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Educação literária — Questionário global sobre Os Maias

NOME: N.O: _ TURMA: DATA: _________

1. Apelando aos seus conhecimentos sobre a obra Os Maias, selecione a opção que
completa corretamente cada afirmação.

1.1 Segundo o primeiro parágrafo do Capítulo I, a ação inicia-se no outono de


(A) 1820.
(B) 1875.
(C) 1888.

1.2 A referência ao Ramalhete, nas linhas iniciais do romance, justifica a introdução


de
(A) uma grande analepse.
(B) um longo momento de descrição.
(C) uma narrativa encaixada.

1.3 Depois do período «Esta existência [de Afonso] nem sempre assim correra com
a tranquilidade larga e clara de um belo rio de Verão» (Capítulo I),
(A) inicia-se uma longa analepse.
(B) o narrador descreve a educação de Carlos.
(C) o narrador antecipa acontecimentos importantes na ação, existindo,
portanto, um momento de prolepse.

1.4 Caetano da Maia, o pai de Afonso,


(A) é um absolutista.
(B) é um liberal e um profundo admirador dos revolucionários franceses.
(C) tolera as inclinações revolucionárias do filho.

1.5 Maria Eduarda Runa, mulher de Afonso, deseja que o seu filho seja educado
por
(A) um precetor inglês.
(B) um padre.
(C) uma tia extremamente culta.

1.6 Um elemento importante na educação de Pedro, filho de Afonso e Maria


Eduarda Runa, é
(A) a importância conferida ao exercício físico.
(B) a ênfase no desenvolvimento do espírito crítico e da indagação.
(C) o estudo das declinações latinas.

1.7 Confrontado com a morte da mãe, Pedro da Maia passa por um período de
(A) total apatia.
(B) dor exagerada e mórbida, à qual se seguiu um ano de distúrbios.
(C) grande agitação, traduzida num ímpeto revolucionário.

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1.8 A mulher por quem Pedro da Maia se apaixona é conhecida como a
(A) «astuta».
(B) «deusa».
(C) «negreira».

1.9 Quando a vê pela primeira vez, Pedro procura saber informações sobre Maria
Monforte. Quem lhas apresenta é
(A) Afonso da Maia.
(B) o poeta Alencar.
(C) o coronel Sequeira.

1.10 Devido à «vergonha doméstica» (Capítulo II) que se abate sobre a família dos
Maias,
(A) Pedro suicida-se, e Afonso educa Carlos, seu neto.
(B) Pedro parte para Paris e abandona o filho.
(C) Afonso rejeita o filho, sendo incapaz de o perdoar.

1.11 Na base da educação de Carlos, salienta-se


(A) o conhecimento dos clássicos.
(B) a récita de textos e o estudo do latim.
(C) o conhecimento de coisas úteis e práticas.

1.12 Eusebiozinho é uma personagem de contornos naturalistas, cuja educação


espelha os princípios
(A) do modelo britânico, representado pelo precetor Brown.
(B) do modelo britânico e da apologia da força e da saúde física.
(C) do modelo tradicional português, alicerçado na proteção maternal.

1.13 João da Ega, o grande amigo de Carlos, é de Celorico, onde o conhecem como
um
(A) feroz absolutista.
(B) romântico incurável.
(C) ateu e grande demagogo.

1.14 A grande «topada sentimental de Carlos» (Capítulo IV), nas palavras de Ega,
em Celas é
(A) a espanhola Encarnación.
(B) a lisboeta Hermengarda.
(C) a condessa Gouvarinho.

1.15 Já formado em Medicina, Carlos ficava no seu consultório «fumando», numa


«num cismar que se ia desprendendo […] como o ténue e leve fumo […]»
(Capítulo IV), o que revela a sua tendência para
(A) levar uma vida diletante e estéril.
(B) se dedicar à realização de projetos.
(C) se entregar inteiramente à profissão escolhida.

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1.16 Memórias de um átomo são o título de uma obra que
(A) Carlos ambicionava escrever.
(B) João da Ega ambicionava escrever.
(C) Afonso da Maia concluíra na sua juventude.

1.17 Na discussão do jantar no Hotel Central,


(A) Carlos e Craft defendem o carácter científico da literatura.
(B) Carlos e Craft afirmam que a literatura aspira à idealização.
(C) Alencar acaba por aceitar o princípio realista acerca da finalidade da arte.

1.18 É no jantar do Hotel Central que Carlos


(A) conhece a condessa Gouvarinho.
(B) vê Maria Eduarda pela segunda vez.
(C) vê, pela primeira vez, uma mulher com um «passo soberano de deusa».

1.19 «Chique a valer!» é uma expressão frequentemente utilizada por


(A) Craft, o inglês que se tornará íntimo do Ramalhete.
(B) Dâmaso Salcede.
(C) Alencar.

1.20 Querendo reencontrar-se com Maria Eduarda, Carlos parte para Sintra e é
acompanhado
(A) por Ega.
(B) por Vilaça.
(C) pelo maestro Cruges.

