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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

ALINE ZHOU
CAROLINE PONTE DAMACENO
LOUSEANE SILVA DE LIMA
MICHEL NEVES DE MIRANDA

BOMBAS HIDRÁULICAS

CURITIBA
2018
ALINE ZHOU
CAROLINE PONTE DAMACENO
LOUSEANE SILVA DE LIMA
MICHEL NEVES DE MIRANDA

BOMBAS HIDRÁULICAS

Trabalho Acadêmico apresentado ao Prof.


Mestre Alberto Tadeu Martins Cardoso para
avaliação parcial na disciplina de Introdução a
Engenharia Química (TQ071) do Curso de
Engenharia Química.

CURITIBA
2018
RESUMO

O trabalho a seguir expõe as diversas bombas hidráulicas, os modelos mais


comuns usados, suas diferentes maneiras de funcionamento e suas respectivas
contribuições para os mais amplos usos na indústria química, petroquímica,
farmacêutica, alimentícia e muitas outras.
Bombas hidráulicas são de suma importância para o funcionamento da
indústria atualmente, além de apresentarem versatilidade em seus modelos.

Palavras-chave: Bombas Hidráulicas. Revisão Bibliográficas. Máquinas.


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 5

1.1 O QUE SÃO BOMBAS HIDRÁULICAS? ............................................................................................ 5


1.2 COMPOSIÇÃO DAS BOMBAS ......................................................................................................... 5
2. TIPOS DE BOMBAS HIDRÁULICAS ..................................................................... 7

2.1 BOMBAS CINÉTICAS ...................................................................................................................... 7


2.1.1 Bombas Centrífugas ............................................................................................................... 8
2.1.2 Bombas Periféricas ................................................................................................................. 9
2.1.3 Bombas Especiais ................................................................................................................. 10
2.2 BOMBAS VOLUMÉTRICAS ........................................................................................................... 10
2.2.1 Bombas Alternativas ............................................................................................................ 11
2.2.2 Bombas Rotativas ................................................................................................................. 12
3. APLICAÇÕES DAS BOMBAS HIDRÁULICAS .................................................... 14

4. CUIDADOS ........................................................................................................... 15

5. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 19

6 REFERÊNCIAS ...................................................................................................... 20
5

1. INTRODUÇÃO

1.1 O QUE SÃO BOMBAS HIDRÁULICAS?

Bombas hidráulicas são máquinas que recebem trabalho mecânico através de


um sistema pneumático, de turbinas ou de motor elétrico com o objetivo de transformá-
la em energia cinética e/ou energia de pressão para que haja deslocamento de um
fluido líquido de um ponto a outro [1, 2].

1.2 COMPOSIÇÃO DAS BOMBAS

FIGURA 1 - ESQUEMA DE UMA INSTALAÇÃO DE BOMBEAMENTO

FONTE: [3]

Na figura 1, onde 1 representa a casa de bombas, local específico para se


abrigar o conjunto motor-bomba, M representa o motor de acionamento, que pode ser
elétrico, de combustão interna (a gasolina ou diesel), turbina hidráulica ou a gás, ou
ainda uma tomada de força qualquer. A escolha do motor de acionamento vai
depender de fatores como por exemplo: o custo da energia, assim como sua
disponibilidade, além do grau de mobilidade desejado e segurança. [3]
6

A bomba é representada por B, que succiona o fluido retirando-o de 2 (poço,


manancial ou reservatório de sucção) e energizando-o através de seu rotor, que o
impulsiona para o reservatório de recalque (5). VPC é a válvula de pé com crivo, que
direciona a passagem do fluido no sentido ascendente, e que com o desligamento da
bomba impede que o fluido desça novamente, essa válvula também impede a sucção
de partículas sólidas. RE representa a redução excêntrica, que fica na linha de sucção
(3), que visa evitar a formação de bolsas de ar. VR é a válvula de retenção, que tem
a função de impedir que o peso da coluna de recalque seja sustentado pelo corpo da
bomba, evitando o vazamento do fluido, ela também impede que haja refluxo, o que
provocaria danos à bomba, além do mais ela possibilita a escorva automática da
bomba. E por último R que representa o registro de recalque, que tem a função de
controlar a vazão recalcada. (3).
7

