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Preparado pela Associação Ministerial

da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

Tradução
César Luís Pagani

21331 - Guia para ministros

Designer

Editor
Casa Publicadora Brasileira
Tatuí, SP C.Q.

Dep. Arte
Título original em inglês:
Seventh-day Adventist Minister’s Handbook
Copyright © da edição em inglês: Ministerial Association
of the General Conference of Seventh-day Adventists, Silver Spring, EUA.
Direitos internacionais reservados.
Direitos de tradução e publicação em
língua portuguesa reservados à
Casa Publicadora Brasileira
Rodovia SP 127 – km 106
Caixa Postal 34 – 18270-000 – Tatuí, SP
Tel.: (15) 3205-8800 – Fax: (15) 3205-8900
Atendimento ao cliente: (15) 3205-8888
www.cpb.com.br
6ª edição: 5,1 mil exemplares
Tiragem acumulada: 14,6 milheiros
2010
Editoração: Zinaldo A. Santos e Paulo Roberto Pinheiro
Revisão: Ranieri Barreto Sales
Programação Visual: André Rodrigues
Capa: André Rodrigues
IMPRESSO NO BRASIL / Printed in Brazil
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Guia para Ministros Adventistas do Sétimo Dia /


p reparado e publicado pela Associação
Ministerial da Associação Geral dos Adventistas
do Sétimo Dia ; tradução César Luís Pagani. –
Tatuí, SP : Casa Publicadora Brasileira, 2010.

Título original: Seventh-day Adventist


minister’s handbook.

1. Adventistas do Sétimo Dia 2. Igrejas


E
 vangélicas – Cerimônias e práticas 3. Ministros
do culto – Manuais, guias etc. I. Associação
Ministerial da Associação Geral dos Adventistas do
Sétimo Dia.

10-00500 cdd-286.732

Índices para catálogo sistemático:


1. Adventistas do Sétimo Dia : Ministros do
culto : Ministério : Manual : Cristianismo
286.732

A menos que haja menção em contrário, os textos bíblicos deste livro


foram extraídos da versão Almeida Revista e Atualizada, segunda edição.

Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução


total ou parcial, por qualquer meio, sem prévia
autorização escrita do autor e da Editora.
Tipologia: Fairfield, 11/15 – 5194/21331 – ISBN 978-85-345-1281-7
Sumário

1. O Chamado .......................................................................... 10
2. Formação Espiritual . ............................................................ 14
3. Relacionamentos Interpessoais ............................................. 18
4. Administração do Tempo ...................................................... 22
5. Saúde Pessoal . ...................................................................... 26
6. Aparência Pessoal ................................................................. 29
7. Finanças Pessoais . ................................................................ 31
8. Vida Familiar ........................................................................ 34
9. Ética Pastoral ........................................................................ 37
10. Desenvolvimento Profissional . ............................................. 44
11. Relacionamento com a Organização da Igreja . ..................... 46
12. Serviços Departamentais ...................................................... 50

21331 - Guia para ministros


13. Normas da Igreja . ................................................................. 76
14. Credenciais e Licenças . ........................................................ 78
15. Ordenação.............................................................................. 82
16. Cerimônia de Ordenação....................................................... 87
17. Implantação, Organização, União e Dissolução de Igrejas ..... 93
18. Liderança da Igreja . .............................................................. 99
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19. Ministério de Todos os Membros ........................................ 105


Editor
20. Grandes Distritos . .............................................................. 111
21. Crescimento da Igreja ......................................................... 114 C.Q.

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22. O Culto de Adoração .......................................................... 119
23. Companheirismo e Visitação . ............................................. 128
24. Aconselhamento . ................................................................ 133
25. A Comunidade Eclesiástica . ............................................... 136
26. Finanças da Igreja ............................................................... 144
27. Instalações da Igreja ............................................................ 149
28. Disciplina Eclesiástica ........................................................ 155
29. A Escola da Igreja . .............................................................. 160
30. Batismo . ............................................................................. 162
31. O Rito da Comunhão .......................................................... 167
32. Casamento .......................................................................... 173
33. Dedicação de Crianças ....................................................... 184
34. Unção e Libertação ............................................................. 188
35. Funerais .............................................................................. 193
36. Lançamento de Pedra Fundamental, Inauguração
e Dedicação de Igrejas ........................................................ 203
37. Bênção Para o Lar ............................................................... 215
38. Admissão em um Novo Distrito .......................................... 219
39. Jubilação ............................................................................. 226
Índice Geral . ....................................................................... 230
Agradecimentos

Por muito tempo no passado, o Guia Para Ministros


tem sido um instrumento valioso para a instrução e referência rápida
do pastor adventista do sétimo dia. Em 1992, o título deste trabalho
foi mudado para Manual Para Ministros, e novamente renomeado
como Guia Para Ministros no Concílio Anual de 1994. Floyd Bre-
see, então secretário ministerial da Associação Geral (1985-1992),
trabalhou como o principal redator da edição de 1992, a qual con-
tribuiu de modo muito significativo por quase duas décadas para o
ministério mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Em razão
das rápidas mudanças na sociedade e na tecnologia, bem como do
crescimento da igreja durante esse tempo, a Associação Ministerial
da Associação Geral decidiu novamente revisar e atualizar a edição
anterior, para refletir as necessidades presentes do ministério pasto-
ral. Com gratidão reconhecemos a ajuda daqueles que contribuíram
para a preparação deste Guia.
Pesquisa. Os secretários ministeriais das Divisões mundiais bus-

21331 - Guia para ministros


caram conselho de pastores em seus Campos, os quais contribuí­
ram com ideias para inclusão no Guia. Edições anteriores da revista
Ministry foram pesquisadas. A edição anterior do Guia foi estudada,
juntamente com o Manual da Igreja e o Livro de Regulamentos da As-
sociação Geral, a fim de focalizar assuntos de interesse e preocupação
dos pastores.
Redação. Trabalhando com base na edição de 1992, Gary Pat-
terson escreveu este manuscrito, com a assistência de Rae Patter-
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son. Myrna Tetz fez a editoração principal.
Leitura. O manuscrito foi enviado a uma comissão mundial de revi- Editor

são e leitura, composta de pastores, secretários ministeriais e adminis-


tradores para sugestões e mudanças, com menção especial para Israel C.Q.

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Olaore, Ranieri Barreto Sales e Bonita Shields. A aprovação final foi
realizada pela equipe da Associação Ministerial da Associação Geral:
Jonas Arrais, James A. Cress, Sharon M. Cress, Willie E. Hucks II, An-
thony R. Kent, Cathy Payne, Peter J. Prime e Nicolaus Satelmajer.
Publicação. Em relação à edição original em inglês, Cathy Pay-
ne dirigiu o processo de programação visual gráfica, James Cavil re-
visou o manuscrito, Erika Miike atuou como designer e o Centro de
Recursos Ministeriais da Associação Geral coordenou a impressão e
distribuição do Guia.
Muitos outros contribuíram dando conselhos e dedicando tem-
po na preparação deste Guia. A cada um estendemos nosso sincero
agradecimento.
Prefácio

Cristo convoca todos os Seus seguidores ao ministé-


rio, e todo cristão tem o privilégio e o dever de servir no ministé-
rio como parte do estilo cristão de vida. Mas alguns recebem um
chamado adicional para o ministério de tempo integral como uma
vocação, para atender especificamente às necessidades da igreja e
conduzi-la no trabalho de ministrar às necessidades mais amplas
da sociedade, dando testemunho, cuidado amoroso e graça salva-
dora a um mundo agonizante. Este Guia foi preparado especifica-
mente para esses ministérios, que se dividem principalmente em
três categorias:
1. M
 inistério pastoral provido tanto para indivíduos como para o
corpo da igreja.
2. Testemunho evangelístico e proclamação do evangelho.
3. Liderança administrativa na estrutura da igreja.

Recursos

21331 - Guia para ministros


A fim de atuar efetivamente nessas áreas do ministério, o pastor
adventista precisa ser bem versado nos quatro seguintes recursos es-
senciais, que a igreja provê para a liderança ministerial e eclesiástica:
 Manual da Igreja, votado em uma sessão plenária da
1. O
Associação Geral.
2. O Guia Para Ministros, que fornece diretrizes para o trabalho
do pastor.
3. O Guia Para Anciãos, que ajuda o pastor na capacitação dos
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anciãos locais como associados na obra e ministério da igreja.
4. Pastoral Ministry, uma compilação dos escritos de Ellen G. Editor

White especificamente voltados ao trabalho do pastor.


Num esforço de prover esses materiais para o pastor e enfatizar C.Q.

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a importância de seu uso no ministério, a Associação Ministerial
publicou em inglês esses quatro volumes, no mesmo tamanho e for-
mato, a fim de compor uma coleção para uso fácil.
Visto que este Guia pressupõe que o pastor tenha acesso ao
Manual da Igreja, as referências a ele serão limitadas em exten-
são. No entanto, sendo que o Manual da Igreja permanece como
fonte autoritativa para o funcionamento da igreja, essas referên-
cias aparecerão com frequência em algumas seções deste Guia.

Todos os Ministros
A ênfase essencial do Guia Para Ministros está no ministério
pastoral. Porém, ela se aplica amplamente a todos os ministérios, e
aqueles que servem em ministérios especializados e na administra-
ção também serão beneficiados com sua utilização. A Igreja Adven-
tista do Sétimo Dia conta com os serviços de homens e mulheres e,
em reconhecimento desse ministério inclusivo, o Guia busca usar
linguagem abrangente em gênero.

Unidade sem Uniformidade


Sendo que os ministros adventistas têm crescido em número,
são capacitados e servem a uma multidão de etnias, culturas e lin-
guagens diferentes ao redor do mundo, é indispensável que a igreja
trabalhe com sensibilidade nas culturas em que atua. Conquanto
este Guia deva ser traduzível em muitos idiomas e adaptável às con-
dições e costumes locais, há também necessidade de haver uma
coordenação adequada de planos e programas pastorais para criar
um ministério unido em nível mundial.
Este Guia foi inicialmente preparado para incrementar a unidade
do ministério pastoral em todo o mundo e é agora apresentado em
forma revisada. Embora nenhuma ordem fixa seja estabelecida para
as várias cerimônias da igreja, a unidade deve ser mantida na ordem
geral dos cultos e formas de adoração. “Tudo, porém, seja feito com
decência e ordem” (1Co 14:40).
Por causa da diversidade da igreja mundial, o Guia não prescre-
ve um modelo rígido, mas provê um padrão geral para cada área do
ministério. Onde a cultura for imperiosa, as Divisões podem incluir
adaptações adicionando notas de rodapé ou apêndices.
Embora a ênfase dos manuais e guias tenda a focalizar as técni-
cas, a maior necessidade que temos como pastores é de um constan-
te relacionamento com nosso Senhor. Parte do preparo deste Guia
envolveu muita oração para que seu uso fortaleça espiritual e profis-
sionalmente o ministério da Igreja Adventista.

James Cress
Secretário Ministerial da
Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia1

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C.Q.
1 Nota dos editores: o pastor James Cress faleceu em novembro de 2009.

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CAPÍT U LO 1

O Chamado
Aqueles que receberam um chamado para o mi-
nistério evangélico também recebem, ao mesmo tempo, um cha-
mado pessoal de Cristo. Além disso, eles aceitam um convite da
comunidade da igreja, que reconhece o chamado e o reafirma em-
pregando e credenciando o indivíduo para o ministério pastoral.
Em ambos os casos, o chamado vem de Cristo e inclui três qualifi-
cações espirituais distintas.

1. Colaboradores de Cristo
O ministério é um privilégio. Pregar o evangelho de Jesus Cristo
deve ser considerado um alto privilégio concedido à humanidade pelo
próprio Senhor, porque o chamado não é de origem humana, mas di-
vina. “A maior obra, o mais nobre esforço em que se possam homens
empenhar, é encaminhar pecadores ao Cordeiro de Deus. Ministros
fiéis são colaboradores do Senhor na realização de Seus desígnios”
(Obreiros Evangélicos, p. 18).
Ministério: uma designação divina. “Deus tem uma igreja, e ela
tem um ministério designado por Ele” (Testemunhos Para Ministros, p.
52). Existem muitas oportunidades de trabalho no mundo empresarial
e estão abertas à escolha do indivíduo. Por causa da singularidade de
sua designação divina, o ministério é mais do que uma profissão. Ele
é uma vocação. “Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, se-
não quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão” (Hb 5:4).
Preparo ministerial. Ter recebido um chamado ao ministé-
rio não exclui a necessidade de cuidadosa capacitação e preparo
para o serviço. Antes, ele motiva e impele os vocacionados para
O Chamado | 11

despender tempo e esforços indispensáveis ao cumprimento do


chamado. Moisés empregou muitos anos no preparo para a lide-
rança e serviço a Israel. Mesmo nosso Senhor Jesus Cristo des-
pendeu décadas preparando-Se para o Seu ministério.
Os ministros de Deus não se devem considerar “autoconvocados”.
Como ocorreu com o apóstolo Paulo, a iniciativa não é do indivíduo,
mas do Senhor. Paulo não optou pelo ministério evangélico, mas
Deus o escolheu para essa tarefa. A escolha de Paulo era atender ou
não ao chamado divino. Um chamado para o ministério evangélico
é uma convocação para tornar-se embaixador de Cristo. Ele exige
comprometimento pleno do indivíduo com sua alta vocação.

2. Relação Pessoal com Cristo


Os primeiros apóstolos foram bem-sucedidos no encaminhar ou-
tros a Cristo porque eles próprios já haviam se achegado ao Senhor.
Os homens podem dar aos outros apenas o que eles mesmos pos-
suem. A fim de partilhar as boas-novas da salvadora graça de Cristo,
é preciso tê-la experimentado e viver diariamente nela.
Depois dos discípulos aceitarem o convite de Cristo, eles pas-

21331 - Guia para ministros


saram os três anos seguintes em relacionamento pessoal com Ele,
aprendendo Sua maneira de servir e alcançar as pessoas. Somen-
te então se acharam preparados para ministrar com sucesso. Saulo
teve uma visão de Cristo na estrada de Damasco, e isso o levou a
perguntar: “Senhor, que queres que faça?” (At 9:6, ARC). Depois
de muita oração e busca, ele recebeu o nome de Paulo e, como
aconteceu com os demais apóstolos, descobriu que o poder de ape-
lar aos corações humanos resulta do relacionamento pessoal e expe-
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riência com Cristo.
Servir como Ele serviu. Viver como Cristo viveu significa ser- Editor

vir como Ele serviu. Jesus viveu para abençoar os outros. Ele viveu
para amar. Por natureza, a humanidade já nasce egoísta, e somente C.Q.

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12 | Guia Para Ministros

pela graça podemos aprender a viver como Cristo viveu e ministrar


como Ele ministrou. O ministério de êxito segue o lema de João
Batista: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3:30). “Os
que possuem mais profunda experiência nas coisas de Deus são
os que mais se afastam do orgulho e da presunção. Como tenham
elevada concepção da glória de Deus, sentem que lhes é demasia-
do honroso ocupar o mais humilde lugar em Seu serviço” (Obreiros
Evangélicos, p. 142).
Gostar de servir é gostar do ministério. Todavia, os ministros
precisam sentir que o ministério evangélico não os torna mais im-
portantes do que os outros, ou que essa seja a única vocação para a
qual as pessoas são chamadas. Para um indivíduo, o trabalho mais
importante é qualquer trabalho que Deus lhe pedir para fazer, ser-
vindo à maior causa no mundo. Deus chama a todos, cada membro
de cada congregação, para alguma forma de ministério e serviço.

3. Capacitação Pessoal Concedida por Cristo


Ministros precisam apresentar uma variedade de caracte-
rísticas, como fidelidade, pureza moral, integridade, liderança
espiritual, inteligência, bom senso, habilidades relacionais e capa-
cidade para ensinar. Aqueles que são chamados por Cristo serão
por Ele fortalecidos. A todos os que Cristo chama Ele capacita.
Ele não chama para o fracasso. Nem todos possuem os mesmos
dons, mas Ele proverá a capacitação necessária para a obtenção
do sucesso no cumprimento do que ordena fazer. Como decla-
rou Paulo: “Sou grato para com Aquele que me fortaleceu, Cristo
Jesus, nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para
o ministério” (1Tm 1:12).
“Os inexauríveis depósitos celestes acham-se à sua disposição.
Cristo lhes concede o fôlego de Seu Espírito, a vida de Sua própria
O Chamado | 13

vida. O Espírito Santo desenvolve a máxima energia para operar no


espírito e no coração. A graça de Deus dilata e multiplica-lhes as
faculdades, e toda perfeição da natureza divina lhes vem em auxí-
lio na obra de salvar almas. Mediante a cooperação com Cristo, tor-
nam-se perfeitos nEle, e, em sua fraqueza humana, são habilitados a
praticar as obras da onipotência” (Obreiros Evangélicos, p. 112, 113).

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C.Q.

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CAPÍT U LO 2

Formação Espiritual
O discipulado tem de se tornar uma disciplina es-
piritual pessoal, resultando numa dimensão particular antes que
possa exercer influência pública. Como resposta à iniciativa de
Deus, não podemos iniciar o discipulado por nossa própria conta.
Esse compromisso nos leva a nos centralizarmos nEle, enquanto
Cristo Se torna a paixão de nossa vida. O estudo reservado da Pa-
lavra de Deus, a meditação e a oração são elementos essenciais à
vida pessoal do pastor.
Essencial à liderança. O fervoroso pedido do salmista: “Cria em
mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espíri-
to inabalável” (Sl 51:10) pode ser descrito como o essencial básico
para a liderança pastoral. Sem essa dimensão espiritual, a liderança
ministerial torna-se pouco mais do que a implementação de teorias
psicológicas, métodos organizacionais e técnicas motivacionais. O
poder real no ministério brota da espiritualidade resultante de um
encontro pessoal com Cristo.
Essencial ao evangelismo. Cristo instruiu Seus discípulos: “E
Eu, quando for levantado da Terra, atrairei todos a Mim mesmo”
(Jo 12:32). Conhecer Jesus e exaltá-Lo diante das pessoas resulta na
essência do êxito na conquista de almas.
Essencial à pregação. A preparação de sermões requer signifi-
cativo tempo de estudo da Bíblia e oração. Ela tem de estar de mãos
dadas com a devoção pessoal e o estudo. Ninguém pode, convin-
cente e honestamente, prover material espiritual para a congregação
a menos que o poder desse material derive da experiência pessoal
com o Senhor.
Formação Espiritual | 15

Barreiras à Experiência Espiritual


1. Falta de dependência. “Há risco de confiar em planos e mé-
todos humanos. Vem a tendência de orar menos e ter menos fé.
Como os discípulos, arriscamo-nos a perder de vista nossa depen-
dência de Deus, e fazer de nossa atividade um salvador” (O Dese-
jado de Todas as Nações, p. 362). Mas perder a trilha da fonte de
poder resulta em fracasso na busca da guia divina. Através de Jere-
mias, Deus assegurou aos cativos em Babilônia que tinham perdido
o senso da Sua direção: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me
buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29:13).
2. Falta de tempo. Achar tempo para a disciplina espiritual é,
basicamente, uma questão de prioridades. Todos dispõem da mesma
quantidade de tempo cada dia. O problema é como administrar o
tempo e o que selecionamos como prioridade para empregá-lo. Se
a oração, o estudo da Palavra de Deus e a devoção particular são
coisas consideradas importantes do ministério e da vida pessoal, en-
tão tempo será separado para esse fim. Jesus advertiu o povo que O
ouvia: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça,
e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33).

21331 - Guia para ministros


3. Falta de privacidade. Nem sempre é possível fixar horários
rígidos e lugares para a devoção particular. Porém, mesmo sob pres-
são das necessidades da família e da igreja, os ministros precisam
assegurar-se de separar tempo para estudo e oração. “Todos quantos
se acham sob as instruções de Deus precisam da hora tranquila para
comunhão com o próprio coração, com a natureza e com Deus. [...]
Devemos, individualmente, ouvi-Lo falar ao coração. Quando todas
as outras vozes silenciam e, em sossego, esperamos diante dEle, o
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silêncio da alma torna mais distinta a voz de Deus” (A Ciência do
Bom Viver, p. 58). Editor

4. Falta de planejamento. Sem um plano específico, não será


possível progredir muito na vida devocional. Dentro da agenda C.Q.

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16 | Guia Para Ministros

normalmente diversificada do pastor, o plano, é claro, precisa ser fle-


xível. De fato, sem um objetivo específico e planejamento, é fácil
permitir que a devoção pessoal seja posta de lado. Em acréscimo ao
estudo particular, um grupo de apoio espiritual pode prover oportu-
nidade para compartilhar com outros as experiências espirituais.
5. Falta de disciplina. O crescimento espiritual requer autodiscipli-
na. Como qualquer atividade que requeira aptidão ou responsabilidade,
seja ela espiritual, física ou voltada para a família, cumprir a tarefa re-
quer disciplina. A vida devocional não deveria ser considerada um fim
em si mesma. O foco não deve ser posto na quantidade de tempo des-
pendido, ou no número de páginas lidas ou nos sentimentos espirituais.
Antes, o crescimento espiritual precisa estar fundamentado na comu-
nhão com Deus. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a Ti, o único
Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3).

Métodos Devocionais
Leitura. A leitura ajuda a manter o relacionamento com Deus reno-
vado e vívido. Considere a Escritura como a forma física de Sua comu-
nicação com a humanidade e a fonte principal de estudo devocional e
oração. Seu plano de leitura não deve ignorar a valiosa contribuição de
Ellen White e também deve incluir alguns dos grandes clássicos devo-
cionais cristãos, bem como publicações ministeriais práticas.
Oração e meditação. Enquanto a oração dá ênfase à conversa-
ção, a meditação na Palavra de Deus dá relevo ao ouvir e concentrar
o pensamento em Deus. “Far-nos-ia bem passar diariamente uma
hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por
ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especial-
mente as finais. Ao meditar assim em Seu grande sacrifício por nós,
nossa confiança nEle será mais constante, nosso amor vivificado, e
seremos mais profundamente imbuídos de Seu espírito” (O Desejado
de Todas as Nações, p. 83).
Formação Espiritual | 17

Oração de louvor. A oração deve começar com louvor. Pode-se


aprender muito da vida de Jesus sobre a importância e a eficácia da
oração. Ele orava bem cedo de manhã (Mc 1:35). Passava noites intei-
ras em oração (Lc 6:12). Algumas vezes retirava-Se de Seu ministério
direto para orar (Lc 5:16). Seu poder para o ministério provinha de
uma vida de oração (Lc 3:21, 22). A oração O preparou para a hora
mais escura de Sua vida (Mt 26:36-46).
Oração penitencial. Oração e confissão nas devoções particula-
res não podem ser consideradas da mesma forma que a oração pú-
blica, onde as pessoas normalmente oram muito sobre generalidades
com relação às preocupações dos ouvintes. O arrependimento devo-
cional deve ser muito pessoal e específico, reconhecendo as falhas
individuais e a necessidade de vitória sobre o pecado.
Oração intercessória. Muitos são os pedidos de oração que che-
gam à igreja e ao pastor. Em seu ministério, Paulo instruiu Timóteo:
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, ora-
ções, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens”
(1Tm 2:1). Cristo, nosso exemplo, orou até por aqueles que O esta-
vam crucificando.

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C.Q.

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CAPÍT U LO 3

Relacionamentos
Interpessoais
A instrução de Cristo a Seus discípulos antes da as-
censão foi dirigida ao cuidado pelas pessoas. E essa diretriz estende-
se a todos os aspectos do ministério pastoral. O supremo interesse
do pastor deve estar em servir às pessoas. Por importantes que sejam
o estudo, a pregação, a administração, o ensino ou outro aspecto do
ministério, se o serviço não estiver centralizado nas pessoas, o minis-
tro de Jesus Cristo não terá sucesso. As pessoas são a especialidade
do pastor. Nesse trabalho, as características pessoais de integrida-
de e cordialidade superam em muito as habilidades profissionais.
“O tato e o critério centuplicam a utilidade do obreiro” (Obreiros
Evangélicos, p. 119).

Amar as Pessoas
Os pastores têm de amar as pessoas. Jesus disse: “Nisto conhece-
rão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”
(Jo 13:35). Cristo empregou a figura do pastor de ovelhas para descre-
ver Sua relação com Seu povo e a obra do ministério. Ele declarou:
“Eu Sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mer-
cenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o
lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa.
O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as
ovelhas” (Jo 10:11-13). O mercenário vê a obra de pastorear apenas
como um trabalho que pode ser facilmente abandonado sob pressão.
Moisés, suplicando por seu povo no Monte Sinai, demonstrou
notavelmente o ideal do amor pastoral. Depois de Israel haver
Relacionamentos Interpessoais | 19

adorado o bezerro de ouro, ele intercedeu junto a Deus em seu


favor. “Intercedendo Moisés por Israel, desapareceu-lhe a timidez
ante seu profundo interesse e amor por aqueles em favor dos quais
havia sido, nas mãos de Deus, o meio para se fazerem tão grandes
coisas. [...] Seu interesse por Israel não se originara em qualquer
intuito egoísta. A prosperidade do povo escolhido de Deus era-
lhe mais valiosa do que a honra pessoal, mais apreciada do que o
privilégio de tornar-se o pai de uma poderosa nação” (Patriarcas e
Profetas, p. 319).
Amando pessoas desagradáveis. Amar a humanidade em geral
é um conceito amplamente aceito sem hesitação. Mas amar pessoas
defeituosas em particular pode ser categorizado como uma das mais
difíceis tarefas de vida pastoral. Os pastores devem ser capazes de
ver as pessoas tais como são, e ainda não perder de vista aquilo em
que podem se tornar pela graça de Deus. Para ser um verdadeiro
pastor, os pastores necessitam servir como Cristo serviu. “Vendo Ele
as multidões, compadeceu-Se delas, porque estavam aflitas e exaus-
tas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9:36).
Ser compassivo como Jesus significa ir além da mera simpatia

21331 - Guia para ministros


pela decaída natureza humana. Essa compaixão não apenas aceita
as pessoas como são em suas imperfeições, como também busca
ajudá-las a alcançar a vitória em Cristo.
Amando pessoas perturbadoras. Cristo incluiu amar pessoas
perturbadoras e más em Sua exortação para o bom pastorado. Às
vezes, quando as pessoas criticam, entendem mal, e até acusam fal-
samente, o exemplo de Cristo demonstra claramente a resposta de
amor do verdadeiro pastor. Mesmo quando suspenso na cruz, Cristo
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perdoou aqueles que o pregaram nela. Assim, Ele demonstrou que o
verdadeiro perdão está baseado não numa mudança de ações e atitu- Editor

des daqueles que estão errados, mas na atitude de alguém que per-
doa voluntariamente. C.Q.

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20 | Guia Para Ministros

Perdoar genuinamente aqueles que se ocupam de maltratar os ou-


tros descreve melhor o teste do amor cristão. Se esse perdão for ou
não recebido por eles, fica sob sua própria escolha. Realmente, há
consequências que resultam de um comportamento pecaminoso ir-
reversível; no entanto, no ato de perdoar, a pessoa não precisa estabe-
lecer quem agiu errado, mas considerar o perdão como uma questão
de “suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente [...]. Assim
como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13).

Amizades
As amizades existem naturalmente e são um dom de Deus. En-
tre os discípulos, Pedro, Tiago e João desfrutavam relacionamento
único e especial com Cristo. Semelhantemente, os pastores encon-
trarão e desfrutarão a amizade de pessoas com quem trabalham e
servem. Amizades fidedignas e íntimas não são apenas aceitáveis,
mas indicam competência relacional e maturidade emocional da
parte do pastor.
Todo o mundo precisa de amigos íntimos. As amizades aju-
dam no desenvolvimento de uma visão realística de nossas virtudes
e limitações pessoais. Um amigo não apenas oferece apoio, como
também provê percepção adicional à vida e ao ministério. A pessoa
pode abrir-se e comunicar-se francamente com um amigo íntimo e,
obviamente, a esposa se torna uma fonte ideal desse tipo de ami-
zade. Todavia, a esposa não pode ser tudo o que um amigo precisa
ser, a menos que a comunicação de ideias, ideais, planos, temores,
fracassos e frustrações seja aberta, honesta e devotadamente parti-
lhada um com o outro. Embora a amizade com o cônjuge deva ser a
mais completa, se ela é a única confidente, isso torna muito pesada
a carga sobre ela.
A Associação Ministerial da Associação Geral deseja que o secre-
tário ministerial da Associação/Missão seja a pessoa disponível para
Relacionamentos Interpessoais | 21

ser amigo íntimo dos pastores. Porém, frequentemente os ministros e


suas esposas não se sentem confortáveis confiando particularidades
àqueles que estão envolvidos com as questões de disciplina ministe-
rial. Nesses casos, um colega pode servir como amigo e confidente.
Tais pastores amiudadamente partilham problemas e frustrações si-
milares e compreendem a vida uns dos outros mais completamente
que qualquer outra pessoa.
Amigos íntimos na congregação. Embora seja natural en-
contrar amigos íntimos na congregação, há algumas precau-
ções que precisam ser observadas em tais relacionamentos. Os
pastores precisam manter um espírito saudável entre todos os
membros da congregação, evitando parcialidade com qualquer
pessoa. Pastores têm de saber da importância de se esforçar
para manter relacionamento amável com os indiferentes e de-
sinteressados, assim como têm com aqueles que são entusiastas
e cooperadores. Também, a necessidade de confidencialidade
restringe a partilha de problemas com outros na congregação.
Amizades íntimas com anciãos normalmente fogem à crítica,
porque os membros esperam que esses associados pastorais

21331 - Guia para ministros


desfrutem tal relacionamento.
Relacionamentos com a comunidade. As comunidades adven-
tistas que procuram enaltecer valores e cumprir uma missão não
reconhecida pelo mundo em geral podem, às vezes, ser tidas como
isoladas das comunidades dentro das quais existem. Essas comu-
nidades podem interpretar esse foco como indiferença inamistosa
e uma noção de superioridade espiritual. Os pastores devem estar
ativamente envolvidos com a comunidade, buscando fazer parte de
Designer
associações locais de pastores e organizações de serviços à comuni-
dade. Não somente existem muitos itens de interesse comum, mas Editor

esses podem gerar valiosas amizades profissionais que abrem opor-


tunidades para ministrar e testemunhar. C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 4

Administração do Tempo
O Dom do Tempo
O tempo é concedido como um dom a todas as pessoas. A questão
não é se temos mais tempo do que os outros, mas como cada um ad-
ministra esse dom. A razão de alguns parecerem realizar mais do que
outros, está nas prioridades que escolhem e como usam o tempo. Jesus
enfatizou a importância da administração do tempo quando declarou:
“É necessário que façamos as obras dAquele que Me enviou, enquanto
é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9:4).

O Sábio Uso do Tempo


1. Planeje. O planejamento aumenta a eficiência. Fixe as metas
e os objetivos priorizando as coisas mais necessárias, e então faça
um esquema de tempo para atingir essas metas. Sem tal plano, a
pessoa pode facilmente ser conduzida de tarefa em tarefa, frequen-
temente seguindo o prazer e evitando a dificuldade, enquanto ne-
gligencia as tarefas mais importantes. “Quando vos levantardes pela
manhã, considerai, tanto quanto possível, o trabalho que deveis efe-
tuar durante o dia. Caso seja necessário, tende um bloco de anota-
ções em que escrevais as coisas a serem feitas, e estabelecei-vos o
tempo em que deveis realizar o trabalho” (Evangelismo, p. 652).
Os planos devem ser flexíveis. Não planeje de forma tão rígida
que as exceções e as emergência não possam ser tratadas. A falha
em atender a emergências em nome da administração de tempo,
torna-se ofensiva àqueles que se acham em necessidade. Um plano
tão preciso e detalhado que não possa ser seguido de modo realista
provavelmente será abandonado.
Administração do Tempo | 23

O planejamento de tempo precisa ser comunicado aos colabora-


dores e também à congregação. Discuta o plano de trabalho pastoral
e as responsabilidades com a comissão da igreja, e então o apresente
à congregação. Comunique com clareza que o pastor sempre estará
disponível para emergências, porém, num esforço para fazer o me-
lhor uso do tempo disponível, são necessárias algumas limitações.
O horário do pastor pode ser afixado na porta de seu gabinete e
também incluído no boletim ou em outro meio de comunicação da
igreja. Que ele faça todo esforço possível para estar disponível nos
horários marcados.
Gerenciar o uso do telefone é muitíssimo importante para as pes-
soas que chamam e as secretárias eletrônicas não devem assumir
essa importância. As ligações para o pastor e para o escritório da
igreja precisam ser respondidas pessoalmente. Portanto, quando são
usados dispositivos de atendimento automático, deixar de responder
prontamente é atitude inadequada e grosseira. As chamadas tam-
bém podem ser reencaminhadas a outro ramal, em que alguém foi
designado para atendê-las.
A correspondência escrita e os e-mails podem se transformar em

21331 - Guia para ministros


significativos consumidores de tempo do pastor. Equilibrar a impor-
tância de responder e a massa de comunicação não é tarefa peque-
na, e alguém pode facilmente chegar a extremos gastando muito
tempo em correspondência trivial ou em simplesmente não respon-
der a solicitações legítimas. Evite o trivial, mas respeite o legítimo.
É preciso cuidado naquilo que o pastor comunica, seja em cartas
ou e-mails. O que o pastor escreve tem longa vida após o momento
da escrita. Esteja certo de que as palavras registradas continuarão a
Designer
contribuir para o ministério e não para miná-lo.
2. Crie o seu horário nobre. Os níveis de picos de trabalho e Editor

energia criativa variam de pessoa para pessoa. Para alguns, eles po-
dem ser a primeira coisa pela manhã; para outros, podem ocorrer à C.Q.

Dep. Arte
24 | Guia Para Ministros

noite. Nesse ponto, ninguém é melhor que o outro. É apenas ques-


tão de individualidade. Todavia, não procrastine. Faça um trabalho
criativo e bem pensado quando o nível de energia para sua realiza-
ção estiver bem elevado.
3. Procure a ajuda de outros. Auxiliares de escritório, se dispo-
níveis, aumentam em muito a eficiência do pastor ao lidarem com
os detalhes do trabalho da igreja, como atender a chamadas telefô-
nicas, preparar boletins, marcar entrevistas, fazer anotações e con-
tatos. Poucas igrejas podem arcar com auxiliares de escritório de
tempo integral, mas alguém em meio período ou obreiros voluntá-
rios podem estar disponíveis para assistir o pastor nesses esforços.
4. Agrupe os compromissos. Agrupe geograficamente as visi-
tas para tornar as viagens mais eficazes. O telefone pode ser uma
ferramenta útil para muitos contatos e também para aumentar a
atividade. A visitação hospitalar é importante para aqueles que
estão enfermos e suas famílias. Essas visitas, embora possam ser
breves, ainda são de grande significado. A expectativa cultural pela
visita do pastor varia significativamente em diferentes locais e gru-
pos etários diversificados.
5. Use o tempo duas vezes. No ministério, viajar exige mui-
to tempo. Tanto as Escrituras como outros livros estão disponíveis
em gravações e podem ser ouvidos durante as viagens. Além dis-
so, disciplinar a mente para pensar, planejar, orar e mesmo prepa-
rar sermões durante o tempo de viagem, proporciona momentos de
tranquilidade para esses propósitos. O tempo de espera nos compro-
missos, por exemplo, pode ser utilizado para planejar alguma ativi-
dade produtiva.
6. Delegue. “É grande erro manter um pastor, que tem o dom de
pregar com poder o evangelho, constantemente ocupado com assun-
tos comerciais. O que proclama a Palavra da vida não deve permitir
que demasiados encargos sejam colocados sobre ele” (Evangelismo,
Administração do Tempo | 25

p. 91, 92). Os apóstolos aprenderam que, quando tentavam fazer


todo o trabalho da igreja por si mesmos, a obra não era realizada por
completo. Assim, eles delegaram a parte para a qual não foram dire-
tamente chamados, dizendo: “Não é razoável que nós abandonemos
a Palavra de Deus para servir às mesas. E, quanto a nós, nos consa-
graremos à oração e ao ministério da Palavra” (At 6:2, 4).

21331 - Guia para ministros

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 5

Saúde Pessoal
Como recurso para o ministério, a boa saúde provê
a capacidade de realizar uma boa obra e exemplificar um viver pru-
dente e abstêmio. Estudos feitos pela Universidade de Loma Linda
comprovam claramente as vantagens do estilo de vida adventista,
não apenas no aumento da expectativa de vida, mas também na me-
lhora da saúde. “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito
abatido faz secar os ossos” (Pv 17:22).

Saúde Física
Embora saibamos que o estilo de vida adventista seja uma es-
colha sábia, ele não imuniza seus praticantes contra enfermidades.
Um check up físico feito regularmente pode detectar problemas que
precisam ser tratados prontamente, evitando assim resultados pos-
teriores danosos à vida. Os empregadores denominacionais propor-
cionam uma variedade de opções de saúde que devem ser seguidas
no melhor interesse tanto do indivíduo como da igreja. Manter bom
estado de saúde também envolve a sábia observância de três práticas
fundamentais: dieta adequada, exercício e repouso.
1. Dieta. Ingira os alimentos certos e nas quantidades certas.
“Muitos de nossos pastores estão cavando suas sepulturas com os
dentes” (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 408). “Deus não pode dei-
xar que Seu Espírito Santo repouse sobre os que, embora sabendo o
que devem comer para ter saúde, persistem numa conduta que en-
fraquecerá o corpo e a mente” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar,
p. 55, 56). A abundância de bons conselhos sobre dieta adequada e
alimentação não deveria ser apenas lida, mas seguida.
Saúde Pessoal | 27

2. Exercício. Visto que grande parte do ministério pastoral re-


sulta numa vida sedentária, esforços determinados precisam ser fei-
tos para manter um corpo forte e em forma. “O organismo inteiro
necessita da revigoradora influência do exercício ao ar livre. Umas
poucas horas de trabalho braçal cada dia ajudariam a renovar o vigor
físico e fazer repousar e relaxar a mente. Por este meio, a saúde em
geral poderá ser promovida e maior soma de trabalho pastoral reali-
zada” (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 264, 265).
3. Descanso. Há ocasiões em que as exigências ministeriais
tornam difícil desfrutar o descanso apropriado. Todavia, permitir
que isso se torne um hábito permanente irá reduzir – por causa da
exaustão, incapacidade ou mesmo a morte – o volume de ministério
que pode ser realizado. Descanso e lazer são cruciais, não apenas
para o bem-estar físico, mas também para a estabilidade da família.
Porque as exigências do repouso variam de pessoa para pessoa, co-
nhecer as próprias necessidades pessoais e dormir suficientemente
cada noite não podem ser atitudes opcionais.
Reserve um dia de folga cada semana. Tire proveito das férias
anuais que a Obra propicia. Excesso de trabalho não indica grande

21331 - Guia para ministros


devoção à causa, mas insensatez. Depois de tarefas intensas e es-
tressantes, Jesus convidou os discípulos: “Vinde repousar um pouco,
à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para
comer, visto serem numerosos os que iam e vinham” (Mc 6:31).

Saúde Mental
O ministério é reconhecido como um trabalho estressante. A na-
tureza intrapessoal do ministério não apenas proporciona oportuni-
Designer
dade para alegre intercâmbio com outros, mas também ocasiões de
lutas e tristeza. Falar em público, liderança administrativa, atender Editor

aos doentes e enlutados – tudo contribui para o estresse. Embora um


pouco de estresse possa ajudar a concentrar os esforços na tarefa, C.Q.

Dep. Arte
28 | Guia Para Ministros

a tensão contínua, elevada e não resolvida é debilitante. Conside-


rando que a capacidade de absorver a tensão varia para cada pessoa,
conhecer os próprios limites e desenvolver métodos de lidar com ela
é vital para um ministério efetivo.
Esgotamento, definido como reação à exaustão física, emocional
e mental, é frequentemente o produto de estresse emocional repeti-
do decorrente do constante envolvimento com pessoas. Além disso,
as expectativas da congregação e da liderança do Campo podem di-
ferir, colocando o pastor em situações embaraçosas. Buscar conse-
lho e encorajamento de outros, muitas vezes, impede o esgotamento.
Esse aconselhamento pode ser feito com o secretário ministerial,
um colega de trabalho, um amigo, um grupo de apoio ou na própria
família do pastor. Alguns Campos dispõem de aconselhamento anô-
nimo com conselheiros profissionais, quando necessário.
C A P Í T U LO 6

Aparência Pessoal
A aparência pessoal definitivamente exerce gran-
de impacto. Quando um pastor se encontra com alguém pela pri-
meira vez, essa pessoa faz um julgamento imediato, detalhado ou
não, com base na aparência. Além disso, a aparência torna-se uma
influência contínua no ministério. “Deus espera que Seus pasto-
res, em maneiras e vestuário, representem devidamente os princí-
pios da verdade e a santidade de seu ofício” (Obreiros Evangélicos,
p. 174). “O pastor que é negligente em seu traje frequentemente
ofende os que têm gosto e fi nas sensibilidades” (Testemunhos Para
a Igreja, v. 2, p. 613).

Normas de Vestuário
Realmente, existe uma infinidade de estilos e opções de vestuá-
rio disponíveis, e muitos desses estilos são tidos como aceitáveis.

21331 - Guia para ministros


Contudo, pelo fato de que o ministério tem a reputação de ser uma
profissão de alto nível, as pessoas esperam que as roupas do pastor
correspondam ao padrão profissional. Uma clara indicação dessa ex-
pectativa em certas culturas pode facilmente ser determinada pela
observação do traje usado por outros profissionais na comunidade.
Vestir-se com roupas de segunda classe, em comparação a ou-
tros profissionais na comunidade, dará a impressão de que seu
ministério também é de segunda classe. A cultura e os costumes Designer
variam amplamente em diferentes lugares, e a idade influencia
também os estilos. Mas os exageros da moda devem ser evitados. Editor

Muitas vezes, o que é visto fala mais audivelmente do que o que é


verbalmente expresso. C.Q.

Dep. Arte
30 | Guia Para Ministros

A Aparência Deve Atrair Para Cristo


A aparência pessoal abrirá ou fechará as portas para o ministério.
“O Deus do Céu [...] é honrado ou desonrado pelo vestuário dos que
oficiam em honra Sua” (Obreiros Evangélicos, p. 173).
1. Bom gosto. O gosto no vestir-se, incluindo os calçados, deve
ser apropriado para a ocasião. Trajes formais, como terno e gravata,
cabem melhor no púlpito bem como em casamentos e funerais. Mas
não hesite em vestir-se informalmente quando a ocasião o exigir.
2. Asseio. O asseio envolve não apenas as vestes, mas a pessoa
toda. Boa aparência da pele, dentes, cabelos e unhas deve ser consi-
derada tão importante quanto o vestir-se bem. Não apenas os trajes
devem ser conservados limpos, mas também a pessoa. Tenha a hi-
giene pessoal e o asseio como vitais para representar adequadamen-
te a igreja.

A Aparência não Deveria Ser Evidente Demais


Trajes que atraem a atenção para o eu podem resultar de muitas
causas. Vestimentas sujas, aparatosas ou impróprias para a ocasião
podem difamar tanto o ministério como a mensagem. É melhor que
a aparência passe sem ser notada, exceto por sua modéstia, adequa-
ção e bom gosto.
C A P Í T U LO 7

Finanças Pessoais
As finanças pessoais têm significativo potencial tanto
para a influência positiva como para a negativa, na congregação e
na comunidade. Mesmo com a melhor das intenções, o pastor pode
frequentemente ser malcompreendido na área das finanças. Se
bem que as expectativas do pastor não incluam viver na pobreza,
ao mesmo tempo, um estilo de vida de claro consumismo e opulên-
cia arruinará o que de outro modo poderia ser um ministério bem-
sucedido. Confie na provisão do Senhor: “E o meu Deus, segundo a
Sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de
vossas necessidades” (Fp 4:19).
1. Honestidade absoluta. Os procedimentos financeiros devem
ser claramente abertos e honestos para evitar até mesmo a aparên-
cia do mal. A igreja conta com a absoluta honestidade financeira do
pastor (e com razão), e os membros esperam o mesmo dos recur-

21331 - Guia para ministros


sos da igreja, bem como dos recursos pessoais. Os membros preci-
sam saber que os recursos da igreja continuarão a ser geridos com
grande senso de integridade e responsabilidade. Proveito pessoal
derivado da posição e influência pastoral sobre decisões financei-
ras equivale a conflito de interesse e não deve ser permitido sob
nenhuma circunstância.
2. Vida responsável. O ministro cristão, como servo divinamen-
te chamado e líder da congregação, deve viver no nível econômico Designer
geral da membresia como um todo, com o sistema de dízimos e a es-
cala salarial da igreja designada a tornar isso possível. Embora nin- Editor

guém deva esperar ficar rico com o salário do ministério, ao mesmo


tempo, a renda fiel e estável provida pela igreja torna possível para o C.Q.

Dep. Arte
32 | Guia Para Ministros

ministro viver com segurança, sabendo que suas necessidades pes-


soais serão atendidas.
3. Pagamento pontual das despesas. Não somente a reputação
pessoal, mas também a da igreja, é influenciada pelo pagamento
pontual e fiel das contas.
4. Comprar com inteligência, mas sem egoísmo. Cuidadoso
planejamento nas compras faz com que os recursos limitados ren-
dam melhor. Mas evite procurar descontos por ser pastor, como se
os ministros merecessem tratamento especial. Se uma empresa de-
seja oferecer à igreja preços especiais para compras, isso deve ser
considerado um presente para a igreja. Esperar receber favores pes-
soais destrói o respeito pela igreja e seu ministério.
5. Pedir e conceder empréstimos. Somente peça empréstimos
se for extremamente necessário e ao mais baixo custo e pelo período
mais curto possível. Pedir dinheiro emprestado ou procurar doações
dos membros da igreja deve ser evitado. O potencial para desenten-
dimentos e perturbação do relacionamento com quem empresta é
grande, e o favoritismo para com ele torna-se uma fácil armadilha.
Viva dentro do orçamento. Seja inteligente e cuidadoso no uso do
crédito, pagando as contas mensalmente. Evite ser avalista ou fiador
de empréstimo de outros. Os pastores são aconselhados: “Guardem-
se com uma cerca de arame farpado contra a inclinação de entrar
em dívidas” (Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 235, 236).
6. Poupança. Planeje para emergências, como necessidade de
transporte, reparos, substituição de aparelhos e despesas médicas
imprevistas. A poupança deve ser planejada e acumulada a fim de
prover fundos para itens maiores como educação dos filhos, aquisi-
ção de automóvel, redução de pagamento na compra de uma casa e
preparo para a aposentadoria. Mesmo quando tentar poupar grandes
somas e não conseguir, estabelecer o hábito de poupar é mais im-
portande do que a quantia poupada.
Finanças Pessoais | 33

7. Seguro. Um seguro apropriado é necessário para proteger as


finanças pessoais, a propriedade e as responsabilidades.
8. Empregos paralelos. Os administradores da igreja são res-
ponsáveis em prover aos ministros um salário digno. Os ministros
em tempo integral são responsáveis por viver com esse salário, a fim
de dedicar toda a sua energia em servir a igreja, não buscando ou-
tros trabalhos ou rendas, nem procurando receber por pregação em
outros lugares. “O pastor que está integralmente consagrado a Deus
recusa empenhar-se em negócios que poderiam impedi-lo de se dar
inteiramente ao sagrado ofício” (Atos dos Apóstolos, 366).
9. Família. As finanças pessoais são de responsabilidade da fa-
mília toda.
10. Ser um doador exemplar. Assim como a fidelidade na de-
volução do dízimo é uma expectativa bíblica e da organização que o
emprega, a generosidade do pastor na doação de ofertas promove um
positivo exemplo de liderança para os membros.

