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PALAVRAS DO PRESIDENTE

A razão de existir da Sampling Planejamento é semear uma cultura que incentive a


mudança de comportamento das pessoas com relação à Segurança, Meio
Ambiente e Saúde. Nesses anos de atuação, nossa empresa tem se ocupado em
orientar e transmitir o conhecimento acumulado na área de SMSQ, tendo como
objetivo principal a valorização da vida.

Estamos aqui para oferecer a você serviços com alto padrão de qualidade e
excelência técnica, garantindo sua satisfação e conforto desde a hora em que o
recebemos para o café da manhã, até o momento em que lhe entregamos o
certificado de conclusão do treinamento.

Nosso treinamento apresenta as melhores práticas que vão ajudá-lo a executar


suas tarefas com uma visão prevencionista para diminuir a possibilidade de
ocorrência de acidentes no ambiente de trabalho. Na ocorrência eventual de
acidentes e incidentes, os conhecimentos adquiridos na Sampling Planejamento o
farão minimizar os impactos na sua segurança, diminuindo ou eliminando a
possibilidade de danos pessoais, no patrimônio empresarial e no meio ambiente.
Desejamos, sinceramente, que esse investimento na sua segurança redunde em
mais qualidade de vida.

Queremos melhorar sempre, pois assim exige a dinâmica da qualidade e para isso
precisamos que você registre na avaliação de reação, ao final do curso, qual a sua
impressão sobre a nossa atuação.

Sucesso!

Rodolfo da Silva Pereira


Presidente

i Prevenção e Combate a Incêndio


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Prevenção e Combate a Incêndio

Revisão Técnica:
Alcides de Lima

Revisão Final:
Claudia Ferman

Ilustração da Capa:
Flavio Junior

Diagramação:
Gabriel Pereira

Prevenção e Combate a Incêndio


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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................1

1. A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO...................................................................................................2

2. ESTRATÉGIA DE COMBATE............................................................................................................. 4

3. TEORIA DA COMBUSTÃO ................................................................................................................5


3.1 Definições ...........................................................................................................................5
3.2 Triângulo do Fogo..................................................................................................................5
3.3 Tetraedro do Fogo................................................................................................................. 6
3.4 Limites de Explosividade ....................................................................................................... 7
3.5 Formação do Fogo ................................................................................................................ 8

4. FONTES DE IGNIÇÃO ..................................................................................................................... 9

5. TRANSMISSÃO DE CALOR ............................................................................................................10


5.1 Condução ..........................................................................................................................10
5.2 Radiação ...........................................................................................................................10
5.3 Convecção..........................................................................................................................11

6. CARACTERÍSTICAS DO COMBUSTÍVEL.........................................................................................12
6.1 Ponto de Fulgor...................................................................................................................12
6.2 Ponto de Combustão...........................................................................................................12
6.3 Temperatura de Auto- ignição..............................................................................................12

7. CLASSES DE INCÊNDIO................................................................................................................13

8. MÉTODO DE EXTINÇÃO........ ........................................................................................................14


8.1 Resfriamento..................................................................................................................... 14
8.2 Isolamento......................................................................................................................... 14
8.3 Abafamento........................................................................................................................14
8.4 Quebra da Reação em Cadeia................................................................................................14

9. AGENTES EXTINTORES.. ..............................................................................................................15


9.1 Água................................................................................................................................. 15
9.2 Pó Quimico Seco ................................................................................................................. 15
9.3 Gás Co2...............................................................................................................................15
9.4 Espuma Mecânica............................................................................................................... 15

10. EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO...............................................................................16


10.1 Tipos de Extintores.............................................................................................................16
10.2 Carretel de Mangueira........................................................................................................19
10.3 Hidrantes......................................................................................................................... 20
10.4 Mangueiras de Incêndio..................................................................................................... 20
10.5 Equipamento de Geração de Espuma................................................................................... 23

11. SINAIS ...................................................................................................................................... 25


11.1 Sinais Diurnos................................................................................................................... 25
11.2 Sinais Manuais ..................................................................................................................25

12. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA ....................................................................... 26


12.1 Características Gerais dos EPRs .......................................................................................... 26

13. ESTRUTURA DE RESPOSTA À EMERGÊNCIA ............................................................................... 27


13.1 Fainas de Emergência e Organização de Combate a Incêndio a Bordo.......................................27
13.2 Localização de Equipamentos de Combate a Incêndio e Rotas de Fuga .....................................27
13.3 Sistema de Detecção e Alarme ............................................................................................ 29
13.4 Auto-Resgate....................................................................................................................30
13.5 Instruções Suplementares sobre Alarmes e Procedimentos adicionais em Ações Combinadas..... 32
13.6 Ações Considerando a Hierarquia ........................................................................................33

iii Prevenção e Combate a Incêndio


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INTRODUÇÃO
A vida na terra seria impossível sem os benefícios do fogo para aquecer, cozinhar,
forjar metais, etc. Embora nossa civilização pouco ou nada possa fazer sem ele, o
fogo pode muito bem ser um dos maiores inimigos da humanidade, com sua ação
destrutiva, se escapar ao controle. O mais leve descuido pode levar a uma catástrofe.
Milhares de incêndios ocorrem por ano, resultando em grandes perdas de vida e
propriedades, paralisando empresas e regiões.

