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CURSO LIVRE DE TEOLOGIA

ESTUDO BÍBLICO INDUTIVO

DO EVANGELHO de JOÃO 6.5-14.

LORIVAL ANTUNES SOBRAL

Salvador
2018
LORIVAL ANTUNES SOBRAL

ESTUDO BÍBLICO INDUTIVO

DO EVANGELHO de JOÂO 6. 5-14.

2018
TEXTO
1
Texto: João 6:5-14

v.5 Levantando Jesus os olhos e vendo a grande multidão que a ele acorria, disse a
Filipe: "Onde arranjaremos pão para eles comerem?"

v.6 Ele falava assim para pô-lo à prova, porque sabia o que faria.

v.7 Respondeu-lhe Filipe: "Duzentos denários de pão não seriam suficientes para que
cada um recebesse um pedaço".

v.8 Um de seus discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, lhe disse:

v.9 "Há aqui um menino, que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é
isso para tantas pessoas?"

v.10 Disse Jesus: "Fazei que se acomodem". Havia muita grama naquele lugar.
Sentaram pois os homens, em número de cinco mil aproximadamente.

v.11 Tomou, então, Jesus os pães e, depois de dar graças, distribuiu-os aos presentes,
assim como os peixinhos, tanto quanto queriam.

v.12 Quando se saciaram, disse Jesus a seus discípulos: "Recolhei os pedaços que
sobraram para que nada se perca ".

v.13 Eles os recolheram e encheram doze cestos com os pedaços dos cinco pães de
cevada deixados de sobra pelos que se alimentaram.

v.14 Vendo o sinal que ele fizera, aqueles homens exclamaram: "Esse é,
verdadeiramente, o profeta que deve vir ao mundo!"

1
BIBLIA de JERUSALÉM, Nova edição revista e ampliada. Paulus. 2010
Quem foi o Autor da carta?
Muitos estudiosos modernos acreditam que algum discípulo do apostolo João
escreveu o livro, registrando o seu ensino. Mas a tradição cristã atribuiu sua
autoria ai próprio apostolo João, filho de Zebedeu e irmão de Tiago. No evangelho
o autor de identifica como o discípulo a quem Jesus amava. Não há duvida de
que o autor demonstra ser testemunha ocular dos fatos (cf. Jo 12.21; 14.22;
18.13).1

A quem foi dirigida a carta?


João não revela sua audiência diretamente, mas varias características desse livro
fornecem uma ideia das pessoas que ele estava tentando atingir.
1. O Evangelho de João é extremamente diferente dos outros três Evangelhos
em conteúdo e abordagem. Mateus, Marcos e Lucas (os Evangelhos
Sinóticos) apresentam muitos dados históricos com poucas explicações ou
interpretações. João, entretanto, selecionou os principais acontecimentos e
dedicou bastante tempo à sua explicação e aplicação. Além disso, João
preferiu escrever a respeito de alguns importantes sinais milagrosos
(20.30,31) a fim de elaborar um quadro esclarecedor da pessoa de Cristo.
2. João dá exemplos de tensão existente entre a fé e a descrença e insiste na
importância de responder através do livro (1.12).
3. João emprega um vocabulário simples, mas escolhe palavras especiais,
cheias de significado – por exemplo, palavra, verdade, luz, trevas, vida e
amor.
4. João repete quatro pontos principais: a verdadeira identidade de Jesus, a
necessidade de responder positivamente a Cristo na fé, a dádiva de vida
eterna e a missão de igreja para o mundo.
5. João expõe claramente o seu propósito (20.31).
João apresenta várias evidências de Jesus como sendo o homem de Deus e
o Salvador do mundo, e desafia os leitores a seguirem o seu Senhor.
Portanto, podemos concluir que João escreveu aos judeus da Ásia que ainda
não eram crentes, e também aos gentios.

1 Biblia Brasileira de Estudo. Texto Almeida Século 21. SP. Hagnos. 2016.
Mas João também escreveu aos cristãos, para ajudar a fortalecer sua fé. Ele
era o ultimo apóstolo vivo, e em dos poucos sobreviventes que viram Jesus
em pessoa.2

Onde e quando foi escrito a carta?

