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02657-0200/16-8
Processo
MINISTÉRIO PÚBLICO DE CONTAS
DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PARECER MPC Nº 6931/2018


Processo nº 002657-0200/16-8 Página da
peça

Relator: Conselheiro Alexandre Postal 1

Matéria: Contas de Gestão - EXERCÍCIO DE 2016

1281895
Órgão: PM DE VIAMÃO

Peça
Gestor: Valdir Bonatto (Prefeito)
CONTAS DE GESTÃO. PRELIMINAR DE
SOBRESTAMENTO. MULTA. FIXAÇÃO DE DÉBITO.
AUSÊNCIA DE RETENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA
INCIDENTE SOBRE VERBA DE NATUREZA
REMUNERATÓRIA (1.1.1). SOBREPREÇO NA

DOCUMENTO
CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS DE LIMPEZA E DE

PÚBLICO
PREPARAÇÃO DE MERENDA ESCOLAR (3.1.1.5).
DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL DE SERVIÇO DE
VIGILÂNCIA DE PRÉDIOS PÚBLICOS POR
VIDEOMONITORAMENTO (3.2.1). SOBREPREÇO NA
CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS PARA MANUTENÇÃO
DE ESCOLAS (5.1.6). COBRANÇA DE VALORES EM
DUPLICIDADE DE SERVIÇOS DE PORTARIA (5.2). ACESSO
CONTAS IRREGULARES. RECOMENDAÇÃO AO 3A5C0

ATUAL GESTOR.
As infrações às regras, aos princípios constitucionais e à
legislação ensejam a aplicação de penalidade pecuniária,
a fixação de débito e o julgamento pela irregularidade das
contas do Gestor.
Para exame e parecer o Processo de Contas de Gestão do
Administrador acima nominado.

Registre-se que o Senhor VALDIR BONATTO (Prefeito) prestou


esclarecimentos por meio de Procuradores devidamente habilitados, os
Doutores CACIANO SGORLA FERREIRA e MARISTELA CARGNELUTTI SGORLA,
conforme instrumento de mandato acostado à peça 721223, acompanhados da
documentação tida como probante.

O Serviço de Instrução destaca a existência de Inspeções Especiais,


Processos nos 7011-0200/17-0, 7022-0200/17-4 e 7057-0200/17-3, em

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andamento, de responsabilidade do Senhor VALDIR BONATTO, Gestor no


exercício em exame, sem determinação de sobrestamento do presente feito
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Preliminarmente, quanto à existência dos citados expedientes 2

fiscalizatórios, a par da ausência de determinação de sobrestamento em todos

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os processos, convém assinalar que a Inspeção Especial nº 7011-0200/17-0

Peça
examinou irregularidades na execução do contrato firmado com o Instituto dos
Lagos-Rios, para a prestação de serviços na área da saúde no período de
2013 a 2016, tendo este Ministério Público de Contas exarado o Parecer MPC
nº 3760/2018, opinando pela fixação de débito no valor de R$ 1.826.881,56, e
pela consideração das falhas nas contas de gestão do Administrador,

DOCUMENTO
PÚBLICO
respeitando-se a proporcionalidade dos pagamentos realizados durantes os
exercícios financeiros examinados.

A propósito, vale mencionar que a terceirização irregular dos


serviços de Agentes Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate a
Endemias prestados pelo Instituto dos Lagos-Rios foi apontada no item 2.1.1 ACESSO
3A5C0

do Relatório de Auditoria, sendo dado, contudo, neste particular, outro enfoque


à matéria.

