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MINISTÉRIO DA DEFESA

EXÉRCITO BRASILEIRO
DCT – DSG
2° CENTRO DE GEOINFORMAÇÃO

Curso de Especialização em
Cartografia e SIG

Disciplina: Cartografia I

Introdução à Cartografia

Instrutor: Cap Denise


Curso de Especialização em Cartografia e SIG
1. Introdução à Cartografia

Olá. Seja bem-vindo à nossa primeira disciplina:


Introdução à Cartografia

Assuntos a serem abordados:

Definição de Cartografia
Definição de Geodésia
Noções de Geodésia
Sistema de Referência e Coordenadas
UTM
Escala
Curso de Especialização em Cartografia e SIG
1. Introdução à Cartografia

Definição

“A Cartografia apresenta-se como o conjunto de estudos e


operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por
base os resultados de observações diretas ou da análise de
documentação, voltam-se para a elaboração de mapas, cartas
e outras formas de expressão ou representação de objetos,
elementos, fenômenos e ambientes físicos e sócio-
econômicos, bem como a sua utilização.”
(Associação Cartográfica Internacional, 1996)
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1. Introdução à Cartografia

Definição

“Cartografia é a Ciência e Arte que se propõe a representar


através de mapas, cartas e outras formas gráficas
(computação gráfica) os diversos ramos do conhecimento do
homem sobre a superfície e o ambiente terrestre. Ciência
quando se utiliza do apoio científico da Astronomia, da
Matemática, da Física, da Geodésia, da Estatística e de outras
Ciências para alcançar exatidão satisfatória. Arte, quando
recorre às leis estéticas da simplicidade e da clareza,
buscando atingir o ideal artístico da beleza.”
(Timbó, 2001)
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1. Introdução à Cartografia

“A cartografia destaca-se como uma das mais antigas ciências


de que se tem conhecimento. Pode-se dizer que ela teve
origem na mais remota antiguidade, quando o homem primitivo
já sentia necessidade de registrar o espaço em sua volta a fim
de marcar os lugares mais importantes para sua sobrevivência.
Ao registrar nas paredes das cavernas os locais onde havia
abundância de água e alimentos, situações de perigo, redutos
de outras tribos, etc., utilizando-se de instrumentos
rudimentares, o homem primitivo estaria desenvolvendo um
trabalho de cartografia na sua forma mais primitiva.”
(Timbó, 2001)
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“A Cartografia apresenta-se como o conjunto de estudos e


operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base
os resultados de observações diretas ou da análise de
documentação, voltam-se para a elaboração de mapas, cartas
e outras formas de expressão ou representação de objetos,
elementos, fenômenos e ambientes físicos e sócio-
econômicos, bem como a sua utilização.”
(IBGE, 1998)
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1. Introdução à Cartografia

Cartografia
É a representação do mundo real em mapas, cartas e outras representações.
Para isso ser possível, é importante entendermos o que se deseja representar.
De início, devemos entender a forma da Terra e como ela é representada
matematicamente, tendo em vista que necessitaremos nos posicionar e isso
será pura geometria: distância, ângulo, coordenadas, cálculo de áreas,
volume, etc.
Para seguirmos esse raciocínio, vamos adotar o seguinte objetivo:
Como representar o mundo em que vivemos em mapas ?
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1. Introdução à Cartografia
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1. Introdução à Cartografia

Geodésia
Geodésia é a ciência que se ocupa da determinação da forma, das
dimensões e do campo de gravidade da Terra.
(IBGE)
Nota-se, portanto, a existência de pelo menos um modelo de
representação da Terra. Esses modelos são chamados de Geóides.
É a figura que mais se aproxima da verdadeira forma terrestre.

Geóide é definido como uma superfície coincidente com o nível médio e inalterado
dos mares e gerada por um conjunto infinito de pontos, cujas medidas do potencial
do campo Gravitacional da Terra é constante e com direção exatamente perpendicular
a esta.
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Noções de Geodésia – Modelos da Terra – Esfera

Um modelo utilizado para representar a Terra, devido a sua facilidade


matemática, é a Esfera. Porém, não é considerado o modelo que mais se
aproxima da Terra, portanto não é tão utilizado quanto o elipsóide.

