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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE HUMANIDADES II
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
CURSO DE PSICOLOGIA

ANA JESSICA TEIXEIRA DE SOUSA


ANDREI JUNIOR DA COSTA
ANDREZZA ARAUJO QUEIROZ;
CAROLINE DE ALBUQUERQUE ARRAIS
NEIRILENE DE OLIVEIRA MOREIRA
WALKER HENRIQUE ALMEIDA JORGE

CRIANÇAS INSTITUCIONALIZADAS E A TEORIA DO APEGO

1) Teoria do Apego
1.1 O que é e breve histórico

As crianças institucionalizadas são mais sensíveis em suas formas de apego.


Infelizmente, muitas delas abrigadas não formaram uma ligação íntima e constante com uma
figura parental, o que facilita ajustamentos inseguros surgirem na vida dessas crianças. Desta
forma, um indivíduo que tem pais afetivos e vive em uma lar harmonioso, no qual encontra
conforto e atenção, consegue desenvolver um sentimento de segurança e confiança em si
mesmo e com aqueles que vivem ao seu redor.
Perante isso, a teoria do apego evidencia o quão fundamental é a ligação emocional
que se desenvolve entre o bebê e seu protetor, para guiar o elo afetivo, cognitivo e social da
criança. Bowlby, dar visibilidade para um “período sensível” que todos os bebês nessa fase
estarão mais dispostos para formar vínculo com suas mães. Esse vínculo é chamado apego, e
se mostra por meio de comportamentos, por exemplo, sorrir ou chorar, que tem a finalidade
de atrair a mãe para perto deles, ou levá-los em direção a sua mãe.
Considerar que uma criança tem apego por alguém significa que ela está fortemente
disposta a buscar proximidade e contato com uma imagem particular, principalmente quando
ela está em um cenário devastado de problemas, como doenças, perigos ou constrangimentos.
Outro aspecto relevante é que o apego é a base para a identificação e a determinação
de relações mais firmes e constantes. Atribuições essas relevantes para a constituição de uma
rede de apoio social. A rede de apoio social origina-se das relações de apego iniciais da
criança e do tempo disposto pelos pais para atender suas demandas. Essa rede deve ser
dinâmica e construída ao longo da história de vida do indivíduo e que pode vir a ser fator
protetivo para a pessoa em situações estressoras.

1.2 Principais conceitos

Dalblem & Dell'Aglio (2005) ao falarem sobre a Teoria do Apego (TA) estabelecem
que este se trata da vinculação que a criança realiza - em nível concreto ou mental/simbólico -
com seus cuidadores, ou figura adulta de referência, que permite sua formação enquanto
sujeito e garantia de resiliência em fases futuras de seu desenvolvimento.
Assim a criança tende a fazer representações das experiências da infância relacionadas
a suas percepções do ambiente, de si mesmo e das figuras de apego, o que Bowlby chamou
de modelo interno. Outro conceito caro na TA é o de ​working models​, no qual a criança tem
seus comportamentos guiados por suas representações ou expectativas também servindo
como base para prever e interpretar o comportamento de outras pessoas que se têm apego.
Sua estrutura depende do sentimento de disponibilidade que a criança nutre em relação a suas
figuras de apego, a probabilidade que vão receber suporte em momentos de crise e da sua
interação com essas figuras.
A partir dessas relações a criança constrói modelos de apego, que permitem a ela
sentir-se segura de si e apta a lidar com as questões de seu mundo. Embora Bowlby seja o
precursor da TA, encontrou grande ajuda nos estudos de M. Ansiworth (1978) que elaborou
um método de avaliação e classificação do apego, segundo Dalbem & Dell'Aglio (2005):
Para melhor investigar essas categorias, M. Ainsworth (1978) desenvolveu o método
experimental denominado Situação Estranha, em que as reações da criança na interação com
seu cuidador são observadas, em detalhe, em uma situação de separação. A Situação Estranha
deu origem ao primeiro sistema de classificação do apego entre o cuidador e a criança, sendo
as categorias organizadas em: padrão seguro, padrão ambivalente ou resistente e padrão
evitativo. Os resultados deste estudo, conhecido como Baltimore Project, foram publicados
por M. Ainsworth (1978) no artigo "Patterns of attachment". M. Main & E. Hesse (1990),
expandindo o modelo de Ainsworth, ainda chegaram a um quarto padrão de apego,
denominado desorganizado ou desorientado, complementando as categorias com mais um
padrão distinto de apego inseguro nas interações cuidador-criança. (DALBEM &
DELL'AGLIO, 2005, p. 16).
Assim no padrão de apego seguro a relação cuidador-criança provê uma base segura,
na qual a criança explora seu ambiente de forma entusiasmada e, em momentos de crise,
mostra confiança em receber cuidado de suas figuras de apego, há um incômodo na separação
de seus cuidadores, mas não se abatem de forma exorbitante. A hipótese, portanto, é de uma
relação com cuidadores onde há cooperação e instruções seguras, bem como monitoramento e
encorajamento a independência da criança.

