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# 97,0%
$ 2,2%

............. água subterrânea: 97%


 0,8%
............. água superficial: 3%
$ 100,0%

Fonte: von Sperlin, Marcos. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3. ed. Belo
Horizonte: Depto de Engenharia Sanitária e Ambiental; UFMG; 2005".

É hoje um fato comprovado que o volume de água doce e limpa (menos que um por cento de toda a água
disponível no planeta) está se reduzindo em todas as regiões do mundo. Inclusive no Brasil.

A região da Grande São Paulo é um exemplo típico desse problema.

O consumo exagerado das reservas naturais de água por causa do alto crescimento populacional está
sendo maior do que a natureza pode oferecer, e a poluição produzida pelo homem está contaminando e
diminuindo cada vez mais essas reservas.

Por sorte, a população já está sendo conscientizada desses problemas pelos órgãos encarregados em
educação ambiental e pelas próprias distribuidoras de água.

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Fechar torneiras enquanto escovam os dentes, fazem a barba, ensaboam a louça, etc.;

Não usar mangueira para lavar pisos, calçadas, automóveis, etc.;

Trocar as válvulas de descargas por caixas acopladas ao vaso sanitário com limitador de volume por
descarga;

Diminuir o tempo no banho, etc.

Muitos querem apoiar ainda mais esse esforço pela economia de água, mas nem sempre têm acesso a
exemplos suficientemente funcionais e simples de serem seguidos.

SoSol estudou alguns caminhos possíveis para gerar uma economia significativa e está desenvolvendo
um projeto de simples aplicação que permitirá uma redução de aproximadamente 30% do consumo de
água potável consumida em um lar.

+,-./012 -0R +.,- 0 2 3


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0R2 - , .  +/2

É o projeto mais envolvente de todos. É um sonho permanente. Mas não tem aplicação imediata para a
população citadina.

' Existe a falta de espaço para instalação de cisternas.


' Existe um obrigatório controle das primeiras águas de chuva coletadas, bastante perigosas, pois
são o resultado da lavagem da poluição aérea e das sujeiras acumuladas nos telhados.
' Existe também o alto custo de todas essas instalações.

A chuva, devidamente acumulada e tratada em regiões com grande índice pluviométrico, poderia suprir
perto de 100% da água de um lar.

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+,-./012 -0R +.,- 0 2 3

Reúso da água presente no esgoto

É o projeto mais aplicado em nível mundial, inclusive no Brasil.

Um esgoto tratado a ponto de ser devolvido aos rios e aqüíferos é suficientemente limpo para lavagem de
ruas, rega de parques e aplicações de cunho industrial. No lar essa água tem uso na limpeza de vasos
sanitários, rega de jardins e lavagem de carros.

Essa água poderia substituir cerca de 40% da água potável consumida no lar. Mas a distribuidora não tem
condições de oferecer essa água ao usuário final, pois isto representaria a instalação de mais um sistema
de distribuição de água, paralelo ao que já foi implantado para a água potável.

Fica a alternativa da compra e os obrigatórios cuidados na manutenção de caras estações de tratamento


mono ou multi-familiares, que poderiam fornecer a água de reúso proveniente do esgoto familiar ou
comunitário.

+,-./012 -0R +.,- 0 2 3

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Estudando as opções, verificamos que o reúso da água do banho é um caminho interessante para a
redução de uso da água potável em aplicações simples como por exemplo nas descargas dos vasos
sanitários. Essa água é denominada de "Greywater" ou água cinza. Bastante utilizada para irrigação em
outros países.

Mantendo o conceito da auto montagem, e com materiais de fácil obtenção, estamos desenvolvendo
alguns projetos que permitem reduzir o uso da água residencial em cerca de 30%, sem aplicação de
tecnologias complexas e sem perigos para a saúde do usuário.

Existe certa correlação entre a água consumida no chuveiro e a consumida no vaso sanitário,
equilibrando essas demandas. Veja a seguir os cálculos que nos levaram a essa conclusão:

+3+3 +., 

+ 6%% #

4,5R (R = m³) por mês = 4,5m³ por mês = 4.500 Litros por mês = 150 Litros por dia.

+ 65#

 7#chuveiro com vazão média de 3,5 Litros por minuto, e banho de +/- 15 minutos

8- 15 X 3,5 = 52,5 Litros;


98! 52,5 X 30 (dias) = 1575 Litros/mês = 1.57m³
8! Isso significa 34,88% do consumo mensal.

+ 6  #

 7# cada descarga tem vazão de +/- 10L

8! média de descargas = 5 vezes ao dia = 50Litros/dia.


98! 50 X 30 = 1500 Litros/mês = 1.5m³.
8! Isso significa 33,33% do consumo mensal.