Já a Inspeção Especial nº 7022-0200/17-4 foi responsável pela


apuração de possíveis irregularidades na execução do Contrato de Gestão
mantido com a Fundação de Saúde de Sapucaia do Sul, consistentes nas
seguintes ocorrências:

- Na constatação de que, notadamente no período de 20 a


31/12/2016, o Município realizou pagamentos à Fundação de valores
que já haviam sido incluídos em dívida de R$ 2.945.274,32 a pagar a
partir de janeiro/2017 (Seção 1.1.1 da presente Informação);

- Na constatação de que a Auditada não mantém controle sobre a


utilização dos recursos do fundo de reserva (Seção 1.1.2 retro);

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- Na constatação de que a Auditada não mantém controle sobre os


saldos do fundo de reserva e da provisão para pagamento de férias e
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13º salário (Seção 1.1.2). peça

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Tais falhas, como se pode ver, podem vulnerar consideravelmente o
patrimônio público municipal, ensejando a repercussão desfavorável nas

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Peça
presentes contas de gestão, sobretudo em face da ocorrência de pagamentos
no período de 20/12/2016 a 31/12/2016, interregno compreendido dentro do
escopo auditorial deste processo.

Por fim, registre-se que a Inspeção Especial nº 7057-0200/17-3


examinou as compensações de contribuições previdenciárias entre o Fundo de

DOCUMENTO
PÚBLICO
Previdência Social do Município – FPSM e o Poder Executivo Municipal de
Viamão, envolvendo a quantia de R$ 18.122.888,38.

Assim, de acordo com o que é possível extrair das citadas inspeções


especiais, além das diversas irregularidades de ordem formal constatadas,
também é apontada a existência de possíveis prejuízos aos cofres públicos, o
ACESSO
3A5C0
que, em conjunto com as inconformidades reportadas no presente processo,
podem e devem repercutir de forma desfavorável no julgamento das contas de
gestão do Administrador.

Por isso, reputa-se conveniente proceder ao sobrestamento do


presente feito, até que sobrevenha decisão definitiva no âmbito das aludidas
Inspeções Especiais, o que permitirá a formação do convencimento deste
Parquet de forma ampla e precisa acerca dos atos de gestão do Administrador.

Diante desses elementos, requer o Parquet de Contas que se digne


Vossa Excelência de acolher, em sede preliminar, a presente proposição,
determinando o sobrestamento do feito até que se decida sobre as
Inspeções Especiais nos 7011-0200/17-0, 7022-0200/17-4 e 7057-0200/17-3,
devendo os autos, no momento oportuno, e quando superado o entrave à

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apreciação da matéria, retornar a este Ministério Público de Contas, para a


complementação do exame das presentes contas de gestão do Administrador.
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Todavia, em não sendo acolhido o requerimento supra, e com fulcro 4

no princípio da economia processual, segue a análise dos autos, realizada com

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base nos apontamentos de Auditoria, constantes do Relatório de peça 397685.

Peça
I – RESULTADO DAS VERIFICAÇÕES PROCEDIDAS

As irregularidades a seguir, destacadas nas manifestações da Área


Técnica, desvelam a transgressão a dispositivos constitucionais e a normas de
administração financeira e orçamentária, ensejando a imposição de multa e,

DOCUMENTO
nos casos expressamente consignados, de débito ao Responsável.

PÚBLICO
DO RELATÓRIO DE AUDITORIA

1.1.1 – Não incidência de Imposto de Renda sobre a gratificação


de 50% incidente sobre a remuneração dos advogados com atuação em
regime de dedicação plena, nos termos do art. 5º, § 1º, da Lei Municipal nº ACESSO
3A5C0
1.899/1987. Caracterização de queda de arrecadação e desigualdade entre
contribuintes, com ofensa ao princípio constitucional da isonomia.
Sugestão de débito de R$ 14.432,08 (pp. 03-05 da peça 397685).

O Administrador concorda com o apontamento realizado pela Equipe


de Auditoria, informando que, desde a implantação da Reforma Administrativa
ocorrida em abril de 2017, a Administração passou a efetuar a incidência de
contribuição previdenciária e de imposto de renda sobre a aludida gratificação,
percebida por dois servidores da Procuradoria Município.