21331 - Guia para ministros

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 8

Vida Familiar
O Ministério e o Lar
Reconheça as limitações da família como um modelo. Fre-
quentemente, os membros da igreja olham para a família do pastor
como padrão de vida familiar, e esperam que seus membros repre-
sentem o que a igreja ensina sobre comportamento familiar e pes-
soal. Conquanto essa expectativa tenha alguma validade, precisa
ser reconhecido o fato de que todas as famílias estão sujeitas às
fragilidades e imperfeições humanas, e que somente pela graça de
Deus e a escolha de cada indivíduo sua vida poderá harmonizar-se
com a vontade divina.
Encontre tempo para a família. A urgência do serviço ministe-
rial, como uma tarefa interminável de consequências eternas, pode
colocar o trabalho da igreja acima das necessidades familiares. Além
disso, frequentes alterações nas tarefas pastorais podem conduzir
a um senso de solidão e isolamento. A despeito disso, a família do
pastor tem prioridade máxima na vida do ministro. Porém, isso não
significa que mais tempo deve ser dedicado às preocupações fami-
liares do que ao trabalho, mas que, em todo o planejamento e trato
com os interesses ministeriais e o cuidado da igreja, as necessidades
da família devem ser primordiais. O cuidado extremoso com a fa-
mília tem ligação direta com o trato da igreja. “Pois, se alguém não
sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?” (1Tm
3:5). “Os deveres do pastor jazem em torno dele, próximos e distan-
tes; mas seu primeiro dever é para com seus filhos. [...] O mundo
não precisa tanto de grandes espíritos, como de homens bons, que
sejam uma bênção na própria família. Coisa alguma pode desculpar
Vida Familiar | 35

o pastor de negligenciar o círculo interior, pelo mais amplo círculo


externo. O bem-estar espiritual de sua família vem em primeiro lu-
gar” (Obreiros Evangélicos, p. 204).
Dedique tempo suficiente à família. Quando o tempo para a
família é frequentemente interrompido ou cancelado por causa do
trabalho da igreja, ela pode sentir-se como secundária e em com-
petição com a igreja. Evite cancelar ou adiar compromissos com a
família. Quando isso acontecer, restabeleça o compromisso familiar
na primeira oportunidade que houver.
Façam coisas juntos. Participe das tarefas diárias juntamente
com os membros da família. Envolva-se nas recreações e entreteni-
mentos que cada membro da família aprecia.
Comunique-se. As coisas mantidas em comum com a família
relacionam-se à qualidade e quantidade de esforço no sentido da
comunicação. A comunicação verbal inclui tanto conversar quanto
ouvir. Filhos e pais precisam conservar canais abertos de comuni-
cação, sem restrições de ameaças ou condenação. Compartilhar os
acontecimentos da vida diária, as experiências e percepções espiri-
tuais, tanto em relação aos triunfos como aos fracassos, às alegrias e

21331 - Guia para ministros


tristezas do dia, une a família em devotada comunhão.
Expresse-se livremente. Procure algo bom e belo em sua esposa
e filhos cada dia e fale algo sobre seu respeito e apreciação por eles.
Diga somente coisas amáveis e elogiosas sobre a família quando es-
tiver no púlpito.
Ore diariamente. Faça do culto familiar uma experiência cria-
tiva e feliz. Seja o líder espiritual da casa, mas não pretenda saber
todas as respostas. Pelo fato de que o cristianismo é uma experiên­
Designer
cia intensamente pessoal, ninguém tem todas as respostas. As fa-
mílias necessitam conversar acerca de suas crenças e padrões, e Editor

não simplesmente aceitá-los como imposição das tradições da famí-


lia ou regras da igreja. C.Q.

Dep. Arte
36 | Guia Para Ministros

Vantagens das Famílias Pastorais


Embora existam tensões peculiares às famílias pastorais, há tam-
bém vantagens especiais, como mais ampla exposição às pessoas e
ideias, oportunidades de viagens e um ambiente espiritual familiar
mais seguro, comprometido em fazer o amor cristão operar. Essas
vantagens tendem a prover:
• Forte senso de propósito e missão na vida.
• Oportunidade de trabalhar como equipe em tarefas de signifi-
cado eterno.
• Vocação dirigida para as pessoas e voltada ao atendimendo das
necessidades humanas.
• Satisfação em levar pessoas para a família de Deus.
• O amor de amigos cristãos.
A manutenção de uma família pastoral exemplar e feliz propor-
ciona tanto alegrias presentes como recompensas eternas no reino
de Deus. “Uma família bem ordenada, bem disciplinada, fala mais
em favor do cristianismo do que todos os sermões que se possam
pregar” (O Lar Adventista, p. 32).
C A P Í T U LO 9

Ética Pastoral
Código de Ética
A Associação Ministerial da Associação Geral, em conselho com
os pastores e administradores da igreja, preparou e recomenda a
cada pastor adventista observar o seguinte código de ética:

Código de Ética do Pastor Adventista do Sétimo Dia


Reconheço que o chamado ao ministério evangélico da Igreja
Adventista do Sétimo Dia não tem o propósito de conceder privilé-
gio especial ou posição, mas requer uma vida de devoção e serviço
a Deus, Sua igreja e ao mundo. Afirmo que minha vida pessoal e
atividades profissionais estarão alicerçadas na Palavra de Deus e su-
jeitas ao senhorio de Cristo. Estou totalmente comprometido com as
crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Dedico-me à manutenção de altos padrões de conduta profissio-

21331 - Guia para ministros


nal e competência em meu ministério. Proponho-me a estabelecer
relacionamentos baseados nos princípios expressos na vida e ensinos
de Cristo.
Devo, pela graça de Deus, aplicar esses padrões em minha vida,
de forma a incluir o seguinte:
1. Manter vida devocional significativa para mim mesmo e mi-
nha família.
2. Dedicar tempo integral e atenção ao ministério como minha Designer
única vocação.
3. Comprometer-me a um contínuo crescimento profissional. Editor

4. Iniciar e manter relacionamentos de apoio profissional com


meus colegas de ministério. C.Q.

Dep. Arte
38 | Guia Para Ministros

5. Praticar a mais estrita confidencialidade profissional.


6. A poiar minha organização empregadora e a igreja mundial.
7. A
 dministrar as finanças da igreja e pessoais com integridade
e transparência.
8. E ntender e tratar minha família como parte fundamental de
meu ministério.
9. Praticar um estilo de vida saudável.
10. R
 elacionar-me dignamente com homens e mulheres.
11. R
 espeitar a personalidade de cada indivíduo, sem parcialida-
de ou preconceito.
12. A
 mar aqueles a quem eu ministro e comprometer-me com
seu crescimento espiritual.

Ética e Companheiros de Ministério


Companheiros de ministério. A obra do ministério predispõe
os ministros a um companheirismo compartilhado e à compreensão
dos interesses e preocupações uns dos outros. Apoiar o ministério
de um colega, partilhando ideias e conceitos ministeriais, forta-
lece o ministério. Ninguém tem toda a criatividade e a sabedoria
que o ministério necessita. Em vez de considerar outros membros
do ministério como competidores, os pastores deveriam vê-los como
apoiadores. Os concílios pastorais deveriam não apenas prover inspi-
ração e instrução em habilidades ministeriais, mas também ocasiões
para caloroso companheirismo.
Pastores supervisores. Quando dois ou mais pastores trabalham
juntos, como em grandes igrejas ou distritos, os papéis da respon-
sabilidade ministerial devem ser claramente expostos e entendidos.
Embora o serviço individual não deva ser obscurecido, a responsa-
bilidade final pelo ministério total repousa sobre o pastor supervi-
sor. Os pastores precisam se apoiar mutuamente no cumprimento
das metas estabelecidas no programa da igreja. Qualquer tentativa
Ética Pastoral | 39

de colocar um pastor contra o outro e arruinar o relacionamento de


trabalho da equipe deve ser repudiada.
O programa de aspirantes ao ministério proporciona uma oportu-
nidade única para o ministério em equipe. Colocar aspirantes nesse
papel, visando à educação contínua, permite-lhes aprender enquan-
to trabalham com um ministro experiente e amadurecido. Além
disso, o pastor experiente tem a oportunidade de aprender com o
aspirante, que pode ter tido contato mais recente com os círculos
educacionais. Para ajudar nessa relação e no processo de capacita-
ção, a Associação Ministerial da Associação Geral preparou o Guia
de Procedimentos Para Aspirantes ao Ministério, disponível no Centro
de Recursos Ministeriais.
O antecessor. Quando designado para uma nova igreja, não des-
carte apressadamente o programa já estabelecido. Tenha em mente
que aqueles que passaram por ela conheceram as necessidades lo-
cais, desconhecidas de início pelo novo pastor. Avance cuidadosa,
sábia e respeitosamente, dando prosseguimento àquilo que funciona
bem, introduzindo gradualmente novos conceitos e ideias que ex-
pandirão e formarão o programa da igreja mais adiante.

21331 - Guia para ministros


O sucessor. Quando for transferido de seu posto de serviço, dei-
xe atrás de si bons registros na igreja, tais como um livro de registros
(incluindo oficiais e comissões), relatórios financeiros, atas das co-
missões, lista de endereços dos membros, mapas assinalados com os
territórios missionários da comunidade e interesses evangelísticos.
Compartilhe informações pessoais úteis sobre compras, unidades de
saúde, livrarias e outras localidades que o pastor tenha necessidade
de acessar.
Designer
Pastores de outras igrejas. Em alguns distritos, pode haver vá-
rias igrejas adventistas próximas. Comunicação aberta, cooperação Editor

e respeito entre os pastores dessas igrejas são vitais para o sucesso


de todos. Além disso, cultive bons relacionamentos com os colegas C.Q.

Dep. Arte
40 | Guia Para Ministros

de ministério de outras denominações que trabalham na área. Mui-


to pode ser compartilhado com esses pastores, incluindo serviços à
comunidade e preocupações e crenças similares. Um espírito com-
petitivo e hostil prejudica o trabalho que pode ser feito na comuni-
dade. Às vezes, existe alguma associação ou organização de pastores
disponível para um ministério compartilhado.

Ética e Posição na Obra


Busca de posição. A meta de ministério inclui serviço e não po-
sição. Na obra de Deus a promoção se torna assunto dEle. “Se al-
guns são classificados para uma posição mais alta, o Senhor deporá
o fardo não apenas sobre eles, mas sobre aqueles que os escolheram,
que conhecem seu valor e que podem com conhecimento de causa
incentivá-los para a frente” (A Ciência do Bom Viver, p. 477).
Buscando um alto padrão. Tenha alvos elevados, mas almeje
um alto padrão e não uma alta posição. Trabalhe diligentemente na
atribuição que lhe foi dada e deixe a promoção com Deus.

Ética e Raça
O sucesso da Igreja Adventista do Sétimo Dia na missão de al-
cançar o mundo pode ser visto no aumento do número de sua mem-
bresia ao redor do mundo: “a cada nação, e tribo, e língua, e povo”
(Ap 14:6). Com tal amplitude, não existe lugar para discriminação
racial. “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo
vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem es-
cravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois
um em Cristo Jesus” (Gl 3:27, 28).

Ética e Responsabilidade Moral


Depósito sagrado. Como um depósito sagrado, o chamado ao
ministério envolve respeito à integridade humana. Qualquer rompi-
Ética Pastoral | 41

mento da confiança nessa área traz opróbrio sobre o ministério, a


igreja e Deus. É irrazoável pedir que os membros confiem nos pasto-
res que se envolvem em práticas como adultério, pedofilia, homosse-
xualismo, fornicação e outros atos sexuais impróprios.
Perdão e restauração. Conquanto a violação desses padrões se
torne motivo para o encerramento do serviço e emprego no ministé-
rio pastoral, o pastor despedido deve experimentar a restauração da
graça perdoadora e do amor de Deus. A igreja deve procurar restau-
rar e apoiar tais pessoas em seu relacionamento espiritual e familiar.

Ética nos Relacionamentos


Relacionamento conjugal. Que fique claramente demonstrado
e seja amplamente observado que um forte laço de relacionamento
amoroso familiar está estabelecido entre marido e mulher. Trabalhe
diligentemente para tornar sua vida doméstica alegre e bem-sucedida.
Tal relacionamento fortalece os laços internos de amor e repele a ten-
tação externa.
Reconhecimento de vulnerabilidade. Negar vulnerabilidade às
tentações sexuais é perigoso. Brincar com flertes e fantasias é um

21331 - Guia para ministros


jogo perigoso. Se regularmente nutridos, os desejos eróticos e ro-
mânticos haverão de suplantar o pensamento racional. Perceber os
sentimentos de uma pessoa e combatê-los no início da atração pode
repelir a tentação.
Aconselhamento. Sendo que o aconselhamento espiritual faz parte
da responsabilidade do pastor, muita cautela deve ser observada nesse
trabalho. Certos aconselhamentos podem requerer um local reserva-
do, mas não privacidade de visibilidade. Os pastores em sua maioria
Designer
não são conselheiros profissionais. De fato, os pastores não foram cha-
mados para isso. Na maior parte dos casos, quando não se trate de Editor

aconselhamento espiritual, aqueles que precisam de aconselhamento


devem ser encaminhados a conselheiros cristãos profissionais. C.Q.

Dep. Arte
42 | Guia Para Ministros

Ética e Lei
Implicações legais. Servidores da igreja, congregações e vítimas
precisam estar atentos para o potencial do comportamento sexual
impróprio. Em certas circunstâncias, as exigências legais incluem
relatório de delito sexual. Em algumas jurisdições, certos indivíduos
podem ser requisitados a relatar algumas formas abusivas (como abu-
so de menores ou de idosos), mesmo se o conhecimento de tal ato
foi obtido em caráter confidencial. Deve-se procurar aconselhamento
legal sobre as exigências nessa área.
Contudo, o comportamento sexual impróprio não está limitado a
menores. Ele também pode ocorrer entre adultos com suposto consen-
timento. Cuidado especial deve ser tomado ao tratar com indiví­duos
entre os quais existe um real ou perceptível desequilíbrio de poder.
Danos. No que concerne a danos, geralmente a lei considera as
igrejas responsáveis apenas por danos que resultem de negligência.
Passos conscientes devem ser dados para manter as instalações em
condições seguras, a fim de proteger os frequentadores da igreja.
Supervisão negligente. A supervisão negligente trata de assuntos
que dizem respeito ao exercício de cuidado suficiente na supervisão
de empregados ou obreiros voluntários. A igreja pode ser responsabi-
lizada por supervisão negligente (ou falha de supervisão) de um em-
pregado ou voluntário, se essa pessoa for culpada de agravo.
Admissão de pessoal. Quando um indivíduo é colocado numa
função de confiança, é preciso tomar cuidado para garantir que
ele seja digno dela. As igrejas deveriam estabelecer uma políti-
ca de checagem do histórico de indivíduos que ocupam funções
potencialmente susceptíveis à prática de abuso e produção de danos.
Consulte sua Associação/Missão, agente de seguros ou um advoga-
do, quando desenvolver e implementar essa política.
Se você receber um relatório referente ao histórico de um indi-
víduo que esteja sendo considerado para uma posição de confiança,
Ética Pastoral | 43

e você é alertado sobre algum comportamento impróprio ligado ao


passado dessa pessoa, ou comentários a seu respeito, consulte o
escritório de sua Associação/Missão ou um advogado. Deve-se ter
cuidado de proteger tanto a pessoa sobre quem há algum questiona-
mento quanto a qualquer pessoa que possa ser prejudicada por uma
futura má conduta da pessoa em observação.

Ética na Administração Financeira


Políticas e procedimentos para o gerenciamento de assuntos fi-
nanceiros estão claramente delineados no Livro de Regulamentos da
Associação Geral e no Manual da Igreja. As falhas em cumprir essas
políticas não apenas produz riscos de atentado contra a reputação do
obreiro e da igreja, mas também coloca o servidor em condição de
possível demissão.

21331 - Guia para ministros

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 1 0

Desenvolvimento
Profissional
O Desenvolvimento Como Oportunidade
Enquanto o crescimento físico alcança um ponto final, o de-
senvolvimento profissional provê a oportunidade de continuar cres-
cendo e se desenvolvendo no ministério, contanto que se deseje.
A razão para o crescimento profissional não deve ser a obtenção de
posições, mas estar mais bem equipado para o serviço.

Obrigação da Educação Contínua


O Concílio Anual de 1986 tomou a iniciativa de “estimular as
mesas administrativas das organizações adventistas do sétimo dia a
tornar possível aos pastores adventistas obter pelo menos 20 horas
anuais de educação contínua para o ministério, ou uma média de
20 horas para cada ano de licenciamento. (Por exemplo, se a creden-
cial pastoral for válida por três anos, ele deve, durante esse tempo,
acumular 60 horas de crédito.) Cursos feitos pelo pastor para ob-
tenção de créditos acadêmicos, em conexão com o programa de
educação formal aprovado pela organização empregadora, podem
ser aceitos em lugar das unidades de educação contínua (UEC). Se
no tempo da renovação da credencial ou licença do pastor, a mé-
dia anual de sua UEC for menor do que o padrão indicado de 20
horas, um representante da organização onde o obreiro serve deve
pessoalmente aconselhá-lo e incentivá-lo a se envolver no Programa
de Educação Contínua Para o Ministério”.
Essa educação contínua pode ser em forma de um programa de gra-
duação aprovado, classes intensivas individuais ou reuniões ministeriais
Desenvolvimento Profissional | 45

que incluam cursos de educação contínua. Além disso, a Associação


Ministerial da Associação Geral preparou cursos para esse propósito.
Os recursos estão disponíveis no Centro de Recursos Ministeriais da
Associação Geral, ou através da Associação Ministerial das Divisões.

Como Desenvolver-se
Leitura. Leia intensamente. Uma biblioteca local tem um signifi-
cativo acervo de livros e revistas úteis, e, se não estão disponíveis ali,
em geral, são franqueados através de empréstimos entre bibliotecas.
Partilhe livros com companheiros pastores. Visite livrarias, incluindo
aquelas que oferecem livros usados. Fixe um tempo para leitura e colo-
que uma meta mensal de livros e artigos de revistas para ler. Com um
volume significativo desses materiais úteis publicados nos círculos ad-
ventistas, e também selecionados de outras fontes, os pastores podem
facilmente encontrar um suprimento adequado. A revista Ministério
e o Clube do Livro da Associação Ministerial também proporcionam
uma riqueza de materiais para o crescimento profissional. Inclua tam-
bém alguma leitura secular nesse índice de materiais a fim de manter-
se a par dos eventos atuais e tendências na sociedade.

21331 - Guia para ministros


Avaliação. As capacidades pastorais são mais bem desenvolvidas
mediante a prática seguida de avaliação e acompanhadas de um plano
de melhorias. A avaliação, às vezes, pode parecer ameaçadora, mas
recusá-la não apenas esconde fraquezas, mas também potenciais. Ela
proporciona encorajamento, destacando áreas de talento e sucesso, ao
mesmo tempo em que detecta áreas de fraqueza e falhas que podem
ser trabalhadas de tal modo que melhorem o desempenho ministerial.
Crescimento espiritual. No ministério, “o segredo do êxito está
Designer
na união do poder divino com o esforço humano. Aqueles que le-
vam a efeito os maiores resultados são os que mais implicitamente Editor

confiam no braço todo-poderoso. [...] Os homens de oração são os


homens de poder” (Patriarcas e Profetas, p. 509). C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 1 1

Relacionamento
com a Organização da Igreja
A Organização é Necessária
Estrutura e organização, uma realidade observável tanto no mun-
do físico quanto no social, permanecem como a base de toda a cria-
ção. Desde as minúsculas partículas do átomo ao grande projeto do
cosmos, a estruturadora mão de Deus pode ser vista. “A ordem é a
lei do Céu, e deveria ser a lei do povo de Deus sobre a Terra” (Teste-
munhos Para Ministros, p. 26).
Base bíblica para a organização da igreja. Ao longo da histó-
ria bíblica, Deus busca promover ordem e estrutura para Seu povo.
Ele deu ao antigo Israel um sistema complexo de organização, cha-
mando-o da escravidão anômala do Egito para se tornar Sua nação
escolhida. Jesus fundou a igreja designando Seus discípulos como
líderes, e o Espírito Santo guiava a igreja do Novo Testamento en-
quanto ela se desenvolvia em sua missão e estrutura.
Cristo chamou a igreja à existência e, embora seja evidente que
ela existe como uma organização imperfeita (sendo constituída de
pessoas imperfeitas), “por débil e defeituosa que seja, é o único obje-
to sobre a Terra a que Ele confere Sua suprema atenção” (Testemu-
nhos Para Ministros, p. 15). Ser cristão significa amar a igreja, pois
“Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef 5:25).
Base prática para a organização da igreja. Uma nação, um
negócio ou mesmo o corpo humano fracassariam sem organização.
A igreja, com a tarefa de proclamar a graça salvadora de Deus ao
mundo, certamente também falharia sem organização. No início da
história adventista, a necessidade de estrutura pôde ser claramente
Relacionamento com a Organização da Igreja | 47

observada. “Aumentando o nosso número, tornou-se evidente que,


sem alguma forma de organização, haveria grande confusão, e a obra
não seria levada avante com êxito. A organização era indispensável
para prover a manutenção dos pastores, para levar a obra a novos
campos, para proteger dos membros indignos tanto as igrejas como
os pastores, para a conservação das propriedades da igreja, para a
publicação da verdade pela imprensa, e para muitos outros fins”
(Testemunhos Para Ministros, p. 26).

Benefícios da Organização
Muitas e variadas formas de estrutura eclesiástica podem ser
encontradas na igreja cristã. A menos que uma igreja opere como
uma unidade autônoma, haverá necessidade de liderança e associa-
ção entre as igrejas de certa denominação. O regime administrativo
da Igreja Adventista está baseado na forma representativa de gover-
no, com a unidade da igreja como parte da irmandade de igrejas em
uma Associação/Missão, conforme exposto no Manual da Igreja e no
Livro de Regulamentos da Associação Geral.
As Associações/Missões dependem quase que totalmente dos

21331 - Guia para ministros


pastores para o crescimento e a nutrição da igreja, uma vez que os
fundos da Associação/Missão procedem das igrejas. O evangelismo
e o desenvolvimento da igreja acontecem nas congregações locais.
Os pastores e anciãos lideram a congregação local e pastoreiam o re-
banho. “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito
Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a
qual Ele comprou com o Seu próprio sangue” (At 20:28).
Apoio administrativo. Através das ações da comissão diretiva da
Designer
Associação/Missão, os administradores assumem a responsabilidade
de providenciar pastores para as igrejas de seu território. No modelo Editor

administrativo adventista, as instituições empregadoras têm a respon-


sabilidade de manter um sistema salarial seguro para seus pastores. C.Q.

Dep. Arte
48 | Guia Para Ministros

Recursos departamentais. Os diretores de departamentos ser-


vem como especialistas e disponibilizam sua capacitação aos pas-
tores, enquanto trabalham juntos na capacitação dos membros das
igrejas. Eles não têm poder hierárquico sobre os pastores, mas ser-
vem como conselheiros e provedores de recursos. Os departamen-
tais devem manter os pastores informados acerca dos programas e
materiais disponíveis para o ministério da igreja, que os apoiarão no
desenvolvimento dos objetivos e planos do pastor.
Secretário ministerial. O secretário ministerial é o pastor dos
pastores e oferece serviços específicos que incluem: disposição para
ouvir, supervisão dos aspirantes ao ministério, capacitação em mi-
nistérios pastorais e evangelísticos, oportunidades de educação con-
tínua, assistência na capacitação e apoio familiar para os anciãos da
igreja, apoio à família do pastor e assinatura da revista Ministério.2

Ministério Cooperativo
O ministério, como um serviço essencialmente pessoal, deve ser
executado sob a guia do Espírito Santo e de acordo com a consciên-
cia individual. Todavia, não é dada ao pastor uma licença para diri-
gir a igreja contra os princípios desta ou assumir posições contrárias
ao que está declarado nas crenças fundamentais da igreja. “Nunca
deve um obreiro considerar virtude a persistente conservação de sua
atitude de independência, contrariamente à decisão do corpo geral”
(Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 260). Um pastor adventista pode
fazer uma escolha individual em aceitar dedicar-se ao serviço da
igreja. No entanto, ao se tornar servidor e líder na igreja, deve acatar
certas obrigações para com o corpo da igreja.
1. Confie na liderança. Embora a liderança da igreja não possa ser
descrita como perfeita, ela permanece como autoridade devidamente
2 Na Divisão Sul-Americana, a Associação Ministerial atende também os diáconos e diaconisas da igreja.
O atendimento é feito em cooperação com o Ministério da Mulher.
Relacionamento com a Organização da Igreja | 49

constituída na igreja. Enquanto dialoga, as variedades de opinião são


tanto boas quanto permissíveis; quando as decisões são tomadas, tor-
na-se responsabilidade do pastor apoiar a liderança. “Nutramos o es-
pírito de confiança na sabedoria de nossos irmãos” (Testemunhos Para
Ministros, p. 500).
2. Consulte a liderança. Aconselhe-se com a liderança antes de
começar qualquer atividade que invada o tempo normalmente de-
dicado ao ministério regular. Será útil pedir conselho antes de com-
prar ou vender uma casa, envolver-se num programa acadêmico de
estudos ou convidar pessoas para falar na igreja.
3. Considere a liderança responsável. A forma adventista de gover-
no eclesiástico é representativa e não congregacional, provendo as-
sim um processo democrático que é um privilégio e uma obrigação
para seus membros. Conquanto sensível às necessidades e desejos
individuais da igreja, ela leva em conta uma perspectiva mais ampla,
tanto da irmandade das igrejas como da obra mundial.

21331 - Guia para ministros

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 1 2

Serviços Departamentais
A Associação Geral oferece muitos serviços departa-
mentais destinados a prover programas e recursos para assistência
aos pastores e igrejas. A maioria desses departamentos tem repre-
sentantes nos âmbitos da Divisão, União e Associação/Missão,
embora tais departamentos devam inicialmente ser contatados na
Associação/Missão. Se não estiverem disponíveis, o contato deve ser
feito na instância seguinte da estrutura organizacional da igreja.
O Yearbook (Anuário Adventista), disponível on-line (adventist-
yearbook.org), propicia um diretório das organizações da igreja mun-
dial, como:
Sede da Associação Geral: 12501 Old Columbia Pike, Silver Spring,
Maryland 20904-6600. Fone: (301) 680-6000. Site da AG: www.adventist.
org. Site da Associação Ministerial: www.ministerialassociation.com.
Segue-se uma lista de departamentos, em ordem alfabética, com
uma breve declaração do propósito de cada um. Para atualizações
dos vários departamentos, acesse www.adventist.org e procure então
o departamento específico.

Ministérios Adventistas de Capelania


Propósito. O Departamento de Ministérios Adventistas de Ca-
pelania (MAC) estende a presença da igreja em lugares além da
igreja local, onde as pessoas estão em crise e carentes das boas-
novas do evangelho. Esse departamento incentiva e ajuda a equipar
a igreja para cuidar efetivamente das necessidades da comunidade
e seus ministros, bem como de populações específicas, tanto den-
tro como fora da igreja. Elas incluem estudantes de instituições
Serviços Departamentais | 51

educacionais adventistas e não adventistas, internos de prisões, pa-


cientes em hospitais, militares e outros.
Programas/recursos.3 Os Ministérios Adventistas de Capelania
endossam e apoiam pastores adventistas licenciados e credenciados
para servirem como capelães em instituições educacionais, institui-
ções prisionais, hospitais, divisões militares, serviços de voluntaria-
do e outros setores, bem como provê várias funções de apoio.
Endosso eclesiástico. Esse processo é um programa formal que
concede endosso aos capelães: a afirmação votada pela igreja, reque-
rida por muitos empregadores e organizações credenciadas.
Educação. O departamento fornece e/ou coordena muitas ativida-
des de educação contínua para capelães do mundo todo, e trabalha
para estabelecer nas Divisões programas de capacitação em capelania
indígena. Os pastores também podem participar com frequência des-
ses programas. Todas essas facilidades educacionais são providas sob
os auspícios do Instituto de Educação de Capelania – um currículo
de oportunidades educacionais oferecidas através da igreja mundial.
A Capelania Adventista (publicada em inglês) é uma publicação
trimestral destinada aos capelães e líderes da igreja.

21331 - Guia para ministros


O Manual de Capelania é uma publicação que proporciona
uma visão geral dos princípios do ministério de capelania numa
variedade de ambientes. Um DVD interativo apresenta uma sín-
tese da capelania para seminaristas, pastores, líderes de igrejas
e outros. Programas educacionais são oferecidos para ajudar os
capelães a atender os requisitos de um desenvolvimento profissio-
nal contínuo. Além disso, outras revistas e materiais são produzi-
dos para atender às necessidades à medida que elas surgem. Em
Designer
algumas Divisões, os membros do serviço militar também são
considerados. Editor

3 A maioria dos materiais mencionados nesta seção é produzida em inglês. Os interessados poderão obter
esses recursos através da área responsável na Associação Geral. C.Q.

Dep. Arte
52 | Guia Para Ministros

Por Deus e Pela Pátria é uma publicação que proporciona recur-


sos educacionais impressos e eletrônicos tratando de assuntos rela-
cionados à vida militar.
Adicionalmente, os membros da Igreja Adventista que são mili-
tares podem dispor de outras publicações e programas de cuidado
espiritual disponíveis.
O Ministério Adventista de Capelania oferece diretrizes de carreira
para capelães e aspirantes à capelania, conselho e educação para jovens
com vistas ao serviço público e militar, e outros assuntos relacionados.
O MAC provê assistência aos pastores na ajuda aos membros leigos en-
volvidos com esses assuntos. O departamento trabalha frequentemente
com pastores e outros departamentos como: Deveres Cívicos e Liberdade
Religiosa e o Gabinete do Conselho Geral, para solucionar impasses en-
frentados pelos adventistas em ambientes nos quais o capelão trabalha.

Agência Adventista de Desenvolvimento


e Recursos Assistenciais
Presente em 125 países, a Agência Adventista de Desenvolvi-
mento e Recursos Assistenciais (Adra) serve às pessoas que preci-
sam ter atendidas suas necessidades básicas tais como alimento e
água, proporcionar-lhes condições de sustento próprio, acesso a cui-
dados médicos e hospitalares, alfabetização e conhecimentos arit-
méticos, de sobrevivência e proteção contra calamidades, mesmo
depois que a atenção do mundo é desviada para outras coisas. Os
projetos visam à sustentabilidade como o princípio fundamental de
desenvolvimento. Além de prover alívio temporário, a Adra trabalha
também para criar soluções em longo prazo. Através desses progra-
mas, as pessoas reivindicam o direito de desenvolvimento próprio,
que leva a uma estabilidade e prosperidade duradouras.
Alimento e água. Trabalhando em parceria com as comunida-
des, a Adra procura disponibilizar uma provisão suficiente de ali-
Serviços Departamentais | 53

mentos, incluindo milho, feijões, arroz, óleo vegetal, conservas e


biscoitos nutritivos, que ajudam a suplementar o aporte de calorias.
Além disso, a Adra provê informação e instrução relativas à produ-
ção de colheitas seguras e a disponibilidade de água potável pura
através da perfuração de novos poços, reformando os velhos e me-
lhorando os sistemas de irrigação, para permitir às pessoas e seus
rebanhos um adequado suprimento de água.
Alfabetização e aritmética. Romper o ciclo autoperpetuado de
pobreza de muitos, requer alfabetização e aulas de aritmética. Os
programas da Adra têm demonstrado e ensinado essas habilidades
básicas, incluindo leitura, escrita e matemática, transformando radi-
calmente a vida da população, enquanto desenvolve a competência
de trabalho para as atividades cotidianas.
Estabelecendo meios de vida. Trabalhar com indivíduos, espe-
cialmente mulheres pobres a quem usualmente é negado crédito,
ajuda e o devido respeito, transforma-lhes literalmente a vida, melho-
rando também sua capacidade de desincumbir-se das tarefas do dia a
dia. Ao conceder pequenos empréstimos e ensinando-os a criar e diri-
gir pequenos negócios, é oferecida a oportunidade de prosperar, per-

21331 - Guia para ministros


mitindo-lhes assumir o controle de seu próprio bem-estar financeiro.
Isso produz um efeito dominó, provendo-lhes mais oportunidades de
empreendimento e estimulando a economia regional.
Cuidados médicos. Tratamentos básicos e instrução sobre cui-
dados com a saúde abrangem assuntos como altas taxas de morta-
lidade infantil, saúde maternal, Aids, malária, tuberculose e acesso
precário a cuidados médicos. Os temas de saúde são abordados por
voluntários especializados em ensinar as comunidades sobre a pre-
Designer
venção da Aids, planejamento familiar, alfabetização e os efeitos da
saúde deficiente sobre o bem-estar financeiro da família. Essa visão Editor

integral age como um catalisador para melhorar a consciência sobre


saúde e tomada de atitudes em toda a comunidade. C.Q.

Dep. Arte
54 | Guia Para Ministros

Ações de emergência. Calamidades, sejam naturais ou provo-


cadas pelo homem, podem ocorrer a qualquer momento. Por essa
razão, a Adra prepara-se antecipadamente para dar assistência com
alimentos, roupas, água, abrigo e atendimento médico, antes que os
problemas surjam. Depois da ocorrência dos sinistros, ela providen-
cia ajuda na reconstrução de casas, infraestrutura e no desenvolvi-
mento de programas que amparam as vítimas, visando a resgatar sua
independência financeira.

Missão Adventista
Propósito. O Departamento de Missões Adventistas (DMA)
procura estabelecer a presença adventista em todos os grupos popu-
lacionais, onde ela não existe, com o objetivo de levar esperança aos
não alcançados. A DMA cria uma consciência de missão através de
materiais, recursos e programas destinados a informar e incentivar
os membros da igreja, com relação ao amplo alcance das atividades
missionárias da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Isso inclui infor-
mar os membros sobre os resultados das ofertas missionárias, e a
importância vital do contínuo apoio dessas doações.
Programas/recursos.4 São disponibilizados recursos aos pastores
a fim de partilharem o desafio e as oportunidades da missão mun-
dial. Esses recursos incluem agendas missionárias, fotografias, pod-
casts, apresentações em PowerPoint, produções em vídeo, boletins
informativos, Global Mission Pioneer e histórias de missões. O DVD
trimestral A Missão Adventista, enviado gratuitamente a cada Divi-
são para distribuição às igrejas locais, contém relatórios de con­teú­do
variado sobre os projetos das ofertas do décimo terceiro sábado, bem
como a ampla diversidade da obra missionária apoiada pelas ofertas
para as missões.
4 A maioria dos materiais mencionados nesta seção é produzida em inglês. Os interessados poderão obter
esses recursos através do site www.adventistmission.org.
Serviços Departamentais | 55

O Informativo Mundial das Missões Para Menores e o Informativo


Mundial das Missões Para Jovens e Adultos são informes trimestrais
que contêm histórias de missão, com foco especial nas ofertas do
décimo terceiro sábado. Eles são publicados em formato que pode
ser apresentado nos programas da Escola Sabatina.
Três folhetos informativos coloridos da Missão Global – Frontline
Edition, Prayer Calendar e Picture Story – contêm histórias, relató-
rios e fotos do trabalho da Missão Global ao redor do mundo.
O Mission Week é um histórico de cinco programas devocionais
diários, com ênfase na missão e criados para crianças de cinco a
quatorze anos. Esses programas contêm vídeos de histórias, roteiros
e atividades destinadas a ensinar, inspirar e motivar as crianças a se
envolverem na obra missionária da igreja.
As preleções da SEEDS são dirigidas anualmente na Universidade
Andrews, em Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos, e em ou-
tras localidades, a convite. O propósito da SEEDS é prover a visão e
os recursos para implantar igrejas e para os ministérios que as apoiam.
As palestras de ChurchWorks são realizadas sob convite das As-
sociações/Missões locais. Esses programas destinam-se a pastores e

21331 - Guia para ministros


equipes de liderança leiga da igreja. A ChurchWorks expõe a visão e
ajuda os líderes a criarem estratégias para alcançar cada pessoa em
seu território, usando os dons espirituais de cada membro da igreja e
de cada pastor.
Cinco Centros de Estudo Religioso da Missão Global estão
desenvolvendo métodos e ferramentas para ajudar a igreja a teste-
munhar efetiva e apropriadamente às pessoas de outras confissões
religiosas, incluindo judaísmo, islamismo, budismo, hinduísmo, se- Designer
cularismo e pós-modernismo. Disponíveis aos pastores, missioná-
rios, pioneiros de Missão Global e outros membros da igreja, esses Editor

serviços incluem programas, aulas de capacitação, seminários, sites


e vários materiais eletrônicos e escritos. C.Q.

Dep. Arte
56 | Guia Para Ministros

Rádio Mundial Adventista


Propósito. A Rádio Mundial Adventista, o braço radiofônico da
Igreja Adventista do Sétimo Dia, usa ondas curtas, AM/FM, satéli-
tes, divulgação pela internet e podcasts ou arquivos de áudio. Esses
programas levam a mensagem a pessoas de difícil acesso por causa
das restrições políticas, barreiras culturais contra o cristianismo e
obstáculos geográficos. A missão centraliza-se na transmissão da es-
perança adventista em Cristo para os grupos de mais difícil alcance
no mundo, em seu próprio idioma. O objetivo fundamental é par-
tilhar o evangelho com pessoas que vivem em 72 países dentro da
janela 10/40, que inclui dois terços da população mundial, dos quais
menos de dois por cento são cristãos. As transmissões também atin-
gem a África, a Europa e a América Latina. A programação, desen-
volvida por uma equipe que se comunica no idioma nativo em cada
país, objetiva conectar-se com ouvintes não cristãos.
Programas/recursos. Horários dos programas podem ser encon-
trados no site da Rádio Mundial Adventista: www.awr.org. O horário
pode ser procurado por país ou obtido integralmente.
Podcasting oferece várias transmissões no idioma requerido em
qualquer lugar do mundo por meio da internet. Suas informações
podem ser anunciadas amplamente ou partilhadas pessoalmente
como forma de testemunhar.
Também estão disponíveis histórias missionárias inspiradoras e
emocionantes, que podem ser divulgadas nos programas da Esco-
la Sabatina, cultos ou em outras ocasiões. O informativo eletrônico
Inspirations está disponível no site, bem como o informativo impres-
so Transmissions e DVDs.
Os recursos promovendo a oferta anual estão à disposição na
sede da Rádio Adventista Mundial ou em seu site.
Contate a sede da RAM para providenciar um orador para os pro-
gramas da igreja, reuniões campais ou outras ocasiões, ou ainda por
Serviços Departamentais | 57

meio de panfletos, vídeos ou programas em PowerPoint para apre-


sentação pública, folhas de atividades para crianças ou outros no-
vos recursos. Os pastores que trabalham em territórios acessíveis às
transmissões da RAM podem receber nomes de ouvintes interessa-
dos para acompanhamento.

Instituto de Pesquisa Bíblica


Propósito. O Instituto de Pesquisa Bíblica (IPB) promove o
estudo e prática da teologia e estilo de vida adventista como en-
tendidos pela igreja mundial. Ele provê recursos teológicos para a
administração e os departamentos da Associação Geral e a igreja.
O IPB identifica áreas de discussão doutrinária e teológica, buscan-
do aprimorar a compreensão e firmar compromissos com as verda-
des das Escrituras.
O IPB estimula e facilita o diálogo com a comunidade adventista
do sétimo dia, empenhando-se em fortalecer a unidade teológica e
doutrinária na igreja mundial. O Instituto também dirige a obra da
Comissão do Instituto de Pesquisa Bíblica, que é composta de mem-
bros de todo o mundo.

21331 - Guia para ministros


Programas/recursos. O Instituto de Pesquisa Bíblica proporcio-
na muitos recursos aos pastores, incluindo obras da livraria do site.5
Também no site estão ao dispor dos interessados documentos que
tratam da doutrina e teologia adventista e outros assuntos de inte-
resse dos pastores. Além disso, o instituto realiza seminários de es-
tudos bíblicos e teologia.

Ministério da Criança
Designer
Propósito. O Departamento de Ministério da Criança busca
orientar as crian­ças, desde o nascimento até 14 anos de idade, num re- Editor

lacionamento de amor e serviço com Jesus mediante desenvolvimento


5 www.biblicalresearch.gc.adventist.org C.Q.

Dep. Arte
58 | Guia Para Ministros

de (1) ministérios voltados para a graça, onde as crianças aprendem a


desenvolver amor incondicional por Cristo; (2) ministérios inclusivos
que valorizam todas as crianças e voluntários independentemente de
raça, cor, gênero, idioma e capacidades; (3) ministérios de lideran-
ça, nos quais os voluntários são fortalecidos, capacitados e equipados
para um ministério eficaz com as crianças; (4) ministérios voltados
para o serviço, onde as crianças prestam serviços para alcançar a co-
munidade; (5) ministérios cooperativos, nos quais o departamento
trabalha ligado com outros ministérios para atingir outras metas com-
partilhadas; (6) ministérios de segurança, segundo os quais as igrejas
adotam meios de proteção para resguardar as crianças de abusos físi-
cos, espirituais, emocionais e sexuais, e (7) ministérios evangelísticos
em que as crianças não envolvidas com a igreja são apresentadas a
Jesus através de programas de alcance como “Escola Cristã de Fé-
rias” e “Hora de Histórias”.
Programas/recursos. O Ministério da Criança uniu-se à Associa-
ção Ministerial para publicar o Manual de Pastores e Anciãos Para os
Ministérios Infantis. Esse guia prático provê ajuda, apoio e motivação
para os líderes de crianças, com a finalidade de desenvolver seus dons
e tempo, visando ao desenvolvimento da fé nas crianças da igreja.
A publicação Deus Me Ama de 28 Maneiras serve como ferramen-
ta útil para pastores que estão dando estudos bíblicos ou estudando
as doutrinas fundamentais da igreja com as crianças. O site contém
informações complementares sobre outros recursos do departamento,
bem como instruções para ajudar na capacitação de coordenadores
dos ministérios infantis, para trabalhar na igreja local.

Comunicação
Propósito. O Departamento de Comunicação busca construir
pontes de esperança, enquanto se empenha em criar uma imagem
favorável da igreja e de sua missão, vida e atividades que encorajem
Serviços Departamentais | 59

as pessoas a se tornarem seguidoras de Cristo. Esses elos podem ser


realizados pela criação de confiança entre grupos de pessoas, por
meio de informações precisas com a utilização de tecnologia e mé-
todos modernos de comunicação, objetivando alcançar audiências
diversas tanto dentro como fora da igreja, com um programa de co-
municação esclarecedor, responsável e pleno de esperança.
Programas/recursos. A Rede Adventista de Notícias transmi-
te informações sobre a denominação internacional que existe além
das paredes de uma igreja. Pastores, administradores e membros da
igreja recebem e apresentam as notícias do progresso da igreja, seus
desafios e oportunidades. Essas notícias podem ser usadas para in-
formar e inspirar os membros da igreja, bem como conectar-se às
comunidades atendidas.

Educação
Propósito. Responsável pela coordenação, promoção e qualidade do
programa educacional da igreja, o Departamento de Educação trabalha
em cooperação com os diretores de educação das Divisões. O propósi-
to do departamento é realizado mediante a coordenação das funções

21331 - Guia para ministros


da Comissão Internacional de Educação, da Comissão Internacional de
Educação Ministerial e Teológica, e da Associação Credenciada das Es-
colas, Faculdades e Universidades Adventistas do Sétimo Dia. Essas três
comissões autorizam novas instituições e programas e avaliam a extensão
em que as escolas apoiam a missão e os padrões autorizados da igreja.
O departamento presta serviços às comissões, administradores e
ao corpo docente das faculdades e universidades adventistas, pro-
vendo-lhes confiabilidade e realizando seminários para professores,
Designer
congressos para administradores e aconselhamento às instituições.
O departamento ajuda os líderes das igrejas e escolas ao tratarem Editor

de assuntos referentes à comissão diretiva da escola, planejamento


estratégico e credenciamento. C.Q.

Dep. Arte
60 | Guia Para Ministros

As publicações do Departamento de Educação (o Jornal da Educação


Adventista, que provê informações com relação aos assuntos mais im-
portantes para os professores e administradores adventistas; e a revista
Diá­logo Universitário, dirigida a estudantes de faculdades e universidades
que frequentam ou não as faculdades e universidades adventistas) servem
mundialmente de elos entre a igreja, os estudantes e professores. Essas
publicações estão disponíveis em inglês, espanhol, português e francês.
O departamento trabalha em cooperação com os departamen-
tos dos Ministérios Jovem e de Capelania, para manter contato com
estudantes adventistas de nível superior, em instituições educacio-
nais não ligadas ao sistema adventista. Esse trabalho é mais bem
executa­do em cooperação com os pastores das igrejas locais vizinhas
das instituições de ensino superior que possuem alunos adventistas.
Programas/recursos. O departamento proporciona vários recur-
sos: (1) Manual Adventista do Sétimo Dia de Educação Ministerial
e Teológica; (2) Guia de Criação e Implementação de Planos-Mestres
Espirituais em Campi de Educação Superior Adventista do Sétimo
Dia; (3) Administração de Qualidade em Ensino Superior; (4) Pla-
nejamento Estratégico em Ensino Superior; (5) Portadores de Luz:
A História da Igreja Adventista do Sétimo Dia; (6) Paixão Pelo Mun-
do: A História da Educação Adventista do Sétimo Dia; (7) uma série
de publicações intituladas Cristo na Sala de Aulas: Uma Abordagem
Adventista Para a Integração Fé e Ensino.
Em ligação com a Universidade Andrews, o departamento geren-
cia o banco de dados de recursos humanos de profissionais adventis-
tas do sétimo dia, possuidores de bacharelado e/ou pós-graduação.

Ministério da Família
Propósito. O Departamento de Ministério da Família procura
fortalecer o lar como ambiente básico no qual os valores espirituais
e vivenciais e o desenvolvimento de relacionamentos íntimos com
Serviços Departamentais | 61

Deus e as pessoas sejam aprendidos. O Ministério da Família focali-


za as ligações relacionais do casamento, vínculos entre pais e filhos,
e entre irmãos e outros no círculo familiar mais amplo.
Como um ministério de graça, o Ministério da Família se
empenha em capacitar as famílias a fim de que alcancem os
ideais divinos, sabendo que padecerão aflições num mundo
caído. O Ministério da Família busca ajudar no crescimento
integral de famílias emocionalmente saudáveis, resultando em
famílias capazes de formar igrejas fortes e apresentar um teste-
munho cativante à sociedade. O Ministério da Família estimula
a competência nas capacidades interpessoais, necessárias nos
relacionamentos, e provê oportunidades de crescimento atra-
vés da educação e enriquecimento da vida familiar. Embora não
seja responsável pelo aconselhamento, o departamento estimula
indivíduos, casais e famílias a procurar ajuda profissional quan-
do necessária.
Programas/recursos. Um ministério apropriado para as famílias
inclui guia pré-conjugal disponível a todos os casais; programas re-
gulares para o fortalecimento do casamento; educação de pais; mi-

21331 - Guia para ministros


nistério especial de necessidades relacionais de adultos solteiros,
pais solteiros e famílias compostas de membros de outros casamen-
tos; instruções de evangelismo de família para família, e ministérios
de apoio para ajudar famílias com necessidades especiais. A fim de
realizar tal ministério mais efetivamente, a comissão da igreja pode
estabelecer um grupo diretivo de ministérios familiares. Visando a
ajudar os pastores, líderes de igreja e comissões de ministérios fami-
liares, o departamento oferece o seguinte:
Designer
Manuais de Ministério da Família. O Departamento de Ministério
da Família da Associação Geral e suas divisões associadas produzi- Editor

ram esses manuais para orientar o ministério. Um dos títulos dispo-


níveis é Cuidando das Famílias Hoje. O Manual de Pastores e Anciãos C.Q.

Dep. Arte
62 | Guia Para Ministros

Para o Ministério da Família (publicado pela Associação Ministerial)


provê orientação e guia para facilitar o ministério da família na igreja.
Currículo de livros de apoio. O departamento coordena o desen-
volvimento de um currículo de apoio para educação da vida familiar,
apresentado em livros que resumem o conteúdo do ensino central
na vida familiar para pastores e líderes de família, tais como Sexua­
lidade Humana: Compartilhando a Maravilha do Belo Dom Divino
com Seus Filhos.
Plano Anual Literário. Um livro de recursos que contém sermões,
minisseminários, histórias, artigos sobre liderança e revisões de livros
é produzido cada ano pelo departamento, para apoiar as igrejas no
planejamento e programação para a Semana Anual do Lar Cristão e
Casamento (fevereiro) e Semana da União Familiar (setembro).
Recursos de programas específicos. O departamento produziu um
programa específico de recursos que os pastores ou líderes da igreja
podem adaptar para uso local, tais como: Preparando-se Para o Casa-
mento (guia pré-matrimonial); Cuidando do Casamento (enriqueci-
mento conjugal); Você Não Está Sozinho (ministério junto a pessoas
solteiras); Paz e Cura: Libertação dos Abusos Domésticos (violência
familiar); Fortalecendo as Ligações (breves roteiros para minisser-
mões, transmissões radiofônicas, etc.).
Desenvolvimento de liderança. O departamento provê o desen-
volvimento de liderança através do programa de certificação em
educação de vida familiar. Os fundos do curso para os diretores de
departamento na Divisão, União e Associação/Missão estão dispo-
níveis na Associação Geral. Faça contato com o departamental do
Ministério da Família a respeito da disponibilidade para o desenvol-
vimento do programa e certificado para líderes leigos.
Mais informações. Para mais informações sobre o departamento
e recursos disponíveis, faça contato com o diretor do Ministério da
Família da Associação/Missão ou com os escritórios do Ministério
Serviços Departamentais | 63

da Família da Associação Geral: Family Ministries Department,


General Conference of Seventh-day Adventists, 12501 Old Colum-
bia Pike, Silver Spring, MD 20904, USA.

