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HELENA GRECO E O MOVIMENTO FEMININO PELA ANISTIA: GÊNERO E

RESISTÊNCIA NA DITADURA BRASILEIRA

Kelly Cristina Teixeira1

Em uma visita ao Instituto Helena Greco (IHG) em Belo Horizonte, Minas


Gerais, me deparei com caixas ainda inexploradas de documentos pessoais de Helena
Greco. Entre cartas, fotos, documentos do Movimento Feminino pela Anistia (MFPA) e
do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA), lá estava a frase que impulsionaria minha tese
de doutorado. A frase em questão era: A nossa cidadania depende diretamente da nossa
capacidade de indignação. Esta, por sua vez, só se concretiza a partir do exercício
permanente da perplexidade2. Estas palavras escritas em um pedaço de papel por
Helena estimulou-me a buscar compreender fragmentos de sua biografia
Quem era essa mulher que aos 61 anos modifica sua trajetória de vida, de dama
da sociedade para defensora dos direitos humanos em plena Ditadura Militar? O que a
impulsionou nesta alteração de papéis? Como a questão de gênero se fazia presente em
seu percurso? Estas são indagações que buscarei responder neste breve artigo que faz
parte da pesquisa de doutorado em andamento desenvolvida no Programa de Pós-
graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina financiado pela
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Helena Greco nasceu em Abaeté, Minas Gerais em 15 de junho de 1916, em
uma família de classe média, seu pai de origem italiana foi comerciante e sua mãe
brasileira, dona de casa, sendo Helena a mais velha de sete irmãos. Devido à ampliação
dos negócios, seu pai resolve mudar-se para Belo Horizonte no ano de 1924. Sua
origem de classe média em ascensão, somada à escolaridade no colégio Santa Maria,
dirigido por irmãs dominicanas e considerado de elite de Belo Horizonte, contribuiu
para que tivesse uma educação refinada e uma formação clássica que incluiu: formação

1
Doutoranda em História, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pesquisadora do
Laboratório de Estudos de Gênero e História (LEGH/UFSC).Agência financiadora:Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
2
ANOTAÇÃO PESSOAL. S/d Belo Horizonte [de] GRECO, Helena, Belo Horizonte, 1 f. Disponível no
Instituto Helena Greco.
musical e o domínio de outras línguas como o francês, inglês e o italiano, línguas que
falaria fluentemente. Durante o internato no colégio Santa Maria, segundo relata em
entrevistas, sua leitura era feita a luz de lanterna às escondidas no dormitório,
incentivadas por seu professor Veloso. Tais obras a afastaram do padrão tradicional de
leituras e comportamentos das “moças de família”. Uma vez que, ainda estava em vigor
o Index Librorum Prohibitorum, ou seja, a lista de livros proibidos, que viria a ser
abolida pela Igreja Católica apenas em 1966. Segundo Helena em sua entrevista
concedida á Neves e Lanna:

Naquela ocasião tinha a tal leitura cor de rosa. Madamy Delly. Eu


tinha ódio disso. Eu consegui uma coisa que eu nem sei como (...).
Porque naquele tempo era assim: ou o livro era indecente ou era
contra a religião, era o Index. E o Dr. Velloso, é aí que eu devo uma
obrigação ao Dr. Velloso. Ele me passou uma lista de livros, que eu
comprei e levava escondido. Ele me passava livro também. Aí eu lia
escondido das irmãs. Era rara a semana que eu não lia um livro (...)
(DELGADO, Lucília de Almeida Neves; LANNA, Anna Flávia
Arruda Lanna, 1995, p. 42)

Entre as obras citadas por Helena se encontram Balzac, Anatole France,


Shakespeare e Dante Alighieri, todos lidos na língua original de cada um dos autores.
Todavia, mesmo com o afastamento da leitura “cor de rosa”, Helena parecia
compreender que havia códigos de conduta a serem interpretados e reproduzidos como
demonstra na citação:

A questão espiritual nunca me importou mesmo. Então as irmãs,


tinham umas que ficavam meio preocupadas com aquilo. Acontece
que eu fiz questão de ganhar todos os prêmios de religião. (...) Eu
seguia um roteiro era simples. (DELGADO, Lucília de Almeida
Neves; LANNA, Anna Flávia Arruda Lanna, 1995, p. 30)