1.21 A razão de Carlos entrar, pela primeira vez, num espaço íntimo de Maria
Eduarda é
(A) a doença de Miss Sara.
(B) a doença de Rosa.
(C) um convite de Castro Gomes.

1.22 A condessa Gouvarinho e Raquel Cohen exemplificam


(A) o gosto pelos discursos vazios.
(B) o adultério como realidade social.
(C) a fragilidade das figuras femininas d’Os Maias.

1.23 As corridas de cavalos no Hipódromo de Belém são


(A) um testemunho da incapacidade de organização por parte dos portugueses.
(B) muito apreciadas por Afonso, que defende o seu significado cultural.
(C) um dos raros eventos em que a alta sociedade lisboeta mostra a sua elegância.

1.24 Antes do envolvimento amoroso, Carlos regressa a casa de Maria Eduarda,


desta vez, devido à doença
(A) da própria Maria Eduarda.
(B) da criada Melanie.
(C) de Miss Sara, a governanta inglesa.

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1.25 Depois do envolvimento amoroso de Carlos com Maria Eduarda, esta fica
instalada numa quinta dos Olivais, espaço que é batizado com o nome de
(A) Vila Marie.
(B) A toca.
(C) Vila Balzac.

1.26 O quadro que impressiona Maria Eduarda, no antigo espaço de Craft, é uma
pintura de
(A) São João Baptista.
(B) Velásquez.
(C) uma tourada.

1.27 No Capítulo XV, existe um momento de analepse, no qual


(A) Guimarães conta como conheceu a mãe de Maria Eduarda.
(B) Maria Eduarda narra a história da sua vida a Carlos.
(C) Afonso da Maia é informado da identidade de Maria Eduarda.

1.28 A corneta do Diabo é


(A) um periódico de sátira política.
(B) um periódico que publica artigos por dinheiro e pratica a difamação.
(C) um jornal dirigido por um deputado, caracterizando-se pela parcialidade.

1.29 Para reparar os danos morais causados a Carlos da Maia, Dâmaso


(A) assina uma carta em que enaltece Carlos e apresenta um pedido de
desculpas.
(B) assina uma carta em que assume ser caluniador e bêbedo.
(C) aceita um duelo.

1.30 Ega aconselha Maria Eduarda a assistir ao sarau literário do Teatro da


Trindade, dizendo-lhe que ela irá
(A) ouvir uma arte nacional, que consiste em combinações sonoras de palavras.
(B) ouvir argumentos sobre o estado do País e a crise económica.
(C) divertir-se muito.

1.31 Depois do sarau literário do Teatro da Trindade, Ega


(A) encontra-se com Guimarães, que lhe revela a relação de parentesco entre
Carlos e Maria Eduarda.
(B) encontra-se com Dâmaso, que lhe revela relação de parentesco entre Carlos
e Maria Eduarda.
(C) descobre um cofre com cartas de Maria Monforte, percebendo, a partir da
sua leitura, a relação de parentesco entre Carlos e Maria Eduarda.

1.32 Já consciente da verdadeira identidade de Maria Eduarda, Carlos


(A) decide partir para Paris.
(B) pede a Ega que fale com Maria Eduarda e a incentive a partir
imediatamente.
(C) não resiste à paixão e comete incesto voluntariamente.

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1.33 Tratando-se de uma narrativa com características da tragédia, podemos
considerar que a morte de Afonso corresponde
(A) à catástrofe.
(B) ao momento do desafio à ordem instituída.
(C) ao momento do reconhecimento.

1.34 No passeio final, Carlos e Ega reencontram-se em Lisboa e percorrem a pé a


Baixa, enquanto
(A) expõem uma teoria otimista sobre o sentido da existência humana.
(B) refletem sobre as suas vidas e sobre o estado do País.
(C) contemplam e comentam as profundas mudanças ocorridas na sociedade
portuguesa.

1.35 No passeio final, a teoria filosófica aceite pelas duas personagens, Carlos e
Ega, preconiza que
(A) o mais importante na vida é lutar pela concretização dos nossos sonhos.
(B) nada devemos desejar ou recear, já que qualquer esforço é inútil.
(C) nunca devemos desistir, porque tudo vale a pena.

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Correção
1.1 (B); 1.2 (B); 1.3 (A); 1.4 (A); 1.5 (b); 1.6 (C); 1.7 (b); 1.8 (C); 1.9 (B); 1.10 (A); 1.11 (C);
1.12 (C); 1.13 (C); 1.14 (A); 1.15 (A); 1.16 (B); 1.17 (A); 1.18 (C); 1.19 (B); 1.20 (C); 1.21
(C); 1.22 (B); 1.23 (A); 1.24 (C); 1.25 (B); 26 (A); 1.27 (B); 1.28 (B); 1.29 (B); 1.30 (A);
1.31 (A); 1.32 (C); 1.33 (A); 1.34 (B); 1.35 (B).

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