2. TIPOS DE BOMBAS HIDRÁULICAS

As bombas hidráulicas são máquinas que, apesar de terem todas o mesmo


objetivo, possuem diversas diferenças e particularidades no que diz respeito ao seu
funcionamento, ao seu mecanismo, aos seus materiais e, consequentemente, à sua
aplicação.
A escolha de uma bomba hidráulica para determinado fim deve levar em
consideração diversos fatores, como o trajeto que o fluido deve percorrer, a máxima
pressão no sistema, temperatura, características químicas e físicas do fluido, além de
fatores econômicos quanto ao gasto energético da bomba hidráulica que será utilizada
em questão [4]. É para abordar essa enorme gama de fatores interdependentes que
são produzidos diversos tipos diferentes de bombas, que utilizam de variadas
abordagens e mecanismos, cujas vantagens e desvantagens envolvidas irão ditar qual
a melhor bomba para determinada aplicação.
A Figura 2 é um organograma dos tipos de bombas em divisões e subdivisões
levando em consideração os mecanismos envolvidos no funcionamento das bombas
hidráulicas.
FIGURA 2 - DIVISÃO DAS BOMBAS

FONTE: [5]
São divididas em dois grandes grupos: bombas dinâmicas e bombas
volumétricas.

2.1 BOMBAS CINÉTICAS

Nas bombas dinâmicas, bombas cinéticas ou, ainda, turbo-bombas o sistema


opera com energia cinética e de pressão. São usadas para vazões altas, pressão
8

baixa e alta velocidade [2]. Podem ser subdivididas em bombas centrífugas,


periféricas e especiais.

2.1.1 Bombas Centrífugas

Esse tipo de bomba funciona com a rotação de um rotor, ou impulsionador, que


alimentado por uma fonte de energia mecânica, geralmente um motor elétrico, cria
duas zonas de pressão diferentes, uma de alta pressão (recalque) outra de baixa
pressão (sucção) [4,6]. Isso ocorre por causa da energia cinética da rotação do rotor
se distribuindo no fluido, como mostrado na Figura 3: Em 1, consideramos o volume
da bomba como um cilindro, em 2 é mostrado que eu rotacionar esse cilindro contendo
o fluido ocorre a formação do que é chamado em mecânica dos fluidos de parabolóide
de revolução [6], como seria necessária muita energia para movimentar todo o cilindro
contendo fluido é melhor movimentar apenas o rotor da bomba, gerando o mesmo
efeito de formação de parabolóide e, consequentemente, a formação das zonas de
baixa pressão e alta pressão.

FIGURA 3 - FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA

FONTE: [6] (Adaptado)

As bombas centrífugas são geralmente usadas em sistemas de irrigação,


drenagem e abastecimento, e podem ter diferentes rotores dependendo da aplicação:
rotores abertos são usados quando o fluido de bombeamento possui contaminantes
que poderiam, com o tempo, entupir o mecanismo do rotor (por exemplo, água “suja”),
já os rotores fechados, apesar de possuírem o melhor rendimento, só podem ser
utilizados com fluidos sem contaminantes (por exemplo, água destilada). Existem
ainda os rotores semi-abertos que são utilizados como meio-termo entre os outros
dois [6].
Dentre as bombas centrífuga ainda existem outras subdivisões, cujas
principais são:
Centrífugas Radiais: a força centrífuga transfere energia para o fluido que entra
pelo centro do rotor passa pelas hélices em alta velocidade e sai pela periferia. Esse
é o modelo de bomba mais usado no mundo devido ao seu baixo custo de produção
e de manutenção [3].
9

Centrífugas de Fluxo Misto: o movimento do fluido ocorre na diagonal do eixo


de rotação[7].
Centrífugas de Fluxo Axial: o movimento do fluido ocorre paralelo ao eixo de
rotação [7].

