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1111017 E-book gerado especialmente para LEANDRO GUIMARAES DE SANTANA


1 A sociedade feudal (Século V ao XV) ......................................................................................... 01

2 O Renascimento comercial e urbano .......................................................................................... 07

3 Os Estados Nacionais Europeus da Idade Moderna, o Absolutismo e o Mercantilismo ................. 13

4 A expansão marítima europeia. .................................................................................................. 15

5 O Renascimento cultural, o Humanismo e as reformas religiosas .............................................. ..20

6 A montagem da Colonização Europeia na América: Os Sistemas Coloniais Espanhol, Francês,


Inglês e dos Países Baixos ................................................................................................................ 27

7 O Sistema Colonial Português na América: Estrutura Político-Administrativa; estrutura


socioeconômica; invasões estrangeiras; expansão territorial; rebeliões coloniais. Movimentos
Emancipacionistas: Conjuração Mineira e Conjuração Baiana ............................................................ 32

8 O Iluminismo e o Despotismo Esclarecido .................................................................................. 40

9 As Revoluções Inglesas (Século XVII) e a Revolução Industrial (Século XVIII a XX)..................... 44

10 A independência dos Estados Unidos da América. .................................................................... 51

11 A Revolução Francesa e a Restauração (o Congresso de Viena e a Santa Aliança). .................. 54

12 O Brasil Imperial: O processo da independência do Brasil: o Período Joanino; Primeiro Reinado;


Período Regencial; Segundo Reinado; Crise da Monarquia e Proclamação da República. ................... 58

13 O Pensamento e a Ideologia no Século XIX: O Idealismo Romântico; o Socialismo Utópico e o


Socialismo Científico; o Cartismo; a Doutrina Social da Igreja; o Liberalismo e o Anarquismo; o
Evolucionismo e o Positivismo. .......................................................................................................... 61

14 O mundo na época da Primeira Guerra Mundial: O imperialismo e os antecedentes da Primeira


Guerra Mundial; a Primeira Guerra Mundial; consequências da Primeira Guerra Mundial; a República
Velha no Brasil; conflitos brasileiros durante a República Velha. ......................................................... 68

15 O mundo na época da Segunda Guerra Mundial: O entre guerras; a Segunda Guerra Mundial; o
Brasil na Era Vargas; a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial......................................... 82

16 O mundo no auge da Guerra Fria: A reconstrução da Europa e do Japão e o surgimento do


mundo bipolar; os principais conflitos da Guerra Fria - A Guerra da Coréia (1950 - 1953), A Guerra do
Vietnã (1961 - 1975), os conflitos árabes-israelenses entre 1948 e 1974; A descolonização da África e
da Ásia; A República Brasileira entre 1945 e 1985. ............................................................................ 99

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17 O mundo no final do Século XX e início do Século XXI: Declínio e queda do socialismo nos países
europeus (Alemanha, Polônia, Hungria, ex-Tchecoslováquia, Romênia, Bulgária, Albânia, ex-Iugoslávia)
e na ex-União Soviética; os conflitos do final do Século XX - A Guerra das Malvinas, A Guerra Irã-Iraque
(1980 - 1989), A Guerra do Afeganistão (1979 - 1989), A Guerra Civil no Afeganistão (1989 - 2001), A
Guerra do Golfo (1991), A Guerra do Chifre da África (1977 - 1988); A Guerra Civil na Somália (1991); O
11 de Setembro de 2001 e a nova Guerra no Afeganistão; A República Brasileira de 1985 até os dias
atuais. ............................................................................................................................................ 123

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1 A sociedade feudal (Século V ao XV)

Ao fim do Império Romano um dos últimos imperadores foi o Teodósio, que tentando controlar a
crise que tomava conta de Roma desde o século I, decidiu dividir Roma em duas partes em 395: O
Império Romano do Oriente, com capital em Roma e o Império Romano do Oriente, com capital em
Constantinopla (ou Bizâncio). Enquanto Roma ocidental entrava em decadência e uma profunda
ruralização da economia em razão das invasões germânicas, Roma oriental manteve seu poder e
explendor por mais 1000 anos. O império do ocidente entrou e decadência no século IV quando
definitivamente passou a ser controlado pelos germânicos, com destaque para os Francos, e o Império
oriental caiu no século XIV com a invasão e a tomada de Constantinopla pelos Turcos Otomanos.

O Império Bizantino (Império Romano do Oriente. Séc. IV ao XIV)

Seu nome deriva do nome da capital Bizâncio. Foi um império expansionista e teocrático. O
Imperador era considerado o representante de deus na terra e ele era responsável pela escolha do
papa da Igreja Oriental. A essa submissão do poder religioso ao poder político chamamos de
cesaropapismo. Durante os séculos reconquistou muitos territórios que pertenciam até então ao antigo
Império. Era um império cristão (Roma antes da divisão tornara o cristianismo como religião oficial) e lá
desenvolveu o primeiro estilo de arte cristã e a construção de grandes templos, como a catedral de
Santa Sofia (mais tarde dominada pelos árabes islâmicos). O auge do Império Bizantino ocorreu sob o
governo de Justiniano, que além de ampliar as fronteiras do território, foi o responsável pela compilação
do Direito Romano, conhecido como código de Justiniano que juntou, revisou e atualizou o direit o.
A religiosidade católica oriental era bastante diferente da ocidental sobretudo em dois aspectos,
considerados heresias pela igreja ocidental:
- Monofisismo: Acreditavam que Jesus só possuía natureza divina.
- Iconoclastia: Eram quebradores de ícones, ou seja, imagens sacras, pois consideravam um pecado
grave.
Sobretudo diante destas diferenças a Igreja Católica sofreu uma divisão: O cisma do Oriente. A
Igreja foi dividida em Igreja Católica Apostólica Romana e Igreja Católica Ortodoxa, cada qual com seu
papa e liturgias próprias. Esta divisão existe até hoje. A Igreja ortodoxa é bastante comum no Leste
Europeu e Oriente Médio.

O mundo árabe e o surgimento do Islamismo

Na região da atual Arábia Saudita surgiu no século VII a terceira (em termos cronológicos) religião
monoteísta, o Islamismo. Lá nasceu Maomé, numa época em que os árabes eram todos povos tribais e
seminômades, sem unidade política e eram politeístas. A cidade de Meca era um grande centro
religioso e de peregrinação até o templo da Caaba, que abrigava um meteorito em seu interior, a pedra
negra. Maomé ficou órfão na infância e foi adotado por um tio comerciante da tribo coraixita, da qual
fazia parte. Passou parte da vida viajando com as caravanas comerciais conhecendo as culturas do
oriente médio e entrou em contato pela primeira vez com o monoteísmo Judaico e Cristão (religiões que
influenciaram profundamente o Islamismo).
Maomé casou-se com uma comerciante e se tornou rico e poderoso. Passou a dedicar-se a
contemplação e a reflexão teológica até que de acordo com o Corão (livro sagrado do islamismo,
significa revelação/recitação) recebeu a anunciação do anjo Gabriel (o mesmo que anunciou Maria
como mãe de Jesus no cristianismo) que revelou o principio do monoteísmo islâmico: “só há um deus

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Alá, e Maomé é seu único profeta”. A partir daí tem inicio a escritura do livro sagrado do islamismo
com suas proibições e obrigações.

Proibições:
- Consumir álcool
- Comer carne de porco (tal qual os judeus)
- Representar a imagem de Alá ( e mais tarde de Maomé)

Obrigações:
- Orar 5 vezes ao dia em direção à Meca
- Peregrinar ao menos uma vez na vida à Meca (desde que sua condição financeira e sua saúde
permitam)
- Jejuar no período do Ramadã (época que corresponde à Hégira)
- Caridade (dar esmolas)
- Jihad (esforço máximo de conversão. Devem professar a todo custo a fé islâmica inclusive através
da “Guerra Santa” contra o infiel (adorador de imagens)
Maomé conquista vários fiéis mas também vários inimigos. Vivia em Meca que era um grande centro
e peregrinações politeístas e pregava o monoteísmo. Seus opositores tentam assassiná-lo e ele é
obrigado a fugir à noite pelo deserto até a cidade de Yatreb (que mais tarde foi batizada de Medida, ou
seja, a cidade do profeta). A este episódio da fuga de Maomé de Meca para Medina é que chamamos
de Hégira, que aconteceu no ano de 622 e é o início do calendário Islâmico.

A expansão islâmica

Maomé funda um exercito e luta contra os opositores, conquistando a cidade de Meca e tornando lá
um centro de peregrinação monoteísta islâmico. Após o islamismo os árabes se convertem ao
islamismo e as tribos são unificadas em um império em torno da religião. Após a morte do profeta
Maomé o Islã de expande para o Oriente Médio até onde hoje fica o Paquistão e para todo o norte da
África. Passam a dominar a orla do mar mediterrâneo ao sul e mantêm seu domínio até o fim da Idade
Média monopolizando o comercio e a navegação no mar. Enquanto isso a Europa esta em constante
decadência comercial e com a economia processo de ruralização, que foi influenciado pelo monopólio
árabe na navegação do Mediterrâneo, que aprofundou a decadência econômica na Europa, sendo uns
fatores que influenciaram a formação do feudalismo.

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O Reino Franco e o Império de Carlos Magno

O Império Romano do ocidente entra em decadência entre o século I e IV, com a crise do
escravismo, a ascensão do cristianismo e as invasões germânicas. Os reinos fundados pelos
germânicos (que até então viviam de forma tribal) foram de duração efêmera. O mais duradouro deles
foi o Reino fundado pelos francos. Clóvis unifica as tribos francas e conquista a Gália (região da França)
o que dá origem ao reino Franco, o mais poderoso da Europa ocidental no momento. O rei converte-se
ao cristianismo, o que significa a conversão de todo o reino ( a religião do rei á a do reino). Torna-se o
defensor do cristianismo e se empenha na sua expansão. Após sua morte, seus sucessores são inábeis
politicamente e são conhecidos como “reis indolentes”. É criado um cargo na nobreza muito
importante, responsável pela administração do reino: O Major Domus (também conhecido como
prefeito do palácio). O major domus Pepino o breve depõe o ultimo rei da dinastia Merovíngia e inicia
sob seu governo a dinastia Carolíngia, cujo maior representante foi Carlos Magno.
Durante o governo de Carlos Magno o reino franco atinge seu auge. Era o primogênito de Pepino o
Breve, e dá continuidade à política expansionista do pai. Durante seu governo ocorreu um grande
florescimento cultural conhecido como “Renascimento Carolingio”: estimula a fundação de escolas
palacianas e o estimulo aos monastérios com os monges copistas, que copiam obras da tradição
clássica Greco-Romana. No ano 800 é coroado imperador pelo papa (o Estado se submete à Igreja).
Torna-se o defensor perpétuo do cristianismo e expande a fé pela Europa. O império expande-se e
Carlos divide-o em centenas de pequenas unidades administrativas autônomas chamadas
feudos. O responsável pelo feudo era o senhor feudal, que formavam a nobreza da época e possuía
diferentes graus de hierarquia, como os condes, responsáveis pelos condados (nobres militares de
confiança responsáveis pela defesa do reino, que juravam fidelidade ao rei). Após a morte de Carlos
Magno seu reino é dividido entre seus filhos pelo Tratado de Verdun. Tem inicio o período de
desintegração da Europa, com uma profunda ruralização econômica que dá origem ao feudalismo.

O Feudalismo

O Feudalismo. Durante os mil anos da Idade Média a economia foi basicamente rural e
autossuficiente. O auge desta ruralização e autossuficiência foi o Modo de Produção Feudal, que teve o
seu auge entre os séculos IX e XII. Podemos afirmar que o feudalismo foi a fusão de duas culturas e
modos de produção: O Romano e o Germânico. Durante as invasões bárbaras (germânicas), os
plebeus passaram a refugiar-se nas terras dos Patrícios (a camada mais alta da sociedade, grande
senhores de terras). Em troca de abrigo e proteção submetiam-se à servidão.
As principais características do sistema feudal são:
- Economia basicamente agrária
- Autossuficiência dos feudos
- Não ocorria comércio (ocorriam trocas muito pequenas nas cidades italianas banhadas pelo
mediterrâneo principalmente Gênova e Veneza. Conseguiam mercadorias árabes que eram os grandes
dominadores do mar durante o feudalismo europeu.
- Não havia circulação monetária considerável, apesar de existirem moedas em cada feudo.
- O direito era consuetudinário e Oral (baseado nos costumes e não havia leis escritas)

O solo por ser o recurso mais importante era cuidado na época através da rotação de culturas.
Os servos habitavam as terras destinadas a eles (o Manso Servil) e cada um cuidava de um trecho
de terra (tenência). Viviam em condições bastante precárias e eram superexplorados com pesados
impostos que deviam ser pagos através de trabalho e parte da produção. Os principais impostos eram:
- Corveia: trabalho gratuito nas terras do Senhor Feudal. Em torno de três dias por semana.
- Banalidade: Imposto para a utilização dos equipamentos do feudo com o forno e o moinho.
- Talha: O servo deveria entregar metade de sua produção de suas terras
- Tostão de Pedro: 10% d a produção para a Igreja ou capela local
- Mão morta: taxa para passar o trecho de terra do camponês em caso de morte, à seu herdeiro.

Os padrões de desenvolvimento técnico eram muito precários e pouco produtivos. Todo tipo de
produto era escasso, como os tecidos. Este modo de produção vai entrar em decadência a partir do
século XII quando ocorrem as Cruzadas (guerras religiosas em que os cristãos queriam expulsar os
muçulmanos da cidade de Jerusalém, até então dominada por eles). Das expedições militares ao
Oriente Médio passou a ocorrer um grande fluxo de mercadorias provenientes do mundo árabe,
sobretudo especiarias.

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As relações sociais no feudalismo

Podemos dividir as relações entre verticais e horizontais. As relações verticais eram de


dominação da nobreza sobre os plebeus camponeses através de impostos e com o domínios de
todos que habitavam suas terras (feudos). As relações horizontais eram aquelas entre os membros da
própria nobreza, as chamadas relações de suserania e vassalagem. As relações de poder baseavam
se na fidelidade e todos os nobres eram guerreiros (os que não se dedicavam a vida militar iam para o
clero), que se aliavam a senhores mais poderosos que poderiam premiá-los através da concessão de
um novo feudo, ou parte do conquistado, ou seja um senhor poderia investir de poder outro nobre
tornando-o também senhor feudal. Esta pratica é uma herança germânica ao feudalismo denominada
de comitatus. Aquele que cede o feudo é o suserano e o que recebe é o vassalo. O vassalo deve
fidelidade e proteção ao seu suserano. O rei é o único nobre que não é vassalo de ninguém. Apesar de
todos os nobres serem vassalos do rei o poder dele é limitado ao mando no próprio feudo. É o que
chamamos de monarquia descentralizada.

Sabe-se que o feudalismo resultou da combinação de instituições romanas com instituições bárbaras
ou germânicas. Indique e descreva no feudalismo uma instituição de origem
a) romana.
b) germânica.

Comentário
a) A servidão feudal, caracterizada pelo vínculo dos camponeses à terra, teve origem no colonato
surgido durante o Baixo Império Romano.

b) As relações de suserania e vassalagem entre os nobres feudais, têm suas origens no "comitatus",
tradição germânica de alianças militares que estabeleciam laços de fidelidade entre os chefes tribais e
seus guerreiros.

Questões

1) Entre as características do feudalismo, sistema político, social e econômico estruturado na Europa


medieval, estão:
A) A existência de uma forte concentração de poder nas mãos dos monarcas.
B) Uma forte monetarização das relações econômicas, favorecendo o crescimento dos núcleos
urbanos.
C) A terra não tinha valor, sendo inúmeras vezes concedida aos servos para que cultivassem a
agricultura livremente.
D) A existência de uma sociedade estamental, formada por grupos sociais com status fixos, os
senhores e os servos, em que os servos eram presos à terra e obrigados a prestar serviços e pagar
impostos aos senhores.
E) Uma base econômica voltada ao comércio entre os vários feudos existentes.

2) O culto de imagens de pessoas divinas, mártires e santos foi motivo de seguidas controvérsias na
história do cristianismo. Nos séculos VIII e IX, o Império bizantino foi sacudido por violento movimento
de destruição de imagens, denominado "querela dos iconoclastas". A questão iconoclasta
A) derivou da oposição do cristianismo primitivo ao culto que as religiões pagãs greco-romanas
devotavam às representações plásticas de seus deuses.
B) foi pouco importante para a história do cristianismo na Europa ocidental, considerando a crença
dos fiéis nos poderes das estátuas.
C) produziu um movimento de renovação do cristianismo empreendido pelas ordens mendicantes
dominicanas e franciscanas.
D) deixou as igrejas católicas renascentistas e barrocas desprovidas de decoração e de ostentação
de riquezas.
E) inviabilizou a conversão para o cristianismo das multidões supersticiosas e incultas da idade
média europeia.

3) Sobre os fundamentos do Islã ou Islame, assinale o correto.


a) É uma religião politeísta que surgiu no final do século IV d.C. e tem em Maomé seu principal
mártir. Seu livro sagrado é o Talmude.

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b) É uma religião monoteísta que surgiu no século X d.C.. Sua sede religiosa é a cidade de Medina e
seu livro sagrado é a Kaaba.
c) É uma religião politeísta que surgiu no século I d.C.. Sua sede é Jerusalém, Maomé seu fundador
e não tem um livro sagrado.
d) É uma religião monoteísta que surgiu no século VII d.C. Seu profeta é Maomé e seu livro sagrado
é o Alcorão.

4) "Aqui em baixo uns rezam, outros combatem e outros ainda trabalham.


(DE LAON, Adalberão. Carmen ad Rodbertum Regem. In: DUBY, G.
"As três ordens:o imaginário do feudalismo". Lisboa: Editora Estampa, 1982. p. 25.)

Esse preceito, apresentado inicialmente pelo bispo Adalberão, no século XI, em parte reflete as
funções/atividades mais características do período medieval, em parte tem função ideológica, pois esse
ordenamento pretendia fortalecer a divisão e a hierarquia. Ainda sobre a sociedade medieval, é correto
afirmar:
A) A divisão acima mencionada reflete uma sociedade na qual a religiosidade se impõe nas várias
esferas da vida, em que o braço armado tende a impor seu poder sobre os desarmados, em que a
economia se fundamenta no trabalho agrícola.
B) Definida a sociedade entre religiosos, guerreiros e camponeses a partir do Tratado de Verdum, as
atividades não permitidas pela Igreja oram perseguidas pelos tribunais inquisitoriais. C) Diante da
limitação das funções às três ordens e perseguição aos comerciantes promovida pelas monarquias
nascentes, a atividade comercial declinou, situação essa que se reverteu no século XVI no contexto do
Renascimento Comercial.
D) O poder eclesiástico se impunha a partir do momento do batismo, quando era definido o destino
de cada criança, de acordo com as necessidades fundadas na sociedade de ordens.
E) A divisão apresentada, característica do período entre os séculos XI e XIII, revela a estagnação
econômica da sociedade, o que explica a crise agrícola e o recuo demográfico.

5) Assinale a proposição CORRETA. Sobre as ideias econômicas e sociais da Igreja na época feudal
podemos afirmar:
A) Estimulavam o comércio e o enriquecimento individual.
B) Condenavam a rígida estrutura econômica e social do feudalismo.
C) Estimulavam os empréstimos a juros, porque aliviavam a situação dos aflitos.
D) Justificavam a estrutura social do feudalismo e consideravam o comércio reprovável.
E) Santificavam o trabalho como forma de ascensão social e econômica.

6) "A palavra 'servo' vem de 'servus' (latim), que significa 'escravo'. No período medieval, esse
termo adquiriu um novo sentido, passando a designar a categoria social dos homens não livres, ou seja,
dependentes de um senhor. (...) A condição servil era marcada por um conjunto de direitos senhoriais
ou, do ponto de vista dos servos, de obrigações servis."
(Luiz Koshiba, "História: origens, estruturas e processos")

Assinale a alternativa que caracterize corretamente uma dessas obrigações servis.


A) Dízimo era um imposto pago por todos os servos para o senhor feudal custear as despesas de
proteção do feudo.
B) Talha era a cobrança pelo uso da terra e dos equipamentos do feudo e não podia ser paga com
mercadorias e sim com moeda.
C) Mão morta era um tributo anual e per capita, que recaía apenas sobre o baixo clero, os vilões e os
cavaleiros.
D) Corvéia foi um tributo aplicado apenas no período decadente do feudalismo e que recaía sobre os
servos mais velhos.
E) Banalidades eram o pagamento de taxas pelo uso das instalações pertencentes ao senhor feudal,
como o moinho e o forno.

7) Na sociedade medieval, vigorava uma ideologia que considerava as mulheres inferiores aos
homens, resultando em um cotidiano marcado pela hegemonia da autoridade masculina. Ainda que a
Igreja pregasse que homens e mulheres eram objetos do amor de Deus, não eram poucos os religiosos
que percebiam as mulheres como agentes do demônio.
Com base nas informações acima e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta sobre a
cultura e a sociedade europeias, no período classicamente conhecido como Idade Média.

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A) As mulheres eram consideradas inferiores aos homens por serem incapazes de trabalhar com as
técnicas tradicionais de cura por meio do uso de plantas medicinais.
B) A mentalidade era profundamente marcada pelo ideário católico, que preconizava, inclusive, o
papel que homens e mulheres deveriam desempenhar na sociedade.
C) A submissão feminina à autoridade masculina caracterizou a sociedade daquele tempo como uma
organização tipicamente matriarcal.
D) A mulher, ainda que posta em uma condição submissa em relação ao homem, tinha grande poder
e influência sobre a Igreja Católica.
E) A condição feminina era fruto da grande influência que o racionalismo científico exercia sobre a
cultura daquele período.

8) Do ponto de vista econômico, o sistema feudal, sobretudo na Alta Idade Média, caracterizava-se:
A) por abundante produção agrícola e artesanal e regular circulação de moedas.
B) por intenso comércio entre os feudos e satisfatória arrecadação de impostos.
C) por baixa produtividade agrícola, mas elevada produção artesanal.
D) pelo escravismo e produção de subsistência nos feudos.
E) pelo sistema servil e baixa produção agrícola e artesanal.

9) Entre os povos germânicos ou bárbaros, o direito era fundamentado:


A) em leis escritas.
B) na decisão das mulheres mais velhas da tribo.
C) no código de Hamurabi.
D) no direito romano.
E) nos costumes e nas tradições das tribos.

10) A partir da consolidação da religião islâmica, por volta do século VII, o povo árabe começou sua
expansão territorial para a propagação da nova fé, por meio da guerra e do comércio. Contudo, no
campo cultural, os árabes influenciaram de sobremaneira a Europa Medieval Ocidental, pois
preservaram e difundiram importantes obras do(a):
A) Império Mongol.
B) Antiguidade Clássica.
C) Império Persa.
D) Antiguidade Oriental.
E) Império Chinês.

11) (FATEC) As conquistas intelectuais dos árabes, ou sarracenos, foram consequência da grande
expansão realizada por eles, a qual lhes possibilitou o contato com diferentes civilizações: bizantina,
persa, indiana e chinesa. Ao respeitarem os costumes e crenças dos povos conquistados, os árabes
acabaram por assimilar o patrimônio cultural daqueles, enriquecendo-o com contribuições próprias.
Em decorrência disso, é correto dizer que a mais importante das artes sarracenas foi
A) a música - acessível a toda a população e de grande importância para a educação de seus
jovens.
B) a pintura - bastante realista, exprimindo a violência, a dor e, ao mesmo tempo, a sensualidade.
C) a literatura - com destaque para contos eróticos, fábulas e aventuras.
D) a escultura - caracterizada pela naturalidade e pela harmonia das formas.
E) a arquitetura - marcada pela construção de palácios, mesquitas e escolas.

12) "Os muçulmanos entenderam que deveriam constituir uma frota para o Mediterrâneo. O resultado
inicial foi a conquista de Chipre e de Rodes. A Córsega foi ocupada em 809, a Sardenha em 810, Creta
em 829, a Sicília em 827. As cidades fundadas pelos gregos na Sicília foram sendo conquistadas.
Palermo caiu em 831, Messina em 843, Siracusa em 848, Taormina em 902".
(Jacques Risler. "A civilização árabe", 1955.)

Esta ocupação resultou


A) no clima de intolerância religiosa e de perseguição ao cristianismo no conjunto das regiões
ocupadas pelos árabes.
B) na decadência acentuada do patrimônio cultural, científico e filosófico da civilização grega antiga e
clássica.

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C) na derrocada dos regimes democráticos do ocidente, inspirados no modelo da antiga democracia
ateniense.
D) na reconquista, pelos muçulmanos, de muitas regiões e cidades invadidas pelo movimento das
cruzadas europeias.
E) no aprofundamento da crise da atividade comercial europeia, com o consequente deslocamento
da população para os campos.

13) O Império Bizantino ou Romano do Oriente existiu durante a Idade Média, sendo-lhe
cronologicamente coincidente. Sobre o tema, assinale a alternativa correta:
A) Seu período de maior esplendor e expansão ocorreu sob o governo de Justiniano, que mandou
fazer a codificação das leis romanas.
B) Sua posição geográfica correspondia às terras da parte ocidental do Império Romano.
C) Apresentava excessiva descentralização política, o que enfraquecia os imperadores (baliseus).
D) Reprimiu violentamente a heresia dos cátaros, que ameaçava a sua unidade religiosa.
E) A força da cultura romana fez com que o latim fosse língua de emprego geral.

Gabarito: 1-d, 2-e, 3-d, 4-a, 5-d, 6-e, 7-b, 8-e, 9-e, 10-b, 11-e, 12-e, 13-a

2 O Renascimento comercial e urbano.

As cruzadas e a decadência do Feudalismo

No ano de 1096 o Papa Urbano II convocou a cristandade ocidental para lutar contra o infiel que
dominava a cidade sagrada de Jerusalém. Até hoje esta cidade é local de intensos conflitos, pois é
sagrada para as três grandes religiões monoteístas: Judaísmo, cristianismo e islamismo. Para os
católicos europeus era então uma cruzada pela fé cristã para expandi-la dominar seus locais sagrados
no oriente, então foram enviadas várias expedições. Tiveram vários objetivos:
- Religioso: expandir a fé crista e tomar Jerusalém dos árabes islâmicos.
- Sociais: Diminuir o excedente populacional europeu. Nas duas primeiras cruzadas foram enviados
os mendigos e crianças abandonadas.
- Comerciais. As cidades italianas financiaram expedições com o objetivo de realizar trocas
comerciais com as ricas cidades orientais. As expedições cruzadas, em nome da fé saquearam
muitas cidades islâmicas e levaram os produtos para comercializarem na Europa.

Os católicos conquistaram Jerusalém e fundaram os reinos cristão do oriente, que dominaram a


região por mais de um século. A resistência cultural e militar islâmica foi notória, e apesar de o mundo
árabe ter sido destruído militarmente, conseguiram expulsar os europeus sob o comando de Saladino
no séc. XIII.
As cruzadas promoveram um intenso choque de civilizações que de certa forma percorreu os séculos
e dura até hoje. Sua principal consequência foi ter promovido um “renascimento comercial” e a
reabertura do mar mediterrâneo, que até aquele momento era monopolizado pelos árabes. As cidades
italianas de Gênova e Veneza foram pioneiras neste comercio e passaram elas a deter o monopólio de
navegação. Este momento foi decisivo para que o comércio se tornasse cadê vez maior e desse inicio à
gestação do sistema capitalista.

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O Renascimento Urbano e Comercial

Na medida em que o comércio se intensificava, os comerciantes circulavam através de caravanas,


que conforme o tempo passava tornaram-se importantes rotas comerciais. Estas rotas multiplicaram-se
em seus entroncamentos os primeiros comerciantes que encontravam-se passaram a realizar as trocas
ali mesmo, dando origens a feiras medievais. Estas feiras cresceram até dar origem as primeiras
cidades, chamadas Burgos. O comerciante habitante do burgo era o burguês. Assim nasce uma nova
classe social que será a dominante no sistema capitalista. Os burgos eram totalmente caóticos e não
possuíam saneamento básico. Para a sua proteção eram construídos grandes muros em formatos de
anel. Para adentrarmo-nos na cidade tínhamos que atravessar os seus portões. Conforme as cidades
cresciam mais eram construídos novos anéis. Sujas e sem circulação de ar e lotadas de ratos, eram
locais muito propícias a proliferação de doenças, e epidemias eram frequentes. A mais famosa delas foi
a peste negra. As cidades começaram a crescer muito, pois o servo que fugisse para um burgo, estaria
liberto de suas obrigações feudais caso não fosse resgatado em um ano. Daí um ditado da época: “O ar
da cidade liberta”. As fugas de servos dos feudos torna-se frequente.

A crise do século XIV

O século XIV foi marcado por uma série de crises que acarretaram a decadência total do
Feudalismo. Foi um século marcado por crises de fome, guerras (guerra dos 100 anos e as guerras
camponesas e a peste negra.
- A peste negra atingiu a Europa de forma tão intensa que matou 1/3 da população ocidental. Era a
peste bubônica, transmitida pelo rato e de fácil e rápida contaminação. As condições sanitárias
europeias aumentavam as chances de contaminação, mas como não dominavam como era transmitida
a doença, não sabiam cuidar dela e atribuíam a epidemia a um castigo de Deus.
- A fome se tornou constante. A alta mortalidade da população e fortes invernos fizeram as colheitas
declinarem. Isso provoca um grave conflito entre camponeses e nobreza, pois os senhores além de
aumentar os impostos, aumentam muito a exploração e dominação. Isso estimulou o aumento das
fugas para os burgos
- A crise da servidão foi provocada pelo renascimento comercial e pela superexploração feudal
decorrente da diminuição da população. Os camponeses que permaneceram revoltaram-se contra a
exploração e passaram a ocorrer guerras entre camponeses e senhores cada vez mais violentas, além
disso os reinos da Inglaterra e da França disputavam sucessões no trono. A guerra dos 100 anos e as
Jaquieries destruíram a organização feudal e estimularam a centralização política que viria ao final da
guerra dos 100 anos e a formação do absolutismo Inglês e Francês.

Questões Comentadas

"Guerra proclamada pelo Papa em nome de Cristo e travada como iniciativa do próprio Cristo para a
recuperação da propriedade cristã ou em defesa da Cristandade contra inimigos externos. O movimento
das Cruzadas era em certo sentido uma extensão da guerra que estava sendo travada contra os
muçulmanos na Espanha e na Sicília."
(LOYN, H.R. "Dicionário da Idade Média")

a) Cite uma motivação de ordem religiosa e outra de ordem socioeconômica para o início das
Cruzadas.
b) Cite e analise duas repercussões do movimento das Cruzadas para o ocidente medieval.

a) 1. O aluno deverá citar uma motivação de ordem religiosa do movimento das Cruzadas tal como: a
recuperação de terras santas tomadas pelos muçulmanos e a retomada da cidade de Jerusalém, entre
outras de mesma natureza.
2. O aluno deverá citar uma motivação de ordem socioeconômica do movimento das Cruzadas tal
como: a busca de novos territórios; o excedente populacional e o processo de expansão comercial,
entre outras de mesma natureza.

b) O aluno deverá citar e analisar duas repercussões do movimento das cruzadas tais como: o
domínio europeu das rotas comerciais do Mediterrâneo; a expansão das atividades comerciais e
urbanas como feiras; o desenvolvimento dos setores sociais urbanos como a burguesia e a maior
presença de elementos culturais de origem oriental na Europa, entre outras.

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"Em 1348 a peste negra invadiu a França e, dali para a frente, nada mais seria como antes. Uma
terrível mortalidade atingiu o reino. A escassez de mão-de-obra desorganizou as relações sociais e de
trabalho. Os trabalhadores que restaram aumentaram suas exigências. Um rogo foi dirigido a Deus, e
também aos homens incumbidos de preservar Sua ordem na Terra. Mas foi preciso entender que nem a
Igreja nem o rei podiam fazer coisa alguma. Não era isso uma prova de que nada valiam? De que o
pecado dos governantes recaía sobre a população? Quando o historiador começa a encontrar tantas
maldições contra os príncipes, novas formas de devoção e tantos feiticeiros sendo perseguidos, é
porque de repente começou a se estender o império da dúvida e do desvio."
(Adaptado de Georges Duby, "A Idade Média na França (987-1460): de Hugo Capeto a Joana D'arc".
Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, p. 256-258.)

a) A partir do texto, identifique de que maneira a peste negra repercutiu na sociedade da Europa
medieval, em seus aspectos econômico e religioso.
b) Indique características da organização social da Europa medieval que refletiam a ordem de Deus
na Terra.

a) A peste negra insere-se no contexto da crise do século XIV e é considerada uma manifestação do
esgotamento do sistema feudal. Quanto ao aspecto econômico, as altas taxas de mortalidade
ocasionaram a escassez de mão-de-obra, levando à superexploração dos servos pelos senhores
feudais e às consequentes revoltas camponesas, destacando-se as "jacqueries", além de mudanças
nas relações de trabalho. Tais eventos acabaram por gerar a crise do trabalho servil.
Outro efeito da mortalidade foi a redução do mercado em um contexto de retomada do comércio que,
juntamente à paralisação das rotas terrestres, em decorrência particularmente da Guerra dos Cem
Anos, estimularam a Expansão Marítima e Comercial Europeia.
Quanto ao aspecto religioso, a peste serviu de argumento para perseguições aos grupos
considerados heréticos, culpados de atrair a ira divina, em razão de as interpretações sobre a peste
estarem inseridas à mentalidade medieval marcada pelo cristianismo.

b) A concepção de sociedade, na Europa medieval, era determinada pela Igreja e fundamentada no


teocentrismo. Assim sendo, a sociedade era estratificada, composta de três ordens: o clero, os que
rezam; a nobreza, os que combatem; e os camponeses, os que trabalham.

Questões

1) O período compreendido entre o final da Idade Média e o início da Idade Moderna foi
caracterizado pela criação de alianças entre os monarcas europeus e a burguesia. Sobre as referidas
alianças, podemos afirmar que tinham como objetivos centrais:
A) A criação de barreiras protecionistas que dificultassem a circulação das mercadorias no mercado
europeu.
B) A valorização das autoridades religiosas evangélicas e a submissão do Estado à Igreja.
C) A unificação de moedas, de pesos e medidas que facilitassem as transações comerciais, assim
como a construção de uma estrutura política que rompesse com os particularismos feudais.
D) A criação de uma nova estrutura política em que as atividades e a lógica de produção das
corporações de ofício medievais seriam totalmente preservadas.
E) A preservação das práticas políticas e econômicas medievais que haviam possibilitado o
surgimento da burguesia.

2) A presença de rios ou a proximidade do mar foram decisivas para o desenvolvimento de cidades e


sociedades antigas e modernas. Um exemplo disso é
A) a importância do rio Nilo, na Antiguidade, na integração das várias sociedades do Oriente próximo
e na união dos reinos do Alto Egito e do Baixo Egito, evitando a invasão da região por outros povos.
B) o papel exercido pelo Bósforo, que corta a atual Istambul, antes chamada de Constantinopla e de
Bizâncio, e sempre assegurou a hegemonia internacional do povo que vivesse à sua volta.
C) a divisão de terras provocada pelos rios Tigre e Eufrates, que isolavam geograficamente os vários
grupos que viviam na antiga Mesopotâmia e instigaram conflitos prolongados entre eles.
D) o controle do Mar Mediterrâneo por árabes e fenícios no decorrer de toda a Idade Média,
permitindo-lhes invadir território europeu e impedir a circulação de embarcações militares inglesas e
francesas.

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E) a posição geográfica de Veneza, no norte do Mar Adriático, que lhe permitiu ser ponto de partida
de Cruzadas e ter participação ativa no comércio medieval de especiarias e sedas do Oriente.

3) "(...) as cruzadas não foram as responsáveis pelas grandes transformações econômicas, mas
produtos delas. Contudo, elas não deixaram de contribuir para os avanços daquelas transformações.
(...) O intenso comércio praticado pelas cidades italianas, Gênova e Veneza, cresceu bastante com a
abertura dos mercados orientais, para o que as cruzadas desempenharam papel decisivo (...)
(Hilário Franco Júnior, "As cruzadas")
Além da decorrência apresentada, pode-se atribuir a essas expedições
A) o desaparecimento das ordens mendicantes - especialmente franciscanos e dominicanos -, assim
como a superação das heresias católicas.
B) o fortalecimento nas relações de vassalagem em toda a Europa ocidental e um forte retraimento
do poder econômico da burguesia comercial.
C) a estagnação das atividades comerciais entre algumas cidades comerciais do mar do norte -
como bruges e gand - e as cidades do litoral oeste da África.
D) a radicalização no processo de fragmentação político-territorial da Europa, com a importante
ampliação do poder econômico da nobreza togada.
E) a relação entre os cruzados com bizantinos e muçulmanos, permitindo que a Europa voltasse a ter
contato com algumas obras de filosofia greco-romana.

4) Nos séculos XIV e XV, a Itália foi a região mais rica e influente da Europa. Isso ocorreu devido à
A) iniciativa pioneira na busca do caminho marítimo para as Índias.
B) centralização precoce do poder monárquico nessa região.
C) ausência completa de relações feudais em todo o seu território.
D) neutralidade da península itálica frente à guerra generalizada na Europa.
E) combinação de desenvolvimento comercial com pujança artística.

5) Sobre o contexto social e econômico do século XIV na Europa medieval, marque a alternativa
INCORRETA.
A) A mão-de-obra disponível para atuar no campo foi reduzida devido às epidemias e guerras
existentes no período.
B) As revoltas camponesas, como a jacquerie, acabaram por ocasionar alterações nas obrigações
típicas do sistema feudal.
C) A reduzida oferta de metais preciosos, como a prata, contribuiu para a expansão do processo
inflacionário.
D) A burguesia teve seu prestígio econômico reduzido pela crise das atividades urbanas o que
fortaleceu o poderio dos senhores feudais.
E) A instabilidade climática, com chuvas constantes, levou a uma grande retração nas colheitas,
diminuindo fortemente a produção agrícola.

6)

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"Arrancada a confissão do réu, os inquisidores proferiam a sentença em uma sessão pública
denominada sermão geral. As sentenças previam três tipos básicos de penas: confiscação de bens,
prisão e morte. A maioria dos condenados à morte eram queimados vivos numa grande fogueira.
Somente a alguns permitia-se o estrangulamento antes de serem lançados ao fogo."
COTRIM, Gilberto. 6• ed. São Paulo: Sara iva, 2001.

O texto didático faz uma análise das ações do Tribunal da Inquisição, criado pela
A) Igreja Anglicana, durante a Reforma Religiosa.
B) Religião muçulmana, no período das Cruzadas.
C) França dos Huguenotes, no período da Contrarreforma.
D) Reforma Protestante, liderada por Lutero, no fim da Idade Média.
E) Igreja Católica Romana, durante a Idade Média.

7) Os cruzados avançavam em silêncio, encontrando por todas as partes ossadas humanas, trapos e
bandeiras. No meio desse quadro sinistro, não puderam ver, sem estremecer de dor, o acampamento
onde Gauthier havia deixado as mulheres e crianças. Lá os cristãos tinham sido surpreendidos pelos
muçulmanos, mesmo no momento em que os sacerdotes celebravam o sacrifício da Missa. As
mulheres, as crianças, os velhos, todos os que a fraqueza ou a doença conservava sob as tendas,
perseguidos até os altares, tinham sido levados para a escravidão ou imolados por um inimigo cruel. A
multidão dos cristãos, massacrada naquele lugar, tinha ficado sem sepultura.
J. F. Michaud. "História das cruzadas". São Paulo: Editora das Américas, 1956 (com adaptações).

Foi, de fato, na sexta-feira 22 do tempo de Chaaban, do ano de 492 da Hégira, que os franj* se
apossaram da Cidade Santa, após um sítio de 40 dias. Os exilados ainda tremem cada vez que falam
nisso; seu olhar se esfria como se eles ainda tivessem diante dos olhos aqueles guerreiros louros,
protegidos de armaduras, que espelham pelas ruas o sabre cortante, desembainhado, degolando
homens, mulheres e crianças, pilhando as casas, saqueando as mesquitas.
*franj = cruzados.
Amin Maalouf. "As Cruzadas vistas pelos árabes". 2ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1989 (com adaptações).

Avalie as seguintes afirmações a respeito dos textos, que tratam das Cruzadas.
I. Os textos referem-se ao mesmo assunto - as Cruzadas, ocorridas no período medieval -, mas
apresentam visões distintas sobre a realidade dos conflitos religiosos desse período histórico.
II. Ambos os textos narram partes de conflitos ocorridos entre cristãos e muçulmanos durante a Idade
Média e revelam como a violência contra mulheres e crianças era prática comum entre adversários.
III. Ambos narram conflitos ocorridos durante as Cruzadas medievais e revelam como as disputas
dessa época, apesar de ter havido alguns confrontos militares, foram resolvidas com base na idéia do
respeito e da tolerância cultural e religiosa.

É correto apenas o que se afirma em


A) I.
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) II e III.

8) "Durante os séculos XI a XIII verificou-se nas atividades agrícolas e artesanais da Europa Centro-
Ocidental um conjunto de transformações (...) que repercutiram no crescimento das trocas mercantis.
Situa-se aí historicamente o chamado renascimento urbano medieval."
Fonte: RODRIGUES, A. E.; FALCON, F. "A formação do mundo moderno".
2ª. ed. Rio de Janeiro: Elesevier, 2006, p.9.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, é correto afirmar que tais mudanças
econômicas:
A) Caracterizaram-se pelo desenvolvimento das técnicas de produção e amplo emprego de recursos
energéticos, tais como carvão e petróleo.
B) Implicaram no capitalismo mercantil incrementado pelo amplo comércio atlântico, fomentado por
negociantes italianos e príncipes alemães.
C) Aumentaram a produção no campo e na cidade e fomentaram a circulação de bens e moedas,
viabilizados por novos instrumentos de crédito a governantes e comerciantes.

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D) Privatizaram as terras e introduziram um modelo de produção fabril, promovido pelo governo
britânico.
E) Reforçaram o predomínio político e comercial dos senhores feudais sobre os governos citadinos.

9) "Os cristãos fazem os muçulmanos pagar uma taxa que é aplicada sem abusos. Os comerciantes
cristãos, por sua vez, pagam direitos sobre suas mercadorias quando atravessam o território dos
muçulmanos. O entendimento entre eles é perfeito e a equidade é respeitada."
Ibn Jobair, em visita a Damasco, Síria, 1184. In: Amin Maalouf, 1988.

Com base no texto, pode-se afirmar que, na Idade Média,


A) as relações comerciais entre as civilizações do Ocidente e do Oriente eram realizadas pelos
judeus e bizantinos.
B) o conflito entre xiitas e sunitas pôs a perder o florescente comércio que se havia estabelecido
gradativamente entre cristãos e muçulmanos.
C) o comércio, entre o Ocidente cristão e o Oriente islâmico, permaneceu imune a qualquer
interferência de caráter político.
D) a Península Ibérica desempenhou o papel de centro econômico entre os mundos cristão e
islâmico por ser a única área de contacto entre ambos.
E) as cruzadas e a ocupação da Terra Santa pelos cristãos engendraram a intensificação das
relações comerciais entre cristãos e muçulmanos.

Leia, com atenção, as considerações sobre o movimento conhecido como Cruzadas e, em seguida,
faça o que se pede.

10) "Eu, Preste João, sou o Senhor dos Senhores e me avantajo a todos os reis da terra inteira em
todas as abundâncias que existem debaixo do céu, em força e em poder. A Nossa Magnificência
domina as três Índias; o nosso território começa na Índia posterior, na qual repousa o corpo do apóstolo
São Tomé, estende-se pelo deserto em direção ao berço do sol, e desce até a deserta Babilônia,
contígua à torre de Babel.[...] Na nossa terra nascem e crescem elefantes, dromedários, camelos,
hipopótamos, crocodilos, metagalináceos, grifos, [...] homens com cornos, faunos, sátiros e mulheres da
mesma raça, pigmeus, cinocéfalos, gigantes cuja altura é de quarenta côvados, monóculos, ciclopes [...]
e quase todo o gênero de animais que existem debaixo do céu."
(Disponível em: <http://wwwricardocosta.com/pub/publica.htm>. Consulta em: 05/07/2006.)