Esfera define-se com a figura geométrica obtida pela


rotação de uma circunferência em torno de seu eixo.
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Noções de Geodésia – Modelos da Terra – Elipsóide

O Elipsóide ou modelo elipsoidal é considerado o modelo matemático mais adequado


para representar a superfície da Terra, tornando os cálculos geodésicos bem simples.

Elipsóide de Revolução define-se com a figura


geométrica obtida pela rotação de uma elipse em torno
de seu semi-eixo menor.
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Noções de Geodésia – Modelos da Terra

A figura acima apresenta os modelos utilizados para representar a superfície


Terrestre em ordem da mais para a menos próxima da superfície real.

A Terra, para efeito de alguns estudos (escalas menores que 1:5.000.000), pode ser
considerada uma esfera perfeita, embora se saiba que existe um achatamento nos pólos
de aproximadamente 40 km.
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Noções de Geodésia – Sistema de Referência


Localização de um ponto na superfície da terra:

Veja a figura abaixo. Note que um mesmo local possui mais de uma coordenada, pois
ela depende da representação a qual a superfície terrestre está sujeita.
Na figura, a primeira representação é uma esfera a qual dará coordenadas em graus (°),
já a segunda é um mapa planificado, com coordenadas provavelmente em metros
(m), podendo possuir outros tipos de unidades.

Onde
estou ??
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Noções de Sistemas de Coordenadas


A figura ao lado ilustra a transformação de
uma representação esférica para uma
plana, indica as etapas para a projeção
dos pontos na superfície da esfera para a
representação no papel ou na tela do
computador.

Primeiramente, a terra é representada


como uma esfera ou um elipsóide.
Obviamente, não será trabalhado com as
dimensões reais da terra, por isso o
modelo globo.

Planificar uma esfera ou elipsóide não é


tarefa fácil, por isso, realiza-se uma
projeção para uma das três figuras:
cilindro, cone e plano. Assim, essa nova
superfície é planificada.

Um sistema de coordenadas plano parte da escolha do elipsóide e também da superfície


de projeção. Diferente da esfera ou do elipsóide, o cilíndro, o cone e o plano são objetos
3D de fácil planificação.
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Coordenadas geográficas
De acordo com o sistema de convenções adotados, quando analisamos o
sistema geodésico (o globo), temos algumas definições:

Meridiano corresponde às circunferências máximas que passam


pelos pólos e cortam a Terra em duas partes iguais. Formam um
desenho semelhante aos gomos de uma laranja.
Paralelo representa cada corte horizontal feitos nesta laranja.
Esses cortes são circunferências de raios que variam e são
perpendiculares aos meridianos.
Equador é o único paralelo de circunferência máxima.

Meridiano de Greenwich é aquele que passa sobre a cidade de Londres. Foi escolhido como meridiano
principal internacional em 1962 durante a conferência da Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Coordenadas geográficas
Meridiano corresponde às circunferências máximas que passam pelos pólos e cortam a Terra
em duas partes iguais. Formam um desenho semelhante aos gomos de uma laranja.
Paralelo representa cada corte horizontal feitos nesta laranja. Esses cortes são
circunferências de raios que variam e são perpendiculares aos meridianos.
Equador é o único paralelo de circunferência máxima.

Meridianos Paralelos
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Coordenadas geográficas

Onde
estou ??

Coordenada
P( x, y)
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Coordenadas geográficas
De acordo com o sistema de convenções adotado: as coordenadas geográficas ou
geodésicas de um ponto na superfície da terra é medida em Lat Long, mais
corretamente P(Long ; Lat) , pois x=Long e y=Lat.