Ministério de Saúde
Propósito. As metas do Ministério de Saúde envolvem a re-
velação da compaixão e cuidado de nosso Senhor Jesus, em Sua
preocupa­ção com o bem-estar integral do ser humano. A bênção da
saúde deve ser ensinada, compartilhada e celebrada entre os mem-
bros e a comunidade. O Ministério de Saúde, parte integrante do
ministério evangélico, incorpora pregação, ensino e cura. Enquanto
parte desse trabalho ajuda a recobrar a saúde, a essência desse mi-
nistério revela Cristo em toda a Sua beleza.
O Ministério de Saúde é a expressão ativa de cuidado pelo indi-
víduo, procurando envolver a congregação e toda a comunidade na
qual está inserida.
Programas/recursos. O Departamento de Ministérios de Saú-
de, em cada nível organizacional, produz e fornece uma variedade
ampla de recursos. Eles incluem programas de aconselhamento aos

21331 - Guia para ministros


jovens, abandono do fumo, mudança de estilo de vida, materiais de
exposição, preparo de conferências e cursos educativos.
Mais informações. Visite o Departamento de Saúde da Associa-
ção Geral ou o site Health Connection (www.healthconnection.org)
para conhecer centenas de materiais, como DVDs, CDs e outras
ajudas à promoção da saúde.

Associação Ministerial
Designer
Propósito. A Associação Ministerial da Associação Geral dos Ad-
ventistas do Sétimo Dia disponibiliza apoio, educação contínua, incen- Editor

tivos e recursos para os obreiros do ministério, realização e participação


de seminários, concílio de pastores e uma variedade de recursos. C.Q.

Dep. Arte
64 | Guia Para Ministros

Programas/recursos. Um resumo dos recursos providos pela


Associação Ministerial é disposto a seguir. Faça contato com a As-
sociação Ministerial para obtenção da listagem mais atual.
Aos pastores estão disponíveis recursos e material de apoio ao
seu trabalho de evangelismo e crescimento de igreja.
O Centro de Recursos Ministeriais publica livros, folhetos, CDs
e DVDs sobre vários assuntos. Na maioria dos casos, os Campos ou
instituições precisam enviar os pedidos com antecedência, para mi-
nimizar os custos.
A revista Ministério, uma publicação internacional para pasto-
res, vem sendo editada desde 1928 e está presentemente disponível
tanto para ministros adventistas como para clérigos de outras de-
nominações. Os pastores adventistas normalmente obtêm a revista
através do Campo ou instituição a que estão filiados.
Seminários de Crescimento Ministerial e Profissional são reali-
zados via satélite e disponibilizados em sites para pastores de todo
o mundo. Através desse programa, a revista Ministério é distribuída
entre pastores de outras denominações.
O setor de recursos para anciãos é responsável pela produção de
recursos para anciãos de igrejas, incluindo a Revista do Ancião, uma
publicação disponível em todo o mundo através das Associações/
Missões locais. Também realiza seminários de capacitação para an-
ciãos, em cooperação com outras instâncias da igreja.
A Área Feminina da Associação Ministerial (Afam) realiza semi-
nários e disponibiliza recursos para as esposas e famílias dos pas-
tores. Além de promover eventos ao redor do mundo, ela publica a
Revista da Afam, disponível nos Campos e instituições.
Mais informações. Cada entidade da Associação Ministerial
pode ser contatada diretamente, ou contate os escritórios da Asso-
ciação Ministerial central, a fim de que seu pedido chegue às mãos
da pessoa apropriada.
Serviços Departamentais | 65

Testamentos e Legados
Propósito. O Departamento de Testamentos e Legados, um minis-
tério altamente especializado, ajuda os membros e amigos da igreja a
preparar instrumentos de doação planejada, como testamentos, legados,
anuidades e doações integrais. A missão estimula e facilita a expansão
da obra de Deus através de doações planejadas, adaptadas às juridições
locais dos doadores. Com o propósito de ajudar os membros a realizarem
suas metas financeiras e de doações, o pessoal do Departamento de Tes-
tamentos e Legados trabalha em cooperação com outros profissionais,
incluindo advogados, contabilistas, planejadores financeiros e outros.
Há dois tipos principais e gerais de testamentos: (1) revogável e
(2) irrevogável. O testamento revogável permite ao outorgante retirar
parte ou o todo da propriedade, bem como ter pleno desfrute dela
durante toda a sua vida. Após seu falecimento, a propriedade pas-
sa diretamente aos beneficiários, poupando custos testamentários
e administrativos. Um testamento irrevogável titula os ativos para a
igreja, provendo benefícios imediatos de impostos. A legislação, na-
turalmente, varia de um país para o outro.
Programas/recursos. Uma série de oito brochuras intituladas

21331 - Guia para ministros


Planejamento Para o Ciclo de Vida aborda diferentes situações fa-
miliares, etárias e existenciais, e como o departamento pode ajudar.
Acompanha as brochuras uma série de anúncios publicitários de vá-
rios tamanhos, desde página inteira até 1/8 de página, e também
sugestões para o boletim da igreja, boletim da comissão e envelopes
de dízimo, periódicos da igreja e outros meios de comunicação.
O departamento dispõe de ampla gama de seminários adequados
para reuniões pastorais, campais, e fins de semana planejados sob o
Designer
tema finanças familiares e testamentos, para igrejas e outras jurisdi-
ções. Na realização desses seminários, pode-se contar com o auxílio Editor

de profissionais como advogados, contabilistas, planejadores finan-


ceiros e outros profissionais da área. C.Q.

Dep. Arte
66 | Guia Para Ministros

Deveres Cívicos e Liberdade Religiosa


Propósito. O Departamento de Deveres Cívicos e Liberdade
Religiosa procura promover e defender a liberdade religiosa. Liber-
dade religiosa inclui o direito de ter ou adotar a religião de esco-
lha própria do cidadão, mudar de crenças religiosas de acordo com
sua consciência, manifestar sua religião individualmente ou na co-
munidade junto aos companheiros crentes, nos cultos, na prática,
testemunho e ensino, tudo sujeito ao respeito equivalente dos di-
reitos dos outros.
Envolvido com as relações governamentais e contatos interdeno-
minacionais, o departamento também estabelece uma rede de con-
tatos com organizações não governamentais que possuem objetivos
semelhantes na defesa da liberdade religiosa. Ele não apenas traba-
lha pelas liberdades religiosas, como também apoia a liberdade de
crença para todas as pessoas em todos os lugares.
Em vista da compreensão adventista do sétimo dia do grande
conflito e dos eventos culminantes da história humana, envolven-
do união entre Igreja e Estado, que eliminará o livre exercício da
religião, resultando em perseguição do remanescente fiel, o departa-
mento procura monitorar e interpretar as tendências atuais que pos-
sam refletir o cenário profético.
Programas/recursos. Enumeramos os seguintes: festivais
de liberdade religiosa; congressos regionais; jantares anuais de
Prêmio da Liberdade; encontro de especialistas da Associação
Internacional de Liberdade Religiosa; apresentação televisiva de
Fé e Liberdade Global; congresso mundial de Liberdade Reli-
giosa; conferências/seminários; sábados de ênfase em liberdade
religiosa; Manual de Líderes de Liberdade Religiosa, Fides et Li-
bertas (Fé e Liberdade), revista da Associação Internacional de
Liberdade Religiosa; Relatório Mundial de Liberdade Religiosa, e
a revista Liberty.
Serviços Departamentais | 67

Publicações
Propósito. O Departamento de Publicações atende aos membros
da igreja e o mercado em geral, provendo nutrição espiritual e al-
cance evangelístico da comunidade. Para cumprir esses objetivos, o
departamento trabalha para (1) motivar os membros da igreja para
distribuir literatura, como parte da missão evangelística; (2) estimu-
lar o conceito do evangelismo com literatura como um ministério de
tempo integral, para isso promovendo capacitação e supervisão; e
(3) animar os membros na aquisição e estudo de livros devocionais,
para seu crescimento e nutrição espiritual.
Programas/recursos. O pessoal do Departamento de Publica-
ções promove seminários de conscientização da literatura e jornadas
de evangelismo nas igrejas, visando ao envolvimento dos membros
com a literatura evangelística. Os programas de Seminário do Mi-
nistério da Literatura propiciam capacitação para evangelistas de
publicações, sobre como apoiar os pastores na liderança da igreja e
no evangelismo. Jovens estudantes são recrutados nas instituições
educacionais para se unirem às campanhas de evangelismo com li-
teratura durante as férias.

21331 - Guia para ministros


Cada ano, o departamento, em coordenação com as casas publi-
cadoras adventistas, seleciona o livro missionário do ano que é dis-
ponibilizado ao mundo todo para divulgação evangelística. As igrejas
também são encorajadas a estabelecer uma biblioteca que empreste
livros com essa finalidade.
Eventos de vendas de livros são patrocinados através das casas
publicadoras e do Serviço Educacional Lar e Saúde (Sels) em reu-
niões campais e nas igrejas, proporcionando literatura adventista a
Designer
preços especiais. Os livros de interesse particular para o evangelis-
mo impresso incluem: O Colportor-Evangelista, Ministério de Pu- Editor

blicações e Milagres da Graça, um livro de ilustrações para sermões


com 365 experiências com literatura evangelística. C.Q.

Dep. Arte
68 | Guia Para Ministros

Outros instrumentos disponíveis incluem manual para coorde-


nadores de publicações da igreja, materiais de capacitação para o
ministério de evangelismo via publicações, apresentações em Power-
Point, apresentação em vídeo das maneiras de distribuir livros e re-
vistas, e vídeo com o tema de recrutamento de colportores regulares
e estudantis. As revistas referentes ao ministério de publicações in-
cluem O Colportor-Evangelista e Revista dos Líderes de Publicações.

Escola Sabatina e Ministério Pessoal


Propósito. O Departamento da Escola Sabatina centraliza-se
tanto na Escola Sabatina como no Ministério Pessoal, através da
ênfase equilibrada e interrelacionada em companheirismo, evan-
gelismo, estudos bíblicos e missão. O departamento também pro-
porciona liderança, recursos, capacitação, criatividade e inspiração
para o preparo dos membros da igreja local, mediante ministérios
pessoais sinérgicos de educação religiosa para todas as idades.
Programas/recursos. O recurso mais amplamente conhecido e uti-
lizado provido por esse departamento é a Lição da Escola Sabatina para
todas as idades. As lições incluem: Rol do Berço (desde o nascimento até
dois anos); Jardim da Infância (de três a cinco anos); Primários (de seis a
nove anos); Juvenis (de 10 a 14 anos); Fé em Tempo Real (alternativa para
adolescentes de 13 a 14 anos); Adolescentes (de 15 a 18 anos); e Jovens (de
19 a 35 anos). Cada uma dessas publicações tem um guia para professo-
res e outros recursos. O Departamento de Escola Sabatina e Ministério
Pessoal atua como consultor no desenvolvimento da Lição de Adultos.
Enriquecendo a Escola Sabatina, vídeo acompanhado de guia
para líderes, proporciona total exploração e desenvolvimento de qua-
tro focos integrados à Escola Sabatina de Adultos. Outras mídias
disponíveis abrangem a Universidade da Escola Sabatina, um vídeo
semanal com programa de 30 minutos, acessível através de trans-
missão via satélite, pela internet e arquivos de vídeo e áudio.
Serviços Departamentais | 69

Os recursos para programar a Escola Sabatina são providos atra-


vés do Cool Tools for Sabbath School, disponíveis no site do Depar-
tamento6 para ajudar especificamente a liderança no desempenho
de suas responsabilidades. Os temas incluem: superintendência,
ensino, secretariado, investimento, escolas sabatinas filiais, música,
oração, companheirismo, evangelismo e missão. O Departamento
também proporciona seminários de capacitação e de melhoria do
ensino nas classes da Escola Sabatina.
O Instituto Internacional de Ministérios Cristãos fornece cursos
especiais e certificações em educação religiosa para adultos, para
crianças, para a liderança da igreja local, evangelismo pessoal, evange-
lismo público e educação religiosa para a juventude e jovens adultos.
A série de folhetos Alcançando e Conquistando disponibiliza uma
abordagem completa e sistemática de meios mediante os quais se
pode trabalhar com membros de um grupo específico de fé. Atual-
mente há folhetos para os que testemunham junto aos mórmons,
hindus, budistas, etc. E mais opções estão sendo preparadas regu-
larmente para essa série. Programas de capacitação em técnicas de
testemunho pessoal, em como conduzir estudos bíblicos, liderança da

21331 - Guia para ministros


igreja e outras formas de ministério são apresentados em grupos de
discussão e seminários.
Seminários e grupos de discussão com relação aos Serviços Ad-
ventistas à Comunidade estimulam a motivação, a capacitação e os
recursos que ajudam os líderes e membros da igreja a envolver-se
mais com suas comunidades. O Manual de Serviços à Comunidade
e a seção Serviços Comunitários no site do Departamento oferecem
recursos adicionais.
Designer
Escolas bíblicas por correspondência produzem lições bíblicas
via rádio, televisão, internet, outras mídias, e vários meios de pu- Editor

blicidade. Os estudantes desses cursos são postos em contato com


6 www.sabbathschoolpersonalministries.org C.Q.

Dep. Arte
70 | Guia Para Ministros

os ministérios evangelísticos da igreja. As igrejas podem estabelecer


escolas bíblicas locais (Escolas de Descobertas Bíblicas) para esse
propósito. Essas escolas bíblicas são um meio através do qual os
membros matriculam os estudantes no programa e lhes proveem li-
ções para contato pessoal, pequenos grupos, vídeos pela internet e
correspondência via correio. O departamento oferece recursos, con-
sultoria e capacitação.

Mordomia Cristã
Propósito. O Departamento de Mordomia Cristã prepara e pro-
move uma abordagem integrada da educação em mordomia, que se
centraliza no Senhorio de Jesus Cristo. Dentro dessa moldura teoló-
gica, a mordomia identifica-se com uma vida de serviço, sacrifício e
parceria com Deus. Ela abarca mordomia financeira, que busca in-
formar, encorajar e lembrar os membros da igreja sobre sua respon-
sabilidade espiritual de devolver o dízimo e dar ofertas de gratidão a
Deus, como consequência de seu concerto de relacionamento com
Ele. Essas ações de fidelidade e gratidão são a expressão exterior da
obra de Deus no coração dos crentes, e uma resposta de amor que
reconhece Deus como Criador, Proprietário e Mantenedor da vida.
Programas/recursos. O departamento proporciona recursos que
podem ser usados para estudo pessoal ou como instrumentalidades
para o ensino de mordomina na igreja. Esses recursos estão cata-
logados como livros e folhetos, materiais para seminários ou perió­
dicos no site do departamento7, que também apresenta recursos
adicionais e atualizados. Tais materiais também podem ser solicita-
dos ao Departamento de Mordomia da Associação Geral.
Os livros compreendem Raízes da Mordomia, uma teologia da
mordomia, dízimo e ofertas, e Dizimar nos Escritos de Ellen G.
White, um estudo sobre a influência das Escrituras que modelaram
7 www.adventiststewardship.com
Serviços Departamentais | 71

a compreensão de Ellen White sobre o dízimo. Dizimar no Novo


Testamento e a Igreja Cristã aborda o tema do apoio da igreja primiti-
va ao ministério evangélico através do dízimo. Finanças Estratégicas
da Igreja: Uma Abordagem Bíblica, material baseado num seminário
de dois dias que explora o enfoque estratégico para as finanças da
igreja, fundamentado na compreensão da mordomia bíblica.
O seminário de mordomia que tem por título Deixe Deus Ser
Deus: Fundamentos da Mordomia Bíblica apresenta-se numa série
de três DVDs dirigida à base bíblica da mordomia. O periódico Mor-
domia Dinâmica é uma publicação trimestral com artigos, sermões,
resenhas de livros e outras instrumentalidades desse ministério que
se centralizam num tópico e tema específico.

Patrimônio White
Propósito. O Patrimônio Ellen G. White foi criado por força do
testamento de Ellen White por ocasião de sua morte, para servir
como guardador de seus escritos. Seus cinco depositários cuidam
de suas cartas e manuscritos, mantêm seus direitos autorais, promo-
vem suas obras em inglês, providenciam sua tradução em outras lín-

21331 - Guia para ministros


guas e produzem compilações quando necessárias. Adicionalmente,
a pedido da Associação Geral, o Patrimônio White fornece à igreja
informações sobre Ellen G. White e a história adventista. O Patri-
mônio White também opera centros de pesquisa em cada uma das
Divisões mundiais da igreja.
Programas/recursos. Como proprietário dos escritos de Ellen
G. White, o Patrimônio White trabalha com as editoras adventis-
tas, para manter a impressão de livros e incentivar sua circulação.
Designer
Desde 1990, o Patrimônio White também disponibiliza os escri-
tos da Sra. White eletronicamente em CD-ROM e, desde 1995, Editor

num site da internet.8 A equipe de membros do Patrimônio está à


8 www.whiteestate.org C.Q.

Dep. Arte
72 | Guia Para Ministros

disposição para falar em concílios de obreiros, reuniões campais e


outras reuniões similares.
Anualmente, o Patrimônio White prepara um sermão, uma his-
tória para crianças e outros materiais que os pastores podem usar
no Dia do Espírito de Profecia, em outubro. Esses materiais estão
disponíveis no site do Patrimônio White (White Estate). Ademais,
o site contém guias de estudos para muitos livros de Ellen White,
acesso a um grande banco de dados, fotografias históricas e um
acervo acessível e completo das obras publicadas da autora. Outras
características incluem leitura devocional diária e o pensamento do
dia, recursos para crianças e jovens, áudios de histórias dos pionei-
ros e uma extensa coleção de materiais sobre Ellen White e o Dom
de Profecia, inclusive informações com relação às acusações feitas
por seus críticos.

Ministérios da Mulher
Propósito. O Departamento dos Ministérios da Mulher apoia,
estimula e desafia as mulheres adventistas do sétimo dia em sua ca-
minhada diária como discípulas de Jesus Cristo, e como membros
de Sua igreja mundial. Há seis temas desafiadores que orientam
esse propósito: saúde da mulher, abusos, pobreza, carga de trabalho
feminino, falta de capacitação de liderança, educação e analfabetis-
mo. Esses assuntos afetam as mulheres de todas as culturas, posi-
ções sociais e países.
Os objetivos do departamento incluem a educação de mulheres
na igreja e na comunidade, ao mesmo tempo em que as fortalecem
para se tornarem poderosas mulheres de Deus nas áreas de estudo
bíblico, oração e crescimento pessoal, promovendo também seu en-
volvimento com as mulheres da comunidade.
Programas/recursos. Um programa de capacitação de quatro
níveis, chamado Programa de Certificação de Liderança Feminina,
Serviços Departamentais | 73

busca capacitar as mulheres em liderança e outros assuntos rela-


cionados, enquanto proporciona também confiança na liderança
da igreja.
O Programa de Bolsas de Estudos Para os Ministérios da Mulher
dá apoio a mulheres que buscam atingir educação universitária.
O Dia de Ênfase na Prevenção de Abusos é programado, anual­
mente, para o quarto sábado de agosto. O Ministério da Mulher
encabeça esse programa departamental anual e conjunto, com des-
taque para a quebra do silêncio sobre abusos. O departamento provi-
dencia uma série de brochuras para suplementar os materiais anuais
preparados para esse dia especial.
A série de Assuntos Desafiantes composta de seis brochu-
ras fornece informação sobre vários temas significativos para as
mulheres em geral. O conjunto de recursos enfoca especifica-
mente assuntos de interesse da mulher solteira, das adolescen-
tes e jovens.
Três boletins informativos estão disponíveis no departamento:
Mosaico, noticiário mundial atualizado do ministério da mulher;
Bolsas de Estudos Para Nossas Irmãs, que trata do levantamento de

21331 - Guia para ministros


fundos de sustento para bolsas escolares; e o panfleto Toque um Co-
ração, Diga ao Mundo, um boletim informativo sobre os projetos do
ministério da mulher e auxílio no levantamento de fundos.
Um quadro de exposições didáticas sobre HIV/Aids conta a his-
tória do vírus e apresenta informações com relação ao cuidado para
com os doentes infectados.
Também está disponível uma variedade de seminários desti-
nados a ajudar as mulheres na área de desenvolvimento pes­soal.
Designer
Todos os anos, o departamento publica um novo livro devocio-
nal, com textos preparados por mulheres, cuja renda é revertida Editor

em benefício do Programa de Bolsa de Estudos dos Ministérios


da Mulher. C.Q.

Dep. Arte
74 | Guia Para Ministros

Ministério Jovem
Propósito. O Departamento do Ministério Jovem, fundamentado
na salvação e serviço, procura facilitar e apoiar o ministério dos pas-
tores e igrejas na conquista, capacitação, manutenção e recuperação
dos jovens. Ele presta apoio à igreja na formação de objetivos, metas,
planos e capacitação para equipar a congregação a fim de salvar sua
juventude e prepará-la para o ministério. Também se especializa em
atividades que estimulam a compreensão cristã e a participação na
vida da igreja e serviços à comunidade, através de quatro focos prin-
cipais: discipulado, liderança, testemunho e serviço.
Programas/recursos. O departamento disponibiliza os seguintes
materiais: Manual do Ministério da Juventude Para Pastores e An­ciãos,
Manual do Ministério da Juventude, História dos Desbravadores, His-
tória do Jovem Adventista, História do Aventureiro, Guia do Professor,
além do Troféu de Liderança Jovem e do Prêmio de Liderança de
Desbravadores. O livro oficial do Ministério Jovem para as igrejas
adventistas é Getting It Right, publicado pela Review and Herald.9
As funções para os vários grupos etários incluem: Liderança
Para o Programa de Líder Master e Master Avançado, para a faixa
etária entre 22 e 30 anos; Clube do Embaixador, para a faixa etária
dos 16 aos 21 anos; Programa dos Desbravadores, para idades en-
tre 10 e 15 anos, Programa Para os Aventureiros, para idades entre
seis e nove anos.
Ação Jovem é uma revista trimestral destinada ao uso dos pasto-
res e líderes de jovens da igreja. Os materiais para a Semana de Ora-
ção da Juventude são preparados anualmente para a igreja, trazendo
matérias úteis para programas semanais da juventude.
Manuais múltiplos proveem informação para a implementação
dos programas dos jovens, e organização do Clube de Desbravadores
9 Uma versão condensada desse material, sob o título Acerte o Alvo, está sendo preparada em português
pela Casa Publicadora Brasileira.
Serviços Departamentais | 75

e Clube do Embaixador. Materiais para programas evangelísticos jo-


vens e missão/serviço também estão disponíveis.
Uma Conferência Mundial sobre Jovens e Serviço Comunitário
é realizada a cada cinco anos num local ou país selecionado. O Pro-
grama Para os Ministérios de Campus é promovido através da orga-
nização de associações estudantis nos centros universitários. Esses
ministérios treinam os estudantes para o evangelismo, para impedir
seu isolamento, e desenvolver materiais para uso local.

21331 - Guia para ministros

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 1 3

Normas da Igreja
A igreja, em seu sentido mais amplo, existe quando
as pessoas individualmente respondem ao chamado de Deus. Mas
Deus não chama Seu povo para o isolamento. Ele o convoca para a
comunidade, para que não deixemos de nos congregar, conforme de-
clara a Escritura (Hb 10:25). Nesse modelo de ajuntamento, a igreja,
como estrutura, vem à existência. Para que isso aconteça, é natural
e necessário que alguma forma de estrutura consensual deva ocor-
rer. A fim de orientar essa estrutura, a denominação adventista do
sétimo dia tem estabelecido normas e procedimentos visando à ope-
ração harmoniosa da igreja como instituição. Três publicações fun-
damentais estabelecem esses processos: o Manual da Igreja, o Livro
de Regulamentos da Associação Geral e o Guia Para Ministros.

Manual da Igreja
O Manual da Igreja institui diretrizes para a operacionalidade
denominacional. Estabelecido e revisado pela Associação Geral em
assembleia mundial, o Manual da Igreja serve como voz autorizada
da igreja em matéria de organização e operação, e pode ser muda-
do somente pela Associação Geral reunida em assembleia. Os pas-
tores são responsáveis pela aplicação de suas diretrizes nas igrejas.
“Quando, numa assembleia geral, é exercido o juízo dos irmãos reu-
nidos de todas as partes do campo mundial, independência e juízo
particulares não devem obstinadamente ser mantidos, mas renun-
ciados” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 260).
O Manual da Igreja tem flexibilidade, permitindo adaptações às
variadas culturas e cenários sociais, conforme refletidos nas edições
Normas da Igreja | 77

da Divisão. De tempos em tempos, quando a necessidade se torna


clara, é bom e necessário mudar essas diretrizes. Tais mudanças
surgem de evidentes necessidades da igreja e são sugeridas à Asso-
ciação/Missão local que as encaminha, através da estrutura organi-
zacional da igreja, para a Associação Geral.

Livro de Regulamentos10
O Livro de Regulamentos da Associação Geral (e as adaptações
que lhe são feitas pelas Divisões, Uniões e Associações/Missões)
proporciona diretrizes operacionais em vários níveis da organização
da igreja. Essas normas são revisadas, modificadas e atualizadas por
ocasião do Concílio Anual da Associação Geral e nas reuniões de
fim de ano das Divisões.

Guia Para Ministros


O Guia Para Ministros propicia diretrizes ministeriais comple-
mentares para a operação da igreja. Preparado pela Associação Mi-
nisterial da Associação Geral, em consulta com pastores e outros
líderes da igreja do campo mundial, o Guia Para Ministros é atuali-

21331 - Guia para ministros


zado quando se faz necessário.

Designer

Editor
10 A Divisão Sul-Americana publica periodicamente uma versão atualizada do Livro de Regulamentos
Eclesiástico-Administrativos, contendo todos os regulamentos, votos e deliberações a serem seguidos
dentro do território da Divisão. C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 1 4

Credenciais e Licenças
Propósito
O agrupamento de igrejas, através da Associação ou Missão,
confere a certos homens autoridade para representar a igreja e falar
em nome dela como ministros autorizados, pela concessão de cre-
denciais e licenças. Juntamente com a administração da União, a
administração do Campo local tem a responsabilidade de supervi-
sionar a emissão dessas crendenciais e licenças. “A União, as Asso-
ciações ou Campos partilham a responsabilidade de salvaguardar a
integridade do ministério, e deles se exige mediante ação e prática
denominacional, que garantam que as credenciais emitidas em seus
respectivos territórios sejam realmente certificadas e que seus pos-
suidores estejam em boa e inquestionável posição, e legitimamen-
te livres para aceitar convites de qualquer outro campo de serviço”
(Livro de Regulamentos da AG, L 60 05).11
Proteção. As credenciais e as licenças protegem as congregações
daqueles que podem iludir, deturpar ou ofender a igreja. Para que
o acesso ao púlpito seja salvaguardado, é imperioso que somente
aqueles que possuem credencial e licença ou membros constatados
da igreja sejam convidados a falar. Todavia, há vezes em que outras
pessoas como oficiais do governo, líderes cívicos ou convidados es-
pecialmente reconhecidos podem falar às congregações.
Disciplina de Ministros. Os ministros podem ser disciplinados
por queda moral, infidelidade, apostasia, deslealdade, desfalque ou
roubo, por apoiar atividades subversivas contra a denominação, en-
quanto se recusa a reconhecer a autoridade da igreja, ou continuada
11 Item L 60 05 do Livro de Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Divisão Sul-Americana.
Credenciais e Licenças | 79

e impenitente dissidência com relação às crenças fundamentais da


Igreja Adventista (ver ibid., L 60 20).
Tal disciplina pode afetar os ministros mediante (1) retirada da
credencial ou licença, (2) anulação da ordenação, (3) perda do vín­culo
de membro da igreja, e (4) perda do emprego no ministério evangéli-
co, no magistério ou na liderança denominacional. “Onde for conve-
niente, a organização envolvida deverá providenciar um programa de
aconselhamento e orientação profissional para que o ministro e sua
família sejam assistidos na transição” (ibid., L 60 30).
Vencimento da credencial. As credenciais e licenças são emitidas
com duração de tempo determinada pela organização empregadora e
renovadas apenas por voto da comissão apropriada. Se um indivíduo
credenciado ou licenciado deixar de ser empregado pela organização
emissora, ou se a credencial ou licença não for renovada por um novo
termo de serviço pela comissão autorizada, o obreiro cessará suas fun-
ções como obreiro autorizado. A posse de uma credencial ou licen-
ça vencida ou desatualizada não autoriza o ex-obreiro a trabalhar em
qualquer das funções para as quais foi antes autorizado.

21331 - Guia para ministros


Para Quem São Emitidas
Obreiros. “Credenciais ou licenças deverão ser emitidas apenas
para servidores denominacionais de tempo integral e para aqueles
sob a supervisão das Associações/Missões, campos ou instituições
da denominação. Elas expirarão quando o período de serviço termi-
nar. Em casos especiais, uma credencial ou licença poderá ser conce-
dida a um indíviduo não empregado denominacionalmente, enquanto
estiver a serviço da igreja e sob a supervisão da organização denomi-
Designer
nacional” (ibid., E 10 80). Credenciais e licenças também podem ser
conferidas a capelães e pastores que trabalham nas escolas (ibid., Editor

E 10 85-90). Qualquer organização com autoridade para emitir creden-


ciais e licenças tem poder para cancelar os documentos concedidos. C.Q.

Dep. Arte
80 | Guia Para Ministros

Jubilados. “Credenciais honorárias eméritas serão emitidas pelas


Uniões12 para funcionários denominacionais jubilados que fazem jus
a elas e que residem no território de suas Uniões, exceto para aqueles
cujas provisões são feitas em E 10 65” (ibid., E 10 60). Na maioria dos
casos, “os servidores que recebem benefícios do plano de jubilação e ca-
pelães militares aposentados que recebem pagamento de aposentadoria
militar, se tiverem direito a credenciais ou outros documentos, devem re-
cebê-los da União/Associação em cujo território residem” (ibid., E 10 70).
Os pastores jubilados portadores de credencial honorária comu-
mente são membros de uma igreja próxima de sua residência, e devem
apoiar o pastor quando for necessário. Seu relacionamento com a igre-
ja é o mesmo de qualquer outro membro, exceto que eles ainda podem
ser chamados para batizar, realizar cerimônias matrimoniais, ordenar
líderes locais e cumprir várias funções de um ministro ordenado.

Tipos de Credenciais e Licenças


Credenciais e licenças são conferidas a servidores denominacio-
nais, de acordo com a categoria de serviço na qual se empenham.
Uma licença é emitida para obreiros novos; depois de um período de
serviço satisfatório, suas credenciais são fornecidas.
Credencial ministerial. As credenciais ministeriais só são con-
cedidas a pastores ordenados.
Licença ministerial. As licenças ministeriais são concedidas a
pastores não ordenados, evangelistas e professores de Bíblia, que es-
tão a caminho da ordenação. “A responsabilidade e autoridade do
pastor licenciado podem, sob certas circunstâncias, ser ampliadas
para incluir o desempenho de funções específicas do pastor orde-
nado nas igrejas para as quais foi designado. A autoridade de con-
cessão dessa responsabilidade pertence à Comissão da Divisão, que
12 No território da Divisão Sul-Americana, as credenciais honorárias são conferidas aos jubilados pelas
Associações/Missões, e não pelas Uniões.
Credenciais e Licenças | 81

definirá claramente para o território as funções que podem ser dele-


gadas a pastores licenciados” (Ibid., L 25 05). “A Comissão Executiva
da Associação/Missão/Campo indicará, em harmonia com a diretriz
da Divisão, que funções de pastor ordenado o ministro licenciado
pode desempenhar” (Ibid., L 25 15). As exigências mínimas a se-
rem cumpridas pelos ministros ou pastores licenciados, que devem
ser atendidas antes da concessão das funções ministeriais extras, in-
cluem: conclusão do programa de capacitação ministerial, posse de
uma licença ministerial atualizada, qualificação para uma respon-
sabilidade pastoral ou ministerial, eleição e ordenação como ancião
local em cada igreja para a qual foi designado.
Credenciais e licenças missionárias. Os servidores não envolvidos
nas categorias listadas acima, que não atuam na linha ministerial, rece-
bem uma credencial ou licença missionária baseada em critérios similares.
Instrutor bíblico. Os instrutores bíblicos geralmente possuem licença
missionária por até cinco anos, e então recebem a credencial missionária.

Programa de Aspirantes ao Ministério


Os aspirantes ao ministério recebem uma licença antes da cre-

21331 - Guia para ministros


dencial, indicando que seu preparo ministerial ainda está em
progresso. Isso “quer dizer um período de serviço dedicado à capa-
citação ministerial prática, a ser efetivada após a conclusão do curso
teológico; esse período de capacitação será feito sob supervisão da
Associação/Missão, com um salário limitado, a fim de confirmar o
divino chamado ao ministério” (ibid., L 10 10).
A administração da Associação/Missão deve assegurar-se de que
seus aspirantes recebem uma experiência variada, supervisionada
Designer
e adequada, sob a liderança de pastores experientes. A Associação
Ministerial da Associação Geral desenvolveu um Manual Para Aspi- Editor

rantes e Supervisores de Aspirantes. Esse manual tem como objetivo


capacitar supervisores dos aspirantes e assisti-los em seu preparo. C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 1 5

Ordenação
O rito espiritual da ordenação constitui-se no reconhe-
cimento por parte da igreja, daqueles que foram chamados e esco-
lhidos para servir em posições de liderança e serviço na igreja. Tais
ritos espirituais se estendem ao serviço no ministério evangélico
bem como a outros trabalhos da igreja.
Ordenação para serviços particulares. Conquanto todos os
cristãos sejam chamados para prestar serviço espiritual, o Novo Tes-
tamento retrata uma igreja organizada, administrada e nutrida por
pessoas que são especialmente chamadas por Deus e separadas pela
imposição das mãos para determinado serviço. Anciãos e diáconos
apontados pela igreja com base em sua capacidade e experiência es-
piritual (Tt 1:5; At 6:3), e aqueles que servem no ministério evan-
gélico, são reconhecidos como receptores de um chamado divino
especial. Além da indicação e ordenação dos doze apóstolos para seu
papel singular e exclusivo (Mc 3:13, 14), as Escrituras distinguem
três categorias de oficiais ordenados:
(1) O ministro do evangelho cujo papel pode ser entendido como
pregação, ensino, administração das ordenanças e cuidado pastoral
da igreja (1Tm 4:14; 4:1-5).
(2) O ancião que exerce supervisão sobre a congregação local,
realizando também algumas funções pastorais (At 14:23; 20:17;
Tt 1:5, 9; 1Tm 3:2, 5).
(3) O diácono, a cujos cuidados são confiados os pobres e a obra
de beneficência da congregação (Fp 1:1; At 6:1-6; 1Tm 3:8-13).
Ordenação ao ministério evangélico. Assim como os profetas,
sacerdotes e reis eram ungidos com azeite para funções especiais,
Ordenação | 83

o ritual da ordenação por imposição das mãos reconhece que Deus


chama alguns para propósitos exclusivos. O ato da ordenação reco-
nhece o chamado de Deus e separa o indivíduo para servir à igreja
numa função especial. O indivíduo escolhido torna-se um represen-
tante autorizado da igreja. Por esse ato, a igreja delega sua autoridade
aos pastores para proclamar o evangelho publicamente, administrar
suas ordenanças, organizar novas congregações e, dentro dos parâ-
metros estabelecidos pela Palavra de Deus, orientar os crentes.
A ordenação não é sacramental no sentido de conferir algum tra-
ço característico especial, poder ou autorização para formular dou-
trinas. O fundamento bíblico do ritual indica que ele foi uma forma
de reconhecimento de autorização para certo cargo e da competên-
cia da pessoa para o exercício dele. Por esse meio, a igreja coloca
sua aprovação sobre a obra de Deus realizada através dos seus mi-
nistros. No ato da ordenação, a igreja invoca publicamente a bênção
de Deus sobre aqueles a quem Ele escolheu e dedicou a essa obra
especial do ministério.
Qualificações para a ordenação. Uma vez que os ministros ou
pastores desempenham seu ministério em uma organização terres-

21331 - Guia para ministros


tre, ela precisa determinar se há realmente um chamado genuíno ao
ministério evangélico. O chamado divino e Sua capacitação consti-
tuem o primeiro passo para o ministério. O reconhecimento e a con-
firmação desse chamado por parte daqueles que foram credenciados
a estimar sua validade constituem o segundo passo.
Os candidatos ao ministério devem evidenciar:
Experiência espiritual. Eles precisam ter um conhecimento pro-
fundo, vivencial, e devoção à pessoa do Senhor Jesus Cristo, que se
Designer
revela mediante um estilo de vida e reputação exemplares, em são
juízo, numa vida familiar exemplar e em traços de caráter positivos. Editor

Conhecimento das Escrituras. Os pastores cristãos são chamados


primeiramente para o ministério da Palavra. Portanto, os candidatos C.Q.

Dep. Arte
84 | Guia Para Ministros

devem ter a mente abastecida com a verdade, ser absolutamente su-


jeitos à Palavra de Deus e preparados para penetrar e tornar claro
seu sentido correto. Deverão dar evidência de que estão habilitados e
são capazes de aplicar a disciplina da teologia em sua pregação, seu
ensino e aconselhamento.
Competência para tarefas ministeriais. Os candidatos devem
demonstrar que Deus os equipou com os dons necessários para o
ministério – dons intelectuais e de expressão que os capacitam a
proclamar, defender e ensinar a fé, e também o dom da liderança
para que possam guiar, motivar e capacitar as congregações que fo-
ram confiadas ao seu cuidado.
Um ministério frutífero. Conquanto Cristo chame naturalmente e
prepare Seus servos, abençoando seus esforços, os candidatos devem re-
velar seu chamado ao ministério tanto no êxito em ganhar almas, quan-
to na capacidade de alimentar aqueles que estão sob seus cuidados.
Responsabilidade da ordenação. Embora a ordenação não con-
ceda nenhum poder especial ao recebedor, esse ato impõe solenes
responsabilidades. Por essa razão, não deve ser considerada com pou-
ca seriedade. Os ministros do evangelho não pertencem a si mesmos,
mas a Deus. Eles dedicam sem reservas seu tempo, talentos e vida a
Ele, pois são Seus porta-vozes e representantes de Sua igreja, com o
cuidado e a salvação de almas como pesado encargo a eles confiado.

Ordenação Autorizada
O Livro de Regulamentos da Associação Geral, seção L 35-50,
clara e amplamente estabelece os padrões e procedimentos a serem
obedecidos no processo de ordenação ao ministério evangélico. Al-
gumas Divisões autorizam a ordenação para homens e comissiona-
mento para as mulheres no ministério.13 Embora a diretriz L 35-50
seja dirigida principalmente para a ordenação de homens, ela é
13 A Divisão Sul-Americana não pratica o comissionamento de ministros, nem de homens nem de mulheres.
Ordenação | 85

aplicada com sensatez ao comissionamento de mulheres também.


A seção em sua íntegra não é aqui reproduzida; todavia, alguns de
seus princípios são reproduzidos.
Preparação. Reconhecendo que as Divisões estabelecem uma
norma para o processo de ordenação, recomenda-se que cada Di-
visão requeira de quatro a seis anos de trabalho no Campo, além
do padrão educacional aprovado para a formação pastoral. O tempo
desejável para a ordenação está compreendido num roteiro de dez
anos, desde a faculdade de Teologia até o trabalho no campo, in-
cluindo quatro anos de estudo universitário, dois anos de estudos de
licenciatura e quatro anos de trabalho no Campo.14 Uma alternativa
para esse esquema é quatro anos de educação formal seguidos por
seis anos de trabalho no Campo.
Se ao término desse calendário for determinado que o candidato
não se encontra devidamente preparado para a ordenação, ele deve
passar por uma reavaliação. Se houver uma falha comum por par-
te da Associação/Missão no preparo de candidatos à ordenação no
tempo aprazado, a União precisaria analisar a situação.
Processo de autorização. Ordenação ao ministério evangélico é

21331 - Guia para ministros


a separação de um obreiro para um chamado sagrado. Esse proces-
so não é uma recompensa por serviços prestados nem oportunidade
para acrescentar título e prestígio a um obreiro. Ele precisa ser rea-
lizado sob ampla deliberação e atendimento aos procedimentos esta-
belecidos no Livro de Regulamentos da Associação Geral L 45 0515. Os
pastores ainda não ordenados devem ser avaliados anualmente por
uma comissão composta de administradores da Associação/Missão,
do secretário ministerial e de outras pessoas apontadas pela comis-
Designer
são, com respeito ao seu progresso rumo à ordenação. Orientações
14 Nas sedes do Seminário Latino-Americano de Teologia (SALT), o programa de graduação em teologia Editor

tem a duração de quatro ou cinco anos, e o período de experiência prática no ministério antes da
ordenação é de quatro a seis anos.
15 Item L 45 05 do Livro de Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Divisão Sul-Americana. C.Q.

Dep. Arte
86 | Guia Para Ministros

úteis nesse processo estão disponíveis no Manual de Avaliação, pre-


parado pela Associação Ministerial da Associação Geral.
Processo de exame. “O exame de candidatos à ordenação é feito
por ministros ordenados. Representantes ordenados de Associações,
Missões, Campos, Instituições, Uniões, Divisões e Associação Geral,
que estejam presentes, podem ser convidados a assistir ao exame. Onde
for considerado aconselhável pela comissão executiva da Associação/
Missão, um ou mais membros leigos podem ser selecionados para parti-
cipar” (Ibid., L 50). Estes são os passos dados no processo de ordenação:
1. Exame realizado por uma comissão composta de administra-
dores da Associação/Missão, secretário ministerial e outras pessoas
indicadas pela comissão executiva.16
a. Recomenda-se que o secretário ministerial da União –
ou outro representante designado pela administração da
União, se o ministerial não estiver disponível – faça parte
desse processo examinador.
b. Durante o processo, é recomendado também, se o candi-
dato for casado, estender um convite à sua esposa para par-
ticipar do exame, visto que uma ordenação ao ministério
evangélico envolve mais do que o candidato.
2. Consideração pela comissão da Associação/Missão e recomen-
dação à comissão da União.
3. Aprovação pela comissão da União.
a. A comunicação oficial de aprovação deve ser feita ao candida-
to, juntamente com a data e o local da cerimônia de ordenação.
b. Q uaisquer exames adicionais devem focalizar-se, antes de
mais nada, na afirmação e encorajamento do candidato.

16 Em alguns casos, a ordenação pode ocorrer em outros níveis da estrutura eclesiástica,
tais como Uniões, Divisões e Associação Geral, ou em instituições educacionais. Assim sendo,
devem ser seguidos os procedimentos similares envolvendo o pessoal dessas instituições,
conforme orientado pelo Livro de Regulamentos da Associação Geral L 45 05.
C A P Í T U LO 1 6

Cerimônia de Ordenação
A ordenação inclui a dedicação formal pela igreja
de pessoas colocadas em funções de liderança e serviço. Na Igreja
Adventista, ela inclui ministros do evangelho, anciãos e diáconos.
Para os pastores, o serviço é instituído pela organização empregado-
ra e, para anciãos e diáconos, pela igreja na qual foram eleitos para
servir. Embora semelhante em muitos aspectos, a cerimônia para os
pastores é geralmente mais longa e separada, enquanto a para anciãos
e diáconos é normalmente incluída como parte do culto sabático.

Ministros
A cerimônia da ordenação ocorre tanto num evento da Associação/
Missão, como num concílio, campal ou congresso, ou na igreja em que o
ministro está servindo. Embora uma reunião campal proporcione ampla
e representativa audiência da irmandade das igrejas, ela tende a limitar

21331 - Guia para ministros


a oportunidade de participação da congregação à qual o ministro serve.
Ordem de serviço. O que vem a seguir é uma ordem típica do
ato de ordenação:
• Hino de abertura
• Oração
• Apresentação do(s) candidato(s)
• Música especial
• Sermão Designer
• Resposta do candidato
• Oração de ordenação Editor

• Ordenação
• Boas-vindas C.Q.

Dep. Arte
88 | Guia Para Ministros

• Bênção
• Fila de cumprimentos
Oração de ordenação. A congregação normalmente permanece
sentada, em reverente atitude de oração, enquanto ministros e can-
didato se ajoelham, tendo o ordenando no meio do grupo. Aqueles
que tomam parte no ato e outros tantos que possam assim fazer,
ajoelham-se próximo ao candidato de forma a unir-se aos celebran-
tes na imposição das mãos.
A oração de ordenação reconhece o chamado de Deus ao minis-
tro para a sagrada obra, e a necessidade do poder divino para cum-
prir esse chamado. Essa oração suplica que, assim como as mãos
dos ministros estão postas sobre o candidato em reconhecimento do
divino chamado por parte da igreja, o Senhor possa conceder a bên-
ção do poder do Espírito Santo. Ao ser o ato de imposição das mãos
mencionado na oração, cada ministro ordenado coloca a mão sobre
o candidato, ou sobre as mãos impostas sobre o ordenando, para que
todos estejam unidos na imposição de mãos.
Ordenação. Levantando-se da oração, os ministros se conservam
em pé enquanto a ordenação é assim pronunciada:
Deus o chamou ao trabalho do ministério, e a igreja, em reconhe-
cimento desse chamado o separou pela imposição das mãos. Agora,
você está investido de plena autoridade eclesiástica. Nenhuma hon-
ra maior pode advir a qualquer pessoa. Porém, tal honra também
envolve grande responsabilidade.
Eu o ordeno ao ministério como servo, fazendo do Mestre o estu-
do de toda a sua vida. Despendendo tempo com Jesus, você se tor-
nará como Ele, pois é pelo contemplar que somos transformados. “O
discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu
senhor. Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o
seu senhor” (Mt 10:24, 25).
“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo
Cerimônia de Ordenação | 89

Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usur-
pação o ser igual a Deus; antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a
forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens” (Fp 2:5-7).
“Participa dos meus sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus.
Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque
o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2Tm 2:3, 4).
“Torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor,
na fé, na pureza” (1Tm 4:12).
Eu o ordeno ao ministério como pastor. Jesus disse “Eu Sou o
Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário,
que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo,
abandona as ovelhas e foge” (Jo 10:11, 12).
Eu o ordeno ao ministério como sentinela. “Conjuro-te, perante Deus
e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela Sua manifestação e
pelo Seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, cor-
rige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Tu, po-
rém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de
um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm 4:1, 2, 5).
Eu o ordeno ao ministério como mestre. “Expondo estas coisas aos

21331 - Guia para ministros


irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as pa-
lavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. Tem cuidado de ti
mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo as-
sim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1Tm 4:6, 16).
“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito
Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a
qual Ele comprou com o Seu próprio sangue” (At 20:28).
Ao terminar seu trabalho, você poderá dizer com Paulo: “Comba-
Designer
ti o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a co-
roa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará Editor

naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos


amam a Sua vinda” (2Tm 4:7, 8). C.Q.

Dep. Arte
90 | Guia Para Ministros

Boas-vindas. Os participantes da plataforma permanecem em pé


durante as boas-vindas. Elas podem ser dadas por uma pessoa ou pelos
representantes dos vários grupos mencionados. Palavras sugestivas:
É meu privilégio dar-lhe as boas-vindas às fileiras do ministério
evangélico. Dou-lhe as boas-vindas em nome de sua Associação/
Missão e da igreja mundial. Seja leal à sua liderança. Faça uso de
seus serviços para apoiá-lo em seu trabalho.
Dou-lhe as boas-vindas em nome de seus companheiros pastores,
que partilham com você as alegrias, as compensações e as cargas do
ministério. Havendo-as vivenciado antes, eles são uma fonte de sá-
bios conselhos e experiência que o auxiliarão em seu ministério.
Dou-lhe as boas-vindas em nome das congregações às quais você
serve e daquelas que ainda servirá. Elas têm o direito de esperar
muito de nós. É inspirador e confortante lembrar que suas orações
ascendem em nosso favor, enquanto nós, por nossa vez, as temos
como coobreiras no trabalho divino.
Como soldado de Cristo, você não estará livre de ferimentos e cica-
trizes. Nenhum de nós a eles pode fugir. No entanto, quando afinal esti-
vermos em pé, vitoriosos, junto ao mar como que de vidro, com aqueles
pelos quais labutamos, a palma da mão marcada de nosso Comandante
pousará suavemente sobre essas cicatrizes. Nossos ferimentos então pa-
recerão insignificantes, comparados aos dEle, enquanto ouvirmos a voz
do Redentor dizer: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco,
sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21).
Fila de Cumprimentos
• Oficiais da Associação/Missão, União, Divisão ou Associação
Geral entregando os certificados de ordenação.
• Pastores
• Anciãos das igrejas atualmente pastoreadas.
• Família e convidados especiais
• Auditório
Cerimônia de Ordenação | 91

Boas-vindas à esposa. Embora as esposas não sejam ordenadas, é


bom reconhecer sua efetiva parceria durante a cerimônia de orde-
nação, e dar-lhes boas-vindas na sociedade das esposas de pastores
com simpatia, flores e um presente apropriado.
Exemplo: Bem-vinda à família de mulheres cujos maridos são or-
denados ao ministério. No Éden, Adão e Eva deveriam representar
adequadamente a imagem de Deus. No pastorado, o casal é neces-
sário para representar Cristo perante a igreja. Até onde seja possí-
vel, una-se a seu esposo para desenvolver um ministério que traga
realização a ambos. Sua unidade será um exemplo para a juventude,
uma atração aos descrentes e uma fonte de auxílio aos que os procu-
rarem. Concentre-se nas coisas positivas: viver com um marido cris-
tão, partilhar o evangelho de Jesus, saber que seus amigos a amam e
estão orando por você. E lembre-se sempre de que pode confiar to-
talmente em Jesus. A força dEle lhe dará tudo o que você necessita
para se preparar, bem como sua família e a comunidade, para o lar
definitivo no Céu. Deus a abençoe!

