração do
destruiu / destruíram o monumento. prefeito.
1% do eleitorado aceita a mudança.
Observação: 1% dos alunos faltaram à prova.
Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a uni-
dade do conjunto; já a forma plural confere destaque aos  Quando a expressão que indica porcentagem não
elementos que formam esse conjunto. é seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o
número.
B) Quando o sujeito é formado por expressão que in- 25% querem a mudança.
dica quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de, 1% conhece o assunto.
perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo con-
corda com o substantivo.  Se o número percentual estiver determinado por
Cerca de mil pessoas participaram do concurso. artigo ou pronome adjetivo, a concordância far-se-á com
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade. eles:
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Os 30% da produção de soja serão exportados.
Olimpíadas. Esses 2% da prova serão questionados.

Observação: F) O pronome “que” não interfere na concordância; já o


Quando a expressão “mais de um” se associar a verbos “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa do singular.
que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório: Mais Fui eu que paguei a conta.
de um colega se ofenderam na discussão. (ofenderam um Fomos nós que pintamos o muro.
ao outro) És tu que me fazes ver o sentido da vida.
Sou eu quem faz a prova.
C) Quando se trata de nomes que só existem no plu- Não serão eles quem será aprovado.
ral, a concordância deve ser feita levando-se em conta a
ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve assu-
ficar no singular; com artigo no plural, o verbo deve ficar o mir a forma plural.
plural. Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encanta-
Os Estados Unidos possuem grandes universidades. ram os poetas.
Estados Unidos possui grandes universidades. Este candidato é um dos que mais estudaram!
Alagoas impressiona pela beleza das praias.
As Minas Gerais são inesquecíveis.  Se a expressão for de sentido contrário – nenhum
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no singular:
Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga.
D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou Nem uma das que me escreveram mora aqui.
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos,
quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou “de vós”, o verbo  Quando “um dos que” vem entremeada de subs-
pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pes- tantivo, o verbo pode:
soa do plural) ou com o pronome pessoal. 1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atravessa
Quais de nós são / somos capazes? o Estado de São Paulo. (já que não há outro rio que faça o
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? mesmo).
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões ino- 2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão poluí-
vadoras. dos (noção de que existem outros rios na mesma condição).

Observação: H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o


Veja que a opção por uma ou outra forma indica a in- verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
clusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz ou Vossa Excelência está cansado?
escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos”, Vossas Excelências renunciarão?

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LÍNGUA PORTUGUESA

I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se de D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concor-
acordo com o numeral. dância é feita no plural. Observe:
Deu uma hora no relógio da sala. Abraçaram-se vencedor e vencido.
Deram cinco horas no relógio da sala. Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Soam dezenove horas no relógio da praça.
Baterão doze horas daqui a pouco. 1.1.3 Casos Particulares

Observação:  Quando o sujeito composto é formado por nú-


Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, cleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no sin-
torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito. gular.
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas. Descaso e desprezo marca seu comportamento.
Soa quinze horas o relógio da matriz. A coragem e o destemor fez dele um herói.

J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum su-  Quando o sujeito composto é formado por nú-
jeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do singular. São verbos cleos dispostos em gradação, verbo no singular:
impessoais: Haver no sentido de existir; Fazer indicando tem- Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segun-
po; Aqueles que indicam fenômenos da natureza. Exemplos: do me satisfaz.
Havia muitas garotas na festa.
Faz dois meses que não vejo meu pai.  Quando os núcleos do sujeito composto são uni-
Chovia ontem à tarde. dos por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural, de
acordo com o valor semântico das conjunções:
1.1.2 Sujeito Composto Drummond ou Bandeira representam a essência da poe-
sia brasileira.
A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
a concordância se faz no plural:
Pai e filho conversavam longamente. Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de “adi-
Sujeito ção”. Já em:
Juca ou Pedro será contratado.
Pais e filhos devem conversar com frequência. Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olim-
Sujeito píada.
B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gra- Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam
maticais diferentes, a concordância ocorre da seguinte ma- no singular.
neira: a primeira pessoa do plural (nós) prevalece sobre a
segunda pessoa (vós) que, por sua vez, prevalece sobre a
 Com as expressões “um ou outro” e “nem um nem
terceira (eles). Veja:
outro”, a concordância costuma ser feita no singular.
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
Um ou outro compareceu à festa.
Primeira Pessoa do Plural (Nós)
Nem um nem outro saiu do colégio.
Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
 Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou
Segunda Pessoa do Plural (Vós)
no singular: Um e outro farão/fará a prova.
Pais e filhos precisam respeitar-se.
Terceira Pessoa do Plural (Eles)  Quando os núcleos do sujeito são unidos por
“com”, o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos rece-
Observação: bem um mesmo grau de importância e a palavra “com” tem
Quando o sujeito é composto, formado por um elemen- sentido muito próximo ao de “e”.
to da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), é possível O pai com o filho montaram o brinquedo.
empregar o verbo na terceira pessoa do plural (eles): “Tu e O governador com o secretariado traçaram os planos
teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar de “tomaríeis”. para o próximo semestre.
O professor com o aluno questionaram as regras.
C) No caso do sujeito composto posposto ao verbo,
passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a
vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o ideia é enfatizar o primeiro elemento.
verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do su- O pai com o filho montou o brinquedo.
jeito mais próximo. O governador com o secretariado traçou os planos para
Faltaram coragem e competência. o próximo semestre.
Faltou coragem e competência. O professor com o aluno questionou as regras.
Compareceram todos os candidatos e o banca.
Compareceu o banca e todos os candidatos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

FIQUE ATENTO! #FicaDica


Com o verbo no singular, não se pode falar Para saber se o “se” é partícula apassivadora
em sujeito composto. O sujeito é simples, uma ou índice de indeterminação do sujeito, tente
vez que as expressões “com o filho” e “com transformar a frase para a voz passiva. Se a
o secretariado” são adjuntos adverbiais de frase construída for “compreensível”, estaremos
companhia. Na verdade, é como se houvesse diante de uma partícula apassivadora; se não, o
uma inversão da ordem. Veja: “se” será índice de indeterminação. Veja:
“O pai montou o brinquedo com o filho.” Precisa-se de funcionários qualificados.
“O governador traçou os planos para o próximo Tentemos a voz passiva:
semestre com o secretariado.” Funcionários qualificados são precisados (ou
“O professor questionou as regras com o aluno.” precisos)? Não há lógica. Portanto, o “se”
destacado é índice de indeterminação do
sujeito.
Casos em que se usa o verbo no singular: Agora:
Café com leite é uma delícia! Vendem-se casas.
O frango com quiabo foi receita da vovó. Voz passiva: Casas são vendidas. Construção
correta! Então, aqui, o “se” é partícula
Quando os núcleos do sujeito são unidos por expres- apassivadora. (Dá para eu passar para a voz
sões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não somen- passiva. Repare em meu destaque. Percebeu
te”..., “não apenas... mas também”, “tanto...quanto”, o verbo semelhança? Agora é só memorizar!).
ficará no plural.
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o
Nordeste. O Verbo “Ser”
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a no-
tícia. A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o
sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordân-
Quando os elementos de um sujeito composto são cia pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo do
resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é sujeito.
feita com esse termo resumidor.
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia. Quando o sujeito ou o predicativo for:
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante
na vida das pessoas. A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo SER
concorda com a pessoa gramatical:
1.1.4 Outros Casos Ele é forte, mas não é dois.
Fernando Pessoa era vários poetas.
O Verbo e a Palavra “SE” A esperança dos pais são eles, os filhos.
Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há duas
de particular interesse para a concordância verbal: B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro no
A) quando é índice de indeterminação do sujeito; plural, o verbo SER concordará, preferencialmente, com o
B) quando é partícula apassivadora. que estiver no plural:
Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se” Os livros são minha paixão!
acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e Minha paixão são os livros!
de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na ter-
ceira pessoa do singular: Quando o verbo SER indicar
Precisa-se de funcionários.
Confia-se em teses absurdas.  horas e distâncias, concordará com a expressão
numérica:
Quando pronome apassivador, o “se” acompanha ver- É uma hora.
bos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e indiretos São quatro horas.
(VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o Daqui até a escola é um quilômetro / são dois quilôme-
verbo deve concordar com o sujeito da oração. Exemplos: tros.
Construiu-se um posto de saúde.
Construíram-se novos postos de saúde.  datas, concordará com a palavra dia(s), que pode
Aqui não se cometem equívocos estar expressa ou subentendida:
Alugam-se casas. Hoje é dia 26 de agosto.
Hoje são 26 de agosto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

 Quando o sujeito indicar peso, medida, quanti- A) O adjetivo concorda em gênero e número quando
dade e for seguido de palavras ou expressões como pouco, se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas denun-
muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER fica no singular: ciavam o que sentia.
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido. B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos, a
Duas semanas de férias é muito para mim. concordância pode variar. Podemos sistematizar essa flexão
nos seguintes casos:
 Quando um dos elementos (sujeito ou predicati-  Adjetivo anteposto aos substantivos:
vo) for pronome pessoal do caso reto, com este concordará O adjetivo concorda em gênero e número com o subs-
o verbo. tantivo mais próximo.
No meu setor, eu sou a única mulher. Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
Aqui os adultos somos nós. Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Encontramos caído o prendedor e a roupa.
Observação:
Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) repre- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de pa-
rentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
sentados por pronomes pessoais, o verbo concorda com o
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
pronome sujeito.
Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
Eu não sou ela.
Ela não é eu.
 Adjetivo posposto aos substantivos:
O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo
 Quando o sujeito for uma expressão de sentido ou com todos eles (assumindo a forma masculina plural se
partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o ver- houver substantivo feminino e masculino).
bo SER concordará com o predicativo. A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A grande maioria no protesto eram jovens. A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
O resto foram atitudes imaturas. A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
O Verbo “Parecer”
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução Observação:
verbal (é seguido de infinitivo), admite duas concordâncias: Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza,
 Ocorre variação do verbo PARECER e não se fle- pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos dois
xiona o infinitivo: As crianças parecem gostar do desenho. substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no
plural masculino, que é o gênero predominante quando há
 A variação do verbo parecer não ocorre e o infini- substantivos de gêneros diferentes.
tivo sofre flexão: Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adje-
As crianças parece gostarem do desenho. tivo fica no singular ou plural.
(essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho aas A beleza e a inteligência feminina(s).
crianças) O carro e o iate novo(s).

C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:


FIQUE ATENTO! O adjetivo fica no masculino singular, se o substanti-
vo não for acompanhado de nenhum modificador: Água é
Com orações desenvolvidas, o verbo PARECER bom para saúde.
fica no singular. Por exemplo: As paredes O adjetivo concorda com o substantivo, se este for mo-
parece que têm ouvidos. (Parece que as paredes dificado por um artigo ou qualquer outro determinativo:
têm ouvidos = oração subordinada substantiva Esta água é boa para saúde.
subjetiva).
D) O adjetivo concorda em gênero e número com os prono-
mes pessoais a que se refere: Juliana encontrou-as muito felizes.
1.2 Concordância Nominal
E) Nas expressões formadas por pronome indefinido
A concordância nominal se baseia na relação entre neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE +
nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se adjetivo, este último geralmente é usado no masculino sin-
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes gular: Os jovens tinham algo de misterioso.
adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se:
normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem fun-
ção adjetiva e concorda normalmente com o nome a que
termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal.
se refere:
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
Cristina saiu só.
seguintes regras gerais:
Cristina e Débora saíram sós.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso -


Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou “ape- Quite
nas”, tem função adverbial, ficando, portanto, invariável:
Eles só desejam ganhar presentes. Estas palavras adjetivas concordam em gênero e nú-
mero com o substantivo ou pronome a que se referem.
Seguem anexas as documentações requeridas.
#FicaDica A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Muito obrigadas, disseram as senhoras.
Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. Se
Seguem inclusos os papéis solicitados.
a frase ficar coerente com o primeiro, trata-se
de advérbio, portanto, invariável; se houver Estamos quites com nossos credores.
coerência com o segundo, função de adjetivo,
então varia: Bastante - Caro - Barato - Longe
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo
Ele está só descansando. (apenas descansando) Estas palavras são invariáveis quando funcionam como
- advérbio advérbios. Concordam com o nome a que se referem quan-
do funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou nu-
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula merais.
depois de “só”, haverá, novamente, um adjetivo: As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pro-
descansando) nome adjetivo)
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
As casas estão caras. (adjetivo)
G) Quando um único substantivo é modificado por
Achei barato este casaco. (advérbio)
dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
construções:
 O substantivo permanece no singular e coloca-se
o artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura espa- Meio - Meia
nhola e a portuguesa.
 O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo,
antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e portu- concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi
guesa. meia porção de polentas.
Quando empregada como advérbio permanece inva-
1.2.1 Casos Particulares riável: A candidata está meio nervosa.

É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É per-


mitido #FicaDica
 Estas expressões, formadas por um verbo mais um Dá para eu substituir por “um pouco”, assim
adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se referem saberei que se trata de um advérbio, não de
possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo). adjetivo: “A candidata está um pouco nervosa”.
É proibido entrada de crianças.
Em certos momentos, é necessário atenção.
No verão, melancia é bom.
É preciso cidadania. Alerta - Menos
Não é permitido saída pelas portas laterais.
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem
 Quando o sujeito destas expressões estiver deter- sempre invariáveis.
minado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o verbo Os concurseiros estão sempre alerta.
como o adjetivo concordam com ele. Não queira menos matéria!
É proibida a entrada de crianças.
Esta salada é ótima. Tome nota!
A educação é necessária. Não variam os substantivos que funcionam como ad-
São precisas várias medidas na educação. jetivos:
Bomba – notícias bomba
Chave – elementos chave
Monstro – construções monstro
Padrão – escola padrão

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LÍNGUA PORTUGUESA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Busquemos o contexto:


Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- - sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, não
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São há democracia = poderíamos substituir por “não existe”,
Paulo: Saraiva, 2010. inexiste (verbo “haver” empregado com o sentido de
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa “existir”)
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. - sem democracia, não existem as condições mínimas
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- para a solução pacífica dos conflitos = sentido de “existir”.
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. Poderíamos substituir por inexiste, mas no plural, já que
devemos concordar com “as condições mínimas”. A única
SITE “troca” adequada seria o verbo “haver” – que pode ser
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49. utilizado com o sentido de “existir”. Teríamos: sem direitos
php humanos reconhecidos e protegidos, inexiste democracia;
sem democracia, não há as condições mínimas para a so-
lução pacífica dos conflitos.
GABARITO OFICIAL: C
EXERCÍCIO COMENTADO
2. (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior – Analista Técnico Administrativo
1. (Prefeitura de São Luís - MA - Conhecimentos – CESPE/2014) Em “Vossa Excelência deve estar satisfeita
Básicos Cargos de Técnico Municipal - Nível Médio – com os resultados das negociações”, o adjetivo estará cor-
Cespe-2017) retamente empregado se dirigido a ministro de Estado do
sexo masculino, pois o termo “satisfeita” deve concordar
Texto CB3A2BBB com a locução pronominal de tratamento “Vossa Excelên-
cia”.
O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos ( ) Certo ( ) Errado
estão na base das Constituições democráticas modernas.
A paz, por sua vez, é o pressuposto necessário para o reco- Se a pessoa, no caso o ministro, for do sexo femini-
nhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos em no (ministra), o adjetivo está correto; mas, se for do sexo
cada Estado e no sistema internacional. Ao mesmo tempo, masculino, o adjetivo sofrerá flexão de gênero: satisfeito.
o processo de democratização do sistema internacional, O pronome de tratamento é apenas a maneira como tra-
que é o caminho obrigatório para a busca do ideal da paz tar a autoridade, não regendo as demais concordâncias.
perpétua, não pode avançar sem uma gradativa ampliação GABARITO OFICIAL: ERRADO
do reconhecimento e da proteção dos direitos humanos,
acima de cada Estado. Direitos humanos, democracia e paz 3. (ABIN - Agente Técnico de Inteligência – CES-
são três elementos fundamentais do mesmo movimento PE/2010 - adaptada) (...) Da combinação entre velocida-
histórico: sem direitos humanos reconhecidos e protegi- de, persistência, relevância, precisão e flexibilidade surge a
dos, não há democracia; sem democracia, não existem as noção contemporânea de agilidade, transformada em prin-
condições mínimas para a solução pacífica dos conflitos. cipal característica de nosso tempo.
Em outras palavras, a democracia é a sociedade dos ci- A forma verbal “surge” poderia, sem prejuízo grama-
dadãos, e os súditos se tornam cidadãos quando lhes são tical para o texto, ser flexionada no plural, para concordar
reconhecidos alguns direitos fundamentais; haverá paz es- com “velocidade, persistência, relevância, precisão e fle-
tável, uma paz que não tenha a guerra como alternativa, xibilidade”
somente quando existirem cidadãos não mais apenas des- ( ) Certo ( ) Errado
te ou daquele Estado, mas do mundo.
Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nel- O verbo está concordando com o termo “combina-
son Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com ção”, por isso deve ficar no singular.
adaptações). GABARITO OFICIAL: ERRADO

Preservando-se a correção gramatical do texto CB3A- 4. (TRE/MS - Estágio – Jornalismo - TRE/MS – 2014)
2BBB, os termos “não há” e “não existem” poderiam ser A assertiva correta quanto à conjugação verbal é:
substituídos, respectivamente, por A. Houveram eleições em outros países este ano.
A. não existe e não têm. B. Se eu vir você por aí, acabou.
C. Tinha chego atrasado vinte minutos.
B. não existe e inexiste.
D. Fazem três anos que não tiro férias.
C. inexiste e não há.
E. Esse homem possue muitos bens.
D. inexiste e não acontece.
E. não tem e não têm.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Correções à frente:
Em “a”: Houveram eleições em outros países este ano EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE.
= houve
Em “c”: Tinha chego atrasado vinte minutos = tinha
chegado 1. Crase
Em “d”: Fazem três anos que não tiro férias = faz três
anos A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais idên-
Em “e”: Esse homem possue muitos bens = possui ticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” com o ar-
GABARITO OFICIAL: B tigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos pronomes
demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo e com o “a” per-
5. (TRF/3.ª Região - Analista Judiciário - FCC/2014) tencente ao pronome relativo a qual (as quais). Casos estes
O verbo flexionado no plural que também estaria corre- em que tal fusão encontra-se demarcada pelo acento grave
tamente flexionado no singular, sem que nenhuma outra ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo, à qual, às quais.
alteração fosse feita, encontra-se em: O uso do acento indicativo de crase está condicionado
A. Não é à toa que partiram daqui várias manifestações aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal e no-
culturais... minal, mais precisamente ao termo regente e termo regido.
B. Sempre me pareceram sem sentido as guerras... Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome - que exige
C. São Paulo são muitas cidades em uma. complemento regido pela preposição “a”, e o termo regido é
D. São Paulo não tem símbolos que deem conta de... aquele que completa o sentido do termo regente, admitindo
a anteposição do artigo a(s).
E. ... onde as informações diversas se misturam...
Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela con-
tratada recentemente.
Vamos item a item:
Após a junção da preposição com o artigo (destacados
Em “a”: o verbo “partiram” não poderia ser utilizado entre parênteses), temos:
no singular, já que está concordando com “várias manifes- Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contratada
tações”; recentemente.
Em “b”: “pareceram” concorda com “as guerras”, per-
manecendo no plural; O verbo referir, de acordo com sua transitividade, classi-
Em “c”: o verbo “ser” pode concordar tanto com o su- fica-se como transitivo indireto, pois sempre nos referimos a
jeito (São Paulo) quanto com o predicativo “cidades” alguém ou a algo. Houve a fusão da preposição a + o artigo
Em “d”: “deem” deve permanecer no plural, já que con- feminino (à) e com o artigo feminino a + o pronome de-
corda com “símbolos” (lembrando: o verbo “deem” não é monstrativo aquela (àquela).
mais acentuado!)
Em “e”: “misturam” fica no plural, pois concorda com Observações importantes:
“informações”. Alguns recursos servem de ajuda para que possamos
GABARITO OFICIAL: C confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns:
 Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
6. (Tribunal de Contas do Distrito Federal/DF – Co- equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a crase está
nhecimentos Básico para os cargos 1, 2, 3, 5, 6 e 7 – confirmada.
CESPE/2014 - adaptada) (...) Há décadas, países como Chi- Os dados foram solicitados à diretora.
na e Índia têm enviado estudantes para países centrais, com Os dados foram solicitados ao diretor.
resultados muito positivos.(...)
A forma verbal “Há” poderia ser corretamente substi-  No caso de nomes próprios geográficos, substi-
tuída por Fazem. tui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resulte na
( ) CERTO ( ) ERRADO expressão “voltar da”, há a confirmação da crase.
Faremos uma visita à Bahia.
O verbo “fazer”, quando empregado no sentido de Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
tempo passado, não sofre flexão. Portanto, sua forma cor-
Não me esqueço da viagem a Roma.
reta seria: “faz décadas”.
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja-
GABARITO OFICIAL: ERRADO
mais vividos.

FIQUE ATENTO!
Nas situações em que o nome geográfico
se apresentar modificado por um adjunto
adnominal, a crase está confirmada.
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de
suas praias.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Casos passíveis de nota:


#FicaDica
 A crase é facultativa diante de nomes próprios
Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou femininos: Entreguei o caderno a (à) Eliza.
A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: Vou a  Também é facultativa diante de pronomes pos-
Campinas. = Volto de Campinas. (crase pra sessivos femininos: O diretor fez referência a (à) sua em-
quê?) presa.
Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!)  Facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja
ficará aberta até as (às) dezoito horas.
 Constata-se o uso da crase se as locuções prepo-
sitivas à moda de, à maneira de apresentarem-se implíci-
FIQUE ATENTO! tas, mesmo diante de nomes masculinos: Tenho compulsão
Quando o nome de lugar estiver especificado, por comprar sapatos à Luis XV. (à moda de Luís XV)
ocorrerá crase. Veja:  Não se efetiva o uso da crase diante da locução
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = adverbial “a distância”: Na praia de Copacabana, observa-
mesmo que, pela regrinha acima, seja a do mos a queima de fogos a distância.
“VOLTO DE” Entretanto, se o termo vier determinado, teremos
Irei à Salvador de Jorge Amado. uma locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedestre
foi arremessado à distância de cem metros.
A letra “a” dos pronomes demonstrativos
aquele(s), aquela(s) e aquilo receberão o acento  De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguida-
grave se o termo regente exigir complemento de -, faz-se necessário o emprego da crase.
regido da preposição “a”. Ensino à distância.
Entregamos a encomenda àquela menina. Ensino a distância.
(preposição + pronome demonstrativo)  Em locuções adverbiais formadas por palavras re-
petidas, não há ocorrência da crase.
Iremos àquela reunião. Ela ficou frente a frente com o agressor.
(preposição + pronome demonstrativo) Eu o seguirei passo a passo.

Sua história é semelhante às que eu ouvia Casos em que não se admite o emprego da crase:
quando criança. (àquelas que eu ouvia quando
criança) Antes de vocábulos masculinos.
(preposição + pronome demonstrativo) As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Esta caneta pertence a Pedro.
A letra “a” que acompanha locuções femininas
(adverbiais, prepositivas e conjuntivas) Antes de verbos no infinitivo.
recebem o acento grave: Ele estava a cantar.
 locuções adverbiais: às vezes, à tarde, Começou a chover.
à noite, às pressas, à vontade...
 locuções prepositivas: à frente, à Antes de numeral.
espera de, à procura de... O número de aprovados chegou a cem.
 locuções conjuntivas: à proporção Faremos uma visita a dez países.
que, à medida que.
Observações:
Cuidado: quando as expressões acima não  Nos casos em que o numeral indicar horas – fun-
exercerem a função de locuções não ocorrerá cionando como uma locução adverbial feminina – ocorrerá
crase. Repare:
crase: Os passageiros partirão às dezenove horas.
Eu adoro a noite!
 Diante de numerais ordinais femininos a crase
Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro”
está confirmada, visto que estes não podem ser emprega-
requer objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o
dos sem o artigo: As saudações foram direcionadas à pri-
“a” é artigo, não preposição.
meira aluna da classe.
 Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quan-
do essa não se apresentar determinada: Chegamos todos
exaustos a casa.
Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto
adnominal, a crase estará confirmada: Chegamos todos
exaustos à casa de Marcela.

50
LÍNGUA PORTUGUESA

 Não há crase antes da palavra “terra”, quando estão sujeitos a regras precisas para a gestão do dinheiro
essa indicar chão firme: Quando os navegantes regressa- público, para a criação de despesas e, em particular, para os
ram a terra, já era noite. gastos com pessoal. Por que, tendo descumprido algumas
Contudo, se o termo estiver precedido por um deter- dessas regras, estariam interessados em torná-las ainda
minante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá crase. mais rigorosas?
Paulo viajou rumo à sua terra natal. Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis
O astronauta voltou à Terra. pelo dinheiro público que, por alguma razão, não a cum-
priram. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigoro-
 Não ocorre crase antes de pronomes que reque- sa, se nem nas condições atuais esses responsáveis estão
rem o uso do artigo. sendo capazes de cumpri-la? O problema não está na lei.
Os livros foram entregues a mim. Mudá-la pode ser o pretexto não para torná-la mais ri-
Dei a ela a merecida recompensa. gorosa, mas para atribuir-lhe alguma flexibilidade que a
desfigure. O verdadeiro problema é a dificuldade do setor
 Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos público de adaptar suas despesas às receitas em queda
à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o uso da por causa da crise.
crase está confirmado no “a” que os antecede, no caso de Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adap-
o termo regente exigir a preposição. tações).
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia.
 Não ocorre crase antes de nome feminino utiliza- O emprego do acento grave em “às receitas” decorre
do em sentido genérico ou indeterminado: da regência do verbo “adaptar” e da presença do artigo
Estamos sujeitos a críticas. definido feminino determinando o substantivo “receitas”.
Refiro-me a conversas paralelas. ( ) CERTO ( ) ERRADO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Texto: O verdadeiro problema é a dificuldade do se-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa tor público de adaptar suas despesas às receitas em queda
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
por causa da crise = quem adapta, adapta algo/alguém A
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
algo/alguém.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
GABARITO OFICIAL: CERTO
Paulo: Saraiva, 2010.
2. (FNDE – Técnico em Financiamento e Execução
SITE
de Programas e Projetos Educacionais – CESPE/2012)
http://www.portugues.com.br/gramatica/o-uso-crase-.html
O emprego do sinal indicativo de crase em “adequando
os objetivos às necessidades” justifica-se pela regência do
verbo adequar, que exige complemento regido pela pre-
posição “a”, e pela presença de artigo definido feminino
EXERCÍCIO COMENTADO
antes de “necessidades”.
( ) Certo ( ) Errado

1. (TCE-PA - Conhecimentos Básicos - Cargos 1, 18, Adequar o quê? – os objetivos (objeto direto) – ade-
19, 37 e 38 – Cespe-2016) quar o quê a quê? – a + as (=às) necessidades – objeto
indireto. A explicação do enunciado está correta.
Texto CB1A1BBB GABARITO OFICIAL: CERTO

Estranhamente, governos estaduais cujas despesas 3. (EMPLASA/SP – Analista Jurídico – Direito – VU-
com o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou NESP/2014)
que estouraram o limite de gastos com pessoal fixado pela A ministra de Direitos Humanos instituiu grupo de tra-
Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de Res- balho para proceder _____ medidas necessárias _____ exu-
ponsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria mação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart,
legislação destinada a assegurar, como alegam, maior rigor sepultado em São Borja (RS), em 1976. Com a exumação
na gestão de suas finanças. Querem uma nova lei de res- de Jango, o governo visa esclarecer se o ex-presidente
ponsabilidade fiscal para, segundo argumentam, fortalecer morreu de causas naturais, ou seja, devido ____ uma pa-
a estrutura legal que protege o dinheiro público do mau rada cardíaca – que tem sido a versão considerada oficial
uso por gestores irresponsáveis. até hoje –, ou se sua morte se deve ______ envenenamento.
Examinando-se a situação financeira dos estados que (http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,-
preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal, fica governo-cria-grupo-exumar--restos-mortais-de- jan-
difícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000, quan- go,1094178,0.htm 07. 11.2013. Adaptado)
do entrou em vigor a LRF, esses estados, como os demais,

51
LÍNGUA PORTUGUESA

Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, as la- 1.1 Próclise = É a colocação pronominal antes do ver-
cunas da frase devem ser completadas, correta e respecti- bo. A próclise é usada:
vamente, por
A. a ... à ... a ... a  Quando o verbo estiver precedido de palavras
B. as ... à ... a ... à que atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
C. às ... a ... à ... a A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém,
D. à ... à ... à ... a jamais, etc.: Não se desespere!
E. a ... a ... a ... à B) Advérbios: Agora se negam a depor.
C) Conjunções subordinativas: Espero que me expli-
A ministra de Direitos Humanos instituiu grupo de tra- quem tudo!
balho para proceder a medidas (palavra no plural, genera- D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se es-
lizando) necessárias à (regência nominal pede preposição) forçou.
exumação dos restos mortais do ex-presidente João Gou- E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportuni-
lart, sepultado em São Borja (RS), em 1976. Com a exuma- dade.
ção de Jango, o governo visa esclarecer se o ex-presidente F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito.
morreu de causas naturais, ou seja, devido a uma (artigo
indefinido) parada cardíaca – que tem sido a versão consi-  Orações iniciadas por palavras interrogativas:
derada oficial até hoje –, ou se sua morte se deve a (regên- Quem lhe disse isso?
cia verbal) envenenamento. A / à / a / a  Orações iniciadas por palavras exclamativas:
GABARITO OFICIAL: A Quanto se ofendem!
 Orações que exprimem desejo (orações optati-
4. (Tribunal de Justiça/SE – Técnico Judiciário – vas): Que Deus o ajude.
CESPE/2014 - adaptada) No trecho “deu início à sua ca-  A próclise é obrigatória quando se utiliza o pro-
minhada cósmica”, o emprego do acento grave indicativo nome reto ou sujeito expresso: Eu lhe entregarei o material
de crase é obrigatório. amanhã. / Tu sabes cantar?
( ) CERTO (
) ERRADO 1.2 Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do
verbo. A mesóclise é usada:
“deu início à sua caminhada cósmica” – o uso do acen-
to indicativo de crase, neste caso, é facultativo (antes de Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu-
pronome possessivo). turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam
GABARITO OFICIAL: ERRADO precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos:
Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em
prol da paz no mundo.
Repare que o pronome está “no meio” do verbo “reali-
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES ÁTONOS. zará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma pa-
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL. lavra que justificasse o uso da próclise, esta prevaleceria.
Veja: Não se realizará...
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia
nessa viagem.
1. Colocação Pronominal (com presença de palavra que justifique o uso de pró-
clise: Não fossem os meus compromissos, EU te acompa-
Colocação Pronominal trata da correta colocação dos nharia nessa viagem).
pronomes oblíquos átonos na frase.
1.3 Ênclise = É a colocação pronominal depois do ver-
bo. A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não
#FicaDica forem possíveis:
 Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
Pronome Oblíquo é aquele que exerce a Quando eu avisar, silenciem-se todos.
função de complemento verbal (objeto). Por  Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal:
isso, memorize: Não era minha intenção machucá-la.
OBlíquo = OBjeto!  Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não
se inicia período com pronome oblíquo).
Embora na linguagem falada a colocação dos Vou-me embora agora mesmo.
pronomes não seja rigorosamente seguida, Levanto-me às 6h.
algumas normas devem ser observadas na  Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo
linguagem escrita. no concurso, mudo-me hoje mesmo!
 Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a
proposta fazendo-se de desentendida.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Colocação pronominal nas locuções verbais REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
 Após verbo no particípio = pronome depois do Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
verbo auxiliar (e não depois do particípio): Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
Tenho me deliciado com a leitura! reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Eu tenho me deliciado com a leitura! Paulo: Saraiva, 2010.
Eu me tenho deliciado com a leitura!
 Não convém usar hífen nos tempos compostos e SITE
nas locuções verbais: http://www.portugues.com.br/gramatica/colocacao-
Vamos nos unir! -pronominal-.html
Iremos nos manifestar.
 Quando há um fator para próclise nos tempos
compostos ou locuções verbais: opção pelo uso do prono-
me oblíquo “solto” entre os verbos = Não vamos nos preo- EXERCÍCIO COMENTADO
cupar (e não: “não nos vamos preocupar”).

Emprego de o, a, os, as 1. (TRT/AL - Analista Judiciário - FCC/2014)


cruzando os desertos do oeste da China − que contor-
 Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, nam a Índia − adotam complexas providências
os pronomes: o, a, os, as não se alteram. Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
Chame-o agora. grifados acima foram corretamente substituídos por um
Deixei-a mais tranquila. pronome, respectivamente, em:
 Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoan- A. os cruzando - que contornam-lhe - adotam-as
tes finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos: B. cruzando-lhes - que contornam-na - as adotam
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho. C. cruzando-os - que lhe contornam - adotam-lhes
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa. D. cruzando-os - que a contornam - adotam-nas
 Em verbos terminados em ditongos nasais (am, E. lhes cruzando - que contornam-a - as adotam
em, ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se para no,
na, nos, nas. Não podemos utilizar “lhes”, que corresponde ao ob-
Chamem-no agora. jeto indireto (verbo “cruzar” pede objeto direto: cruzar o
Põe-na sobre a mesa. quê?), portanto já desconsideramos as alternativas “B” e
“D”. Ao iniciarmos um parágrafo (já que no enunciado te-
mos uma oração assim) devemos usar ênclise: (cruzando-
#FicaDica -os); na segunda oração temos um pronome relativo (dá
para substituirmos por “o qual”), o que nos obriga a usar
Dica da Zê!
a próclise (que a contorna); “adotam” exige objeto direto
Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que
(adotam quem ou o quê?), chegando à resposta: adotam-
significa “antes”! Pronome antes do verbo!
-nas (quando o verbo terminar em “m” e usarmos um pro-
Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end,
nome oblíquo direto, lembre-se do alfabeto: JKLM – N!).
em Inglês – que significa “fim, final!). Pronome
GABARITO OFICIAL: D
depois do verbo!
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do
2. (SABESP – Tecnólogo – FCC/2014) A substituição
verbo
do elemento grifado pelo pronome correspondente foi
realizada de modo INCORRETO em:
A. que permitiu à civilização = que lhe permitiu
FIQUE ATENTO! B. envolveu diferentes fatores = envolveu-os
Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que C. para fazer a dragagem = para fazê-la
significa “antes”! Pronome antes do verbo! D. que desviava a água = que lhe desviava
Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end, E. supriam a necessidade = supriam-na
em Inglês – que significa “fim, final!). Pronome
depois do verbo! Em “a”: que permitiu à civilização = que lhe permitiu
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do = correta
verbo Em “b”: envolveu diferentes fatores = envolveu-os =
correta
Em “c”: para fazer a dragagem = para fazê-la = correta
Em “d”: que desviava a água = que lhe desviava = que
a desviava
Em “e”: supriam a necessidade = supriam-na = correta
GABARITO OFICIAL: D

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LÍNGUA PORTUGUESA

3. (Banco do Nordeste – Analista Bancário – A) Verbos Intransitivos


FGV/2014) Se colocarmos o pronome oblíquo “o” após a
forma do verbo “empobrecem”, a forma correta da frase Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
seria: importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
A. empobrecem-o; aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
B. empobrecem-no;
C. empobrecem-lo; Chegar, Ir
D. empobrece-no; Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
E. empobrece-lo. biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
indicar destino ou direção são: a, para.
Os verbos terminados em “m” seguem a regrinha do Fui ao teatro.
“M-N”: empobreceM-No. Adjunto Adverbial de Lugar
GABARITO OFICIAL: B
Ricardo foi para a Espanha.
1. REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL Adjunto Adverbial de Lugar

Dá-se o nome de regência à relação de subordinação Comparecer


que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um nome O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
(regência nominal) e seus complementos. em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
1.1 Regência Verbal = Termo Regente: VERBO último jogo.

A regência verbal estuda a relação que se estabelece B) Verbos Transitivos Diretos


entre os verbos e os termos que os complementam (obje-
tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos Os verbos transitivos diretos são complementados
adverbiais). Há verbos que admitem mais de uma regência, por objetos diretos. Isso significa que não exigem prepo-
o que corresponde à diversidade de significados que estes sição para o estabelecimento da relação de regência. Ao
verbos podem adquirir dependendo do contexto em que empregar esses verbos, lembre-se de que os pronomes
forem empregados. oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar, con- pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após
tentar. formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos,
A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar agra- nas (após formas verbais terminadas em sons nasais), en-
do ou prazer”, satisfazer. quanto lhe e lhes são, quando complementos verbais, ob-
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de “agra- jetos indiretos.
dar a alguém”. São verbos transitivos diretos, dentre outros: aban-
donar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar,
O conhecimento do uso adequado das preposições é admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxi-
um dos aspectos fundamentais do estudo da regência ver- liar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar, de-
bal (e também nominal). As preposições são capazes de fender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar,
modificar completamente o sentido daquilo que está sen- prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
do dito. Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
Cheguei ao metrô. como o verbo amar:
Cheguei no metrô. Amo aquele rapaz. / Amo-o.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se- Amo aquela moça. / Amo-a.
gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
A voluntária distribuía leite às crianças.
A voluntária distribuía leite com as crianças. Observação:
Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi empregado Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos
como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto (obje- para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
to indireto: às crianças); na segunda, como transitivo direto adnominais):
(objeto direto: crianças; com as crianças: adjunto adverbial). Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car-
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos reira)
de acordo com sua transitividade. Esta, porém, não é um Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu-
fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes mor)
formas em frases distintas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

C) Verbos Transitivos Indiretos O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
com particular cuidado:
Os verbos transitivos indiretos são complementados Agradeci o presente. / Agradeci-o.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi- Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
gem uma preposição para o estabelecimento da relação de Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter- Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são Paguei minhas contas. / Paguei-as.
o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos
transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re- Informar
presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
lhe, lhes. Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: preços)
Consistir - Tem complemento introduzido pela prepo-
Na utilização de pronomes como complementos, veja
sição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos
as construções:
iguais para todos.
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so-
Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple- bre eles)
mentos introduzidos pela preposição “a”:
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Observação:
Eles desobedeceram às leis do trânsito. A mesma regência do verbo informar é usada para os
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Responder - Tem complemento introduzido pela pre-
posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a Comparar
quem” ou “ao que” se responde. Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
Respondi ao meu patrão. preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento
Respondemos às perguntas. indireto: Comparei seu comportamento ao (ou com o) de
Respondeu-lhe à altura. uma criança.

Observação: Pedir
O verbo responder, apesar de transitivo indireto quan- Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
do exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
analítica: pessoa.
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen-
tos introduzidos pela preposição “com”. Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
Antipatizo com aquela apresentadora. Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
Simpatizo com os que condenam os políticos que gover- tantiva Objetiva Direta
nam para uma minoria privilegiada.

D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos #FicaDica


A construção “pedir para”, muito comum
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa- na linguagem cotidiana, deve ter emprego
nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem desta- muito limitado na língua culta. No entanto, é
que, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São verbos considerada correta quando a palavra licença
que apresentam objeto direto relacionado a coisas e objeto estiver subentendida.
indireto relacionado a pessoas. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos
em casa.
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Objeto Indireto Objeto Direto Observe que, nesse caso, a preposição “para”
introduz uma oração subordinada adverbial
Paguei o débito ao cobrador. final reduzida de infinitivo (para ir entregar-lhe
Objeto Direto Objeto Indireto os catálogos em casa).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Preferir Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen-


Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in- ciar, estar presente, caber, pertencer.
direto introduzido pela preposição “a”: Assistimos ao documentário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. Não assisti às últimas sessões.
Prefiro trem a ônibus. Essa lei assiste ao inquilino.

Observação: No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é intran-


Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem sitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa contur-
um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo bada cidade.
existente no próprio verbo (pre).
Chamar
Mudança de Transitividade - Mudança de Signifi- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, soli-
cado citar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá cha-
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivi- má-la.
dade, apresentam mudança de significado. O conhecimen- Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
to das diferentes regências desses verbos é um recurso lin-
guístico muito importante, pois além de permitir a correta Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apre-
interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades sentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais, preposicionado ou não.
estão: A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
Agradar A torcida chamou o jogador de mercenário.
Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, A torcida chamou ao jogador de mercenário.
acariciar, fazer as vontades de.
Sempre agrada o filho quando. Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:
Aquele comerciante agrada os clientes. Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.

Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agra- Custar


do a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento intro- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
duzido pela preposição “a”. valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial:
O cantor não agradou aos presentes. Frutas e verduras não deveriam custar muito.
O cantor não lhes agradou.
No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indireto: ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração re-
O cantor desagradou à plateia. duzida de infinitivo.

Aspirar Muito custa viver tão longe da família.


Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar Verbo Intransitivo Oração Subordinada
(o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo

Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter Custou-me (a mim) crer nisso.
como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. (Aspi- Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
rávamos a ele) tantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo

Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, A Gramática Normativa condena as construções que
as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são utiliza- atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por
das, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”. Veja o pessoa: Custei para entender o problema. = Forma
exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam correta: Custou-me entender o problema.
a ela)
Implicar
Assistir Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
assistência a, auxiliar. implicavam um firme propósito.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. B) ter como consequência, trazer como consequência,
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. acarretar, provocar: Uma ação implica reação.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Como transitivo direto e indireto, significa comprome- No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,
ter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões eco- exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
nômicas. No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e
exigem complemento com a preposição “de”. São, portan-
No sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo to, transitivos indiretos:
indireto e rege com preposição “com”: Implicava com quem Ele se esqueceu do caderno.
não trabalhasse arduamente. Eu me esqueci da chave.
Eles se esqueceram da prova.
Namorar Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois
anos. Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-
brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
Obedecer - Desobedecer alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
Sempre transitivo indireto: gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
Todos obedeceram às regras. clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
Ninguém desobedece às leis. Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas. Não lhe lembram os bons momentos da infância? (=
momentos é sujeito)
Proceder
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter Simpatizar - Antipatizar
cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto Não simpatizei com os jurados.
adverbial de modo. Simpatizei com os alunos.
As afirmações da testemunha procediam, não havia
como refutá-las. Importante:
Você procede muito mal. A norma culta exige que os verbos e expressões que
dão ideia de movimento sejam usados com a preposição
Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposi-
“a”:
ção “de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido
Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
pela preposição “a”) é transitivo indireto.
Cláudia desceu ao segundo andar.
O avião procede de Maceió.
Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
1.2 Regência Nominal
Querer
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter É o nome da relação existente entre um nome (subs-
vontade de, cobiçar. tantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
Querem melhor atendimento. nome. Essa relação é sempre intermediada por uma prepo-
Queremos um país melhor. sição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em
conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo
Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de
estimar, amar: Quero muito aos meus amigos. um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos
nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os
Visar nomes correspondentes: todos regem complementos in-
Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, troduzidos pela preposição a. Veja:
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Obedecer a algo/ a alguém.
O homem visou o alvo. Obediente a algo/ a alguém.
O gerente não quis visar o cheque.
Se uma oração completar o sentido de um nome, ou
No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como seja, exercer a função de complemento nominal, ela será
objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”. completiva nominal (subordinada substantiva).
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
público.

