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SEPROR

Secretaria de Estado da Produção Rural


Entidades vinculadas:, CODESAV, IDAM, SEPA

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

OBRA: Matadouro Frigorífico

LOCAL: Nova Olinda do Norte/Am

DATA: Fevereiro / 2009

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Esta especificação tem por finalidade, de modo geral, definir os serviços e materiais
necessários para execução da obra acima descrita.

A obra será executada obedecendo, ainda a todas as prescrições contidas nas


Normas Técnicas, Especificações e Métodos de Ensaio da ABNT.

Será obrigação do CONSTRUTOR responsável pela execução, manter na obra os


equipamentos, ferramentas, apetrechos, transportes e equipe de trabalho necessário e
suficiente, a fim de permitir o bom andamento dos serviços, dentro do prazo determinado
para a execução da obra.

Serão impugnados pela FISCALIZAÇÃO, todos os trabalhos que não satisfaçam as


condições contratuais.

Ficará o CONSTRUTOR obrigado a demolir e refazer os trabalhos rejeitados pela


FISCALIZAÇÃO, após o recebimento da Ordem de Serviços, ficando por sua conta as
despesas decorrentes destes serviços.

1.0 – SERVIÇOS PRELIMINARES

1.1. PLACA DA OBRA

Caberá a empreiteira o fornecimento, colocação e conservação da placa de


identificação da obra, enquanto esta durar.

As dimensões, cores e elementos indicativos serão fornecidos pela fiscalização.

A placa deverá ser mantida em local visível e legível ao público, e conter os nomes
do autor e co-autor do projeto, assim como os dos responsáveis técnicos pela execução dos
trabalhos.

1.2. BARRACÃO DA OBRA

A construtora deverá construir um barracão de obra, destinada a seu escritório, sala


da FISCALIZAÇÃO e outras dependências. Será ligada provisoriamente, água, luz e
construídos sanitários para a administração da obra e operários.

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O barracão será construído em tábuas e peças de madeira de lei, coberta com telhas
de fibrocimento de 4,0 mm.

1.3. LIGAÇÃO PROVISÓRIA DE ÁGUA

“A ligação provisória de água consistirá na rede de água potável, com 03 (três)


pontos de torneiras de ½” de diâmetro.

1.4. LIGAÇÃO PROVISÓRIA DE ENERGIA ELÉTRICA

Serão ligados provisoriamente pontos de luz destinados a iluminação do escritório,


iluminação da placa da obra, bancada de serra, aparelhos de solda e com vistas a permitir
serviços noturnos.

1.5. LIMPEZA MANUAL DO TERRENO

O construtor executará a limpeza do terreno dentro da mais perfeita técnica, tomados


os devidos cuidados de forma a se evitarem danos a terceiros.

A limpeza do terreno compreenderá os serviços de capina, limpeza, roçado,


destocamento, queima e remoção, de forma a deixar a área livre de raízes, tocos de
árvores, pedras, etc.

Periodicamente, será procedida a remoção de todo entulho e detritos que se venham


a acumular no terreno, em decorrência da execução da obra.

O corte de árvores será feito de acordo com a orientação do PROPRIETÁRIO,


respeitada a legislação em vigor.

1.6. LOCAÇÃO DA OBRA

Será de responsabilidade da CONTRATADA a verificação da RN e alinhamento


geral, de acordo com as posturas municipais em vigor, quando do início das obras.

Após proceder a locação planialtimétrica da obra e a marcação dos diferentes


alinhamentos e pontos de nível, a CONTRATADA fará a comunicação à FISCALIZAÇÃO que
deverá verificar todas as locações, alinhamentos e níveis considerados pelo
CONSTRUTOR.

A locação será executada com instrumentos (níveis, esquadros, etc.), devendo ficar
registrada em banquetas de madeira, no perímetro do terreno e/ou em torno da obra.

Outros elementos contidos na obra serão locados, seguindo critérios que ofereçam
condições dos mesmos atenderem as cotas do projeto de arquitetura.

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2.0 – TRABALHOS EM TERRA

2.1. LIMPEZA MANUAL DO TERRENO

O construtor executará a limpeza do terreno dentro da mais perfeita técnica, tomados


os devidos cuidados de forma a se evitarem danos a terceiros.

A limpeza do terreno compreenderá os serviços de capina, limpeza, roçado,


destocamento, queima e remoção, de forma a deixar a área livre de raízes, tocos de
árvores, pedras, etc.

Periodicamente, será procedida a remoção de todo entulho e detritos que se venham


a acumular no terreno, em decorrência da execução da obra.

O corte de árvores será feito de acordo com a orientação do PROPRIETÁRIO,


respeitada a legislação em vigor.

2.2. LOCAÇÃO DA OBRA

Será de responsabilidade da CONTRATADA a verificação da RN e alinhamento


geral, de acordo com as posturas municipais em vigor, quando do início das obras.

Após proceder a locação planialtimétrica da obra e a marcação dos diferentes


alinhamentos e pontos de nível, a CONTRATADA fará a comunicação à FISCALIZAÇÃO que
deverá verificar todas as locações, alinhamentos e níveis considerados pelo
CONSTRUTOR.

A locação será executada com instrumentos (níveis, esquadros, etc.), devendo ficar
registrada em banquetas de madeira, no perímetro do terreno e/ou em torno da obra.

Outros elementos contidos na obra serão locados, seguindo critérios que ofereçam
condições dos mesmos atenderem as cotas do projeto de arquitetura.

2.3 ESCAVAÇÕES MANUAIS

As escavações necessárias às construções de fundações e as que se destinam às


obras permanentes deverão ser executadas de modo a não ocasionar danos à vida e a
propriedade e não poderão iniciar, em hipótese nenhuma, sem o devido conhecimento das
condições da vizinhança e a determinação das cargas externas.

As escavações acima de 1,50 m de profundidade devem ser escoradas ou


protegidas com dispositivos adequados de contenção. Quando se tratar de escavações
permanentes, deverão ser protegidas com muros de arrimo ou cortinas, de acordo com as
prescrições na NBR-6122 (NB-51). Até 1,50 m não requerem cuidados especiais.

As escavações para execução das sapatas e cintas (baldrames) circundantes serão


levadas a efeito com a utilização de escoramento d’água, se for o caso, de forma a permitir

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a execução, a céu aberto, daqueles elementos estruturais e respectivas


impermeabilizações.

Todas as escavações deverão ser protegidas, quando for o caso, contra ações da
água superficial ou profunda, mediante drenagem, esgotamento ou rebaixamento do lençol
freático.

Será de responsabilidade do CONSTRUTOR o transporte dos materiais utilizados


nos aterros e reaterros.

2.4 BOTA-FORA ATÉ 15 km DE DISTÂNCIA


Os materiais não aproveitáveis serão transportados pela CONTRATADA e levados a
bota-fora aprovado pela FISCALIZAÇÃO. Os materiais aproveitáveis para aterro que não
puderem ser colocados ao lado da vala por falta de espaço também serão levados a bota-
fora aprovado pela FISCALIZAÇÃO.
No bota-fora entende-se que o material será espalhado a critério da FISCALIZAÇÃO.

2.5. ESGOTAMENTO DE VALAS POR BOMBAS


Quando a escavação atingir o lençol de água, fato que poderá criar obstáculos à
perfeita execução da obra, dever-se-á ter o cuidado de manter o fundo da vala ou cava,
permanentemente drenado, impedindo-se que a água se acumule no interior da mesma. O
bombeamento deve prolongar-se até que seja executado o serviço e reaterrada a vala.
Para evitar erosão nas escavações, recobrir-se-ão os crivos da bomba com brita, a
critério da FISCALIZAÇÃO.
A água retirada deverá ser encaminhada para a galeria de águas pluviais ou vala
mais próxima, por meio de calhas ou condutores, a fim de evitar o alagamento das
superfícies vizinhas ao local de trabalho.
A CONTRATADA tem por obrigação prever e evitar irregularidades das operações de
esgotamento, controlando e inspecionando o equipamento continuamente. Eventuais
anomalias deverão ser eliminadas imediatamente.

2.6. REGULARIZAÇÃO E DO FUNDO DE VALAS (SAPATAS, CINTAS E


BALDRAMES)

Será compactado o fundo de toda a extensão das valas escavadas para receberem
os elementos estruturais de fundação, tais como sapatas, cintas e baldrames em concreto
ciclópico.

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A compactação será feito usando-se um soquete pesado, de aproximadamente 30


Kg, que se deixa cair em todo o fundo da vala, por diversas vezes no mesmo lugar, até se
obter um fundo de consistência lisa.

2.7 REATERRO COMPACTADO

O material resultante do nivelamento do terreno e escavação será qualificado e


reaproveitado para o aterro nas áreas que se fizerem necessárias na obra. O reaterro será
compactado manualmente, com camadas de no máximo 20 cm, copiosamente molhadas e
energicamente apiloadas, de modo a serem evitadas ulteriores fendas, trincas e desníveis,
por recalque das camadas aterradas.

Será executado reaterro compactado nas cavas das sapatas e cintas de amarração,
logo após a desforma do concreto.

2.8 ATERRO COMPACTADO MANUALMENTE

Em toda área construída será executado aterro compactado de acordo com os níveis
do projeto, utilizando-se o sistema manual empregado no apiloamento de fundo de valas.

Os aterros deverão ser executados com material escolhido, de preferência areia, em


camadas sucessivas de altura máxima de 20 cm, copiosamente molhadas, energicamente
apiloadas, de modo a serem evitadas ulteriores fendas, trincas e desníveis, por recalque das
camadas aterradas, impedindo, assim, deslocamentos que afetem a estrutura, edificações
ou logradouros adjacentes.