É essencial que haja pessoal treinado e competente na prevenção de incêndios e que


saiba usar adequadamente os extintores de incêndio. O uso impulsivo de um extintor
sem nenhum conhecimento pode ser desastroso. O treinamento na prevenção de
incêndios e o controle eliminarão o desconhecido, significando pronta e efetiva ação
do pessoal, caso se deparem com um sinistro. Isso pode significar a eliminação do
fogo nos seus minutos iniciais ou a sua evolução em proporções catastróficas.

Pontos a considerar:

- Muitos incêndios começam pequenos.


A detecção antecipada é vital.

- Planificação prévia
Treinamento é essencial para segurança contra fogo.

- Todo incêndio deve ser considerado sério

- A segurança contra incêndio não pode ser deixada apenas para os profissionais.
Ela afeta a todos, em qualquer lugar.

Prevenção e Combate a Incêndio 1


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1. A IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO
Fogo e explosão podem ser os grandes riscos potenciais em navios, estrutura ou
plataforma, pois podem destruir alojamentos, armazéns, equipamentos e em casos
extremos causar a perda da instalação/ navio e de vidas. O Combate a Incêndio na
área offshore é difícil e pode ser um desafio de alto risco para as Brigadas de
Incêndio, considerando que seus componentes não são bombeiros em tempo
integral. Com bons sistemas de prevenção de incêndios, treinamentos e exercícios,
esses riscos e dificuldades podem ser enormemente reduzidos e quase eliminados.
Se você quer manter seu trabalho offshore e sua casa intactos, então gerencie os
riscos de incêndio adotando um sistema correto de prevenção de fogo nas áreas,
colocando em prática o plano/controle de fogo através de treinamentos e exercícios
regulares. A teoria da combustão e a propagação do fogo devem ser entendidas.
A prevenção de incêndio em uma instalação deriva de um entendimento desses
conceitos, bem como da questão de cuidado, bom senso e manutenção constante
de instalação.

Para prevenir incêndios você deve:


-Ter habilidade de reconhecer riscos de incêndio e agir para eliminá-los
-Fumar apenas em áreas seguras
-Fazer manutenção correta das instalações
-Deixar rotas de escape e saídas livres
-Manter portas corta-fogo fechadas
-Fechar bem e segregar os líquidos inflamáveis
-Certificar-se de que os extintores nas respectivas áreas são do tipo indicado
-Fazer treinamento de reação em emergência e saber usar o equipamento, são
essenciais para a segurança do pessoal.

Lembre-se: O pior desastre que pode nos acontecer é aquele


para o qual não estamos preparados.

O que fazer ao se deparar com um incêndio:


-Permaneça calmo, avalie rapidamente o fogo.
-Acione alarme:
- Gritando: Fogo Fogo Fogo!;
- Acionando alarme apropriado;
- Usando telefone;
- Usando rádio.
-Dê a localização, tamanho e tipo do incêndio, detalhes sobre eventuais vítimas
e seu nome.

2 Prevenção e Combate a Incêndio


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-Somente se você se julgar capaz e tiver o equipamento correto por perto, é possível
combater o fogo.

-Se o incêndio for muito grande, se não tiver o equipamento correto à mão para
combatê-lo e se você não estiver em perigo imediato, fique em um lugar seguro
aguardando a chegada da Brigada de Incêndio. A sua informação sobre o incêndio é
de grande valia para a Brigada quando esta chegar ao cenário.

- Onde o fogo se situa


- O que está queimando
- Qualquer circunstância de risco
- Posição e número de vítimas
- Detalhes de circuitos elétricos, válvulas ou equipamentos que tenham sido
isolados.
- Quais as ações tomadas. Considere as condições do tempo e a possibilidade de
propagação do fogo. Se possível tome as ações para conter o fogo. Isso pode ser
conseguido com resfriamento, removendo o material inflamável, parando a
ventilação, "fechando as portas e vigias, isolando válvulas e desligando circuitos
elétricos".

-Não seja tentado a resgatar alguém se o ambiente for inseguro e você não
dispõe do Equipamento de Proteção Individual e apoio.

Não seja você a próxima vítima!

Prevenção e Combate a Incêndio 3


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2. ESTRATÉGIA DE COMBATE
Se o fogo já se instalou em grande área da plataforma/navio, importantes
pontos devem ser considerados para o combate ao incêndio:
-O que está queimando?
-Onde está localizado o fogo?
-Como chegar até o fogo?
-Qual o equipamento necessário?
-Qual o principal perigo?
-Que precaução tomar para evitar a propagação do fogo?
-Há gases perigosos na área?
-Há necessidade de resfriar as colunas/estrutura?
-Há necessidade de remover material inflamável?
-É possível isolar algum compartimento?
-A ventilação foi cortada e os dampers fechados? (o corte de ar/oxigênio tem que ser
considerado)
-A estabilidade da plataforma/navio pode ser ameaçada com o uso de água,
mangueira ou outro tipo de combate ao incêndio?
-É possível mudança de curso (em caso de navio) a fim de possibilitar melhor posição
de combate ao incêndio?

Em caso de fogo, lembre-se:

1º. LOCALIZAR o foco do incêndio;

2º. AVISAR a alguma pessoa que possa vir a ajudar, seja através de grito, ligação,
rádio, ou acionamento da botoeira de alarme a incêndio mais próxima;

3º. Durante um princípio de incêndio, INICIAR O COMBATE usando extintor


portátil.

4 Prevenção e Combate a Incêndio


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3. TEORIA DA COMBUSTÃO
3.1 Definições
Fogo: É uma reação rápida de oxidação com desenvolvimento de luz e calor.
Incêndio: É o fogo que foge ao controle do homem, com tendência de se alastrar e
destruir.

