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Universidade Federal de Juiz de Fora

Campus Governador Valadares


Departamento de Economia

Prof.: Geraldo Moreira Bittencourt


Bibliografia

 VASCONCELLOS, M. A. S. Economia - Micro e Macro. 5ª


ed. São Paulo: Atlas, 2011. (Capítulo 5)
Introdução

Curva de Oferta

 Teoria da Produção
(relações entre a quantidade
produzida e as quantidades de
Teoria da Firma insumos utilizados)

 Teoria dos Custos de produção


(inclui os preços dos insumos)
Produção – Conceitos Básicos
 Produção: o processo pelo qual uma firma transforma os fatores de
produção adquiridos em produtos ou serviços para a venda no mercado.

Insumos
• Mão de obra (N) Produtos
• Capital Físico (K) Processo de Produção • Bens e Serviços
Finais
• Área, Terra (T)
• Matérias-primas (M)

 Eficiência técnica: dados os diferentes processos de produção, é aquele que


produzirá uma mesma quantidade de produto com a menor quantidade de insumo
possível;

 Eficiência econômica: dados os diferentes processos de produção, é aquele que


permite produzir uma mesma quantidade de produto com o menor custo de
produção possível.
Produção – Conceitos Básicos
 Função de produção: é a relação técnica entre a quantidade física de
fatores de produção (N, K, M, T) e a quantidade física do produto final
(q) em determinado período de tempo.

q  f  N, K, M 
onde:
N = mão de obra utilizada / tempo
K = capital físico (máquinas e equipamentos) / tempo
M = matéria-prima utilizada / tempo

 Observação: função de produção  função de oferta

 Função de oferta: relaciona a quantidade produzida do bem final com o


preço do próprio bem final e de outros itens relacionados.

 Função de produção: relaciona a quantidade produzida do bem final com as


quantidades físicas dos fatores de produção (insumos).
Produção – Conceitos Básicos

 Fatores de produção fixos: permanecem inalterados quando a


produção varia.

 Ex: o capital físico e as instalações da empresa

 Fatores de produção variáveis: se alteram conforme a


quantidade produzida varia.

 Ex: mão de obra e matérias-primas utilizadas

 Curto prazo (CP): período no qual existe pelo menos um fator de


produção fixo;

 Longo prazo (LP): todos os fatores de produção são variáveis.


Produção: Análise de Curto Prazo

 Simplificando a análise da produção, no curto prazo,


suponhamos apenas dois fatores: mão de obra (N) e capital (K),
sendo N o fator variável e K o fator fixo.

q = f(N, K)

Como K é fixo,

q = f(N)
Produção – Conceitos Básicos

 Produto total (PT): é a quantidade total produzida, em determinado


período de tempo.
PT  Q

 Produtividade média (PMe): é a relação entre o nível do produto total


e a quantidade do fator de produção, em determinado período de tempo.

PT
PMe N  (produtividade média da MDO - N)
N

PT
PMe K  (produtividade média do capital - K)
K
Produção – Conceitos Básicos

 Produtividade marginal (PMg): é a variação do produto total, dada a


variação de uma unidade na quantidade do fator de produção, em
determinado período de tempo.

PT Q Q
 PMg N   ou PMg N  (produtividade marginal da MDO - N)
N N N

PT Q Q
 PMg K   ou PMg K  (produtividade marginal do capital - K)
K K K
Produção: PT, PMe e PMg

K N PT Pme N PMg N
10 0 0
10 1 3 3.0 3
10 2 8 4.0 5
10 3 12 4.0 4
10 4 15 3.8 3
10 5 17 3.4 2
10 6 17 2.8 0
10 7 16 2.3 -1
10 8 13 1.6 -3

 Antes de 3 unidades de N há excesso de insumo fixo (K) e após 6 unidades de N há


excesso do próprio fator variável (N).

 Entre 3 (incluso) e 6 (incluso) unidades de N, tem-se o intervalo viável (racional) de


produção.

 Após 6 (não incluso) unidades de N é o estágio irracional de produção.


Produção: PT, PMe e PMg

K N PT Pme N PMg N
10 0 0
10 1 3 3.0 3
10 2 8 4.0 5
10 3 12 4.0 4
10 4 15 3.8 3
10 5 17 3.4 2
10 6 17 2.8 0
10 7 16 2.3 -1
10 8 13 1.6 -3

 Lei dos rendimentos decrescentes do fator diz que: ao aumentar a


quantidade do fator de produção variável (N), sendo constante a quantidade de um
fator de produção fixo, a PMg do fator variável cresce até certo ponto e, a partir daí,
decresce, até tornar-se negativa.

 Exemplo: Atividade agrícola (Fator fixo: área cultivada ; Fator variável: mão de obra).

