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FACULDADE ANHANGUERA DE ANÁPOLIS

RELATÓRIO PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL

Anápolis
2017
RELATÓRIO PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL

Relatório Projeto Elétrico Residencial apresentado à Faculdade


Anhanguera de Anápolis como requisito parcial do curso de
Engenharia Elétrica).

Coordenador de Curso: Luciano do Valle

FACULDADE ANHANGUERA DE ANÁPOLIS

RELATÓRIO PROJETO ELÉTRICO RESIDENCIAL


Dados do Projeto
Nome: Marcelo Augusto Borges de Sales
Registro Acadêmico: 9020441532
Curso e Período: Engenharia Elétrica

Dados do Local de Estágio


Empresa: João Alberto De Carvalho Franco
Supervisor: João Alberto De Carvalho Franco
N° de registro: 7011/D-GO

Período de Estágio

Início: 04/09/2017 Término: 06/10/2017


Jornadas de trabalho: _30__ horas semanais.
Total de horas: __140__ horas em __24 dias____

Anápolis
2017
AGRADECIMENTOS
"A verdadeira função do ser humano é viver, não
existir. Por isso, não vou desperdiçar os meus
dias tentando prolongá-los. Quero aproveitar o
meu tempo.” Jack London.
RESUMO

Este relatório detalha as atividades desenvolvidas ao longo do estágio integrado


do autor, o estudante Marcelo Augusto Borges de Sales, na João Alberto De
Carvalho Franco. A maior parte das atividades está relacionada à área de sistemas
de energia. Destacam-se o projeto de instalações elétricas de baixa tensão e de
redes de distribuição de média tensão de projeto da prefeitura de Anápolis, com uso
de AUTOCAD, este sendo engenheiro do quadro efetivo da Prefeitura de Anápolis.
Todas as minhas atividades foram acompanhadas pelo profissional.

Palavras-chave: Estágio, Prefeitura de Anápolis, Sistemas de Energia, Redes de


Média Tensão, Instalações de Baixa Tensão, AUTOCAD®.
ABSTRACT

This report details the activities developed during the integrated stage of the
author, student Marcelo Augusto Borges de Sales, in João Alberto De Carvalho
Franco. Most of the activities are related to the area of energy systems. Of particular
note are the low voltage electrical installations and medium voltage distribution grids
of Anápolis City Hall, with the use of AUTOCAD, which is an engineer of the effective
staff of the Anápolis City Hall. All my activities were accompanied by the professional.

Keywords: Internship, Anápolis Prefecture, Power Systems, Medium Voltage


Networks, Low Voltage Installations, AUTOCAD®.
SUMÁRIO

SUMÁRIO ......................................................................................................................................................166
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 7
2 AMBIENTE DE ESTÁGIO (INSTITUIÇÃO) .................................................................................................... 8
3 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ................................................................................................................. 9
3.1 DISCUSSÕES ............................................................................................................................................. 11

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .........................................................................................................................13


REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................................14
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1 INTRODUÇÃO

O Estágio Obrigatório Integral é capaz de proporcionar ao estudante aquela que


será, muitas vezes, a sua primeira experiência profissional como engenheiro. Ele
exigirá do aluno a capacidade de aplicar na prática o conhecimento adquirido ao
longo da graduação e a capacidade de absorver rapidamente novos conhecimentos,
particulares ao trabalho que se deseja desenvolver.
Anápolis é um município brasileiro do interior do estado de Goiás, Região
Centro-Oeste do país. Situada no Planalto Central Brasileiro, pertence
à Mesorregião Centro Goiano e à Microrregião de Anápolis.
O estágio do autor deste relatório foi desenvolvido na Secretaria de Obras da
Prefeitura de Anápolis, onde o estagiário atuou junto ao servidor dentro da
Secretaria, primeiramente o estagiário tentou um contrato diretamente com a
Prefeitura de Anápolis e não obteve êxito, logo entrei em contato com o engenheiro
do setor e ele propôs um estágio em que eu atuaria dentro da secretaria diretamente
com ele. Este setor da Secretaria é responsável pela vistoria dos projetos da área de
Educação do Município fiscalizando a execução das obras.
As atividades desenvolvidas serão aqui apresentadas de forma a deixar claro o
conhecimento teórico e as soluções de engenharia envolvidos.
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2 – Base teórica
2.1 - Generalidades do sistema elétrico
Nosso sistema elétrico é composto basicamente de:
 Geração;
 Transmissão;
 Distribuição;
 Consumidor final.
O segmento de geração de energia elétrica, no Brasil, é formado atualmente
por 4.645 empreendimentos geradores (ANEEL, 2016). Cerca de 63% destes
empreendimentos são usinas termelétricas, movidas a gás natural, biomassa, óleo
diesel, óleo combustível.