Baseados nos cálculos acima, buscamos algumas ALTERNATIVAS PARA ECONOMIZAR ÁGUA COM
AS DESCARGAS.

$  #

:!3 R. -2

Usar vasos sanitários com caixa acoplada para limitar o volume de água por descarga (vários modelos
disponíveis no mercado).

Nesse caso pode-se escolher vasos que sejam projetados para usar um volume mínimo de água, e que
esse volume seja suficiente para uma boa limpeza do vaso (por volta de seis litros). O usual é em torno
de dez litros por descarga.

Em alguns modelos é possível diminuir o nível de água dentro da caixa de descarga ajustando a torneira
bóia para fechar em um nível mais baixo. Cremos que o mínimo esteja por volta de 4,5 litros por
descarga.

Existem outros modelos bem interessantes como os sistemas a vácuo e os banheiros secos.
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9:!3 R. -2

eliminar todo o consumo de água (potável) com as descargas.

Para isso será reaproveitada a água do banho.

Isso vai significar +/- 30% de economia por mês.

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$4%%$

+");

Desviar a água do ralo do box para um reservatório passando por filtros e tratamentos para depois
reutilizar essa água nos vasos sanitários. Para isso muitos projetos e muitas variáveis poderão ser feitos.
Na seqüência dessa apresentação demonstramos dois projetos básicos de reúso de água.

Não sugerimos ampliar o sistema de reúso com a adição de água da pia do banheiro, água de enxágüe
de máquina de lavar ou de água de chuva. O excesso de água fará com que se gaste a água em outras
aplicações que não a do vaso sanitário. Essas aplicações só devem ser feitas caso a água do banho não
supra a demanda no vaso sanitário. Para esses casos a água da pia, do enxágüe ou da chuva deve ser
desviada para o circuito de entrada do sistema de reúso, passando por todo o processo que a água do
banho passa antes de ser direcionada para o vaso sanitário.

Esse sistema, além de muito barato, é seguro por ser um circuito fechado, (Chuveiro, ralo do box,
reservatório fechado e vaso sanitário), sem fácil acesso para manuseio ou ingestão por familiares ou
terceiros.

Esse é o único sistema, que estimamos ser o mas indicado para aplicação imediata nos lares urbanos e
que se paga pela economia da água.

A seguir alguns esquemas simplificados


do reúso da água do banho residencial:
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.    5  <  5

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cccc$4%%$

$4%%$

R = >./# ?+.-+  R , . 

A água de banho, apesar de muito mais limpa do que a do esgoto, apresenta aspectos químicos e
biológicos especiais, cuja solução está sendo estudada por muitos grupos interessados no seu reúso.

Essa água é pouco homogênea, constituída por: resíduos de pele, sabões, detergentes, creme dental,
cabelos, gorduras, suor, urina, saliva, placas bacterianas provenientes de ralos e outros.

Desta mistura resultam depósitos escuros no reservatório ³A´, de difícil limpeza e aspecto pouco
convidativo.
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A tecnologia para o trato desse tipo de água ainda não é publica. A literatura das técnicas de reúso é
extensa, mas sem oferecer claramente as informações que procurávamos.

SoSol e outros grupos de estudo empenham-se para que a água que chega aos vasos sanitários tenha
aspecto limpo, seja estéril, sem cheiro ou cheiro agradável e atenda às "futuras" normas sobre água de
reúso para esse fim.

Reforçando o aspecto da esterilidade, ela é perseguida para evitar uma eventual multiplicação de
germens (infecção) nas partes mais sensíveis do corpo humano, os seus órgãos genitais, órgãos estes
usualmente expostos a respingos provenientes dos vasos sanitários.

Em adição, buscamos técnicas de tratamento da água de reúso do chuveiro que sejam simples até para o
usuário menos capacitado. Só assim esse projeto pode ser liberado para uso público.

 5  <$<  #

- , @-3 R-,03   @+-33-,0 A

Um sistema de filtro simples (peneira de malha fina, normalmente usada em cozinha) é colocada na
entrada do reservatório "A". Esse sistema irá reter grande parte da sujeira vinda do banho. Essa sujeira
(espécie de lodo) poderá ser removida facilmente e depositada no lixo orgânico (lixo da coz inha),
diminuindo assim o volume de compostos sólidos que, se forem para a rede pública de esgoto, deverão
ser eliminados em uma estação de tratamento, exigindo mais equipamentos e produtos químicos para
limpar essa água.

- ,  -.@ +BC +. R2BC

Após essa filtragem a água será tratada dentro de um reservatório com "cloro orgânico" (produto que não
formam sub-produtos cancerígenos) que garantirá a desinfecção e conservação, deixando a água segura
para o reúso no vaso sanitário.