No padrão resistente ou ambivalente a criança apresenta comportamento imaturo


antes mesmo de ser separada dos cuidadores, bem como pouca vontade de exploração
do ambiente, após a separação se incomoda muito e evita contato com estranhos e
quando há o retorno de seus cuidadores a criança não se aproxima facilmente e alterna
seu comportamento em busca e braveza. A sugestão é de que essa criança não obteve
muitas respostas de apoio quando recebeu cuidado, que gerou falta de confiança na
figura de seus cuidadores quanto a provisão de cuidado, disponibilidade e
responsividade.

O grupo de crianças com padrão evitativo tem pouca interação com os cuidadores, é
menos inibido com estranhos e brinca mais com desconhecidos durante a separação com seus
cuidadores. Quando retornam essas crianças tendem a manter distância, não procurando
conforto. A sugestão é de que essas crianças deixam de procurar os cuidadores após terem
sido rejeitadas por eles, mesmo que mantenham preocupação, não respondem aos sinais de
necessidade quando a criança indica, fazendo com que elas aprendam a ocultá-las de vez em
quando.
Finalizando com o padrão desorganizado ou desorientado, é composto por crianças
que em momentos de situação estranha apresentam estratégias de coping desadaptadas para
lidarem com a situação de separação. Antes de serem separadas de seus cuidadores
apresentam brabeza, apreensão e expressão facial de dúvida. Não tendo condições para lidar
com que as assusta ao vivenciarem conflitos. A suspeita é que em situações de abuso o
cuidador se apresenta como fonte amedrontadora quando o cuidador é externo ou pode ser o
próprio abusador, sendo esse padrão de apego associado aos maus-tratos infantis, fatores
adicionais incluídos na manifestação desse padrão são: transtorno bipolar e abuso de álcool.

2) Institucionalização da infância
2.1 Por que ocorre?

No Brasil, a política de atendimento à infância e à juventude em situação de abandono


