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Mastite bovina A mastite é o processo inflamatório da glândula mamá- ria, caracterizado por alterações
Mastite bovina A mastite é o processo inflamatório da glândula mamá- ria, caracterizado por alterações
Mastite bovina A mastite é o processo inflamatório da glândula mamá- ria, caracterizado por alterações
Mastite bovina A mastite é o processo inflamatório da glândula mamá- ria, caracterizado por alterações
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Mastite bovina A mastite é o processo inflamatório da glândula mamá- ria, caracterizado por alterações
Mastite bovina
A mastite é o processo inflamatório da glândula mamá-
ria, caracterizado por alterações patológicas do tecido ma-
mário, microbiológicas, físico-químicas, organolépticas do
leite. A etiologia é complexa, com potencial zoonótico, respon-
sável por causar grandes prejuízos aos produtores de leite e
laticínios, tais como, redução na produção leiteira, deprecia-
ção do animal, limitação na produção de derivados, descarte
do leite, gastos com medicamentos, honorários veterinários,
aumento de mão-de-obra, descarte precoce de fêmeas, entre
outros. As causas da mastite são: tóxica, traumática, alérgica,
metabólica e infecciosa. As infecciosas são as causas mais
comuns e aproximadamente 150 espécies de microorganismos
podem causar essa enfermidade. Como a mastite bovina é a
doença que mais onera a exploração de animais com interesse
zootécnico, destinados à produção de leite; a prevenção, con-
trole e tratamento dessa doença são de fundamental impor-
tância para a pecuária leiteira.
de fundamental impor- tância para a pecuária leiteira. 1 Daniela Miyasaka S. Cassol, Médica Veterinária,

1 Daniela Miyasaka S. Cassol, Médica Veterinária, Gerente Téc- nica Ourofino, Ribeirão Preto, SP, BRASIL. 2 Gabriel A. F. Sandoval, Médi- co Veterinário, Diretor Técnico Ourofino, Franca, SP, BRASIL. 3 Jean J. Perícole, Médico Veteri- nário, Supervisor Técnico de Pro- dutos, Uberaba, MG, BRASIL. 4 Paulo César Nunes Gil, Médi- co Veterinário, Gerente de Pes- quisa Clínica (PDI) Ourofino, Olímpia, SP, BRASIL. 5 Fábio A. Marson, Médico Vete- rinário, Supervisor de Pesquisa Clínica (PDI) Ourofino, Ribeirão Preto, SP, BRASIL.

INTRODUÇÃO AGENTES DA MASTITE DIAGNÓSTICO TRATAMENTO

INTRODUÇÃO

A mastite é a inflamação da glândula mamária que se caracteriza por apresentar al- terações patológicas no tecido glandular e uma série de modificações físico-químicas no leite. As mais comumente observadas são: altera- ção de coloração, aparecimento de coágulos e presença de grande número de leucócitos (Radostits et al., 2002). Entre as diversas patologias que afetam o rebanho leiteiro, esta enfermidade se desta- ca, pois causa grandes prejuízos como o des- carte do leite, a queda da produção leiteira, os gastos com antibióticos e, eventualmente, o descarte do animal (Brito e Brito, 1998). A etiologia dessa doença pode ser de origem tóxica, traumática, alérgica, metabólica ou in-

A Hora Veterinária – Ano 29, nº 175, maio/junho/2010

D. M. S. CASSOL 1 , G. A. F. SANDOVAL 2 , J. J. PERÍCOLE 3 , P. C. N. GIL 4 , F. A. MARSON 5

fecciosa, sendo as causas infecciosas as prin- cipais, destacando-se as bactérias pela maior frequência, além de fungos, algas e vírus (Fon- seca e Santos, 2000). Alguns estudos demonstram prejuízos de aproximadamente US$ 200 (duzentos dóla- res) para cada vaca acometida por mastite ao ano (National Mastitis Council, 1996). Esses prejuízos são representados por: 70% devido

à redução na produção dos quartos mamários

com mastite subclínica; 14% por desvaloriza- ção dos animais pela redução funcional dos quartos acometidos, descarte precoce do ani- mal ou morte; 8% pela perda do leite descarta- do por alterações e/ou pela presença de resí- duos após tratamento; 8% pelos gastos com tratamentos, honorários de veterinários, mais despesas com medicamentos (Costa, 1998). Segundo Domingues e Langoni (2001),

a mastite continua sendo a doença que mais onera a produção leiteira, resultando nos Es- tados Unidos em perdas anuais da ordem de US$ 2 bilhões. Isto significa uma perda esti- mada em US$ 18.000/ano em um rebanho de 100 vacas. Costa et al. (1996), em estudo se-