Esquecer – Lembrar
Lembrar algo – esquecer algo
Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)

57
LÍNGUA PORTUGUESA

Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; parale-
lamente a; relativa a; relativamente a.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

58
LÍNGUA PORTUGUESA

Os pacientes me dizem que preferem morrer ________


tentar os tratamentos.
EXERCÍCIO COMENTADO A. à que
B. à
01. Câmara Municipal de Porto Ferreira-SP - As- C. ao que
sessor de Imprensa – Médio - Vunesp-2017 – Assinale D. em
a alternativa correta quanto à regência, de acordo com a E. a
norma-padrão.
A. Joel foi até na janela e constatou de que tudo estava A regência verbal de “preferir” pede a preposição “a”:
inundado por ali. prefiro isso a aquilo (= àquilo). Portanto, “preferem morrer
B. Joel vigiava sempre, e seus pensamentos aludiam a tentar”.
nos esplêndidos aventureiros. GABARITO OFICIAL: E
C. A alimentação de Joel compunha-se em peixes exó-
ticos, que lhe satisfaziam.
D. Certa vez, houve uma tempestade à qual durou sete
REESCRITURA DE FRASES E PARÁGRA-
horas, mas sem triunfar em Joel.
E. Não se assistiu a nenhum ataque dos monstros, mas FOS DO TEXTO.
Joel estava certo da sua existência. SUBSTITUIÇÃO DE PALAVRAS OU DE TRE-
CHOS DE TEXTO.
Em “a”: Joel foi até na (foi até à janela /até a janela) SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS
janela e constatou de (constatou que) RETEXTUALIZAÇÃO DE DIFERENTES GÊNE-
Em “b”: Joel vigiava sempre, e seus pensamentos alu- ROS E NÍVEIS DE FORMALIDADE.
diam nos (aludiam aos) esplêndidos aventureiros. REORGANIZAÇÃO DA ESTRUTURA DE ORA-
Em “c”: A alimentação de Joel compunha-se em (com- ÇÕES E DE PERÍODOS DO TEXTO.
punha-se de) peixes exóticos, que lhe (que o) satisfaziam.
Em “d”: Certa vez, houve uma tempestade à qual (a
qual) durou sete horas, mas sem triunfar em (X) Joel.
Em “e”: Não se assistiu a nenhum ataque dos monstros,
mas Joel estava certo da sua existência = correta 1. Reescrita de Textos/Equivalência de Estruturas
GABARITO OFICIAL: E
“Ideias confusas geram redações confusas”. Esta frase
02. TRT 21.ª REGIÃO-RN - Técnico Judiciário – Mé- leva-nos a refletir sobre a organização das ideias em um
dio - FCC-2017 texto. Significa dizer que, antes da redação, naturalmen-
É difícil planejar uma cidade e resistir à tentação de for- te devemos dominar o assunto sobre o qual iremos tratar
mular um projeto de sociedade. e, posteriormente, planejar o modo como iremos expô-lo,
O sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso o do contrário haverá dificuldade em transmitir ideias bem
verbo sublinhado acima seja substituído por: acabadas. Portanto, a leitura, a interpretação de textos e a
A. não acatar. experiência de vida antecedem o ato de escrever.
B. driblar.
Obtido um razoável conhecimento sobre o que iremos
C. controlar.
escrever, feito o esquema de exposição da matéria, é ne-
D. superar.
E. não sucumbir. cessário saber ordenar as ideias em frases bem estrutura-
das. Logo, não basta conhecer bem um determinado as-
É difícil planejar uma cidade e não acatar a tentação sunto, temos que o transmitir de maneira clara aos leitores.
(objeto direto) O estudo da pontuação pode se tornar um valioso alia-
É difícil planejar uma cidade e driblar a tentação (ob- do para organizarmos as ideias de maneira clara em frases.
jeto direto) Para tanto, é necessário ter alguma noção de sintaxe. “Sin-
É difícil planejar uma cidade e controlar a tentação taxe”, conforme o dicionário Aurélio, é a “parte da gramá-
(objeto direto) tica que estuda a disposição das palavras na frase e a das
É difícil planejar uma cidade e superar a tentação (ob- frases no discurso, bem como a relação lógica das frases
jeto direto) entre si”; ou em outras palavras, sintaxe quer dizer “mistu-
É difícil planejar uma cidade e não sucumbir à tentação ra”, isto é, saber misturar as palavras de maneira a produ-
(objeto indireto) zirem um sentido evidente para os receptores das nossas
GABARITO OFICIAL: E mensagens. Observe:
1. A desemprego globalização no Brasil e no na está La-
03. PC-SP - Atendente de Necrotério Policial – Fun- tina América causando.
damental - 2014 Considerando a regência verbal, assinale 2. A globalização está causando desemprego no Brasil e
a alternativa que completa, de acordo com a norma-pa-
na América Latina.
drão da língua portuguesa, a lacuna do texto.

59
LÍNGUA PORTUGUESA

Ora, no item 1 não temos uma ideia, pois não há uma Observações:
frase, as palavras estão amontoadas sem a realização de Tais construções não estão erradas, mas rompem com
“uma sintaxe”, não há um contexto linguístico nem relação a ordem direta;
inteligível com a realidade; no caso 2, a sintaxe ocorreu de É preciso notar que em Língua Portuguesa, há muitas
maneira perfeita e o sentido está claro para receptores de frases que não têm sujeito, somente predicado. Por exem-
língua portuguesa inteirados da situação econômica e cul- plo: Está chovendo em Porto Alegre. Faz frio em Friburgo.
tural do mundo atual. São quatro horas agora;
Outras frases são construídas com verbos intransitivos,
A Ordem dos Termos na Frase que não têm complemento:
O menino morreu na Alemanha. (sujeito +verbo+ ad-
Leia novamente a frase contida no item 2. Note que ela junto adverbial)
é organizada de maneira clara para produzir sentido. Toda- A globalização nasceu no século XX. (idem)
via, há diferentes maneiras de se organizar gramaticalmente Há ainda frases nominais que não possuem verbos:
tal frase, tudo depende da necessidade ou da vontade do cada macaco no seu galho. Nestes tipos de frase, a ordem
redator em manter o sentido, ou mantê-lo, porém, acres- direta faz-se naturalmente. Usam-se apenas os termos
centado ênfase a algum dos seus termos. Significa dizer existentes nelas.
que, ao escrever, podemos fazer uma série de inversões e
intercalações em nossas frases, conforme a nossa vontade e Levando em consideração a ordem direta, podemos
estabelecer três regras básicas para o uso da vírgula:
estilo. Tudo depende da maneira como queremos transmitir
Se os termos estão colocados na ordem direta não ha-
uma ideia, do nosso estilo. Por exemplo, podemos expressar
verá a necessidade de vírgulas. A frase 2 é um exemplo
a mensagem da frase 2 da seguinte maneira: disto:
No Brasil e na América Latina, a globalização está cau- A globalização está causando desemprego no Brasil e na
sando desemprego. América Latina.

Neste caso, a mensagem é praticamente a mesma, ape- Todavia, ao repetir qualquer um dos termos da oração
nas mudamos a ordem das palavras para dar ênfase a al- por três vezes ou mais, então é necessário usar a vírgula,
guns termos (neste caso: No Brasil e na A. L.). Repare que, mesmo que estejamos usando a ordem direta. Esta é a re-
para obter a clareza tivemos que fazer o uso de vírgulas. gra básica n.º1 para a colocação da vírgula. Veja:
Entre os sinais de pontuação, a vírgula é o mais usado e A globalização, a tecnologia e a “ciranda financeira”
o que mais nos auxilia na organização de um período, pois causam desemprego…
facilita as boas “sintaxes”, boas misturas, ou seja, a vírgula (três núcleos do sujeito)
ajuda-nos a não “embolar” o sentido quando produzimos
frases complexas. Com isto, “entregamos” frases bem orga- A globalização causa desemprego no Brasil, na América
nizadas aos nossos leitores. Latina e na África.
O básico para a organização sintática das frases é a or- (três adjuntos adverbiais)
dem direta dos termos da oração. Os gramáticos estrutu-
A globalização está causando desemprego, insatisfação
ram tal ordem da seguinte maneira:
e sucateamento industrial no Brasil e na América Latina.
(três complementos verbais)
SUJEITO + VERBO+ COMPLEMENTO VERBAL+ CIR-
CUNSTÂNCIAS B) Em princípio, não devemos, na ordem direta, sepa-
rar com vírgula o sujeito e o verbo, nem o verbo e o seu
A globalização + está causando+ desemprego + no complemento, nem o complemento e as circunstâncias, ou
Brasil nos dias de hoje. seja, não devemos separar com vírgula os termos da ora-
ção. Veja exemplos de tal incorreção:
Nem todas as orações mantêm esta ordem e nem todas O Brasil, será feliz.
contêm todos estes elementos, portanto cabem algumas A globalização causa, o desemprego.
observações:
A) As circunstâncias (de tempo, espaço, modo, etc.) Ao intercalarmos alguma palavra ou expressão entre
normalmente são representadas por adjuntos adverbiais os termos da oração, cabe isolar tal termo entre vírgulas,
de tempo, lugar, etc. Note que, no mais das vezes, quando assim o sentido da ideia principal não se perderá. Esta é
queremos recordar algo ou narrar uma história, existe a ten- a regra básica n.º 2 para a colocação da vírgula. Dito em
dência a colocar os adjuntos nos começos das frases: outras palavras: quando intercalamos expressões e frases
“No Brasil e na América…” “Nos dias de hoje…” “Nas mi- entre os termos da oração, devemos isolar os mesmos com
nhas férias…”, “No Brasil…”. e logo depois os verbos e outros vírgulas. Vejamos:
A globalização, fenômeno econômico deste fim de sécu-
elementos: “Nas minhas férias fui…”; “No Brasil existe…”
lo XX, causa desemprego no Brasil.
Aqui um aposto à globalização foi intercalado entre o
sujeito e o verbo.

60
LÍNGUA PORTUGUESA

Outros exemplos: 1. SIGNIFICADO DAS PALAVRAS


A globalização, que é um fenômeno econômico e cultural,
está causando desemprego no Brasil e na América Latina. Semântica é o estudo da significação das palavras e das
Neste caso, há uma oração adjetiva intercalada. suas mudanças de significação através do tempo ou em de-
As orações adjetivas explicativas desempenham fre- terminada época. A maior importância está em distinguir si-
quentemente um papel semelhante ao do aposto explicati- nônimos e antônimos (sinonímia / antonímia) e homônimos
vo, por isto são também isoladas por vírgula. e parônimos (homonímia / paronímia).
A globalização causa, caro leitor, desemprego no Brasil…
Neste outro caso, há um vocativo entre o verbo e o seu 1.1 Sinônimos
complemento.
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto
- abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir.
A globalização causa desemprego, e isto é lamentável,
Duas palavras são totalmente sinônimas quando são
no Brasil…
substituíveis, uma pela outra, em qualquer contexto (cara
Aqui, há uma oração intercalada (note que ela não per- e rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas quando,
tence ao assunto: globalização, da frase principal, tal ora- ocasionalmente, podem ser substituídas, uma pela outra,
ção é apenas um comentário à parte entre o complemento em deteminado enunciado (aguadar e esperar).
verbal e os adjuntos).
Observação:
Observação: A contribuição greco-latina é responsável pela existên-
A simples negação em uma frase não exige vírgula: A cia de numerosos pares de sinônimos: adversário e antago-
globalização não causou desemprego no Brasil e na América nista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo; contra-
Latina. veneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo; transfor-
mação e metamorfose; oposição e antítese.
C) Quando “quebramos” a ordem direta, invertendo-a,
tal quebra torna a vírgula necessária. Esta é a regra n.º 3 da 1.2 Antônimos
colocação da vírgula.
No Brasil e na América Latina, a globalização está cau- São palavras que se opõem através de seu significado:
sando desemprego… ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - censurar;
mal - bem.
No fim do século XX, a globalização causou desemprego
no Brasil…
Observação:
A antonímia pode se originar de um prefixo de sen-
Nota-se que a quebra da ordem direta frequentemente tido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático e
se dá com a colocação das circunstâncias antes do sujeito. antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; ativo
Trata-se da ordem inversa. Estas circunstâncias, em gramá- e inativo; esperar e desesperar; comunista e anticomunista;
tica, são representadas pelos adjuntos adverbiais. Muitas simétrico e assimétrico.
vezes, elas são colocadas em orações chamadas adverbiais
que têm uma função semelhante a dos adjuntos adverbiais, 1.3 Homônimos e Parônimos
isto é, denotam tempo, lugar, etc. Exemplos:
Quando o século XX estava terminando, a globalização  Homônimos = palavras que possuem a mesma
começou a causar desemprego. grafia ou a mesma pronúncia, mas significados diferentes.
Enquanto os países portadores de alta tecnologia de- Podem ser
senvolvem-se, a globalização causa desemprego nos países
pobres. A) Homógrafas: são palavras iguais na escrita e dife-
Durante o século XX, a Globalização causou desempre- rentes na pronúncia:
go no Brasil. rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher (subst.);
jogo (subst.) e jogo (verbo); denúncia (subst.) e denuncia (ver-
Observação: bo); providência (subst.) e providencia (verbo).
Quanto à equivalência e transformação de estruturas,
um exemplo muito comum cobrado em provas é o enun- B) Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e di-
ciado trazer uma frase no singular e pedir a passagem para ferentes na escrita:
o plural, mantendo o sentido. Outro exemplo é a mudança acender (atear) e ascender (subir); concertar (harmonizar) e
consertar (reparar); cela (compartimento) e sela (arreio); censo
de tempos verbais.
(recenseamento) e senso (juízo); paço (palácio) e passo (andar).
SITE
C) Homógrafas e homófonas simultaneamente (ou
http://ricardovigna.wordpress.com/2009/02/02/estu-
perfeitas): São palavras iguais na escrita e na pronúncia:
dos-de-linguagem-1-estrutura-frasal-e-pontuacao/
caminho (subst.) e caminho (verbo); cedo (verbo) e cedo
(adv.); livre (adj.) e livre (verbo).

61
LÍNGUA PORTUGUESA

 Parônimos = palavras com sentidos diferentes, A) Denotação


porém de formas relativamente próximas. São palavras Uma palavra é usada no sentido denotativo quando
parecidas na escrita e na pronúncia: cesta (receptáculo de apresenta seu significado original, independentemente
vime; cesta de basquete/esporte) e sesta (descanso após o do contexto em que aparece. Refere-se ao seu significado
almoço), eminente (ilustre) e iminente (que está para ocor- mais objetivo e comum, aquele imediatamente reconheci-
rer), osso (substantivo) e ouço (verbo), sede (substantivo e/ do e muitas vezes associado ao primeiro significado que
ou verbo “ser” no imperativo) e cede (verbo), comprimento aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal da
(medida) e cumprimento (saudação), autuar (processar) e palavra.
atuar (agir), infligir (aplicar pena) e infringir (violar), deferir A denotação tem como finalidade informar o receptor
(atender a) e diferir (divergir), suar (transpirar) e soar (emi- da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo um ca-
tir som), aprender (conhecer) e apreender (assimilar; apro- ráter prático. É utilizada em textos informativos, como jor-
priar-se de), tráfico (comércio ilegal) e tráfego (relativo a nais, regulamentos, manuais de instrução, bulas de medi-
movimento, trânsito), mandato (procuração) e mandado camentos, textos científicos, entre outros. A palavra “pau”,
(ordem), emergir (subir à superfície) e imergir (mergulhar, por exemplo, em seu sentido denotativo é apenas um pe-
afundar). daço de madeira. Outros exemplos:
O elefante é um mamífero.
1.4 Hiperonímia e Hiponímia As estrelas deixam o céu mais bonito!

Hipônimos e hiperônimos são palavras que pertencem B) Conotação


a um mesmo campo semântico (de sentido), sendo o hipô- Uma palavra é usada no sentido conotativo quando
nimo uma palavra de sentido mais específico; o hiperôni- apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes in-
mo, mais abrangente. terpretações, dependendo do contexto em que esteja inse-
O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipôni- rida, referindo-se a sentidos, associações e ideias que vão
mo, criando, assim, uma relação de dependência semânti- além do sentido original da palavra, ampliando sua signifi-
ca. Por exemplo: Veículos está numa relação de hiperoní- cação mediante a circunstância em que a mesma é utiliza-
mia com carros, já que veículos é uma palavra de significa- da, assumindo um sentido figurado e simbólico. Como no
do genérico, incluindo motos, ônibus, caminhões. Veículos é exemplo da palavra “pau”: em seu sentido conotativo ela
um hiperônimo de carros. pode significar castigo (dar-lhe um pau), reprovação (tomei
Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em pau no concurso).
quaisquer contextos, mas o oposto não é possível. A utili- A conotação tem como finalidade provocar sentimen-
zação correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita a tos no receptor da mensagem, através da expressividade e
repetição desnecessária de termos. afetividade que transmite. É utilizada principalmente numa
linguagem poética e na literatura, mas também ocorre em
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS conversas cotidianas, em letras de música, em anúncios pu-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa blicitários, entre outros. Exemplos:
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Você é o meu sol!
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- Minha vida é um mar de tristezas.
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Você tem um coração de pedra!
Paulo: Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. #FicaDica
XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua Por- Procure associar Denotação com Dicionário:
tuguesa – 2.ª ed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000. trata-se de definição literal, quando o termo
é utilizado com o sentido que consta no
SITE dicionário.
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an-
tonimos,-homonimos-e-paronimos

1. DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Exemplos de variação no significado das palavras: Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido li- Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
teral) reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido Paulo: Saraiva, 2010.
figurado)
Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado) SITE
As variações nos significados das palavras ocasionam http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denota-
o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo cao/
(conotação) das palavras.

62
LÍNGUA PORTUGUESA

1. POLISSEMIA De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela


pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma interpre-
Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir tação. Para fazer a interpretação correta é muito importan-
multiplicidade de sentidos, que só se explicam dentro de te saber qual o contexto em que a frase é proferida.
um contexto. Trata-se, realmente, de uma única palavra, Muitas vezes, a disposição das palavras na construção
mas que abarca um grande número de significados dentro do enunciado pode gerar ambiguidade ou, até mesmo, co-
de seu próprio campo semântico. micidade. Repare na figura abaixo:
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em
consideração as situações de aplicabilidade. Há uma infini-
dade de exemplos em que podemos verificar a ocorrência
da polissemia:
O rapaz é um tremendo gato.
O gato do vizinho é peralta.
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
sobrevivência
O passarinho foi atingido no bico.

Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de (http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto-


computadores e rede elétrica, por exemplo, temos em -cabelo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014).
comum a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido
de “entrelaçamento”. Outro exemplo é a palavra “xadrez”, Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras,
que pode ser utilizada representando “tecido”, “prisão” ou mas duas seriam:
“jogo” – o sentido comum entre todas as expressões é o
Corte e coloração capilar
formato quadriculado que têm.
ou
Faço corte e pintura capilar
Polissemia e homonímia
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signifi-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
cados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado,
quando duas ou mais palavras com origens e significados Paulo: Saraiva, 2010.
distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho- SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
monímia. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é SITE
polissemia porque os diferentes significados para a pala- http://www.brasilescola.com/gramatica/polissemia.htm
vra “manga” têm origens diferentes. “Letra” é uma palavra
polissêmica: pode significar o elemento básico do alfabeto,
o texto de uma canção ou a caligrafia de um determinado
indivíduo. Neste caso, os diferentes significados estão in- EXERCÍCIO COMENTADO
terligados porque remetem para o mesmo conceito, o da
escrita.
1. (SUSAM/AM - Assistente Administrativo –
Polissemia e ambiguidade
FGV/2014) “o país teve de recorrer a um programa de ra-
cionamento”. Assinale a opção que apresenta a forma de
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na
reescrever esse segmento, que altera o seu sentido original.
interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
A. O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa de
ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma interpreta-
racionamento.
ção. Esta ambiguidade pode ocorrer devido à colocação
B. O país teve como recurso recorrer a um programa
específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em
uma frase. Vejamos a seguinte frase: de racionamento.
Pessoas que têm uma alimentação equilibrada frequen- C. O Brasil foi levado a recorrer a um programa de ra-
temente são felizes. cionamento.
Neste caso podem existir duas interpretações diferen- D. O país obrigou-se a recorrer a um programa de ra-
tes: cionamento.
As pessoas têm alimentação equilibrada porque são feli- E. O Brasil optou por um programa de racionamento.
zes ou são felizes porque têm uma alimentação equilibrada.

63
LÍNGUA PORTUGUESA

“o país teve de recorrer a um programa de racionamen- analisar as artes produzidas em diferentes épocas da his-
to”. Assinale a opção que apresenta a forma de reescrever tória em todo o mundo e perceber as diferentes formas de
esse segmento, QUE ALTERA O SEU SENTIDO ORIGINAL. interpelação e contextualidade presentes nas mesmas. O
Em “a”: O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa discurso estético tem a mesma capacidade ideológica que
de racionamento = mesmo sentido. o discurso verbal, com a vantagem de atingir o indivíduo
Em “b”: O país teve como recurso recorrer a um pro- esteticamente, o que pode render muito mais rapidamen-
grama de racionamento = mesmo sentido. te o sucesso do discurso aplicado.
Em “c”: O Brasil foi levado a recorrer a um programa de A partir na análise de todos os aspectos do discur-
racionamento = mesmo sentido. so chega-se ao mais importante: o sentido. O sentido do
Em “d”: O país obrigou‐se a recorrer a um programa de discurso não é fixo, por vários motivos: pelo contexto,
racionamento = mesmo sentido. pela estética, pela ordem do discurso, pela sua forma de
Em “e”: O Brasil optou por um programa de raciona- construção. O sentido do discurso encontra-se sempre em
mento = mudança de sentido (segundo o enunciado, o aberto para a possibilidade de interpretação do seu re-
país não teve outra opção a não ser recorrer. Na alternati- ceptor. O efeito do discurso é, claramente, transmitir uma
va, provavelmente havia outras opções, e o país escolheu mensagem e alcançar um objetivo premeditado através da
a de “recorrer”). interpretação e interpelação do indivíduo alvo.
GABARITO OFICIAL: E
1.1 Tipos de Discurso: direto, indireto e indireto li-
1. Análise e Tipo de Discurso vre
Vozes do Discurso
A Análise do Discurso é uma prática da linguística no
campo da Comunicação, e consiste em analisar a estrutura Ao lermos um texto, observamos que há um narrador
de um texto e, a partir disto, compreender as construções - que é quem conta o fato. Esse locutor ou narrador pode
ideológicas presentes no mesmo. introduzir outras vozes no texto para auxiliar a narrativa.
O discurso em si é uma construção linguística atrelada Para fazer a introdução dessas outras vozes no texto, a voz
ao contexto social no qual o texto é desenvolvido. Ou seja, principal ou privilegiada - o narrador - usa o que chama-
as ideologias presentes em um discurso são diretamente mos de discurso. O que vem a ser discurso dentro do tex-
determinadas pelo contexto político-social em que vive o to? É a forma como as falas são inseridas na narrativa. Ele
seu autor. Mais que uma análise textual, a análise do Dis- pode ser classificado em: direto, indireto e indireto livre.
curso é uma análise contextual da estrutura discursiva em
questão. A) Discurso direto: reproduz fiel e literalmente algo
Michel Foucault descreveu a Ordem do Discurso como dito por alguém. Um bom exemplo de discurso direto
uma construção de características sociais. A sociedade são as citações ou transcrições exatas da declaração de
que promove o contexto do discurso analisado é a base alguém.
de toda a estrutura do texto, atrelando, deste modo, todo  Primeira pessoa (eu, nós) – é o narrador quem
e qualquer elemento que possa fazer parte do sentido fala, usando aspas ou travessões para demarcar que está
do discurso. O texto só pode assim ser chamado se o seu reproduzindo a fala de outra pessoa: “Não gosto disso” –
receptor for capaz de compreender o seu sentido, e isto disse a menina em tom zangado.
cabe ao autor do texto e à atenção que o mesmo der ao
contexto da construção de seu discurso. É a relação básica B) Discurso indireto: o narrador, usando suas próprias
para a existência da comunicação verbal: emissão – recep- palavras, conta o que foi dito por outra pessoa. Temos en-
ção – compreensão. tão uma mistura de vozes, pois as falas dos personagens
As práticas discursivas geram também outros âmbitos passam pela elaboração da fala do narrador.
de análise do discurso, como o Universo de Concorrências,  Terceira pessoa - ele(s), ela(s) – O narrador só usa
que consiste na competição entre vários emissores para sua própria voz, o que foi dito pela personagem passa pela
atingir um mesmo público-alvo. A partir disto, os emis- elaboração do narrador. Não há uma pontuação específica
sores precisam inteirar-se do contexto da vida do seu re- que marque o discurso indireto: A menina disse em tom
ceptor, para que deste modo possam interpelá-lo segundo zangado, que não gostava daquilo.
sua própria ideologia, fazendo com que sua mensagem
seja recebida e assimilada pelo receptor sem que o mesmo C) Discurso indireto livre: É um discurso no qual há
perceba que está sendo alvo de uma tentativa de conven- uma maior liberdade, o narrador insere a fala do persona-
cimento, por assim dizer. gem de forma sutil, sem fazer uso das marcas do discurso
Dentro da análise do Discurso há também o discurso direto. É necessário que se tenha atenção para não confun-
estético, feito por meio de imagens, e que interpelam o dir a fala do narrador com a fala do personagem, pois esta
indivíduo através de sua sensibilidade, que está ligada ao surge de repente em meio à fala do narrador: A menina pe-
seu contexto também. A sensibilidade de um indivíduo se rambulava pela sala irritada e zangada. Eu não gosto disso!
define a partir do que, ao longo de sua vida, torna-se im- E parecia que ninguém a ouvia.
portante e desperta-lhe sentimentos. Com isto, podemos

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LÍNGUA PORTUGUESA

1. Níveis de Linguagem Nesse momento, a informalidade prevalece sobre a


norma culta, deixando mais livres os interlocutores.
A língua é um código de que se serve o homem para O momento neutro é o do uso da língua-padrão, que
elaborar mensagens, para se comunicar. Existem basicamente é a língua da Nação. Como forma de respeito, tomam-se
duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas funcionais: por base aqui as normas estabelecidas na gramática, ou
A) a língua funcional de modalidade culta, língua seja, a norma culta. Assim, aquelas mesmas construções
culta ou língua-padrão, que compreende a língua literária, se alteram:
tem por base a norma culta, forma linguística utilizada pelo Eu não a vi hoje.
segmento mais culto e influente de uma sociedade. Constitui, Ninguém o deixou falar.
em suma, a língua utilizada pelos veículos de comunicação de
Deixe-me ver isso!
massa (emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas, painéis,
Eu te amo, sim, mas não abuses!
anúncios, etc.), cuja função é a de serem aliados da escola,
Não assisti ao filme nem vou assistir a ele.
prestando serviço à sociedade, colaborando na educação;
B) a língua funcional de modalidade popular; língua Sou seu pai, por isso vou perdoar-lhe.
popular ou língua cotidiana, que apresenta gradações as
mais diversas, tem o seu limite na gíria e no calão. Considera-se momento neutro o utilizado nos veí-
culos de comunicação de massa (rádio, televisão, jornal,
1.1 Norma culta revista, etc.). Daí o fato de não se admitirem deslizes ou
transgressões da norma culta na pena ou na boca de jor-
A norma culta, forma linguística que todo povo civilizado nalistas, quando no exercício do trabalho, que deve refle-
possui, é a que assegura a unidade da língua nacional. E justa- tir serviço à causa do ensino.
mente em nome dessa unidade, tão importante do ponto de O momento solene, acessível a poucos, é o da arte
vista político--cultural, que é ensinada nas escolas e difundida poética, caracterizado por construções de rara beleza.
nas gramáticas. Sendo mais espontânea e criativa, a língua Vale lembrar, finalmente, que a língua é um costume.
popular afigura-se mais expressiva e dinâmica. Temos, assim, Como tal, qualquer transgressão, ou chamado erro, dei-
à guisa de exemplificação: xa de sê-lo no exato instante em que a maioria absoluta
Estou preocupado. (norma culta) o comete, passando, assim, a constituir fato linguístico
Tô preocupado. (língua popular) registro de linguagem definitivamente consagrado pelo
Tô grilado. (gíria, limite da língua popular) uso, ainda que não tenha amparo gramatical. Exemplos:
Olha eu aqui! (Substituiu: Olha-me aqui!)
Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua;
Vamos nos reunir. (Substituiu: Vamo-nos reunir)
urge conhecer a língua popular, captando-lhe a espontanei-
dade, expressividade e enorme criatividade, para viver; urge Não vamos nos dispersar. (Substituiu: Não nos vamos
conhecer a língua culta para conviver. dispersar e Não vamos dispersar-nos)
Podemos, agora, definir gramática: é o estudo das nor- Tenho que sair daqui depressinha. (Substituiu: Tenho
mas da língua culta. de sair daqui bem depressa)
O soldado está a postos. (Substituiu: O soldado está no
1.2 O conceito de erro em língua seu posto)

Em rigor, ninguém comete erro em língua, exceto nos ca- As formas impeço, despeço e desimpeço, dos ver-
sos de ortografia. O que normalmente se comete são trans- bos impedir, despedir e desimpedir, respectivamente, são
gressões da norma culta. De fato, aquele que, num momento exemplos também de transgressões ou “erros” que se tor-
íntimo do discurso, diz: “Ninguém deixou ele falar”, não come- naram fatos linguísticos, já que só correm hoje porque a
te propriamente erro; na verdade, transgride a norma culta. maioria viu tais verbos como derivados de pedir, que tem
Um repórter, ao cometer uma transgressão em sua fala, início, na sua conjugação, com peço. Tanto bastou para se
transgride tanto quanto um indivíduo que comparece a um arcaizarem as formas então legítimas impido, despido e
banquete trajando xortes ou quanto um banhista, numa praia, desimpido, que hoje nenhuma pessoa bem-escolarizada
vestido de fraque e cartola. tem coragem de usar.
Releva considerar, assim, o momento do discurso, que
Em vista do exposto, será útil eliminar do vocabulário
pode ser íntimo, neutro ou solene. O momento íntimo é o
escolar palavras como corrigir e correto, quando nos refe-
das liberdades da fala. No recesso do lar, na fala entre amigos,
rimos a frases. “Corrija estas frases” é uma expressão que
parentes, namorados, etc., portanto, são consideradas perfei-
tamente normais construções do tipo: deve dar lugar a esta, por exemplo: “Converta estas frases
Eu não vi ela hoje. da língua popular para a língua culta”.
Ninguém deixou ele falar. Uma frase correta não é aquela que se contrapõe a
Deixe eu ver isso! uma frase “errada”; é, na verdade, uma frase elaborada
Eu te amo, sim, mas não abuse! conforme as normas gramaticais; em suma, conforme a
Não assisti o filme nem vou assisti-lo. norma culta.
Sou teu pai, por isso vou perdoá-lo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1.3 Língua escrita e língua falada - Nível de lin-


guagem EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS.

A língua escrita, estática, mais elaborada e menos eco-


nômica, não dispõe dos recursos próprios da língua falada.
A acentuação (relevo de sílaba ou sílabas), a entoação 1.1 Adjetivo
(melodia da frase), as pausas (intervalos significativos no
decorrer do discurso), além da possibilidade de gestos, É a palavra que expressa uma qualidade ou caracterís-
olhares, piscadas, etc., fazem da língua falada a modalidade tica do ser e se relaciona com o substantivo, concordando
mais expressiva, mais criativa, mais espontânea e natural, com este em gênero e número.
estando, por isso mesmo, mais sujeita a transformações e As praias brasileiras estão poluídas.
a evoluções. Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos
Nenhuma, porém, sobrepõe-se a outra em importân- (plural e feminino, pois concordam com “praias”).
cia. Nas escolas, principalmente, costuma se ensinar a lín-
gua falada com base na língua escrita, considerada supe- 1.1.2 Locução adjetiva
rior. Decorrem daí as correções, as retificações, as emendas,
a que os professores sempre estão atentos. Locução = reunião de palavras. Sempre que são neces-
Ao professor cabe ensinar as duas modalidades, mos- sárias duas ou mais palavras para falar sobre a mesma coi-
trando as características e as vantagens de uma e outra, sa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição + substantivo
sem deixar transparecer nenhum caráter de superioridade tem o mesmo valor de um adjetivo: é a Locução Adjetiva
ou inferioridade, que em verdade inexiste. (expressão que equivale a um adjetivo). Por exemplo: aves
Isso não implica dizer que se deve admitir tudo na lín- da noite (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desen-
gua falada. A nenhum povo interessa a multiplicação de freada).
línguas. A nenhuma nação convém o surgimento de diale- Observe outros exemplos:
tos, consequência natural do enorme distanciamento entre
uma modalidade e outra. de águia aquilino
A língua escrita é, foi e sempre será mais bem-ela-
borada que a língua falada, porque é a modalidade que de aluno discente
mantém a unidade linguística de um povo, além de ser a de anjo angelical
que faz o pensamento atravessar o espaço e o tempo. Ne- de ano anual
nhuma reflexão, nenhuma análise mais detida será possível
sem a língua escrita, cujas transformações, por isso mesmo, de aranha aracnídeo
processam-se lentamente e em número consideravelmente de boi bovino
menor, quando cotejada com a modalidade falada. de cabelo capilar
Importante é fazer o educando perceber que o nível da
linguagem, a norma linguística, deve variar de acordo com de cabra caprino
a situação em que se desenvolve o discurso. de campo campestre ou rural
O ambiente sociocultural determina o nível da lingua-
de chuva pluvial
gem a ser empregado. O vocabulário, a sintaxe, a pronúncia
e até a entoação variam segundo esse nível. Um padre não de criança pueril
fala com uma criança como se estivesse em uma missa, as- de dedo digital
sim como uma criança não fala como um adulto. Um enge-
de estômago estomacal ou gástrico
nheiro não usará um mesmo discurso, ou um mesmo nível
de fala, para colegas e para pedreiros, assim como nenhum de falcão falconídeo
professor utiliza o mesmo nível de fala no recesso do lar e de farinha farináceo
na sala de aula.
Existem, portanto, vários níveis de linguagem e, entre de fera ferino
esses níveis, destacam-se em importância o culto e o coti- de ferro férreo
diano, a que já fizemos referência. de fogo ígneo
de garganta gutural
de gelo glacial
de guerra bélico
de homem viril ou humano
de ilha insular
de inverno hibernal ou invernal

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LÍNGUA PORTUGUESA

de lago lacustre
de leão leonino
de lebre leporino
de lua lunar ou selênico
de madeira lígneo
de mestre magistral
de ouro áureo
de paixão passional
de pâncreas pancreático
de porco suíno ou porcino
dos quadris ciático
de rio fluvial
de sonho onírico
de velho senil
de vento eólico
de vidro vítreo ou hialino
de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico

Observação:
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo significado: Vi as alunas da 5ª série. /
O muro de tijolos caiu.

1.1.3 Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como
adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

1.1.4 Adjetivo Pátrio (ou gentílico)

Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles:

Estados e cidades brasileiras:

Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense

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LÍNGUA PORTUGUESA

1.1.4.1 Adjetivo Pátrio Composto

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos:

África afro- / Cultura afro-americana


Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros

1.1.5 Flexão dos adjetivos

O adjetivo varia em gênero, número e grau.

1.1.5.1 Gênero dos Adjetivos

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos subs-
tantivos, classificam-se em:

A) Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino: ativo e ativa, mau e má.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último elemento: o moço norte-americano, a
moça norte-americana.
Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

B) Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino: conflito político-social e desavença político-social.

1.1.5.2 Número dos Adjetivos

A) Plural dos adjetivos simples


Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substan-
tivos simples: mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins, boa e boas.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que
estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra
cinza é, originalmente, um substantivo; porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, en-
tão, invariável. Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).

B) Adjetivo Composto
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último
elemento concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso um dos ele-
mentos que formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto ficará invariável. Por
exemplo: a palavra “rosa” é, originalmente, um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como
adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o ad-
jetivo composto inteiro ficará invariável. Veja:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Camisas rosa-claro. B) Superlativo


Ternos rosa-claro. O superlativo expressa qualidades num grau muito ele-
Olhos verde-claros. vado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou relativo e
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. apresenta as seguintes modalidades:
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
B.1 Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade
Observação: de um ser é intensificada, sem relação com outros seres.
Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer ad- Apresenta-se nas formas:
jetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre inva-  Analítica: a intensificação é feita com o auxílio
riáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste, vestidos de palavras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por
cor-de-rosa. exemplo: O concurseiro é muito esforçado.
O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois elemen-  Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por
tos flexionados: crianças surdas-mudas. exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos:
1.1.5.3 Grau do Adjetivo
benéfico - beneficentíssimo
Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a inten-
bom - boníssimo ou ótimo
sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
o comparativo e o superlativo. comum - comuníssimo
cruel - crudelíssimo
A) Comparativo
difícil - dificílimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri-
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais características doce - dulcíssimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igual- fácil - facílimo
dade, de superioridade ou de inferioridade.
fiel - fidelíssimo
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
B.2 Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou
de um ser é intensificada em relação a um conjunto de se-
quão. res. Essa relação pode ser:
 De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe- todas.
rioridade  De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de
todas.
Sílvia é menos alta que Tiago. = Comparativo de Infe-
rioridade
FIQUE ATENTO!
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São O superlativo absoluto analítico é expresso
eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, por meio dos advérbios muito, extremamente,
grande/maior, baixo/inferior. excepcionalmente, antepostos ao adjetivo.
O superlativo absoluto sintético se apresenta
Observe que: sob duas formas: uma erudita - de origem
latina – e outra popular - de origem vernácula.
 As formas menor e pior são comparativos de
A forma erudita é constituída pelo radical do
superioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau,
adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
respectivamente.
ou érrimo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo; a
 Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
popular é constituída do radical do adjetivo
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei-
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo,
tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se
agilíssimo.
usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais grande
Os adjetivos terminados em –io fazem o
e mais pequeno. Por exemplo: superlativo com dois “ii”: frio – friíssimo, sério –
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele- seriíssimo; os terminados em –eio, com apenas
mentos. um “i”: feio - feíssimo, cheio – cheíssimo.
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de
duas qualidades de um mesmo elemento.
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de Infe-
rioridade
Sou menos passivo (do) que tolerante.

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LÍNGUA PORTUGUESA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Observação:


Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cere- As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são co-
ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo: muns na língua popular.
Saraiva, 2010. Maria mora pertinho daqui. (muito perto)
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- A criança levantou cedinho. (muito cedo)
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação 1.2.2 Classificação dos Advérbios
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio
SITE pode ser de:
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf32.php A) Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abai-
1.2 Advérbio xo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro,
afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a
Compare estes exemplos: distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita,
O ônibus chegou. à esquerda, ao lado, em volta.
O ônibus chegou ontem. B) Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, do-
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o sentido ravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de tempo, de modo, afinal, amiúde, breve, constantemente, entrementes, imedia-
de lugar, de intensidade), do adjetivo e do próprio advérbio. tamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quan-
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio do, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos
(bem) em tempos, em breve, hoje em dia.
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um adje- C) Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa,
tivo (claros) acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas, à toa,
à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo,
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescen- dessa maneira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de
tar ideia de: cor, em vão e a maior parte dos que terminam em “-mente”:
Tempo: Ela chegou tarde. calmamente, tristemente, propositadamente, pacientemente,
Lugar: Ele mora aqui. amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosamen-
Modo: Eles agiram mal. te, generosamente.
Negação: Ela não saiu de casa. D) Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efeti-
Dúvida: Talvez ele volte. vamente, certo, decididamente, deveras, indubitavelmente.
E) Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
1.2.1 Flexão do Advérbio forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
F) Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavel-
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apre- mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe.
sentam variação em gênero e número. Alguns advérbios, G) Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso,
porém, admitem a variação em grau. Observe: bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto, as-
A) Grau Comparativo saz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo,
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo de muito, por completo, extremamente, intensamente, gran-
que o comparativo do adjetivo: demente, bem (quando aplicado a propriedades graduáveis).
 de igualdade: tão + advérbio + quanto (como): H) Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
Renato fala tão alto quanto João. mente, simplesmente, só, unicamente. Por exemplo: Brando, o
 de inferioridade: menos + advérbio + que (do vento apenas move a copa das árvores.
que): Renato fala menos alto do que João. I) Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também.
 de superioridade: Por exemplo: O indivíduo também amadurece durante a ado-
A.1 Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato lescência.
fala mais alto do que João. J) Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por
A.2 Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato fala exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer aos meus
melhor que João. amigos por comparecerem à festa.

B) Grau Superlativo Saiba que:


O superlativo pode ser analítico ou sintético: Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se ao
B.1 Analítico: acompanhado de outro advérbio: Renato advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: Ficarei o mais
fala muito alto. longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos tarde possível.
muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio de modo Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente,
B.2 Sintético: formado com sufixos: Renato fala altís- em geral sufixamos apenas o último: O aluno respondeu
simo. calma e respeitosamente.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1.2.3 Distinção entre Advérbio e Pronome Indefi-


nido FIQUE ATENTO!
A locução adverbial e o advérbio modificam o
Há palavras como muito, bastante, que podem apare- verbo, o adjetivo e outro advérbio:
cer como advérbio e como pronome indefinido. Chegou muito cedo. (advérbio)
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro Joana é muito bela. (adjetivo)
advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito. De repente correram para a rua. (verbo)
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e
sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros. Usam-se, de preferência, as formas mais bem
e mais mal antes de adjetivos ou de verbos no
particípio:
#FicaDica Essa matéria é mais bem interessante que
aquela.
Como saber se a palavra bastante é advérbio Nosso aluno foi o mais bem colocado no
(não varia, não se flexiona) ou pronome concurso!
indefinido (varia, sofre flexão)? Se der, na O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é
frase, para substituir o “bastante” por “muito”, advérbio: Cheguei primeiro.
estamos diante de um advérbio; se der para
substituir por “muitos” (ou muitas), é um Quanto a sua função sintática: o advérbio e
pronome. Veja: a locução adverbial desempenham na oração
1. Estudei bastante para o concurso. (estudei a função de adjunto adverbial, classificando-
muito, pois “muitos” não dá!) = advérbio se de acordo com as circunstâncias que
2. Estudei bastantes capítulos para o concurso. acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou ao
(estudei muitos capítulos) = pronome indefinido advérbio. Exemplo:
Meio cansada, a candidata saiu da sala. =
adjunto adverbial de intensidade (ligado ao
adjetivo “cansada”)
1.2.4 Advérbios Interrogativos Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de
intensidade e de tempo, respectivamente.
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como?
por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referentes
às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Interrogação Direta Interrogação Indireta Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu. Paulo: Saraiva, 2010.
Onde mora? Indaguei onde morava. Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Por que choras? Não sei por que choras.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Aonde vai? Perguntei aonde ia. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Donde vens? Pergunto donde vens.
SITE
Quando voltas? Pergunto quando voltas.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf75.php
1.2.5 Locução Adverbial
1.3 Artigo
Quando há duas ou mais palavras que exercem função
O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo-
de advérbio, temos a locução adverbial, que pode expres-
-se como o termo variável que serve para individualizar ou
sar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinaria-
generalizar o substantivo, indicando, também, o gênero
mente por uma preposição. Veja:
(masculino/feminino) e o número (singular/plural).
A) lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para
Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as va-
dentro, por aqui, etc.
riações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações
B) afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
“uma”[s] e “uns]).
C) modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em
A) Artigos definidos – São usados para indicar seres
geral, frente a frente, etc.
determinados, expressos de forma individual: O concurseiro
D) tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde,
estuda muito. Os concurseiros estudam muito.
hoje em dia, nunca mais, etc.
B) Artigos indefinidos – usados para indicar seres de
modo vago, impreciso: Uma candidata foi aprovada! Umas
candidatas foram aprovadas!