A Sociedade do Sol e sua equipe tem consciência da seriedade da tarefa que está sendo enfrentada.
Saiu-se da física dos fenômenos térmicos solares, (com o seu primeiro projeto do aquecedor solar
popular - ASBC) para envolver-se em novos e ainda pouco conhecidos processos químicos e biológicos.

@#DDD7  $77

R  

A reutilização ou o reuso de água ou o uso de águas residuárias não é um conceito novo e tem sido
praticado em todo o mundo há muitos anos.

Existem relatos de sua prática na Grécia Antiga, com a disposição de esgotos e sua utilização na
irrigação. No entanto, a demanda crescente por água tem feito do reuso planejado da água um tema atual
e de grande importância.
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Neste sentido, deve-se considerar o reuso de água como parte de uma atividade mais abrangente que é o
uso racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle de perdas e desperdícios, e a
minimização da produção de efluentes e do consumo de água.

Dentro dessa ótica, os esgotos tratados têm um papel fundamental no planejamento e na gestão
sustentável dos recursos hídricos como um substituto para o uso de águas destinadas a fins agrícolas e
de irrigação, entre outros.

Ao liberar as fontes de água de boa qualidade para abastecimento público e outros usos prioritários, o uso
de esgotos contribui para a conservação dos recursos e acrescenta uma dimensão econômica ao
planejamento dos recursos hídricos. O reuso reduz a demanda sobre os mananciais de água devido à
substituição da água potável por uma água de qualidade inferior. Essa prática, atualmente muito
discutida, posta em evidência e já utilizada em alguns países é baseada no conceito de substituição de
mananciais. Tal substituição é possível em função da qualidade requerida para um uso específico.

Dessa forma, grandes volumes de água potável podem ser poupados pelo reuso quando se utiliza água
de qualidade inferior (geralmente efluentes pós-tratados) para atendimento das finalidades que podem
prescindir desse recurso dentro dos padrões de potabilidade.

-0 R 

$)&'%   &* %$( '#

Reuso indireto não planejado da água: ocorre quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é
descarregada no meio ambiente e novamente utilizada a jusante, em sua forma diluída, de maneira não
intencional e não controlada. Caminhando até o ponto de captação para o novo usuário, a mesma está
sujeita às ações naturais do ciclo hidrológico (diluição, autodepuração).

Reuso indireto planejado da água: ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são descarregados de
forma planejada nos corpos de águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizadas a jusante, de
maneira controlada, no atendimento de algum uso benéfico.

O reuso indireto planejado da água pressupõe que exista também um controle sobre as eventuais novas
descargas de efluentes no caminho, garantindo assim que o efluente tratado estará sujeito apenas a
misturas com outros efluentes que também atendam ao requisito de qualidade do reuso objetivado.

Reuso direto planejado das águas: ocorre quando os efluentes, após tratados, são encaminhados
diretamente de seu ponto de descarga até o local do reuso, não sendo descarregados no meio ambiente.
É o caso com maior ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou irrigação.

03-+BE R +-+3

Irrigação paisagística: parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de auto-estradas, campus
universitários, cinturões verdes, gramados residenciais.

Irrigação de campos para cultivos: plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias,
viveiros de plantas ornamentais, proteção contra geadas.

Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento.

Recarga de aqüíferos: recarga de aqüíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques
de subsolo.
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Usos urbanos não-potáveis: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários,
sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus, etc.

Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas,
indústrias de pesca.

-2 R

' Aqüicultura
' Construções
' Controle de poeira
' Dessedentação de animais

0R2 - , .   +/2

As águas de chuva são encaradas pela legislação brasileira hoje como esgoto, pois ela usualmente vai
dos telhados, e dos pisos para as bocas de lobo aonde, como "solvente universal", vai carreando todo tipo
de impurezas, dissolvidas, suspensas, ou Simplesmente arrastadas mecanicamente, para um córrego
que vai acabar dando num rio que por sua vez vai acabar suprindo uma captação para Tratamento de
Água Potável. Claro que essa água sofreu um processo natural de diluição e autodepuração, ao longo de
seu percurso hídrico, nem sempre suficiente para realmente depurá-la.

Uma pesquisa da Universidade da Malásia deixou claro que após o início da chuva, somente as primeiras
águas carreiam ácidos, microorganismos, e outros poluentes atmosféricos, sendo que normalmente
pouco tempo após a mesma já adquire características de água destilada, que pode ser coletada em
reservatórios fechados.