O texto acima é um fragmento da "carta do Preste João" (apócrifa) - do século XII - endereçada ao
imperador de Bizâncio. Preste João, um rei padre que se dizia cristão, declarava-se senhor das três
Índias e dono de riquezas fabulosas. Com base no texto e nos conhecimentos sobre a Idade Média, é
correto afirmar:
A) Na época representada no texto, predominavam geografias imprecisas e imaginárias, onde o
maravilhoso e o estranho preenchiam o lugar do desconhecido, que só as grandes viagens de
navegação dos séculos XV e XVI permitiram questionar.
B) No período retratado, devido à influência exercida pela Igreja Católica na Europa, textos como a
Carta de Preste João careciam de crédito, posto que a literatura clássica de origem greco-romana
estava enraizada na cultura dos camponeses no medievo.
C) O texto de Preste João revela uma profunda sintonia com o imaginário medieval europeu, que
situava todas as maravilhas terrestres no ponto mais extremo do Ocidente, localizadas por alguns
estudiosos do século XII na América.
D) Os escritos resultantes das viagens ao mundo "além-Mediterrâneo", por abordarem uma
humanidade fantástica, eram desconsiderados na Idade Média, em razão da existência de rígidas
barreiras entre a literatura científica e a literatura da fantasia.
E) Quando Cristóvão Colombo concebeu suas viagens de navegação, os conhecimentos geográficos
disponíveis, principalmente os mapas de Toscanelli e a Geografia de Ptolomeu, haviam eliminado
quaisquer resquícios da mentalidade do medievo.

Gabarito: 1-c, 2-e, 3-e, 4-e, 5-d, 6-e, 7-d, 8-c, 9-e, 10-a

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3 Os Estados Nacionais Europeus da Idade Moderna, o
Absolutismo e o Mercantilismo.

Antecedentes europeus das grandes navegações

No século XIV ocorre a transição entre o período denominado Idade Média para a Idade Moderna,
quando floresce o capitalismo e o Estado Absolutista. Na Idade Média o sistema político era a
monarquia descentralizada, ou seja o rei não possuía poderes plenos pois eles estavam distribuídos
entre a nobreza feudal. O monarca só mandava de fato em seu próprio feudo enquanto os outros
senhores feudais possuíam autonomia administrativa. E nos aspectos econômicos a Idade Média se
caracteriza por uma estrutura econômica agrária, sem comércio (praticamente estática
comercialmente), e de subsistência.
Após as guerras entre católicos e islâmicos no século XII, as chamadas cruzadas, ocorreu a
reabertura comercial do Mar Mediterrâneo, que durante os séculos da Idade Média em termos
comerciais estava tecnicamente estático. As cruzadas tinham antes de tudo objetivos religiosos, porém
sua maior consequência foi o “Renascimento comercial e Urbano”. Foram pioneiras as cidades italianas
de Gênova e Veneza (naquela época eram cidades independentes e não havia ainda o Estado Nacional
italiano que só surgiria no século XIX) que passaram a monopolizar a navegação no Mediterrâneo,
impondo barreiras militares e aduaneiras às embarcações de outras localidades. Entre o século XII e
XIV surge e se fortalece a classe social que será o elemento social catalisador da formação do Estado
Nacional Moderno e das Grandes Navegações: A Burguesia.

O mediterrâneo e sua importância

O mar mediterrâneo É o maior mar interior continental do mundo. Compreendido entre a Europa
meridional (sul), a Ásia ocidental (oriente médio) e a África setentrional (Norte) com aproximadamente
2,5 milhões de km². Era a plataforma de navegação dos romanos que o chamavam de “mare nostrun”,
pois os limites interiores do império eram seus litorais. Na idade média os europeus viveram entre os
séculos IX e XII o feudalismo, que se caracteriza principalmente por ser uma estrutura econômico-
social totalmente agrária, de subsistência, com ausência quase total de comércio e baseada em

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relações medievais de vassalagem, em que um guerreiro que possuía maior nobreza e poder, ao
comandar a conquista de um território em uma campanha militar, reconhecia seus nobres subordinados
com a concessão de feudos (territórios – grandes faixas de terra), para que fossem então seus
senhores. O mar neste período era dominado pelos árabes islâmicos no norte da áfrica, que enquanto a
Europa padecia de uma estrutura monárquica descentralizada em que o rei só tinha soberania de fato
sobre seu próprio feudo, e o comércio era raro e atividade custosa, pois a cada feudo que se
atravessava, havia muitos impostos a serem pagos tanto para entrar e sair como para usar suas
estradas e pontes. Isso somado a uma variedade de moedas que também variavam de feudo à feudo,
assim como as leis também variavam. Isso tudo tornava a atividade comercial bastante difícil.
O mar permite o contato entre regiões e povos muito diferentes. Com as cruzadas Gênova e Veneza,
enriqueceram muito e se impuseram economicamente e militarmente no Mar mediterrâneo e passaram
a dominá-lo. O mar passa a movimentar um intenso comercio marítimo, pois unia a Europa ocidental à
regiões do oriente médio, onde iam buscar especiarias.

Especiarias: produtos como cravo, canela, pimenta, noz moscada, seda, perfumes, incensos
e marfim. Eram muito valiosas na Europa e eram compradas a preço baixo nas “Índias Orientais”
que tinham como porta de entrada a cidade de Constantinopla, hoje chamada Istambul. Iam até
a China através da “rota da seda”.

O mar mediterrâneo passa a ser a partir das cruzadas um grande eixo comercial em que a
navegação e o comércio eram cada vez mais importantes. E a burguesia ia ficando mais rica e influente.

A Revolução de Avis e a formação do Estado Nacional Moderno.

Portugal e Espanha são chamados países Ibéricos por estarem localizados na península Ibérica.
Entre o século XII e XIV Portugal se formou como um reino cristão que lutou pela expulsão dos
“mouros” (árabes e berberes islâmicos que habitavam a península ibérica e hoje o norte da áfrica.) da
península (Episódio conhecido como Guerra de Reconquista). Ao norte havia os reinos cristão de Leão,
Castela, Navarra e Aragão, enquanto ao sul, na maior parte da península estavam os mouros. Nesse
contexto o nobre francês Henrique de Borgonha recebeu por seu destaque na luta pela expulsão dos
islâmicos o condado portucalense. Seu filho, Afonso Henriques, libertou-se politicamente do reino de
Leão e proclamou-se rei de Portugal em 1139. A independência do novo reino foi formalmente
reconhecida pelo rei de leão de Castela em 1143. A Guerra de Reconquista influenciou toda a
organização do Estado português. A constante mobilização para a guerra reforçou o poder do rei como
chefe militar, facilitando a centralização política. A luta contra os mouros continuou até 1249, quando se
deu a conquista final do território atual de Portugal e a expulsão dos árabes. Para os lusitanos havia
encerrado a Guerra de Reconquista.
Portugal produzia vinhos e azeites e era entreposto comercial marítimo importante. As
embarcações ancoravam onde hoje é a cidade do porto para se abastecerem e ali já era praticado um
importante comércio em razão disso.
Portugal sofre os efeitos da peste negra (1347 – séc. XIV). Ocorreu uma enorme perda populacional
(em toda a Europa a peste chegou a matar quase um terço da população) que tornou a mão de obra
escassa e, portanto mais cara gerando conflitos entre os camponeses e os senhores. Nesse momento
inicia-se uma crise sucessória ao trono português que dará fim a dinastia de Borgonha que estava no
poder desde D. Afonso Henriques. A crise sucessória no trono: Em meio a esse clima de tensão
social o ultimo rei da dinastia de Borgonha Morreu: D. Fernando I e para piorar as coisas, não deixou
herdeiros masculinos. A filha do rei morto, Dona Cristina era casada com o rei de Castela que
apresentou-se como pretendente do trono português. A alta nobreza de Portugal apoiou as pretensões
do rei castelhano, mas a alta burguesia de Lisboa e do Porto foram contra, o que acabou por dividir
Portugal.
Sob a liderança de Álvaro Pais, a burguesia comercial-marítima tomou a iniciativa de aliar-se a D.
João, mestre de Avis, irmão bastardo de Fernando I, o rei morto. Depois de sublevar Lisboa, Álvaro
Pais apelou com êxito para o povo. Graças ao apoio popular a alta burguesia venceu os castelhanos na
batalha de Aljubarrota (1385) pondo fim a ameaça estrangeira, representada pelo risco de anexação à
Espanha. Vitorioso contra os inimigos externos e internos, D. João, mestre de Avis, com o apoio da alta
burguesia, assumiu o trono como o titulo de D. João I (1385-1433), fundando a Disnastia de Avis (1385-
1580). Esse acontecimento, conhecido como Revolução de Avis é considerado pelos historiadores
portugueses o início da Era Moderna em Portugal. É considerado o primeiro Estado Nacional
moderno do mundo. Também pode ser chamado de Estado Absolutista.

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Nesta associação da burguesia e nobreza colocando D. João mestre de Avis como soberano, o
Estado passa a ser parceiro dos burgueses organizando a legislação e os impostos de forma a
estimular o comércio. Estabelece impostos, leis e moedas nacionais (válidos em todo o território do país
e não mais nos feudos somente), enquanto se beneficia dos altos impostos que passa a receber e se
tornam a principal fonte de receita do reino. Desse encontro entre o Estado e a economia, nos quadros
de uma sociedade aristocrática foi ganhando forma a política econômica mercantilista. O mercantilismo
consistiu no controle da economia pelo rei, ou mais exatamente na intervenção do estado na
economia.

Mercantilismo: Pratica econômica dos Estados Nacionais que pode ser sintetizada em cinco
características:
1- Metalismo: A riqueza das Nações seria determinada pela quantidade de metais preciosos
acumulados.
2- Balança comercial favorável: Exportar mais que importar (superávit), para favorecer a entrada
de metais preciosos com as vendas impedir sua saída importando produtos.
3- Protecionismo: cobrança de altas taxas alfandegárias de produtos de outros países para
estimular a produção no seu. Taxas altas para manufaturados e baixas para matérias primas, de
forma a estimular a manufatura para ser exportada em seu pais.
4- Incentivo à manufatura: estimulo a produção de determinados produtos e concessão de
monopólio ao fabricante, impedindo a concorrência.
5- Sistema Colonial: A Busca por possuir colônias para que pudessem ser exploradas. Eram
importantes fontes das matérias primas e mercado consumidor para as manufaturas da metrópole.
As colônias deveriam realizar comércio exclusivamente com a metrópole.

O absolutismo monárquico teve como país pioneiro Portugal, mas logo este modelo se espalha.
Espanha também centraliza seu poder durante as “Guerras de Reconquista” (expulsão dos árabes da
península ibérica, e França e Inglaterra após a longa “Guerra dos 100 anos” que concentrou o poder
político e militar nos monarcas europeus. Talvez o monarca absolutista mais lembrado seja Luiz XIV da
frança, chamado de “rei sol” e que sintetizava seu poder na frase “le etat cést moi” : O Estado sou eu

4 A expansão marítima europeia.

As Grandes Navegações

Portugal foi pioneiro na expansão marítima pelo oceano atlântico. Este período é m uito importante,
pois além de significar um momento de ampliação e fortalecimento do capitalismo europeu, marca a
mudança o eixo econômico do mar mediterrâneo para o atlântico. As grandes navegações foram
impulsionadas pelo interesse dos reis e da burguesia (que contavam com o apoio da Igreja Católica), a
escassez de metais preciosos e a necessidade de buscar novas rotas para as “índias”, pois o mar
mediterrâneo estava monopolizado pelas cidades italianas e por terra os perigos eram muitos. O
comércio atlântico fortaleceu-se mais ainda a partir de 1453, quando a cidade de Constantinopla foi
tomada militarmente pelos Turcos Otomanos e inviabilizaram o comércio de especiarias na região para
os europeus.

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O pioneirismo português

Nau de Pedro Alvarez Cabral

São razões do pioneirismo português


1- Centralização política (Portugal é o primeiro Estado nacional absolutista, também chamado Estado
Moderno)
2- Paz interna (Estabilidade político-social enquanto a Espanha ainda estava em sua guerra de
reconquista, e outros reinos europeus estavam em guerra)
3- Posição geográfica favorável.
4- Existência de uma burguesia ambiciosa e com capacidade de investimento
5- Experiência comercial.
6- Interesse e incentivo comercial do Estado português (que inclusive criou escolas de navegação).
7- Novas invenções tecnológicas (Bússola, pólvora, astrolábio, quadrante, cartografia etc ...).
De todos os elementos que tornaram Portugal pioneiro se destacam o Estado absolutista e a paz
interna, estas características exclusivas do reino lusitano.
Trinta anos após a Revolução de Avis tiveram início as navegações portuguesas. Em 1415 Portugal
conquistou a cidade de Ceuta, localizada no norte da África, no Marrocos, que era um importante
centro comercial árabe. Entre 1415 e 1488 Foi explorado o litoral atlântico onde hoje está o território
litorâneo entre o Marrocos e a África do sul. A esta faixa denomina-se Périplo africano. É bom lembrar
que avançar alguns quilômetros no oceano é tarefa complicada que exige domínio das correntes
marítimas e o mapeamento da trajetória. Tarefas lentas e custosas. Em 1488 Bartolomeu Dias
conquistou o extremo sul do continente africano e dobrou o que era chamado de “cabo das tormentas”,
devido ao mar agitado, encontro dos oceanos Atlântico e Pacífico. Depois disso foi rebatizado de cabo
da boa esperança. Em 1498 Vasco da Gama conquista a cidade de Calicute, na Índia. Com a
descoberta do caminho para a Índia, Portugal passou a dominar o comércio de especiarias, e com sua
rede de Feitorias, dominou o comércio do ouro por cem anos (1450 a 1550) e já era um grande
traficante de escravos quando Pedro Álvares de Cabral chegou ao Brasil, em 1500.

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As navegações espanholas

A Espanha começou sua navegação após o fim de sua Guerra de Reconquista e a conquista da paz
e o desenvolvimento do seu Estado Absolutista (O ano é 1492. No mesmo ano que acaba a
reconquista, Colombo chega à América). Seu primeiro Grande navegador foi Cristovão Colombo que
em busca de novas rotas tentou a circunavegação (dar a volta na terra de navio). Lembre-se que o
mediterrâneo era monopolizado pelos italianos, o caminho por terra e por Istambul inviáveis devido aos
riscos e o atlântico agora era português. A audaciosa viagem de Colombo através do atlântico tinha por
objetivo atingir a China. Quando foi constatado que as terras atingidas por Colombo pertenciam a um
continente até então desconhecido, foram consideradas um obstáculo. O “Novo mundo – a América- ,
no início, não despertou o interesse da Coroa espanhola. O mesmo ocorreu com o Brasil depois que
aqui chegou a esquadra de Pedro Álvares Cabral. Com a Espanha entrando em cena, colocou-se o
problema das fronteiras luso-espanholas no ultramar, que só foi solucionada com o Tratado de
Tordesilhas.
Obs: A primeira viagem de circunavegação completa foi realizada pelo espanhol Fernão de
Magalhães em 1519.

A Bula Intercoetera e o Tratado de Tordesilhas

A disputa comercial e territorial entre Portugal e Espanha fez com que o arbítrio internacional fosse
necessário. Em 1493, mediado pelo Papa, foi proposta a Bula intercoetera que determinava que os
limites a 100 léguas das ilhas de Cabo Verde (pequeno arquipélago africano próximo à Europa) à Oeste
seriam espanhóis e à leste, seriam portugueses. Portugal negou. Depois em 1494, logo após a viagem
de Colombo e antes da chegada dos portugueses ao Brasil foi assinado o Tratado de Tordesilhas,
tomando por base o meridiano que passava a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, ficou
estabelecido que os domínios espanhóis eram aqueles situados a Oeste e os portugueses os situados à
leste. Porém, à medida que outros países entraram na corrida pelas possessões ultramarinas, esse
acordo passou a ser questionado, principalmente pelo rei da França, que indagava “onde estava o
testamento de Adão, dizendo que o mundo era de Portugal e Espanha”. Nos anos seguintes território
Brasileiro passou a ser alvo de invasões estrangeiras francesas, inglesas e no século XVII dos
holandeses.

A Igreja e a Expansão Marítima

Desde o século XV a Igreja vinha sofrendo várias criticas e no século XVI passou por um momento
de enfraquecimento na Europa em razão da Reforma Religiosa iniciada por Martinho Lutero. Para evitar
que o protestantismo se espalhasse para o Novo Mundo (as novas terras descobertas, as Américas) a
Igreja apoiou ativamente a expansão Ibérica e se associou ao Estado português e espanhol através do
regime de padroado.

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O Padroado era a associação entre o Estado (no nosso caso o português) e a Igreja Católica. O
Estado colaboraria para a expansão territorial do catolicismo e a Igreja apoiava a expansão tanto
através de justificativas e na colaboração na educação e aculturação dos habitantes do Novo Mundo. A
educação proporcionada pela Igreja era dada pela Ordem religiosa dos padres jesuítas que construíam
as “Missões Jesuíticas”, cuja função era transmitir a fé católica aos indígenas e ensiná-los agricultura de
subsistência. Há de se destacar que os indígenas não foram oficialmente escravizados por Portugal e
muito disso se deve a oposição da Igreja e a atuação dos jesuítas que tentavam impedir que os
indígenas se tornassem cativos.

Oscar Pereira da Silva: Desembarque de Pedro Alvarez Cabral em Porto Seguro. Obra atualmente exposta no Museu de Belas
Artes do Rio de Janeiro.

Questões

1) No final do Século XIV, o único Estado centralizado e livre de guerras, o que lhe permitiu ser o
pioneiro na expansão ultramarina, era o
A) espanhol.
B) inglês.
C) francês.
D) holandês.
E) português

2) O Tratado de Tordesilhas, celebrado em 1494 entre as Coroas de Portugal e Espanha, pretendeu


resolver as disputas por colônias ultramarinas entre esses dois países, estabelecia que
A) os espanhóis ficariam com todas as terras descobertas até a data de assinatura do Tratado, e as
terras descobertas depois ficariam com os portugueses.
B) os domínios espanhóis e portugueses seriam separados por um meridiano estabelecido a 370
léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.
C) a Igreja Católica, como patrocinadora do Tratado, arrendaria as terras descobertas pelos
portugueses e espanhóis nos quinze anos seguintes.
D) Portugal e Espanha administrariam juntos as terras descobertas, para fazerem frente à ameaça
colonialista da Inglaterra, da Holanda e da França.
E) portugueses e espanhóis seriam tolerantes com os costumes e as religiões dos povos que
habitassem as terras descobertas.

3) A propósito da expansão marítimo-comercial europeia dos séculos XV e XVI pode-se afirmar que
A) a igreja católica foi contrária à expansão e não participou da colonização das novas terras.
B) os altos custos das navegações empobreceram a burguesia mercantil dos países ibéricos.
C) a centralização política fortaleceu-se com o descobrimento das novas terras.
D) os europeus pretendiam absorver os princípios religiosos dos povos americanos.
E) os descobrimentos intensificaram o comércio de especiarias no mar mediterrâneo.

4) No contexto da expansão marítima, que levou os europeus a encontrar a América, Portugal


destacou-se como pioneiro das grandes navegações do século XV. Entre os muitos fatores que
contribuíram para o pioneirismo português, destacam-se:
A) a associação Estado/Igreja e a centralização do poder.
B) a política mercantilista e a expulsão dos mouros da península Ibérica.
C) a centralização administrativa e a posição geográfica.
D) a ausência de guerras e a ascensão da nobreza fundiária.

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E) a industrialização e a centralização do poder.

5) No início dos tempos modernos, assistimos a uma série de grandes transformações que atuaram
na desestruturação do mundo feudal e também se refletiam na diminuição do poder da Igreja, na
expansão comercial e marítima, no desenvolvimento da burguesia, no Renascimento e na reforma
religiosa. Também está ligada a este período histórico:
A) a descentralização política e administrativa do Estado;
B) a formação das repúblicas federativas;
C) a ascensão das ditaduras pelas elites militares;
D) a ascensão das ditaduras lideradas pelas classes trabalhadoras;
E) a formação das monarquias nacionais absolutistas.

6) A aliança entre Rei e Burguesia no final da Idade Média e início da Idade Moderna não teve como
objetivo:
A) o fortalecimento da centralização política contra o particularismo feudal vigente até então;
B) a unificação de moedas, pesos e medidas, a fim de facilitar as transações comerciais;
C) a definição de fronteiras e, ao mesmo tempo, de mercados internos e externos;
D) descentralização administrativa do estado. Consolidação da monarquia descentralizada;
E) a imposição de código único de leis para o país em lugar do direito consuetudinário feudal.

7) Ao final da Idade Média, a necessidade de novas rotas de comércio gerou a expansão mercantil e
marítima desenvolvida pelos países atlânticos. Até então, a principal via comercial europeia era o
Mediterrâneo, cujo monopólio estava concentrado nas mãos dos comerciantes:
A) venezianos e pisanos
B) espanhóis e muçulmanos
C) venezianos e mouros
D) italianos e árabes
E) italianos e ibéricos

8) A crise europeia dos séculos XIV e XV constituiu um bloqueio ao desenvolvimento da economia de


mercado. A superação desse processo foi realizada por meio:
A) da isenção de tributos para as cidades;
B) do fortalecimento das corporações de ofício;
C) da expansão marítima;
D) de incentivo à lavoura feudal;
E) das cruzadas.

9) A Expansão Marítima e Comercial é produto de um conjunto de fatores que marcam a época de


transição por que passava a Europa. Essa transição caracteriza a passagem de um modo de produção
em crise para outro, isto é:
A) do escravista para o feudal;
B) do capitalista para o escravista;
C) do feudal para o capitalista;
D) do feudal para o escravista;
E) do escravista para o capitalista.

10) À época da expansão Marítima e Comercial, a Europa passava por profundas transformações.
Entre elas, podemos destacar, exceto:
A) o advento das monarquias nacionais;
B) a desintegração do escravismo;
C) o processo de formação do capitalismo;
D) a ascensão da burguesia mercantil;
E) o renascimento comercial.

11) A expansão marítima e comercial empreendida pelos portugueses nos séculos XV e XVI está
ligada:
A) aos interesses mercantis voltados para as "especiarias" do Oriente, responsáveis inclusive, pela
não exploração do ouro e do marfim africanos encontrados ainda no século XV;

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B) à tradição marítima lusitana, direcionada para o "mar Oceano" (Atlântico) em busca de ilhas
fabulosas e grandes tesouros;
C) à existência de planos meticulosos traçados pelos sábios da Escola de Sagres, que previam
poder alcançar o Oriente navegando para o Ocidente;
D) a diversas casualidades que, aliadas aos conhecimentos geográficos muçulmanos, permitiram
avançar sempre para o Sul e assim, atingir as Índias;
E) ao caráter sistemático que assumiu a empresa mercantil, explorando o litoral africano, mas
sempre em busca da "passagem" que levaria às Índias.ver

12) Foi fator relevante para o pioneirismo português na expansão marítima e comercial europeia dos
séculos XV e XVI:
A) a precoce centralização política, somada à existência de um grupo mercantil interessado na
expansão e à presença de técnicos e sábios, inclusive estrangeiros;
B) a posição geográfica de Portugal – na entrada do mediterrâneo, voltado para o atlântico e próximo
do norte da África –, sem a qual, todas as demais vantagens seriam nulas;
C) o poder da nobreza portuguesa, inibindo a influência retrógrada da igreja católica, que combatia
os avanços científicos e tecnológicos como intervenções pecaminosas nos domínios de deus;
D) a descentralização político-administrativa do estado português, possibilitando a contribuição de
cada setor público e social na organização estratégica da expansão marítima;
E) o interesse do clero português na expansão do cristianismo, que fez da igreja católica o principal
financiador das conquistas, embora exigisse, em contrapartida, a presença constante da cruz.

13) "Sem dúvida, a atração para o mar foi incentivada pela posição geográfica do país, próximo às
ilhas do Atlântico e à costa da África. Dada a tecnologia da época, era importante contar com correntes
marítimas favoráveis, e elas começavam exatamente nos portos portugueses... Mas há outros fatores
da história portuguesa tão ou mais importantes."Assinale a alternativa que apresenta outros fatores da
participação portuguesa na expansão marítima e comercial europeia, além da posição geográfica:
A) O apoio da Igreja Católica, desde a aclamação do primeiro rei de Portugal, já visava tanto à
expansão econômica quanto à religiosa, que a expansão marítima iria concretizar.
B) Para o grupo mercantil, a expansão marítima era comercial e aumentava os negócios, superando
a crise do século. Para o Estado, trazia maiores rendas; para a nobreza, cargos e pensões; para a
Igreja Católica, maior cristianização dos "povos bárbaros".
C) O pioneirismo português deve-se mais ao atraso dos seus rivais, envolvidos em disputas
dinásticas, do que a fatores próprios do processo histórico, econômico, político e social de Portugal.
D) Desde o seu início, a expansão marítima, embora contasse com o apoio entusiasmado do grupo
mercantil, recebeu o combate dos proprietários agrícolas, para quem os dispêndios com o comércio
eram perdulários.
E) Ao liderar a arraia-miúda (alta nobreza) na Revolução de Avis, a burguesia manteve a
independência de Portugal, centralizou o poder e impôs ao Estado o seu interesse específico na
expansão.

Gabarito: 1-e, 2-b, 3-c, 4-a, 5-e, 6-d, 7-d, 8-c, 9-c, 10-b, 11-e, 12-a, 13-e

5 O Renascimento cultural, o Humanismo e as reformas


religiosas.

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O Renascimento Cultural e o humanismo na Itália

A partir do século XIV, com o desenvolvimento comercial pelo qual a Europa passava promoveu um
grande florescimento artístico. A Itália foi a região pioneira no inicio do renascimento urbano-comercial,
era a sede da Igreja Católica e formavam-se pequenas monarquias nacionais. Um período de
desenvolvimento nas artes plásticas que passava a representar o Homem sob o olhar de uma nova
cultura. O termo renascimento vem dos homens da Época. Acreditavam ser a vanguarda da
humanidade que teria chegado ao seu auge, rompendo com o pensamento e a cultura que predominava
durante a Idade Média, que passou a ser chamada de “Idade das trevas”. Neste momento os
pensadores da época entraram em contato com os escritos filosóficos dos gregos, donde vem um
profundo sentimento de valorização do homem e natureza. As artes floresceram principalmente em
cidades como Florença, Gênova e Veneza. O alto clero católico e a rica burguesia comercial que havia
se formado contratavam artistas de renome para pintar seus retratos e decorar seu palácios e templos.
Eram os chamados mecenas, os financiadores de obras de arte. O Renascimento floresceu na Itália e
teve lá seus principais representantes. A principal razão era prosperidade econômica.

Características do Renascimento:
- Antropocentrismo. “O Homem é a medida de todas as coisas”. Passa a ser visto como o centro do
universo e é assim representado na arte.
- Hedonismo. A valorização de prazeres carnais e mundanos, contrapondo-se a noção medieval de
sofrimento e resignação.
- Uma valorização e um retorno à cultura clássica (Greco-Romana). Os temas mais frequentes na
obras eram gregos e romanos, de quem inspiraram-se para ver o mundo de forma antropocêntrica.
- Naturalismo. Valorização da Natureza. Os renascentistas valorizavam a observação da natureza e
a experiência.

Entre os principais artistas plásticos do Renascimento podemos citar:

Michelangelo

Sua obra mais importante a pintura do teto da Capela Cistina, no Vaticano. Veja o destaque dado ao
homem quando pinta a sua criação e os detalhes realistas de sua escultura representando a figura
bíblica “Davi”

Leonardo da Vinci

É considerado o gênio mais completo e que encarnava os ideais do Renascimento. Além de artista
plástico foi um grande inventor.

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Rafael

Nesta obra intitulada “ A Escola de Atenas” podemos perceber a forte influência da cultura clássica
(grega e romana).

E na literatura:
- Miguel de Cervantes: “Dom Quixote de La Mancha”
- Luis de Camões: “Os Lusíadas”
- Bocaccio: “Decamerão”
- Dante Alighieri: “A Divina Comédia”
O Renascimento cultural na literatura é mais conhecido como humanismo. Passam a valorizar a
razão, o homem e a fazer severas críticas à sociedade e à religião.

Questões

1) "A imprensa torna-se o mecanismo de divulgação das ideias e, por meio da publicação de livros,
constrói um clima de liberdade para o debate. As publicações envolvem tanto as obras novas como as
antigas e abrem espaço para o aumento das traduções que vão requerer um conhecimento não só do
latim, mas também do grego e do hebraico. As publicações nas línguas locais se ampliam facilitando o
acesso à informação. A ciência se seculariza.
(RODRIGUES, A.E.; FALCON, F. "A formação do mundo moderno".
Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.)
Com base no texto, é correto afirmar:
A) Uma vez registrada e pública, a cultura escrita dominou toda a Europa medieval.
B) O latim era a linguagem da cultura cristã, o grego da clássica e o hebraico da bíblica.
C) A imprensa foi fundamental para o domínio cristão empreendido além-mar.
D) A informação excessiva cindiu a cultura moderna em vários sistemas de pensamento.
E) A divulgação dos saberes foi incrementada e acelerada mediante a publicação de livros.

2) "Que obra de arte é o homem, tão nobre no raciocínio, tão vário na capacidade; em forma e
movimento, tão preciso e admirável; na ação é como um anjo; no entendimento é como um deus; na
beleza do mundo, o exemplo dos animais."
(William Shakespeare. "Hamlet")

O surgimento, a partir do século XIV, de uma cultura secular, humanista, antropocêntrica e de


inspiração greco-romana, denominamos de:
A) Renascimento.
B) Contra Reforma.
C) Iluminismo.
D) Revolução Industrial.
E) Revolução Gloriosa.

3) Nos séculos XIV e XV, a Itália foi a região mais rica e influente da Europa. Isso ocorreu devido à
A) iniciativa pioneira na busca do caminho marítimo para as Índias.
B) centralização precoce do poder monárquico nessa região.
C) ausência completa de relações feudais em todo o seu território.
D) neutralidade da península itálica frente à guerra generalizada na Europa.

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E) combinação de desenvolvimento comercial com pujança artística.

4) Sobre o conjunto de ideias que marcou o Renascimento é correto afirmar que:


A) a Renascença contribuiu para o reforço de valores humanistas em toda a Europa. A valorização
do Homem como "medida para todas as coisas" se tornou uma ideia importante para os pensadores
renascentistas.
B) as ideias dos pensadores renascentistas tornaram-se populares, influenciando movimentos
revolucionários. Esses ideais seriam retomados no século XIX pelos socialistas.
C) os pensadores do Renascimento recuperaram ideias da Antiguidade clássica, estando de acordo
com as orientações religiosas da Igreja Romana.
D) a Igreja Católica, como principal compradora de obras de arte, se tornou uma defensora das
ideias renascentistas.
E) como movimento intelectual, o Renascimento provocou uma ruptura na Igreja, dividida a partir de
então em Igreja Ortodoxa e Igreja Romana.

5) Nos séculos XV e XVI, surgem novas ideias e visões diferentes do pensamento medieval. Há um
processo contínuo de valorização do estudo da natureza e do homem. A vida cultural se afasta cada
vez mais da Igreja, sofre forte influência dos humanistas e surgem grandes artistas e escritores.
O período correspondente ao texto é:
A) A Revolução Inglesa
B) O Socialismo Utópico
C) O Socialismo Científico
D) O Liberalismo
E) O Renascimento

6) Leonardo Bruni foi um importante humanista da cidade de Florença do século XV. No seu túmulo,
na Igreja de Santa Croce, está escrito: "A História está de luto". Duas figuras aladas, copiadas de um
arco-de-triunfo romano, seguram a placa em que foi gravada aquela inscrição. Duas esculturas,
representando águias imperiais, símbolos do antigo Império Romano, sustentam o ataúde de Bruni.
Completa a decoração a representação, num medalhão, da Virgem Maria com a Criança no colo. A
decoração do túmulo de Leonardo Bruni expressa
A) a mentalidade renascentista da elite italiana, que enaltece os valores clássicos e a religiosidade
cristã.
B) a valorização das atividades guerreiras pela burguesia italiana, interessada na unificação política
do país.
C) a profunda religiosidade cristã dos italianos no final da idade média e a sua preocupação com a
vida extraterrena.
D) o desprezo dos cidadãos das cidades italianas pelo momento histórico em que viviam,
conscientes da decadência de sua época.
E) o pacifismo inerente ao período da história italiana caracterizado pelas relações de cooperação
entre as cidades-estados.

7) À EXCEÇÃO DE UMA, as alternativas a seguir apresentam de modo correto características do


Renascimento. Assinale-a.
A) O retorno aos valores do mundo clássico, na literatura, nas artes, nas ciências e na filosofia.
B) A valorização da experimentação como um dos caminhos para a investigação dos fenômenos da
natureza.
C) A possibilidade de uma estreita relação entre os diferentes campos do conhecimento.
D) O fato de ter ocorrido com exclusividade nas cidades italianas.
E) O uso da linguagem matemática e da experimentação nos estudos dos fenômenos da natureza.

8) Considerando as relações existentes entre o Humanismo e o Renascimento, pode-se afirmar


CORRETAMENTE que:
A) o Humanismo constitui um movimento filosófico contrário ao Renascimento
B) o Humanismo constitui uma visão de mundo que permitiu o resgate à herança greco-romana
C) o Humanismo e o Renascimento, embora sendo movimentos contemporâneos, eram bem
distintos e não apresentavam semelhanças
D) o Humanismo fazia uma severa crítica à herança greco-romana
E) O Humanismo constituía-se num movimento de exaltação aos valores medievais

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9) O Humanismo renascentista que se destacou pelas suas inovações nas expressões artísticas e
literárias representou:
A) O movimento cultural que valorizou o homem ativo e criativo.
B) O desenvolvimento técnico voltado para o mecenato na cultura renascentista.
C) A defesa das virtudes do homem contra os vícios intrínsecos à mulher.
D) O homem contemplativo, centro do universo, sujeito às leis divinas.
E) O movimento social com vistas à conquista de direitos.

10) Entre os séculos XIV e XVI, na Europa Ocidental, ocorreu um amplo movimento artístico,
científico e literário, denominado de Renascimento. Os artistas e intelectuais do Renascimento
chamaram os séculos imediatamente anteriores de "Idade Média", concebendo-a como uma IDADE
DAS TREVAS, porque os renascentistas
A) desejavam difundir a filosofia escolástica, que até então ficara restrita aos mosteiros e conventos.
B) rejeitavam o antropocentrismo do homem medieval, que, ao valorizar a razão, desprezava a
revelação de deus.
C) tomavam como ideal o homem da antiguidade clássica, buscando subsídios nos model os da
cultura greco-romana.
D) repudiavam a paixão do homem medieval pela cultura dos povos gregos e romanos, imersos no
paganismo.

Gabarito: 1-e, 2-a, 3-e, 4-a, 5-e, 6-a, 7-d, 8-b, 9-a, 10c

A Reforma e a Contrarreforma: Reforma na Alemanha

Durante todo o período medieval, por volta de 1000 anos, a instituição mais poderosa que existia era
a Igreja Católica. Ela influenciava diretamente a vida cotidiana das pessoas e as instituições políticas e
governos. Seu poder era inquestionável até que no século XVI sofre a maior ruptura no seu interior.
Esta ruptura é conhecida como a “Reforma Religiosa”, iniciada por Martinho Lutero na Alemanha. Lutero
após uma intensa vida dedicada à teologia, passou a pregar contra algumas práticas da Igreja Católica
da época. Criticava firmemente a venda de indulgências (venda do perdão dos pecados ou imagens
sacras) e a corrupção moral do clero, que se envolvia em muitos escândalos. Após um período de
estudos na Itália, em 1517 Lutero retorna a sua cidade, Wittenberg na Alemanha, onde na catedral, em
forma de protesto prega placas com as “95 teses contra a venda de indulgências”. A Igreja reagiu
contra e convocou a Dieta, ou Concordata de Worns, um grande evento da Igreja em que Lutero foi
convocado a negar suas ideias. Reafirmou seus pensamentos com convicção, e a partir daí foi
excomungado da Igreja e considerado um Herege. A propósito, todos os seguidores dele passaram as
ser considerados hereges, e portanto perseguidos.

Hereges eram aqueles que de alguma forma questionavam os dogmas da Igreja Católica.
Eram violentamente perseguidos pela inquisição e podiam ser mortos na fogueira

A Reforma Luterana

As principais mudanças foram:


1- A salvação só ocorre pela fé (portanto não adiantariam as indulgências).
2- Eliminação do celibato (Os lideres religiosos poderiam então se casar).
3- Eliminação dos sacramentos, com exceção do batismo e casamento. (obs: o batismo passou a
ser em adultos).
4- A tradução da Bíblia para o Alemão.
Entre as razões que possibilitaram a ampla divulgação da nova doutrina cristã foi a invenção da
imprensa, por J. Gutemberg.

A Contra Reforma Católica (Concílio de Trento)

Chamamos de Contra Reforma as reações da Igreja à Reforma protestante de Martinho Lutero.


Foram abolidas algumas práticas, como a das indulgências, reafirmados os dogmas com o o dos
sacramentos, e criados formas de combater o protestantismo, visto pela Igreja como Heresia. O tribunal
da Santa Inquisição, que existia desde a Idade Média mas estava inoperante, foi reativado. Perseguia,

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julgava e punia os crimes de Heresia. Foram criados os seminários para dar formação teológica e moral
ao clero, e foi criada a Cia. De Jesus (mais conhecidos como Jesuítas), que tinha a missão de expandir
a fé católica nas novas terras descobertas (O continente americano fora descoberto a pouco tem po e a
Igreja garantiu a expansão de seus domínios religiosos se associando aos Estados (monarquias)
Nacionais na colonização da América. O protestantismo foi proibido nas colônias espanholas e
portuguesas.

Sintetizando:
- Reafirmação dos dogmas e sacramentos católicos
- Abolição das indulgências
- Criação dos seminários
- Reativação da Inquisição
- Criação da Cia de Jesus
- Criação do INDEX (lista de livros proibidos. Entre eles alguns filósofos gregos e a bíblia de Martinho
Lutero em Alemão.

A Reforma foi bastante conflituosa e entre os séculos XVI e XVIII ocorreram violentas Guerra
Religiosas, com massacres de ambos os lados. A primeira grande revolta luterana foi a Revolta dos
camponeses anabatistas. Seguiam radicalmente os preceitos luteranos, sobretudo a livre leitura e
interpretação da Bíblia, mas eram também contra o absolutismo e a exploração feudal ainda
existente para os camponeses daquela época. Foi radicalmente sufocada. A Reforma religiosa
ultrapassou as fronteiras da Alemanha e teve depois importantes teólogos como o suíço Ítalo Calvino,
que pregava a predestinação e a salvação pelo trabalho e chegou também na Inglaterra em que o rei
Henrique VIII liderou a reforma na Inglaterra e implantou o Anglicanismo.

Questões

1) No século XVI, nas palavras de um estudioso, "reformar a Igreja significava reformar o mundo,
porque a Igreja era o mundo". Tendo em vista essa afirmação, é correto afirmar que
A) os principais reformadores, como Lutero, não se envolveram nos desdobramentos políticos e
socioeconômicos de suas doutrinas.
B) o papado, por estar consciente dos desdobramentos da reforma, recusou-se a iniciá-la, até ser a
isso obrigado por Calvino.
C) a burguesia, ao contrário da nobreza e dos príncipes, aderiu à reforma, para se apoderar das
riquezas da Igreja.
D) os cristãos que aderiram à reforma estavam preocupados somente com os benefícios materiais
que dela adviriam.
E) o aparecimento dos anabatistas e outros grupos radicais são a prova de que a reforma extrapolou
o campo da religião.

2) O processo de reformas religiosas teve início no século XVI e suas causas podem ser, EXCETO:
A) A venda de indulgências incentivada pelos protestantes, que aliavam a sua ética religiosa ao
espírito do capitalismo que nascia.
B) A mudança na visão de mundo como conseqüência do pensamento renascentista.
C) A presença de padres mal preparados intelectualmente que provocavam insatisfação nos fiéis.
D) A insatisfação da burguesia diante da condenação do catolicismo para o lucro e os juros.

3) Em cada letra da página divina [a Bíblia] há tantas verdades sobre as virtudes, tantos tesouros de
sabedoria acumulados, que apenas aquele a quem Deus concedeu o dom do saber [dela] pode usufruir
plenamente. Poderiam estas "pérolas" ser distribuídas aos "porcos" e a palavra a ignorantes incapazes
de recebê-la e, sobretudo, de propagar aquilo que receberam?
(Texto escrito pelo inglês Gautier Map, por volta de 1181.)

Comparando o conteúdo do texto com a história do cristianismo, conclui-se que o autor


A) interditava aos pecadores a leitura da Bíblia, reservando-a à interpretação coletiva nos mosteiros
medievais.
B) considerava aptos para interpretarem individualmente a Bíblia todos os fiéis que participassem do
culto católico.

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C) postulava a exigência de comunicação direta do fiel com Deus, independentemente da leitura dos
textos sagrados.
D) referia-se a um dogma da Igreja medieval abolido pela reforma católica promovida pelo Concílio
de Trento.
E) opunha-se a um princípio defendido por heresias medievais e que foi retomado pelas reformas
protestantes.

4) Em relação ao contexto das reformas religiosas do século XVI, é correto afirmar que:
A) a Reforma Puritana possibilitou à Coroa Portuguesa efetivar seu rompimento definitivo com o
Catolicismo Romano.
B) a Contrarreforma procurou conciliar a visão religiosa dos seguidores de Lutero com o pensamento
dos seguidores de Calvino.
C) os Tribunais da Inquisição ficaram responsáveis pela punição dos infiéis e pela censura aos livros
considerados ofensivos à fé católica.
D) a Contrarreforma opôs-se à Companhia de Jesus e delegou à Igreja Anglicana a tarefa de
combater a expansão protestante na Europa.
E) a Reforma Protestante fortaleceu a venda de relíquias sagradas e aplicou o dinheiro das
indulgências na edificação de templos católicos.

5) O movimento liderado pelo monge Agostiniano Martinho Lutero, que criticava a prática da simonia,
o uso indevido das rendas da Igreja e o descaso com os deveres espirituais, denominou-se:
A) Querela das Investiduras.
B) Reforma.
C) Contrarreforma.
D) Concílio de Trento.
E) Concílio de Constança.

6) Sobre o movimento denominado Reforma, é correto afirmar:


A) Lutero denunciou publicamente os abusos da igreja católica, aprofundou suas reflexões sobre o
cristianismo e estabeleceu os princípios de uma religião;
B) o protestantismo reconhecia e aprovava a hierarquia religiosa e o celibato dos sacerdotes;
C) foi radicalmente contrário aos sacramentos do batismo e da eucaristia, dentre outros sacramentos
da Igreja católica;
D) apresentou uma série de críticas à Igreja católica, mas defendia sua autoridade e seu poder
material;
E) defendia a prática da simonia.

7) Na Alemanha, no século XVI, o monge agostiniano Martinho Lutero levantou-se contra os abusos
cometidos pelo papado de Roma, desencadeando um movimento que ficou conhecido por Reforma
Protestante. Sobre esse movimento, é INCORRETO afirmar que:
A) o movimento da Reforma teve os seus objetivos defendidos, ampliando o poder da burguesia
contra a ideologia senhorial.
B) as ideias veiculadas na Europa, no contexto do século XVI, significaram uma brecha importante
na estrutura política feudal.
C) a disseminação dos ideais reformadores no seio da população possibilitou a vitória do
nacionalismo contra o poder do papado.
D) a revolta dos camponeses contra a cobiça dos grandes senhores feudais pelos bens da Igreja
contou com o apoio de Lutero.