Há em seu depoimento, aproximações e rupturas com os modelos fixados a uma


geração. Aproximações e rupturas que desembocam em relações de poder como na fala
eu seguia um roteiro.
Após concluir o curso ginasial fez faculdade de Farmácia na Faculdade de
Odontologia e Farmácia na Universidade Federal de Minas Gerais formando-se na
primeira turma em 1937. No mesmo ano no dia 25 de dezembro casava-se com seu
primo de primeiro grau José Bartolomeu Greco com quem teria três filhos. Muda-se
para os Estados Unidos para acompanhar o esposo no ano de 1944, ao retornar ao Brasil
ensina crianças carentes o inglês e mais tarde ensinaria o idioma aos presidiários da
Penitenciária Antônio Dutra Ladeira entre 1964 a 1966.
No decorrer de sua trajetória foi agraciada com vários prêmios e distinções, entre
os quais Prêmio Chico Mendes de Resistência (1995), Prêmio Cidadania Mundial
(1999) e Prêmio “Che” Guevara (2002). Além disso, foi designada para receber o
Prêmio Estadual de Direitos Humanos, em 1998. Sendo a primeira vereadora eleita da
capital mineira, nas eleições de 1982 e uma das fundadoras do Partido dos
Trabalhadores (PT) na cidade, sendo eleita em dois mandatos. Por fim, no mesmo tento
falecido em 27 de junho de 2011 deu origem a um projeto apresentado pelo vereador
Tarcísio Caixeta (PT), para que seu nome substitui-se o de Castelo Branco em um
viaduto da capital mineira. O viaduto que recebeu o seu nome também outro presidente
do regime militar, Costa e Silva. Em 25 de março de 2014 seu nome foi aprovado,
registrando mais uma vez o nome de Helena na história de Minas Gerais.

A trajetória de Helena foi perpassada pelo sentimento e pela emoção conforme


poderemos observar adiante em suas citações. Ao instrumentalizarmos a noção de
emoção para a análise das fontes compreendemos que esta se inscreve em uma
perspectiva social e cultural, neste sentido, Helena pode nos ajudar a explicar
fragmentos de seu contexto. A emoção está vinculada ao seu tempo, ao cotidiano e ao
momento vivido. Esta faz parte das alternativas apresentadas para romper ou não com
períodos de constrição. De tal modo, utilizo as emoções articulada com a da
instrumentalização da emoção na perspectiva compreendida por Luc Capdevila, a qual
denomina como jogos de gênero. A definição fornecida por este autor é de que os jogos
de gênero se assemelham a um jogo de xadrez, onde os atores políticos, consciente ou
inconsciente, dos discursos e representações relacionadas à identidade de gênero tentam
intervir em determinados espaços. Nestes jogos os sujeitos intervêm nas realidades em
andamento, ora reforçando padrões tradicionais ora assumindo posições de ruptura, em
uma encenação entre o que é verdadeiro e o que é percebido pelo antagonista
(CAPDEVILA, 2001, p. 105).

A campanha pela Anistia desencadeada em 1975 com o lançamento do Manifesto


da Mulher Brasileira pelo Movimento Feminino pela Anistia foi organizada
primeiramente em São Paulo por Terezinha Zerbine, se irradiando por demais estados
do país no decorrer da década. Em Belo Horizonte, desde 1976, um grupo de mulheres
deram início para formar o núcleo mineiro, entre elas estavam: Eleonora Menicucci,
Zélia Rogedo, Ângela Pezzuti, Emely Salazar, Maria Luiza Meyer, Inês Teixeira,
Efigênia de Oliveira, D. Ondina Nahas que primeiramente começaram a realizar visitas
às casas de familiares de presos políticos, exilados, desaparecidos, convidando outras
mulheres a participarem do movimento. As primeiras reuniões foram realizadas na casa
da D. Yedda Matta Machado, mãe de José Carlos da Matta Machado, membro do grupo
de resistência Ação Popular Marxista-Leninista, morto pela repressão política durante o
ano de 1973 e esposa de Edgar Godoy da Matta Machado que teve sua cadeira de
cátedra na Faculdade de Direito da UFMG cassada pela Ditadura. Em seguida,
Terezinha Zerbini foi convidada a vir a Belo Horizonte, para dar as diretrizes do
Movimento. Na casa de D. Yedda foi lançada a semente do MFPA. Aos poucos, esse
pequeno grupo de mulheres foi se consolidando e, durante todo o ano de 1976 e início
de 1977, várias reuniões foram realizadas na sacristia da Igreja Carlos Prates. Nessas
reuniões, foi se sedimentando a proposta de fortalecer e ampliar o máximo possível o
Movimento Feminino pela Anistia. Neste sentido, as mulheres foram as pioneiras na
luta da Anistia em solo mineiro, assim como no restante do país. Este fato se dá em
virtude de muitas terem maridos, filhos, parentes ou amigos perseguidos, presos ou
exilados.