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Isto significa uma perda esti- mada em US$ 18.000/ano em um rebanho de 100 vacas. Costa
Isto significa uma perda esti- mada em US$ 18.000/ano em um rebanho de 100 vacas. Costa
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades
melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de- vido à mastite subclínica em propriedades

melhante realizado no Brasil, concluíram que os prejuízos de-

vido à mastite subclínica em propriedades leiteiras produtoras

de leite tipo B e C, com produção média de 28.000 litros/mês/

propriedade, foi de 4.800 litros/mês/propriedade, ou seja, uma perda de 17% do volume total de produção. Se levarmos em conta a produção de leite do Brasil em 2008, que foi de 27 bi- lhões de litros (Embrapa, 2010), teríamos uma perda de 4,6 bi- lhões de litros, ou aproximadamente R$ 2,3 bilhões. Para o produtor a presença da mastite significa menor retorno econômico, em decorrência da redução na produção, dos gastos com medicamentos e também das penalidades apli- cadas pelos laticínios. Para a indústria, a presença da mastite significa proble- mas no processamento do leite e redução no rendimento em razão dos teores inferiores de caseína, gordura e lactose, que resultam em produtos de baixa qualidade e estabilidade (Brito, 1999). Por esses motivos, alguns laticínios têm utilizado siste- mas de bônus ou penalidades para estimular a produção de leite com baixa CCS (Edmondson, 2002). Além desses prejuízos a mastite representa um risco em potencial à saúde do consumidor. A veiculação de agentes causadores de zoonoses, como nos casos de mastites brucélicas e tuberculosas (Acha e Szyfres, 1989), a possibili- dade de desencadear fenômenos alérgicos em indivíduos sen- síveis, os efeitos tóxicos e carcinogênicos decorrentes das alterações no leite; por alterações no equilíbrio da microbiota intestinal e pela seleção de bactérias resistentes no trato digestório decorrentes do uso de antibióticos são outros ris- cos, nos quais os consumidores são expostos se consumirem potencial à saúde do consumidor. A veiculação de agentes leite oriundo de animais acometidos por essa leite oriundo de animais acometidos por essa enfermidade (Mansur et al., 2003). Outro fator importante para a saúde pública é o fato de que mais de 25% do leite produzido no Brasil não é industria- lizado em estabelecimentos sob algum tipo de fiscalização ofi- cial, compondo o mercado informal, ou seja, podendo ser con- sumido sem nenhum tratamento térmico ou controle laboratorial (Embrapa, 2010).

AGENTES DA MASTITE

Os patógenos causadores da mastite são classificados como contagiosos e ambientais. Os agentes contagiosos ne- cessitam do animal para a sobrevivência, multiplicando-se na

glândula mamária, canal do teto ou sobre a pele. São transmi- tidos de uma vaca infectada, ou quarto mamário infectado para uma vaca sadia, ou quarto sadio, principalmente durante

a ordenha. Os principais agentes contagiosos são:

Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae e Corynebacterium bovis. Os patógenos ambientais são agen-

nica e umidade da cama podem provocar o aumento do núme- ro de bactérias. Portanto, a limpeza dos estábulos é de funda- mental importância (Tyler e Cullor, 2006).

DIAGNÓSTICO

Esta enfermidade pode ser dividida em dois grandes gru- pos quanto à forma de manifestação, as mastites clínicas e as subclínicas. A mastite clínica apresenta sinais evidentes, tais como edema, aumento de temperatura, endurecimento, dor na glândula mamária, aparecimento de grumos, pus, ou qualquer alteração nas características do leite denomina-se mastite clí- nica. Seu diagnóstico é realizado pela inspeção e palpação com base nas alterações inflamatórias do úbere e por altera- ções macroscópicas do leite, visualizados nos primeiros jatos

da ordenha com o auxílio da caneca telada ou fundo preto

(Corrêa e Corrêa, 1992). Na outra forma de manifestação da doença, a mastite subclínica, não são observados os sinais clínicos anterior-