8) A Reforma Protestante, iniciada por Lutero, foi um movimento de mudanças sociais de caráter
fundamentalmente religioso, com importantes desdobramentos políticos e econômicos. No que se refere
aos princípios políticos e religiosos, o luteranismo defendia a
A) submissão da Igreja ao Estado e a valorização da fé individual.
B) implementação de políticas econômicas na Europa e a quebra da autoridade religiosa.
C) jurisdição real sobre terras da Igreja e a cobrança de impostos sobre esse patrimônio.
D) extinção das rendas feudais e a oposição às pregações morais do clero.
E) cessação do poder político-administrativo da Igreja sobre os reinos e o fim da condenação da
usura.

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9) Renascimento cultural, Reformas religiosas, Expansão marítima: esses três movimentos
simbolizam um mundo em transformação. Apresentaram características comuns, mas desenvolveram -
se em áreas e com objetivos bastante diferentes. Sobre suas semelhanças e diferenças, podemos
destacar que os três movimentos demonstraram o desejo de
A) romper com as temáticas religiosas, tão presentes na Idade Média, mas ocorreram em locais
bastante distintos: o Renascimento ocorreu na Itália, as Reformas deram-se na Alemanha e na Suíça e
a Expansão Marítima partiu da Península Ibérica.
B) recuperar os valores éticos e estéticos da Antiguidade Clássica, mas buscaram modelos distintos:
o Renascimento retomou padrões da arquitetura greco-romana, as Reformas restauraram o politeísmo
e a Expansão Marítima reconquistou o Mediterrâneo.
C) ampliar a influência europeia para outras partes do planeta, mas dirigiram seus esforços para
regiões variadas: o Renascimento foi levado às colônias africanas, as Reformas lutaram contra o
islamismo no Oriente Médio e a Expansão Marítima permitiu a conquista da América.
D) valorizar o humano, mas se preocuparam com aspectos diferentes de suas possibilidades: o
Renascimento voltou-se a uma visão científica do mundo, as Reformas privilegiaram o livre-arbítrio e a
Expansão Marítima rompeu limites da mentalidade medieval.
E) revitalizar as cidades, mas recorreram a estratégias diferentes: o Renascimento atraiu visitantes
aos museus, as Reformas produziram construções de imponentes catedrais e a Expansão Marítima
trouxe novas mercadorias para o comércio urbano.

10) Como instrumentos da Contra Reforma por parte da Igreja Católica, destacam-se EXCETO:
A) a prática da simonia, ou seja, a venda de cargos eclesiásticos.
B) o index proibitorium librorium.
C) a companhia de jesus.
D) os tribunais do santo ofício.
E) o concílio de trento.

Gabarito: 1-e, 2-a, 3-e, 4-c, 5-b, 6-a, 7-d, 8-a, 9-d, 10-b

6 A montagem da Colonização Européia na América: Os Sistemas


Coloniais Espanhol, Francês, Inglês e dos Países Baixos.

Após a chegada dos espanhóis na América em 1492 e dos portugueses em 1500, as grandes
potências europeias como Inglaterra e França e Holanda lançaram-se na aventura da colonização da
América, disputando territórios com os pioneiros. Em 1494 é ratificado o tratado de Tordesilhas, que
dividia o mundo entre Portugal e Espanha. As terras à 370 léguas à oeste das ilhas de cabo verde
seriam espanholas, e a leste seriam portuguesas. O rei da França não aceitou este tratado
questionando “onde estaria o testamento de Adão” que deixava como herdeiros Portugal e Espanha.
A frança se lançou a corrida colonizadora na America, estabelecendo uma colônia de povoamento na
America do Norte, onde hoje é a província canadense de Quebec. Também tentou colonizar territórios
espanhóis e portugueses. Colonizou a atual Guiana Francesa e tentou invadir o território brasileiro por
duas vezes: a primeira em São Luiz do maranhão, a segunda no Rio de Janeiro, em 1954 criando aqui
a “França Antártica”. Foram expulsos pelas tropas portuguesas que se aliaram com os indígenas locais
do grupo tamoio. A França realizava frequentemente incursões piratas nas colônias americanas,
sobretudo nas águas do caribe. Alguns destes piratas recebiam uma autorização especial da coroa
francesa para que realizassem pilhagens em territórios e navios de outros países.

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O documento era a “carta de corso” que tornava o pirata em um agente real, o corsário. Holanda
também participou da colonização da América conquistando pequenos territórios como foi o Suriname.
Realizou duas invasões no território brasileiro. Uma invasão em Salvador e outra em Pernambuco em
que permaneceram anos. A Holanda realizava a colonização de territórios como empreendimentos
comerciais coloniais extremamente racionais,. Criaram empresas de colonização como a WIC
(Companhia das índias ocidentais), que foram responsáveis pela tentativa de colonização no Brasil, do
Suriname e de algumas ilhas nas Antilhas. Privilegiavam o financiamento da produção de produtos
tropicais, sobretudo a cana, e dominavam e lucravam com o transporte, o refino, a distribuição e o
financiamento. Os Espanhóis foram os principais colonizadores do continente. Suas terras iam do
centro da América do norte à Argentina. Depararam-se com povos muito avançados como os Incas,
Maias e Astecas. Dominaram estes povos e se aproveitaram de formas de exploração do trabalho que
já existiam entre os povos pré colombianos como é o caso da Mita, trabalho compulsório e obrigatório
que os incas prestava ao estado como impostos. Os espanhóis mantiveram a Mita, que seria realizada
agora em benefício de seus colonizadores. Os Ingleses entraram na corrida da colonização
principalmente a partir do século XVII. O Rei Jaime I era anglicano e perseguia ferozmente os
protestantes puritanos (calvinistas ingleses), que depois de muitos conflitos religiosos, partiu para a
América um grupo de puritanos, conhecidos como os colonos do Mayflower que criaram a primeira
colônia de povoamento do território do atual EUA.

Podemos sintetizar as principais formas de colonização como:


- Colônias de povoamento
- Colônias

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Questões

(cftrj 2014) O processo de conquista da América pelos Estados europeus na Época Moderna foi possível com
o uso da força militar, da exploração econômica e da imposição de valores culturais aos povos indígenas
americanos. A partir desta constatação, deve ser assinalado que:
A) A colonização inglesa na América do Norte desenvolveu relações pacíficas com os povos indígenas locais,
em razão de interesses comerciais e da necessidade de conseguir aliados para enfrentar os espanhóis.
B) A colonização portuguesa em partes da América do Sul exterminou os indígenas, vistos como inúteis para o
trabalho, e eliminou sua herança cultural ao longo da montagem e desenvolvimento da colonização.
C) A colonização espanhola se utilizou, em áreas como o planalto mexicano e a região andina, de hierarquias
sociais e formas de trabalho desenvolvidas pelas civilizações indígenas ali existentes, que foram aproveitadas em
benefício da dominação metropolitana.
D) Ao contrário do que ocorreu na América do Norte, a colonização inglesa no Caribe e em partes da América
do Sul recorreu largamente á escravização indígena, como forma de contornar o monopólio do tráfico de africanos
exercido pelos espanhóis.

2. (Espcex (Aman) 2012) Durante a colonização inglesa na América, as colônias do norte tiveram uma
flexibilização política ao monopólio, pois, durante algum tempo, permitiram o comércio entre as colônias e com as
Antilhas francesas e espanholas, além de a metrópole não reprimir o contrabando. Tal fato sucedeu-se devido a
estas colônias
A) terem como características o trabalho livre e a grande propriedade.
B) estarem localizadas em área de clima temperado, que não favorecia o cultivo da cana-de-açúcar, tabaco e
algodão, por isto não produziam produtos tropicais que interessavam à Inglaterra.
C) terem sido formadas por pessoas da nobreza parasitária, que desejavam manter o “status quo”.
D) serem de origem holandesa, colônia fundada por Giovanni caboto, italiano radicado em Amsterdã.
E) estarem numa posição geográfica próxima às Antilhas; além disso, a Inglaterra encontrava-se em guerra
com a frança e por isso sofriam com a escassez de mão de obra especializada.

Resposta da questão 1: [C]

Somente a alternativa [C] está correta. Quando os conquistadores espanhóis chegaram à America encontraram
civilizações agrárias avançadas como o império Asteca no México e o império Inca nos Andes. Estes povos já
possuíam uma hierarquia social com forte tributação paga pelos estratos sociais mais baixos. Tal fato contribuiu
para a colonização espanhola que domina a elite local e mantém a estrutura tributária, porém agora pagando
impostos para Espanha. As demais alternativas estão incorretas. A colonização inglesa na América do Norte não
desenvolveu relações pacíficas com os ameríndios. Na colonização portuguesa na América utilizou-se o trabalho
dos nativos paralelo à escravidão negra e não foi eliminado a herança cultural indígena, basta observar a
importância desta cultura dentro da cultura brasileira.

Resposta da questão 2: [B]

Devido às características descritas na opção [B], as colônias do norte foram governadas em um regime
chamado “negligência salutar”, em que a flexibilidade da metrópole permitia o desenvolvimento dessas colônias e,
consequentemente, dava vantagens à Inglaterra. As colônias do norte foram beneficiadas com a política de
“negligência salutar”, desenvolvendo-se de forma mais autônoma.

Questões

1. (G1 - cftce 2005) Sobre a colonização inglesa nas colônias da América do Norte, é correto afirmar que:
A) no conjunto das treze colônias, o modelo de colonização baseava-se na produção tropical voltado para a
exportação
B) as colônias do norte produziam artigos tropicais, utilizavam a mão de obra escrava e, por isso, são
identificadas como colônias de exploração
C) as colônias do sul, por apresentarem um clima semelhante ao europeu, produziam gêneros de subsistência
em pequenas propriedades e utilizavam mão de obra livre
D) as colônias de povoamento foram colonizadas por europeus que fugiam das perseguições religiosas em
busca de uma nova pátria
E) tanto as colônias do sul, quanto as do norte, tinham a mesma estrutura econômica, política e social

2. (Cesgranrio 1991) Durante o séc. XVII grupos puritanos ingleses perseguidos por suas ideias políticas
(antiabsolutistas) e por suas crenças religiosas (protestantes calvinistas) abandonaram a Inglaterra, fixando-se na
costa leste da América do Norte, onde fundaram as primeiras colônias.
A colonização inglesa nessa região foi facilitada:

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A) pela propagação das ideias iluministas, que preconizavam a proteção e respeito aos direitos naturais dos
governados.
B) pelo desejo de liberdade dos puritanos em relação à opressão metropolitana.
C) pelo abandono dessa região por parte da Espanha, que então atuava no eixo México-Peru.
D) pela possibilidade de explorar grandes propriedades agrárias com produção destinada ao mercado europeu.
E) pela consciência política dos colonos americanos, desde logo, treinados nas lutas coloniais.

3. (Upe 2015) A primeira metade do século XVII em Pernambuco foi marcada pela invasão holandesa à
capitania. A presença holandesa em Pernambuco durou 24 anos, de 1630 a 1654. A invasão foi motivada por
vários fatores, dos quais podemos destacar
A) o sucesso da colonização holandesa no sul da América, especialmente nas possessões espanholas, e a
vontade da Holanda em expandir seus domínios no Novo Mundo.
B) a necessidade do algodão, produto amplamente produzido na capitania de Pernambuco, desde o século
XVI, por parte das indústrias têxteis holandesas.
C) o bloqueio do acesso holandês pela Coroa Espanhola ao comércio do açúcar produzido em Pernambuco,
durante a União Ibérica.
D) a presença maciça de tropas holandesas na Bahia, desde 1625.
E) os interesses dos comerciantes e senhores de engenho locais em comercializar com os holandeses, em
detrimento dos portugueses.

4. (Ufsm 2004)

"Super Interessante", fev. 2002, p. 33.

Esse mapa foi feito a partir da suposição de que, se a Família Real Portuguesa não tivesse vindo para o Brasil
em 1808, o processo de independência brasileira teria sido diferente. O mapa permite a seguinte conclusão:
A) A divisão política da América Latina independe do rumo da história.
B) Ao capitalismo industrial em expansão pouco importava a organização política dos Estados latino-
americanos.
C) A Corte portuguesa no Brasil foi capaz de manter a unidade territorial da colônia, submetendo-a ao regime
monárquico.
D) A consciência nacional se forja exclusivamente a partir da unidade linguística.
E) As guerras napoleônicas difundiram o ideal monárquico-liberal entre as colônias luso-espanholas da
América.

5. (Espcex (Aman) 2015) “Os primeiros trinta anos da História do Brasil são conhecidos como período Pré-
Colonial. Nesse período, a coroa portuguesa iniciou a dominação das terras brasileiras, sem, no entanto, traçar
um plano de ocupação efetiva. […] A atenção da burguesia metropolitana e do governo português estavam
voltados para o comércio com o Oriente, que desde a viagem de Vasco da Gama, no final do século XV, havia
sido monopolizado pelo Estado português. […] O desinteresse português em relação ao Brasil estava em
conformidade com os interesses mercantilistas da época, como observou o navegante Américo Vespúcio, após a
exploração do litoral brasileiro, pode-se dizer que não encontramos nada de proveito”.
Berutti, 2004.

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Sobre o período retratado no texto, pode-se afirmar que o(a)
A) desinteresse português pelo Brasil nos primeiros anos de colonização, deu-se em decorrência dos tratados
comerciais assinados com a Espanha, que tinha prioridade pela exploração de terras situadas a oeste de
Greenwich.
B) maior distância marítima era a maior desvantagem brasileira em relação ao comércio com as Índias.
C) desinteresse português pode ser melhor explicado pela resistência oferecida pelos indígenas que
dificultavam o desembarque e o reconhecimento das novas terras.
D) abertura de um novo mercado na América do Sul, ampliava as possibilidades de lucro da burguesia
metropolitana portuguesa.
E) relativo descaso português pelo Brasil, nos primeiros trinta anos de História, explica-se pela aparente
inexistência de artigos (ou produtos) que atendiam aos interesses daqueles que patrocinavam as expedições.

6. (Espcex (Aman) 2011) Leia atentamente os itens abaixo.

I. O grande motivo da ida de ingleses para a América do Norte foram as perseguições religiosas e políticas.
II. Ao contrário do que ocorreu na América espanhola e na América portuguesa, a Coroa inglesa foi a grande
articuladora da colonização na América do Norte.
III. Ao longo do Século XVI, os franceses estiveram na América, mas não como uma atitude sistemática e
coerente da Coroa. Eram, na maioria das vezes, os corsários e uns poucos indivíduos que atuavam.
IV. A mita era um sistema de divisão da produção agrícola entre os donos das “haciendas” (fazendas) e os
“miteiros” (arrendatários), adotado pelos espanhóis para colonizar a América.
V. Para operar seu imenso comércio mundial, os holandeses criaram grandes empresas mercantis e de
navegação, como a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.

Assinale a única alternativa em que todos os itens listam características corretas da Colonização Europeia na
América.
A) I, II e III
B) I, III e V
C) II, IV e V
D) II, III e IV
E) I, III e IV

Gabarito 1) [D] 2 [C]

Comentário da questão 3: [C]

Durante a União Ibérica, a Holanda, então colônia da Espanha, proclamou sua independência. O rei espanhol,
então, proibiu a ex-colônia de fazer comércio com qualquer possessão espanhola, incluindo o Brasil. A Holanda,
devido à participação que tinha no comércio do açúcar brasileiro, invadiu a Capitania de Pernambuco.

questão 4: [C]

comentário da questão 5: [E]


Somente a proposição [E] está correta. A questão remete ao período Pré-Colonial que ocorreu no Brasil entre
1500-1530. As Grandes Navegações que ocorreram ao longo do século XV foram importantes para angariar
recursos para os Estados Modernos. Desta forma, já havia dentro destas navegações ideias mercantilistas, ou
seja, buscar metais preciosos e especiarias para a Europa. A viagem de Vasco da Gama que chegou às Índias em
1498 foi coroada de êxito dando um lucro exorbitante para Portugal. Assim, foi criada a mesma expectativa quanto
a viagem de Cabral ao Brasil em 1500. Conforme relata a Carta de Caminha não havia riqueza no Brasil, ou seja,
metais preciosos e especiarias e que o melhor a fazer é a catequese dos índios. O sucesso da viagem de Vasco
da Gama e o fracasso da viagem de Cabral explicam o relativo descaso de Portugal em relação ao Brasil
priorizando, então, o comércio das especarias no oriente. Daí o período Pré-Colonial.

Resposta da questão 6: [B]


Os primeiros grupos de ingleses se deslocaram para as colônias do sul, de exploração, porém a maioria
daqueles que colonizaram a América fugiram da Inglaterra devido à Revolução Puritana e à ditadura de Cromwell.
A crise da coroa inglesa reduziu seu papel no processo de colonização, porém era ainda, oficialmente, quem
controlava o processo. O processo de colonização francesa na América se desenvolveu efetivamente no século
XVII, principalmente durante a regência de Richelieu.
A mita foi uma forma de trabalho, que representou o grande processo de exploração de povos indígenas,
principalmente nas regiões mineradoras da América Espanhola. Empresários holandeses fundaram duas grandes
empresas de navegação e comércio, uma para a América e outra preocupada com o comércio oriental.

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7 O Sistema Colonial Português na América: Estrutura Político-Administrativa;
estrutura socioeconômica; invasões estrangeiras; expansão territorial; rebeliões
coloniais. Movimentos Emancipacionistas: Conjuração Mineira e Conjuração
Baiana
l

A decisão de povoar o Brasil foi tomada em 1530, pois o rei resolveu mandar uma expedição
com este objetivo. Martim Afonso de Souza, nomeado comandante da expedição, partiu para o Brasil
naquele ano. Percorreu e explorou o litoral, promovendo também incursões de reconhecimento pelo
interior. Aqui permaneceu até 1533. Fundou a primeira cidade (que oficialmente fundada) São Vicente e
montou o primeiro engenho de açúcar do Brasil.

Porque colonizar
A colonização do Brasil ocorreu quase que acidentalmente. Mais
precisamente às pressas e sem um projeto definido de exploração e
ocupação. O que estimulou a coroa portuguesa colonizar nosso
território são basicamente dois motivos: 1- O comércio de especiarias
com o oriente estava em decadência (devido ao aumento da
concorrência internacional e a diminuição do preço dos produtos devida
maior oferta) e 2- A ameaça estrangeira cada vez maior, o que de fato
impeliu Portugal à colonização. Éramos uma colônia de exploração, ou
seja, estávamos sujeitos à uma relação de exploração de nossos
recursos e dependência legal (uma colônia não possui autonomia.É
administrada pela metrópole) expressos no pacto colonial.

Pacto ou Exclusivo Colonial

Contexto econômico: Mercantilismo: lembre-se das características do mercantilismo que aprendemos


na aula 1: intervenção do Estado na economia, metalismo, busca de superávit (balança comercial
favorável), colonialismo

Déficit: quando o total de importações supera o total de exportações


Superávit: quando o total de exportações supera o total de importações

O açúcar e os holandeses

A opção por cultivar a cana de açúcar ocorreu por várias razões que vamos enumerar:
1- Havia uma alta demanda na Europa pelo açúcar e seus preços eram altos.

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2- A cana é um vegetal asiático, da índia, que possui clima quente e úmido. Adaptou-se muito bem
ao clima do litoral nordestino (tropical úmido), e ao solo fértil da região (solo de massapé.)

Clima tropical úmido: É o clima da região do litoral nordestino, a zona da mata. É quente
e úmido e sofre influência da umidade oceânica, e no inverno da massa polar atlântica, que
provoca chuvas de inverno.
Solo de Massapê: É o solo encontrado na zona da mata. Solos são rochas desagregadas,
misturada com material orgânico e microrganismos. Ele é o resultado da desagregação de
duas rochas: a gnaisse e o calcário. É um solo profundo e fértil

3- O financiamento da produção, transporte, refino e distribuição no mercado europeu do açúcar era


realizado por holandeses (A Holanda nesta época era militarmente ocupada pela Espanha, era parte do
império espanhol.)
A opção pela cana de açúcar tinha como objetivo garantir o máximo de lucro para a metrópole, que
quando veio colonizar o Brasil, encontrava-se em crise econômica e tentará transferir os gastos da
colonização pra iniciativa privada através das capitanias hereditárias e dependia do financiamento e
infraestrutura holandesa. Os flamengos (holandeses) ficavam portanto com as atividades mais
lucrativas que envolviam o comércio internacional do açúcar. A relação com os holandeses era intensa
e pacífica até 1580, quando ocorre a União Ibérica. Não há duvidas da importância da atividade
açucareira para a Holanda, mas vale ressaltar que nunca se ocuparam da produção. Nunca foram
donos de um só engenho no Brasil, nem mesmo no período em que invadiram e permaneceram em
Recife, atual capital de Pernambuco. Sempre se comprometeram com o financiamento, frete e
comércio, principalmente.
Os engenhos foram instalados destacadamente em Pernambuco, Bahia, pequenas faixas territoriais
maranhenses, no nordeste e São Vicente, litoral de São Paulo. O modelo de produção adotado foi o
Plantation, cujas características são:
1- Monocultura (só se cultivava cana de açúcar)
2- Exportação (o objetivo é atender a demanda do exterior, no caso a metrópole)
3- Latifúndios (grandes extensões de terra)
4- Escravidão (Mão de obra escrava africana)

A escravidão e o comércio atlântico

A escravidão africana foi uma opção dada devido a um mercado extremamente lucrativo que era o
comercio de africanos, pois a demanda de braços era tão grande quanto a demanda por açúcar. Isso
movimentava um mercado (o mercado atlântico de escravos), que era grande como o de açúcar. Por
que não escravizar o índio, se pergunta você, mas deve se lembrar que a Igreja Católica se posicionou
através de Bulas Papais e na expansão e colonização da América, contra a escravidão do gentio (ou
seja, nativo, indígena). E não movimentava um mercado tão lucrativo e estruturado, que era o comércio
de africanos.
Quanto ao negro, o escravidão era denunciada por alguns religiosos, mas como um todo era
tolerada e aceita, e em todo o período colonial e no império brasileiro era o sustentáculo da economia e
elemento fundamental na organização da sociedade, pois todo o trabalho braçal, inclusive o de vestir
seus senhores, era realizado por um cativo. A demanda por braços para o trabalho era muito grande, ao
ponto de Portugal não conseguir atender a demanda. Isso gerou o comércio atlântico que fugia ao
controle de Portugal: O tráfico negreiro. Os africanos escravizados eram transportados nos navios
negreiros, cuja mortalidade era tão alta, que foram apelidados de navios tumbeiros. Eram
descarregados no litoral mos mercados de escravos, onde eram vendidos, e dali seguiam para as
fazendas. Para evitar a comunicação e rebeliões, separavam as famílias e as tribos. Durante todo o
tempo em que ocorreu a escravidão (1530-1888), ocorreu também a resistência africana. Resistiam
através de suicídios, abortos, levante contra seus senhores, fugas e a formação de Quilombos. Durante
as invasões holandesas, durante resistência dos colonos na primeira invasão na Bahia estimulou muito
o surgimento de quilombos.

Os padres Jesuítas

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Os Padres da Cia. De Jesus eram também conhecidos como soldados de batina. O apelido é porque
a ordem jesuítica possuía uma organização e preparo militar, e seu fundador, Inácio de Loyola ter sido
oficial militar. Fundavam no Brasil (e em todo o mundo colonial português) as Missões jesuíticas,
incumbidas de catequizar os nativos e protegê-los nas Missões, ou colégios jesuíticos. Não foram
raras as situações em que expedições de bandeirantismo atacavam as missões querendo escravizar
seus indígenas, que já eram cristianizados e ensinados ao trabalho. As missões jesuíticas ocuparam
além do litoral, o sul do Brasil na fronteira com argentina, e principalmente na região amazônica. As
missões jesuíticas tiveram um importante papel na ocupação do nosso território, muitas vezes servindo
à Portugal como ponto de demarcação de fronteiras. Ao longo do rio Amazonas, foram penetrando no
interior. Essas missões amazônicas treinavam e usavam os indígenas como mão de obra (não
escrava), para coletarem as drogas do sertão. Drogas do sertão eram ervas medicinais, coletadas em
meio a floresta e vendidas para a Europa. Eram valiosas como as especiarias asiáticas.

Administração colonial.

As Capitanias hereditárias foram a primeira forma de divisão administrativa pela qual passou o Brasil.
Portugal tentou transferir os gastos da colonização para a iniciativa privada. Concedia territórios a
serem governados com amplos poderes a quem o recebesse, pois se tornava Capitão Donatário, ou
seja, o Capitão responsável pela Capitania Hereditária. Do litoral até a linha imaginária do tratado de
Tordesilhas, em sentindo latitudinal (horizontal) foram criadas 15 capitanias. Foram entregues a 12
donatários (aparentemente não era um bom negocio: Difícil, Perigoso e com vantagens duvidosas).
Entre os donatários nãofigurava nenhum nome da alta nobreza ou do grande comércio de Portugal, o
que mostrava que o empreendimento não era economicamente atraente. Somente alguns elementos da
pequena nobreza que haviam enriquecido através de negócios recentes com o oriente. Gente miúda.
Os donatários vinham com dois documentos jurídicos emitidos pelo próprio rei: A carta de doação e
o foral. Nos dois documentos, o rei praticamente abria mão de sua soberania e conferia aos donatários
amplos poderes. E tinha de ser assim, pois os donatários deveriam desenvolver a terra às próprias

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custas o regime de capitanias hereditárias transferia para a iniciativa particular a tarefa de povoar e
investir no Brasil. Porém, em razão da dimensão colossal da tarefa e da escassez de recursos, a
maioria falhou. Ainda houve aqueles que preferiram não arriscar sua fortuna, e nem vieram tomar
posse de sua capitania. Em pouco tempo apenas a Capitania de Pernambuco obteve êxito, além do
sucesso temporário de São Vicente. Estava claro que o povoamento e a valorização econômica da
terra por meio da iniciativa particular eram inviáveis. As capitanias fracassaram (mas não foram extintas,
só no século XVIII, pelo Marquês de Pombal, que estudaremos na aula 3). Não só devido ao elevado
investimento necessário, mas também pela distância da metrópole, pela resistência dos indígenas e
pela elevada descentralização.
Carta de doação: O rei declarava a doação e tudo o que ela implicava, como por exemplo os amplos
poderes do capitão donatário.
Foral: Era uma espécie de código tributário que estabelecia impostos e deveres como o de conceder
as Sesmarias.
Sesmarias: Grandes propriedades de terra que eram concedidas pelo donatário a quem se
interessasse desde que fosse católico e comprometesse-se a cultivar cana. Podiam ter muitos milhares
de hectares. Essas grandes propriedades doadas do início da colonização até a época da
independência estão na matriz da distribuição da terra que temos hoje no país, calcada ainda no
latifúndio. 1% do número de propriedades rurais ocupam 50% do espaço agrícola.

O Governo Geral

Diante do fracasso das capitanias, em 1548 foi criado o Governo Geral, através de um instrumento
jurídico denominado Regimento de 1548 ou Regimento de Tomé de Souza. A criação do Governo Geral
tinha como objetivo a centralização política e administrativa, mas não aboliu o regime de
capitanias. A sede administrativa do governo geral seria a cidade de Salvador, que se tornou a primeira
capital do Brasil. O governador geral tinha a obrigação de centralizar a administração, estimular o
povoamento, proteger as capitanias contra as adversidades e destacava a luta contra a resistência
tupinambá. Foram criados também, para auxiliar o governo, os cargos de Ouvidor-Mor (justiça),
Provedor-Mor (finanças) e Capitão-Mor (Defesa).
Tomé de Souza (1549-1553). Foi primeiro governador Geral. Com ele vieram todos os funcionários
necessários à administração e também os primeiros jesuítas. Teve início então a obra de
evangelização dos indígenas. É criado o primeiro Bispado do Brasil: o Bispado de Salvador, sob a
responsabilidade do Bispo D. Pero Fernandes Sardinha.
Duarte da Costa (1553-1558). Enfrentou várias crises em seu governo. Teve que enfrentar os
primeiros conflitos entre povoadores e jesuítas em torno da escravidão indígena, além disso, foi durante
seu governo que a França iniciou a tentativa de estabelecer a França Antártica no Rio de Janeiro.
Mem de Sá (1558-1572). Consolidação do governo Geral e expulsão dos Franceses

As Câmaras municipais

As dificuldades de contato entre as diferentes regiões e a capital Salvador, criavam uma situação em
que o localismo político era estimulado. Os poderes e os homens do Estado Português estão sempre
muito longe, então os principais centros de decisão eram de fato as Câmaras Municipais. Elas se
localizavam nas Vilas mais importantes. Os poderes locais eram representados pelos grandes
proprietários, que se autodenominavam “homens bons”.
A administração colonial era bastante complicada, principalmente devido a dificuldade de
locomoção (o litoral brasileiro é planáltico e com vegetação de Mata atlântica), devido a carência de
infraestrutura, então inclusive era difícil fazer cumprir-se o exclusivo colonial. Mais mudanças estariam
por vir na administração colonial. Portugal em 1580 passa por uma crise sucessória em seu trono, e o
reino português é unificado ao reino espanhol. É o período conhecido como União Ibérica, que durou
de 1580 até 1640.

Atividades econômicas complementares

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As principais atividades destacadas nos mapas são:
1- O cultivo tradicional da cana de açúcar no litoral,
2- A pecuária,
3- As Drogas do Sertão. No século XVIII tem início o ciclo da mineração em MG e MT (estudaremos
este tópico em detalhes na aula 3), além da produção de algodão no Maranhão. Apesar de não estar
destacada nestes mapas, havia uma importante produção de tabaco na Bahia, que era usado como
elemento de troca por escravos africanos que eram conseguidos através do escambo. (Os escravos
eram trocados por tabaco e aguardente). Podemos citar as atividades de sertanismo, também
chamadas de Bandeirantismo.
Pecuária: Era a principal atividade complementar da colônia, pois fornecia carne, couro e transporte.
Era realizada mais ao interior do território brasileiro, onde encontrou a vegetação da Caatinga e o
Cerrado. A pecuária desenvolveu-se principalmente nas regiões de cerrado por suas sempre verdes
pastagens naturais. E uma coisa diferenciava fundamentalmente a pecuária das outras atividades: O
uso de mão de obra livre, normalmente indígena. O vaqueiro, como era chamado, recebia sua
remuneração em filhotes das crias.

O bandeirantismo

As bandeiras eram expedições com objetivos comerciais e privados. Não eram as únicas expedições
que ocorriam em nosso território. Haviam as expedições de reconhecimento enviadas pela coroa, que
eram chamadas Entradas. A atividade dos bandeirantes iniciaram em São Vicente. A capitania, nos
primeiros anos de ciclo do açúcar, junto com Pernambuco foram as únicas que tiveram sucesso. No
entanto a atividade açucareira logo entrou em decadência ( principalmente devido a distância maior de
Portugal, o que encarecia o frete, além disso, o açúcar pernambucano era de melhor qualidade). Os
paulistas viram-se obrigados a dedicar-se a uma atividade econômica alternativa, que foi o bandeirismo.
Haviam basicamente três tipos de expedições bandeirantes:
Bandeirismo de Contrato: Grupos contratados para capturar escravos fugidos e destruir quilombos.
Bandeirismo de Preação ou apresamento: Expedições cujo objetivo era capturar indígenas e
escravizá-los. (por isso sempre entravam em conflito com os padres jesuítas que os protegiam).
Bandeirismo de Prospecção: Expedições para buscar jazidas ouro, prata ou pedras preciosas.
Foram os paulistas que encontraram o ouro no início do século XVIII, dando inicio ao ciclo da
mineração.
Como a movimentação pelo território era muito difícil devido as florestas e relevo planáltico, os rios
ocupavam uma posição de destaque para viabilizar as expedições. Eram chamadas de Monções, as
expedições bandeirantes feitas por rio.

As invasões estrangeiras: Invasões inglesas e francesas.

As invasões inglesas não são muito destacáveis, pois não passaram de atividades de piratas ou
corsários que pouco frequentaram aqui. Com os Franceses foi diferente pois havia um projeto de
exploração e colonização que queriam implantar.

As Invasões Francesas

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O litoral brasileiro era bastante frequentado por piratas e
corsários franceses. Piratas e corsários são coisas diferentes? Se
pergunta você. Sim São. Aparentemente são a mesma coisa.
Capitães de navios que atacavam frotas mercantes para pilhá-las.
Mas enquanto a pirataria era uma atividade marginal e individual e
o sujeito é um saqueador, o Corsário era um “pirata oficial”. Se o
navegador recebe um documento do Estado chamado Carta de
Corso, ele se transforma no corsário. Pode saquear e derrubar
navios, desde que inimigos da coroa francesa, ou seja: navios
espanhóis, portugueses e ingleses.
A França realizou duas invasões ao Brasil. A primeira no Rio de
Janeiro e a segunda no Maranhão. A primeira invasão ocorreu
entre 1555 e 1558 na Baia da Guanabara, no Rio de Janeiro. Um grupo de hunguenotes (calvinistas)
tentavam fugir das perseguições religiosas na Europa. Vieram sob o comando de Villegagnon e
Almirante Coliny. Fundaram um forte militar e iniciaram uma colônia: A França antártica. Foram
expulsos pelo Governador Geral, Mem de Sá em 1560. O tempo todo de permanência exploraram
ativamente as madeiras do litoral. A Segunda invasão foi em 1612 no Maranhão onde fundaram a
cidade de São Luiz. Criaram a França equinocial. Nas duas tentativas se associaram aos indígenas
contra os portugueses.Foram expulsos do Maranhão em 1615.

A União Ibérica e a Invasão Holandesa

A União Ibérica

Em 1578 Portugal passa por uma profunda crise sucessória que fará com que seja anexado pela
Espanha.
O rei português D. Sebastião, imbuído de uma grande motivação religiosa de expansão do
cristianismo, empreendeu uma invasão ao Norte da áfrica, no Marrocos, com objetivo de expulsar os
árabes da região. Morreu na batalha de Alcácer-Quibir. D. Sebastião, muito jovem, não deixara
herdeiros, e assumiu o trono seu tio-avô, o velho cardeal D. Henrique, com mais de 80 anos, que por
sua vez faleceu em 1580. Com a morte de D. Henrique chega ao fim o domínio da Dinastia de Avis.

Dinastia Borgonha: 1129 – 1385

Dinastia de Avis: 1385 -1580

Vários pretendentes se candidataram ao trono vago. O mais poderoso pretendente era o rei da
Espanha Felipe II, que subornou vários nobres portugueses e ocupou militarmente o território
português, anexando-o. Assim de 1580 até 1640, o rei da Espanha passou a ser também rei de
Portugal, dando origem ao período denominado “União Ibérica”. Dus exigências foram impostas à Felipe
II: a preservação da estrutura administrativa de Portugal e do exclusivismo comercial com as colônias.

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Consequências da “União Ibérica”

Com a União Ibérica, Portugal passa a ser controlado pela Espanha e herda seus inimigos. No
mesmo contexto, os holandeses, que eram parte do território do império espanhol estavam em guerra
de independência e se separaram. Fundaram assim em 1581 a União Utrecht (primeiro nome da
Holanda independente da Espanha). A Guerra de independência da Holanda teve motivações
religiosas. É uma região predominantemente composta por protestantes calvinistas e o super católico
Felipe II, encerrou a era de tolerância religiosa de seu pai e passaram a ocorrer violentas guerras
religiosas. A Espanha para punir economicamente os holandeses, que eram antigos parceiros
econômicos dos portugueses em suas colônias no Brasil, África e Índia, os afasta do comércio com o
mundo colonial português, principalmente do açúcar no nordeste brasileiro. Todos os portos espanhóis,
inclusive agora os brasileiros, estavam proibidos de comercializar com os flamengos (holandeses).

A fundação da Companhia das Índias Ocidentais (W.I.C) e a invasão holandesa ao mundo


colonial português.
Diferente das invasões francesas, a Holanda criou uma empresa comercial de colonização, a Cia.
Das Índias Ocidentais. A existência da companhia de comércio teve um significado mais amplo, pois foi
o mecanismo que garantiu à Holanda quebrar o monopólio do comércio oriental mantido pelos
portugueses. Invadiram os portos portugueses na Índia, África e Brasil. Os holandeses tinham fortes
motivos para conquistar o Brasil, pois eram responsáveis pelo refino de boa parte do açúcar
comercializado na Europa. Realizaram duas invasões: a primeira na capital Salvador em 1624, e a
segunda e duradoura em Recife. Lá ficaram até 1654.)

Invasão na Bahia (1624-1625): Esta tentativa de invasão foi frustrada pois os colonos (inclusive
associados aos indígenas) se organizaram militarmente em guerrilhas para expulsar os holandeses.
São expulsos, mas premiados pelo destino: No retorno à Europa foram amplamente recompensados em
1628, com a apreensão, nas Antilhas (ilhas no Caribe, América Central), de um dos maiores
carregamentos de prata americana para a Espanha. Os recursos obtidos pela WIC com esse ato de
pirataria serviram para financiar uma segunda tentativa, dessa vez contra Pernambuco.

Invasão em Pernambuco (1630-1654): Em 1630 com uma esquadra de setenta navios, os


holandeses chegaram a Pernambuco e dominaram Recife e Olinda sem maiores dificuldades. A
Espanha envolvida em outras prioridades militares não mandou grande apoio militar para a resistência
estabelecida pelos colonos. Aos poucos, com as vantagens oferecidas pelos holandeses a resistência
se enfraquece e muitos produtores passam para o lado flamengo, pois estes se comprometem a
respeitar a liberdade religiosa (lembre-se que os holandeses eram calvinistas e os portugueses
católicos), direito de propriedade das terras e engenhos, realizariam financiamentos e comprariam a
produção.

O Governo de Maurício de Nassau

Maurício de Nassau foi governador geral dos domínios holandeses, e aqui permaneceu entre 1637 a
1644. Preocupou-se com a reorganização da produção açucareira (que
foi comprometida pelas tentativas de resistência dos colonos) e com a
segurança. Procurou conciliar os luso-brasileiros (portugueses e
descendentes que aqui habitavam) que ficaram sob seu domínio, e
tratou de ampliar territorialmente o domínio holandês que passou a
ocupar territórios entre o Maranhão e a Bahia. Nassau devolveu as
propriedades aos seus antigos donos, ampliou o crédito e forneceu
empréstimos a juros controlados. Ainda passou a cobrar impostos mais
baixos que os cobrados por Portugal e a realizar importantes
melhoramentos urbanos. Apesar da política conciliadora não conseguiu
impedir conflitos e contradições. Os senhores de engenho que haviam
contraído empréstimos com os holandeses não conseguiam saldar suas
dívidas, e conflitos religiosos (apesar da liberdade religiosa concedida
pelos holandeses) ocorriam. Os conflitos se tornaram mais intensos
quando em 1640 Portugal restabelece sua coroa e se liberta da
Espanha, pondo fim à União Ibérica.

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O Fim do domínio holandês e a crise do ciclo da cana de açúcar

Com o fim da União Ibérica, Portugal tratou de recuperar seus territórios coloniais e propôs uma
trégua de 10 anos para a desocupação holandesa do nordeste.
A partir daí, a Cia das Índias Ocidentais resolveu diminuir seus efetivos militares a fim de conter os
gastos. Nassau foi demitido e o novo governo tornou-se extremamente severo, sobretudo em relação às
dívidas dos senhores de engenho e o prazo para saldá-las. Muitas propriedades foram confiscadas e a
tolerância religiosa não era mais observada com os mesmos cuidados. As tensões se acumularam e
começaram a se manifestar na forma de rebeliões que se generalizaram, até que eclodiu um processo
de rebelião que vai expulsar os holandeses: A Insurreição Pernambucana. Os colonos luso-brasileiros
confrontaram os holandeses entre 1945 e 1954, quando finalmente são expulsos. Portugal ainda pagou
uma pesada indenização à Holanda e o comércio e produção de açúcar foram profundamente
prejudicados, pois flamengos foram se instalar nas Antilhas (na ilha de Curaçau, na América central) e
se tornaram fortes concorrentes do Brasil no mercado açucareiro. A produção de açúcar pelos
holandeses no caribe foi marco da decadência da nossa, pois o açúcar era de melhor qualidade e
muito mais próximo a Europa, barateando frete. Os holandeses passam a fornecer um açúcar melhor e
mais barato.

A formação o território

A expansão territorial foi motivadas por fatores políticos, religiosos e econômicos:


- Políticos. Com a União Ibérica (1580-1640) o tratado de Tordesilhas tornou-se obsoleto, e colonos
brasileiros ultrapassaram a fronteira.
- Religiosos. As Missões Jesuíticas penetraram profundamente no território espanhol na região sul e
no vale do rio Amazonas
- Econômicos: Pecuária. Era praticada no interior do país

Bandeirantismo. Principais responsáveis pela interiorização do território

Mineração. Povoou o interior.

Depois de muitas disputas territoriais foi assinado em 1750 o Tratado de Madri que estabelece as
fronteiras atuais (com exceção do acre que será incorporado em 1903)

Revoltas no período colonial (nativistas) e projetos de independência

As revoltas nativistas foram provocadas pela insatisfação das elites coloniais contra o monopólio
comercial da metrópole e disputas por território como a guerra dos emboabas. Não pretendia a
independência de Portugal, mas flexibilizações no pacto colonial e contra os altos impostos.

Principais razões:
- Monopólio português do comércio de mercadorias (pacto colonial)
- Preços elevados cobrados pelos produtos comercializados pelos portugueses.
- Medidas da metrópole que favoreciam os portugueses, principalmente os comerciantes.
- Conflitos culturais, políticos e comerciais entre colonos e portugueses.
- Altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, principalmente sobre a extração de ouro realizada
pelos colonos brasileiros.
- Exploração colonial praticada por Portugal.
- Rígido controle, através de leis, imposto pela metrópole sobre o Brasil

Revolta Ano Local


Guerra dos Emboabas 1708 Bandeirantes contra os forasteiros disputando as MG
regiões auríferas recém encontradas em MG
Revolta de Felipe dos Santos 1720 Revolta da elite mineradora contra os autos MG
impostos e a exploração metropolitana
Guerra dos Mascates 1710- Provocada pela emancipação política de recife, PE
1711 terras dos comerciantes,os mascates
Beakman 1684 Insatisfação com os altos impostos e com o MA
abastecimento precário de víveres e mão de obra no
Maranhão.