 Obs: essa lei só é válida se for mantido um fator fixo (portanto, só vale a curto prazo).
Produção: Análise de Longo Prazo

 A análise da produção, no longo prazo, considera que todos os


fatores de produção são variáveis.

 suponhamos apenas dois fatores: mão de obra (N) e capital (K),


sendo N e K utilizados em quantidades variáveis:

q = f(N,K)

 Essa função, com dois fatores variáveis, é representada por uma


curva chamada isoquanta de produção.
Isoquanta de produção

 Isoquanta: significa de igual


quantidade.
K
 A Isoquanta pode ser definida 6
como sendo uma linha na qual
todos os pontos representam
infinitas combinações dos insumos, 4
que resultam na mesma quantidade q3  3.000
produzida. q2  2.000
2
q1  1.000
 Uma firma pode apresentar várias
isoquantas de produção, formando N
50 80 150
o mapa de produção.

 Observação: dentro do mapa de produção, a escolha da isoquanta ótima dependerá dos


custos de produção e da demanda pelo produto da firma, tópicos do próximo capítulo.
Produção: Rendimentos de escala

 Definição: análise da produção de uma empresa, a longo prazo, quando esta


aumenta sua dimensão, seu tamanho, demandando uma maior quantidade de todos
os fatores de produção que utiliza. Neste sentido, a produção pode apresentar:
 Rendimentos crescentes de escala

 Rendimentos decrescentes de escala

 Rendimentos constantes de escala

 Exemplo - seja uma função de produção do tipo: Q  m K  N 


Esta apresentará:

 Rendimentos crescentes de escala , se (α + β) > 1

 Rendimentos decrescentes de escala , se (α + β) < 1

 Rendimentos constantes de escala , se (α + β) = 1


Produção: Rendimentos de escala

 Rendimentos crescentes de escala: se todos os fatores de produção


aumentam na mesma proporção, a produção final aumenta numa proporção maior.
 Isso significa que as produtividades médias dos fatores de produção aumentaram.

Rendimentos crescentes de escala: (α + β) > 1 --> (2+2) > 1

 Exemplo: considerando a função de produção 𝑸 = 𝟐𝑲𝟐 𝑵𝟐 , onde K=4 e N=10.

𝑄 = 2. 42 . 102 = 3200

Triplicando a escala, ou seja, se triplicarmos a quantidade dos fatores de produção,


K=12 e N=30 a produção será:

𝑄 = 2. 122 . 302 = 259200

 A produção mais que triplica, portanto, houve a ocorrência de rendimentos


crescentes de escala (também denominados de economias de escala).
Produção: Rendimentos de escala

 Rendimentos decrescentes de escala: se todos os fatores de produção


aumentam na mesma proporção, a produção final aumenta numa proporção menor.
 Isso significa que as produtividades médias dos fatores de produção caíram.

**(Não confundir com a lei dos rendimentos decrescentes do fator, que é um conceito de curto
prazo. Já o termo rendimentos decrescentes de escala é um conceito de longo prazo)**

Rendimentos decrescentes de escala: (α + β) < 1 --> (0,5 + 0,25) < 1

 Exemplo: considerando a função de produção 𝑸 = 𝟒𝑲𝟎,𝟓 𝑵𝟎,𝟐𝟓 , onde K=4 e N=81.

𝑄 = 4. 40,5 . 810,25 = 24

Dobrando a escala, ou seja, se dobrarmos a quantidade dos fatores de produção,


K=8 e N=162 a produção será:

𝑄 = 4. 80,5 . 1620,25 = 40,36

 A produção menos que dobra, portanto, houve a ocorrência de rendimentos


decrescentes de escala (também denominados de deseconomias de escala) .
Produção: Rendimentos de escala

 Rendimentos contantes de escala: se todos os fatores de produção aumentam


na mesma proporção, a produção final aumenta nessa mesma proporção.
 Isso significa que as produtividades médias dos fatores de produção permanecem constantes.

Rendimentos constantes de escala: (α + β) = 1 --> (0,5 + 0,5) = 1

 Exemplo: considerando a função de produção 𝑸 = 𝟑𝑲𝟎,𝟓 𝑵𝟎,𝟓 , onde K=4 e N=9.

𝑄 = 3. 40,5 . 90,5 = 18

Quadruplicando a escala, ou seja, se quadruplicarmos a quantidade dos insumos,


K=16 e N=36 a produção será:

𝑄 = 3. 160,5 . 360,5 = 72

 A produção também será quadruplicada, portanto, houve a ocorrência de rendimentos


constantes de escala .
Exercício

1) Calcule a PMe e a PMg do fator mão de obra (N).

ou Q