mente descritos, mas se caracteriza por apresentar alterações

na composição do leite como o aumento na CCS, o aumento

nos teores de cloreto, sódio, proteínas séricas e a diminuição nos teores de caseína, lactose e gordura do leite (Fonseca e Santos, 2000). Esses casos são de alta prevalência e é para o produtor um fator concorrente dos lucros, devido ao elevado custo na produção de leite (Philpot, 2002). Fonseca e Santos (2000) destacaram que a mastite subclínica é responsável por 70% a 80% das perdas econômicas ocorridas em decorrência

do complexo mastite, no entanto, a prevalência da mesma é

subestimada, uma vez que muitos consideram para efeito de análise apenas a mastite clínica porque esta se apresenta de forma evidente e de fácil diagnóstico. Por não apresentar sinais visíveis de um processo in-

flamatório ou fibrosamento, para o diagnóstico da mastite

subclínica é necessário a utilização de testes indiretos como

o California Mastitis Test (CMT), Whiteside, a

condutibilidade elétrica, a contagem de células somáticas, entre outros (Costa, 1998). O CMT consiste na reação do leite à um detergente aniônico, que promove a liberação de DNA das células somáticas, levando a formação de um composto na forma de gel, correspondente à quantidade de células presentes (Andrade, 1998). Pianta (1997) relatou que o CMT é um teste que apresenta boa sensibilidade, além de facilidade de ser realizado ao “pé da vaca”, momentos antes da ordenha. De acordo com Fonseca e Santos (2000), o resultado do teste é avaliado em função do grau de gelatinização, ou visco- sidade da mistura de partes iguais de leite e reagente, sendo o teste realizado em bandeja apropriada. Os resultados são ex-

realizado em bandeja apropriada. Os resultados são ex- tes oportunistas, estão presentes no ambiente em que

tes oportunistas, estão presentes no ambiente em que o ani- mal vive e, a partir desta fonte, alcançam o teto, destacando-

pressos em escores: negativo, traços, uma, duas ou três cru- zes, os quais apresentam uma boa correlação com a contagem

se

a Escherichia coli, Streptococcus uberis, Enterobacter

de

células somáticas da amostra.

CMT com a contagem de células somáticas igual ou supe-

aerogenes e Klebisiella spp (Philpot e Nickerson, 2002). A E. coli é considerada um dos principais agentes da mastite bovi-

do

Schäfer e Rosado (1993) compararam a reação positiva

na

de origem ambiental. As infecções estão relacionadas ao

rior a 500.000 células/mL e encontraram correlação em 85,11%

comportamento oportunista desse agente, veiculado nas fe- zes dos animais, pela via ascendente para o canal galactóforo (Radostits et al., 2000). A grande quantidade de matéria orgâ-

das reações. Outra forma de diagnóstico muito utilizado é a Conta- gem de Células Somáticas (CCS) que vem sendo realizada por

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Células Somáticas (CCS) que vem sendo realizada por 28 A Hora Veterinária – Ano 29, nº
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
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Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a
Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a

Laboratórios da Rede Brasileira de Controle da Qualidade do Leite, tendo como objetivo melhorar a qualidade do leite e monitorar a situação do rebanho leiteiro. De acordo com Fonse-

ca e Santos (2000), a CCS do leite proveniente de animais sadios é normalmente menor que 300.000 células/ml, quando o proces- so inflamatório se instala este número tende a aumentar.

O teste microbiológico é o método definitivo para o di-

agnóstico, pois, revela o agente etiológico específico e permi- te escolher a terapêutica e a profilaxia adequada (Corrêa e

Corrêa, 1992).

O controle desta infecção em uma propriedade leiteira

deve ter como princípio básico a limpeza e a higienização das

instalações, utensílios e equipamentos, higiene pessoal do ordenhador, realização dos testes da caneca de fundo escuro, CMT, CCS e testes microbiológicos (VEIGA, 1998).