A tradição antiga da Igreja diz que João escreveu seu evangelho da cidade de
Éfeso (atual Turquia), onde se estabeleceu depois da guerra judaico-romana (66-
73 d.C.), ali permanecendo até o fim de sua vida. A cidade de Éfeso representava
o encontro de culturas do Ocidente e do Oriente, e era importante tanto em
termos filosóficos como religiosos. Esse perfil combina bem com a apresentação
do próprio evangelho e apesar de não haver evidencia suficiente para estabelecer
Éfeso definitivamente como lugar de origem, oferece uma base razoável para
essa tese.3
Muitos acreditam que o evangelho foi escrito por volta do ano 90 d.C., uma vez
que o autor pressupõe que seus leitores (ou ouvintes) já conheciam muitas coisas
sobre Cristo. Ele expõe ideias teológicas mais desenvolvidas, as quais apontam
para o período final do primeiro século da era cristã. Outros sugerem que o fato
de ele não mencionar a destruição do templo em Jerusalém possa justificar a
possibilidade de que o evangelho tenha surgido antes do ano 70 d.C. Nada,
porém, é definitivo. Romanos, por exemplo, tem uma teologia muito desenvolvida,
mas foi escrito entre 56-57 d.C., e não no fim do primeiro século. Nenhum dos
livros do NT faz menção clara da destruição do templo. Diante de todas essas
possibilidades, é melhor não definir uma data especifica, mas presumir que o
evangelho de João deve ter sido escrito no período compreendido entre o final
dos anos de 60 (depois dos outros evangelhos) e o inicio dos anos 90 d.C. 4

2 Comentário do Novo Testamento. Aplicação Pessoal. Vol.1. Rio de Janeiro. CPAD. 2010
3 Biblia Brasileira de Estudo. Texto Almeida Século 21. SP. Hagnos. 2016.
4 Bíblia Brasileira de Estudo. 2016
Qual o significado da palavra “levantando”?

1) Definição:
A palavra “επαρας” que no texto esta no nominativo, masculino, singular e
particípio aoristo ativo, cuja raiz é “επαιρω”. Tem o significado de levantar os
olhos, observar, tomar conhecimento através do olhar, voltar à atenção para
algo (expressão idiomática; literalmente “levantar os olhos”). 5

Como Cristo percebeu a multidão que o acompanhava, conforme comentário


do escritor (Henry), “Ele levantou os olhos e viu que uma grande multidão
vinha ter com Ele, pessoas pobres, humildes, comuns, sem dúvida, pois delas
são feitas as multidões, especialmente neste tipo de região remote do país.
Ainda assim, Cristo mostrou-se satisfeito com sua presença, e preocupado
com seu bem-estar, ensinando-nos a ser condescendente com aqueles de
posição inferior, e a não colocarmos com os cães do nosso rebanho aqueles a
quem Deus colocou com os cordeiros do seu. Para Cristo, as almas dos
pobres são tão preciosas quanto às dos ricos, e assim devem ser para nós.”
(HENRY, p.824. 2008).6

5 MOUNCE, William D. Léxico Analítico Grego do N.T. São Paulo. Vida Nova. 2013
6 HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento Vol. 5. RJ. CPAD. 2008
Qual o significado da palavra “prova”?

1) Definição:
A palavra “πειράζων”, que no texto está no presente ativo, particípio nominal,
singular masculino. Tem o significado de fazer prova ou teste de, colocar à
prova.7
Aprendemos que Deus nos leva a provações para produzir em nós uma fé
maior. Hb 12:11. Os obstáculos tornam-se oportunidades para que Deus se
mostre forte. Seguir a Cristo não é a ausência de luta; é a abundância de
força.8

Qual o significado da palavra “recebesse”?

1) Definição:

A palavra “λάβη“ que no texto esta na 3ª pessoa singular, 2º aoristo,


substantivo ativo cujo a raiz é “λαμβάνω“. Tem o significado de receber ou
aceitar um objeto ou beneficio em que a iniciativa pertence ao doador, mas o
foco da atenção na transferência passa a ser a pessoa que recebe. 9

Evangelho da encarnação, da Palavra que se fez carne, de Deus que se fez


gente! É assim que pode ser chamado o Evangelho segundo João. Ele é o que
mais aprofunda a transparência divina das realidades humanas. “Cada uma
dessas realidades, tocadas por Jesus, se transforma em sinal: são sinais da
sua glória, como o foi a água transformada em vinho, em Caná; como o foi
ainda a água, pedida e oferecida à samaritana, junto ao poço de Jacó; como o
foi o paralítico curado à beira da piscina de Betesda, ou o cego de nascença,
na fonte de Siloé; ou como os cinco pães, multiplicados para a multidão, nas
colinas da Galiléia. São sinais que tantos viram, tantos presenciaram, mas não
entenderam. E não entenderam porque não creram, não abriram o coração à
fé.” CARSON, pag. 150, 1997.10

7 MOUNCE, William D. Léxico Analítico Grego do N.T. São Paulo. Vida Nova. 2013
8 STOTT, John. A Cruz de Cristo. São Paulo. Vida Nova. 2006.
9 MOUNCE, William D. Léxico Analítico Grego do N.T. São Paulo. Vida Nova. 2013
10 CARSON, D. A. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo. Vida Nova. 1997
Qual o significado da palavra “dar graças”?