Para uso humano, inclusive para como água potável, deve sofrer evidentemente filtração e cloração, o
que pode ser feito com equipamento barato e simplíssimo, tipo Clorador Embrapa ou Clorador tipo Venturi
automático. Em resumo, a água de chuva sofre uma destilação natural muito eficiente e gratuita.

Esta utilização é especialmente indicada para o ambiente rural, chácaras, condomínios e indústrias. O
custo baixíssimo da água nas cidades, pelo menos para residências, inviabiliza qualquer aproveitamento
econômico da água de chuva para beber. Já para Indústrias, onde a água é bem mais cara, é usualmente
viável sim esse uso.

O Semi árido Nordestino tem projetos onde a competência e persistência combatem o usual imobilismo
do ser humano, com a construção de cisternas para água de beber para seus habitantes.

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R  

A reutilização ou reuso de água ou, ainda em outra forma de expressão, o uso de águas residuárias, não
é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos. Existem relatos de sua prática
na Grécia Antiga, com a disposição de esgotos e sua utilização na irrigação. No entanto, a demanda
crescente por água tem feito do reuso planejado da água um tema atual e de grande importância. Neste
sentido, deve-se considerar o reuso de água como parte de uma atividade mais abrangente que é o uso
racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle de perdas e desperdícios, e a
minimização da produção de efluentes e do consumo de água.
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Dentro dessa ótica, os esgotos tratados têm um papel fundamental no planejamento e na gestão
sustentável dos recursos hídricos como um substituto para o uso de águas destinadas a fins agrícolas e
de irrigação, entre outros. Ao liberar as fontes de água de boa qualidade para abastecimento público e
outros usos prioritários, o uso de esgotos contribui para a conservação dos recursos e acrescenta uma
dimensão econômica ao planejamento dos recursos hídricos.

O ´reuso´ reduz a demanda sobre os mananciais de água devido à substituição da água potável por uma
água de qualidade inferior. Essa prática, atualmente muito discutida, posta em evidência e já utilizada em
alguns países é baseada no conceito de substituição de mananciais. Tal substituição é possível em
função da qualidade requerida para um uso específico. Dessa forma, grandes volumes de água potável
podem ser poupados pelo reuso quando se utiliza água de qualidade inferior (geralmente efluentes pós-
tratados) para atendimento das finalidades que podem prescindir desse recurso dentro dos padrões de
potabilidade.

R -R-

Águas residuais ou residuárias são todas as águas descartadas que resultam da utilização para diversos
processos.

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   6  #

' provenientes de banhos


' provenientes de cozinhas
' provenientes de lavagens de pavimentos domésticos.

     #

' resultantes de processos de fabricação.

 "$&'#

' resultam da infiltração nos coletores de água existente nos terrenos.

  #

' resultam de chuvas, lavagem de pavimentos, regas, etc.

As águas residuais transportam uma quantidade apreciável de materiais poluentes que se não forem
retirados podem prejudicar a qualidade das águas dos rios, comprometendo não só toda a fauna e flora
destes meios, mas também, todas as utilizações que são dadas a estes meios, como sejam, a pesca, a
balneabilidade, a navegação, a geração de energia, etc.

É recomendado recolher todas as águas residuais produzidas e transportá-las até a Estação de


Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Depois de recolhidas nos coletores, as águas residuais são
conduzidas até a estação, onde se processa o seu tratamento.

O tratamento efetuado é, na maioria das vezes, biológico, recorrendo-se ainda a um processo físico para
a remoção de sólidos grosseiros. Neste sentido a água residual ao entrar na ETAR passa por um canal
onde estão montadas grades em paralelo, que servem para reter os sólidos de maiores dimensões, tais
como, paus, pedras, etc., que prejudicam o processo de tratamento. Os resíduos recolhidos são
acondicionados em contentores, sendo posteriormente encaminhados para o aterro sanitário.
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Muitos destes resíduos têm origem nas residências onde, por falta de instrução e conhecimento das
conseqüências de tais ações, deixa-se para o sanitário objetos como: cotonetes, preservativos,
absorventes, papel higiênico, etc. Estes resíduos devido às suas características são extremamente
difíceis de capturar nas grades e, conseqüentemente, passam para as lagoas prejudicando o processo de
tratamento.

A seguir a água residual, já desprovida de sólidos grosseiros, continua o seu caminho pelo mesmo canal
onde é feita a medição da quantidade de água que entrará na ETAR. A operação que se segue é a
desarenação, que consiste na remoção de sólidos de pequena dimensão, como sejam as areias. Este
processo ocorre em dois tanques circulares que se designam por desarenadores. A partir deste ponto a
água residual passa a sofrer um tratamento estritamente biológico por recurso a lagoas de estabilização
(processo de lagunagem).