2.1.2 Bombas Periféricas

Tem uma aparência similar a das centrífugas, assim como mostrado na Figura
4, porém, por suas questões construtivas, elas trabalham alcançando maiores alturas
manométricas ao custo de trabalharem com menores taxas de vazão do que as
bombas centrífugas [8, 9].

FIGURA 4 - BOMBA PERIFÉRICA VISTA EM CORTE

FONTE: [9]

Como mostrado na Figura 4, nesse tipo de bomba o fluido percorre a região


periférica do casco, sendo empurrada pelo rotor através dela; conforme o fluido
percorre a entrada (inlet) da circunferência da carcaça até a saída (outlet), ele tem a
sua pressão regularmente aumentada [9]; é através desse mecanismo que os fluidos
podem alcançar maiores alturas através de uma bomba periférica.
As bombas de simples estágio possuem um único rotor em sua caraça e
geralmente trabalham em alturas manométricas (HM) menores que 100 metros [7]. Já
as bombas de múltiplo estágio possuem dois ou mais rotores em sua caraça
associados em série, o que permite a elevação do líquido a alturas maiores a 100
metros. Podem ser utilizadas em poços profundos de petróleo ou água. [7]
10

2.1.3 Bombas Especiais

Bomba Ejetora: são usadas em poços ou cisternas. Apresenta um objeto em


sua tubulação que aplica uma força de pressão na tubulação gerando o efeito de
sucção que basicamente puxa a água de um local até a bomba. Bombas injetoras
podem ter um ou mais rotores, o que afeta o gasto de energia pela mesma,
rendimento, pressão e altura manométrica. [7]
TABELA 1 - TIPO DE BOMBA E SUAS APLICAÇÕES

Tipo de bomba Aplicações

horizontais, sucção axial: serviços gerais;

horizontais, dupla sucção abastecimento de água, recirculação de água de


radial: resfriamento;

horizontais, múltiplos alimentação de caldeiras, serviços de alta pressão;


estágios:

vertical, múltiplos extração de água de poços profundos;


estágios:

vertical, simples estágio: esgotamento de tanques abertos em condições de


baixo NPSH disponível;

FONTE: [11] (Adaptado)

Outro tipo de bomba que poderia ser classificada como especial é a bomba
auto-aspirante. São bombas que podem ser periféricas ou centrífugas mas que
utilizam mecanismos para evitar a formação de bolhas de ar [8]. O mecanismo se
baseia num reservatório interno, quando o bombeamento se inicia a água e o ar
misturados irão para o reservatório por força centrífuga do rotor, estando lá,
eventualmente, o ar irá subir e a água irá descer de volta para o rotor, onde ela se
misturará com mais ar e o processo se repetirá até todo o ar ser expulso do sistema,
gerando uma situação de vácuo até que a bomba tenha que ser desligada e ligada de
novo [9].

2.2 BOMBAS VOLUMÉTRICAS

Dentro da bomba há um órgão de impulsão que obriga o fluido em alta pressão


a fazer o mesmo movimento que o impulsor (engrenagem, lóbulos, êmbolos) [3]. Esse
tipo de bomba é recomendado quando há a necessidade de vazão constante
independente da variação de carga da própria bomba. [3]. Estão subdivididas em
alternativas e rotativas.
11