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Revoltas emacipacionistas: Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana

Foram duas revoltas que pretendiam a independência de Portugal e possuíam um projeto de


República. A inconfidência mineira foi uma conspiração sufocada antes de chegar a sair as ruas. Os
conspiradores eram grandes funcionários públicos e donos de minas. O movimento foi denunciado por
Joaquim Silvério dos Reis e o movimento foi sufocado. Foram presos, mas a maior parte foi anistiada
(receberam o perdão dos crimes políticos), uns foram exilados em angola e o alferes Joaquim José da
Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes, foi enforcado no rio de Janeiro e depois esquartejado e
exposto na estrada real, que ligava vila rica ao rio de janeiro. Era um movimento separatista e
republicano, com ideais iluministas e inspirados na independência dos EUA.
A conjuração baiana foi também separatista e republicana. Mais radical que a inconfidência mineira,
chegou a sair às ruas e tiveram vários combates armados com as tropas metropolitanas. Foi guiado
pelas elites mas teve amplo apoio popular.Devido a isso tinham claramente a proposta de abolição da
escravidão (o que não era consenso entre os inconfidentes mineiro). Foi também guiada pelos ideais
iluministas e se inspirou na fase mais radical da revolução francesa,

8 O Iluminismo e o Despotismo Esclarecido.

O Iluminismo é o movimento intelectual que surgiu no século XVIII. Promoveu profundas mudanças
na filosofia, ciência e economia. O termo iluminismo vem de luz, que para eles significava razão. A
razão e o conhecimento transformariam a humanidade ao romper com as “trevas da ignorância” da
Idade Média. Os iluministas queriam romper com o “Antigo Regime”(idade moderna). O Antigo Regime
caracterizava-se:
Na política: Monarquias absolutistas
Na economia: O mercantilismo (capitalismo comercial)
Na sociedade: Uma divisão social rígida, sem mobilidade e com privilégios para o clero e a nobreza
(não pagavam impostos e ocupavam cargos públicos por direito)

As principais características do Iluminismo


- Antiabsolutistas (contrários ao absolutismo monárquico)
- Anticlericalistas (contrários ao clero das grandes religiões)
- Racionalistas (pregam a razão como a luz da humanidade)
- Empiristas (procuravam observar o funcionamento da natureza e realizar experiências. É o
pensamento na raiz do desenvolvimento da ciência)
- Deistas (acreditavam que deus era o “relojoeiro do universo”, que o criou com leis rígidas de
funcionamento)

O enciclopedismo. Os iluministas queriam reunir em textos, todo o conhecimento racional produzido


pela humanidade. Assim surgiram as enciclopédias, a partir do trabalho de dois pensadores: Diderot e
D’alambert.
Os pensadores iluministas pregavam a República para substituir a monarquia, a divisão dos poderes
em executivo, legislativo e judiciário. Do pensamento iluminista vieram os princípios da Igualdade,
Liberdade e Fraternidade, que nortearam a Revolução Francesa. O pensamento iluminista promoveu
profundas transformações no mundo. As Revoluções Burguesas basearam-se nos princípios
iluministas. A Revolução Inglesa, Independência dos EUA, Revolução Francesa e a Independência

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dos países da América Espanhola foram diretamente influenciadas pelo iluminismo. No Brasil as
revoltas anticoloniais da Inconfidência Mineira e da Conjuração Baiana, também eram iluministas.

Os principais filósofos:
- John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do
tempo através do empirismo; Defendia o direito à rebelião dos povos oprimidos. Seu pensamento
influenciou a Revolução Inglesa e a Independencia dos EUA
- Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância
religiosa.
- Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a ideia de um estado democrático que garanta
igualdade para todos. Sua principal obra é o “Contrato social”.
- Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e
Judiciário em sua obra “O Espírito das Leis”. Para ele o poder concentrado na mão do rei leva a tirania,
então o Estado deveria dividi-lo em poder executivo (executa as leis, o governo), legislativo (cria as leis,
o congresso) e judiciário (que julga e fiscaliza os poderes)

Pensadores economistas

Os pensadores econômicos do iluminismo eram contrários a intervenção do Estado na economia


tipica do mercantilismo. São os Fisiocratas e os Liberai
A Fisiocracia. Seu principal pensador foi François de Quesnay Eram contra a intervenção do
Estado e contra a acumulação de metais preciosos e regulamentações do mercantilismo. Para eles
terra era a fonte de toda a riqueza, por isso sua importância fundamental. Deveria haver um imposto
único pago pelos proprietários da terra livrando de tributos o restante da sociedade.

O liberalismo econômico. Formulado por Adam Smith e defendia o “laissez faire laissez passer”
(deixa fazer ... deixa passar...) , os princípios o liberalismo, ou seja, a intervenção mínima do Estado na
economia. Defendia a livre concorrência e o livre mercado.

O despotismo esclarecido. Muitos governos absolutistas preocupados com o teor revolucionário


das ideias iluministas, passaram a fazer concessões políticas e aplicar alguns princípios iluministas.
Estes monarcas que realizaram concessões ao iluminismo são os “Déspotas esclarecidos”. Os mais
importantes foram:
- Catarina II da Rússia: A imperatriz limitou a interferência da igreja concedendo liberdade religiosa,
construiu escolas e modernizou a administração
- José II, da Áustria: Aboliu a tortura e a servidão, passou a cobrar impostos do clero e da nobreza,
fundou escolas, construiu hospitais, reformou a legislação e permitiu todas as crenças religiosas.
- Frederico II da Prússia: Aboliu as torturas, fundou escolas, reformulou o sistema penal passou a
aceitar todas as crenças religiosas.
- Marquês de Pombal – Era primeiro ministro português. Expulsou os Jesuítas do Brasil realizando
profundas reformas, como a liberação das manufaturas na colônia

Realizaram reformas que não punham em risco o absolutismo. Podemos compreender o despotismo
esclarecido pela frase “ vão se os anéis e ficam os dedos”. Realizar concessões para evitar revoluções.

Questões

1) Analise as afirmações abaixo sobre o Iluminismo e assinale a única alternativa INCORRETA:


A) Muitas das ideias propostas pelos filósofos iluministas são, hoje, elementos essenciais da
identidade da sociedade ocidental.
B) O pensamento iluminista caracterizou-se pela ênfase conferida à razão, entendida como inerente
à condição humana.
C) Diversos pensadores iluministas conferiram uma importância central à educação enquanto
instrumento promotor da civilização.
D) A filosofia iluminista proclamou a liberdade como direito incontestável de todo ser humano.
E) O Iluminismo constituiu-se importante instrumento político das monarquias absolutas.

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2) "[...] Diderot aprendera que não bastava o conhecimento da ciência para mudar o mundo, mas que
era necessário aprofundar o estudo da sociedade e, principalmente, da história. Tinha consciência, por
outro lado, que estava trabalhando para o futuro e que as idéias que lançava acabariam frutificando."
(FONTANA, J. "Introdução ao estudo da História Geral". Bauru, SP: EDUSC, 2000. p. 331.)
Com base no texto, é correto afirmar:
A) As Contribuições Das Ciências Naturais São Suficientes Para Melhorar O Convívio Humano E
Social.
B) Ideias Não Passam De Projetos Que, Enquanto Não São Concretizadas, Em Nada Contribuem
Para O Progresso Humano.
C) Diderot Considerava Importante O Conhecimento Das Ciências Humanas Para O Aprimoramento
Da Sociedade.
D) Para O Autor, Os Historiadores Recorrem Ao Passado, Enquanto Os Filósofos Questionam A
Própria Existência Da Sociedade.
E) A Ciência E O Progresso Material São Suficientes Para Conduzir À Felicidade Humana.

3) "Artigo 6 - A lei é a expressão da vontade geral; todos os cidadãos têm o direito de concorrer,
pessoalmente ou por seus representantes, à sua formação; ela deve ser a mesma para todos, seja
protegendo, seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais a seus olhos, são igualmente admissíveis a
todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo sua capacidade e sem outras distinções
que as de suas virtudes e de seus talentos".
("Declaração dos direitos do homem e do cidadão", 26 de agosto de 1789.)
O artigo acima estava diretamente relacionado aos ideais
A) socialistas que fizeram parte da Revolução Mexicana.
B) capitalistas que fizeram parte da Independência dos EUA.
C) comunistas que fizeram parte da Revolução Russa.
D) iluministas que fizeram parte da Revolução Francesa.
E) anarquistas que fizeram parte da Inconfidência Mineira.

4) Leia este trecho:


"[As] camadas sociais elevadas, que se pretendem úteis às outras, são de fato úteis a si mesmas, à
custa das outras [...] Saiba ele [o jovem Emílio] que o homem é naturalmente bom [...], mas veja ele
como a sociedade deprava e perverte os homens, descubra no preconceito a fonte de todos os vícios
dos homens; seja levado a estimar cada indivíduo, mas despreze a multidão; veja que todos os homens
carregam mais ou menos a mesma máscara, mas saiba também que existem rostos mais belos do que
a máscara que os cobre."
(ROUSSEAU, Jean-Jacques. "Emílio ou Da educação". São Paulo: Martins Fontes, 1985. p. 311.)
A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar
que o autor
A) compreende que os preconceitos do homem são inatos e responsáveis pelos infortúnios sociais e
pelas máscaras de que este se reveste.
B) considera a sociedade responsável pela corrupção do homem, pois cria uma ordem em que uns
vivem às custas dos outros e gera vícios.
C) deseja que seu discípulo seja como os homens do seu tempo e, abraçando as máscaras e os
preconceitos, contribua para a coesão da sociedade.
D) faz uma defesa do homem e da sociedade do seu tempo, em que, graças à revolução francesa,
se promoveu uma igualdade social ímpar.

5) A reflexão sobre os significados da religião e seu papel nas sociedades esteve presente no
Renascimento cultural e em outros movimentos, entre o século XVI e o XIX. Entre eles, podemos
destacar
A) as Reformas protestantes, que permitiram a tradução e a leitura direta dos textos sagrados e
reforçaram, dessa maneira, o controle dos religiosos sobre os fiéis.
B) o Classicismo, que recuperou a tradição politeísta da antiguidade clássica e defendeu a
supremacia dos cultos pagãos sobre o monoteísmo cristão.
C) as Cruzadas católicas, que contaram com ampla participação popular e nobre, na tentativa de
reconquistar cidades sagradas ocupadas pelos mouros.
D) a conquista da América por espanhóis, portugueses e ingleses, que se consideravam missionários
da evangelização e difusão de preceitos do catolicismo.
E) o Iluminismo, que reiterou o caráter racional do homem e refutou a influência religiosa sobre os
Estados nacionais e sobre os indivíduos.

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6) Leia a seguir parte da Declaração de Independência americana.
"Nós defendemos estas verdades [...]: que todos os homens nascem iguais; que o Criador os dotou
de certos direitos inalienáveis, entre os quais a vida, a liberdade e a busca da felicidade; que, para
garantir esses direitos, os homens instituem em seu meio governos cujo justo poder emana do
consentimento dos governados; que, se um governo, não importa a sua forma, venha a desconhecer
esses fins, o povo tem o direito de modificá-lo ou de aboli-lo e de instituir um novo governo, que será
fundado sobre tais princípios [...]."
Citado em BERSTEIN, Serge. "Histoire". Paris: Hatier, 1990. p. 46.
Avaliando os princípios da Declaração, que se pretendem de valor universal, pode-se concluir que,
no plano das ideias, ela foi especialmente influenciada pela
A) definição de pacto ou contrato social proposta por Locke e Rousseau, em nome da qual os
fundadores dos Estados Unidos insistiram no direito à revolução política contra governos despóticos.
B) doutrina político-religiosa da escolástica, elaborada, em especial, por São Tomás de Aquino.
C) defesa da 'monarquia esclarecida', desde que essa garantisse a liberdade política e econômica
dos indivíduos.
D) concepção da não-separação dos três poderes desenvolvida por Montesquieu, com o apoio
popular, e aplicada ao conjunto da Federação.
E) perspectiva da extensão dos direitos de igualdade a todos os homens, independentemente de cor,
religião, renda econômica ou posição política.

7) O Iluminismo contribuiu para uma série de modificações políticas e sociais. Entre elas, destaca-se:
A) fim do Despotismo Esclarecido.
B) fortalecimento do poder papal após o surgimento da Teoria do Direito Divino.
C) apesar da intensidade das ideias revolucionárias iluministas, a penetração desses ideais não
chegava às colônias americanas.
D) criou bases ideológicas para a Revolução Francesa e influenciou o desenvolvimento da cultura e
da educação ocorrido na Europa.
E) mesmo com bases revolucionárias, defendia a servidão.

8) Adam Smith, teórico do liberalismo econômico, cuja obra, "Riqueza das Nações", constitui o
baluarte, a cartilha do capitalismo liberal, considerava
A) a política protecionista e manufatureira como elemento básico para desenvolver a riqueza da
nação.
B) necessária a abolição das aduanas internas, das regulamentações e das corporações então
existentes nos países.
C) a propriedade privada como a raiz das infelicidades humanas, daí toda a economia ter de ser
controlada pelo estado.
D) a terra como fonte de toda a riqueza, enquanto a indústria e o comércio apenas transformavam ou
faziam circular a riqueza natural.
E) o trabalho como fonte de toda a riqueza, dizendo que, com a concorrência, a divisão do trabalho e
o livre comércio, a harmonia e a justiça social seriam alcançadas. É o principal teórico do liberalismo
econômico.

9) Igualdade social, liberdade de pensamento, ação e soberania popular são manifestações do


Iluminismo que basicamente se caracterizou como:
A) Um movimento de retorno aos valores místicos e transcendentes, anteriores ao Renascimento.
B) Uma substituição da religião, da tradição e da ordem absolutista, pelo pensamento racional em
prol dos liberalismos político e econômico.
C) Uma utopia social fundada na ideologia cristã, base das correntes humanistas do Ocidente.
D) Uma reação contrária à sistematização do saber e à soberania popular.
E) Um movimento artístico com ênfase na expressão livre da vontade criadora dos artistas.

10) Dentre as características do Iluminismo, filosofia que alcançou sua máxima consagração na
França do século XVIII, NÃO está presente :
A) O combate ao absolutismo real, não necessariamente à monarquia.
B) A defesa do liberalismo no plano econômico, ou seja, combatia o intervencionismo estatal na
economia.
C) A defesa da pena de morte como forma de controle da criminalidade.
D) O ensino de que o homem deve governar-se observando a tradição, a religião e a fé.

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E) A crença num Deus que pode ser alcançado pela razão, numa espécie de religião natural,
dispensando dogmas e sacerdócio: o Deísmo.

Gabarito: 1-e, 2-c, 3-d, 4-b, 5-e, 6-a, 7-d, 8-e, 9-b, 10-d

9 As Revoluções Inglesas (Século XVII) e a Revolução Industrial


(Século XVIII a XX)

As Revoluções inglesas

A Inglaterra no século XVII deu inicio a uma série de revoluções políticas na Europa em que
derrubam o absolutismo monárquico, instaurando governos constitucionais e parlamentares.
Chamamos a Revolução Inglesa, assim como a Francesa no século seguinte, de Revoluções
Burguesas, pois consolidam o poder desta classe social no controle o Estado. A Revolução inglesa
retirou entraves ao desenvolvimento econômico, abrindo caminho para o crescimento e a
modernização. Em 1603 morre a Rainha Elizabete I em meios a grandes conflitos religiosos a dinastia
Tudor a qual ela pertencia foi substituída pela dinastia Stuart. A monarquia inglesa apesar de absoluta
tinha desde a idade média um parlamento que foi adquirindo maior importância conforme o tempo
passava. Os Stuart, inicialmente Jaime I e seu sucessor primogênito Carlos I foram ferrenhos
defensores do anglicanismo e governaram de forma despótica e entraram em sérios conflitos com o
parlamento.
O parlamento britânico era formado pela maior parte de burgueses que professavam a fé calvinista.
Enquanto o governo de Jaime a Inglaterra desenvolvia-se, sobretudo devido a suas atividades
portuárias e comerciais e os conflitos religiosos ficavam cada vez mais intensos. A situação ficou mais
tensa quando o rei Carlos resolveu criar novos impostos. Causou muita polemica e revolta no
parlamento que em 1627 pressionado pelos parlamentares assinou a Declaração de Direitos, o Bill of
Rights, que limitava os poderes do rei. Neste documento o rei é proibido de convocar o exercito e criar
novos impostos sem consultar o parlamento. Em 1629 Carlos dissolve o parlamento provocando uma
grande tensão política e religiosa, pois o Stuart protestantes rivalizavam com a burguesia do parlamento
predominantemente calvinista. A Escócia tenta se separar e para reunir recursos e esforços de guerra
reabriu o parlamento. Enfrentando forte pressão da burguesia calvinista, em meio a tensões políticas e
religiosas crescentes, Carlos tenta novamente dissolver o parlamento e esta atitude leva a Inglaterra a
uma guerra civil entre os anglicanos representantes da nobreza, que formavam um tradicional exército
de nobres contra os calvinistas, representantes da burguesia com o exército de novo tipo, ou seja,
formado por pessoas que obtinham cargos por mérito e não por direito de nascimento.
Em 1649 o rei Carlos é preso, julgado e decapitado. Sob a liderança de Oliver Cromwell os puritanos
após sangrentas batalhas tomam o poder, e será instaurada uma ordem republicana em que Cromwell
será o grande ditador e realizará importantes medidas como os atos de navegação que transformaram
a Inglaterra na maior potência marítima europeia. Superam os holandeses que até então dominavam as
navegações levando os dois países a conflitos. A Inglaterra fica sob a batuta de uma república puritana
liderada ditatorialmente por Cromwell, que chegou a dissolver o parlamento, e governa até 1648, ano de
sua morte. É sucedido por seu filho porém ele não consegue se manter o poder e os anglicanos
realizam uma restauração monárquica colocando de novo no trono Carlos II.
Este processo de restauração monárquica foi pacífico e por isso ficou conhecido como Revolução
Gloriosa. Mesmo com a restauração monárquica e o retorno dos anglicanos ao poder, as reformas

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implementadas na república puritana foram muito profundas e consolidaram o poder da burguesia. A
monarquia restaurada foi no modelo liberal (que vigora até hoje: há eleições para o parlamento e o
partido majoritário escolhe o 1° ministro), os poderes reais foram definitivamente controlados pelo Bill Of
Rigths, acabando com o absolutismo inglês e devemos à esta época o surgimento do instrumento
jurídico conhecido como “Habeas Corpus”, que tenta inibir abusos do Estado contra o individuo.

Questões

1) O que foi a "Petição dos Direitos" assinada por Carlos I Stuart?


Carta que estabelecia que cabia ao Parlamento controlar a política financeira, a convocação do
exército e a regularidade de sua própria convocação.
2) Explique a guerra civil na Inglaterra de 1640 a 1649?
Sob a liderança dos puritanos, a burguesia ascendente e a pequena burguesia urbana e rural
passaram a defender reformas no Estado e na economia que os favorecessem, entrando em conflito
com a nobreza e o Rei.
3) Quais os interesses da burguesia e de Cromwell ao criar o Ato de Navegação?
Garantir a supremacia inglesa nos mares e reduzir o espaço no comércio internacional dos outros
países.
4) O que foi a Revolução Gloriosa na Inglaterra?
Revolução conduzida pela burguesia e parte da nobreza contra o absolutismo inglês, criando assim
uma Monarquia Constitucional e instaurando o primeiro governo burguês da história.

Questões

1) Após a decapitação de Carlos I em 1649, o governo inglês foi entregue a Oliver Cromwell,
permanecendo no poder até sua morte em 1658. Essa fase da história britânica pode ser encarada
como:
A) uma definitiva derrota dos puritanos.
B) um período de instabilidade econômica.
C) uma vitória dos princípios democráticos.
D) uma espécie de experiência republicana.

2) Leia o texto a seguir, sobre algumas das razões que levaram à chamada Revolução Gloriosa, e
responda à questão a seguir.
Satisfeitos com a política de Carlos II contra a Holanda, os capitalistas ingleses não se sentiam
entretanto contentes com a sua atitude, e ainda menos com a de Jaime II, em relação à França, que se
transformara na mais temível concorrente da Inglaterra no comércio e nas colônias. (...) A luta
econômica contra a França, a luta por uma religião mais adaptada ao espírito capitalista, provocaram a
revolução de 1688.
MOUSNIER, R. "História geral das civilizações". Os séculos XVI e XVII. São Paulo: Difel, 1973. v. 9 p.324.

Sobre a Revolução Gloriosa de 1688/1689, pode-se afirmar que ela


A) representou a vitória de setores reacionários no espectro político inglês e o retorno à
descentralização política típica do mundo medieval.
B) significou, após a afirmação temporária de governos protestantes, um retorno à tradição britânica
de governos católicos.
C) foi o momento no qual o anglicanismo afirmou-se definitivamente como religião de estado na
Inglaterra.
D) representou uma derrota da teoria do direito divino e o triunfo da teoria do contrato entre o
soberano e o povo.
E) representou a vitória da teoria da separação dos três poderes e de um estado democrático
baseado no sufrágio.

3) Gerald Winstanley, líder dos escavadores da Revolução Puritana na Inglaterra (1640-1660),


definiu a sua época como aquela em que "o velho mundo está rodopiando como pergaminho no fogo".
Embora os escavadores tenham sido vencidos, a Revolução Inglesa do século XVII trouxe mudanças
significativas, dentre as quais destacam-se a
A) instituição do sufrágio universal e a ampliação dos direitos das Assembleias populares.
B) separação entre Estado e religião e a anexação das propriedades da Igreja Anglicana.

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C) liberação das colônias da Inglaterra e a proibição da exploração da mão-de-obra escrava.
D) abolição dos domínios feudais e a afirmação da soberania do Parlamento.
E) ampliação das relações internacionais e a concessão de liberdade à Irlanda.

4) Em 1688-1689, a sociedade inglesa vivenciou o episódio então denominado de Revolução


Gloriosa. Entre suas características, destaca-se a promulgação do "Bill of Rights", uma espécie de
declaração de direitos que passava a regulamentar os poderes do monarca e do Parlamento. Sobre a
importância e os significados do "Bill of Rights", assinale a única afirmativa CORRETA.
A) Houve o fortalecimento das atribuições do Parlamento frente ao poder decisório do monarca,
instaurando um conjunto de leis que regulavam, inclusive, a atuação do soberano.
B) Houve a deposição de Guilherme III, sob a acusação de ter elevado impostos sem o
consentimento prévio do Parlamento, como era previsto pelo "Bill of Rights".
C) Instituiu-se a tolerância religiosa, estabelecendo severas punições para qualquer tipo de
discriminação ou perseguição, em especial com relação aos que professassem a religião católica.
D) Houve a ascensão política da burguesia comercial, destituindo progressivamente dos cargos
ministeriais os representantes dos "landlords" e demais grupos aristocráticos.
E) Instituiu-se o direito de propriedade e, de forma complementar, promulgaram-se leis que
garantiram a defesa do trabalho livre e dos pequenos proprietários frente a ameaças tais como a
servidão por dívidas.

5) Leia o trecho a seguir.


"Enriquecendo os cidadãos ingleses, o comércio contribuiu para torná-los mais livres, e, por sua vez,
a liberdade ampliou o comércio. A grandeza do Estado veio como consequência. O comércio
estabeleceu pouco a pouco as forças navais, tornando os ingleses senhores dos mares".
VOLTAIRE. Sobre o comércio. In: "Cartas Inglesas" (1734), São Paulo: Abril Cultural, 1984. p. 16.
Considerando o trecho apresentado e o contexto em que foi escrito, assinale a alternativa correta.
A) Para Voltaire, o sucesso militar dos ingleses é associado à adoção de um sistema político "livre",
no qual os cidadãos (representados pelo Parlamento) interessam-se pelo incremento das atividades
comerciais da burguesia.
B) Voltaire vê a Inglaterra como um Estado tipicamente absolutista, que precisou fortalecer-se
militarmente de modo a sufocar os anseios da burguesia comercial por participação política e pela
liberdade.
C) Para Voltaire, o comércio tornou os cidadãos ingleses livres por causa da grandeza do Estado,
que favoreceu o comércio, ainda que às custas da restrição da liberdade da burguesia.
D) Por conta de suas ideias contrárias ao "Estado de guerra" inglês, Voltaire pode ser considerado
um precursor da Revolução Francesa e do Jacobinismo.

6) Analise as afirmações a seguir acerca da Revolução Inglesa do século XVII.


I. Significou o rompimento com um passado pré-industrial e a construção de um modelo econômico
baseado na exportação de capitais para as nações menos desenvolvidas.
II. Representou a instalação de uma ordem política marcada pela destruição do absolutismo
monárquico e pela afirmação de um regime dominado pela burguesia.
III. Manifestou, com a Revolução Gloriosa, a constituição de uma aliança entre a monarquia
parlamentar e os interesses da burguesia inglesa.
Assinale a alternativa correta.
A) Somente I e II são verdadeiras.
B) Somente I e III são verdadeiras.
C) Somente II e III são verdadeiras.
D) Somente I é verdadeira.
E) Somente III é verdadeira.

7) Leia o fragmento a seguir:


"O século XVII é decisivo na história da Inglaterra. Os problemas desse país não lhe são privativos.
Toda a Europa enfrentava uma série de conflitos, revoltas e guerras civil. (...) Contudo, apenas na
Inglaterra ocorreu uma ruptura decisiva no século XVII."
(HILL, C. "O Eleito de Deus: Oliver Cromwell e a Revolução Inglesa". ).
Essa ruptura ficou conhecida como Revolução Inglesa, um processo que se estendeu de 1640 a
1660. A respeito desse processo, é INCORRETO afirmar que:
A) foi decisivo na derrocada do absolutismo na Inglaterra.

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B) consolidou um mercado nacional, com um governo que priorizava as questões comerciais.
C) privilegiou os interesses dos setores agrários e da Igreja Católica, que passaram a ser financiados
pelo governo.
D) as decisões tomadas durante esse processo garantiram que a Inglaterra fosse governada por uma
assembleia representativa.
E) foi marcado por manifestações no campo contra as mudanças no regime de propriedade da terra,
com destaque para grupos como os 'diggers' e 'levellers'.

8) Sobre as Revoluções Burguesas, são feitas as seguintes afirmações:


I. Consolidam o liberalismo e marcam mudanças nas estruturas econômicas, políticas e sociais de
suas respectivas sociedades.
II. Têm como base a defesa do Antigo Regime e iniciam a transição do feudalismo para o
capitalismo.
III. Seus exemplos mais expressivos são: Revolução Inglesa (1644), Revolução Americana (1776) e
Revolução Francesa (1789).
Assinale o correto.
A) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
B) Apenas as afirmações I e III são falsas.
C) Apenas as afirmações II e III são falsas.
D) Apenas as afirmações I e III são verdadeiras.

Gabarito: 1-d) 2-d) 3-d) 4-a) 5-a) 6-c) 7-c) 8-d

Os Cercamentos

A partir do século XVIII a Inglaterra já havia se tornado uma grande potência marítima e com uma
Burguesia muito poderosa, que necessitava de matéria prima para abastecer suas principais
manufaturas; as têxteis. A terras inglesas, antes pertencentes a nobreza e com vários grande lotes de
fazendas e bosques que tinham uso comum, ou seja, as terras comunais, mas pertenciam aos nobres.
Estes passaram a expulsar os camponeses das terras e cercá-las para a criação de ovelhas para a
produção de lâ. Neste processo de cercamentos a terra passou a ser arrendada ou vendida à
burguesia. Com a expulsão dos camponeses, eles passaram a procurar ocupação nas cidades, então o
enorme êxodo rural promovido pelos cercamentos provocou também uma grande explosão urbana, que
forneceu mão de obra barata para a indústria que estava se desenvolvendo aos poucos.

A Revolução Industrial

A Revolução industrial foi o desenvolvimento da indústria. Uma profunda transformação em que o


modo de produção sai da manufatura para a maquinofatura. Teve inicio na Inglaterra no século XVIII
e espalhou-se pela Europa na França e Bélgica, os países pioneiros. Entre os fatores que explicam a
ocorrência na Inglaterra podemos citar:
- Possuía importantes fontes recursos naturais, no caso Carvão e Ferro
- Grandes capitais acumulados pela burguesia inglesa
- Abundancia de mão de obra barata
- Uma monarquia constitucional, baseada nos princípios racionais do Iluminismo e do liberalismo
econômico

A Inglaterra possuía um grande mercado consumidor pois muitos países eram dependentes de seus
produtos. As primeiras máquinas eram ligadas à indústria têxtil e mais tarde à produção de ferro e aço.
Entre as primeira máquinas podemos citar a descaroçadeira de algodão, o tear mecânico e a primeira
máquina à vapor, movimentada à carvão. A principal invenção da I Revolução foi a locomotiva à
vapor.

As suas principais consequências: A revolução industrial trouxe profundas mudanças como:


- Aumento da velocidade de produção
- Diminuição do preço dos produtos (e consequente expansão do consumo)
- Super exploração dos trabalhadores das fábricas, que eram submetidos à jornadas exaustivas de
trabalho, baixos salários e condições insalubres (que prejudicam a saúde)

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- Uma grande concorrência entre os países que se industrializavam que passaram a disputar
ferozmente a conquista de novos mercados consumidores.
- Urbanização

As fases da revolução industrial: O processo de modernização iniciado no século XVIII foi continuo
e o progresso industrial e desenvolvimento tecnológico estão ainda hoje em curso e são cada vez mais
rápidos. Nas últimas décadas, após a II Guerra Mundial, o desenvolvimento foi tão rápido que nos
últimos 50 anos os avanços tecnológicos foram maiores que nos últimos 500 anos. Para
compreendermos este processo de modernização dividimos a Revolução Industrial em 3 etapas.
Primeira, segunda e terceira Revolução Industrial.

I Rev. Industrial II Rev. Industrial III Ver. Industrial


época Séc XVIII Séc XIX Séc XX (pós II Guerra)
locais Ingl, Fr, Belg. EUA,Alem,Japão EUA e Japão
energia carvão Petróleo e eletricidade Energias limpas e alternativas
Matéria prima ferro Aço, plástico e borracha Fibra de carbono e ótica
tecnologias locomotiva Automóvel, telefone, Informática e
fotografia, lâmpada telecomunicações

Toyotismo e fordismo

De acordo com a evolução tecnológica a partir da Revolução Industria foram desenvolvidos vários
métodos de gestão da produção. Os principais são o Taylorismo, fordismo e toyotismo. Podemos
relacioná-los com a I,II, e III Revoluções Industriais.
- Taylorismo
- Fordismo
- Toyotismo

Fordismo Toyotismo
II Revolução Industrial III Revolução Industrial
Produção em série “just’ in time”
Padronização dos produtos Possibilidades de personalização
Especialização dos trabalhadores (movimentos Qualificação dos trabalhadores
repetitivos) (operação de equipamentos e criação)
Esteira móvel Robotização
Mão de obra numerosa e pouco qualificada Mão de pouco numerosa e qualificada
Produção centralizada em um pais, em grandes Produção descentralizada e flexível. Mobilidade
fabricas pelo mundo.

Questões

1) (ENEM 2014)

Considerando-se a dinâmica entre tecnologia e organização do trabalho, a representação contida no


cartum é caracterizada pelo pessimismo em relação à
A) ideia de progresso.
B) concentração do capital.
C) noção de sustentabilidade.

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D) organização dos sindicatos.
E) obsolescência dos equipamentos.

2) (ENEM 2013) Um trabalhador em tempo flexível controla o local do trabalho, mas não adquire
maior controle sobre o processo em si. A essa altura, vários estudos sugerem que a supervisão do
trabalho é muitas vezes maior para os ausentes do escritório do que para os presentes. O trabalho é
fisicamente descentralizado e o poder sobre o trabalhador, mais direto.
SENNETT, R. A corrosão do caráter: consequências pessoais do novo capitalismo.
Rio de Janeiro: Record, 1999 (adaptado).
Comparada à organização do trabalho característica do taylorismo e do fordismo, a concepção de
tempo analisada no texto pressupõe que
A) as tecnologias de informação sejam usadas para democratizar as relações laborais.
B) as estruturas burocráticas sejam transferidas da empresa para o espaço doméstico.
C) os procedimentos de terceirização sejam aprimorados pela qualificação profissional.
D) as organizações sindicais sejam fortalecidas com a valorização da especialização funcional.
E) os mecanismos de controle sejam deslocados dos processos para os resultados do trabalho.

3) (ENEM 2013)

Na imagem, estão representados dois modelos de produção. A possibilidade de uma crise de


superprodução é distinta entre eles em função do seguinte fator:
A) Origem da matéria-prima.
B) qualificação da mão de obra.
C) Velocidade de processamento.
D) Necessidade de armazenamento.
E) Amplitude do mercado consumidor.

4) (ENEM 2012)

Disponível em: http://primeira-serie.blogspot.com.br. Acesso em: 07 dez. 2011 (adaptado).

Na imagem do início do século XX, identifica-se um modelo produtivo cuja forma de organização
fabril baseava-se na
A) autonomia do produtor direto.

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B) adoção da divisão sexual do trabalho.
C) exploração do trabalho repetitivo.
D) utilização de empregados qualificados.
E) incentivo à criatividade dos funcionários.

5) "As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam
a água acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos, muitos tecidos. Graças às
máquinas a vapor, a produção de mercadorias ficou muito maior."
(Schmidt, Mário. "Nova História Crítica". São Paulo: Nova Geração, 2002).
O texto citado refere-se:
A) à Revolução Francesa
B) à Revolução Industrial
C) à Revolução Gloriosa
D) ao Renascimento
E) à Revolução Russa

6) "Um fato saliente chamou a atenção de Adam Smith, ao observar o panorama da Inglaterra: o
tremendo aumento da produtividade resultante da divisão minuciosa e da especialização de trabalho.
Numa fábrica de alfinetes, um homem puxa o fio, outro o acerta, um terceiro o corta, um quarto faz-lhe a
ponta, um quinto prepara a extremidade para receber a cabeça, cujo preparo exige duas ou três
operações diferentes: colocá-la é uma ocupação peculiar; prateá-la é outro trabalho. Arrumar os
alfinetes no papel chega a ser uma tarefa especial; vi uma pequena fábrica desse gênero, com apenas
dez empregados, e onde consequentemente alguns executavam duas ou três dessas operações
diferentes. E embora fossem muito pobres, e portanto mal acomodados com a maquinaria necessária,
podiam fazer entre si 48.000 alfinetes num dia, mas se tivessem trabalhado isolada e
independentemente, certamente cada um não poderia fazer nem vinte, talvez nem um alfinete por dia."
FARIA, Ricardo de Moura et all. "História". Vol. 1. Belo Horizonte: Lê, 1993. [adapt.].

O documento sobre a Revolução Industrial, na Inglaterra,


A) relaciona a divisão de trabalho com a alta produtividade, situação bem diferente da produção
artesanal característica da Idade Média.
B) enfatiza o trabalho em série e as condições do trabalhador nas fábricas, reforçando a importância
das leis trabalhistas, no início da Idade Moderna.
C) demonstra que a produtividade está diretamente relacionada ao número de empregados da
fábrica, ao contrário das Corporações de Ofício, em que a produção artesanal dependia do mestre.
D) destaca a importância da especialização do trabalho para o aumento da produtividade, situação
semelhante à que ocorria nas Corporações de Ofício, de que participavam aprendizes, oficiais e mestre.
E) evidencia as ideias fisiocráticas e mercantilistas, ao realçar a divisão do trabalho, características
marcantes da Revolução Comercial.

7) São razões para a ocorrência da Revolução Industrial, que teve como berço a Inglaterra:
A) forte envolvimento britânico nas guerras continentais em consequência da sua localização.
B) os "cercamentos" que ampliaram as áreas de cultivo agrícola.
C) rede fluvial limitada.
D) riqueza abundante do subsolo, com a presença de ferro, estanho, carvão dentre outros minerais.
E) alta concentração de camponeses nas áreas rurais.

Leia os dois textos seguintes.

8) "No Ocidente Medieval, a unidade de trabalho é o dia [...] definido pela referência mutável ao
tempo natural, do levantar ao pôr-do-sol. [...] O tempo do trabalho é o tempo de uma economia ainda
dominada pelos ritmos agrários, sem pressas, sem preocupações de exatidão, sem inquietações de
produtividade".
(Jacques Le Goff. "O tempo de trabalho na 'crise' do século XIV".)

"Na verdade não havia horas regulares: patrões e administradores faziam conosco o que queriam.
Normalmente os relógios das fábricas eram adiantados pela manhã e atrasados à tarde e em lugar de
serem instrumentos de medida do tempo eram utilizados para o engano e a opressão".
(Anônimo. "Capítulos na vida de um menino operário de Dundee", 1887.)

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Entre as razões para as diferentes organizações do tempo do trabalho, pode-se citar:
A) a predominância no campo de uma relação próxima entre empregadores e assalariados, uma vez
que as atividades agrárias eram regidas pelos ritmos da natureza.
B) o impacto do aparecimento dos relógios mecânicos, que permitiram racionalizar o dia de trabalho,
que passa a ser calculado em horas no campo e na cidade.
C) as mudanças trazidas pela organização industrial da produção, que originou uma nova disciplina e
percepção do tempo, regida pela lógica da produtividade.
D) o conflito entre a igreja católica, que condenava os lucros obtidos a partir da exploração do
trabalhador, e os industriais, que aumentavam as jornadas.
E) a luta entre a nobreza, que defendia os direitos dos camponeses sobre as terras, e a burguesia,
que defendia o êxodo rural e a industrialização.

9) A Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII, gerou profundas


transformações, econômicas e sociais. Entre essas transformações, pode-se apontar
A) a retração do mercado consumidor nos países industrializados.
B) a superação do conflito capital-trabalho em face dos acordos sindicais.
C) a dominação de todas as etapas da produção pelo trabalhador.
D) a proliferação do trabalho doméstico nas áreas mais mecanizadas.
E) a redução dos preços ampliando o mercado consumidor.

10) As precárias condições de vida operária reveladas por investigações realizadas na década de
1840, na Inglaterra, são resultantes de um processo marcado pelo avanço tecnológico, grandes
transformações nas relações de trabalho e nas formas de produção, conhecido como
A) Primeira Revolução Industrial.
B) Liberalismo Econômico.
C) Segunda Revolução Industrial.
D) Revolução Gloriosa.
E) Terceira Revolução Industrial.

11) Apesar de alguns de seus aspectos fundamentais terem surgido anteriormente, a Revolução
Industrial desenvolve-se, principalmente, no século XIX. Na Inglaterra e também no nordeste dos
Estados Unidos, na futura Alemanha e na França, as atividades econômicas mudam. Assinale a
alternativa que contém o aspecto da atividade econômica da Revolução Industrial ao qual
correspondem as seguintes características: fabricação em série, fabricação a custo menor e fabricação
em grande quantidade.
A) Desenvolvimento do comércio.
B) Crescimento da produção manufatureira.
C) Exploração dos recursos naturais.
D) Desenvolvimento do transporte.
E) Importação dos produtos manufaturados das colônias.

10 A independência dos Estados Unidos da América. 1776.

A colonização dos EUA ocorreu no século XVII e era uma colônia de povoamento. Os primeiros
colonos fugiam das perseguições religiosas que sofriam na Inglaterra e fundaram colônias puritanas
(protestantes ingleses). Os laços coloniais não eram tão rígidos e os colonos gosavam de certa

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liberdade com relação à metrópole, principalmente a liberdade de produzir suas próprias manufaturas.
Eram as treze colônias. As colônias do norte eram tipicamente de povoamento, predominava a mão de
obra livre e as manufaturas. As colônias do sul eram próximas do modelo de exploração e se baseavam
na agricultura do plantation (monoculturas para exportação realizada em grandes latifúndios) e na
escravidão africana.
A Guerra dos Sete dias (1756-63). Uma guerra travada entre a Inglaterra e a França (que
colonizara a região de Quebec, litoral atlântico do Canadá) pelos territórios hoje canadenses. A França
foi derrotada e perdeu seus territórios na América. A França apoiará a independência dos EUA como
forma de se opor à Inglaterra.
Aumento da opressão Inglesa: A metrópole aumenta taxas e impostos: A Inglaterra venceu a
guerra dos 7 anos, mas teve gastos enormes, e resolveu transferir os custos da guerra para sua colônia
aumentando os impostos. Os colonos não aceitaram o aumento da pressão da Inglaterra. Entre as
novas medidas da Inglaterra estavam:
- Lei do açúcar (somente poderiam consumir o açúcar fornecido pela metrópole. Seriam proibidos
de comprar açúcar do caribe, melhor e mais barato
- Lei do Selo (foram proibidas as manufaturas e somente poderiam ser consumidos produtos com o
selo rela inglês
- As Leis intoleráveis (um pacote de medidas aumentavam impostos, taxas e reduziam a autonomia
da colônia)

Os colonos revoltaram-se contra as medidas da metrópole. Passaram a atacar carregamentos de


navios ingleses nos portos. Foram convocadas dois grandes congressos: O primeiro e o segundo
congresso da Filadélfia. No primeiro somente queriam a abolição das medidas restritivas da metrópole e
o retorno da situação anterior, mas diante da recusa inglesa de aceitar as exigências dos colonos, o
segundo congresso decidiu pela independência e a Inglaterra declarou guerra. Thomas Jefferson
redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. A Guerra se estendeu por sete
anos e em 1777 foi redigida a primeira constituição dos EUA. Esta constituição, assim como todo o
processo de independência, foi profundamente influenciada pelas ideias iluministas. Foi proclamada a
república presidencialista, adotada uma constituição democrática, regime federalista (autonomia jurídica
dos estados do pais), garantia da propriedade privada e várias garantias individuais. Apesar de todos
estes avanços a escravidão foi mantida. O primeiro presidente dos EUA foi George Washington.

Questões

1) "São verdades incontestáveis para nós: que todos os homens nascem iguais; que lhes conferiu o
Criador certos direitos inalienáveis, entre os quais o de 'vida, o de liberdade e o de buscar a felicidade'".
(Declaração de Independência, 4 de julho de 1776)
Acerca da Independência das Treze Colônias, é correto afirmar que
A) a ruptura com a metrópole foi efetivada pelas classes sociais dominantes coloniais, o que fez com
que as demandas dos mais pobres fossem barradas e que não houvesse solução imediata para a
questão escravista.
B) comandada pelos setores mais radicais da pequena burguesia, os colonos criaram uma república
federativa, considerando, como pilares fundamentais da nova ordem institucional, as igualdades política
e social.
C) sua efetivação só foi possível devido à fragilidade econômica e militar da Inglaterra, envolvida com
a guerra dos sete anos com a França, além da aliança militar dos colonos ingleses com a forte marinha
de guerra da Espanha.
D) o desejo por parte dos colonos de emancipar-se da metrópole Inglaterra nasceu em uma
conjuntura de abertura da política colonial, na qual, a partir de 1770, as treze colônias foram autorizadas
a comerciarem com as Antilhas.
E) o processo de ruptura colonial foi facilitado em decorrência das identidades econômicas e políticas
entre as colônias do norte e as do sul, praticantes de uma economia de mercado, com o uso da mão-
de-obra livre.

2) Em 4 de julho de 1776, as treze colônias que vieram inicialmente a constituir os Estados Unidos
da América (EUA) declaravam sua independência e justificavam a ruptura do Pacto Colonial. Em
palavras profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos homens e apregoavam
como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Afirmavam que o
poder dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles direitos, derivava dos governados.

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Esses conceitos revolucionários que ecoavam o Iluminismo foram retomados com maior vigor e
amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França.
Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir Pomar.
"Revolução Chinesa". São Paulo: UNESP, 2003 (com adaptações).
Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da Revolução Francesa, assinale
a opção correta.
A) A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo contexto histórico, mas
se baseavam em princípios e ideais opostos.
B) O processo revolucionário francês identificou-se com o movimento de independência norte-
americana no apoio ao absolutismo esclarecido.
C) Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta pelo reconhecimento
dos direitos considerados essenciais à dignidade humana.
D) Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no desencadeamento da
independência norte-americana.
E) Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as independências das
colônias ibéricas situadas na América.

3) Sobre a colonização inglesa nas colônias da América do Norte, é correto afirmar que:
A) no conjunto das treze colônias, o modelo de colonização baseava-se na produção tropical voltado
para a exportação
B) as colônias do norte produziam artigos tropicais, utilizavam a mão-de-obra escrava e, por isso,
são identificadas como colônias de exploração
C) as colônias do sul, por apresentarem um clima semelhante ao europeu, produziam gêneros de
subsistência em pequenas propriedades e utilizavam mão-de-obra livre
D) as colônias de povoamento foram colonizadas por europeus que fugiam das perseguições
religiosas em busca de uma nova pátria
E) tanto as colônias do sul, quanto as do norte, tinham a mesma estrutura econômica, política e
social

4)

As treze colônias assinaladas no mapa travaram uma guerra por sua independência, que foi
deflagrada após certas determinações tomadas pela Inglaterra, dentre as quais pode-se citar
A) o estabelecimento do monopólio comercial da Inglaterra, que até então permitira o livre comércio.
B) a implantação de leis que impunham taxas e restrições à comercialização dos produtos coloniais.
C) a abolição da escravidão nas colônias do norte, a fim de assegurar o aumento do mercado
consumidor.
D) a proibição de comércio com as colônias inglesas do sul, produtoras de tabaco e algodão.
E) a extinção da Companhia das Índias Orientais, como forma de combater o contrabando.