3.2 Triângulo do Fogo


O fogo ocorre sempre que houver a reunião entre calor, oxigênio e combustível em
proporções adequadas.
Convencionou-se então representar os três elementos sob a forma de um triângulo.
"O triângulo do fogo".

3.2.1 Calor
É uma forma de energia que se transfere de um corpo para outro, quando há entre
eles diferença de temperatura. São três os meios básicos de transmissão do calor:
- Condução
- Radiação
- Convecção
Esses itens serão mais explanados no capítulo 5.

3.2.2 Oxigênio
O oxigênio contido no ar que respiramos é o elemento que sustenta e alimenta a
combustão. A proporção de oxigênio no ar é de aproximadamente 21%

3.2.3 Combustível
É toda substância capaz de entrar em combustão e compreende praticamente todos
os materiais que nos cercam e apresentam-se nos três estados físicos da matéria.
- Sólido
- Líquido
- Gasoso

Prevenção e Combate a Incêndio 5


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3.3 Tetraedro do Fogo
É conseqüência do triângulo do fogo. A reação em cadeia só acontece quando se
inicia a combustão. Convencionou-se representar os 4 elementos sob a forma de um
Tetraedro. Suas faces são: combustível, comburente (oxigênio), o calor (fonte de
ignição) e a reação em cadeia.

Pirâmide = 4 Faces

Calor Combustível

Reação
Oxigênio em Cadeia

3.3.1 Reação em Cadeia

As moléculas originais do combustível combinam-se com o oxigênio em uma série de


etapas sucessivas. Por sua vez os hidrocarbonetos se dissociam em radicais livres,
sujeitos à ação do oxigênio, formando compostos oxigenados altamente instáveis,
reagindo com radicais oxidrila (OH) e também com o hidrogênio, formando a reação
em cadeia.

6 Prevenção e Combate a Incêndio


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3.4 Limites de Explosividade
São chamados limites inferior e superior de explosividade ou inflamabilidade as
concentrações-limite entre as quais a mistura é dita explosiva ou inflamável. Essas
misturas são usualmente expressas em termos de percentagem em volume de gás
ou vapor no ar.
Uma mistura abaixo do limite inferior de inflamabilidade é demasiado pobre para
queimar ou explodir e uma mistura acima do limite superior de inflamabilidade é
demasiado rica para queimar ou explodir. Os valores dos limites de inflamabilidade
são referidos à pressão atmosférica e temperatura normal e definidos para cada tipo
de combustível. Exemplos:

ACETILENO
100% AR 98% 20% 0% AR
MISTURA
POBRE

MISTURA IDEAL/ MISTURA


MISTURA INFLAMÁVEL RICA
0% ACETILENO
2% 80% 100% ACETILENO
LIE LSE

Prevenção e Combate a Incêndio 7


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3.5 Formação do fogo
As substâncias combustíveis existem como líquidos, sólidos e gases. A queima da
maioria dos materiais produz uma chama e isso ocorre quando gases ou vapores
liberados por um material líquido ou sólido entram em ignição.

8 Prevenção e Combate a Incêndio


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4. FONTES DE IGNIÇÃO/CALOR
As fontes de calor podem ser:

Elétrica: Equipamentos elétricos (curtos circuitos e arco voltaico), cabos com


emendas mal feitas, sobrecargas, etc.

Mecânica: Esmeril, atritos, aquecimento de motores, etc.


Química: Reação química exotérmica.

Os meios de ignição podem vir de centelhas, chamas abertas ou eletricidade estática.


Na atividade offshore as fontes de ignição são monitoradas por um sistema de
permissão de trabalho que cobre procedimentos e sistemas incluindo o uso de:

OBS.: Na atividade offshore, as fontes de ignição normalmente são monitoradas por


um sistema de Permissão para Trabalho, sendo feita uma análise de risco antes de
sua emissão, reduzindo, ou minimizando os riscos destas fontes durante o trabalho.

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5. TRANSMISSÃO DE CALOR
5.1 Condução
O calor se propaga de um corpo para outro por contato direto. O calor se transfere
através de materiais sólidos.
Ex: vigas de aço, chaparia de convés, anteparos de aço.

Compartimento da Compartimento da
esquerda
esquerda direita.
direita.
Porta de aço

5.2 Radiação
O calor é transmitido através da atmosfera em linhas retas através do espaço.
Materiais podem entrar em ignição se colocados muito próximos de uma fonte de
calor irradiado.

CALOR CALOR

Radiação Radiação

Prevenção e Combate a Incêndio


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5.3 Convecção
O fogo se propaga de um nível mais baixo para um mais alto por elevação de gases
quentes.
Ex: escadas, poços de elevador ou dutos de ventilação.

Incidência de gases quentes sobre tanques e/ou equipamentos próximos, provenientes de um


incêndio.

VENTO

VENTO

VENTO

CALOR
VENTO

CONVECÇÃO VENTO
CALOR
VENTO
CONVECÇÃO
CALOR

CONVECÇÃO

CALOR

CALOR
CALOR
RADIAÇÃO RADIAÇÃO

CALOR CALOR

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6. CARACTERÍSTICAS DO COMBUSTÍVEL
Há um número de definições aplicadas às várias temperaturas nas quais a ignição
acontece. As três mais importantes são:

6.1 Ponto de Fulgor


É a menor temperatura na qual um líquido libera vapor ou gás em quantidade
suficiente para formar uma mistura inflamável. Por mistura inflamável, para fins de
apuração do ponto de fulgor, entenda-se a quantidade de gás ou vapor misturada
com o ar atmosférico suficiente para iniciar uma inflamação em contato com uma
chama (isto é, a queima abrupta do gás ou vapor), sem que haja a combustão do
líquido eminente. Outro detalhe verificado é que, ao se retirar a chama, acaba a
inflamação (queima) da mistura. Trata-se de dado importante para classificação dos
produtos combustíveis, em especial no que tange à segurança e aos riscos de
transporte, armazenamento e manuseio.