1) Definição:

A palavra “ευχαριστησας”, que no texto esta no aoristo ativo, particípio genitivo


singular masculino. Tem o significado de gratidão, ação de graças, agradecer,
relativo a ceia do Senhor.11

“Neste gesto de gratidão Jesus nos mostra o quanto devemos ser dependentes
de Deus e sermos gratos por tudo que Ele nos faz. Ele é aquele que alimenta
diariamente o mundo inteiro criando campos de colheita de alguns grãos. Cristo
sempre fornece. A questão é que confiamos nele para fornecer nossas
necessidades? Jesus é a esperança, que leva à libertação da escravidão do
pecado.”12 WIERSBE, pag. 391. 2007.

a) Qual o significado da palavra “saciaram”?

1) Definição:

A palavra “ενεπλησθησαν“ que no texto esta no aoristo indicativo passivo 3ª


plural, cuja raiz é “εμπιμπλημι”. Tem o significado de levar alguém a ficar
satisfeito em função da comida que foi providenciada em quantidade suficiente,
saciado, cheio.13

Dentre muitos aspectos que poderia salientar está a prática da caridade da


partilha, Jesus nos ensina que a vida é partilha, é um dom que deve ser
fomentado. Alias costuma dizer-se que o pouco partilhado chega para todos.
Assim, aconteceu com o milagre da multiplicação. Todos comeram e ficaram
saciados. Sem medo de errar, ouso afirmar que o milagre só aconteceu porque
Jesus tinha em mente o espírito de não despedir o povo com fome, mas sim o
de com eles e para eles repartir o pão. Alias o próprio Jesus diz: há mais
alegria em dar do que em receber. 14

11 MOUNCE, William D. Léxico Analitico Grego do N.T. São Paulo. Vida Nova. 2013
12 WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. Santo André, SP. Geografia. 2007.
13 MOUNCE, William D. Léxico Analítico Grego do N.T. São Paulo. Vida Nova. 2013
14 CARSON, D. A. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo. Vida Nova. 1997
Qual o significado da palavra “alimentaram”?

1) Definição:

A palavra “βεβρωκοσιν“ que no texto esta no dativo masculino plural, é um


particípio perfeito ativo de “βιβρώσκω”. Tem o significado de comer. 15

Aqui a provisão era rústica e comum. Eram pão de cevada. Canaã era uma
terra de trigo (Dt 8.8). Seus habitantes normalmente se sustentavam com o
trigo mais fino, mas Cristo e seus discípulos se satisfaziam com pão de cevada.
O escritor Henry em seu comentário diz: “A conclusão aqui não deve ser a de
que nós devamos nos prender a uma refeição tão rústica, estabelecendo-a
como um padrão religioso, mas que não devemos cobiçar manjares gostosos
(Pv 23.3), nem murmurar se nossa alimentação estiver reduzida a refeições
comuns, porém devemos ficar satisfeitos e agradecidos, sentido-nos em paz.”
HENRY Vol5. pag. 82616

1- Paráfrase:

Jesus olhou para aquela multidão que lhe seguira o dia todo, estavam agora num
lugar deserto longe de qualquer cidade, ele tinha conhecimento de suas
necessidades imediatas que era a provisão de alimento, Jesus sabia o que, mas
então ele aproveita a oportunidade para por a prova a fé dos seus discípulos.

Prova esta que eles não passaram, pois viram a diversidade e focaram no
problema e não em que podia ajudar, apresentaram então a Jesus um rapaz que
trazia consigo um pouco de pão e peixe que os entregou a Jesus e agradecendo
ao Pai e faz o milagre acontecer, e os discípulos distribuem para o povo suprindo
as necessidades daquela multidão. Onde todos comeram que houve sobra de
doze cestos sem desperdício.

O milagre ocorreu nas mãos do Salvador, não na dos discípulos. Foi Ele quem
multiplicou o alimento; os discípulos tiveram o grande privilegio de distribuí-lo.
Todos comeram até ficar satisfeitos, e os discípulos ainda recolheram doze cestos
com sobras, o que mostra que Jesus também não desperdiçava coisa alguma.

15 MOUNCE, William D. Léxico Analítico Grego do N.T. São Paulo. Vida Nova. 2013
16 HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento Vol. 5. RJ. CPAD. 2008
Toda vez que surge uma necessidade, devemos entregar tudo a Jesus e deixar
que ele faça o que deve ser feito, começando com o que temos, colocando tudo
nas mãos dele.