Longitude corresponde Latitude de um ponto


ao ângulo formado entre o P( corresponde a distância
x,
ponto considerado e o y)
angular entre um plano do
meridiano de origem equador e um ponto na
(normalmente, superfície da Terra, unido
Greenwich=0° ), com perpendicularmente ao
variação entre 0° e 180° , centro do Planeta,
nas direções leste ou representado pela letra
oeste desse meridiano, grega fi (φ), com variação
representado pela letra entre 0° e 90° , nas
grega lambda ((λ
λ ). direções norte ou sul.
Fonte: http://geographyworldonline.com/tutorial/lesson1.html
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Coordenadas geográficas
Seguem outras figuras para elucidar melhor as medidas Lat Long.

Latitude Longitude

Fonte: http://geographyworldonline.com/tutorial/lesson1.html
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Coordenadas geográficas
Segue na figura uma representação do globo planificado e pontos de
coordenadas geográficas/geodésicas nesta representação, seus valores estão
nas laterais.

Fonte: http://vocesabendomais.blogspot.com/2010/06/exercicio-sobre-coordenadas-geograficas.html
Exercício de coordenadas lat long online em: http://geographyworldonline.com/tutorial/practice.html
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Noções de Geodésia – Sistema de Referência


Para que seja possível a localização de um ponto na superfície da terra, é necessário determinar a
representação da terra, também é necessário escolher em qual sistema de medida se deseja
representar o ponto, dessa forma é escolhida a superfície geométrica onde serão desenvolvidos
os cálculos das suas coordenadas, bem como se a superfície será espacial (geodésico) ou
planificada (projetado e transformado em planar).

Já foi apresentado a representação geográfica que utiliza a unidade grau(°), min('), seg('').
Nosso próximo estudo será sobre os diversos modelos de representação da terra (superfície
geométrica → elipsóde) com unidade em metro(m).
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DATUM
É a origem do Sistema Referencial de Coordenadas (SRC) relacionado a um
elipsóide; e é dependente da região onde ocorre o mapeamento.
Nos sistemas topocêntricos, existem dois datum: Datum horizontal e Datum vertical.
Nos sistemas geocêntricos, o Datum é o centro da terra ou a origem/vértice
transladada deste centro.

A seguir, alguns DATUM importantes no Brasil e suas datas de implementação:

- Datum horizontal: Córrego Alegre-MG (1949).


Suas Coordenadas:
Latitude = 19° 50' 14.91" S
Longitude = 48° 57' 41.98" W
h = 683.81 metros

- Datum vertical: Datum de Torres (1946)


Primeira estrutura altimétrica fundamental no Brasil.

- Datum horizontal: Astro do Chuá-MG. Provisório para experimentação anterior à implementação do


sistema SAD.
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Sistemas de Coordenadas no Brasil


- Sistema Córrego Alegre
Utiliza o elipsóide internacional Hayford de 1924.

- Sistema SAD 69
South American Datum 1969 é realizado a partir de um conjunto de pontos geodésicos
implantados na superfície do país.
Datum vertical de Imbituba e vértice o Datum horizontal Astro do Chuá.
Utiliza o elipsóide internacional de 1967.

- WGS 84
Sistema de Referência de Coordenadas (SRC) mundial.

- SIRGAS 2000
SRC nacional a partir do ano de 2015.
SIstema de Referência Geocêntrico para as AméricaS
Apoiado por duas redes de referência, uma estabelecida em 1995 e outra em
2000.
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Sistemas de Coordenadas no Brasil


Um ponto na superfície da terra possui somente uma
localização. Porém, dependendo do SRC utilizado, essa mesma
localização receberá diferentes coordenadas.