3.0- INFRA / SUPRA-ESTRUTURA

3.1 FUNDAÇÕES
As fundações deverão ser executadas conforme Projeto Estrutural e indicações da
FISCALIZAÇÃO, respeitando o estabelecido pela Norma ABNT-PNB-51. A FISCALIZAÇÃO
procederá ao exame das condições de suporte do terreno, na cota prevista pelo projeto.

3.2 CONCRETO MAGRO/ FCK = 7 MPa


O concreto magro, traço 1:4:4 (cimento, areia e seixo), na espessura de 5 cm, será
aplicado no fundo da escavação das sapatas e cintas de fundação.
A camada de concreto magro deverá ser devidamente nivelada e adensada.

3.3 ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

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Materiais Componentes:
a) Aço para Concreto Armado
As barras de aço utilizadas para as armaduras das peças de concreto armado, bem
como sua montagem, deverão atender às prescrições das Normas Brasileiras que regem o
assunto, a saber: NB-1 e EB-3.
De modo geral as barras de aço deverão apresentar suficiente homogeneidade
quanto às suas características geométricas e não apresentar defeitos prejudiciais, tais
como, bolhas, fissuras, esfoliações e corrosão.

b) Aditivos
Entende-se por aditivos as substâncias que são adicionadas intencionalmente ao
concreto, com a finalidade de reforçar ou melhorar certas características, inclusive
facilitando seu preparo e utilização.
Ressalte-se que um aditivo nunca pretenderá corrigir defeitos intrínsecos ao
concreto, provenientes de dosagem incorreta ou colocação mal feita.
Os aditivos devem ser fornecidos, de preferência, na forma líquida, devendo sua
eficiência ser comprovada em ensaios comparativos entre concretos executados com e sem
a colocação de aditivos.
A porcentagem do aditivo deve ser fixada conforme recomendação do fabricante,
levando em consideração a temperatura ambiente e o tipo de cimento, devendo ser
previamente comprovado o seu desempenho.
Não deverão ser usados aditivos que contenham cloreto de cálcio. Aditivos que
tiverem idade superior a 06 (seis) meses de fabricação devem ser necessariamente
reensaiados para verificação da sua eficiência.
Poderão ser empregados os seguintes tipos de aditivos:
● Plastificantes - que reduzem o fator água-cimento, mantendo a consistência desejada e
melhorando a impermeabilidade, capacidade e resistência à corrosão.
● Impermeabilizantes (hidrófugos) - que diminuem a higroscopicidade e a permeabilidade do
concreto, agindo por hidrofugação.
● Incorporador de ar - aditivo que produz no concreto ou argamassa, durante a operação de
mistura, operação bolhas de ar que se distribuem uniformemente pela massa, acarretando
melhoria da trabalhabilidade do concreto e sua impermeabilidade.

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● Retardadores de pega - que atuam sobre o tempo de pega do cimento.

NOTA: Não se recomenda uso de aditivos aceleradores de pega em concretos de


estruturas que devam ser estanques e impermeáveis.
Os aditivos deverão ser abrigados das intempéries, umidade e calor.

c) Agregados
c.1) Agregado Miúdo
Utilizar-se-á areia natural quartzosa ou areia artificial resultante da britagem de
rochas estáveis, com uma granulometria que se enquadre no especificado na EB-4 da
ABNT. Deverá estar isenta de substâncias nocivas à sua utilização, tais como: mica,
materiais friáveis, gravetos, matéria orgânica, torrões de argila, e outros.
c.2) Agregado Graúdo
Será utilizado seixo selecionado, proveniente do leito dos rios, isentos de
substâncias nocivas ao seu emprego, tais como: torrões de argila, material pulverulento,
gravetos, e outros. Sua composição granulométrica enquadrar-se-á no especificado na EB-4
da ABNT.

d) Água
A água usada no amassamento do concreto será limpa e isenta de siltes, sais álcalis,
ácidos, óleos, matéria orgânica ou qualquer outra substância prejudicial à mistura. Em
princípio, a água potável pode ser utilizada.
Sempre que se suspeitar que a água local ou a disponível possa conter substâncias
prejudiciais, análises físico-químicas deverão ser providenciadas.
Água com limite de turbidez até 2.000 ppm poderá ser utilizada. Se esse limite for
ultrapassado, a água deverá ser previamente decantada.

e) Cimento
Os cimentos a serem utilizados em concreto para obras hidráulicas devem atender
às especificações ABNT EB-1 (Portland comum), EB-208 (de alto forno), EB-758

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(pozolânico) e EB-903 (moderadamente resistente a sulfatos). Deve possuir ainda baixo


calor de hidratação, com o componente C3A (alumínio tricálcico) limitado ao teor máximo de
8,0%.

3.4 ARMAZENAMENTO
De uma maneira geral os materiais deverão ser armazenados de forma a assegurar
as características exigidas para seu emprego e em locais que não interfiram com a
circulação nos canteiros:

a) Cimento
O cimento deve ser armazenado em local suficientemente protegido da ação das
intempéries, da umidade e de outros agentes nocivos à sua qualidade.

b) Agregado
Os agregados serão estocados conforme sua granulometria em locais limpos e
drenados, de modo a não serem contaminados por ocasião de chuvas.
A quantidade a ser estocada deverá ser suficiente para garantir a continuidade dos
serviços.

c) Aços
Os aços deverão ser depositados em pátios cobertos com pedrisco, colocados sobre
travessas de madeira e classificados conforme tipo e bitola.

d) Madeira
Armazenar-se-ão as madeiras em locais abrigados, com suficiente espaçamento
entre as pilhas para prevenção de incêndio. O material proveniente da desforma, quando
não mais aproveitáveis, será retirado das áreas de trabalho, sendo proibida sua doação a
terceiros.

3.5 PREPARO DO CONCRETO

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O preparo do concreto será executado através de equipamento apropriado e


convenientemente dimensionado em função das quantidades e prazos estabelecidos para a
obra.
O concreto empregado na execução das peças deverá satisfazer rigorosamente às
condições de resistência especificada, durabilidade e impermeabilidade adequada às
condições de exposição, assim como obedecer, além destas especificações, às
recomendações das normas vigentes da ABNT.
Será exigido o emprego de material de qualidade rigorosamente uniforme, agregados
de uma só procedência, correta utilização dos agregados graúdo e miúdo, de acordo com as
dimensões das peças a serem concretadas; fixação do fator água-cimento, tendo em vista a
resistência e a trabalhabilidade do concreto, compatível com as dimensões e acabamento
das peças. No caso do concreto aparente, este fator deverá ser o menor possível,
garantindo-se a plasticidade suficiente para um adensamento, sem que haja segregação
dos componentes.
O cimento, a areia e a pedra e/ou seixo a serem empregados no preparo do concreto
aparente, deverão ser sempre da mesma procedência, atestadas pelas notas fiscais dos
fornecedores e comprovadas por inspeções visuais, antes do recebimento, complementadas
pelos testes que se fizerem necessários, a critério da FISCALIZAÇÃO.
Os ensaios para caracterização dos materiais e os testes para fixação dos traços
serão realizados por laboratório idôneo, aprovado pela FISCALIZAÇÃO.
Todos os materiais recebidos na obra ou utilizados em usina serão previamente
testados para comprovação de sua adequação ao traço adotado.
O controle da resistência do concreto obedecerá ao item 12 desta e ao exposto no
item 15 da NB-1/78 e será efetuado por laboratório idôneo, aprovado pela FISCALIZAÇÃO.
Todos os materiais componentes do concreto serão dosados proporcionalmente de
maneira a produzir uma mistura trabalhável, em que as quantidades de cimento e água
sejam as mínimas necessárias para obtenção de um concreto denso, resistente,
impermeável e durável. Na dosagem, cuidados especiais deverão ser tomados, a fim de que
a elevação de temperatura seja a mínima possível.

3.6 MISTURA E AMASSAMENTO DO CONCRETO

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O concreto preparado no canteiro de serviços deverá ser misturado em betoneira,


por possibilitar maior uniformidade e rapidez na mistura.
O amassamento mecânico em canteiro durará, sem interrupção, o tempo necessário
para permitir a homogeneização da mistura de todos os elementos, inclusive aditivos; a
duração necessária aumenta com o volume da amassada e será tanto maior quanto mais
seco o concreto.
O tempo mínimo para o amassamento observará o que diz o item 12.4 da NB-1/78 e
a adição da água serão efetuadas sob o controle da FISCALIZAÇÃO.
No caso de mistura do concreto em usina, esta deverá ser acompanhada no local por
técnicos especialmente designados pela CONTRATADA e pela FISCALIZAÇÃO. O
fornecedor deve colocar na nota de entrega do concreto pré-misturado as seguintes
informações:
a) resistência características à compressão;
b) consistência (expressa pelo abatimento do tronco de cone);
c) traço do concreto (consumo de materiais por m3 de concreto);
d) marca do cimento;
e) volume de concreto entregue;
f) hora de carregamento do caminhão-betoneira.

3.7 TRANSPORTE

O transporte do concreto deve obedecer a condições tais que evitem a segregação


dos materiais, a perda da argamassa ou pasta de cimento e a compactação do concreto por
vibração.
O tempo decorrido entre o término da alimentação da betoneira e o final do
lançamento do concreto na forma deve ser inferior ao tempo de pega, ainda que, para
atender a esta condição, seja necessário fazer-se uso de retardadores de pega.
Seguir-se-á o disposto no item 13.1 da NB-1/78.