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LÍNGUA PORTUGUESA

1.3.1 Circunstâncias em que os artigos se Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
manifestam: reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do nu-
meral “ambos”: Ambos os concursos cobrarão tal conteúdo. SITE
Nomes próprios indicativos de lugar (ou topônimos) http://www.brasilescola.com/gramatica/artigo.htm
admitem o uso do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de
Janeiro, Veneza, A Bahia... 1.4 Conjunção
Quando indicado no singular, o artigo definido pode
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem. Além da preposição, há outra palavra também invariá-
No caso de nomes próprios personativos, denotando a vel que, na frase, é usada como elemento de ligação: a con-
ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do junção. Ela serve para ligar duas orações ou duas palavras
artigo: Marcela é a mais extrovertida das irmãs. / O Pedro é de mesma função em uma oração:
o xodó da família. O concurso será realizado nas cidades de Campinas e
No caso de os nomes próprios personativos estarem São Paulo.
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, A prova não será fácil, por isso estou estudando muito.
os Incas, Os Astecas...
1.4.1 Morfossintaxe da Conjunção
Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a)
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (do As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
artigo), o pronome assume a noção de “qualquer”. cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa- 1.4.2 Classificação da Conjunção
dos. (qualquer classe)
De acordo com o tipo de relação que estabelecem, as
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa- conjunções podem ser classificadas em coordenativas e
cultativo: Preparei o meu curso. Preparei meu curso. subordinativas. No primeiro caso, os elementos ligados
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma pela conjunção podem ser isolados um do outro. Esse iso-
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter lamento, no entanto, não acarreta perda da unidade de
é uns vinte anos. sentido que cada um dos elementos possui. Já no segundo
O artigo também é usado para substantivar palavras caso, cada um dos elementos ligados pela conjunção de-
pertencentes a outras classes gramaticais: Não sei o porquê pende da existência do outro. Veja:
de tudo isso. / O bem vence o mal. Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo.
Podemos separá-las por ponto:
1.3.2 Há casos em que o artigo definido não pode Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo.
ser usado:
Antes de nomes de cidade (topônimo) e de pessoas Temos acima um exemplo de conjunção (e, conse-
conhecidas: O professor visitará Roma. quentemente, orações coordenadas) coordenativa – “mas”.
Já em:
Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a pre- Espero que eu seja aprovada no concurso!
sença do artigo será obrigatória: O professor visitará a bela Não conseguimos separar uma oração da outra, pois
Roma. a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração
principal): Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período te-
Antes de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria sai- mos uma oração subordinada substantiva objetiva direta
rá agora? (ela exerce a função de objeto direto do verbo da oração
Exceção: O senhor vai à festa? principal).

Após o pronome relativo “cujo” e suas variações: Esse é 1.4.2.1 Conjunções Coordenativas
o concurso cujas provas foram anuladas?/ Este é o candidato
cuja nota foi a mais alta. São aquelas que ligam orações de sentido completo
e independente ou termos da oração que têm a mesma
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS função gramatical. Subdividem-se em:
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São A) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando
Paulo: Saraiva, 2010. ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e não),
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- não só... mas também, não só... como também, bem como,
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.SAC- não só... mas ainda.
CONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. A sua pesquisa é clara e objetiva.
30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Não só dança, mas também canta.

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, ex- B) Concessivas: introduzem uma oração que expressa
pressando ideia de contraste ou compensação. São elas: ideia contrária à da principal, sem, no entanto, impedir sua
mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem
obstante. que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc.
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.

C) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressan- C) Condicionais: introduzem uma oração que indica
do ideia de alternância ou escolha, indicando fatos que se a hipótese ou a condição para ocorrência da principal. São
realizam separadamente. São elas: ou, ou... ou, ora... ora, elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde
já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... talvez. que, a menos que, sem que, etc.
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário. Se precisar de minha ajuda, telefone-me.

D) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma ora- #FicaDica


ção que expressa ideia de conclusão ou consequência. São
elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, Você deve ter percebido que a conjunção
por isso, assim. condicional “se” também é conjunção
Marta estava bem preparada para o teste, portanto integrante. A diferença é clara ao ler as orações
não ficou nervosa. que são introduzidas por ela. Acima, ela nos dá
Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão. a ideia da condição para que recebamos um
telefonema (se for preciso ajuda). Já na oração:
E) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração Não sei se farei o concurso. Não há ideia
de condição alguma, há? Outra coisa: o verbo
que a explica, que justifica a ideia nela contida. São elas:
da oração principal (sei) pede complemento
que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
(objeto direto, já que “quem não sabe, não sabe
Não demore, que o filme já vai começar.
algo”). Portanto, a oração em destaque exerce
Falei muito, pois não gosto do silêncio!
a função de objeto direto da oração principal,
sendo classificada como oração subordinada
1.4.2.2 Conjunções Subordinativas
substantiva objetiva direta.
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas
dependente da outra. A oração dependente, introduzida
pelas conjunções subordinativas, recebe o nome de oração D) Conformativas: introduzem uma oração que expri-
subordinada. Veja o exemplo: O baile já tinha começado me a conformidade de um fato com outro. São elas: confor-
quando ela chegou. me, como (= conforme), segundo, consoante, etc.
O baile já tinha começado: oração principal O passeio ocorreu como havíamos planejado.
quando: conjunção subordinativa (adverbial temporal)
ela chegou: oração subordinada E) Finais: introduzem uma oração que expressa a fina-
lidade ou o objetivo com que se realiza a oração principal.
As conjunções subordinativas subdividem-se em inte- São elas: para que, a fim de que, que, porque (= para que),
grantes e adverbiais: que, etc.
Toque o sinal para que todos entrem no salão.
1.4.2.2.1 Integrantes - Indicam que a oração subor-
F) Proporcionais: introduzem uma oração que expres-
dinada por elas introduzida completa ou integra o sentido
sa um fato relacionado proporcionalmente à ocorrência do
da principal. Introduzem orações que equivalem a subs-
expresso na principal. São elas: à medida que, à proporção
tantivos, ou seja, as orações subordinadas substantivas.
que, ao passo que e as combinações quanto mais... (mais),
São elas: que, se.
quanto menos... (menos), quanto menos... (mais), quanto
Quero que você volte. (Quero sua volta) menos... (menos), etc.
O preço fica mais caro à medida que os produtos escas-
1.4.2.2.2 Adverbiais - Indicam que a oração subor- seiam.
dinada exerce a função de adjunto adverbial da principal. Observação:
De acordo com a circunstância que expressam, classifi- São incorretas as locuções proporcionais à medida em
cam-se em: que, na medida que e na medida em que.

A) Causais: introduzem uma oração que é causa da G) Temporais: introduzem uma oração que acrescenta
ocorrência da oração principal. São elas: porque, que, como uma circunstância de tempo ao fato expresso na oração
(= porque, no início da frase), pois que, visto que, uma vez principal. São elas: quando, enquanto, antes que, depois que,
que, porquanto, já que, desde que, etc. logo que, todas as vezes que, desde que, sempre que, assim
Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios. que, agora que, mal (= assim que), etc.
A briga começou assim que saímos da festa.

73
LÍNGUA PORTUGUESA

H) Comparativas: introduzem uma oração que expres- Psiu!


sa ideia de comparação com referência à oração principal. contexto: alguém pronunciando em um hospital; sig-
São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)... como, nificado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça silêncio!”
tanto como, tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual,
que nem, que (combinado com menos ou mais), etc. Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem. puxa: interjeição; tom da fala: euforia

I) Consecutivas: introduzem uma oração que expressa Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
a consequência da principal. São elas: de sorte que, de modo puxa: interjeição; tom da fala: decepção
que, sem que (= que não), de forma que, de jeito que, que
(tendo como antecedente na oração principal uma palavra As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc. A) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo ale-
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do gria, tristeza, dor, etc.: Ah, deve ser muito interessante!
exame. B) Sintetizar uma frase apelativa: Cuidado! Saia da mi-
nha frente.

FIQUE ATENTO! As interjeições podem ser formadas por:


 simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô
Muitas conjunções não têm classificação única,
 palavras: Oba! Olá! Claro!
imutável, devendo, portanto, ser classificadas
 grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu
de acordo com o sentido que apresentam no
Deus! Ora bolas!
contexto (destaque da Zê!).
1.5.1 Classificação das Interjeições

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Comumente, as interjeições expressam sentido de:


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- A) Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido!
coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Atenção! Olha! Alerta!
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cere- B) Afugentamento: Fora! Passa! Rua!
ja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo: C) Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva!
Saraiva, 2010. D) Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah!
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação E) Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem!
/ Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. Ânimo! Adiante!
F) Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva!
SITE G) Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá!
H) Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamen-
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf84.php
te! Essa não! Chega! Basta!
I) Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Queira
1.5 Interjeição
Deus!
J) Desculpa: Perdão!
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
K) Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena!
sensações, estados de espírito. É um recurso da linguagem
L) Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê!
afetiva, em que não há uma ideia organizada de maneira
M) Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus!
lógica, como são as sentenças da língua, mas sim a ma- Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz!
nifestação de um suspiro, um estado da alma decorrente N) Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios! Puxa!
de uma situação particular, um momento ou um contexto Pô! Ora!
específico. Exemplos: O) Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade!
Ah, como eu queria voltar a ser criança! P) Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição Viva! Olá! Alô! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me, Deus!
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! Q) Silêncio: Psiu! Silêncio!
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição R) Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa!
O significado das interjeições está vinculado à maneira Saiba que:
como elas são proferidas. O tom da fala é que dita o sentido As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não
que a expressão vai adquirir em cada contexto em que for sofrem variação em gênero, número e grau como os no-
utilizada. Exemplos: mes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz
como os verbos. No entanto, em uso específico, algumas
Psiu! interjeições sofrem variação em grau. Não se trata de um
contexto: alguém pronunciando esta expressão na rua processo natural desta classe de palavra, mas tão só uma
; significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! variação que a linguagem afetiva permite. Exemplos: oizi-
Ei, espere!” nho, bravíssimo, até loguinho.

74
LÍNGUA PORTUGUESA

1.5.2 Locução Interjetiva


FIQUE ATENTO!
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
Os numerais traduzem, em palavras, o que os
expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem
números indicam em relação aos seres. Assim,
Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus!
quando a expressão é colocada em números (1,
Toda frase mais ou menos breve dita em tom exclama-
1.º, 1/3, etc.) não se trata de numerais, mas sim
tivo torna-se uma locução interjetiva, dispensando análise
de algarismos.
dos termos que a compõem: Macacos me mordam!, Valha-
Além dos numerais mais conhecidos, já que
-me Deus!, Quem me dera!
refletem a ideia expressa pelos números,
existem mais algumas palavras consideradas
numerais porque denotam quantidade,
#FicaDica proporção ou ordenação. São alguns exemplos:
1. As interjeições são como frases resumidas, década, dúzia, par, ambos(as), novena.
sintéticas. Por exemplo: Ué! (= Eu não esperava
por essa!) / Perdão! (= Peço-lhe que me
desculpe) 1.6.1 Classificação dos Numerais
2. Além do contexto, o que caracteriza a
interjeição é o seu tom exclamativo; por isso, A) Cardinais: indicam quantidade exata ou determi-
palavras de outras classes gramaticais podem nada de seres: um, dois, cem mil, etc. Alguns cardinais têm
aparecer como interjeições. Por exemplo: sentido coletivo, como por exemplo: século, par, dúzia, dé-
Viva! Basta! (Verbos) / Fora! Francamente! cada, bimestre.
(Advérbios) B) Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém
3. A interjeição pode ser considerada uma ou alguma coisa ocupa numa determinada sequência: pri-
“palavra-frase” porque sozinha pode constituir meiro, segundo, centésimo, etc.
uma mensagem. Por exemplo: Socorro!
Ajudem-me! Silêncio! Fique quieto!
4. Há, também, as interjeições onomatopaicas
ou imitativas, que exprimem ruídos e vozes. #FicaDica
Por exemplo: Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! As palavras anterior, posterior, último,
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. antepenúltimo, final e penúltimo também
5. Não se deve confundir a interjeição de apelo indicam posição dos seres, mas são classificadas
“ó” com a sua homônima “oh!”, que exprime como adjetivos, não ordinais.
admiração, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma
pausa depois do “oh!” exclamativo e não a
fazemos depois do “ó” vocativo. Por exemplo: C) Fracionários: indicam parte de uma quantidade, ou
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo
seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Bilac)
D) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação
dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi au-
mentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa 1.6.2 Flexão dos numerais
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
– volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du-
Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. zentas em diante: trezentos/trezentas, quatrocentos/quatro-
centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam
SITE em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89. são invariáveis.
php Os numerais ordinais variam em gênero e número:

1.6 Numeral primeiro segundo milésimo


Numeral é a palavra variável que indica quantidade primeira segunda milésima
numérica ou ordem; expressa a quantidade exata de primeiros segundos milésimos
pessoas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa primeiras segundas milésimas
determinada sequência.

75
LÍNGUA PORTUGUESA

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço e con-
seguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas do
medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças partes.
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sen-
tido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

1.6.3 Emprego e Leitura dos Numerais

Os numerais são escritos em conjunto de três algarismos, contados da direita para a esquerda, em forma de cente-
nas, dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma separação através de ponto ou espaço correspondente a um ponto:
8.234.456 ou 8 234 456.
Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar exagero intencional, constituindo a figura de linguagem conhecida
como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.
No português contemporâneo, não se usa a conjunção “e” após “mil”, seguido de centena: Nasci em mil novecentos e
noventa e dois.
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.

Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por dois zeros, usa-se o “e”: Seu salário será de mil e quinhentos reais.
(R$1.500,00)
Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
e, a partir daí, os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo;

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)

#FicaDica
Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por associação. Ficará mais fácil!

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal
de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se refere a dois seres. Significam


“um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente empregados
para retomar pares de seres aos quais já se fez referência. Sua utilização exige
a presença do artigo posposto: Ambos os concursos realizarão suas provas no
mesmo dia. O artigo só é dispensado caso haja um pronome demonstrativo:
Ambos esses ministros falarão à imprensa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

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LÍNGUA PORTUGUESA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa #FicaDica
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- O “a” pode funcionar como preposição,
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São pronome pessoal oblíquo e artigo. Como
Paulo: Saraiva, 2010. distingui-los? Caso o “a” seja um artigo, virá
precedendo um substantivo, servindo para
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
determiná-lo como um substantivo singular e
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
feminino: A matéria que estudei é fácil!
SITE
Quando é preposição, além de ser invariável,
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
liga dois termos e estabelece relação de
morf40.php
subordinação entre eles.
Irei à festa sozinha.
1.7 Preposição
Entregamos a flor à professora! = o primeiro “a”
é artigo; o segundo, preposição.
Preposição é uma palavra invariável que serve para
ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, Se for pronome pessoal oblíquo estará
normalmente há uma subordinação do segundo termo em ocupando o lugar e/ou a função de um
relação ao primeiro. As preposições são muito importantes substantivo: Nós trouxemos a apostila. = Nós
na estrutura da língua, pois estabelecem a coesão textual a trouxemos.
e possuem valores semânticos indispensáveis para a
compreensão do texto.

1.7.1 Tipos de Preposição 1.7.2 Relações semânticas (= de sentido) estabeleci-


das por meio das preposições:
A) Preposições essenciais: palavras que atuam exclu-
Destino = Irei a Salvador.
sivamente como preposições: a, ante, perante, após, até,
Modo = Saiu aos prantos.
com, contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre,
Lugar = Sempre a seu lado.
trás, atrás de, dentro de, para com.
Assunto = Falemos sobre futebol.
B) Preposições acidentais: palavras de outras classes
Tempo = Chegarei em instantes.
gramaticais que podem atuar como preposições, ou seja,
Causa = Chorei de saudade.
formadas por uma derivação imprópria: como, durante, ex-
Fim ou finalidade = Vim para ficar.
ceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
Instrumento = Escreveu a lápis.
C) Locuções prepositivas: duas ou mais palavras va-
Posse = Vi as roupas da mamãe.
lendo como uma preposição, sendo que a última palavra é Autoria = livro de Machado de Assis
uma (preposição): abaixo de, acerca de, acima de, ao lado Companhia = Estarei com ele amanhã.
de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, Matéria = copo de cristal.
em frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por Meio = passeio de barco.
causa de, por cima de, por trás de. Origem = Nós somos do Nordeste.
Conteúdo = frascos de perfume.
A preposição é invariável, no entanto pode unir-se a Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
outras palavras e, assim, estabelecer concordância em gê- Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais.
nero ou em número. Exemplo: por + o = pelo / por + a =
pela. Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas locu-
Essa concordância não é característica da preposição, ções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução prepo-
mas das palavras às quais ela se une. sitiva por trás de.
Esse processo de junção de uma preposição com outra
palavra pode se dar a partir dos processos de: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 Combinação: união da preposição “a” com o ar- SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
tigo “o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, aos. Os Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
vocábulos não sofrem alteração. Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
 Contração: união de uma preposição com outra reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
palavra, ocorrendo perda ou transformação de fonema: de Paulo: Saraiva, 2010.
+ o = do, em + a = na, per + os = pelos, de + aquele = Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
daquele, em + isso = nisso. ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
 Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” pre-
posição + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal do SITE
pronome “aquilo”). http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/

78
LÍNGUA PORTUGUESA

1.8 Pronome A) Pronome Reto


Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na senten-
Pronome é a palavra variável que substitui ou ça, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos flores.
acompanha um substantivo (nome), qualificando-o de Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê-
alguma forma. nero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a
O homem julga que é superior à natureza, por isso o principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso.
homem destrói a natureza... Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim
Utilizando pronomes, teremos: O homem julga que é configurado:
superior à natureza, por isso ele a destrói... 1.ª pessoa do singular: eu
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de termos 2.ª pessoa do singular: tu
(homem e natureza). 3.ª pessoa do singular: ele, ela
1.ª pessoa do plural: nós
Grande parte dos pronomes não possuem significados 2.ª pessoa do plural: vós
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro 3.ª pessoa do plural: eles, elas
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên-
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro-
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes FIQUE ATENTO!
têm por função principal apontar para as pessoas do dis- Esses pronomes não costumam ser usados
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação como complementos verbais na língua-
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, padrão. Frases como “Vi ele na rua”, “Encontrei
os pronomes apresentam uma forma específica para cada ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”- comuns
pessoa do discurso. na língua oral cotidiana - devem ser evitadas
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. na língua formal escrita ou falada. Na língua
[minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala] formal, devem ser usados os pronomes oblíquos
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a
[tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se fala] na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem
se fala]
#FicaDica
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- Frequentemente observamos a omissão do
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência pronome reto em Língua Portuguesa. Isso se
através do pronome seja coerente em termos de gênero dá porque as próprias formas verbais marcam,
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto, através de suas desinências, as pessoas do
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado. verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos- boa viagem. (Nós)
sa escola neste ano.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordância B) Pronome Oblíquo
adequada] Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen-
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor- tença, exerce a função de complemento verbal (objeto
dância inadequada]
direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
Observação:
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
O pronome oblíquo é uma forma variante do pronome
1.8.1 Pronomes Pessoais pessoal do caso reto. Essa variação indica a função diversa
que eles desempenham na oração: pronome reto marca o
São aqueles que substituem os substantivos, indicando sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve da oração. Os pronomes oblíquos sofrem variação de acor-
assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os pronomes do com a acentuação tônica que possuem, podendo ser
“tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se di- átonos ou tônicos.
rige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à
pessoa ou às pessoas de quem se fala. B.1 Pronome Oblíquo Átono
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica
ou do caso oblíquo. fraca: Ele me deu um presente.

79
LÍNGUA PORTUGUESA

Lista dos pronomes oblíquos átonos


1.ª pessoa do singular (eu): me FIQUE ATENTO!
2.ª pessoa do singular (tu): te Há construções em que a preposição, apesar
3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe de surgir anteposta a um pronome, serve
1.ª pessoa do plural (nós): nos para introduzir uma oração cujo verbo está no
2.ª pessoa do plural (vós): vos infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes expresso; se esse sujeito for um pronome,
deverá ser do caso reto.
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
FIQUE ATENTO!
Não vá sem eu mandar.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas
especiais depois de certas terminações verbais:
1. Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o
pronome assume a forma lo, los, la ou las, A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!” está
ao mesmo tempo que a terminação verbal é correta, já que “para mim” é complemento de “fácil”. A or-
suprimida. Por exemplo: dem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil para mim!
fiz + o = fi-lo A combinação da preposição “com” e alguns pronomes
fazeis + o = fazei-lo originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, co-
dizer + a = dizê-la nosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequen-
temente exercem a função de adjunto adverbial de compa-
2. Quando o verbo termina em som nasal, o nhia: Ele carregava o documento consigo.
pronome assume as formas no, nos, na, nas. Por
exemplo: A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas:
viram + o: viram-no Ela veio até mim, mas nada falou.
repõe + os = repõe-nos Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de
retém + a: retém-na inclusão), usaremos as formas retas: Todos foram bem na
tem + as = tem-nas prova, até eu! (= inclusive eu)

As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por


B.2 Pronome Oblíquo Tônico “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, to-
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com. dos, ambos ou algum numeral.
Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica
notícias.
forte.
Ele disse que iria com nós três.
Lista dos pronomes oblíquos tônicos:
1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
B.3 Pronome Reflexivo
2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela
nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito
1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação
2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
expressa pelo verbo.
3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas Lista dos pronomes reflexivos:
1.ª pessoa do singular (eu): me, mim = Eu não me lem-
Observe que as únicas formas próprias do pronome tô- bro disso.
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As 2.ª pessoa do singular (tu): te, ti = Conhece a ti mesmo.
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. 3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo = Gui-
lherme já se preparou.
As preposições essenciais introduzem sempre prono- Ela deu a si um presente.
mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso Antônio conversou consigo mesmo.
reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da
língua formal, os pronomes costumam ser usados desta 1.ª pessoa do plural (nós): nos = Lavamo-nos no rio.
forma: 2.ª pessoa do plural (vós): vos = Vós vos beneficiastes
Não há mais nada entre mim e ti. com esta conquista.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. 3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo = Eles se
Não há nenhuma acusação contra mim. conheceram. / Elas deram a si um dia de folga.
Não vá sem mim.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3. Os pronomes de tratamento representam uma for-


#FicaDica ma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores.
Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por
O pronome é reflexivo quando se refere à
exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse
mesma pessoa do pronome subjetivo (sujeito):
deputado supostamente tem para poder ocupar o cargo
Eu me arrumei e saí.
que ocupa.
É pronome recíproco quando indica
reciprocidade de ação: Nós nos amamos. /
Olhamo-nos calados. 4. Embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2.ª
O “se” pode ser usado como palavra expletiva pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3.ª
ou partícula de realce, sem ser rigorosamente pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
necessária e sem função sintática: Os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem
exploradores riam-se de suas tentativas. / Será ficar na 3.ª pessoa.
que eles se foram? Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas pro-
messas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

5. Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos


C) Pronomes de Tratamento ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao lon-
São pronomes utilizados no tratamento formal, cerimo- go do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmen-
nioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor (portanto, a te. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém
segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa. Al- de “você”, não poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto
guns exemplos:
exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques
Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e religio-
teus cabelos. (errado)
sos em geral
Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente superior
à de coronel, senadores, deputados, embaixadores, profes- Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
sores de curso superior, ministros de Estado e de Tribunais, seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular
governadores, secretários de Estado, presidente da Repúbli-
ca (sempre por extenso) ou
Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de universida-
des Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular
Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, oficiais
até a patente de coronel, chefes de seção e funcionários de 1.8.2 Pronomes Possessivos
igual categoria
Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes de São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
direito (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo
Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento ce- (coisa possuída).
rimonioso Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1.ª pessoa do
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus singular)

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senho-


ra e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados NÚMERO PESSOA PRONOME
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento singular primeira meu(s), minha(s)
familiar. Você e vocês são largamente empregados no por- singular segunda teu(s), tua(s)
tuguês do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso
frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem singular terceira seu(s), sua(s)
uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. plural primeira nosso(s), nossa(s)
Observações: plural segunda vosso(s), vossa(s)
1. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de plural terceira seu(s), sua(s)
tratamento que possuem “Vossa(s)” são empregados em re-
lação à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Note que:
Ministro, compareça a este encontro. A forma do possessivo depende da pessoa gramati-
cal a que se refere; o gênero e o número concordam com
2. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição
da pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua naquele momento difícil.
Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com pro-
priedade.

81
LÍNGUA PORTUGUESA

Observações: Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afastamento


1. A forma “seu” não é um possessivo quando resultar no tempo, referido de modo vago ou como tempo remoto:
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, Naquele tempo, os professores eram valorizados.
seu José.
C) Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se
2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam pos- falará ou escreverá):
se. Podem ter outros empregos, como: Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer fa-
A) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. zer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se falará:
B) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, or-
anos. tografia, concordância.
C) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem
lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende
fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou:
3. Em frases onde se usam pronomes de tratamento, Sua aprovação no concurso, isso é o que mais deseja-
o pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Excelência mos!
trouxe sua mensagem?
4. Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi- Este e aquele são empregados quando se quer fazer
vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e referência a termos já mencionados; aquele se refere ao
anotações. termo referido em primeiro lugar e este para o referido por
último:
5. Em algumas construções, os pronomes pessoais
oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir- Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Paulo;
-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos) este está mais bem colocado que aquele. (= este [São Paulo],
aquele [Palmeiras])
6. O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, pró- ou
prio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-lo, para
que não ocorra redundância: Coloque tudo nos respectivos Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Paulo;
lugares. aquele está mais bem colocado que este. (= este [São Paulo],
aquele [Palmeiras])
1.8.3 Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
São utilizados para explicitar a posição de certa palavra invariáveis, observe:
em relação a outras ou ao contexto. Essa relação pode ser Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s),
de espaço, de tempo ou em relação ao discurso. aquela(s).
A) Em relação ao espaço: Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da pes-
soa que fala: Também aparecem como pronomes demonstrativos:
Este material é meu.  o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que”
e puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da pes- Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
soa com quem se fala: Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te
Esse material em sua carteira é seu? indiquei.)

Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está dis-  mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s): va-
tante tanto da pessoa que fala como da pessoa com quem riam em gênero quando têm caráter reforçativo:
se fala: Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
Aquele material não é nosso. Eu mesma refiz os exercícios.
Vejam aquele prédio! Elas mesmas fizeram isso.
Eles próprios cozinharam.
B) Em relação ao tempo: Os próprios alunos resolveram o problema.
Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em
relação à pessoa que fala:  semelhante(s): Não tenha semelhante atitude.
Esta manhã farei a prova do concurso!
 tal, tais: Tal absurdo eu não cometeria.
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, po-
rém relativamente próximo à época em que se situa a pes-
soa que fala:
Essa noite dormi mal; só pensava no concurso!

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LÍNGUA PORTUGUESA

guns, nenhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros,


#FicaDica quantos, algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias,
tantas, outras, quantas.
1. Em frases como: O referido deputado e o Dr.  Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo,
Alcides eram amigos íntimos; aquele casado, nada, algo, cada.
solteiro este. (ou então: este solteiro, aquele
casado) - este se refere à pessoa mencionada *Qualquer é composto de qual + quer (do verbo que-
em último lugar; aquele, à mencionada em rer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra cujo plural
primeiro lugar. é feito em seu interior).
2. O pronome demonstrativo tal pode ter
conotação irônica: A menina foi a tal que Todo e toda no singular e junto de artigo significa intei-
ameaçou o professor? ro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as:
3. Pode ocorrer a contração das preposições a, Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira)
de, em com pronome demonstrativo: àquele, Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades)
àquela, deste, desta, disso, nisso, no, etc: Não Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro)
acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) Trabalho todo dia. (= todos os dias)

São locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada


1.8.4 Pronomes Indefinidos um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja
quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo),
São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discurso, tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando Cada um escolheu o vinho desejado.
quantidade indeterminada.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém- 1.8.5 Pronomes Relativos
-plantadas.
São aqueles que representam nomes já mencionados
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma orações subordinadas adjetivas.
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- O racismo é um sistema que afirma a superioridade de
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- um grupo racial sobre outros.
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: (afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros
A) Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o = oração subordinada adjetiva).
lugar do ser ou da quantidade aproximada de seres na fra-
se. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema”
ninguém, outrem, quem, tudo. e introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra
Algo o incomoda? “sistema” é antecedente do pronome relativo que.
Quem avisa amigo é. O antecedente do pronome relativo pode ser o prono-
me demonstrativo o, a, os, as.
B) Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um Não sei o que você está querendo dizer.
ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantida- Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
de aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). expresso.
Cada povo tem seus costumes. Quem casa, quer casa.
Certas pessoas exercem várias profissões.
Observe:
Note que: Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os
Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora prono- quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
mes indefinidos adjetivos: quantas.
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, Note que:
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego,
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser subs-
Menos palavras e mais ações. tituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu
Alguns se contentam pouco. antecedente for um substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va- A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
riáveis e invariáveis. Observe: Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os
 Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, quais)
vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as
pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer*, al- quais)

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LÍNGUA PORTUGUESA

O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente  quando (= em que) – desde que tenha como an-
pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamente tecedente um nome que dê ideia de tempo:
para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
podem ter várias classificações) são pronomes relativos.
Todos eles são usados com referência à pessoa ou coisa por Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
motivo de clareza ou depois de determinadas preposições: numa só frase.
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste es-
me deixou encantado. O uso de “que”, neste caso, geraria porte.
ambiguidade. Veja: Regressando de São Paulo, visitei o sítio = O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
de minha tia, que me deixou encantado (quem me deixou
encantado: o sítio ou minha tia?). Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas utiliza- gente que conversava, (que) ria, observava.
-se o qual / a qual)
O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e 1.8.6 Pronomes Interrogativos
se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou
de ser poeta, que era a sua vocação natural. São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com o referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo impreciso.
seu antecedente (o ser possuidor), mas com o consequente São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e variações),
(o ser possuído, com o qual concorda em gênero e núme- quanto (e variações).
ro); não se usa artigo depois deste pronome; “cujo” equiva- Com quem andas?
le a do qual, da qual, dos quais, das quais. Qual seu nome?
Existem pessoas cujas ações são nobres. Diz-me com quem andas, que te direi quem és.
(antecedente) (consequente)
#FicaDica
Se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pronome:
O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! (referiu-se a) O pronome pessoal é do caso reto quando tem
função de sujeito na frase. O pronome pessoal
“Quanto” é pronome relativo quando tem por antece- é do caso oblíquo quando desempenha função
dente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: de complemento.
Emprestei tantos quantos foram necessá- 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
rios. 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se
(antecedente) devia lhe ajudar.
Ele fez tudo quanto havia
falado.
(antecedente) Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce função
precedido de preposição. de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo.
É um professor a quem muito Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso.
devemos. O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para
(preposição) a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se
devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe).
“Onde”, como pronome relativo, sempre possui ante- Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
cedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
casa onde morava foi assaltada. diferentemente dos segundos, que são sempre precedidos
de preposição.
Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou A) Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que
em que: Sinto saudades da época em que (quando) moráva- eu estava fazendo.
mos no exterior. B) Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para
mim o que eu estava fazendo.
Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
lavras: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 como (= pelo qual) – desde que precedida das SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
palavras modo, maneira ou forma: Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Não me parece correto o modo como você agiu semana Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
passada. reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- B) Substantivos Concretos e Abstratos


ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. B.1 Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, que existe, independentemente de outros seres.
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira Observação:
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – Os substantivos concretos designam seres do mundo
São Paulo: Saraiva, 2002. real e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
SITE Brasília.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma.

1.9 Substantivo B.2 Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres


que dependem de outros para se manifestarem ou existi-
Substantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, rem. Por exemplo: a beleza não existe por si só, não pode
as quais denominam todos os seres que existem, sejam reais ser observada. Só podemos observar a beleza numa pes-
ou imaginários. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os soa ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser
substantivos também nomeiam: para se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um subs-
 lugares: Alemanha, Portugal tantivo abstrato.
 sentimentos: amor, saudade Os substantivos abstratos designam estados, qualida-
 estados: alegria, tristeza des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser
 qualidades: honestidade, sinceridade abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado),
 ações: corrida, pescaria rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento).

1.9.1 Morfossintaxe do substantivo  Substantivos Coletivos

Nas orações, geralmente o substantivo exerce funções Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, ou-
diretamente relacionadas com o verbo: atua como núcleo tra abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
do sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
indireto) e do agente da passiva, podendo, ainda, funcio-
nar como núcleo do complemento nominal ou do aposto,
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne-
como núcleo do predicativo do sujeito, do objeto ou como
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
núcleo do vocativo. Também encontramos substantivos
mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas
como núcleos de adjuntos adnominais e de adjuntos ad-
palavras no plural. No terceiro, empregou-se um substan-
verbiais - quando essas funções são desempenhadas por
tivo no singular (enxame) para designar um conjunto de
grupos de palavras.
seres da mesma espécie (abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
1.9.2 Classificação dos Substantivos Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mes-
A) Substantivos Comuns e Próprios mo estando no singular, designa um conjunto de seres da
Observe a definição: mesma espécie.
Cidade: s.f. 1. Povoação maior que vila, com muitas ca-
sas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a Substantivo
Conjunto de:
sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em coletivo
oposição aos bairros). assembleia pessoas reunidas
alcateia lobos
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada acervo livros
cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo antologia trechos literários selecionados
comum. arquipélago ilhas
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, banda músicos
homem, mulher, país, cachorro. bando desordeiros ou malfeitores
Estamos voando para Barcelona. banca examinadores
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da es- batalhão soldados
pécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio – aquele cardume peixes
que designa os seres de uma mesma espécie de forma caravana viajantes peregrinos
particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
cacho frutas

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LÍNGUA PORTUGUESA

cancioneiro canções, poesias líricas 1.9.3 Formação dos Substantivos

colmeia abelhas A) Substantivos Simples e Compostos


concílio bispos Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
O substantivo chuva é formado por um único elemento
congresso parlamentares, cientistas
ou radical. É um substantivo simples.
elenco atores de uma peça ou filme A.1 Substantivo Simples: é aquele formado por um
esquadra navios de guerra único elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja
enxoval roupas
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois ele-
falange soldados, anjos mentos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
fauna animais de uma região A.2 Substantivo Composto: é aquele formado por
dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, pas-
feixe lenha, capim satempo.
flora vegetais de uma região B) Substantivos Primitivos e Derivados
frota navios mercantes, ônibus B.1 Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva
de nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa.
girândola fogos de artifício O substantivo limoeiro, por exemplo, é derivado, pois se
horda bandidos, invasores originou a partir da palavra limão.
B.2 Substantivo Derivado: é aquele que se origina de
médicos, bois, credores, outra palavra.
junta
examinadores
júri jurados 1.9.4 Flexão dos substantivos
legião soldados, anjos, demônios
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá-
leva presos, recrutas vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por
malta malfeitores ou desordeiros exemplo, pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo:
manada búfalos, bois, elefantes,
meninão / Diminutivo: menininho
matilha cães de raça
molho chaves, verduras A) Flexão de Gênero
Gênero é um princípio puramente linguístico, não de-
multidão pessoas em geral vendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz respeito
insetos (gafanhotos, mosquitos, a todos os substantivos de nossa língua, quer se refiram
nuvem
etc.) a seres animais providos de sexo, quer designem apenas
penca bananas, chaves “coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa.
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e
pinacoteca pinturas, quadros feminino. Pertencem ao gênero masculino os substantivos
quadrilha ladrões, bandidos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja
estes títulos de filmes:
ramalhete flores O velho e o mar
rebanho ovelhas Um Natal inesquecível
repertório peças teatrais, obras musicais Os reis da praia
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que
réstia alhos ou cebolas podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
romanceiro poesias narrativas A história sem fim
Uma cidade sem passado
revoada pássaros
As tartarugas ninjas
sínodo párocos
talha lenha Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
1. Substantivos Biformes (= duas formas): apresen-
tropa muares, soldados tam uma forma para cada gênero: gato – gata, homem –
turma estudantes, trabalhadores mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
vara porcos 2. Substantivos Uniformes: apresentam uma única
forma, que serve tanto para o masculino quanto para o fe-
minino. Classificam-se em:
A) Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo
se faz mediante a utilização das palavras “macho” e “fê-
mea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o
jacaré fêmea.

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes a Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes


pessoas de ambos os sexos: a criança, a testemunha, a víti-
ma, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo. Epicenos:
C) Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros: in- Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
dicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o colega e a
colega, o doente e a doente, o artista e a artista. Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma
para indicar o masculino e o feminino.
#FicaDica Alguns nomes de animais apresentam uma só forma
Substantivos de origem grega terminados para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha-
em ema ou oma são masculinos: o fonema, o mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver
poema, o sistema, o sintoma, o teorema. a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras
 Existem certos substantivos que, macho e fêmea.
variando de gênero, variam em seu significado: A cobra macho picou o marinheiro.
o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz); A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
o cabeça (líder) e a cabeça (parte do corpo); o
capital (dinheiro) e a capital (cidade); o coma Sobrecomuns:
(sono mórbido) e a coma (cabeleira, juba); o Entregue as crianças à natureza.
lente (professor) e a lente (vidro de aumento);
o moral (estado de espírito) e a moral (ética; A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo mas-
conclusão); o praça (soldado raso) e a praça culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem
(área pública); o rádio (aparelho receptor) e a o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o
rádio (estação emissora). sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria.

Formação do Feminino dos Substantivos Biformes Outros substantivos sobrecomuns:


a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno - criatura.
aluna. o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de
 Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a Marcela faleceu
ao masculino: freguês - freguesa
 Substantivos terminados em -ão: fazem o femini- Comuns de Dois Gêneros:
no de três formas: Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
1. troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
2. troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
3. troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma
Exceções: barão – baronesa, ladrão - ladra, sultão - sul- vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme.
tana A distinção de gênero pode ser feita através da análise
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti-
 Substantivos terminados em -or: vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem
acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora - uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran-
troca-se -or por -triz: = imperador – imperatriz cês - repórter francesa

 Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
cônsul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / gêneros. Entre os escritores modernos nota-se acentuada
duque - duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa preferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens
 Substantivos que formam o feminino trocando o os personagens dos contos de carochinha.
-e final por -a: elefante - elefanta Com referência à mulher, deve-se preferir o feminino:
 Substantivos que têm radicais diferentes no mas- O problema está nas mulheres de mais idade, que não acei-
culino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca tam a personagem.
 Substantivos que formam o feminino de maneira
especial, isto é, não seguem nenhuma das regras anterio- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo fo-
res: czar – czarina, réu - ré tográfico Ana Belmonte.

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LÍNGUA PORTUGUESA

B) Flexão de Número do Substantivo


#FicaDica
Em português, há dois números gramaticais: o singular,
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança- que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que
perfume, o dó (pena), o sanduíche, o clarinete, o indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica
champanha, o sósia, o maracajá, o clã, o herpes, do plural é o “s” final.
o pijama, o suéter, o soprano, o proclama, o
pernoite, o púbis. Plural dos Substantivos Simples
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a
omoplata, a cataplasma, a pane, a mascote, a Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e
gênese, a entorse, a libido, a cal, a faringe, a “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
cólera (doença), a ubá (canoa). ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural).
Exceção: cânon - cânones.

São geralmente masculinos os substantivos de ori- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo- “ns”: homem - homens.
grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o tra-
Atenção:
coma, o hematoma.
O plural de caráter é caracteres.
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-
Gênero dos Nomes de Cidades - Com raras exceções,
-se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; ca-
nomes de cidades são femininos: A histórica Ouro Preto. / racol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul
A dinâmica São Paulo. / A acolhedora Porto Alegre. / Uma e cônsules.
Londres imensa e triste. Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. duas maneiras:
1. Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
Gênero e Significação 2. Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.

Muitos substantivos têm uma significação no masculi- Observação:


no e outra no feminino. Observe: A palavra réptil pode formar seu plural de duas manei-
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os ras: répteis ou reptis (pouco usada).
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à
frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão), a Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou proibi- duas maneiras:
ção de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do cor- 1. Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
po), o cisma (separação religiosa, dissidência), a cisma (ato acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses
de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzenta), a cinza 2. Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva-
(resíduos de combustão), o capital (dinheiro), a capital (ci- riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
dade), o coma (perda dos sentidos), a coma (cabeleira), o
coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro), a coral (cobra Os substantivos terminados em “ão” fazem o plural de
venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na administração três maneiras.
da crisma e de outros sacramentos), a crisma (sacramento 1. substituindo o -ão por -ões: ação - ações
da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de curar), o 2. substituindo o -ão por -ães: cão - cães
estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície de vege- 3. substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
tação), o guia (pessoa que guia outras), a guia (documento,
Observação:
pena grande das asas das aves), o grama (unidade de peso),
Muitos substantivos terminados em “ão” apresentam
a grama (relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa (re-
dois – e até três – plurais:
cipiente, setor de pagamentos), o lente (professor), a lente
aldeão – aldeões/aldeães/aldeãos ancião – an-
(vidro de aumento), o moral (ânimo), a moral (honestidade, ciões/anciães/anciãos
bons costumes, ética), o nascente (lado onde nasce o Sol), a charlatão – charlatões/charlatães corrimão – cor-
nascente (a fonte), o maria-fumaça (trem como locomotiva rimãos/corrimões
a vapor), maria-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala guardião – guardiões/guardiães vilão – vilãos/
(poncho), a pala (parte anterior do boné ou quepe, antepa- vilões/vilães
ro), o rádio (aparelho receptor), a rádio (emissora), o voga
(remador), a voga (moda). Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
látex - os látex.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Substantivos Compostos Observação:


Numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
A formação do plural dos substantivos compostos de- variam no plural: Nas provas mensais consegui muitos seis
pende da forma como são grafados, do tipo de palavras que e alguns dez.
formam o composto e da relação que estabelecem entre si.
Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se como os Plural dos Diminutivos
substantivos simples: aguardente/aguardentes, girassol/giras-
sóis, pontapé/pontapés, malmequer/malmequeres. Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final
O plural dos substantivos compostos cujos elementos e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: pãe(s) + zinhos = pãezinhos
A) Flexionam-se os dois elementos, quando forma- animai(s) + zinhos = animaizinhos
dos de: botõe(s) + zinhos = botõezinhos
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens farói(s) + zinhos = faroizinhos
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras tren(s) + zinhos = trenzinhos

B) Flexiona-se somente o segundo elemento, quan- colhere(s) + zinhas = colherezinhas


do formados de: flore(s) + zinhas = florezinhas
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas mão(s) + zinhas = mãozinhas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
alto-falantes papéi(s) + zinhos = papeizinhos
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos
C) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quan-
do formados de: túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
substantivo + preposição clara + substantivo = água- pai(s) + zinhos = paizinhos
de-colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cava- pé(s) + zinhos = pezinhos
lo-vapor e cavalos-vapor pé(s) + zitos = pezitos
substantivo + substantivo que funciona como determi-
nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo Plural dos Nomes Próprios Personativos
do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba-
-relógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-rã, peixe- Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas
-espada - peixes-espada. sempre que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados.
D) Permanecem invariáveis, quando formados de: As Raquéis e Esteres.
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca- Plural dos Substantivos Estrangeiros
-rolhas
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es-
Casos Especiais critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exceto
quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os jazz.
o louva-a-deus e os louva-a-deus Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor-
o bem-te-vi e os bem-te-vis do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, os ré-
o bem-me-quer e os bem-me-queres quiens.
o joão-ninguém e os joões-ninguém. Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
Plural das Palavras Substantivadas O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.