Exemplo:

Em WGS 84, as coordenadas do Cristo Redentor, no Rio de


Janeiro, são (Lat,Long):
22°57'08.2"S, 43°12'38.3"W (-22.952280, -43.210645)

Em SAD 69: (Lat,Long)


22°57'6.4''S, 43°12'36.7''W (-22.951781, -43.210216)

Em WGS84-UTM 23S: (X,Y)


683461.12627m, 7460645.40934m

No site: http://www.dpi.inpe.br/calcula/, você pode realizar a


conversão de coordenadas através da 'Calculadora Geográfica'.
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Sistemas Projetados e Planificados

O principal sistema projetado e planificado é o Sistema Universal Transversal de Mercator


(UTM) ele possui sessenta fusos (zonas delimitadas por dois meridianos consecutivos), cada
um com seis graus de amplitude, contados a partir do antimeridiano de Greenwich, no sentido
oeste-leste, percorrendo a circunferência do globo até voltar ao ponto de origem.
O cilindro é transverso e secante a esfera, tendo portanto raio menor que o da esfera.
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Sistemas Projetados e Planificados – UTM

É um sistema de coordenadas planar de unidade linear em metro (m). Foi criado para ser o sistema de
coordenadas projetado de referência para o mundo. Todos os países utilizam esse sistema para
localização planar.
Inicialmente, divide-se o equador em 60 fusos de 6° (60 x 6° = 360°), esses são chamados de zona UTM,
elas são numeradas de 1 a 60. Na direção latitudinal são espaçados em 8°(direção S-N) são nomeadas
com as letras de A a X. As quadrículas de interseção de duas latitudes consecutivas com um fuso são
não nomeadas com codificações alfanuméricas para auxiliar na localização, ex: 14U.
As zonas não numeradas a partir do meridiano de greenwich; na direção leste são zonas positivas e na
direção oeste são zonas negativas.

c
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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Sistemas Projetados e Planificados – UTM
● Neste sistema de coordenadas os meridianos e os paralelos são linhas retas
que se cortam em ângulos retos.
● Manteve as formas dos continentes mas não respeitou as proporções reais.
● Nela as regiões polares aparecem muito exageradas.
● Favorece as desigualdades econômicas, pois amplia de maneira desigual, e
aumenta mais o Hemisfério Norte.
● Excelente para a navegação.
● Perfeita nos ângulos e formas.
● Coloca a Europa no centro do mapa (Eurocentrismo).
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Projeção de Transversa de Mercator


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Noções de Sistemas de Coordenadas –


Sistemas Projetados e Planificados
Os limites de mapeamento do
Sistema UTM são os paralelos
80°S e 84°N, a partir dos quais
se utiliza uma projeção
estereográfica polar. Esse
sistema adota as Coordenadas
Métricas Planas ou Plano-
Retangulares, com
características específicas que
aparecem nas margens das
cartas, acompanhando uma
rede de quadrículas planas.

Projeção estereográfica polar é definida como a projeção em que o plano de projeção possui seu ponto
de vista localizado na extremidade diametralmente oposta à superficie de projeção e o centro do plano de
projeção é um polo.
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Noções de Sistemas de Coordenadas – UTM

A imagem a seguir mostra a divisão meridional como consequência das 60 zonas UTM.
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Coordenadas UTM – Sistema MÉTRICO não negativo

Para cada zona UTM, ocorre o seguinte:


No hemisfério Sul, o sistema possui o valor
10.000.000,00 m no Equador para a coordenada
Norte, decrescendo para o Sul. E o valor
500.000,00 m no Meridiano Central (MC) para a
coordenada Este, decrescendo para Oeste e
crescendo para Este.
No hemisfério Norte o sistema difere apenas na
coordenada Norte, possuindo o valor de 0,00 m no
Equador, crescendo para o Norte.
As Coordenadas UTM definem posições bi-
dimensionais e horizontais.

Origem hem sul: E = 500.000 m N = 10.000.000 m


Origem hem norte: E = 500.000 m N = 0 m
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1. Introdução à Cartografia

Escalas
Pode-se definir Escala como a relação ou proporção existente entre as distâncias
lineares representadas em um mapa e aquelas existentes no terreno, ou seja, na
superfície real. As escalas em mapas são sempre escalas de redução.

Considerando:

D: Distância no Terreno
d: Distância no Mapa

A escala é definida pela razão d/D, se enquadrando


em 3 categorias:

d > D: Escala de ampliação


d = D: Escala natural
d < D: Escala de redução

As Escalas podem aparecer nos mapas de três formas: numérica, gráfica ou nominal.
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Escala numérica
A Escala Numérica é representada por uma função em que o
numerador é sempre a unidade, designando a distância medida
no mapa e o denominador representa a distância correspondente
no terreno. Essa forma de representação é a maneira mais
utilizada em mapas impressos.