to do ponto de vista da saúde do animal, quanto da produtivi- dade da glândula mamária. Os resultados dos testes de sus- ceptibilidade a antimicrobianos auxiliam o veterinário na esco- lha do medicamento apropriado (Francis et al., 1989; Bramley et al., 2000). Os antimicrobianos mais recomendados para o tratamen-

to da mastite são: amoxicilina, ampicilina, enrofloxacina, estreptomicina, gentamicina, oxitetraciclina, penicilina, sulfamerazina e tetraciclina (Andrei, 1999). Deve-se, entretan- to, considerar que nem sempre os resultados in vitro podem ser totalmente eficazes, pois vários fatores podem interferir no sucesso do tratamento, tais como, uma reação tecidual de fibrose, a subdosagem e a produção de leite que diluem o medicamento e dificultam a manutenção de níveis terapêuticos, entre outros fatores (Costa, 1998). A resposta ao tratamento de casos de mastite clínica na lactação varia muito; foram obtidas taxas de 40% a 70% de acordo com vários estudos, devido às diferenças na sus- ceptibilidade de vários microorganismos às drogas, duração da infecção antes do trata- mento, idade do animal e grau de envolvimento do tecido da glândula (Natzke, 1981). Costa et al. (1997) avaliaram a eficácia do tratamento da mastite clínica e subclínica, com base no resultado do perfil de sensibili-

dade in vitro. Para Staphylococcus spp sen- síveis a gentamicina a taxa de cura foi de 94,8%.

Lopes e Moreno (1991) analisando três cefalosporinas contra Staphylococcus aureus de origem bo- vina, obtiveram boa sensibilidade frente a cefalotina, entre- tanto o cefoxitin e o ceftriaxone apresentaram resistência para a maioria das cepas. Freitas et al. (2005) estudaram o perfil da sensibilidade de 59 cepas de Staphylococcus coagulase positivo in vitro aos antibióticos e obtiveram 100% de sensibilidade da vancomicina, 96% da norfloxacina e 20% da penicilina.

da vancomicina, 96% da norfloxacina e 20% da penicilina. Figura 1. Testes de diagnóstico de mastite

Figura 1. Testes de diagnóstico de mastite clínica e subclínica, mais comumente utilizados: a) Teste de caneca de fundo preto com apresentação de grumos; b) Raquete utilizada para teste CMT.

TRATAMENTO

O tratamento da mastite deve ser feito como parte de um

programa de controle que visa prevenir a mortalidade nos ca- sos agudos, o retorno à composição e produção normal do

leite, a eliminação de fontes de infecção e a prevenção de novas infecções no período seco (Cullor, 1993).

Antibióticos Com o progresso tecnológico na área da farmacologia antimicrobiana, diversos problemas foram solucionados e outros surgiram, entre eles, o uso inadequado de drogas no intuito de sanar doenças bacterianas que acometiam o reba- nho leiteiro. Este fato resultou em respostas estratégicas dos principais agentes etiológicos de mastite, uma vez que o em- prego exagerado e indiscriminado de antibióticos conduz a resistência bacteriana (Mota et al., 2002). As decisões terapêuticas são comumente realizadas de forma empírica ou baseadas em informações prévias de sensi- bilidade para o rebanho em questão, pois raramente os médi- cos veterinários dispõem de recursos como à identificação microbiana, e a susceptibilidade dos agentes para se tomar decisões terapêuticas (Owens et al., 1997). Para a melhor indicação terapêutica, o ideal é que sejam feitos cultivo, isolamento e antibiograma do agente etiológico da mastite (Langoni, 1995).

A seleção do antimicrobiano apropriado é essencial, tan-

Antiinflamatórios não esteroidais Os antiinflamatórios não esteroidais (AINES) tem várias ações terapêuticas, que podem ser de caráter periférico, como no caso das ações antiinflamatórias, antitrombóticas e antiendotóxicas, ou podem atuar sobre o Sistema Nervoso Central (SNC), promovendo ação antipirética. Especificamente nos casos de mastites clínicas, em vir- tude do quadro inflamatório que se desenvolve, o uso dessas drogas é bastante desejável, reduzindo o desconforto dos animais, além de aumentar o sucesso das terapias quando associadas aos antibióticos (Anderson et al., 1986; Rentala et al., 2002). Anderson et al. (1986) observaram que o uso de flunexin, administrado pela via injetável em vacas com mastite experi- mentalmente induzida, reduziu a temperatura retal e os sinais clínicos da inflamação. Anderson e Hunt (1989) relataram que a administração de flunexin ou dexametasona em animais com mastite, induzida experimentalmente, reduziu a temperatura retal e a temperatura da superfície das glândulas mamárias. Os animais tratados

