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Plano de Aula: Ilicitude.

Causas Excludentes II
DIREITO PENAL I - CCJ0007
Título
Ilicitude. Causas Excludentes II

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula


13

Tema

Ilicitude. Causas Excludentes II

Objetivos

Ao final da aula o aluno deverá ser capaz de:

Diferenciar as espécies de causas excludentes de ilicitude.

Analisar as causas excludentes de ilicitude, suas espécies e requisitos.

Analisar a natureza jurídica do consentimento do ofendido e suas consequência s na esfera jurídico-


penal.

Aplicar os institutos previstos na parte geral do Código Penal aos crimes em espécie.

Estrutura do Conteúdo

A matéria desta aula será apresentada com base nos conteúdos estabelecidos pelo Livro Didático de
Direito Penal no Capítulo 7, Itens 7.5 e 7.6. Leia-os em momento anterior à sua apresentação pelo
professor em sala de aula.

Tópicos:

1. Estrito Cumprimento de Dever Legal.

1.1 Conceito.

1.2 Natureza Jurídica

1.3 Requisitos- Objetivos e Subjetivos

1.4 Excesso – consequências: Os delitos de constrangimento ilegal (art. 146, do Código Penal) e abuso
de autoridade (Lei n. 4898/1965).

2. Exercício Regular de Direito.


2.1 Conceito.

2.2 Natureza Jurídica

2.3 Requisitos- Objetivos e Subjetivos

3. Ofendículas.

3.1. Conceito

3.2. Natureza jurídica - controvérsias.

3.3.Requisitos

3.4.Consequências na esfera jurídico penal

4. O Consentimento do Ofendido

4.1 Natureza Jurídica e relação com a tipicidade

4.2 Consequências na esfera jurídico penal

Aplicação Prática Teórica

Caso concreto.

Leia a notícia transcrita abaixo e responda às questões formuladas:

Policiais agiram em legítima defesa em confronto com sem -terra, afirma PF

Conclusão faz parte do inquérito que apura caso ocorrido no dia 7 de abril.

No enfrentamento, em Quedas do Iguaçu, dois membros do MST morreram.

Disponível em: http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2016/07/

A Polícia Federal concluiu que os policiais militares que entraram em confronto com integrantes do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Quedas do Iguaçu, no oeste do Paraná,
agiram em legítima defesa. A conclusão faz parte do inquérito policial federal que investiga o
enfrentamento ocorrido no dia 7 de abril, quando dois sem -terra morreram e ao menos seis ficaram
feridos. Em nota, a PF diz que foram ouvidas 28 pessoas, feitas perícias em veículos, além da simulação
do confronto e a necropsia no corpo dos dois mortos. “Concluiu -se que a ação policial resultou da
utilização proporcional do uso da força em legítima defesa, não tendo sido detectado excesso por parte
dos policiais envolvidos”, aponta o documento. O inquérito, que será encaminhado ao Ministério Público
Estadual (MP-PR) em Quedas do Iguaçu, relata ainda que nenhum integrante do MST foi indiciado, já que
nenhuma outra pessoa portava “armas de fogo no momento do confronto, exceto dois integrantes que
vieram a falecer no local” e os policiais. Detalhes sobre o que foi apurado pela PF devem ser informados
pelo delegado responsável pelo caso em uma coletiva de im prensa marcada para as 17h na delegacia de
Cascavel. Ao G1 a assessoria de imprensa do MST informou que os advogados que atuam no caso ainda
não receberam o resultado do inquérito e que por isso não devem se pronunciar por enquanto.
Investigações

O caso também é investigado internamento pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, cujo inquérito foi
encaminhado no dia 15 de abril incompleto ao Ministério Público (MP-PR), que o devolveu e solicitou mais
informações. Na época, a delegada Ana Karine Pal odetto declarou que, pela falta de depoimentos de
alguns sem-terra que foram intimados e não compareceram à delegacia, não foi possível definir de quem
partiu o primeiro tiro.

Tanto os policiais como os sem-terra garantem que foram vítimas de uma emboscada, mas divergem nas
versões. Enquanto um dos integrantes do MST feridos e detidos no mesmo dia do confronto diz que a
polícia foi a primeira a atirar, outro afirma ter partido dos próprios sem -terra o primeiro disparo. Esta é a
mesma versão defendida pelo advogado do MST, Claudemir Torrente Lima, o qual acrescenta inclusive
que os acampados foram atingidos pelas costas. O confronto ocorreu na Linha Fazendinha, próximo ao
acampamento Dom Tomás Balduíno, quando policiais ambientais disseram ter sido acionados para
atender um suposto princípio de incêndio na área de reflorestamento da Araupel. Na época, o
acampamento reunia 2,5 mil famílias.

A partir dos estudos realizados sobre causas excludentes de ilicitude, indaga -se:

a) Os policias militares somente poderiam alegar legítima defesa ou também seria possível a
alegação de estado de necessidade ou estrito cumprimento do dever legal? Responda de forma objetiva e
fundamentada.

b) Caso, efetivamente, no curso da ação penal, fosse caracterizada a le gítima defesa por parte dos
policiais militares, mas através da tese apresentada pelo advogado do MST fosse comprovada a
ocorrência de excesso por parte dos policiais militares, qual seria a correta fundamentação da defesa do
MST?

Questão objetiva.

Determinado policial, ao cumprir um mandado de prisão, teve de usar a força física para conter o
acusado. Após a concretização do ato, o policial continuou a ser fisicamente agressivo, mesmo não
havendo a necessidade. Nessa situação hipotética, o policial:

a) excedeu o estrito cumprimento do dever legal.

b) abusou do exercício regular de direito.

c) prevaleceu-se de condição excludente de ilicitude.

d) agiu sob o estado de necessidade.

e) manifestou conduta típica de legítima defesa.