As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras


classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
no plural, as flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural com Mudança de Timbre Analítico = o substantivo é acompanhado de um adje-


tivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Certos substantivos formam o plural com mudança de Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato cador de aumento. Por exemplo: casarão.
fonético chamado metafonia (plural metafônico).
3. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
Singular Plural do ser. Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
corpo (ô) corpos (ó) que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
esforço esforços Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indi-
cador de diminuição. Por exemplo: casinha.
fogo fogos
forno fornos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
fosso fossos SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
imposto impostos
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
olho olhos reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
osso (ô) ossos (ó) Paulo: Saraiva, 2010.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
ovo ovos Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
poço poços Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
porto portos São Paulo: Saraiva, 2002.
posto postos SITE
tijolo tijolos http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php

Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol-


sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
EXERCÍCIO COMENTADO
Observação:
Distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
molho (ó) = feixe (molho de lenha). 01. (TST - Técnico Judiciário – Área Administrativa
– FCC/2012)
As vitórias no jogo interior talvez não acrescentem
FIQUE ATENTO! novos troféus, mas elas trazem recompensas valiosas,
Há substantivos que só se usam no singular: o [...] que contribuem de forma significativa para nosso suces-
sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc. so posterior, tanto na quadra como fora dela.
Outros só no plural: as núpcias, os víveres,
os pêsames, as espadas/os paus (naipes de Mantêm-se adequados o emprego de tempos e mo-
baralho), as fezes. dos verbais e a correlação entre eles, ao se substituírem os
Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente elementos sublinhados na frase acima, na ordem dada, por:
do singular: bem (virtude) e bens (riquezas), A. tivessem acrescentado − trariam − contribuírem
honra (probidade, bom nome) e honras B. acrescentassem − têm trazido − contribuírem
(homenagem, títulos). C. tinham acrescentado − trarão − contribuiriam
Usamos, às vezes, os substantivos no singular, D. acrescentariam − trariam− contribuíram
mas com sentido de plural: E. tenham acrescentado − trouxeram − Contribuíram
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em Questão que envolve correlação verbal. Realizando as
capelas improvisadas. alterações solicitadas, segue como ficariam (em destaque):
Em “a”: tivessem acrescentado – trariam − contribui-
riam
C) Flexão de Grau do Substantivo Em “b”: acrescentassem – trariam − contribuiriam
Em “c”: tinham acrescentado – trouxeram − contribuí-
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir ram
as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em: Em “d”: acrescentassem – trariam − contribuíram
1. Grau Normal - Indica um ser de tamanho conside- Em “e”: tenham acrescentado – trouxeram − Contribuí-
rado normal. Por exemplo: casa ram = correta
2. Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho GABARITO OFICIAL: E
do ser. Classifica-se em:

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LÍNGUA PORTUGUESA

02. TST - Analista Judiciário - Área Apoio Especiali- Temos um verbo na voz ativa, então teremos dois na
zado - Especialidade Medicina do Trabalho – FCC/2012 passiva (auxiliar + o verbo da oração da ativa, no mesmo
- Está inadequado o emprego do elemento sublinhado na tempo verbal, forma particípio): A musa nunca era alcança-
seguinte frase: da por ela. O verbo “alcançava” está no pretérito imperfeito,
A. Sou ateu e peço que me deem tratamento similar ao por isso o auxiliar tem que estar também (é = presente, foi
que dispenso aos homens religiosos. = pretérito perfeito, era = imperfeito, fora = mais que per-
B. A intolerância religiosa baseia-se em preconceitos feito, será = futuro do presente, seria = futuro do pretérito).
de que deveriam desviar-se todos os homens verdadeira- GABARITO OFICIAL: E
mente virtuosos.
C. A tolerância é uma virtude na qual não podem pres- 05. TST - Analista Judiciário - Área Apoio Especiali-
cindir os que se dizem homens de fé. zado - Especialidade Medicina do Trabalho – FCC/2012.
D. O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação
de nada fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-los. de que todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós
E. Respeito os homens de fé, a menos que deixem de mesmos.
fazer o mesmo com aqueles que não a têm. Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra al-
teração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser
Corrigindo o inadequado: substituído por:
Em “a”: Sou ateu e peço que me deem tratamento simi- A. ademais.
lar ao que dispenso aos homens religiosos. B. conquanto.
Em “b”: A intolerância religiosa baseia-se em precon- C. porquanto.
ceitos de que deveriam desviar-se todos os homens verda- D. entretanto.
deiramente virtuosos. E. apesar.
Em “c”: A tolerância é uma virtude na qual (de que)
não podem prescindir os que se dizem homens de fé. Contudo é uma conjunção adversativa (expressa opo-
Em “d”: O ateu desperta a ira dos fanáticos, a des- sição). A substituição deve utilizar outra de mesma classifi-
peito de nada fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá- cação, para que se mantenha a ideia do período. A correta
-los. é entretanto.
Em “e”: Respeito os homens de fé, a menos que deixem GABARITO OFICIAL: D
de fazer o mesmo com aqueles que não a têm.
GABARITO OFICIAL: C 06. TST - Analista Judiciário - Área Administrativa –
FCC/2012 - O verbo indicado entre parênteses deverá
03. TST - Analista Judiciário - Área Apoio Especiali- flexionar-se no singular para preencher adequadamente
zado - Especialidade Medicina do Trabalho – FCC/2012 – a lacuna da frase:
Transpondo-se para a voz passiva a construção Os A. A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar
ateus despertariam a ira de qualquer fanático, a forma de corresponder nossos valores éticos mais ri-
gorosos.
verbal obtida será:
B. Não se ...... (poupar) os que governam de refletir
A. seria despertada.
sobre o peso de suas mais graves decisões.
B. teria sido despertada.
C. Aos governantes mais responsáveis não
C. despertar-se-á.
...... (ocorrer) tomar decisões sem medir suas conse-
D. fora despertada.
quências.
E. teriam despertado.
D. A toda decisão tomada precipitadamente
...... (costumar) sobrevir consequências imprevistas
Os ateus despertariam a ira de qualquer fanático
e injustas.
Fazendo a transposição para a voz passiva, temos: A ira E. Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
de qualquer fanático seria despertada pelos ateus. recomenda Gramsci, os critérios que levam em
GABARITO OFICIAL: A conta a dor humana.
04. TST - Técnico Judiciário - Área Administrativa Flexões em destaque e sublinhei os termos que estabe-
- Especialidade Segurança Judiciária – FCC/2012 – lecem concordância:
...ela nunca alcançava a musa. Em “a”: A nenhuma de nossas escolhas podem deixar
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- de corresponder nossos valores éticos mais ri-
ma verbal resultante será: gorosos.
A. alcança-se. Em “b”: Não se poupam os que governam de refletir
B. foi alcançada. sobre o peso de suas mais graves decisões.
C. fora alcançada. Em “c”: Aos governantes mais responsáveis não ocorre
D. seria alcançada. tomar decisões sem medir suas consequências. = Isso
E. era alcançada. não ocorre aos governantes – uma oração exerce a função
de sujeito (subjetiva)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Em “d”: A toda decisão tomada precipitada- 09. TRT 14.ª REGIÃO-RO e AC - Técnico Judiciário
mente costumam sobrevir consequências imprevistas e – FCC-2016
injustas. “Isto pode despertar a atenção de outras pessoas que
Em “e”: Diante de uma escolha, ganham priorida- tenham documentos em casa e se disponham a trazer para a
de, recomenda Gramsci, os critérios que levam em Academia, que é a guardiã desse tipo de acervo, que é muito
conta a dor humana. difícil de ser guardado em casa, pois o tempo destrói e aqui
GABARITO OFICIAL: C temos a melhor técnica de conservação de documentos”,
disse Cavalcanti.
07. TRT 23.ª REGIÃO-MT - Analista Judiciário - Área O termo sublinhado faz referência a
Administrativa- FCC-2016 A. pessoas.
... para quem Manoel de Barros era comparável a São B. acervo.
Francisco de Assis... C. Academia.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o D. tempo.
da frase acima está em: E. casa.
A. Dizia-se um “vedor de cinema”...
B. Porque não seria certo ficar pregando moscas no Ao trecho: a guardiã desse tipo de acervo, que (o qual)
espaço... é muito difícil de ser guardado...
C. Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e GABARITO OFICIAL: B
Charles Baudelaire.
D. Quase meio século separa a estreia de Manoel de 10. TRT 14.ª REGIÃO-RO e AC - Técnico Judiciário –
Barros na literatura... FCC-2016
E. ... para depois casá-las... O marechal organizou o acervo...
A forma verbal está corretamente transposta para a voz
“Era” = verbo “ser” no pretérito imperfeito do Indicati- passiva em:
vo. Procuremos nos itens: A. estava organizando
Em “a”: Dizia-se = pretérito imperfeito do Indicativo B. tinha organizado
Em “b”: Porque não seria = futuro do pretérito do In- C. organizando-se
D. foi organizado
dicativo
E. está organizado
Em “c”: Na juventude, apaixonou-se = pretérito perfei-
to do Indicativo
Temos: sujeito (o marechal), verbo na ativa (organizou) e
Em “d”: Quase meio século separa = presente do Indi-
objeto (o acervo). Como há um verbo na ativa, ao passarmos
cativo
para a passiva teremos dois (o auxiliar no mesmo tempo que
Em “e”: para depois casá-las = Infinitivo pessoal (casar
o verbo da ativa + o particípio do verbo da voz ativa = orga-
elas)
nizado). O objeto exercerá a função de sujeito paciente, e o
GABARITO OFICIAL: A sujeito da ativa será o agente da passiva (ufa!). A frase ficará:
O acervo foi organizado pelo marechal.
08. TRT 20.ª REGIÃO-SE - Analista Judiciário - Área GABARITO OFICIAL: D
Administrativa – FCC-2016
Aí conheci o escritor e historiador de sua gente, meu 11. TRT 20.ª REGIÃO-SE - Técnico Judiciário – FCC-2016
saudoso amigo Alcino Alves Costa. E foi dele que ouvi Precisamos de um treinador que nos ajude a comer...
oralmente a história de Zé de Julião. Considerando-se a O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o
norma-padrão da língua, ao reescrever-se o trecho acima sublinhado acima está também sublinhado em:
em um único período, o segmento destacado deverá ser A. ... assim que conseguissem se virar sem as mães ou
antecedido de vírgula e substituído por as amas...
A. perante ao qual B. Não é por acaso que proliferaram os coaches.
B. de cujo C. ... país que transformou a infância numa bilionária
C. o qual indústria de consumo...
D. frente à quem D. E, mesmo que se esforcem muito...
E. de quem E. Hoje há algo novo nesse cenário.

Voltemos ao trecho: ... meu saudoso amigo Alcino Alves que nos ajude = presente do Subjuntivo
Costa. E foi dele que ouvi oralmente... = a única alternativa Em “a”: que conseguissem = pretérito do Subjuntivo
que substitui corretamente o trecho destacado é “de quem Em “b”: que proliferaram = pretérito perfeito (e também
ouvi oralmente”. mais-que-perfeito) do Indicativo
GABARITO OFICIAL: E Em “c”: que transformou = pretérito perfeito do Indicativo
Em “d”: que se esforcem = presente do Subjuntivo
Em “e”: há algo novo nesse cenário = presente do In-
dicativo
GABARITO OFICIAL: D

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LÍNGUA PORTUGUESA

12. TRT 23.ª REGIÃO-MT - Técnico Judiciário – FCC- Freud uma vez recebeu carta de um conhecido que (= o
2016 qual) lhe pedia conselhos...
O modelo ainda dominante nas discussões ecológicas GABARITO OFICIAL: B
privilegia, em escala, o Estado e o mundo...
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for- 15. TRT 11.ª REGIÃO-AM e RR - Técnico Judiciário
ma verbal resultante será: – FCC-2017
A. é privilegiado. Uma criança pode revelar grande interesse por uma
B. sendo privilegiadas. profissão ______________ os pais sonharam, mas nunca exer-
C. são privilegiados. ceram.
D. foi privilegiado. Preenche corretamente a lacuna da frase acima o que
E. são privilegiadas. está em:
A. por que
Há um verbo na ativa, então teremos dois na passiva B. de que
(auxiliar + o particípio de “privilegia”) = O Estado e o mundo C. à qual
são privilegiados pelo modelo ainda dominante. D. na qual
GABARITO OFICIAL: C E. com que

13. TRT 23.ª REGIÃO-MT - Técnico Judiciário – FCC- Quem sonha, sonha com algo ou com alguém.
2016 - Empregam-se todas as formas verbais de acordo Uma criança pode revelar grande interesse por uma
com a norma culta na seguinte frase: profissão com a qual (= que) os pais sonharam, mas nunca
A. Para que se mantesse sua autenticidade, o docu- exerceram.
mento não poderia receber qualquer tipo de retificação. GABARITO OFICIAL: E
B. Os documentos com assinatura digital disporam de
algoritmos de criptografia que os protegeram. 16. TRT 21.ª REGIÃO-RN - Técnico Judiciário – FCC-
C. Arquivados eletronicamente, os documentos pode-
2017
ram contar com a proteção de uma assinatura digital.
Sessenta anos de história marcam, assim, a trajetória da
D. Quem se propor a alterar um documento criptogra-
utopia no país.
fado deve saber que comprometerá sua integridade.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a for-
E. Não é possível fazer as alterações que convierem
ma verbal resultante será:
sem comprometer a integridade dos documentos.
A. foram marcados.
B. foi marcado.
Em “a”: Para que se mantesse (mantivesse) sua auten-
C. são marcados.
ticidade, o documento não poderia receber qualquer tipo
de retificação. D. foi marcada.
Em “b”: Os documentos com assinatura digital dispo- E. é marcada.
ram (dispuseram) de algoritmos de criptografia que os pro-
tegeram. Temos um verbo (no tempo presente) na ativa, então
Em “c”: Arquivados eletronicamente, os documentos teremos dois na passiva (auxiliar [no tempo presente] +
poderam (puderam) contar com a proteção de uma assi- particípio de “marcam”) = Assim, a trajetória da utopia do
natura digital. país é marcada pelos sessenta anos de história.
Em “d”: Quem se propor (propuser) a alterar um do- GABARITO OFICIAL: E
cumento criptografado deve saber que comprometerá sua
integridade. 17. TRT 21.ª REGIÃO-RN - Técnico Judiciário – FCC-
Em “e”: Não é possível fazer as alterações que convie- 2017
rem sem comprometer a integridade dos documentos = ____(I)_______ , no cinema, alguns críticos e intelectuais
correta que, como o russo Sergei Eisenstein, ___(II)_______ conhe-
GABARITO OFICIAL: E cimento teórico sobre a linguagem cinematográfica e, em
determinado momento, __(III)______ colocar suas teorias em
14. TRT 11.ª REGIÃO-AM e RR - Técnico Judiciário prática.
– FCC-2017 (Adaptado de: BALLERINI, Franthiesco. Op. cit.)
Freud uma vez recebeu carta de um conhecido pedindo
conselhos... Preenchem corretamente as lacunas I, II e III da frase
Sem prejuízo da correção e do sentido, o elemento su- acima, na ordem dada:
blinhado acima pode ser substituído por: A. Surge − possuíram − decidirão
A. através de que se pedia B. Surgiram − possuíam − decidiram
B. que lhe pedia C. Surgirão − possuíam − decida
C. da qual pedia-lhe D. Havia surgido − possuíssem − decidirão
D. onde pedia-se E. Surgem − possuam − haveria de decidir
E. em que se pedia

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LÍNGUA PORTUGUESA

A primeira lacuna deve ser preenchida com um verbo Enunciado: “se o termo em destaque for flexionado no
no plural (independente do tempo verbal), pois concordará plural, o verbo da oração também deverá ir para o plural”.
com “alguns críticos”. Temos os itens “b”, “c”, e “e”. Agora é Passemos os termos para o plural:
observar a conjugação e concordância da segunda e tercei- Em “a”: e deu os atestados de óbito = posso manter o
ra lacunas, em conformidade com nossa primeira opção. As verbo no singular, pois o sujeito é indeterminado (singular,
formas corretas serão: no caso)
Em “b” = Surgiram / possuíam / decidiram Em “b”: Apanhou resfriados = posso manter o verbo
Em “c” = Surgirão / possuirão / decidirão no singular, pois o sujeito é indeterminado (singular, no
Em “e” = Surgem / possuem / decidem caso)
Apenas o item “b” apresenta os três verbos conjugados Em “c”: para não haver dúvidas = com o sentido de
de maneira correta (correlação verbal). “existir”, o verbo “haver” é invariável
GABARITO OFICIAL: B Em “d”: deu-se os eventos = deram-se os eventos (ver-
bo vai para o plural)
18. Polícia Militar do Estado de São Paulo - Soldado Em “e”: Tomou-se conhecimento de umas cartas = o
PM 2.ª Classe – Vunesp/2017 – Considere as seguintes verbo concorda com “conhecimento”, portanto, fica no sin-
frases: gular
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos. GABARITO OFICIAL: D
Segundo, não memorize apenas por repetição.
Terceiro, rabisque! 20. PC-SP - Atendente de Necrotério Policial – Vu-
nesp-2014 – Assinale a alternativa que preenche, correta
e respectivamente, as lacunas da frase, de acordo com a
Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos ver-
norma-padrão da língua portuguesa.
bos empregados nessas frases está em destaque em:
_________ situações _________ a batalha contra as doenças
A. ... o acesso rápido e a quantidade de textos fazem
torna-se um fracasso.
com que o cérebro humano não considere útil gravar esses A. Existe ... em que
dados... B. Existem ... em que
B. Na internet, basta um clique para vasculhar um sem- C. Existem ... a qual
-número de informações. D. Existem ... em cuja
C. ... após discar e fazer a ligação, não precisamos mais E. Existe ... as quais
dele...
D. Pense rápido: qual o número de telefone da casa em Vamos por eliminação: o verbo “existir” sofre flexão,
que morou quando era criança? portanto, concorda em número com o termo ao qual está
E. É o que mostra também uma pesquisa recente con- ligado. Na frase dada temos “situações” – plural. Restam-
duzida pela empresa de segurança digital Kaspersky... -nos os itens B, C e D. Usa-se “cuja” com o sentido de posse
– o que não é o caso, além de que não deve haver arti-
Os verbos das frases citadas estão no Modo Imperativo go depois de “cuja/cujo”. Dentre os itens que sobraram, a
(expressam ordem). Vamos aos itens: forma correta para preencher a lacuna é “em que”, e não
Em “a”: ... o acesso rápido e a quantidade de textos “a qual” – pois esta retomaria o termo anterior (situações),
fazem = presente do Indicativo que está no plural - mas aí o restante da frase deveria se
Em “b”: Na internet, basta um clique = presente do referir a este termo (situações as quais são...).
Indicativo GABARITO OFICIAL: B
Em “c”: ... após discar e fazer a ligação, não precisamos
= presente do Indicativo 21. PC-SP - Atendente de Necrotério Policial – Vu-
Em “d”: Pense rápido: = Imperativo nesp-2014 – Em – Ela é proibida por lei no Brasil, mas é
Em “e”: É o que mostra também uma pesquisa = pre- prática regulamentada, em alguns outros países,... – a con-
sente do Indicativo junção em destaque pode ser substituída, sem alteração de
GABARITO OFICIAL: D sentido do texto, por:
A. isto é.
B. pois.
19. TCE-SP - Agente da Fiscalização – Administração
C. porque.
- Vunesp-2017 – Assinale a alternativa em que, se o termo
D. porém.
em destaque for flexionado no plural, o verbo da oração
E. portanto.
também deverá ir para o plural.
A. … e deu o atestado de óbito. “Mas” é conjunção adversativa – expressa ideia contrá-
B. Apanhou um resfriado… ria ao fato apresentado anteriormente. Na frase citada ela
C. … para não haver dúvida… exerce esta função. Portanto, procuremos outra conjunção
D. Alguns dias depois, deu-se o evento. adversativa presente nos itens: “porém”.
E. Tomou-se conhecimento de uma carta… GABARITO OFICIAL: D

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LÍNGUA PORTUGUESA

22. PC-SP - Atendente de Necrotério Policial – Vunesp-2014 – Assinale a alternativa em que a palavra em destaque
na frase pertence à classe dos adjetivos (palavra que qualifica um substantivo).
A. Existe grande confusão entre os diversos tipos de eutanásia...
B.... o médico ou alguém causa ativamente a morte...
C. prolonga o processo de morrer procurando distanciar a morte.
D. Ela é proibida por lei no Brasil,...
E. E como seria a verdadeira boa morte?

Em “a”: Existe grande confusão = substantivo


Em “b”: o médico ou alguém causa ativamente a morte = pronome
Em “c”: prolonga o processo de morrer procurando distanciar a morte = substantivo
Em “d”: Ela é proibida por lei no Brasil = substantivo
Em “e”: E como seria a verdadeira boa morte? = adjetivo
GABARITO OFICIAL: E

23. PC-SP - Atendente de Necrotério Policial – Vunesp-2014 – A frase com a forma verbal no tempo futuro, expres-
sando uma hipótese, está na alternativa:
A. E como seria a verdadeira boa morte?
B. ... os agradecimentos que não fizemos antes.
C. Morrer é como uma curva na estrada...
D. Faz 28 anos que busco mais vida com qualidade para os pacientes...
E. ... prefiro denominar de ortotanásia.

Em “a”: E como seria = futuro do pretérito do Indicativo


Em “b”: os agradecimentos que não fizemos = pretérito perfeito do Indicativo
Em “c”: Morrer é = presente do Indicativo
Em “d”: Faz 28 anos que busco = pretérito perfeito do Indicativo
Em “e”: prefiro = presente do Indicativo
GABARITO OFICIAL: A

Quando eu for...
Mario Quintana

Quando eu for, um dia desses,


Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar (Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...

24. PC-SP - Atendente de Necrotério Policial – Vunesp-2014 – Na frase – Pareça mais um olhar (7.º verso) –, a pa-
lavra em destaque é um substantivo, como na frase:
A. Quero olhar bem em seus olhos e dizer tudo o que sinto.
B. O jovem nem se dignou olhar para trás.
C. Ela se pôs a olhar carinhosamente para o amado.
D. Esse teu olhar , quando encontra o meu, fala de tantas coisas...
E. Quando você olhar para mim serei a pessoa mais feliz do mundo.

Em “a”: Quero olhar = verbo


Em “b”: O jovem nem se dignou olhar = verbo
Em “c”: Ela se pôs a olhar = verbo
Em “d”: Esse teu olhar = substantivo
Em “e”: Quando você olhar = verbo
GABARITO OFICIAL: D

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LÍNGUA PORTUGUESA

(Folha de S.Paulo, 03.01.2014. Adaptado)

25. PC-SP - Investigador de Polícia – Vunesp-2014 – De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a lacuna
na fala da mulher de Hagar, no último quadrinho, deve ser preenchida com:
A. Onde
B. Qual lugar
C. De que lugar
D. Que lugar
E. Aonde

“Onde você disse que o Dr Zook estudou Medicina?” = utilizado para fazer referência a lugar.
GABARITO OFICIAL: A

26. PC-SP - Escrivão de Polícia – Vunesp-2014 - As formas verbais conjugadas no modo imperativo, expressando
ordem, instrução ou comando, estão destacadas em
A. Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem nítidas na memória: são aqueles donos de qualidades incomuns.
B. Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e quase não acreditei no que ouvi.
C. – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá pro estúdio e ponha a rádio no ar.
D. Bem, o fato é que eu era o técnico de som do horário, precisava “passar” a transmissão lá para a câmara, e o locutor
não chegava para os textos de abertura, publicidade, chamadas.
E. ... estremecíamos quando ele nos chamava para qualquer coisa, fazendo-nos entrar na sua sala imensa, já suando
frio e atentos às suas finas e cortantes palavras.

Aos itens:
Em “a”: há = presente / acabam = presente / são = presente
Em “b”: Voltei = pretérito perfeito / acreditei = pretérito perfeito
Em “c”: deixe / largue / vá / ponha = verbos no modo imperativo afirmativo (ordens)
Em “d”: era = pretérito imperfeito / precisava = pretérito imperfeito / chegava = pretérito imperfeito
Em “e”: fazendo-nos = gerúndio / suando = gerúndio
GABARITO OFICIAL: C

27. PC-SP - Agente de Polícia – Vunesp-2013 - Considerando que o termo em destaque em – Esse valor é dobrado
caso o motorista seja reincidente em um ano. – estabelece relação de condição entre as orações, assinale a alternativa que
apresenta o trecho corretamente reescrito, e com seu sentido inalterado.
A. Como o motorista é reincidente em um ano, esse valor é dobrado.
B. Se o motorista for reincidente em um ano, esse valor é dobrado.
C. Porque o motorista é reincidente em um ano, esse valor é dobrado.
D. À medida que o motorista é reincidente em um ano, esse valor é dobrado.
E. Conforme o motorista for reincidente em um ano, esse valor é dobrado.

A conjunção “caso” dá a ideia de condição para que se dobre o valor da multa (caso o motorista seja reincidente). Outra
conjunção condicional presente nas alternativas e que apresenta o mesmo sentido é “se”.
GABARITO OFICIAL: B

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LÍNGUA PORTUGUESA

28. PC-SP - Agente de Polícia – Vunesp-2013 - Em – 31. PC-SP - Agente de Polícia – Vunesp-2013 - Con-
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte sidere o trecho a seguir.
do globo um objeto qualquer. –, o termo em destaque in- É comum que objetos ____________ esquecidos em
troduz ideia de locais públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser
A. posse. evitados se as pessoas __________ a atenção voltada para
B. modo. seus pertences, conservando-os junto ao corpo.
C. tempo. Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti-
D. direção. vamente, as lacunas do texto.
E. lugar A. sejam ... mantesse
B. sejam ... mantém
O enunciado já nos dá a resposta: na rua ou em qual- C. sejam ... mantivessem
quer parte do globo = qualquer outro lugar do globo! D. seja ... mantivessem
GABARITO OFICIAL: E E. seja ... mantêm

Completemos as lacunas e depois busquemos o item


29. PC-SP - Agente de Polícia – Vunesp-2013 - Em
correspondente. A pegadinha aqui é a conjugação do ver-
– O destino me prestava esse pequeno favor: completava
bo “manter”, no presente do Subjuntivo (mantiver):
minha identificação com o resto da humanidade, que tem É comum que objetos sejam esquecidos em locais
sempre para contar uma história de objeto achado; – o pro- públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se
nome em destaque retoma a seguinte palavra/expressão: as pessoas mantivessem a atenção voltada para seus
A. o resto da humanidade. pertences, conservando-os junto ao corpo.
B. esse pequeno favor. GABARITO OFICIAL: C
C. minha identificação.
D. O destino. 32. PC-SP - Atendente de Necrotério Policial – Vu-
E. completava. nesp-2013 – Na frase – Porém, essa ocupação impede o
bom desempenho nos estudos… – a palavra em destaque
Completava minha identificação com o resto da huma- tem o mesmo sentido que
nidade, que (a qual) tem sempre para contar uma história A. Portanto.
de objeto achado = pronome relativo que retoma o resto da B. Por isso.
humanidade. C. Mas também.
GABARITO OFICIAL: A D. Todavia.
E. Embora.
30. PC-SP - Agente de Polícia – Vunesp-2013 - Con-
sidere o trecho apresentado a seguir: A conjunção “porém” - adversativa – dá à frase o sentido
O destino me prestava esse pequeno favor: completa- de oposição à ideia apresentada anteriormente, o que seria
va minha identificação com o resto da humanidade... mantido se fosse substituída pela conjunção “todavia”.
Alterando apenas o tempo dos verbos destacados para GABARITO OFICIAL: D
o tempo presente, sem qualquer outro ajuste, tem-se, de
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa: 33. PC-SP - Atendente de Necrotério Policial – Vu-
A. O destino me prestará esse pequeno favor: com- nesp-2013 – Nas frases – Não vou mais à escola!… – e – Hoje
pletará minha identificação com o resto da humanidade... estão na moda os métodos audiovisuais. – as palavras em des-
taque expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de
B. O destino me prestou esse pequeno favor: comple-
A. dúvida e modo.
tou minha identificação com o resto da humanidade...
B. dúvida e tempo.
C. O destino me prestaria esse pequeno favor: com-
C. modo e afirmação.
pletaria minha identificação com o resto da humanidade... D. negação e lugar.
D. O destino me prestasse esse pequeno favor: com- E. negação e tempo.
pletasse minha identificação com o resto da humanidade...
E. O destino me presta esse pequeno favor: completa “não” – advérbio de negação / “hoje” – advérbio de
minha identificação com o resto da humanidade... tempo.
GABARITO OFICIAL: E
Passemos a frase para o presente, depois a procuremos
nos itens: 34. PC-SP - Auxiliar de Papiloscopista Policial – Vu-
O destino me presta esse pequeno favor: completa mi- nesp-2013 – No trecho – … suspeitaram de um rapaz e re-
nha identificação com o resto da humanidade... solveram abordá-lo… – passando-se os verbos destacados
GABARITO OFICIAL: E para o tempo presente, correta e respectivamente, tem-se:
A. suspeitavam e resolviam.
B. suspeitam e resolvem.
C. suspeitariam e resolveriam.
D. suspeitarão e resolverão.
E. suspeitassem e resolvessem.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Passemos os verbos para o tempo solicitado (presente) agora = advérbio de tempo / depois = advérbio de
e busquemos a resposta nos itens: suspeitam de um rapaz tempo.
e resolvem abordá-lo = suspeitam / resolvem. GABARITO OFICIAL: C
GABARITO OFICIAL: B
Polícia Civil/SP – Perito Criminal – Vunesp-2013 -
35. PC-SP - Escrivão de Polícia – Vunesp-2013 – As- Observe os enunciados:
sinale a alternativa que completa respectivamente as lacu- • A Guerra do Vietnã se faz presente até hoje.
nas, em conformidade com a norma-padrão de conjugação • A probabilidade de um veterano branco ser preso por
verbal. um crime violento é significativamente mais alta do que...
Os advérbios em destaque expressam, respectivamen-
Há quem acredite que alcançará o sucesso profissional te, circunstâncias de
quando __________ um diploma de mestrado, mas há aque- A. lugar e modo.
les que _________ de opinião e procuram investir em cursos B. tempo e intensidade.
profissionalizantes. C. modo e intensidade.
D. tempo e causa.
A. obtiver … divirgem E. tempo e modo.
B. obter … divergem
C. obtesse … devirgem “Hoje” = tempo; geralmente os advérbios terminados
D. obter … divirgem em “-mente” são de modo (= com significância).
E. obtiver … divergem GABARITO OFICIAL: E

Há quem acredite que alcançará o sucesso profissional


quando obtiver um diploma de mestrado, mas há aqueles
que divergem de opinião e procuram investir em cursos
profissionalizantes.
GABARITO OFICIAL: E

36. PC-SP - Auxiliar de Necropsia – Vunesp-2014 –


Considerando que o adjetivo é uma palavra que modifica
o substantivo, com ele concordando em gênero e número,
assinale a alternativa em que a palavra destacada é um ad-
jetivo.
A. ... um câncer de boca horroroso, ...
B. Ele tem dezesseis anos...
C. Eu queria que ele morresse logo, ...
D. ... com a crueldade adicional de dar esperança às
famílias.
E. E o inferno não atinge só os terminais.

Em “a”: um câncer de boca horroroso = adjetivo


Em “b”: Ele tem dezesseis anos = numeral
Em “c”: Eu queria que ele morresse logo = advérbio
Em “d”: com a crueldade adicional de dar esperança às
famílias = substantivo
Em “e”: E o inferno não atinge só os terminais =
substantivo
GABARITO OFICIAL: A

37. PC-SP - Oficial Administrativo – Vunesp-2014


– Em – Você podia me dar os 25 centavos agora e evitar
a humilhação depois! –, os termos destacados expressam,
respectivamente, circunstâncias de
A. afirmação e de afirmação.
B. intensidade e de afirmação.
C. tempo e de tempo.
D. modo e de causa.
E. tempo e de modo.

98
LÍNGUA PORTUGUESA

Outros procedimentos rotineiros na redação de comu-


CORRESPONDÊNCIA OFICIAL nicações oficiais foram incorporados ao longo do tempo,
(CONFORME MANUAL DA  como as formas de tratamento e de cortesia, certos clichês
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA E RESPECTIVAS de redação, a estrutura dos expedientes, etc. Mencione-se,
ATUALIZAÇÕES).  por exemplo, a fixação dos fechos para comunicações ofi-
ADEQUAÇÃO DA ciais, regulados pela Portaria n.º 1 do Ministro de Estado da
Justiça, de 8 de julho de 1937.
LINGUAGEM AO TIPO DE DOCUMENTO. 
Acrescente-se, por fim, que a identificação que se bus-
ADEQUAÇÃO DO FORMATO  cou fazer das características específicas da forma oficial de
DO TEXTO AO GÊNERO. redigir não deve ensejar o entendimento de que se propo-
nha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma es-
pecífica de linguagem administrativa, o que coloquialmen-
te e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma
1. O que é Redação Oficial distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza
pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a de formas arcaicas de construção de frases.
maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos A redação oficial não é, portanto, necessariamente
e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de vista árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade
do Poder Executivo. básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoa- – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de
lidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, conci- maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico,
são, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses da correspondência particular, etc.
atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo Apresentadas essas características fundamentais da re-
37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, dação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito uma delas.
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de lega-
lidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência 1.1. A Impessoalidade
(...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios
fundamentais de toda administração pública, claro está A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer
que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e co- pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários:
municações oficiais. a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c)
Não se concebe que um ato normativo de qualquer alguém que receba essa comunicação. No caso da redação
natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou
impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Ser-
dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são viço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto
requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatá-
um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publi- rio dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cida-
cidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. dãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros
Além de atender à disposição constitucional, a forma Poderes da União.
dos atos normativos obedece a certa tradição. Há normas Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que
para sua elaboração que remontam ao período de nossa deve ser dado aos assuntos que constam das comunica-
história imperial, como, por exemplo, a obrigatoriedade – ções oficiais decorre:
estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de a) da ausência de impressões individuais de quem co-
1822 – de que se aponha, ao final desses atos, o número de munica: embora se trate, por exemplo, de um expediente
anos transcorridos desde a Independência. Essa prática foi assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em
mantida no período republicano. Esses mesmos princípios nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Ob-
(impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de tém-se, assim, uma desejável padronização, que permite
linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais: que comunicações elaboradas em diferentes setores da
elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser Administração guardem entre si certa uniformidade;
estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação,
com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cida-
certo nível de linguagem.
dão, sempre concebido como público, ou a outro órgão
Nesse quadro, fica claro também que as comunicações
público. Nos dois casos, temos um destinatário concebido
oficiais são necessariamente uniformes, pois há sempre um
de forma homogênea e impessoal;
único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se
comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de
o universo temático das comunicações oficiais se restringe
expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjun-
a questões que dizem respeito ao interesse público, é natu-
to dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogê-
ral que não cabe qualquer tom particular ou pessoal. Desta
nea (o público).
forma, não há lugar na redação oficial para impressões pes-

99
LÍNGUA PORTUGUESA

soais, como as que, por exemplo, constam de uma carta a cidade de expressão, desde que não seja confundida com
um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão
de um texto literário. A redação oficial deve ser isenta da culto implica emprego de linguagem rebuscada, nem dos
interferência da individualidade que a elabora. contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade da língua literária.
de que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais Pode-se concluir, então, que não existe propriamente
contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do
impessoalidade. padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que
haverá preferência pelo uso de determinadas expressões,
1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais ou será obedecida certa tradição no emprego das formas
sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se
A necessidade de empregar determinado nível de lin- consagre a utilização de uma forma de linguagem buro-
guagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um crática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser
lado, do próprio caráter público desses atos e comunica- evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.
ções; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui en- A linguagem técnica deve ser empregada apenas em
tendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indis-
regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcio- criminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o
namento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em vocabulário próprio à determinada área, são de difícil en-
sua elaboração for empregada a linguagem adequada. O tendimento por quem não esteja com eles familiarizado.
mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comu-
precípua é a de informar com clareza e objetividade. As nicações encaminhadas a outros órgãos da administração
comunicações que partem dos órgãos públicos federais e em expedientes dirigidos aos cidadãos.
devem ser compreendidas por todo e qualquer cidadão
brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso 1.3. Formalidade e Padronização
de uma linguagem restrita a determinados grupos. Não há
dúvida que um texto marcado por expressões de circulação
As comunicações oficiais devem ser sempre formais,
restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o
isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já
jargão técnico, tem sua compreensão dificultada.
mencionadas exigências de impessoalidade e uso do pa-
Ressalte-se que há necessariamente uma distância en-
drão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa forma-
tre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente dinâ-
lidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvi-
mica, reflete de forma imediata qualquer alteração de cos-
da quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome
tumes, e pode eventualmente contar com outros elementos
de tratamento para uma autoridade de certo; mais do que
que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoa-
ção, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores respon- isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade no
sáveis por essa distância. Já a língua escrita incorpora mais próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comu-
lentamente as transformações, tem maior vocação para a nicação.
permanência, e vale-se apenas de si mesma para comunicar. A formalidade de tratamento vincula-se, também, à
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a ad-
níveis, de acordo com o uso que dela se faça. Por exemplo, ministração federal é una, é natural que as comunicações
em uma carta a um amigo, podemos nos valer de deter- que expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento
minado padrão de linguagem que incorpore expressões desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se
extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer ju- atente para todas as características da redação oficial e que
rídico, não se há de estranhar a presença do vocabulário se cuide, ainda, da apresentação dos textos.
técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para
linguagem que atende ao uso que se faz da língua, a finali- o texto definitivo e a correta diagramação do texto são in-
dade com que a empregamos. dispensáveis para a padronização.
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter
impessoal, por sua finalidade de informar com o máximo 1.4. Concisão e Clareza
de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto
da língua. Há consenso de que o padrão culto é aquele em A concisão é antes uma qualidade do que uma carac-
que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se terística do texto oficial. Conciso é o texto que consegue
emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários transmitir um máximo de informações com um mínimo de
do idioma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do palavras. Para que se redija com essa qualidade, é funda-
uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato de mental que se tenha, além de conhecimento do assunto
que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o
sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idios- texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes
sincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se se percebem eventuais redundâncias ou repetições desne-
atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. cessárias de ideias.
Lembre-se de que o padrão culto nada tem contra a simpli- O esforço de sermos concisos atende, basicamente,

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LÍNGUA PORTUGUESA

ao princípio de economia linguística, à mencionada fór- 2. As Comunicações Oficiais


mula de empregar o mínimo de palavras para informar o
máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la como Introdução
economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar
passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em ta- A redação das comunicações oficiais deve, antes de
manho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo I, Aspec-
redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já tos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há características
foi dito. específicas de cada tipo de expediente, que serão trata-
Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe das em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua
em todo texto de alguma complexidade: ideias fundamen- análise, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as
tais e ideias secundárias. Estas últimas podem esclarecer o modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pro-
sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem nomes de tratamento, a forma dos fechos e a identificação
também ideias secundárias que não acrescentam informa- do signatário.
ção alguma ao texto, nem têm maior relação com as fun-
damentais, podendo, por isso, ser dispensadas. 2.1. Pronomes de Tratamento
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto
oficial. Pode-se definir como claro aquele texto que pos- 2.1.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento
sibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto, a
clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende O uso de pronomes e locuções pronominais de trata-
estritamente das demais características da redação oficial. mento tem larga tradição na língua portuguesa. De acor-
Para ela concorrem: do com Said Ali, após serem incorporados ao português
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de inter- os pronomes latinos tu e vos, “como tratamento direto da
pretações que poderia decorrer de um tratamento perso- pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra”, passou-
nalista dado ao texto; -se a empregar, como expediente linguístico de distinção
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, e de respeito, a segunda pessoa do plural no tratamento
de entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de pessoas de hierarquia superior. Prossegue o autor: “Ou-
de circulação restrita, como a gíria e o jargão; tro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a se dirigia a palavra a um atributo ou qualidade eminente
imprescindível uniformidade dos textos; da pessoa de categoria superior, e não a ela própria. Assim
aproximavam-se os vassalos de seu rei com o tratamento
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os exces-
de vossa mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se o trata-
sos linguísticos que nada lhe acrescentam.
mento ducal de vossa excelência e adotaram-se na hierar-
É pela correta observação dessas características que se
quia eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, vossa
redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável re-
eminência, vossa santidade.”
leitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos ofi-
A partir do final do século XVI, esse modo de trata-
ciais, de trechos obscuros e de erros gramaticais provém,
mento indireto já estava em voga também para os ocu-
principalmente, da falta da releitura que torna possível sua pantes de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu para
correção. vosmecê, e depois para o coloquial você. E o pronome vós,
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, com o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que pro-
se ele será de fácil compreensão por seu destinatário. O vém o atual emprego de pronomes de tratamento indireto
que nos parece óbvio pode ser desconhecido por tercei- como forma de dirigirmo-nos às autoridades civis, militares
ros. O domínio que adquirimos sobre certos assuntos em e eclesiásticas.
decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes
faz com que os tomemos como de conhecimento geral, o 2.1.2. Concordância com os Pronomes de Trata-
que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, escla- mento
reça, precise os termos técnicos, o significado das siglas
e abreviações e os conceitos específicos que não possam Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa
ser dispensados. indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à con-
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A cordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram
pressa com que são elaboradas certas comunicações qua- a segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala,
se sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância
à redação de um texto que não seja seguida por sua re- para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o subs-
visão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, tantivo que integra a locução como seu núcleo sintático:
diz a máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência
repercussão no redigir. conhece o assunto”.
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos
a pronomes de tratamento são sempre os da terceira pes-
soa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa
... vosso...”). Já quanto aos adjetivos referidos a esses pro-
nomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da

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LÍNGUA PORTUGUESA

pessoa a que se refere, e não com o substantivo que com- A Sua Excelência o Senhor
põe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o Senador Fulano de Tal
correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria Senado Federal
deve estar satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está 70165-900 – Brasília. DF
atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.
A Sua Excelência o Senhor
2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10.ª Vara Cível
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento Rua ABC, n.º 123
obedece a secular tradição. São de uso consagrado: 01010-000 – São Paulo. SP
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo; Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tra-
Presidente da República; tamento Digníssimo (DD), às autoridades arroladas na lis-
Vice-Presidente da República; ta anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe
Ministros de Estado; qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repetida
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do evocação.
Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas; Vossa Senhoria é empregado para as demais autori-
Embaixadores; dades e para particulares. O vocativo adequado é:
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocu- Senhor Fulano de Tal,
pantes de cargos de natureza especial; (...)
Secretários de Estado dos Governos Estaduais; No envelope, deve constar do endereçamento:
Prefeitos Municipais. Ao Senhor
Fulano de Tal
b) do Poder Legislativo:
Rua ABC, n.º 123
Deputados Federais e Senadores;
12345-000 – Curitiba. PR
Ministros do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Como se depreende do exemplo acima, fica dispensa-
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
do o emprego do superlativo ilustríssimo para as autori-
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
dades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para
particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores; Senhor.
Membros de Tribunais; Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento,
Juízes; e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente.
Auditores da Justiça Militar. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações
dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluí-
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigi- do curso universitário de doutorado. É costume designar
das aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em
do cargo respectivo: Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Se-
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, nhor confere a desejada formalidade às comunicações.
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacio- Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência,
nal, empregada, por força da tradição, em comunicações dirigi-
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal das a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo:
Federal. Magnífico Reitor, (...)
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo com a hierarquia eclesiástica, são:
Senhor, seguido do cargo respectivo: Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa.
Senhor Senador, O vocativo correspondente é: Santíssimo Padre, (...)
Senhor Juiz, Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendís-
Senhor Ministro, sima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o
Senhor Governador, vocativo: Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou Eminentís-
simo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, (...)
No envelope, o endereçamento das comunicações di- Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comu-
rigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a nicações dirigidas a Arcebispos e Bispos;
seguinte forma: Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reveren-
A Sua Excelência o Senhor díssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religio-
Fulano de Tal sos.
Ministro de Estado da Justiça Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, cléri-
70064-900 – Brasília. DF gos e demais religiosos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2.2. Fechos para Comunicações d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é


dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído
O fecho das comunicações oficiais possui, além da fi- também o endereço.
nalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destina- e) texto: nos casos em que não for de mero encami-
tário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados nhamento de documentos, o expediente deve conter a se-
foram regulados pela Portaria n.º 1 do Ministério da Justiça, guinte estrutura:
de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de – introdução, que se confunde com o parágrafo de
simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a
emprego de somente dois fechos diferentes para todas as comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”,
modalidades de comunicação oficial: “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente a forma direta;
da República: Respeitosamente, – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar- o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas
quia inferior: Atenciosamente,
devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
maior clareza à exposição;
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra-
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente
dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de
Redação do Ministério das Relações Exteriores. reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto
2.3. Identificação do Signatário nos casos em que estes estejam organizados em itens ou
títulos e subtítulos. Já quando se tratar de mero encami-
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente nhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
da República, todas as demais comunicações oficiais de- – introdução: deve iniciar com referência ao expedien-
vem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, te que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do do-
abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação cumento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a in-
deve ser a seguinte: formação do motivo da comunicação, que é encaminhar,
(espaço para assinatura) indicando a seguir os dados completos do documento
NOME encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminha-
(espaço para assinatura) do, segundo a seguinte fórmula: “Em resposta ao Aviso n.º
NOME 12, de 1.º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do
Ministro de Estado da Justiça Ofício n.º 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral
de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a as- de Tal.” Ou “Encaminho, para exame e pronunciamento, a
sinatura em página isolada do expediente. Transfira para anexa cópia do telegrama no 12, de 1.º de fevereiro de 1991,
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a
respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas
3. O Padrão Ofício na região Nordeste.”
– desenvolvimento: se o autor da comunicação dese-
Há três tipos de expedientes que se diferenciam an- jar fazer algum comentário a respeito do documento que
tes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvi-
memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar
mento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvol-
uma diagramação única, que siga o que chamamos de pa-
vimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento.
drão ofício.
f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);
3.1. Partes do documento no Padrão Ofício g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as se- Signatário).
guintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do 3.2. Forma de diagramação
órgão que o expede: Exemplos: Mem. 123/2002-MF Aviso
123/2002-SG Of. 123/2002-MME Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com seguinte forma de apresentação:
alinhamento à direita: Exemplo: a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman
Brasília, 15 de março de 1991. de corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas
notas de rodapé;
c) assunto: resumo do teor do documento Exemplos: b) para símbolos não existentes na fonte Times New
Assunto: Produtividade do órgão em 2002. Roman poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computa- c) é obrigatório constar a partir da segunda página o
dores. número da página;

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LÍNGUA PORTUGUESA

d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as
impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as mar- seguintes informações do remetente:
gens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas – nome do órgão ou setor;
páginas pares (“margem espelho”); – endereço postal;
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm – telefone e endereço de correio eletrônico.
de distância da margem esquerda;
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, 3.4. Memorando
no mínimo, 3,0 cm de largura;
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm; 3.4.1. Definição e Finalidade
O constante neste item aplica-se também à exposição
de motivos e à mensagem (v. 4. Exposição de Motivos e 5. O memorando é a modalidade de comunicação entre
Mensagem). unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as li- estar hierarquicamente em mesmo nível ou em níveis dife-
nhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de rentes. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação
texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em eminentemente interna. Pode ter caráter meramente admi-
branco; nistrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos,
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sub- ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado se-
linhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bor- tor do serviço público. Sua característica principal é a agili-
das ou qualquer outra forma de formatação que afete a dade. A tramitação do memorando em qualquer órgão deve
elegância e a sobriedade do documento; pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de procedimentos
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número
papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas de comunicações, os despachos ao memorando devem ser
para gráficos e ilustrações; dados no próprio documento e, no caso de falta de espaço,
k) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício de- em folha de continuação. Esse procedimento permite formar
vem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 uma espécie de processo simplificado, assegurando maior
x 21,0 cm; transparência à tomada de decisões, e permitindo que se
historie o andamento da matéria tratada no memorando.
l) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de
arquivo Rich Text nos documentos de texto;
3.4.2. Forma e Estrutura
m) dentro do possível, todos os documentos elabora-
dos devem ter o arquivo de texto preservado para consulta
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo
posterior ou aproveitamento de trechos para casos análo-
do padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário
gos;
deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos:
n) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
devem ser formados da seguinte maneira: tipo do docu- Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
mento + número do documento + palavras-chaves do con-
teúdo. Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002” 4. Exposição de Motivos
3.3. Aviso e Ofício 4.1. Definição e Finalidade
3.3.1. Definição e Finalidade Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presi-
dente da República ou ao Vice-Presidente para:
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial a) informá-lo de determinado assunto;
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que b) propor alguma medida; ou
o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Esta- c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
do, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente
ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos da República por um Ministro de Estado. Nos casos em que
têm como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pe- o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a exposição
los órgãos da Administração Pública entre si e, no caso do de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros en-
ofício, também com particulares. volvidos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.