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da superfície das glândulas mamárias. Os animais tratados A Hora Veterinária – Ano 29, nº 175,
da superfície das glândulas mamárias. Os animais tratados A Hora Veterinária – Ano 29, nº 175,
da superfície das glândulas mamárias. Os animais tratados A Hora Veterinária – Ano 29, nº 175,
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos
com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos

com dexametasona apresentaram queda na produção leiteira e, embora o número de leucócitos e neutrófilos segmentados estivesse aumentado, não houve aumento da quantidade de células somáticas no leite. Rentala et al. (2002) observaram que, ao tratar vacas com mastite por Escherichia coli induzida experimentalmen- te, a associação de enrofloxacina com flunexin foi mais eficaz que o tratamento apenas com o antiinflamatório. McDougall et al. (2009) concluíram que animais com mastite clínica tratados com meloxicam e hidroiodeto de penetamato apresentaram menores contagens de células somáticas no leite, assim como menores índices de descarte no rebanho, quando comparados com os animais que foram tratados apenas com o antibiótico.

Ordenha

A ordenha deve ser realizada por pessoas treinadas,

destacando os princípios de higiene, fisiologia da lactação,

funcionamento e manutenção do equipamento (Müller, 2002). Existem algumas maneiras corretas no manejo, como os proce- dimentos de desinfecção dos tetos antes da ordenha, estimulação da ejeção, extração eficiente e rápida do leite e desinfecção dos tetos após a ordenha (Fonseca e Santos, 2000). Os tetos e a parte inferior do úbere devem ser lavados com água corrente de boa qualidade ou água clorada e secar com papel toalha descartável (Silva, 2003). Esses procedimen- tos constituem a melhor estratégia na prevenção da transmis- são de agentes contagiosos e ambientais durante todo o pro- cesso. É importante saber que o manejo de ordenha não pos- sui um padrão. Assim deve ser adaptado à realidade de cada propriedade.os princípios de higiene, fisiologia da lactação, A rotina pode ser estabelecida da seguinte maneira: 1)

A rotina pode ser estabelecida da seguinte maneira:

1) Estabelecer uma linha de ordenha: novilha de primeira cria; vacas que nunca tiveram mastite; vacas que tiveram mastite clínica há mais de 6 meses; vacas que tiveram mastite clínica nos últimos 6 meses; separar do rebanho vacas com mastite clínica (Silva, 2003); 2) Realizar diariamente o teste da caneca de fundo escu- ro, com leite retirado nos primeiros jatos. Este teste permite o diagnóstico da mastite clínica e diminui o índice de contami- nação do leite (Müller, 2002); 3) Fazer a imersão dos tetos em solução desinfetante; 4) Utilizar o papel toalha descartável para fazer a seca- gem dos tetos; 5) Colocar as teteiras e ajustá-las; 6) Retirar as teteiras após terminar o fluxo de leite; 7) Fazer a imersão dos tetos em solução desinfetante; 8) Fazer a desinfecção das teteiras entre as ordenhas. Algumas ações e terapias são essenciais para diminuir

os casos de mastite clínica, exemplos: pré-dipping; pós- dipping; terapia da vaca seca; tratamento da mastite durante a lactação e estratégias de descarte; manutenção adequada dos sistemas de ordenha e estratégias de aumento da resistência da vaca. No pré-dipping deve-se fazer a imersão dos tetos em solução desinfetante antes da ordenha, usando uma solução

eficaz, na diluição certa e que não seja irritante para a pele.

O pós-dipping é realizado com a imersão dos tetos em

solução anti-séptica depois da ordenha (Fagundes e Oliveira, 2004). Essa medida é considerada prática, econômica e eficaz para o controle da mastite, reduzindo mais de 50% das novas infecções intramamárias durante a lactação. No entanto, sua eficácia contra alguns tipos de mastite não tem sido compro- vada, principalmente aquelas causadas por Streptococcus uberis e coliformes (Silva, 2003).

As vacas devem ter acesso ao alimento depois da retira-

da do leite para mantê-las em pé até que a extremidade da teta

seque e o canal estriado se feche completamente. Essa técnica ajuda a impedir uma contaminação ambiental imediatamente após a ordenha (Rebhun, 2000).

Desinfetantes A definição oficial de desinfecção pela “American Public Health Association” (1950), “US Publix Health Service” and “British Ministry of Health” é a morte de microrganismos patogênicos por meios químicos ou físicos, aplicados direta-

mente sobre os mesmos (Block, 1991). Os programas de controle da mastite objetivam reduzir sua prevalência em níveis economicamente aceitáveis, uma vez que sua erradicação não se apresenta como uma meta viável (National Mastitis Concil, 1978). Um dos métodos mais efetivos para prevenir novas infecções é a realização da antissepsia pré e pós-ordenha (Costa et al., 1993).