6.2 Ponto de Combustão


É a temperatura mínima necessária para que um combustível desprenda vapores ou
gases combustíveis que, combinados com oxigênio do ar e em contato com uma
chama, se inflamam; e, mesmo que se retire a fonte, o fogo não se apagará, pois a
temperatura faz gerar do combustível vapores ou gases inflamáveis suficientes para
manter o fogo.

6.3 Temperatura de Auto-ignição


É a temperatura mínima em que ocorre uma combustão, independentemente de uma
fonte externa de calor.

12 Prevenção e Combate a Incêndio


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7. CLASSES DE INCÊNDIO
As substâncias combustíveis são agrupadas nas classes a seguir:

Classe A - Combustíveis sólidos. Material sólido que deixa resíduo.


(papel, tecido, madeira)

Classe B - Líquidos e gases combustíveis.

Classe C - Equipamento elétrico energizado.

Classe D - Metais Pirofóricos, puros no estado de pó (magnésio, sódio, titânio).

Prevenção e Combate a Incêndio


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8. MÉTODOS DE EXTINÇÃO
A extinção do fogo é conseguida pela remoção de qualquer dos quatro componentes
do tetraedro do fogo. Como mostrado abaixo, o componente removido depende do
tipo de agente extintor empregado utilizando os métodos de resfriamento,
abafamento, isolamento e quebra da reação em cadeia.

8.1 Resfriamento (Remoção do Calor)


O resfriamento exige a aplicação de algo que absorva o calor.
Embora existam outros meios, a água é o mais comum dos meios
de resfriamento.

8.2 Isolamento (Remoção do Combustível)


Geralmente a remoção do combustível de um incêndio é difícil e
perigosa, mas há exceções. Os tanques de armazenagens de
líquidos inflamáveis podem ser arranjados de tal forma que seu
conteúdo possa ser bombeado para tanques vazios e isolados em
caso de incêndio. Quando gases inflamáveis pegam fogo ao
serem transportados por uma tubulação, o fogo se extinguirá se
este fluxo for interrompido pelo fechamento de uma válvula.

8.3 Abafamento (Remoção do oxigênio)


O oxigênio pode ser removido de um fogo, se este for coberto por
um cobertor molhado ou se sobre este fogo for lançada terra ou
areia ou ainda pela cobertura do fogo com espuma mecânica.
Alguns gases mais pesados que o ar, tal como o dióxido de
carbono, pode ser usado para cobrir o fogo evitando que o
oxigênio entre em contato com o mesmo.

8.4 Quebra da Reação em Cadeia


Estudos feitos em anos recentes indicam que a conhecida
afirmação: "Remover o calor, remover o oxigênio ou remover o
combustível para extinguir um fogo" não se aplica quando o pó
químico seco é usado como agente extintor. Este agente desativa
produtos intermediários da reação química resultando daí uma
redução na razão de combustão (a razão da evolução do calor)
extinguindo assim o fogo. Reação em Cadeia

Prevenção e Combate a Incêndio


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9. AGENTES EXTINTORES
Os agentes mais empregados na extinção de incêndios são: água, espuma, gás
carbônico e pó químico seco.

9.1 Água
É o mais comum e muito usado por ser encontrado em abundância. Age por
resfriamento quando aplicada sob a forma de jato sólido ou neblina nos incêndios de
Classe A. É difícil extinguir o fogo em líquidos inflamáveis com água, por ser ela mais
pesada que eles. É boa condutora de energia elétrica, o que a torna extremamente
perigosa nos incêndios de Classe C.

9.2 Pó Químico Seco (Pó)


O pó químico comum é fabricado com 95% de bicarbonato de sódio,
micropulverizado e 5% de estearato de potássio, de magnésio e outros, para
melhorar sua fluidez e torná-lo repelente à umidade e ao empedramento.
Age por interrupção da reação em cadeia de combustão, motivo pelo qual é o agente
mais eficiente para incêndios classe B. Não conduz eletricidade, e pode ser usado em
fogo de Classe C. Contudo, deve-se evitá-lo em equipamentos eletrônicos onde,
aliás, o CO2 é mais indicado. Não dá bons resultados nos incêndios de Classe A.

9.3 Gás (Co2)


Gás insípido, inodoro, incolor, inerte e não condutor de eletricidade.
Pesa cerca de 1,5 vezes mais que o ar atmosférico e é armazenado, sob pressão de
850 libras, em tubos de aço.
Quando aplicado sobre incêndios, age por abafamento, suprimindo e isolando o
oxigênio do ar.
É eficiente nos incêndios de Classes B e C. Não dá bons resultados no de Classe A.

9.4 Espuma Mecânica


Formada através da geração de líquido gerador de espuma (LGE) mais água. Age
pelo processo de abafamento e, secundariamente resfriamento.