3.3.2. Forma e Estrutura 4.2. Forma e Estrutura

Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo Formalmente, a exposição de motivos tem a apresenta-
do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca ção do padrão ofício (v. 3. O Padrão Ofício).
o destinatário (v. 2.1 Pronomes de Tratamento), seguido de A exposição de motivos, de acordo com sua finalida-
vírgula. Exemplos: de, apresenta duas formas básicas de estrutura: uma para
Excelentíssimo Senhor Presidente da República aquela que tenha caráter exclusivamente informativo e ou-
Senhora Ministra tra para a que proponha alguma medida ou submeta pro-
Senhor Chefe de Gabinete jeto de ato normativo.

104
LÍNGUA PORTUGUESA

No primeiro caso, o da exposição de motivos que sim- Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Mem-
plesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presi- bros do Congresso Nacional, mas é encaminhada com avi-
dente da República, sua estrutura segue o modelo antes so do Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao
referido para o padrão ofício. Já a exposição de motivos Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para que
que submeta à consideração do Presidente da República tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).
a sugestão de alguma medida a ser adotada ou a que lhe Quanto aos projetos de lei financeira (que compreen-
apresente projeto de ato normativo – embora sigam tam- dem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos
bém a estrutura do padrão ofício –, além de outros comen- anuais e créditos adicionais), as mensagens de encaminha-
tários julgados pertinentes por seu autor, devem, obrigato- mento dirigem-se aos Membros do Congresso Nacional,
riamente, apontar: e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Se-
a) na introdução: o problema que está a reclamar a cretário do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da
adoção da medida ou do ato normativo proposto; Constituição impõe a deliberação congressual sobre as leis
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela me- financeiras em sessão conjunta, mais precisamente, “na for-
dida ou aquele ato normativo o ideal para se solucionar ma do regimento comum”. E à frente da Mesa do Congresso
o problema, e eventuais alternativas existentes para equa- Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constitui-
cioná-lo; ção, art. 57, § 5.º), que comanda as sessões conjuntas.
c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser to- As mensagens aqui tratadas coroam o processo desen-
mada, ou qual ato normativo deve ser editado para solu- volvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange minu-
cionar o problema. cioso exame técnico, jurídico e econômico-financeiro das
Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à ex- matérias objeto das proposições por elas encaminhadas.
posição de motivos, devidamente preenchido, de acordo Tais exames materializam-se em pareceres dos diver-
Com o modelo previsto no Anexo II do Decreto n.º 4.176, sos órgãos interessados no assunto das proposições, entre
de 28 de março de 2002. eles o da Advocacia-Geral da União. Mas, na origem das
Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente propostas, as análises necessárias constam da exposição
que a atenção aos requisitos básicos da redação oficial (cla- de motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição de
reza, concisão, impessoalidade, formalidade, padronização Motivos) – exposição que acompanhará, por cópia, a men-
e uso do padrão culto de linguagem) deve ser redobrada. sagem de encaminhamento ao Congresso.
A exposição de motivos é a principal modalidade de b) encaminhamento de medida provisória.
comunicação dirigida ao Presidente da República pelos Mi- Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Cons-
nistros. tituição, o Presidente da República encaminha mensagem
Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada ao Congresso, dirigida a seus membros, com aviso para o
cópia ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou, Primeiro Secretário do Senado Federal, juntando cópia da
ainda, ser publicada no Diário Oficial da União, no todo ou medida provisória, autenticada pela Coordenação de Do-
em parte. cumentação da Presidência da República.
c) indicação de autoridades.
5. Mensagem As mensagens que submetem ao Senado Federal a in-
dicação de pessoas para ocuparem determinados cargos
5.1. Definição e Finalidade (magistrados dos Tribunais Superiores, Ministros do TCU,
Presidentes e Diretores do Banco Central, Procurador-Ge-
É o instrumento de comunicação oficial entre os Che- ral da República, Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm
fes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens en- em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III e IV,
viadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo atribui àquela Casa do Congresso Nacional competência
para informar sobre fato da Administração Pública; expor o privativa para aprovar a indicação.
plano de governo por ocasião da abertura de sessão legis- O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado,
lativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que de- acompanha a mensagem.
pendem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; en- d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-
fim, fazer e agradecer comunicações de tudo quanto seja -Presidente da República se ausentar do País por mais de
de interesse dos poderes públicos e da Nação. 15 dias.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art.
Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias 49, III, e 83), e a autorização é da competência privativa do
caberá a redação final. Congresso Nacional.
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Con- O Presidente da República, tradicionalmente, por cor-
gresso Nacional têm as seguintes finalidades: tesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, com- uma comunicação a cada Casa do Congresso, enviando-
plementar ou financeira. Os projetos de lei ordinária ou -lhes mensagens idênticas.
complementar são enviados em regime normal (Constitui- e) encaminhamento de atos de concessão e renovação
ção, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1.º a de concessão de emissoras de rádio e TV.
4.º). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado A obrigação de submeter tais atos à apreciação do
sob o regime normal e mais tarde ser objeto de nova men- Congresso Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da
sagem, com solicitação de urgência. Constituição. Somente produzirão efeitos legais a outorga

105
LÍNGUA PORTUGUESA

ou renovação da concessão após deliberação do Congres- – pedido de autorização ou referendo para celebrar a
so Nacional (Constituição, art. 223, § 3.º). Descabe pedir na paz (Constituição, art. 84, XX);
mensagem a urgência prevista no art. 64 da Constituição, – justificativa para decretação do estado de defesa ou
porquanto o § 1.º do art. 223 já define o prazo da tramitação. de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4.º);
Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a – pedido de autorização para decretar o estado de sítio
mensagem o correspondente processo administrativo. (Constituição, art. 137);
f) encaminhamento das contas referentes ao exercício – relato das medidas praticadas na vigência do esta-
anterior. do de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo
O Presidente da República tem o prazo de sessenta único);
dias após a abertura da sessão legislativa para enviar ao – proposta de modificação de projetos de leis financei-
Congresso Nacional as contas referentes ao exercício an- ras (Constituição, art. 166, § 5.º);
terior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e parecer da – pedido de autorização para utilizar recursos que fi-
Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1.º), carem sem despesas correspondentes, em decorrência de
sob pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária
contas (Constituição, art. 51, II), em procedimento discipli- anual (Constituição, art. 166, § 8.º);
nado no art. 215 do seu Regimento Interno. – pedido de autorização para alienar ou conceder ter-
g) mensagem de abertura da sessão legislativa. ras públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art.
Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre 188, § 1.º); etc.
a situação do País e solicitação de providências que julgar
necessárias (Constituição, art. 84, XI). 5.2. Forma e Estrutura
O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da
Presidência da República. Esta mensagem difere das de- As mensagens contêm:
mais porque vai encadernada e é distribuída a todos os a) a indicação do tipo de expediente e de seu número,
Congressistas em forma de livro. horizontalmente, no início da margem esquerda:
h) comunicação de sanção (com restituição de autó- Mensagem n.º
grafos).
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamen-
Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da to e o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da
Casa onde se originaram os autógrafos. Nela se informa margem esquerda;
o número que tomou a lei e se restituem dois exemplares Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,
dos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da
República terá aposto o despacho de sanção. c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo;
i) comunicação de veto. d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do
Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constitui- texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a
ção, art. 66, § 1.º), a mensagem informa sobre a decisão de margem direita.
vetar, se o veto é parcial, quais as disposições vetadas, e as A mensagem, como os demais atos assinados pelo Pre-
razões do veto. Seu texto vai publicado na íntegra no Diário sidente da República, não traz identificação de seu signa-
Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das tário.
demais mensagens, cuja publicação se restringe à notícia
do seu envio ao Poder Legislativo. 6. Telegrama
j) outras mensagens.
Também são remetidas ao Legislativo com regular fre- 6.1. Definição e Finalidade
quência mensagens com:
– encaminhamento de atos internacionais que acar- Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar
retam encargos ou compromissos gravosos (Constituição, os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de
art. 49, I); telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de
– pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis telegrafia, telex, etc.
às operações e prestações interestaduais e de exportação Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa
(Constituição, art. 155, § 2.º, IV); aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve
– proposta de fixação de limites globais para o mon- restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações
tante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI); que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e
– pedido de autorização para operações financeiras ex- que a urgência justifique sua utilização e, também em ra-
ternas (Constituição, art. 52, V); e outros. zão de seu custo elevado, esta forma de comunicação deve
Entre as mensagens menos comuns estão as de: pautar-se pela concisão (v. 1.4. Concisão e Clareza).
– convocação extraordinária do Congresso Nacional
(Constituição, art. 57, § 6.º); 6.2. Forma e Estrutura
– pedido de autorização para exonerar o Procurador-
-Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2.º); Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e
– pedido de autorização para declarar guerra e decre- a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos
tar mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX); Correios e em seu sítio na Internet.

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LÍNGUA PORTUGUESA

7. Fax Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de con-


firmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar
7.1. Definição e Finalidade da mensagem pedido de confirmação de recebimento.

O fax (forma abreviada já consagrada de fac-símile) é 8.3 Valor documental


uma forma de comunicação que está sendo menos usada
devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a Nos termos da legislação em vigor, para que a mensa-
transmissão de mensagens urgentes e para o envio ante- gem de correio eletrônico tenha valor documental, e para
cipado de documentos, de cujo conhecimento há premên- que possa ser aceito como documento original, é neces-
cia, quando não há condições de envio do documento por sário existir certificação digital que ateste a identidade do
meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue remetente, na forma estabelecida em lei.
posteriormente pela via e na forma de praxe.
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com có- Elementos de Ortografia e Gramática
pia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em
certos modelos, deteriora-se rapidamente. Problemas de Construção de Frases

7.2. Forma e Estrutura A clareza e a concisão na forma escrita são alcançadas,


principalmente, pela construção adequada da frase, “a me-
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a nor unidade autônoma da comunicação”, na definição de
estrutura que lhes são inerentes. Celso Pedro Luft.
É conveniente o envio, juntamente com o documento A função essencial da frase é desempenhada pelo pre-
principal, de folha de rosto e de pequeno formulário com os dicado, que, para Adriano da Gama Kury, pode ser entendi-
dados de identificação da mensagem a ser enviada, confor- do como “a enunciação pura de um fato qualquer”. Sempre
me exemplo a seguir: que a frase possuir pelo menos um verbo, recebe o nome
de período, que terá tantas orações quantos forem os ver-
bos não auxiliares que o constituem.
[Órgão Expedidor]
Outra função relevante é a do sujeito – mas não indis-
[setor do órgão expedidor]
pensável, pois há orações sem sujeito, ditas impessoais –,
[endereço do órgão expedidor]
de quem se diz algo, cujo núcleo é sempre um substantivo.
Destinatário:____________________________________
Sempre que o verbo o exigir, teremos nas orações substan-
No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___
tivos (nomes ou pronomes) que desempenham a função
Remetente: ____________________________________
de complementos (objetos direto e indireto, predicativo e
Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____
complemento adverbial). Função acessória desempenham
No de páginas: ________No do documento:____________ os adjuntos adverbiais, que vêm geralmente ao final da
oração, mas que podem ser ou intercalados aos elementos
Observações:___________________________________ que desempenham as outras funções, ou deslocados para
o início da oração.
8. Correio Eletrônico Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos ele-
mentos que compõem uma oração (Observação: os parên-
8.1 Definição e finalidade teses indicam os elementos que podem não ocorrer):
(sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adverbial).
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e
celeridade, transformou-se na principal forma de comuni- Podem ser identificados seis padrões básicos para as
cação para transmissão de documentos. orações pessoais (isto é, com sujeito) na língua portuguesa
(a função que vem entre parênteses é facultativa e pode
8.2. Forma e Estrutura ocorrer em ordem diversa):

Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô- 1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial)
nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma O Presidente - regressou - (ontem).
rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso
de linguagem incompatível com uma comunicação oficial 2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto - (ad-
(v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais). junto adverbial)
O campo assunto do formulário de correio eletrônico O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na
deve ser preenchido de modo a facilitar a organização do- manhã de terça-feira).
cumental tanto do destinatário quanto do remetente.
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utili- 3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto -
zado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem (adjunto adverbial).
que encaminha algum arquivo deve trazer informações mí- O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os se-
nimas sobre seu conteúdo. tores).

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LÍNGUA PORTUGUESA

4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj. dire- Frases Fragmentadas


to - obj. indireto - (adj. Adv.)
Os desempregados - entregaram - suas reivindicações - A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma
ao Deputado - (no Congresso). oração subordinada ou uma simples locução como se fos-
se uma frase completa”. Decorre da pontuação errada de
5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento ad- uma frase simples. Embora seja usada como recurso es-
verbial - (adjunto adverbial) tilístico na literatura, a fragmentação de frases deve ser
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Buenos evitada nos textos oficiais, pois muitas vezes dificulta a
Aires - (na próxima semana). compreensão. Exemplo:
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira)
Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso
6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto ad- Nacional. Depois de ser longamente debatido.
verbial)
Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso
O problema - será - resolvido - prontamente.
Nacional, depois de ser longamente debatido.
Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa
Estes seriam os padrões básicos para as orações, ou
recebeu a aprovação do Congresso Nacional.
seja, as frases que possuem apenas um verbo conjugado.
Na construção de períodos, as várias funções podem ocorrer
em ordem inversa à mencionada, misturando-se e confun- Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente
dindo-se. Não interessa aqui análise exaustiva de todos os submetido ao Presidente da República, que o aprovou. Con-
padrões existentes na língua portuguesa. O que importa é sultadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
fixar a ordem normal dos elementos nesses seis padrões bá- Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente sub-
sicos. Acrescente-se que períodos mais complexos, compos- metido ao Presidente da República, que o aprovou, consul-
tos por duas ou mais orações, em geral podem ser reduzidos tadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
aos padrões básicos (de que derivam).
Os problemas mais frequentemente encontrados na Erros de Paralelismo
construção de frases dizem respeito à má pontuação, à am-
biguidade da ideia expressa, à elaboração de falsos paralelis- Uma das convenções estabelecidas na linguagem es-
mos, erros de comparação, etc. Decorrem, em geral, do des- crita “consiste em apresentar ideias similares numa forma
conhecimento da ordem das palavras na frase. Indicam-se, gramatical idêntica”, o que se chama de paralelismo. As-
a seguir, alguns desses defeitos mais comuns e recorrentes sim, incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a
na construção de frases, registrados em documentos oficiais. elementos paralelos. Vejamos alguns exemplos:

Sujeito Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministé-


rios economizar energia e que elaborassem planos de redu-
Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que exe- ção de despesas.
cuta a ação enunciada na oração. Ele pode ter complemento,
mas não ser complemento. Devem ser evitadas, portanto, Na frase temos, nas duas orações subordinadas que
construções como: completam o sentido da principal, duas estruturas diferen-
tes para ideias equivalentes: a primeira oração (economizar
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda. energia) é reduzida de infinitivo, enquanto a segunda (que
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.
elaborassem planos de redução de despesas) é uma oração
desenvolvida introduzida pela conjunção integrante que.
Errado: Apesar das relações entre os países estarem cor-
Há mais de uma possibilidade de escrevê-la com clareza
tadas, (...).
e correção; uma seria a de apresentar as duas orações su-
Certo: Apesar de as relações entre os países estarem cor-
tadas, (...). bordinadas como desenvolvidas, introduzidas pela con-
junção integrante que:
Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.
Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim. Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé-
rios que economizassem energia e (que) elaborassem pla-
Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...). nos para redução de despesas.
Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).
Outra possibilidade: as duas orações são apresentadas
Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...). como reduzidas de infinitivo:
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...). Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé-
rios economizar energia e elaborar planos para redução de
despesas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na Errado: O salário de um professor é mais baixo do que
coordenação de orações subordinadas. um médico.
Mais um exemplo de frase inaceitável na língua escrita A omissão de termos provocou uma comparação in-
culta: devida: “o salário de um professor” com “um médico”.
Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o
não ser inseguro, inteligência e ter ambição. salário de um médico.
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que
O problema aqui decorre de coordenar palavras (subs- o de um médico.
tantivos) com orações (reduzidas de infinitivo).
Para tornar a frase clara e correta, pode-se optar ou Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria.
por transformá-la em frase simples, substituindo as ora- Novamente, a não repetição dos termos comparados
ções reduzidas por substantivos: confunde. Alternativas para correção:
Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, se- Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da
gurança, inteligência e ambição. Portaria.
Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria.
Atentemos, ainda, para o problema inverso, o falso pa-
ralelismo, que ocorre ao se dar forma paralela (equivalen- Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais ver-
te) a ideias de hierarquia diferente ou, ainda, ao se apre- bas do que os Ministérios do Governo.
sentar, de forma paralela, estruturas sintáticas distintas: No exemplo acima, a omissão da palavra “outros” (ou
Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o “demais”) acarretou imprecisão:
Papa. Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
do que os outros Ministérios do Governo.
Nesta frase, colocou-se em um mesmo nível cidades Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
(Paris, Bonn, Roma) e uma pessoa (o Papa). Uma possibili- do que os demais Ministérios do Governo.
dade de correção é transformá-la em duas frases simples,
com o cuidado de não repetir o verbo da primeira (visitar):
Ambiguidade
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta
última capital, encontrou-se com o Papa.
Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada
em mais de um sentido. Como a clareza é requisito básico
Mencionemos, por fim, o falso paralelismo provocado
de todo texto oficial, deve-se atentar para as construções
pelo uso inadequado da expressão “e que” num período
que possam gerar equívocos de compreensão.
que não contém nenhum “que” anterior.
A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que
tem sólida formação acadêmica. de identificar a qual palavra se refere um pronome que
possui mais de um antecedente na terceira pessoa. Pode
Para corrigir a frase, suprimimos o pronome relativo: ocorrer com:
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem só-
lida formação acadêmica. A) pronomes pessoais:
Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado
Outro exemplo de falso paralelismo com “e que”: que ele seria exonerado.
Errado: Neste momento, não se devem adotar medidas Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu
precipitadas, e que comprometam o andamento de todo o secretariado.
programa. Ou então, caso o entendimento seja outro:
Da mesma forma com que corrigimos o exemplo ante- Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exo-
rior, aqui podemos suprimir a conjunção: neração deste.
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas
precipitadas, que comprometam o andamento de todo o B) pronomes possessivos e pronomes oblíquos:
programa. Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da Repú-
blica, em seu discurso, e solicitou sua intervenção no seu
Erros de Comparação Estado, mas isso não o surpreendeu.
Observe a multiplicidade de ambiguidade no exemplo
A omissão de certos termos ao fazermos uma compa- acima, a qual torna incompreensível o sentido da frase.
ração, omissão própria da língua falada, deve ser evitada Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente
na língua escrita, pois compromete a clareza do texto: nem da República. No pronunciamento, solicitou a intervenção
sempre é possível identificar, pelo contexto, qual o termo federal em seu Estado, o que não surpreendeu o Presidente
omitido. A ausência indevida de um termo pode impossi- da República.
bilitar o entendimento do sentido que se quer dar a uma
frase:

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LÍNGUA PORTUGUESA

C) pronome relativo: Podemos começar pelo pronome demonstrativo. Mes-


Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu mo utilizando pronomes de tratamento “Vossa” (muitas
costumava trabalhar. vezes confundido com “vós” e seu respectivo “vosso”), os
Não fica claro se o pronome relativo da segunda oração pronomes que os acompanham deverão ficar sempre na
faz referência “à mesa” ou “a gabinete”. Esta ambiguidade se terceira pessoa (do plural ou do singular, de acordo com o
deve ao pronome relativo “que”, sem marca de gênero. A so- número do pronome de tratamento). Então, em quaisquer
lução é recorrer às formas o qual, a qual, os quais, as quais, que dos pronomes de tratamento apresentados nas alterna-
marcam gênero e número. tivas, o pronome demonstrativo será “sua”. Descartamos,
Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costuma- então, os itens a, c e e. Agora recorramos ao pronome ade-
va trabalhar. quado a ser utilizado para deputados. Segundo o Manual
Se o entendimento é outro, então: de Redação Oficial, temos:
Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costuma- Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:
va trabalhar. b) do Poder Legislativo: Presidente, Vice–Presidente e
Membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal
Há, ainda, outro tipo de ambiguidade, que decorre da dú- (...).
vida sobre a que se refere a oração reduzida:
GABARITO OFICIAL: D
Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o fun-
cionário.
2. (ANTAQ – Especialista em Regulação de Serviços
Para evitar o tipo de ambiguidade do exemplo acima, de-
de Transportes Aquaviários – Superior - CESPE/2014)
ve-se deixar claro qual o sujeito da oração reduzida.
Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este indis- Considerando aspectos estruturais e linguísticos das cor-
ciplinado. respondências oficiais, julgue os itens que se seguem, de
acordo com o Manual de Redação da Presidência da Re-
Ambíguo: Depois de examinar o paciente, uma senhora pública.
chamou o médico. O tratamento Digníssimo deve ser empregado para to-
Claro: Depois que o médico examinou o paciente, foi cha- das as autoridades do poder público, uma vez que a dig-
mado por uma senhora. nidade é tida como qualidade inerente aos ocupantes de
cargos públicos.
SITE ( ) CERTO ( ) ERRADO
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manualre-
dpr2aed.pdf Vamos ao Manual: O Manual ainda preceitua que a for-
ma de tratamento “Digníssimo” fica abolida (...) afinal, a
dignidade é condição primordial para que tais cargos públi-
cos sejam ocupados.
EXERCÍCIO COMENTADO Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_ofi-
cial_publicacoes_ver.php?id=2
GABARITO OFICIAL: ERRADO
1. (TJ-PA - Médico Psiquiatra – Superior - VUNESP -
2014) Leia o seguinte fragmento de um ofício, citado do Ma- 3. (Tribunal de Justiça/SE – Técnico Judiciário – Mé-
nual de Redação da Presidência da República, no qual expres- dio - CESPE/2014) Em toda comunicação oficial, exceto
sões foram substituídas por lacunas. nas direcionadas a autoridades estrangeiras, deve-se fazer
uso dos fechos Respeitosamente ou Atenciosamente, de
Senhor Deputado acordo com as hierarquias do destinatário e do remetente.
Em complemento às informações transmitidas pelo telegra- ( ) CERTO (
ma n.º 154, de 24 de abril último, informo ______de que as me- ) ERRADO
didas mencionadas em ______ carta n.º 6708, dirigida ao Senhor
Presidente da República, estão amparadas pelo procedimento Segundo o Manual de Redação Oficial: (...) Manual
administrativo de demarcação de terras indígenas instituído estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes
pelo Decreto n.º 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa). para todas as modalidades de comunicação oficial:
(http://www.planalto.gov.br. Adaptado)
A) para autoridades superiores, inclusive o Presidente
A alternativa que completa, correta e respectivamente, as da República: Respeitosamente,
lacunas do texto, de acordo com a norma-padrão da língua B) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierar-
portuguesa e atendendo às orientações oficiais a respeito do quia inferior: Atenciosamente,
uso de formas de tratamento em correspondências públicas, é: Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
A. Vossa Senhoria … tua. das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra-
B. Vossa Magnificência … sua. dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de
C. Vossa Eminência … vossa. Redação do Ministério das Relações Exteriores.
D. Vossa Excelência … sua. GABARITO OFICIAL: CERTO
E. Sua Senhoria … vossa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

4. (ANP – Conhecimento Básico para todos os Cargos – CESPE/2013) Na redação de uma ata, devem-se relatar
exaustivamente, com o máximo de detalhamento possível, incluindo-se os aspectos subjetivos, as discussões, as propostas,
as resoluções e as deliberações ocorridas em reuniões e eventos que exigem registro.
( ) Certo ( ) Errado

Ata é um documento administrativo que tem a finalidade de registrar de modo sucinto a sequência de eventos de uma
reunião ou assembleia de pessoas com um fim específico. É característica da Ata apresentar um resumo, cronologicamente
disposto, de modo infalível, de todo o desenrolar da reunião.
(Fonte: https://www.10emtudo.com.br/aula/ensino/a_redacao_oficial_ata/)
GABARITO OFICIAL: ERRADO

5. (Tribunal de Justiça/SE – Técnico Judiciário – CESPE/2014) Em toda comunicação oficial, exceto nas direcionadas
a autoridades estrangeiras, deve-se fazer uso dos fechos Respeitosamente ou Atenciosamente, de acordo com as hierar-
quias do destinatário e do remetente.
( ) CERTO ( ) ERRADO

Segundo o Manual de Redação Oficial: (...) Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas
as modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: Atenciosamente,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição
próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores.
GABARITO OFICIAL: CERTO

6. (ANTAQ – Especialista em Regulação de Serviços de Transportes Aquaviários – CESPE/2014) Considerando


aspectos estruturais e linguísticos das correspondências oficiais, julgue os itens que se seguem, de acordo com o Manual
de Redação da Presidência da República.
O tratamento Digníssimo deve ser empregado para todas as autoridades do poder público, uma vez que a dignidade
é tida como qualidade inerente aos ocupantes de cargos públicos.
( ) CERTO ( ) ERRADO

Vamos ao Manual: O Manual ainda preceitua que a forma de tratamento “Digníssimo” fica abolida (...) afinal, a digni-
dade é condição primordial para que tais cargos públicos sejam ocupados.
Fonte: http://www.redacaooficial.com.br/redacao_oficial_publicacoes_ver.php?id=2
GABARITO OFICIAL: ERRADO

111
LÍNGUA PORTUGUESA

Havendo vazamento de fotos íntimas, há violação do


direito de imagem da pessoa prejudicada, que, por isso,
HORA DE PRATICAR! terá ainda pode ser considerada branda, sendo um pouco
mais severa quando se trata de um crime contra a infân-
cia. “Quando se trata de crianças e adolescentes, há um
1. (PC/GO – Delegado – CESPE – 2017) agravante, pois, no art. 241 do Estatuto da Criança e do
Adolescente, é qualificada como crime grave a divulgação
Texto CB1A1BBB de fotos, gravações ou imagens de crianças ou adolescen-
tes, sendo prevista a pena de três a seis 16 anos de prisão,
A principal finalidade da investigação criminal, mate- além de pagamento de multa, para os que cometem esse
rializada no inquérito policial (IP), é a de reunir elementos
crime”, diz a advogada presidente da Comissão de Direitos
mínimos de materialidade e autoria delitiva antes de se ins-
Humanos da OAB/AC.
taurar o processo criminal, de modo a evitarem-se, assim,
Para combater o compartilhamento de fotos íntimas
ações infundadas, as quais certamente implicam grande
transtorno para quem se vê acusado por um crime que não por terceiros, são necessárias ações preventivas, afirma a
cometeu. advogada. Jovens e adolescentes devem ser educados, de
Modernamente, o IP deixou de ser o procedimento ab- forma que tenham dimensão do problema que a divulga-
solutamente inquisitorial e discricionário de outrora. A par- ção desse tipo de imagem pode acarretar.
ticipação das partes, pessoalmente ou por seus advogados Internet: <https://jornaldosdez.wordpress.com> (com
ou defensores públicos, vem ganhando espaço a cada dia, adaptações)
com o objetivo de garantir que o IP seja um instrumento
imparcial de investigação em busca da verdade dos fatos. No texto CB1A2AAA, a oração “Para combater o com-
Acrescente-se que o estigma provocado por uma ação partilhamento de fotos íntimas por terceiros” (R. 19 e 20)
penal pode perdurar por toda a vida e, por isso, para ser expressa ideia de
promovida, a acusação deve conter fundamentos fáticos A. finalidade.
e jurídicos suficientes, o que, em regra, se consegue por B. explicação.
meio do IP. C. consequência.
Carlos Alberto Marchi de Queiroz (Coord.). Manual de D. conformidade.
polícia judiciária: doutrina, modelos, legislação. 6.ª ed. São E. causa.
Paulo:
Delegacia Geral de Polícia, 2010 (com adaptações). 4. (PC/GO – Delegado – CESPE – 2017) Manten-
do-se a correção gramatical e o sentido original do tex-
Nas orações em que ocorrem no texto CB1A1BBB, os to CB1A2AAA, a forma verbal “afirma” (R.20) poderia ser
elementos “assim” (R.4) e “por isso” (R.15) expressam, res- substituída por
pectivamente, as ideias de A. prescreve.
A. consequência e consequência. B. propõe.
B. finalidade e proporcionalidade. C. destaca.
C. causa e consequência. D. participa.
D. conclusão e conclusão.
E. assevera.
E. restrição e conformidade.
(ABIN - Oficial Técnico de Inteligência – CESPE-2018)
2. (PC/GO – Delegado – CESPE – 2017)
No texto CB1A1BBB, uma ação que se desenvolve gra-
dualmente é introduzida pela Texto CB1A1BBB
A. forma verbal “implicam” (R.5).
B. locução “vem ganhando” (R.11). No começo dos anos 40, os submarinos alemães es-
C. forma verbal “garantir” (R.12). tavam dizimando os cargueiros dos aliados no Atlântico
D. locução “pode perdurar” (R.15). Norte. O jogo virou apenas em 1943, quando Alan Turing
E. forma verbal “reunir” (R.2). desenvolveu a Bomba, um aparelho capaz de desvendar os
segredos da máquina de criptografia nazista chamada de
3. (PC/GO – Delegado – CESPE – 2017) Enigma. A complexidade da Enigma — uma máquina ele-
tromagnética que substituía letras por palavras aleatórias
Texto CB1A2AAA escolhidas de acordo com uma série de rotores — estava no
fato de que seus elementos internos eram configurados em
O termo nude é do inglês e vem sendo utilizado na bilhões de combinações diferentes, sendo impossível deco-
Internet por usuários de redes sociais para designar fotos dificar o texto sem saber as configurações originais. Após
íntimas que retratam a pessoa sem roupa. O envio e a troca espiões poloneses terem roubado uma cópia da máquina,
de nudes são facilitados em aplicativos de celular, o que Turing e o campeão de xadrez Gordon Welchman construí-
torna essa prática popular entre seus usuários, incluindo-se ram uma réplica da Enigma na base militar de Bletchey Park.
menores de idade, e facilita o compartilhamento das fotos. A máquina replicava os rotores do sistema alemão e tentava

112
LÍNGUA PORTUGUESA

reproduzir diferentes combinações de posições dos rotores GABARITO


para testar possíveis soluções. Após quatro anos de traba-
lho, Turing conseguiu quebrar a Enigma, ao perceber que 1-D
as mensagens alemãs criptografadas continham palavras 2-B
3-A
previsíveis, como nomes e títulos dos militares. Turing usa- 4-E
va esses termos como ponto de partida, procurando outras 5 - CERTO
mensagens em que a mesma letra aparecia no mesmo es- 6 - ERRADO
paço em seu equivalente criptografado. 7 - ERRADO
Gabriel Garcia. 5 descobertas de Alan Turing que mu-
daram o rumo da história. In: Exame, 2/fev./2015. Internet:
<https://exame.abril.com.br> (com adaptações).
FIGURA DE LINGUAGEM
Considerando os aspectos linguísticos do texto CB1A-
1BBB, julgue os itens subsequentes.
Figura de Linguagem, Pensamento e Construção
5. (ABIN - Oficial Técnico de Inteligência – CES-
PE-2018) No trecho “para testar possíveis soluções” (R. 16 Figura de Palavra
e 17), o emprego da preposição “para”, além de contribuir
para a coesão sequencial do texto, introduz, no período, A figura de palavra consiste na substituição de uma pa-
uma ideia de finalidade. lavra por outra, isto é, no emprego figurado, simbólico, seja
( ) Certo ( ) Errado por uma relação muito próxima (contiguidade), seja por uma
associação, uma comparação, uma similaridade. Estes dois
6. (ABIN - Oficial Técnico de Inteligência – CES- conceitos básicos - contiguidade e similaridade - permitem-
PE-2018) A vírgula logo após o termo “máquina” (R.12) -nos reconhecer dois tipos de figuras de palavras: a metáfo-
poderia ser eliminada sem prejuízo para a correção grama- ra e a metonímia.
tical do período no qual ela aparece. Metáfora
( ) Certo ( ) Errado
Consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão em
7. (ABIN - Oficial Técnico de Inteligência – CES- lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas em virtu-
PE-2018) A correção gramatical e o sentido do texto se- de da circunstância de que o nosso espírito as associa e per-
riam preservados caso o período “Após quatro anos de tra- cebe entre elas certas semelhanças. É o emprego da palavra
balho, Turing conseguiu quebrar a Enigma, ao perceber que fora de seu sentido normal.
as mensagens alemãs criptografadas continham palavras Observação: toda metáfora é uma espécie de compara-
previsíveis, como nomes e títulos dos militares” (R. 17 a 20) ção implícita, em que o elemento comparativo não aparece.
fosse reescrito da seguinte forma: Turing conseguiu que- Seus olhos são como luzes brilhantes.
O exemplo acima mostra uma comparação evidente,
brar a Enigma, depois de quatro anos de trabalho, quando através do emprego da palavra como.
notou que haviam, nas mensagens alemãs criptografadas, Observe agora: Seus olhos são luzes brilhantes.
palavras previsíveis, tais como, nomes e títulos dos militares. Neste exemplo não há mais uma comparação (note a
( ) Certo ( ) Errado ausência da partícula comparativa), e sim símile, ou seja,
qualidade do que é semelhante.
(SEDUC/AL - Professor de Português – CESPE-2018) Por fim, no exemplo: As luzes brilhantes olhavam-me. Há
substituição da palavra olhos por luzes brilhantes. Esta é a
A maior riqueza do homem verdadeira metáfora.
é a sua incompletude.
Observe outros exemplos:
Nesse ponto sou abastado.
1) “Meu pensamento é um rio subterrâneo.” (Fernando
Palavras que me aceitam como sou — eu não aceito. Pessoa)
Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, Neste caso, a metáfora é possível na medida em que o
que puxa válvulas, que olha o relógio, poeta estabelece relações de semelhança entre um rio sub-
que compra pão às 6 horas da tarde, terrâneo e seu pensamento (pode estar relacionando a flui-
que vai lá fora, que aponta lápis, dez, a profundidade, a inatingibilidade, etc.).
que vê a uva etc. etc.
Perdoai 2) Minha alma é uma estrada de terra que leva a lugar
Mas eu preciso ser Outros. algum.
Eu penso renovar o homem usando borboletas. Uma estrada de terra que leva a lugar algum é, na frase
acima, uma metáfora. Por trás do uso dessa expressão que
Manoel de Barros. Retrato do artista quando coisa. 3.ª
indica uma alma rústica e abandonada (e angustiadamente
ed. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. 79.
inútil), há uma comparação subentendida: Minha alma é tão
rústica, abandonada (e inútil) quanto uma estrada de terra
Julgue os itens seguintes, a respeito do texto prece- que leva a lugar algum.
dente.

113
LÍNGUA PORTUGUESA

A Amazônia é o pulmão do mundo. A Cidade-Luz (=Paris)


Em sua mente povoa só inveja. O rei das selvas (=o leão)

Metonímia Observação: quando a perífrase indica uma pessoa,


É a substituição de um nome por outro, em virtude de recebe o nome de antonomásia. Exemplos:
existir entre eles algum relacionamento. Tal substituição O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida praticando
pode acontecer dos seguintes modos: o bem.
O Poeta dos Escravos (= Castro Alves) morreu muito jovem.
1 - Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (= O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas canções.
Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis).
2 - Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (= Sinestesia
As lâmpadas iluminam o mundo). Consiste em mesclar, numa mesma expressão, as sensa-
3 - Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes ções percebidas por diferentes órgãos do sentido. É o cruza-
da cruz. (= Não te afastes da religião). mento de sensações distintas.
4 - Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso Um grito áspero revelava tudo o que sentia. (grito = au-
Havana. (= Fumei um saboroso charuto). ditivo; áspero = tátil)
5 - Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. (= Sócra- No silêncio escuro do seu quarto, aguardava os aconteci-
tes tomou veneno). mentos. (silêncio = auditivo; escuro = visual)
6 - Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu Tosse gorda. (sensação auditiva X sensação tátil)
trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que produzo).
7 - Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. (= Fontes de pesquisa:
Bebeu todo o líquido que estava no cálice). http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil2.php
8 - Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram atrás dos coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
jogadores). Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja,
9 - Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressada- Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
mente. (= Várias pessoas passavam apressadamente). Saraiva, 2010.
10 - Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem
nesse mundo. (= Os homens pensam e sofrem nesse mundo). Antítese
11 - Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir Consiste no emprego de palavras que se opõem quanto
às ruas na luta por seus direitos. (= As mulheres foram cha- ao sentido. O contraste que se estabelece serve, essencial-
madas, não apenas uma mulher). mente, para dar uma ênfase aos conceitos envolvidos que
12 - Marca pelo produto: Minha filha adora danone. (= não se conseguiria com a exposição isolada dos mesmos.
Minha filha adora o iogurte que é da marca Danone). Observe os exemplos:
13 - Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (= “O mito é o nada que é tudo.” (Fernando Pessoa)
Alguns astronautas foram à Lua). O corpo é grande e a alma é pequena.
14 - Símbolo pela coisa simbolizada: A balança pende- “Quando um muro separa, uma ponte une.”
rá para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado). Não há gosto sem desgosto.

Saiba que: Sinédoque se relaciona com o conceito de Paradoxo ou oximoro


extensão (como nos exemplos 9, 10 e 11, acima), enquanto É a associação de ideias, além de contrastantes, contra-
que a metonímia abrange apenas os casos de analogia ou de ditórias. Seria a antítese ao extremo.
relação. Não há necessidade, atualmente, de se fazer distin- Era dor, sim, mas uma dor deliciosa.
ção entre ambas as figuras. Ouvimos as vozes do silêncio.

Catacrese Eufemismo
Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso contínuo, É o emprego de uma expressão mais suave, mais nobre
cristalizou-se. A catacrese costuma ocorrer quando, por falta ou menos agressiva, para comunicar alguma coisa áspera,
de um termo específico para designar um conceito, toma-se desagradável ou chocante.
outro “emprestado”. Assim, passamos a empregar algumas Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao Senhor.
palavras fora de seu sentido original. Exemplos: “asa da xíca- (= morreu)
ra”, “batata da perna”, “maçã do rosto”, “pé da mesa”, “braço O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou)
da cadeira”, “coroa do abacaxi”. Fernando faltou com a verdade. (= mentiu)
Faltar à verdade. (= mentir)
Perífrase ou Antonomásia
Trata-se de uma expressão que designa um ser através Ironia
de alguma de suas características ou atributos, ou de um É sugerir, pela entoação e contexto, o contrário do que
fato que o celebrizou. É a substituição de um nome por ou- as palavras ou frases expressam, geralmente apresentando
tro ou por uma expressão que facilmente o identifique: intenção sarcástica. A ironia deve ser muito bem construída
A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua atrain- para que cumpra a sua finalidade; mal construída, pode pas-
do visitantes do mundo todo. sar uma ideia exatamente oposta à desejada pelo emissor.