Destaca que o assunto é objeto do Processo Administrativo nº


002700/2017, e que o atual Prefeito determinou que fossem realizados os
descontos cabíveis dos referidos servidores, a fim de recompor o Erário, pp.
01-02, da peça 721215.

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O Órgão Instrutivo, às pp. 01-02 da peça 922682, opina pela


manutenção do aponte e da sugestão de débito, uma vez que a falha seria
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incontroversa, salientando que, com base na documentação juntada aos autos,
5
peça 721216, até o momento não teria havido a recomposição do prejuízo
sofrido pelo Município, existindo apenas a determinação do Prefeito para que

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Peça
fosse efetuado o desconto do débito sugerido pela Equipe de Auditoria em
quatro parcelas.

Em conformidade com o Serviço de Instrução, opina este Parquet de


Contas pela manutenção do aponte e do indicativo de débito no montante de
R$ 14.432,08, equivalente ao imposto de renda que deveria ter sido retido em

DOCUMENTO
PÚBLICO
favor da Fazenda Pública, haja vista o reconhecido caráter remuneratório da
gratificação recebida pelos detentores do cargo de Advogado lotados na
Procuradoria Geral do Município – PGM.

2.1.1 – Terceirização irregular dos serviços de Agentes


Comunitários de Saúde e de Agentes de Combate a Endemias. Violação ACESSO
3A5C0

ao disposto no art. 2º da Lei Federal nº 11.350/2006. Falha apontada nos


exercícios anteriores: 2012, 2013, 2014 e 2015 (pp. 05-06 da peça 397685).

3.1 e 3.1.1 – Irregularidades nos Serviços de Limpeza e de


Preparação da Merenda Escolar Exame da proposta da contratada.
Identificação de vários itens sobrevalorizados ou calculados de forma
incorreta, resultando em sobrepreço na contratação, consoante subitens
abaixo. Irregularidade relatada no Processo nº 3180-0200/15-2.

3.1.1.1 – Jornada de Trabalho. A Administração pagou no preço


final dos serviços de limpeza e de preparação de merenda escolar o custo
referente a uma jornada de trabalho de 220 horas/mês. Entretanto, os
pagamentos realizados pela contratada foram proporcionais à jornada
reduzida (de 200 horas/mês) conforme permitido pela Cláusula 10 da

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Convenção Coletiva de Trabalho para a Categoria para o ano da


contratação, fato desconsiderado pelo município.
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3.1.1.2 – Vale-transporte. A Administração pagou no preço final 6

dos serviços de limpeza e de preparação de merenda escolar o custo do

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vale-transporte calculado pela contratada (de R$ 140,80/posto/mês).

Peça
Todavia, os recibos de pagamento demonstram que a contratada
descontou 6% do salário mensal bruto de seus empregados, conforme
permitido pela Cláusula 24 da Convenção Coletiva de Trabalho, fato
desconsiderado pelo Município.

DOCUMENTO
3.1.1.3 – Auxílio Alimentação. A Administração pagou no preço

PÚBLICO
final dos serviços de limpeza e de preparação de merenda escolar o custo
do auxílio alimentação calculado pela contratada (de R$
286,00/posto/mês). Todavia, os recibos de pagamento de salários
demonstram que a contratada descontou 17,50% do valor do auxílio
fornecido a seus empregados, conforme permitido pela Cláusula 23 da ACESSO
3A5C0

Convenção Coletiva de Trabalho, fato desconsiderado pelo Município.

3.1.1.4 – Indevida inclusão de parcela de 1/12 para remuneração


do substituto do empregado em férias. A proposta da contratada para os
serviços de merenda escolar previu o pagamento de férias à razão de
(1/3)/12 para cobertura do terço constitucional, acrescido de 1/12 para
remuneração do substituto do empresa em férias. No entanto, a Cláusula
3.5 do Termo de Referência estabeleceu que, no mês de janeiro, os
serviços não seriam necessários, período que poderia ser utilizado para
concessão de férias coletivas a todos os empregados envolvidos.