AÇÃO DOS
AGENTES RESFRIAMENTO
FUMAÇA
EXTINTORES RESIDUAL REDUÇÃO DAS CHAMAS,
VAPOR E CALOR
(ÁGUA, ESPUMA,
PÓ QUÍMICO)

ÁREA
SUFOCAMENTO
DAS
CHAMAS
QUEBRA DA REDUÇÃO DO AR
REAÇÃO
QUÍMICA
ÁREA DE REAÇÃO

PÓ QUÍMICO ESPUMA

COMBUSTÍVEL
VAPORIZADO

COMBUSTÍVEL

Prevenção e Combate a Incêndio 15


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10. EQUIPAMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO
A não ser em condições de grandes incêndios ou explosões, a maioria dos incêndios
começa relativamente pequena e pode ser controlada pelo uso de um extintor
manual. É importante entretanto, que todo empregado esteja familiarizado com os
extintores distribuídos pela plataforma, instalação ou lugar similar de trabalho e dos
princípios aplicados aos seus conteúdos, operação e uso.

Para serem válidos, os extintores devem ser:


-Prontamente disponíveis e visíveis;
-Apropriados aos riscos que cobrem;
-Fáceis de operar;
-Mantidos em perfeito estado de funcionamento.

10.1 Tipos de extintores e suas aplicações:

Extintor Tipo Água Pressurizada

Conteúdo: 10 litros de água pressurizada com nitrogênio

Duração 1 minuto
Alcance 4 metros

Extingue o fogo por: Resfriamento

Usado em Incêndios Classe A

Verificar manômetro;
Conduzir o extintor pela alça de
transporte;
Operação Retirar o pino de segurança;
Testar operação;
Dirigir para a base do fogo;
Pode ser usado intermitentemente.

16 Prevenção e Combate a Incêndio


BST
Extintor Tipo Água a Pressurizar
Conteúdo 10 litros de água a pressurizar com
CO2
Duração 1 minuto
Alcance 4 metros
Extingue o
fogo por Resfriamento
Usado em Incêndios Classe A
Conduzir o extintor pela alça de
transporte até as proximidades do
fogo;
Retirar o lacre de segurança;
Operação Abrir a ampola de gás propelente
(CO2);
Segurar o mangote direcionando o jato
de água para a base do fogo;
Não pode ser usado intermitentemente.

Extintor Tipo Espuma Mecânica Pressurizada


Conteúdo Água e LGE*
Duração 30 a 90 segundos
Alcance 3 a 4 metros
Extingue o
fogo por Abafamento e resfriamento

Usado em Incêndios Classe B


Verificar manômetro;
Conduzir o extintor pela alça de
transporte até o fogo;
Operação Retirar o pino de segurança;
Testar operação
Dirigir o jato para uma antepara.
Pode ser usado intermitentemente.

*LGE = Líquido Gerador de Espuma


Prevenção e Combate a Incêndio 17
BST
Extintor tipo Pó Químico Seco Pressurizado
Bicarbonato de Sódio e Estearato
Conteúdo pressurizado com nitrogênio
Duração 40 a 50 segundos
Alcance 2 a 4 metros
Extingue o Quebra da reação em cadeia
fogo por e secundariamente abafamento

Usado em Pequenos incêndios das classes B e C

Verificar manômetro;
Conduzir o extintor pelo punho até o
fogo;
Retirar o pino de segurança;
Operação Testar o extintor;
Dirigir o jato na base do fogo num
movimento de varredura;
Pode ser usado intermitentemente.

Extintor tipo Pó Químico Seco a Pressurizar


Bicarbonato de Sódio e Estearato
Conteúdo pressurizado com CO2
Duração 40 a 50 segundos
Alcance 2 a 4 metros
Extingue o Quebra da reação em cadeia
fogo por e secundariamente abafamento
Usado em Princípios de incêndios das classes B e C

Proceder a abertura de gás propelente (CO2),


tendo o cuidado de prender o mangote na
cavidade da alça de transporte, inclinando o
Operação cilindro de modo a se proteger do tampão
Testar o extintor
Dirigir o jato para a base do fogo em movimento
de varredura.

18 Prevenção e Combate a Incêndio


BST
Extintor do Tipo CO2 (Dióxido de carbono)
Conteúdo CO2 líquido 6 kg
Duração 30 segundos
Alcance 1 metro
Extingue o
fogo por Abafamento

Usado em Incêndios Classe C e B


Conduzir o extintor pela alça de transporte
até o fogo
Operação Retirar pino de segurança
Testar o extintor
Dirigir o jato à base de fogo sem
movimentos de varredura.

EXTINTORES
Vantagens Desvantagens
Ação rápida Curta duração
Portáteis Curto alcance
Manuseio individual Não protege o usuário do calor irradiado
Estão localizados perto dos locais de Não serve para todas as classes de
possíveis riscos incêndio

10.2 Carretel da Mangueira


Esses carretéis são instalados para dar ataque inicial ao incêndio. Quando houver
instalação do carretel de mangueira, fica eliminada a necessidade de extintores
portáteis tipo água.

Prevenção e Combate a Incêndio 19


BST
10.3 Hidrantes
É requisito estabelecido por lei que toda instalação guarnecida de pessoal seja
provida de um circuito principal de suprimento de água para incêndio. Esse circuito é
permanentemente alimentado pelas bombas de incêndio.

Os bocais de saída dos hidrantes são estrategicamente posicionados nesse circuito


especificamente para combate a incêndios.

10.4 Mangueira de Incêndio


A mangueira de incêndio é normalmente de 1 ½" ou 2 1/2" de diâmetro, com
aproximadamente 15 metros de comprimento e conexões de engates rápidos nas
extremidades.