114
LÍNGUA PORTUGUESA

Como você foi bem na prova! Não tirou nem a nota mí- Elipse
nima. Consiste na omissão de um ou mais termos numa ora-
Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que ção e que podem ser facilmente identificados, tanto por
estão por perto. elementos gramaticais presentes na própria oração, quanto
O governador foi sutil como um elefante. pelo contexto.
A catedral da Sé. (a igreja catedral)
Hipérbole Domingo irei ao estádio. (no domingo eu irei ao estádio)
É a expressão intencionalmente exagerada com o intuito
de realçar uma ideia.
Zeugma
Faria isso milhões de vezes se fosse preciso.
“Rios te correrão dos olhos, se chorares.” (Olavo Bilac) Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é feita a
O concurseiro quase morre de tanto estudar! omissão de um termo já mencionado anteriormente.
Prosopopeia ou Personificação Ele gosta de geografia; eu, de português. (eu gosto de
português)
É a atribuição de ações ou qualidades de seres anima- Na casa dela só havia móveis antigos; na minha, só mo-
dos a seres inanimados, ou características humanas a seres dernos. (só havia móveis)
não humanos. Observe os exemplos: Ela gosta de natação; eu, de vôlei. (gosto de)
As pedras andam vagarosamente.
O livro é um mudo que fala, um surdo que ouve, um cego Silepse
que guia. A silepse é a concordância que se faz com o termo que
A floresta gesticulava nervosamente diante da serra. não está expresso no texto, mas, sim, subentendido. É uma
Chora, violão.
concordância anormal, psicológica, porque se faz com um
Apóstrofe termo oculto, facilmente identificado. Há três tipos de si-
Consiste na “invocação” de alguém ou de alguma coi- lepse: de gênero, número e pessoa.
sa personificada, de acordo com o objetivo do discurso, que Silepse de Gênero - Os gêneros são masculino e femi-
pode ser poético, sagrado ou profano. Caracteriza-se pelo nino. Ocorre a silepse de gênero quando a concordância se
chamamento do receptor da mensagem, seja ele imaginá- faz com a ideia que o termo comporta. Exemplos:
rio ou não. A introdução da apóstrofe interrompe a linha de
pensamento do discurso, destacando-se assim a entidade a 1) A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez com o calor
que se dirige e a ideia que se pretende pôr em evidência com intenso.
tal invocação. Realiza-se por meio do vocativo. Exemplos: Neste caso, o adjetivo bonita não está concordando
Moça, que fazes aí parada? com o termo Porto Velho, que gramaticalmente pertence ao
“Pai Nosso, que estais no céu” gênero masculino, mas com a ideia contida no termo (a ci-
Deus, ó Deus! Onde estás? dade de Porto Velho).
Gradação
Apresentação de ideias por meio de palavras, sinônimas 2) Vossa Excelência está preocupado.
ou não, em ordem ascendente (clímax) ou descendente (an- O adjetivo preocupado concorda com o sexo da pessoa,
ticlímax). Observe este exemplo: que nesse caso é masculino, e não com o termo Vossa Ex-
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Joana com celência.
seus olhos claros e brincalhões...
Silepse de Número - Os números são singular e plural.
O objetivo do narrador é mostrar a expressividade dos A silepse de número ocorre quando o verbo da oração não
olhos de Joana. Para chegar a este detalhe, ele se refere ao concorda gramaticalmente com o sujeito da oração, mas
céu, à terra, às pessoas e, finalmente, a Joana e seus olhos. com a ideia que nele está contida. Exemplos:
Nota-se que o pensamento foi expresso em ordem decres- A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da cidade
cente de intensidade. Outros exemplos: de Salvador.
“Vive só para mim, só para a minha vida, só para meu
O povo corria por todos os lados e gritavam muito alto.
amor”. (Olavo Bilac)
“O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-
-se.” (Padre Antônio Vieira) Note que nos exemplos acima, os verbos andaram e
gritavam não concordam gramaticalmente com os sujeitos
Fontes de pesquisa: das orações (que se encontram no singular, procissão e povo,
http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil5.php respectivamente), mas com a ideia que neles está contida.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac- Procissão e povo dão a ideia de muita gente, por isso que os
coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. verbos estão no plural.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja,
Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo: Silepse de Pessoa - Três são as pessoas gramaticais: eu,
Saraiva, 2010. tu e ele (as três pessoas do singular); nós, vós, eles (as três do
As figuras de construção (ou sintática, de sintaxe) ocor- plural). A silepse de pessoa ocorre quando há um desvio de
rem quando desejamos atribuir maior expressividade ao sig- concordância. O verbo, mais uma vez, não concorda com o
nificado. Assim, a lógica da frase é substituída pela maior sujeito da oração, mas sim com a pessoa que está inscrita no
expressividade que se dá ao sentido. sujeito. Exemplos:

115
LÍNGUA PORTUGUESA

O que não compreendo é como os brasileiros persistamos Encontrei um amigo ontem. Ele me disse que te conhecia.
em aceitar essa situação. “Tudo cura o tempo, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba.”
Os agricultores temos orgulho de nosso trabalho. (Padre Vieira)
“Dizem que os cariocas somos poucos dados aos jardins
públicos.” (Machado de Assis) Anacoluto
Consiste na mudança da construção sintática no meio
Observe que os verbos persistamos, temos e somos não da frase, ficando alguns termos desligados do resto do pe-
concordam gramaticalmente com os seus sujeitos (brasilei- ríodo. É a quebra da estrutura normal da frase para a intro-
ros, agricultores e cariocas, que estão na terceira pessoa), dução de uma palavra ou expressão sem nenhuma ligação
mas com a ideia que neles está contida (nós, os brasileiros, sintática com as demais.
os agricultores e os cariocas). Esses alunos da escola, não se pode duvidar deles.
Morrer, todo haveremos de morrer.
Aquele garoto, você não disse que ele chegaria logo?
Polissíndeto / Assíndeto
Para estudarmos as duas figuras de construção é ne-
A expressão “esses alunos da escola”, por exemplo, de-
cessário recordar um conceito estudado em sintaxe sobre veria exercer a função de sujeito. No entanto, há uma inter-
período composto. No período composto por coordenação, rupção da frase e esta expressão fica à parte, não exercendo
podemos ter orações sindéticas ou assindéticas. A oração nenhuma função sintática. O anacoluto também é chamado
coordenada ligada por uma conjunção (conectivo) é sindéti- de “frase quebrada”, pois corresponde a uma interrupção na
ca; a oração que não apresenta conectivo é assindética. Re- sequência lógica do pensamento.
cordado esse conceito, podemos definir as duas figuras de
construção: Observação: o anacoluto deve ser usado com finalidade
1) Polissíndeto - É uma figura caracterizada pela repe- expressiva em casos muito especiais. Em geral, evite-o.
tição enfática dos conectivos. Observe o exemplo: O menino
resmunga, e chora, e grita, e ninguém faz nada. Hipérbato / Inversão
É a inversão da estrutura frásica, isto é, a inversão da or-
2) Assíndeto - É uma figura caracterizada pela ausência, dem direta dos termos da oração, fazendo com que o sujeito
pela omissão das conjunções coordenativas, resultando no venha depois do predicado:
uso de orações coordenadas assindéticas. Exemplos: Ao ódio venceu o amor. (Na ordem direta seria: O amor
Tens casa, tens roupa, tens amor, tens família. venceu ao ódio)
“Vim, vi, venci.” (Júlio César) Dos meus problemas cuido eu! (Na ordem direta seria: Eu
cuido dos meus problemas)
Pleonasmo
Consiste na repetição de um termo ou ideia, com as * Observação da Zê!
mesmas palavras ou não. A finalidade do pleonasmo é real- O nosso Hino Nacional é um exemplo de hipérbato, já
çar a ideia, torná-la mais expressiva. que, na ordem direta, teríamos:
O problema da violência, é necessário resolvê-lo logo. “As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado re-
tumbante de um povo heroico”.
Nesta oração, os termos “o problema da violência” e “lo”
Figuras de Som
exercem a mesma função sintática: objeto direto. Assim, te-
Aliteração - Consiste na repetição de consoantes como
mos um pleonasmo do objeto direto, sendo o pronome “lo”
recurso para intensificação do ritmo ou como efeito sonoro
classificado como objeto direto pleonástico. Outro exemplo: significativo.
Aos funcionários, não lhes interessam tais medidas. Três pratos de trigo para três tigres tristes.
Aos funcionários, lhes = Objeto Indireto Vozes veladas, veludosas vozes... (Cruz e Sousa)
Quem com ferro fere com ferro será ferido.
Neste caso, há um pleonasmo do objeto indireto, e o pro-
nome “lhes” exerce a função de objeto indireto pleonástico. Assonância - Consiste na repetição ordenada de sons
vocálicos idênticos:
Observação: o pleonasmo só tem razão de ser quando “Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático
confere mais vigor à frase; caso contrário, torna-se um pleo- do litoral.”
nasmo vicioso:
Vi aquela cena com meus próprios olhos. Onomatopéia - Ocorre quando se tentam reproduzir na
Vamos subir para cima. forma de palavras os sons da realidade:
Ele desceu pra baixo. Os sinos faziam blem, blem, blem, blem.

Anáfora Fontes de pesquisa:


É a repetição de uma ou mais palavras no início de várias http://www.soportugues.com.br/secoes/estil/estil8.php
frases, criando, assim, um efeito de reforço e de coerência. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
Pela repetição, a palavra ou expressão em causa é posta em coni. 30ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
destaque, permitindo ao escritor valorizar determinado ele- Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja,
mento textual. Os termos anafóricos podem muitas vezes Thereza Cochar Magalhães. – 7ªed. Reform. – São Paulo:
ser substituídos por pronomes. Saraiva, 2010.

116
RACIOCÍNIO LÓGICO

1 Conceitos básicos de raciocínio lógico: proposições; valores lógicos das proposições; sentenças abertas; número de
linhas da tabela verdade; conectivos; proposições simples; proposições compostas. 2 Tautologia....................................... 01
Lógica de argumentação....................................................................................................................................................................................... 09
Diagramas lógicos e lógica de primeira ordem............................................................................................................................................ 13
Equivalências.............................................................................................................................................................................................................. 19
Leis de demorgan..................................................................................................................................................................................................... 23
Sequëncia lógica....................................................................................................................................................................................................... 26
Princípios de contagem e probabilidade........................................................................................................................................................ 30
Operações com conjunto...................................................................................................................................................................................... 37
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais............................................................................ 42
Porcentagem.............................................................................................................................................................................................................. 63
RACIOCÍNIO LÓGICO

PROF. EVELISE LEIKO UYEDA AKASHI Vamos ver alguns princípios da lógica:
Especialista em Lean Manufacturing pela Pontifícia
Universidade Católica- PUC Engenheira de Alimentos pela
I. Princípio da não Contradição: uma proposição não
Universidade Estadual de Maringá – UEM. Graduanda em
pode ser verdadeira “e” falsa ao mesmo tempo.
Matemática pelo Claretiano.
II. Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição
“ou” é verdadeira “ou” é falsa, isto é, verifica-se
sempre um desses casos e nunca um terceiro caso.
1 CONCEITOS BÁSICOS DE RACIOCÍNIO
LÓGICO: PROPOSIÇÕES; VALORES LÓ- Valor Lógico das Proposições
GICOS DAS PROPOSIÇÕES; Definição: Chama-se valor lógico de uma proposição a
SENTENÇAS ABERTAS; NÚMERO DE verdade, se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se
LINHAS DA TABELA VERDADE; CONECTIVOS; a proposição é falsa (F).
PROPOSIÇÕES SIMPLES; PROPOSIÇÕES
COMPOSTAS. 2 TAUTOLOGIA. Exemplo
p: Thiago é nutricionista.
V(p)= V essa é a simbologia para indicar que o valor
lógico de p é verdadeira, ou
Proposição V(p)= F
Definição: Todo o conjunto de palavras ou símbolos
que exprimem um pensamento de sentido completo. Basicamente, ao invés de falarmos, é verdadeiro ou fal-
so, devemos falar tem o valor lógico verdadeiro, tem valor
Nossa professora, bela definição! lógico falso.
Não entendi nada!
Classificação
Vamos pensar que para ser proposição a frase tem que
fazer sentido, mas não só sentido no nosso dia a dia, mas Proposição simples: não contém nenhuma outra pro-
também no sentido lógico. posição como parte integrante de si mesma. São geral-
Para uma melhor definição dentro da lógica, para ser mente designadas pelas letras latinas minúsculas p,q,r,s...
proposição, temos que conseguir julgar se a frase é verda- E depois da letra colocamos “:”
deira ou falsa.
Exemplo:
Exemplos: p: Marcelo é engenheiro
(A) A Terra é azul. q: Ricardo é estudante
Conseguimos falar se é verdadeiro ou falso? Então é
uma proposição. Proposição composta: combinação de duas ou mais
(B) >2 proposições. Geralmente designadas pelas letras maiúscu-
las P, Q, R, S,...
Como ≈1,41, então a proposição tem valor lógico
falso. Exemplo:
P: Marcelo é engenheiro e Ricardo é estudante.
Todas elas exprimem um fato. Q: Marcelo é engenheiro ou Ricardo é estudante.

Agora, vamos pensar em uma outra frase: Se quisermos indicar quais proposições simples fazem
O dobro de 1 é 2? parte da proposição composta:
Sim, correto?
Correto. Mas é uma proposição? P(p,q)
Não! Porque sentenças interrogativas, não podemos
declarar se é falso ou verdadeiro. Se pensarmos em gramática, teremos uma proposição
composta quando tiver mais de um verbo e proposição
Bruno, vá estudar. simples, quando tiver apenas 1. Mas, lembrando que para
É uma declaração imperativa, e da mesma forma, não ser proposição, temos que conseguir definir o valor lógico.
conseguimos definir se é verdadeiro ou falso, portanto, não
é proposição. Conectivos
Agora vamos entrar no assunto mais interessante: o
Passei! que liga as proposições.
Ahh isso é muito bom, mas infelizmente, não podemos Antes, estávamos vendo mais a teoria, a partir dos co-
de qualquer forma definir se é verdadeiro ou falso, porque nectivos vem a parte prática.
é uma sentença exclamativa.

1
RACIOCÍNIO LÓGICO

Definição - Disjunção Exclusiva


Palavras que se usam para formar novas proposições,
a partir de outras. Extensa: Ou...ou...
Símbolo: ∨
Vamos pensar assim: conectivos? Conectam alguma
coisa? p: Vitor gosta de estudar.
Sim, vão conectar as proposições, mas cada conetivo q: Vitor gosta de trabalhar
terá um nome, vamos ver?
p∨q Ou Vitor gosta de estudar ou Vitor gosta de tra-
-Negação
balhar.

-Condicional
Extenso: Se...,então..., É necessário que, Condição ne-
Exemplo cessária
p: Lívia é estudante. Símbolo: →
~p: Lívia não é estudante.
Exemplos
q: Pedro é loiro. p→q: Se chove, então faz frio.
¬q: É falso que Pedro é loiro. p→q: É suficiente que chova para que faça frio.
p→q: Chover é condição suficiente para fazer frio.
r: Érica lê muitos livros. p→q: É necessário que faça frio para que chova.
~r: Não é verdade que Érica lê muitos livros. p→q: Fazer frio é condição necessária para chover.

s: Cecilia é dentista. -Bicondicional


¬s: É mentira que Cecilia é dentista. Extenso: se, e somente se, ...
Símbolo:↔
-Conjunção
p: Lucas vai ao cinema
q: Danilo vai ao cinema.

p↔q: Lucas vai ao cinema se, e somente se, Danilo vai


ao cinema.
Nossa, são muitas formas de se escrever com a con-
junção. Referências
Não precisa decorar todos, alguns são mais usuais: “e”, ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica mate-
“mas”, “porém” mática – São Paulo: Nobel – 2002.

Exemplos
p: Vinícius é professor.
q: Camila é médica. Questões
p∧q: Vinícius é professor e Camila é médica.
p∧q: Vinícius é professor, mas Camila é médica. 01. (IFBAIANO – Assistente em Administração –
p∧q: Vinícius é professor, porém Camila é médica. FCM/2017) Considere que os valores lógicos de p e q são
V e F, respectivamente, e avalie as proposições abaixo.
- Disjunção I- p → ~(p ∨ ~q) é verdadeiro
II- ~p → ~p ∧ q é verdadeiro
III- p → q é falso
IV- ~(~p ∨ q) → p ∧ ~q é falso
p: Vitor gosta de estudar.
q: Vitor gosta de trabalhar Está correto apenas o que se afirma em:

p∨q: Vitor gosta de estudar ou Vitor gosta de traba- (A) I e III.


lhar. (B) I, II e III.
(C) I e IV.
(D) II e III.
(E) III e IV.

2
RACIOCÍNIO LÓGICO

02. (TERRACAP – Técnico Administrativo – QUA- 05. (EBSERH – Médico – IBFC/2017) Sabe-se que p,
DRIX/2017) Sabendo-se que uma proposição da forma q e r são proposições compostas e o valor lógico das pro-
“P→Q” — que se lê “Se P, então Q”, em que P e Q são pro- posições p e q são falsos. Nessas condições, o valor lógico
posições lógicas — é Falsa quando P é Verdadeira e Q é Fal- da proposição r na proposição composta {[q v (q ^ ~p)] v r}
sa, e é Verdadeira nos demais casos, assinale a alternativa cujo valor lógico é verdade, é:
que apresenta a única proposição Falsa.
(A) falso
(A) Se 4 é um número par, então 42 + 1 é um número (B) inconclusivo
primo. (C) verdade e falso
(B) Se 2 é ímpar, então 22 é par. (D) depende do valor lógico de p
(C) Se 7 × 7 é primo, então 7 é primo. (E) verdade
(D) Se 3 é um divisor de 8, então 8 é um divisor de 15.
(E) Se 25 é um quadrado perfeito, então 5 > 7. 06. (PREF. DE TANGUÁ/RJ – Fiscal de Tributos – MS-
CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é clas-
03. (IFBAIANO – Assistente Social – FCM/2017) sificada como uma proposição simples?
Segundo reportagem divulgada pela Globo, no dia
17/05/2017, menos de 40% dos brasileiros dizem praticar (A) Será que vou ser aprovado no concurso?
esporte ou atividade física, segundo dados da Pesquisa Na- (B) Ele é goleiro do Bangu.
cional por Amostra de Domicílios (Pnad)/2015. Além disso, (C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista.
concluiu-se que o número de praticantes de esporte ou de (D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos.
atividade física cresce quanto maior é a escolaridade.
(Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/menos-
07.(EBSERH – Assistente Administrativo –
de-40-dos-brasileiros-dizem-praticar-esporte-ou-ativida-
IBFC/2017) Assinale a alternativa incorreta com relação
de-fisica-futebol-e-caminhada-lideram-praticas.ghtml.
aos conectivos lógicos:
Acesso em: 23 abr. 2017).
Com base nessa informação, considere as proposições
p e q abaixo: (A) Se os valores lógicos de duas proposições forem
falsos, então a conjunção entre elas têm valor lógico falso.
p: Menos de 40% dos brasileiros dizem praticar esporte (B) Se os valores lógicos de duas proposições forem
ou atividade física falsos, então a disjunção entre elas têm valor lógico falso.
q: O número de praticantes de esporte ou de atividade (C) Se os valores lógicos de duas proposições forem
física cresce quanto maior é a escolaridade falsos, então o condicional entre elas têm valor lógico ver-
dadeiro.
Considerando as proposições p e q como verdadeiras, (D) Se os valores lógicos de duas proposições forem
avalie as afirmações feitas a partir delas. falsos, então o bicondicional entre elas têm valor lógico
falso.
I- p ∧ q é verdadeiro (E) Se os valores lógicos de duas proposições forem
II- ~p ∨ ~q é falso falsos, então o bicondicional entre elas têm valor lógico
III- p ∨ q é falso verdadeiro.
IV- ~p ∧ q é verdadeiro
08. (DPU – Analista – CESPE/2016) Um estudante de
Está correto apenas o que se afirma em: direito, com o objetivo de sistematizar o seu estudo, criou
sua própria legenda, na qual identificava, por letras, algu-
(A) I e II. mas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e
(B) II e III. as vinculava por meio de sentenças (proposições). No seu
(C) III e IV. vocabulário particular constava, por exemplo:
(D) I, II e III.
(E) II, III e IV. P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
04. (UFSBA - Administrador – UFMT /2017) Assinale R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclu-
a alternativa que NÃO apresenta uma proposição.
são no regime fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
(A) Jorge Amado nasceu em Itabuna-BA.
(B) Antônio é produtor de cacau.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não re-
(C) Jorge Amado não foi um grande escritor baiano.
(D) Queimem os seus livros. cordar qual era o crime B, lembrou que ele era inafiançável.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue
o item que se segue.

3
RACIOCÍNIO LÓGICO

A proposição “Caso tenha cometido os crimes A e B, 02. Resposta:.E.


não será necessariamente encarcerado nem poderá pagar Vamos fazer por alternativa:
fiança” pode ser corretamente simbolizada na forma (P∧- (A) V→V
Q)→((~R)∨(~S)). V
( )Certo ( )Errado
(B) F→V
09. (PREF. DE RIO DE JANEIRO/RJ – Administrador - V
PREF. DE RIO DE JANEIRO/2016) Considere-se a seguinte
proposição: “Se chove, então Mariana não vai ao deserto”. (C)V→V
Com base nela é logicamente correto afirmar que: V
(A) Chover é condição necessária e suficiente para Ma-
riana ir ao deserto. (D) F→F
V
(B) Mariana não ir ao deserto é condição suficiente
para chover.
(E) V→F
(C) Mariana ir ao deserto é condição suficiente para
F
chover.
(D) Não chover é condição necessária para Mariana ir
03. Resposta: A.
ao deserto.
p∧q é verdadeiro
~p∨~q
10. (PREF. DO RIO DE JANEIRO – Agente de Admi-
nistração – PREF. DE RIO DE JANEIRO/2016) Considere- F∨F
se a seguinte proposição: F
p∨q
P: João é alto ou José está doente. V∨V
V
O conectivo utilizado na proposição composta P cha-
ma-se: ~p∧q
(A) disjunção F∧V
(B) conjunção F
(C) condicional
(D) bicondicional 04. Resposta: D.
As frases que você não consegue colocar valor lógico
(V ou F) não são proposições.
RESPOSTAS Sentenças abertas, frases interrogativas, exclamativas,
imperativas
01. Resposta: D.
I- p → ~(p ∨ ~q) 05. Resposta: E.
(V) →~(V∨V) Sabemos que p e q são falsas.
V→F q∧~p =F
F q∨( q∧~p)
F∨F
II- ~p → ~p ∧ q F
F→F∧V Como a proposição é verdadeira, R deve ser verdadeira
F→F para a disjunção ser verdadeira.
V
06. Resposta: D.
III- p → q A única que conseguimos colocar um valor lógico.
V→F A C é uma proposição composta.
F
07. Resposta: D.
IV- ~(~p ∨ q) → p ∧ ~q Observe que as alternativas D e E são contraditórias,
~(F∨F) →V∧V portanto uma delas é falsa.
V→V Se as duas proposições têm o mesmo valor lógico, a
→V bicondicional é verdadeira.

4
RACIOCÍNIO LÓGICO

08. Resposta: Errado. -Negação


“...encarcerado nem poderá pagar fiança”. p ~p
“Nem” é uma conjunção(∧) V F
F V
09. Resposta: D.
Não pode chover para Mariana ir ao deserto. Se estamos negando uma coisa, ela terá valor lógico
oposto, faz sentido, não?
10. Resposta: A. - Conjunção
O conectivo ou chama-se disjunção e também é repre-
sentado simbolicamente por ∨ Eu comprei bala e chocolate, só vou me contentar se
eu tiver as duas coisas, certo?
Se eu tiver só bala não ficarei feliz, e nem se tiver só
Tabela-verdade
chocolate.
Com a tabela-verdade, conseguimos definir o valor
E muito menos se eu não tiver nenhum dos dois.
lógico de proposições compostas facilmente, analisando
cada coluna.
p q p ∧q
Se tivermos uma proposição p, ela pode ter V(p)=V ou V V V
V(p)=F V F F
F V F
p F F F
V
F -Disjunção

Quando temos duas proposições, não basta colocar só Vamos pensar na mesma frase anterior, mas com o co-
nectivo “ou”.
VF, será mais que duas linhas.
Eu comprei bala ou chocolate.
p q Eu comprei bala e também comprei o chocolate, está
V V certo pois poderia ser um dos dois ou os dois.
V F Se eu comprei só bala, ainda estou certa, da mesma
F V forma se eu comprei apenas chocolate.
F F Agora se eu não comprar nenhum dos dois, não dará
certo.
Observe, a primeira proposição ficou VVFF
E a segunda intercalou VFVF.
Vamos raciocinar, com uma proposição temos 2 possi- p q p ∨q
bilidades, com 2 proposições temos 4, tem que haver um V V V
padrão para se tornar mais fácil! V F V
As possibilidades serão 2n,
F V V
Onde:
n=número de proposições F F F
p q r -Disjunção Exclusiva
V V V
V F V Na disjunção exclusiva é diferente, pois OU comprei
chocolate OU comprei bala.
V V F
Ou seja, um ou outro, não posso ter os dois ao mesmo
V F F tempo.
F V V
F F V p q p∨q
V V F
F V F
V F V
F F F F V V
F F F
A primeira proposição, será metade verdadeira e me-
tade falsa.
A segunda, vamos sempre intercalar VFVFVF.
E a terceira VVFFVVFF.
Agora, vamos ver a tabela verdade de cada um dos
operadores lógicos?

5
RACIOCÍNIO LÓGICO

-Condicional

Se chove, então faz frio.

Se choveu, e fez frio


Estamos dentro da possibilidade.(V)

Choveu e não fez frio


Não está dentro do que disse. (F)

Não choveu e fez frio..


Ahh tudo bem, porque pode fazer frio se não chover, certo?(V)

Não choveu, e não fez frio


Ora, se não choveu, não precisa fazer frio. (V)
p q p →q
V V V
V F F
F V V
F F V

-Bicondicional

Ficarei em casa, se e somente se, chover.

Estou em casa e está chovendo.


A ideia era exatamente essa. (V)

Estou em casa, mas não está chovendo.


Você não fez certo, era só pra ficar em casa se chovesse. (F)

Eu sai e está chovendo.


Aiaiai não era pra sair se está chovendo. (F)
Não estou em casa e não está chovendo.
Sem chuva, você pode sair, ta? (V)

p q p ↔q
V V V
V F F
F V F
F F V

Tentei deixar de uma forma mais simples, para entender a tabela verdade de cada conectivo, pois sei que será difícil
para decorar, mas se você lembrar das frases, talvez fique mais fácil. Bons estudos! Vamos às questões!

6
RACIOCÍNIO LÓGICO

Tautologia

Definição: Chama-se tautologia, toda proposição composta que terá a coluna inteira de valor lógico V.
Podemos ter proposições SIMPLES que são falsas e se a coluna da proposição composta for verdadeira é tautologia.
Vamos ver alguns exemplos.

A proposição ~(p∧p) é tautologia, pelo Princípio da não contradição. Está lembrado?

Princípio da não Contradição: uma proposição não pode ser verdadeira “e” falsa ao mesmo tempo.

P ~p p∧~p ~(p∧~p)
V F F V
F V F V

A proposição p∨ ~p é tautológica, pelo princípio do Terceiro excluído.

Princípio do Terceiro Excluído: toda proposição “ou” é verdadeira “ou” é falsa, isto é, verifica-se sempre um desses casos
e nunca um terceiro caso.

P ~p p∨~p
V F V
F V V

Esses são os exemplos mais simples, mas normalmente conseguiremos resolver as questões com base na tabela ver-
dade, por isso insisto que a tabela verdade dos operadores, têm que estar na “ponta da língua”, quase como a tabuada da
matemática.

Veremos outros exemplos

Exemplo 1

Vamos pensar nas proposições


P: João é estudante
Q: Mateus é professor
Se João é estudante, então João é estudante ou Mateus é professor.
Em simbologia: p→p∨q

P Q p∨q p→p∨q
V V V V
V F V V
F V V V
F F F V

A coluna inteira da proposição composta deu verdadeiro, então é uma tautologia.

7
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplo 2
Com as mesmas proposições anteriores:
João é estudante ou não é verdade que João é estudante e Mateus é professor.
p∨~(p∧q)

P Q p∧q ~(p∧q) p∨~(p∧q)


V V V F V
V F F V V
F V F V V
F F F V V

Novamente, coluna deu inteira com valor lógico verdadeiro, é tautologia.

Exemplo 3
Se João é estudante ou não é estudante, então Mateus é professor.

P Q ~p p∨~p p∨~p→q
V V F V V
V F F V F
F V V V V
F F V V F

Deu pelo menos uma falsa e agora?


Não é tautologia.

Referências

ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Nobel – 2002.

Questões

01. (UTFPR – Pedagogo – UTFPR/2017) Considere as seguintes proposições:


I) p ∧ ~p
II) p → ~p
III) p ∨ ~p
IV) p →~q

Assinale a alternativa correta.


(A) Somente I e II são tautologias.
(B) Somente II é tautologia.
(C) Somente III é tautologia.
(D) Somente III e a IV são tautologias.
(E) Somente a IV é tautologia.

8
RACIOCÍNIO LÓGICO

02 (FUNDAÇÃO HEMOCENTRO DE BRASILIA/DF – Administração – IADES/2017) Assinale a alternativa que apresenta


uma tautologia.
(A) p∨(q∨~p)
(B) (q→p) →(p→q)
(C) p→(p→q∧~q)
(D) p∨~q→(p→~q)
(E) p∨q→p∧q

Respostas

01. Resposta: C.

P ou a própria negação é tautologia.

02. Resposta: A.

Antes de entrar em desespero que tenha que fazer todas as tabela verdade, vamos analisar:
Provavelmente terá uma alternativa que tenha uma proposição com conectivo de disjunção e a negação: p∨~p
Logo na alternativa A, percebemos que temos algo parecido.
Para confirmar, podemos fazer a tabela verdade

LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO

Argumentos

Um argumento é um conjunto finito de premissas (proposições ), sendo uma delas a consequência das demais. Tal pre-
missa (proposição), que é o resultado dedutivo ou consequência lógica das demais, é chamada conclusão. Um argumento
é uma fórmula: P1 ∧ P2 ∧ ... ∧ Pn → Q

OBSERVAÇÃO: A fórmula argumentativa P1 ∧ P2 ∧ ... ∧ Pn → Q, também poderá ser representada pela seguinte
forma:

9
RACIOCÍNIO LÓGICO

Argumentos válidos Se Antônio é inocente então Carlos é inocente


Carlos é inocente, pois sendo a primeira verdadeira, a
Um argumento é válido quando a conclusão é verda- condicional só será verdadeira se a segunda proposição
deira (V), sempre que as premissas forem todas verdadeiras também for.
(V). Dizemos, também, que um argumento é válido quando
a conclusão é uma consequência obrigatória das verdades Então, temos:
de suas premissas. Pedro é inocente, João é culpado, Antônio é inocente
e Carlos é inocente.
Argumentos inválidos

Um argumento é dito inválido (ou falácia, ou ilegítimo Questões


ou mal construído), quando as verdades das premissas são
insuficientes para sustentar a verdade da conclusão. Caso a
01. (PREF. DE SALVADOR – Técnico de Nível Supe-
conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências geradas
rior – FGV/2017) Carlos fez quatro afirmações verdadeiras
pelas verdades de suas premissas, tem-se como conclusão
sobre algumas de suas atividades diárias:
uma contradição (F).
▪ De manhã, ou visto calça, ou visto bermuda.
Métodos para testar a validade dos argumentos
(IFBA – Administrador – FUNRIO/2016) Ou João é cul- ▪ Almoço, ou vou à academia.
pado ou Antônio é culpado. Se Antônio é inocente então ▪ Vou ao restaurante, ou não almoço.
Carlos é inocente. João é culpado se e somente se Pedro é ▪ Visto bermuda, ou não vou à academia.
inocente. Ora, Pedro é inocente. Logo:
Certo dia, Carlos vestiu uma calça pela manhã.
(A) Pedro e Antônio são inocentes e Carlos e João são
culpados. É correto concluir que Carlos:
(B) Pedro e Carlos são inocentes e Antônio e João são
culpados. (A) almoçou e foi à academia.
(C) Pedro e João são inocentes e Antônio e Carlos são (B) foi ao restaurante e não foi à academia.
culpados. (C) não foi à academia e não almoçou.
(D) Antônio e Carlos são inocentes e Pedro e João são (D) almoçou e não foi ao restaurante.
culpados. (E) não foi à academia e não almoçou.
(E) Antônio, Carlos e Pedro são inocentes e João é cul-
pado. 02. (TRT 12ª REGIÃO – Analista Judiciário-
FGV/2017) Sabe-se que:
Resposta: E.
Vamos começar de baixo pra cima. • Se X é vermelho, então Y não é verde.
• Se X não é vermelho, então Z não é azul.
Ou João é culpado ou Antônio é culpado. • Se Y é verde, então Z é azul.
Se Antônio é inocente então Carlos é inocente
João é culpado se e somente se Pedro é inocente Logo, deduz-se que:
Ora, Pedro é inocente
(V) (A) X é vermelho;
(B) X não é vermelho;
Sabendo que Pedro é inocente,
(C) Y é verde;
João é culpado se e somente se Pedro é inocente
(D) Y não é verde;
João é culpado, pois a bicondicional só é verdadeira se
(E) Z não é azul.
ambas forem verdadeiras ou ambas falsas.

João é culpado se e somente se Pedro é inocente 03. (PC/AC – Agente de Polícia Civil – IBADE/2017)
(V) (V) Sabe-se que se Zeca comprou um apontador de lápis azul,
Ora, Pedro é inocente então João gosta de suco de laranja. Se João gosta de suco
de laranja, então Emílio vai ao cinema. Considerando que
(V)
Emílio não foi ao cinema, pode-se afirmar que:
Sabendo que João é culpado, vamos analisar a primeira
(A) Zeca não comprou um apontador de lápis azul.
premissa
(B) Emílio não comprou um apontador de lápis azul.
Ou João é culpado ou Antônio é culpado.
(C) Zeca não gosta de suco de laranja.
Então, Antônio é inocente, pois a disjunção exclusiva só
(D) João não comprou um apontador de lápis azul.
é verdadeira se apenas uma das proposições for.
(E) Zeca não foi ao cinema.

10
RACIOCÍNIO LÓGICO

04. (UFSBA – Administrador – UFMT/2017) São da- É correto concluir que, nesse dia, Carlos:
dos os seguintes argumentos:
ARGUMENTO 1 (A) correu e andou;
(B) não correu e não andou;
P1: Iracema não gosta de acarajé ou Iracema não é so- (C) andou e não teve companhia;
teropolitana. (D) teve companhia e andou;
P2: Iracema é soteropolitana. (E) não correu e não teve companhia.
C:
07. (PREF. DE SÃO PAULO – Assistente de Gestão de
Políticas Públicas – CESPE/2016) As proposições seguin-
ARGUMENTO 2
tes constituem as premissas de um argumento.
P1: Se Aurélia não é ilheense, então Aurélia não é pro-
dutora de cacau. • Bianca não é professora.
P2: Aurélia não é ilheense. • Se Paulo é técnico de contabilidade, então Bianca é
C: professora.
• Se Ana não trabalha na área de informática, então
ARGUMENTO 3 Paulo é técnico de contabilidade.
P1: Lucíola é bailarina ou Lucíola é turista. • Carlos é especialista em recursos humanos, ou Ana
P2: Lucíola não é bailarina. não trabalha na área de informática, ou Bianca é professora.
C:
Assinale a opção correspondente à conclusão que tor-
ARGUMENTO 4 na esse argumento um argumento válido.
P1: Se Cecília é baiana, então Cecília gosta de vatapá.
P2: Cecília não gosta de vatapá. (A) Carlos não é especialista em recursos humanos e
C: Paulo não é técnico de contabilidade.
(B) Ana não trabalha na área de informática e Paulo é
Pode-se inferir que técnico de contabilidade.
(C) Carlos é especialista em recursos humanos e Ana
(A) Lucíola é turista.
trabalha na área de informática.
(B) Cecília é baiana.
(D) Bianca não é professora e Paulo é técnico de con-
(C) Aurélia é produtora de cacau. tabilidade.
(D) Iracema gosta de acarajé. (E) Paulo não é técnico de contabilidade e Ana não tra-
balha na área de informática.
05. (COPERGAS/PE – Auxiliar Administrativo –
FCC/2016) Considere verdadeiras as afirmações a seguir: 08. (PREF. DE SÃO GONÇALO – Analista de Contabi-
lidade – BIORIO/2016) Se Ana gosta de Beto, então Beto
I. Laura é economista ou João é contador. ama Carla. Se Beto ama Carla, então Débora não ama Luiz.
II. Se Dinorá é programadora, então João não é con- Se Débora não ama Luiz, então Luiz briga com Débora. Mas
tador. Luiz não briga com Débora. Assim:
III. Beatriz é digitadora ou Roberto é engenheiro.
IV. Roberto é engenheiro e Laura não é economista. (A) Ana gosta de Beto e Beto ama Carla.
(B) Débora não ama Luiz e Ana não gosta de Beto.
A partir dessas informações é possível concluir, corre- (C) Débora ama Luiz e Ana gosta de Beto.
tamente, que : (D) Ana não gosta de Beto e Beto não ama Carla.
(E) Débora não ama Luiz e Ana gosta de Beto.
(A) Beatriz é digitadora.
09. (PREF. DE RIO DE JANEIRO – Administrador –
(B) João é contador.
PREF. DO RIO DE JANEIRO/2016) Considerem-se verda-
(C) Dinorá é programadora.
deiras as seguintes proposições:
(D) Beatriz não é digitadora.
(E) João não é contador. P1: André não gosta de chuchu ou Bruno gosta de be-
terraba.
06. (MPE/RJ – Analista do Ministério Público – P2: Se Bruno gosta de beterraba, então Carlos não gos-
FGV/2016) Sobre as atividades fora de casa no domingo, ta de jiló.
Carlos segue fielmente as seguintes regras: P3: Carlos gosta de jiló e Daniel não gosta de cenoura.
- Ando ou corro.
Assim, uma conclusão necessariamente verdadeira é a
- Tenho companhia ou não ando.
- Calço tênis ou não corro. seguinte:
Domingo passado Carlos saiu de casa de sandálias.

11
RACIOCÍNIO LÓGICO

(A) André não gosta de chuchu se, e somente se, Daniel 03. Resposta: A.
gosta de cenoura. Considerando que Emílio não foi ao cinema:
(B) Se André não gosta de chuchu, então Daniel gosta
de cenoura. Se João gosta de suco de laranja, então Emílio vai ao
(C) Ou André gosta de chuchu ou Daniel não gosta de cinema.
cenoura. F F
(D) André gosta de chuchu ou Daniel gosta de cenou- Zeca comprou um apontador de lápis azul, então João
ra. gosta de suco de laranja.
F F
10. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016)
Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras. 04. Resposta: A.
Vamos analisar por alternativa, pois fica mais fácil que
• Quando chove, Maria não vai ao cinema. analisar cada argumento.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema. OBS: Como a alternativa certa é a A, analisarei todas as
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio. alternativas, para mostrar o porquê de ser essa a correta.
• Quando Fernando está estudando, não chove.
• Durante a noite, faz frio. (A) Lucíola é turista.
Eu acho mais fácil fazer sempre com as premissas ver-
Tendo como referência as proposições apresentadas, dadeiras.
julgue o item subsecutivo. ARGUMENTO 3
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estu- P1: Lucíola é bailarina ou Lucíola é turista.
dando. F V
certo errado P2: Lucíola não é bailarina.(V)

Respostas (B) Cecília é baiana


P1: Se Cecília é baiana, então Cecília gosta de vatapá.
V F
01. Resposta: B.
P2: Cecília não gosta de vatapá.
▪ De manhã, ou visto calça, ou visto bermuda.
▪ Almoço, ou vou à academia.
Mas se Cecília não gosta de vatapá a P2 seria incorreta,
V f
por isso não é essa alternativa.
▪ Vou ao restaurante, ou não almoço.
V F
(C) Aurélia é produtora de cacau
▪ Visto bermuda, ou não vou à academia. P1: Se Aurélia não é ilheense, então Aurélia não é pro-
F V dutora de cacau.
F F
02. Resposta: D. P2: Aurélia não é ilheense.
Vamos tentar fazendo que X é vermelho para ver se Aurélia seria ilheense.
todos vão ter valor lógico correto.
(D) Iracema gosta de acarajé.
• Se X é vermelho, então Y não é verde. P1: Iracema não gosta de acarajé ou Iracema não é so-
V V teropolitana.
• Se Y é verde, então Z é azul. F V
F F/V P2: Iracema é soteropolitana.(F)
• Se X não é vermelho, então Z não é azul. Também entrou em contradição.
F F/V
05. Resposta: B.
Se x não é vermelho: Começamos sempre pela conjunção.
• Se X é vermelho, então Y não é verde. IV. Roberto é engenheiro e Laura não é economista.
F V V V
• Se Y é verde, então Z é azul.
F F I. Laura é economista ou João é contador.
F V
• Se X não é vermelho, então Z não é azul.
V V II. Se Dinorá é programadora, então João não é con-
tador.
F F

III. Beatriz é digitadora ou Roberto é engenheiro.


V/F V

12
RACIOCÍNIO LÓGICO

06. Resposta: D. (A) na bicondicional, as duas deveriam ser verdadeiras,


- Calço tênis ou não corro. ou as duas falsas
F V (B) como a primeira proposição é verdadeira, a segun-
da também deveria ser.
- Ando ou corro. (D) Como a primeira é falsa, a segunda deveria ser ver-
V F dadeira.
- Tenho companhia ou não ando.
V F 10.Resposta: Errado
Resumindo: ele calçou sandálias, andou e teve com-
panhia. • Durante a noite, faz frio.
V
07. Resposta: C.
• Bianca não é professora.(V) • Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Se Paulo é técnico de contabilidade, então Bianca é F F
professora.
F F • Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
• Se Ana não trabalha na área de informática, então V V
Paulo é técnico de contabilidade.
F F • Quando chove, Maria não vai ao cinema.
• Carlos é especialista em recursos humanos, F F
V
ou Ana não trabalha na área de informática, ou Bianca • Quando Fernando está estudando, não chove.
é professora. V/F V
F F Portanto, Se Maria foi ao cinema, então Fernando es-
tava estudando.
08. Resposta: D. Não tem como ser julgado.
Sabendo que Luiz não briga com Débora
Se Débora não ama Luiz, então Luiz briga com Débora.
F F DIAGRAMAS LÓGICOS E LÓGICA DE
. Se Beto ama Carla, então Débora não ama Luiz PRIMEIRA ORDEM
F F
Se Ana gosta de Beto, então Beto ama Carla.
F V
As questões de Diagramas lógicos envolvem as pro-
09 Resposta: C. posições categóricas (todo, algum, nenhum), cuja solução
Vamos começar pela P3, pois é uma conjunção, assim requer que desenhemos figuras, os chamados diagramas.
é mais fácil definirmos o valor lógico de cada proposição.
Para a conjunção ser verdadeira, as duas proposições Definição das proposições
devem ser verdadeiras.
Portanto: Todo A é B.
Carlos gosta de jiló.
Daniel não gosta de cenoura. O conjunto A está contido no conjunto B, assim todo
P2: Se Bruno gosta de beterraba, então Carlos não gos- elemento de A também é elemento de B.
ta de jiló.
Carlos não gosta de jiló. (F) Podemos representar de duas maneiras:
e par a condicional ser verdadeira a primeira também deve
ser falsa.
Bruno gosta de beterraba. (F)

P1: André não gosta de chuchu ou Bruno gosta de be-


terraba.
A segunda é falsa, e para a disjunção ser verdadeira, a
primeira é verdadeira.
André não gosta de chuchu. (V).
Vamos enumerar as verdadeiras:
1- Carlos gosta de jiló.
2-Daniel não gosta de cenoura.
3-Bruno não gosta de beterraba Quando “todo A é B” é verdadeira, vamos ver como
4-André não gosta de chuchu ficam os valores lógicos das outras?