Anciãos e Diáconos

21331 - Guia para ministros


Logo após a igreja eleger novos anciãos e diáconos, deve-se mar-
car uma cerimônia de ordenação para dedicá-los aos seus encargos.
Tais cerimônias devem ser realizadas por um pastor ordenado. An-
ciãos e diáconos devem ser pessoas de experiência e escolhidas com
sabedoria. Por ato do Concílio Anual de 1975, reafirmado no Concí-
lio Anual de 1984, tanto homens como mulheres são elegíveis para
servir como anciãos e receberem a ordenação para essa posição de
serviço na igreja.17
Designer
Anciãos. A forma apropriadada de ordenação de anciãos envolve
as seguintes características: Editor

17 A Divisão Sul-Americana adota a prerrogativa conferida pelo mesmo voto mencionado aqui de não
aprovar a ordenação de mulheres como anciãs em seu território. C.Q.

Dep. Arte
92 | Guia Para Ministros

Com um ministro ordenado na liderança, outros ministros orde-


nados e anciãos da congregação são convidados a participar nesse
ritual. No tempo aprazado, comumente durante o culto matutino do
sábado, os candidatos e participantes são convidados a se unirem
ao ministro diante da congregação. Passagens bíblicas apropriadas
como 1 Timóteo 3:1-7 devem ser lidas, acompanhadas de breves co-
mentários sobre o trabalho de um ancião na igreja.
O candidato e os participantes ajoelham-se em conjunto. O mi-
nistro pede para que Deus abençoe o reconhecimento da igreja de
que o Espírito Santo chamou o candidato para tal ofício. As mãos da
ordenação são impostas sobre a cabeça do candidato durante a ora-
ção. Os pastores assistentes e anciãos juntam-se ao pastor oficiante
na imposição das mãos.
Depois da oração, o ministro e aqueles que o assistem apertam a
mão do candidato e compartilham palavras de encorajamento. Um
certificado de ordenação deve ser entregue nessa ocasião. O recém-
ordenado pode então retornar à congregação ou sentar-se à platafor-
ma para tomar parte da continuidade do serviço.
Uma vez ordenado como ancião da igreja, o oficial não precisa ser
ordenado novamente, após cada eleição como ancião de alguma ou-
tra igreja. Aquele que foi ordenado pode ainda exercer a função de
diácono sem qualquer ordenação.
Diáconos e diaconisas. A cerimônia de ordenação de um diá-
cono é muito semelhante à do ancião. A passagem escriturística su-
gerida é 1 Timóteo 3:8-13. De acordo com o Manual da Igreja, p.
58, “a igreja pode fazer arranjos para uma adequada cerimônia de
admissão das diaconisas em seu cargo, a ser dirigida por um pastor
ordenado com credenciais da ativa”. A passagem bíblica sugerida é
Romanos 16:1 e 2.
C A P Í T U LO 1 7

Implantação,
Organização, União
e Dissolução de Igrejas
Com a passagem do tempo, mudanças na população,
demografia, membresia da igreja e finanças podem tornar necessá-
rio o estabelecimento de igrejas para servir outras áreas geográfi-
cas. Como resultado dessas variáveis, pode ser conveniente fundar
uma nova congregação e, em seguida, organizar uma nova igreja.
Unir duas ou mais igrejas numa congregação pode ser o mais sá-
bio curso de ação, ou, por vezes, pode ser necessária a dissolução
de uma igreja existente. O Manual da Igreja apresenta detalhada-
mente essas normas e procedimentos. Para a finalidade deste ma-
nual, serão abordados principalmente os aspectos programáticos
dessas atividades.

21331 - Guia para ministros


Implantando uma Nova Igreja
Um dos métodos mais produtivos de crescimento de igreja é a
implantação de novas congregações. As igrejas estabelecidas que de-
cididamente buscam fomentar novas congregações como meios de
alcance evangelístico são fortalecidas nesse processo. Quando uma
igreja alcança o tamanho no qual seus oficiais podem executar me-
lhor suas tarefas de pastoreio, alimentação e capacitação de mem- Designer
bros, a igreja pode muito bem fundar uma nova congregação. Sob
circunstâncias comuns, igrejas que têm atingido de 300 a 500 mem- Editor

bros, geralmente são grandes o suficiente para considerar o estabele-


cimento de uma nova congregação. C.Q.

Dep. Arte
94 | Guia Para Ministros

Implantar uma nova igreja terá o duplo efeito de envolver mais


membros no trabalho e estabelecer uma congregação numa nova
área que precisa ser atendida. Geralmente, pessoas não frequenta-
doras de igreja dificilmente vão a uma igreja que esteja a mais de
meia hora distante de sua residência. Estudos em crescimento de
igreja também indicam que novas igrejas tendem a reavivar mem-
bros inativos mais prontamente do que as igrejas mais antigas. De
maneira ideal, a implantação de novas igrejas deve estar baseada
num ministério de ganho de almas e não em interesses próprios ou
divisões de uma igreja existente.

Como Começar uma Nova Igreja


Em estreita cooperação com a Associação/Missão local, determi-
ne um lugar que tenha grande necessidade de uma nova igreja, atra-
vés do estudo demográfico e crescimento populacional. Localize a
nova igreja num lugar acessível a uma parte significativa de pessoas
não alcançadas, e projete sua cultura e serviços para atender às ne-
cessidades desse grupo populacional.
Desenvolva o interesse na área visada através de estudos bíbli-
cos nos lares e ministérios de pequenos grupos, que podem se tor-
nar igrejas nos lares. Comece uma Escola Sabatina filial. Mantenha
reuniões evangelísticas na área e forme um grupo de voluntários de
uma igreja estabelecida, que se disponham a atender e apoiar a nova
organização por um tempo específico, talvez dois ou três anos. O
Manual da Igreja provê procedimentos específicos para a organiza-
ção de um novo grupo de pessoas.

Preparação Para a Organização de uma Nova Igreja


Quando se torna evidente que uma nova igreja tem condições de
obter sucesso, deve-se encaminhar um pedido para que a administra-
ção da Associação/Missão a organize formalmente. A organização da
Implantação, Organização, União e Dissolução de Igrejas | 95

igreja deve ser presidida por um ministro ordenado. Embora a autoriza-


ção para formar novas igrejas seja concedida a todos os ministros orde-
nados, o presidente da Associação/Missão “sempre que possível, deve
ser convidado para estar presente” (Manual da Igreja, p. 209).
Provisões devem ser feitas para que haja uma listagem de assi-
naturas dos membros. As transferências de membros que deseja-
rem unir-se à nova igreja a partir das congregações já estabelecidas,
devem ser processadas através dos canais regulares. Devem estar
disponíveis os necessários livros de registro e materiais para o novo
tesoureiro, contador e outros oficiais escolhidos.
Providencie todo o material para a Santa Ceia. Considerando
que a realização da Santa Ceia no dia da organização de uma igreja
pode exigir um programa muito longo, ela deve ser feita imediata-
mente, talvez no primeiro culto regular de adoração.

Organizando o Culto Para a Nova Igreja


A seguinte ordem de culto apresenta o processo esquematizado
no Manual da Igreja, para a organização de igrejas:
• Hino de abertura

21331 - Guia para ministros


• Oração
• Breve resumo das doutrinas fundamentais
• Formação de núcleos
• Aceitação dos membros por votação do núcleo
• Formação de uma comissão de nomeações
• Canto congregacional e testemunho
(enquanto a comissão de nomeações trabalha)
• Votação dos novos oficiais
Designer
• Ordenação de novos anciãos e diáconos
• Desafio à nova igreja e seus membros Editor

• Resposta da igreja
• Oração de dedicação C.Q.

Dep. Arte
96 | Guia Para Ministros

Se for conveniente, podem ser realizadas várias reuniões para


organizar uma nova igreja. Nelas, pode-se convidar a igreja esta-
belecida a celebrar uma Santa Ceia, sexta-feira à noite; no sábado
pela manhã, um ritual de ordenação para demonstrar o reconhe-
cimento da igreja aos membros indicados; uma cerimônia sabática
vespertina de organização, enquanto a nova igreja é estabelecida;
jantar de confraternização.

Unindo Igrejas
A união de igrejas envolve mais que apenas a transferência de
membros de uma igreja para outra e o fechamento das antigas ins-
talações. Na união de igrejas, as congregações anteriores deixam de
existir e uma nova igreja é formada. O processo para esse ato está
registrado no Manual da Igreja.
Antes da reunião para a unificação das igrejas, a questão deve
ser cuidadosamente discutida pelas igrejas unificadas com a Asso-
ciação/Missão, para que a fusão possa ter lugar. As igrejas envolvi-
das devem se engajar individualmente num extenso exame da opção
pela unificação e estar de acordo em que este se constitui num
sábio e desejável plano de ação a ser adotado. Somente numa reu-
nião administrativa devidamente convocada pode a escolha ser fei-
ta. Depois de feita a decisão mútua para a união, as igrejas podem
requerer autorização da comissão executiva da Associação/Missão
para realizar a unificação.
Depois de receber a recomendação da comissão diretiva da As-
sociação/Missão, as igrejas preparam um documento de acordo de
unificação que inclui as razões para a unificação, planos para dispo-
nibilidade de bens, arranjos financeiros, um novo nome para a igreja
e itens relevantes para a união. Numa reunião conjunta presidida
por um ministro ordenado, as igrejas votam a aceitação do documen­
to de unificação consumando-a desse modo. Uma solicitação é,
Implantação, Organização, União e Dissolução de Igrejas | 97

então, submetida à seguinte assembleia da Associação/Missão, para


a aceitação da nova igreja na irmandade de igrejas dessa instituição.
Com a formação da nova igreja, todos os cargos oficiais das igre-
jas anteriores ficam vagos, com uma comissão de nomeações esco-
lhida para a seleção dos novos oficiais da igreja, a fim de preencher
as posições de liderança para o restante do ano eclesiástico. Os re-
gistros, livros e contas bancárias das duas igrejas tornam-se parte
da nova igreja.

Dissolução de Igrejas
A ação de desativar igrejas raramente acontece nas congregações
adventistas. As razões para a dissolução incluem perda de membros,
disciplina eclesiástica e apostasia ou rebelião. Quando tal ação se
torna necessária, é importante ter certeza de que todo esforço foi
feito para evitar esse processo. Deliberação cuidadosa com a lideran-
ça da Associação/Missão deve ser levada em conta.
Nenhum critério preciso existe para decidir quando uma igreja
se torna muito pequena para continuar existindo efetivamente. O
Manual da Igreja sugere que isso ocorre quando “são perdidos tan-

21331 - Guia para ministros


tos membros por mudança de suas cercanias ou por morte, ou por
apostasia, que a existência da igreja se vê ameaçada”. Todavia, se
os membros estão contentes e profundamente apegados à sua igre-
ja, a dissolução se torna muito difícil e talvez imprópria. Membros,
cujo potencial em liderança não esteja sendo atualizado em outra
congregação, podem estar dispostos a transferir sua filiação e ajudar
na direção. Quando a dissolução for a forma escolhida, os membros
procurarão transferir-se para outras igrejas, ou, se não for possível,
Designer
para a igreja da Associação/Missão. Com todos os membros transfe-
ridos, a igreja é efitivamente dissolvida. Editor

Normalmente, igrejas que apostataram têm alguma dissidência


teológica ou de procedimento com a igreja. Entre elas pode haver C.Q.

Dep. Arte
98 | Guia Para Ministros

indivíduos cuja dissidência seja extrema e cuja influência tem pro-


duzido confusão. Todo esforço deve ser feito para trazê-los à har-
monia e ao companheirismo com a igreja. Se esses esforços forem
inúteis, a comissão diretiva da Associação/Missão, após cautelosa
consideração, recomendará à assembleia da Associação/Missão que
a igreja seja retirada da irmandade. A questão da membresia indivi-
dual será tratada de acordo com a diretriz da igreja.
C A P Í T U LO 1 8

Liderança da Igreja
Estabelecer o reino de Deus na Terra e rechaçar as for-
ças do mal, ao mesmo tempo em que cuida da realização integral
desse reino, em seu triunfo final na segunda vinda de Cristo, consti-
tui-se o propósito da igreja. Tendo isso como razão para sua existên-
cia, a igreja não se torna estática, mas dinâmica em seu crescimento
e movimento. A igreja tem uma visão do futuro e direção em sua
obra. Como qualquer grupo que trabalha unido, existe necessidade
de liderança a fim de atingir os objetivos de modo coeso. Na igreja, o
pastor é nomeado e esperado como tal líder. Essa nomeação autoriza
os ministros a atuar em todas as áreas de responsabilidade pastoral,
tanto pessoalmente como por delegação e administração de outros
líderes da igreja. “Todos os ramos da obra têm a ver com os pasto-
res” (Testemunhos Para a Igreja, v 5, p. 375). Isso não significa que
eles pessoalmente têm de realizar todo o trabalho da igreja, mas que

21331 - Guia para ministros


toda obra está sob sua supervisão. Eles são responsáveis por supervi-
sionar e apoiar cada departamento e programa, trabalhando em co-
operação com os anciãos locais e outros oficiais devidamente eleitos
pela congregação.
Liderança servidora. A liderança cristã é uma liderença de
serviço. Igrejas saudáveis e prósperas normalmente têm uma li-
derança pastoral forte e efetiva. Mas forte não significa liderança
dominadora ou manipuladora. “Então, Jesus, chamando-os, disse: Designer
Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maio-
rais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo Editor

contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que
vos sirva” (Mt 20:25, 26). C.Q.

Dep. Arte
100 | Guia Para Ministros

Personalidade e estilo de liderança estão intimamente relacio-


nados ao modo natural com que os ministros dirigem; todavia, os
líderes devem se adaptar às diferentes situações e necessidades
daqueles a quem servem em seu ministério. A liderença servidora
exige adaptação e flexibilidade. O apóstolo Paulo dá um exemplo
dessa adaptação, dizendo: “Porque, sendo livre de todos, fiz-me es-
cravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Procedi,
para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus [...]. Fiz-
me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me
tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar al-
guns” (1Co 9:19, 20, 22).
Visualização. Sem ter uma visão de sua missão e de seu futu-
ro, uma igreja tende a estagnar e repetir ritualisticamente seu com-
portamento passado. Mas a visão do futuro não ignora o passado. A
igreja deve visualizar tanto o que é como o que deve ser. A liderança
pastoral requer uma visão que não somente trate do que a igreja pre-
cisa ser, mas também mova os membros a alcançar o objetivo. Me-
diante a poderosa pregação da Palavra e uma motivação atraente da
membresia, isso pode ser conseguido.
Organização. Uma igreja visualiza onde está e para onde deseja
ir pela conscienciosa organização de seus recursos e pessoal, para
a realização de planos e objetivos específicos. Há pouco valor em
fazer planos, a menos que a igreja tenha pessoas com capacidade e
interesse em os levar a cabo. Isso requer recrutamento, capacitação
e compromisso com a tarefa.
Delegação. Muito do trabalho da igreja pode e deve ser realiza-
do por seus membros. A liderança servidora não se torna compro-
metida em compartilhar autoridade. Frequentemente a liderança
na igreja falha em delegar, porque o pastor acha mais fácil fazer
o trabalho do que recrutar, motivar e capacitar a liderança. Essa
pode ser uma noção válida se os negócios primordiais da igreja
Liderança da Igreja | 101

forem uma obra já realizada. Mas seu objetivo essencial é o cres-


cimento espiritual e o bem-estar de seus membros, e membros en-
volvidos na obra da igreja têm mais probabilidades de permanecer
espiritualmente fortes.
Supervisão. Uma vez que o trabalho tenha sido delegado, é pre-
ciso que haja supervisão não de maneira invasiva e controladora,
mas mediante apoio estimulante e avaliação de desempenho. Re-
compense e reconheça o bom trabalho. Ajude e apoie, quando ne-
cessário, e esteja disposto a permitir que outros recebam o crédito
quando o trabalho for bem feito.

Estabelecer Objetivos
Os objetivos esclarecem o que a igreja precisa fazer e como seus
membros planejam atingi-los. Pelo menos uma vez por ano, e prefe-
rivelmente uma vez por trimestre, a igreja deve revisar as metas que
estabeleceu para si mesma e como tais metas estão sendo alcança-
das. O tempo mais importante para a revisão dos objetivos previa-
mente escolhidos e a adição de novos é por ocasião da eleição de
novos oficiais. Os líderes escolhidos e as comissões formadas devem

21331 - Guia para ministros


depender não apenas do que foi feito no passado, mas também do
que se planejou para o futuro. Os objetivos são mais bem atingidos a
partir de um diálogo com a congregação. Pastores e membros da co-
missão diretiva devem procurar a participação congregacional com
relação às aspirações e necessidades da membresia, obtendo assim
subsídios da congregação.
Objetivos alcançáveis. Estabeleça objetivos que sejam atingí-
veis. Projetar planos financeiros irreais não apenas provoca dívidas,
Designer
como também cria desapontamento entre os membros. Semelhan-
temente, promover expectativas irreais no programa de aumento de Editor

membros e realizações da igreja produzirá desestímulo e anulará a


participação congregacional. C.Q.

Dep. Arte
102 | Guia Para Ministros

Objetivos mensuráveis. Nem todos os aspectos da vida da igreja


e sua espiritualidade são facilmente mensuráveis. Por causa da difi-
culdade de avaliar o sucesso ou fracasso sem mensurabilidade, pro-
cure alguma forma de indicação da realização dos objetivos.

Comissões
O apóstolo Paulo evoca a metáfora do corpo humano ao retratar
a função da igreja. A cooperação harmoniosa das várias partes do
corpo ou da igreja é igual a sucesso. Assim como o corpo, a igre-
ja tem diversidade de funções e opiniões, mas através do sistema
de comissões essas várias funções e opiniões podem contribuir para
um todo harmonioso e produtivo. “Ao dar conselho para o avanço da
obra, homem nenhum sozinho deve ser um poder dominante, uma
voz por todos. Os métodos e planos que forem propostos devem ser
considerados com cuidado, de modo que todos os irmãos possam
pesar os méritos relativos e resolver que métodos e planos devem ser
seguidos (Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 259).
Semelhantemente ao corpo, a igreja funciona na base de parti-
cipação em grupo. “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na
multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11:14). Juntos, todos nós
somos mais sábios do que qualquer um de nós sozinho.
Estrutura da comissão. A reunião administrativa da igreja é a
mais alta autoridade da igreja local. Essas reuniões “podem ser rea­
lizadas uma vez por mês ou uma vez por trimestre, de acordo com
as necessidades da igreja” (Manual da Igreja, p. 87). Além disso, a
votação dos assuntos pelos membros é frequentemente feita durante
o culto de adoração no sábado.
A comissão da igreja é a mais elevada autoridade seguinte do sis-
tema de comissões da igreja local. O pastor geralmente preside a co-
missão da igreja, mas pode transferir sua posição a outro membro
da igreja. Além dessas duas posições, o pastor deve evitar presidir
Liderança da Igreja| 103

grande número de comissões adicionais, mas ele ou um ancião de-


signado pode servir como membro ex-officio de cada comissão.
O quorum para a realização dos negócios deve ser estabelecido
para o trabalho das várias comissões e conselhos da igreja.
Níveis de tomada de decisão. As decisões devem ser tomadas
pela comissão mais apropriada. Cada comissão precisa ter bem defi-
nidos os termos de referência e autoridade e operar dentro desses li-
mites. Por causa do desperdício de tempo e talentos para duplicar a
responsabilidade pela tomada de decisão entre duas comissões, cada
uma delas deve conhecer suas respectivas áreas de atuação e autori-
dade, para agir ou recomendar a aprovação por outra instância.
Presidindo comissões. As comissões atuam melhor quando os
membros são informados de seus propósitos e da agenda a ser trata-
da. A seguir estão algumas sugestões para a preparação e funciona-
mento de comissões:
Preparação da agenda. Uma lista contém os itens para considera-
ção da comissão e sobre os quais debater. Cada membro da comissão
deve receber uma cópia da agenda. Se a agenda for estabelecida com
antecedência, ela só poderá ser modificada por voto de comissão.

21331 - Guia para ministros


Pontualidade. As comissões devem ter um horário fixado. Tanto o
início quanto o término dentro do tempo preestabelecido fortalece a
frequência pelos membros da comissão. As comissões que esgotam
os limites físicos e emocionais dos membros frequentemente não
chegam a boas decisões. “Com a esperança de chegar a uma deci-
são, prolongam suas reuniões até altas horas da noite. [...] Se forem
concedidos ao cérebro períodos apropriados de repouso, os pensa-
mentos serão claros e incisivos, e os trabalhos serão feitos com rapi-
Designer
dez” (Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 256).
Cooperação. Os membros devem ser levados a possuir espírito de Editor

equipe e cooperação. A presidência tem muito que fazer para criar


esse tipo de espírito. O diálogo deve fluir livre e diretamente de C.Q.

Dep. Arte
104 | Guia Para Ministros

pessoa para pessoa. Compreenda e siga pelo menos informalmente


as regras de procedimentos parlamentares, estabelecendo um senso
de justiça e um processo democrático.
Participação. Procure garantir participação ampla e encoraje
cada membro a se unir à discussão. Evite o domínio do processo por
qualquer indivíduo ou grupo. Busque especificamente a inclusão
dos mais tímidos, convidando-os a expressar sua opinião.
Respeito pelas ideias. Como presidente da comissão, o pastor deve
se posicionar com a maior imparcialidade e neutralidade possível. Se
não puder agir dessa maneira em relação a algum ponto, pode ser
oportuno transferir a presidência a outra pessoa, a fim de entrar na
discussão mais diretamente. Defenda e pratique a confidencialidade
da comissão. A discussão franca de assuntos delicados não deve ul-
trapassar as fronteiras da comissão.
Foco no assunto. Às vezes, a atenção da comissão é desviada do
assunto que está sendo discutido, e um debate sobre itens não rela-
cionados acaba tendo lugar. A presidência precisa levar a comissão
de volta ao assunto em pauta.
Sumário. Repita e sumarize a discussão e o trabalho, no senti-
do de obter consenso. Geralmente haverá acordo sobre um assun-
to quando todos os ângulos forem analisados. O chamado à votação
não tem o propósito de reprimir a discussão, mas atingir o consenso
sobre uma decisão.
Registro e realização de atas. As atas da reunião devem ser lidas
e aprovadas pela comissão na reunião seguinte. Os registros devem
ser mantidos como lembrança de quais ações e tarefas são necessá-
rias para a implementação após a reunião, e como fonte de avaliação
da efetividade da comissão e suas decisões.
Apoio à decisão. Quando uma ação é tomada, é dever de todos os
membros da comissão apoiá-la, a despeito de alguns terem votado
favoravel ou desfavoravelmente.
C A P Í T U LO 1 9

Ministério
de Todos os Membros
A Grande Comissão foi dada claramente a todos os
cristãos e não apenas aos discípulos a quem ela foi primeiramen-
te endereçada, nem a um seleto grupo de ministros profissionais.
Igualmente, os dons do Espírito são concedidos a todos, “com vistas
ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço,
para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4:12). Cada um que recebe
o Espírito Santo é dotado de dons ministradores destinados ao uso
no ministério para Cristo.
A palavra grega laos, da qual deriva o vocábulo “leigo”, nada tem
que ver com estado amadorístico e secundário dentro da igreja. An-
tes, ela inclui todo o povo de Deus. Uma distinção falsa e artificial
separa a obra da igreja dos leigos, e a coloca nas mãos do clero, como

21331 - Guia para ministros


se a obra do ministério fosse responsabilidade exclusiva de um pro-
fissional assalariado. A liderança na igreja se torna responsabilidade
daqueles que foram chamados e designados para funções específi-
cas, todavia, a tarefa de ministrar no sentido mais amplo deve ser
reconhecida como de todos os membros da igreja. “Não somente so-
bre o ministro ordenado repousa a responsabilidade de sair a cumprir
esta missão. Todo o que haja recebido a Cristo é chamado a trabalhar
pela salvação de seus semelhantes” (Atos dos Apóstolos, p. 110). Designer
O desafio. Ao tempo de Sua ascensão, Jesus comissionou a igreja
nos seguintes termos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho Editor

a toda criatura” (Mc 16:15). Ao Seu pequeno grupo de seguidores


essa missão deve ter parecido uma tarefa impossível, até que eles C.Q.

Dep. Arte
106 | Guia Para Ministros

compreenderam Seu plano para o cumprimento. A obra deve ser


rea­lizada, não por nossa própria vontade individual ou grande talen-
to, mas pelo Espírito Santo trabalhando através de nós. Nesse plano
não existe hierarquia, pois todos são ministros desempenhando al-
gum ministério para o qual foram especialmente dotados.
É fácil pensar primeiramente na igreja como uma organização
ou instituição, em vez de um lugar de companheirismo e comuni-
dade de fé, que é o significado predominante de “igreja” no Novo
Testamento. Às vezes, nós entendemos que o papel de membros
da igreja é meramente ajudar os ministros profissionais a fazer seu
trabalho, quando, de fato, a função da liderança ministerial inclui
ajudar o povo a trabalhar. “Se os pastores dessem mais atenção a
pôr e manter seu rebanho ativamente ocupado na obra, haveriam
de realizar mais benefícios, ter mais tempo para estudar e fa-
zer visitas missionárias, e também evitar muitas causas de atrito”
(Obreiros Evangélicos, p. 198).
A cada um que recebe o Espírito Santo é concedido um dom de
ministério, mas nem todos recebem o mesmo dom. Cada pessoa de-
veria aceitar a responsabilidade pelos dons que Deus proveu para o
ministério. Presumir que todos devam se empenhar no mesmo mi-
nistério é não compreender os dons do Espírito. “A obra de Deus
na Terra nunca poderá ser terminada a não ser que os homens e as
mulheres que constituem a igreja participem do trabalho e unam os
seus esforços aos dos pastores e oficiais da igreja” (Serviço Cristão, p.
68). A prova do evangelismo não é apenas quantos vêm à igreja para
os cultos, mas quantos saem à comunidade para servir.

Motivando Voluntários
Liderar voluntários na igreja é muito diferente de gerenciar em-
pregados remunerados, que têm de fazer um trabalho quer queiram,
quer não, a fim de ganhar a vida. Líderes servidores não presumem
Ministério de Todos os Membros | 107

ter autoridade sobre os obreiros da igreja. Esses obreiros trabalham


espontaneamente. O sucesso na liderança pastoral está ligado à ca-
pacidade de motivar voluntários.
Pregue com inspiração. A pregação centralizada em Cristo e bi-
blicamente fundamentada inspira as pessoas a fazer a obra da igreja
por razões espirituais e altruísticas. O serviço cristão deve ser reali-
zado não com o propósito de obtermos a salvação, mas porque fomos
salvos. A verdadeira motivação para o serviço está baseada na grati-
dão e não na culpa.
Envolva os membros no planejamento. Tarefas impostas sobre
pessoas que não participam do planejamento geram resistência. Se
elas forem envolvidas no planejamento, tratarão o projeto como um
desafio pessoal. O ato de planejar deixa claros o propósito e a missão
do projeto, fazendo com que as pessoas se envolvam neles. Quando
o processo de planejamento entusiasma os membros em relação ao
programa, eles desejarão ajudar em sua realização.
Defina as tarefas. Sem a clara compreensão do que uma de-
terminada tarefa requer, é pouco provável que as pessoas aceitem
o trabalho. Tarefas mal definidas conduzem à frustração, tanto para

21331 - Guia para ministros


aqueles que estão tentando realizá-las, como para os que tentam
motivá-los ao trabalho. As descrições do que se requer de cada fun-
ção de serviço na igreja devem ser muito bem esclarecidas.
Reconheça e aprecie o serviço fiel. Os líderes de igreja podem
não estar buscando elogios, mas procurando indicadores com rela-
ção ao sucesso de seu trabalho e apreciação de seu serviço. Eles ne-
cessitam saber que seu trabalho é valorizado.
Proteja os líderes da sobrecarga. Frequentemente, os auxiliares
Designer
que revelam maior disposição para o trabalho na igreja são sobrecarrega-
dos até a exaustão. São pessoas com muitas ocupações e trabalho, além Editor

das responsabilidades com a comunidade e a família. Trabalho excessivo


colocado sobre elas pode levá-las a querer deixar de ajudar. C.Q.

Dep. Arte
108 | Guia Para Ministros

Compartilhe a responsabilidade. Trabalhar com voluntários so-


bre quem o pastor tem pouco controle direto se torna um desafio. Às
vezes, pode parecer mais fácil apenas cumprir uma tarefa específica
do que depender do trabalho de voluntários. Mas o ministério da
igreja pertence a todos. Ellen White declara: “A carga do trabalho
da igreja deveria ser distribuída entre os membros individualmente”
(Review and Herald, 9 de julho de 1895).

Trabalhando com os Líderes da Igreja


A igreja como um corpo. Com o vasto alcance do trabalho da
igreja e as tantas habilidades para ele requeridas, nenhuma pes-
soa, incluindo o pastor, tem todos os dons necessários para reali-
zá-lo. Mas os dons do Espírito de Deus satisfazem as necessidades
da igreja. Nenhum indivíduo sozinho representa o todo do corpo de
Cristo. “Se forem dirigir setores de trabalho para os quais não estão
aptos, seus esforços para apresentar a Palavra serão malsucedidos”
(Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 246).
Trabalho com os anciãos. “O pastor não deverá monopoli-
zar todos os setores de responsabilidade, mas partilhá-los com o(s)
ancião(s) local(is) e outros oficiais. [...] O(s) ancião(s) deve(m) partici-
par da responsabilidade pastoral, a qual abrange visitar os membros
da igreja, atender aos enfermos, preparar ou dirigir cerimônias de
unção e dedicações de crianças, e encorajar os que estão desanima-
dos” (Manual da Igreja, p. 51, 52).
Dons e atribuições combinados. Quando o programa da igreja
é planejado, deve-se dar atenção aos dons que estão disponíveis na
congregação. Identifique as capacidades e combine-as com o pro-
grama. O trabalho com a comissão de nomeações da igreja provê
oportunidade de estruturar um grupo de oficiais, combinado com
os planos e programas que serão realizados. Quando a comissão se
reúne, os planos e as descrições dos trabalhos devem estar à mão,
Ministério de Todos os Membros | 109

provendo assim a comissão com listas do tipo de pessoal necessário


para ocupar os diferentes cargos.
Investidura de oficiais. Uma cerimônia de investidura formal
para os líderes da igreja no início do ano eclesiástico enfatiza o
significado das funções para as quais foram nomeados e propor-
ciona uma ocasião para a igreja reconhecer e dedicar sua lideran-
ça. O seguinte diálogo litúrgico de dedicação é um exemplo do
que pode ser feito:

Líder: Para a adoração de Deus e o trabalho da igreja...


Oficiais: Nós nos dedicamos.
Líder: Para o cumprimento dos deveres a nós designa-
dos sob a guia divina, e para a edificação e lide-
rança de jovens e idosos…
Oficiais: Consagramos os nossos serviços.
Líder: Para dar um exemplo reto de viver cristão em
nossos lares, em nosso trabalho e diante de todos
com quem entramos em contato…
Oficiais: Empenhamos nossa vida.

21331 - Guia para ministros


Líder (diri-
gindo-se à
congregação): Irmãos, todos ouviram seus líderes prometer
cumprir fielmente, pela graça de Deus, os de-
veres para os quais foram eleitos. Os irmãos se
comprometem a unir-se aos oficiais, dando-lhes
apoio e assistência, e orando por eles enquanto
trabalham junto com vocês, fazendo a obra de
Designer
Cristo na igreja?
Congregação: Nós nos comprometemos. Editor

Líder: [oração de dedicação]


C.Q.

Dep. Arte
110 | Guia Para Ministros

Capacitação de Membros
“Toda igreja deve ser uma escola missionária para obreiros cris-
tãos. Seus membros devem ser instruídos em dar estudos bíblicos,
em dirigir e ensinar classes da Escola Sabatina, na melhor maneira
de auxiliar os pobres e cuidar dos doentes, de trabalhar pelos não
convertidos. Deve haver cursos de saúde, de arte culinária, e classes
em vários ramos de serviço no auxílio cristão. Não somente deve ha-
ver ensino, mas trabalho real, sob a direção de instrutores experien-
tes” (A Ciência do Bom Viver, p. 149).
Recursos da Associação/Missão. A liderança da Associação/
Missão e a estrutura departamental dispõem de materiais e pessoal
de apoio para a capacitação dos membros. Eles são especializados
em seus campos de atuação e muito podem ajudar na condução de
seminários e cursos de capacitação.
Recursos congregacionais. Use as habilidades disponíveis na
congregação. Alguns irmãos podem ter ocupado por muitos anos vá-
rios cargos de liderança na igreja. Essa experiência pode ser com-
partilhada e transmitida aos novos oficiais. Outros podem ter sido
especialmente capacitados em áreas úteis aos cargos da igreja. Esses
também podem fazer parte do processo de capacitação.
C A P Í T U LO 2 0

Grandes Distritos
A maioria das igrejas adventistas é disposta em alguma
configuração distrital de múltiplas igrejas; poucas igrejas relativamente
permanecem isoladas. Em algumas Divisões, um pastor e seus asso-
ciados podem ser designados para liderar até mais de vinte congrega-
ções. A liderança pastoral em tal estrutura exige capacidades especiais
em delegação, capacitação e administração. Nesses casos, os pastores
podem se reunir com a congregação apenas poucas vezes por ano, e
não podem relacionar-se intimamente com cada congregação. Por isso,
cuidadosa atenção deve ser dada à localização da residência pastoral, a
fim de otimizar tanto as viagens como os interesses da família.
Capacitação de liderança. Nessas igrejas, torna-se necessária
a capacitação dos oficiais e a delegação de responsabilidades de li-
derança a eles. Esses líderes fazem a maioria dos sermões, condu-
zem o evangelismo, alimentam espiritualmente os membros de sua

21331 - Guia para ministros


congregação e administram várias funções eclesiásticas. Os pastores
desses distritos atuam basicamente nas áreas de planejamento, ad-
ministração, fi xação de alvos e educação. Capacitar esses oficiais e
trabalhar com eles é de importância vital. Dessa capacitação devem
constar os seguintes itens:
• Preparo e apresentação de sermões
• Como conduzir comissões
• Visitação Designer
• Departamentos da igreja
• Cuidados com a propriedade da igreja Editor

• História adventista e sua mensagem


• Cuidado de novos membros C.Q.

Dep. Arte
112 | Guia Para Ministros

Recomenda-se que as congregações ou Associações/Missões


ministrem, no mínimo, um seminário de capacitação para an-
ciãos a cada ano. As congregações devem cobrir as despesas de
viagem dos anciãos que participarem desses encontros. Além
disso, os pastores devem planejar reuniões trimestrais com os
anciãos do distrito. Essas reuniões focalizarão os planos para o
distrito, bem como para as congregações individuais, abordando
assuntos como evangelismo, preparo e apresentação de sermões,
visitação, metas da igreja e do distrito, e o itinerário do pastor. A
capacitação de anciãos pode também ser dirigida durante esses
encontros trimestrais.
Itinerário pastoral. O itinerário do pastor deve ser planejado
com antecedência suficiente para que cada congregação saiba quan-
do esperar a visita e o sermão do pastor. Isso proporcionará oportu-
nidade para contato pessoal com os membros, e agendar batismos
durante a visita pastoral. Haverá ocasiões em que emergências como
enfermidades e funerais interferirão no itinerário planejado, mas ou-
tras cerimônias especias podem ser fixadas com antecedência e in-
cluídas na agenda.

Reuniões Distritais
Um encontro trimestral durante o qual a membresia do distrito
seja reunida durante um fim de semana permite uma oportunidade
a mais para o pastor experimentar companheirismo com os mem-
bros das suas igrejas. Essas reuniões são semelhantes às reuniões
campais, provendo chances para:
• Companheirismo entre os membros das várias congregações.
• Coordenação de planos evangelísticos no distrito.
• Compartilhamento das alegrias e preocupações dos membros
das várias igrejas.
• Fortalecimento do trabalho dos departamentos da igreja.
Grandes Distritos | 113

•P lanejamento de empreendimentos conjuntos tais como a


construção de um edifício ou a implantação de uma campa-
nha evangelística.
• Programa para as crianças e grupos de jovens.
Os membros do distrito escolhem os líderes participantes dessas
reuniões. Juntamente com o pastor, esses líderes fazem planos para
a reunião distrital. Os líderes da Associação/Missão devem ser con-
vidados a participar, exercendo sua influência, compartilhando suas
especialidades e orientações no planejamento desses eventos.

21331 - Guia para ministros

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 2 1

Crescimento da Igreja
Novos Membros
As igrejas continuam a existir somente por um consistente aumen-
to de novos membros. Sem esse crescimento, a membresia diminui-
rá, não apenas pelo motivo de mudança das pessoas para outro lugar,
mas, ao longo do tempo, pelo envelhecimento e morte de seus mem-
bros idosos, até finalmente não ficar ninguém na congregação. Sem
novos membros, a igreja está sentenciada à extinção. Há três fontes
de crescimento numérico de membros: biológica, transferência e
evangelismo, e cada uma é vital e importante ao futuro da igreja.
Crescimento biológico. As crianças da igreja são seu mais valio-
so recurso. O desejo mais afetuoso da família da igreja e da família
sanguínea centraliza-se em seus filhos, com a oração de que eles se-
jam parte do reino de Deus tanto no presente como no porvir. Por
mais importantes que outros meios de crescimento possam ser para
o futuro da igreja, nenhum pode ser mais importante que salvar os
próprios filhos. Seria uma imitação caricata se a igreja empenhas-
se seus esforços para salvar o mundo, às custas da salvação de suas
crianças. Aqueles que crescem sob os cuidados da igreja preservarão
muito bem a sua herança. Por isso, a igreja provê os programas da
Escola Sabatina e materiais para suas crianças desde a mais tenra
idade, e continua trabalhando em favor delas com a educação cristã
e os ministérios jovens, para assegurar seu crescimento na graça.
A igreja precisa estar atenta e tem de exercer vigilância inten-
cional sobre suas crianças em desenvolvimento, enquanto propicia,
a seu tempo, a preparação para o batismo e sua plena aceitação
como membros. “As crianças de oito, dez ou doze anos já têm idade
Crescimento da Igreja | 115

suficiente para serem dirigidas ao tema da religião individual. Não


ensinem seus filhos com referência a um tempo futuro em que eles
terão idade suficiente para se arrependerem e crerem na verdade.
Caso sejam devidamente instruídas, crianças bem novas podem ter
ideias corretas quanto a seu estado de pecadores, e ao caminho da
salvação por meio de Cristo” (Testemunhos Para a Igreja, v. 1, p. 400).
Em lugares onde exista escola disponível na igreja, é bom preparar
uma classe batismal em conexão com o culto e ênfase espiritual no
programa da escola. Caso não haja escola na igreja, deveriam ser fei-
tos arranjos para instituir uma classe batismal em conexão com as
atividades da igreja e das famílias.
Crescimento por transferência. Quando os membros se mu-
dam de um lugar para outro, deve ser feito contato com eles median-
te a assistência em sua transição para a membresia da igreja irmã
na nova área. Os procedimentos para a transferência de membros
são dados no Manual da Igreja. Tanto a igreja como o membro indi-
vidualmente são beneficiados quando um plano ativo e bem esque-
matizado é posto em ação para facilitar a transferência de membros.
A notificação da mudança de um membro para um novo local deve

21331 - Guia para ministros


ser dada à igreja mais próxima, a fim de manter contato e assisti-lo
em sua recepção na nova comunidade de fé.
Crescimento por evangelismo. O pastor é um evangelista; e
a igreja, um centro evangelístico. No culto de adoração, na Escola
Sabatina e em cada programa, a igreja precisa manter sempre em
mente os visitantes e convidados que não são membros. Tudo o
que é dito deve passar pelo filtro ganhador de almas. “Como isso
soa a alguém que não é membro? Como isso é percebido por al-
Designer
guém que não é cristão?” Embora a compreensão doutrinária e
bíblica seja da mais alta importância, o terno companheirismo é Editor

mais importante. Em tal ambiente, a pessoa passa de uma nova


conversão ao pleno discipulado. C.Q.

Dep. Arte
116 | Guia Para Ministros

Os membros da igreja do Novo Testamento iam a todos os luga-


res contando a história de Jesus. A maioria dos novos conversos foi
ganha por membros companheiros de trabalho e também em sua
vizinhança. Isso pode ser realizado por meio de um amplo quadro
de programas evangelísticos, incluindo aulas de culinária, progra-
mas de saúde e atividades recreativas. “Que os membros da igreja
cumpram fielmente durante a semana a sua parte, e narrem no sá-
bado suas experiências. A reunião será então como alimento a seu
tempo, trazendo a todos os presentes nova vida e vigor” (Obreiros
Evangélicos, p. 199).
Se cada programa da igreja – Escola Cristã de Férias, aulas de
arte culinária, eventos de saúde, programas da Escola Sabatina para
crianças e jovens, iniciativas missionárias da Adra, eventos sociais
da igreja, envolvimento com a comunidade, programas jovens – fos-
se considerado e consolidado como evento evangelístico, as reuniões
evangelísticas seriam muito mais produtivas.
Esteja atento às pessoas na comunidade que estejam passan-
do por experiências como nascimentos, falecimentos e formaturas.
Aproveite a ocasião para enviar um cartão de felicitações, pêsa-
mes, ou de amizade. Obtenha informações com relação às pessoas
recém-chegadas ao bairro, e envie-lhes uma carta dando-lhes as
boas-vindas à comunidade, incluindo uma lista de serviços ofere-
cidos pela igreja e um convite para assistir aos cultos de adoração.
Envolva-as regularmente em alguma forma de reuniões evangelís-
ticas ou seminários.
Preocupação com membros inativos. Membros ativos, especial-
mente anciãos, podem ser úteis na recuperação de membros inativos,
porque eles foram amigos no passado e entendem algumas das razões
que os levaram a se afastar. Aqueles que trabalham com membros ina-
tivos precisam estar preparados para ouvir coisas desagradáveis sem
ficar desanimados ou na defensiva. As pessoas geralmente se afastam
Crescimento da Igreja | 117

por causa de alguma possível coisa desagradável que ela observou ou


experimentou dentro da igreja, ou por influências externas. Com fre-
quência, elas precisam de um ouvido amigo e um coração amoroso.

Confirmando Novos Membros


A Grande Comissão de Cristo para Sua igreja ordena: “Fazei dis-
cípulos de todas as nações” (Mt 28:19). Os membros mal preparados
tornam fracas as igrejas. “A aquisição de membros que não foram
renovados no coração e reformados na vida é uma fonte de fraqueza
para a igreja. Esse fato é muitas vezes passado por alto. Alguns pas-
tores e igrejas acham-se tão desejosos de assegurar um aumento de
membros, que não dão testemunho fiel contra hábitos e costumes
não cristãos. Aos que aceitam a verdade não é ensinado que eles não
podem, sem perigo, ser mundanos em sua conduta, ao passo que de
nome são cristãos” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 172).
Instrução antes do batismo. Os que pretendem congregar na
igreja necessitam conhecer os princípios que a dirigem. Eles não de-
vem ser animados a se comprometer sem saber com o que estão se
comprometendo. A instrução batismal deve abranger múltilas face-

21331 - Guia para ministros


tas – leitura pessoal e estudo, estudos bíblicos, reuniões públicas e
classes batismais. Um dos meios mais produtivos de instrução no
programa evangelístico da igreja centraliza-se na classe bíblica do
pastor. A classe frequentemente tem lugar durante o tempo regu-
lar de funcionamento das unidades da Escola Sabatina, e se destina
especificamente a novos membros e interessados. A classe estuda
lições doutrinárias especiais e assuntos da vida espiritual. A mes-
ma série pode ser repetida de tempos em tempos, uma vez que os
Designer
membros da classe, enquanto crescem na experiência cristã, passam
a frequentar as unidades da Escola Sabatina. Editor

Cada candidato ao batismo deve ser examinado com respeito às


crenças fundamentais da Igreja Adventista, conforme registradas no C.Q.

Dep. Arte
118 | Guia Para Ministros

certificado de batismo. Nenhuma pessoa ou grupo externo à congre-


gação tem autoridade de acrescentar ou tirar nomes do rol de mem-
bros da igreja. Essa responsabilidade é exclusiva da igreja em uma
reunião administrativa.
Guardiões dos novos membros. O companheirismo cristão e
a comunidade se destacam como essenciais para a estabilidade da
igreja. Todavia, os novos membros podem não conhecer ninguém na
igreja e achar difícil integrar-se a uma bem estabelecida ordem so-
cial. Para superar essa desvantagem, a igreja precisa de um progra-
ma de guardiões espirituais para os novos membros – um sistema de
amizade onde cada novo membro é acompanhado por um membro
mais experiente. “Os recém-chegados à fé devem receber um trato
paciente e benigno, e é dever dos membros mais antigos da igreja
cogitar meios e modos para prover auxílio, simpatia e instrução para
os que se retiraram conscienciosamente de outras igrejas por amor
da verdade, separando-se assim dos cuidados pastorais a que esta-
vam habituados” (Evangelismo, p. 351).
Incentive a participação. Anime o novo membro a descobrir
seus dons espirituais e a se envolver no ministério que mais se adap-
ta a esses dons. Quando as pessoas se convertem, devem ser postas
a trabalhar imediatamente. E, ao trabalharem segundo sua capaci-
dade, se tornarão mais fortes” (ver Evangelismo, p. 355). Os recém-
convertidos estão numa posição especial para alcançar sua família
e amigos que não fazem parte da comunidade adventista. O efeito
combinado da influência dos novos membros sobre os velhos amigos
e o exemplo atrativo de uma vida transformada torna-se um podero-
so instrumento para atrair novos crentes. Esse tipo de oportunida-
de nos reporta a Jesus enquanto instruía o ex-endemoninhado: “Vai
para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez
e como teve compaixão de ti” (Mc 5:19).
C A P Í T U LO 2 2

O Culto de Adoração
Culto Congregacional
Ao longo da Bíblia, Deus convoca Seu povo à adoração, e essa
experiência deve ser tanto individual como corporativa. Uma pessoa
não tem necessariamente de fazer parte de uma congregação para
adorar a Deus. Contudo, a Bíblia claramente recomenda a adoração
coletiva. A fim de adorar juntos, são necessários ordem e planeja-
mento. Os modelos bíblicos de culto de adoração apresentam quatro
ações básicas da parte dos adoradores: cantar, orar, doar e pregar.
Elas contribuem para a experiência de adoração pessoal num am-
biente corporativo. Tal culto enfatiza tanto a transcendência como
a imanência de Deus. Deus é grande e está ali; Deus está acima de
nós e está entre nós.
Embora o culto não deva ser um entretenimento religioso, ele
deve cativar e prender o interesse da congregação, enquanto ela é

21331 - Guia para ministros


levada ao encontro com Deus. Embora o culto não deva ser ape-
nas para exposição doutrinária, a pureza e clareza da doutrina de-
vem ser parte integrante da verdadeira adoração. Ainda que não
deva ser apenas para propósitos de fazer apelos evangelísticos, ele
deve levar os adoradores a comprometer a vida com Deus. O pro-
pósito da adoração corporativa é simplesmente entrar em comu-
nhão com Deus, nosso Criador e Redentor, com oração, regozijo,
contrição e humildade. Designer
Culto inspirador. O anjo de Apocalipse 14:7 declara: “Temei a
Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Editor

Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas.”


Isso convoca os adoradores a respeitar, reverenciar e temer; o culto C.Q.