passou por diversas transformações. O gerenciamento e a implantação destas políticas de
atendimento saíram do domínio da Igreja, passando por profissionais filantropos, até ser de
responsabilidade do estado. Na Colônia, o abandono de crianças era uma prática comum feita
por índios, brancos e negros.
Uma das mais duradouras instituições de assistência à infância, vinculada à Igreja, foi
a roda dos expostos, prática que tinha como objetivo recolher crianças abandonadas
anonimamente. Essa prática atravessou e multiplicou-se no período imperial, conseguindo
manter-se durante a República e só foi extinta definitivamente em 1950. Por mais de um
século, a roda de expostos foi praticamente a única instituição de assistência à criança
abandonada em todo o Brasil. Algumas famílias substitutas acolhiam estes bebês, seja pelo
espírito de caridade, ou com a intenção de transformá-los em mão-de-obra familiar fiel,
reconhecidos e gratuitos, na juventude e na adultez.
Inúmeras instituições de proteção à infância desamparada surgiram no Brasil em
1860, como estabelecimentos de abrigo e de “educação” para menores sem responsáveis.
Assim, Inaugurou-se uma nova fase do assistencialismo no Brasil: a filantropia, surgindo
como um modelo capacitado para substituir o modelo de caridade, posto pela Igreja. A
filantropia organizou a assistência dentro das novas exigências sociais, políticas, econômicas
e morais.
A República ensejou uma revalorização da infância. Entretanto, a problemática do
menor, vítima de violência e de abandono, somente passou a ser enfrentada em meados dos
anos de 1970, principalmente através de denúncias regulares contra esta situação. Desta
forma, foi com a indicação de 1978 como o “Ano Internacional da Criança” que a história da
criança no Brasil começou a ser focalizada e pesquisada. Este fato levou à formação de
diversas associações, que se articularam a outras, na defesa dos direitos da criança e que
acabaram influenciando na elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990.
A partir do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, 1990), as crianças e os
adolescentes passam de objetos de tutela à sujeitos de direitos e deveres. Entre os diretos
previstos pelo ECA (1990), destaca se o direito à convivência familiar e comunitária, que
prevê o fim do isolamento, presente na institucionalização em décadas anteriores. O ECA
também preconiza a desinstitucionalização no atendimento de crianças e adolescentes em
situação de abandono e valoriza o papel da família, as ações locais e as parcerias no
desenvolvimento de atividades de atenção, trazendo mudanças no panorama do
funcionamento das instituições de abrigo.
As instituições de abrigo devem estar configuradas em unidades pequenas, com
poucos integrantes, manter um atendimento personalizado, estimular a participação em
atividades comunitárias e preservar o grupo de irmãos, entre outros pontos. A implantação do
ECA contribuiu para mudanças efetivas no que tange às instituições de assistência e à sua
configuração como um todo, vendo essas como espaço de socialização e de desenvolvimento.

2.2 Problemáticas de Institucionalização a partir da Teoria do Apego

Estudos acerca da institucionalização infantil e seus resultados tem se utilizado


amplamente da Teoria do Apego. Essa importância se deve ao destaque que essa perspectiva
teórica-experimental trouxe para as relações estabelecidas durante os primeiros anos de vida.
De modo geral, se considera que interações com cuidadores menos disponíveis e menos
consistentes produzem padrões de apego inseguros nas crianças.
A própria rotina dos abrigos, as condições de trabalho de seus funcionários e a falta de
recursos influenciam a disponibilidade emocional e física dos cuidadores. (QUIROGA et al.,
2017). Siqueira e Dell’Aglio (2006) destacam o atendimento padronizado, o alto índice de
criança por cuidador, a falta de atividades planejadas e a fragilidade das redes de apoio social
e afetivo como aspectos relacionados ao prejuízo da vida na instituição. Estes aspectos se
articulariam de modo a promover poucas possibilidades de interação cuidador-criança e
restrições à locomoção e às brincadeiras espontâneas.
Entretanto, deve-se tomar cuidado ao fazer inferências, mesmo a partir da literatura.
Revisões apontam associações mais claras entre institucionalização e desenvolvimento de
padrão de apego desorganizado apenas em crianças com menos de 3 anos de idade
(KATSURADA, TANIMUKAI e AKAZAWA; 2017). Além disso, questões relacionados à
história de vida da criança antes do abrigamento podem ter impacto mais significativo no seu
padrão de apego do que a institucionalização. Por exemplo, Katsurada, Tanimukai e Akazawa
(2017) conduziram estudo em que mais de 80% das crianças institucionalizadas com histórico
de maus-tratos intrafamiliar desenvolveram padrão desorganizado em comparação com 19%
das crianças institucionalizadas sem histórico de maus-tratos que apresentaram esse mesmo
padrão.
Quiroga et al. (2017) apontam que estudos conduzidos nos Estados Unidos da
América (EUA) e na Europa sugerem que crescer em uma instituição grande e impessoal é
fator de risco para o desenvolvimento de problemas comportamentais e de dificuldade
sócio-emocionais e que a qualidade da interação entre criança e cuidador é importante
elemento de intervenção nesses contextos.
Uma das estratégias ótimas defendidas por Quiroga et al. (2017) é a implementação de
estratégias de intervenção precoce em famílias vulneráveis, de modo a evitar o futuro envio
de suas crianças aos cuidados alternativos. Entretanto, as autores lembram que, enquanto
esses programas não estiverem implementados e fornecendo os resultados esperados, as
instituições de acolhimento não devem ser difamadas e desaparelhadas, pois continuam sendo
necessárias quando o ambiente familiar físico e social é bastante empobrecido de relações e
até caótico (SIQUEIRA, DELL’AGLIO, 2006). Antes devem ser objeto de atenção para que
o cuidado praticado por elas seja cada vez mais adequado para o desenvolvimento e saúde das
crianças.