5) O que queremos dizer com a Revolução? A guerra? Isso não foi parte da Revolução; foi apenas
um efeito e consequência dela. A Revolução estava nas mentes das pessoas e foi levada a cabo de
1760 a 1775, no curso de quinze anos, antes que uma gota de sangue fosse derramada em Lexington.
(John Adams para Jefferson, 1815.)
O texto
A) considera que a Independência dos Estados Unidos se fez sem ideias.
B) confirma que a guerra entre os Estados Unidos e a Inglaterra foi uma revolução.
C) sustenta que na Independência dos Estados Unidos não houve ruptura.

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D) defende que a criação dos Estados Unidos foi precedida de uma revolução.
E) demonstra que os norte-americanos não aceitaram as concessões inglesas.

6) A Independência dos Estados Unidos teve grande repercussão no século XVIII porque
I. pela primeira vez princípios iluministas foram incorporados a uma Constituição contribuindo para
acelerar a derrocada do Antigo Regime.
II. instituiu oficialmente a República Federativa Presidencialista, a divisão em três poderes e a
abolição da escravidão.
III. significou a primeira emancipação de uma colônia no Continente Americano, servindo de modelo
para outras lutas por independência.
IV. disseminou a postura anticolonialista ao se configurar como um movimento pacífico que contou
com o apoio da França e da Espanha.

São corretas SOMENTE


A) I e II.
B) I e III.
C) III e IV.
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.

Gabarito: 1-a, 2-c, 3-d, 4-b, 5-d, 6-a

11 A Revolução Francesa (1789) e a Restauração (o Congresso


de Viena e a Santa Aliança)1814.

Antecedentes: A sociedade francesa do Antigo Regime era dividida em três ordens ou estados: 1°
estado era o clero católico, 2° estado era a nobreza e o 3° eram os plebeus. O primeiro e segundo
estado possuía privilégios como a isenção total de impostos e o direito de ocupar altos cargos públicos.
O terceiro estado, os plebeus não possuíam privilégios e eram explorados com altos impostos. Preste
atenção. O terceiro estado não era homogêneo e em seu interior existiam profundas diferenças. Tanto
os ricos burgueses como os camponeses miseráveis era plebeus. Plebeu não é sinônimo de pobre, e
sim não nobres. O pensamento iluminista era muito forte na frança e o pais passava por uma crise
econômica muito grande. Alguns fatores agravaram a crise como o apoio militar dado à
independência dos EUA (a França não tinha recursos, mas apoiou assim mesmo) e baixa produção
agrícola por um longo período (devido à problemas climáticos). Ao mesmo tempo em que a população
crescia a produção de alimentos baixava. Como o país estava em crise, atingiu o volume de riquezas
que a nobreza arrecadava. Para manter o luxo da nobreza parasitária (em nada contribuíam
materialmente com a sociedade) o rei mandou aumentar impostos.
Em razão da crise foi convocada uma assembleia pelo rei que se chamava “Assembleia dos estados
Gerais”. Esta reunião não era convocada a mais de 140 anos, e após a assembleia, cada estado da
sociedade tinha direito a 1 voto. Essa configuração prejudicava os plebeus pois nobreza e clero sempre
votavam juntos. A reunião foi muito agitada e o terceiro estado se manifestava exigindo na assembleia
um voto por pessoa (o que beneficiaria os plebeus por serem maioria). O Rei Luiz XVI tentou dissolver a
assembleia, quando os plebeus liderados pela burguesia, estabeleceram que os estados gerais seriam
transformados em assembleia nacional constituinte. Queriam dar uma constituição à França,
baseada nos princípios do iluminismo. Enquanto isso o rei foge e busca apoio com outros reis

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absolutistas para tentar barrar a revolta. Os plebeus para se defenderem de um ataque do exercito real
armaram-se saqueando armas e munições que eram guardados na Bastilha. Era o símbolo da
opressão do absolutismo. A tomada da Bastilha é o marco do início Revolução Francesa.

Jacobinos e Girondinos. Os jacobinos era os camponeses. Eram também chamados de


s’ans culots (sem culotes – roupas caras da época) e eram mais radicais exigindo mudanças
profundas. Os girondinos eram os representantes da rica burguesia. Eram mais moderados.

Assembleia Nacional (1789-1792): É a primeira fase da Revolução. Eram eleitos Deputados para a
assembleia (participação civil ). Este período é caracterizado pelo rompimento jurídico com o Antigo
Regime. Foram abolidos os privilégios feudais (igualdade jurídica) e é escrito o principal documento
deste inicio da Revolução: A declaração dos direitos do Homem e do cidadão. É estabelecida a
igualdade jurídica, surge o conceito de cidadania (todo cidadão tem direitos e deveres políticos com a
sociedade e o sufrágio-voto- universal. Os bens da Igreja fora confiscados e usados como lastro de uma
nova moeda para tentar controlar a inflação e a crise econômica. Aboliram a escravidão nas colônias
(medida que depois foi revogada)

A convenção nacional (1792-175). Este período é marcado pela fase popular e radicalização
jacobina. O plano inicial era a França se tornar uma monarquia constitucional, mas com a tentativa do
rei de buscar apoio externo, junto de outros países absolutistas, foi capturado e condenado como traidor
do povo francês. O rei Luis XVI e sua família foram decapitados em 1793. Neste momento ocorre uma
radicalização sanguinolenta liderada por Robespierre, Danton e Marat. A guilhotina entra em ação.
Foram executadas em torno de 50 mil pessoas neste período, que ficou conhecido como o “período do
terror”. A onda de execuções sai do controle e Robespierre sobre um golpe dos girondinos (burguesia)
e é executado. Inicia a fase da contra revolução, ou seja, a burguesia tenta barrar e controlar o
processo revolucionário.

O Diretório (1795-99)
É um período de predomínio girondino. A burguesia afasta os radicais jacobinos do poder na frança.
Afasta os sans’culots instaurando o voto censitário (só vota quem possui riquezas). É um período em
que a burguesia assume o poder, mas o governo passa por um momento de grandes disputas de poder
e várias tentativas de golpe. Esta disputa pelo poder e a forte instabilidade política abrem espaço para
um golpe que leva ao poder o general Napoleão Bonaparte.

A Era Napoleônica
Enquanto a França passava internamente pela revolução, os países absolutistas tentavam invadi-la
para tentar impedir a derrubada do absolutismo. Os países vizinhos estavam com medo que a
revolução se espalhasse. O exercito Frances enfrentou ataques da Espanha, Prússia e Áustria e
Rússia. Comandado por Napoleão venceram todas as batalhas. A fama de Bonaparte correu a Europa
e um grupo girondino armou o golpe para levá-lo ao poder que ficou conhecido como o golpe do “18 de
brumário”. É instalada uma ditadura e no governo de Napoleão ocorre a consolidação do Estado
Burguês. Foram tomadas medidas como a instituição do ensino publico, criado o banco da França e
uma nova moeda, o Franco (que foi usado até 1991 quando a frança aderiu ao Euro) e a principal lei, o
Código civil napoleônico – Assegura as conquistas burguesas, como a igualdade do individuo
perante a Lei e o direito de propriedade. Napoleão tem uma ascensão política meteórica. É eleito
cônsul máximo da republica, concentrando cada vez mais poder em sua mão até que em 1804 até que
toma uma atitude surpreendente. Se coroa Imperador da França (ele não é coroado, coroa a si mesmo).
Suas campanhas militares conquistaram todos os países da Europa, que salvo Inglaterra, Bélgica e
Portugal, ficaram sob o domínio Francês. Napoleão varreu o antigo regime no velho mundo. Bonaparte
estimula o desenvolvimento da indústria francesa. Obriga todos os países conquistados a comprar seus
produtos. Isso vai causar conflitos com a maior potência industrial da época: a Inglaterra.

O Bloqueio Continental: Era uma estratégia de sufocar a economia o maior inimigo econômico e
militar Francês, a Inglaterra. Todos os países europeus deveriam comprar somente produtos industriais
franceses, deixando de lado a Inglaterra. Quem desobedecesse ao bloqueio seriam invadidos pelos
exércitos de Napoleão, que até então não haviam perdido um só batalha. É nesse contexto que ocorre a
transferência da corte portuguesa para o Brasil.

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A decadência de Napoleão. A Rússia fura o bloqueio. A demanda por produtos é tão grande que a
França não consegue abastecer o mercado Russo, que rompe o bloqueio continental e Napoleão
invade seu território. Napoleão invade o território da Rússia no rigoroso inverno que chega a 20°
negativos. Foi derrotado na Batalha de Waterloo. A Derrota marca o início da decadência de Napoleão
que perderá a coroa e será exilado na Ilha de Elba, um domínio francês no mar mediterrâneo. Após
tentativas frustradas de retornar ao poder, chega ao fim a “Era napoleônica”. Alterou profundamente o
mapa europeu e derrubou as monarquias absolutas, consolidando os ideais burgueses do iluminismo.

O congresso de Viena
Após a queda de Napoleão, o continente europeu estava profundamente alterado. Ocorrerá uma
tentativa de restabelecimento das antigas fronteiras e o retorno das famílias reais que foram
derrubadas. Apesar das restaurações monárquicas, voltaram não mais como monarquias absolutistas,
mas sim monarquias constitucionais. O congresso de Viena se baseou principalmente em dois
princípios:
- Principio da Legitimidade: as famílias reais que retornariam ao poder seriam as mesmas que
foram destituídas.
- Principio do Equilíbrio: retornariam as fronteiras nacionais anteriores às conquistas de Napoleão.
A Santa Aliança: É o primeiro organismo supranacional (com a participação de vários países). Era
uma Aliança militar dos países monarquistas para combater possíveis revoluções liberais (iluministas
como a francesa) e impedir tentativas de Independência das colônias no continente americano.

Questões

1) A Revolução Francesa representou uma ruptura da ordem política (o Antigo Regime) e sua
proposta social desencadeou
A) a concentração do poder nas mãos da burguesia, que passou a zelar pelo bem-estar das novas
ordens sociais.
B) a formação de uma sociedade fundada nas concepções de direitos dos homens, segundo as
quais todos nascem iguais e sem distinção perante a lei.
C) a formação de uma sociedade igualitária regida pelas comunas, organizadas a partir do campo e
das periferias urbanas.
D) convulsões sociais, que culminaram com as guerras napoleônicas e com a conquista das
américas.
E) o surgimento da soberania popular, com eleição de representantes de todos segmentos sociais.

2) "Artigo 6 - A lei é a expressão da vontade geral; todos os cidadãos têm o direito de concorrer,
pessoalmente ou por seus representantes, à sua formação; ela deve ser a mesma para todos, seja
protegendo, seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais a seus olhos, são igualmente admissíveis a
todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo sua capacidade e sem outras distinções
que as de suas virtudes e de seus talentos".
("Declaração dos direitos do homem e do cidadão", 26 de agosto de 1789.)

O artigo acima estava diretamente relacionado aos ideais


A) socialistas que fizeram parte da Revolução Mexicana.
B) capitalistas que fizeram parte da Independência dos EUA.
C) comunistas que fizeram parte da Revolução Russa.
D) iluministas que fizeram parte da Revolução Francesa.
E) anarquistas que fizeram parte da Inconfidência Mineira.

3) A Revolução Francesa de 1789 foi diretamente influenciada pela Independência dos Estados
Unidos da América e pelo Iluminismo no combate ao Antigo Regime e à autoridade do clero e da
nobreza na França. Além do mais, a França passava por um período de crise econômica após a
participação francesa na guerra da independência norte-americana e os elevados custos da Corte de
Luís XVI, que tinham deixado as finanças do país em mau estado. Em 1791, os revolucionários
promulgaram uma nova Constituição, a partir dos princípios preconizados por Montesquieu, que
consagrou, como fundamento do novo regime:
A) a subordinação do Judiciário ao Legislativo.
B) a divisão do poder em três poderes.
C) a supremacia do Judiciário sobre os outros poderes.

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D) o estabelecimento da soberania popular.
E) o fortalecimento da monarquia absolutista.

4) De um modo geral, observa-se como numa sociedade a intervenção dos detentores do poder no
controle do tempo é um elemento essencial (...). Depositário dos acontecimentos, lugar das ocasiões
místicas, o quadro temporal adquire um interesse particular para quem quer que seja, deus, herói ou
chefe, que queira triunfar, reinar, fundar.
JACQUES LE GOFF
Adaptado de "Memória-História". Lisboa: Imprensa Nacional; Casa da Moeda, 1984.

Diversas experiências políticas contemporâneas alteraram as representações do tempo histórico, na


forma como são mencionadas no texto.
Uma ação política que exemplifica essa intervenção no controle do tempo, e que resultou na
implantação de um novo calendário, ocorreu no contexto da revolução denominada:
A) Cubana
B) Francesa
C) Mexicana
D) Americana

5) O início da Revolução Francesa tem como marco simbólico:


A) a Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789
B) a instalação da Assembleia dos Estados Gerais, em maio de 1789
C) a "Noite do Grande Medo"
D) a aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em agosto de 1789
E) a execução do rei Luís XVI, em 1793

6) Após a Revolução de 1789, a França viveu um período de grande instabilidade, marcado pelo
radicalismo e pela constante ameaça externa. Assinale a alternativa correta em relação a esse período.
A) Com a queda da Bastilha, símbolo do autoritarismo real, os deputados da Assembléia
Constituinte, aproveitando o momento político, proclamaram a República, pondo um termo final ao
Antigo Regime.
B) Em meio ao caos provocado pela fuga do Rei e pela derrocada da Monarquia, iniciou-se, em
Paris, a criação de uma sociedade baseada nos ideais socialistas, a Comuna de Paris.
C) O período conhecido como o Grande Terror foi protagonizado pelo jacobino Robespierre, que
posteriormente foi derrubado por Napoleão, um general que se destacara por sua trajetória vitoriosa.
D) O golpe de 18 Brumário representou a queda do Diretório, regime que se pretendia representante
dos interesses burgueses, mas que era inepto a governar.
E) Durante um curto período de tempo, após a queda de Bastilha, a França vivenciou uma
Monarquia Constitucional, mas, na prática, o Rei ainda mantinha a mesma autoridade de antes.

7) No preâmbulo da Constituição francesa de 1791 lê-se:


"Não há mais nobreza, nem distinções hereditárias, nem distinções de Ordens, nem regime feudal...
Não há mais nem venalidade, nem hereditariedade de qualquer ofício público; não há mais para
qualquer porção da Nação, nem para qualquer indivíduo qualquer privilégio nem exceção..."
Do texto depreende-se que, na França do Antigo Regime, as pessoas careciam de
A) igualdade jurídica.
B) direitos de herança.
C) liberdade de movimento.
D) privilégios coletivos.
E) garantias de propriedade.

8) "Os revolucionários, especialmente na França, viram-na como a primeira república do povo,


inspiração de toda a revolta subsequente. Pois esta não era uma época a ser medida pelos critérios
cotidianos. Isto é verdade. Mas para o francês da sólida classe média que estava por trás do Terror, ele
não era nem patológico nem apocalíptico, mas primeiramente e sobretudo o único método efetivo de
preservar seu país."
HOBSBAWM, Eric. "A Era das revoluções". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981, p. 86.
Sobre a fase do Terror da Revolução Francesa, é correto afirmar que:
A) Após assumir o controle político da República Jacobina, Robespierre decretou o fim dos impostos
feudais e o confisco dos bens do clero.

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B) Em 1789, a Assembleia dos Estados Gerais rompeu com o Antigo Regime, decretando
imediatamente a execução do rei Luís XVI.
C) As principais realizações da República Jacobina foram a Declaração dos Direitos do Hom em e a
Abolição dos Privilégios Feudais.
D) A República Jacobina foi formada por uma aliança entre jacobinos e "sans-culottes", que
aprovaram uma nova Constituição com sufrágio universal e aboliram a escravidão nas colônias
francesas.
E) A República Jacobina começou com a tomada da Bastilha e terminou com o golpe de estado "18
Brumário" de Napoleão Bonaparte.

9) As mudanças provocadas pela Revolução Francesa (1789-1815), que alteraram a ordem política
na configuração do Estado, foram a
A) convocação dos Estados Gerais e a reivindicação por igualdade jurídica.
B) aprovação de uma constituição e a instauração do regime republicano.
C) extinção da cobrança de tributos e de privilégios feudais e a criação da Guarda Nacional.
D) elaboração de leis antigreves e a proibição da associação de trabalhadores pelo Estado burguês.
E) consolidação da Convenção Nacional e a promoção de acordos para salvar a vida do rei.

10) A "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão", de 1789, foi elaborada no contexto do
movimento revolucionário francês. Ela é considerada um documento que estabelece importantes
princípios relativos ao moderno conceito de cidadania.
Acerca dos princípios da Declaração podemos afirmar que:
I) estabeleceu a igualdade de todos os homens perante a lei e o combate às hierarquias e aos
privilégios.
II) garantiu a universalização do acesso à educação, à saúde e à moradia para todos os cidadãos.
III) estabeleceu o voto universal de homens, mulheres e a nobreza.
IV) afirmou o princípio da liberdade como um dos principais direitos do homem.
Assinale:
A) Se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas;
B) Se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas;
C) Se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas;
D) Se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas;
E) Se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.

Gabarito: 1-b, 2-d, 3-b, 4-b, 5-a, 6-d, 7-a, 8-d, 9-b, 10-d

12 O Brasil Imperial: O processo da independência do Brasil: o Período


Joanino; Primeiro Reinado; Período Regencial; Segundo Reinado; Crise da
Monarquia e Proclamação da República.

O Período Joanino e a Independência

A presença britânica no Brasil, a transferência da Corte, tratados, as principais medidas de D. João


VI no Brasil, a política joanina, os partidos políticos, as revoltas, conspirações e revoluções e
emancipação e os conflitos sociais. O processo de independência do Brasil.

Apogeu e crise do sistema colonial: A corte portuguesa no Brasil e a Independência

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No início do século XIX a Europa passava pelas Guerras Napoleônicas. Ameaçados por Napoleão
Bonaparte a família real portuguesa, pois em prática um antigo projeto de evacuação do território,
transferindo toda a corte para o Brasil. Tem aí o início do nosso processo de independência. Os
portugueses eram dependentes da Inglaterra desde 1703 quando foi assinado o Tratado de Methuen
(panos e vinhos), Napoleão proibiu os portugueses de fazer comércio com os ingleses. Na transferência
da corte foram escoltados pelos britânicos. Ao desembarcarem no Brasil foram assinados dois
importantes tratados comerciais:
- 1808: A abertura dos portos às nações amigas: Permitia a realizar comércio com os ingleses. Na
prática punha fim ao pacto colonial
- 1810: Tratados de comércio e navegação com as nações amigas. Concedia tarifas
alfandegárias especiais aos ingleses que pagavam 15% de impostos sobre o valor. As outras nações
pagavam até 60%. Ocorreu uma grande enxurrada de produtos ingleses no nosso mercado, o que
atrasou nossa industrialização por quase 100 anos.

O período em que Dom João ficou no Brasil ficou conhecido como Período Joanino. Dom João
realizou importantes mudanças como:
- Criação do Banco do Brasil
- Casa da Moeda
- Criação do Jardim botânico
- Várias obras públicas
- Escolas de estudos médicos e farmacêuticos no RJ e Salvador
- Invasão militar da Guiana Francesa (retaliação à Napoleão) e da província cisplatina (atual Uruguai)
- 1815 elevou o Brasil à categoria de Reino Unido

Em 1820 ocorreu em Portugal a Revolução Liberal do Porto, que restabeleceu a monarquia, no


modelo constitucional, e exigiu o retorno da família real. D. João voltou e deixou aqui seu filho D. Pedro
I como príncipe regente. A corte portuguesa pretendia recolonizar o Brasil. Exigiu o retorno do príncipe
que se negou a voltar e passou a tomar medidas que irritaram as cortes: Equiparou as forças armadas
do Brasil às de Portugal e estabeleceu que nenhuma ordem portuguesa seria cumprida sem sua
aprovação. Recebeu apoio dos grandes fazendeiros que eram a favor da independência. Dom Pedro
em janeiro declararia que ficaria no Brasil, apesar do apelos da corte (dia do fico). Em setembro
recebeu uma comunicação para seu retorno imediato, sob o risco de invasão militar. Em 7 de setembro
proclama a Independência do Brasil. Foi um processo pacífico (não houve guerras), elitista
(comandados por D. Pedro e os grandes fazendeiros. Não teve participação popular), ocorreu a
manutenção do nosso território e a escravidão não foi abolida. Observe o quadro comparativo entra o
processo de independência da América espanhola e a do Brasil. O século XIX nas Américas, foi o das
independências.

Comparação entre os processos de independência

América Espanhola Brasil


Influência do Iluminismo -
Republicas Monarquia
Participação popular Elitista (sem participação popular)
Abolição da escravidão Manutenção da escravidão
Guerra Pacífico
Fracionamento territorial Manutenção da unidade territorial

Questões

1) "A história do Período Joanino no Brasil é inseparável do anedotário que traça o perfil de sua mais
importante personagem feminina: a Princesa Carlota Joaquina de Bourbon e Bragança".
(Fonte: AZEVEDO, Francisca L. Nogueira. "Carlota Joaquina na Corte do Brasil".
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p.17).
Sobre a princesa Carlota Joaquina, são feitas as seguintes afirmações:
I. A historiografia tanto brasileira, quanto portuguesa, foi comumente parcial tanto no tocante à vida
pública quanto à vida privada da Princesa.
II. O tratamento dado à figura da Princesa fixou no imaginário social a imagem de uma mulher vulgar,
ambiciosa e transgressora de todas as normas morais e éticas do seu tempo.

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III. Enquanto no Brasil a imagem da princesa foi construída de modo negativo, em Portugal sua
memória foi construída de forma apologética e D. Carlota é vista até hoje como heroína.

Assinale o correto.
A) Apenas as afirmações II e III são verdadeiras.
B) Apenas as afirmações I e III são falsas.
C) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
D) Apenas as afirmações I e II são falsas.

2) Assinale a proposição CORRETA. A transferência da Corte portuguesa para o Brasil teve


consequências no processo de autonomia política brasileira.
A) Foi possível ao governo metropolitano controlar o processo de independência do Brasil, que
acabou ocorrendo de maneira lenta e gradual, diferentemente das demais colônias do continente sul-
americano.
B) A presença da monarquia no Brasil aguçou as contradições entre a Colônia e a Metrópole,
levando a uma violenta separação, que se resolveu nos campos de batalha.
C) Confrontada pela realidade brasileira e pelo alto grau de desenvolvimento político das instituições
coloniais, a Coroa Portuguesa cedeu a independência de forma pacífica e generosa.
D) Os brasileiros, sentindo mais próximas as amarras metropolitanas, rebelaram-se e conquistaram a
independência no mesmo movimento que varria as colônias ibero-americanas.
E) A presença da Corte possibilitou um grande desenvolvimento econômico, político e cultural na
Colônia, o que, paradoxalmente, acabou por retardar o surgimento de um sentimento autonomista e
nacionalista entre os brasileiros.

3) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao
Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como
A) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão da Espanha para impedir a anexação de
Portugal.
B) ato desesperado do Príncipe Regente, pressionado pela rainha-mãe, Dona Maria I.
C) execução de um velho projeto de mudança do centro político do Império português, invocado em
épocas de crise.
D) culminância de uma discussão popular sobre a neutralidade de Portugal com relação à guerra
anglo-francesa.
E) exigência diplomática apresentada por Napoleão Bonaparte, então primeiro cônsul da França.

4) A transferência da Corte de D. João VI para a colônia portuguesa teve apoio do governo britânico,
uma vez que:
A) Portugal negociou o domínio luso na Península Ibérica com a Inglaterra, em troca de proteção
estratégica e bélica na longa viagem marítima ao Brasil.
B) Em meio à crescente Revolução Industrial, os negociantes ingleses precisavam expandir seus
mercados rumo às Américas, já que o europeu era insuficiente.
C) O bloqueio continental imposto por Napoleão fechou o comércio inglês com o continente europeu;
a instalação do governo luso no Brasil propiciou a retomada dos negócios luso-anglicanos.
D) O exército napoleônico invadiu Portugal visando a instituir o regime democrático republicano de
paz e comércio, em franca oposição ao expansionismo da monarquia britânica.
E) Os ingleses pretendiam consolidar novos mercados na América Portuguesa, tendo em vista
antigas afinidades socioculturais com os ibéricos.

5) A transferência da família real portuguesa para o Brasil em 1808 causou intensa movimentação no
panorama da colônia. Estima-se que mais de 10.000 pessoas aportaram no Rio de Janeiro. Sobre tal
contexto, é CORRETO afirmar:
A) A ruptura do pacto colonial e o processo de independência são dois acontecimentos estreitamente
relacionados com o estabelecimento da corte portuguesa no Brasil.
B) D. João VI transferiu-se de Portugal para o Brasil em função do intenso progresso econômico da
colônia, garantido pela exploração aurífera.
C) A chegada da família real trouxe como resultado uma repressão sistemática ao comércio de
escravos e, ao mesmo tempo, o incentivo à exportação de produtos manufaturados para a Europa.
D) A reciprocidade de interesses entre a Coroa portuguesa e as elites locais pode ser percebida no
esforço conjunto para escapar da influência econômica inglesa.

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6) Entre as ações empreendidas pelo governo joanino durante a permanência da Corte portuguesa
no Rio de Janeiro (1808-1821), NÃO É CORRETO afirmar que houve:
A) a extinção do monopólio português sobre o comércio com o Brasil.
B) a concessão de vantagens econômicas aos comerciantes ingleses.
C) a suspensão do tráfico intercontinental de escravos.
D) a efetivação de uma política de expansão territorial.
E) a elevação do Brasil à condição de reino.

7) (...) era o Leonardo Pataca. Chamavam assim a uma rotunda e gordíssima personagem de
cabelos brancos e carão avermelhado, que era o decano da corporação, o mais antigo dos meirinhos(*)
que viviam nesse tempo. (...) Fora Leonardo algibebe(**) em Lisboa, sua pátria; aborreceu-se porém do
negócio, e viera ao Brasil. Aqui chegando, não se sabe por proteção de quem, alcançou o emprego de
que o vemos empossado, e que exercia, como dissemos, desde tempos remotos.
( *) meirinho = funcionário da justiça.
(**) algibebe = vendedor de roupas baratas; mascate.
(Manuel Antonio de Almeida. "Memórias de um sargento de milícias. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos,
1978, p. 6)

Leonardo Pataca é uma personagem que viveu "nos tempos do rei" e obteve emprego por meio da
proteção de alguém, prática que integra a política exercida por D. João VI após 1808. São medidas
tomadas durante a administração joanina:
A) a elevação do Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarve e a decretação de Guerra ao Paraguai.
B) a Abertura dos Portos e o Tratado de Comércio e Navegação com a Inglaterra.
C) a extinção do tráfico negreiro, imposta pela Inglaterra em 1810, e a criação do Banco do Brasil.
D) a modernização da capital e o Golpe da Maioridade, que garantiu a sucessão de D. Pedro I ao
trono.
E) o saneamento dos gastos da Corte e o crescimento das exportações e do setor industrial.

Gabarito: 1-C, 2-A, 3-C, 4-B, 5-A, 6-C, 7-B

13 O Pensamento e a Ideologia no Século XIX: O Idealismo Romântico; o


Socialismo Utópico e o Socialismo Científico; o Cartismo; a Doutrina Social da
Igreja; o Liberalismo e o Anarquismo; o Evolucionismo e o Positivismo.

O século XIX foi o século da filosofia e de grandes revoluções sociais e políticas na Europa. Estavam
ocorrendo grandes transformações econômicas e políticas e surgiram muitas propostas. Foi o século
em que ocorreu a “Era Napoleônica” e a restauração europeia do “congresso de Viena”. A revolução
industrial avançava sem parar e foi um momento de grande prosperidade para a burguesia e de muito
sofrimento e exploração para os trabalhadores que estavam submetidos à uma superexploração em
que chegavam a trabalhar em jornadas de 16 horas diárias. Entre as várias correntes de pensamento
podemos citar:
 O liberalismo. Corrente de pensamento que vem desde o século XVIII com escritos de Rouseau,
Voltaire, Montesquieu, Montesquieu e Adam Smith. No século XIX os principais representantes são
Kant e Hegel. Propunham governos democráticos, organizados em repúblicas em governos
constitucionais. Também defendiam a monarquia, desde que parlamentar e controlada pela burguesia.
Eram defensores do capitalismo e livre mercado como forma de levar a humanidade a um caminho de
prosperidade.
 Socialismo Utópico e Científico

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O socialismo foi uma forma de pensamento que teve inicio com pensadores como Tomas Morus que
escreveu o livro “A utopia” em que imaginou um mundo sem classes sociais e sem opressão. A partir
daí surgem outros teóricos do socialismo como Charles Fourier. Os socialist as utópicos somente
propunham um mundo melhor, mas não indicavam possíveis caminhos. Em 1848 durante a primavera
dos povos foi lançado o manifesto do partido comunista de Karl Marx, que junto de Friederich Engels
são os fundadores do socialismo científico. Desenvolveram um método racional conhecido como
materialismo histórico ou materialismo dialético. Pregava que o agente transformador da sociedade
eram os proletários (trabalhadores fabris), que deveriam chegar ao poder do Estado através de uma
revolução e instaurar a ditadura do proletariado. Acreditavam na necessidade do Estado para fazer a
eliminação da propriedade privada e para chegarem ao comunismo, fase ultima da evolução da
sociedade sem propriedade onde cessaria a exploração do Homem pelo Homem, o comunismo.
 Anarquismo.
Seus principais teóricos eram Phoudon e Bakunin. Se consideravam comunistas radicais pois
negavam a existência do estado e não aceitavam no como uma forma de chegar ao comunismo.
Defendiam autonomia política das comunidades com gestões horizontais e defendiam medidas radicais
contra a burguesia e a nobreza, inclusive o terrorismo.
 Ludismo e Cartismo
Em meio os grandes impactos sociais da revolução industrial e a superexploração do trabalhador,
ocorreram algumas manifestações operárias contrarias as máquinas que eram conhecidos como os
ludistas, ou quebradores de máquinas. Culpavam-nas pelo desemprego e o aumento da miséria. O
cartismo foi a organização dos trabalhadores para que pudessem defender seus direitos.
 Doutrina Social Católica: Em 1894 o Papa emite a bula “Rerum Novarum” que pretende retirar os
elementos pagãos das praticas católicas e onde vem com o pensamento da doutrina social católica em
que se posicionam contra o capitalismo liberal e contra o socialismo.
 Positivismo
Pensamento filosófico conservador que considerava a ciência e o método racional como o caminho
para a evolução da sociedade, que teria uma evolução política e social natural. Defendiam governos
autoritários sem a participação popular, que para eles era sinônimo de ordem e entendiam o progresso
como o desenvolvimento de republicas industrializadas. Viam a máquina e a modernização como
sinônimo de progresso. Seu ideal é sintetizado na máxima “ordem e progresso” que está escrita na
bandeira brasileira, pois exercito quando proclamou a república eram influenciados pelo positivismo.

Questões

1. (Uece 2014) O século XIX foi marcado pelo surgimento de correntes de pensamento que
contestavam o modelo capitalista de produção e propunham novas formas de organizar os meios de
produção e a distribuição de bens e riquezas, buscando uma sociedade que se caracterizasse pela
igualdade de oportunidades. No que diz respeito a essas correntes, assinale a afirmação verdadeira.
A) O socialismo cristão buscava aplicar os ensinamentos de Cristo sobre amor e respeito ao próximo
aos problemas sociais gerados pela industrialização, mas apesar de vários teóricos importantes o
defenderem, a Igreja o rejeitou através da Encíclica Rerum Novarum, lançada pelo Papa Leão XIII.
B) No socialismo utópico, a doutrina defendida por Robert Owen e Charles Fourrier, prevaleciam as
ideias de transformar a realidade por meio da luta de classes, da superação da mais valia e da
revolução socialista.
C) O socialismo científico proposto por Karl Marx e Friedrich Engels, através do manifesto Comunista
de 1848, defendia uma interpretação socioeconômica da história dos povos, denominada materialismo
histórico.
D) O anarquismo do russo Mikhail Bakunin defendia a formação de cooperativas, mas não negava a
importância e a necessidade do Estado para a eliminação das desigualdades.

Comentário
Resposta da questão 1: [C]

Resposta do ponto de vista da disciplina de História]


O materialismo histórico, um dos principais conceitos desenvolvidos por Karl Marx, é uma teoria que
visa explicar as mudanças e o desenvolvimento da história. Na perspectiva do materialismo histórico, as
mudanças tecnológicas e do modo de produção são os dois fatores principais de mudança social,
política e jurídica.

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[A] FALSA. O que a Encíclica Rerum Novarum rejeitou veementemente foi o socialismo científico e o
ateísmo.
[B] FALSA. A transformação da realidade por meio da luta de classes, da superação da mais valia e
da revolução socialista são proposições do socialismo científico, e não do socialismo utópico.
[C] VERDADEIRA. Marx e Engels podem ser considerados como os principais teóricos do socialismo
científico, desenvolvido a partir de uma concepção histórica materialista.
[D] FALSA. O anarquismo, por si só, tem como uma de suas bases a extinção do Estado.

2. (Ufmg 2006) Em 1891, o Papa Leão XIII editou um documento - a encíclica "Rerum Novarum" -
que deixou marcas profundas na Igreja Católica. A importância desse documento transcende os muros
da Igreja, haja vista que ele redefiniu o pensamento católico e o modo como essa Instituição se
relacionava com as sociedades em que atuava. Considerando-se a influência da "Rerum Novarum", é
CORRETO afirmar que essa encíclica
A) significou uma condenação vigorosa da guerra e do colonialismo, pela manifestação do pacifismo
e do humanismo inerentes aos valores cristãos.
B) deu origem ao pensamento social católico, a partir do impacto da expansão do capitalismo e do
crescimento do ideário socialista.
C) transformou a igreja em aliada do movimento fascista, abrindo caminho para a concordata entre o
papa e o estado italiano.
D) representou uma tomada de posição do vaticano contra a religião muçulmana, que crescia em
ritmo acelerado e ameaçava a posição hegemônica do catolicismo.

3. (Cesgranrio 1997) Ao longo do século XIX, a difusão da Revolução Industrial alterou as condições
de vida nas diversas áreas atingidas pelo processo de industrialização, o que fez surgirem novas
concepções e doutrinas comprometidas com o desenvolvimento ou com a reforma da sociedade
capitalista. Dentre as propostas dessas doutrinas sociais, identificamos corretamente a:
A) crítica da propriedade privada, formulada pelo marxismo científico.
B) submissão integral do trabalhador ao capital, expressa pela doutrina social da igreja, na "rerum
novarum".
C) defesa da livre associação dos trabalhadores em corporações e sindicatos profissionais, proposta
pelo liberalismo doutrinário.
D) subordinação do cidadão a um estado totalitário, pregada pelo movimento anarquista.
E) opção pela democracia partidária, defendida pelos socialistas utópicos, sendo o sufrágio universal
censitário o único meio de o proletariado alcançar o poder.

4. (Ueg 2015) Quem saberá dizer quantos comunardos foram mortos durante a luta? Milhares foram
massacrados posteriormente [...]. Esta era a vingança do “povo respeitável”. Daquele momento em
diante, um rio de sangue correu entre os trabalhadores de Paris e as “classes melhores”. E daí em
diante também os revolucionários sociais aprenderam o que os esperava se não conseguissem manter
o poder.
HOBSBAWN, Eric J. A era do capital. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. p. 234.

No trecho citado, o historiador inglês Eric Hosbsbawn descreve as consequências sofridas pelos
participantes da Comuna de Paris, ocorrida em 1871. Esse levante popular que cercou e estabeleceu
um governo de inspiração jacobina na capital francesa foi resultado imediato
A) da derrota francesa para o exército prussiano e das notícias do aprisionamento de Napol eão III
em setembro de 1870.
B) da criação da Associação Internacional dos Trabalhadores, inspirada nas ideias de Karl Marx e
Frederick Engels, em setembro de 1864.
C) do resultado das eleições para a Assembleia Nacional, que elegeu em sua maioria deputados
ligados aos pequenos proprietários rurais.
D) do enfraquecimento político dos remanescentes do Antigo Regime que ainda ocupavam cargos
públicos importantes na administração de Paris.

5. (Ufsm 2015) Recentemente, aconteceram no Brasil diversas marchas e manifestações de protesto


em favor de mudanças em setores e em serviços prestados especialmente pela máquina pública de
governo. Grande parte dos manifestantes protestou de maneira pacífica, inclusive levando filhos às
marchas. Algumas lideranças, inspiradas no Anarquismo, usaram violência, enfrentaram a polícia e

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causaram várias depredações em bancos, lojas, veículos, etc. Dentre as principais ideias clássicas do
Anarquismo, está
A) o fim da autoridade do Estado e da propriedade privada.
B) a instauração de uma república anarquista, apenas com um presidente e sem leis.
C) a criação de uma ditadura do proletariado, dirigida por representações políticas.
D) a instauração de uma coletividade socialista, baseada em valores cristãos e solidários.
E) a implantação de um regime coletivista, igualitário e estamental.

6. (Fgv 2014) O “socialismo real” agora enfrentava não apenas seus próprios problemas sistêmicos
insolúveis mas também os de uma economia mundial mutante e problemática, na qual se achava cada
vez mais integrado. Com o colapso da URSS, a experiência do “socialismo realmente existente” chegou
ao fim. Pois, mesmo onde os regimes comunistas sobreviveram e tiveram êxito, como na China,
abandonaram a ideia original de uma economia única, centralmente controlada e estatalmente
planejada, baseada num Estado completamente coletivizado.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos. p. 458 e 481. Adaptado)

A partir do texto, é correto afirmar que:


A) os países do socialismo real, como a União Soviética, acompanharam em parte as mudanças da
década de 1970 e sobreviveram sem reformas, pois, mesmo sem o grande avanço técnico-científico,
conseguiram neutralizar os graves efeitos da burocratização, da economia planificada, da proletarização
da classe média e do obsoleto parque industrial e, ainda, mantiveram a unidade do bloco socialista.
B) nos anos 1980, as reformas econômicas e políticas – a perestroika – colocaram os países do
socialismo real no rumo do capitalismo, substituindo a ação estatal pelo mercado, com ênfase nas
privatizações e na abertura para o capital estrangeiro, medidas que obtiveram pleno êxito e fizeram a
economia perder suas características estatizantes, impedindo, ainda, o fim do bloco socialista.
C) a unidade do bloco do socialismo real foi motivada pelo equilíbrio da estrutura política dos Estados
em se adaptar às necessidades da economia de mercado, pois a planificação pelo Estado burocratizado
é incompatível com a economia de mercado, apoiada no desenvolvimento técnico-científico, nas
crescentes privatizações, no apoio do capital externo e nas diferenciações salariais.
D) nos países do socialismo real, os problemas externos, isto é, da economia mundial, a partir dos
anos 1970, responsáveis pelas oscilações do comércio internacional, prevaleceram sobre os problemas
internos, como a burocratização do Estado e o atraso técnico-científico, que sofreram reformas estatais
nos anos 1980 e minimizaram as graves tensões sociais, mantendo a união do bloco socialista.
E) além dos problemas internos da própria estrutura política endurecida pela burocracia e pelo
autoritarismo, os países do socialismo real, a partir dos anos 1970, já inseridos no mercado mundial,
enfrentaram o baixo desenvolvimento técnico-científico e as tensões sociais e ensaiaram, sem êxito,
nos anos 1980, reformas políticas e econômicas para manter a unidade do bloco socialista.

7. (Fatec 2013) Em 2012, o Brasil comemorou os 100 anos de nascimento do escritor baiano Jorge
Amado. Uma das características de seus livros é a defesa de suas ideias políticas. Leia atentamente o
trecho do romance Jubiabá, publicado em 1937.

“Quando eu saio de casa, digo a meus filhos: vocês são irmãos de todas as crianças operárias do
Brasil. Digo isso porque posso morrer e quero que meus filhos continuem a lutar pela redenção do
proletariado. O proletariado é uma força e se souber se conduzir, se souber dirigir a sua luta, conseguirá
o que quiser...”
(AMADO, Jorge. Jubiabá. São Paulo: Martins Fontes, s/d, p. 286. Adaptado)

Considerando que o trecho expressa o ponto de vista do escritor, conclui-se que Jorge Amado
defendia uma posição política
A) integralista.
B) socialista.
C) neoliberal.
D) absolutista.
E) nazifascista.

8. (Ufsj 2013) Leia o texto com atenção: “As barreiras institucionais sobreviventes ao livre
movimento dos fatores de produção, à livre iniciativa ou a qualquer coisa que concebivelmente pudesse
vir a tolher sua operacionalidade lucrativa caíram diante de uma ofensiva mundial. O que torna esta

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suspensão geral de barreiras tão extraordinária é que ela não estava limitada aos Estados onde o
liberalismo político era triunfante ou mesmo influente. Se tinha sido mais drástica nas monarquias
absolutas restauradas e principados da Europa que na Inglaterra, França ou Países Baixos, era porque
ali muito mais havia a ser levado de roldão.”
HOBSBAWM, E. A era do capital. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.

O texto acima trata


A) de meados do século XVII, período de forte depressão econômica em toda Europa e marcado por
políticas protecionistas que tolhiam o livre comércio.
B) da segunda metade do século XIX, período de forte crescimento da economia capitalista na
Europa e nos Estados Unidos e marcado por medidas liberais favoráveis ao livre comércio.
C) de meados do século XIV, período de forte crise econômica em boa parte da Europa e marcado
pela desagregação da estrutura feudal da produção.
D) do início do século XIX, período em que Napoleão, controlando boa parte da Europa, impôs um
embargo comercial à Grã-Bretanha, afetando o livre comércio e o crescimento econômico.

9. (Uespi 2012) O capitalismo se propagou em busca de mercados e de novas técnicas de produção.


No entanto, o progresso desejado não atingia a todos e provocava desigualdades. Uma crítica radical
ao capitalismo se expressou na obra de Marx, que:
A) renovou a concepção econômica da época, negando todos os princípios defendidos pelos
economistas clássicos e fisiocratas.
B) formulou propostas de revoluções sociais que lembram as teses anarquistas mais comuns no
movimento bolchevique.
C) definiu utopias importantes para resolver as questões da desigualdade social, adotadas, com
coerência, pelo socialismo no século XX.
D) acusou a existência de exploração do trabalho humano, que trazia dificuldades sociais para a
maioria de população.
E) defendeu a organização da classe operária em sindicatos urbanos com a finalidade de constituir
seus movimentos de reivindicação.

10. (Fatec 2012) Em 1848, dois jovens revolucionários alemães escreveram: “Assim, o
desenvolvimento da grande indústria mina sob os pés da burguesia as bases sobre as quais ela
estabeleceu o seu sistema de produção e de apropriação. A burguesia produz, antes de mais nada, os
seus próprios coveiros. A sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.”
(Cf. K. Marx-F. Engels. Obras Escolhidas em três tomos. Lisboa-Moscovo:
Edições “Avante!”/Edições Progresso, 1982.)

Esse texto expressa princípios da ideologia


A) fascista.
B) capitalista.
C) comunista.
D) iluminista.
E) darwinista.

11. (Uespi 2012) A modernidade não se fez sem a multiplicidade de saberes e o confronto de
concepções de mundo. Por exemplo, no século XIX, o movimento romântico:
A) incentivou ideais nacionalistas e construiu críticas ao Iluminismo.
B) negou as principais teorias de Rousseau e dos filósofos idealistas.
C) foi contra as tradições populares, o que favoreceu a escolha de caminhos elitistas.
D) aceitou muitas regras do classicismo, desprezando o individualismo burguês.
E) anulou a importância da memória histórica e do apego às tradições.

12. (Espm 2011) Em conjunto com as grandes transformações econômicas, políticas e sociais do
século XIX, surgiram doutrinas e correntes ideológicas. Uma delas foi o Anarquismo que pregava:
A) o respeito à propriedade privada, o controle demográfico e a observância da lei natural da oferta e
da procura;
B) a revolução socialista, o controle do estado pela ditadura do proletariado, o comunismo;
C) a erradicação do estado, das classes, das instituições e tradições visando à imediata instalação
do comunismo;

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D) a necessidade de um contrato entre os governados e o estado, o imperativo da moral e do bem
comum como fundamentos do poder político;
E) a religião como instrumento de reforma e justiça social, além da formação de comunidades
coletivistas.