3.1.1.5 – Conclusão. Conforme os subitens acima elencados,


verifica-se que a auditada aceitou e pagou custos injustificados e/ou
indevidos nos serviços de limpeza e de preparação de merenda escolar,
descumprindo o disposto no art. 4º da Lei Federal nº 10.520/2002. O

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percentual do indevido sobrepreço para os serviços de limpeza foi


calculado em 12,0058%, enquanto que para os serviços de merenda
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escolar foi apurado em 18,1808%. Sugestão de débito de R$ 866.333,41
7
(pp. 06-23 da peça 397685).

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Com relação aos itens 3.1, 3.1.1, 3.1.1.1, 3.1.1.2, 3.1.1.3, 3.1.1.4 e

Peça
3.1.1.5, a defesa informa que o Gestor tomou ciência do apontamento no mês
de julho de 2017, ou seja, depois que deixou de ser Prefeito, em 31/12/2016.

Apesar disso, diz que o atual Prefeito, que, à época, ocupava o


cargo de Vice-Prefeito, teria adotado medidas saneadoras, com a instauração

DOCUMENTO
de processo administrativo, no qual restou determinada a adequação dos dois

PÚBLICO
contratos por meio de termos aditivos, procedendo-se à redução do valor
havido como sobrepreço em ambos os contratos.

No que tange aos valores das glosas relativas aos exercícios de


2015, 2016 e parte de 2017, afirma o Administrador que, em conciliação com a
empresa, determinou a retenção ad cautela de 10% sobre as faturas ACESSO
3A5C0

vincendas, bem como a abertura de conta bancária específica, a fim de manter


as retenções em conta poupança até que se obtenha decisão definitiva da
Corte de Contas.

O Serviço de Instrução, às pp. 03-06 da peça 922682, pugna pela


manutenção dos apontamentos e da sugestão de débito no valor de R$
866.333,41, pois, além de as medidas corretivas terem sido adotadas apenas
no exercício seguinte pelo atual Prefeito, Senhor ANDRÉ PACHECO, de cuja
eficácia, diga-se, não se faz prova alguma nos autos, não há comprovação da
efetiva recomposição do dano sofrido pelo Erário Municipal.

Com efeito, é possível dessumir dos autos que a situação


inicialmente apontada pela fiscalização da Corte permaneceu inalterada
durante todo o período examinado, inclusive o dano causado à Fazenda
Pública, já que, até o presente momento, não se tem conhecimento da

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ocorrência de qualquer espécie de reparação pecuniária efetiva em favor do


Município de Viamão.
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Portanto, opina este Ministério Público de Contas, em convergência 8

com o Serviço de Instrução, pela manutenção dos apontamentos e pela fixação

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de débito no valor de R$ 866.333,41.

Peça
3.2.1 – Parcial inexecução do objeto contratado. O Município
contratou serviços de manutenção e monitoramento através de circuito
fechado de TV (Contrato nº 63/2014 celebrado com a empresa New Line
Sistemas de Segurança Ltda.). Embora previsto no ajuste que é da

DOCUMENTO
contratada a responsabilidade por danos causados por roubos, furtos e

PÚBLICO
avarias decorrentes de arrombamentos dos locais monitorados, bem
como o dever de contratar seguro e apresentar a respectiva apólice até a
contratação, nenhum dos locais monitorados estava coberto pelo seguro
contratado pelo Município, cujo valor repassado foi de R$ 196,00 por kit
contratado/mês. A matéria também foi apontada no exercício anterior ACESSO
3A5C0

(Processo nº 3180-0200/15-2). Sugestão de débito de R$ 299.292,00 (pp.


23-33 da peça 397685).

O Administrador, à p. 04 da peça 721215, afirma que o apontamento


não procede, uma vez que todos os pontos estariam cobertos pela apólice de
seguro, ao que junta documentação comprobatória, peça 721218.