10.4.1 Diferentes arranjos das mangueiras


As mangueiras podem ser enroladas (aduchadas) em condição de uso imediato nos
seguintes métodos:

l enrolados pelo meio - método marinha (americano)


l enroladas a partir da extremidade (Dutch rolled) - método alemão
l em gomos (flaked) (zig/zag)

marinha alemão zig/zag

10.4.2 Cuidados com a mangueira durante o uso


- Evitar a passagem da mangueira sobre canteiros vivos, objetos cortantes ou
pontiagudos, que possam danificá-la.
- Não curvar acentuadamente a extremidade conectada com o hidrante. Isso
pode causar o desempatamento e rompimento da mangueira (união).
- Cuidado com golpes de aríete na linha causados por entrada de bomba ou
fechamento abrupto de válvulas e esguicho. Isso pode romper ou desempatar
uma mangueira.
- Quando não for possível evitar a passagem de veículos sobre a mangueira,
deve ser utilizado um dispositivo de passagem de nível.

Prevenção e Combate a Incêndio


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10.4.3 Inspeção e Manutenção

Toda mangueira, quando em uso, deve ser inspecionada a cada 3 (três) meses e
ensaiada hidrostaticamente a cada 12 (doze) meses, conforme a norma NBR 12779.
Estes serviços devem ser realizados por profissional ou empresa especializada.

10.4.4 Esguichos e Difusores

Esguicho é o termo aplicado ao componente montado na saída da mangueira. É


projetado para aumentar a velocidade, lançar e direcionar o jato d'água para o fogo.

O difusor é a parte do esguicho que modifica o perfil do fluxo d'água.

Dois pontos importantes associados aos problemas no manuseio do esguicho


são:

Reação do jato:
Quando a água é projetada pelo esguicho, uma reação igual e oposta ao jato se faz
sentir, causando o recuo do esguicho em direção oposta ao fluxo. Portanto, a pessoa
ou pessoas que estiverem segurando o esguicho devem exercer esforço suficiente
para anular este efeito.

Golpe de Aríete:
Quando o fluxo de água é estancado subitamente pelo fechamento rápido do
esguicho, ondas de choque são transmitidas ao longo da extensão da mangueira ou
tubo. Isso pode resultar no enfraquecimento ou ruptura das mangueiras. Abertura
rápida do hidrante para pressurização em uma mangueira provoca chicoteamento.

Prevenção e Combate a Incêndio 21


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Regulagem do Esguicho

O esguicho pode ser regulado para lançar água dos seguintes modos:

— Jato pleno - jato sólido de água

— Neblina - fluxo d'água consistindo de pequenas gotas d'água nas formas de


30º, 60º e 90º

Jato Pleno

Neblina Neblina Neblina

30º 60º 90º

22 Prevenção e Combate a Incêndio


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10.5 Equipamento de Geração de Espuma
A extinção de incêndio é normalmente obtida pelo uso de água devido as suas
características de resfriamento. No entanto, com óleo, que tem uma gravidade
específica menor, a extinção eficaz pode ser alcançada abafando o combustível
queimando com ESPUMA, cortando desse modo o oxigênio que alimenta o fogo.

A eficácia dos líquidos geradores de espuma no combate a incêndio pode se perder


sem o uso de equipamentos adequados tais como proporcionadores de linha,
esguicho, canhões monitores, tubo pescante e esguichos lançadores, que permitem
ao usuário uma rápida montagem, tornando o combate mais ágil e eficiente. Existem
sistemas fixos de espuma que utilizam canhões monitores fixos, alto-oscilantes e de
controle remoto, válvulas de controle, tanques com diafragma e sistema de pressão
balanceada para a proteção de todos os tipos de complexos industriais, instalações
offshore, navios, etc.

LGE Líquido Gerador de Espuma do tipo sintético, AFFF, durante a formação da


espuma sobre o líquido inflamável, forma uma película aquosa a partir da
decomposição da espuma, a qual flutua sobre o combustível, sendo responsável pela
extinção do fogo e selagem dos vapores inflamáveis. Este LGE destina-se ao
combate a incêndio de classe B, envolvendo derivados de petróleo como gasolina,
querosene, diesel, naftas... (nas proporções de 3% e 6%).

Já o AFFF (Aqueaus Filme Forming Foam) ARC deve ser utilizado para álcool,
solventes polares, cetonas, ésteres etc... Ao ser aplicado em combustíveis polares, a
espuma flui espalhando-se pela superfície e formando uma camada polimérica que,
em conjunto com a própria espuma e o filme aquoso, potencializam a melhor ação de
combate ao fogo e selagem dos vapores inflamáveis usado na proporção de 6%.

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Líquedo Gerador de Espuma Sintex AFFF 6%

lÉ um produto não tóxico e biodegradável, composto de tensoativos fluorados,


hidrocarbonos e solventes. Os mecanismos de extinção de incêndios empregados
pelo AFFF 6% são:
lUm filme acuoso é formado para previnir a liberação de vapores dos derivados de
petróleo;
lUm colchão de espuma exclui efetivamente o oxigênio da superfície do
combustível;
lO liquido drenado da espuma atua resfriando as superfícies metálicas.

Aplicação

O sintex AFFF6%, é uma espuma formadora de filme acuoso completamente


sintética desenvolvida para previir e extinguir incênios de classe B encolvendo
derivados de petróleo ( gasolina, querosene, óleo dísel, QAV, etc.).

Suas excelentes característica de umectação também o fazem útil no combate a


incêndios de classe A (madeira, papel, plásticos, etc.) Além disso, os micro geradores
de espuma sintex AFFF 6% são totalmente compatíveis com pó químico seco,
podendo ser utilizados em conjunto para ataque combinado aumentando a
capacidade extintora.