De acordo, com Helena este foi o seu primeiro canal de participação política. E
tudo começou de acordo com Helena com sua preocupação com o bem estar da filha
Heloisa Greco. Em suas entrevistas pontua que sua casa sempre estava cheia de jovens
que se reuniam e ela sempre escutava os debates e opiniões sobre a situação do Brasil
naquele período. Existiam também as macarronadas de sexta-feira, e em um destes
encontros no início em junho de 1977, ela escutou sobre a manifestação no Campus da
UFMG na Faculdade de Medicina e decidiu ver com os próprios olhos o que estava
acontecendo. Segundo relata, foi este o primeiro e decisivo passo para adentrar a vida
política e a implantação definitiva do Movimento Feminino pela Anistia em Minas
Gerais (MFPA):

Foi a primeira vez que tinha um ato público durante a Ditadura.


Então eu resolvi falar. Levantei e falei... O negócio é que eu senti na
hora, era um sentimento. Eu senti foi o seguinte: a minha geração foi
muito inerte, ela podia ter feito muita coisa. E hoje eu me arrependo
disso. Eu quero dizer que a gente tem que fazer alguma coisa, porque
a questão está muito séria e não pode continuar assim. (DELGADO,
Lucília de Almeida Neves; LANNA, Anna Flávia Arruda Lanna,
1995, p. 104-105)
Em sua fala está presente também, um questionamento da posição de sua geração,
vista por ela como inerte em um momento político conflituoso3. Em suas práticas
emocionais o chamado a sua geração biológica está tácito, seus cabelos brancos, sua
figura que carrega consigo o peso da idade serão instrumentos oportunos para delinear
os jogos de gênero. Ser mulher, idosa nos sugere autoridade, mesmo que seja em
momentos de conflito, tanto devido à fragilidade de seu corpo, como os sentimentos que
desperta: proteção, cuidado e seus adjetivos. O despertar de tais sentimentos pode
consciente ou inconscientemente ser instrumentalizado na configuração de estratégias
para atingir determinados objetivos.
No mesmo dia de sua intervenção na manifestação no Campus da UFMG, após as
prisões de vários estudantes, Helena e 79 pessoas se reuniram na Igreja de São
Francisco das Chagas e escreveram um manifesto de repúdio ao ato dos policiais em
nome do MFPA. Esta foi a primeira ação do MFPA em Minas Gerais, segundo Helena.
Em dezembro de 1977 já havia nove grupos formados perfazendo um total de
aproximadamente cem pessoas. Helena foi eleita a primeira presidente do movimento
em Minas e Ângela Pezzuti vice-presidente, possuindo a primeira grandes divergências
quanto ao rumo da luta com Terezinha Zerbine. Segundo Helena uma de suas
discussões durante a organização com o grupo mineiro, foi a entrada de homens no
movimento e a aproximação das integrantes com as mães de presos e exilados
(LANNA, Ana Flávia Arruda, 2011:131). Para Helena os homens seriam bem vindos
para apoiar, mas não para participar do movimento, caso contrário, o MFPA, deveria
mudar de nome. Porém, sua real intenção era a ampliação dos objetivos do MFPA,
para demandas feministas.
A análise da mulher na sociedade era questão importante na qual Helena se
posicionou pela emancipação da mulher. No Estatuto do MFPA estava que o seu
objetivo era de:

3
Karl Mannheim nos leva a refletir sobre o conceito de geração. A partir das ideias de Pinder que dizem
respeito ao problema da “enteléquia de uma mesma geração”. Ou seja, de seus objetivos internos ou suas
metas íntimas que estão relacionadas ao “espírito do tempo” de uma determinada época ou ainda a
desconstrução, uma vez que várias gerações estão trabalhando simultaneamente na formação do “espírito
do tempo” (YNCERA,1993, p. 245-253). Portanto, é preciso levar em conta que o ritmo biológico reage
no elemento do acontecer social. Helena se reconhece no que Mannheim denomina “conexão geracional”
generatioszusammenhang em uma alusão a Heidegger. Ao instrumentalizarmos o conceito de conexão
geracional compreendemos que é preciso estabelecer um vínculo de participação em uma prática coletiva
com a partilha de experiências comuns.
(...) promover a elevação social, cultural e cívica da mulher através
de cursos, palestras e atuação no desenvolvimento de sua consciência
social e cívica e orientando-a para a sua compreensão de suas
responsabilidades perante a sociedade e a integração da família na
comunhão social sempre dentro dos ideais democráticos. (ARQUIVO
PARTICULAR- INSTITUTO HELENA GRECO)