3) Apresentação do artigo
3.1 Introdução e Metodologia

O artigo que decidimos abordar tem como título ​"Relação de apego entre crianças
institucionalizadas que vivem em situação de abrigo". Foi elaborado a partir de um estudo
que investigou se crianças em situação de abrigo desenvolviam apego entre si, e, caso
positivo, se este apego desenvolvido seria semelhante ao apego adulto-criança, uma relação
constituída por um vínculo afetivo recíproco, em que os cuidadores satisfazem as
necessidades dos que são cuidados.
A amostra utilizada no estudo foi composta por 14 crianças, de ambos os sexos, entre
3 e 9 anos, de uma instituição particular. Da amostra, algumas crianças estavam abrigadas em
consequência de abandono, ou foram acolhidas na instituição por serem vítimas de violência
doméstica, tanto de cunho físico quanto sexual, ou por serem vítimas de negligência parental.
A partir de uma observação das crianças, foram registrados seus comportamentos e, na
análise do material observado, foram percebidas seis categorias de comportamento: contato
físico, olhar, rir, aproximar, falar e estender os braços.

3.2 Resultados e Discussão

O estudo feito para a confecção do artigo revela alguns aspectos relevantes sobre o
apego entre crianças institucionalizadas:

O APEGO ENTRE IRMÃOS E COM OS PARES

● As crianças demonstraram afetos com contato físico e presença, estavam


geralmente juntas durante as observações.
● As meninas do grupo III, com idade entre 8 e 9 anos, apresentavam uma
responsividade e sensibilidade com os meninos mais novos, com idade entre 3 e 4 anos. (O
artigo não traz questionamentos sexistas sobre o comportamento das crianças, visto que o
objetivo do artigo trata de apego entre crianças institucionalizadas, mas é possível ver uma
certa organização entre as crianças em que as meninas ocupam um lugar de cuidadoras, que
não foi observado nos meninos).
● As meninas representam uma relação mãe-filho com as crianças menores,
demonstram carinho, cuidado, proferem palavras afetuosas, banham e alimentam, como se
estivessem, através dessas práticas, experienciando prazeres que desejam viver.
● Agressões verbais dos irmãos mais velhos (controle e proteção dos menores
sem agressões físicas).
● Rede de apoio social e afetiva fundamental para o desenvolvimento da criança.
● Em meio a situações adversas, as crianças observadas ainda desenvolviam
resiliência (esse desenvolvimento resiliente era elaborado com laços afetivos positivos e
suporte emocional fora do abrigo, como professores, colegas das creches e escolas que
frequentavam e voluntários).
· O APEGO NO CONTEXTO DA BRINCADEIRA

● Vinculação positiva entre os pares no contexto da brincadeira.


● Na brincadeira, há a percepção de não estar sozinho, não ser “o único” na
situação de abrigo.
● Convivência em grupo e a (re)significação de seus mundos, reciclagem das
suas emoções e reinvenção das suas realidades, confirmando que brincar é essencial à saúde
física, emocional e intelectual do ser humano (Kishimoto, 1996).
● Brincadeira não é apenas diversão. Brincando, as crianças expressam
sentimentos, revelam o seu interior, interpretando o mundo que as cerca, à sua própria
maneira. Elaboram situações desprazerosas da sua vivência, buscando soluções, a fim de
torná-las prazerosas (Kishimoto, 1996).
● Brincadeira proporcionando o exercício das relações de apego: Contato físico
riso, contato e amor presentes no brincar.
● História de vida e das situações vivenciadas no abrigo representadas nas
brincadeiras.
● Não houve a reprodução de experiências traumáticas ou do ambiente no qual
elas ocorreram.
● As crianças que participaram do estudo não traduziram a realidade das
violências que sofreram.