O Serviço de Instrução, às pp. 06-08 da peça 922682, opina pela


manutenção tanto do aponte quanto do débito, este, no entanto, no importe de
R$ 196.196,00, uma vez que os documentos juntados aos autos pela defesa
demonstram a cobertura apenas no período de 01/08/2016 a 01/08/2017,
subsistindo, quanto ao intervalo compreendido entre 01/01/2016 e 31/07/2016,
a falha destacada pela fiscalização da Corte.

Acerca da referência feita pela empresa Liberty Seguros à p. 01 da


peça 721218, de que se trataria da renovação de Apólice nº 18-63-613.571,

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Processo
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consigna a Supervisão que “(...) não há nos autos nenhuma prova disso. Na
outra apólice acostada aos autos (n. 14.63.612.919-00), não há informações
Página da
peça
suficientes acerca do objeto segurado, constando apenas o nome e endereço
9
da empresa segurada, o que inviabiliza a conclusão pretendida pela defesa (de
que todos os locais monitorados estiveram segurados o ano inteiro)”.

1281895
Peça
Em convergência com a análise realizada pela Área Técnica, este
Ministério Público de Contas opina pela manutenção do aponte e da sugestão
de débito no valor de R$ 196.196,00, pois, embora a documentação
apresentada pela defesa indique a cobertura de todas as unidades referidas
pela Equipe de Auditoria, a Apólice nº 18-63-613.571 vigorou apenas no

DOCUMENTO
PÚBLICO
período de 01/08/2016 a 01/08/2017, como bem anota a SICM, o que justifica a
permanência do indicativo de débito em relação aos pagamentos ocorridos
entre 01/01/2016 e 31/07/2016.

4.1.1 – A estrutura relacionada às políticas públicas de proteção


a mulher não foi institucionalizada adequadamente. Inobservância ao ACESSO
3A5C0

disposto no art. 1º, § 1º e art. 8º, ambos da Lei Federal nº 11.340/2006.


Ausência de Plano Municipal de Política para as mulheres (pp. 33-34 da
peça 397685).

4.2.1 – Deficiência de normatização e de planejamento ao


estudo da cultura da história afro brasileira e indígena. Inobservância do
estabelecido no art. 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei
Federal nº 9.394/2006 (pp. 34-35 da peça 397685).

Em anuência ao Serviço de Instrução, opina-se pela manutenção do


aponte a título de recomendação ao Gestor para que busque adequar a
normatização local ao estabelecido no art. 26-A da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação – LDB, uma vez que o comando normativo parece exigir uma
estrutura mais complexa de regulamentação e planejamento político-
pedagógico que a mera indicação da presença da disciplina nos currículos do

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ensino fundamental do Município de Viamão, de forma a garantir o pleno


cumprimento da LDB.
Página da
peça

5.1.1 – Ausência de justificativa para a elevação do novo preço 10

de referência do Pregão nº 63/2015. A despeito de o Edital nº 95/2015 ter

1281895
estabelecido o preço de referência em R$ 108.316,93, após a suspensão e

Peça
retomada do certame, o novo preço foi elevado em mais de 112%,
restando fixado em R$ 230.000,00. Não foram apresentados motivos que
justificassem a significativa diferença de valores. Além disso, o novo
preço foi obtido com base em dois orçamentos, contrariando decisão do
Tribunal de Contas da União – TCU que exige três orçamentos.

DOCUMENTO
PÚBLICO
Possibilidade de violação aos princípios da eficiência e economicidade
(pp. 36-39 da peça 397685).