2.2.1 Bombas Alternativas

As bombas alternativas são aquelas que realizam o bombeamento do fluido


através da movimentação longitudinal de êmbolos, pistões ou diafragmas
(membranas) [3]. Nas bombas de pistão são pistões dentro de um cilindro que se
movimentam conforme o bombeamento. Seu mecanismo é constituído basicamente
de pistões com sapata, placas de deslizamento, mola de sapata, placa de orifício e
sapata. [3, 12]. A Figura 5(a) mostra a forma mais simples de uma dessas bombas,
sendo movida manualmente e contendo apenas um pistão, já a Figura 5(b) mostra
uma bomba de pistões axial, em que o movimento de rotação é convertido em
movimento de translação dos pistões através de uma placa de deslizamento: durante
uma parte da rotação (intake stroke), os pistões retraem-se, permitindo que o fluido
preencha o espaço no bloco cilíndrico, na outra parte da rotação (discharge stroke) os
pistões são empurrados pela placa de deslizamento, pressionando o fluido para fora
[13]. Já na bomba de pistões radial ocorre algo semelhante, porém a movimentação
rotativa do eixo é transformada em movimento axial dos pistões através de um bloco
montado excentricamente em relação a um eixo piloto, de maneira que durante o giro
do eixo todos os pistões da montagem realizam seu curso, assim como na Figura 5(c).

FIGURA 5 - (a) BOMBA MANUAL DE PISTÃO ÚNICO. (b) BOMBA DE PISTÕES AXIAL. (c) BOMBA
DE PISTÕES RADIAL

FONTE: [13] (Adaptado)

As bombas de êmbolo possuem um órgão de movimentação mais resistente


pois trabalham sob pressões mais elevadas [14]. Já as bombas de diafragma têm uma
membrana acionada por uma haste de movimento alternativo, fornecendo energia
12

para o líquido. A variação no curso da haste age diretamente na variação do volume


do líquido. [14]

2.2.2 Bombas Rotativas

Nesse tipo de bomba o líquido recebe força de objetos de rotação que


provocam energia de pressão para que haja o escoamento. São usadas em altas
pressões e em descargas pequenas [3].
As bombas de palhetas são constituídas por rotor, palhetas, placa de orifício
com entrada e saída distintas e anel. Funciona da seguinte maneira: o rotor suporta
as palhetas e está conectado a um eixo ligado a um acionador, a medida que o rotor
gira as palhetas são "expelidas" pela inércia e passam a acompanhar o contorno do
cilindro (anel) que não se movimenta. O fluido entra e sai através da placa de orifício,
um esquema desse tipo de bomba está apresentado na Figura 6, onde a região em
azul representa o fluido que está entrando sob menor pressão, a região em vermelha
o fluido saindo sob maior pressão [3]. Essas bombas têm como vantagem poderem
trabalhar com fluidos de baixa viscosidade sob alta pressão, suportar trabalho a seco
por curtos períodos e desenvolver uma boa pressão negativa (vácuo); como
desvantagem são complexas (logo são mais caras) e não suportam trabalhar em
pressões maiores se o fluido tiver uma viscosidade expressiva [13].
FIGURA 6 - BOMBA DE PALHETAS

FONTE: [13] (Adaptado)

As bombas de engrenagens externas resumidamente funcionam com duas


rodas dentadas trabalhando em sincronia dentro de uma caixa [14]. Uma dessas rodas
é chamada de engrenagem é a motora que está ligada a um acionador principal e a
outra é a engrenagem movida [3], a Figura 7(a) mostra uma dessas bombas (não há
fluxo de líquido entre as engrenagens), elas têm como vantagens uma operação uma
operação relativamente silenciosa, poder trabalhar sob altas temperaturas e aceitar
uma variedade grande de materiais na sua construção, como desvantagens os coxins
nas áreas com líquido podem ficar desgastadas e as tolerâncias dimensionais são
apertadas [13].
13

Já a Figura 7(b) mostra uma bomba de engrenagens internas, na qual uma das
engrenagens fica no contorno da carcaça, e existe uma divisão interna para que o
líquido de saída não se misture com o de entrada (marcada com contorno amarelo),
apesar das diferenças construtivas o princípio de funcionamento é o mesmo;
apresenta as vantagens de ter uma potência ligeiramente maior e um fluxo calmo,
com as desvantagens de custo maior, fabricação mais difícil, pressões maiores e
tamanho limitado [13].
FIGURA 7 - (a) BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS (b) BOMBA DE ENGRENAGENS
INTERNA