A imersão dos tetos em produtos desinfetantes pode

eliminar a maioria dos patógenos e reduzir os riscos das bacté- rias terem acesso à glândula mamária (Fonseca e Santos, 2001). Oliver et al. (1992) demonstraram que a antissepsia dos tetos antes e depois da ordenha com produtos a base de dióxido de cloro foi efetivo na prevenção de infecção intramamária por Staphylococcus aureus e Streptococcus uberis. Com o sucesso desta prática na redução de novas infec- ções intramamárias, com o tempo surgiram várias bases de soluções desinfetantes em diversas concentrações (National Mastitis Concil, 2004). Os princípios ativos mais utilizados para desinfecção dos tetos são iodo, clorexidina, ácido sulfônico, cloro, peróxidos, lauricidina, ácido cloroso, entre outros. Com obje- tivo de diminuir a irritação e condicionar a pele dos tetos, pode-se utilizar essas bases germicidas associadas a emolientes como a glicerina, lanolina, propilenoglicol, sorbitol, óleos vegetais, minerais e colágenos (Fonseca e Santos, 2001). Ribeirão (1996) concluiu que um dos principais fatores envolvidos na prevenção de novas infecções é a realização da antissepsia adequada pós-ordenha, com soluções prepara-

das de preferência com emolientes (lanolina ou glicerina 5- 10%), evitando-se o acúmulo de matéria orgânica. Os melhores resultados no pós-dipping têm sido obti- dos com as seguintes concentrações de compostos: iodo - 0,7 a 1,0%, clorexidina - 0,5 a 1,0% e cloro - 0,3 a 0,5% (4% hipoclorito de sódio). No pré-dipping, os produtos tradicio- nalmente utilizados são hipoclorito de sódio à 2%, iodo à 0,3% e clorexidina à 0,3%. Em ambos os casos deve-se fazer a imersão completa dos tetos (Fonseca e Santos, 2001). Costa (1998) verificou que as amostras de Staphyloco- ccus spp apresentaram resistência in vitro quando testadas frente ao cloro, o mesmo sendo verificado frente ao

testadas frente ao cloro, o mesmo sendo verificado frente ao 30 A Hora Veterinária – Ano

30

A Hora Veterinária – Ano 29, nº 175, maio/junho/2010

testadas frente ao cloro, o mesmo sendo verificado frente ao 30 A Hora Veterinária – Ano
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp
Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp

Streptococcus spp. A eficácia da clorexidina e do cloro frente às cepas de Corynebacterium spp sofreu interferência na pre- sença da matéria orgânica, sendo, portanto, menor quando comparada com os produtos a base de iodo.

O uso de derivados de amônia tem sido indicado no

“pós-dipping” e desinfecção de material de ordenha, bem como

mãos das pessoas envolvidas no processo.

Vacinação

A vacinação em alguns casos de mastite clínica reduz a

prevalência e a gravidade dos quadros clínicos, como ocorre nas ambientais causadas por coliformes: E. coli, Klebsiella spp, Enterobacter spp. Podem ser usadas vacinas autócto- nes, produzidas a partir de patógenos isolados de surtos da própria fazenda, ou comerciais já existentes no mercado (Müller,

2002; Silva, 2003). Para mastites causadas por S. aureus, Silva (2003) relatou resultados promissores do uso da terapia vacinal na redução da gravidade, bem como da prevalência.

Resíduos

A presença de resíduos de antibióticos no leite tem sido,

nos últimos anos, um dos maiores desafios da indústria de alimentos no mundo, pois eles interferem na industrialização de alguns produtos lácteos, podem causar hipersensibilidade

em humanos, além de resistência à antibioticoterapia, e são considerados indesejáveis pelos consumidores. Estima-se que aproximadamente 3,5% das pessoas tratadas com doses tera- pêuticas de sulfonamidas exibem reações adversas a essas drogas, e mais de 10% são alérgicas às penicilinas e seus metabólitos (Fonseca e Santos, 2000).