13. (Pucrj 2009) Leia, com atenção, os textos a seguir.

Documento 1:
"Defendi por quarenta anos o mesmo princípio: liberdade em cada coisa, na religião, na filosofia, na
literatura, na indústria, na política; e por liberdade entendo o triunfo da individualidade, seja sobre a
autoridade que gostaria de governar de forma despótica, seja sobre as massas que reclamam o direito
de sujeitar a minoria à maioria."

Documento 2:
"Detesto a comunhão, porque é a negação da liberdade e porque não concebo a humanidade sem
liberdade. Não sou comunista, porque o comunismo concentra e engole, em benefício do Estado, todas
as forças da sociedade; porque conduz inevitavelmente à concepção da propriedade nas mãos do
Estado, enquanto eu proponho (...) a extinção definitiva do princípio mesmo da autoridade e tutela,
próprios do Estado, o qual, com o pretexto de moralizar e civilizar os homens, conseguiu (...) somente
escravizá-los, persegui-los e corrompê-los."

Nos documentos anteriores, estão expressas duas visões da realidade social elaboradas no século
XIX representativas das ideias:
A) do liberalismo e do socialismo utópico.
B) da doutrina social da igreja e do socialismo científico.
C) do socialismo utópico e do anarquismo.
D) do liberalismo e do anarquismo.
E) da doutrina social da igreja e do socialismo utópico.

14. (Ufpe 2008) O século XIX foi cenário de movimentos políticos que criticaram o capitalismo.
Pensadores como Karl Marx defenderam alternativas políticas diferentes e formularam utopias. Sobre
as ideias de Marx, podemos afirmar que elas:
A) ressaltaram a necessidade política de fazer reformas no capitalismo, contudo, sem grandes
radicalizações.
B) restringiram-se ao mundo europeu e ao catolicismo da época, marcados pelo conservadorismo.
C) denunciaram, de forma apaixonada, as injustiças sociais e políticas do capitalismo, sem construir
utopias.
D) sofreram influências de algumas ideias do liberalismo, embora construíssem outra concepção de
mundo.
E) fortaleceram a crítica à classe dominante, sem contudo oferecer alternativas políticas para mudar

15. (Ufpe 2008) O Romantismo trouxe críticas à sociedade capitalista, colocando questões sobre a
felicidade e o apego aos bens materiais. Na sua visão de mundo, marcada pela diversidade de
pensadores, criticou o Iluminismo e defendeu:
( ) com equilíbrio, a liberdade individual, exaltando os ensinamentos do racionalismo grego.
( ) a possibilidade de viver a emoção, procurando se libertar das censuras feitas pelas regras
sociais mais rígidas.
( ) em muitos dos seus aspectos, as teorias vindas de Rousseau, um dos iniciadores do
Romantismo.
( ) a liberdade para viver as paixões e emoções humanas e concedeu importância à capacidade de
imaginação.
( ) o respeito a todos os limites da sociedade tradicional, para recuperar a liberdade, primeira
fundadora do social.

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16. (Fatec 2007) O movimento ludita e o cartismo foram respectivamente:
A) uma reação de defesa dos trabalhadores franceses que foram aprisionados pelos alemães na
guerra franco-prussiana; e uma ação pacífica em defesa dos trabalhadores irlandeses explorados pelos
ingleses.
B) uma reação da camada operária inglesa, quebrando máquinas, pois as identificavam como
causadoras de desemprego; e uma das primeiras tentativas de organização da classe operária através
de reivindicações contidas na "carta do povo".
C) um movimento operário inglês, que reivindicava melhores condições de trabalho através da
introdução de máquinas; e um movimento operário que defendia um governo socialista.
D) uma ação isolada de trabalhadores ingleses que, influenciados por karl marx, reivindicavam a
introdução das máquinas; e um movimento de trabalhadores escoceses que defendiam o fim da
servidão em seu território.
E) um movimento, liderado por willian ludd, que defendia melhores condições de trabalho; e uma
reação liderada por lord strangford em defesa de 8 horas de trabalho, por meio da "carta do povo".

17. (Unifesp 2007) Do papa Leão XIII na encíclica "Diuturnum", de 1881: "se queremos determinar a
fonte do poder no Estado, a Igreja ensina, com razão, que é preciso procurá-la em Deus. Ao torná-la
dependente da vontade do povo, cometemos primeiramente um erro de princípio e, além disso, damos
à autoridade apenas um fundamento frágil e inconsistente". Nessa encíclica, a Igreja defendia uma
posição política.
A) populista.
B) liberal.
C) conservadora.
D) democrática.
E) progressista.

18. (Fuvest 2006) "Para mim, o mais absurdo dos costumes vale mais do que a mais justa das leis.
A nossa legislação alemã contenta-se com evocar o espírito atual, notadamente o espírito francês, mas
não faz alusão ao espírito do povo". Essa frase do alemão William Gerlach, em 1810, exprime uma
visão
A) liberal e democrática.
B) romântica e nacionalista.
C) socialista e comunitária.
D) teocrática e tradicionalista.
E) conservadora e realista.

Gabarito:
2: [B 3: [A] 4: [A] 5: [A] 6: [E]7: [B] 8: [B]9: [D]10:[C]11:[A]12:[C]13: [D] 14: [D]
15: F V V V F 16: [B] 17: [C] 18: [B]

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14 O mundo na época da Primeira Guerra Mundial: O
imperialismo e os antecedentes da Primeira Guerra Mundial; a
Primeira Guerra Mundial; consequências da Primeira Guerra
Mundial; a República Velha no Brasil; conflitos brasileiros durante
a República Velha.

Imperialismo: A colonização e partilha da África e Ásia

A Revolução Industrial que teve início na Inglaterra no século XVIII espalhou-se rapidamente pela
Europa e no século XIX ocorreu à todo vapor nos EUA e Japão. O grande aumento da produtividade
diminuiu os preços das mercadorias e estimulou a grande competitividade entre as grandes empresas e
entre os países. O grande aumento na produção demandava um aumento dos mercados
consumidores e novas fontes de matéria prima. A solução foi a conquista e colonização do interior
do continente africano e da Ásia. A este novo ciclo de colonização que ocorre no século XIX é o período
que chamamos de neocolonialismo ou imperialismo afro-asiático, quando as potências pioneiras
europeias Inglaterra, França e Bélgica dão inicio à penetração econômica capitalista de a partilha entre
eles da África e Ásia.
No século XIX desenvolveu-se o capitalismo industrial monopolista, em que foram formados
grandes conglomerados capitalistas. Grandes empresas foram formadas e tornaram-se tão
poderosas que uma empresa ou pequeno grupo delas dominavam o mercado. São os chamados
Trustes e Cartéis.
A conquista da África e Ásia foi ao mesmo tempo um processo econômico e militar. Os exércitos das
potências imperiais europeias invadiam os territórios submetendo os povos através de armas e acordos,
assim impondo seu domínio. Os territórios eram partilhados entre os impérios europeus.

Justificativas da colonização: Os europeus possuíam uma visão profundamente eurocêntrica e


racista. Havia uma teoria vigente na época chamada “Darwinismo Social”, que tentava dar uma
justificativa racial à colonização. Através desta teoria haveria povos civilizados e mais desenvolvidos
tecnologicamente devido sua superioridade, e todos os outros povos do mundo, asiáticos, africanos e
os indígenas americanos eram inferiores. Daí surge uma corrente de pensamento que justificava a
colonização como uma “missão civilizadora”, em que os europeus deveriam levar a civilização e a
religião para estes povos. Vários conflitos ocorreram. A submissão destes povos foi muitos violenta e
guerra contra a dominação estrangeira europeia ocorreram principalmente na Ásia como a Guerra do
Ópio (1840-1842) e dos Boxers (1899-1900) na China, e a Guerra dos Cipaios (1857-1859) na Índia.
O continente africano teve quase todo o seu território ocupado pelos ingleses, franceses e belgas até
1870. Neste contexto surgem dois novo países na Europa. Os países que tiveram suas unificações
(formações nacionais) tardias: A Itália e a Alemanha. Ambos já surgiram como países industrializados,
principalmente a Alemanha. Passaram a exigir territórios coloniais na África e forçaram a realização e
um acordo de partilha do continente chamado de “Conferência de Berlim”, que estabeleceu as fronteiras
de cada potência no continente e garantindo alguns territórios para os alemães e franceses. A partilha
do continente foi feita através de fronteiras artificiais, que não respeitaram as fronteiras tribais
tradicionais, unindo no mesmo território tribos inimigas e separando tribos aliadas. A disputa por
colônias se tornou tão intensa que jogou os países europeus numa tremenda rivalidade que
desencadeou na I Guerra Mundial.
Questões

1) Em 1887 o Vietnã passou a ser, oficialmente, uma colônia, situada na Península da Indochina e
era fornecedora de arroz, borracha e madeira para o mercado europeu, nos moldes do modelo
imperialista implantado pelas grandes nações capitalistas. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi

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fundada a Liga para a Independência do Vietnã (Vietminh), de orientação socialista e liderada por Ho
Chi Minh.
Depoimento do advogado português Jorge Santos, In: RODRIGUES, Urbano Tavares (org.).
"A Guerra do Vietname". Lisboa: Estampa, 1968.
A colonização referida foi efetivada no século XIX, pelo seguinte país:
A) China.
B) Japão.
C) Estados Unidos.
D) Inglaterra.
E) França.

2) Um dos fatores decisivos para as rivalidades políticas da segunda metade do século XIX foi:
A) o apoio da Inglaterra à emancipação política da América Latina.
B) as disputas entre Estados católicos e Estados protestantes.
C) as divergências entre capitalistas e socialistas utópicos no que dizia respeito às conduções dos
negócios do Estado.
D) a disputa colonial e o parcelamento dos continentes.
E) a luta entre Estados com regime constitucional e os que defendiam o Absolutismo.

3) "Cessara de ser um espaço em branco ou um delicioso mistério - um retalho sobre o qual um


garoto podia sonhar sonhos de glória. Tornara-se um lugar tenebroso."
Joseph Conrad. "O coração das trevas". Porto Alegre: LPM, 1997, p.13.
A observação anterior, feita por um personagem do romance de Conrad, de 1902, refere-se à
colonização da África por países europeus durante o século XIX. Considerando a experiência histórica
dessa colonização, pode-se dizer que as expressões "espaço em branco ou um delicioso mistério" e
"um lugar tenebroso" podem se referir, respectivamente, à
A) necessidade de encontrar novas rotas de navegação e à crença de que havia um abismo no mar.
B) disposição de buscar novas aventuras e às inúmeras doenças, inclusive a AIDS, encontradas na
África.
C) transformação da África numa zona de influência ocidental e à ausência de recursos minerais no
continente.
D) vontade de dominar novos territórios e às ações brutais que envolveram as investidas europeias.
E) perspectiva de ampliar as relações diplomáticas e aos problemas climáticos enfrentados pelos
europeus.

4) "O francês P. Leroy-Beaulieu, professor do College de France, escreveu em 1891:


'(...) a fundação de colônias é o melhor negócio no qual se possa aplicar os capitais de um velho e
rico país, disse o filósofo inglês John Stuart Mill. (...) A colonização é a força expansiva de um povo, é
seu poder de reprodução, (...) é a submissão do universo ou de uma vasta parte (...) a um povo que
lança os alicerces de sua grandeza no futuro, e de sua supremacia no futuro. (...) Não é natural, nem
justo, que os países civilizados ocidentais se amontoem indefinidamente e se asfixiem nos espaços
restritos que foram suas primeiras moradas, que neles acumulem as maravilhas das ciências, das artes,
da civilização, que eles vejam, por falta de aplicações remuneradas, os ganhos dos capitais em seus
países, e que deixem talvez a metade do mundo a pequenos grupos de ignorantes, impotentes,
verdadeiras crianças débeis, dispersas em superfícies incomensuráveis'."
SCHMIDT, Mário Furley. "Nova história crítica". São Paulo: Nova Geração, 1999.

O texto caracteriza a ideologia e a prática do


A) mercantilismo, durante a expansão marítima na Revolução Comercial.
B) iluminismo da burguesia financeira, durante a Expansão Marítima.
C) imperialismo europeu, na Idade Moderna, quando da partilha da América, da África e da Ásia.
D) capitalismo industrial, originário da Europa, nos séculos XVI e XVII, as quais legitimaram o
escravismo colonial.
E) etnocentrismo da burguesia industrial na fase do capitalismo imperialista.

5) No início do século XIX, o naturalista alemão Carl Von Martius esteve no Brasil em missão
científica para fazer observações sobre a flora e a fauna nativas e sobre a sociedade indígena.
Referindo-se ao indígena, ele afirmou:

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"Permanecendo em grau inferior da humanidade, moralmente, ainda na infância, a civilização não o
altera, nenhum exemplo o excita e nada o impulsiona para um nobre desenvolvimento progressivo (...).
Esse estranho e inexplicável estado do indígena americano, até o presente, tem feito fracassarem todas
as tentativas para conciliá-lo inteiramente com a Europa vencedora e torná-lo um cidadão satisfeito e
feliz."
Carl Von Martius. "O estado do direito entre os autóctones do Brasil".
Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EDUSP, 1982.

Com base nessa descrição, conclui-se que o naturalista Von Martius


A) apoiava a independência do Novo Mundo, acreditando que os índios, diferentemente do que fazia
a missão europeia, respeitavam a flora e a fauna do país.
B) discriminava preconceituosamente as populações originárias da América e advogava o extermínio
dos índios.
C) defendia uma posição progressista para o século XIX: a de tornar o indígena cidadão satisfeito e
feliz.
D) procurava impedir o processo de aculturação, ao descrever cientificamente a cultura das
populações originárias da América.
E) desvalorizava os patrimônios étnicos e culturais das sociedades indígenas e reforçava a missão
"civilizadora europeia", típica do século XIX.

6) Entre as últimas décadas do século XIX e o início do século XX, as relações mundiais do
capitalismo sofreram uma reorganização, levando as potências europeias a dirigir uma política
sistemática para continentes como Ásia e África. O escritor inglês Rudyard Kipling (1865-1936), nascido
na Índia, abordou em seus livros as diferenças entre a Europa e o mundo oriental. São dele os
seguintes versos, que expressam um sentimento comum aos europeus da época:
Assumi o fardo do homem branco,
Enviai os melhores dos vossos filhos,
Condenai vossos filhos ao exílio,
Para que sejam servidores de seus cativos.
Apud VICENTINO, Cláudio. "História geral". São Paulo: Scipione, 2002. p. 337.

Os versos acima, relacionados à ação dos ingleses no Oriente, traduzem a


A) crença de que a ação colonizadora no Oriente era prejudicial aos técnicos e missionários
europeus, devido à influência dos fatores climáticos.
B) convicção numa missão civilizatória dos europeus, que incluía uma ação voltada para modificar os
costumes e as religiões dos povos do Oriente.
C) confiança na superioridade da cultura oriental, da qual os ingleses poderiam assimilar os
princípios de uma convivência cristã.
D) aspiração por uma política de miscigenação entre ingleses e orientais, de modo a fortalecer os
interesses ingleses em relação às demais nações europeias.

7) "Em meados da década de 1890, em meio à terceira longa depressão em três décadas
sucessivas, difundiu-se na burguesia uma repulsa pelo mercado não regulamentado, em todos os
grandes setores da economia". O autor (Martin Sklar, 1988) está se referindo à visão dominante entre a
burguesia no momento em que o capitalismo entrava na fase
A) globalizada.
B) competitiva.
C) multinacional.
D) monopolista.
E) keynesiana.

8) Assinale a alternativa correta a respeito da expansão imperialista na Ásia e na África, na segunda


metade do século XIX.
A) Ela derivou da necessidade de substituir os mercados dos novos países americanos, uma vez que
a constituição de Estados nacionais foi acompanhada de políticas protecionistas.
B) Ela foi motivada pela busca de novas fontes de matérias-primas e de novos mercados
consumidores, fundamentais para a expansão capitalista dos países europeus.
C) Ela foi consequência direta da formação do Segundo Império alemão e da ampliação de suas
rivalidades em relação ao governo da França.

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D) Ela atendeu, primordialmente, às necessidades da expansão demográfica em diversos países
europeus, decorrente de políticas médicas preventivas e programas de saneamento básico.
E) Ela viabilizou a integração econômica mundial, favorecendo a circulação de riquezas, tecnologia e
conhecimentos entre povos e regiões envolvidos.

9) A expansão imperialista das potências europeias sobre o continente africano, entre a segunda
metade do século XIX e o início do século XX, alterou as estruturas das várias nações e territórios nos
quais se manifestou. Sobre o imperialismo europeu na África, nesse contexto, é correto afirmar que
A) justificou sua dominação na ideologia que defendia a ação europeia como uma missão civilizadora
capaz de conduzir os povos do continente a melhores condições de vida sob a tutela europeia.
B) buscou a integração econômica das áreas dominadas como produtoras de manufaturados e
exportadoras de capitais excedentes que atendessem às demandas de consumo geradas pela
expansão demográfica europeia.
C) instituiu a dominação política e territorial sobre as áreas litorâneas e as antigas feitorias coloniais,
tendo em vista o desenvolvimento do rico comércio das rotas marítimas da África oriental.
D) promoveu os conflitos culturais no continente, ao privilegiar as culturas tradicionais nas funções
administrativas locais em detrimento das etnias europeizadas.
E) fortaleceu as lideranças tribais e o provincianismo como forma de controle social dos contingentes
demográficos nativos majoritários frente aos europeus.

Gabarito: 1-e, 2-d, 3-d, 4-e, 5-e, 6-b, 7-d, 8-b, 9-a

A Primeira Guerra Mundial.

A Primeira Guerra Mundial ocorreu entre 1914 à 1918. O principal palco da guerra foi o continente
europeu, em que estavam localizados naquela época as maiores potências coloniais e industriais como
a Inglaterra, França, Alemanha e Itália. A Guerra foi mundial por isso: Envolveu direta ou indiretamente
as metrópoles europeias e seu mundo colonial. A colônia estava em guerra junto da metrópole, assim, a
guerra seria mundial.
Na segunda metade do século XIX as potências europeias estavam em pleno processo de
industrialização e para isso eram necessárias fontes de matérias primas e mercados consumidores,
então havia uma disputa por regiões coloniais espalhadas entre o continente africano e asiático. França,
Inglaterra e Bélgica foram os pioneiros na colonização destas regiões do globo.

O Rompimento do Equilíbrio Geopolítico Europeu

A Itália e Alemanha são chamadas potências tardias. São países que foram formados como Estados
Nacionais em 1871, já como potências industriais. Necessitavam de áreas coloniais para fornecer
matérias primas e mercado consumidor, mas como o continente africano já estava quase todo dividido
entre as potencias pioneiras (Inglaterra, França e Bélgica), a disputa imperialista dos países europeus
em busca de colônias ficou acirrada. O principal motivo que levou os países à guerra foram as disputas
imperialistas. O processo de formação da Alemanha em Estado Nacional é conhecido como
“unificação alemã”. Durante o processo de unificação, que levou décadas, ocorreram várias guerras,
entre elas um conflito entre a Prússia (território que liderou o processo de unificação dos territórios
germânicos) e França: A Guerra Franco Prussiana. Este conflito foi vencido pela Prússia que anexou
um território Francês, muito rico em carvão e ferro chamado Alsácia Lorena. A França nunca aceitou a
derrota e isso desenvolveu um forte nacionalismo francês e também um forte sentimento anti-
germânico. Como a Alemanha já surgiu como grande potência industrial, e já em 1890 já havia
ultrapassado a produção inglesa de aço, a Inglaterra também, devido à concorrência, desenvolveu um
sentimento anti-alemão.
Outro foco de conflito europeu era a região dos “Bálcãs”: uma região peninsular e montanhosa,
disputada pelos impérios da região. Disputavam ativamente a região dos Bálcãs alguns impérios que
não existem mais, pois desapareceram ao fim da guerra: O Império Turco-Otomano, Império Austro-
Húngaro e Império Russo. As rivalidades entre os impérios pela região balcânica era tão intensa que
podemos dizer que lá era um verdadeiro barril de pólvora pronto para explodir. Só faltava uma faísca,
falaremos dela mais adiante.

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O mapa mostra os dois principais focos de conflito. O circulo laranja o foco na
Europa ocidental e o circulo preto a região dos Balcãs.

No início do século XX os nacionalismos estavam exaltados em toda a Europa e todas as potências


tinham pretensões expansionistas. Os países faziam forte propaganda nacionalista contra seus
concorrentes. Havia o pensamento nacionalista conhecido como “Pan Germanismo” (a pretensão de
unir todos os povos germânicos sob o comando da Alemanha), o “Pan eslavismo” (a pretensão de unir
todos os povos germânicos sob o comando da “mãe” Rússia) e as pretensões expansionistas servias
para formar a “Grande Sérvia”. Além disso, os nacionalismos também estavam exaltados na
Inglaterra, França e Alemanha. As causas do conflito estão, portanto, principalmente ligadas ao
Imperialismo e ao nacionalismo.

Principais causas do conflito:

- Imperialismo (disputas territoriais no continente europeu, África e Ásia).


- Rompimento do equilíbrio europeu (o surgimento da Itália e Alemanha – vão disputar colônias na
África e mercados consumidores).
- Nacionalismos exaltados (Pan Germanismo, Pan eslavismo, caso Sérvio, Inglaterra, França, Itália e
Alemanha).
- Rivalidade Franco-Germânica (entre França e Alemanha – principalmente devido à região da
Alsácia-Lorena).
- Rivalidade Anglo-Germânica (entre Inglaterra e Alemanha – devido à concorrência industrial).

As rivalidades entre os países e a crescente tensão entre eles, fez com que surgissem alianças
militares, já que a Europa estava diante de um conflito iminente (que pode ocorrer à qualquer momento)

Alianças Militares

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Lutaram na guerra a Tríplice Aliança X Tríplice Entente.

Tríplice Entente. Tríplice Aliança


Inglaterra Alemanha
França Império Austro-Húngaro
Império Russo (sai em 1917) Império Turco-Otomano
EUA (entra em 1917) Itália (muda de lado durante o conflito)

O Início do Conflito

O estopim da guerra foi o assassinato do príncipe herdeiro do Império Austro-húngaro (IAH),


Francisco Ferdinando. Nas disputas territoriais nos Bálcãs os interesses entre o IAH e a Sérvia, se
chocaram. Os dois impérios pretendiam anexar o território da “Bosnia-herzegovina”, e os austríacos
fizeram isso primeiro, contrariando as pretensões expansionistas da Sérvia. O Império Austro-húngaro
era uma monarquia dupla (um rei austríaco e outro húngaro). O príncipe austríaco foi fazer uma visita
diplomática à capital da Bósnia, a cidade de Sarajevo, para propor uma monarquia tríplice (um rei
austríaco, um húngaro outro bosníaco) Um grupo terrorista, ultranacionalista Sérvio chamado “mão
negra” cometeu o atentado que deu inicio à guerra: O assassinado de Francisco Ferdinando. O IAH
declara guerra à sérvia e a política de alianças é acionada.

O conflito

No inicio da guerra todos acreditavam que o conflito seria


breve. Se arrastou por mais de quatro anos. Podemos dividir
basicamente o conflito em basicamente 3 etapas:

1- Guerra de Posição. Movimentação das tropas no início


do conflito. Entre agosto e novembro de 1914.
2- Guerra de trincheiras: novembro de 1914 à março de
1918

3- 1917 Entrada dos EUA e Saída da Rússia. O Império


Russo sai da Guerra pois eclode em 1917 a Revolução Russa,
que implanta o socialismo no pais. Assinaram o “Tratado de Brest-Litovisk” para sair do conflito. Em
troca do armistício (cessar fogo) cederam territórios no leste europeu. Ao sair do conflito não ocorreu o
desequilíbrio de forças na guerra pois a Rússia estava em uma forte crise interna e seu exercito
despreparado e mau armado, mas com a entrada dos EUA o jogo virou totalmente, pois entrou na
guerra um pais que não havia sofrido com batalhas em seu território e estavam fortemente armados. Os
EUA venderam armas, alimentos e produtos industriais para os dois lados da guerra. Optou pela
Entente que havia comprado muito mais. A participação dos EUA foram determinantes para o fim da I
Guerra.

Epidemia de gripe espanhola: Durante o conflito ocorreu uma grande epidemia que se
espalhou pelo mundo e matou milhões de pessoas. Foi a maior mortalidade provocada por
uma epidemia no século XX

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Ao fim da Guerra a aliança militar vitoriosa foi a tríplice Entente (Inglaterra, França, EUA e Itália –
trocou de lado). Impuseram pesadas punições militares à Alemanha através do “Tratado de
Versalhes”, que considerava a Alemanha a única culpada da Guerra. O Tratado previa:
- Desmilitarização da Alemanha.
- Perda de territórios na África.
- Devolução da Alsácia-Lorena para a França..
- Pesadas indenizações aos vencedores.

Os EUA eram governados pelo presidente Woodron Wilson, que propôs uma série de ações para
minimizar os rancores gerados pela Guerra, estabilizar o continente europeu e manter a paz mundial.
Foi lançado um documento conhecido como “Os 14 pontos de Wilson” para a paz. Entre as propostas
estava a criação da “liga das nações”, um organismo internacional cujo objetivo era evitar outra
Guerra. Sabemos que esta organização não teve sucesso, pois 20 anos depois eclodiria a II Guerra
Mundial, cujas causas estão ligadas ao revanchismo alemão provocado pela derrota na I Guerra e
pela humilhação imposta pelo Tratado de Versalhes.

Entre as consequências da I Guerra podemos citar:

- Os 14 pontos de Wilson: A liga das nações.


- Fim da “Era dos Impérios”: Fracionamento das potências e surgimento de novos países (países
tampão).
- Alguns dos países dos Balcãs são ainda hoje áreas de conflitos (Ex-Iugoslávia).
- As regiões do ITO foram divididas entre Inglaterra e França e foi fracionado em vários países.
- Ocorreu um grande desenvolvimento tecnológico (avião, submarino, metralhadora, blindados,
penicilina).
- O tratado de Versalhes causou grande indignação, crise e revanchismo na Alemanha (República de
Weimar).
- O Tratado está ligado à ascensão do Nazi-Fascismo e a eclosão da II Guerra.

Questões

1) (VUNESP PMSP 2014) Sobre a Primeira Guerra Mundial, é correto afirmar que
A) envolveu interesses isolados da Alemanha com relação ao comércio de armas na África.
B) o Brasil não teve nenhuma participação, ao contrário do ocorrido na Segunda Grande Guerra.
C) ficou assim conhecida por ter sido a primeira guerra europeia nos últimos dois séculos.
D) contou com a participação efetiva dos EUA no seu desfecho já no início dos anos 20.
E) foi fruto, dentre outros fatores, do revanchismo francês em relação à Alemanha.

2) (VUNESP PMSP 2012) Podem ser apontados como motivos da Primeira Guerra Mundial, ocorrida
entre 1914 e 1918,
A) o nacionalismo europeu e a disputa por territórios entre as potências europeias.
B) o crescimento industrial alemão e a invasão da Polônia pelos nazifascistas.
C) o enfraquecimento econômico inglês e a ameaça russa aos interesses franceses.
D) a resistência europeia ao domínio francês e o progresso tecnológico europeu.
E) a corrida armamentista europeia e o revanchismo francês contra a Inglaterra

3) (VUNESP) A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) resultou de uma alteração da ordem


institucional vigente em longo período do século XIX. Entre os motivos desta alteração, destacam-se
A) a divisão do mundo em dois blocos ideologicamente antagônicos e a constituição de países
industrializados na América.
B) a desestabilização da sociedade europeia com a emergência do socialismo e a constituição de
governos fascistas nos países europeus.
C) o domínio econômico dos mercados do continente europeu pela Inglaterra e o cerco da Rússia
pelo capitalismo.
D) a oposição da França à divisão de seu território após as guerras napoleônicas e a aproximação
aproximação entre a Inglaterra e a Alemanha.
E) a unificação da Alemanha e os conflitos entre as potências suscitados pela anexação de áreas
coloniais na Ásia e na África.

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4) (VUNESP) As raízes da 1ª Guerra Mundial encontram-se, em grande parte, na história do século
XIX. Pode-se citar como alguns dos fatores que deram origem ao conflito desencadeado em 1914
A) a concentração da industrialização na Inglaterra e o escasso crescimento econômico das nações
do continente europeu.
B) a emergência de ideologias socialistas e revoluções operárias que desajustaram as relações entre
os países capitalistas.
C) a derrota militar da França pela Prússia, no processo de unificação alemã, e a incorporação da
Alsácia e da Lorena à Alemanha.
D) o confronto secular entre a França e a Inglaterra e a crise da economia inglesa provocada pelo
bloqueio continental.
E) a política do “equilíbrio europeu”, praticada pelo Congresso de Viena, e o fortalecimento militar da
Rússia na Península Balcânica.

5) As relações internacionais no entre guerras (1918-1939) foram marcadas por uma tentativa de
criar um órgão internacional que teria como uma de suas funções evitar um novo conflito mundial. Essa
organização ficou conhecida como:
A) Organização dos Estados Americanos (OEA).
B) Sociedade das Nações ou Liga das Nações.
C) Organização das Nações Unidas (ONU).
D) Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)
E) Organização Mundial do Comércio (OMC).

6) Para o historiador Arno J. Mayer, as duas guerras mundiais, a de 1914-1918 e a de 1939-1945,


devem ser vistas como constituindo um único conflito, uma segunda Guerra dos Trinta Anos. Essa
interpretação é possível pelo fato
A) de as duas guerras mundiais terem envolvido todos os países da Europa, além de suas colônias
de ultramar.
B) de prevalecer antes da Segunda Guerra Mundial o equilíbrio europeu, tal como ocorrera antes de
ter início a primeira Guerra dos Trinta Anos, em 1618.
C) de, apesar da paz do período entre guerras, a Segunda Guerra ter sido causada pelos
dispositivos decorrentes da Paz de Versalhes de 1919.
D) de terem ocorrido, entre as duas guerras mundiais, rebeliões e revoluções como na década de
1640.
E) de, em ambas as guerras mundiais, o conflito ter sido travado por motivos ideológicos, mais do
que imperialistas.

7) Os Estados Unidos emergiram como grande potência econômica mundial após a Primeira Guerra
Mundial porque:
A) apoiou a Alemanha, com o objetivo de enfraquecer a Inglaterra.
B) liderou a criação da ONU (Organização das Nações Unidas).
C) fortaleceu sua economia ao fornecer equipamentos e suprimentos à Entente, enquanto as
potências europeias tiveram suas economias arrasadas após o conflito.
D) apresentou as propostas do Tratado de Versalhes, para enfraquecer a Alemanha, a grande
potência industrial do início do século.
E) se manteve afastado do conflito direto com as potências europeias, concentrando seus esforços
no desenvolvimento interno.

8) São rivalidades que antecederam a Primeira Guerra Mundial, EXCETO:


A) a anglo-alemã pela hegemonia industrial.
B) a franco-alemã, devido às decisões do tratado de Frankfurt.
C) o nacionalismo sérvio contra o domínio austro-húngaro.
D) a sino-britânica, devido às decisões do tratado de nanquim.
E) a russo-alemã, devido ao projeto de construção da ferrovia Berlim Bagdá.

9) Não podemos considerar como causa do totalitarismo na Alemanha e na Itália:


A) a crise econômica gerada com os acordos de paz após a Primeira Guerra Mundial.
B) o agravamento da crise econômica com a crise mundial de 1929.
C) a fragilidade dos governos democráticos.
D) a chegada dos socialistas ao poder, implantando uma ditadura proletária.

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(E) o receio da burguesia com o avanço socialista.

10) A Primeira Guerra Mundial marcou a crise da sociedade liberal, construída ao longo do sécul o
XIX, abalando o equilíbrio da ordem política internacional. Assinale a opção que apresenta corretamente
uma consequência desse conflito.
A) Supremacia político-econômica da Europa.
B) Surgimento dos regimes nazifascistas.
C) Declínio econômico dos Estados Unidos e Japão.
D) Fortalecimento do capitalismo liberal.
E) Consolidação da monarquia russa.

GABARITO: 1-E,2-A,3-E,4-C,5-B,6-C,7-C, 8-D

O advento e a consolidação da República Oligárquica: Propaganda republicana. A


consolidação do regime

A república foi proclamada pelo exército sem a participação popular. Nossos dois primeiro
presidentes foram militares: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Esta fase é chamada de
República da Espada e teve fortes tendências autoritárias. Logo seriam substituídos pelos grandes
fazendeiros, a partir da presidência do paulista Prudente de Morais. A primeira constituição foi
promulgada em 1891 e tinha como características principais:
- O Brasil é uma república presidencialista
- Separação do Estado e da Igreja (Estado Laico)
- Criação do cartório de registro civil
- Federalismo (autonomia relativa dos estados (ex províncias)
- O voto era proibido para mulheres, analfabetos, padres, soldados e menores de 21 anos

A consolidação da república ocorre sob o poder dos grandes proprietários rurais, por isso a república
velha até a revolução de 30 (fim da república do café com leite e o início da Era Vargas) é conhecida
como República Oligárquica (oligos=poucos. Os grandes proprietários rurais). Nesta época é que
ocorre o Coronelismo em que os grandes fazendeiros impunham seu poder através de seus exércitos
particulares de jagunços. O voto era aberto e os eleitores que moravam nas grandes fazendas eram
forçados a votar no candidato do coronel. Isso era chamado voto de cabresto, e a área de influência
do coronel curral eleitoral. As eleições eram manipuladas e notoriamente corruptas e o poder
presidencial era marcado pela alternância política entre MG e SP¸ por isso esse momento também ficou
conhecido como a República do Café (SP) com Leite (MG).

Conflitos populares durante a república velha

Durante a República Velha ocorreram várias manifestações contra o domínios da oligarquias.


Ocorreram tanto revoltas rurais quanto revoltas urbanas. As principais motivações eram a miséria em
meio ao coronelismo e ao grande latifúndio e o autoritarismo da república com a população urbana,

Revoltas Rurais: Guerra de Canudos, do Contestado e o cangaço

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Canudos foi um arraial entre a Bahia e Alagoas liderados por um beato chamado Antônio
Conselheiro, que liderava um grupo de sertanejos, que passaram por tempos de migração até se
estabelecerem onde chamaram de arraial de Belo Monte. Viviam uma vida simples e de oração, mas a
oposição dos grandes fazendeiros ao arraial e as acusações de que eram monarquistas resistindo a
república, fez com que tivesse início o conflito com o governo. Primeiro com os coronéis locais, até que
o caso se tornou estadual e nacional. Foram realizadas várias incursões militares para destruir canudos
que resistiu até o ultimo homem. O contestado foi um arraial com as mesmas características de
canudos, mas surgido na fronteira entre Santa Catarina e o Paraná e eram liderados pelo beato José
Maria. Também foram destruídos pelas tropas do governo. Estes dois movimentos rurais são
classificados como movimentos messiânicos devido aos seu forte caráter religioso.
O cangaço podemos chamar de manifestações de banditismo social: miseráveis sertanejos que se
lançavam aos crimes de contrato servido a ordens políticas de coronéis, outras vezes contra eles. Seu
bando mais famoso foi o de Lampião, no sertão nordestino. O cangaço foi fortemente combatido e só
veio a acabar em meados da década de 30, já na Era Vargas.

Revoltas Urbanas: Revolta da Vacina, da Chibata e o Tenentismo

O Rio de Janeiro de janeiro no início do século XX era uma capital portuária cheia de problemas
urbanos. Ruas desorganizadas, sem saneamento básico e cheia de doenças e frequentemente
ocorriam epidemias. Havia também uma grande população miserável inclusive proveni ente da
população negra alforriada e abandonada a própria sorte, o que levou ao surgimento de vários cortiços.
Epidemias de cólera, febre amarela e varíola eram recorrentes. O médico sanitarista Oswaldo Cruz
criou uma vacina contra a febre amarela e junto do prefeito da capital planejaram uma vacinação
obrigatória em toda a população, sobretudo nos cortiços. A violência empregada na aplicação da vacina
revoltou a população que se revoltou e entrou em conflito com os militares e por mais de três dias
ocorreram confrontos e uma imensa violência policial. Após o fim da revolta os cortiços foram destruídos
e a população expulsa do centro para os morros, surgindo assim as favelas; enquanto isso o centro era
urbanizado tendo como inspiração os prédios neoclássicos franceses.
O marinheiro João Cândido se revoltou contra o tratamento dado aos marinheiros. Além dos baixos
salários ainda eram aplicados castigos físicos nas baixas patentes. Tomaram o poder do navio Minas
Gerais, um poderoso navio de Guerra e ameaçou bombardear a capital se as exigências dos
marinheiros liderados por ele. Os pedidos foram atendidos: aumentou o soldo e os castigos físicos
foram abolidos. O ultimo castigo por chibatadas foi aplicado em João Candido. Sobreviveu a dezenas
de chibatadas, mas permanecendo na marinha e tornando-se ainda oficial d alta patente, coisa rara
para os negros no início da república.
O tenentismo foi um movimento formado por jovens militares do exercito que eram contrários às
práticas corruptas da republica oligárquica. Pediam a moralização política do pais e o voto secreto. Dois
momento são marcantes : 1 – Os 18 do forte de Copacabana, um levante militar contra posse do
presidente Rodrigues Alves. Entraram em choque 17 soldados e um civil contra as tropas do governo.
Foram quase todos dizimados. 2 – A coluna Prestes. Luis Carlos prestes liderou uma marcha que
percorreu aproximadamente 25 mil km em cidades do interior pregando as causas tenentistas. O
movimento reuniu milhares de homens que iam a cada cidade fazer discursos políticos de sua causa.
Foram perseguidos e procuraram asilo político na Bolívia.

Questões

Sobre a Revolta de Canudos, responda:


a) Quais camadas sociais participavam dessa Revolta e quais eram seus objetivos?
b) Quem era o líder da Revolta?
c) Como funcionava a comunidade fundada pelos revoltosos?
a) Principalmente sertanejos, movidos pelo misticismo e fugindo da miséria provocada pelas
secas: obter terras para o cultivo.
b) Antônio Vicente Mendes Maciel, conhecido como Antônio Conselheiro.
c) O sistema era comunitário; a lavoura e o rebanho pertenciam a todos.

"Apesar de não estabelecer oficialmente um sistema eleitoral censitário, a Constituição


republicana de 1891, excluía a maior parte do povo brasileiro dos direitos políticos."

Explique a frase acima:

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Formalmente, o voto era universal, mas não podiam participar das eleições as mulheres, os
menores de 21 anos, os analfabetos, os mendigos, os religiosos monásticos e os soldados.
Poucos anos após sua proclamação, a república no Brasil já sofria contestações. A Revolta da
Armada, que eclodiu no governo de Floriano Peixoto, refletiu as insatisfações decorrentes da
implantação do sistema republicano no país, somando-se a outras rebeliões como a Federalista,
ocorrida na mesma época, no Rio Grande do Sul. Esta última, apesar de ser uma rebelião regional,
também foi influenciada pelas tensões políticas que caracterizaram esse governo.

a) Explique um fator que tenha levado os membros da Marinha a se rebelarem contra o governo de
Floriano Peixoto.
b) Descreva a situação política do Rio Grande do Sul durante esse governo, de forma a explicar a
aproximação entre federalistas gaúchos e integrantes da Revolta da Armada.
a) Uma dentre as explicações:
- Descontentamento de oficiais da Marinha, com a perda dos postos de destaque no cenário político
nacional, em detrimento dos oficiais do Exército.
- Eram contrários à posse de Floriano Peixoto na presidência, considerando-a inconstitucional por
não haverem transcorridos dois anos do mandato de Deodoro da Fonseca.

b) Os dois grupos oligárquicos gaúchos - os maragatos e os chimangos ou pica-paus divergiam


quanto ao caráter da política nos níveis regional e nacional.Os maragatos eram federalistas e acusados
de simpatizantes da monarquia, levando o governo federal a apoiar os chimangos, defensores da
centralização política que caracterizava o governo de Floriano Peixoto.

"O coronel é o homem que comanda a política nacional, porque ele é quem elege os homens que a
fazem. Sem ele, ninguém é eleito [...] Em verdade, o coronel é o homem que resolve os casos sem
solução. É ele quem atende o cidadão que bate à sua porta às três horas da madrugada, porque não
tem recursos [...] Ele se levanta e vai procurar um médico, que o atende porque é seu amigo e leva a
pessoa para a Santa Casa ou ao hospital [...] Todo mundo pensa que o sujeito vai para o curral eleitoral
à força. Não, ele vai porque quer."
(Fonte: J.B.L de Andrada, "Coronel é quem comanda a política nacional".
Apud Neves, M. de S. e Heizer, A. A ordem é o progresso. S.P. Atual, 1991, p. 71)

Na Primeira República (1889-1930), o coronelismo aparece como uma característica marcante da


vida política nacional. No texto acima, um membro das elites locais explica o que vem a ser o coronel,
procurando justificar as relações de dependência que se criavam em torno dele.
a) Explique o papel dos currais eleitorais na sustentação política da República Velha.
b) Identifique dois movimentos sociais surgidos na Primeira República que se apresentavam como
alternativas às estruturas políticas vigentes.
a) Os currais eleitorais tinham importante papel na sustentação política da República Velha, pois os
mecanismos do processo eleitoral (o voto em aberto) permitiam um maior controle do voto das
populações rurais submetidas aos coronéis (o voto de cabresto) que utilizavam-se do seu poder para
garantir a eleição dos candidatos do governo que permitiam a reprodução do esquema político vigente
no período.

b) Entre os movimentos sociais que se colocaram como alternativas à estrutura vigente na Velha
República, podemos destacar os Movimentos Messiânicos de Canudos e o do Contestado
caracterizados pela mobilização de camponeses miseráveis em torno de líderes carismáticos cujos
discursos prometendo uma vida melhor no plano espiritual encontravam eco em meio a uma população
fortemente apegada ao misticismo.

Questões

1) O controle dos votos nas eleições pelos coronéis na República das Oligarquias, era chamado de:
A) Eleições do Cacete;
B) Curral eleitoral;
C) voto de cabresto;
D) voto censitário;
E) voto distrital.

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2) A região do vale amazônico conheceu um período de grande desenvolvimento entre o final do
século XIX e o início do século XX, em decorrência de uma importante atividade econômica. Esse
período é conhecido como:
A) Ciclo do cacau;
B) Ciclo do garimpo;
C) Projeto Carajás;
D) Ciclo da Borracha;
E) Zona Franca.

3) A crise de 1929, que teve início nos Estado Unidos, afetou o Brasil econômica e politicamente,
provocando sobretudo:
A) a crise nas exportações industriais, prejudicando a burguesia;
B) a redução dos investimentos estrangeiros na extração do látex;
C) o aumento do desemprego nas atividades comerciais e as greves operárias;
D) um salto nas exportações devido ao desabastecimento norte-americano;
E) a crise na lavoura cafeeira, comprometendo a "república das oligarquias".

4) Exigia-se para a cidadania política uma qualidade que só o direito social da educação poderia
fornecer e, simultaneamente, desconhecia-se esse direito. Era uma ordem liberal, mas profundamente
antidemocrática e resistente aos esforços de democratização.
José Murilo de Carvalho
A República Velha (1894-1930), em relação à participação política dos cidadãos, determinou:
A) a escolha de um modelo republicano pautado nos moldes norteamericanos, que garantiam a
defesa da liberdade individual, expressa no voto censitário.
B) o projeto de uma república liberal dos cafeicultores, que, para se efetivar, necessitou do apoio das
demais classes sociais. O voto era extensivo a todo o povo brasileiro.
C) a formulação de uma república que garantisse os direitos individuais de todos os seus cidadãos,
sem distinções, evidenciada na eliminação do voto censitário.
D) a perpetuação da injustiça social e dos privilégios de setores oligárquicos. O voto popular era
manipulado pelos grupos dominantes.
E) a eliminação do voto censitário e a adoção do voto universal, que ampliaram, de forma
significativa, a porcentagem de eleitores nesse período.