13
RACIOCÍNIO LÓGICO

Pensemos nessa frase: Toda criança é linda. a) os dois conjuntos possuem uma parte dos elemen-
tos em comum.
Nenhum A é B é necessariamente falsa.
Nenhuma criança é linda, mas eu não acabei de falar
que TODA criança é linda? Por isso é falsa.

Algum A é B é necessariamente verdadeira


Alguma Criança é linda, sim, se todas são 1, 2, 3...são
lindas.

Algum A não é B necessariamente falsa, pois A está


contido em B.
Alguma criança não é linda, bem como já vimos impos-
sível, pois todas são.
b) Todos os elementos de A estão em B.
Nenhum A é B.

A e B não terão elementos em comum.

c) Todos os elementos de B estão em A.

Quando “nenhum A é B” é verdadeira, vamos ver como


ficam os valores lógicos das outras?

Frase: Nenhum cachorro é gato. (sim, eu sei. Frase ex-


trema, mas assim é bom para entendermos..hehe)

Todo A é B é necessariamente falsa.


Todo cachorro é gato, faz sentido? Nenhum, não é?

Algum A é B é necessariamente falsa.


Algum cachorro é gato, ainda não faz sentido.

Algum A não é B necessariamente verdadeira.


Algum cachorro não é gato, ah sim espero que todos
d) O conjunto A é igual ao conjunto B.
não sejam mas, se já está dizendo algum vou concordar.

Algum A é B.

Quer dizer que há pelo menos 1 elemento de A em


comum com o conjunto B.

Temos 4 representações possíveis:

14
RACIOCÍNIO LÓGICO

Quando “algum A é B” é verdadeira, vamos ver como c) Não há elementos em comum entre os dois conjun-
ficam os valores lógicos das outras? tos
Frase: Algum copo é de vidro.

Nenhum A é B é necessariamente falsa


Nenhum copo é de vidro, com frase fica mais fácil né?
Porque assim, conseguimos ver que é falsa, pois acabei de
falar que algum copo é de vidro, ou seja, tenho pelo menos
1 copo de vidro.

Todo A é B , não conseguimos determinar, podendo ser


verdadeira ou falsa (podemos analisar também os diagra-
mas mostrados nas figuras a e c)
Todo copo é de vidro.
Pode ser que sim, ou não.
Quando “algum A não é B” é verdadeira, vamos ver
Algum A não é B não conseguimos determinar, poden- como ficam os valores lógicos das outras?
do ser verdadeira ou falsa(contradiz com as figuras b e d) Vamos fazer a frase contrária do exemplo anterior
Algum copo não é de vidro, como não sabemos se to- Frase: Algum copo não é de vidro.
dos os copos são de vidros, pode ser verdadeira.
Nenhum A é B é indeterminada (contradição com as
Algum A não é B. figuras a e b)
O conjunto A tem pelo menos um elemento que não Nenhum copo é de vidro, algum não é, mas não sei se
pertence ao conjunto B. todos não são de vidro.

Aqui teremos 3 modos de representar: Todo A é B , é necessariamente falsa


Todo copo é de vidro, mas eu disse que algum copo
a) Os dois conjuntos possuem uma parte dos elemen- não era.
tos em comum
Algum A é B é indeterminada
Algum copo é de vidro, não consigo determinar se tem
algum de vidro ou não.

Quantificadores são elementos que, quando associa-


dos às sentenças abertas, permitem que as mesmas sejam
avaliadas como verdadeiras ou falsas, ou seja, passam a ser
qualificadas como sentenças fechadas.

O quantificador universal

O quantificador universal, usado para transformar sen-


tenças (proposições) abertas em proposições fechadas, é
indicado pelo símbolo “∀”, que se lê: “qualquer que seja”,
“para todo”, “para cada”.
b) Todos os elementos de B estão em A.
Exemplo:
(∀x)(x + 2 = 6)
Lê-se: “Qualquer que seja x, temos que x + 2 = 6” (fal-
sa).
É falso, pois não podemos colocar qualquer x para a
afirmação ser verdadeira.

O quantificador existencial

O quantificador existencial é indicado pelo símbolo


“∃” que se lê: “existe”, “existe pelo menos um” e “existe
um”.

15
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplos: 02. (TRT - 20ª REGIÃO /SE - Técnico Judiciário –


(∃x)(x + 5 = 9) FCC/2016) que todo técnico sabe digitar. Alguns desses
Lê-se: “Existe um número x, tal que x + 5 = 9” (verda- técnicos sabem atender ao público externo e outros desses
deira). técnicos não sabem atender ao público externo. A partir
Nesse caso, existe um número, ahh tudo bem...claro dessas afirmações é correto concluir que:
que existe algum número que essa afirmação será verda-
deira. (A) os técnicos que sabem atender ao público externo
não sabem digitar.
Ok?? Sem maiores problemas, certo? (B) os técnicos que não sabem atender ao público ex-
terno não sabem digitar.
Representação de uma proposição quantificada (C) qualquer pessoa que sabe digitar também sabe
atender ao público externo.
(∀x)(x ∈ N)(x + 3 > 15) (D) os técnicos que não sabem atender ao público ex-
Quantificador: ∀ terno sabem digitar.
Condição de existência da variável: x ∈ N . (E) os técnicos que sabem digitar não atendem ao pú-
Predicado: x + 3 > 15. blico externo.

(∃x)[(x + 1 = 4) ∧ (7 + x = 10)] 03. (COPERGAS – Auxiliar Administrativo –


Quantificador: ∃ FCC/2016) É verdade que existem programadores que não
Condição de existência da variável: não há. gostam de computadores. A partir dessa afirmação é cor-
Predicado: “(x + 1 = 4) ∧ (7 + x = 10)”. reto concluir que:

Negações de proposições quantificadas ou funcionais (A) qualquer pessoa que não gosta de computadores é
Seja uma sentença (∀x)(A(x)). um programador.
Negação: (∃x)(~A(x)) (B) todas as pessoas que gostam de computadores não
são programadores.
Exemplo (C) dentre aqueles que não gostam de computadores,
(∀x)(2x-1=3) alguns são programadores.
Negação: (∃x)(2x-1≠3) (D) para ser programador é necessário gostar de com-
putador.
(E) qualquer pessoa que gosta de computador será um
bom programador.
Seja uma sentença (∃x)(Q(x)).
Negação: (∀x)(~Q(x)).
04. (COPERGAS/PE - Analista Tecnologia da Infor-
(∃x)(2x-1=3)
mação
Negação: (∀x)(2x-1≠3)
- FCC/2016) É verdade que todo engenheiro sabe ma-
temática. É verdade que há pessoas que sabem matemática
Questões e não são engenheiros. É verdade que existem administra-
dores que sabem matemática. A partir dessas afirmações é
01. (UFES - Assistente em Administração – possível concluir corretamente que:
UFES/2017) Em um determinado grupo de pessoas:
(A) qualquer engenheiro é administrador.
• todas as pessoas que praticam futebol também pra- (B) todos os administradores sabem matemática.
ticam natação, (C) alguns engenheiros não sabem matemática.
• algumas pessoas que praticam tênis também prati- (D) o administrador que sabe matemática é engenhei-
cam futebol, ro.
• algumas pessoas que praticam tênis não praticam (E) o administrador que é engenheiro sabe matemática.
natação.
05. (CRECI 1ª REGIÃO/RJ – Advogado – MSCON-
É CORRETO afirmar que no grupo CURSOS/2016) Considere como verdadeiras as duas pre-
missas seguintes:
(A) todas as pessoas que praticam natação também
praticam tênis. I – Nenhum professor é veterinário;
(B) todas as pessoas que praticam futebol também pra- II – Alguns agrônomos são veterinários.
ticam tênis.
(C) algumas pessoas que praticam natação não prati- A partir dessas premissas, é correto afirmar que, neces-
cam futebol. sariamente:
(D) algumas pessoas que praticam natação não prati- (A) Nenhum professor é agrônomo.
cam tênis. (B) Alguns agrônomos não são professores.
(E) algumas pessoas que praticam tênis não praticam (C) Alguns professores são agrônomos.
futebol. (D) Alguns agrônomos são professores.

16
RACIOCÍNIO LÓGICO

06. (EMSERH - Auxiliar Administrativo – FUN- (C) Mirian é escrevente


CAB/2016) Considere que as seguintes afirmações são (D) Mirian não é escrevente.
verdadeiras: (E) se Arnaldo é escrevente, então Arnaldo é primo de
Mirian
“Algum maranhense é pescador.”
“Todo maranhense é trabalhador.”
10. (DPE/MT – Assistente Administrativo –
Assim pode-se afirmar, do ponto de vista lógico, que: FGV/2015) Considere verdadeiras as afirmações a seguir.
(A) Algum maranhense pescador não é trabalhador • Existem advogados que são poetas.
(B) Algum maranhense não pescar não é trabalhador • Todos os poetas escrevem bem.
(C) Todo maranhense trabalhadoré pescador
(D) Algum maranhense trabalhador é pescador
Com base nas afirmações, é correto concluir que
(E) Todo maranhense pescador não é trabalhador.
(A) se um advogado não escreve bem então não é poe-
07. (PREF. DE RIO DE JANEIRO/RJ – Assistente Ad- ta.
ministrativo – PREF. DO RIO DE JANEIRO/2015) Em certa (B) todos os advogados escrevem bem.
comunidade, é verdade que: (C) quem não é advogado não é poeta.
(D) quem escreve bem é poeta.
- todo professor de matemática possui grau de mestre; (E) quem não é poeta não escreve bem.
- algumas pessoas que possuem grau de mestre gos-
tam de empadão de camarão;
- algumas pessoas que gostam de empadão de cama- Respostas
rão não possuem grau de mestre.
01. Resposta: E.
Uma conclusão necessariamente verdadeira é:

(A) algum professor de matemática gosta de empadão


de camarão.
(B) nenhum professor de matemática gosta de empa-
dão de camarão.
(C) alguma pessoa que gosta de empadão de camarão
gosta de matemática.
(D) alguma pessoa que gosta de empadão de camarão
não é professor de matemática.

08. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VU-


NESP/2015) Se todo estudante de uma disciplina A é tam-
bém estudante de uma disciplina B e todo estudante de
uma disciplina C não é estudante da disciplina B, e ntão é 02. Resposta: D.
verdade que: Podemos excluir as alternativas que falam que não sa-
bem digitar, pois todos os técnicos sabem digitar.
(A) algum estudante da disciplina A é estudante da dis-
ciplina C.
(B) algum estudante da disciplina B é estudante da dis-
ciplina C.
(C) nenhum estudante da disciplina A é estudante da
disciplina C.
(D) nenhum estudante da disciplina B é estudante da
disciplina A.
(E) nenhum estudante da disciplina A é estudante da
disciplina B.

09. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VU-


NESP/2015) Considere verdadeira a seguinte afirmação:
“Todos os primos de Mirian são escreventes”.

Dessa afirmação, conclui­se corretamente que


(A) se Pâmela não é escrevente, então Pâmela não é
prima de Mirian.
(B) se Jair é primo de Mirian, então Jair não é escre-
vente.

17
RACIOCÍNIO LÓGICO

03. Resposta: C. 07. Resposta: D.

Podemos ter esses dois modelos de diagramas:

(A) não está claro se os mestres que gostam de empa-


dão são professores ou não.
(B) podemos ter o primeiro diagrama
04. Resposta: E. (C) pode ser o segundo diagrama.

08. Resposta: C.
O diagrama C deve ficar para fora, pois todo estudante
de C não é da disciplina B, ou seja, não tem ligação nenhuma.

05. Resposta: B.
Alguns agrônomos são veterinários e podem ser só
agrônomos.
Assim, os estudantes da disciplina A, também não fa-
zem disciplina C e vice-versa.

09. Resposta: A.

06. Resposta: D.

Como Pâmela não é escrevente, ela está em um diagra-


ma a parte, então não é prima de Mirian.
Analisando as alternativas erradas:

(B) Todos os primos de primo são escrevente.


(C) e (D) Não sabemos se Mirian é escrevente ou não.
(E) Não necessariamente, pois há pessoas que são es-
creventes, mas não primos de Mirian.

18
RACIOCÍNIO LÓGICO

10. Resposta: A. Regra de Absorção


Se o advogado não escreve bem, ele faz parte da área p→p∧q⇔p→q
hachurada, portanto ele não é poeta.
p q p∧q p→p∧q p→q
V V V V V
V F F F F
F V F V V
F F F V V

Condicional

Gostaria da sua atenção aqui, pois as condicionais são


as mais pedidas nos concursos
A condicional p→q e a disjunção ~p∨q, têm tabelas-
verdades idênticas

p ~p q p∧q p→q ~p∨q


V F V V V V
V F F F F F
Referências
F V V F V V
Carvalho, S. Raciocínio Lógico Simplificado. Série Pro-
F V F F V V
vas e Concursos, 2010.
Exemplo
p: Coelho gosta de cenoura
q: Coelho é herbívoro.
EQUIVALÊNCIAS
p→q: Se coelho gosta de cenoura, então coelho é her-
bívoro.
~p∨q: Coelha não gosta de cenoura ou coelho é her-
bívoro
EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS
A condicional ~p→~q é equivalente a disjunção p∨~q
Diz-se que uma proposição P(p,q,r..) é logicamente
equivalente ou equivalente a uma proposição Q(p,r,s..) se
as tabelas-verdade dessas duas proposições são IDÊNTI- p q ~p ~q ~p→~q p∨~q
CAS. V V F F V V
Para indicar que são equivalentes, usaremos a seguinte V F F V V V
notação: F V V F F F
P(p,q,r..) ⇔ Q(p,r,s..) F F V V V V

Essa parte de equivalência é um pouco mais chatinha, Equivalência fundamentais (Propriedades Funda-
mas conforme estudamos, vou falando algumas dicas. mentais): a equivalência lógica entre as proposições goza
das propriedades simétrica, reflexiva e transitiva.
Regra da Dupla negação
~~p⇔p 1 – Simetria (equivalência por simetria)
a) p ∧ q ⇔ q ∧ p
p q p∧q q∧p
p ~p ~~p
V F V V V V V
F V F V F F F
F V F F
São iguais, então ~~p⇔p F F F F

Regra de Clavius b) p ∨ q ⇔ q ∨ p
~p→p⇔p p q p∨q q∨ p
V V V V
p ~p ~p→p V F V V
V F V F V V V
F V F F F F F

19
RACIOCÍNIO LÓGICO

c) p ∨ q ⇔ q p b) p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r)
p q p∨q q∨p
V V F F q p ∨ (q p∨ p (p ∨ q) ∨ (p
p q r
V F V V ∨r ∨ r) q ∨r ∨ r)
F V V V V V V V V V V V
F F F F V V F V V V V V
V F V V V V V V
d) p ↔ q ⇔ q ↔ p V F F F V V V V
p q p↔q q↔p F V V V V V V V
V V V V F V F V V V F V
V F F F F F V V V F V V
F V F F F F F F F F F F
F F V V
3 – Idempotência
Equivalências notáveis: a) p ⇔ (p ∧ p)
Para ficar mais fácil o entendimento, vamos fazer duas
1 - Distribuição (equivalência pela distributiva) colunas com p:
a) p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r)
p p p∧ p
V V V
q p ∧ (q p∧ p (p ∧ q) ∨ (p
p q r F F F
∨r ∨ r) q ∧r ∧ r)
V V V V V V V V b) p ⇔ (p ∨ p)
V V F V V V F V
V F V V V F V V p p p∨ p
V F F F F F F F V V V
F V V V F F F F F F F
F V F V F F F F
F F V V F F F F 4 - Pela contraposição: de uma condicional gera-se
F F F F F F F F outra condicional equivalente à primeira, apenas inverten-
do-se e negando-se as proposições simples que as com-
b) p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r) põem.

p q r
q p ∨ (q p∨ p (p ∨ q) ∧ (p Da mesma forma que vimos na condicional mais acima,
∧r ∧ r) q ∨r ∨ r) temos outros modos de definir a equivalência da condicio-
V V V V V V V V nal que são de igual importância
V V F F V V V V
V F V F V V V V 1º caso – (p → q) ⇔ (~q → ~p)
V F F F V V V V p q ~p ~q p → q ~q → ~p
F V V V V V V V V V F F V V
F V F F F V F F V F F V F F
F F V F F F V F F V V F V V
F F F F F F F F F F V V V V
2 - Associação (equivalência pela associativa) 2º caso: (~p → q) ⇔ (~q → p)
a) p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r)
p q ~p ~p → q ~q ~q → p
V V F V F V
q p ∧ (q p (p ∧ q) ∧ (p
p q r p∧q V F F V V V
∧r ∧ r) ∧r ∧ r)
V V V V V V V V F V V V F V
V V F F F V F F F F V F V F
V F V F F F V F
3º caso: (p → ~q) ⇔ (q → ~p)
V F F F F F F F
F V V V F F F F p q ~q p → ~q ~p q → ~p
F V F F F F F F V V F F F F
F F V F F F F F V F V V F V
F F F F F F F F F V F V V V
F F V V V V

20
RACIOCÍNIO LÓGICO

5 - Pela bicondicional Questões


a) (p ↔ q) ⇔ (p → q) ∧ (q → p), por definição
p q p ↔ q p → q q → p (p → q) ∧ (q → p) 01. (TJ/SP - Escrevente Técnico Judiciário - VU-
V V V V V V NESP/2017) Uma afirmação equivalente para “Se estou fe-
liz, então passei no concurso” é:
V F F F V F
F V F V F F (A) Se passei no concurso, então estou feliz.
F F V V V V (B) Se não passei no concurso, então não estou feliz.
(C) Não passei no concurso e não estou feliz.
b) (p ↔ q) ⇔ (~q → ~p) ∧ (~p → ~q) (D) Estou feliz e passei no concurso.
p (E) Passei no concurso e não estou feliz.
~q → ~p → (~q → ~p) ∧
p q ↔ ~q ~p
~p ~q (~p → ~q)
q 02. (UTFPR – Pedagogo – UTFPR/2017) Considere a
V V V F F V V V frase:
V F F V F F V F Se Marco treina, então ele vence a competição.
F V F F V V F F A frase equivalente a ela é:
F F V V V V V V
(A) Se Marco não treina, então vence a competição.
c) (p ↔ q) ⇔ (p ∧ q) ∨ (~p ∧ ~q) (B) Se Marco não treina, então não vence a competição.
p p (C) Marco treina ou não vence a competição.
~p ∧ (p ∧ q) ∨ (~p (D) Marco treina se e somente se vence a competição.
p q ↔ ∧ ~p ~q
~q ∧ ~q) (E) Marco não treina ou vence a competição.
q q
V V V V F F F V
V F F F F V F F 03. (TRF 1ª REGIÃO – Cargos de nível médio – CES-
F V F F V F F F PE/2017) A partir da proposição P: “Quem pode mais, cho-
ra menos.”, que corresponde a um ditado popular, julgue o
F F V F V V V V
próximo item.
Do ponto de vista da lógica sentencial, a proposição P é
6 - Pela exportação-importação
equivalente a “Se pode mais, o indivíduo chora menos”.
[(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)]
( ) Certo
p q r p ∧ q (p ∧ q) → r q → r p → (q → r) ( ) Errado
V V V V V V V
V V F V F F F 04. (TRT 12ª REGIÃO – Analista Judiciário – FGV/2017)
V F V F V V V Considere a sentença: “Se Pedro é torcedor do Avaí e Marce-
V F F F V V V la não é torcedora do Figueirense, então Joana é torcedora
F V V F V V V da Chapecoense”.
F V F F V F V Uma sentença logicamente equivalente à sentença dada é:
F F V F V V V
(A) Se Pedro não é torcedor do Avaí ou Marcela é torce-
F F F F V V V
dora do Figueirense, então Joana não é torcedora da Cha-
pecoense.
Proposições Associadas a uma Condicional (se, então)
(B) Se Pedro não é torcedor do Avaí e Marcela é torce-
dora do Figueirense, então Joana não é torcedora da Cha-
Chama-se proposições associadas a p → q as três pro- pecoense.
posições condicionadas que contêm p e q: (C) Pedro não é torcedor do Avaí ou Marcela é torcedora
– Proposições recíprocas: p → q: q → p do Figueirense ou Joana é torcedora da Chapecoense.
– Proposição contrária: p → q: ~p → ~q (D) Se Joana não é torcedora da Chapecoense, então
– Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p Pedro não é torcedor do Avaí e Marcela é torcedora do Fi-
gueirense.
Observe a tabela verdade dessas quatro proposições: (E) Pedro não é torcedor do Avaí ou Marcela é torcedora
q do Figueirense e Joana é torcedora da Chapecoense.
p→ ~p → ~q →
p q ~p ~q →
q ~q ~p 05. (IBGE – Analista Censitário – FGV/2017) Considere
p
V V F F V V V V como verdadeira a seguinte sentença: “Se todas as flores são
V F F V F V V F vermelhas, então o jardim é bonito”.
F V V F V F F V É correto concluir que:
F F V V V V V V
(A) se todas as flores não são vermelhas, então o jardim
Observamos ainda que a condicional p → q e a sua não é bonito;
recíproca q → p ou a sua contrária ~p → ~q NÃO SÃO (B) se uma flor é amarela, então o jardim não é bonito;
(C) se o jardim é bonito, então todas as flores são ver-
EQUIVALENTES.
melhas;

21
RACIOCÍNIO LÓGICO

(D) se o jardim não é bonito, então todas as flores não Respostas


são vermelhas;
(E) se o jardim não é bonito, então pelo menos uma flor 01. Resposta: B.
não é vermelha. p→q⇔~q→~p
p: Estou feliz
06. (POLITEC/MT – Papiloscopista – UFMT/2017) q: passei no concurso
Uma proposição equivalente a Se há fumaça, há fogo, é: A equivalência ficaria:
Se não passei no concurso, então não estou feliz.
(A) Se não há fumaça, não há fogo.
(B) Se há fumaça, não há fogo. 02. Resposta: E.
(C) Se não há fogo, não há fumaça. Temos p→q e a equivalência pode ser: “~q→~p” ou
(D) Se há fogo, há fumaça. “~p∨q”
P: Marcos treina
07. (DPE/RR – Técnico em Informática – INAZ DO Q: ele vence a competição
PARÁ/2017) Diz-se que duas preposições são equivalen- Marcos não treina ou ele vence a competição
tes entre si quando elas possuem o mesmo valor lógico. A
sentença logicamente equivalente a: “ Se Maria é médica, 03. Resposta: Certo.
então Victor é professor” é: Uma dica é que normalmente quando tem vírgula é
condicional, não é regra, mas acontece quando você não
(A) Se Victor não é professor então Maria não é médica acha o conectivo.
(B) Se Maria não é médica então Victor não é professor
(C) Se Victor é professor, Maria é médica 04. Resposta: C.
(D) Se Maria é médica ou Victor é professor Temos p→q e a equivalência pode ser: “~q→~p” ou
(E) Se Maria é médica ou Victor não é professor “~p∨q”
~p: Pedro não é torcedor do Avaí ou Marcela é torce-
08. (PREF. DE RIO DE JANEIRO – Administrador – dora do Figueirense
PREF. DO RIO DE JANEIRO/2016) Uma proposição lo- ~q→~p: Se Joana não é torcedora da Chapecoense,
então Pedro não é torcedor do Avaí ou Marcela é torcedora
gicamente equivalente a “se eu não posso pagar um táxi,
do Figueirense
então vou de ônibus” é a seguinte:
~p∨q: Pedro não é torcedor do Avaí ou Marcela é torce-
dora do Figueirense ou Joana é torcedora da Chapecoense.
(A) se eu não vou de ônibus, então posso pagar um táxi
(B) se eu posso pagar um táxi, então não vou de ônibus
05. Resposta: E.
(C) se eu vou de ônibus, então não posso pagar um táxi
Equivalência: p→q⇔~q→~p
(D) se eu não vou de ônibus, então não posso pagar
Para negar Todos:
um táxi Pelo menos faz o contrário, ou seja, no nosso caso,
pelo menos uma flor não é vermelha
09. (PREF. DO RIO DE JANEIRO – Agente de Admi- ~p: Pelo menos uma flor não é vermelha
nistração – PREF. DO RIO DE JANEIRO/2016) Uma pro- Se o jardim não é bonito, então pelo menos uma flor
posição logicamente equivalente a “todo ato desonesto é não é vermelha.
passível de punição” é a seguinte:
06. Resposta: C.
(A) todo ato passível de punição é desonesto. Nega as duas e troca de lado.
(B) todo ato não passível de punição é desonesto. Se não há fogo, então não há fumaça.
(C) se um ato não é passível de punição, então não é
desonesto. 07. Resposta: A.
(D) se um ato não é desonesto, então não é passível Nega as duas e troca de lado.
de punição. Se Victor não é professor, então Maria não é medica.

10. (TJ/PI – Analista Judiciário – FGV/2015) Conside- 08. Resposta: A.


re a sentença: “Se gosto de capivara, então gosto de javali”. Temos p→q e a equivalência pode ser ~q→~p
~p∨q
Uma sentença logicamente equivalente à sentença Nesse caso, como temos apenas condicional nas alter-
dada é: nativas.
Nega as duas e troca
(A) Se não gosto de capivara, então não gosto de javali. p: não posso pagar um táxi
(B) Gosto de capivara e gosto de javali. q: vou de ônibus
(C) Não gosto de capivara ou gosto de javali. ~p: Posso pagar um táxi
(D) Gosto de capivara ou não gosto de javali. ~q: Não vou de ônibus
(E) Gosto de capivara e não gosto de javali. Se não vou de ônibus, então posso pagar um táxi

22
RACIOCÍNIO LÓGICO

09. Resposta: C.
Vamos pensar da seguinte maneira:
Se todo ato é desonesto, então é passível de punição
Temos p→q e a equivalência pode ser: “~q→~p” ou “~p∨q”
Nesse caso, as alternativas nos mostram condicional.
Se um ato não é passível de punição, então não é desonesto.

10. Resposta: C.
Lembra da tabela da teoria??
p q p→q ~p ~p∨q
V V V F V
V F F F F
F V V V V
F F V V V

Então
p: Gosto de capivara
q: Gosto de javali

Temos p→q e a equivalência pode ser ~q→~p, mas não temos essa opção.
Portanto, deve ser ~p∨q
Não gosto de capivara ou gosto de javali.

Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier,
2013.

LEIS DE DEMORGAN

Negação de uma proposição composta


Definição: Quando se nega uma proposição composta primitiva, gera-se outra proposição também composta e equi-
valente à negação de sua primitiva.
Ou seja, muitas vezes para os exercícios teremos que saber qual a equivalência da negação para compor uma frase, por
exemplo.

Negação de uma conjunção (Lei de Morgan)


Para negar uma conjunção, basta negar as partes e trocar o conectivo conjunção pelo conectivo disjunção.
~(p ∧ q) ⇔ (~p ∨ ~q)
p q ~p ~q p∧q ~(p ∧ q) ~p ∨ ~q
V V F F V F F
V F F V F V V
F V V F F V V
F F V V F V V

Negação de uma disjunção (Lei de Morgan)


Para negar uma disjunção, basta negar as partes e trocar o conectivo-disjunção pelo conectivo-conjunção.
~(p ∨ q) ⇔ (~p ∧ ~q)

p q ~p ~q p∨q ~(p ∨ q) ~p ∧ ~q
V V F F V F F
V F F V V F F
F V V F V F F
F F V V F V V

23
RACIOCÍNIO LÓGICO

Resumindo as negações, quando é conjunção nega as duas e troca por “ou”


Quando for disjunção, nega tudo e troca por “e”.
Negação de uma disjunção exclusiva
~(p ∨ q) ⇔ (p ↔ q)
p q p∨q ~( p∨q) p↔q
V V F V V
V F V F F
F V V F F
F F F V V

Negação de uma condicional


Famoso MANE
Mantém a primeira e nega a segunda.
~(p → q) ⇔ (p ∧ ~q)
p q p→q ~q ~(p → q) p ∧ ~q
V V V F F F
V F F V V V
F V V F F V
F F V V F F

Negação de uma bicondicional


~(p ↔ q) = ~[(p → q) ∧ (q → p)] ⇔ [(p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~p)]
~[(p → q) ∧ [(p ∧ ~q) ∨
P Q p ↔ q p → q q → p p → q) ∧ (q → p)] p ∧ ~q q ∧ ~p
(q → p)] (q ∧ ~p)]
V V V V V V F F F F
V F F F V F V V F V
F V F V F F V F V V
F F V V V V F F F F

Dupla negação (Teoria da Involução)


De uma proposição simples: p ⇔ ~ (~p)
P ~P ~ (~p)
V F V
F V F

b) De uma condicional: Definição: A dupla negação de uma condicional dá-se da seguinte forma: nega-se a 1ª parte da
condicional, troca-se o conectivo-condicional pela disjunção e mantém-se a 2a parte.
Demonstração: Seja a proposição primitiva: p → q nega-se pela 1a vez: ~(p → q) ⇔ p ∧ ~q nega-se pela 2a vez: ~(p
∧ ~q) ⇔ ~p ∨ q
Conclusão: Ao negarmos uma proposição primitiva duas vezes consecutivas, a proposição resultante será equivalente
à sua proposição primitiva. Logo, p → q ⇔ ~p ∨ q

Questões
01. (CORREIOS – Engenheiro de Segurança do Trabalho Júnior – IADES/2017) Qual é a negação da proposição
“Engenheiros gostam de biológicas e médicos gostam de exatas.”?
(A) Engenheiros não gostam de biológicas ou médicos não gostam de exatas.
(B) Engenheiros não gostam de biológicas e médicos gostam de exatas.
(C) Engenheiros não gostam de biológicas ou médicos gostam de exatas.
(D) Engenheiros gostam de biológicas ou médicos não gostam de exatas.
(E) Engenheiros não gostam de biológicas e médicos não gostam de exatas.

02. (ARTES - Agente de Fiscalização à Regulação de Transporte - Tecnologia de Informação - FCC/2017) A afirma-
ção que corresponde à negação lógica da frase ‘Vendedores falam muito e nenhum estudioso fala alto’ é:
(A) ‘Nenhum vendedor fala muito e todos os estudiosos falam alto’.
(B) ‘Vendedores não falam muito e todos os estudiosos falam alto’.
(C) ‘Se os vendedores não falam muito, então os estudiosos não falam alto’.
(D) ‘Pelo menos um vendedor não fala muito ou todo estudioso fala alto’.
(E) ‘Vendedores não falam muito ou pelo menos um estudioso fala alto’

24
RACIOCÍNIO LÓGICO

03. (IGP/RS – Perito Criminal 0 FUNDATEC/2017) A Proposição Q: A empresa alegou ter pago suas obriga-
negação da proposição “Todos os homens são afetuosos” ções previdenciárias, mas não apresentou os comprovantes
é: de pagamento.
(A) Toda criança é afetuosa. A proposição Q, anteriormente apresentada, está pre-
(B) Nenhum homem é afetuoso. sente na proposição P do texto CB1A5AAA.
(C) Todos os homens carecem de afeto. A negação da proposição Q pode ser expressa por:
(D) Pelo menos um homem não é afetuoso.
(E) Todas as mulheres não são afetuosas.
(A) A empresa não alegou ter pago suas obrigações
04. (TRT – Analista Judiciário – FCC/2017) Uma afir- previdenciárias ou apresentou os comprovantes de paga-
mação que corresponda à negação lógica da afirmação: mento.
todos os programas foram limpos e nenhum vírus perma- (B) A empresa alegou ter pago suas obrigações previ-
neceu, é: denciárias ou não apresentou os comprovantes de paga-
mento.
(A) Se pelo menos um programa não foi limpo, então (C)A empresa alegou ter pago suas obrigações previ-
algum vírus não permaneceu. denciárias e apresentou os comprovantes de pagamento.
(B) Existe um programa que não foi limpo ou pelo me-
(D) A empresa não alegou ter pago suas obrigações
nos um vírus permaneceu.
(C) Nenhum programa foi limpo e todos os vírus per- previdenciárias nem apresentou os comprovantes de pa-
maneceram. gamento.
(D) Alguns programas foram limpos ou algum vírus
não permaneceu.
(E) Se algum vírus permaneceu, então nenhum progra- 09. (DPE/RS – Analista – FCC/2017) Considere a afir-
ma foi limpos. mação:
Ontem trovejou e não choveu.
05. (TRF 1ª REGIÃO – cargos de nível superior – CES- Uma afirmação que corresponde à negação lógica des-
PE/2017) Em uma reunião de colegiado, após a aprovação
de uma matéria polêmica pelo placar de 6 votos a favor e 5 ta afirmação é
contra, um dos 11 presentes fez a seguinte afirmação: “Bas- (A) se ontem não trovejou, então não choveu.
ta um de nós mudar de ideia e a decisão será totalmente (B) ontem trovejou e choveu.
modificada.” (C) ontem não trovejou ou não choveu.
Considerando a situação apresentada e a proposição (D) ontem não trovejou ou choveu.
correspondente à afirmação feita, julgue o próximo item. (E) se ontem choveu, então trovejou.
A negação da proposição pode ser corretamente ex-
pressa por “Basta um de nós não mudar de ideia ou a deci-
são não será totalmente modificada”. 10. (DPE/RS – Analista – FCC/2017) Considere a afir-
Certo Errado mação:
Se sou descendente de italiano, então gosto de macar-
06. (TRF 1ª REGIÃO – Cargos de nível médio – CES- rão e gosto de parmesão.
PE/2017) A partir da proposição P: “Quem pode mais, cho-
Uma afirmação que corresponde à negação lógica des-
ra menos.”, que corresponde a um ditado popular, julgue o
ta afirmação é
próximo item.
A negação da proposição P pode ser expressa por (A) Sou descendente de italiano e, não gosto de macar-
“Quem não pode mais, não chora menos” rão ou não gosto de parmesão.
Certo Errado (B) Se não sou descendente de italiano, então não gos-
to de macarrão e não gosto de parmesão.
07. (CFF – Analista de Sistema – INAZ DO PARÁ/2017) (C) Se gosto de macarrão e gosto de parmesão, então
Dizer que não é verdade que “Todas as farmácias estão não sou descendente de italiano.
abertas” é logicamente equivalente a dizer que: (D) Não sou descendente de italiano e, gosto de ma-
carrão e não gosto de parmesão.
(A) “Toda farmácia está aberta”. (E) Se não gosto de macarrão e não gosto de parme-
(B) “Nenhuma farmácia está aberta”. são, então não sou descendente de italiano.
(C) “Todas as farmácias não estão abertas”.
(D) “Alguma farmácia não está aberta”.
(E) “Alguma farmácia está aberta”. Respostas
08. (TRT 7ª REGIÃO – Conhecimentos básicos cargos 01. Resposta: A.
1, 2, 7 e 8 – CESPE/2017) Texto CB1A5AAA – Proposição P Nega as duas e muda o conectivo para ou
A empresa alegou ter pago suas obrigações previden-
|Engenheiros não gostam de biológicas OU médicos
ciárias, mas não apresentou os comprovantes de paga-
não gostam de exatas.
mento; o juiz julgou, pois, procedente a ação movida pelo
ex-empregado.

25
RACIOCÍNIO LÓGICO

02. Resposta: E.
Nega as duas e coloca ou. SEQUËNCIA LÓGICA
Vendedores não falam muito
Para negar nenhum, devemos colocar pelo menos e a
afirmativa
Pelo menos um estudioso fala muito. As sequências lógicas aparecem com frequências nas
provas de concurso. São vários tipos: números, letras, figu-
OBS: Se fosse Todos a negação seria pelo menos 1 es- ras, baralhos, dominós e como é um assunto muito abran-
tudioso não fala muito. gente, e pode ser pedido de qualquer forma, o que ajudará
nos estudos serão as práticas de exercícios e algumas dicas
03. Resposta: D. que darei. Em cada exemplo, darei algumas dicas para toda
Para negar todos, colocamos pelo menos um... vez que você visualizar esse tipo de questão já ajude a ana-
E negamos a frase. lisar que tipo será. Vamos lá?
Pelo menos um homem não é afetuoso.
Sequência de Números
04. Resposta:B.
Pode ser feita por soma, subtração, divisão, multipli-
Negação de Todos: Pelo menos um (existe um, alguns)
e a negação: cação.
Pelo menos um programa não foi limpo. Mas lembre-se, se estamos falando de SEQUÊNCIA, ela
Negação de nenhum : pelo menos um e a afirmação. vai seguir um padrão, basta você achar esse padrão, alguns
Pelo menos um vírus permaneceu. serão mais difíceis, outro beeem fácil e não se assuste se
Ou achar rápido, não terá uma “PEGADINHA”, será isso e pon-
Alguns vírus permaneceram. to.
Vamos ver alguns tipos de sequências:
05. Resposta: Errado.
CUIDADO! -Progressão Aritmética
O basta traz sentido de condicional. 2 5 8 11
Se um de nós mudar de ideia, então a decisão será
totalmente modificada. Progressão aritmética sempre terá a mesma razão.
Portanto, mantém a primeira e nega a segunda (MANÈ) No nosso exemplo, a razão é 3, pois para cada número
Basta um de nós mudar de ideia e a decisão não será seguinte, temos que somar 3.
totalmente modificada.
-Progressão Geométrica
06. Resposta: Errado. 9 18 36 72
Negação de uma condicional: mantém a primeira e
nega a segunda. E agora para essa nova sequência?
Se somarmos 9, não teremos uma sequência, então
07. Resposta: D. não é soma.
Para negar todos: pelo menos uma, alguma, existe uma O próximo que tentamos é a multiplicação,9x2=18
Alguma farmácia não está aberta. 18x2=36
36x2=72
08. Resposta: A.
Opa, deu certo?
Nega as duas e troca por “e” por “ou”
Progressão geométrica de razão 2.
A empresa não alegou ter pago suas obrigações previ-
denciárias ou apresentou os comprovantes de pagamento.
-Incremento em Progressão
09. Resposta: D. 1 2 4 7
Negação de ontem trovejou: ontem não trovejou
Negação de não choveu: choveu Observe que estamos somando 1 a mais para cada nú-
Ontem não trovejou ou choveu. mero.
1=1=2
10. Resposta: A. 2+2=4
Negação de condicional: mantém a primeira e nega a 4+3=7
segunda.
Negação de conjunção: nega as duas e troca “e” por “ou” -Série de Fibonacci
Vamos fazer primeiro a negação da conjunção: gosto 1 1 2 3 5 8 13
de macarrão e gosto de parmesão. Cada termo é igual à soma dos dois anteriores.
Não gosto de macarrão ou não gosto de parmesão.
-Números Primos
Sou descendente de italiano e não gosto de macarrão 2 3 5 7 11 13 17
ou não gosto de parmesão. Naturais que possuem apenas dois divisores naturais.

26
RACIOCÍNIO LÓGICO

-Quadrados Perfeitos Resolução


1 4 9 16 25 36 49 Primeiro tentamos número de sílabas ou letras.
Números naturais cujas raízes são naturais. Letras já não deu certo.

Exemplo 1 Galo=4
Pato=4
(UFPB – Administrador – IDECAN/2016) Considere a Carneiro=8
sequência numérica a seguir: Cobra=4
3, 6, 3, 3, 2, 5/3, 11/9. . . Jacaré=6
Não tem um padrão
Sabendo-se que essa sequência obedece uma regra de
formação a partir do terceiro termo, então o denominador Número de sílabas
do próximo termo da sequência é: Está dividido em 2 e 3 e sem padrões
(A) 9.
(B) 11. Começadas com as letras dos meses?não...
(C) 26. Difícil...
(D) 27. São animais, então:

Resolução Galo e pato são aves


Quando há uma sequência que não parece progressão Cobra e jacaré são répteis
aritmética ou geométrica, devemos “apelar” para soma os O carneiro é mamífero, se estão aos pares, devemos
dois anteriores, soma 1, e assim por diante. procurar outro mamífero que no caso é o boi
No caso se somarmos os dois primeiros para dar o ter- Resposta: A.
ceiro: 3+6=9
Para dar 3, devemos dividir por 3: 9/3=3 Exemplo 2
Vamos ver se ficará certo com o restante (IBGE - Técnico em Informações Geográficas e Esta-
6+3=9 tísticas – FGV/2016) Considere a sequência infinita
9/3=3
3+2=5 IBGEGBIBGEGBIBGEG...
5/3
Opa...parece que deu certo A 2016ª e a 2017ª letras dessa sequência são, respec-
Então: tivamente:
(A) BG;
(B) GE;
(C) EG;
(D) GB;
(E) BI.

Resposta: E.
Resposta: D.
É uma sequência com 6
Sequência de Letras Cada letra equivale a sequência
Sobre a sequência de Letras, fica um pouco mais difícil I=1
de falar, pois podem ser de vários tipos. B=2
Às vezes temos que substituir por números, outras ana- G=3
lisar o padrão de como aparecem. Vamos ver uns exemplos? E=4
G=5
Exemplo 1 B=0
(AGERIO – Analista de Desenvolvimento – FDC/2015)
Considerando a sequência de vocábulos: 2016/6=336 resta 0
galo - pato - carneiro - X - cobra – jacaré 2017/6=336 resta 1
Portanto, 2016 será a letra B, pois resta 0, será equiva-
A alternativa lógica que substitui X é: lente a última letra

(A) boi E 2017 será a letra I, pois resta 1 e é igual a primeira


(B) siri letra.
(C) sapo
(D) besouro
(E) gaivota

27
RACIOCÍNIO LÓGICO

Sequência de Figuras 02. (DESENBAHIA – Técnico Escriturário - INSTITU-


Do mesmo modo que a sequência de letras, é um tema TO AOCP/2017) Uma máquina foi programada para dis-
abrangente, pois a banca pode pedir a figura que convém. tribuir senhas para atendimento em uma agência bancária
alternando algarismos e letras do alfabeto latino, no qual
(FACEPE – Assistente em Gestão de Ciência e Tecno- estão inclusas as letras K, W e Y, sendo a primeira senha
logia – UPENET/2015) Assinale a alternativa que contém o número 2, a segunda a letra A, e sucessivamente na se-
a próxima figura da sequência. guinte forma: (2; A; 5; B; 8; C; ...). Com base nas informações
mencionadas, é correto afirmar que a 51ª e a 52ª senhas,
respectivamente, são:
(A) 69 e Z.
(B) 90 e Y.
(C) T e 88.
(A) (D) 77 e Z.
(E) Y e 100.

03. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017)  Na


(B) figura abaixo, encontram-se representadas três etapas da
construção de uma sequência elaborada a partir de um
triângulo equilátero.