AVALIAÇÃO

1- Qual o propósito do autor?

Até mesmo sem as claras afirmações dos trechos de João 20:20, 31 e de João
21:24, com facilidade poderíamos compreender por qual razão este evangelho foi
escrito. Jesus operou inúmeros milagres e teve uma vida terrena incomparável, e
essa coisa foram realizadas e ficaram registradas “... para que creias que Jesus é
o Cristo, o Filho de Deus e para que, crendo, tenhas vida em seu nome”. Jesus é
tanto historicamente como em sentido humano, um verdadeiro homem, como
também, em sentido cósmico, é preexistente divino. Ele é o Filho de Deus sem
igual. Ora nessa qualidade de Filho único, ele foi a força criadora. Esse Cristo, ao
mesmo tempo histórico e cósmico, deve ser identificado como o Messias do V.T.,
pelo que também ele é a culminação da esperança messiânica, bem como o
grande elo de ligação entre a antiga e a nova dispensações. Isso serve de ataque
tanto contra a rejeição com que os judeus – desprezaram – a Jesus, o Cristo,
como contra as ideias aviltantes que os gnósticos formavam a respeito dele.

Dessa maneira vemos que o grande propósito deste evangelho de João era
parcialmente polêmico, tendo servido como uma espécie de defesa de certa
cristologia, em combate contra os judeus e contra os gentios; mas também foi
parcialmente evangelístico, porquanto esse Cristo oferece a salvação aos
homens.17

17 CHAMPLIM, R. N. O Novo Testamento Interpretado Vol 2. São Paulo, Hagnos. 2005


2- Quais os destinatários?

No evangelho de João só encontramos dados sobre os receptores em formas de


indicações. Dessas indicações e do contexto histórico só podemos tirar algumas
conclusões. Os destinatários estão nos círculos de leitores que haviam sido
influenciados pela heresia do gnosticismo judaico. De acordo com João 20.31, o
objetivo do livro é que os seus leitores creiam que “Jesus é o Cristo, o Filho de
Deus.” Possivelmente são pessoas que ainda não se tornaram cristãs e vivem no
ambiente judaico influenciado pelo gnosticismo. Se devermos procurar esse
ambiente no judaísmo helenístico da Diáspora ou no judaísmo da seita de
Qumran, só a pesquisa exaustiva de Qumran vai poder responder.

Certamente também há uma objeção considerável a essa conclusão. O


evangelho de João relata de uma oposição geral contra Jesus por parte dos
judeus, enquanto os evangelhos sinópticos diferenciam vários grupos de judeus.
Isso não nos levaria a supor que os leitores desse evangelho são gentios, que
estão mais em contato com reflexões gnósticas sobre a salvação do que com
detalhes do judaísmo?

Uma diferenciação histórica segura entre as duas conclusões não é possível com
base nas fontes disponíveis. Por isso somos obrigados a achar os destinatários
do quarto evangelho no ambiente — judaico ou gentio — influenciado pelo
gnosticismo. Esses leitores precisavam ser ganhos para a fé em Jesus Cristo. 18

3- Quais as verdades de validade local?

João revela a identidade de Jesus em suas primeiras palavras: “No principio, era
o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no principio
com Deus” (1:1-2), e o resto do livro dá continuidade a esse tema. João, a
testemunha ocular, escolheu nove milagres de Jesus (ou sinais milagrosos, como
ele os chama) para revelar sua natureza humana e divina e a sua missão de dar a
vida. Em cada capitulo, é revelada a divindade de Jesus e sua verdadeira
identidade é ressaltada através dos títulos que Ele recebe – o Verbo, o Filho

18 HORSTER, Gerhard. Introdução e Síntese do N.T. Curitiba. Esperança. 1996.


unigênito, Cordeiro de Deus, Filho de Deus, pão verdadeiro, vida, ressurreição,
videira.

Como Jesus é Deus, Ele tem a natureza, a capacidade e o direito de oferecer a


vida eterna. Ao morrer na cruz, Ele simboliza o perfeito sacrifício e o único
mediador entre Deus e o povo.

4- Qual a relação das verdades da passagem com toda Bíblia?