Vantagens do LGE sobre agentes extintores

lFlutua sobre os combustíveis inflamáveis;


lMesmo em ambientes abertos permanece isolando o combustível, por períodos
prolongados;
lÉ utilizado para extinguir incêndios em grandes áreas.

24 Prevenção e Combate a Incêndio


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11. SINAIS
11.1 Sinais Diurnos
Abaixo estão listados sinais usados pelos serviços de combate ao fogo em todo o
mundo. Estes devem ser usados tanto em incêndios quanto em exercícios de
treinamento. É importante ter padrões de procedimentos operacionais (PPO) de
maneira que todo o pessoal possa reagir a uma instrução de maneira similar.

11.2 Sinais Manuais

1. Abrir água 2. Fechar água

3. Aumentar pressão 4. Diminuir pressão

Prevenção e Combate a Incêndio


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12. EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
A finalidade do EPR é dar condições ao usuário de entrar em ambientes IPVS
(imediatamente perigoso à vida e à saúde).
Os equipamentos de proteção respiratória podem ser:
autônomos ou com ar mandado. Caso utilize proteção
respiratória através de sistema de ar mandado, deve
ser previsto um cilindro de emergência acoplado ao
equipamento. Se houver deficiência no suprimento de
ar, utilizar o cilindro de emergência para sair do
ambiente.

O EPR só pode ser usado após ser recebido treinamento específico


para uso em ambiente IPVS

12.1 Características Gerais dos EPR’s


Os itens principais que fazem parte de um aparelho de ar comprimido são:

26 Prevenção e Combate a Incêndio


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13. ESTRUTURA DE RESPOSTA À EMERGÊNCIA
13.1 Fainas de Emergência e Organização de Combate a Incêndio
a Bordo
Se você não tem parte em nenhum grupo de ação, deve se dirigir ao ponto de reunião
munido de EPI completo, assim que soar o alarme de emergência.

Coordenador Geral

Coordenador do
Plano de Contingência
Assessores de Meio Ambiente,
Segurança Industrial, Saúde e
Comunicação, apropriações de Grupos de Apoio
custo e outros conforme
características do
órgão operacional

Coordenador Local

Grupos de Ação

13.2 Localização dos Equipamentos de Combate a Incêndio e


Rotas de Fuga
Atendendo procedimentos e padrões de segurança, toda fábrica ou unidade
marítima, durante sua fase de projeto, instalação e funcionamento deve prever no
plano de segurança da unidade, equipamentos de combate a incêndio de acordo com
o risco, em quantidades suficientes, atendendo as normas vigentes. Deve ser
prevista simbologia dos equipamentos, de modo que qualquer pessoa consiga
identificar e localizar rotas de fuga e equipamentos existentes no local de trabalho.
Estes planos de segurança devem ser instalados nos pisos, corredores, refeitórios,
sala de trânsito etc, para que os residentes conheçam os recursos existentes no caso
de combate a incêndio e emergências.

Os equipamentos de combate a incêndio devem ser colocados em locais:


-De fácil visualização;
-De fácil acesso, não pode ser obstruído;
-Onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso;
-Em que haja sinalização (placa de aviso).

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28 Prevenção e Combate a Incêndio
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Conforme a NR-23 (Proteção contra incêndio), todas as empresas deverão possuir:
lEquipamentos de proteção contra incêndio;

lSaídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviços em caso de

incêndio;
lEquipamentos suficientes para combater o fogo em seu início;

lPessoas adestradas no uso correto desses equipamentos;

lTodos os estabelecimentos, mesmo os dotados de dilúvios ou sprinkler, deverão ser

providos de extintores portáteis a fim de combater fogo em seu início. Tais extintores
devem ser apropriados à classe do fogo a extinguir.

13.3 Sistema de Detecção e Alarme


13.3.1 Detectores de Fumaça
Normalmente são instalados nos módulos de acomodações, camarotes, corredores,
dentro de tetos falsos, etc. Este tipo de detector não é instalado em áreas onde a
fumaça e vapores podem ocasionalmente estar presentes, como por exemplo como
em cozinhas e salas de geradores.

Geralmente operam em um dos seguintes princípios:


- Ionização;
- Ótico (foto elétrico);
- Amostragem de ar.

13.3.2 Detector de Chama


Proporcionam uma detecção rápida e segura do fogo, através da sensibilidade à
radiação emitida pela chama em numerosas bandas das faixas do espectro de
ultravioleta e infravermelho.
Estes equipamentos são utilizados especialmente na detecção de incêndios em
áreas de líquidos e gases inflamáveis de combustão pura, como petróleo, querosene,
solvente, dentro de casulo de turbo geradores e turbo compressores, onde existe um
rápido crescimento de fogo intenso. Normalmente são instalados em petroquímicas e
unidades offshore.

13.3.3 Detectores de Calor


São designados para deter o fogo em estágios mais avançados quando a
temperatura na área protegida começa a aumentar.

Os efeitos do calor que fornecem os princípios de operação básicos para os


detectores de calor são:
- Derretimento (ou fusão) de metais;
- Expansão de sólidos, gases e líquidos;
- Efeito elétrico;

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Bulbo quartezóide (o vidro rompe quando aquecido, atingindo a temperatura pré-
determinada ao ambiente, liberando água sobre forma de spray em cima da área
protegida).

13.3.4 Sensores fusible plugs


Do tipo bujão fusível, constituído de um circuito pneumático instalado em
determinados equipamentos, fazendo com que o calor do incêndio incipiente funda
os fusíveis, despressurizando o circuito e ocasionando por conseqüência o
fechamento de determinadas válvulas de emergências.