5) Concebendo a "cultura" no sentido de Gilberto Freyre - como expressão global da vida política e
do espírito, social e individual, vital e humana, pode-se dizer que José Lins do Rego é a expressão
literária da cultura da sua terra; é mais da terra que dos livros. É a consciência literária da casa-grande
e da senzala, dos senhores de engenho e dos pretos, dos bacharéis e dos moleques, de todo um
mundo agonizante. Foi ontem, isso? Ou é ainda hoje assim, ou vive apenas na sua memória
incomparável?
(Otto Maria Carpeaux. O brasileiríssimo José Lins do Rego. Prefácio a "Fogo morto")
O mandonismo local esteve presente na sociedade brasileira desde o período colonial e adquiriu a
forma de "coronelismo" após a proclamação da República e vinculou-se à existência
A) da produção cafeeira, da expansão urbana e da política do café-com-leite.
B) do poder oligárquico, do positivismo e da militarização do governo.
C) da produção de cana-de-açúcar, do voto censitário e do regime parlamentar.
D) do voto de analfabetos, da maçonaria e da política dos governadores.
E) do latifúndio, da troca de favores e do voto de cabresto.

6) Assim, enquanto Prestes aderia ao comunismo - mostrando, ao mesmo tempo, que a vitória de
Getúlio Vargas significaria a mera substituição de uns grupos oligárquicos por outros no poder, (...) os
"tenentes se deixavam envolver pela campanha da Aliança Liberal..."
(Prestes, Anita Leocádia. "Uma epopéia brasileira - a Coluna Prestes", Editora Moderna, 1995, pág. 103)
Interpretando o texto e com ajuda de seus conhecimentos históricos, assinale a única alternativa
correta:
A) Luiz Carlos Prestes, principal líder da "Coluna Prestes", pretendia derrubar o governo opressivo
de Epitácio Pessoa.
B) a Aliança Liberal defendia a candidatura de Júlio Prestes, que governava São Paulo.
C) os Tenentes, expressão do movimento político do "Tenentismo", representavam a ideologia
socialista e revolucionária.

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D) os grupos oligárquicos substituídos representavam principalmente a cafeicultura.
E) A "Coluna Prestes" nunca foi completamente derrotada pelos legalistas, porque fazia a "guerra de
posições", enquanto aqueles faziam a "guerra de movimento".

7) "A associação dá ao operariado coesão e meios de pedir, e de exigir... pois a associação


solidariza os operários da mesma indústria. Assim, nós, patrões, perdemos as vantagens de tratar 'só
com os nossos operários', isolados e fracos e vamos ser obrigados a tratar com a associação, pelo
menos tão forte como nós.
Assim, o contrato individual... tem de ser substituído pelo contrato coletivo com essas associações. É
desagradável, concordo, mas é inevitável e, afinal, é justo".
(Jorge Street, "O País", 12.06.1919.)
Essa observação pode ser considerada
A) representativa do empresariado da época, consciente da fraqueza dos trabalhadores.
B) socializante, por se tratar de um empresário que defende os interesses operários.
C) demagógica, por estimular os trabalhadores a se organizarem em sindicatos.
D) avançada, dado que, na época, os empresários em geral e o estado eram insensíveis à questão
social.
E) populista, uma vez que visava cooptar o movimento operário para a luta em prol da
industrialização.

8) Observe a charge

A ilustração refere-se
A) ao alto grau de abstenção dos eleitores na Primeira República, o que facilitava a ação de políticos
ilustrados.
B) à prática dos grupos oligárquicos, que controlavam de perto o voto de seus dependentes e
agregados.
C) ao elevado índice de analfabetismo no campo, o que favorecia a distribuição de cédulas eleitorais
falsas.
D) à alternância no poder federal, graças ao controle dos votos, de políticos populares dos diversos
Estados brasileiros.
E) ao controle do governo central sobre os governadores, que se valia do estado de sítio no período
eleitoral.

12) A crise de 1929, que teve início nos Estado Unidos, afetou o Brasil econômica e politicamente,
provocando sobretudo:
A) a crise nas exportações industriais, prejudicando a burguesia;
B) a redução dos investimentos estrangeiros na extração do látex;
C) o aumento do desemprego nas atividades comerciais e as greves operárias;
D) um salto nas exportações devido ao desabastecimento norte-americano;
E) a crise na lavoura cafeeira, comprometendo a "república das oligarquias".

13)Foram importantes movimentos populares no campo contra a concentração fundiária, a miséria e


os desmandos das oligarquias e caracterizados como messiânicos devido a liderança de beatos. O
texto refere-se à(ao):
A) Revolta de Juazeiro e Cangaço;
B) Cangaço e Revolta da Chibata;

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C) Guerra de Canudos e Guerra do Contestado;
D) Guerra do Contestado e Revolta de Juazeiro;
E) Balaiada e Cabanagem.

14) "Conhecido como o navegante negro;


Tinha a dignidade de um mestre-sala;..."
O fragmento acima é da música de João Bosco e Aldir Blanc, "O mestre-sala dos mares", numa
homenagem ao "Almirante Negro" que liderou a revolta dos marinheiros em 1910 contra os castigos
físicos e a discriminação por parte dos oficiais.
O líder e a revolta a que se refere o texto, são, respectivamente:
A) João Cândido e a Revolta da Chibata;
B) Osvaldo Cruz e a Revolta da Vacina;
C) o beato José Maria e a Revolta do Contestado;
D) Lampião e a Revolta de Juazeiro;
E) Giuseppe Garibaldi e as greves operárias de São Paulo.

15) O governo de Washington Luís, entre várias dificuldades, teve também de enfrentar os efeitos:
A) da campanha contra seu ministro Oswaldo Cruz a respeito da obrigatoriedade da vacina contra a
varíola.
B) da inflação provocada pela política do Encilhamento.
C) das restrições às importações provocadas pela 1• Guerra Mundial.
D) da crise de 1929 com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque.
E) das revoluções em São Paulo e Minas Gerais que reivindicavam melhores salários-mínimos.

16) A Guerra de Canudos (1896-1897) é emblemática no debate sobre a formação da nação no


período republicano. A República recém-proclamada enfrentou um Brasil desconhecido: o sertão e os
sertanejos. A guerra, tragicamente, significou um aprendizado para os brasileiros demonstrando que a
A) fragmentação e as grandes distâncias das regiões litorâneas impediram a organização e o
crescimento das comunidades sertanejas.
B) unidade cultural do país é fruto de um longo processo de gestação iniciado com a ocupação do
litoral e o fabrico do açúcar.
C) presença da igreja católica no sertão representava um elo entre a comunidade e as autoridades
republicanas.
D) frágil base política em que se assentava o governo republicano foi incapaz de reconhecer a
questão social e cultural suscitada por canudos.
E) resistência política dos monarquistas organizados no arraial de canudos era uma ameaça à ordem
republicana.

17) Leia o parágrafo abaixo.


"A Revolta da Vacina permanece como exemplo quase único na história do país de movimento
popular de êxito baseado na defesa do direito dos cidadãos de não serem arbitrariamente tratados pelo
governo."
CARVALHO, José Murilo de. "Os bestializados".
São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 138-139.

Considere as seguintes afirmações a respeito do movimento social acima referido, ocorrido em 1904.
I - Entre as motivações da revolta, destacou-se a resistência popular ao cumprimento da vacinação
obrigatória contra a varíola, o que levou à ocorrência de uma série de distúrbios e manifestações
violentas no centro da cidade do Rio de Janeiro.
II - A revolta foi insuflada pelos remanescentes da oposição jacobina e positivista, que tentaram
instrumentalizar a insatisfação popular, a fim de derrubar o governo.
III - Apesar de ter sido derrotado, o movimento provocou a desestabilização do regime republicano,
na medida em que ocasionou uma profunda crise econômica, resolvida somente com a assinatura do
"Funding Loan".
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas III.
C) Apenas I e II.
D) Apenas I e III.

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E) Apenas II e III.

Gabarito: 1-a, 2-b, 3-e, 4-d, 5-a, 6-c, 7-a, 8-a, 9-e, 10-c, 11-d, 12-c 13-e, 14-c,15-a16-d,17-d,18c

15 O mundo na época da Segunda Guerra Mundial: O entre


guerras (crise de 1929 e nazifascismo); a Segunda Guerra Mundial;
o Brasil na Era Vargas; a participação do Brasil na Segunda Guerra
Mundial.

Entre guerras: Crise de 1929

Logo após o fim da I Guerra Mundial ocorrerá a maior crise econômica da História do capitalismo
contemporâneo. A crise tem seu inicio nos EUA com a quebra da bolsa de valores de NY. Podemos
sintetizar as razões da crise principalmente em dois elementos: Foi uma crise de superprodução
gerada pelo liberalismo econômico. Durante a primeira guerra o palco das batalhas foi o continente
europeu. Impossibilitados de produzir passaram a importar todo o tipo de produtos dos EUA, que era
uma potencia e desenvolvimento. Os norte americanos forneceram produtos industriais, agrícolas e
armas. Ao final do conflito já eram a maior potência econômica mundial. A enorme produção e
exportação criaram um grande clima de euforia econômica e uma sensação de prosperidade eterna. Ai
que surge o modelo da sociedade de consumo e o “american way of life” (o jeito americano de se
viver).
Os países do continente europeu passaram por um lento processo de recuperação, mas com a
reorganização de suas estruturas produtivas passaram a importar menos. Mas o liberalismo econômico
que prega a livre (e feroz) concorrência e a não intervenção do Estado na economia, não permitiu que
fosse possível identificar a superprodução industrial e agrícola pela qual os EUA passavam. Com a
diminuição do consumo (em relação à quantidade produzida) e a queda dos preços a concorrência
entre as empresas era cada vez mais estimulada. Já no início da década de 20 a economia dava
indícios que não ia bem, com a demissão de muitos trabalhadores de empresas que quebravam com
seus produtos encalhados. Muitos operários eram estrangeiros e lideres de sindicatos. Ocorreu uma
forte onda de xenofobia. A culpa da crise que se formava foi colocada nos maus hábitos da população,
que os conservadores acusavam de beber demais e trabalhar de menos. Foi criada a Lei Seca.
A superprodução continua até que 24 de outubro de 1929, a chamada quinta feira negra, ocorreu a
quebra da bolsa de valores de NY. Foi uma onda de falências. Várias empresas e bancos quebraram
e milhões de trabalhadores desempregados. A economia praticamente parou. O desemprego nos EUA
chegou a 40% e a inflação era calculada diariamente. A crise espalhou-se pelo mundo inteiro
provocando um grande impacto na Europa. O país europeu mais atingido foi a Alemanha, que já
passava por dificuldades profundas desde o fim da primeira guerra e o tratado de Versalhes. O
desemprego alemão chegou a 70% e a inflação chegou a níveis a incríveis. Esta profunda crise na
Alemanha associada ao sentimento nacionalista e o revanchismo por ter perdido a guerra, criou o
ambiente favorável a proliferação das ideias do nazismo.
A Resolução da Crise veio em 1933 com a vitória eleitoral de Franklin Delano Roosvelt e seu plano
de intervenção estatal que ficou conhecido como New Deal: Um plano de controle da economia pelo
governo, abandonando o liberalismo econômico e adotando as medidas conhecidas como
Keynesianismo (intervenção estatal para alcançar o bem estar social). Previa um grande programa de
obras pública e empréstimos para pequenos proprietários rurais.

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Questões

1) A Crise de 1929, com a queda da Bolsa de Nova York e a Grande Depressão nos EUA,
começaram a ser superadas com a política do NEW DEAL (protecionismo alfandegário, subvenção às
empresas privadas e aumento dos gastos públicos). Essa política representou um marco na passagem
do:
A) capitalismo clássico, liberal e concorrencial para o capitalismo monopolista e estatal.
B) capitalismo monopolista e estatal para o capitalismo clássico, liberal e concorrencial.
C) capitalismo monopolista e estatal para o socialismo cooperativista.
D) do capitalismo clássico, liberal e concorrencial para o mercantilismo monopolista.
E) do capitalismo clássico, liberal e concorrencial para o capitalismo humanitário sem intervenção do
estado na economia.

2) O New Deal, foi o plano de recuperação econômica dos Estados Unidos, adotado pelo presidente
Roosevelt e teve como principais medidas, EXCETO:
A) a estatização dos bancos, das grandes indústrias e das grandes propriedades rurais.
B) o tabelamento de preços de produtos industriais e agrícolas.
C) criação de várias obras públicas para geração de empregos.
D) elevação de salários, diminuição da jornada de trabalho e fixação de salários mínimos.
E) concessão de empréstimos a fazendeiros e industriais.

3) O 'crash' da Bolsa de Nova York em 1929 afetou a economia mundial. Os Estados Unidos, sob o
comando do Presidente Franklin Delano Roosevelt, adotaram o 'New Deal', como saída para a crise que
o país atravessava. São características do 'New Deal':
I. a intervenção deliberada do Estado na economia, contrapondo-se à tradição liberal americana.
II. a criação de um amplo plano de obras públicas, como barragens e autoestradas, para gerar novos
empregos.
III. o incentivo ao aumento da produção para alimentar a população desempregada.
IV. a criação de um fundo monetário destinado a financiar os países europeus em crise.
V. a adoção de medidas visando ao equilíbrio entre o custo da produção e o valor final das
mercadorias.

Das alternativas abaixo, assinale aquela que apresenta apenas as características CORRETAS:
A) I, II e V.
B) I, III e IV.
C) I, IV e V.
D) II, III e IV.
E) II, III e V.

4) A crise de 1929 abalou os Estados Unidos. Em 1933, Franklin Delano Roosevelt foi eleito com o
objetivo de recuperar o país por meio do programa conhecido como New Deal, que propunha
A) a defesa do isolacionismo e do planejamento econômico, por meio dos quais os Estados Unidos
abdicavam do engajamento em questões internacionais.
B) a mudança do centro das decisões econômicas de Nova York, símbolo do poder dos grandes
banqueiros, para Washington, sede do poder federal.
C) a redução das importações estadunidenses que afetaram os países dependentes de seu
mercado, repatriando capitais norte-americanos.
D) a intervenção e o planejamento do Estado na economia, em quatro setores: agricultura, trabalho,
segurança social e administração.
E) o conservadorismo em questões econômicas e na política externa, ampliando a "missão
civilizadora" dos Estados Unidos.

5) Considerando a crise do capitalismo liberal nos EUA, nas décadas de 1920 e 30, é possível
afirmar:
A) A quebra da Bolsa de Valores de Nova York, em outubro de 1929, foi o fato gerador da crise de
superprodução da economia norte-americana.
B) A produção industrial mantida num patamar elevado, sem que houvesse mercado consumidor, foi
o elemento desencadeador da crise.

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C) O crescimento econômico dos anos 20 aparelhou a agricultura e a indústria dos EUA, para
enfrentar as crises decorrentes da retração do mercado.
D) A Bolsa de Valores de Nova York, ao longo da década de 1920, pautou seus negócios com
objetividade, sem permitir especulações com o valor das ações.
E) A aspiração por enriquecimento rápido e fácil, comum na sociedade dos EUA, não colaborou para
a quebra da Bolsa de Valores de Nova York.

6) No período chamado de Entre Guerras, um acontecimento norte-americano alcançou repercussão


mundial. Trata-se da Quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em outubro de 1929. Foram causas
dessa crise econômica:
A) intervenção do Estado na economia, contrariando o ideal do liberalismo, profundamente arraigado
na cultura norte-americana.
B) retomada da produção europeia, aumento do preço do petróleo no mercado internacional e
redução do consumo interno.
C) explosão do consumo, aumento das taxas de juros e uma sequência de nacionalizações de
empresas estrangeiras.
D) aumento das exportações e dos preços dos produtos, sem que houvesse um aumento de
produção de matérias-primas.
E) superprodução agrícola e industrial, diminuição nos níveis de exportação e queda nos preços no
mercado interno.

Gabarito: 1-a, 2-a, 3-a, 4-d, 5-b, 6-e

O Nazi-Fascismo e a Segunda Guerra Mundial

O Nazi-Fascismo

O Nazi-Fascimo é um fenômeno político surgido na Itália (fascismo) e na Alemanha (nazismo), e que


se espalhou para outros países como Portugal e Espanha. São na essência o mesmo fenômeno. A
característica fundamental do Nazismo que o difere do Fascismo é o Arianismo, ou seja, o culto à
superioridade racial dos povos de origem ariana/germânicos. No mais as características são as
mesmas, como podemos observar abaixo:

- Anti-Liberalismo (uma descrença sobre a capacidade do pensamento liberal de resolver os


problemas pelos quais a Itália e Alemanha passavam. Liberalismo na política seria o Democracia e na
economia o Liberalismo econômico, que era contra a intervenção do Estado na economia).
- Anti-Comunismo.
Nacionalismo (exaltados).
- Xenofobia (aversão à estrangeiros).
- Anti-semitismo (racismo contra povos de origem semita: Judeus e árabes).
- Ditadura totalitária (totalmente contrários à democracia pregavam um governo fortemente
centralizado).
- Culto à personalidade do líder (louvor à imagem de Mussolini na Itália, e de Hitler na Alemanha.
Eram tidos como lideres infalíveis).
- Militarismo (havia um culto à guerra e pretensões de expansão territorial).
- Corporativismo (uma filosofia de controle das massas trabalhadoras. A idéia de que a sociedade
era como um corpo e o líder era a cabeça que ditaria as regras que seriam seguidas por todos, que
teriam um papel no grande corpo social do pais. Greves eram proibidas e os sindicatos eram
controlados pelo Estado).

Totalitarismo
Uma ditadura em que o Estado controla todas as esferas da sociedade e suprime a
individualidade (a censura e a repressão são muito fortes, a educação passa a ser usada
como meio de manipulação e há intensa propaganda do regime e das realizações do líder).
Há o totalitarismo de: Direita: Itália e Alemanha, e também o de Esquerda: URSS
(stalinismo).

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O Fascismo Italiano

O fascismo italiano teve inicio no começo da década de 20, resultado da insatisfação com os
resultados da Primeira Guerra. Culpavam a democracia e o liberalismo e eram profundamente
anticomunistas. Vestiam-se de preto, daí o nome como foram conhecidos, “camisas negras de Milão”.
Formavam grupos paramilitares, os Squadres, ou “Fascio de combatimiento” que combatiam as
greves e os comunistas. Em 1922 estava marcada uma grande greve geral em Roma, liderada pelos
comunistas. Os fascistas impediram violentamente esta greve e realizaram uma grande passeata, a
“Marcha sobre Roma”. Após a marcha e a grande popularidade alcançada pelos fascistas. O
Imperador italiano indicou Mussolini para Primeiro Ministro. Mussolini foi responsável por uma grande
manobra diplomática com a Igreja Católica. Através do Tratado de Latrão foi criado o Estado do
Vaticano, e conquista o apoio e reconhecimento do Estado Italiano pela Igreja (reconhecimento que não
havia ocorrido desde a unificação Italiana em 1870)

O Nazismo Alemão

O Nazismo era a sigla em alemão para “partido nacional


socialista dos trabalhadores alemães”. Foi fundado em 1920. Em
1923 tentam um golpe de Estado que ficou conhecido como Putch
de Munique. O golpe foi frustrado e os nazistas foram presos. Na
cadeia Hitler escreve seu livro com os princípios fundamentais do
nazismo o “Main Kampf” (minha luta). Após serem anistiados
(anistia = perdão de crime político) começaram um intenso trabalho
de divulgação de suas ideias, recebendo o apoio de grandes
industriais e banqueiros alemães. Após a vitória parlamentar do
partido nazista, Hitler é nomeado chanceler (primeiro ministro) da
Alemanha. Ai tem início a implantação da ditadura totalitária
nazista. O parlamento é incendiado (é a culpa é colocada nos comunistas), as greves e os partidos
comunistas foram proibidos, e teve inicio a perseguição realizada aos Judeus. Adolf Hitler desobedece
ao tratado de Versalhes e inicia a remilitarização do país. A partir daí prega a necessidade do “espaço
vital” alemão e a conquista de territórios ocupados pela população Germânica. Dá inicio à recuperação
econômica europeia com base num programa baseado na militarização do pais e criação de empregos
(principalmente na industria militar).

A expansão nazista

Os nazistas deram inicio em 1936 uma expansão militar com a participação


em conflitos, a invasão e anexação de territórios. Hitler leva a Europa à guerra
(desta vez sim, a culpa é da Alemanha). O inicio da expansão militar ocorre
com a participação alemã na “Guerra Civil Espanhola”, em 1936, depois em
1938 anexam a Áustria, e em 1938/39 invadem e anexam os Sudetos da
Tchecoslováquia (região montanhosa à sudoeste do país).

A Guerra civil espanhola e a Blitzkrieg: Para muitos historiadores a Guerra Civil Espanhola
foi um laboratório para os alemães testarem sua nova tática de guerra, a Blitzkrieg (Guerra
relâmpago). Era um ataque surpresa e simultâneo entre a aviação (Luftwafe), divisão de
tanques blindados (divisão Panzer) e a infantaria de soldados.

Para tentar barrar a expansão nazista foi realizado em setembro de 1938 a “Conferência de
Munique”. Nesta conferência Hitler havia combinado que anexando à Tchecoslováquia, parariam com
a expansão territorial. Mas estava de olho no porto polonês de Dantzig, que era alemão e ao final da I
Guerra ficou com a Polônia. Hitler não tinha a intenção de cumprir suas promessas na conferencia de
Munique. Em agosto de 1939 assinou com a URSS (governada por Josef Stálin) o “Pacto Germano-
soviético, também chamado de “Pacto de Aço”. Um acordo de não agressão entre os dois países,
que dividiriam entre si o território polonês. Após a invasão alemã à Polônia, a Inglaterra e a França
declararam guerra à Alemanha.

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Por que a ação dos Ingleses e franceses demorou tanto? A Inglaterra e a França são
democracias liberais e anticomunistas. A Alemanha também era ferozmente anticomunista.
Como a expansão nazista ocorria em direção à URSS, os ingleses e franceses imaginaram
que Hitler invadiria a Rússia. Desta forma a Alemanha nazista e a Rússia comunista se
autodestruiriam. Todos foram surpreendidos pelo pacto de não agressão (Pacto de Aço). Já
era tarde... a única alternativa foi declarar guerra à Alemanha. Tem início a II Guerra
Mundial.

A segunda Guerra Mundial

A II Guerra Mundial foi o evento mais sangrento da humanidade. Foram em torno de 40 milhões de
mortos. Foram formadas duas alianças militares: Os Aliados : Inglaterra, França, URSS e EUA e os
Países do Eixo: Alemanha, Itália e Japão.

ALIADOS EIXO
Inglaterra Alemanha
França Itália
URSS Japão
EUA

Os primeiros avanços militares foram vencidos pela Alemanha, que com sua nova tática militar, a
BLITSKRIEG, conquistaram vários territórios. A França foi invadida pelo norte e sua capital Paris foi
tomada. A resistência francesa organizou-se ao sul do país, sob a liderança do general Charles de
Gaulle. Foram realizados também vários ataques aéreos à Londres, que foi totalmente bombardeada
pela Luftwafe (aviação alemã). Foram contidos pela força aérea inglesa (RAF). A Alemanha esteve à
frente do conflito até a realização da operação Barbarossa. Pretendiam invadir a Rússia, mas daí,
enfrentariam uma guerra em duas frente de batalha: Uma frente ocidental contra a Inglaterra e França,
outra oriental contra a URSS. A Rússia foi invadida e os alemães derrotados na batalha de
Stalingrado. A partir daí teve inicio a decadência nazista. Os aliados tramaram uma tomada drástica
dos territórios conquistados pelos alemães. O vitória dos aliados é marcada pelo dia D, o desembarque
dos aliados nas praias da Normandia (norte da França) expulsando os nazistas. Esta operação foi
liderada pelos EUA.

O holocausto Judeu
A política antissemita de Hitler produziu o maior genocídio de
todos os tempos. Para a exterminação dos Judeus foram
construídos campos de trabalho forçado em que eram os judeus
obrigados à trabalhar até a exaustão e depois eram exterminados
em câmaras de gás. Foram em torno de 6 milhões de judeus
assassinados.

O fim da Guerra e as os ataques à Hiroshima e Nagasaki

A Guerra já havia terminado na Europa, mas o Japão


continuava em guerra no Pacífico. Seu principal inimigo
eram os EUA. Os Japoneses sofreram os dois únicos
ataques nucleares da História. Os EUA haviam
desenvolvido suas armas nucleares e as usaram pela
primeira vez na cidade de Hiroshima e na sequência na
cidade de Nagasaki. Foram milhares de mortos e
contaminados pela radiação das bombas.

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Questões

1) (VUNESP PMSP 2013) O fascismo se afirmou onde estava em curso uma crise econômica
(inflação, desemprego, carestia etc.), ou onde ela não tinha sido completamente superada, assim como
estava em curso uma crise do sistema parlamentar, o que reforçava a ideia de uma falta de alternativas
válidas de governo.
(Renzo De Felice. O fascismo como problema interpretativo,
In. A Itália de Mussolini e a origem do fascismo. São Paulo: Ícone Editora, 1988, p 78-79. Adaptado)
Interpretando-se o texto, pode-se afirmar que os regimes fascistas, característicos de alguns países
europeus no período entre as duas guerras mundiais, foram estabelecidos em um quadro histórico de
A) abolição das economias nacionais devido à fusão de indústrias e de empresas capitalistas em
escala global.
B) criação de blocos econômicos internacionais com a participação dos países de economia
socialista.
C) dificuldades econômicas conjugadas com a descrença na capacidade de sua solução pelos meios
democráticos.
D) independência das colônias africanas devido ao desequilíbrio provocado pelas revoluções
nacionalistas.
E) enfraquecimento do estado na maioria das nações devido ao controle da economia pelos
trabalhadores.

2) (VUNESP PMSP 2012) Leia a notícia.


Um jovem preso por planejar um massacre contra alunos da Universidade de Brasília (UnB) é
suspeito de atuar como representante de grupos neonazistas no Distrito Federal. A Polícia Federal (PF)
investiga a ligação de Marcelo Valle Silveira Mello, 26 anos, com radicais da Região Sul que pregam o
ódio a negros, homossexuais e judeus.
(http://www.correiobraziliense.com.br. Acesso em 14.05.2012. Adaptado)
Prática como essa tem como modelo o regime nazista (1933-45),que defendia
A) o pluripartidarismo e a expansão militar.
B) a xenofobia e o internacionalismo.
C) a democracia e o irracionalismo.
D) o nacionalismo e a intolerância.
E) a guerra e a diversidade cultural.

3) (Vunesp-1996) "A ascensão da direita radical após a Primeira Guerra Mundial foi sem dúvida uma
resposta ao perigo, na verdade à realidade, da revolução social e do poder operário em geral, e à
Revolução de Outubro e ao leninismo em particular."
(Eric Hobsbawm - ERA DOS EXTREMOS).
Identifique a "direita radical" que ascendia no período Entre Guerras, opondo-se à expansão dos
movimentos revolucionários.
A) Bolchevista.
B) Liberal.
C) Menchevista.
D) Nazifascista.
E) Anarco-sindicalista.

4) Em 1935, a Alemanha havia reiniciado a produção de armamentos e restabelecido o serviço militar


obrigatório, contrariando o Tratado de Versalhes. Em 1938, anexou a Áustria; logo em seguida
incorporou a região dos Sudetos, que abrigava minorias alemãs, na Tchecoslováquia, e assinou um
acordo de não agressão e neutralidade com a União Soviética. Estava plantada a semente da Segunda
Guerra Mundial, que eclodiu em 1° de setembro de 1939, com o (a):
A) participação efetiva de tropas nazistas na Guerra Civil Espanhola, por meio da invasão de Madri.
B) invasão da Polônia por tropas nazistas e a ação da Inglaterra e da França em socorro dos seus
aliados, declarando guerra ao Terceiro Reich.
C) rompimento do Pacto Germânico-Soviético com a invasão do território russo por tropas nazistas.
D) saída dos invasores alemães do território dos Sudetos na Tchecoslováquia para invadir a Hungria.
E) tomada do "corredor polonês", que desembocava na cidade livre de Dantzig, pelos aliados
nazistas, principalmente italianos.

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5) Edwin Black afirma, em "A IBM e os Judeus" (2001), que "A IBM, quase sozinha, trouxe a guerra
moderna para a era da informação (...) em termos simples, a IBM organizou os organizadores da guerra
de Hitler". Os cartões perfurados da tecnologia "hollerith", utilizados pela IBM, vasculharam registros de
todos os tipos, organizando estatisticamente todos os dados com o intuito de isolar o judaísmo na
Alemanha e nos territórios ocupados.
Com base nessas informações e em seus conhecimentos sobre a Europa nazista, É CORRETO
afirmar que:
A) a perseguição nazista voltava-se para a necessidade de excluir os não arianos da economia
capitalista.
B) a ideologia que amparava o extermínio estava carregada de misticismo negando os princípios do
cientificismo em alta na época.
C) a forma de extermínio empreendida pelos nazistas tinha características de uma organização
industrial com análises, metas e produtividade.
D) a identificação do judeu apoiava-se nos censos, que se baseavam na declaração do próprio
entrevistado sobre sua religião.

6) Eu poderia ter transformado esta sala num campo armado de 'camisas negras', um acampamento
para cadáveres. Eu poderia ter costurado as portas do Parlamento.
(Benito Mussolini, 16/11/1922)

Esse discurso
A) instaurou um governo nacional socialista e democrático na Itália, em oposição ao governo fascista
do Rei Vitor Emanuel III.
B) atacou a inoperância do Parlamento Socialista Italiano, que emperrava as reformas políticas e
sociais propostas pelo Partido Fascista Socialdemocrata italiano.
C) marcou a despedida do cargo de deputado exercido por Mussolini, que, a partir daquele momento,
começou a lutar na região de Piemonte para derrubar o Rei.
D) defendeu o fim do governo absolutista do Rei Vitor Emanuel III e a criação de uma Monarquia
Parlamentar nos moldes da República francesa.
E) instaurou um novo governo, cuja maioria pertencia ao Partido Fascista Italiano, o qual ocasionou o
fim da democracia parlamentar e a formação de uma ditadura fascista.

7) As causas do neonazismo levam ao nascimento do próprio nazismo: a ausência do Estado. A


República de Weimar, nascida no mesmo caldo que fabricou o Tratado de Versalhes, teria de gerar um
monstro. (...)
Fazer da política a expressão da vitória do mais forte é o centro de gravidade do nazismo. De
qualquer tipo de nazismo. O resto é tempero, produção teatral.
Uma sociedade centrada na justiça social jamais será nazista. Não é o caso do Brasil, onde se
discriminam negros, nordestinos, crianças sem casa e torcedores do Botafogo.
(CONY, Carlos Heitor. Proibição inútil. "Folha de S. Paulo", 09/06/1994.)

Conforme mostra Carlos Heitor Cony, já em 1994, o neonazismo deve ser motivo de preocupação
para os governos e as sociedades democráticas em todo mundo. As duas características político-
ideológicas que identificam tanto o nazismo quanto o neonazismo são:
A) federalismo - arianismo
B) xenofobismo - militarismo
C) fascismo - bipartidarismo
D) pluripartidarismo – corporativismo
E) democracia - arianismo

8) O fascismo brasileiro, criado em 1932, foi um movimento social de extrema direita. Assinale a
alternativa que indica a denominação que lhe foi dada no Brasil:
A) Nazismo.
B) Integralismo.
C) Populismo.
D) Autoritarismo.
E) Totalitarismo.

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9) São características da ideologia Nazista:
A) racismo, totalitarismo e marxismo;
B) racismo, defesa do capitalismo e humanismo;
C) unipartidarismo; marxismo e totalitarismo;
D) sociedade militarista; antissemitismo e racismo;
E) nacionalismo; bolchevismo e totalitarismo.

10) Durante todo o século XX, o mundo ocidental conviveu com muitas turbulências políticas, que
ameaçaram seus ideais democráticos e a prevalência da justiça social. Entre essas crises políticas, os
sistemas totalitários se destacaram, pois:
A) destruíram os governos socialistas, criando regimes militaristas que radicalizaram as práticas
capitalistas e colonialistas.
B) reconstruíram os ideais monárquicos do antigo regime europeu, defendendo a centralização
política e a rigidez da hierarquia social.
C) foram expressivos politicamente, nas nações onde havia forte tradição democrática e tinham um
passado político nacionalista.
D) combateram as liberdades democráticas, usando da violência e do corporativismo para silenciar
os adversários.
E) mostraram a fragilidade da democracia ocidental, praticamente desaparecida da vida política, na
primeira metade do século XX.

11) A máquina de propaganda nazista procurava sensibilizar os diferentes segmentos da sociedade


alemã utilizando os mais diferentes apelos emocionais. Abaixo estão reproduzidos dois slogans
utilizados pelos nazistas.
Para o homem: "Arbeit macht frei" - É o trabalho que te faz livre.
Para a mulher: "Kinder, Küche, Kirche" - Crianças, Cozinha, Igreja.

A análise e integração desses slogans no conjunto ideológico/doutrinário do nazismo permitem


concluir, EXCETO:
A) A questão do trabalho foi intensamente utilizada, tendo em vista que o população alemã tinha
fresca, em sua memória, a lembrança do desemprego.
B) A ideologia nazista pregava a igualdade entre o sexos, assegurada por meio do trabalho, fator de
nivelamento de todos os cidadãos.
C) Os valores tradicionais da família, do trabalho e da religião representavam um apelo muito forte,
pois quem poderia se opor a ideias tão sadias?
D) O lócus social da mulher era reforçado a partir do enaltecimento das funções tidas como sendo
eminentemente femininas.

12)

(BELMONTE, 1943. In: JAGUAR (org.). Caricatura dos tempos. São Paulo: Melhoramentos, 1982.)
A caricatura acima refere-se a dois momentos das relações entre a Alemanha e a URSS no entre
guerras.
A alternativa que identifica esses momentos é:
A) Conferência de Munique - invasão alemã à Polônia
B) T ratado de Moscou - Política alemã de expansão para o leste
C) Política de Apaziguamento - Pacto tripartite entre Alemanha, Itália e Japão
D) Pacto de não-agressão germano-soviético - invasão da URSS pelas tropas alemãs

13) O ataque à base naval de Pearl Harbor tornou-se um dos acontecimentos decisivos para o
desfecho da Segunda Guerra Mundial. Esse ataque

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A) representou a primeira grande derrota dos aliados, uma vez que os japoneses passaram a utilizar
armas atômicas contra cidades asiáticas, porque estas defendiam os aliados.
B) criou condições favoráveis para os aliados na luta contra as forças nazifascistas, pois foi um fato
histórico decisivo para a entrada dos estados unidos da américa na guerra.
C) contribuiu para o aumento do poderio estratégico e militar dos alemães, haja vista o aniquilamento
quase total das forças americanas e de seus aliados no leste europeu.
D) marcou a derrota final dos países que faziam parte da tríplice entente, tornando-se o símbolo da
restauração da democracia e do liberalismo em toda a europa.
E) foi importante para o fortalecimento do nazi-fascismo, em razão da vitória esmagadora das forças
alemãs sobre o exército soviético e de outros países do leste europeu.

14) Até setembro de 1944, não existiam crianças em Auschwitz: eram todas mortas a gás na
chegada. Depois dessa data, começaram a chegar famílias inteiras de poloneses: todos eles foram
tatuados, inclusive os recém-nascidos.
(Primo Levi, "Os afogados e os sobreviventes".)
O texto refere-se
A) ao chamado holocausto do povo palestino.
B) ao chamado holocausto do povo judeu.
C) à primeira guerra mundial e à política de anschluss.
D) à segunda guerra mundial e à política de anschluss.
E) ao terror retratado pelo palestino levi ao ver seu povo sendo dominado pelos ingleses.

15) Na II Guerra Mundial, as bombas atômicas de Hiroshima e Nagazaki foram consideradas crimes
de guerras, porque:
A) o conflito já tinha terminado em agosto de 1945 e a resistência japonesa era mínima em Pearl
Harbour.
B) as bombas faziam parte de um esquema de testes militares.
C) os E.U.A. queriam impor o seu domínio à Alemanha.
D) os E.U.A. pretendiam deter o avanço dos soviéticos na Ásia.
E) as bombas tinham um único alvo: os japoneses no Pacífico.

GABARITO: 1-C, 2-D, 3-D, 4-B, 5-C, 6-E, 7-B, 8-B, 9-D, 10-D, 11-B, 12-D, 13-B, 14-B, 15-B

A Revolução de 1930 e a Era Vargas

O Brasil durante a República Velha nos anos 20 vivia um momento político que denominávamos de
“República Oligárquica”, ou seja, a política era dominada por uma pequena oligarquia de poderosos
latifundiários, que eram chamados de coronéis. Neste período da República Oligárquica, em que
vigorava o coronelismo, os dois estados mais ricos do Brasil eram MG (grande produtor de carne e leite)
e SP (o maior produtor e exportador de café do mundo). Eles revezavam entre si a presidência da
República. Em uma gestão o presidente seria um paulista que indicava um mineiro para a próxima
administração. Este acordo de alternância política no poder presidencial por MG e São Paulo era o
“pacto oligárquico”. Ele sustentava a “República do café com leite”. Nesta época o sistema eleitoral
era extremamente corrupto. Eleições ocorriam normalmente, mas só ganhavam a eleição os mineiros e
paulistas indicados. Como os outros estados aceitavam isso? Pergunta-se você. Em troca de total
liberdade de administrar os estados como bem quisessem, sem ser fiscalizados. O voto era masculino
e aberto, então era muito fácil do coronel forçar os seus empregados da fazenda votarem em seu
candidato. Este voto sob pressão e coação do coronel é o chamado voto de cabresto.

A crise de 1929, o rompimento do “pacto oligárquico” e a Revolução de 30

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Em 1929 ocorre a maior crise da história do capitalismo: a quebra da bolsa de valores de NY. A crise
afetou diretamente o Brasil, que era o maior exportador mundial de café, e nossa balança comercial
dependia do produto. O então presidente era o paulista Washington Luiz. Naquele ano ocorreriam
eleições presidenciais, mas preocupado com a crise, com SP e com as exportações de café
Washington Luiz rompe o pacto oligárquico e indica um paulista: Júlio Prestes. Minas Gerais reage
fundando um novo partido. Busca apoio do RS e da Paraíba e lança a Aliança Liberal com a
candidatura do gaúcho Getúlio Vargas para presidente e do Pernambucano João Pessoa para vice. A
campanha e as eleições ocorreram normalmente e a candidatura de Vargas fez muito sucesso, mas
como poderíamos esperar, a eleição corrupta garantiu a vitória de Júlio Prestes. Os estados da Aliança
Liberal não aceitaram o resultado das eleições. A situação política fica tensa, mas a Aliança Liberal
recebe apoio de 10 estados brasileiros. Os exércitos estaduais marcharam até o Rio de Janeiro, capital
do Brasil naquela época, depuseram Washington Luiz e impediram a posse de Júlio Prestes. Getúlio
Vargas foi empossado presidente. A esse episódio em que Vargas chegou ao poder político foi
chamado pelos correligionários (seguidores) de Getúlio de “Revolução de 30”

A Era Vargas

Denominamos de “Era Vargas o período em que Getúlio esteve à frente da


presidência do Brasil. Governou diretamente 15 anos, entre 1930 e 1945. Ficou
5 anos afastado e voltou democraticamente em 1950 e governou até 1954,
quando seu governo tem um desfecho trágico. Suicida-se com um tiro no peito.
A maior parte do tempo em que Getúlio governou entre 30 e 45, governou
autoritariamente (um período sem constituição e depois como ditador). Foi um
do período marcado por avanços sociais (como as leis trabalhistas), por
discursos nacionalistas e avanços na economia através da construção de
industrias estatais (pertencentes ao Estado – pratica de nacionalismo
econômico), principalmente no setor de base (metalurgia e siderurgia). Para
facilitar nosso entendimento do período podemos dividir a “Era Vargas” em
períodos: 1-Governo Provisório, 2- Governo Constitucional, 3- A ditadura do
“Estado Novo”, e o 4- Período democrático.

O Governo Provisório

Logo que chegou ao poder Vargas tomou várias medidas para reorganizar o Estado ao seu Modo.
Suas primeira medidas foram:
- Dissolveu a constituição (que estava em vigor desde a proclamação da República)
- Nomeou interventores (governadores) estaduais
- Criou o MEC e o Ministério do trabalho
- Criou a política de Valorização do Café (comprava o café e queimava para evitar a queda brusca
de seu preço)
- Incentivou a policultura

Durante o início de seu governo São Paulo encontrava-se muito insatisfeito com a perda de poder
devido a subida de Vargas. Faziam uma forte propaganda política contra Getúlio chamando-o de
golpista e de ditador. Os paulistas organizaram-se e declararam guerra ao Brasil, numa guerra civil que
teve inicio em 9 de Julho (feriado estadual em SP). Foi chamada pelos paulistas de “Revolução
constitucionalista de 1932”, pois exigiam que fosse promulgada uma nova constituição e que fosse
nomeado um interventor paulista.
Várias manifestações ocorreram em São Paulo com enfrentamentos às tropas do governo. Num
destes confrontos foram assassinados 4 estudantes paulistas, Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo.
Tornaram-se os mártires da “revolução constitucionalista de 32”, o “MMDC”. As campanhas paulistas
contra o governo sempre vinham com esta sigla. O empenho de São Paulo foi grande e contou com
apoio em massa da população, que inclusive fazia campanhas para arrecadar fundos para a sua
revolução, como a campanha “doe ouro por SP”, em que muitas pessoas doavam até mesmo as
alianças. A participação feminina foi marcante e crucial no conflito, pois atuavam em campanhas, como
enfermeiras, produzindo fardas e armas. O movimento foi sufocado pelas tropas federais, mas os
paulistas consideraram-se vitoriosos: foi nomeado um interventor paulista e em 1934 promulgada uma
nova constituição. A Revolução constitucionalista não conseguiu adesão de outros estados. Suas
exigências só diziam respeito aos interesses paulistas.

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O Governo constitucional de Vargas (1934-1945)
A nova constituição trazia algumas novidades importantes tais como:
- Voto secreto
- Voto feminino
- Leis trabalhistas (a CLT é de 1932 e se torna constitucional em 34)
- Liberdade de expressão e partidária

No Governo Constitucional ocorreu uma forte polarização


política (quando as posições políticas vão para os extremos).
Reproduzia-se no Brasil a polarização política que ocorria na
Europa na década de 30 entre Fascistas (extrema direita) e
Comunistas (extrema esquerda). Havia dois partidos
principais que dominavam a cena política: A ANL (aliança
nacional libertadora), de orientação socialista, cujo líder era
Luiz Carlos Prestes e a AIB (ação integralista brasileira), de
orientação fascista e seu líder era Plínio Salgado. Os
integralistas inspiravam-se muito nos movimentos fascistas
europeus. Ritos e símbolos. Havia os camisas negras de
Mussolini e os camisas pardas de Hitler. Tínhamos os
“camisas verdes”. Os integralistas cumprimentavam-se pela
expressão tupi guarani “ANAUÊ” (você é meu irmão, e usavam como símbolo a letra do alfabeto grego
Sigma.

A tentativa de golpe da ANL e a propaganda anticomunista

Em 1935 a Aliança Nacional Libertadora tentou dar um golpe de Estado


e tomar o poder, mas foram frustrados. O golpe deveria ter acontecido
simultaneamente no RJ e em outras capitais, mas devido à problemas de
comunicação (lembre-se que naquela época tudo era muito mais
complicado. Não haviam celulares e computadores. Telefones eram raros)
o golpe foi antecipado no nordeste, foi flagrado pelas autoridades e o golpe
foi impedido à tempo na capital. Luiz Carlos Prestes e as lideranças da ANL
foram presos. Olga Benário, judia alemã foi entregue grávida à Alemanha
Nazista. Este episódio foi manipulado muito bem por Getúlio Vargas que
iniciou uma profunda propaganda anticomunista, e alertando a população
do “risco vermelho” (vermelho era a cor da bandeira comunista) que
rondava o Brasil.