3.8 LANÇAMENTO

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Lançar o concreto em camadas horizontais com espessura não superior a 45 cm ou


a 3/4 do comprimento da agulha do vibrador.
Cada camada deve ser lançada antes que a procedente tenha tido início de pega, de
modo que as duas possam ser vibradas conjuntamente.
A concretagem de superfícies inclinadas devem sempre proceder das partes mais
baixas para as mais altas. A consistência do concreto deve ser compatível com a inclinação,
a fim de que seja evitada a segregação por gravidade.
O concreto deve cair verticalmente, o mais próximo possível da sua posição final.
Não deve ser depositado em grandes quantidades para espalhamento subseqüente. Pode
ser tolerado um deslocamento do ponto de queda do concreto mínimo necessário para se
evitar danos às peças embutidas ou deslocamentos de barras de armadura.
A altura máxima de lançamento do concreto em queda livre é de 1,5 m. Quando o
concreto tiver que ser lançado de alturas superiores a 1,50 m devem ser usadas calhas ou
outros dispositivos que reduzam a altura de queda livre e que evitem a segregação, tais
como trombas, funis ou caçambas. Esses dispositivos devem ser usados de forma que a
queda final do concreto seja vertical.
Quando durante o lançamento do concreto, ficar retida argamassa por barras de
armadura em níveis acima da camada que estiver sendo aplicada, essa argamassa deve ser
imediatamente removida e lançada no concreto.
A concretagem de pilares e paredes altas pode ser feita através de aberturas laterais
(janelas) desde que se faça uma abertura provisória na armadura para adaptação de um
funil ou calhas.
No caso de peças estreitas e altas recomenda-se a utilização de concreto com maior
teor de argamassa para compensar a que poderá ficar agarrada à forma e armadura.

3.9 PLANO DE CONCRETAGEM

O lançamento do concreto deverá ser feito em função de um plano, o qual deverá


levar em conta o projeto de escoramento e as deformações que neles possam ser
provocadas pelo peso próprio e cargas de serviço, assim como as características
específicas do projeto estrutural. Caberá à CONTRATADA à elaboração prévia e em tempo,
de tal plano, o qual será apresentado à FISCALIZAÇÃO para a necessária aprovação.

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Neste plano deverão ser consideradas dentre outras, as seguintes recomendações


mínimas:
a) em princípio, a concretagem de cada etapa deve ser contínua.
b) intervalar as concretagens de partes contínuas de, no mínimo, 24 horas.
c) iniciar a execução das formas de viga e lajes, somente 24 horas após a
concretagem do pilar.
d) concretar as vigas dentro de uma única jornada, em seção total, abrangendo, se
possível, 1/3 do vão da laje.
e) concretar as lajes de fundo a partir dos cantos.
f) concretar as vigas em geral a partir dos apoios.
g) devem ser previstas juntas de retração nas paredes e lajes de fundação e
cobertura, com espaço de aproximadamente um metro entre um trecho e outro, os quais
serão completamentados, no mínimo, após duas semanas. Nestes espaços as armaduras
são as indicadas nos desenhos de projeto.
No mais, observar-se-á o item 13.2.4. da NB-1/78.

3.10 ADENSAMENTO

O adensamento do concreto deve ser feito por meio de vibrador. Os vibradores de


agulhas devem trabalhar e serem movimentados verticalmente na massa de concreto,
devendo ser introduzidos rapidamente e retirados lentamente, em operação que deve durar
de 5 a 10 segundos.
Os vibradores devem ser aplicados em pontos que distem entre si cerca de 1,5 vez o
seu raio de ação.
Deve ser evitada a introdução da agulha dos vibradores com as barras de armadura.
Os vibradores de parede só deverão ser usados se forem tomados cuidados
especiais no sentido de se evitar que as formas e armaduras saiam de posição.

3.11 JUNTAS DE CONCRETAGEM

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As juntas de concretagem deverão ser indicadas nos planos de concretagem


apresentados pela CONTRATADA no que se refere às suas posições. As juntas devem ser
verticais ou horizontais.
Em geral, utilizam-se as juntas de dilatação como juntas de concretagem,
concentrando em um único problema, duas dificuldades.
Quando isto não for possível, as mesmas deverão ser tratadas por qualquer
processo que elimine a camada superficial de nata de cimento, deixando os grãos do
agregado parcialmente exposto, a fim de se garantir boa aderência do concreto seguinte.
Pode-se empregar qualquer dos métodos seguintes:
a) jato de ar e água na superfície da junta após o início do endurecimento (corte-
verde);
b) jato de areia, após 12 horas de interrupção;
c) apicoamento (ou picotamento) da superfície da junta, após 12 horas de
interrupção, no mínimo.
As superfícies devem ser mantidas úmidas e antes da concretagem deve-se
proceder a uma lavagem com água para remover todos os restos de concreto solto e a
poeira.
O lançamento do novo concreto deve ser imediatamente precedido do lançamento
de uma camada de argamassa de 2 a 3 cm sobre a superfície da junta. O traço dessa
argamassa deve ser o mesmo do concreto, excluindo o agregado graúdo.
No caso de juntas de concretagem que ocorram em pontos críticos das peças
estruturais no que diz respeito às solicitações, pode ser utilizado um adesivo estrutural para
garantir melhor aderência e estanqueidade. No seu emprego devem ser obedecidas
cuidadosamente as instruções do fabricante, devendo o novo concreto ser aplicado antes
que o adesivo comece a endurecer, pois caso contrário, pode haver vazamentos.
Podem surgir juntas frias devido a interrupções eventuais nos lançamentos, por
questões de transporte, defeitos na Central de Concreto ou nos equipamentos, acidentes
nos locais de trabalho, etc. Em quaisquer casos, antes do novo lançamento, quando da
normalização da situação, a FISCALIZAÇÃO efetuará um exame do concreto à espera na
forma, a fim de constatar a ocorrência ou não de junta fria; caso seja realmente
comprovada tal existência, a concretagem deverá ser imediatamente paralisada, o concreto
será "cortado" com mangueira de ar e água e após um prazo mínimo de 24 horas será
continuada a concretagem.

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3.12 CURA

A cura deve ser feita por qualquer processo que mantenha as superfícies molhadas e
dificulte a evaporação da água do interior do concreto, como por exemplo, o uso de lençol
plástico.
Devem ser iniciadas, tão logo as superfícies expostas permitam, isto é, após o início
de pega do concreto.
Pode ser feita por molhagem contínua, com sacos de tecido ou papel, de cimento,
etc., mantidos úmidos sobre as superfícies, por camada de areia mantida saturada.
Em casos especiais poderá ser usada cura feita através de aspersão nas superfícies
expostas, de produtos que formam película impermeável; outros processos de cura como a
cura vapor, poderão ser utilizados, desde que previamente aprovados pela FISCALIZAÇÃO.
No caso de superfícies horizontais, recomenda-se quando possível, circundá-las com
pequena mureta e a região confinada seja cheia d' água.
A água utilizada na cura deve ser de qualidade tal que não altere as propriedades do
concreto.
O período de cura deverá ser no mínimo de 14 (quatorze) dias, recomendando-se o
prosseguimento da cura nos 7 (sete) dias seguintes. A água utilizada na cura deve estar à
temperatura de - 10 ºC em relação à da superfície do concreto, para evitar-se o choque
térmico.

3.13 CONTROLE DA RESISTÊNCIA DO CONCRETO:

a) Generalidades
Durante todo o decorrer dos trabalhos de lançamento de concreto, deverá ser
efetuado um controle sistemático da resistência do concreto. Para a execução desse
controle, deverão ser retiradas amostras durante o lançamento, e em pontos diversos da
obra, de modo que o conjunto de corpos de prova possa representar, da melhor maneira
possível, a estrutura que está sendo executada.
A CONTRATADA deverá organizar, com antecedência, uma programação para coleta
de corpos de prova, tornando-a mais uma rotina da obra. Este programa deverá ser
aprovado pela FISCALIZAÇÃO e poderá ser modificado, a critério da mesma.

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A moldagem e a cura dos corpos de prova deverão ser executadas de acordo com o
método brasileiras MB-2. Segundo este método, os corpos de prova serão cilíndricos, de
diâmetro igual a 15 cm de altura igual a 30 cm. Nos ensaios de compressão será medida a
resistência cilíndrica à compressão do concreto.
Todo trabalho referente à retirada, moldagem, cura e testes dos corpos de prova
serão de responsabilidade da CONTRATADA que, inclusive, os identificará por uma
numeração crescente e pela data de moldagem. A retirada e a moldagem dos corpos de
prova deverão ser executadas na presença da FISCALIZAÇÃO.
Os corpos de prova deverão ser testados em laboratório idôneo aprovado pela
FISCALIZAÇÃO e os resultados dos ensaios enviados, por escrito, à mesma.
Os ensaios constarão da estrutura por compressão axial dos corpos de prova
cilíndricos, aos 7 e aos 28 dias de idade.
A totalidade do concreto da estrutura será dividida em lotes, para efeito de concreto e
aceitação.
Os lotes não deverão ultrapassar 100 m3. Seguir, no mínimo o disposto no item
15.1.1.1. "Lotes", da NB-1/78.

b) Amostragem
A cada lote de concreto corresponderá uma amostra com exemplares (recomenda-se
n = 12 para cada lote inicial), retirados de maneira que a amostra seja representativa do lote
todo. Cada exemplar será constituído por 2 corpos de prova da mesma amassada e
moldados no mesmo ato, tomando-se como resistência do exemplar o maior dos 7 obtidos
no ensaio.
No caso de concreto pré-misturado, a amostra deverá conter pelo menos um
exemplar (2 corpos de prova) de cada caminhão betoneira recebido na obra.
Além dos corpos de prova retirados segundo o esquema descrito acima, deverá ser
retirado um exemplar (2 corpos de prova) para ser rompido a 7 dias, a cada 50 m3 de
concreto lançado.
Ficará a encargo da FISCALIZAÇÃO, o julgamento dos resultados dos ensaios
recebidos do Laboratório, cabendo ao mesmo aceitar ou rejeitar em parte ou totalmente as
estruturas executadas nos termos desta Especificação.