A prevenção das enfermidades e o monitoramento do

uso dos antimicrobianos diminuem a ocorrência de resíduos nos alimentos e o aparecimento de resistência bacteriana. Sob

o ponto de vista do uso terapêutico de antimicrobianos, algu- mas considerações são sugeridas:

• Devem ser utilizados apenas sob prescrição veterinária;

• Devem ser usados nos casos em que se suspeite ser o agen- te causal não apenas de natureza infecciosa como, também, sensível ao medicamento escolhido, com base em resultados de antimicrobianos;

• A escolha do antimicrobiano deve ser feita levando em considera- ção a relação risco versus benefício (à saúde animal e humana);

• Seguir rigorosamente as instruções da bula do produto utili-

zado, principalmente respeitar o prazo mínimo do período de carência estabelecido pelo fabricante;

• Usá-los pelo menor período de tempo possível, porém pelo tem-

po necessário para que ocorra total remissão do agente causal;

• Manter um registro dos animais tratados, dos medicamentos

utilizados, da posologia, do período em que foi feito o trata-

mento, e dos nomes dos que os prescreveram e forneceram;

• Monitorar os animais após tratamento antes de liberar o leite para consumo humano;

• Monitorar quartos não tratados de animais com tratamento

intramamário se for utilizado o leite destes quartos não trata- dos, pelo risco destes também apresentarem resíduos;

• Sempre que possível dar preferência ao tratamento de mastite subclínica ao final da lactação, na secagem, minimizando os riscos de resíduos;

A Hora Veterinária – Ano 29, nº 175, maio/junho/2010

A Hora Veterinária – Ano 29, nº 175, maio/junho/2010 • Atenção especial deve ser dada também

• Atenção especial deve ser dada também aos antimicrobianos utilizados como aditivos, antissépticos e desinfetantes (Fon- seca e Santos, 2000).

A saúde da glândula mamária é um fator de alta relevân-

cia na qualidade do leite e na lucratividade do produtor, uma vez que a mastite determina reduções drásticas na produção. Em 18 de setembro de 2002, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por intermédio do Depar- tamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) publicou a Instrução Normativa Nº 51 no Diário Oficial da União. Esta instrução normatiza a produção, estabelecendo os critérios e parâmetros de identidade e qualidade do leite desde a ordenha, o resfriamento na propriedade e seu trans- porte a granel, incluindo requisitos físico-químicos e microbiológicos, contagem de células somáticas (CCS) e limi- tes máximos de resíduos (LMR) de antimicrobianos. Desta forma busca-se a melhoria da qualidade do leite produzido e industrializado (Brasil, 2002). Diante do exposto é muito importante diminuir a inci- dência da mastite para evitar as perdas de quantidade e quali- dade do leite. A utilização de antimicrobianos dever ser feita corretamente, de acordo com a recomendação do médico ve- terinário. O manejo na fazenda influencia na ocorrência da mastite, assim a ordenha deve ser bem feita. A higiene e desin- fecção são fundamentais para o controle dessa enfermidade.

AGRADECIMENTO

Dr. José Ricardo Garla de Maio, M.V., Diretor Comerci-

al. Ourofino Agronegócio Ltda.

LITERATURA CONSULTADA

al. Ourofino Agronegócio Ltda. LITERATURA CONSULTADA A literatura consultada pode ser adquirida mediante so-

A literatura consultada pode ser adquirida mediante so-

licitação à autora: daniela.miyasaka@ourofino.com

Résumé

La mammite bovine

D. M. S. Cassol et al.

La mammite est un processus inflamatoire de la glande mammaire caractérisé par des altérations pathologiques du tissu mammaire: microbiologiques, fisico-chimiques et organoleptiques du lait. L’étiologie est complexique, avec du potentiel zoonotique, et est responsable de grandes pertes pour le produteurs de lait: reduction de la production laitière, chute du valeur de l’animal, limitation de la production des produits lactés, élimination de lait, dépenses avec assistence vétérinaire, médicaments, main-d’oeuvre, élimination précoce de vaches, d’entre autres. Les causes de la mammite sont d’ordre toxique, traumatique, alergique, métabolique et infectieuse. Les causes infectieuses sont les plus courantes et environ 150 types de microbes peuvent être responsables de la maladie. Comme la mammite est la plus importante des maladies des vaches laitières, sa prévention, son contrôle et son traitement sont essentiels pour la rentabilité des élevages.

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vaches laitières, sa prévention, son contrôle et son traitement sont essentiels pour la rentabilité des élevages.