Este viés pacificador não fazia parte dos planos de Helena, que desejava que a mulher
repensasse seu papel, colocando-se como mulher trabalhadora e arrimo de família em
muitos casos. Porém, dentro do MFPA havia distintas correntes de pensamento e
Terezinha Zerbini e Helena possuíam uma relação conflituosa. Em meados de 1994 em
entrevista a Revista Teoria & Debate ao ser indagada sobre como era sua relação com a
Terezinha Zerbini, respondeu: “É até difícil falar. Quando me perguntavam se eu
conseguia trabalhar com a Terezinha, eu respondia: "Não, não consigo". Tínhamos
modus operandis completamente diferentes”.4
Sobre a questão de gênero ambas, mais uma vez possuíam posturas divergentes.
Segundo Helena Greco a posição de Zerbine era burguesa visando somente na questão
da Anistia, principalmente, por ter seu marido perseguido, e na integração da mulher na
sociedade a partir de uma ideia de papel pacificador, que as mulheres deveriam
desempenhar. E conforme mencionamos Greco revela em entrevistas que almejava
extinguir este papel pacificador, convocando mulheres para a luta não só pela Anistia,
mas de resistência à Ditadura. Em recente publicação de Amelinha Teles um
depoimento de Zerbine confirma que esta não se considerava e não queria ser uma
feminista (TELLES, 2013). Neste sentido Helena parece estar voltada para questões
mais amplas como: os direitos humanos, as relações de gênero, questionando o que era
ser feminista, o feminino e o objetivo pelo qual estavam lutando dentro do MFPA.
Segundo Helena:
No começo eu queria fazer do Movimento Feminino pela Anistia um
meio de combater a ditadura. Que era isto... Quer dizer, a gente estava
defendendo os presos e os exilados dentro de uma luta sem trégua
pelos direitos humanos. E também pelos direitos da mulher (...) é
muito difícil uma pessoa pertencer ao feminismo que não seja
feminista também. Mas como eu falei com você, havia uma certa
pecha na palavra feminista.
Eu achava errado, inclusive, a gente devia empregar isto o menor
número de vezes possível. Porque nós temos que nos afirmar como
feministas mesmo. Afirmando que as mulheres tinham uma
problemática específica e porque além de todo o horror social que o

4
GRECO, Helena. Entrevista. História & Debate. 1994. Disponível em:
http://www.teoriaedebate.org.br/materias/nacional/helena-greco?page=full. Acesso em 10 de maio de
2015.
brasileiro sentia, ainda tinha a parte específica da mulher, que para
muitos era considerada uma coisa que nem existe, que é cidadania de
segunda categoria. Não existe. Ou você é cidadã ou não é. Ou você
está grávida ou não está. Então nós lutamos muito por isto aí e o grupo
nosso ficou muito bom mesmo. (DELGADO, Lucília de Almeida
Neves; LANNA, Anna Flávia Arruda Lanna, 1995, p. 131)

É preciso notar que muitas reivindicações feministas não tinham muito espaço
dentro das discussões e mobilizações dos grupos contrários a Ditadura, uma vez que
muitas pessoas dentro desses grupos entendiam que tais questões prejudicariam a luta
maior, contra a própria Ditadura, colocando as reivindicações em segundo plano.
Apesar do MFPA ter sido o primeiro canal de participação política de Helena
concluímos que havia uma certa frustração em relação ao mesmo, por não ter
conseguido colocar todos os seus ideais na ordem do dia para o movimento. Tal fato
desencadeou em sua decisão de assumir a vice-presidência do Comitê Brasileiro pela
Anistia (CBA) em 1978, sendo eleita presidente em 1980. O CBA possuía uma
plataforma de ação mais ampla o que dava margem para Helena efetivar seus planos
feministas.
Observamos que resistir a Ditadura, resistir ao papel destinado as mulheres, manter-se
em pleno exercício de perplexidade, foram cruciais na trajetória política de Helena
Greco. Se a nossa cidadania depende diretamente da nossa capacidade de indignação,
Helena demonstrou sua cidadania em diversos momentos ao longo de sua biografia,
entretanto, foi reconhecida por esta capacidade aos 61 anos quando deixou o lar e foi
para as ruas, prisões, delegacias, cultos e congressos. Sua frase se coloca atual quando
analisamos o momento no qual o país atravessa e quiçá desperte no leitor esta
capacidade de indignar-se e de exercer plenamente sua cidadania nestes tempos de
debates e divergências.

ENTREVISTAS

GRECO, Helena. Projeto História e Memória: Visões de Minas do Laboratório de


História Oral da Universidade Federal de Minas Gerais, Entrevista concedida a Profª
Drª Lucília de Almeida Neves Delgado e Anna Flávia Arruda Lanna em 08/11/95. Belo
Horizonte. Minas Gerais. Disponível em:
http://www.fafich.ufmg.br/historiaoral/index.php/por/Acervo-deentrevistas. Acesso em
20 de maio de 2014.

GRECO, Heloísa. Entrevista concedida a Kelly Cristina Teixeira, em 19/06/2013.


gravador digital. Belo Horizonte Minas Gerais. Acervo da autora.
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