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FORMAS:
a) Generalidades
O projeto das formas e seus escoramentos serão de exclusiva responsabilidade da
CONTRATADA. A FISCALIZAÇÃO não autorizará o início dos trabalhos antes de ter
recebido e aprovado os planos e projetos correspondentes. A execução das formas deverá
atender às prescrições da NB-1/78.

b) Materiais
Os materiais de execução das formas serão compatíveis com o acabamento e
indicado no projeto.
Partes de estrutura não visíveis poderão ser executadas com madeira serrada em
bruto. Para as partes aparentes, será exigido o uso de chapas compensadas, madeira
aparelhada, madeira em bruto revestida com chapa metálica ou Madeirit, ou simplesmente
outros tipos de materiais conforme a conveniência da execução, desde que sua utilização
seja previamente aprovada pela FISCALIZAÇÃO.

c) Execução
As formas e seus escoramentos deverão ter suficiente resistência para que a
deformação, devido à ação das cargas atuantes e das variações de temperatura e umidade,
seja desprezível.
As formas serão construídas corretamente para reproduzir os contornos, as linhas e
dimensões requeridas no projeto.
Garantir-se-á a estanqueidade das formas de modo a não permitir as fugas de nata
de cimento. Toda vedação das formas será garantida por meio de justa posição das peças,
evitando-se o artifício de calafetagem com papeis, estopas e outros. A manutenção da
estanqueidade será garantida evitando-se longa exposição das formas antes das
respectivas concretagens. Os cantos e arestas vivas serão preferencialmente executados
com juntas de topo, sendo a emenda vedada com todo o cuidado.
A amarração e o espaçamento das formas deverá ser feito por meio de tensor
passando por tubo plástico rígido de diâmetro conveniente, colocado com espaçamento
uniforme.
Após a desforma deverão ser retirados os tubos plásticos.
A ferragem será mantida afastada das formas por meio de pastilhas de concreto.

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Os pregos serão usados de modo a nunca permanecerem encravados no concreto.

d) Escoramento
As formas deverão ser providas de escoramento e travamento convenientemente
dimensionados e dispostos de modo a evitar deformações superiores a 5 (cinco) milímetros.
Obedecer-se-ão as prescrições contidas na NB-1/78.

e) Precauções Anteriores ao Lançamento do Concreto


Antes do lançamento do concreto, conferir-se-ão as medidas e as posições das
formas, a fim de assegurar que a geometria da estrutura corresponda ao projeto, com as
tolerâncias previstas na NB-1/78.
As superfícies que ficarão em contato com o concreto serão limpas, livres de
incrustações de nata ou outros materiais estranhos e serão convenientemente molhados e
calafetados.
Observar-se-ão as prescrições do item 9.5 da NB-1/78.

f) Desforma
As formas serão mantidas no local até que o concreto tenha adquirido resistência
para suportar com segurança seu peso próprio e as demais cargas atuantes, e as
superfícies tenham suficiente dureza para não sofrerem danos quando da sua retirada.
A EMPREITEIRA providenciará a retirada das formas, obedecendo ao artigo 14.2. da
NB-1/78, de maneira a não prejudicar as peças executadas.
A construção das fôrmas deverá ser feita de modo a facilitar a retirada dos diversos
elementos, para que se faça essa retirada sem choque.
As fôrmas serão executadas com tábuas de azimbre de 8” x 1”, ripões de madeira de
lei de 3” x 1” e escorados com paus roliços (caibros) ou pernamancas de 3” x 2”, em
madeira de boa qualidade.
A retirada das fôrmas deverá obedecer a NBR-6118 (QB-1), devendo-se atentar para
os prazos recomendados:
- Faces Laterais: 3 dias
- Faces Inferiores: 14 dias

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ARMADURAS:
a) Generalidades
As armaduras constituídas por vergalhões de aço de tipos e bitolas especificadas em
projeto, deverão obedecer rigorosamente os preceitos das normas e especificações da
ABNT: NB-1 e EB-3.
Para montagem das armaduras, será utilizado o arame recozido No. 18 em laçada
dupla, sendo permitida a solda apenas ser atendida as condições previstas nos 'itens 6.3.5.4
e 10.4 da NB-1/78.
A EMPREITEIRA deverá fornecer, armar e colocar todas as armaduras de aço,
incluindo estribos, fixadores, arames, armações e barras de ancoragem, travas, emendas
por superposição ou solda, e tudo o mais que for necessário `a perfeita execução desses
serviços.

b) Emendas
As emendas de barras da armadura deverão ser feitas de acordo com o previsto no
projeto, respeitando-se as prescrições do item 10.4 da NB-1/78. As não previstas só
poderão ser localizadas e executadas conforme o item 6.3.5. da NB-1/78.

c) Fixadores e Espaçadores
Para manter o posicionamento da armadura, durante as operações de montagem,
lançamento e adensamento do concreto, é permitido o uso de fixadores e espaçadores,
desde que fique garantido o cobrimento mínimo preconizado no projeto e que essas peças
sejam totalmente envolvidas pelo concreto, de modo a não provocarem manchas ou
deterioração nas superfícies externas.

d) Proteção
Antes e durante o lançamento do concreto, as plataformas de serviço deverão estar
dispostas de modo a não acarretarem deslocamento das armaduras.
As barras de espera deverão ser protegidas contra a oxidação através de pintura
com nata de cimento ou óleo solúvel e, ao ser retomada a concretagem, serão
completamente limpas de modo a permitir uma boa aderência.

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3.14 REPAROS

No caso de falhas nas peças concretadas, serão providenciadas medidas corretivas,


compreendendo demolição, remoção do material demolido e recomposição com emprego de
materiais adequados, a serem aprovados pela FISCALIZAÇÃO, à vista de cada caso.
Registrando-se graves defeitos, será ouvido o PROJETISTA.

3.15 LASTROS DE CONCRETO

Sob as fundações serão executados lastros de concreto magro com 200 kgf de
cimento por m3 de concreto como camada de limpeza contra o solo, com 5,0 cm de
espessura.

3.16 ACEITAÇÃO DA ESTRUTURA

Satisfeitas as condições do projeto e destas Especificações, a aceitação da estrutura


se fará mediante as prescrições do item 16 da NB-1/78.
Todos os serviços deverão satisfazer as normas técnicas brasileiras existentes.

3.17 FUNDAÇÕES

As fundações deverão ser executadas conforme Projeto Estrutural e indicações da


FISCALIZAÇÃO, respeitando o estabelecido pela Norma ABNT-PNB-51. A FISCALIZAÇÃO
procederá ao exame das condições de suporte do terreno, na cota prevista pelo projeto.

3.18 CONCRETO MAGRO

O concreto magro, traço 1:4: 4 (cimento, areia e seixo), na espessura de 5 cm, será
aplicado no fundo da escavação das sapatas e cintas.

A camada de concreto magro deverá ser devidamente nivelada e adensada.

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3.19 FORMA COMUM

As fôrmas e os escoramentos obedecerão aos critérios da NBR-7190 (NB-11 e/ou


NB-14).

As fôrmas devem se adaptar exatamente às formas e dimensões das peças da


estrutura projetada, e será construída de modo a não se deformarem sensivelmente sob a
ação das cargas e das variações de temperatura e umidade.

A armação das fôrmas deverá garantir o perfeito alinhamento e paralelismo,


impedindo o aparecimento de ondulações.

O espaçamento entre as faces de uma mesma fôrma deverá ser mantido constante,
por meio de espaçadores.

Antes do início da concretagem, as fôrmas deverão estar limpas e estanques, de


modo a evitar eventuais fugas de pasta.

As fôrmas deverão ser molhadas até a saturação, a fim de evitar a absorção da água
de amassamento do concreto.

A construção das fôrmas deverá ser feita de modo a facilitar a retirada dos diversos
elementos, para que se faça essa retirada sem choque.

As fôrmas serão executadas com tábuas de azimbre de 8” x 1”, ripões de madeira de


lei de 3” x 1” e escorados com paus roliços (caibros) ou pernamancas de 3” x 2”, em
madeira de boa qualidade.

3.20 ARMADURA EM AÇO CA-50 OU CA-60

A execução das armaduras de aço obedecerá rigorosamente às prescrições da NBR-


7480 e NBR-6118.

Qualquer aplicação ou substituição de tipo ou bitola de aço, que não conste do


projeto, somente poderá ser executada com aprovação por escrito do calculista da estrutura
e da FISACALIZAÇÃO da obra.

As barras de aço não deverão apresentar excesso de ferrugem, manchas de óleo,


argamassa aderentes ou qualquer outra substância que impeça uma perfeita aderência do
concreto.

O corte e o dobramento das barras de aço serão feitos a frio, não sendo admitido
aquecimento em hipótese alguma.

Antes da colocação das armaduras nas fôrmas, estas deverão estar limpas, isentas
de impurezas (graxa, lama, etc.), capazes de comprometer a boa qualidade dos serviços.

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Concluída a montagem da armação, serão verificados o nivelamento, o alinhamento


e o deslocamento da ferragem dentro da fôrma, a fim de que seja assegurado o
recobrimento mínimo recomendado em Norma, e, para assegurar que o recobrimento seja
uniforme, a armadura deverá ser apoiada em calços de concreto pré-moldado (cocadas); o
recobrimento não poderá ser inferior a 1,5cm.

Antes e durante o lançamento do concreto deve-se tomar cuidado especial para que
não haja deslocamento das armaduras.

3.21 CONCRETO ESTRUTURAL, FCK – 20 MPa

O concreto deverá ser dosado racionalmente para atingir a resistência aos 28 dias,
de 20 MPa, devendo-se admitir o consumo mínimo de cimento, de 360 Kg/m3 de concreto.