O tratamento deverá atender à legislação (Resolução do CONAMA nº 020/86) que define a qualidade de
águas em função do uso a que está sujeita, designadamente, águas para consumo humano, águas para
suporte de vida aquática, águas balneárias e águas de rega.

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R '%$(

Ocorre quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é descarregada no meio ambiente e
novamente utilizada a jusante, em sua forma diluída, de maneira não intencional e não controlada.
Caminhando até o ponto de captação para o novo usuário, a mesma está sujeita às ações naturais do
ciclo hidrológico (diluição, autodepuração).

R %$(

Ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são descarregados de forma planejada nos corpos de
águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizadas a jusante, de maneira controlada, no
atendimento de algum uso benéfico.

O reuso indireto planejado da água pressupõe que exista também um controle sobre as eventuais novas
descargas de efluentes no caminho, garantindo assim que o efluente tratado estará sujeito apenas a
misturas com outros efluentes que também atendam ao requisito de qualidade do reuso objetivado.

R %$( 

Ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de
descarga até o local do reuso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso com maior
ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou irrigação.

03-+BE R +-+3

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Parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de auto-estradas, campus universitários,


cinturões verdes, gramados residenciais.

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        c
Plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de plantas ornamentais,
proteção contra geadas.

   

Refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento.

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Recarga de aqüíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.

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Irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado,


lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus, etc.

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Aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas, indústrias de pesca.

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Aqüicultura, construções, controle de poeira, dessedentação de animais.

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+.+ -  R 

O reaproveitamento ou reúso da água é o processo pelo qual a água, tratada ou não, é reutilizada para o
mesmo ou outro fim. Essa reutilização pode ser direta ou indireta, decorrentes de ações planejadas ou
não.

R '%$(

Ocorre quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é descarregada no meio ambiente e
novamente utilizada a jusante, em sua forma diluída, de maneira não intencional e não controlada.
Caminhando até o ponto de captação para o novo usuário, a mesma está sujeita às ações naturais do
ciclo hidrológico (diluição, autodepuração).

R %$(
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        c
Ocorre quando os efluente depois de tratados são descarregados de forma planejada nos corpos de
águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizadas a jusante, de maneira controlada, no
atendimento de algum uso benéfico. O reuso indireto planejado da água pressupõe que exista também
um controle sobre as eventuais novas descargas de efluentes no caminho, garantindo assim que o
efluente tratado estará sujeito apenas a misturas com outro efluentes que também atendam ao requisitos
de qualidade do reuso objetivado.

R %$( 

Ocorre quando os efluentes, após tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga até
o local do reúso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso com maior ocorrência,
destinando-se a uso em indústria ou irrigação.

R +-+3 , 

É o reúso interno da água, antes de sua descarga em um sistema geral de tratamento ou outro local de
disposição. Essas tendem, assim, como fonte suplementar de abastecimento do uso original. Este é um
caso particular do reúso direto planejado.

O uso racional da água parece ser uma das saídas para combater a escassez do produto. O engenheiro
Paulo Ferraz Nogueira, especialista no tema, aponta três formas de reutilização de água que seguem esta
tendência. As informações fazem parte de seu artigo "Escassez de Água". No texto-sugestão de pauta
Nogueira assegura que a tecnologia de Membranas Filtrantes (água reciclada), a recarga do aqüífero
(utilização do subsolo) e o aproveitamento das águas da chuva são alternativas viáveis para o Brasil.

R -# + A 

Até poucas décadas atrás, os livros clássicos usados nos cursos de Economia, em todo mundo, davam
como exemplo de "bem não econômico", isto é, aquele que é tão abundante e inesgotável, a água, o
oxigênio, o sal de cozinha, etc, que não tinham, portanto, valor econômico.

Claro que existe muita água no planeta, mas cerca de 97,5% dessa água é salgada e está nos oceanos,
2,5% é doce sendo que deles, 2% estão nas geleiras, e apenas 0,5% está disponível nos corpos d'água
da superfície, isto é, rios e lagos, sendo que a maior parte, ou seja, 95%, está no subsolo, que é, portanto
a grande "caixa d'água" de água doce da natureza.

Mas se compararmos como essa água doce se distribui no Globo, e como a respectiva população, está
distribuída, vamos verificar que ela está "mal distribuída": há partes da Terra realmente com falta crônica
desse precioso líquido. O Brasil está muito bem neste aspecto, pois tem cerca de 12% de toda água doce
existente na Terra, mas diríamos que sob o ponto de vista de utilização humana, a mesma está "mal
distribuída".

Não concordamos que falte água para consumo humano em nosso País, seja nas cidades, no campo, ou
mesmo no nosso semi árido Nordestino. Apenas ela precisa ser tratada como bem econômico que é,
essencial à vida, à saúde, à economia, na indústria, na agricultura e por todos os setores da sociedade.