Dep. Arte
120 | Guia Para Ministros

congregacional leva o povo à sala do trono divino. “A menos que aos


crentes sejam inculcadas ideias precisas acerca da verdadeira adora-
ção e da verdadeira reverência, prevalecerá entre eles uma crescente
tendência para nivelar o que é sagrado e eterno ao que é comum. E
os que professam a verdade serão uma ofensa a Deus e uma lástima
para a religião” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 500).
Adoração prazerosa. O Salmo 100 nos convida: “Celebrai com
júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria, apre-
sentai-vos diante dEle com cântico. Sabei que o Senhor é Deus; foi
Ele quem nos fez, e dEle somos” (versos 1-3). A emoção sincera é
parte integrante do verdadeiro culto, e sua expressão pode ser aberta
e francamente demonstrada.
Adoração significativa. O culto de adoração apela à mente e é
sempre intelectualmente saudável. Deus convida Seu povo: “Vinde,
pois, e arrazoemos” (Is 1:18).
Adoração experimental. O culto não é prestado por procuração;
ele é experimental. Ninguém pode adorar em lugar de outro. O cul-
to não deve ser uma rotina ou cerimônia realizada para nós através
de outras pessoas. Ele não é uma tradição, nem evento para um es-
pectador passivo. A adoração compreende uma interação pessoal en-
tre o Criador e a criatura – um encontro com Deus.
Adoração participativa. Aqueles que dirigem o culto de adora-
ção devem envolver o máximo possível de participantes, incluindo
jovens e crianças. Os oficiantes do culto devem ser representantes
dos princípios adventistas do sétimo dia e de seus valores. Quando
os membros sentem que os líderes têm um ministério a oferecer à
congregação, eles intensificam seu compromisso com a igreja e seus
programas. Os anciãos não devem achar que é sua obrigação apre-
sentar e realizar cada aspecto do culto de adoração. O envolvimento
de todos aumentará o espírito de alegria. A juventude deve ser con-
vidada a fazer orações, introdução para ofertas, leitura bíblica, etc.
O Culto de Adoração | 121

Elementos de Adoração
A adoração congregacional pede o melhor e mais cuidadoso pla-
nejamento, e quanto melhor o planejamento, mais confortável e
restaurador será o serviço de culto. Embora o propósito do plane-
jamento não deva ser o estabelecimento de formatos rígidos, deve
prover uma sequência suave dos elementos do culto. “Não é seu de-
ver colocar alguma habilidade, estudo e planejamento na questão de
dirigir reuniões religiosas, imaginando como elas deveriam ser con-
duzidas de forma a produzir a maior quantidade de bem, e deixar a
melhor impressão sobre todos os que assistem?” (Ellen G. White,
Review and Herald, 14 de abril de 1885).
O pastor tem responsabilidade direta pela adoração sabática
e deve recrutar o auxílio dos líderes da igreja tanto na preparação
como na execução do programa, envolvendo-os como coordenadores
do culto e membros da comissão de adoração. Premido pela respon-
sabilidade primordial de pregar o sermão, o pastor pode delegar a
associados competentes os detalhes de preparo do pessoal e instala-
ções da igreja para o culto. Uma lista de checagem para o sábado de
manhã é muito útil para revisar as partes, como o preparo das músi-

21331 - Guia para ministros


cas selecionadas, as condições do serviço de som, do pessoal compo-
nente da plataforma, dos arranjos da plataforma e outros detalhes.
Preparo da congregação. Quando o povo entra no templo, po-
derá haver algum movimento e conversação como parte do compa-
nheirismo e atividade da congregação. Um prelúdio musical gravado
ou executado ao vivo pode ajudar a tornar esse tempo mais confor-
tável. Tentativas de abafar essa atividade em nome da reverência às
vezes se tornam desnecessárias e irreais, podendo criar tensão entre
Designer
os adoradores. Todavia, uma atitude reverente em preparação para o
culto deve ser mantida. Editor

O período de saudações e anúncios pode servir para direcionar a


atenção dos congregantes e atraí-los para uma atitude de adoração. C.Q.

Dep. Arte
122 | Guia Para Ministros

Tais anúncios devem focalizar a vida da igreja, evitando que sejam


promocionais ou campanhas de levantamentos de fundos. Que os
anúncios criem uma atmosfera de afeto e companheirismo, tornan-
do-os uma parte da vida da igreja. Então, encerre-os com um cha-
mado à adoração.
Canto. O canto congregacional e a música especial são par-
tes vitais na experiência de culto. A inspiração surge não apenas
das palavras empregadas e do poder emocional da música, mas
da experiência de cantar como uma comunidade de adoração.
As músicas para crianças e juventude devem ser incluídas, pos-
sibilitando-lhes envolvimento e participação importante no culto.
“A música deve ter beleza, suavidade e poder” (Testemunhos Para
a Igreja, v. 4, p. 71). Os corais, conquanto sejam uma bênção no
culto, não devem substituir o canto congregacional. “A aptidão
de cantar é um talento que exerce influência, a qual Deus de-
seja que todos cultivem e empreguem para glória de Seu nome”
(Evangelismo, p. 504).
Com a grande variedade de gostos musicais e tradições refle-
tida nos diferentes grupos etários, nas características da igreja e
experiências culturais, a tentativa de estabelecer padrões e fórmu-
las rígidos para a música aceitável, frequentemente, se torna um
ato divisor e inócuo. O que alguém pode achar apropriado para o
culto, outro pode considerar inadequado. Embora se deva evitar
o máximo possível causar desgosto a alguém, as congregações de-
vem reconhecer a importância de ter variedade de opções musicais
que atendam aos diferentes grupos na igreja. A música escolhida
deve refletir os princípios e ensinos bíblicos.
Oração. No culto de adoração existem várias oportunidades para
a oração. Cada uma tem propósito e significado específicos, que têm
de ser considerados com antecedência e ser refletidos na linguagem
usada na oração.
O Culto de Adoração | 123

Invocação. O culto é normalmente iniciado com uma oração bre-


ve de invocação, com a congregação em pé, reconhecendo e convi-
dando a presença de Deus.
Oração pastoral. Mais adiante no culto, normalmente em segui-
da a um hino congregacional ou leitura bíblica, alguém faz a ora-
ção pastoral. Os elementos dessa oração incluem louvor e gratidão a
Deus por Sua graça e Suas bênçãos; confissão de pecado e busca de
perdão; pedidos gerais e específicos por direção, graça e misericór-
dia curativa; intercessão nos assuntos da igreja, na comunidade e no
país, e comprometimento no serviço.
Normalmente, essa oração é a mais longa das orações do culto.
Conforme frequentemente exemplificado na Escritura, a congrega-
ção se ajoelha para a oração. Todavia, pode haver ambientes e si-
tuações em que ajoelhar não seja uma opção prática. Alguns, por
causa de sua condição física não podem fazê-lo, e esses não devem
ser considerados inferiores ou sacrílegos ao manter outra postura na
oração. “Para orar não é necessário que estejais sempre prostrados
de joelhos” (A Ciência do Bom Viver, p. 510).
O cuidadoso planejamento antecipado da oração possibilita es-

21331 - Guia para ministros


tabelecer o que nela será incluído bem como seu tempo de dura-
ção. “Um ou dois minutos é tempo suficiente para qualquer oração
habitual” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p.  581). “Não se exigem
orações verbosas, com caráter de sermão, e que são fora de lugar
em público. Uma oração breve, feita com fervor e fé, abrandará o
coração dos ouvintes; mas, durante as orações longas, eles esperam
impacientemente, como se desejassem que cada palavra fosse o final
da mesma” (Obreiros Evangélicos, p. 179).
Designer
Ações de graças. A oração de ação de graças pode ocorrer antes do
ofertório ou depois dele, enquanto os diáconos levam à frente as ofer- Editor

tas da congregação. A oração, normalmente curta, inclui louvor pelas


bênçãos recebidas pela congregação como um todo e individualmente. C.Q.

Dep. Arte
124 | Guia Para Ministros

Se a oração for feita antes da oferta, a congregação costumeiramen-


te permanece sentada. Se em seguida à oferta, algumas congregações
ficam em pé e cantam a doxologia enquanto as ofertas são levadas à
frente, acompanhadas pela oração de ação de graças.
Bênção. Essa oração tem propósito definido: despedir a congrega-
ção com a bênção de Deus. Ela não é um resumo do sermão ou uma
ocasião para pedidos específicos que já devem ter sido feitos na ora-
ção pastoral. Essa oração deve ser breve e pode provir diretamente
das Escrituras. O hinário contém declarações de bênçãos que ser-
vem apropriadamente a esse propósito.
Ofertas. Como parte direta da adoração, as ofertas têm grande
potencial para ensinar os conceitos cristãos de abnegação, sacrifí-
cio e confiança. O apelo para as ofertas precisa enfatizar uma mo-
tivação espiritual. Também deve explicar a necessidade financeira
e como apoiar o trabalho da igreja. Ele deve ser breve, inteligente e
reverente. Mais que uma campanha para levantamento de fundos,
a oferta é uma oportunidade para que a congregação expresse lou-
vor a Deus devolvendo a Ele um dízimo de Suas bênçãos, e ofertas
de apreciação por Sua graça mantenedora. Através do dízimo e das
ofertas, a congregação reconhece as bênçãos de Deus recebidas du-
rante a semana; que Ele é Senhor e que tudo o que temos pertence
a Ele. Essas dádivas indicam que nosso amor por Ele flui livremente
de um coração agradecido.
Sermão. O culto, centralizado na autorrevelação de Deus através
das Escrituras, torna-se um ato racional porque o divino está sendo
revelado em palavras inteligíveis à mente humana. Aprendemos com
essas palavras e recebemos instrução no serviço cristão e na discipli-
na. E nos regozijamos nas boas-novas de salvação. Essa revelação de
Deus coloca pesada responsabilidade sobre o culto, tanto naqueles
que a proclamam como nos que a ouvem. A pregação permite que
a congregação ouça a mensagem do Senhor através das Escrituras.
O Culto de Adoração | 125

Preparação. A fim de atender devidamente às necessidades es-


pirituais da congregação, os líderes devem planejar um calendário
anual de sermões. Isso envolve considerar não apenas o que deve
ser apresentado no futuro, mas também o que foi apresentado no
ano anterior, ou mesmo antes disso. Procure saber o que foi abor-
dado, o que foi negligenciado e o que foi superenfatizado. Os temas
devem coincidir com os eventos do calendário, com os programas
da igreja e da escola.
O planejamento anual produz vários benefícios. Ele proporciona
equilíbrio na seleção dos assuntos e permite estabelecer, com ante-
cedência, arranjos para a cerimônia de culto em áreas como música,
leitura bíblica e histórias para crianças. O planejamento antecipado
dá oportunidade para aqueles que costumam levar visitas ao culto,
no sentido de selecionarem os serviços que apelem para cada públi-
co específico. Além disso, o planejamento anual dá aos pregadores
tempo para desenvolver os temas planejados, reduzindo a pressão do
preparo dos sermões na última hora. Obviamente, esse plano anual
deve ter certa flexibilidade, por causa de eventos especiais e emer-
gências que possam ocasionalmente interferir no cronograma.

21331 - Guia para ministros


Procure meios criativos de expor o material do sermão. Às vezes,
a criatividade parece brotar de uma singular inspiração. Porém, com
muita frequência, é fruto de esforços diligentes. Pode ser mais fá-
cil utilizar modos de expressão com os quais estamos familiarizados,
mas esses também podem se tornar enfadonhos para os ouvintes,
semana após semana. No fator criatividade, a comissão de cul-
tos pode fazer bom trabalho. Nenhuma pessoa tem todas as novas
ideias, mas na troca de pensamentos, a criatividade floresce.
Designer
Escrituras. A leitura da Bíblia como proclamação tem significativo
poder no culto e apresenta a palavra do Rei do Universo à congrega- Editor

ção. Ela também convoca, de modo poderoso, à adoração e dirige a


mente para o tema e ênfase do culto de adoração do dia. Cuidadoso C.Q.

Dep. Arte
126 | Guia Para Ministros

planejamento, seleção e repetição precisam ser feitos com relação à


leitura da Palavra de Deus. Leituras responsivas envolvem diretamen-
te a congregação, dando-lhe oportunidade tanto de ouvir como de re-
petir as Escrituras. Há muitas leituras assim no hinário, mas pode
haver leituras especificamente preparadas no boletim da igreja ou
projetadas numa tela, que se refiram diretamente à mensagem do dia.
Ministrando às crianças. O interesse das crianças deve ser tido
em mente com relação ao culto. Obviamente, com o distanciamento
etário entre adultos e crianças, nem sempre se pode atingir de uma
só vez cada nível. No entanto, com planejamento cauteloso, mesmo
as crianças pequenas podem desfrutar momentos de interesse no
culto. Alguns descobriram que uma história para crianças antes do
sermão atende a essa preocupação. As crianças são convidadas para
ir à frente e sentar-se durante o tempo da historinha, e essa pode
apropriadamente estar ligada ao tema do sermão do dia.
Somente pessoas que tenham amor particular pelas crianças e
capacidade de contar histórias podem com propriedade ajustá-las ao
tema do dia. O tempo para essa parte precisa ser cuidadosamente
observado para não passar de cinco minutos.
Muitas igrejas recebem as ofertas das crianças durante o mo-
mento da história e usa os fundos arrecadados para apoiar os pro-
gramas educacionais e infantis na igreja. Alguns podem ser avessos
a receber mais de uma oferta no culto, mas outros gostam de dá-las
às crianças e vê-las levar à frente. Esse gesto contém a vantagem
adicional de orientar as crianças no hábito de dar.
O sermão. O sermão deve sempre ser centralizado na Bíblia. Ser-
mões bíblicos não apenas incluem a Bíblia, mas começam com ela.
Os pregadores bíblicos vão primeiro à Bíblia na preparação de seu
sermão. A pregação bíblica não procura um texto que concorde com
o que o orador deseja dizer, mas busca descobrir o que a Bíblia diz.
Muitos temas bíblicos são úteis para se fazer séries de pregações,
O Culto de Adoração | 127

particularmente estudos de um livro, ou tópicos tais como os dez


mandamentos, as sete derradeiras palavras de Cristo, ou as bem-
aventuranças. Mas, em geral, é mais sábio manter a série de prega-
ções dividida em três ou quatro sermões. No caso de uma série mais
longa, ela pode ser intercalada com outros temas.
Embora a mensagem do sermão deva ser considerada de impor-
tância fundamental, mesmo as melhores mensagens, se pobremente
proclamadas, são ineficazes. Além de reconhecermos que entrete-
nimento não é o objetivo do culto de adoração, usá-lo como excusa
para pregações fracas não é aceitável.

Ordem no Culto
Costumamos pensar em adoração como consistindo no pastor
como agente, em Deus como inspirador e a congregação como au-
ditório. Na verdade, o culto legítimo consiste na congregação como
protagonista, o pregador como inspirador e Deus como o auditório.
“Muitos dos cultos públicos a Deus consistem em louvor e oração, e
cada seguidor de Cristo deveria envolver-se nessa adoração” (Ellen
G. White, Signs of the Times, 24 de junho de 1886). Assim, para

21331 - Guia para ministros


cada adorador, a adoração se torna um evento participativo. Modelos
de cultos de adoração podem ser encontrados no Manual da Igreja.

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Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 2 3

Companheirismo e Visitação
Para a comunidade da primitiva igreja neotestamen-
tária, o conceito de amizade compartilhada ou koinonia era essen-
cial. Sobre o crescimento dos membros da igreja, Lucas relata: “E
perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir
do pão e nas orações. Diariamente perseveravam unânimes no tem-
plo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com
alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a
simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor,
dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2:42, 46, 47).
Nessa associação de companheirismo cristão, tanto o indivíduo
como a igreja são fortalecidos. Embora a importância da frequên-
cia à igreja não deva de modo algum ser minimizada, precisamos
reconhecer que essa atividade, em si mesma, não é suficiente para
atender às necessidades de contato e interação entre os membros.
Associar-se por uma ou duas horas no culto de sábado não repre-
senta todos os benefícios e alegrias da experiência cristã de com-
panheirismo. O autor de Hebreus nos adverte: “Guardemos firme a
confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.
Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao
amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é cos-
tume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto
vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10:23-25).
O companheirismo cristão e a visitação envolvem aspectos vi-
tais do ministério da igreja e devem ser considerados não como de-
ver a ser cumprido por um só indivíduo, mas um estilo de vida a
ser desfrutado por toda a comunidade eclesial. De certo modo, as
Companheirismo e Visitação | 129

igrejas menores podem naturalmente encontrar companheirismo


mais inclusivo de todos os membros, enquanto que em igrejas gran­
des pode ser necessário instituir redes de pequenos grupos que in­
cluam membros que, de outra maneira, seriam despercebidos. Há
cinco preocupações básicas em relação às quais a igreja e o pastor
precisam estar atentos:
(1) Companheirismo cristão
(2) Necessidades espirituais e encorajamento
(3) Membros ausentes
(4) Visitação hospitalar
(5) Luto e apoio a quem está no fim da vida

Companheirismo cristão. Uma ampla variedade de atividades


sociais e espirituais pode ser agrupada sob o título de companhei­
rismo cristão. Essas atividades servem ao propósito de não apenas
manter companheirismo com os membros da igreja, mas também
alcançar a comunidade maior. Incluídas nesse contexto estão as ati­
vidades em grupo como estudo bíblico, oração, recreação, passatem­
pos, música, serviços à comunidade, clubes de jardinagem, e muitas

21331 - Guia para ministros


outras atividades limitadas apenas pela imaginação. A igreja serve
como ponto de convergência para o companheirismo, fortalecendo
seus membros e alcançando também a comunidade.
Necessidades espirituais e encorajamento. Os anciãos nomea­
dos para auxiliar o pastor no apoio aos membros devem manter
estrita vigilância sobre as necessidades espirituais dos membros,
visitando e animando aqueles que estão desanimados ou negligen­
ciando sua experiência cristã e seu compromisso com Cristo. O tra­ Designer
balho feito pelos anciãos não dispensa a visitação pastoral.
Membros ausentes. Membros que não têm condições de fre­ Editor

quentar os cultos e participar das atividades de companheirismo


da igreja podem facilmente ser negligenciados. Um planejamento C.Q.

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130 | Guia Para Ministros

cuidadoso deve ser feito para manutenção de contatos regulares com


eles, proporcionando-lhes informação, estímulo e materiais de in-
teresse da igreja. Eles devem receber regularmente exemplares do
boletim e do jornal da igreja, e um áudio ou vídeo dos cultos de ado-
ração (ou, onde possível, apresentações de mídia eletrônica ao vivo
dos serviços de culto). O serviço trimestral de Santa Ceia deve ser
providenciado pela igreja para esses irmãos.
Visitação hospitalar. Quando os membros estão enfermos, parti-
cularmente durante uma hospitalização, a visitação feita pelo pastor
e os anciãos se torna altamente importante. Quando for necessário,
o pastor e os anciãos devem realizar um serviço de unção, conforme
descrito no capítulo 34. Frequentemente, o pastor não sabe quando
os membros estão hospitalizados. Assim sendo, deve ser estabelecida
uma boa rede de infirmações para possibilitar esse conhecimento.
A internação hospitalar tende a ser curta, o que requer ação rápida
para fazer contato antes que os pacientes recebam alta.
As visitas hospitalares devem ser breves, particularmente quando o
paciente está sofrendo dor, recuperando-se de cirurgia ou sob a in­fluên­
cia de medicação pesada. Fale poucas e bem escolhidas palavras de
apoio e encorajamento, seguidas de uma leitura da Escritura e oração.
Não obstante a permanência em hospital ser comumente es-
tressante para os pacientes e seus familiares, o nascimento de uma
criança é usualmente uma ocasião festiva na qual o pastor pode visi-
tar a família a dar graças pelo novo ser.
Luto e apoio a quem está no fim da vida. Antes da segunda
vinda de Cristo, todos enfrentarão o momento do fim da vida nes-
te mundo. Para alguns, a morte acontecerá num instante, mas para
a maioria haverá um tempo de declínio e reconhecimento de que a
vida está-se esvaindo. Especialmente durante esse tempo, o apoio e
a segurança da família da igreja são necessários. Esses são tempos
de tristeza e perda que devem ser reconhecidos e aceitos, embora
Companheirismo e Visitação | 131

no companheirismo cristão não nos entristeçamos “como os demais,


que não têm esperança” (1Ts 4:13). A garantia da salvação e restau-
ração encontrada nas Escrituras e palavras de conforto por parte do
pastor e dos membros da igreja são os últimos e melhores dons de
amor que alguém pode receber. Na hora da perda de um ente que-
rido, o apoio pastoral e dos anciãos e a visitação se tornam vitais
para a família. Os costumes para a prática dos arranjos funerários
variam muito, e o pastor deve saber como, quando e onde atender as
necessidades dos enlutados. Em geral, uma visita à casa do membro
é apropriada para levar conforto e apoio à família. Pessoas reprimem
sua dor de diversas maneiras. A sensibilidade a essa realidade ajuda
a encorajá-los a pôr sua esperança e confiança no amante Pai celes-
tial. O capítulo 35 trata dos serviços fúnebres.

Leituras Bíblicas Sugeridas Durante a Visitação


Textos gerais da Bíblia:
Salmos 23; 46; 103; 121
Jeremias 30:17
Mateus 11:28-30; 15:30, 31

21331 - Guia para ministros


Romanos 5:3-5; 8:16-39
Tiago 5:13-16
3 João 2

Antes de cirurgia:
Salmos 91; 103:1-5
Isaías 43:1-3; 58:8, 9
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No sofrimento:
Isaías 26:3, 4 Editor

Mateus 11:28, 29
João 14:27 C.Q.

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132 | Guia Para Ministros

Enfrentando a morte:
Salmos 23; 90:1-6, 10
Isaías 56:11
João 3:14-16; 14:1-4, 25-27
Romanos 8:35-39
2 Coríntios 5:1-4

Na recuperação:
Salmos 34:4-8; 107:1-9
Lucas 17:12-18

Nascimento de criança:
Mateus 18:1-6
Marcos 10:13-16
Lucas 1:46-49

Visitação Pastoral
Muitos membros da igreja entendem a visitação no lar como uma das
responsabilidades do pastor. Realmente, tal prática ajuda a estimular a vida
espiritual dos membros e ter em primeira mão o conhecimento das neces-
sidades espirituais da igreja. Em algumas situações, por causa do tamanho
da congregação ou distrito, ou da distância geográfica, o pastor necessitará
de assistência na manutenção do programa de visitação com os membros.
Em algumas grandes cidades, muitos membros vivem em edifícios ou con-
domínios fechados, fazendo a visitação parecer mais desafiadora.
Em tais situações, um plano que organize os membros em unidades,
sob a direção de um ancião assistido por diáconos e diaconisas, torna
essa visitação mais praticável. O ancião lidera o planejamento de visi-
tação e os grupos reunidos que elevam a força espiritual dos membros.
De tempos em tempos, o pastor pode ser convidado a encontrar-se com
o grupo a fim de partilhar informações e confraternizar com eles.
C A P Í T U LO 2 4

Aconselhamento
Embora os pastores ofereçam principalmente recur-
sos espirituais para aqueles que buscam conselho, também podem
ser requisitados para orientar em outras áreas de interesse. Muitos
veem os pastores como pessoas de experiência e sabedoria em áreas
que podem incluir preocupações familiares, decisões sobre plane-
jamento do futuro, assuntos financeiros, assuntos sociais e estres-
se emocional, só para mencionar alguns. Embora a experiência e a
orientação espiritual sejam de grande importância nesses assuntos,
os indivíduos precisam reconhecer claramente que o aconselha-
mento profissional não faz parte do chamado do pastor. Fazer clara
distinção entre as preocupações pastorais e a necessidade de orien-
tação de um conselheiro profissional torna-se vital, na medida em
que os pastores interagem com membros em dificuldade.
Quando os pastores oferecem aconselhamento além de sua ca-

21331 - Guia para ministros


pacidade e especialidade, põem em perigo a pessoa aconselhada e
também arriscam-se a enfrentar problemas legais. Doenças men-
tais e comportamento psicótico, por exemplo, não estão na área
do aconselhamento pastoral. Poucos pastores são capacitados nes-
sas áreas, e tais assuntos devem ser levados aos profissionais de
saúde mental.

Aconselhamento nas Crises Designer


Geralmente, o aconselhamento dos pastores deve estar limitado
a crises de curto prazo. Dar apoio e encorajamento para os membros Editor

que estão enfrentando decisões difíceis ou estresse em sua vida é


parte do ministério. C.Q.

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134 | Guia Para Ministros

Ouça. O ato de ouvir mostra ao aconselhado que alguém se


preocupa com ele. Falar de problemas com alguém que tem outra
perspectiva ajuda a esclarecer a questão para o aconselhado. Ao
verbalizar seus sentimentos, as pessoas se deslocam das respostas
emocionais para um nível mais racional de pensamento, e começam
a descobrir respostas para si mesmas. Um ouvir atencioso também
esclarece o problema para o conselheiro. No caso de problemas re-
lacionais, todavia, evite assumir que aquilo que apenas uma pessoa
diz fornece uma completa e precisa compreensão do problema.
Concentre-se nas soluções. Gaste o tempo de aconselhamento
na busca de soluções e não em repetir os problemas. Algumas pessoas
tendem a repetir várias vezes o problema, querendo apenas simpatia, e
resistem a qualquer ajuda no sentido das soluções. Mesmo assim, não
tente resolver os problemas das pessoas. Esclareça e defina o proble-
ma real e ajude-as a trabalhar no sentido de encontrar uma solução.
Oriente na escolha de um plano. As pessoas aconselhadas acha-
rão mais fácil concentrar-se na solução, se puderem ver várias opções.
Ajude-as a decidir qual a melhor opção e faça um plano para colocá-la
em prática. A tarefa do pastor deve ser encorajá-las a pôr em prática
sua própria decisão. Se o aconselhado não seguir o plano definido, será
mais sábio questionar o gasto adicional de tempo em aconselhá-lo.
Ore com os aconselhados. Oração focaliza a atenção do acon-
selhado na fonte mais segura, mais duradoura de ajuda, mediante
compromisso de sua vida com o serviço e a vontade de Deus.
Pratique a confidencialidade. A confidencialidade não é so-
mente ética, mas uma exigência legal. Todavia, em algumas si-
tuações, há exigências legais de relatar certas atividades que o
consulente possa revelar numa sessão de aconselhamento, tais como
abuso de idosos ou crianças, etc., a fim de evitar a prática de certos
crimes. Os conselheiros também podem ser responsabilizados por
falhar em advertir acerca de uma ameaça contra a vida de alguém.
Aconselhamento | 135

Aconselhamento Partilhado
Profissionais. Em algumas congregações pode haver membros
profissionalmente capacitados em alguma área de aconselhamento.
O pastor pode explorar essas especialidades e valer-se de tais pes-
soas não apenas para consultar os aconselhados, mas também para
capacitar os membros dispostos a partilhar as necessidades de acon-
selhamento da igreja.
Congregação. Os membros da igreja têm a responsabilidade
cristã de assistir outros membros. “Levai as cargas uns dos outros
e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6:2). Alguns na congregação
podem já ter enfrentado e resolvido problemas que os consulentes
estão vivendo. Os grupos de apoio são úteis quando pessoas com
necessidades semelhantes não apenas partilham e buscam soluções
para seus problemas, mas oram e apoiam-se umas às outras. Além
disso, um centro de recursos da igreja pode providenciar livros, pan-
fletos e apresentações em vídeo com informação prática e orienta-
ções sobre como lidar com problemas típicos.

21331 - Guia para ministros

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Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 2 5

A Comunidade Eclesiástica
As comunidades eclesiásticas resultam de indivíduos que
respondem ao chamado de Deus para fazer parte de Seu povo e edifi-
car Seu reino. Embora o culto coletivo possa ser a mais visível e mais
frequentada atividade de grupo da igreja, ele certamente não é o úni-
co empreendimento. A diversidade de interesses e dons espirituais na
igreja não é acidental. Assim, os vários grupos se reúnem naturalmente
em torno de diferentes atividades e ministérios da igreja. A fim de aten-
der a essa necessidade, esforço contínuo e consciente precisa ser feito
para criar uma rede de atividades nas quais os membros sejam atendi-
dos, e aqueles de fora da comunidade da igreja também sejam atraídos.
O amor cristão produz unidade. “Nisto conhecerão todos que
sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13:35).
“Quando houver ação harmoniosa entre os membros individuais da
igreja, quando houver manifesto amor e confiança de um irmão para
com outro, haverá proporcional força e poder em nossa obra, para a
salvação dos homens” (Testemunhos Para Ministros, p. 188).

Comunicação com os Membros


O companheirismo cresce quando as pessoas mantêm coisas em
comum. Algumas pessoas vão à igreja não tanto por razões doutri-
nárias, mas para encontrar um sistema de apoio cristão. Por outro
lado, outras pessoas deixam de frequentar a igreja, não por que
descreiam das doutrinas, mas por não encontrarem o apoio e com-
panheirismo que buscam. A boa comunicação entre os membros fa-
cilita melhor compreensão e convivência entre eles, aumentando o
companheirismo.
A Comunidade Eclesiástica | 137

Boletim semanal da igreja. Os boletins impressos da igreja


proporcionam o resumo dos programas do sábado, anúncios e in-
formações referentes ao programa da igreja durante a semana, e in-
formações padronizadas como a lista da equipe diretiva da igreja,
meios de contato e um resumo das doutrinas. Os boletins contêm
ainda uma seção própria para comunicação de informações e neces-
sidades ao pastor.
Uma seção ou página do boletim pode incluir artigos de interes-
se das crianças, apresentando um quebra-cabeça para resolver, um
desenho para colorir ou um esboço de sermão que estimule fazer
anotações.
Telefone. Sistemas de mensagens telefônicas automáticas apre-
sentam muitas opções de comunicação. Quando a rápida comunica-
ção de uma mensagem pré-gravada se torna necessária, a transmissão
eletrônica é rápida e eficiente. Porém, os membros organizados em
sistema de ramais telefônicos dão um toque mais humano. Os celu-
lares também podem ser instrumentos úteis.
Jornal informativo da igreja. Algumas igrejas têm o hábito de
fazer jornais informativos mensais. Eles ajudam os membros a se

21331 - Guia para ministros


manter atualizados com o programa da igreja, seus planos e ativi-
dades, e também são um meio de comunicação de itens que podem
ser de natureza mais secular do que aqueles ajustáveis à programa-
ção de sábado pela manhã. Esses boletins podem ser distribuídos
pelo correio ou por e-mails (estes são muito menos dispendiosos e
não consomem muito tempo). Enviar uma carta via correio pode
também ajudar a manter atualizados os endereços dos membros.
Ademais, o site da igreja pode ser um dos mais eficientes e econômi-
Designer
cos meios de comunicação.
Mensagem de saudação do pastor. Ela pode incluir um desafio es- Editor

piritual, palavras de estímulo, um relatório das atividades da igreja


ou uma história inspiradora. Mas precisaria ser breve e atraente. C.Q.

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138 | Guia Para Ministros

Calendário. Um calendário contendo as atividades a ocorrer du-


rante o mês não apenas serve como lembrete do horário desses even-
tos, mas também ajuda a despertar o interesse em comparecer. Visto
que alguns podem levar esse calendário para casa para não perder
tais atividades, ele deveria ser preparado num formato atrativo. Você
até poderá incluir nesse calendário os títulos dos sermões. Isso pre-
para os adoradores para o tema do dia, e pode também ajudar a des-
pertar o interesse de assistir e convidar visitantes.
Notícias. As notícias dos eventos da igreja e os pessoais são de
interesse dos membros, incluindo assuntos como casamentos, nas-
cimentos, dedicações de crianças, batismos, formaturas, aniversá-
rios, enfermidades e mortes. Uma lista de aniversariantes anima os
membros a enviar congratulações e a fazer planos para a comemora-
ção conjunta. A exatidão das notícias deve ser confirmada antes da
publicação e, no caso de enfermidades, aqueles que estão enfermos
devem ser consultados antes da divulgação.
Assuntos para crianças e jovens. Informações referentes às reali-
zações de crianças e jovens, particularmente as escolares, atraem a
atenção de boa audiência e mantém a familia da igreja informada
sobre o desenvolvimento de suas crianças. Quando possível, fotos
acompanhando os eventos publicados e informações dão vida à his-
tória. Isso também comunica aos mais jovens o amoroso e cuida-
doso interesse de sua família da igreja. A página das crianças com
enigmas, quebra-cabeças bíblicos e jogos amplia o interesse no bo-
letim informativo.
Anuário da igreja. O anuário da igreja desenvolve e estimula
efetivamente o companheirismo na comunidade eclesial, especial-
mente quando é ilustrado. A publicação dos nomes dos membros
da igreja faz com que eles se tornem mais familiarizados uns com
os outros. Uma boa ocasião para publicar o anuário é após as
eleições na igreja e durante o planejamento para o ano seguinte.
A Comunidade Eclesiástica | 139

Pode ser incluído um resumo do programa anual, contendo estes


itens:
• Declaração de missão da igreja.
• Um resumo histórico da igreja.
•U  ma mensagem do pastor, que pode incluir os objetivos para o
novo ano.
• Horário das reuniões de sábado, incluindo cerimônias de comunhão.
• Eventos especiais, seminários, programas, e quando serão realizados.
• Nomes dos oficiais da igreja.
• Horários regulares das reuniões de comissões.
• Datas de aniversário dos membros (omitir o ano do nascimento).
• Itinerário do pastor.
• Números de telefones e e-mails mais usados.
•N  omes dos líderes da Associação/Missão (administradores e
diretores de departamentos).
•E  ndereços e número dos telefones de instituições locais, em-
presas ou instituições dirigidas por membros da igreja.

Ministérios em Grupos

21331 - Guia para ministros


“A formação de pequenos grupos, como uma base de esforço cris-
tão, é um plano que tem sido apresentado diante de mim por Aquele
que não pode errar. Se houver grande número na igreja, os mem-
bros devem ser divididos em pequenos grupos, a fim de trabalharem
não somente pelos outros membros, mas também pelos descrentes”
(Evangelismo, p. 115). O interesse na formação de tais ministérios
em grupos pode variar amplamente em diferentes localidades. Inte-
resse e criatividade abrirão oportunidades a inúmeras possibilidades
Designer
para o trabalho da igreja e a irmandade. A lista seguinte inclui algu-
mas das mais comuns categoriais de pequenos grupos. Editor

Grupos de oração. A tradicional reunião noturna de oração no


meio da semana, conhecida como a mais antiga tradição de ministério C.Q.

Dep. Arte
140 | Guia Para Ministros

de grupo, permanece como ideal para muitos. Porém, a programação


e os formatos podem não se ajustar bem ao interesse de muitos que
gostariam de estar presentes a, por exemplo, um desjejum de oração,
antes de ir para o trabalho. Outros podem querer um grupo de oração
na hora do almoço. Estimular várias ocasiões e opções para o ministé-
rio da oração aumentará grandemente a participação.
Grupos de estudo da Bíblia. O mais antigo grupo de estudo da
Bíblia nos círculos adventistas é o estudo da lição nas unidades da
Escola Sabatina. Estendendo-se convenientemente além da reunião
de sábado pela manhã, esse companheirismo funciona como um pe-
queno grupo ideal para a descoberta das necessidades de seus mem-
bros. Como ocorre com os grupos de oração, outros também podem
frequentar os gupos de estudos bíblicos em outros locais, dias e ho-
ras durante a semana. Alguns grupos podem se desenvolver tendo
como base assuntos de interesse comum, laços de amizade ou con-
veniência de horários e localidades.
Grupos de seminários e apoio. As pessoas tendem a mostrar
interesse em frequentar a igreja depois de eventos como casamento,
nascimento de uma criança, mudança de residência, divórcio, mor-
te de um ente querido e outros pontos de mudança de vida. Tais
pessoas podem ser facilmente atraídas para assistir a um programa
regular de seminários sobre vida familiar, classes de pais, encontro
de casais e muitos outros programas versando sobre atendimento
a necessidades espirituais, mentais e físicas. A base da sociedade
sempre foi a família, tanto a família biológica como a família da igre-
ja e da comunidade. Deus criou a família no Jardim do Éden e lhe
ordenou: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e sujeitai-a”
(Gn 1:28). Enriquecer o casamento e a família não apenas cumpre
essa responsabilidade, como também fortalece a igreja.
Evangelização e serviço à comunidade. Depois de se fazer uma
pesquisa sobre necessidades e interesses da comunidade, pequenos
A Comunidade Eclesiástica | 141

grupos podem ser formados para desenvolver companheirismo e ins-


trução direcionados a essas necessidades. Nem todos os membros
são dotados ou se empenham no mesmo tipo de ministério. Aque-
les que têm os mesmos talentos e interesses podem multiplicar sua
efetividade num esforço conjunto. A Sociedade de Dorcas é um dos
mais antigos grupos nessa categoria. As opções de serviço são vir­
tual­mente ilimitadas, tais como formar grupos que reúnam famílias
com crianças para recreação e companheirismo, jardinagem, conser-
to de automóveis, visitação a idosos e doentes, entre outras opções.
Reuniões sociais. A força do companheirismo pode ser encon-
trada numa refeição conjunta, num recital ou num piquenique. Reu-
niões sociais não necessitam ter qualquer motivo especial para ser
desfrutadas. Fomos criados como seres sociais e a celebração dessa
índole concedida por Deus é razão suficiente para o companheiris-
mo. Programas da escola, igreja e comunidade são ocasiões ideais
para essas reuniões.
Recreação e passatempos. Alguns gostam de correr. Outros
gostam de caminhar. Outros, de nadar. Ainda outros apreciam ati-
vidades esportivas. Há pessoas que gostam de colecionar selos, de

21331 - Guia para ministros


jardinagem, costurar, ou observar pássaros. A lista é ilimitada. Mas
a maioria aprecia envolver-se nessas atividades com outras pessoas.
O companheirismo na igreja deve ser amplo o suficiente para unir as
pessoas nessas atividades e assim aprimorar o gozo do companhei-
rismo cristão.
Uma igreja acolhedora. Quando visitantes vão à igreja, eles estão
procurando algo, e a sua frequência à igreja se torna uma oportunida-
de e uma responsabilidade de ajudá-los a achar o que procuram. Os
Designer
programas da igreja devem ser planejados com a intenção e a com-
preensão de que os visitantes estarão presentes. Embora seja bom Editor

e apropriado saudá-los à entrada, a hospitalidade pode ir bem além


das portas. Ajuda para encontrar vaga no estacionamento pode ser C.Q.

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142 | Guia Para Ministros

necessária em igrejas maiores. Quando o tempo é inclemente, cuida-


do especial deve ser dispensado para manter as pessoas secas e aque-
cidas enquanto saem do veículo para entrar na igreja. As crianças
devem ser encaminhadas para sua divisão própria na Escola Sabati-
na, e os nomes dos convidados anotados no livro de visitas. Embora
genuíno afeto e companheirismo não possam ser organizados nem
fabricados, a existência de um plano que os permita fluir de manei-
ra fácil e confortável deixará os visitantes à vontade e estimulados a
participar do companheirismo da igreja.
Os almoços de confraternização. Os almoços sabáticos de con-
fraternização proporcionam aos convidados hospitalidade e compa-
nheirismo por parte dos membros da igreja. Nem todos os membros
desejarão participar de um almoço assim toda semana, mas, dividin-
do-se os membros em equipes dentro de um sistema de rotatividade,
a responsabilidade se torna uma alegria e um privilégio.

Promoção de Programas
Para tirar proveito do amplo conjunto de atividades e programas
disponível, é necessário fazer escolhas que se ajustem à missão da
igreja. Também é preciso planejar as várias atividades, de tal modo
que não prejudiquem o sucesso umas das outras ou cansem os
membros com muita promoção. No entanto, sem promoção, poucos
se tornarão cientes das atividades e isso resultará em falta de parti-
cipação. O que é promovido é apoiado. A questão não é promover,
mas como promover.
Planejamento de programas. Ao fazer os planos anuais para
a igreja, reúna-se com a comissão da igreja e prepare o calendário
que inclua os principais programas. Então, através dos vários meios
de comunicação disponíveis, mantenha os membros interessados
nos eventos futuros, com o apropriado tempo para prepará-los. Os
detalhes são mais fáceis de entender quando escritos e repetidos.
A Comunidade Eclesiástica | 143

Faça com que as informações estejam disponíveis através do boletim


da igreja e do jornal informativo da igreja, ou talvez com um disposi-
tivo de metas visível na igreja.
Promoção no culto. Visto que o culto sabático é geralmente a
reunião mais assistida da igreja, as pessoas responsáveis pelos vários
programas podem divulgá-los durante o momento dos anúncios. As
atividades de alguns departamentos podem ser promovidas duran-
te todo o culto. Embora evitando o excesso promocional, deve ser
lembrado que o trabalho da igreja se desenvolve como resultado do
culto. A promoção nunca deve estorvar a espiritualidade, mas as ati-
vidades da igreja como Escola Cristã de Férias, Sábado dos Desbra-
vadores ou de Liberdade Religiosa podem muito bem ser realizadas
de modo a trazer benefício espiritual a todos os membros.

21331 - Guia para ministros

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CAPÍT U LO 2 6

Finanças da Igreja
A mordomia cristã como princípio bíblico ensina que
a vida é uma oportunidade dada por Deus para aprendermos a
ser fiéis mordomos nos assuntos temporais, sendo assim prepara-
dos para exercer a mordomia mais elevada nos assuntos eternos.
Esse foi o princípio ensinado por Jesus na parábola dos talentos:
“Disse-lhe o Senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no
pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”
(Mt 25:21). Dízimos e ofertas não devem ser resposta a campa-
nhas de levantamento de fundos para a igreja, mas um reconheci-
mento voluntário do senhorio divino em todas as coisas e de Suas
bênçãos sobre Seu povo.

Motivação Para Dar


Motivação do evangelho. As pessoas dão quando são motivadas
pela graça de Deus e o dom da salvação. As despesas da igreja devem
ser atendidas por aqueles cujo coração foi transformado, não por per-
suasão humana, mas pelo evangelho. A maior motivação é o amor.
A pessoa agradecida tem um coração generoso.
Ato de adoração. As pessoas entregam suas oferendas como
um ato de adoração. Qualquer outro motivo, como medo, culpa ou
tentativas de obter favores, desvirtua e distorce a vontade de Deus.
Apoio à missão. As pessoas serão liberais, se entenderem e cre-
rem na missão da igreja, e veem que seu apoio faz avançar tanto a
missão local como a mundial. “A doação sistemática não se deveria
tornar compulsão sistemática. É a oferta voluntária que é aceitável
a Deus” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 396).
Finanças da Igreja | 145

Maneiras de Doar
Doação sistemática. Como acontece no âmbito pessoal, o modo
mais efetivo de cuidar das finanças da igreja é ter um plano e um
orçamento. Mediante cuidadoso planejamento com antecedência, a
obra da igreja no lar e ao redor do mundo funciona eficiente e efe-
tivamente. Com esse plano transmitido à membresia da igreja, as
pessoas são capazes de fazer sábias escolhas nas doações. A doação
sistemática através de um sistema de ofertas é a maneira ideal de
apoiar os ministérios da igreja. “Fazer apelos urgentes não é o melhor
plano para levantar recursos” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 511).
Doações pospostas. Os planos de mordomia de longo prazo de-
vem também incluir informações com respeito a testamentos e le-
gados, estimulando assim os membros a deixar uma doação para a
igreja em seu testamento ou legado.
Projeto de doações. De vez em quando, surgem necessidades
e projetos especiais, e apelos devem ser feitos solicitando o apoio
da igreja. Conquanto uma necessidade ocasional seja frequente-
mente oportunidade para dar, apelos reiterados debilitam a missão
mais ampla da igreja e dirigem os fundos de maneira desequili-

21331 - Guia para ministros


brada para os projetos que têm melhor apresentação ou mais forte
atratividade emocional.
Doações por impulso. Quando necessário, alguém pode doar
por impulso. Mas, assim como o impulso retira dos fundos pessoais
de alguém, ele pode conduzir a um esgotamento de finanças que
poderiam ter sido usadas mais sabiamente.

Cuidado no Gerenciamento dos Fundos da Igreja


Designer
Os pastores devem ser vistos como modelos da mordomia cristã
cuidadosa e fiel, que promove um gerenciamento financeiro sólido Editor

na igreja. Embora reconhecendo as ofertas como fruto de adoração


a Deus, elas precisam ser administradas de maneira que Ele possa C.Q.

Dep. Arte
146 | Guia Para Ministros

aprovar. Os membros da igreja que possuem habilidades de adminis-


tração financeira e contábil devem ser convocados para supervisio-
nar o manuseio de fundos da igreja.
Controle interno. Um sistema de controle interno reduz o risco
de desvio de ativos, remove a tentação desnecessária, melhora a preci-
são dos registros financeiros e protege tesoureiros e pastores de falsas
acusações. As ofertas devem ser contadas por duas ou mais pessoas
sem ligação com a tesouraria, e registradas separadamente por elas.
Todos os fundos têm necessidade de ser registrados nos livros da te-
souraria, e ninguém deve tomar empréstimos das ofertas. Despesas
incursas no orçamento aprovado devem ser reembolsadas pelo tesou-
reiro após a entrega dos recibos devidos, declarando que fundo deve
ser debitado e a quem elas deveriam ser pagas. Despesas não incluí-
das no orçamento devem ser aprovadas pelo tesoureiro ou pela comis-
são da igreja, dependendo das importâncias preestabelecidas.
Tesoureiro de igreja. A primeira responsabilidade do tesoureiro
é com a comissão da igreja. O tesoureiro reporta-se à comissão para
aprovação de relatórios financeiros regulares e claros. Algumas igre-
jas podem ter uma comissão financeira, que fornece orientações ao
tesoureiro, mas essa comissão também deve estar sujeita à comissão
da igreja. O pastor também deve trabalhar em conjunto com o te-
soureiro, mas, como a comissão financeira, está sujeito à comissão
da igreja em matérias financeiras. Além dos relatórios à comissão,
o tesoureiro também tem a responsabilidade de prestar relatório à
igreja na reunião de negócios. A comissão pode votar certos fundos a
ser usados a critério do pastor, mas os pastores não estão livres para
usar os fundos da igreja fora desses parâmetros.
Preparo de orçamentos. O planejamento do programa anual da
igreja tem de preceder à preparação do orçamento. Essa providên-
cia evita que o orçamento se baseie em “progresso circular” – usan-
do o programa do ano anterior para determinar o novo programa e
Finanças da Igreja | 147

também o orçamento. O orçamento deve ser votado na reunião ad-


ministrativa, na qual todos os membros têm oportunidade de ex-
pressar seus pontos de vista e aceitar a propriedade do plano. Um
modelo simples de orçamento é fornecido no Manual da Igreja.
Obrigações da igreja. As diretrizes referentes à incorrência de
débitos pela igreja são dadas no Manual da Igreja. Seguir cuidado-
samente as orientações ajuda a prevenir o endividamento da igreja
em longo prazo. A implementação dessas recomendações promove
condições financeiras saudáveis, conducentes ao prosseguimento da
missão da igreja no mundo.
Compromisso. A seguinte Declaração de Compromisso Pessoal
com a Integridade e Transparência Financeira da Igreja, votada pelo
Concílio Anual da Associação Geral em 2002, deve ser lida e assi-
nada por todas as pessoas em posição de liderença na igreja.

Declaração de Compromisso Pessoal com a


Integridade e Transparência Financeira da Igreja
O papel da liderança é crítico para o desenvolvimento da con-
fiança dos membros em sua igreja e no fortalecimento de seu rela-

21331 - Guia para ministros


cionamento com Deus. É responsabilidade da liderança da igreja ser
transparente e crível em todas as suas lides.
O apóstolo Paulo proporciona um exemplo bíblico desse tipo de
liderança: “E, com ele, enviamos o irmão cujo louvor no evangelho
está espalhado por todas as igrejas. E não só isto, mas foi também
eleito pelas igrejas para ser nosso companheiro no desempenho des-
ta graça ministrada por nós, para a glória do próprio Senhor e para
mostrar a nossa boa vontade; evitando, assim, que alguém nos acuse
Designer
em face desta generosa dádiva administrada por nós; pois o que nos
preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, Editor

como também diante dos homens” (2Co 8:18‑21).


Ellen G. White declara, no contexto do trato com os dízimos e C.Q.

Dep. Arte
148 | Guia Para Ministros

o aspecto financeiro da liderança da igreja, que “aqueles em cargos


de responsabilidade devem agir de tal modo que as pessoas tenham
firme confiança neles. Esses homens não deveriam temer levar a pú-
blico tudo o que diz respeito ao gerenciamento da obra” (Manuscript
Releases, v. 13, p. 198).
A liderança da igreja considera-se responsável diante de Deus, de
Sua igreja e das orientações publicadas da igreja quanto à utilização
dos recursos financeiros. Assim, a igreja está comprometida com a
integridade e a liderança transparente, o que estimulará a confiança
em Deus e em Sua igreja. É responsabilidade da liderança da Igre-
ja Adventista do Sétimo Dia prover informações referentes aos mo-
vimentos financeiros da organização, de modo que sejam claras e
compreensíveis. Detalhes concernentes ao indivíduo e suas finanças
devem ser respeitados e mantidos em confidencialidade. Todos os
outros procedimentos e informações financeiras apropriadas das or-
ganizações da igreja, devem ser reportados regular e completamente
aos respectivos grupos organizacionais constituídos.
Reconhecendo que a igreja me confiou uma função de liderança,
aceitando minha participação como modelo para outros membros,
e reconhecendo minha responsabilidade perante Deus e a igreja,
confirmo a Declaração de Compromisso Pessoal Com a Integridade
e Transparência, e conservarei esse documento como lembrete de
meu compromisso pessoal.