O concreto poderá ser preparado manual ou mecanicamente, dependendo do


voluma ser concretado.

Os processos de lançamento do concreto deverão ser determinados de acordo com


a natureza da obra, cabendo à FISCALIZAÇÃO modificar ou impedir processo que acarrete
segregação de materiais.

Não será permitido o lançamento do concreto, de altura superior a 2,00 m. Para


evitar segregação em quedas livre maiores que as mencionadas, utilizar-se-ão calhas
apropriadas.

O adensamento será feito manualmente ou por vibradores de imersão, dependendo


do elemento estrutural e do volume a ser concretado. O adensamento deverá ser cuidadoso,
de forma que o concreto ocupe todos os recantos da fôrma.

3.22 DESFORMA

A retirada das formas deverá obedecer a NBR-6118 (QB-1), devendo-se atentar para
os prazos recomendados:

- Faces Laterais: 3 dias

- Faces Inferiores: 14 dias

4.0 – SUPRAESTRUTURA

4.1 CONCRETO ESTRUTURAL, FCK – 20 MPa

O concreto deverá ser dosado racionalmente para atingir a resistência aos 28 dias,
de 20 MPa, devendo-se admitir o consumo mínimo de cimento, de 360 Kg/m3 de concreto.

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O concreto poderá ser preparado manual ou mecanicamente, dependendo do


voluma ser concretado.

Os processos de lançamento do concreto deverão ser determinados de acordo com


a natureza da obra, cabendo à FISCALIZAÇÃO modificar ou impedir processo que acarrete
segregação de materiais.

Não será permitido o lançamento do concreto, de altura superior a 2,00 m. Para


evitar segregação em quedas livre maiores que as mencionadas, utilizar-se-ão calhas
apropriadas.

O adensamento será feito manualmente ou por vibradores de imersão, dependendo


do elemento estrutural e do volume a ser concretado. O adensamento deverá ser cuidadoso,
de forma que o concreto ocupe todos os recantos da fôrma.

4.2. ARMADURA EM AÇO CA-50 OU CA-60

A execução das armaduras de aço obedecerá rigorosamente às prescrições da NBR-


7480 e NBR-6118.

Qualquer aplicação ou substituição de tipo ou bitola de aço, que não conste do


projeto, somente poderá ser executada com aprovação por escrito do calculista da estrutura
e da FISCALIZAÇÃO da obra.

As barras de aço não deverão apresentar excesso de ferrugem, manchas de óleo,


argamassa aderentes ou qualquer outra substância que impeça uma perfeita aderência do
concreto.

O corte e o dobramento das barras de aço serão feitos a frio, não sendo admitido
aquecimento em hipótese alguma.

Antes da colocação das armaduras nas fôrmas, estas deverão estar limpas, isentas
de impurezas (graxa, lama, etc.), capazes de comprometer a boa qualidade dos serviços.

Concluída a montagem da armação, serão verificados o nivelamento, o alinhamento


e o deslocamento da ferragem dentro da fôrma, a fim de que seja assegurado o
recobrimento mínimo recomendado em Norma, e, para assegurar que o recobrimento seja
uniforme, a armadura deverá ser apoiada em calços de concreto pré-moldado (cocadas); o
recobrimento não poderá ser inferior a 1,5cm.

Antes e durante o lançamento do concreto deve-se tomar cuidado especial para que
não haja deslocamento das armaduras.

4.3. FORMA COMUM

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As fôrmas e os escoramentos obedecerão aos critérios da NBR-7190 (NB-11 e/ou


NB-14).

As fôrmas devem se adaptar exatamente às formas e dimensões das peças da


estrutura projetada, e será construída de modo a não se deformarem sensivelmente sob a
ação das cargas e das variações de temperatura e umidade.

A armação das fôrmas deverá garantir o perfeito alinhamento e paralelismo,


impedindo o aparecimento de ondulações.

O espaçamento entre as faces de uma mesma fôrma deverá ser mantido constante,
por meio de espaçadores.

Antes do início da concretagem, as fôrmas deverão estar limpas e estanques, de


modo a evitar eventuais fugas de pasta.

As fôrmas deverão ser molhadas até a saturação, a fim de evitar a absorção da água
de amassamento do concreto.

A construção das fôrmas deverá ser feita de modo a facilitar a retirada dos diversos
elementos, para que se faça essa retirada sem choque.

As fôrmas serão executadas com tábuas de azimbre de 8” x 1”, ripões de madeira de


lei de 3” x 1” e escorados com paus roliços (caibros) ou pernamancas de 3” x 2”, em
madeira de boa qualidade.

5.0 – ALVENARIA E VEDAÇÕES

5.1 ALVENARIA DE ½ VÊZ

As paredes de ½ vez, serão executadas com tijolos de barro de oito furos, sem
empenos, defeitos, bem cozidos, e seu assentamento deverá ser feito com argamassa de
cimento, barro e areia fina no traço 1:2:4 , além de alinhados e nivelados, com juntas de no
máximo 1,5 cm de espessura, sendo as dimensões e alinhamentos, as constantes no
projeto arquitetônico. Observar que as espessuras indicadas referem-se às paredes já
revestidas.

Caso as dimensões dos tijolos a empregar obriguem a pequenas alterações nas


espessuras, deverá o CONSTRUTOR submeter o assunto a prévia aprovação, procedendo
às necessárias modificações nas plantas.

As paredes de simples vedação, sem função estrutural, serão calçadas na parte


superior, com tijolos maciços dispostos obliquamente, facilitando assim o acunhamento.
Este procedimento, só poderá ser executado depois de decorridos 3 dias da conclusão de
cada pano da parede.

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Para fixação de esquadrias e rodapés, serão colocados nos locais adequados, tocos
de madeira.

As fiadas serão perfeitamente niveladas, alinhadas e aprumadas.

Caso as dimensões dos tijolos a empregar obriguem a pequenas alterações de


espessuras, deverá a CONTRATADA, submeter o assunto a prévia aprovação, procedendo
às necessidades de modificação nas plantas.

Para a perfeita aderência dos tijolos às superfícies de concreto, serão estas últimas
previamente chapiscadas com argamassa de cimento e areia, no traço 1:5.

Os vãos das portas e janelas levarão vergas de concreto armado, nas mesmas
espessuras da alvenaria.

6.0 – COBERTURA

6.1 ESTRUTURA METÁLICA

A estrutura será metálica, as inclinações e declividades deverão obedecer aos


indicados no projeto.

6.2 COBERTURA COM TELHAS DE FIBRO-CIMENTO

A cobertura no(s) local(s) conforme indicação do projeto será com telhas de


fibrocimento de 6 mm, atendendo as exigências de norma, atentando para o alinhamento
base que deve ser considerado a linha do beiral até a cumeeira, evitando distorções.

6.3 COBERTURA COM GALVANIZADA TRAPEZOIDAL 0,5 MM

A cobertura será com telha trapezoidal onde indica o projeto atendendo as


exigências de norma, atentando para o alinhamento base que deve ser considerado a linha
do beiral até a cumeeira, evitando distorções. É fundamental que a estrutura esteja em
perfeito esquadro, para não prejudicar o efeito estético e de segurança do mesmo.

7.0 – ESQUADRIAS

7.1 ESQUADRIAS DE FERRO

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Todo o material a ser empregado nas esquadrias de ferro deverá estar sem defeitos
de fabricação ou falhas de laminação.

Os perfis, barras e chapas de ferro, utilizados na fabricação das esquadrias, não


deverão apresentar empenamentos, defeitos de superfície ou diferenças de espessura,
devendo possuir dimensões que atendam por um lado, ao coeficiente e resistência
requeridos.

Nas junções dos elementos de caixilharia, sempre que possível será dada
preferência à união por solda, ao invés do emprego de rebites ou parafusos. Todas as juntas
aparentes serão esmerilhadas e lixadas com lixas de grana fina.

Quando for estritamente necessária a ligação por parafusos ou rebites, estes


deverão ficar o menos visível possível.

Todos os furos dos rebites ou dos parafusos serão escareados e as asperezas


limadas ou esmerilhadas. Os furos feitos no canteiro de obras serão executados com broca
ou furadeiras mecânicas, sendo vedado o emprego de furadores (punção).

Os quadros serão perfeitamente esquadrejados e terão todos os ângulos ou linhas


de emendas soldados, esmerilhados ou limados, de modo a desaparecerem as asperezas e
saliências de solda.

As superfícies de chapas ou perfis de ferro que se destinam à confecção de


esquadrias serão submetidas, antes de sua manipulação, a tratamento preliminar
antioxidante, conforme as seguintes operações:

● Inicialmente, serão abundantemente molhadas e limpas;

● Depois de secas, as superfícies deverão tornar-se completamente lisas e sem


resíduos de pó;

● Finalmente, serão protegidas pela pintura anticorrosiva.

Toda a caixilharia será protegida e fabricada de modo a que seus elementos,


eventualmente de grandes dimensões, sejam providos de juntas para absorção de dilatação
linear específica do ferro.

Durante transporte, armazenamento e manuseio das esquadrias, serão tomados


cuidados especiais quanto à preservação contra choques, atritos com corpos ásperos,
contato com metais pesados ou substâncias ácidas ou alcalinas.

As esquadrias serão armazenadas ao inteiro abrigo do sol, intempéries e umidade.

A colocação das esquadrias deve ser nivelada, aprumada e alinhada.

As esquadrias não poderão ser forçadas a se acomodar em vãos fora do esquadro.

A caixilharia será instalada por meio de contramarcos rigidamente fixados à


alvenaria, concreto ou elementos metálicos, por processo adequado (grapas, buchas, pinos)
a cada caso em particular, de modo a assegurar sua rigidez e estabilidade.

Os contramarcos serão montados com as dimensões dos vãos correspondentes.