A bem da verdade, nota-se uma arregimentação geral na imprensa, nos governos, na sociedade civil,
para o tema escassez de água. Tarifas baixas ou mesmo pífias impedem as companhias de
abastecimento de se capitalizarem, para expandir a rede, combater os vazamentos crônicos existentes
nas redes hidráulicas (manutenção), e ainda por cima, incentivam o desperdício que permanece quase
sempre generalizado nos lares, nas indústrias, na agricultura. Impedem também a construção de ETEs,
Estações de Tratamento de Esgoto, essenciais para a saúde e a economia, pois o esgoto de hoje, é a
água potável de amanhã.
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Nesse contexto, torna-se imprescindível o uso racional da água. O destino da água em casa no Brasil,
cerca de 200 litros diários, é: 27% consumo (cozinhar, beber água), 25% higiene (banho, escovar os
dentes), 12% lavagem de roupa; 3% outros (lavagem de carro) e finalmente 33% descarga de banheiro, o
que mostra que, tanto nas cidades como nas indústrias se existirem duas redes de água, reusando "água
cinzenta" (que são as águas resultantes de lavagens e banho) para descarga de latrinas, pode-se
economizar 1/3 de toda água.

Quanto aos processos industriais, devido à enorme diversidade de casos, recomendamos para cada caso
a elaboração de um Diagnóstico Hídrico, efetuada por consultoria especializada, sendo que na maioria
absoluta de casos que temos visto, que é possível utilizar muitas águas servidas, semitratadas ou mesmo
in natura, para outros processos, em série, com grande economia do precioso líquido; alertamos porem
com um erro que se comete freqüentemente de se aconselhar o uso industrial de água carregada de
sólidos para geradores de vapor (caldeiras), onde depósitos e incrustações causam perda de energia e
talvez até acidentes: vamos batalhar pela conservação hídrica sem abrir mão da conservação energética
e segurança.

Tanto nas grandes cidades como em vários municípios menores, o sistema de esgoto é o principal
poluente dos rios, nascentes e reservas florestais. Citamos dados da Abes - Associação de Engenheiros
Sanitaristas e Ambientais, relativos ao final de 1996, segundo os quais apenas 20% do esgoto sanitário
coletado em áreas urbanas recebe tratamento, sendo que essa realidade associa-se diretamente a
graves danos à saúde pública, ao meio ambiente e, também, à economia. Em muitos casos práticos, não
há tempo para a natureza usar seus mecanismos naturais de autodepuração e diluição.

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, @$ H  R< 8

A tecnologia de Membranas Filtrantes tem se desenvolvido técnica e comercialmente aceleradamente nos


últimos anos, sendo que o custo fixo de instalações e de operação tem baixado muito ultimamente; há até
quem prenuncie que se transformarão em breve em "commodities". Existem muitas situações onde a
dessalinização de água marinha, ou a simples e pura potabilização de esgotos é a única alternativa
disponível.

Cingapura, que compra água da Malásia, está tratando de convencer sua população a beber a "New
water", água de esgoto potabilizada, muito mais barata que a comprada de seu vizinho acima citado. O
uso de esgoto potabilizado (água reciclada) para recarregar os reservatórios antes do tratamento para
produzir água de beber é uma prática nos EUA há mais de 20 anos. E estudos não mostraram evidências
de nenhum efeito adverso à saúde.

0R2 - , .   +/2

As águas de chuva são encaradas pela legislação brasileira hoje como esgoto, pois ela usualmente vai
dos telhados, e dos pisos para as bocas de lobo aonde, como "solvente universal", vai carreando todo tipo
de impurezas, dissolvidas, suspensas, ou simplesmente arrastadas mecanicamente, para um córrego que
vai acabar dando num rio que por sua vez vai acabar suprindo uma captação para Tratamento de Água
Potável. Claro que essa água sofreu um processo natural de diluição e autodepuração, ao longo de seu
percurso hídrico, como dito anteriomente, nem sempre suficiente para realmente depura-la.

Uma pesquisa da Universidade da Malásia, deixou claro que após o início da chuva, somente as
primeiras águas carreiam ácidos, microorganismos, e outros poluentes atmosféricos, sendo que
normalmente pouco tempo após a mesma já adquire características de água destilada, que pode ser
coletada em reservatórios fechados.

Para uso humano, inclusive para como água potável, deve sofrer evidentemente filtração e cloração, o
que pode ser feito com equipamento barato e simplíssimo, tipo Clorador Embrapa ou Clorador tipo Venturi
automático. Em resumo, a água de chuva sofre uma destilação natural muito eficiente e gratuita.
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Esta utilização é especialmente indicada para o ambiente rural, chácaras, condomínios e indústrias. O
custo baixíssimo da água nas cidades, pelo menos para residências, inviabiliza qualquer aproveitamento
econômico da água de chuva para beber. Já para Indústrias, onde a água é bem mais cara, é usualmente
viável sim esse uso.