FONTE: [13] (Adaptado)

TABELA 2 – COMPARAÇÃO ENTRE BOMBAS VOLUMÉTRICAS E DINÂMICAS

Bombas Volumétricas Bombas Dinâmicas

Relação constante entre descarga e A vazão bombeada depende das


velocidade da bomba, de modo que a características do projeto da bomba, da
vazão bombeada independe da altura rotação e das características do sistema
e/ou pressão a serem vencidas. em que ela está operando.

A energia é cedida ao líquido sob a forma A energia cedida ao líquido sob a forma
de energia de pressão. de energia cinética e de pressão.

Podem iniciar sua operação com Devem iniciar sua operação com a
presença de ar no seu interior. bomba cheia de líquido.

Algumas produzem vazão constante e Produzem vazão constante.


outras vazão variável (pulsante).

FONTE: [11] (Adaptado)


14

3. APLICAÇÕES DAS BOMBAS HIDRÁULICAS

As bombas hidráulicas já são utilizadas há muito tempo, como para usar os


cata-ventos ou rodas d’água no bombeio do líquido para o consumo das cidades, bem
como na irrigação e para o consumo animal, além de sistemas de condicionamento
de ar, refrigeração e no deslocamento de produtos químicos [15, 16].
São diversas as aplicações de bombas, tanto em indústrias como no cotidiano.
Algumas das principais aplicações de bombas em indústrias são: bombeamento de
fluídos derivados do petróleo em indústrias petroquímicas, bombeamento de tintas,
solventes, fertilizantes e ácidos em indústrias químicas, bombeamento de cervejas,
refrigerantes e óleos vegetais em indústrias alimentícias, filtros prensa na indústria
metalúrgica e bombas de engrenagens na indústria têxtil. A aplicação das bombas
hidráulicas também é vista no cotidiano como por exemplo em piscinas, hidrantes e
chafarizes. [16]
15

4. CUIDADOS

Segundo as Normas Brasileiras (NBR) aprovadas pela Associação Brasileira


de Normas Técnicas (ABNT), mais precisamente a norma NBR 12.214 de 1992, a sala
de bombas hidráulicas deve acomodar os conjuntos elevatórios, hidráulicos e
eletromecânicos complementares, os dispositivos de serviço para manobra e
movimentação das unidades, devidamente permitindo a facilidade de locomoção,
manutenção, montagem, desmontagem, entrada e saída de equipamentos. [17]
As fundações, normalmente, são em concreto, devido a resistência e ao baixo
custo. Elas devem ser bem dimensionadas. Em casos de máquinas grandes, devota-
se prever amortecimento das vibrações induzidas pela rotação do conjunto, seja
através da construção de bases de inércia ou a colocação de amortecedores de
vibração. A bomba deve ser instalada em local que permita fácil acesso para
manutenção, desse modo, ela precisa ser apoiada em fundação resistente que evite
o risco da bomba ficar suportada pelas tubulações [18, 19].
O alinhamento da bomba com o motor de acionamento é uma questão
importante de montagem e requer cuidado para isso. A utilização de acoplamentos
flexíveis pode acomodar pequenos desalinhamentos, entretanto, este fato não deve
ser usado como premissa para uma instalação com alinhamento malfeito, visto que
máquinas desalinhadas são a principal fonte dos problemas de vibração, no qual
podem ocasionar desgastes prematuros dos equipamentos, esforços adicionais nas
fixações. O local de instalação deve ser bem ventilado para permitir boa refrigeração
do motor e acima do nível de inundação [18, 19].
A tubulação de sucção deve ser a mais curta possível a fim de minimizar o
extravio de carga, utilizando o mínimo necessário de conexões. Além de que seu
diâmetro não pode ser inferior a boca de entrada da bomba. A redução a ser utilizada
na entrada da bomba deve ser excêntrica, mas também a parte horizontal da
tubulação não é recomendado ter altos e baixos a fim de evitar o acúmulo de bolhas
de ar. A altura total de sucção (desnível + perdas de cargas), deve ser tal que o NPSH
disponível da instalação, seja maior que o requerido pela bomba. É preciso verificar
se não há pontos de entrada de ar na sucção. Para que fique livre de bolsas de ar, o
trecho horizontal da tubulação, se negativa, deve ser instalada com sua declive no
sentido bomba - reservatório inferior [18, 19]
16