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Deverá haver especial cuidado para que as armações não sofram qualquer
distorção, quando parafusados aos chumbadores ou marcos.

Antes da entrega dos serviços, as esquadrias deverão ser limpas, sendo removidos
quaisquer vestígios de tinta, manchas, argamassas e gorduras.

8.0 – REVESTIMENTO

8.1 PROCEDIMENTOS BÁSICOS:

Antes de iniciar os trabalhos de revestimento, tomar providências para que todas as


partes a revestir, estejam firmes, retilíneas, niveladas e aprumadas. Qualquer correção
neste sentido será feita antes da aplicação do revestimento.

Os revestimentos apresentarão paramentos perfeitos, desempenados, aprumados,


alinhados e nivelados, as arestas vivas e as superfícies planas.

As superfícies das paredes serão limpas, antes do início dos revestimentos.

Serão constatadas com exatidão as posições, tanto em elevação quanto em


profundidade dos condutores de instalações elétricas, hidráulicas e outros inseridos na
parede.

Todos os materiais componentes dos revestimentos de mesclas (cimento, areia,


barro, água e outros) serão da melhor procedência, para garantir uma boa qualidade dos
serviços.

Para o armazenamento, o cimento será colocado em pilhas que não ultrapassem de


2,0 m de altura. A areia, a brita e o barro serão armazenados em áreas reservadas para tal
fim, se espalharão, tomando a forma de uma pirâmide truncada (tronco de pirâmide).

As diversas mesclas de argamassas usuais para revestimentos serão preparadas


com particular cuidado, satisfazendo às seguintes especificações:

● As argamassas poderão ser misturadas em betoneiras ou manualmente; quando a


quantidade de argamassa a manipular for suficiente para justificar a mescla em betoneira, o
amassamento será manual;

● Quando houver necessidade de grandes quantidades de argamassa para os


revestimentos, o amassamento será mecânico e contínuo, devendo durar 3 minutos,
contados a partir do momento em que todos os componentes ( inclusive a água) estiverem
lançados na betoneira;

● O amassamento manual será feito sob coberto e de acordo com as circunstâncias


e recursos do canteiro de obras, em masseiras, tabuleiros e superfícies planas e
impermeáveis e resistentes;

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● De início, misturar a seco o agregado com os aglomerantes ou plastificantes,


revolvendo os materiais a pá, até que a mescla adquira coloração uniforme. Em seguida, a
mistura será disposta em forma de coroa, adicionando-se, paulatinamente, água necessária
no centro da cratera assim formada;

● O amassamento prosseguirá com os devidos cuidados, para evitar perda de água


ou segregação dos materiais, até formar uma massa homogênea, de aspecto uniforme e de
consistência plástica adequada;

● As quantidades de argamassa serão preparadas na medida das necessidades dos


serviços a executar em cada etapa, de maneira a evitar o processo de cura antes do seu
emprego;

● As argamassas contendo cimento serão usadas dentro de duas horas e meia, a


contar do primeiro contato do cimento com a água;

● A argamassa retirada ou caída das alvenarias e revestimentos em execução, não


poderá ser novamente empregada;

● No preparo das argamassas, será utilizada água apenas na quantidade necessária


à plasticidade adequada;

● Após o início da pega da argamassa, não será adicionada água (para aumento de
plasticidade) na mistura.

8.2 CHAPISCO, TRAÇO 1:5

Toda alvenaria a ser revestida será chapiscada (chapisco de aderência), depois de


convenientemente limpa. Os chapiscos serão executados com argamassa de cimento e
areia grossa no traço 1:5.

Após a aplicação, alisar grosseiramente a superfície com a própria colher, de modo a


que se apresente plana e áspera.

Serão chapiscadas também todas as superfícies lisas do concreto, tais como teto,
montantes, vigas e outros elementos de estrutura que ficarão em contato com a alvenaria,
inclusive fundo de vigas.

8.3 REBOCO, INCLUSIVE EMBOÇO

Os rebocos ou emboços de cada pano de parede só poderão ser iniciados depois de


embutidas todas as canalizações, concluídas as coberturas e após a completa pega das
argamassas de alvenaria e chapisco.

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De início serão executadas as guias, faixas verticais de argamassa, afastadas de 1 a


2 metros, que servirão de referência.

As guias internas serão constituídas por sarrafos de dimensões apropriadas, fixadas


na extremidade superior e inferior da parede por meio de botões de argamassa, com auxílio
de fio de prumo.

Preenchidas as faixas entre as referências, proceder ao desempenamento com


régua, segundo a vertical.

Depois de secas as faixas de argamassa, serão retirados, os sarrafos e emboçados


os espaços.

A argamassa a ser utilizada será de cimento, cal e areia, no traço 1:2: 11.

Depois de sarrafeados, os emboços deverão se apresentar regularizados e ásperos,


para facilitar a aderência do revestimento cerâmico.

A execução do reboco será iniciada após a completa pega das argamassas de


alvenaria e chapisco.

Antes de ser iniciado o reboco, verificar se os marcos e peitoris já se encontram


perfeitamente colocados.

Os rebocos regularizados e desempenados, à régua e desempenadeira, deverão


apresentar aspecto uniforme, com paramentos perfeitamente planos, não sendo tolerada
qualquer ondulação ou desigualdade de alinhamento da superfície.

O acabamento final deverá ser executado com desempenadeira revestida com feltro,
camurça ou borracha macia.

A espessura máxima de reboco, ou emboço será de 25 mm.

8.4 AZULEJO BRANCO 15X15

Deverão ser colocados na altura e locais especificados no projeto de arquitetura.

Efetuar a limpeza prévia das peças, que devem estar limpas e isentas de materiais
estranhos.

Chapiscar a alvenaria conforme indicado no item chapisco sobre alvenaria e


concreto.

Após o chapisco molhar fartamente com água antes da aplicação do emboço.

Aplicar emboço após o assentamento dos marcos, assentamento e teste das


canalizações embutidas e acessórios das tubulações, assentamento de esquadrias
metálicas, etc.

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Os emboços serão fortemente comprimidos contra as superfícies e deverão


apresentar acabamento desempenado áspero, mas perfeitamente alinhado, nivelado,
aprumado e uniforme, a fim de facilitar a aderência da cerâmica.

A espessura do emboço adequado para o perfeito desempeno das paredes será de


no máximo 15mm. Quando houver necessidade, em casos especiais, aplicar emboço com
espessura superior a 20mm, recomenda-se aplicá-lo em 2 camadas, sendo a primeira
chapada com colher de pedreiro e a segunda sarrafeada.

Poderá ser utilizado para o emboço argamassa mista de cal em pasta peneirada e
pura, e areia lavada média seca sem peneirar no traço 1:4, com 150 kg de cimento, traço A-
13.

A pasta de assentamento será constituída de argamassa de cimento com cola ,


aplicada com desempenadeira de aço dentada, da seguinte forma:

- Misturar 4 partes de argamassa cimentcola para cada parte de água, amassando-


se bem e homogeneizando a mistura em repouso por 15 minutos, e reamassando
novamente antes da utilização.

- O preparo deverá ser em pequenas quantidades, o suficiente para ser utilizada num
período máximo de 3 horas.

- Estender a argamassa em camadas de no máximo 3 mm de espessura com o lado


liso da desempenadeira de aço, e em seguida com o lado dentado remover o excesso de
argamassa encostando os dentes da desempenadeira na base formando sulcos e cordões
paralelos. Para garantir um bom assentamento, os cordões deverão ter 6 mm de altura por 4
mm de largura, com 5 mm de intervalo entre um cordão e o seguinte.

- As peças devem ser assentadas à seco, sem a necessidade de imersão prévia em


água, pressionando-as adequadamente para sua perfeita aderência.

Após o assentamento, com juntas bem próximas, aguardar-se-á 3 dias e procede-se


o rejuntamento com Rejuntabrás ou pasta de Sika para rejuntar ou rejunte na cor branca.
Após 24 horas do rejunte molhar o mesmo para proceder a cura.

É importante proceder a limpeza bem executada dos azulejos, após o assentamento


e também após o rejunte, pois a mesma torna-se difícil após a secagem dos respingos de
argamassa e pasta de rejunte.

O painel depois de concluído deverá apresentar uma superfície rigorosamente plana


e um perfeito alinhamento entre as fiadas.

9.0 - PAVIMENTAÇÃO

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9.1 LASTRO DE CONCRETO, ESPESSURA DE 5,0 cm

A superfície a ser pavimentada será adequadamente aterrada, nivelada e


compactada.

Deverão ser verificadas todas as necessidades de execução de tubulações


embutidas sob o piso, previstas no projeto.

Após esta etapa inicial, será lançado o concreto simples no traço 1:2: 4, espalhado
manualmente, com o auxílio de equipamentos e ferramentas manuais, até que toda a
superfície seja coberta com uma camada de 5,0 cm de concreto.

Deverá apresentar uma resistência característica não inferior a FCK = 13 MPa.

9.2 PISO CERÂMICO

A execução dos pisos cerâmicos obedecerá às especificações do fabricante.O


assentamento das cerâmicas deverá ser executado empregando argamassa pronta. A
colocação das peças cerâmicas será feita de modo a se deixar as superfícies planas,
evitando-se ressaltos de uma em relação a outra. Será substituído qualquer elemento que,
por percussão, não tiver som metálico. Deverá ser proibido o trânsito sobre os pisos recém-
colocados durante 2 (dois) dias no mínimo.

Os pisos deverão ter declividade de 1 (um) %, no mínimo, em direção aos ralos, para
o perfeito escoamento das águas. O nivelamento será feito por meio de gabarito constituído
de pequenas chapas de madeira assentadas em pontos estratégicos e perfeitamente
niveladas. Os revestimentos de cerâmica serão executados, com cuidado, por ladrilheiros
peritos em serviços esmerados e duráveis. O assentamento será feito de modo a serem
obtidas juntas de espessura constante de 3mm,
utilizando-se espaçadores.