O Semi árido Nordestino tem projetos onde a competência e persistência combatem o usual imobilismo
do ser humano, com a construção de cisternas para água de beber para seus habitantes.

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No Campo ou mesmo nas Indústrias diríamos que uma alternativa muito boa é a recarga forçada do
aqüífero, pois já dissemos anteriormente que cerca de 95% da água doce do Planeta está estocada no
subsolo, que tem sido a grande "Caixa D'Água" da natureza.

Hoje em dia, porem, a enorme maioria de Indústrias, condomínios, em todo Brasil, está largamente
construindo cada vez mais poços profundos: de maneira gera

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7-. RBC

A Agenda 21 dedicou importância especial ao reuso, recomendando aos países participantes da ECO, a
implementação de políticas de gestão dirigidas para o uso e reciclagem de efluentes, integrando proteção
da saúde pública de grupos de risco, com práticas ambientais adequadas.

No Capítulo 21- ³Gestão ambientalmente adequada de resíduos líquidos e sólidos´, Área Programática B -
³Maximizando o reúso e a reciclagem ambientalmente adequadas´, estabeleceu, como objetivos básicos:
"vitalizar e ampliar os sistemas nacionais de reúso e reciclagem de resíduos", e "tornar disponivel
informações, tecnologia e instrumentos de gestão apropriados para encorajar e tornar operacional,
sistemas de reciclagem e uso de águas residuárias".

A prática de uso de águas residuárias tambem é associada, e suportiva, às seguintes áreas


programáticas incluidas nos capítulos 14 - ³Promovendo a agricultura sustentada e o desenvolvimento
rural´, e 18 - ³Proteção da qualidade das fontes de águas de abastecimento - Aplicação de métodos
adequados para o desenvolvimento, gestão e uso dos recursos hídricos´, visando a disponibilidade de
água "para a produção sustentada de alimentos e desenvolvimento rural sustentado" e "para a proteção
dos recursos hídricos, qualidade da água e dos ecosistemas aquáticos".

Embora não exista, no Brasil, nenhuma legislação relativa, e nenhuma menção tenha sido feita sôbre o
tema na nova Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei no.9.433 de 8 de janeiro de 1997), já se dispõe
de uma primeira demonstração de vontade política, direcionada para a institucionalização do reuso. A
"Conferência Interparlamentar sôbre Desenvolvimento e Meio Ambiente" realizada em Brasília, em
dezembro de 1992, recomendou, sob o item Conservação e Gestão de Recursos para o Desenvolvimento
(Paragrafo 64/B), que se envidasse esforços, a nível nacional, para "institucionalizar a reciclagem e reuso
sempre que possivel e promover o tratamento e a disposição de esgotos, de maneira a não poluir o meio
ambiente".
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97. + -  R 

Nas regiões áridas e semi-áridas, a água se tornou um fator limitante para o desenvolvimento urbano,
industrial e agrícola. Planejadores e entidades gestoras de recursos hídricos, procuram, continuadamente,
novas fontes de recursos para complementar a pequena disponibilidade hídrica ainda disponível. No
polígono das sêcas do nosso nordeste, a dimensão do problema é ressaltada por um anseio, que já existe
há 75 anos, para a transposição do Rio São Francisco, visando o atendimento da demanda dos estados
não riparianos, da região semi-arida, situados ao norte e a leste de sua bacia de drenagem. Diversos
países do oriente médio, onde a precipitação média oscila entre 100 e 200 mm por ano, dependem de
alguns poucos rios perênes e pequenos reservatórios de água subterrânea, geralmente localizados em
regiões montanhosas, de dificil acesso. A água potável é proporcionada através de sistemas de
desalinação da água do mar e, devido à impossibilidade de manter uma agricultura irrigada, mais de 50%
da demanda de alimentos é satisfeita através da importação de produtos alimentícios básicos.