FIGURA 8 – ARRANJOS RECOMENDADOS E NÃO RECOMENDADOS PARA INSTALÇÃO DE


BOMBAS

FONTE: [18]

Para o bombeamento de água, a norma NBR 12214 determina que a


submergência mínima da seção de entrada da tubulação deve ser 2,5 vezes maior
que o diâmetro interno da tubulação, e nunca inferior a 0,13. A folga entre o fundo do
poço e a parte inferior do crivo, na ausência deste, deve estar entre 1 a 1,5 vezes o
diâmetro, contudo nunca inferior a 0,8. [18]
O escoamento na entrada do poço deve ser regular, e a velocidade de
aproximação da água na seção de entrada não pode ser superior a 0,6 m/s. [18]
Na tubulação de recalque devem ser instaladas, logo após a saída da bomba,
um registro gaveta e uma válvula de retenção. Esta protege a bomba, evitando que o
líquido retorne, quando ocorre o desligamento da máquina; além disso, a válvula deve
ser colocada entre a saída da bomba e o registro gaveta. Caso seja necessário reduzir
a saída da bomba, a válvula de retenção é montada logo após a conexão (deve
possuir o mesmo diâmetro da tubulação de recalque). Já a válvula gaveta dedica ao
bloqueio do escoamento, caso necessite manutenção da bomba e nas operações de
partida do sistema. Segundo a NBR 12.214, as instalações de bombeamento podem
prescindir de registro e válvula de retenção na tubulação de recalque, apenas com
justificativas técnicas. [18]
Na instalação do sistema de tubulação, deve ser efetuada uma inspeção
cuidadosa nela e seus acessórios, atendendo a certificação da limpeza interna das
tubulações, aperto das juntas e conexões, fixação das tubulações à seus respectivos
suportes, instalação de filtros provisórios para as primeiras horas de operação do
sistema, correta posição das válvulas, abertas e/ou fechadas, escorva da bomba. [18]
Nas instalações elétricas de força e controle, carece uma averiguação nos
painéis de força e controle, nos respectivos cabos de força e controle, na ligação dos
cabos de força ao acionador, cabos de aterramento, ajustes dos relés térmicos, de
17