APEGO X REPRESENTAÇÃO DA FAMÍLIA

● As falas da maioria das crianças expressam o desejo de ter uma família.


● Duas imagens de família se revelam na fala das crianças: a família original e a
família adotiva.
● Pai: figura ausente. Não está presente na fala das crianças.
● Mãe de menino: lugar privilegiado, visão idealizada (heroína), defesa,
esperança de sair do abrigo e retornar pra casa. “Tia, a minha mãe bebe, mas ela não quer dá
nóis. Ela não é vagabunda como a minha irmã diz” (Daniel)
● Mãe de menina (???). O artigo faz inferência sobre a mãe na visão dos
meninos, mas não faz inferência sobre a mãe na visão de meninas, diante disso, foram
extraídas do artigo duas falas de meninas para tentar mostrar a figura da mãe na fala das
meninas observadas: “[...]quer ir embora porque ele era o queridinho da mamãe. Pra ele é
fácil voltar pra casa, porque aquela bruxa dizia que tudo era culpa minha. E tudo o que
aconteceu de errado era culpa dela. Ela me mandava pro semáfaro pedir esmola. Aqui no
abrigo eu tenho amigos e gosto mais deles do que dela. [...] Bêbada e vagabunda é tudo igual.
A mãe largou nós aqui. Acho que ela tá presa. Por mim, nem ligo. Melhor ficar com os meus
amigos aqui, mesmo” (Sofia). Também é visto na fala de uma outra menina, Cláudia, em que
ela diz “Quando eu ser adotada, vou ter uma mãe que gosta de criança, daí não vou mais
apanhar”. Seria esse mais um aspecto sexista que se revela no artigo, ainda que esse não trate
dessa temática?
● Crianças não apontam características para as famílias substitutas.
● O desejo dos adotantes tem um perfil.
● “queria ser adotada, mas já tenho 9 anos e ninguém adota menina grande”.
(Sofia)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

● O artigo corrobora sobre a importância do apego e sua influência sobre o


desenvolvimento infantil.
● Falta de literatura sobre a temática no contexto brasileiro.
● No Brasil, o abandono e a realidade de crianças nas ruas são fenômenos
bastante marcantes.
● Após a separação de suas famílias, estas crianças tentam encontrar outras
figuras de apego em diferentes situações.
● É necessário uma escuta desse lugar de fala.
● Essas escutas teriam o objetivo de fazer uma análise cuidadosa da realidade
vivenciada e poderiam ajudar na elaboração de programas psicológicos e sociais que nos
conduzirão a formas de atuação que favoreçam a efetivação dos direitos previstos pelo
estatuto da criança e do adolescente.
REFERÊNCIAS

KATSURADA, E.; TANIMUKAI, M.; AKAZAWA, J. A study of associations among


attachment patterns, maltreatment, and behavior problem in institutionalized children in
Japan. Child Abuse and Neglect, [s. l.], v. 70, p. 274-282, 2017. Disponível em:
<https://doi.org/10.1016/j.chiabu.2017.06.018.>. Acesso em: 4 dez. 2018.

QUIROGA, M.G. et al. Attachment representations and socio-emotional difficulties in


alternative care: A comparison between residential, foster and family based children in Chile.
Child Abuse and Neglect, [s. l.], v. 70, p. 180-189, 2017. Disponível em:
<https://doi.org/10.1016/j.chiabu.2017.05.021.>. Acesso em: 4 dez. 2018.

SIQUEIRA, A. C.; DELL'AGLIO, D. D. O impacto da institucionalização na infância e na


adolescência: uma revisão de literatura. Psicol. Soc., Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 71-80, 2006.
Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-71822006000100010&lng=e
n&nrm=iso>. Acesso em: 04 dez. 2018.

DALBEM, J. X.; DELL’AGLIO, D. D. Teoria do apego: bases conceituais e


desenvolvimento dos modelos internos de
funcionamento. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v. 57, n. 1, p. 12-24, 2005.