(C)

(D)

Na etapa 1, marcam-se os pontos médios dos lados


(E) do triângulo equilátero e retira-se o triângulo com vértices
nesses pontos médios, obtendo-se os triângulos pretos. Na
etapa 2, marcam-se os pontos médios dos lados dos triân-
gulos pretos obtidos na etapa 1 e retiram-se os triângulos
com vértices nesses pontos médios, obtendo-se um novo
Resposta: B. conjunto de triângulos pretos. A etapa 3 e as seguintes
Primeiro risco vai na parte de baixo, depois do lado mantêm esse padrão de construção.
E depois 2 riscos e assim por diante.
Então nossa figura terá que ter 3 riscos, mas a B ou D? Mantido o padrão de construção acima descrito, o nú-
É a B, pois o risco de cima, tem que ser o maior de mero de triângulos pretos existentes na etapa 7 é
todos.
(A) 729.
Questões (B) 1.024.
01. ( TRE/RJ - Técnico Judiciário - Operação de (C) 2.187.
Computadores – CONSULPLAN/2017) Os termos de uma (D) 4.096.
determinada sequência foram sucessivamente obtidos se- (E) 6.561.
guindo um determinado padrão:
04. (SESAU/RO – Enfermeiro – FUNRIO/2017) Ob-
(5, 9, 17, 33, 65, 129...) serve a sequência: 43, 46, 50, 55, 61, ...

O décimo segundo termo da sequência anterior é um O próximo termo é o:


número (A) 65.
(B) 66.
(A) menor que 8.000. (C) 67.
(B) maior que 10.000. (D) 68.
(C) compreendido entre 8.100 e 9.000. (E) 69.
(D) compreendido entre 9.000 e 10.000.

28
RACIOCÍNIO LÓGICO

05. (TRT 24ª REGIÃO – Analista Judiciário – (A) 5.


FCC/2017) Na sequência 1A3E; 5I7O; 9U11A; 13E15I; (B) 4.
17O19U; 21A23E; . . ., o 12° termo é formado por algaris- (C) 6.
mos e pelas letras (D) 7.
(A) EI. (E) 8.
(B) UA.
(C) OA. 10. (CODAR – Recepcionista – EXATUS/2016) A se-
(D) IO. quência numérica (99; 103; 96; 100; 93; 97; ...) possui deter-
(E) AE. minada lógica em sua formação. O número corresponden-
te ao décimo elemento dessa sequência é:
06. (EBSERH – Assistente Administrativo –
IBFC/2017) Considerando a sequência de figuras @, % , &, (A) 91
(B) 88.
# , @, %, &, #,..., podemos dizer que a figura que estará na
(C) 87
117ª posição será:
(D) 84
(A) @
(B) %
(C) & Respostas
(D) #
(E) $ 01. Resposta: C.
Os termos tem uma sequência começando por 2²+1
07. (IF/PE – Técnico em Eletrotécnica – IFPE/0217) Portanto, para sabermos o 12º termo, fazemos
Considere a seguinte sequência de figuras formadas por 213+1=8193
círculos:
02. Resposta: D.
A 51ª senha segue a sequência ímpar que são: (2, 5,
8,...)
51/2=25 e somamos 1, para saber qual posição ocupa-
rá na sequência. Portanto será a 26
A26=a1+25r
Continuando a sequência de maneira a manter o mes- A26=2+25⋅3
mo padrão geométrico, o número de círculos da Figura 18 é: A26=2+75=77
(A) 334.
(B) 314. A 52ª senha ocupará a posição 26 também, mas na se-
(C) 342. quência par, ou seja, a 26ª letra do alfabeto que é a letra Z.
(D) 324.
(E) 316. 03 Resposta:C
É uma PG de razão 3 e o a1 também é 3.
08. (CODEBA – Guarda Portuário – FGV/2016) Para
passar o tempo, um candidato do concurso escreveu a si-
gla CODEBA por sucessivas vezes, uma após a outra, for-
mando a sequência:
C O D E B A C O D E B A C O D E B A C O D ... 04. Resposta: D.
Observe que de 43 para 46 são 3
A 500ª letra que esse candidato escreveu foi: 50-46=4
55-50=5
(A) O 61-55=6
(B) D Portanto, o próximo será somando 7
(C) E 61+7=68
(D) B
(E) A 05. Resposta: D.
A partir do 5º termo começa a repetir as letras, por-
09. (MPE/SP – Oficial de Promotoria I – VU- tanto:
NESP/2016) A sequência ((3, 5); (3, 3, 3); (5; 5); (3, 3, 5); 12/5=2 e resta 2
...) tem como termos sequências contendo apenas os nú- Assim, será igual ao segundo termo, IO.
meros 3 ou 5. Dentro da lógica de formação da sequência,
cada termo, que também é uma sequência, deve ter o me- 06. Resposta: A.
nor número de elementos possível. Dessa forma, o número 117/4=29 e resta 1
de elementos contidos no décimo oitavo termo é igual a: Portanto, é igual a figura 1 @

29
RACIOCÍNIO LÓGICO

07. Resposta: D.
Figura 1:1 PRINCÍPIOS DE CONTAGEM E
Figura 2:4 PROBABILIDADE
Figura 3:9
Figura 4:16
O número de círculos é o quadrado da posição
Figura 18: 18²=324
Análise Combinatória
08. Resposta: A.
É uma sequência com 6 letras: A Análise Combinatória é a área da Matemática que
500/6=83 e resta 2 trata dos problemas de contagem.
C=1
O=2 Princípio Fundamental da Contagem
D=3
E=4 Estabelece o número de maneiras distintas de ocorrên-
B=5 cia de um evento composto de duas ou mais etapas.
A=0 Se uma decisão E1 pode ser tomada de n1 modos e, a
decisão E2 pode ser tomada de n2 modos, então o número
Como restaram 2, então será igual a O. de maneiras de se tomarem as decisões E1 e E2 é n1.n2.
09. Resposta: A. Exemplo
Vamos somar os números:
3+5=8
3+3+3=9
5+5=10
3+3+5=11
Observe que
os termos formam uma PA de razão 1.
a18=?
a18=a1+17r
a18=8+17
a18=25
O número de maneiras diferentes de se vestir é:2(cal-
Para dar 25, com o menor número de elementos possí-
veis, devemos ter (5,5,5,5,5) ças). 3(blusas)=6 maneiras

10. Resposta: A. Fatorial


A princípio, queremos ver a sequência com os termos
seguidos mesmo, o que seria: É comum nos problemas de contagem, calcularmos o
99+4=103 produto de uma multiplicação cujos fatores são números
103-7=96 naturais consecutivos. Para facilitar adotamos o fatorial.
96+4=100
100-7=93
Alternando essa sequência, mas se conseguirmos vi-
sualizar uma outra maneira, ficará mais fácil.
Arranjo Simples
Observe que os termos ímpares (a1,a3,a5...)formam
uma PA de razão r=-3 Denomina-se arranjo simples dos n elementos de E, p a
Os termos pares (a2,a4,a6..) formam uma PA de razão p, toda sequência de p elementos distintos de E.
também r=-3

Como a10 é par, devemos tomar como base a sequên-


cia par, mas para isso, vamos lembrar que se estamos tra-
tando apenas dela, a10=a5
Pois, devemos transformar o a2 em a1 e assim por
diante.
A5=a1+4r
A5=103-12
A5=31

30
RACIOCÍNIO LÓGICO

Exemplo Exemplo
Usando somente algarismos 5, 6 e 7. Quantos números Quantos anagramas tem a palavra PARALELEPÍPEDO?
de 2 algarismos distintos podemos formar? Solução
Se todos as letras fossem distintas, teríamos 14! Per-
mutações. Como temos uma letra repetida, esse número
será menor.
Temos 3P, 2A, 2L e 3 E

Combinação Simples
Dado o conjunto {a1, a2, ..., an} com n objetos distintos,
podemos formar subconjuntos com p elementos. Cada sub-
conjunto com i elementos é chamado combinação simples.

Exemplo
Calcule o número de comissões compostas de 3 alunos
que podemos formar a partir de um grupo de 5 alunos.
Solução
Observe que os números obtidos diferem entre si:
Pela ordem dos elementos: 56 e 65
Pelos elementos componentes: 56 e 67
Cada número assim obtido é denominado arranjo sim-
ples dos 3 elementos tomados 2 a 2. Números Binomiais
O número de combinações de n elementos, tomados
Indica-se p a p, também é representado pelo número binomial .

Binomiais Complementares
Permutação Simples Dois binomiais de mesmo numerador em que a soma
Chama-se permutação simples dos n elementos, qual- dos denominadores é igual ao numerador são iguais:
quer agrupamento(sequência) de n elementos distintos de
E.
O número de permutações simples de n elementos é
indicado por Pn.
Relação de Stifel

Exemplo
Quantos anagramas tem a palavra CHUVEIRO?
Solução Triângulo de Pascal
A palavra tem 8 letras, portanto:

Permutação com elementos repetidos


De modo geral, o número de permutações de n ob-
jetos, dos quais n1 são iguais a A, n2 são iguais a B, n3 são
iguais a C etc.

31
RACIOCÍNIO LÓGICO

03. (IF/ES – Administrador – IFES/2017) Seis livros


diferentes estão distribuídos em uma estante de vidro, con-
forme a figura abaixo:

Binômio de Newton
Denomina-se binômio de Newton todo binômio da Considerando-se essa mesma forma de distribuição,
forma , com n∈N. Vamos desenvolver alguns bi- de quantas maneiras distintas esses livros podem ser orga-
nômios: nizados na estante?
(A) 30 maneiras
(B) 60 maneiras
(C) 120 maneiras
(D) 360 maneiras
(E) 720 maneiras

04. (UTFPR - Técnico de Tecnologia da Informação


– UTFPR/2017) Em um carro que possui 5 assentos, irão
Observe que os coeficientes dos termos formam o viajar 4 passageiros e 1 motorista. Assinale a alternativa
triângulo de Pascal. que indica de quantas maneiras distintas os 4 passageiros
podem ocupar os assentos do carro.
(A) 13.
(B) 26.
(C) 17.
(D) 20.
(E) 24.

Questões 05. (UTFPR - Técnico de Tecnologia da Informação –


UTFPR/2017) A senha criada para acessar um site da inter-
01. (UFES - Assistente em Administração – net é formada por 5 dígitos. Trata-se de uma senha alfanu-
UFES/2017) Uma determinada família é composta por pai, mérica. André tem algumas informações sobre os números
por mãe e por seis filhos. Eles possuem um automóvel de e letras que a compõem conforme a figura.
oito lugares, sendo que dois lugares estão em dois ban-
cos dianteiros, um do motorista e o outro do carona, e os
demais lugares em dois bancos traseiros. Eles viajarão no
automóvel, e o pai e a mãe necessariamente ocuparão um
dos dois bancos dianteiros. O número de maneiras de dis-
por os membros da família nos lugares do automóvel é
igual a:
Sabendo que nesta senha as vogais não se repetem e
(A) 1440 também não se repetem os números ímpares, assinale a
(B) 1480 alternativa que indica o número máximo de possibilidades
(C) 1520 que existem para a composição da senha.
(D) 1560 (A) 3125.
(E) 1600 (B) 1200.
(C) 1600.
02. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) To- (D) 1500.
mando os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7, quantos números (E) 625.
pares de 4 algarismos distintos podem ser formados?
06. (CELG/GT/GO – Analista de Gestão – CSUF-
(A) 120. GO/2017) Uma empresa de limpeza conta com dez faxi-
(B) 210. neiras em seu quadro. Para atender três eventos em dias
(C) 360. diferentes, a empresa deve formar três equipes distintas,
(D) 630. com seis faxineiras em cada uma delas. De quantas manei-
(E) 840. ras a empresa pode montar essas equipes?

32
RACIOCÍNIO LÓGICO

(A) 210 04. Resposta: E.


(B) 630 P4=4!= 4⋅3⋅2⋅1=24
(C) 15.120
(D) 9.129.120 05. Resposta: B.
Vogais: a, e, i, o, u
07. (UPE – Técnico em Administração – UPENET/ Números ímpares: 1,3,5,7,9
IAUPE – 2017) No carro de João, tem vaga apenas para
3 dos seus 8 colegas. De quantas formas diferentes, João
pode escolher os colegas aos quais dá carona?
(A) 56
(B) 84
(C) 126 5⋅5⋅4⋅4⋅3=1200
(D) 210
(E) 120 06. Resposta: D.

08. (UPE – Técnico em Administração – UPENET/


IAUPE – 2017) Num grupo de 15 homens e 9 mulheres,
quantos são os modos diferentes de formar uma comissão Como para os três dias têm que ser diferentes:
composta por 2 homens e 3 mulheres? __ __ __
(A) 4725 210⋅209⋅208=9129120
(B) 12600
(C) 3780 07. Resposta: A.
(D) 13600
(E) 8820

09. (SESAU/RO – Enfermeiro – FUNRIO/2017) Um


torneio de futebol de várzea reunirá 50 equipes e cada
equipe jogará apenas uma vez com cada uma das outras. 08. Resposta: E.
Esse torneio terá a seguinte quantidade de jogos:
(A) 320.
(B) 460.
(C) 620.
(D) 1.225.
(E) 2.450.

10. (IFAP – Engenheiro de Segurança do Trabalho 09. Resposta: D.


– FUNIVERSA/2016) Considerando-se que uma sala de
aula tenha trinta alunos, incluindo Roberto e Tatiana, e que
a comissão para organizar a festa de formatura deva ser
composta por cinco desses alunos, incluindo Roberto e Ta-
tiana, a quantidade de maneiras distintas de se formar essa 10. Resposta: D.
comissão será igual a:
(A) 3.272. Roberto Tatiana __ ___ ___
(B) 3.274.
(C) 3.276. São 30 alunos, mas vamos tirar Roberto e Tatiana que
(D) 3.278. terão que fazer parte da comissão.
(E) 3.280. 30-2=28

Respostas

01. Resposta: A.
P2⋅P6=2!⋅6!=2⋅720=1440
Experimento Aleatório
02. Resposta: C.
__ ___ __ __ Qualquer experiência ou ensaio cujo resultado é im-
6⋅ 5⋅ 4⋅ 3=360 previsível, por depender exclusivamente do acaso, por
exemplo, o lançamento de um dado.
03. Resposta: E.
P6=6!=6⋅5⋅4⋅3⋅2⋅1=720

33
RACIOCÍNIO LÓGICO

Espaço Amostral Note que


Num experimento aleatório, o conjunto de todos os
resultados possíveis é chamado espaço amostral, que se
indica por E.
No lançamento de um dado, observando a face volta- Exemplo
da para cima, tem-se: Uma bola é retirada de uma urna que contém bolas
E={1,2,3,4,5,6} coloridas. Sabe-se que a probabilidade de ter sido retira-
No lançamento de uma moeda, observando a face vol- da uma bola vermelha é Calcular a probabilidade de ter
tada para cima: sido retirada uma bola que não seja vermelha.
E={Ca,Co}
Solução
Evento
É qualquer subconjunto de um espaço amostral.
No lançamento de um dado, vimos que são complementares.
E={1,2,3,4,5,6}
Esperando ocorrer o número 5, tem-se o evento {5}:
Ocorrer um número par, tem-se {2,4,6}.

Exemplo Adição de probabilidades


Considere o seguinte experimento: registrar as faces Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E,
voltadas para cima em três lançamentos de uma moeda. finito e não vazio. Tem-se:

a) Quantos elementos tem o espaço amostral?


b) Descreva o espaço amostral. Exemplo
No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de
Solução se obter um número par ou menor que 5, na face superior?
a) O espaço amostral tem 8 elementos, pois cada lan-
çamento, há duas possibilidades. Solução
E={1,2,3,4,5,6} n(E)=6
2x2x2=8 Sejam os eventos
b) E={(C,C,C), (C,C,R),(C,R,C),(R,C,C),(R,R,C),(R,C,R),(- A={2,4,6} n(A)=3
C,R,R),(R,R,R)} B={1,2,3,4} n(B)=4

Probabilidade
Considere um experimento aleatório de espaço amos-
tral E com n(E) amostras equiprováveis. Seja A um evento
com n(A) amostras.

Probabilidade Condicional
Eventos complementares É a probabilidade de ocorrer o evento A dado que
Seja E um espaço amostral finito e não vazio, e seja A ocorreu o evento B, definido por:
um evento de E. Chama-se complementar de A, e indica-se
por , o evento formado por todos os elementos de E que
não pertencem a A.
E={1,2,3,4,5,6}, n(E)=6
B={2,4,6} n(B)=3
A={2}

34
RACIOCÍNIO LÓGICO

Eventos Simultâneos 06. (PREF. DE PIRAUBA/MG – Assistente Social –


Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espa- MSCONCURSOS/2017) A probabilidade de qualquer uma
ço amostral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada por: das 3 crianças de um grupo soletrar, individualmente, a pa-
lavra PIRAÚBA de forma correta é 70%. Qual a probabili-
dade das três crianças soletrarem essa palavra de maneira
errada?
Questões (A) 2,7%
(B) 9%
01. (TJ/RS - Técnico Judiciário – FAURGS/2017) Em (C) 30%
cada um de dois dados cúbicos idênticos, as faces são nu- (D) 35,7%
meradas de 1 a 6. Lançando os dois dados simultaneamen-
te, cuja ocorrência de cada face é igualmente provável, a 07. (UFTM – Tecnólogo – UFTM/2016) Lançam-se si-
probabilidade de que o produto dos números obtidos seja multaneamente dois dados não viciados, a probabilidade
um número ímpar é de:
de que a soma dos resultados obtidos seja nove é:
(A) 1/4.
(A) 1/36
(B) 1/3.
(B) 2/36
(C) 1/2.
(D) 2/3. (C) 3/36
(E) 3/4. (D) 4/36

02. (SAP/SP - Agente de Segurança Penitenciária 08. (CASAN – Técnico de Laboratório – INSTITUTO
- MSCONCURSOS/2017) A uma excursão, foram 48 pes- AOCP/2016) Um empresário, para evitar ser roubado, es-
soas, entre homens e mulheres. Numa escolha ao acaso, a condia seu dinheiro no interior de um dos 4 pneus de um
probabilidade de se sortear um homem é de 5/12 . Quan- carro velho fora de uso, que mantinha no fundo de sua
tas mulheres foram à excursão? casa. Certo dia, o empresário se gabava de sua inteligência
(A) 20 ao contar o fato para um de seus amigos, enquanto um
(B) 24 ladrão que passava pelo local ouvia tudo. O ladrão tinha
(C) 28 tempo suficiente para escolher aleatoriamente apenas um
(D) 32 dos pneus, retirar do veículo e levar consigo. Qual é a pro-
babilidade de ele ter roubado o pneu certo?
03. (UPE – Técnico em Administração – UPE- (A) 0,20.
NET/2017) Qual a probabilidade de, lançados simulta- (B) 0,23.
neamente dois dados honestos, a soma dos resultados ser (C) 0,25.
igual ou maior que 10? (D) 0,27.
(A) 1/18 (E) 0,30.
(B) 1/36
(C) 1/6 09. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) Em
(D) 1/12 uma urna há quinze bolas iguais numeradas de 1 a 15. Re-
(E) ¼ tiram-se aleatoriamente, em sequência e sem reposição,
duas bolas da urna.
04. (UPE – Técnico em Administração – UPE-
NET/2017) Uma pesquisa feita com 200 frequentadores
A probabilidade de que o número da segunda bola re-
de um parque, em que 50 não praticavam corrida nem ca-
tirada da urna seja par é:
minhada, 30 faziam caminhada e corrida, e 80 exercitavam
(A) 1/2;
corrida, qual a probabilidade de encontrar no parque um
entrevistado que pratique apenas caminhada? (B) 3/7;
(A) 7/20 (C) 4/7;
(B) 1/2 (D) 7/15;
(C)1/4 (E) 8/15.
(D) 3/20
(E) 1/5 10. (CASAN – Advogado – INSTITUTO AOCP/2016)
Lançando uma moeda não viciada por três vezes consecu-
05. (POLÍCIA CIENTÍFICA/PR – Perito Criminal – tivas e anotando seus resultados, a probabilidade de que a
IBFC/2017) A probabilidade de se sortear um número face voltada para cima tenha apresentado ao menos uma
múltiplo de 5 de uma urna que contém 40 bolas numera- cara e ao menos uma coroa é:
das de 1 a 40, é: (A) 0,66.
(A) 0,2 (B) 0,75.
(B) 0,4 (C) 0,80.
(C) 0,6 (D) 0,98.
(D) 0,7 (E) 0,50.
(E) 0,8

35
RACIOCÍNIO LÓGICO

Respostas 09. Resposta: D.


Temos duas possibilidades
01. Resposta: A. As bolas serem par/par ou ímpar/par
Para o produto ser ímpar, a única possibilidade, é que Ser par/par:
os dois dados tenham ímpar:
Os números pares são: 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14

02. Resposta: C.
Como para homens é de 5/12, a probabilidade de es- Ímpar/par:
colher uma mulher é de 7/12
Os números ímpares são: 1, 3, 5, 7, 9, 11 ,13, 15

12x=336
X=28
A probabilida de é par/par OU ímpar/par
03. Resposta: C.
P=6x6=36
Pra ser maior ou igual a 10:
4+6
5+5
5+6 10. Resposta: B.
6+4
São seis possibilidades:
6+5
Cara, coroa, cara
6+6

Cara, coroa, coroa


04. Resposta: A.
Praticam apenas corrida: 80-30=50
Apenas caminhada:x
X+50+30+50=200
70
P=70/200=7/20 Cara, cara, coroa

05. Resposta: A.
M5={5,10,15,20,25,30,35,40}
P=8/40=1/5=0.2
Coroa, cara, cara
06. Resposta:A.
A probabilidade de uma soletrar errado: 0,3
__ __ __
0,3⋅0,3⋅0,3=0,027=2,7%
Coroa, coroa, cara
07. Resposta: D. Coroa, cara, coroa
Para dar 9, temos 4 possibilidades
3+6
6+3
4+5
5+4

P=4/36

08. Resposta: C.
A probabilidade é de 1/4, pois o carro tem 4 pneus e o
dinheiro está em 1.
1/4=0,25

36
RACIOCÍNIO LÓGICO

A Relação de inclusão possui 3 propriedades:


OPERAÇÕES COM CONJUNTO Exemplo:
{1, 3,5}⊂{0, 1, 2, 3, 4, 5}
{0, 1, 2, 3, 4, 5}⊃{1, 3,5}
Representação
-Enumerando todos os elementos do conjunto: S={1, Aqui vale a famosa regrinha que o professor ensina,
2, 3, 4, 5} boca aberta para o maior conjunto.
-Simbolicamente: B={x∈ N|2<x<8}, enumerando es-
ses elementos temos: Subconjunto
B={3,4,5,6,7} O conjunto A é subconjunto de B se todo elemento de
- por meio de diagrama: A é também elemento de B.
Exemplo: {2,4} é subconjunto de {x∈N|x é par}

Operações

União
Dados dois conjuntos A e B, existe sempre um terceiro
formado pelos elementos que pertencem pelo menos um
dos conjuntos a que chamamos conjunto união e represen-
tamos por: A∪B.
Formalmente temos: A∪B={x|x∈A ou x B}
Exemplo:
A={1,2,3,4} e B={5,6}
A∪B={1,2,3,4,5,6}

Quando um conjunto não possuir elementos chama-se


de conjunto vazio: S=∅ ou S={ }.

Igualdade
Interseção
Dois conjuntos são iguais se, e somente se, possuem A interseção dos conjuntos A e B é o conjunto formado
exatamente os mesmos elementos. Em símbolo: pelos elementos que são ao mesmo tempo de A e de B, e é
representada por : A∩B.
Simbolicamente: A∩B={x|x∈A e x∈B}

Para saber se dois conjuntos A e B são iguais, precisa-


mos saber apenas quais são os elementos.
Não importa ordem:
A={1,2,3} e B={2,1,3}
Não importa se há repetição:
A={1,2,2,3} e B={1,2,3}

Relação de Pertinência

Relacionam um elemento com conjunto. E a indicação


que o elemento pertence (∈) ou não pertence (∉) Exemplo:
Exemplo: Dado o conjunto A={-3, 0, 1, 5} A={a,b,c,d,e} e B={d,e,f,g}
0∈A A∩B={d,e}
2∉A
Diferença
Relações de Inclusão Uma outra operação entre conjuntos é a diferença, que
Relacionam um conjunto com outro conjunto. a cada par A, B de conjuntos faz corresponder o conjunto
Simbologia: ⊂(está contido), ⊄(não está contido), definido por:
⊃(contém), (não contém) A – B ou A\B que se diz a diferença entre A e B ou o
complementar de B em relação a A.

37
RACIOCÍNIO LÓGICO

A este conjunto pertencem os elementos de A que não mens que são altos e não são barbados nem carecas. Sa-
pertencem a B. be-se que existem 5 homens que são barbados e não são
altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens que são
A\B = {x : x∈A e x∉B}. carecas e não são altos e nem barbados. Dentre todos es-
ses homens, o número de barbados que não são altos, mas
são carecas é igual a
(A) 4.
(B) 7.
(C) 13.
(D) 5.
(E) 8.

B-A = {x : x∈B e x∉A}. Primeiro, quando temos 3 diagramas, sempre come-


çamos pela interseção dos 3, depois interseção a cada 2 e
por fim, cada um

Exemplo:
A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e B = {5, 6, 7}
Então os elementos de A – B serão os elementos do
conjunto A menos os elementos que pertencerem ao con-
junto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.

Complementar
O complementar do conjunto A( ) é o conjunto for-
mado pelos elementos do conjunto universo que não per-
tencem a A.

Se todo homem careca é barbado, não teremos apenas


homens carecas e altos.
Homens altos e barbados são 6

Fórmulas da união
n(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
n(A ∪B∪C)=n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)-
-n(A∩C)-n(B C)

Essas fórmulas muitas vezes nos ajudam, pois ao invés


de fazer todo o diagrama, se colocarmos nessa fórmula,
o resultado é mais rápido, o que na prova de concurso é
interessante devido ao tempo.
Mas, faremos exercícios dos dois modos para você en-
tender melhor e perceber que, dependendo do exercício é
melhor fazer de uma forma ou outra.

(MANAUSPREV – Analista Previdenciário –


FCC/2015) Em um grupo de 32 homens, 18 são altos, 22
são barbados e 16 são carecas. Homens altos e barbados
que não são carecas são seis. Todos homens altos que são Sabe-se que existem 5 homens que são barbados e
carecas, são também barbados. Sabe-se que existem 5 ho- não são altos nem carecas. Sabe-se que existem 5 homens
que são carecas e não são altos e nem barbados

38
RACIOCÍNIO LÓGICO

Então o número de barbados que não são altos, mas


são carecas são 4.
Nesse exercício ficará difícil se pensarmos na fórmula,
ficou grande devido as explicações, mas se você fizer tudo
no mesmo diagrama, mas seguindo os passos, o resultado
sairá fácil.

(SEGPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015)


Suponha que, dos 250 candidatos selecionados ao cargo
de perito criminal:

1) 80 sejam formados em Física;


2) 90 sejam formados em Biologia;
3) 55 sejam formados em Química;
4) 32 sejam formados em Biologia e Física;
5) 23 sejam formados em Química e Física;
6) 16 sejam formados em Biologia e Química;
Sabemos que 18 são altos 7) 8 sejam formados em Física, em Química e em Bio-
logia.

Considerando essa situação, assinale a alternativa cor-


reta.

(A) Mais de 80 dos candidatos selecionados não são


físicos nem biólogos nem químicos.
(B) Mais de 40 dos candidatos selecionados são forma-
dos apenas em Física.
(C) Menos de 20 dos candidatos selecionados são for-
mados apenas em Física e em Biologia.
(D) Mais de 30 dos candidatos selecionados são forma-
dos apenas em Química.
(E) Escolhendo-se ao acaso um dos candidatos selecio-
nados, a probabilidade de ele ter apenas as duas forma-
ções, Física e Química, é inferior a 0,05.
Quando somarmos 5+x+6=18
X=18-11=7 Resolução
Carecas são 16
A nossa primeira conta, deve ser achar o número de
candidatos que não são físicos, biólogos e nem químicos.
n(F ∪B∪Q)=n(F)+n(B)+n(Q)+n(F∩B∩Q)-n(F∩B)-n(F∩-
Q)-n(B∩Q)
n(F ∪B∪Q)=80+90+55+8-32-23-16=162
Temos um total de 250 candidatos
250-162=88

Resposta: A.

7+y+5=16
Y=16-12
Y=4

39
RACIOCÍNIO LÓGICO

Questões 05. (SAP/SP – Agente de Segurança Penitenciária –


MSCONCURSOS/2017) Numa sala de 45 alunos, foi feita
01. (CRF/MT - Agente Administrativo – QUA- uma votação para escolher a cor da camiseta de formatura.
DRIX/2017) Num grupo de 150 jovens, 32 gostam de mú- Dentre eles, 30 votaram na cor preta, 21 votaram na cor
sica, esporte e leitura; 48 gostam de música e esporte; 60 cinza e 8 não votaram em nenhuma delas, uma vez que não
gostam de música e leitura; 44 gostam de esporte e leitu- farão as camisetas. Quantos alunos votaram nas duas cores?
(A) 6
ra; 12 gostam somente de música; 18 gostam somente de
(B) 10
esporte; e 10 gostam somente de leitura. Ao escolher ao
(C) 14
acaso um desses jovens, qual é a probabilidade de ele não (D) 18
gostar de nenhuma dessas atividades?
06. (IBGE – Agente Censitário Municipal e Supervi-
(A) 1/75 sor – FGV/2017) Na assembleia de um condomínio, duas
(B) 39/75 questões independentes foram colocadas em votação para
(C) 11/75 aprovação. Dos 200 condôminos presentes, 125 votaram a
(D) 40/75 favor da primeira questão, 110 votaram a favor da segunda
(E) 76/75 questão e 45 votaram contra as duas questões.

02. (CRMV/SC – Recepcionista – IESES/2017) Sabe- Não houve votos em branco ou anulados.
se que 17% dos moradores de um condomínio tem gatos,
22% tem cachorros e 8% tem ambos (gatos e cachorros). O número de condôminos que votaram a favor das
duas questões foi:
Qual é o percentual de condôminos que não tem nem ga-
(A) 80;
tos e nem cachorros? (B) 75;
(C) 70;
(A) 53 (D) 65;
(B) 69 (E) 60.
(C) 72
(D) 47 07. (IFBAIANO – Assistente em Administração –
FCM/2017) Em meio a uma crescente evolução da taxa de
03. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – MPEGO/2017) obesidade infantil, um estudioso fez uma pesquisa com um
Em uma pesquisa sobre a preferência entre dois candida- grupo de 1000 crianças para entender o comportamento
tos, 48 pessoas votariam no candidato A, 63 votariam no das mesmas em relação à prática de atividades físicas e aos
candidato B, 24 pessoas votariam nos dois; e, 30 pessoas hábitos alimentares.
não votariam nesses dois candidatos. Se todas as pessoas Ao final desse estudo, concluiu-se que apenas 200
crianças praticavam alguma atividade física de forma regu-
responderam uma única vez, então o total de pessoas en-
lar, como natação, futebol, entre outras, e apenas 400 crian-
trevistadas foi: ças tinham uma alimentação adequada. Além disso, apenas
100 delas praticavam atividade física e tinham uma alimen-
(A) 141. tação adequada ao mesmo tempo.
(B) 117. Considerando essas informações, a probabilidade de
(C) 87. encontrar nesse grupo uma criança que não tenha alimen-
(D) 105. tação adequada nem pratique atividade física de forma re-
(E) 112. gular é de:
(A) 30%.
04. (DESENBAHIA – Técnico Escriturário – INSTITU- (B) 40%.
TO AOCP/2017) Para realização de uma pesquisa sobre a (C) 50%.
preferência de algumas pessoas entre dois canais de TV, (D) 60%.
canal A e Canal B, os entrevistadores colheram as seguintes (E) 70%.
informações: 17 pessoas preferem o canal A, 13 pessoas
08. (TRF 2ª REGIÃO – Analista Judiciário – CONSUL-
assistem o canal B e 10 pessoas gostam dos canais A e
PLAN/2017) Uma papelaria fez uma pesquisa de mercado
B. Assinale a alternativa que apresenta o total de pessoas entre 500 de seus clientes. Nessa pesquisa encontrou os se-
entrevistadas. guintes resultados:

(A) 20 • 160 clientes compraram materiais para seus filhos que


(B) 23 cursam o Ensino Médio;
(C) 27 • 180 clientes compraram materiais para seus filhos que
(D) 30 cursam o Ensino Fundamental II;
(E) 40 • 190 clientes compraram materiais para seus filhos
que cursam o Ensino Fundamental I;

40
RACIOCÍNIO LÓGICO

• 20 clientes compraram materiais para seus filhos que Respostas


cursam o Ensino Médio e Fundamental I;
• 40 clientes compraram materiais para seus filhos que 01. Resposta: C.
cursam o Ensino Médio e Fundamental II;
• 30 clientes compraram materiais para seus filhos que
cursam o Ensino Fundamental I e II; e,
• 10 clientes compraram materiais para seus filhos que
cursam o Ensino Médio, Fundamental I e II.
Quantos clientes da papelaria compraram materiais,
mas os filhos NÃO cursam nem o Ensino Médio e nem o
Ensino Fundamental I e II?

(A) 50.
(B) 55.
(C) 60.
(D) 65.

09. (ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suple-


mentar – FUNCAB/2016) Foram visitadas algumas resi-
dências de uma rua e em todas foram encontrados pelo
menos um criadouro com larvas do mosquito Aedes ae- 32+10+12+18+16+28+12+x=150
gypti. Os criadouros encontrados foram listados na tabela X=22 que não gostam de nenhuma dessas atividades
a seguir: P=22/150=11/75

P. pratinhos com água embaixo de vasos de planta. 02. Resposta: B.


R. ralos entupidos com água acumulada.
K. caixas de água destampadas

Número de criadouros
P 103
R 124
K 98
PeR 47
PeK 43
ReK 60
P, R e K 25
9+8+14+x=100
De acordo com a tabela, o número de residências vi- X=100-31
sitadas foi: X=69%
(A) 200.
(B) 150. 03. Resposta: B.
(C) 325.
(D) 500.
(E) 455.

10. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) Na


zona rural de um município, 50% dos agricultores cultivam
soja; 30%, arroz; 40%, milho; e 10% não cultivam nenhum
desses grãos. Os agricultores que produzem milho não cul-
tivam arroz e 15% deles cultivam milho e soja.
Considerando essa situação, julgue o item que se se-
gue.
Em exatamente 30% das propriedades, cultiva-se ape-
nas milho.
( )Certo ( )Errado 24+24+39+30=117

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RACIOCÍNIO LÓGICO

04. Resposta: A. 10. Resposta: errado


N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
N(A∪B)=17+13-10=20

05. Resposta: C.
Como 8 não votaram, tiramos do total: 45-8=37
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
37=30+21- n(A∩B)
n(A∩B)=14

06. Resposta: A.
N(A ∪B)==200-45=155
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
155=125+110- n(A∩B)
n(A∩B)=80

07. Resposta: C.
Sendo x o número de crianças que não praticam ativi-
dade física e tem uma alimentação adequada
N(A ∪B)=n(A)+n(B)-n(A∩B)
1000-x=200+400-100
X=500 O número de pacientes que apresentaram pelo menos
P=500/1000=0,5=50% dois desses sintomas é:
Pois pode ter 2 sintomas ou três.
08. Resposta:A. 6+14+26+32=78
Sendo A=ensino médio
B fundamental I
C=fundamental II
X=quem comprou material e os filhos não cursam en-
sino médio e nem ensino fundamental RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO
n(A∪B∪C) =n(A)+n(B)+n(C)+n(A∩B∩C)-n(A∩B)- PROBLEMAS ARITMÉTICOS,
-n(A∩C)-n(B∩C) GEOMÉTRICOS E MATRICIAIS.
500-x=160+190+180+10-20-40-30
X=50

09. Resposta: A. Números Naturais


Os números naturais são o modelo mate-
mático necessário para efetuar uma contagem.
Começando por zero e acrescentando sempre uma unida-
de, obtemos o conjunto infinito dos números naturais.

- Todo número natural dado tem um sucessor


a) O sucessor de 0 é 1.
b) O sucessor de 1000 é 1001.
c) O sucessor de 19 é 20.

Usamos o * para indicar o conjunto sem o zero.

- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um


antecessor (número que vem antes do número dado).
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente
de zero.
38+20+42+18+25+22+35=200 residências a) O antecessor do número m é m-1.
Ou fazer direto pela tabela: b) O antecessor de 2 é 1.
P+R+K+(P∩R∩K)-( P∩R)- (R∩K)-(P∩K) c) O antecessor de 56 é 55.
103+124+98+25-60-43-47=200 d) O antecessor de 10 é 9.

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RACIOCÍNIO LÓGICO

Expressões Numéricas 1º) Decimais exatos: quando dividirmos a fração, o núme-


Nas expressões numéricas aparecem adições, subtra- ro decimal terá um número finito de algarismos após a vírgula.
ções, multiplicações e divisões. Todas as operações podem
acontecer em uma única expressão. Para resolver as ex-
pressões numéricas utilizamos alguns procedimentos:

Se em uma expressão numérica aparecer as quatro


operações, devemos resolver a multiplicação ou a divisão
primeiramente, na ordem em que elas aparecerem e so-
mente depois a adição e a subtração, também na ordem
em que aparecerem e os parênteses são resolvidos primei-
ro.
2º) Terá um número infinito de algarismos após a vír-
Exemplo 1 gula, mas lembrando que a dízima deve ser periódica para
10 + 12 – 6 + 7 ser número racional.
22 – 6 + 7 OBS: período da dízima são os números que se repe-
16 + 7 tem, se não repetir não é dízima periódica, e sim números
23 irracionais, que trataremos mais a frente.

Exemplo 2
40 – 9 x 4 + 23
40 – 36 + 23
4 + 23
27

Exemplo 3
25-(50-30)+4x5
25-20+20=25 Representação Fracionária dos Números Decimais
1ºcaso) Se for exato, conseguimos sempre transformar
Números Inteiros com o denominador seguido de zeros.
 Podemos dizer que este conjunto é composto pelos O número de zeros depende da casa decimal. Para uma casa,
números naturais, o conjunto dos opostos dos números um zero (10) para duas casas, dois zeros(100) e assim por diante.
naturais e o zero. Este conjunto pode ser representado por:

Z-{...,-3,-2,-1,0,1,2,3...}
Subconjuntos do conjunto  :
1)Z*={...-3,-2,-1, 1, 1, 2, 3...}
2) Z+={0,1,2,3,...}
3) Z-={...,-3,-2,-1}

Números Racionais
Chama-se de número racional a todo número que
pode ser expresso na forma , onde a e b são inteiros
quaisquer, com b≠0 2ºcaso) Se dízima periódica é um número racional, en-
São exemplos de números racionais: tão como podemos transformar em fração?
-12/51 Exemplo 1
-3 Transforme a dízima 0, 333... em fração.
-(-3) Sempre que precisar transformar, vamos chamar a dízi-
-2,333... ma dada de x, ou seja
X=0,333...
As dízimas periódicas podem ser representadas por Se o período da dízima é de um algarismo, multiplica-
fração, portanto são consideradas números racionais. mos por 10.
Como representar esses números? 10x=3,333...
E então subtraímos:
Representação Decimal das Frações 10x-x=3,333...-0,333...
9x=3
Temos 2 possíveis casos para transformar frações em X=3/9
decimais X=1/3

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RACIOCÍNIO LÓGICO

Agora, vamos fazer um exemplo com 2 algarismos de Representação na reta


período.

Exemplo 2
Seja a dízima 1,1212...
Façamos x = 1,1212...
100x = 112,1212... .
Subtraindo:
100x-x=112,1212...-1,1212...
99x=111
X=111/99 INTERVALOS LIMITADOS
Intervalo fechado – Números reais maiores do que a ou
Números Irracionais iguais a e menores do que b ou iguais a b.
Identificação de números irracionais
- Todas as dízimas periódicas são números racionais.
- Todos os números inteiros são racionais.
- Todas as frações ordinárias são números racionais.
- Todas as dízimas não periódicas são números irra- Intervalo:[a,b]
cionais. Conjunto: {x∈R|a≤x≤b}
- Todas as raízes inexatas são números irracionais.
- A soma de um número racional com um número irra- Intervalo aberto – números reais maiores que a e me-
cional é sempre um número irracional. nores que b.
- A diferença de dois números irracionais, pode ser um
número racional.
-Os números irracionais não podem ser expressos na
forma , com a e b inteiros e b≠0.
Intervalo:]a,b[
Exemplo:  -  = 0 e 0 é um número racional. Conjunto:{x∈R|a<x<b}
- O quociente de dois números irracionais, pode ser
um número racional. Intervalo fechado à esquerda – números reais maiores
que a ou iguais a a e menores do que b.
Exemplo:  :  =  = 2  e 2 é um número racional.
- O produto de dois números irracionais, pode ser um
número racional.

Exemplo:  .  =  = 7 é um número racional. Intervalo:{a,b[


Conjunto {x∈R|a≤x<b}
Exemplo:radicais( a raiz quadrada de um nú- Intervalo fechado à direita – números reais maiores
mero natural, se não inteira, é irracional. que a e menores ou iguais a b.

Números Reais

Intervalo:]a,b]
Conjunto:{x∈R|a<x≤b}

INTERVALOS IIMITADOS

Semirreta esquerda, fechada de origem b- números


reais menores ou iguais a b.

Intervalo:]-∞,b]
Conjunto:{x∈R|x≤b}

Fonte: www.estudokids.com.br

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RACIOCÍNIO LÓGICO

Semirreta esquerda, aberta de origem b – números 4) Todo número negativo, elevado ao expoente ím-
reais menores que b par, resulta em um número negativo.
.

Intervalo:]-∞,b[
Conjunto:{x∈R|x<b}
5) Se o sinal do expoente for negativo, devemos pas-
Semirreta direita, fechada de origem a – números reais sar o sinal para positivo e inverter o número que está na
maiores ou iguais a a. base. 

Intervalo:[a,+ ∞[
Conjunto:{x∈R|x≥a}

Semirreta direita, aberta, de origem a – números reais


maiores que a. 6) Toda vez que a base for igual a zero, não importa o
valor do expoente, o resultado será igual a zero. 

Intervalo:]a,+ ∞[
Conjunto:{x∈R|x>a}

Potenciação Propriedades
Multiplicação de fatores iguais 1) (am . an = am+n) Em uma multiplicação de potências de
2³=2.2.2=8 mesma base, repete-se a base e  soma os expoentes.

Casos Exemplos:
24 . 23 = 24+3= 27
1) Todo número elevado ao expoente 0 resulta em 1. (2.2.2.2) .( 2.2.2)= 2.2.2. 2.2.2.2= 27

2) (am: an = am-n). Em uma divisão de potência de mesma


base. Conserva-se a base e subtraem os expoentes.

2) Todo número elevado ao expoente 1 é o próprio Exemplos:


número. 96 : 92 = 96-2 = 94

3) (am)n Potência de potência. Repete-se a base e multi-


plica-se os expoentes.
Exemplos:
3) Todo número negativo, elevado ao expoente par, (52)3 = 52.3 = 56
resulta em um número positivo.

4) E uma multiplicação de dois ou mais fatores eleva-


dos a um expoente, podemos elevar cada um a esse mes-
mo expoente.

(4.3)²=4².3²

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RACIOCÍNIO LÓGICO

5) Na divisão de dois fatores elevados a um expoente,


podemos elevar separados. De modo geral, se a ∈ R+ , b ∈ R *+ , n ∈ N * , então:

a na
n =
b nb
Radiciação
Radiciação é a operação inversa a potenciação O radical de índice inteiro e positivo de um quociente
indicado é igual ao quociente dos radicais de mesmo índi-
ce dos termos do radicando.

Raiz quadrada números decimais

Técnica de Cálculo Operações


A determinação da raiz quadrada de um número torna-
se mais fácil quando o algarismo se encontra fatorado em
números primos. Veja: 

Operações

Multiplicação

Exemplo

Divisão
64=2.2.2.2.2.2=26

Como é raiz quadrada a cada dois