Assinatura: _ __________________________________________

Organização: __________________________________________

Data: ________________________________________________
C A P Í T U LO 2 7

Instalações da Igreja
Falando tecnicamente, um edifício pode ser chamado
de uma estrutura física. Todavia, com a passagem do tempo, o pré-
dio de uma igreja consagrada assume um significado maior do que
meramente uma construção. O investimento de finanças e esforço
pessoais, as experiências de companheirismo e adoração, as dedi-
cações de crianças, batismos, formaturas, casamentos, funerais e a
experiência espiritual da congregação, tudo contribui para amar e
respeitar as instalações muito além de sua simples estrutura. Como
o lar físico da congregação, o prédio da igreja deve ser tratado com
cuidado e respeito.

Instalações Existentes
Os diáconos estão encarregados de cuidar do prédio da igreja.
Embora trabalhadores de manutenção e segurança possam ser em-

21331 - Guia para ministros


pregados para cuidar das instalações, os diáconos devem assumir a
responsabilidade de supervisionar esse trabalho. Instalações em es-
tado precário não são atraentes aos visitantes e à comunidade próxi-
ma, e causam impacto negativo sobre a percepção externa da igreja.
As pessoas facilmente podem se tornar tão acostumadas à aparência
do edifício, que os cuidados e a manutenção necessários são passa-
dos por alto. Normalmente, as igrejas não são atraentes, não tanto
por causa de serem antigas ou não tão bem construídas, mas em Designer
virtude da manutenção deficiente.
Ordem, limpeza e bom gosto na decoração devem ser cuidado- Editor

samente observados. Os diáconos e outros líderes da igreja necessi-


tam vistoriar periodicamente o edifício, como se fossem visitantes C.Q.

Dep. Arte
150 | Guia Para Ministros

tendo sua primeira impressão das instalações. Uma lista de itens a


ser conferidos ajuda na avaliação. Os itens considerados incluem
terreno, placas, acabamento exterior, hall de entrada, decoração
interior, banheiros, proteção contra incêndios e outros. As instala-
ções da igreja devem ser seguradas de acordo com a orientação da
Associação/Missão.

Instalações Alugadas
Às vezes, congregações adventistas acham necessário alu-
gar prédios. Visto que o uso adventista do edifício da igreja acon-
tece, maiormente no sábado, existe a oportunidade de partilhar o
uso com aqueles que usam basicamente a igreja aos domingos, seja
alugando para esses grupos, ou deles mesmos. Se bem que alugar
instalações de outras igrejas seja uma solução temporária para con-
gregações adventistas em transição, os membros normalmente veem
isso, em longo prazo, como uma providência insatisfatória. Com o
passar do tempo, o desejo e a conveniência de ter sua própria igreja
leva a congregação a adquirir uma propriedade.
Porém, se outro grupo da igreja na comunidade perdeu seu lugar
de adoração, permitir-lhes ou mesmo convidá-los a alugar uma igreja
por certo período de tempo, pode ser a coisa mais cristã a fazer. Em
tais circunstâncias cada parte do contrato de aluguel deve ser clara-
mente registrada num documento legal obrigatório, assinado pelos in-
quilinos e pelo departamental da Associação/Missão designado para
cuidar das propriedades da igreja e com a aprovação da Associação/
Missão. O advogado da Associação/Missão deve ajudar na elaboração
desses documentos. A renda do aluguel pode ser passível de taxação
sob certas circunstâncias. Esteja certo de que a empresa seguradora da
igreja tenha conhecimento desse contrato de aluguel e tem plano de
cobertura. Os locatários devem fazer um seguro para cobertura para a
eventualidade de um acidente enquanto estão alugando a propriedade.
Instalações da Igreja | 151

Aluguel de edifícios em longo prazo para outras igrejas ou orga-


nizações deve ser tratado com cautela. As práticas e reputação de
alguns grupos podem afetar tanto o nível de conforto da congrega-
ção quanto a visão da comunidade. Esses aluguéis podem levar a
mal-entendidos, produzir gastos extras nos edifícios e aumentar os
custos de manutenção e utilidade. As congregações que alugam suas
igrejas a fim de conseguir rendas adicionais ficam frequentemente
desapontadas com os resultados.

Novas Instalações
Por várias razões, de vez em quando as igrejas precisam se mudar
para nova localidade. Nessa situação, elas devem consultar a lide-
rança da Associação/Missão local. A congregação pode ter cresci-
do de tal modo que seja forçada a procurar instalações maiores, ou
implantar uma nova igreja. Pode estar procurando atender melhor
aos frequentadores, ou talvez tenha perdido a posse da propriedade.
Essa transição pode ser realizada quer pela construção de novas ins-
talações ou pela aquisição de uma já existente. Qualquer que seja o
caso, os assuntos tratados na decisão são quase os mesmos.

21331 - Guia para ministros


Centralidade e acessibilidade. Um estudo demográfico vai ava-
liar se o terreno está bem localizado entre as pessoas a quem a igreja
planeja ganhar e servir, focalizando-se mais nas pessoas a serem al-
cançadas do que nos membros atuais. As questões a serem conside-
radas incluem padrões de crescimento, estabilidade da vizinhança,
disponibilidade de transporte público e área de estacionamento. A
correta localização pode tornar as instalações da igreja utilizáveis
nos dias de semana como creche ou clínica médica, lugar para semi-
Designer
nários, aconselhamento e outros programas.
Visibilidade. Um edifício atraente e bem visível numa rua movi- Editor

mentada é uma propaganda constante e positiva da igreja e o que ela


representa. C.Q.

Dep. Arte
152 | Guia Para Ministros

Acessibilidade. Conquanto seja importante trabalhar dentro de


uma variedade do que a congregação possa dispor, permitir que os
custos excedam a todas as outras considerações expõe um método
míope de planejamento. Construir uma igreja em um lugar pobre,
porque o terreno foi doado ou adquirido a baixo preço, pode ser,
no final das contas, mais dispendioso do que erigir a igreja em um
terreno melhor.
Tamanho. Um edifício muito pequeno não deixa lugar para ex-
pansão; instalações muito grandes exigem manutenção dispendiosa.
Os planos de longo prazo da congregação precisam ser levados em
consideração. O potencial para outras instalações no local deve ser
discutido, tais como uma escola, um centro de serviços à comunida-
de e instalações recreativas.
Restrições. Regulamentações de zoneamento, acordos e restri-
ções de construção são coisas que precisam ser cuidadosamente
pesquisadas e registradas. Na organização adventista, as proprieda-
des da igreja precisam ser mantidas em nome de uma instituição
legal criada pela Associação/Missão para esse propósito. A transfe-
rência de propriedade deve ser feita com a ajuda de um advogado ou
outro profissional credenciado, ou entidade reconhecida pela legisla-
ção local e licenciada na jurisdição da propriedade.

Projeto
Atraente. O equilíbrio entre atratividade e extravagância no pro-
jeto deve ser cautelosamente mensurado. “Orgulho vão, que é exibido
em vistosos adornos e ornamentos desnecessários, não agrada a Deus.
Mas Aquele que criou para o homem um mundo formoso e plantou
um lindo jardim no Éden, com toda variedade de árvores frutíferas e
ornamentais, que decorou a Terra com as mais encantadoras flores de
inúmeras espécies e matizes, deu provas tangíveis de que Ele Se agra-
da com o que é belo” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 258).
Instalações da Igreja | 153

Funcionalidade. Além da funcionalidade para a adoração, de-


vem ser considerados outros serviços que o edifício pode oferecer.
Ampla provisão deve ser feita para reuniões sociais e necessidades
evangelísticas da igreja, bem como as das crianças e da juventude.
Um bom arquiteto deve ser contratado para evitar futuros desa-
pontamentos com o projeto de um edifício tido como belo e fun-
cional. As necessidades dos adoradores com deficiências devem
ser consideradas.
Flexibilidade. O estilo tradicional de bancos fixos e piso incli-
nado torna o uso do templo inviável para qualquer tipo de atividade,
exceto uma palestra ou reunião do tipo de um concerto. Bancos per-
manentes para corais na galeria também inibem o uso desse espaço
para outros propósitos. Uma audiência pequena num grande salão
abafa o entusiasmo e torna a reunião um fracasso. Quando o tama-
nho do salão é compatível com o tamanho da audiência, o espírito
do encontro é grandemente aumentado. O templo ideal tem partes
que podem ser abertas ou fechadas, dependendo do tamanho da au-
diência. Salas menores para grupos menores servem como classes
da Escola Sabatina.

21331 - Guia para ministros


A amplificação de som deve ser flexível. Música e pregação ten-
dem a competir uma com a outra em suas necessidades sonoras.
A acústica deve ser boa o suficiente para que a música seja brilhan-
te e as pessoas cantem com entusiasmo, mas atenuada o bastante
para que a pregação não crie eco desagradável. Devem ser tomadas
providências para um sistema atrativo de projeção de vídeos, sem a
necessidade de elevar ou baixar o equipamento de projeção.
Projetado para adoração e companheirismo. Até poucos anos
Designer
atrás, os templos costumavam ser longos, retangulares e estreitos,
separando assim os adoradores uns dos outros e de seus líderes no Editor

culto. Parte da adoração compreende companheirismo, pessoas


reunidas umas com as outras e com Deus. Idealmente, os templos C.Q.

Dep. Arte
154 | Guia Para Ministros

deveriam ser projetados para que os adoradores fiquem bem juntos


uns dos outros e próximos de seus líderes. Normalmente localizado
no centro da plataforma, o púlpito das igrejas adventistas enfatiza a
centralidade da pregação da Palavra no culto.
C A P Í T U LO 2 8

Disciplina Eclesiástica
Os pastores e as congregações são responsáveis pela
disciplina na igreja. Deus os identifica como “atalaias” no livro de
Ezequiel: “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia so-
bre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da Minha boca e lhe
darás aviso da Minha parte. Se eu disser ao perverso: Ó perverso,
certamente, morrerás; e tu não falares, para avisar o perverso do seu
caminho, morrerá esse perverso na sua iniquidade, mas o seu san-
gue Eu o demandarei de ti. Mas, se falares ao perverso, para o avisar
do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do
seu caminho, morrerá ele na sua iniquidade, mas tu livraste a tua
alma” (Ez 33:7-9).
A disciplina na igreja requer delicado equilíbrio entre a firmeza
de princípios, a concessão do perdão e amorosa bondade. “Precisa-
mos guardar-nos contra a indevida severidade no trato com os que

21331 - Guia para ministros


erram; mas precisamos também ser cuidadosos para não perder de
vista a excessiva malignidade do pecado. Há necessidade de mos-
trar-se paciência e amor semelhantes aos de Cristo pelo que erra,
mas há também o perigo de se mostrar tão grande tolerância pelo
seu erro que ele se considerará não merecedor de reprovação e a re-
jeitará como inoportuna e injusta” (Atos dos Apóstolos, p. 503, 504).

A Importância da Disciplina Designer


Em uma sociedade permissiva, a igreja precisa reconhecer que
os padrões não obrigatórios são desprezados. Na disciplina da igreja, Editor

dois extremos são frequentemente praticados: negligência da parte


de alguns e aspereza e severidade por parte de outros. Mas nenhum C.Q.

Dep. Arte
156 | Guia Para Ministros

desses dois extremos consiste de uma justificativa para falhar no


exercício da disciplina na igreja. A disciplina é essencial para preser-
var a integridade da igreja.

Propósito da Disciplina
A disciplina deve ser considerada não um ato de punição, mas
uma tentativa de restaurar as pessoas ao discipulado. A disciplina
funciona como salvaguarda da igreja, a fim de preservar a pureza da
doutrina e do comportamento em seus membros.
A disciplina honra a Cristo. “Irmãos, se alguém for surpreendi-
do nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de
brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado. Levai as
cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6:1, 2).
A disciplina restaura pecadores. O Bom Pastor deu prioridade
a uma ovelha que estava perdida. Ele foi atrás dela não para culpá-la
ou puni-la, mas para levá-la de volta ao aprisco. O ato de disciplinar
deve ser um meio de alguém que está desviado voltar ao rebanho.
A disciplina revela cuidado. O amor precede o castigo. Deus
diz: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e
arrepende-te” (Ap 3:19).

Administrando a Disciplina
O Manual de Igreja trata extensivamente da disciplina, expondo
definições, causas e procedimentos a serem seguidos. Sem repetir
essas informações em detalhes, as seguintes diretrizes proporcio-
nam conselhos na direção do processo de disciplina na igreja.
Siga o Manual da Igreja. O Manual da Igreja representa a
compreensão adventista dos princípios bíblicos de disciplina e sua
sabedoria, desenvolvidos através de experiência e discussão. Igno-
rar o Manual significa ir na contramão da posição oficial da igre-
ja mundial. Use-o tanto como guia e também como proteção para
Disciplina Eclesiástica | 157

aqueles que precisam lidar com assuntos disciplinares. A falha em


seguir esses procedimentos pode, em alguns casos, ser passível de
responsabilidade legal.
Enfatize o perdão. As pessoas que são disciplinadas podem ver
esse processo como rejeição e punição, antes que uma tentativa de
restauração. Podem achar difícil crer que Deus as perdoa quando os
membros da igreja aparentemente não o fazem. Assim, qualquer ato
de disciplina precisa ser acompanhado da ênfase no perdão. “Se teu
irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.
Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter conti-
go, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe” (Lc 17:3, 4). “Se seus ir-
mãos erraram, você tem de perdoá-los. Você não deveria dizer, como
alguns o tem feito, que deveriam saber melhor do caso: ‘Não acho
que eles sentem suficiente humilhação. Não penso que eles sentem
sua confissão.’ Que direito tem você de julgá-los, como se lhes pudes-
se ler o coração?” (Ellen G. White, Manuscript Releases, v. 15, p. 184).
Disciplina bíblica. As palavras de Jesus registradas em Mateus
18:15-17 esboçam o procedimento a ser seguido no trato com o peca-
do na igreja. Primeiramente, dirija-se à pessoa e trate do assunto di-

21331 - Guia para ministros


retamente com ela. Se isso não resolver, faça-se acompanhar de uma
ou duas testemunhas. Se o problema persistir, leve o assunto à igreja.
Se o culpado não ouvir a igreja, considere-o como excluído da igreja.
“Nenhum oficial da igreja deve aconselhar, nenhuma comissão
recomendar e igreja alguma votar a eliminação dos livros do nome
de alguém que haja cometido falta, sem que as instruções de Cristo
a esse respeito sejam fielmente cumpridas” (Testemunhos Para a Igre-
ja, v. 7, p. 262). Sob certas circunstâncias, existe o risco de integri-
Designer
dade física; nessas ocasiões, pode ser desaconselhável para a parte
agravada ir sozinha em busca da solução. Editor

Disciplina no tempo certo. Enfrentar o pecado com prontidão


pode levar ao arrependimento. Todavia, por causa da aversão ao C.Q.

Dep. Arte
158 | Guia Para Ministros

confronto, o assunto pode não ser tratado até que meses ou mes-
mo anos se passem. Então, quando o indivíduo pede transferên-
cia para outra congregação, a igreja nega a carta de recomendação
com base no que aconteceu muito tempo antes. A igreja, indis-
posta a agir quando o pecado se tornou claro, coloca-se a si mes-
ma numa posição negligente e implacável. “Não se deve recorrer
a medidas drásticas ao se lidar com os que erram; medidas mais
suaves produzirão muito mais efeito. Depois de todos os melho-
res meios terem sido tentados sem sucesso, espere pacientemente
e veja se Deus não mudará o coração do errante” (Ellen G. White,
Manuscript Releases, v. 15, p. 197).
Disciplina voluntária. Se a disciplina parecer inevitável, o
ofensor, tendo oportunidade, poderá escolher retirar-se volunta-
riamente. Sob tais circunstâncias, isso poupa discussão pública
desnecessária sobre o assunto e constrangimento ao indivíduo. A
disposição pessoal do ofensor em retirar-se da igreja pode fazer com
que ele se sinta menos rejeitado do que quando forçado a agir as-
sim. Pode acontecer, entretanto, que seja necessário para a igreja
assumir uma posição contra uma violação flagrante e conhecida
dos padrões eclesiásticos. Isso deve ser feito de maneira firme, o
mais bondosamente possível.
Disciplina imparcial. A disciplina não deve ser baseada sobre
quantos amigos ou que posição o ofensor tem na igreja e na comu-
nidade. Aqueles que estão envolvidos com seu problema ou estejam
intimamente associados com ele não devem participar da decisão do
caso. Somente uma reunião administrativa da igreja está autorizada
a tomar as decisões disciplinares finais.
Defenda a confidencialidade. Numa reunião administrativa, os
membros têm o direito de fazer perguntas detalhadas. Normalmen-
te, porém, eles farão com que os detalhes constrangedores perma-
neçam com o grupo menor, tal como o de anciãos da igreja ou a
Disciplina Eclesiástica | 159

comissão. O pastor não deve estar sozinho ao inteirar-se de todos os


detalhes dos assuntos disciplinares. O procedimento no trato de tais
matérias, esboçado em Mateus 18, declara que “pelo depoimento de
duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça” (v. 16). A con-
fissão pública tem seu lugar se a ofensa foi pública, mas a igreja deve
recebê-la no espírito de perdão e aceitação, em vez de punição.
Mantenha contato. Se bem que o objetivo da disciplina cristã
inclua atrair o membro errante de volta à comunidade congrega-
cional, às vezes um coração rebelde pode rejeitar os mais amáveis
esforços de reconciliação. De vez em quando, membros atenciosos
deveriam empenhar-se em manter contato com os membros afasta-
dos e fazer com que saibam que são lembrados e sua falta sentida.
Isso pode ser especialmente importante quando a transgressão re-
sultar em aprisionamento.

21331 - Guia para ministros

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 2 9

A Escola da Igreja
A igreja administra um sistema educacional para garan-
tir que seus filhos possam receber uma equilibrada educação física,
mental, espiritual, social e vocacional, em harmonia com os padrões e
ideais denominacionais, tendo Deus como fonte de todos os valores mo-
rais e da verdade. O interesse da igreja inclui a restauração da imagem
de Deus na humanidade, resultando num excelente desenvolvimento
integral da pessoa, tanto para esta vida como para a vida futura. O ver-
dadeiro conhecimento de Deus, o companheirismo e a amizade com o
Senhor no estudo e no serviço, e a semelhança com Ele no desenvolvi-
mento do caráter, são a fonte, os meios e o alvo da educação adventista.
Escolas gerenciadas pela igreja farão seus melhores esforços para
prover aos alunos uma educação dentro da moldura da ciência da
salvação, incluindo a ordem fundamental dos processos de aprendi-
zado, capacidades vocacionais, educação cívica e maturidade ética.
Eles podem apontar para o alcance dos objetivos de dedicação es-
piritual, autorrealização, ajustamento social, autossuficiência econô-
mica, responsabilidade cívica e missão e serviço mundiais, mediante
ensino de alta qualidade centralizado em Jesus Cristo.

A Importância da Educação Cristã


O que a igreja faz com suas crianças é de importância suprema para
Cristo, porque Ele instruiu Seus discípulos: “Deixai os pequeninos,
não os embaraceis de vir a Mim, porque dos tais é o reino dos Céus”
(Mt 19:14). O apóstolo Paulo admoesta os pais: “Criai-os na discipli-
na e na admoestação do Senhor” (Ef 6:4). “No mais alto sentido, a obra
da educação e da redenção são uma” (Educação, p. 30). Em algumas
A Escola da Igreja | 161

congregações, o funcionamento da escola da igreja receberá a maior parte


do orçamento da igreja, a fim de prover esse serviço vital às suas crianças.

Promoção da Educação Cristã na Igreja


Sábado Anual da Educação Cristã. Antes do começo do ano
escolar, faça um culto sobre a educação cristã. Convide professores
da escola da igreja a comparecerem perante a congregação para uma
oração de dedicação. Os alunos da escola adventista e seus pais tam-
bém devem ser incluídos nessa cerimônia de dedicação. Além desse
sábado anual de educação, os estudantes individualmente e grupos
da escola devem ser regularmente apresentados como parte do culto.
Apoio de professores. Pastores e professores são parceiros no mi-
nistério. Os pastores devem se envolver com o programa da escola,
visitando as salas de aula com frequência, ensinando classes bíblicas
e participando dos programas e atividades da escola. As crianças em
idade escolar são de interesse prioritário para o batismo. Trabalhando
com os professores na condução de classes batismais e ênfase espiri-
tual, capitalizarão na primeira idade o compromisso da vida das crian-
ças com Cristo. Os filhos do pastor deveriam frequentar a escola da

21331 - Guia para ministros


igreja, como indicação do apoio à escola por tarte da família pastoral.
Creches. Muitos pais procuram um lugar bem qualificado e con-
fiável para cuidar de seus filhos, enquanto eles vão trabalhar. A igreja
e a escola podem ter instalações utilizáveis para esse propósito. Man-
ter uma creche pode ser um mecanismo para fomentar a frequência à
Escola Sabatina. As amizades resultantes e a boa vontade produzida
provarão ser uma forte influência evangelística também para os pais.
Educação religiosa paralela. Em ambientes onde a disponibili-
Designer
dade de escolas adventistas não existe, providencie-se um programa
estrutural que reúna as crianças antes e depois da escola, ou nos Editor

finais de semana, para receber instrução bíblica e a nutrição espiri-


tual que deveriam ter se houvesse uma escola disponível na igreja. C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 3 0

Batismo
Em Suas derradeiras palavras aos discípulos, Jesus os
instruiu a ir e fazer discípulos de todas as nações, com o batismo ser-
vindo como símbolo de união com o reino de Deus. Esse ritual sagra-
do de iniciação envolve ensino (Mt 28:20), arrependimento (At 2:38),
fé (At 8:12), nova vida em Cristo (Rm 6:4) e companheirismo com
Seu povo (At 2:46, 47). Como tal, esse evento se torna de magna im-
portância tanto na vida do indivíduo como na da igreja, e deve rece-
ber o devido reconhecimento, digno do significado que ele representa.
Dois compromissos são vivenciados no ritual do batismo: o
candidato se entrega a Cristo e à Sua igreja, e a congregação se com-
promete a amar, proteger e envolver o candidato na igreja. Quando
realizado como parte do culto sabático de adoração, deve-se dar ao
batismo a maior importância para que os candidatos compreendam
plenamente o significado do ato. Quando o batismo é feito como ce-
rimônia separada, um breve sermonete sobre o significado da orde-
nança é proveitoso.

Antes do Batismo
Horário. O batismo requer uma decisão individual. A experiên-
cia de Filipe e o tesoureiro etíope indica o imediatismo da decisão
pelo batismo. “Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar
onde havia água, disse o eunuco: Eis aqui água; que impede que
seja eu batizado? Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o cora-
ção. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de
Deus. Então, mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Fili-
pe batizou o eunuco” (At 8:36-38).
Batismo | 163

Talvez não muitos batismos ocorram com tal imediatismo, dada


a necessidade de preparações apropriadas, entre as quais um pro-
vimento suficiente de água. Contudo, a longa demora nesse prepa-
ro não é indicada no modelo bíblico. As igrejas não apenas devem
agendar regularmente os batismos, mas também estar preparadas
para realizar um batismo em curto prazo. Um horário regular e o
planejamento dos batismos na igreja não apenas abrem caminho
para aqueles que procuram esse sagrado rito, mas estimulam a igre-
ja a alcançar pessoas para batizá-las. As igrejas devem planejar pelo
menos um batismo a cada trimestre e as igrejas grandes poderiam
fixar o batismo uma vez por mês ou mais.
Local. O batismo consiste de um evento individual e comunitá-
rio. Familiares e amigos dos batizandos geralmente desejam celebrar
o evento com eles. Embora muitos batismos ocorram no batistério
da igreja, diante da congregação, alguns preferem ser batizados em
outros lugares, como um rio ou lago. Outros preferem ser batizados
sozinhos; outros, ainda, escolhem fazer parte de um batismo em
massa de centenas e mesmo milhares de pessoas.
Preparação das instalações. No preparo para a cerimônia ba-

21331 - Guia para ministros


tismal, o pastor, os diáconos e as diaconisas têm a responsabilidade
de atender às necessidades físicas da ocasião. No batistério, a água
deve ser provida e aquecida com antecedência. Um cuidado especial
precisa ser tomado relativamente aos equipamentos elétricos próxi-
mos à água. Equipamentos de som e de vídeo, luzes e aquecedores
precisam ser checados e instalados de tal modo que não sejam al-
cançados por aqueles que estão no batistério.
Roupões batismais, toalhas e recintos para troca devem ser pro-
Designer
videnciados. Embora as instalações possam ser bastante diferentes
nos batismos ao ar livre, o mesmo nível de cuidado e apoio tem de Editor

ser providenciado tanto quanto possível. Aqueles cujas deficiên-


cias demandem assistência ou mesmo transporte para a água talvez C.Q.

Dep. Arte
164 | Guia Para Ministros

possam ser imersos sentados numa cadeira. Em situações médicas


extremas, a cerimônia pode acontecer dentro de uma residência ou
hospital, utilizando-se uma banheira.
Preparação pessoal. Os procedimentos de batismo devem ser
claramente ensaiados com os batizandos. Alguns ficam receosos de
estar perante a congregação. Outros têm medo de ser submersos na
água. A segurança com relação a essas questões é vital e importante
para eles, e saber exatamente o que vai acontecer ajuda a aliviar es-
sas preocupações.
Traje batismal. Onde for possível, a igreja deve providenciar
trajes batismais apropriados, como becas. São sugeridos roupões
escuros, uma vez que os brancos são mais transparentes quando
molhados. Pesos fixos nas bainhas evitam a flutuação do traje no
momento da entrada na água. Os candidatos devem vestir roupas
de baixo ou trajes de banho sob o roupão. Se não houver roupões
disponíveis para o batismo, os candidatos devem levar um conjunto
completo de roupa para vestir na hora do batismo.
Autorização para batizar. O Manual de Igreja estipula: “Na
ausência de um ministro ordenado, o ancião deverá solicitar que o
pastor geral do Campo local tome as devidas provi­dências para a
rea­lização do batismo dos que desejam unir-se à igreja.” A determi-
nação de quem, além do ministro ordenado, pode ser autorizado a
realizar um batismo é regida pelo Manual da Igreja e o Livro de Re-
gulamentos da Associação Geral.18
Recebimento dos novos membros. A votação para receber os
candidatos ao batismo como membros da igreja deve ser realizada
antes do batismo. Pode-se pedir aos candidatos que fiquem à fren-
te enquanto se processa a votação, e depois recebê-los e saudá-los
como membros da igreja.

18 Item L 25 15 do Livro de Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Divisão Sul-Americana.


Batismo | 165

Durante o Batismo
Apresentação do candidato. Enquanto o candidato entra no
batistério e o oficiante da cerimônia o apresenta à congregação,
familiares e amigos que foram decisivos em sua vida podem ser
convidados a ficar em pé em honra à ocasião. Algumas poucas pa-
lavras sobre a experiência do candidato e como ele aceitou a Cris-
to são apropriadas. Quando vários membros de uma família são
batizados na mesma cerimônia, é bom que eles entrem na água
juntos, se as dimensões do tanque forem adequadas o suficiente
para acomodá-los.
Imergindo o candidato. O oficiante do batismo precisa reco-
nhecer a importância de segurar bem o candidato que está sendo
imerso, enquanto lhe permite agarrar-se firmemente ao seu braço.
Isso proporciona sensação de segurança particularmente para aque-
les que têm medo de água. Colocar cuidadosamente um lenço sobre
o nariz e a boca do batizando evita o desconforto da penetração da
água nas narinas e boca enquanto ele estiver submergindo. Dadas
as naturais propriedades da flutuação, o peso do indivíduo não re-
presenta preocupação nem para imergi-lo nem para trazê-lo de volta

21331 - Guia para ministros


à posição vertical, quando realizadas num movimento lento e sua-
ve. Os indivíduos de estatura elevada podem ser instruídos a dobrar
seus joelhos para ajudar o ato de imersão.
Identifique o compromisso do batizando numa breve declaração
tal como: “Em virtude de sua profissão de fé em Cristo como seu
Salvador e desejo de viver uma nova vida nEle, eu o batizo em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”
Apelo. O encerramento do batismo oferece oportunidade para
Designer
um apelo a ser feito àqueles que gostariam de ser incluídos no pró-
ximo batismo e para anunciar a data de sua realização. A cerimônia Editor

batismal é então encerrada com uma oração feita desde o batistério.


C.Q.

Dep. Arte
166 | Guia Para Ministros

Em Seguida ao Batismo
Boas-vindas. No final da cerimônia deve ser definido um local
onde todos passam saudar os recém-batizados e recebê-los no com-
panheirismo da igreja.
Refeição de confraternização. Quando for possível, a realização
de uma refeição de confraternização em homenagem aos batizandos
oferece oportunidade para uns minutos adicionais de apresentação e
celebração da família.
Designando mentores espirituais. Os novos membros precisam
de apoio, amizade e estímulo por parte dos membros mais antigos
da igreja. Particularmente os anciãos devem assumir essa responsa-
bilidade como mentores espirituais para velar pelos recém-batizados.
Mas outras pessoas com o dom de assistência e encorajamento po-
dem também ser incluídas.
C A P Í T U LO 3 1

O Rito da Comunhão
Instituída por Cristo na última ceia com Seus discí-
pulos, a cerimônia de comunhão funciona como oportunidade para
relembrar o sacrifício de Cristo e para edificação da comunidade
eclesiástica. A solenidade da ocasião e o companheirismo que ela
proporciona fazem dela um incentivo para renovação espiritual e
ânimo da congregação. Realizar a cerimônia de comunhão é um dos
mais sagrados deveres do pastor e do ancião. “Todas as coisas rela-
cionadas com este rito devem sugerir um preparo tão perfeito quan-
to possível” (Evangelismo, p. 277).
As tradições relativas à observação desse sagrado serviço
variam de lugar para lugar e, embora essas possam não ter ne-
cessariamente base ou ordem bíblicas, é atitude inteligente e
apropriada conduzir a cerimônia de tal maneira que seja confortá-
vel para os participantes.

21331 - Guia para ministros


Frequência. Habitualmente, as igrejas adventistas realizam a ce-
rimônia de comunhão no culto de adoração, uma vez por trimestre,
normalmente no primeiro ou último sábado do trimestre. Porém, es-
sas não são datas rigidamente fi xadas. A Escritura não determina a
frequência ou tempo para esse serviço; apenas diz: “Porque, todas as
vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte
do Senhor, até que Ele venha” (1Co 11:26).
Além das cerimônias trimestrais, a Santa Ceia pode ser realizada Designer
em outras ocasiões, como à noite, à luz de velas, no culto de ano-
novo, ou no encerramento de uma semana de oração. Editor

A Santa Ceia deve ser incluída no calendário anual da igre-


ja e anunciada com bastante antecedência, permitindo aos líderes C.Q.

Dep. Arte
168 | Guia Para Ministros

da igreja tempo suficiente para os arranjos quanto aos emblemas e


equipamento necessário à programação.
Oficiantes. Os pastores ou anciãos ordenados estão autorizados
a dirigir o serviço da Comunhão, assistidos pelos diáconos e diaco-
nisas no manuseio e distribuição dos elementos e provisão do mate-
rial necessário para a ordenança da humildade.
Participantes. Os adventistas praticam a comunhão aberta,
convidando à participação aqueles que se entregaram a Cristo. “O
exemplo de Cristo proíbe exclusão da ceia do Senhor. Verdade é que
o pecado aberto exclui o culpado. Isto ensina plenamente o Espíri-
to Santo (1Co 5:11). Além disso, porém, ninguém deve julgar. Deus
não deixou aos homens dizer quem se apresentará nessas ocasiões.
Pois quem pode ler o coração?” (O Desejado de Todas as Nações, p.
656). A consciência individual é o árbitro da participação. Não há
autoridade para a imposição de outras restrições.
De acordo com o apóstolo Paulo, “aquele que comer o pão ou beber
o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Se-
nhor” (1Co 11:27). Essa referência trata particularmente da maneira pela
qual essa comemoração é observada. Embora o companheirismo seja
parte da ocasião, ela é espiritual. É uma oportunidade para os membros
renovarem sua fé em Jesus e seu companheirismo com outros crentes.
Nenhuma idade específica é estabelecida segundo a qual as
crianças devem ser estimuladas a participar. A época de conscien-
tização do significado da cerimônia varia para cada pessoa. A Igreja
Adventista do Sétimo Dia concorda coletivamente que as crianças
estão autorizadas a participar ativamente do serviço da comunhão
quando tiverem feito sua entrega a Jesus no batismo. Para informa-
ções adicionais referentes à participação de crianças nos serviços da
comunhão, o Manual da Igreja deve ser consultado.
O sermão. Por causa dos elementos adicionais da Santa Ceia
no culto sabático de adoração, a ordem regular do culto pode ser
O Rito da Comunhão | 169

abreviada, inclusive o sermão, a fim de se ajustar ao tempo fixado


para o serviço. Isso é particularmente importante em igrejas que
realizam múltiplos cultos de adoração, requerendo-se a fixação do
tempo de cada um deles. O sermão da Santa Ceia é normalmente
proferido antes da participação na ordenança da humildade, e não
deveria exceder a dez minutos. A Santa Ceia não é fundamental-
mente um culto de pregação.
A cerimônia da humildade (lava-pés). A narrativa do lava-pés,
registrada no Evangelho de João, é parte integrante da Santa Ceia.
Jesus “levantou-Se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, toman-
do uma toalha, cingiu-Se com ela. Depois, deitou água na bacia e
passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha
com que estava cingido” (Jo 13:4, 5). Completando essa tarefa, Ele
retornou à mesa e disse: “Ora, se Eu, sendo o Senhor e o Mestre,
vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós
também” (v. 14, 15).
Devem ser tomadas providências para que homens e mulheres
participem da ordenança em salas separadas se assim for determi-

21331 - Guia para ministros


nado, ou, conforme declarado no Manual da Igreja, p. 94: “Em lu-
gares onde for socialmente aceitável e onde o vestuário for tal que
não haja imodéstia, podem-se fazer arranjos separados para que
marido e esposa ou pais e filhos batizados participem juntos da ce-
rimônia do lava-pés.” Deve-se cuidar de prestar assistência àqueles
portadores de limitações para que sua participação não seja impe-
dida ou dificultada.
Os diáconos e diaconisas são responsáveis por providenciar ba-
Designer
cias, água e toalhas para esse serviço. Além disso, devem prover um
lavabo, juntamente com sabonete e toalhas, para que todos possam Editor

lavar as mãos após a cerimônia. Os participantes retornam ao tem-


plo logo após o término do rito. C.Q.

Dep. Arte
170 | Guia Para Ministros

Se o templo ficou vazio durante o lava-pés, e se os visitantes fo-


ram convidados a permanecer ali, deve ser planejada uma sequên-
cia para manter a reverência. Podem ser tocadas algumas músicas.
Pode ser contada uma história para crianças não batizadas. Designe
alguém para contar histórias que ilustrem as lições da Comunhão.
Essa cerimônia deve ser uma ocasião em que as crianças se sintam
especialmente incluídas, embora não participem do rito.

A Santa Ceia
O cântico de hinos relacionados com a Santa Ceia por parte da con-
gregação, ou a execução de outras músicas apropriadas, ajuda a criar
um espírito de silenciosa contemplação, enquanto os líderes se prepa-
ram e tomam seu lugar à Mesa da Comunhão, seguidos pelos diáconos
e diaconisas que tomam assento na primeira fila de bancos. Os emble-
mas da Santa Ceia devem ser cobertos antes e depois da cerimônia. O
pastor oficiante ou os anciãos descobrem o pão, seguindo-se a leitura
de um texto apropriado como 1 Coríntios 1:23, 24. A congregação per-
manece sentada em atitude de reverência, e aqueles que estão à frente
ajoelham-se enquanto um ancião pede a bênção de Deus sobre o pão.
Erguendo-se da oração, o pastor e os anciãos simbolicamente
partem o pão, que já foi, em sua maior parte, fragmentado antes da
cerimônia. Como indicação do cuidado com a higiene, uma bacia
e um recipiente com água e uma toalha devem ser colocados sobre
a mesa para a lavagem das mãos, antes do partir do pão. Então, as
bandejas são entregues aos diáconos, que distribuem o pão à con-
gregação. Quando os diáconos voltarem de servir à congregação, os
anciãos e o pastor servem-se uns aos outros. O oficiante repete uma
frase apropriada como as palavras de Jesus em 1 Coríntios 11:24, e
pede à congregação que participe do pão com oração silenciosa.
Em seguida, o líder cobre o pão e descobre os cálices de vinho,
lendo um texto como 1 Coríntios 11:25 e 26. Um ancião profere uma
O Rito da Comunhão | 171

oração de bênção sobre o vinho e o processo de distribuição é repeti-


do. O líder repete uma frase como as palavras de Jesus em 1 Corín-
tios 11:25, e pede à congregação que participe do vinho, com oração
silenciosa. Se houver suportes nos bancos, os cálices usados são co-
locados no lugar pelos participantes. Se não estiverem disponíveis,
os diáconos retornam à congregação para o recolhimento dos cálices,
trazendo-os de volta à mesa da Ceia, onde são novamente cobertos.
Alguns utensílios do serviço da Santa Ceia são projetados para
servir tanto o pão como o vinho simultaneamente. Em tais cir-
cunstâncias, a cerimônia prossegue conforme o que já foi dito
anteriormente, com oração de bênção pronunciada sobre ambos
os emblemas antes da distribuição, e os participantes receben-
do-os ao mesmo tempo. Recomenda-se que sejam usados cálices
individuais da Santa Ceia, fazendo com que toda a congregação
participe do vinho ao mesmo tempo, como medida higiênica e
preventiva para a saúde.
No encerramento da cerimônia, é cantado um hino, conforme o
padrão da Santa Ceia feita com os discípulos, durante a qual todos
cantaram um hino e saíram. Frequentemente, é usada uma estrofe

21331 - Guia para ministros


de um hino bem conhecido cantada sem acompanhamento, dando
mais espontaneidade ao cântico. Enquanto a congregação deixa o
recinto, é costume de muitas igrejas que os diáconos fiquem à porta
e recebam uma oferta destinada aos pobres.

Depois da Santa Ceia


Emblemas da Ceia não utilizados na cerimônia devem ser dis-
postos de maneira respeitosa. Não há instrução bíblica ou ordem
Designer
formal para o processo dessa disposição, mas é costume que o vinho
seja derramado no solo e o pão seja queimado. Editor

Anciãos, diáconos e diaconisas são responsáveis por servir a Co-


munhão ou Santa Ceia para os doentes ou fisicamente incapazes de C.Q.

Dep. Arte
172 | Guia Para Ministros

estar presentes no templo. O rito do lava-pés pode não ser incluído


nesse serviço se as circunstâncias indicarem não ser próprio.

Preparação do Emblema
Pão sem fermento e suco de uva não fermentado devem ser usa-
dos na Ceia do Senhor. Onde for impossível obter uvas ou suco de
uva, pode ser usado suco feito com passas. Em áreas isoladas onde
nenhum deles se acha prontamente disponível, a Associação/Missão
providenciará informações com relação aos substitutos corretos.
Receita do pão. As congregações podem ter uma receita de pão
para a Santa Ceia que seja de sua preferência, mas os ingredientes
são basicamente os que dispomos abaixo:

1 xícara de farinha (preferivelmente integral)


1/4 de colher (chá) de sal (opcional)
2 colheres (sopa) de água
1/4 de xícara de azeite ou óleo vegetal

Peneire a farinha e o sal juntos. Coloque a água no óleo, mas


não mexa. Acrescente a eles os ingredientes secos e misture com
um garfo até que toda a farinha seja umedecida. Estenda a mas-
sa até atingir uma espessura de 1/8 de polegada ou três milímetros.
Coloque numa bandeja não untada e marque a massa em quadradi-
nhos pequenos. Asse a 230oC por dez a quinze minutos ou até que a
massa fique levemente dourada. Preste atenção, durante os últimos
minutos, para evitar a queima do pão. A porção da receita dá para
50 pessoas.
C A P Í T U LO 3 2

Casamento
O casamento é uma das mais alegres celebrações da
igreja e uma deleitosa responsabilidade pastoral. É uma oportuni-
dade de ministrar numa celebração alegre e espiritual para os ca-
sais, suas famílias e amigos. “O vínculo da família é o mais íntimo,
o mais terno e sagrado de todos na Terra. Foi designado a ser uma
bênção à humanidade. E assim o é sempre que se entre para o ca-
samento inteligentemente, no temor de Deus, e tomando em devida
consideração as suas responsabilidades” (O Lar Adventista, p. 18).

Aconselhamento Pré-Conjugal
Embora diferentes circunstâncias de tempo e distância possam
tornar difícil para o pastor conseguir um horário de aconselhamento
pré-conjugal, esse passo vital na preparação para o casamento não
deve ser negligenciado. Os noivos normalmente planejam e progra-

21331 - Guia para ministros


mam seu casamento com antecedência suficiente para que o pas-
tor ou algum outro conselheiro qualificado tenha chance de realizar
esse trabalho que é parte do planejamento matrimonial. O Depar-
tamento dos Ministérios da Família da Associação Geral dispõe de
material suficiente para aconselhamento pré-conjugal, o qual está
disponível nos SELS e livrarias adventistas.
“A adoração de Deus, a observância do sábado, a recreação,
a associação, o uso de recursos financeiros e a educação dos fi- Designer
lhos são componentes responsáveis por ditosos relacionamentos
familiares. Visto que as divergências nestes aspectos frequente- Editor

mente podem conduzir à deterioração desses relacionamentos,


a desânimo e mesmo a perda completa da experiência cristã, C.Q.

Dep. Arte
174 | Guia Para Ministros

a preparação adequada para o casamento deve incluir o acon-


selhamento pastoral nessas áreas, antes do enlace matrimonial”
(Manual da Igreja, p. 183).
Com a prática difundida de contato sexual pré-marital, a Aids
e outras doenças sexualmente transmissíveis estão espalhadas pelo
mundo. A virgindade antes do casamento e a fidelidade aos vo-
tos matrimoniais após o casamento são vitais na proteção do casal
contra esses perigos. Se não observaram no futuro cônjuge total
honestidade nem fizeram cuidadoso exame médico, devem ser acon-
selhados a isso antes das núpcias.

Requisitos Legais
Quem oficia um casamento tem a responsabilidade de estar in-
formado com relação às leis e aos requisitos conjugais na jurisdição
sob a qual o casamento ocorre, cumprindo os prerrequisitos para o
registro e obtenção da licença. Em lugares onde o pastor não tem
autorização para realizar a cerimônia civil, os noivos podem realizar
esse ato e, em seguida, a cerimônia religiosa dirigida pelo pastor.19

Exigências Denominacionais
Oficiantes autorizados. “Nesta cerimônia, a exortação, os votos
e a declaração de casamento são dados unicamente por um pastor
ordenado, exceto nas áreas em que a Mesa da Divisão tomou um
voto aprovando que ministros licenciados ou comissionados, escolhi-
dos, que foram ordenados como anciãos locais, realizem a cerimônia
de casamento” (Manual da Igreja, p. 52, 53).
Matrimônios desaconselhados. “É mais provável que o
casamento perdure e a vida familiar cumpra o plano divino se
o marido e a esposa estão unidos e vinculados pelos mesmos
19 No território da Divisão Sul-Americana, os pastores são orientados a realizar a cerimônia de casamento
após os noivos terem consumado o casamento civil, demonstrando isso através da certidão legal.
Casamento | 175

valores espirituais e estilos de vida. Por estas razões, a Igreja


Adventista do Sétimo Dia desaconselha energicamente o casa-
mento entre um adventista do sétimo dia e uma pessoa que não
o é, e recomenda com muita insistência que os pastores adven-
tistas do sétimo dia não realizem tais casamentos” (Manual da
Igreja, p. 183, 184).
“A felicidade e prosperidade da relação matrimonial depende da
unidade dos cônjuges; mas entre o crente e o incrédulo há uma dife-
rença radical de gostos, inclinações e propósitos. Estão a servir dois
senhores, entre os quais não pode haver concórdia. Por mais puros e
corretos que sejam os princípios de um, a influência de um compa-
nheiro ou companheira incrédula terá uma tendência para afastar de
Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 174).
Novo casamento não recomendado. O capítulo 15 do Manual
da Igreja trata do assunto do casamento, divórcio e novo casamento,
anotando dez requisitos relacionados à propriedade do novo casa-
mento após um divórcio. Seguindo-se a essa lista, temos a seguinte
declaração: “Nenhum pastor adventista do sétimo dia tem o direito
de oficiar em uma cerimônia de segundas núpcias de pessoa que,

21331 - Guia para ministros


sob a estipulação dos parágrafos precedentes, não tenha o direito bí-
blico de tornar a casar-se.”
Cerimônia imprópria. O casamento na igreja é, primeiramente,
um compromisso espiritual e um ato litúrgico. Uma cerimônia nup-
cial na qual interesses seculares obscurecem as questões espirituais
caracteriza-se como cerimônia inadequada para um pastor realizar.

Requerimentos da Igreja
Designer
Diretrizes para a cerimônia de casamento. A igreja deve reco-
nhecer a prudência e a conveniência de estabelecer diretrizes para Editor

uma cerimônia nupcial no uso de suas instalações. Essas condutas


devem ser fornecidas àqueles que solicitam o uso da igreja para uma C.Q.

Dep. Arte
176 | Guia Para Ministros

cerimônia de casamento. As normas de procedimento podem variar mui-


to em diferentes localidades, mas devem incluir questões como estas:
• Quem pode usar as instalações.
da igreja para uma cerimônia nupcial.
• Quem deve oficiá-la.
• Decoração adequada.
• Música apropriada.
• O que constitui padrão para o vestuário apropriado.
• Orientações para os fotógrafos.
• Diretrizes de recepção festiva,
se for realizada na igreja.
• Cobrança de taxas.
• Equipamentos e serviços disponíveis.

Participantes. De todas as cerimônias e eventos da igreja, mais


do que qualquer outra função, o casamento pode envolver mais pes-
soas que não sejam membros da igreja. Amigos e membros da famí-
lia podem ser convidados a participar da cerimônia como parte da
festa nupcial ou em apresentações musicais. Desde que essa partici-
pação atenda aos padrões da igreja, não há restrições para ela.

Planejando o Casamento
Simplicidade. Embora o ministro não deva procurar controlar os
detalhes e o planejamento da cerimônia de casamento, a simplicidade
e a economia devem ser incentivadas. “Seja todo passo em direção ao
casamento caracterizado pela modéstia, simplicidade, e sincero propó-
sito de agradar e honrar a Deus” (A Ciência do Bom Viver, p. 359).
Planejamento antecipado. Logo no início do planejamento,
o pastor deve discutir com a noiva e o noivo os planos específicos
para a cerimônia nupcial, assistindo-os numa bem planejada ordem
do programa. Alguns casais já possuem planos detalhados para a
Casamento | 177

cerimônia; outros não têm ideia do que está envolvido. O pastor deve
evitar o papel de coordenador do casamento, embora a sequência da
cerimônia possa ser um passo de muito significado a ser influenciado
pelo pastor, provendo aconselhamento com respeito a assuntos como
a colocação dos familiares no auditório, a posição dos participantes
na plataforma e outros detalhes afins.
Ensaio. A maioria dos participantes de uma cerimônia matrimo-
nial não está acostumada a aparecer perante um auditório e pode se
sentir insegura e nervosa na ocasião. Muitos deles podem também
não ser conhecidos uns dos outros. O ensaio pode reduzir grandemen-
te essas tensões e promover a segurança da celebração do casamento.
A cooperação com o coordenador do casamento, reunidos os partici-
pantes para a organização do processo, cria senso de companheirismo e
dá orientação espiritual para que os procedimentos se tornem valiosos.
Depois das palavras encorajadoras de abertura, uma leitura bíbli-
ca e oração, a abordagem mais fácil pode ser colocar todos os parti-
cipantes nos devidos lugares em que estarão durante a cerimônia, ao
mesmo tempo em que cada parte do serviço é explicada. Depois des-
sa explanação, eles devem dirigir-se aos seus lugares, dos quais sairão

21331 - Guia para ministros


para a cerimônia e, então, fazer a entrada em suas devidas posições.
O pastor deve uma vez mais repassar a sequência da cerimônia e, então,
o casal deve sair como se estivessem no encerramento da cerimônia.

Ordem do Serviço
Os adventistas não prescrevem nenhuma liturgia nupcial. Os cos-
tumes referentes às cerimônias de casamento variam largamente de
acordo com as tradições culturais. Em ambientes nos quais os costu-
Designer
mes matrimoniais diferem daquele sugerido mais adiante, as Divisões
ou Uniões podem sugerir adaptações que produzam mais apropriada Editor

ordem na cerimônia. Casamentos realizados nas casas são muito mais


simples do que as cerimônias realizadas em igrejas, que, por isso, são C.Q.