O sistema de transmissão é responsável pelo transporte de grandes


quantidades de energia elétrica provenientes de usinas geradoras. Para realizar este
transporte por longas distâncias é necessário elevar a tensão nas linhas, que
normalmente está em 13,8 kV nas usinas. Usualmente, os níveis de tensão nas linhas
de transmissão são: 230 kV, 345 kV, 440 kV, 500 kV, 600 kV e 750 kV (BARROS et
al., 2014). No Brasil, padronizou-se os seguintes níveis das tensões: para
transmissão: 750, 500, 230, 138 e 69 kV; e para subtransmissão: 138, 69 e 34,5 kV.
Os sistemas de subtransmissão são usados para transmitir potência a grandes
consumidores e, no Brasil, de modo geral, são as linhas de 69 kV.

O sistema de distribuição de energia elétrica é responsável por conduzir a


energia aos consumidores finais. Para isso é necessário reduzir o nível de tensão das
linhas de transmissão a níveis de tensão primária e secundária. Os níveis de tensão
classificados como primários são os que variam de 13,8 kV a 34,5 kV (CREDER, 2016)
e os secundários são os que variam de 110 a 440 V (ABRADEE, 2017).

Os consumidores finais são classificados de acordo com a classe em que se


inserem, podendo ser de baixa ou alta tensão. O grupo de baixa tensão atende as
unidades consumidoras com fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV, caracterizado
pela tarifa monômia. Já o grupo de alta tensão atende as unidades consumidoras com
fornecimento de tensão igual ou superior a 2,3 kV ou atendidas pelo sistema
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subterrâneo (ANEEL, 2010). Dentro da classificação de baixa tensão, existem


subdivisões, estando inseridos as seguintes classes de consumo (ANEEL, 2008):
 B1 – residencial e residencial de baixa renda;
 B2 – rural, cooperativa de eletrificação rural e serviço público de irrigação;
 B3 – demais classes;
 B4 – iluminação pública
Já na classe de alta tensão, os setores são divididos nos seguintes subgrupos
(ANEEL, 2008):
 A1 – tensão de fornecimento igual ou superior a 230 kV;
 A2 – tensão de fornecimento de 88 kV a 138 kV;
 A3 – tensão de fornecimento de 69 kV;
 A3a – tensão de fornecimento de 30 kV a 44 kV;
 A4 – tensão de fornecimento de 2,3 kV a 25 kV;
 AS – tensão de fornecimento inferior a 2,3 kV atendida a partir do sistema
subterrâneo de distribuição e faturada no Grupo A excepcionalmente.

2.2 – Projeto das Instalaçoes elétricas

2.2.1 - Carga de iluminação.


Na determinação das cargas de iluminação incandescente, adotam se os
seguintes critérios, de acordo com a NBR 5410:2004: em cada cômodo ou
dependência de unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e
similare; deverá ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no teto, com potência
mínima de 100 VA; em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2,
deverá ser prevista uma carga de pelo menos 100 VA,e, com área superior a 6 m2,
deverá ser prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m2 , acrescida
de 60VA para cada aumento de 4 m2 inteiros.
Os valores apurados correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de
dimensionamento dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das
lâmpadas incandescentes a serem utilizadas. Para aparelhos fixos de iluminação
à descarga (lâmpadas fluorescentes, por exemplo), a potência a ser considerada
deverá incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o fator de potência dos
equipamentos auxiliares (reatores). Para o dimensionamento da carga de
iluminação fluorescente, os valores de potência indicados acima deverão ser
reduzidos, pois as lâmpadas fluorescentes são mais eficientes do que as
incandescentes. Como regra prática, podemos dividir os valores de potência por 4,
que é a relação de eficiência entre as lâmpadas incandescentes e fluorescentes.
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2.2.2 – Pontos de tomada de uso geral

Nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares,


o número de pontos de tomada de uso geral deve ser fixado de acordo com o
seguinte critério:
 Nos cômodos ou dependências da instalação, se a área for inferior a 6 m2 ,
pelo menos um ponto de tomada; se a área for maior que 6 m2 , pelo menos
um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração de perímetro, espaçados
tão uniformemente quanto possível;
 Em banheiros, pelo menos um ponto de tomada junto ao lavatório;
 Em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais
análogos, no mínimo um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração de
perímetro, sendo que, acima de cada bancada com largura igual ou
superior a 0,30 m, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada;
 Em subsolos, garagens, sótãos, halls de escadarias e em varandas, salas de
manutenção ou localização de equipamentos, tais como casas de máquinas,
salas de bombas, barriletes e locais análogos, deve ser previsto no mínimo um
ponto de tomada.

Nas unidades residenciais e nas acomodações de hotéis, motéis e similares, aos


pontos de tomada de uso geral devem ser atribuídas as seguintes potências: em
banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais
análogos, no mínimo 600 VA por ponto de tomada, até três pontos, e 100 VA por
ponto, para os excedentes, considerando cada um desses ambientes
separadamente; Nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto
de tomada

Aos pontos de tomadas de uso específico deverá ser atribuída uma potência
igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado. Quando não for conhecida
a potência do equipamento a ser alimentado, deverá atribuir-se ao ponto de tomada
uma potência igual à potência nominal do equipamento mais potente com
possibilidade de ser ligado, ou potência determinada a partir da corrente nominal
da tomada e da tensão do respectivo circuito. Os pontos de tomada de uso específico
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devem ser instalados no máximo a 1,5 m do local previsto para o equipamento a ser
alimentado.