Exemplos:

1:50.000
1/50.000
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1. Introdução à Cartografia

Escala gráfica
A Escala gráfica é representada por uma
linha ou barra (régua) graduada,
contendo subdivisões denominadas
Talões. Cada Talão apresenta a relação
de seu comprimento com valor
correspondente no terreno, indicando sob
forma numérica, na sua parte inferior. O
talão, preferencialmente, deve ser
expresso por um valor inteiro.
Normalmente utilizada em mapas digitais,
a escala gráfica consta de duas porções:
a Principal, desenhada do zero para a
direita, e a Fracionária, do zero para a
esquerda, que corresponde ao talão da
fração principal subdividido em dez
partes.
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Escala nominal
A Escala nominal ou equivalente é apresentada nominalmente, por extenso, por
uma igualdade entre o valor representado no mapa e sua correspondência no
terreno.

Exemplos:

1 cm = 10 km
1 cm = 50 m
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Escala – Cálculos
Seguem exemplos de cálculos utilizando Escala.

Exemplo 01: (UNIFEI) Em um mapa no qual a escala é de 1: 100 000, a distância em


linha reta entre duas cidades é de 8 cm. Qual a distância real entre essas
cidades?
a) 8 km
b) 80 km
c) 800 km
d) 8000 km

E=d/D
D=Exd
D = 1: 100.000cm x 8 (cm)
D = 800.000 (cm)
Agora, é só convertermos 800.000 de centímetros em quilômetros.
É só cortar 5 zeros:
Veja: 800 000 cm (100.000cm=1km, ou seja, se 'cortarmos' 5 zeros, o cm passa a
ser km
Fica: 8km
Alterativa correta LETRA: “A”
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Escala – Cálculos
Seguem exemplos de cálculos utilizando Escala.

Exemplo 02: (Mack) Considerando que a distância real entre duas cidades é de
120km e que a sua distância gráfica, num mapa, é de 6cm, podemos afirmar que
esse mapa foi projetado na escala:
a) 1 : 1.200.000
b) 1 : 2.000.000
c) 1 : 12.000.000
d) 1 : 20.000.000
e) 1 : 48.000.000

E = D/d
E = 120km /6(cm)
E = 20km
Agora, é só convertermos 20 km em centímetros
É só acrescentar 5 zeros:
Veja: 2000000
Fica: 1: 2.000.000
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Escala – Cálculos
Seguem exemplos de cálculos utilizando Escala.

Exemplo 03: (Univale) Em um mapa de escala 1: 3.000.000, quantos centímetros


serão necessários para representar uma reta de 150 km reais? Assinale:
a) 20
b) 2
c) 50
d) 5
e) 0,2

E=d/D
d = D.E
d = 150km / 3.000.000
Agora, é só convertermos 150 km em 15.000.000
centímetros
d = 15000 000 / 3.000.000
d = 5cm
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Escala – Cálculos
Seguem exemplos de cálculos utilizando Escala.

Exemplo 04: (IFPE) Um professor do Curso de Licenciatura em Geografia do


Instituto Federal de Pernambuco entregou aos seus alunos um mapa feito na
escala 1:1.000.000 cuja distância em linha reta entre duas cidades é de 5 cm. O
professor pergunta: qual a distância real, em km, entre as cidades?
a) 10
b) 20
c) 50
d) 500
e) 5.000

E=d/D
d = D.E
d = 150km / 3.000.000
Agora, é só convertermos 150 km em 15.000.000
centímetros
d = 15000 000 / 3.000.000
d = 5cm
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Próxima semana continuaremos com nossa


primeira disciplina:
Introdução à Cartografia

Assuntos a serem abordados:

UTM
Projeções
Sistema de Referência e Coordenadas
Escalas