O fenômeno da escassez não é, entretanto, atributo exclusivo das regiões áridas e semi-áridas. Muitas
regiões com recursos hídricos abundantes, mas insuficientes para atender a demandas excessivamente
elevadas, tambem experimentam conflitos de usos e sofrem restrições de consumo, que afetam o
desenvolvimento econômico e a qualidade de vida. A Bacia do Alto Tietê, que abriga uma população
superior a 15 milhões de habitantes e um dos maiores complexos industriais do mundo, dispõe, pela sua
condição característica de manancial de cabeceira, vazões insuficientes para a demanda da Região
Metropolitana de São Paulo e municípios circunvizinhos. Esta condição, tem levado à busca incessante
de recursos hídricos complementares de bacias vizinhas, que trazem, como consequência direta,
aumentos consideráveis de custo, além dos evidentes problemas legais e político-institucionais
associados. Esta prática tende a se tornar cada vez mais restritiva, face à conscientização popular,
arregimentação de entidades de classe e ao desenvolvimento institucional dos comitês de bacias
afetadas pela perda de recursos hídricos valiosos.

Nessas condições , o conceito de "substituição de fontes", se mostra como a alternativa mais plausível
para satisfazer a demandas menos restritivas, liberando as águas de melhor qualidade para usos mais
nóbres, como o abastecimento doméstico. Em 1985, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas,
estabeleceu uma política de gestão para áreas carentes de recursos hídricos, que suporta este conceito:
"a não ser que exista grande disponibilidade, nenhuma água de boa qualidade deve ser utilizada para
usos que toleram águas de qualidade inferior".

As águas de qualidade inferior, tais como esgotos, particularmente os de origem doméstica, águas de
drenagem agrícola e águas salobras, devem, sempre que possivel, serem consideradas como fontes
alternativas para usos menos restritivos. O uso de tecnologias apropriadas para o desenvolvimento
dessas fontes, se constitue hoje, em conjunção com a melhoria da eficiência do uso e o contrôle da
demanda, na estratégia básica para a solução do problema da falta universal de água.

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Através do ciclo hidrológico a água se constitue em um recurso renovável. Quando reciclada através de
sistemas naturais, é um recurso limpo e seguro que é, através da atividade antrópica, deteriorada a níveis
diferentes de poluição. Entretanto, uma vez poluida, a água pode ser recuperada e reusada para fins
benéficos diversos. A qualidade da água utilizada e o objeto específico do reuso, estabecerão os níveis
de tratamento recomendados, os critérios de segurança a serem adotados e os custos de capital e de
operação e manutenção associados. As possibilidades e formas potenciais de reuso dependem,
evidentemente, de características, condições e fatores locais, tais como decisão política, esquemas
institucionais, disponibilidade técnica e fatores economicos, sociais e culturais. A Figura 1 apresenta,
esquematicamente, os tipos básicos de usos potenciais de esgotos tratados, que podem ser
implementados, tanto em áreas urbanas como em áreas rurais.
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No setor urbano, o potencial de reuso de efluentes é muito amplo e diversificado. Entretanto, usos que
demadam água com qualidade elevada, requerem sitemas de tratamento e de contrôle avançados,
podendo levar a custos incompativeis com os benefícios correspondentes.De uma maneira geral, esgotos
tratados podem, no contexto urbano, serem utilizados para fins potáveis e não potáveis.

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A presença de organismos patogênicos e de compostos orgânicos sintéticos na grande maioria dos


efluentes disponíveis para reuso, principalmente naqueles oriundos de estações de tratamento de esgotos
de grandes conurbações com polos industriais expressivos, classifica o reuso potável como uma
alternativa associada a riscos muito elevados, tornando-o praticamente inaceitável. Além disso, os custos
dos sistemas de tratamento avançados que seriam necessários, levariam à inviabilidade econômico-
financeira do abastecimento público, não havendo, ainda, face às considerações anteriormente efetuadas,
garantia de proteção adequada da saúde pública dos consumidores.

Entretanto, caso seja imprescindível implementar reuso urbano para fins potáveis, devem ser obedecidos
os seguintes critérios básicos:

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A Organização Mundial da Saúde não recomenda o reuso direto, vizualizado como a conecção direta dos
efluentes de uma estação de tratamento de esgotos a uma estação de tratamento de águas e, em
seguida, ao sistema de distribuição.

Como reuso indireto, se compreende a diluição dos esgotos, após tratamento, em um corpo hídrico (lago,
reservatório ou aquífero subterrâneo), no qual, após tempos de detenção relativamente longos, é
efetuada a captação, seguida de tratamento adequado e posterior distribuição. O conceito de reuso
indireto implica, evidentemente, que o corpo receptor intermediário, seja um corpo hídrico não poluido,
para, através de diluição adequada, reduzir a carga poluidora a níveis aceitáveis. A prática do reuso para
fins potáveis, como vem se pretendendo efetuar em São Paulo, na qual água altamente poluida por
efluentes, tanto domésticos como industriais, é revertida, sem nenhum tratamento, para outro manancial,
também extensivamente poluido por esgotos domésticos e por elevadas concentrações de cobre,
utilizados para contrôle de algas, não se classifica, portanto, como reuso indireto.

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