2.2.3 – Ponto de Tomada de Uso Especifico


Aos pontos de tomadas de uso específico deverá ser atribuída uma potência
igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado. Quando não for conhecida
a potência do equipamento a ser alimentado, deverá atribuir-se ao ponto de tomada
uma potência igual à potência nominal do equipamento mais potente com
possibilidade de ser ligado, ou potência determinada a partir da corrente nominal
da tomada e da tensão do respectivo circuito.

2.3 – Divisão da Instalação

Devem ser observadas as seguintes restrições em unidades residenciais, hotéis,


motéis ou similares:
 circuitos independentes devem ser previstos para os aparelhos com
corrente nominal superior a 10 A (como aquecedores de água, fogões e
fornos elétricos, máquinas de lavar, aparelhos de aquecimento ou para
aparelhos de ar-condicionado etc.);
 circuitos de iluminação devem ser separados dos circuitos de tomadas;
 em unidades residenciais, hotéis, motéis ou similares, são permitidos pontos
de iluminação e tomadas em um mesmo circuito, de maneira a se evitar que
os pontos de iluminação não sejam alimentados, em sua totalidade, por
um só circuito, exceto nas cozinhas, copas e áreas de serviço, que devem
constituir um ou mais circuitos independentes;
 proteções dos circuitos de aquecimento ou condicionamento de ar de uma
residência podem ser agrupadas no quadro de distribuição da instalação
elétrica geral ou num quadro separado;
 quando um mesmo alimentador abastece vários aparelhos individuais de ar
condicionado, deve haver uma proteção para o alimentador geral e uma
proteção junto a cada aparelho, caso este não possua proteção interna própria.
 cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro;
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 circuitos de tomadas deverão ter um condutor de proteção – PE (terra) –


ligado diretamente ao terra da instalação. O condutor PE pode ser comum a
mais de um circuito.
 Circuitos de iluminação instalados em áreas com piso “molhado” ou
instalados em algumas instalações industriais também deverão ter um
condutor de proteção - PE.
2.4 - Condutores e Linhas Elétricas

2.4.1 - Condutores
Os condutores utilizados nas instalações residenciais, comerciais ou industriais de baixa tensã
o poderão ser de cobre ou de
alumínio, com isolamento de PVC (cloreto de polivinil) ou de outros materiais previsto
s por normas, como EPR ou
XLPE.
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste relatório foram reportadas as atividades desenvolvidas ao longo dos


quase dois meses de estágio no Departamento de obras e fiscalização da Prefeitura
Municipal de Anápolis, pelo aluno Marcelo Augusto Borges de Sales. Elas foram
subdivididas em categorias, conforme a sua natureza. As atividades desenvolvidas
abrangeram diversos tópicos do campo de sistemas elétricos, instalações de baixa
tensão e de média tensão, gestão de demanda e materiais elétricos, além de
atividades administrativas comuns aos engenheiros da administração pública,
permitindo ao aluno observar na prática as aplicações do conhecimento adquirido
em sala de aula.

O fato de nem todos esses tópicos terem sido estudados em sala, uma vez que
o estagiário optou por estudar as disciplinas da ênfase de eletrônica, representou a
maior dificuldade encontrada no estágio, e também a maior oportunidade de
aprendizado. Os projetos aqui referidos não chegaram a ser executados ao longo do
tempo de estágio. Eles servirão de projetos básicos nos procedimentos licitatórios,
para demonstrar a exequibilidade das obras e serviços de engenharia. Os projetos
executivos serão elaborados e executados pelo vencedor da licitação, nos próximos
meses.
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REFERÊNCIAS

ABNT. NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Associação Brasileira


de Normas Técnicas.

[S.l.]: ABNT. 2004. ABNT. NBR 14039 - Instalações Elétricas de Média Tensão de
1,0 kV a 36,2 kV.

Associação Brasileira de Normas Técnicas. [S.l.]: ABNT. 2005. ABNT. NBR 5101 -
Iluminação Pública.

[S.l.]: Associação Brasileira de Normas Técnicas. 1990. MAMEDE FILHO, João.


Instalações Elétricas Industriais. Ed.8. LTC, 2010. CREDER, Hélio. Instalações
Elétricas. Ed.15. LTC, 2007. KAGAN, Nelson.

Introdução aos Sistemas de Distribuição de Energia Elétrica. Ed.1. Edgard


Blucher, 2010. GOMES DE

LIMA, Moisés. Apostila de Construção de Redes de Distribuição. IFCE, Campus


Cedro, 2011

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