5.1.2 – Valores pagos indevidamente a título de mão de obra no


Contrato nº 15/2016. Embora tanto o Termo de Referência como o Edital
tenham definido que a contratada deveria disponibilizar 21 funcionários ACESSO
3A5C0

para execução do serviço, e que os custos com a contratação de outros


funcionários, caso necessário, caberiam à contratada, esta apresentou
planilha de custos com base em 24 funcionários, sendo que os custos
referentes aos três funcionários excedentes foram integralmente
repassados ao Município, inclusive com a incidência do percentual de
31,69% referentes ao BDI (acréscimo mensal de R$ 20.601,39). Após alerta
sinalizado pela equipe técnica, a Auditada notificou a contratada de que
teriam sido pagos valores indevidos nos meses de fevereiro a junho de
2016, no valor de R$ 63.130,98, determinando que fosse reduzido o valor
do contrato. Apesar disso, o cálculo efetuado pelo auditado considerou
apenas os custos diretos dos funcionários excedentes, desconsiderando
os custos indiretos e outros reflexos incidentes. Sugestão de débito de
R$ 71.585,25(pp. 39-44 da peça 397685).

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5.1.3 – Oneração duplicada na planilha de custos da empresa


contratada referente ao custo mensal de manutenção das roçadeiras
Página da
peça
costais (pp. da peça 397685). Embora a contratada tenha previsto como
11
custo de manutenção a aplicação de um percentual de 4% sobre o valor
total dos referidos equipamentos (R$ 10.000,00), haja vista o custo

1281895
Peça
unitário ser de R$ 2.500,00 (subitem 2.1.1.1 da planilha de custos), o
referido índice foi aplicado sobre um montante de R$ 20.000,00 (subitem
da planilha 2.1.4.1), resultando no dobro (R$ 800,00) do custo mensal
proposto pela própria contratada (R$ 400,00). Aplicando-se o percentual
do BDI (31,69%) sobre o custo de manutenção dos equipamentos, apurou-

DOCUMENTO
PÚBLICO
se um valor mensal pago a maior de R$ 526,76. Sugestão de débito de
R$5.236,72 (pp. 44-45 da peça 397685).

5.1.4 – Custo de locação de veículos constante da planilha da


empresa contratada acima dos preços praticados pelo mercado. A
cotação realizada pela equipe técnica junto ao mercado local demonstrou
ACESSO
3A5C0
que o valor pago pelo Município à contratada para locação de dois
veículos “Kombi” e para 01 veículo unitário de porte pequeno, já incluídos
os custos com combustíveis, manutenção, seguro, depreciação e
licenciamento dos veículos (motoristas não inclusos), e BDI de 31,69%,
foi significativamente maior do que o devido. Sugestão de débito de R$
75.390,75 (pp. 45-48 da peça 397685).

5.1.5 – Ausência de estudo de viabilidade técnica, ocasionando


o uso não eficiente dos recursos públicos (pp. 48-51 da peça 397685).

5.1.6 – Resumo das glosas sugeridas. O somatório das glosas


apuradas nos itens precedentes perfaz o valor total sugerido de débito de
R$ 152.210,70 (pp. 51-52 da peça 397685).

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Com relação aos itens 5.1.1, 5.1.2, 5.1.3, 5.1.4, 5.1.5 e 5.1.6, afirma
o Administrador ter sido inviável a adoção de providências corretivas em tempo
Página da
peça
hábil, ou pelo menos dentro do mandato do Senhor VALDIR BONATTO (Prefeito).
12

Apesar disso, informa ter solicitado providências ao atual Prefeito, o

1281895
qual, de forma conciliatória, tentou resolver o impasse com a empresa

Peça
contratada, tendo esta se negado a firmar termo de composição de valores,
haja vista sua irresignação com os apontes formulados pelo controle externo.

Diz ter sido instaurada, à vista da objeção da contratada, Tomada de


Contas Especial, com a finalidade de apurar os fatos destacados pelos

DOCUMENTO
Auditores, e de ser realizada a retenção ad cautela, tudo com vistas a

PÚBLICO
resguardar a Fazenda Pública até decisão final do presente feito.

Requer, por fim, prazo adicional de até 180 dias para comprovar nos
autos as medidas adotadas em relação aos apontamentos, pp. 06-07 da peça
721215.
ACESSO
O Serviço de Instrução, por seu turno, opina pela manutenção dos 3A5C0

apontamentos e do indicativo de débito no valor de R$ 152.210,70, ressaltando


que os argumentos utilizados pelo Gestor não justificam o afastamento das
irregularidades.