As placas cerâmicas serão cuidadosamente escolhidas no canteiro da obra quanto


à qualidade, dimensões e desempenho. Deverão ser rejeitadas todas as peças que
apresentarem defeitos de superfície, discrepância de bitola ou empeno. O corte das placas
cerâmicas pode ser feito com equipamento manual ou serra circular elétrica.

Sobre a base previamente preparada, deverá ser feito desempenamento e


nivelamento de argamassa. As placas cerâmicas devem ser aplicadas obedecendo-se ao
gabarito e às linhas nas duas direções. O piso deverá ser executado somente após a
conclusão do revestimento das paredes e das instalações sanitárias e hidráulicas. O
rejuntamento será feito na cor cinza, com rejunte pré-fabricado impermeável, flexível da

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9.2 CALÇADA EM CONCRETO , ESPESSURA DE 5,0cm

A calçada em concreto, na espessura de 5,0 cm, com entarugamento em madeira ou


junta de dilatação em PVC, no traço 1:2: 4, será executada conforme a NB-611/82 e de
acordo com sua resistência característica, não inferior a FCK = 13 MPa.

10.0 – RODAPÉ PARA PISO DE ALTA RESISTÊNCIA

O Rodapé para piso de alta resistência deverá ser instalado conforme indicação no
projeto com altura de 8 cm.

11.0 – PINTURA

11.1 PROCEDIMENTOS BÁSICOS:

Todas as superfícies a serem pintadas, serão cuidadosamente limpas, escovadas e


raspadas para remover sujeiras, poeiras e outras substâncias estranhas. Partes soltas ou
mal aderidas devem ser raspadas e escovadas.

As superfícies a pintar serão protegidas de forma a evitar que poeiras, fuligens,


cinzas e outros materiais estranhos possam se depositar durante a aplicação e secagem da
tinta.

Antes de se iniciar qualquer serviço de pintura, deverá ser verificada a preparação da


superfície, de acordo com as recomendações dadas, e que a tinta seja apropriada ao tipo de
superfície.

Aplicar cada demão de tinta quando a precedente estiver perfeitamente seca,


devendo observar o intervalo de 24 horas entre demãos sucessivas.

Igual cuidado deverá ser tomado entre demãos de massa plástica, observando um
intervalo mínimo de 48 horas após cada demão.

Adotar precauções especiais, com a finalidade de evitar respingos de tinta em


superfícies não destinadas à pintura, tais como vidros, ferragens de esquadrias e outras.

Recomendam-se as seguintes cautelas para proteção de superfícies e peças:

● Isolamento com tiras de papel, pano ou outros materiais ;

● Separação com tapumes de madeira chapa de fibra de madeira comprida ou


outros materiais;

● Remoção de salpicos, enquanto a tinta estiver fresca, empregando removedor


adequado, sempre que necessário.

Deverão ser usadas tintas de fabricação recente, prazo inferior a 90 dias, não sendo
permitidas composições diferentes às indicações dos fabricantes.

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As tintas aplicadas serão diluídas conforme orientação do fabricante e aplicadas na


proporção recomendada. As camadas serão uniformes, sem corrimento, falhas ou marcas
de pincéis.

Todas as tintas serão rigorosamente misturadas dentro de latas e periodicamente


mexidas com uma espátula, antes e durante a aplicação, para obter uma mistura densa e
uniforme e evitar a sedimentação dos pigmentos e componentes mais densos.

Os trabalhos de pintura em locais desabrigados serão suspensos em tempos de


chuvas ou de excessiva umidade.

11.2 SELADOR ACRÍLICO

O aparelhamento das paredes com selador acrílico tem como objetivo a mudança
das condições da superfície, mediante alisamento obtendo-se uma textura especial.

demãos.

11.3 TINTA ACRÍLICA

As áreas externas e internas, conforme indicado no projeto, receberão pintura com


tinta acrílica, em duas demãos.

11.4. ESMALTE SINTÉTICO, SOBRE ESQUADRIAS DE FERRO

Quando a superfície estiver devidamente preparada para receber a pintura esmalte,


lixar a seco e remover o pó, para deixá-la totalmente limpa.

Em seguida, aplicar duas ou mais demãos de tinta de acabamento nas cores


definidas e observando sempre as recomendações do fabricante.

O esmalte sintético, conforme especificados na NBR-5846/81 (TB-124/75), será


aplicado em todas as esquadrias de ferro e madeira.

12.0 – FORRO

12.1 FORRO DE PVC

As réguas de PVC rígido para forro devem ser resistentes a agentes químicos, ao
fogo e inalteráveis à corrosão, isentas de quaisquer defeitos.

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Devem ser recebidas em embalagens adequadas e armazenadas em local


protegido, seco e sem contato com o solo, de modo a evitar danos e outras condições
prejudiciais.
Os forros de PVC devem ser fixados sob tarugamento de madeira ou sob perfis
metálicos, ou apoiados em perfis de alumínio presos à estrutura de apoio, conforme
detalhes do projeto.
A fixação das chapas na estrutura de sustentação deve ser realizada conforme as
recomendações do fabricante, através de pregos, grampos ou parafusos.

13.0 – VIDRO

13.1 VIDRO TEMPERADO INCOLOR E= 4MM

Os serviços de envidraçamento devem ser executados rigorosamente de acordo com


os detalhes do projeto arquitetônico e com as disposições contidas na NB-226 e nesta
especificações.

A espessura dos vidros será de 4 mm encaixilhado nas esquadrias de ferro indicados


no projeto arquitetônico.

Os vidros a serem empregados nas obras não devem apresentar bolhas, lentes,
ondulações, ranhuras ou outros defeitos.

Para assentamento das chapas de vidro, deve ser empregada massa dupla de
vidraceiro ou gachetas duplas de borracha, conforme indicação nos detalhes do projeto
arquitetônico.

A massa de vidraceiro deve ser composta de gesso cru e óleo de linhaça, devendo-
se acrescentar-lhe o pigmento adequado, caso necessário.

14.0 – DIVERSOS

14.1 PLACA DE INAUGURAÇÃO

Na conclusão da obra, será fixada uma placa inaugural, em aço escovado, com
descrições das principais informações da obra, inclusive data de inauguração, em lugar
determinado pela FISCALIZAÇÃO.

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15.0 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

15.1 LÂMPADA FLUORESCENTE

Serão utilizadas luminárias com reatores simples e duplos de partida rápida, alto
fator de potência com lâmpadas fluorescentes de 20W e 40W, tipo luz do dia da OSRAN ou
similar e luminárias de teto do tipo Mista de 160W, os soquetes de pressão serão do tipo
anti-vibratório da Lorenzetti ou similar.

15.2 CABO ISOLADO EM PVC ANTI-CHAMA SEÇÃO 2.5 , 4, 16, 70 mm² – 750V –
70º.

Os cabos condutores de corrente elétrica deverão ser isolados em pvc para


450/750V-70º, encordoamento classe 2, com bitola nominal de acordo com a especificada
em projeto e identificados com o código do circuito por meio de indicadores, firmemente
presos a estes, em caixas de junção, chaves, disjuntores e onde mais se faça necessário.

As emendas dos cabos de 240V a 1000V serão feitas com conectores de pressão
ou luvas de aperto ou compressão. As emendas, exceto quando feitas com luvas isoladas,
deverão ser revestidas com fita de borracha moldável até se obter uma superfície uniforme,
sobre a qual serão aplicadas, em meia sobreposição, camadas de fita isolante adesiva. A
espessura da reposição do isolamento deverá ser igual ou superior à camada isolante do
condutor. As emendas dos cabos com isolamento superior a 1000V deverão ser executadas
conforme recomendações do fabricante.

As emendas de condutores somente poderão ser feitas nas caixas, não sendo
permitida a fiação de condutores emendados, conforme disposição da NBR 5410. O
isolamento das emendas e derivações deverá ter, no mínimo, características equivalentes
às dos condutores utilizados.

A fiação será feita com o menor número possível de emendas, caso em que deverão
ser seguidas as prescrições abaixo:

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 limpar cuidadosamente as pontas dos fios a emendas;


 para circuitos de tensão entre fases inferior a 240V, isolar as emendas com fita
isolante formar espessura igual ou superior à do isolamento normal do condutor;
 executar todas as emendas dentro das caixas.

15.3 TERMINAL DE PRESSÃO.

Deverão ser utilizados terminais de pressão para fixação de cabos em quadros


elétricos, conforme bitola de cabo especificada em projeto.

15.4 CURVA 90º DE PVC RÓSCAVEL PARA ELETRODUTO RÓSCAVEL

As curvas de PVC deverão ser com rosca e será usada para fazer derivações de
acordo com o eletroduto a ser utilizado e especificado em projeto.

15.5 LUVA DE PVC PARA ELETRODUTO RÓSCAVEL

Deverá ser de PVC e ser com diâmetro de acordo com o eletroduto a ser utilizado e
especificado em projeto.

15.6 QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE LUZ E FORCA EM CHAPA DE AÇO DE


EMBUTIR, ATÉ 24 DIVISÕES MODULARES

Deverá ser em chapa de aço, de embutir, para utilização em canaleta aparente e


com 12 divisões modulares de acordo com a quantidade de circuitos elétricos
especificados em projeto ou pela FISCALIZAÇÃO.

15.7 DISJUNTOR MONOPOLAR TERMOMAGNÉTICO DE 10A A 30A EM QUADRO


DE DISTRIBUIÇÃO

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Utilizado para o seccionamento de corrente elétrica, com características


termomagnéticas e do tipo monopolar, de acordo com a carga instalada em cada circuito
elétrico terminal, especificados em projeto ou pela FISCALIZAÇÃO.