Dep. Arte
178 | Guia Para Ministros

planejadas de acordo com o gosto e as circunstâncias das partes en-


volvidas. Casamentos em domicílio normalmente incluem convites
pessoais, enquanto a audiência de um casamento realizado em igreja
está aberta a todos.
A seguinte ordem sugestiva talvez não seja usada integralmente
ou na exata ordem definida, mas pode ser adaptada para uso, quan-
do necessário e apropriado:

Prelúdio musical
Livro de assinaturas dos convidados: O livro de convidados é
geralmente assinado pelos convidados no hall. Quando houver
grande número de convidados, as páginas podem ser separa-
das e assinadas em diferentes locais, reduzindo assim o atraso
para os que entram na igreja.
Lugar dos convidados: Os coordenadores geralmente colocam os
amigos e a família da noiva sentados no lado esquerdo; e os amigos
e familiares do noivo, à direita. Um assento especial pode ser re-
servado à frente dos bancos para os pais e avós da noiva e do noivo.
Entrada dos pais: A entrada dos pais da noiva e do noivo assina-
la o início da cerimônia.
Música especial
Entrada do pastor e do noivo: Normalmente, o pastor entra
de uma sala do lado direito, posicionando-se no centro da
plataforma de frente para o auditório. Em seguida, entra o
noivo e permanece em pé, ao lado esquerdo do pastor, com
os padrinhos ocupando seus lugares à esquerda do noivo.
O pastor deve assumir a responsabilidade de dirigir calma-
mente as núpcias nas várias partes da cerimônia.
Entrada dos acompanhantes da noiva: As damas de honra, o
menino com a Bíblia e a menina com as flores (se estiverem
incluídos) entram pelo corredor central da igreja.
Casamento | 179

Entrada da noiva: A noiva entra conduzida pelo braço direito


do pai ou tutor. Embora não seja obrigatório a audiência fi-
car de pé nesse momento, se a mãe da noiva assim o fizer,
todos devem acompanhá-la.
O noivo recebe a noiva: O noivo caminha até o corredor para
encontrar-se com a noiva, onde ela e seu pai estão ao lado do
banco da família.
Apresentação da noiva: veja abaixo nesta página.
Música especial
A noiva e o noivo se dirigem à plataforma: Enquanto o pro-
cessional continua, a noiva e o noivo rumam para a plata-
forma, colocando-se no centro e de frente um para o outro,
diante do pastor.
Sermão: veja a página 180.
Votos: veja a página 181.
Declaração de casamento: Os costumes e procedimentos legais
variam com relação à declaração de casamento como uma
afirmação espiritual ou legal, ou uma combinação de ambas.
Oração: Tendo comprometido seu amor e fidelidade um ao ou-

21331 - Guia para ministros


tro, o casal se ajoelha enquanto o pastor ora pedindo a ajuda
e o poder de Deus para habilitá-los a manter seu juramento e
encher seu coração e lar com o amor divino, alegria e paz.
Música especial: Enquanto a noiva e o noivo permanecem ajoe-
lhados, peças musicais como o “Pai Nosso” e “Oração de Ca-
samento” são particularmente apropriadas.
Abraço de matrimônio
Apresentação do casal: Apresentar a noiva e o noivo agora pela
Designer
primeira vez como marido e mulher. Convidar os presentes
para a recepção, se a noiva assim pedir. Editor

Recessional: A noiva e o noivo saem pelo corredor central


assim que a música de encerramento começa a ser tocada. C.Q.

Dep. Arte
180 | Guia Para Ministros

Os acompanhantes os seguem na ordem inversa de sua entra-


da, com o pastor saindo por último.
Saída dos pais: Os pais da noiva e do noivo saem na ordem in-
versa de sua entrada.
Saída da audiência: A saída da audiência é feita segundo a
ordem dos bancos.

Entrega da Noiva
Alguns casais ou suas famílias podem preferir omitir essa tradi-
ção, entendendo-a uma humilhação da mulher como sendo posses-
são de seu pai ou marido. Para aqueles que desejam preservar esse
ponto tradicional, o oficiante pergunta: “Quem oferece esta mulher
para casar-se com este homem?” A resposta pode ser dada pelo pai,
dizendo: “Eu”. Ou pelos pais em uníssono: “Nós”.

Sermão
O sermão de casamento deve durar não mais do que cinco ou
dez minutos e centralizar-se no plano de Deus para o casamento e
a unidade da família, o amor de um para com o outro no casamento
e a imagem do amor de Cristo pela igreja como modelo desse amor.
Embora possa ser válido partilhar alguma informação pessoal, deve-
se lembrar que essa é uma cerimônia sagrada que não admite com-
portamento jocoso e secular. Algumas passagens úteis da Escritura
sobre o tema do amor e casamento são:
Gênesis 1:26-28 Criado à imagem de Deus.
Gênesis 2:18-24 O primeiro casamento.
Cantares de Salomão 2 Uma canção de amor.
Cantares de Solomão 8:6, 7 Muitas águas não podem
extinguir o amor.
Marcos 10:6-9 Eles não são mais dois,
mas uma só carne.
Casamento | 181

João 2:1-10 As bodas de Caná.


João 15:9-12 Amar um ao outro para que sua
alegria seja completa.
1 Coríntios 13 O amor nunca falha.
Efésios 5:22-28 O dever de maridos e esposas.
Hebreus 13:4 Digno de honra seja o matrimônio.

Votos
A noiva e o noivo dão-se as mãos para a troca de votos. Eles po-
dem formalmente unir a mão direita ou, de maneira mais íntima,
juntar ambas as mãos.
Votos tradicionais. No voto tradicional, o ministro se dirige ao
noivo: “Diante de Deus e na presença destas testemunhas, você
[nome do noivo] aceita esta mulher [nome da noiva], para ser sua
legítima esposa, para viverem juntos segundo a ordem divina no sa-
grado estado do matrimônio? Promete amá-la, confortá-la, honrá-la,
cuidar dela na doença e na saúde, na prosperidade e na adversidade
e, recusando todas as outras, conservar-se apenas para ela enquanto
ambos viverem? Você promete?”

21331 - Guia para ministros


O noivo responde: “Sim.”
Então o pastor se dirige à noiva: “Diante de Deus e na presença
destas testemunhas, você [nome da noiva] aceita este homem [nome
do noivo], para ser seu legítimo esposo, para viverem juntos segundo
a ordem divina no sagrado estado do matrimônio? Promete amá-lo,
confortá-lo, honrá-lo, cuidar dele na doença e na saúde, na prospe-
ridade e na adversidade e, recusando todos os outros, conservar-se
apenas para ele enquanto ambos viverem? Você promete?”
Designer
A noiva responde: “Sim.”
O ministro põe uma das mãos sobre as mãos unidas dos noivos, Editor

dizendo: “Visto que [nome do noivo e nome da noiva] consentiram


em se unir pelos sagrados laços do matrimônio e dão testemunho C.Q.

Dep. Arte
182 | Guia Para Ministros

disso diante de Deus e de todos os que aqui se acham presentes,


comprometendo-se a ser fiéis um ao outro, e o confirmaram unindo-
se as mãos, eu, como ministro do evangelho e pela autoridade da lei
de [nome da jurisdição legal], os declaro marido e mulher. O que
Deus uniu não o separe o homem.”
Voto responsivo. Se for desejável, os mesmos votos podem ser
usados em formato responsivo, com interrupções por parte da noiva
e do noivo para repetição das mesmas frases logo após o pastor, con-
forme indicado na seguinte apresentação:
“Eu, [nome do noivo ou da noiva], diante de Deus e na presença
destas testemunhas... tomo você [nome da noiva ou do noivo], como
meu legítimo(a) esposo(a)... para vivermos juntos segundo a ordem
divina... no sagrado estado do matrimônio. Prometo amá-lo(a)... hon-
rá-lo(a)... e cuidar de você, na doença e na saúde... na prosperidade
ou na adversidade... e, recusando todas(os) os(as) outras(os), conser-
var-me para você... enquanto ambos vivermos.”
Votos pronunciados pelo casal. Alguns casais gostam de pre-
parar seus próprios votos e repeti-los de memória. É bom que eles
escrevam com antecedência esses votos e deem uma cópia ao pastor.
Isso tem dois propósitos: proporcionar oportunidade para sugestões
sobre o texto e alertá-los caso tenham se esquecido de algum deta-
lhe. Os votos assim feitos devem incluir que o compromisso é total e
permanente, invocando a ajuda e a bênção de Deus para cumpri-los.
Os votos tradicionais devem servir de guia no preparo dos votos pro-
nunciados pelo casal.

Declaração de Casamento
“Pelo poder a mim concedido como ministro do evangelho de Je-
sus Cristo, e pela [jurisdição legal], declaro que [noivo e noiva] são
marido e mulher, segundo a ordem de Deus e de acordo com as leis
de [jurisdição legal]. ‘O que Deus uniu não o separe o homem.’”
Casamento | 183

Assinatura da Certidão de Casamento20


Em certas jurisdições nas quais a assinatura da certidão de casa-
mento é requerida após a cerimônia, isso pode ser feito na recepção.
Na maioria dos casos, a noiva e o noivo assinam, juntamente com
as testemunhas e o oficiante. As testemunhas escolhidas geralmente
incluem a primeira dama de honra e o padrinho principal. Em tais
situações, o ministro está investido da responsabilidade legal do re-
gistro da licença de casamento, dentro de certas limitações de tem-
po. Geralmente, o casal recebe uma cópia; outra deve ser enviada à
jurisdição competente e, em alguns casos, fica outra cópia para os
registros do oficiante.

Taxas e Despesas
As igrejas devem estabelecer claramente a diretriz para o uso das
instalações do templo nessas ocasiões. Geralmente, os membros da
congregação estão isentos da cobrança de taxas pelo uso da igreja no
casamento. Mas, de outros que tenham interesse de usá-la, pode-se
cobrar uma taxa para cobrir as despesas da igreja pelo uso do edifí-
cio e aquelas exigíveis para o trabalho tanto do preparo antecedente

21331 - Guia para ministros


à cerimônia, como pela limpeza depois dela.
Embora os pastores adventistas não cobrem nenhuma taxa pela
realização da cerimônia de casamento, quando viagens se lhes tor-
nam necessárias, é justo aceitar reembolso pelas despesas. O casal
também pode querer dar um presente ao pastor por seus serviços
e se sentirão insultados se for recusado esse sinal de gratidão. O
discernimento pessoal deve ser cautelosamente utilizado para ava-
liar essa questão.
Designer

Editor
20 A Divisão Sul-Americana recomenda enfaticamente que seus pastores realizem a cerimônia religiosa
apenas depois de todos os trâmites legais, solicitando dos noivos a apresentação antecipada da certi-
dão civil antes da cerimônia religiosa. C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 3 3

Dedicação de Crianças
A dedicação de crianças a Deus é uma prática estabe-
lecida na Escritura e na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
É realizada por pastores ou anciãos ordenados.
Diferentemente das igrejas que praticam o batismo infantil, a
dedicação de crianças segue o exemplo bíblico de Maria e José de-
dicando o menino Jesus no Templo (ver Lc 2:22). Ellen G. White es-
creveu: “O sacerdote fez a cerimônia de seu serviço oficial. Tomou a
criança nos braços, e ergueu-a perante o altar. Depois de a devolver
à mãe, inscreveu o nome ‘Jesus’ na lista dos primogênitos” (O Dese-
jado de Todas as Nações, p. 52).
Numa ocasião em que abençoou crianças, Jesus deu exemplo
dessa prática ao dizer: “Deixai vir a Mim os pequeninos, não os
embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus” (Mc 10:14). “En-
tão, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava”
(Mc 10:16). “Tomem os ministros do evangelho as crianças nos bra-
ços, e abençoem-nas em nome de Jesus. Sejam dirigidas palavras do
mais terno amor aos pequeninos; pois Jesus tomou os cordeiros do
rebanho nos braços, e os abençoou” (Evangelismo, p. 349, 350).
Essa cerimônia enfatiza a gratidão a Deus pelo milagre do nas-
cimento, compromete os pais em criar a criança no amor de Cristo,
compromete a congregação a prover apoio aos pais nesse mister, e
dedica a criança ao serviço de Deus.

Planejando a Dedicação da Criança


Ao planejar a cerimônia, é importante considerar o seguinte:
Lugar. Em algumas culturas, essa dedicação pode acontecer em
Dedicação de Crianças | 185

casa ou outros ambientes. Todavia, na maior parte das circunstân-


cias, o ideal seria fazer a dedicação da criança como parte do culto
sabático. Uma vez que o compromisso da congregação significa um
dos propósitos da dedicação, ela deve ser realizada quando a maior
representação possível da irmandade esteja presente.
Programação. A cerimônia de dedicação de crianças pode ser
programada e anunciada com boa antecedência, possibilitando bas-
tante tempo para os pais planejarem a ocasião. Com muita frequên-
cia, todavia, o serviço é programado segundo a data preferida pela
família envolvida na dedicação. Pela natureza do evento, a família
e os amigos que não são membros da congregação provavelmente
serão convidados. A esses devem ser expressados reconhecimento
e saudações especiais. Às vezes, alguns que não são membros da
igreja podem ser atraídos a solicitar tal cerimônia de dedicação para
seus filhos. Por causa dessa solicitação, e talvez durante a cerimônia,
eles podem ser levados a um companheirismo com a congregação.
A Escritura declara: “Um pequenino os guiará” (Is 11:6).
Certificado de dedicação. Para comemorar a ocasião, o certifi-
cado de dedicação da criança deve ser preparado com antecedência

21331 - Guia para ministros


e apresentado aos pais por ocasião da cerimônia. Esses certificados
estão disponíveis na Associação Ministerial do Campo ou nos SELS.
Idade. As crianças podem ser dedicadas tão cedo quanto dese-
jem os pais. Crianças além da idade de um ou dois anos raramente
participam do serviço de dedicação; todavia, não há limite de idade
fixado a esse respeito.

Celebrando a Dedicação de uma Criança


Designer
Abaixo estão as partes sugeridas da cerimônia de dedicação de
crianças: Editor

Convite. Os pais são convidados a estar diante da congregação


com a criança a ser dedicada. Em alguns casos, outros membros e C.Q.

Dep. Arte
186 | Guia Para Ministros

amigos da família podem acompanhá-los, dependendo do espaço


disponível e do número de crianças dedicadas. Enquanto as famí-
lias vêm à frente, um hino apropriado pode ser cantado pela congre-
gação. É preciso lembrar que o tempo desse evento deve ser curto,
reconhecendo-se o potencial para ansiedade e choro das crianças.
Sermonete. Algumas poucas palavras devem enfatizar o con-
certo dos pais e o compromisso da congregação, empenhando-se
em educar a criança “na disciplina e na admoestação do Senhor”
(Ef 6:4). Sugestões escriturísticas que podem ser utilizadas:

Deuteronômio 6:4-7 “Tu as inculcarás a teus filhos.”


Salmo 127:3-5, ARC “Os filhos são herança do Senhor.”
Provérbios 22:6 “Ensina a criança no caminho em
que deve andar.”
Isaías 8:18 “Eis-me aqui, e os filhos que o Se-
nhor me deu.”
Mateus 18:2-6, 10 “Vede, não desprezeis a qualquer des-
tes pequeninos.”
Mateus 19:13-15 “Trouxeram-lhe, então, algumas crian-
ças, para que lhes impusesse as mãos
e orasse.”
Marcos 10:13-16 “Deixai vir a Mim os pequeninos,
não os embaraceis.”
Lucas 2:22-38 “Levaram-nO [Jesus] a Jerusalém.”
Lucas 18:15-17 “Traziam-Lhe também as crianças,
para que as tocasse.”

No fim das breves considerações, uma declaração de compromis-


so tal como a que se segue pode ser usada:
“Ao trazer esta criança para dedicação, vocês estão aceitando
uma sagrada responsabilidade. Por este ato simbólico, vocês buscam
Dedicação de Crianças | 187

expressar sua crença de que esta criança não pertence somente a


vocês, mas também a Deus. A congregação une-se a vocês nesta de-
dicação e se compromete a assisti-los em seu trabalho visando ao dia
em que este ato de dedicação será seguido pelo batismo e a plena
entrada desta criança na família dos membros da igreja.”
“Vocês, portanto, devem prometer fazer tudo ao seu alcance
para que esta criança cresça na doutrina e admoestação do Senhor.
Vocês se comprometem com Deus?”
Oração. Durante a oração de dedicação, se for só uma criança a
ser dedicada, o pastor pode desejar segurá-la nos braços. Mas, para
algumas crianças que têm medo de estranhos, é melhor que os pais
a segurem enquanto o pastor põe a mão sobre a cabeça da criança,
dedicando-a. Quando houver várias crianças para dedicação, o pas-
tor e os anciãos que auxiliam na cerimônia podem colocar as mãos
da mesma forma sobre as crianças. Uma atmosfera individualizada,
relacional, deve prevalecer durante a dedicação. A menção do nome
da criança na oração acrescenta um toque pessoal que os pais reco-
nhecem como importante.
Certificados de dedicação. Os certificados de dedicação são

21331 - Guia para ministros


dados aos pais após a oração, bem como as expressões de amor e
apoio dos anciãos para as crianças e suas famílias. Os líderes das
divisões infantis da Escola Sabatina podem também ser envolvidos
nessa expressão.

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 3 4

Unção e Libertação
Na Escritura, o ato de ungir com óleo e outras substân-
cias está ligado a muitas funções diferentes, como coroação de reis,
ordenação de sacerdotes e profetas, aplicação de óleos aromáticos e
perfumes relacionados com banho e limpeza, administração, acom-
panhada de fricção, de óleos medicinais no corpo, massagem e o
embalsamamento dos mortos. Tanto a higiene pessoal como o embal-
samamento são praticados na sociedade atual sem significado religioso,
e, embora a ordenação ainda seja praticada nas comunidades religio-
sas, ela é geralmente realizada sem uso de substâncias unguentárias.
Na esfera da oração pelos doentes, a unção é presentemente
praticada na igreja, mas, às vezes, seu significado original tem sido
distorcido ou perdido no uso corrente. Ela era praticada na igreja
primitiva, junto com a oração, e tornou-se reconfortante prática mé-
dica, bem como símbolo da bênção do poder curador do Espírito
Santo. Tiago instrui o doente a chamar “os presbíteros da igreja, e
estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Se-
nhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e,
se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados” (Tg 5:14, 15).
A unção não se aplica apenas a doenças, mas também ao perdão.
É tempo de séria reflexão e compromisso com a vontade de Deus, e é
em resposta à oração de fé que Seu poder restaurador e graça são con-
feridos. A unção não está reservada como o último rito para os mori-
bundos, nem há poder místico no óleo em si. Tanto Tiago como a igreja
primitiva estavam cientes de que eles se estavam colocando nas mãos
de Deus através da fé, confiando que Sua vontade seria feita na vida
deles. É nesse sentido que a igreja continua a praticar esse sagrado rito.
Unção e Libertação | 189

Os antigos líderes adventistas frequentemente se envolviam na


prática da unção. Ellen White e sua família foram ungidas muitas
vezes por causa de diversas enfermidades. Essa era a regra e não
uma exceção. A unção é um ato de fé para curar os vivos. Ela reco-
nhece os graves problemas de saúde e os enfrenta através da con-
fiança em Deus.

Preparando-se Para a Cerimônia


Unção solicitada. O doente é instruído a chamar “os anciãos
da igreja”. Conquanto a prática seja de que o próprio indivíduo
enfermo solicite a unção, pode ser que a doença impeça a pessoa
de fazer um pedido. Em tais casos é aceitável que a família ou
os amigos façam a solicitação. Geralmente esse pedido vem dos
membros da congregação, mas, dependendo da ocasião, outros
também podem fazê-lo. Não cabe ao pastor julgar o mérito do in-
divíduo e da solicitação, mas fazer como a Escritura estabelece
em orar pelos doentes. O ato da unção é um evento intensamen-
te pessoal, dirigido às necessidades específicas e pedidos de uma
pessoa. Ele não se destina a atrair grandes auditórios. Essa é uma

21331 - Guia para ministros


distorção da verdade.
Celebração. O pastor normalmente a conduz, assistido pela pre-
sença e orações dos anciãos. Os anciãos da igreja podem oficiar a
cerimônia da unção na ausência do ministro, mas só devem fazer
isso com a aprovação do pastor, sempre que possível. Aqueles que
oficiam precisam ter um sério compromisso com Cristo, crendo fir-
memente na cura divina e o coração preparado para a ocasião.
Local. O ritual da unção pode ser feito na igreja, em casa, no
Designer
hospital, enfermarias ou onde surgir a necessidade. Se for admi-
nistrado num hospital, deve-se ter cuidado para não interferir no Editor

trabalho da equipe médica. A extensão e a formalidade do serviço


dependem do lugar onde é realizado e da condição do recebedor. C.Q.

Dep. Arte
190 | Guia Para Ministros

Participantes. Além do pastor e dos anciãos, o recebedor da


unção pode querer convidar amigos e membros da família. Geral-
mente, os presentes devem ser de confissão cristã, todavia, os que
não o são, mas desejam estar presentes, não devem ser solicitados
a retirar-se.
O recebedor. Pode ser que alguém que esteja sendo ungido não
deseje revelar detalhes de sua enfermidade. Essa reticência deve
ser respeitada. O enfermo precisa ser encorajado a fazer um autoe-
xame, antes da unção, sendo-lhe garantidos o amor, a graça e o per-
dão de Deus. No preparo para o ritual, será útil sugerir a leitura do
capítulo “Oração Pelos Doentes”, do livro A Ciência do Bom Viver
(p. 225). Sempre é bom ter cuidado com o que é dito sobre a enfer-
midade na presença do doente, mesmo quando se imagina que está
inconsciente e não pode ouvir a conversa. Embora não haja indícios
de reconhecimento, ele pode ser capaz de compreender o que está
sendo dito no quarto.

Ordem do Serviço
Observações preliminares. O oficiante deve começar com uma
explicação do propósito da unção e como ela acontece. O enfermo
pode desejar comentar o seu pedido de unção e testificar de sua fé
em Deus. A leitura da Escritura deve confirmar:

• Que Deus pode curar e o faz.


• Confissão e perdão dos pecados.
• Que Deus pode escolher curar através daqueles a quem Ele
concedeu dons de cura.
• Que a oração pela cura é sempre respondida afirmativamente
àqueles que creem, quer imediatamente, quer com o tempo, ou
na restauração de todas as coisas na segunda vinda de Cristo;
mas sempre é positiva.
Unção e Libertação | 191

Leitura da Bíblia. Antes do ato da unção, devem ser lidos textos


selecionados, tais como:

Tiago 5:14-16 “Façam oração sobre ele, ungindo-o com


óleo.”
Salmo 103:1-5 “Sara todas as tuas enfermidades.”
Salmo 107:19, 20 “Então, na sua angústia, clamaram ao Se-
nhor, e Ele os livrou das suas tribulações.”
Marcos 16:15-20 “Se impuserem as mãos sobre enfermos,
eles ficarão curados.”

A oração de unção. Embora ajoelhar-se em oração seja apropriado e


preferível em muitas situações, pode ser que fazê-lo ao redor de um leito
hospitalar seja impraticável. Se o enfermo desejar orar, que lhe seja per-
mitido fazê-lo primeiro, seguido por outros do grupo que solicitem a opor-
tunidade de orar. O pastor ou ancião deve orar por último e, na conclusão
da oração, colocar o óleo sobre a testa do enfermo, simbolizando o toque
do Espírito Santo de um modo específico e especial. Geralmente, costu-
ma-se usar óleo de oliva para esse propósito. Todavia, isso não é obrigató-

21331 - Guia para ministros


rio. O óleo deve ser aplicado na fronte e não na parte afetada do corpo.

Ministério de Libertação
O serviço da unção, conforme descrito na epístola de Tiago, re-
fere-se primariamente a enfermidades físicas e perdão. Mas há tam-
bém um ministério na Escritura direcionado à questão de possessão
demoníaca. “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e
sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste
Designer
mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões
celestes” (Ef 6:12). Embora essa luta não se manifeste igual em to- Editor

dos os lugares, há ocasiões durante as quais os poderes demoníacos


se tornam claramente evidentes. C.Q.

Dep. Arte
192 | Guia Para Ministros

A suposição de que alguém saiba como esse poder surgirá e a meto-


dologia certa para lidar com ele ignora a variedade de meios pelos quais
ele se manifesta e como foi enfrentado no ministério de Cristo e na igre-
ja primitiva. No início de Seu ministério na sinagoga de Cafarnaum,
Jesus enfrentou um homem possuído por um demônio que O reconhe-
ceu como “o Santo de Deus” (Mc 1:24). Com uma simples declaração,
mandou que o demônio se calasse e se retirasse (verso 25). O homem foi
curado. Posteriormente, naquela mesma noite “trouxeram a Jesus todos
os enfermos e endemoninhados. E Ele curou muitos doentes de toda sor-
te de enfermidades; também expeliu muitos demônios” (versos 32, 34).
O endemoninhado de Gadara estava possuído, como ele mesmo
declarou, por uma “legião” de demônios (Mc 5:1-20), e Lucas relata
a expulsão de um demônio que era mudo (Lc 11:14). Em todos os
casos, o padrão é repetido. Jesus simplesmente ordena que saiam e
eles obedecem à Sua palavra. Com esse poder, os discípulos conti-
nuaram o mesmo ministério. “Tendo Jesus convocado os doze, deu-
lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem
curas” (Lc 9:1). “Como os doze apóstolos, os setenta discípulos a
quem Cristo enviou mais tarde receberam dons sobrenaturais como
selo de sua missão. Quando sua obra estava concluída, voltaram
com alegria, dizendo: ‘Senhor, pelo Teu nome, até os demônios se
nos sujeitam’ (Lc 10:17)” (A Ciência do Bom Viver, p. 94).
No nome de Jesus esse ministério continuou na igreja primitiva.
Novos crentes traziam “doentes e atormentados de espíritos imun-
dos, e todos eram curados” (At 5:16). Em resposta à pregação de Fi-
lipe, “espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta
voz” (At 8:7). Em suas manifestações modernas, a possessão demo-
níaca precisa ainda ser tratada com a mesma ordem direta: sair em
nome de Jesus. Para uma discussão mais ampla da possessão demo-
níaca, ver nota adicional sobre o capítulo um do Evangelho de Mar-
cos, no Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 5, p. 575.
C A P Í T U LO 3 5

Funerais
Totalmente contrária à natureza de Deus como Criador e
Doador da vida, a morte é comparada ao último inimigo de tudo o que é
bom, uma intrusão produzida pelo pecado na perfeição do Éden, que pas-
sou a toda a humanidade. Assim, a morte reina como invasora extempo-
rânea que interrompe todas as alegrias e planos da vida, exigindo atenção
imediata. Todavia, mesmo essa dificílima e indesejada responsabilidade do
ministro proporciona oportunidade de honrar a memória de um ser ama-
do e confortar os enlutados em sua perda, apontando-lhes o dia da feliz
reunião quando “o último inimigo a ser destruído é a morte” (1Co 15:26).

Tradição e Cultura
O ministério pelos enlutados exige respeito às tradições e cultura
no trato com a morte, mas sempre no contexto dos princípios cristãos
e da compreensão bíblica sobre o assunto. Ao lidar com funerais, as

21331 - Guia para ministros


igrejas tendem a estabelecer costumes e procedimentos que também
precisam ser respeitados e observados. Alguns entregam alimentos na
casa da família enlutada, enquanto outros providenciam a refeição na
igreja após o funeral. Outros, ainda, preferem o serviço fúnebre em
salões de instituições funerárias locais. Alguns expõem o falecido no
caixão, enquanto as pessoas chegam para o serviço fúnebre, outros o
fazem um pouco antes das pessoas saírem e outros não seguem nenhu-
ma dessas opções. O pastor deve reconhecer a importância de conhe- Designer
cer as tradições da congregação com relação às cerimônias de funerais.
Por causa da grande variedade de culturas e congregações, ape- Editor

nas são dadas aqui diretrizes básicas que podem exigir considerável
adaptação às situações locais. C.Q.

Dep. Arte
194 | Guia Para Ministros

Antes da Cerimônia
Visitando a família. A visitação imediata em apoio à família se
torna uma oportunidade para proferir palavras de conforto e enco-
rajamento, leitura da Bíblia e oração, não para discurso teológico.
Os enlutados podem se lembrar muito pouco do que o pastor disse
durante o choque inicial da perda, mas se lembrarão do carinho de-
monstrado pelo apoio da presença.
Oferecendo a ajuda da igreja. Sugestões específicas devem ser
dadas sobre como a igreja pode ajudar, como prestar assistência na
notificação aos parentes e amigos, atendendo ao telefone ou à porta,
cuidando das crianças, da alimentação ou preparando a casa para
receber os visitantes.
Oferecendo assistência pastoral. Poucos têm tido a responsa-
bilidade de planejar um serviço fúnebre e, em face a uma morte
súbita, pode ser difícil para os enlutados considerar claramente as
opções e os detalhes do funeral. Se o processo da morte foi demo-
rado, talvez algumas sugestões possam ser apresentadas com ante-
cedência. Todavia, mesmo nessas situações, bondosa assistência e
direção são necessárias.
A escolha de quem oficiará o funeral pode ser influenciada por
ligações com aqueles que pastorearam a família em tempos passa-
dos, particularmente se o pastor atual está na igreja há pouco tempo.
Não deve ser considerado agravo pessoal ao pastor se a família esco-
lher outra pessoa para oficiar. Pode ser necessária ajuda fazendo-se
arranjos e contatos com aqueles que serão chamados para servir
como carregadores do ataúde, providenciar música e ajudar o pas-
tor durante a cerimônia. Quando atuando como pastor convidado
na igreja de outro ministro, o pastor visitante deve lembrar-se da im-
portância de trabalhar ao lado do pastor local, motivando a família a
envolver também seu pastor na cerimônia fúnebre.
Oficiando os funerais. A ordenação não é requerida para a
Funerais | 195

ministração de funerais. Na ausência do pastor, um ancião pode


tomá-la a seu cargo. Frequentemente, um amigo ou membro da
família pode ser chamado para ajudar o pastor no serviço, lendo o
obituário, a Escritura, fazendo oração, etc. Geralmente, o agente fu-
nerário que cuida do corpo do falecido se encarregará dos detalhes
do sepultamento e da documentação legal necessária na jurisdição
em que o funeral acontece. Os pastores adventistas do sétimo dia
não cobram taxas pela realização de funerais. Todavia, é razoável re-
ceber um reembolso por despesas de viagem.
Exposição do corpo. A sabedoria da cultura deve ser respeitada
na exposição do corpo. Em algumas situações, a família e os ami-
gos são convidados para ir à funerária ver o morto. Algumas famílias
preferem manter o corpo em casa, onde recebem as pessoas num
ambiente devidamente preparado. Outras dão preferência a que as
exéquias sejam oficiadas à noite, ao redor do caixão, até o dia do se-
pultamento. Qualquer que seja a forma de exposição, ela serve para
um propósito útil. A morte precisa ser aceita antes de se iniciar o
processo de recuperação.
Nas cerimônias fúnebres, o corpo pode ficar exposto para que as

21331 - Guia para ministros


pessoas prestem suas homenagens póstumas ao entrarem no recin-
to. O caixão é então fechado e a cerimônia, focalizada na esperança
e segurança, não é interrompida por uma exposição final do corpo.
Outras culturas e congregações preferem ter a visualização do corpo
no encerramento dos serviços, antes do fechamento do caixão e da
saída do féretro.

Programa Típico Para um Funeral


Designer
Oficiando o funeral. Em situações nas quais a família opta por
uma instituição funerária para o serviço, quem está no comando do Editor

funeral deve ficar encarregado dos arranjos; e o pastor se responsa-


biliza pelos aspectos religiosos do serviço. O funeral é conduzido em C.Q.

Dep. Arte
196 | Guia Para Ministros

conjunto entre o pastor e o encarregado dos trabalhos fúnebres. Pron-


tidão e planejamento na condução de um serviço funeral são vitais.
Atrasos e indecisão aumentam a tensão num ambiente já difícil por si.
Auxiliando os enlutados. Os enlutados normalmente são reunidos
numa sala lateral, antes de serem conduzidos a seus assentos na sala
onde se encontra o caixão. Umas poucas palavras de encorajamento, uma
oração e o apoio mútuo do grupo ajudam os enlutados a se preparar para
a finalidade do serviço. Esse ministério também serve como uma medida
da reação de dor normalmente esperada dos parentes do falecido.
Ordem do serviço. A ordem do serviço fúnebre deve ser direta
e simples. Eis uma sequência sugestiva que pode ser adaptada ou
expandida para ajudar na situação:
Acomodação da família. Os participantes entram e se sentam.
Leitura da Bíblia e oração. Os textos bíblicos podem ser utilizados
conforme sugerido a seguir, talvez combinando vários versículos. A ora-
ção inclui graças a Deus pela vida que Ele concedeu ao falecido, confor-
to para aqueles que choram e esperança da vida eterna em Cristo Jesus.
Quem ora fica em pé e a audiência permanece sentada durante a oração.
Música de conforto. A música executada por músicos convidados
é geralmente preferível ao canto congregacional, que não se aplica
muito bem em situações como essas, em que as emoções podem in-
terferir na capacidade de cantar.
Sermonete fúnebre e obituário. O sermonete fúnebre e o obi-
tuário, planejados para honrar a vida do falecido, podem ser
combinados numa só elocução ou feitos separadamente. O ser-
monete caracteriza uma recordação mais longa em honra da
vida do falecido; o obituário dirige-se primariamente aos dados
fatuais como data de nascimento, da morte, nomes dos sobrevi-
ventes e alguns eventos notáveis de sua vida. Algum fato alegre
e bem humorado pode ser lembrado nessa apresentação, pois
ajuda a acalmar a tensão do evento.
Funerais | 197

Testemunhos. Algumas pessoas acham reconfortante dar ou


ouvir testemunhos daqueles que assistem ao funeral. Embora isso
possa ser útil em algumas ocasiões, essas memórias podem se tor-
nar muito extensas, excessivamente emotivas ou inadequadamen-
te pessoais.
Sermão. O sermão fúnebre deve ser realista em relação à morte
e esperançoso com respeito à ressurreição, reconhecendo as contri-
buições do falecido e a perda para a família, a comunidade e para
Deus. O uso de poesias pode ser marcado para o final do sermão. A
pessoa que faz o sermão deve reconhecer a importância de manter a
duração dele ajustada às outras partes do programa.
Oração. O sermão é encerrado com uma oração de fé e esperan-
ça para o futuro, e forças para aqueles que permanecem.
Música de conforto. Conforme já exposto.
Neste momento da cerimônia, o pastor se posiciona na cabeceira
do caixão, permanecendo ali após os convidados e a família haverem
saído, caso essa tenha solicitado uma exposição do corpo. O pastor
então pede aos carregadores para moverem o caixão até o carro fú-
nebre, no qual o colocarão para o transporte até o sepulcro. O pastor

21331 - Guia para ministros


pode escolher ir no carro fúnebre ou segui-lo diretamente em seu
itinerário até o cemitério.
Bíblia. Sermões e leituras da Escritura podem ser extraídos dos
seguintes versos:

Jó 14:1, 2, 14, 15 “Chamar-me-ias, e eu Te responderia.”


Salmo 23 “Ainda que eu ande pelo vale da
sombra da morte.”
Designer
Salmo 27 “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo.”
Salmo 46 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza.” Editor

Salmo 90 “Senhor, Tu tens sido o nosso refú-


C.Q.

Dep. Arte
198 | Guia Para Ministros

gio, de geração em geração.”


Salmo 91:1, 2, 11, 12 “Diz ao Senhor: Meu refúgio e meu
baluarte.”
Salmo 121 “O meu socorro vem do Senhor.”
Isaías 33:15-17, 24 “Nenhum morador [...] dirá: Estou
doente.”
Isaías 35:3-10 Deles fugirá a tristeza e o gemido.”
Isaías 40:28-31 “Mas os que esperam no Senhor re-
novam as suas forças.”
Isaías 43:1, 2 “Quando passares pelas águas, Eu
serei contigo.”
João 14:1-6 “Voltarei e vos receberei para Mim
mesmo.”
Romanos 8:14-39 “Sabemos que todas as coisas co-
operam para o bem daqueles que
amam a Deus.”
1 Coríntios 2:9, 10 “Nem olhos viram, nem ouvidos ou-
viram.”
1 Coríntios 15:20-26 “O último inimigo a ser destruído é
a morte.”
1 Coríntios 15:51-55 “Porque é necessário que este corpo
corruptível se revista da incorrupti-
bilidade.”
Filipenses 3:20, 21 “Pois a nossa pátria está nos Céus.”
1 Tessalonicenses 4:13-18 “Para não vos entristecerdes como
os demais, que não têm esperança.”
1 Tessalonicenses 5:1-11 “Quer vigiemos, quer durmamos,
vivamos em união com Ele.”
Hebreus 4:14-16 “Porque não temos sumo sacerdote
que não possa compadecer-se das
nossas fraquezas.”
Funerais | 199

2 Pedro 3:8-14 “Não querendo que nenhum pereça.”


Apocalipse 7:15-17 “Jamais terão fome, nunca mais te-
rão sede.”
Apocalipse 14:13 “Bem-aventurados os mortos que,
desde agora, morrem no Senhor.”
Apocalipse 21:1-4 “E lhes enxugará dos olhos toda lá-
grima.”
Apocalipse 22:1-5 “Contemplarão a Sua face.”

Funeral de crianças
2 Samuel 12:16-23 A aflição de Davi.
Marcos 10:13-16 “Tomando-as nos braços e impon-
do-lhes as mãos, as abençoava.”

Funeral de jovens
Eclesiastes 11:6-10 “Alegra-te, jovem, na tua juventude.”
Eclesiastes 12 “Lembra-te do teu Criador nos dias
da tua mocidade.”
Lucas 7:11-15 O filho da viúva de Naim. “Jovem,

21331 - Guia para ministros


Eu te mando: levanta-te!”

Funeral de mulheres piedosas


Provérbios 31:10-31 “Mulher virtuosa, quem a achará?
O seu valor muito excede o de finas
joias.”
Mateus 26:10-13 “Onde for pregado em todo o mundo
este evangelho, será também contado
Designer
o que ela fez, para memória sua.”
Atos 9:36-42 Dorcas. “Era ela notável pelas boas Editor

obras.”
C.Q.

Dep. Arte
200 | Guia Para Ministros

Funeral de idosos
Gênesis 15:15 “Serás sepultado em ditosa velhice.”
Mateus 11:28 “Eu vos aliviarei.”
2 Timóteo 4:6-8 “Completei a carreira, guardei a fé.”

A Cerimônia de Sepultamento
Ao levarem o esquife para a sepultura, o líder do serviço fúne-
bre deve evitar ao máximo caminhar sobre outras sepulturas. No
túmulo, costumeiramente o líder fica em pé na cabeceira do esqui-
fe, defronte à família. A utilização de música à beira da sepultura
pode ser programada segundo o costume local e o desejo da famí-
lia, mas ela geralmente prolonga o tempo da cerimônia que deve
ser breve. Se organizações militares ou outras participarem da ce-
rimônia de sepultamento, o planejamento e a coordenação devem
ser em conjunto. As condições atmosféricas podem acentuar a im-
portância de se resumir o tempo do serviço à beira do túmulo.
Sepultamento informal. Um sepultamento simples, informal,
pode consistir numa leitura das Escrituras e oração. 1 Tessalonicenses
4:13-18 e 1 Coríntios 15:51-55 servem muito bem a esse propósito, se-
guidas de uma oração de fé e esperança na ressurreição.
Sepultamento formal. Um sepultamento formal, se preferido,
se ajusta bem com a leitura da Escritura e a oração. As formas de
enterro variam. Em alguns lugares o costume inclui o gesto do pas-
tor lançar um punhado de terra ou pétalas de flores sobre o esquife
quando a leitura é feita. Para outros, isso pode ser considerado uma
lembrança triste da fragilidade humana, a qual não tem necessidade
de ser ilustrada tão claramente.
Exemplo de um sepultamento cristão. “Tendo em vista que Deus,
em Seu infinito amor e sabedoria permitiu que nosso(a) querido(a) ir-
mão (ou irmã) dormisse em Cristo, nós com ternura sepultamos seu
corpo na terra, na certeza e esperança de uma gloriosa ressurreição,
Funerais | 201

quando nosso Senhor retornar em glória. Então esse corpo de humi-


lhação será transformado à semelhança do corpo glorioso de Cristo, de
acordo com o poder de submeter todas as coisas a Si mesmo.”
Exemplo de um sepultamente de um não cristão. “Consideran-
do como Deus, em Sua bondade e operação de Sua providência, per-
mitiu que nosso(a) amigo(a) [nome] depusesse os fardos desta vida,
nós encomendamos amorosamente seu corpo à terra, lembrando-nos
de que todas as questões da vida estão nas mãos do Pai amoroso e
compassivo, que prometeu vida eterna àqueles que O amam.”
Após o serviço. Em seguida à oração e ao término da cerimônia,
a família pode ser cumprimentada. O pastor deve então permanecer
até que todos os presentes tenham saído do cemitério.
Enterro antes do funeral. Pode acontecer de o sepultamento
ser feito antes da cerimônia, talvez como um serviço privativo para
a família. Do cemitério, a família vai então à igreja para a cerimônia
pública. Em tal situação, o programa deve se concentrar mais na ce-
lebração da vida do que na lamentação pela morte.
Cremação. Cremação é uma apropriada alternativa ao sepul-
tamento em muitas ocasiões. Os adventistas não têm nenhuma

21331 - Guia para ministros


posição teológica contra a cremação, crendo que Deus não depende
de matéria preexistente na ressurreição, assim como não precisou
na criação. A cultura local e as sensibilidades da família podem in-
fluenciar na aceitação dessa prática.

Ministrando aos Enlutados


Esteja presente. Considerando que os enlutados continuarão
a sofrer a perda do ser amado após o funeral, um contato contínuo
Designer
deve ser programado. Passada a crise imediata, e com a dispersão das
pessoas, começa a sensação de solidão. No funeral, o ministério aos Editor

enlutados apenas começa, e deve continuar por muitos meses depois.


A igreja deve dar apoio aos enlutados mediante ministério contínuo. C.Q.

Dep. Arte
202 | Guia Para Ministros

Seja paciente. O processo de sofrimento leva tempo. Insônia, an-


siedade, temor, raiva e preocupação com pensamentos tristes podem
continuar por um ano ou mais. Expectativas irreais de que os enlutados
“já deviam ter saído dessa” podem deixá-los ansiosos e sentindo-se cul-
pados, tornando o processo de sofrimento mais difícil. Alguns podem
expressar ira contra Deus e devem ser tratados com bondade e sem jul-
gamento prévio, enquanto são reconduzidos novamente à verdade e à fé.
Ouça. Falar e desabafar são meios efetivos de compartilhar emo-
ções e cura para o sofrimento. Os enlutados normalmente gostam
de conversar sobre seus amados que partiram, evocando preciosas e
importantes lembranças. Em certo sentido, todavia, as pessoas pre-
cisam dar adeus ao passado antes de poderem desfrutar o presente
e olhar para o futuro. Mostre-se sensível às indicações de recusa,
como indisposição de falar sobre a morte e má vontade de se separar
dos objetos pessoais do falecido.
Estimule-os à atividade. O mais breve possível, os enlutados
devem ser animados a se envolver em alguma atividade regular que
compreenda beneficiar os semelhantes. Tornarem-se ativos num
grupo de apoio a sofredores pode ser de grande auxílio.
C A P Í T U LO 3 6

Lançamento
de Pedra Fundamental,
Inauguração e Dedicação
de Igrejas
Um dos dias mais importantes na vida de uma con-
gregação envolve o estabelecimento de uma nova casa de adoração.
Adentrar a nova igreja pela primeira vez, e convidar a presença de
Deus para reinar supremo no novo edifício, é um privilégio sagrado
e prazeroso. A tradição e a diretriz da Igreja Adventista, todavia, re-
querem que a realização do serviço de dedicação ocorra apenas após
todo o endividamento pelo novo edifício ter sido pago.
Visto que as realidades financeiras relacionadas à construção e
aquisição de novas instalações geralmente envolvem alguns débitos

21331 - Guia para ministros


de longo prazo, isso cria certas tensões e dificuldades entre o desejo
de inaugurar um novo templo e esperar até a quitação do financia-
mento para dedicá-lo. Como resultado, a cerimônia do corte da fita
inaugural permite a utilização do novo edifício, e uma cerimônia de
consagração ou dedicação representa a comemoração de um grande
projeto concluído com sucesso, uma propriedade livre de débitos.
Os convidados são parte importante de um serviço de consa-
gração ou dedicação. Antigos membros e aqueles que apoiaram o Designer
projeto, bem como líderes da Associação/Missão e os pastores que
anteriormente trabalharam no distrito, devem ser convidados a par- Editor

ticipar. Autoridades civis e pastores da comunidade também podem


ser convidados a estar presentes. C.Q.

Dep. Arte
204 | Guia Para Ministros

Ordem da Cerimônia
A ordem da cerimônia quer para a inauguração ou para a dedica-
ção pode ser muito semelhante, com algumas distinções específicas:
Hino de abertura
Oração
Reconhecimento dos membros, convidados e doadores
Histórico da igreja
Leitura bíblica
Mensagem musical especial, ou hino pela congregação
Sermão
Ato de dedicação ou consagração
Oração de dedicação ou consagração
Hino
Bênção

Histórico da igreja. Um esboço histórico pode ser mais bem


apresentado por alguém com reconhecida e longa estada na mem-
bresia e que tenha apoiado a igreja. Membros fundadores, membros
antigos e pastores anteriores devem receber reconhecimento, fazen-
do-se menção destacada àqueles mais diretamente envolvidos com
o projeto. O histórico pode chegar ao clímax com o anúncio de pla-
nos futuros e programas para prestação de serviços à comunidade.
A igreja precisa se lembrar não apenas do passado, mas também de
projetar seu futuro.
Leitura da Bíblia. Leituras especiais da Escritura podem ser en-
contradas na oração de Salomão por ocasião da dedicação do templo
(1Rs 8:23-25; 2Cr 6:14-42). Outras passagens geralmente utilizadas
em tais ocasiões são:
Êxodo 40:33-35 “E a glória do Senhor enchia o tabernáculo.”
Neemias 12:27 “A fim de que fizessem a dedicação com alegria.”
Salmo 84 “Quão amáveis são os Teus tabernáculos.”
Lançamento de Pedra Fundamental, Inauguração e Dedicação de Igrejas | 205

Salmo 100 “Entrai por suas portas com ações de graças.”


Salmo 122 “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à
Casa do Senhor.”

Sermão. Quaisquer dos textos mencionados acima podem ser


desenvolvidos num sermão de dedicação, observando-se particular-
mente que, além do edifício, a igreja consiste de um grupo de pes-
soas. A congregação encontra-se ali para se dedicar a Deus, e não
apenas o edifício.
Ato de dedicação. A queima de uma cópia da hipoteca serve
como símbolo de que a igreja está livre de débitos. Esse pode ser
um evento apoteótico, principalmente se a igreja contraiu dívidas
por algum tempo e se sacrificou a fim de pagá-las. Algumas igrejas
acham apropriado cantar um hino de louvor e gratidão a Deus,
durante a queima da hipoteca ou documentos de dívidas. Nesse
momento, pode ser feita uma leitura responsiva mais longa, an-
tes da oração de dedicação, envolvendo a congregação. Um exem-
plo dado a seguir pode ser usado integralmente ou adaptado para
atender à situação local.

21331 - Guia para ministros


Oração de dedicação. A oração de dedicação pode muito bem
ser moldada segundo a que foi feita por Salomão na dedicação do
templo, conforme registrado em 2 Crônicas 6. Essa oração merece
cuidadoso preparo. Ela pode incluir o seguinte:
•G raças a Deus por prover, mediante Seu povo, os meios e o
desejo de erigir a igreja.
•C onfissão de pecados e súplica pelo derramamento do Espírito
Santo sobre a congregação.
Designer
•O rientação para a obra da igreja em edificar o reino de Deus
naquele local. Editor

• Uma bênção para os membros e convidados.


C.Q.

Dep. Arte
206 | Guia Para Ministros

A oração é concluída com palavras específicas de dedicação, como:


“Dedicamos agora a Ti este edifício, ó Deus,
como uma luz nesta comunidade,
como casa de oração para todos os povos.
Para a adoração de Deus,
para a conversão de pecadores,
para a pregação de Cristo e Sua Palavra,
para a comunhão da família de Deus,
para a salvação de nossos filhos,
para ser o lugar da habitação de Deus,
dedicamos esta casa, em nome do Pai,
e do Filho e do Espírito Santo. Amém.”