Isso porque, segundo a SICM, embora tenha sido reduzido o valor


do contrato ainda em 2016, o que só teria ocorrido em razão do alerta feito pela
Equipe de Auditoria, essa medida não seria capaz de afetar os apontes
examinados, visto que tais circunstâncias já teriam sido devidamente
consideradas pelo controle externo quando da elaboração do relatório técnico.

Ressalta que os pagamentos irregulares destacados pela Auditoria


foram realizados durante a gestão do Senhor VALDIR BONATTO, razão pela qual
não pode ser usado como justificativa para o afastamento das falhas a

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alegação de que o Gestor teria tomado conhecimento delas somente após ter
deixado o comando da administração.
Página da
peça

No que tange às demais medidas noticiadas pelo Gestor, pondera a 13

SICM que “(...) além de não estarem comprovadas nos autos, não servem de

1281895
justificativa para afastamento das irregularidades em questão, dado o fato de

Peça
se tratarem de medidas que foram ou serão adotadas após o exercício
auditado”.

Por fim, quanto ao pedido de concessão de prazo de 180 dias para


comprovação das alegações de defesa, o Órgão Instrutivo compreende ser

DOCUMENTO
injustificada a concessão deste requerimento, pois nem ao menos houve

PÚBLICO
comprovação de instauração da Tomada de Contas Especial, “(...) o que já
poderia ter ocorrido, em função do decurso de tempo transcorrido desde o fim
da data da auditoria ora examinada”.

Com razão a Área Técnica, porquanto as medidas alegadamente


adotadas pelo Gestor carecem de comprovação documental, e mesmo que ACESSO
3A5C0

fosse suprida essa omissão, é passível de questionamento a eficácia das


providências tomadas em sede administrativa pelo Poder Público,
permanecendo os cofres municipais sem qualquer espécie de reparação.

Portanto, à vista das inconformidades destacadas pela Equipe de


Auditoria, as quais teriam ocasionado um prejuízo de R$ 152.210,70 ao Erário,
cumpre sejam mantidos os apontamentos, bem como a sugestão de débito.

5.2 – Cobrança de valores em duplicidade de serviços de


Portaria. Pregão Eletrônico nº 105/2015 – Contrato nº 01/2016. Por meio do
Termo Aditivo nº 01/2016 restou acordado que os serviços contratados
seriam reduzidos em 50% no período de 01/12/2016 a 21/12/2016 e
suspensos entre 22/12/2016 a 31/12/2016. Embora a Administração tenha
efetivamente reduzido os valores pagos no período, houve cobrança
indevida de 04 dias na Nota Fiscal nº 2016/583, cujo período já havia sido

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pago na nota fiscal 2016/548 (a qual abrangeu o período de 05/11/2016 a


04/12/2016). Ademais, a nota fiscal 2016/548 foi paga em seu valor
Página da
peça
integral, não observando a redução de 50% fixada até 21/12/2016, fato que
14
também gerou pagamento indevido dos quatro primeiros dias do mês de
dezembro. Sugestão de débito de R$ 41.680,00 (pp. 52-54 da peça 397685).

1281895
Peça
O Administrador informa ter solicitado providências ao atual Prefeito
que, de maneira conciliatória, tentou resolver o impasse com a empresa, que
se negou a firmar termo de composição dos valores, pois não concorda com os
apontamentos.

DOCUMENTO
Diz que, segundo informou o atual Prefeito, seria aberto processo de

PÚBLICO
tomada de contas especial com a finalidade de apurar os fatos indicados pelos
Auditores, e que fosse procedida retenção ad cautela, a fim de resguardar o
Erário até decisão final do presente feito, em razão do que requer prazo
adicional de até 180 dias para comprovar nos autos as medidas adotadas.