13.3.5 Sensores de gás


Do tipo point watcher, que operam segundo o princípio de absorção de raios
infravermelhos, são localizados em áreas de processo, onde há fontes potenciais de
vazamento de produtos inflamáveis e combustíveis e onde há anteparas, estruturas e
equipamentos que dificultam e obstruem a ventilação natural, favorecendo o acúmulo
de nuvens inflamáveis para monitorar as áreas onde possa ocorrer concentração de
gases. O sistema mede continuamente a concentração de gás.

13.4 Auto-Resgate
Poderá acontecer de você mesmo ter que agir para salvar-se do local sinistrado,
praticando o auto-resgate. Para isso deverá considerar alguns fatores:
- Avalie os riscos;
- Mantenha um quadro mental da localização e pontos de saída;
- Se no fogo: pare, deite, cubra o rosto e role;
- Sem aparelho de respiração, rasteje abaixo da fumaça;
- Se possível, use aparelho de respiração.

Precauções ao se mover na fumaça ou na escuridão


Evite possíveis acidentes observando as seguintes preocupações:

- Desordem
- Não ande
- Mantenha o peso do corpo num pé atrás (isto ajuda na detecção de obstruções,
buracos, mobília, escadas, etc)

- Proteção de rosto
- Mantenha uma mão erguida à frente com a palma voltada para dentro e o mais
afastada possível para localizar obstruções à sua frente.

- Usando Escadas
- Desça de costas e segure o guarda-corpo;
- Teste a integridade dos degraus antes utilizá-los;
- Use a escada somente uma pessoa de cada vez;
- Utilize o lado direito caso a escada permita circulação de mais de uma pessoa.

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-Sinais de Calor
- Procure localizar as partes aquecidas, utilizando a palma da mão voltada para
dentro, para que em caso de contato em portas, maçanetas, paredes e
anteparas, tenhamos indicativos de fogo no lado oposto.

-Restrição no uso de água


- Evite aplicar água de forma indiscriminada, só a utilizando após avaliação da
necessidade naquele momento (direcionar fumaça, localização do foco de
incêndio, etc.)
- O uso indiscriminado pode destruir pilhas de material têxtil, maquinário, dificulta
o acesso e bloqueia rotas de saída.

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13.5 Instruções suplementares sobre alarmes e procedimentos
adicionais em ações combinadas

Ações combinadas são atividades desenvolvidas simultaneamente pelas equipes de


controle de emergência de cada unidade (afastando-se nos casos de rebocadores,
aeronaves, fechamento de válvulas e paralisando o sistema de produção nos casos
de outras unidades interligadas operacionalmente), envolvidas com a que está em
emergência, objetivando um controle interno mais rápido e eficiente. Durante uma
ação combinada podem ser solicitados, atendendo critérios definidos no plano de
contingência, apoios externos ao controle da emergência.

Ações Combinadas desenvolvidas durante uma emergência

Durante a emergência os residentes serão informados através de alarmes sonoros e


avisos internos quanto ao desenvolvimento e controle da emergência. As pessoas
que não têm função definida na faina de controle da emergência permanecem no
ponto de reunião, aguardando definições por parte do gerente da unidade, que em
função da gravidade da emergência, poderá ou não convocar os residentes para
ajudar as equipes existentes no controle ou optar pela evacuação dos residentes ou
abandono, caso necessário, após contato e determinações junto ao gestor central do
plano de contigência da Bacia de Campos.

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Os meios de comunicação que podem ser usados em uma situação de emergência
incluem:
P Sistema de Auto Falante
P Rádios
P Telefones
P Interfone
P Sistema de Intercomunicação

13.6 Ações considerando a hierarquia


Na unidade offshore a ação é comandada pelo Gerente da Unidade (GEPLAT),
enquanto que em navios, o responsável é o comandante. Suas atribuições são:
-Centralizar as informações, decidir e orientar as ações a serem tomadas para o
controle da emergência;
-Comunicar as ações do controle de emergência para a estrutura organizacional de
resposta em terra.
-Certificar-se das providências adotadas para a parada operacional de
emergência, de forma segura;
-Decidir sobre a evacuação ou abandono da unidade marítima;
-Solicitar os recursos necessários ao coordenador geral do Plano de Contingência,
que é o responsável maior pela coordenação da emergência.
-Coordenar a elaboração dos relatórios que buscam investigar as causas básicas
que deram origem à emergência, para que se tome medidas corretivas e preventivas.
-Aplicar o Plano de Contingência da unidade para controle do incêndio;
-Solicitar apoio externo, conforme Plano de Contingência Central, sempre que as
proporções do incêndio indicarem a necessidade de sua adoção.

Prevenção e Combate a Incêndio


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BIBLIOGRAFIA
- Apostila de Prevenção de Acidentes - Petrobrás

- Cartilha Segurança no Trabalho - Plataforma P-XIV

- ISM Code - International Safety Managemente Code

- International Association of Drilling Contractors

- Manual de Embarque da Plataforma P-37

- MARPOL 73/78 - International Convention for Prevention Ships

- Resolução A-891(21) - Recomendation of Training of Personel (on Mobile Offshore Units - MOU´s)

- SOLAS 74/78 - International Convention for the Safety of Life at Sea.

- STCW 78/95 - International Convention on Standards of Training, Certification and Watchkeeping for
Seafares 1995.

5ª Edição © 2006
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ISO 14001 ISO 9001

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