falta de fase, verificar a tensão (medindo todas as fases), fixar os cabos de força ao
acionador deve seguir à seguinte seqüência: desacoplar a bomba do acionador, ligar
provisoriamente os cabos de força, dar partida ao acionador e verificar o sentido de
rotação, corrigir a ligação das fases, se necessário, realizar a fixação final com o
isolamento recomendado, testar a continuidade dos circuitos de controle e a sua
ligação aos respectivos dispositivos (pressostatos, fluxostatos, chaves de nível), além
de simular sua anunciação remota, se for preciso. [18]
As manutenções nas bombas são efetuadas sustentados no extravio de
eficiência do sistema hidráulico. Essa ineficiência pode ser comprovada com
medições de pressão e vazão das bombas. Nas bombas rotativas de engrenagens
consiste em manter o óleo sempre limpo e sem água, além de trocar as engrenagens
desgastadas. Já nas de palhetas consiste na troca de todo o conjunto que se desgasta
por causa do tempo de uso. Resumidamente, é preciso verificar frequentemente o
nível de óleo do reservatório, certificar que não há vazamentos no sistema, trocar os
elementos filtrantes e o óleo hidráulico dentro dos intervalos recomendados, utilizar o
óleo hidráulico de viscosidade de 68 cst a 38º C. [20, 21]
A correção dos atuadores lineares se resume em trocar a guarnição quando
necessário; verificar o óleo das válvulas e seu grau de contaminação por água e
sujeira, substituindo-o por novo, segundo especificações do fabricante, além de
substituir as guarnições desgastadas e as molas fatigadas. [20]
Além disso, é preciso evitar a contaminação do sistema hidráulico, limpando
mensalmente toda a instalação Hidráulica, trocando o filtro hidráulico e o fluido antes
ou depois do período recomendado de amaciamento nos equipamentos novos,
evitando que o sistema hidráulico fique aberto ou exposto a um ambiente sujo,
mantendo o nível correto do fluido no reservatório hidráulico diariamente, certificando
que os recipientes de fluido hidráulico, funis e a área em torno do reservatório estejam
limpos, além de verificar se é compatível com qualquer fluido que ainda reste no
sistema, seguindo as orientações quanto à temperatura do fabricante do fluido para a
armazenagem, atestando que as mangueiras hidráulicas com extremidade aberta
estejam acopladas ao substituir ou reparar, realizando uma análise do fluido a cada
3 meses, substituindo o fluido seguindo as recomendações do fabricante ou se tiver
ocorrer uma falha do sistema, necessidade de trocas mais frequentes do fluido e do
filtro, caso aparecerem depósitos de goma ou laca no filtro, drenando e lavando o
sistema conforme recomendado pelo fabricante, realizando a verificação da pressão
do sistema diariamente, analisando a quantidade de ruído e vibração do sistema
diariamente. [20]
Tenha sempre uma bomba reserva para as operações mais críticas, nunca
deixe a bomba principal ou reserva parada por mais de 30 dias, gire o eixo ao menos
uma vez por mês, monitore o consumo de energia mensalmente (em caso de aumento
gradativo, verifique o alinhamento entre bomba e motor e verifique as folgas internas.
O motor também deverá ser inspecionado.), tenha sempre as peças de reposição em
estoque (os manuais indicam a quantidade recomendada para cada tipo de bomba
centrífuga), inspecione a válvula de retenção mensalmente (ela não deve dar
passagem contra o fluxo da bomba), observe as recomendações de lubrificação do
fabricante quanto à quantidade e qualidade de óleo ou graxa, bem como a
periodicidade para substituição da carga total de lubrificante, nunca recupere o corpo
18

da bomba por meio de solda sem um laudo técnico, nunca opere a bomba centrífuga
por tempo prolongado contra a válvula de saída fechada. [22]
19

5. CONCLUSÃO

As bombas hidráulicas são um aparato tecnológico fundamental, não só para a


indústria química, mas todas as atividades econômicas em geral. Apesar de
realizarem uma atividade que, a princípio, parece simples, de deslocar líquidos, sem
essas máquinas vários processos industriais e até mesmo domésticos seriam
inviáveis.
Também são máquinas que possuem muita tecnologia envolvida, pois cada tipo
de bomba realiza sua função primária através de diferentes mecanismos, e utilizando
diferentes construções, é essa variedade que permite a escolha da bomba de acordo
com a aplicação objetivando otimizar processos.
Também é um aspecto técnico importante a instalação e a manutenção
adequadas destas máquinas para que problemas nelas não ocasionem complicações,
por exemplo, para toda uma linha produtiva que depende da bomba hidráulica.
20

6 REFERÊNCIAS

[1] UEM Armário de Engenharia Química. Bombas são Máquinas Operatrizes.


Disponível em: <http://armariodaeq.blogspot.com.br/2014/10/bombas-bombas-sao-
maquinas-operatrizes.html?m=1>. Acesso em: 27 de abr. 2018.