A multiplicação dos pães fornece uma maneira para que Cristo apresente a Si
mesmo como o Pão da Vida. Só Cristo pode dar e tirar a vida, Ele se deu por nós
para que tenhamos vida. Ele disse: ”Quem não comer do meu corpo e beber do
meu sangue não tem parte comigo”. Este milagre fornece o contexto para a
primeira das grandes declarações do Eu Sou. Jesus disse: eu o pão da vida; Eu
sou as Águas Vivas; Eu sou a Porta para as ovelhas; Eu sou o bom pastor; Eu
sou a Luz do Mundo, e eu sou a Ressurreição e a Vida; e eu sou Caminho, a
Verdade e a Vida. João seis prova que Jesus é o Filho de Deus. Ele é o Cristo.
Ele é o cumprimento de tudo o que aprendemos de Moisés e dos Profetas e dos
Salmos e dos Provérbios e da história israelita. Moisés e o povo estavam presos
no deserto sem esperança de comer, mas Deus providenciou o Seu escolhido
com o sustento de cima.

5 – Aplicação.

A carta de João nos ensina a partilhar com os sem pão, sem roupa sem teto, para
ter a verdadeira alegria de viver no seu dia a dia e conseguir uma verdadeira
saciedade Ele não seleciona pessoas fortes para que Ele possa usar suas forças,
Ele não seleciona pessoas perfeitas que sempre fazem coisas boas aos olhos dos
homens, Ele gosta de atender às nossas necessidades escolhe pessoas fracas e
quebradas para que Ele possa demonstrar Seu poder através da nossa fraqueza
Deus não está limitado pela nossa experiência ou nossos recursos, mas Deus se
deleita em fazer o inesquecível e pode se utilizar, do que temos por pouco que
seja para realizar o milagre em nossas vidas.
CONCLUSÃO

João 6 não é sobre pães ou cestas de peixe. Não se trata somente de nós
darmos o nosso todo ou estar pronto para ser usado por Deus. João seis prova
que Jesus é o Filho de Deus. Ele é o Cristo. Ele é o cumprimento de tudo o que
aprendemos de Moisés e dos Profetas e dos Salmos e dos Provérbios e da
história israelita. Moisés e o povo estavam presos no deserto sem esperança de
comer, mas Deus providenciou o Seu escolhido com o sustento de cima.
As pessoas que vieram a Jesus no deserto foram alimentadas com um pouco de
pão e peixe pelo Pão da Vida. Eles deveriam ter visto isso então. Eles deveriam
ter percebido. Este é o que eles estavam procurando. Mas eles eram tão cegos
por seus pensamentos carnais e falta de fé: "Dê-nos esse pão".
Mas esse pão não pode ser separado do Doador. "Eu sou o pão da vida". Não há
como agradar ao Pai sozinho. Devemos ir a Cristo. Devemos crer no Seu nome e
participar da Sua carne e sangue; Devemos estar unidos a Ele e co-herdeiros
com Ele. Então, encontraremos o sustento eterno e nunca morreremos. Então
vamos encontrar o poço da vida que brota dentro de nós, então nunca mais
teremos sede.
REFERENCIAS

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CARDOSO PINTO, O. Fundamentos para exegese do N T. São Paulo. Vida Nova. 2002.

CARSON, D. A. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo. Vida Nova. 1997.

CHAMPLIM, Russel N. O Novo Testamento Interpretado Vol. 2. SP. Milenium. 2000.

CULLMANN, O. A Formação do Novo Testamento. São Leopoldo. Sinodal. 2001.

DOUGLAS, J. D. O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo. Vida Nova. 2006.

HAUBECK, Wilfrid. Nova Chave Linguística do N. T. Grego. São Paulo. Hagnos. 2000.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Novo Testamento Vol. 5. RJ. CPAD. 2008.

HORSTER, Gerhard. Introdução e Síntese do N.T. Curitiba. Esperança. 1996.

MOUNCE, William D. Léxico Analítico Grego do N.T. São Paulo. Vida Nova. 2013.

TENNEY, Merrill C. O Novo Testamento Sua Origem e Análise. SP. Vida Nova. 1995.

WEGNER, Uwe. Exegese do N. T. Manual de Metodologia. São Paulo. Sinodal. 1998

WIERSBE, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. Santo André, SP. Geográfica. 2007

BÌBLIAS:
A Bíblia. De JERUSALÉM. Nova edição revista e ampliada. Paulus. 2010
A Bíblia. Tradução Almeida Corrigida e Revisada Fiel. SBB. São Paulo. 2013.
A Bíblia. Nova versão Internacional. Ed. Vida. São Paulo. 1991
A Bíblia. King James Atualizada. Íbero Americana. 1ª Ed. Digital. 2013
A Bíblia. Brasileira de Estudo. Texto Almeida Século 21. SP. Hagnos. 2016.
Novo Testamento Interlinear Grego-Português. Barueri SP. SBB. 2006