15.8 DISJUNTOR BIPOLAR OU TRIPOLAR TERMOMAGNÉTICO DE 30A EM


QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO

Utilizado para o seccionamento de corrente elétrica, com características


termomagnéticas e do tipo tripolar, de acordo com a carga instalada no circuito elétrico de
alimentação, especificados em projeto ou pela FISCALIZAÇÃO.

15.9 TOMADA DOIS PÓLOS MAIS TERRA 20 A – 250 V

As tomadas serão de dois pólos para as fases e um pólo para terra. As caixas com
as tomadas deverão ser fechadas por espelhos, que completem a montagem desses
dispositivos. As caixas de tomadas de 100 x 50 mm (4"x2") serão montadas com o lado
menor paralelo ao plano do piso.

15.10 MALHA DE ATERRAMENTO – 4 HASTES

Deverá ser executado um sistema com 4 hastes, visando-se proteger o máximo as


partes metálicas da instalação. O valor de tensão entre terra e neutro máxima, não deverá
exceder 10V.

Pelo menos uma das hastes deverá ser locada em caixa de alvenaria com tampa
para inspeção com dimensionamento especifícado em projeto.

A haste deverá ser COPPERWELD com comprimento 2,40m e bitola de ¾”. A


ligação do condutor ao sistema de aterramento deverá ser feita por solda exortémica, não
sendo permitido o uso de solda simples.

As carcaças dos Quadros de distribuições, chaves e quaisquer outras partes


metálicas que não conduzam corrente elétrica deverão ser aterradas.

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15.11 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Cabe informar ainda que as atividades de Projetos para Instalação Elétrica serão
desempenhadas em CUMPRIMENTO à NBR 5410 e DINT-01 (CONCESSIONÁRIA
LOCAL).

16.0 - INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS

16.1 SISTEMA DE ÁGUA FRIA

Distribuição

A distribuição será através de tubulações em PVC enterrada.

16.2 CRITÉRIO DE DIMENSIONAMENTO

O dimensionamento do sistema foi efetuado de acordo com as especificações da


norma NBR – 5626 da ABNT.

16.3 CRITÉRIOS DE DIMENSIONAMENTO

Para efeito do dimensionamento dos coletores e dos condutores foram observadas


as exigências da norma da NBR-8160/83 da ABNT.

Para os condutores horizontais foram observadas as declividades mínimas


necessárias para o perfeito escoamento dos efluentes.

16.4- ESPECIFICAÇÕES DE MATERIAIS HIDRÁULICOS

16.4.1 SISTEMA DE ÁGUA FRIA

Tubulações

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Os tubos deverão ser em PVC rígido marrom, com juntas soldáveis, classe A,
pressão de serviço de 7,5 Kgf/cm². Deverão ser fabricados em conformidade com as
especificações da NBR 5648 da ABNT. O fornecimento deverá ser em tubos com
comprimento útil de 6,0m.

Conexões

As conexões deverão ser em PVC rígido marrom, com bolsa para junta soldável,
classe A, pressão de serviço de 7,5 Kgf/cm².

Registros de Gaveta

Deverão ser em bronze com canopla, devendo atender a especificação da


arquitetura.

Registro de Pressão

Deverão ser em bronze com canopla, devendo atender a especificação da


arquitetura.

Metais Sanitários

Por se tratar de elementos também decorativos, devem atender as especificações do


memorial de arquitetura.

16.4.2 SISTEMAS DE ESGOTOS SANITÁRIOS, VENTILAÇÃO

Tubulações

Os tubos deverão ser em PVC rígido, com junta elástica, ponta e bolsa, fabricados
conforme norma ABNT NBR-5688. O fornecimento deverá ser em tubos com comprimento
útil de 6,0 m.

Conexões

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As conexões deverão ser em PVC rígido, com junta elástica, ponta e bolsa, fabricada
conforme norma ABNT NBR-5688.

16.5 - ESPECIFICAÇÕES DE SERVIÇOS E MONTAGENS

16.5.1 MÉTODO DE EXECUÇÃO DAS INSTALAÇÕES

Todas as aberturas no terreno ou alvenaria, para instalação de tubulações, só


poderão ser fechadas após o proprietário constatar o estado dos tubos, das juntas, das
proteções e caimentos das tubulações.

As caixas de inspeção serão locadas conforme projeto e não poderão ter suas
tampas recobertas com revestimentos que impeçam a localização das mesmas.

As caixas de inspeção deverão ser em alvenaria, com fundo e tampa de concreto,


impermeabilizadas internamente com argamassa de cimento e areia traço 1:3, com adição
de Vedacit.

Durante a construção, até o início das montagens dos aparelhos, as extremidades


livres das tubulações serão vedadas com bujões rosqueados ou plugs, devidamente
apertados, para se evitar entrada de corpos estranhos, não se admitindo o uso de papel ou
buchas de madeira.

Os caimentos das tubulações deverão obedecer as indicações contidas em plantas


para cada caso e quando estas não existirem, obedecerão as normas usuais em vigor.

16.5.2 ENSAIOS E RECEBIMENTOS DAS INSTALAÇÕES

O instalador testará em presença do proprietário todas as instalações de acordo com


o seguinte roteiro:

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Água Fria: Todas as canalizações de água deverão ser testadas antes de eventual
pintura ou fechamento dos rasgos nas alvenarias ou de seu envolvimento por capas de
argamassa, sendo lentamente cheias de água, para eliminação completa de ar, e em
seguida submetidas à prova de pressão interna.

Esta prova será feita com água ou ar comprimido sob pressão 50% superior à
pressão estática máxima na instalação, não deverão em ponto algum da canalização a
menos de l Kgf/cm². A duração da prova será de no mínimo 6 horas.

16.6 SISTEMAS DE TRATAMENTO DE EFLUENTES

Tanque de Sangue

O tanque de sangue deve se localizar nas proximidades do matadouro, para que


seja coletado e armazenado o sangue proveniente dos processos de abate, afim de que
seja reaproveitado sendo transformado em farinha para compor rações nutritivas ou para
servir como fertilizante. Caso isso não ocorra o sangue deve ser misturado com cal virgem e
depois destinado ao aterro sanitário muinicipal.

Crivo

Recomenda-se o peneiramento, para eliminação dos sólidos em suspensão com


tamanhos superiores a dois centímetros. Para cumprir essa finalidade foi projetado o crivo,
uma caixa com fundo falso que faz a função da peneira. O material aí retido deverá ser
encaminhado a aterros sanitários ou a incineradores.
A limpeza do crivo deverá ser executada diariamente de forma manual com pá ou
ancinho, sendo destinado a aterros sanitários o material retirado.

Caixa de Gordura

Para a separação dos óleos e graxas foi prevista uma caixa de gordura, e um tanque
para depósito do material retido, tendo este a finalidade de propiciar condições adequadas
ao aproveitamento da gordura.

Esterqueira

A esterqueira tem por finalidade o processamento do material proveniente dos


currais e da limpeza das vísceras (bucho). Trata-se de um sistema de peneiras múltiplas,
que possibilitam a separação das fases sólida e líquida dos resíduos. O material sólido
deverá ser encaminhado para o aproveitamento agrícola ou para o aterro sanitário
municipal. O efluente líquido será encaminhado para a linha de tratamento principal.

Tanque séptico

O tanque séptico capaz pode alcançar uma eficiência de 70%, no que diz respeito à
estabilização matéria orgânica a ele aplicada, medida esta última pela DBO, desde que seja

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corretamente projetado. Também apresenta um bom comportamento na estabilização de


esgotos “frescos”. O tanque suporta bem variações de vazões, comum no caso
dematadouros.

Lagoa facultativa

Esta unidade foi projetada à base da carga orgânica superficial, sendo desejável que
esta não exceda de 150 quilogramas de DBO por hectare e por dia; os resultados da
depuração são elevados, podendo atingir a eficiência de 90 a 95%.

Remoção do lodo

Os lodos acumulados no tanque séptico serão removidos por meio de caminhões


tanque, do tipo
limpa fossas, providos de bombas apropriadas. A remoção será feita uma vez por
ano.
As lagoas facultativas serão limpas por meio de equipamentos tipo “drag line” de 15
em 15 anos.

16.4.3 RESPONSABILIDADES DO CONSTRUTOR

As instalações a serem executadas na forma do presente memorial, deverão ser


garantidas pela firma instaladora quanto ao seu perfeito funcionamento, quanto à qualidade
dos materiais empregados e ainda, quanto à conformidade com as exigências em vigor
nesta data, imposta pela Concessionária com jurisdição sobre as referidas instalações. A
Firma instaladora substituirá por sua conta, qualquer material ou aparelho de seu
fornecimento que durante o prazo de três anos, a contar da data da entrega dos trabalhos,
apresentar defeitos decorrentes de fabricação ou da instalação dos mesmos.

16.4.4 GARANTIA

Deverá ser dada uma garantia de funcionamento da instalação e de seus


componentes, pelo prazo mínimo de 03 (três) ano a contar da data da entrega da instalação
em funcionamento, contra quaisquer defeitos de qualidade, fabricação ou montagem, assim
como assumir todas as despesas de estadia, viagem, mão-de-obra e material de reposição
necessário ao cumprimento dos termos da garantia, exceto aqueles que se verificarem por
não obediência às recomendações feitas pelo contratado.

17.0 LIMPEZA DA OBRA

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17.1 LIMPEZA DA OBRA

A obra será entregue limpa e conservada. Todas as instalações serão entregues


limpas e em perfeito funcionamento.

O piso de concreto e as calçadas deverão ser limpos com ácido muriático. Os


revestimentos cerâmicos e os azulejos serão entregues limpos, sem salpicos ou aderências.

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