[2] SOUZA, Rodrigo P. A.CÁLCULOS DE PERDA DE CARGA PARA SELEÇÃO DE


UMA BOMBA DE
ALIMENTAÇÃO DE ÁGUA DE UM GERADOR DE VAPOR EM UMA UNIDADE
FPSO. 66p. Trabalho de Conclusão de Curso (Engenharia Mecânica) - Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015. Disponível
em:<https://web.archive.org/web/20170517090632/http://www.monografias.poli.ufrj.b
r/monografias/monopoli10014795.pdf>. Acesso em: 27 abr. 2018.

[3] BRASIL, Alex N. Máquinas termohidráulicas de fluxo. Disponível em:


<https://sistemas.eel.usp.br/docentes/arquivos/5817712/LOQ4015/capitulo3_bombas
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[4]. EDUARDO M. J. R., Luís. Mecânica dos fluidos. Bombas Hidráulicas, São Paulo,
v. 1, n. 17, p. 1-17. Disponível em:
<http://www.engbrasil.eng.br/phttp://www.engbrasil.eng.br/pp/mf/aula17.pdfp/mf/aula
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[5] SILVESTRIN, A, S. Proposta de melhoria operacional no sistema integrado de


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(Especialização em Automação Industrial) - Departamento Acadêmico de Eletrônica,
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba 2012.

[6] BLOOM CONSULTORIA. Como funciona uma bomba centrífuga. 2016.


Disponível em: <https://youtu.be/uoOBirtrknE>. Acesso em: 29/04/2018.

[7] HEITOR F, Rodrigo. AVALIAÇÃO DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM SISTEMAS


DE BOMBEAMENTO DE VAZÃO VARIÁVEL COM BOMBAS CENTRÍFUGAS
USANDO INVERSOR DE FREQUÊNCIA. 2013. 73 p. Trabalho de Conclusão de
Curso (Engenharia Mecânica)- Universidade de Caxias do Sul, Caxias do Sul, 2013.
Disponível em:
<https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/handle/11338/1862/TCC%20Rodrigo%20H
eitor%20Forner.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em: 27 abr. 2018.

[8] PINHEIRO, Adilson. Saiba qual a diferença entre as bombas de água e faça a
escolha certa. Disponível em: <https://www.blogtorchtools.com.br/saiba-qual-a-
diferenca-entre-as-bombas-de-agua-e-faca-a-escolha-certa/>. Acesso em: 30 abr.
2018.

[9] HARVEY, Beth. Centrifugal, Peripheral and Self-Priming Pumps Explained.


Disponível em: <http://www.fueldump.co.uk/blog/water-pumps-explained/>. Acesso
em: 30 abr. 2018.
21

[10] L.BERNARDO A. V., Fabrício. SELEÇÃO DE BOMBA PARA AUMENTO DA


VAZÃO DE CARREGAMENTO DE ETANOL ANIDRO EM CAMINHÕES-TANQUE
EM UM TERMINAL DE DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS. 2018. 83 p. Trabalho
de Conclusão de Curso (Engenharia Mecânica)- Universidade Federal do Rio de
Janeiro, [S.l.], 2018. Disponível em:
<http://www.monografias.poli.ufrj.br/monografias>. Acesso em: 27 abr. 2018.

[11] INDUSTRIAIS. Bombas. Escoamento de fluidos e máquinas de fluxo.


Apresentação de slides. Rio de Janeiro. [s.s.],[2013]. Disponível em:
<http://www.ctc.puc-rio.br/ccpe/wp-content/uploads/2013/08/Bombas_2013_2.ppt>.
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[12] PARKER HANNIFIN, Q. Bombas Hidráulicas. In: PARKER HANNIFIN, Q. (Org.).


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[14] ADOUGLAS. G.S.J. BOMBAS HIDRÁULICAS. Apresentação em slides. Rio


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[22] SANTOS, Eliana; NIERO, Tiago Rafael. Entenda as diferenças de aplicação de


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