O Órgão Técnico, às pp. 14-15 da peça, opina pela manutenção do ACESSO


3A5C0

aponte e da sugestão de débito no valor de R$ 41.680,00, pois, além de as


alegações de defesa não estarem devidamente comprovadas nos autos, as
mesmas também não são capazes de afastar as irregularidades destacadas
pela Auditoria, dado o fato de se tratar de medidas que foram ou serão
adotadas após o exercício auditado.

Quanto ao pedido de concessão de prazo de 180 dias para


comprovação do alegado pelo Gestor, entende a SICM ser injustificada esta
solicitação, “(...) pois nem ao menos houve comprovação de instauração da
Tomada de Contas Especial, o que já poderia ter ocorrido, em função do
decurso de tempo transcorrido desde o fim da data da auditoria ora
examinada”.

Assiste razão a Área Técnica, pois, além de restar demonstrada de


forma incontroversa a falha destacada pelo controle externo, as medidas

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informadas em sede de esclarecimentos pelo Administrador estão desprovidas


de efetividade, permanecendo, até o presente momento, inalterada a situação
Página da
peça
fática original que motivou o aponte.
15

Em face desse contexto, não se afigura razoável a concessão do

1281895
prazo pleiteado pela defesa.

Peça
Assim sendo, pugna este Ministério Público de Contas, em
convergência com a SICM, pela manutenção do aponte e da fixação de débito
no importe de R$ 41.680,00.

5.1.1 – Aditamento contratual com sobreposição de objeto. Os

DOCUMENTO
serviços acrescidos no 5º Termo Aditivo ao Contrato 45/2014 já estavam

PÚBLICO
compreendidos no objeto originalmente contratado (pp. 54-57 da peça
397685).

II – CONCLUSÃO

O conjunto das falhas antes descritas, sobretudo (a) o sobrepreço na ACESSO


3A5C0
contratação de serviços de limpeza e preparação de merenda escolar; (b) a
execução parcial do serviço de vigilância de prédios públicos por
videomonitoramento; (c) as irregularidades verificadas na execução do contrato
destinado à manutenção de escolas do Município; e (d) a terceirização irregular
dos serviços de agentes comunitários de saúde e de agentes de combate a
endemias, falha esta também foi apontada nos exercícios de 2012, 2013, 2014
e 2015, revela a prática de atos contrários às normas de administração
financeira e orçamentária e se reveste de relevância bastante para ensejar o
julgamento pela irregularidade das contas em questão no tocante ao Senhor
VALDIR BONATTO (Prefeito).

Diante do exposto e não sendo aceita a medida de sobrestamento


requerida em preliminar, opina este Ministério Público de Contas, quanto ao
mérito, nos seguintes termos:

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1º) Multa ao Senhor VALDIR BONATTO (Prefeito) por infringência de


normas de administração financeira e orçamentária, com base nos arts. 67 da
Página da
peça
Lei Estadual nº 11.424/2000 e 135 do RITCE.
16

2º) Fixação de débito correspondente aos itens 1.1.1, 3.1.1.5, 3.2.1,

1281895
5.1.6 e 5.2 do Relatório de Auditoria, de responsabilidade do Senhor VALDIR

Peça
BONATTO (Prefeito).

3º) Contas irregulares do Senhor VALDIR BONATTO (Prefeito),


Administrador do Executivo Municipal de Viamão no exercício de 2016, com
fundamento no inciso III do art. 75 do RITCE.

DOCUMENTO
4º) Ciência ao Procurador-Geral de Justiça e ao Procurador

PÚBLICO
Regional Eleitoral, consoante o disposto no art. 140 do Diploma Regimental.

5º) Recomendação ao atual Administrador para que corrija e evite a


reincidência dos apontes criticados nos autos, bem como verificação, em futura
auditoria, das medidas implementadas nesse sentido.
ACESSO
3A5C0
É o Parecer.

MPC, em 07 de junho de 2018.

DANIELA WENDT TONIAZZO,

Adjunta de Procurador.
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peça

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