Leitura Responsiva
E Me farão um santuário.
No princípio Deus criou os céus e a Terra. Então o Senhor Deus plan-
tou um jardim a leste do Éden, e ali pôs o homem que havia formado.
Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agra-
dáveis à vista e boas para alimento.
No meio do jardim estavam a árvore da vida e a árvore do conhe-
cimento do bem e do mal.
Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável
aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do
fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu.
Assim, o Senhor Deus os baniu do Jardim do Éden para traba-
lharem a terra da qual haviam sido formados.
Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no
mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a
todos os homens, porque todos pecaram.
A iniquidade te separou de Deus. Teus pecados ocultaram Sua
face de ti.
Lançamento de Pedra Fundamental, Inauguração e Dedicação de Igrejas | 207

E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio


deles.
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os edificadores.

Cante o hino 506:

Fortalece Tua Igreja

Fortalece Tua igreja, ó bendito Salvador;


Aquecendo nossas almas no divino, santo amor:
Vem, derrama sobre todos toda a graça de Jesus,
Dando as bênçãos da verdade que nos mostram Tua luz.

Pai, contempla Tua Igreja, vem, estende Tua mão.


Dá-lhe a graça insondável da divina redenção,
Antes que ela desfaleça, e se torne sem vigor;
Vivifica, vivifica nossas almas, ó Senhor.

Santifica Tua igreja pela graça divinal;

21331 - Guia para ministros


Faze-a sempre trinunfante no conflito contra o mal;
Dá-lhe forças na jornada em demanda para o lar,
E que esteja preparada quando Cristo regressar!

E construirão uma comunidade.


Quando vocês vão a Ele, a Pedra Viva – rejeitada pelos homens
mas escolhida por Deus e para Ele preciosa – vocês também, como
pedras vivas, são edificados em casa espiritual. Vocês são o povo
Designer
escolhido, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido de
Deus, para que possam declarar os louvores dAquele que os chamou Editor

das trevas para Sua maravilhosa luz.


Vocês não eram povo mas agora, são povo de Deus. Vocês não C.Q.

Dep. Arte
208 | Guia Para Ministros

tinham alcançado misericórdia, mas agora alcançaram misericórdia.


Assim como vocês receberam a Jesus Cristo como Senhor, per-
maneçam nEle.
Nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como
fostes instruídos, crescendo em ações de graças.

Cante o hino 504:

Da Igreja o Fundamento

Da igreja o fundamento é Cristo, o Salvador;


E nEle ela descansa, é forte em Seu amor;
Em Cristo edificada, bem firme ficará,
Pois sobre a Rocha eterna, jamais se abalará.

A Pedra mui preciosa que Deus providenciou,


Sustenta pedras vivas que a graça trabalhou;
Sejamos sempre unidos, vivendo em plena luz,
E a glória desta Igreja será do Rei Jesus.

Em meio às duras lutas que deve confrontar,


Espera a Igreja, em Cristo, um dia triunfar,
Pois a visão gloriosa enfim se cumprirá,
E a Igreja vitoriosa, em paz repousará.

E desenvolverão o caráter.
(As crianças são convidadas a ir à frente para cantar depois disso.)

Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, po-
rém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir
na face direita, volta-lhe também a outra.
Lançamento de Pedra Fundamental, Inauguração e Dedicação de Igrejas | 209

E, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-


lhe também a capa.
Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.
Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que
lhe emprestes.
Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu ini-
migo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que
vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste,
Porque Ele faz nascer o Seu sol sobre maus e bons e vir chu-
vas sobre justos e injustos.
Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica
será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa so-
bre a rocha;
E caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos
e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque
fora edificada sobre a rocha.
E todo aquele que ouve estas Minhas palavras e não as pratica
será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa so-
bre a areia;

21331 - Guia para ministros


E caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos
e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo
grande a sua ruína.

As crianças podem cantar um cântico infantil como este, por


exemplo:

Sobre a areia o néscio construiu;


Designer
Sua casa ele construiu [bis]
E a chuva então caiu. Editor

A chuva caiu e a água subiu [repete três vezes]


E a casa do néscio tombou C.Q.

Dep. Arte
210 | Guia Para Ministros

Sobre a rocha o sábio construiu;


Sua casa ele construiu [bis].
E a chuva então caiu.
A chuva caiu e a água subiu [repete três vezes]
E a casa do sábio ficou.

Leitura Responsiva de Dedicação


Ministro: Para a glória de Deus, nosso Pai, por cuja graça edi-
ficamos esta casa; para a honra de Jesus, o Filho do Deus vivo,
nosso Senhor e Salvador; para a obra do Espírito Santo, ministro
de vida e luz,

Congregação: Dedicamos-Te esta casa, ó Deus.

Ministro: Para o culto, a oração e o canto,


para a pregação e o ensino da Palavra,
para a celebração das sagradas ordenanças,

Congregação: Dedicamos esta casa.

Ministro: Para consolo dos que choram,


para fortaleza dos que são tentados,
para auxílio no viver cristão,

Congregação: Dedicamos esta casa.

Ministro: Para santificação da família,


para orientação de crianças e jovens,
para salvação de homens e mulheres,

Congregação: Dedicamos esta casa.


Lançamento de Pedra Fundamental, Inauguração e Dedicação de Igrejas | 211

Ministro: Para a defesa da liberdade,


para a educação da consciência,
para a defesa de Cristo e Sua santa lei,
para a luta contra o mal,

Congregação: Dedicamos esta casa.

Ministro: Para auxílio dos necessitados,


para socorro dos aflitos,
para apressar a volta de Cristo,

Congregação: Dedicamos-Te esta casa, ó Deus.

Ministro: Como dádiva de gratidão e amor dos que experimen-


taram o dom da graça de Cristo, apresentamos esta casa como ofe-
renda voluntária ao nosso Deus.

Congregação: Nós, o povo desta congregação, consagrando-nos


agora novamente, dedicamos todo este edifício à causa de Cristo e

21331 - Guia para ministros


ao serviço em prol da humanidade.

Agora eu o consagro a Deus e à Palavra de Sua graça, a qual


pode edificá-lo e dar-lhe herança entre aqueles que são santificados.

Fim de Semana Especial de Dedicação


A dedicação de uma igreja pode ser realizada em qualquer horá-
rio, inclusive no sábado de manhã. No entanto, como é um aconte-
Designer
cimento especial na vida da congregação, podem ser incluídos vários
programas especiais no fim de semana. Por exemplo: Editor

Sexta-feira à noite: “Nossa igreja em consagração.” Pode ser rea­


lizada uma Santa Ceia e um programa musical. C.Q.

Dep. Arte
212 | Guia Para Ministros

Escola Sabatina: “Nossa igreja em estudo.” Convide participantes


especiais, como os membros mais antigos, ou pastores anteriores.
Culto de adoração: “Nossa igreja em adoração.” Convide um ora-
dor especial.
Sábado à tarde: “Nossa igreja em dedicação.” A cerimônia de dedicação.
Sábado à noite: “Nossa igreja em companheirismo.” Um evento social.

Folheto de Consagração ou Dedicação


Um folheto de consagração ou dedicação se torna uma valiosa
lembrança para os membros da igreja e pode constar do seguinte:
• Ordem de serviço para a ocasião.
• Imagens do processo de construção até seu término.
• Sermonete usado durante o ato de dedicação.
• Nomes dos pastores anteriores e do atual, se possível, com fo-
tos e períodos em que trabalharam no lugar.
• Nomes dos líderes da Associação/Missão, participantes da cerimônia.
• Breve histórico da igreja, incluindo fotografias das antigas instalações.
• Nomes do arquiteto, do construtor e dos membros da comissão
de construção.
• Fatos significativos sobre a construção: datas do lançamento
da pedra fundamental, do início da construção, do término do
projeto, os custos, capacidade de audiência e uma planta baixa
que identifique a localização e serventia de cada sala.

Lançamento da Pedra Fundamental


A cerimônia de lançamento da pedra fundamental estimula o en-
volvimento congregacional e a unidade de apoio ao projeto de edi-
ficação gerando entusiasmo, especialmente quando os membros da
igreja estão orando e contribuindo para a construção por longo tem-
po. Com o lançamento da pedra fundamental, eles veem que algo
tangível está acontecendo.
Lançamento de Pedra Fundamental, Inauguração e Dedicação de Igrejas | 213

Estabelecendo a ocasião. O lançamento da pedra fundamental


não deve necessariamente ser considerado uma cerimônia religiosa e
geralmente não é adequada às atividades do sábado. Visto que tais ati-
vidades ocorrem ao ar livre, assuntos como clima e luz disponível preci-
sam ser considerados. A fim de que esteja presente ao evento o máximo
possível de pessoas, a escolha do dia e do horário precisa ser analisada.
Convidados. Os representantes da Associação/Missão, autoridades
civis e líderes comunitários devem ser convidados. Os órgãos de comu-
nicação devem ser notificados e animados a dar cobertura ao evento.
Preparo do local. O local deve ser limpo. Talvez seja preciso
construir uma plataforma e instalar um sistema de som. A cerimô-
nia precisa ser vista como um grande evento. Se for longa, pode ser
necessário providenciar cadeiras. Os desenhos arquitetônicos da
construção podem ser exibidos. Uma maquete do projeto ajudará na
visualização da estrutura completa do futuro prédio.
Se o lançamento da pedra fundamental exigir o uso de pás, é
bom providenciar número suficiente delas para os que estarão envol-
vidos no ato. Como alternativa, pode ser usada uma máquina para
retirar a primeira camada de terra.

21331 - Guia para ministros


Outra opção que envolve a participação dos membros é usar
um arado. Uma longa corda é amarrada a esse arado e os irmãos o
puxam através do terreno, como símbolo do empenho conjunto na
construção do edifício. Pode ser feito um sulco cercando todo o pe-
rímetro do novo edifício, proporcionando uma visualização fácil do
local da estrutura após o término das obras.

Ordem do Serviço
Designer
Hino inicial Em razão da dificuldade de se cantar ao ar
livre, essa parte do serviço pode ser omiti- Editor

da, especialmente se o grupo for pequeno.


Oração Se possível, envolvendo as pessoas convidadas. C.Q.

Dep. Arte
214 | Guia Para Ministros

Leitura bíblica Textos e leituras responsivas listados acima


contêm passagens adequadas para o evento.
Discursos Os convidados podem ser solicitados a falar,
e uma narrativa da história da igreja, as ra-
zões para a construção e planos para o futu-
ro também podem ser abordados.
Abertura do solo Os participantes especiais na abertura do
solo, geralmente, incluem o pastor, o pri-
meiro ancião, o presidente da comissão de
construção, e alguns representantes da As-
sociação/Missão e da comunidade. Se a edi-
ficação for uma escola, devem ser incluídos
o presidente do conselho escolar, o diretor,
um professor e um aluno.
Bênção

Colocação da Pedra Fundamental


Semelhantemente à cerimônia de lançamento da pedra funda-
mental, o serviço de colocação pode ser feito após o início da cons-
trução e caracteriza a colocação de uma pedra que se tornará parte
do alicerce. A cerimônia pode seguir a mesma ordem geral do lança-
mento da pedra fundamental. Textos escriturísticos recomendados:
Esdras 3:10, 11; 6:14; Mateus 21:42; Atos 4:11; 1 Coríntios 3:9-11 e
1 Pedro 2:4-8.
C A P Í T U LO 3 7

Bênção Para o Lar


A prática de abençoar uma casa varia de acordo com
a cultura e o desejo de cada família. A igreja mundial não possui
nenhuma tradição regular para essa cerimônia. Ela pode ser solici-
tada quando uma nova casa foi construída, adquirida ou alugada,
ou com a quitação do financiamento. Tipicamente, a cerimônia de
bênção sobre o novo lar é ministrada depois que a casa está pronta,
os móveis instalados e a família já se tenha mudado. Ela constitui
excelente oportunidade para convidar vizinhos e amigos, cristãos de
outras denominações e cristãos não praticantes, e estabelecer o lar
como um testemunho cristão à vizinhança.
Deve ser feita cuidadosa diferença entre a bênção para um lar e a
dedicação de uma igreja. Uma casa pode ser consagrada para ser um
serviço espiritual à família e à vizinhança, mas a igreja é separada
particularmente para a adoração de Deus. Uma casa pode ser aben-

21331 - Guia para ministros


çoada, mas a igreja é dedicada. A bênção da casa consagra o edifí-
cio para fomentar amor, unidade e crescimento espiritual da família
que a ocupa, e testemunhar à vizinhança do amor salvador de Jesus.

Oficiantes
Não é necessária nenhuma credencial ou ordenação para o ato
de abençoar uma casa. Um ancião pode oficiar a cerimônia, mas
deve fazê-lo com o conhecimento e a cooperação do pastor. Designer

Programa Editor

Os convidados se reúnem no maior cômodo da casa e, depen-


dendo do número de assistentes, o aposento pode ficar superlotado. C.Q.

Dep. Arte
216 | Guia Para Ministros

Alguns podem ficar sentados; outros em pé. Por isso, a cerimônia


deve ser breve, não mais que 30 minutos. Sugere-se a seguinte ordem:

Cântico Esse cântico pode ser considerado opcio-


nal, dependendo da situação. Estes hinos
são apropriados: “Abençoa Este Lar” (HA,
450), “Amor no Lar” (HA, 453) e “Vem En-
tre Nós Morar” (HA, 454).
Oração de abertura A primeira oração invoca a presença de
Deus no lar. Uma vez que são previstas
três orações nessa cerimônia, a primeira e
a última devem ser breves e não repetir a
oração da bênção.
História da casa Pode ser apresentada por um membro da
ou família família, talvez o chefe da casa. Isso serve
como resumo de como essa casa veio a ser
o lar de uma nova família.
Sermonete Deve ser iniciado com a leitura da Bíblia e
o uso de referências bíblicas sobre o esta-
belecimento de lares, famílias e comuni-
dades, de acordo com o plano e as leis de
Deus, destacando a necessidade de inter-
dependência e apoio mútuos. Os textos bí-
blicos são sugeridos mais adiante.
Oração de bênção A família pode se ajoelhar, de mãos dadas,
formando um círculo no centro do cômo-
do, em volta do pastor também ajoelhado.
Os demais ficam em pé, em volta da famí-
lia, enquanto o oficiante ora pela bênção e
proteção de Deus sobre a casa, a família, a
vizinhança e a comunidade.
Benção Para o Lar | 217

Música especial Se houver acompanhamento disponível, o


hino “Vem Entre Nós Morar” é ideal para
a ocasião.
Bênção Essa oração deveria ser breve e não re-
petir as palavras da oração de bênção.
Uma bênção escriturística pode ser apro-
priada, como: “O Senhor te abençoe e te
guarde; o Senhor faça resplandecer o ros-
to sobre ti e tenha misericórdia de ti; o
Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a
paz” (Nm 6:24-26).
Visita pela casa O anfitrião pode querer convidar os pre-
sentes a conhecer a casa. As iguarias
são opcionais.

Textos Bíblicos e Leituras Responsivas


Textos sugestivos
Gênesis 24:67 O lar como lugar de amor e conforto.
2 Samuel 23:15 O lar como precioso lugar de refrigério.

21331 - Guia para ministros


Salmo 127 O Senhor precisa construir a casa.
Isaías 65:21-24 Construirão casas e as habitarão.
Miqueias 4:4 Assentar-se sob sua própria videira.
Lucas 10:38-42 O lar como lugar de trabalho e adoração.

Leitura Responsiva
Líder: Eterno Deus, sobre esta casa erigida para Teu ser-
viço e oferecida para Tua honra e glória,
Designer
Presentes: Nós Te agradecemos, Senhor.
Líder: Por Tua presença, sempre que dois ou três estive- Editor

rem reunidos em Teu nome.


Presentes: Nós Te agradecemos, Senhor. C.Q.

Dep. Arte
218 | Guia Para Ministros

Líder: Por nos tornares Teus Filhos mediante Jesus


Cristo, nosso Salvador.
Presentes: Nós Te agradecemos, Senhor.
Líder: Por nos dares uma família para amar e sermos
por ela amados.
Presentes: Nós Te agradecemos, Senhor.
Líder: Por nos proveres abrigo, alimento e amigos.
Presentes: Nós Te agradecemos, Senhor.
Líder: Por Tua promessa de habitar conosco em paz.
Presentes: Nós Te agradecemos, Senhor.
Líder: Tudo Te pertence nos Céus e na Terra.
Todos juntos: Nós exaltamos Teu nome acima de tudo. Amém.

Leitura alternativa. Talvez você queira fazer algumas perguntas


à família, de maneira informal, ou por escrito, numa leitura respon-
siva, e receber suas respostas como compromisso familiar. As per-
guntas poderiam ser:
Prometem fazer desta casa um local de oração, em que o altar da
família e as devoções diárias sejam respeitadas?
Prometem fazer deste lar um local de amor e união familiar?
Prometem fazer deste lar uma luz na comunidade?
C A P Í T U LO 3 8

Admissão
em um Novo Distrito
Sendo que a transferência de pastores é parte integran-
te do ministério, o período de serviço para um pastor é, em média,
de três a seis anos. Alguns períodos se restringem a um ano ou dois.
Raramente o pastor fica em um lugar mais de 10 ou 15 anos. A mun-
dança existe como expectativa de serviço no pastorado e na vida da
igreja, mas não lhe é exclusiva. Aqueles que seguem carreiras no ser-
viço militar, na política, na indústria do entretenimento, nos espor-
tes profissionais e em muitas outras áreas também convivem com a
expectativa de mudança de local e liderança como parte de sua vida.
Essas transferências podem ser tanto oportunidade como sofri-
mento para a família pastoral. Geralmente, mudar-se para uma nova
localidade torna-se estressante emocional, física e financeiramente.
Por causa dessa realidade, tanto as Associações/Missões como as

21331 - Guia para ministros


igrejas têm a responsabilidade de se empenhar o máximo possível
para alivar as tensões sobre a família pastoral.
A transferência também pode ser estressante para a igreja. A parti-
da de um pastor fiel e amoroso cria insegurança e uma lacuna no com-
panheirismo e no programa da igreja. Porém, ela também abre caminho
para novas ideias, que podem proporcionar renovada visão do companhei-
rismo. Nenhuma pessoa, não importa quão dotada e amada seja, tem to-
das as ideias e habilidades necessárias para o progresso da congregação. Designer

Cerimônia de Admissão Editor

Celebração do novo. As Associações/Missões e congre-


gações devem tomar providências para que a posse do pastor C.Q.

Dep. Arte
220 | Guia Para Ministros

seja um importante ato simbólico, estabelecendo publicamente


o novo pastorado. Os pastores não podem planejar sua própria
posse. Os líderes da igreja e departamentais da Associação/
Missão precisam trabalhar juntos na preparação do evento.
A posse do pastor deve ser parte do culto de sábado, quando a
maioria dos membros está presente. O ato deve conter a apre-
sentação de toda a família pastoral, com o devido reconheci-
mento público à sua importância.
Apresentação do representante do Campo local. O re-
presentante da Associação/Missão pode não ser muito co-
nhecido da congregação, e deve ser apresentado pelo ancião
encarregado, que expressará sua apreciação pelo trabalho dos
dirigentes da Associação/Missão em providenciar liderança
qualificada para a igreja.
Observações do representante do Campo local. O represen-
tante da Associação/Missão transmitirá as informações relativas ao
processo através do qual o novo pastor foi selecionado, e como essa
indicação atende às necessidades da congregação e comunidade.
Também apresentará uma breve biografia da família pastoral.
Boas-vindas pelo ancião. O ancião é designado para saudar o
pastor em nome da congregação. Toda a família pastoral pode ser
convidada a estar na plataforma para unir-se ao ancião, caso seus
membros se sintam à vontade fazendo isso. Para as crianças da fa-
mília do pastor, uma saudação de boas-vindas pode ser feita pelo(a)
professor(a) da Escola Sabatina, pelo(a) professor(a) da escola adven-
tista local, pelo líder dos desbravadores ou dos jovens, ou por crian-
ças da mesma idade. Uma pequena lembrança de boas-vindas pode
ser providenciada.
Leitura Responsiva. A seguinte leitura é uma sugestão que
pode ser usada e adaptada quando necessário para adaptar-se à ceri-
mônia de boas-vindas:
Admissão em um Novo Distrito | 221

Ouvindo a Palavra
Ancião: Nem só de pão viverá o homem, mas de
toda Palavra que sai da boca de Deus.
A Palavra do Senhor é viva e eficaz. Mais
aguda do que espada de dois gumes, ela pe-
netra até a divisão da alma e espírito, juntas
e medulas. Ela julga os pensamentos e ati-
tudes do coração.
Congregação: Nada em toda a criação está oculto da vista
divina. Tudo está descoberto e patente aos
olhos dAquele a quem temos de dar contas.
Portanto, uma vez que temos um grande
Sumo Sacerdote que está nos Céus, Jesus,
o Filho de Deus, apeguemo-nos firmemen-
te à fé que professamos.
Líder da A fé vem pelo ouvir a mensagem e a men-
Associação/Missão: sagem é dada através da palavra de Cris-
to. Todos os que confiam nEle nunca
serão envergonhados. O mesmo Senhor é

21331 - Guia para ministros


Senhor de todos, e Ele abençoa ricamente a
todos os que O invocam.
Congregação: Como podem eles invocar Aquele em quem
não creram? E como crerão nAquele de
quem nunca ouviram? E como podem eles
ouvir sem que alguém pregue para eles?
E como podem eles pregar a menos que se-
jam enviados?
Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte
222 | Guia Para Ministros

Reconhecendo o Chamado
Pastor: Eu ouvi a voz do Senhor, dizendo: “A quem
enviarei, e quem há de ir por nós?” Respondi:
“Eis-me aqui, envia-me a mim!” O Espírito do
Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor
me ungiu para pregar boas-novas aos quebran-
tados, enviou-me a curar os quebrantados de
coração, a proclamar libertação aos cativos e a
pôr em liberdade os algemados, a confortar to-
dos os que choram. E prover para aqueles que
sofrem em Sião, concedendo-lhes uma coroa de
formosura em lugar de cinzas, e óleo de alegria
em lugar de pranto, e vestes de louvor em lugar
de espírito de desespero.

Unindo-se ao Serviço
Diácono: Não é este o tipo de jejum que escolhi: soltar as
correntes da injustiça e desatar as cordas do jugo?
Diaconisa: Não é partilhar sua comida com o faminto,
abrigar o pobre desamparado?
Diácono: Vestir o nu que você encontrou, e não recusar
ajuda ao próximo?
Congregação: Então a Sua luz irromperá como a alvorada,
e prontamente surgirá a sua cura. Sua justiça
o precederá e a glória do Senhor será a sua
retaguarda.

Conhecendo a Missão
Pastor: E este evangelho do reino será pregado em todo
o mundo, como testemunho a todas as nações,
Congregação: E então virá o fim.
Admissão em um Novo Distrito | 223

Cântico
Sugestão: “Deus vos Guarde” (HA, 387)

Entendendo a Visão
Líder da Deus diz: “Nos últimos dias derramarei o Meu
Associação/Missão: Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vos-
sas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão,
e vossos jovens terão visões.” Qual é a sua visão
para o ministério nesta congregação, em pala-
vras, adoração, comunhão e serviço?
Pastor: Vejo a igreja como uma comunidade redi-
mida e unida por Deus, missionária, aberta
às revelações de Deus em Sua Palavra e ao
ministério do Espírito Santo; uma igreja es-
piritual que adora a Deus como Criador e
reconhece a Cristo como Salvador, Amigo e
Senhor vindouro; uma igreja orientada por
uma missão que proclama o evangelho de
modo significativo a todas as pessoas, uma

21331 - Guia para ministros


igreja unida que valoriza as riquezas da diver-
sidade e uma entidade disciplinada que pre-
para os crentes para o serviço e a liderança.

Desfrutando a Alegria
Líder da Quando vier o Filho do Homem na Sua
A ssociação/Missão:  majestade e todos os anjos com Ele, en-
tão, Se assentará no trono da Sua glória.
Designer
Então, dirá o Rei aos que estiverem à Sua di-
reita: Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na Editor

posse do reino que vos está preparado desde


a fundação do mundo. C.Q.

Dep. Arte
224 | Guia Para Ministros

Porque tive fome, e Me destes de comer;


tive sede, e Me destes de beber; era foras-
teiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me
vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso,
e fostes ver-Me.
Congregação: Senhor, quando foi que Te vimos com
fome e Te demos de comer? Ou com sede
e Te demos de beber? E quando Te vimos
forasteiro e Te hospedamos? Ou nu e Te
vestimos? E quando Te vimos enfermo ou
preso e Te fomos visitar?
Pastor: O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verda-
de vos afirmo que, sempre que o fizestes
a um destes Meus pequeninos irmãos, a
Mim o fizestes.

Recebendo a Bênção
Líder da Por esta causa, me ponho de joelhos diante
Associação/Missão: do Pai, de quem toma o nome toda família,
tanto no Céu como sobre a Terra, para que,
segundo a riqueza da Sua glória, vos conce-
da que sejais fortalecidos com poder, me-
diante o Seu Espírito no homem interior; e,
assim, habite Cristo no vosso coração, pela
fé, estando vós arraigados e alicerçados em
amor, a fim de poderdes compreender, com
todos os santos, qual é a largura, e o com-
primento, e a altura, e a profundidade e co-
nhecer o amor de Cristo, que excede todo
entendimento, para que sejais tomados de
toda a plenitude de Deus. Ora, Àquele que
Admissão em um Novo Distrito | 225

é poderoso para fazer infinitamente mais


do que tudo quanto pedimos ou pensamos,
conforme o Seu poder que opera em nós,
a Ele seja a glória, na igreja e em Cristo
Jesus, por todas as gerações, para todo o
sempre. Amém!”

Oração de recepção. Diante da congregação, o pastor se ajoe­lha


(a família pode ser incluída), com o representante do Campo local
de um lado e o ancião do outro. Outros anciãos e líderes da igre-
ja também podem ser convidados a se unir à oração. O ancião ora,
convidando a congregação ao compromisso de apoiar o novo pastor.
O representante do Campo local ora, empossando oficialmente o
pastor como líder congregacional, e conduz os anciãos e a igreja para
darem as boas-vindas à nova família pastoral.
Boas-vindas da igreja. Depois do encerramento do culto de ado-
ração, os membros da congregação podem saudar e dar boas-vindas
ao pastor enquanto deixam o templo. Uma oportunidade adicional
para as saudações pode ser proporcionada por uma refeição amigável.

21331 - Guia para ministros


Os textos bíblicos das leituras responsivas deste capítulo foram
extraídos e adaptados da Nova Versão Internacional, incluindo os
seguintes:
Deuteronômio 8:3 Mateus 28:19, 20
Isaías 6:8 Atos 2:17, 18,
Isaías 58:6-8 Romanos 10:11-17
Joel 2:28 Efésios 3:14-21
Designer
Isaías 61:1-3 Efésios 5:27
Mateus 24:14 Hebreus 4:12-14 Editor

Mateus 25:31-40
C.Q.

Dep. Arte
CAPÍT U LO 3 9

Jubilação
Quando o apóstolo Paulo estava próximo do fim de
seu ministério, ele sintetizou com precisão os desafios de seu nobre
chamado, enquanto passava a tocha para o jovem Timóteo. Escreveu:
“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repre-
ende, exorta com toda a longanimidade. [...] Tu, porém, sê sóbrio em
todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista,
cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm 4:2-5). Embora o chamado
de Deus ao serviço cristão nunca termine, chega o dia em que o mi-
nistro deve passar a responsabilidade da liderança da igreja a outros.
Os obreiros da igreja que, por causa da idade ou condições de
saúde, se aposentaram do serviço ativo merecem honra e conside-
ração. “O Senhor quer que nosso povo compreenda que os pioneiros
nesta obra merecem tudo quanto nossas instituições puderem fazer
por eles. Deus nos pede compreender que aqueles que envelhece-
ram ao Seu serviço merecem nosso amor, nossa honra, nosso pro-
fundo respeito” (Obreiros Evangélicos, p. 430).
Identidade pessoal. Naturalmente, aquele que despende muitos
anos no ministério ficará identificado com esse papel, e percebe sua
própria identidade nesse contexto. É, porém, um erro identificar-se
tanto com a função pastoral a ponto de perder a identidade pessoal
em seu encerramento. Papéis da vida familiar, amigos e outros in-
teresses devem ser desenvolvidos juntamente com a identidade que
provém do papel ministerial, para que em seu término ainda haja
senso de dignidade pessoal e utilidade.
Saúde física. A despeito da natureza basicamente sedentária da
obra ministerial, os pastores devem manter um programa regular de
Jubilação | 227

atividade física, não apenas para aumentar sua capacidade de tra-


balhar durante o tempo de ministério, mas a fim de desfrutar boa
saúde, permitindo uma aposentadoria ativa. “Sem o exercício fí-
sico, ninguém pode ter uma boa compleição e vigorosa saúde; e a
disciplina do trabalho bem regulado não é menos essencial para se
conseguir uma mente forte e ativa e um nobre caráter” (Patriarcas e
Profetas, p. 601).
Segurança financeira. Os pastores devem consultar a organiza-
ção em que servem para determinar quais são os planos de aposen-
tadoria ou jubilação aos quais têm direito. “Por causa do crescente
controle governamental sobre os planos de aposentadoria, mudanças
financeiras e circunstâncias sociais em muitos países, não é possível
manter uma política uniforme de aposentadoria” (Livro de Regula-
mentos da Associação Geral Z 05 05).21
Os servidores denominacionais devem arcar com a responsabili-
dade de conhecer os planos de aposentadoria disponíveis para a igre-
ja bem como os sistemas de aposentadoria do governo, e participar
desses planos para assegurar uma jubilação financeiramente segura.
Tal planejamento e poupança devem começar no início da carreira

21331 - Guia para ministros


ministerial e prosseguir até o seu término. Além dos fundos da igre-
ja e dos governamentais, as economias pessoais são parte vital das
rendas da aposentadoria.
Embora Jesus tenha advertido: “Não acumuleis para vós outros
tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde
ladrões escavam e roubam” (Mt 6:19), Ele também disse: “Negociai
até que Eu volte” (Lc 19:13). Na parábola das dez virgens (Mt 25), as
sábias fizeram provisão para esperar a vinda do noivo, ao passo que
Designer
as néscias não se importaram com isso.
Transição. Uma transição distinta precisa acontecer entre o mi- Editor

nistério ativo e a condição de jubilado, que não mais dirige atividades


21 Item Z 05 e ZZZ Apêndice do Livro de Regulamentos Eclesiástico-Administrativos da Divisão Sul-Americana. C.Q.

Dep. Arte
228 | Guia Para Ministros

da congregação onde reside. Há funções ministeriais nas quais os pas-


tores jubilados podem ser de grande benefício, tanto para a congre-
gação como para o pastor da ativa, e encontrar satisfação pessoal em
continuar sua obra.
Reconhecimento do serviço. A fim de reconhecer a contribui-
ção que os obreiros jubilados têm feito por meio de seu trabalho,
para nutrir apreciação e reconhecimento de seu permanente serviço
à igreja e aumentar sua contínua efetividade, a Associação Ministe-
rial faz as seguintes recomendações:
1. A organização em que servem deve apresentar um evento es-
pecial de reconhecimento, que marque claramente a transição do
ministério ativo para a jubilação.
2. Os líderes da União ou do Campo local são responsáveis por
garantir que os nomes dos jubilados estejam listados numa publica-
ção apropriada.
3. A denominação deve seguir a política de emitir credenciais
ministeriais honorárias que permitirão ao pastor jubilado desempe-
nhar as várias funções ministeriais, mesmo não trabalhando mais
em tempo integral na denominação. Os aposentados devem respei-
tar as orientações referentes às credenciais honorárias.
4. Os líderes da Associação/Missão podem recrutar jubilados
para servir como pregadores substitutos durante impedimentos pas-
torais e como assistentes no planejamento de funções especiais. Po-
dem-lhes ser delegadas tarefas nas quais a idade e a sabedoria se
combinarão para dar bons conselhos. Eles podem ter responsabilida-
des de curto prazo para expandir, ensinar ou promover a obra organi-
zacional da igreja.
5. Os líderes da Associação/Missão devem instruir e, se necessá-
rio, admoestar o pastor jubilado a não tentar controlar as atividades
da igreja a que uma vez serviu, e que agora se encontra sob nova
liderança pastoral.
Jubilação | 229

Credenciais honorárias. As Uniões-Associações, sob recomen-


dação da Associação/Missão local, podem emitir credenciais honorá-
rias a obreiros aposentados, correspondentes àquelas que mantiveram
durante o serviço ativo.22 As credenciais são concedidas por tempo
determinado e precisam ser renovadas mediante voto da Associação/
Missão. A posse de uma credencial desatualizada ou vencida não au-
toriza o jubilado a trabalhar em quaisquer ofícios do ministério.
Como portador de credencial honorária, o obreiro jubilado deve
se relacionar com a igreja do mesmo modo que qualquer outro mem-
bro, a não ser pelo fato de que ele pode ainda realizar batismos, ca-
samentos e ordenação de líderes da igreja, especialmente quando o
pastor não estiver disponível, ou ainda não for autorizado a realizá-
los. Para executar tais funções, o jubilado precisa fazer arranjos com
a Associação/Missão ou líderes distritais.
A alegria do serviço. Quando seu ministério chegou ao final,
Paulo olhou para trás e sem remorso algum disse a Timóteo: “Com-
bati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a co-
roa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará
naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos

21331 - Guia para ministros


amam a Sua vinda” (2Tm 4:7, 8).
O ministério tem suas lutas e sofrimentos, mas a alegria e as vitó-
rias sobrepujam em muito as dificuldades, tornando-as insignificantes.
O servo fiel recebe, além de qualquer recompensa terrestre, a apro-
vação do Mestre: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco,
sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mt 25:21).

Designer

Editor

22 Na Divisão Sul-Americana, os Campos locais têm a atribuição de conceder credenciais honorárias aos
pastores jubilados que residem em seus respectivos territórios. C.Q.

Dep. Arte
ÍNDICE GERAL

Aconselhamento 133-135 deve atrair para Cristo 30


concentre-se nas soluções 134 importância da 30
confidencialidade no 134 não deveria ser evidente demais 30
limitações no 133 normas de vestuário 29
nas crises 133, 134 Aspirantes ao ministério e ética
oriente na escolha de um plano 134 pastoral 39
ouça 134 Associação Ministerial 63
partilhado 135
pré-conjugal 173 Batismo 162-166
Administração do tempo 22-25 antes do 162
Admissão em um novo distrito apelo 165
219-225 autorização para batizar 164
boas-vindas da igreja 225 diáconos e diaconisas 163
cerimônia de 219 durante o 165
leitura responsiva 220 em seguida ao 166
oração de recepção 225 horário 162
representação do Campo local 220 imergindo o candidato 165
saudações do ancião 220 importância do 162
Agência Adventista de local 163
Desenvolvimento e Recursos mentores espirituais 166
Assistenciais (Adra) 52-54 preparação das instalações 163
Amar as pessoas 18 preparação pessoal 164
Anciãos recebimento dos novos membros
boas-vindas ao novo pastor 220 164
cerimônia de ordenação 91 refeição de confraternização 166
no rito da Comunhão 168, 170, 171 traje batismal 163
trabalho com os 108 Bênção para o lar 215-218
Anuário da igreja 138 Boletim semanal da igreja 137
Aparência pessoal 29, 30
Índice Geral | 231

Capacitação de membros 110 servir 11


Casamento 173-183 Código de ética 37-43
certidão de, assinatura 183 Comissão da igreja 102
aconselhamento pré-conjugal 173 de nomeações 108
assinatura da certidão de 183 Companheirismo e visitação 128-132
declaração de 182 cristão 129
ensaio 177 hospitalar 130
entrega da noiva 180 leitura bíblica 131
exigências denominacionais 174 luto e apoio a quem está no fim
oficiantes 174 da vida 130
ordem do serviço 177 membros ausentes 129
planejando o 176 necessidades espirituais e
requerimentos da igreja 175 encorajamento 129
requisitos legais 174 pastoral 132
sermão 180 Compromisso Pessoal com a
taxas e despesas 183 Integridade e Transparência
votos 181 Financeira da Igreja,
Ceia, Santa 170 Declaração de 147
Cerimônia da humildade 169 Comunhão, rito da 167-172
Cerimônias, preparo cerimônia da humildade 169

21331 - Guia para ministros


bênção para o lar 215-217 depois da Santa Ceia 171
casamento 177-183 diáconos e diaconisas no 169-172
culto de adoração 121-127 frequência do 167
inauguração de igrejas 204 oficiantes 168
lançamento da pedra fundamental pão, receita do 172
212 participantes 168
ordenação 82-86 pastores no 168-170
unção 189 pastores ordenados no 168
Chamado ao ministério 10-13 preparação do emblema 172
capacitação pessoal 12 Santa Ceia 170 Designer

de Cristo 10 Comunicação 58
designação divina 10 Comunidade Editor

privilégio 10 evangelização e serviço à 140


relação pessoal com Cristo 11 relacionamentos com a 21 C.Q.

Dep. Arte
232 | Guia Para Ministros

Comunidade eclesiástica 136-143 Ministério da 57


comunicação com os membros Crises, aconselhamento nas crises
136 133
ministérios em grupos 139 Culto de adoração 119-127
promoção de programas 142 cântico 122
Confraternização, almoços de 142, congregacional 119
166 elementos de adoração 121
Consagração ou dedicação, folheto experimental 120
de 212 inspirador 119
Construção de igreja, ver Igreja, leitura da Bíblia no 125
instalações ministrando às crianças no 126
Credenciais e licenças 78-81 ofertas 124
aspirantes ao ministério 81 oração no 122
disciplina de ministros 78 ordem no 127
emitidas para servidores participativo 120
denominacionais 79 prazeroso 120
honorárias 228, 229 propósito do 119
instrutor bíblico 81 sermão do 124, 126
ministerial 80 significativo 120
missionárias 81
propósito 78 Dedicação de crianças 184-187
proteção 78 celebrando a 185
vencimento de 79 certificado 185, 187
Crescimento da igreja 114-118 convite 185
biológico 114 idade da criança 185
confirmando novos membros 117 oração 187
membros inativos 116 planejando a 184
novos membros 114 programação 185
por evangelismo 115 sermonete 186
por transferência 115 sugestões escriturísticas para 186
Crescimento espiritual 45 Dedicação de igrejas
Criança(s) fim de semana especial de 211
culto de adoração 120 folheto de consagração ou 212
dedicação de 184-187 Departamentos da igreja 50-75
Índice Geral | 233

Adra 52 Deveres cívicos e liberdade


Associação Ministerial 63 religiosa 66
Capelania 50 Devocionais, métodos 16
Comunicação 58 Diáconos e diaconisas
Família 60 atendem às necessidades do
Mordomia 70 batismo 163
Publicações 67 cerimônia de ordenação 92
Deveres cívicos e Liberdade na cerimônia da Comunhão 168-
religiosa 66 171
Educação 59 Dieta 26
Escola Sabatina e Ministério Disciplina de ministros,
Pessoal 68 credenciais e licenças 78
Instituto de Pesquisa Bíblica 57 Disciplina na igreja 155-159
Ministério da Criança 57 administrando a disciplina 156
Ministério da Família 60 bíblica 157
Ministério da Mulher 72 e confidencialidade 158
Ministério de Saúde 63 e o Manual da Igreja 156
Ministério Jovem 74 e perdão 157
Missão Adventista 54 imparcial 158
Mordomia cristã 70 importância da 155

21331 - Guia para ministros


Publicações 67 mantenha contato após a 159
Rádio Mundial Adventista 56 no tempo certo 157
serviços 50-75 propósito da 156
Testamentos e legados 65 voluntária 158
White, Patrimônio 71 Disciplina pessoal, falta de 16
Dependência, falta de 15 Dissolução de igrejas 97
Descanso 27 Distrito, novo 219-225
Desenvolvimento profissional 44, 45 Distritos grandes 111-113
através da leitura 45 capacitação de liderança 111
avaliação 45 itinerário pastoral 112 Designer

como desenvolver-se 45 reuniões distritais 112


como oportunidade 44 Dons e atribuições combinados Editor
educação contínua 44 108
espiritual 45
C.Q.

Dep. Arte
234 | Guia Para Ministros

Educação 59 declaração de compromisso 147


contínua 44 gerenciamento dos fundos da
Educação cristã 161 igreja 145
importância da 160 maneiras de doar 145
promoção da 161 motivação para dar 144
Escola da igreja 160, 161 Finanças pessoais 31-33
Escola Sabatina e Ministério Financeira
Pessoal 68 ética na administração 43
Esgotamento 28 segurança, na jubilação 227
Estresse 27 Formação espiritual 14-17
Estudos bíblicos, ministérios em barreiras à 15
grupos 140 essencial à liderança 14
Ética pastoral 37-43 essencial à pregação 14
código de 37 essencial ao evangelismo 14
e companheiros de ministério 38 métodos devocionais 16
e gênero 40 Fundos da igreja, gerenciamento
e lei 42 dos 145
e posição na Obra 40 Funerais 193-202
e raça 40 antes da cerimônia 194
e responsabilidade moral 40 cerimônia de sepultamento 200
na administração financeira 43 enlutados, ministrando aos 201
nos relacionamentos 41 exposição do corpo 195
Evangelismo 14 leituras para 197
crescimento por 115 oferecendo ajuda 194
Evangelização e serviço à oficiando os 194, 195
comunidade 140 programa para 195
Exercício 27 tradição e cultura 193
visitando a família 194
Família, ministério da 60
Família do pastor 34-36 Grandes distritos 111-113
limitações, como modelo 34 Grupos, ministérios em 139
ministério e o lar 34 almoços de confraternização 142
vantagens 36 de estudo da Bíblia 140
Finanças da igreja 144-148 de oração 139
Índice Geral | 235

de seminários e apoio 140 como começar uma 94


recreação e passatempos 141 implantando uma 93
sociais 141 organização de uma 93-96
Guia Para Ministros 77 organizando o culto para a 95
preparação para a organização de
Hospitalar, visitação 130 uma 94
Humildade, cerimônia da 169 Inauguração de igrejas 203-212
ato de dedicação 205
Igreja(s) folheto de consagração ou
anuário da 138 dedicação 212
boletim semanal 137 histórico da igreja 204
como um corpo 108 leitura bíblica 204
comunidade da, ver Comunidade leitura responsiva 206
eclesiástica oração de dedicação 205
crescimento da 114-118 ordem da cerimônia 204
dedicação de 203-212 sermão 205
disciplina na 155-159 Instalações da igreja 149-154
dissolução de 97 alugadas 150
escola da 160-161 existentes 149
finanças da 144-148 novas 151

21331 - Guia para ministros


fundos da, gerenciamento dos projeto 152
145 Instituto de Pesquisa Bíblica 57
inauguração de 203-214 Instrutor bíblico 81
instalações alugadas 150
instalações da 149-154 Jornal informativo da igreja 137
liderança da 99-104 Jovem, ministério 74
líderes da 108 Jubilação 226-229
normas da 76, 77 alegria do serviço 229
credenciais honorárias 229
organização da 46-49 identidade pessoal 226 Designer

requerimentos da, casamento 175 reconhecimento do serviço 228


tesoureiro de 146 saúde física 226 Editor

unindo 96 segurança financeira 227


Igreja, nova transição 227 C.Q.

Dep. Arte
236 | Guia Para Ministros

Lançamento de pedra organização 100


fundamental, inauguração e servidora 99
dedicação de igrejas 203-214 supervisão 101
Lar, bênção para o 215-218 visualização 100
leitura alternativa 218 Líderes da igreja, trabalhando com
oficiantes 215 os 108
programa 215 Livro de Regulamentos da
textos bíblicos para 217 Associação Geral 77
Legados e testamentos 65 referências ao 43, 47, 76, 84, 164
Leitura 16 Local, batismo 163
como desenvolver-se 45 Luto e apoio a quem está no fim da
Leitura bíblica vida 130
em funerais 197
na dedicação de crianças 186 Maneiras de doar 145
na inauguração de igrejas 204 Manual da Igreja 76
na unção 191 e a disciplina 156
na visitação 131 referências ao 43, 47, 76, 92-97,
Leitura responsiva 115, 127, 147, 156, 164, 168,
inauguração de igrejas 206 175
investidura de oficiais 109 Meditação pessoal 14, 16
lar, bênção para o 217 Membros
posse do pastor 220 ausentes 129
Liberdade religiosa e deveres capacitação de 110
cívicos 66 inativos 116
Libertação, ministério de 191 novos 115
Licenças e credenciais 78-81 Membros, ministério de todos os
Liderança 105-110
delegação 100 cada crente, um ministro 105, 106
ministerial 14 capacitação de 110
Liderança da igreja 99-104 motivando voluntários 106
comissões 102 trabalhando com os líderes da
delegação 100 igreja 108
estilo de 99-101 Mensagens telefônicas 137
objetivos 101 Ministerial
Índice Geral | 237

Associação 63 Obreiros, servidores


credencial, licença 79 denominacionais, credenciais
liderança ministerial 14 e licenças 79
Ministério(s) Ofertas na adoração 124
aspirantes ao, licença e Oficiantes
credencial 80 casamento 174
cooperativo 48 rito da Comunhão 168
da Criança 57 Oração
da Família 60 de dedicação de crianças 187
da Mulher 72 de inauguração de igrejas 205
de Libertação, unção 191 de louvor 17
de Saúde 63 de ordenação 88
de todos os membros 105-110 de recepção do pastor 225
em grupos 139 de unção 191
Jovem 74 grupos de 139
Pessoal e Escola Sabatina 68 intercessória 17
Missão Adventista 54 no culto de adoração 122
Mordomia cristã 70 penitencial 17
Motivação pessoal 16, 17
para dar 144 Orçamentos da igreja 146

21331 - Guia para ministros


para voluntários 106 Ordenação 82-86
Mulher, ministério da 72 ao ministério evangélico 82
Música na adoração 122 autorizada 84
não é uma recompensa 85
Necessidades espirituais e para serviços particulares 82
encorajamento, visitação 129 preparação para 85
Normas da igreja 76, 77 processo de exame 86
Guia Para Ministros 77 qualificações para 83
Livro de Regulamentos 77 responsabilidade da 84
Manual da Igreja 76 Ordenação, cerimônia de 87-92 Designer

Novo distrito, admissão em um anciãos 91


219-225 diáconos e diaconisas 92 Editor

fila de cumprimentos 90
ministros 87 C.Q.

Dep. Arte
238 | Guia Para Ministros

oração 88 falta de, pessoal 15


ordem de serviço 87 Posse do novo pastor 219
ordenação 88 Pré-conjugal, aconselhamento 173
Organização da igreja 46-49 Pregação 14, 107
base bíblica para a 46 na adoração 124, 126
base prática para a 46 Preparação
benefícios 47 para a cerimônia de unção 189
é necessária 46 para a ordenação 85
ministério cooperativo 48 para a organização de uma nova
Organização de novas igrejas 93-98 igreja 94
como começar 94 para o batismo 162-164
culto para 95 Privacidade, falta de 15
preparação para 94 Promoção de programas 142
Publicações, departamento de 67
Pastor
cerimônia de ordenação de 87-91 Rádio Mundial Adventista 56
código de ética do 37 Recreação e passatempos 141
companheiros de ministério e Recursos da Associação e
ética 38 congregacionais 110
dos pastores 48 Relacionamento com a
e pastores de outras igrejas 39 Organização da Igreja 46-49
Guia Para Ministros 77 Relacionamentos e ética 41
Patrimônio White 71 Relacionamentos interpessoais
Pedra fundamental, lançamento 18-21
da 212 amar as pessoas 18
colocação da 214 amizades 20
convidados 213 com a comunidade 21
estabelecendo a ocasião 213 no ministério 18
ordem do serviço 213 Requisitos legais, casamento 174
preparo do local 213 Responsabilidade, compartilhe a
Perdão e disciplina 157 108
Pesquisa Bíblica, Instituto de 57 Reunião administrativa 102
Planejamento Reuniões sociais 141
envolva os membros no 107 Rito da Comunhão, O 167-172
Índice Geral | 239

Santa Ceia 170, ver Comunhão, celebração 189


rito da leitura da Bíblia para 191
Saúde, ministério de 63 local 189
Saúde pessoal 26-28 ministério de 191
física 26 o recebedor 190
mental 27 oração de 191
Sepultamento, cerimônia de 200 ordem do serviço 190
Sermão participantes 190
casamento 180 preparando-se para a cerimônia 189
dedicação de crianças 186 solicitada 189
no culto de adoração 124 Unindo igrejas 96
Serviço fiel, reconheça o 107
Sobrecarga 107 Vencimento da credencial 79
Vestuário, normas de 29
Telefone, mensagens 137 Vida familiar 34-36
Tempo, administração do 15, 22-25 Visitação e companheirismo 128-132
Tesoureiro de igreja 146 hospitalar 130
Testamentos e legados 65 necessidades espirituais e
Tradição e cultura, no ministério encorajamento 129
pelos enlutados 193 Voluntários, motivando 106

21331 - Guia para ministros


Unção e libertação 188-192 White, Patrimônio 71

Designer

Editor

C.Q.

Dep. Arte

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