O Plano Cohen e a Ditadura do Estado Novo

Após quase dois anos de intensa propaganda sobre o risco comunista que rondava o Brasil, foi
encontrado no palácio do Catete (antiga sede do governo) um plano que estipulava os passos
necessários para a implantação de um golpe comunista. Era assinado por alguém com o sobrenome
judeu Cohen. Hoje sabemos que este plano era falso, mas foi habilmente usado para manipular a
opinião pública de forma que um golpe comunista parecesse próximo. Getúlio Vargas então instala uma
ditadura, que foi chamada de “Estado Novo”, com o pretexto de salvar o Brasil da “ameaça comunista”

O Estado Novo

É nome que foi dado à ditadura varguista. Teve inicio em 1937 e foi até 1945.
Fechou o congresso nacional, proibiu os partidos políticos e dissolveu a
constituição de 34. Ampliou os poderes presidenciais e criou um aparelho
repressivo de Estado. Os meios de comunicação eram manipulados e
censurados. Para tanto criou o DIP (Departamento de imprensa e propaganda),
responsável pela censura e pela propaganda política de Getúlio. A imagem de
Vargas era sempre associada à dos trabalhadores, como o criador dos direitos
trabalhistas e “pai dos pobres”. Em 1937 outorgou uma nova constituição
autoritária, que respaldasse legalmente sua ditadura. Esta constituição ficou
conhecida como a polaca, por ser bastante semelhante a constituição da Polônia.

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Vargas implantará com tudo seu projeto de “nacionalismo econômico”, ou seja, procurava reduzir
a dependência com relação ao capital estrangeiro e criar empresas estatais (pertencentes ao Estado),
sobretudo no setor de base: siderurgia, metalurgia e energia.Foram criadas:
- Usina de Volta Redonda (RJ) (financiada pelos EUA em troca de apoio na II Guerra)
- CSN (Cia Siderúrgica Nacional) (RJ)
- Usina de Tubarão (Es)
- CVRD
- Petrobrás (criada em 1954 no governo democrático de Vargas)

A participação do Brasil na II Guerra

Quando eclodiu a Segunda Guerra o conflito ocorreu entre os países do


Eixo (Alemanha, Itália e Japão) contra os Aliados (Inglaterra, França,
URSS e EUA). Os dois lados tentaram ganhar o apoio do Brasil que lutou
junto dos aliados. Politicamente tínhamos mais semelhanças com os
países do Eixo (governos autoritários) que com os Aliados (democracias –
e socialismo soviético). Escolhemos o lado por dois motivos: 1- Os EUA
investiram pesado e financiaram a construção da usina de volta redonda.
2- A Alemanha nazista bombardeou navios
brasileiros em nossa costa, o que fez com que nossa
população se manifestasse contra o Eixo. Foram
enviadas a FEB (força expedicionária brasileira) e a
FAB (força aérea brasileira). Os soldados (que eram chamados pracinhas)
lutaram na Itália sob o comando dos EUA.
Devido à participação no conflito, Getúlio sofreu uma forte oposição interna.
Seus opositores pressionaram o governo e pedia a saída de Vargas, devido a
uma contradição: Na política interna Getúlio mantinha no país uma ditadura, mas
na política externa apoia e manda brasileiros para lutar pela democracia contra o
autoritarismo fascista. Esta contradição levou Vargas a abandonar o poder em
1945.
Questões

1) (VUNESP PMSP2014) A Revolução de 1930 promoveu transformações significativas na história


do Brasil. Sobre a Revolução de 1930, pode-se afirmar corretamente que
A) resultou de disputas por terras entre camponeses e pecuaristas no nordeste brasileiro.
B) propiciou o restabelecimento de relações diplomáticas com os estados unidos da américa.
C) representou os grupos sociais interessados em elaborar uma nova constituição.
D) originou o período da história brasileira conhecido como a era Vargas.
E) foi financiada com recursos oriundos da economia da cana-de-açúcar.

2) (VUNESP PMSP 2013) No final de 1951, o presidente Getúlio Vargas enviou ao Congresso
Nacional o projeto de criação da companhia Petróleo Brasileiro S. A. (Petrobras). Em um discurso
pronunciado, poucos meses depois, no estado da Bahia, assim se referiu Getúlio Vargas a Petrobras: A
Petrobras será o próprio Governo agindo no campo da indústria petrolífera, tal como já o faz na indústria
do aço, através da Companhia Siderúrgica Nacional. E isto sem o prejuízo do concurso do capital
privado. Mas nem remotamente existe o perigo de que, através da participação do capital privado,
venham a agir os grupos financeiros e estrangeiros, ou mesmo nacionais. Afastou-se tal perigo,
reduzindo o montante de sua participação na sociedade, ficando a União Federal com nunca menos de
51% do total.
(Getúlio Vargas. O governo trabalhista do Brasil. Vol. III.
Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1969, p. 157. Adaptado)
O discurso apresenta uma característica essencial do governo de Getúlio Vargas, que não se limita à
fase do governo democrático dos anos cinquenta, que foi a
A) procura de formação de blocos econômicos regionais, com a finalidade de resistir ao domínio
imperialista.
B) privatização das empresas estatais, com a venda de ações das grandes indústrias nas bolsas de
investimento.
C) liberalização econômica, com a abertura dos mercados nacionais aos capitais financeiros.
D) política de socialização da economia brasileira, com o controle da produção pelos trabalhadores.

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E) presença estatal em setores estratégicos da economia, com a limitação de investimentos
particulares.

3) (VUNESP PMSP 2012) Observe o cartaz produzido em 1943 pelo Departamento de Imprensa e
Propaganda (DIP), no período do Estado Novo.

(Dipity.com)

A partir dele, pode-se afirmar que o presidente Getúlio Vargas


A) era o protetor dos trabalhadores, que foram proibidos de participar de sindicatos.
B) organizava os trabalhadores em sindicatos, estimulando greves e manifestações.
C) extinguiu os sindicatos, mas criou leis sociais que amparavam os operários.
D) retomou as leis trabalhistas que haviam sido extinta durante a república velha.
E) apresentava as leis sociais como doação do estado aos trabalhadores.

4) A Revolução de 1932 pode ser explicada pela:


A) tentativa de recuperação do poder pela oligarquia paulista.
B) frustração dos tenentes que foram afastados do poder.
C) manipulação política das oligarquias nordestinas.
D) luta exclusiva em torno de uma nova constituição.
E) insatisfação contra a ditadura de Getúlio Vargas.

5) Entre as alternativas a seguir apenas uma não se relaciona com a Era Vargas. Assinale-a:
A) Censura à imprensa e violenta repressão política durante o Estado Novo.
B) Construção da Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda e fundação da Petrobrás.
C) Centralização de poderes e Revolução Constitucionalista de 1932.
D) Atendimento aos interesses das elites agrária e industrial e às reivindicações dos trabalhadores,
atenuando o conflito entre o capital e o trabalho.
E) Alinhamento aos EUA/OTAN no contexto da Guerra Fria e abertura às multinacionais.

6) Getúlio Vargas demorou para definir a sua posição em relação à II Guerra Mundial, mas soube
tirar proveito da situação. O seu apoio aos Aliados rendeu ao Brasil:
A) as honras prestadas à F.E.B. (Força Expedicionária Brasileira);
B) a construção da Petrobrás;
C) a perseguição dos submarinos alemães que, comprovadamente, afundaram cinco navios
brasileiros;
D) o financiamento para a construção da Usina Siderúrgica de Volta Redonda;
E) o retorno imediato à democracia.

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7)

(Jornal do Século, 26/11/2000)

Na década de 30, para combater o governo estabelecido por Getúlio Vargas, os paulistas pegaram
em armas. Os cartazes acima fazem parte da sua propaganda, pedindo a colaboração da população no
esforço de guerra.
A Revolução de 1932 ocorre na seguinte conjuntura política nacional:
A) aprovação do novo Código Eleitoral sem o voto secreto
B) perda da hegemonia política pela oligarquia paulista em nível federal
C) intervenção do poder federal no governo de São Paulo por meio da política dos governadores
D) aliança entre o Partido Popular Progressista e produtores rurais intermediada por militares
tenentistas

8) Em março de 1934, Luís Carlos Prestes fundou uma frente popular, a Aliança Nacional
Libertadora, que objetivava atrair setores democráticos e antifascistas da sociedade para um programa
de reformas políticas e sociais. O governo de Vargas perseguiu Prestes devido à
A) emergência de regimes autoritários na europa influenciando a organização partidária no brasil.
B) cooptação dos sindicatos pelo estado, com suas sedes tornando-se locais da propaganda oficial.
C) proposta política de estabelecer um governo revolucionário no brasil alinhado com a união
soviética.
D) organização da ação integralista brasileira, que defendia um projeto de estado autoritário para o
país.
E) rivalidade entre integralistas e aliancistas, os quais mobilizaram o país, ampliando o clima de
confrontos.

9) Sobre o processo de industrialização no Brasil, no século passado, é correto afirmar que


A) sofreu, na década passada, um salto de qualidade, perdendo seu caráter dependente e
tecnologicamente atrasado.
B) consolidou-se somente quando o estado, depois de 1930, tomou a iniciativa de assegurar sua
implementação.
C) conheceu sua fase de maior crescimento a partir do momento em que o país aderiu à
globalização e ao neoliberalismo.
D) passou por suas duas maiores fases de estagnação durante as duas guerras mundiais.
E) vivenciou durante o milagre econômico dos anos 1969-1973 várias greves operárias
generalizadas.

10) O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), criado em 1930 por Getúlio Vargas,
A) era um órgão que garantia a liberdade artística, jornalística e dos demais meios de comunicação
do Brasil na era Vargas.
B) promovia manifestações cívicas, nas quais os sindicatos de esquerda tinham um papel importante
de conscientização das massas.
C) estimulava a produção de filmes nacionais e concursos de música e defendia o direito de os
sindicatos realizarem seus comícios e suas greves.
D) aproveitou-se do programa hora do brasil, que, além de transmitir notícias políticas e informações,
servia como porta de entrada para as ideias liberais de Vargas.
E) era responsável por controlar os meios de comunicação e promover a propaganda do estado
novo.

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11) O populismo brasileiro surge sob o comando de Vargas e os políticos a ele associados. Desde
1930, pouco a pouco, vai-se estruturando esse novo movimento político. Ao lado das medidas
concretas, desenvolveu-se a ideologia e a linguagem do populismo.
(IANNI, Otávio. In: MOTA, Myriam Becho e BRAICK, Patrícia Ramos.
"História: das cavernas ao Terceiro Milênio". São Paulo: Moderna, 1997.)
Duas ações representativas do populismo varguista estão apontadas em:
a) implantação de organizações econômicas e redistribuição de terras aos camponeses
b) estatização das indústrias de bens de capital e limitação dos investimentos estrangeiros
c) modernização das estruturas econômicas e concessão de direitos aos trabalhadores urbanos
d) adoção de discurso anti-imperialista e estímulo ao alistamento contra a ingerência norte-
americana

12)

A caricatura é uma representação do contexto de instalação do Estado Novo através do golpe


liderado por Getúlio Vargas, que interrompe o processo de sucessão presidencial para as eleições de
janeiro de 1938. Sobre as características do Estado Novo, é possível fazer as seguintes afirmações:
I. O Estado desempenhou um papel significativo na economia, promovendo a política de substituição
das importações e estabelecendo indústrias de base, como a do aço.
II. Os sindicatos possuíam autonomia em relação ao Estado, surgindo, a partir dessa organização
corporativa, a ideologia trabalhista.
III. A força policial de Vargas empreendeu uma forte repressão aos adversários políticos, com
prisões, torturas e exílio forçado de políticos e intelectuais como Graciliano Ramos, Luis Carlos Prestes
e Olga Benário.
IV. O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) era o responsável pela construção da imagem
de Getúlio Vargas como protetor dos trabalhadores, promovendo a propaganda oficial em atos públicos
e em meios de comunicação de massa, como o rádio.
Está(ão) correta(s)
A) apenas I e II.
B) apenas III.
C) apenas II e IV.
D) apenas I, III e IV.
E) I, II, III e IV.

13) A política social, implementada durante a Era Vargas (1930-1945), legou-nos o ditado "Getúlio,
pai dos pobres". Assim, é correto afirmar que:
A) O populismo favorecia a população com bolsas e isenções tarifárias.
B) O regime autoritário era promovido pelas elites em troca de favores políticos.
C) A política social favorecia a riqueza dos pais em detrimento das mães de família.
D) Vários direitos foram garantidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).
E) O governo proletário enfatizava o patriarcado nas famílias brasileiras.

14) A Ação Integralista Brasileira (AIB), chefiada por Plínio Salgado, era de caráter:
A) socialista
B) anarquista
C) liberal

96
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D) democrático
E) fascista

15) Sobre a Era Vargas, é correto afirmar que


A) o país foi governado de forma descentralizada, respeitando o principio da federação e da
autonomia estadual.
B) a substituição das importações foi estimulada durante a segunda guerra mundial e o estado
investiu em siderurgia e energia hidroelétrica.
C) foram outorgadas duas novas constituições federais, de caráter autoritário e centralizado.
D) foram destruídas as bases do populismo, responsável pelo fortalecimento da sociedade civil e
pelo enfraquecimento do estado.

16) Outorga de uma Constituição, organização da leis trabalhistas, participação na Segunda Guerra
Mundial, são alguns fatos que lembram a figura de:
A) Juscelino Kubitschek.
B) João Goulart.
C) Eurico Dutra.
D) Getúlio Vargas.
E) Café Filho.

17) "Getúlio Vargas foi o político que por mais tempo conduziu os destinos do Brasil Republicano.
Getúlio é considerado o grande mito político da nossa história recente. Seu suicídio, ocorrido há
cinquenta anos, foi um acontecimento trágico e único na História do Brasil, razão pela qual vem sendo
recordado e reforçado por múltiplos mecanismos da memória."
In:- "Revista Nossa História".
Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, v.1,n. 10, ago. 2004.
A política desenvolvida por Getúlio Vargas no Brasil é caracterizada pela (o)
A) alinhamento político incondicional à Alemanha nazista.
B) adoção da reforma agrária em todo o território nacional.
C) extensão dos direitos trabalhistas para os trabalhadores rurais.
D) presença do estado como agente do desenvolvimento econômico.

18) Getúlio Vargas marcou a história do Século XX no Brasil, porque


A) marcou sua trajetória por um estilo antinacionalista, antidemocrático e anti-personalista.
B) diminuiu drasticamente a influência política dos coronéis, fortalecendo a industrialização da
economia.
C) manteve-se ao lado dos aliados, combatendo o nazi-fascismo, durante a segunda guerra mundial.
D) fez a transição do brasil rural para o urbano, através de uma política de defesa do estado na vida
econômica, incorporando as massas urbanas ao processo político.

19) O fim da Segunda Guerra Mundial representou para o Brasil um momento de grande
transformação política, destacando-se a campanha de redemocratização que
A) dificultou a implantação da indústria de base.
B) enfraqueceu a ideologia do trabalhismo no país.
C) contribuiu para o declínio político do estado novo.
D) obrigou a adoção de uma política externa independente.

20) O período do governo Vargas (1937-1945), chamado Estado Novo, coincidiu com a radicalização
política mundial de conteúdo corporativo. Esse movimento se sustentou na
A) difusão das ideias corporativas do regime fascista italiano.
B) intervenção do estado nos partidos políticos, para derrotar o plano Cohen.
C) realização das eleições municipais e estaduais, instituindo o voto universal.
D) eliminação do populismo como princípio de organização dos partidos políticos brasileiros.

21) O período da história brasileira conhecido como "Estado Novo" (1937-1945), pode ser
caracterizado:
A) por um período de plena democracia no Brasil com base na Constituição de 1937.
B) por uma ditadura instaurada por Getúlio Vargas.

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1111017 E-book gerado especialmente para LEANDRO GUIMARAES DE SANTANA
C) pelo governo de Juscelino Kubitschek, pautado no slogan "50 anos de realizações em 5 anos de
governo".
D) pela ditadura militar, justificada por uma intensa disputa pelo poder entre capitalistas e socialistas.
E) pelo retorno à democracia após muitos anos de governos militares. Em muitos aspectos, a

22) Era Vargas (1930-1945) implementou mudanças no país em relação à Primeira República (1889-
1930), pois
A) promoveu as bases da industrialização, ao empreender uma política econômica intervencionista e
protecionista, além de orientar sua política externa na busca de recursos para implantar empresas
nacionais.
B) passou a tratar a questão social como "caso de polícia", reprimindo as organizações da classe
operária com o fechamento de jornais, associações e sindicatos, embora permitisse sua representação
no congresso.
C) estabeleceu um estado federativo, conferindo aos estados bastante autonomia ao permitir que
contraíssem empréstimos no exterior e estabelecessem impostos, sem necessidade de consulta ao
governo federal.
D) desenvolveu uma nova política de valorização do café, por meio da compra e estocagem dos
excedentes pelos governos estaduais e por constantes desvalorizações cambiais para favorecer os
exportadores.
E) autorizou a pluralidade sindical, porém os sindicatos ficaram atrelados ao ministério do trabalho,
graças ao imposto de seus associados, e reuniam patrões e empregados, à semelhança do
corporativismo fascista.

23) Sobre o Populismo presente no Brasil durante o Estado Novo, as alternativas a seguir estão
corretas, EXCETO:
A) No governo de Getúlio Vargas, ao perceber a força do operariado brasileiro, elaborou-se a política
trabalhista para o país, que pode ser encarada como uma maneira de conquistar a simpatia dos
trabalhadores e, ao mesmo tempo, exercer um domínio sobre eles, controlando os sindicatos.
B) O populismo é acompanhado de várias medidas de cunho paternalista, em que o líder é visto
como alguém que dá "as coisas" à população mais pobre, sejam coisas concretas ou não. Esse
paternalismo esteve muito presente na política brasileira.
C) O Ato Institucional era uma medida utilizada pelos governos militares com o objetivo de atender
aos interesses da população trabalhadora e de garantir a luta por seus direitos trabalhistas.
D) Com relação às leis trabalhistas, implantadas pelo governo getulista, podem-se destacar como
medidas populistas: salário mínimo, férias remuneradas, jornada diária não superior a oito horas,
proteção ao trabalho da mulher, estabilidade no emprego. Essas medidas garantiram a Getúlio Vargas o
título de "pai dos pobres".

24) Com a instituição do Estado Novo em 1937, Getúlio Vargas inaugurou um novo regime político
no Brasil, marcado pelo autoritarismo. Entre as características e mecanismos de controle da ditadura
varguista, pode-se citar.
A) a mobilização das massas em grande escala através da atuação de um partido único controlado
pelo líder do governo.
B) a opção pelo modelo de desenvolvimento econômico liberal, com a privatização dos meios de
produção e a abertura do mercado ao capital internacional.
C) a difusão e veiculação de propagandas e ideais do novo regime através de programas de rádio
como o "repórter Esso" e a "hora do Brasil".
D) o alinhamento contínuo e incondicional da política externa do país às diretrizes norte-americanas.
E) o reforço das unidades federativas, que passaram a dispor de ampla autonomia político-
econômica e administrativa, com vistas a garantir a soberania e a integridade territorial frente a
ameaças imperialistas.

25) Em relação ao Estado Novo de Vargas, é COERENTE afirmar que:


A) foram criados os Ministérios da Educação e Saúde Pública e do Trabalho, Indústria e Comércio
B) a política cafeeira foi marcada pela criação do Conselho Nacional do Café (CNC) em 1931, que foi
substituído, em 1933, pelo Departamento Nacional do Café (DNC). Este órgão mantinha a Política de
Valorização do Café

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C) a Revolução Constitucionalista durou três meses e foi um fracasso do ponto de vista militar,
porém um sucesso do ponto de vista político. Getúlio nomeou um ministério composto por paulistas e
entregou o Governo de São Paulo aos cafeicultores
D) caracterizou-se por amplo debate político e ideológico, em que o Partido Comunista e a Aliança
Nacional Libertadora tinham total liberdade de ação
E) nele ocorreu a dissolução do Congresso Nacional; demissão de governadores estaduais e
extinção das bandeiras, armas, hinos e escudos estaduais; além da proibição das greves

26) Com a Revolução de 1930, iniciou-se o governo de Getúlio Vargas (1930-1945), era de
consolidação gradual de um Estado forte e modernizador. NÃO constituiu fato marcante desse período
a(o)
A) colapso do populismo e do nacionalismo como estratégias governamentais na condução do
processo político-econômico.
B) eclosão do movimento constitucionalista de são paulo, restabelecendo um novo compromisso
político entre sua elite e o poder central.
C) adoção de amplas medidas repressivas por parte do governo, justificadas como mecanismo de
proteção contra o comunismo internacional.
D) emergência de movimentos comunistas com propostas de conteúdo nacionalista e de defesa da
suspensão do pagamento da dívida externa.

Gabarito:
1-d, 2-e, 3-c, 4-a, 5-e, 6-d, 7-b, 8-c, 9-b, 10-e, 11-c, 12-d, 13-d, 14-e, 15-b, 16-d, 17-d, 18-d, 19-c, 20-
a, 21-b, 22-a, 23-c, 24-c, 25-e, 26-a

16 O mundo no auge da Guerra Fria: A reconstrução da Europa e do Japão e


o surgimento do mundo bipolar; os principais conflitos da Guerra Fria - A
Guerra da Coréia (1950 - 1953), A Guerra do Vietnã (1961 - 1975), os conflitos
árabes-israelenses entre 1948 e 1974; A descolonização da África e da Ásia; A
República Brasileira entre 1945 e 1985.

A Guerra Fria

Chamamos Guerra Fria o período que vai após a II Guerra Mundial, de 1945 até 1991, quando
ocorre a decadência e o fracionamento territorial da URSS. Foi um período bastante conflituoso e
ocorreram várias guerras, como a Guerra da Coréia e Guerra do Vietnã, mas chamamos de Guerra Fria
pois nunca ocorreu um conflito direto entre as duas grandes potencias da época: EUA e URSS.

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Características:

- Bipolaridade: Havia duas grandes potencias EUA (capitalista) e URSS (socialista), que disputavam
entre si o controle e a influencia pelo mundo.
- Corrida armamentista: Os países potência procuravam se armar para se protegerem de ataques
de países já armados. Quando os EUA criaram a bomba atômica em 1945 deu inicio à uma corrida pela
bomba atômica que gerou uma grande proliferação das armas nucleares
- Corrida aeroespacial: EUA e URSS desenvolveram programas espaciais cujo objetivo era chegar
à lua. Seria uma tarefa muito difícil, então o vencedor mostraria sua superioridade tecnológica. Em 1959
os EUA chegaram à lua.
- Alianças militares: OTAN x Pacto de Varsóvia: Cada lado criou um bloco militar para combater o
outro. A OTAN (organização do tratado atlântico norte) foi criada para combater os avanços do
socialismo e o pacto de Varsóvia foi criada para combater o capitalismo
- Disputa por áreas de influência: Tanto EUA quanto a URSS tentavam aumentar suas áreas de
influência, normalmente apoiando conflitos na África e Ásia, por exemplo apoiando a independência das
colônias africanas.
- Independência das colônias africanas e asiáticas: Aproveitando-se do contexto de
enfraquecimento das metrópoles após a II Guerra, os países africanos e asiáticos deram inicio aos
processos de independência.

Para muitos historiadores a Guerra Fria começou em 1947, pois foi neste ano que foi lançada a
Doutrina Truman: o conjunto da política externa dos EUA cujo objetivo era combater o avanço do
socialismo. Até mesmo as ditaduras militares na América Latina entre a década de 60 e 80 tiveram
apoio norte americano, pois foram implantadas sob o pretexto de impedir o avanço do comunismo.
Também é importante lembrarmos o Marcathismo, que era a política dos EUA de combate ao
comunismo internamente, em seu território.

Conflitos internacionais na Guerra Fria

Guerra da Coréia (1950-1953)


Ao final da II Guerra Mundial os japoneses foram derrotados pelas tropas coreanas socialistas que
deram início à uma ocupação militar na península. Os EUA destacará imediatamente suas forças
armadas para ocuparem o sul da península, evitando que forças coreanas socialistas, aliados dos
soviéticos dominassem todo território coreano. E foi em 1945, na Conferência do Cairo, que o destino
do país foi decidido. Foi dividida no paralelo 38°. Norte socialista e Sul Capitalista. Em 1950 a Coréia do
Norte invadiu a Coréia do Sul na tentativa de reunificar o país. Teve início a Guerra que dura até hoje.
O conflito armado durou 3 anos e em 1950 assinaram um armistício (cessar fogo), mas nunca
assinaram um tratado de paz. As fronteiras não foram alteradas. É o primeiro conflito internacional da
Guerra Fria. A Segunda Guerra acabara a somente a 5 anos e as potencias não queriam outro conflito
de grandes proporções, pois o apoio direto poderia descambar noutra guerra maior. A coréia do norte
contou com o apoio Chinês, que no ano anterior, 1949, tinha ocorrido uma revolução socialista liderada
por Mao Tse Tung.

Guerra do Vietnã (1955-1975)

Foi o principal e mais sangrento conflito na Guerra Fria. O Vietnã está localizado na península da
Indochina. Era uma possessão colonial francesa. Na II Guerra foi invadido pelos japoneses. Os

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vietnamitas expulsaram o Japão ao fim da guerra e teve inicio o processo independência (chamado
pelos franceses de descolonização). Ao norte as tropas que expulsaram os franceses eram tropas
lideradas por lideres socialistas. Em 1954 na Convenção de Genebra foi reconhecida a independência
dos países da península da Indochina: Laos, Camboja e Vietnã. O Vietnã foi dividido em Vietnã do
Norte, socialista e Vietnã do Sul, capitalista. Os Estados Unidos foram um dos articuladores da
independência da Indochina e a separação do Vietnã. Deu apoio ao Vietnã do sul para tentar im pedir
outra revolução socialista e invadiu o Norte. A Guerra se estendeu por vinte anos. Os EUA
desrespeitaram os direitos humanos com uso de armas químicas. Falharam em seus objetivos. Em
1976 o Vietnã foi unificado como um país socialista.

Fundação do Estado de Israel (1948 ...dias atuais)

Os judeus desde o ano 50dc até 1947 eram uma nação em diáspora. Sofreram perseguições desde
a Idade Média. No século XIX surgiu na Inglaterra um movimento pela criação de um Estado Nacional
para os Judeus, chamado Sionismo. Durante a II Guerra foram mortos em campos de concentração
nazistas em torno de 6milhões de Judeus. O Holocausto. Este triste episódio do século XX fez com que
surgissem os Direitos Humanos e um contexto internacional favorável à fundação do Estado de
Israel. A Inglaterra tinha a posse do território palestino desde a I Guerra Mundial. Seu mandado sobre o
território encerraria em 1948. A recém-fundada ONU (organizações das nações unidas) tinha como
plano dividir o território e criar dois Estados para dois povos. Um Estado Israelense e Um Estado Judeu.
Foi criado o de Israel e até hoje não foi criado o palestino. Isso gera um grande conflito que já
descambou em várias guerras, ocupações militares e hostilidades de ambos os lados. Os primeiros
palestinos foram expulsos de suas terras que foram ocupadas pelos judeus. Os palestinos ficaram
divididos em dois territórios, um a leste e outra à oeste de Israel. A faixa de Gaza e a Cisjordânia. A
população palestina não aceitou o ocorrido e desde então não reconhecem a existência do Estado de
Israel. Os palestinos se organizaram e receberam apoio de outros países árabes e islâmicos como eles.
Os principais conflitos entre árabes islâmicos e judeus, na Guerra Fria foram:
1948: Guerra de Fundação de Israel
1956: Guerra de Suez
1967: Guerra dos 6 Dias
1973: Guerra de Yon Kippur

A decadência da URSS e o Fim da Guerra Fria

O mundo socialista no fim da década de 70 e início de 80 apresentavam internamente graves


problemas de ordem econômica, social e política. O socialismo soviético tornou-se uma ditadura
totalitária durante a era de Stálin e os sucessores apesar de algumas flexibilizações no regime,
mantinham-no uma ditadura. Em 1985 subiu ao poder o ultimo líder soviético Mickail Gorbachev. A
econômica soviética passava por crises de abastecimento, uma profunda defasagem tecnológica e
problemas produtivos. Gorbachev lançou dois planos com o objetivo de reerguer a URSS:
- A Perestróica (reestruturação econômica). Uma série de medidas que visavam a modernização da
economia soviética, e incluía a abertura para investimentos estrangeiros e privatizações e empresas
pública

- Glasnost (transparência política). Uma diminuição profunda da censura e concessão de liberdade


de expressão e organização política
A URSS não resistiu às reformas. A economia não respondeu as tentativas de recuperação e a
população revoltava-se cada vez mais com as crises de abastecimento. Começaram a surgir sindicatos
como o polonês Solidariedade, por todas as repúblicas soviéticas. O auge das manifestações foi em
11/11/1989 em que a população do lado oriental socialista derrubou o Muro de Berlim (1961-1989). O
Socialismo soviético não resistiu. Em 1991 várias repúblicas soviética tornaram-se independentes
fracionando a ex URSS em 15 países. Foi o fim da Guerra Fria.

Questões

1) "A perestroika é uma necessidade urgente que surgiu da profundidade dos processos de
desenvolvimento em nossa sociedade socialista. Esta encontra-se pronta para ser mudada e há muito
tempo que anseia por mudanças. Qualquer demora para implantar a perestroika poderia levar, num

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1111017 E-book gerado especialmente para LEANDRO GUIMARAES DE SANTANA
futuro próximo, a uma situação interna exacerbada que, em termos claros, constituiria um terreno fértil
para uma grave crise social, econômica e política."
GORBATCHEV, Mikhail. "Perestroika: novas ideias para meu país e o mundo".
São Paulo: Best Seller, 1987.

"Fala-se, nos folhetins, do desencanto do socialismo, do malogro de uma ideia, até mesmo do atraso
dos intelectuais europeus ocidentais. (...) As perguntas retóricas são sempre respondidas com o mesmo
refrão: utopias e filosofias da história necessariamente acabam subjugando o homem."
HABERMAS, Jürgen. A revolução e a necessidade de revisão na esquerda - O que significa socialismo hoje? In: BOBBIO, Norberto et al.
"Depois da queda: o fracasso do comunismo e o futuro do socialismo". Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.

Tomando como referência as citações acima, analise a crise do socialismo real na União Soviética e
o significado das reformas empreendidas por Gorbatchev (Glasnost e Perestroika).

Resposta: A crise do socialismo real na União Soviética tem suas origens na formação e
consolidação do stalinismo e nas prioridades militares do Estado Soviético frente às demandas da
Guerra Fria, em detrimento de uma economia voltada para o bem-estar material da população. A
Perestroika e a Glasnost, empreendidas por Gorbatchev tinham por finalidade imediata a modernização
da economia e a redemocratização política na União Soviética. No entanto, acabaram por promover a
inserção da economia soviética à economia de mercado, iniciar um processo de derrocada da
hegemonia soviética no leste europeu e de desagregação da própria União Soviética e inaugurar uma
"Nova Ordem Mundial" ao por fim à Guerra Fria.

Questões

1) (VUNESP PM/SP - 2014)


“[...] o sistema da Guerra Fria é altamente funcional para as superpotências, e é por isso que ele
persiste, apesar da probabilidade de mútua aniquilação [...]”
(Noam Chomsky, “Armas estratégicas, Guerra Fria e Terceiro Mundo”,
in E. Thompson, Exterminismo e Guerra Fria)
Tendo por base o texto apresentado, assinale a alternativa correta a respeito da Guerra Fria.
A) Teve início no nazi fascismo durante a Segunda Guerra Mundial, o que explica sua permanência.
B) Foi usada pelos EUA e pela antiga URSS como meio de valorizar sua superioridade militar em
relação a outros países.
C) Ficou assim conhecida por envolver interesses exclusivos dos países do hemisfério Norte, mesmo
durante a Globalização.
D) Colocou em confronto direto a Alemanha e a Inglaterra por um período de mais de 20 anos.
E) Atingiu o seu momento mais intenso com a extinção da OTAN e o início da Guerra da Coreia.

2) (VUNESP PMSP 2013) Os dois lados viram-se comprometidos com uma insana corrida
armamentista para a mútua destruição. Os dois também se viram comprometidos com o que o
presidente em fim de mandato, Eisenhower, chamou de “complexo industrial-militar”, ou seja, o
crescimento cada vez maior de homens e recursos que viviam da preparação da guerra.
Mais do que nunca, esse era um interesse estabelecido em tempos de paz estável entre as
potências. Como era de se esperar, os dois complexos industrial-militares eram estimulados por seus
governos a usar sua capacidade excedente para atrair e armar aliados e clientes, e conquistar lucrativos
mercados de exportação, enquanto reservavam apenas para si os armamentos mais atualizados e,
claro, suas armas nucleares.
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos – O breve século XX – 1914-1991.
São Paulo: Cia. das Letras, 1995, p. 233. Adaptado)
O historiador refere-se à situação da política internacional que resultou, em grande medida, da
Segunda Guerra Mundial, e que pode ser definida como a
A) democratização do uso de armas nucleares, o que tornou possível o seu emprego por pequenos
grupos de guerrilheiros.
B) existência de equilíbrio nuclear entre as maiores potências, somada à grande corrida
armamentista.
C) expansão da ideologia da paz armada, que estimulou as potências a equiparem os países pobres
com armas nucleares.
D) predominância de uma potência nuclear em escala global, que interfere militarmente nos países
subdesenvolvidos.

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E) formação de uma associação internacional de potências nucleares, que garantiu uma paz
duradoura entre os países.

3) (VUNESP) Nas décadas de 1960 e 1970, a relação dos EUA com a América Latina
A) caracterizou-se pela ausência de investimentos econômicos significativos, uma vez que a região
oferecia menores oportunidades de lucro do que os chamados tigres asiáticos.
B) alterou-se quando os norte-americanos condicionaram a ajuda financeira aos relatórios de
organizações internacionais que avaliavam o respeito aos direitos humanos e à democracia.
C) desenvolveu-se de acordo com o programa do departamento de estado norte-americano,
D) particularizou-se pela aplicação da "política da boa vizinhança", que objetivava industrializar e
desenvolver o sul do continente, ainda que sob o controle dos norte-americanos.
E) pautou-se por um clima tenso, sobretudo depois da subida ao poder de Fidel Castro e da crise dos
mísseis na baía dos porcos.

4) (VUNESP) Líderes europeus e centenas de milhares de pessoas celebraram ontem no leste e no


oeste da Europa a entrada de dez novos membros na União Europeia, levando para 25 o total dos
membros do bloco e enterrando de vez a divisão [...] surgida no final da Segunda Guerra Mundial (1939-
1945).
("Folha de S. Paulo", 02.05.2004.)
O texto refere-se à divisão havida na Europa em
A) nações industrializadas e países exportadores de produtos primários.
B) regimes monárquicos e estados centralizadores e autoritários.
C) países capitalistas e regimes comunistas, sob a liderança da união soviética.
D) países possuidores de impérios coloniais e nações desprovidas de mercados externos.
E) potências nucleares e estados sustentados por exércitos populares.

5) Este é o maior evento da história (do presidente norte-americano H. Truman, ao ser informado do
lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima). Era importante que a bomba atômica fosse um
sucesso. Havia-se gastado tanto para construí-la... Todas as pessoas interessadas experimentaram um
alívio enorme quando a bomba foi lançada (do alto oficial cujo nome em código era Manhattan District
Project). Essas afirmações revelam que o governo norte-americano
A) desconhecia que a bomba poderia matar milhares de pessoas inocentes.
B) sabia que sem essa experiência terrível não haveria avanço no campo nuclear.
C) esperava que a bomba atômica passasse desapercebida da opinião pública.
D) estava decidido a tudo para eliminar sua inferioridade militar frente à urss.
E) ignorava princípios éticos para impor a sua primazia político-militar no mundo.

6)

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Os quadrinhos ironizam a bipolaridade característica da Guerra Fria, ordem de poder mundial que
marcou a maior parte da segunda metade do século XX. A crítica central do texto recai sobre a seguinte
característica desse contexto geopolítico:
A) formação de blocos militares, que deu origem à política do "Big Stick"
B) corrida armamentista, que gerou a doutrina da "Destruição Mútua Assegurada"
C) conflitos bélicos diretos entre EUA e URSS, que estabeleceram o "Equilíbrio do Terror"
D) confrontos regionais manipulados pelas superpotências, que resultaram na "Détente"

7) "Naqueles tempos havia equilíbrio e medo de destruição mútua. Naqueles tempos, uma parte
tinha medo de dar um passo extra sem consultar as outras. Era com certeza uma paz frágil e
assustadora, mas vista de hoje ela nos parece suficientemente confiável. Hoje parece que a paz não é
tão confiável."
A declaração do presidente russo Vladimir Putin, dada em fevereiro de 2007, evoca:
A) O período anterior à Segunda Guerra Mundial.
B) A "belle époque", que julgava impossível uma nova guerra geral.
C) A situação vigente após a Primeira Guerra Mundial.
D) A era stalinista, auge da URSS como potência.
E) O mundo bipolarizado da guerra fria.

8) A Queda do Muro de Berlim, em 1989, significou, SIMBOLICAMENTE,


A) a vitória do comunismo na República Democrática Alemã.
B) a alteração nas relações político-ideológicas entre Estados Unidos e União Soviética.
C) o início da globalização econômica, com a criação do Mercado Comum Europeu.
D) o isolamento da Alemanha oriental no cenário europeu e internacional.
E) a fuga de mão-de-obra da parte ocidental para a parte oriental da Alemanha.

9) Sobre o período denominado "Guerra Fria", da segunda metade do século XX até a Queda do
Muro de Berlim, em 1989, é correto afirmar que:
A) Destacou-se como período de tensão entre duas potências, os EUA e a China democrática, na
disputa pelo controle da economia mundial.
B) Desencadeou a descolonização de países na África, Ásia e América, até então domínio dos
impérios europeus.
C) Caracterizou-se pela bipolaridade nas relações internacionais com a hegemonia de sistemas
antagônicos - o capitalista dos EUA e o comunista da URSS.
D) Deu-se sob o signo do terrorismo das armas nucleares, monopólio da URSS contra os países do
Leste europeu, com vistas à expansão e conquista da Europa ocidental.
E) Foi marcado pelo papel da União Europeia em oposição à política externa dos EUA no Oriente
Médio, sob a égide do terrorismo internacional.

10) A Segunda Guerra Mundial teve como consequências:


A) alteração do poder político mundial e formulação da Doutrina Trumam.
B) proclamação da República na China e decadência política da "Cortina de Ferro".
C) intervenção de tropas estrangeiras na Guerra Civil Espanhola e vitória do franquismo.
D) divulgação das idéias da "Coexistência Pacífica" e propagação do movimento neutralista.

11) O Plano Marshal, elaborado e implantado pelos Estados Unidos depois da Segunda Guerra
Mundial,
A) visava restringir o avanço político da União Soviética sobre os países do Oriente Médio.
B) assegurava a livre penetração dos capitais norte-americanos no continente europeu.
C) determinava, de forma expressa, a luta contra o perigo da implantação do Anarquismo em toda a
Europa.
D) representava uma retomada da tradicional política da "boa vizinhança" dos EUA em relação à
América Latina.

12) período histórico denominado de Guerra Fria, refere-se


A) à rivalidade de dois blocos antagônicos liderados pelos EUA e URSS.
B) às sucessivas guerras pela independência nacional ocorridas na Ásia.
C) ao conjunto de lutas travadas pelo povo iraquiano contra a dinastia Pahlevi.
D) às disputas diplomáticas entre árabes e israelenses pela posse da península do Sinai.

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13) O "Muro de Berlim" foi construído em 1961 e derrubado em 1989. Sobre ele, é possível dizer
que
A) tinha o mesmo objetivo do muro que os Estados Unidos pretendem construir em sua fronteira com
o México: impedir a imigração ilegal de ocidentais, interessados nos benefícios do socialismo.
B) provocou a divisão da Alemanha em duas partes, com o surgimento, a leste, da Alemanha
Democrática (ou Oriental) e da Alemanha Federativa (ou Ocidental), a oeste.
C) desempenhava a mesma função do muro que Israel está construindo na Palestina: evitar a
entrada de terroristas em seu território e aumentar a segurança do Estado e da população.
D) foi destruído pelas tropas soviéticas quando tomaram Berlim ao final da Segunda Guerra Mundial,
derrotando o nazismo e obrigando a Alemanha a se tornar socialista.
E) simbolizou a divisão do mundo durante a Guerra Fria, separando em dois a cidade de Berlim e
estabelecendo contraste entre o mundo capitalista e o mundo socialista.

14) Sobre a queda do muro de Berlim, no dia 10 de novembro de 1989, é correto afirmar que
A) o fato acirrou as tensões entre Oriente e Ocidente, manifestas na permanência da divisão da
Alemanha.
B) resultou de uma longa disputa diplomática, que culminou com a entrada da Alemanha no Pacto de
Varsóvia.
C) expressou os esforços da ONU que, por meio de acordos bilaterais, colaborou para reunificar a
cidade, dividida pelos aliados.
D) constituiu-se num dos marcos do final da Guerra Fria, política que dominou as relações
internacionais após a Segunda Guerra Mundial.
E) marcou a vitória dos princípios liberais e democráticos contra o absolutismo prussiano e
conservador.

15) O lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e Nagasaki, em 6 de agosto de 1945,


provocou a rendição incondicional do Japão, na Segunda Guerra. Nesse momento, o mundo ocidental
vivia a dualidade ideológica, capitalismo e socialismo. Nesse contexto, o lançamento da bomba está
relacionado com
A) o descompasso entre o desenvolvimento da ciência, financiado pelos Estados beligerantes (em
guerra), e os interesses da população civil.
B) a busca de hegemonia dos Estados Unidos, que demonstraram seu poder bélico para conter, no
futuro, a União Soviética.
C) a persistência da luta contra o nazi-fascismo, pelos países aliados, objetivando a expansão da
democracia.
D) a difusão de políticas de cunho racista associadas a pesquisas que comprovassem a
superioridade da civilização europeia.
E) a convergência de posições entre norte-americanos e soviéticos, escolhendo o Japão como
inimigo a ser derrotado.

GABARITO: 1-B, 2-B, 3-E, 4-C, 5-E, 6-B, 7-E, 8-B, 9-C, 10-A, 11-B, 12-A, 13-E, 14-D, 15-B

Brasil: A República Liberal Populista (1946-1964)

Denominamos República Liberal pois foi um período democrático, entre duas ditaduras: O “Estado
novo de Vargas” que acabou em 1945 e a Ditadura Militar iniciada em 1964. E usamos o termo
populista, pois este foi um traço marcante na política nacional e latino americana

Populismo: Fenômeno político latino americano, que se manifestou em todas as esferas da política de um
país. Este período é marcado pela atuação de políticos conservadores, mas extremamente carismáticos, e que
usavam os meios de comunicação para manipular as massas trabalhadoras. Suas personalidades e imagens eram
cultuadas e associadas aos pobres e ao desenvolvimento do país. O caso mais emblemático no Brasil é o do
presidente Getúlio Vargas e sua política “trabalhista”, em que manipulava as massas trabalhadoras urbanas e
tinha sua imagem associada aos trabalhadores como o pai dos pobres em decorrência da criação das leis
trabalhistas (que naquela época só eram válidas somente na cidade). Outros exemplos importantes na América
Latina foram Juan Domingues Perón, na Argentina e Lázaro Cárdenas, no México. No Brasil podemos citar como
ícones desta época, além G.V., Juscelino Kubitschek que tinha associada à sua imagem o progresso e o
desenvolvimento do país (na época da implantação das grandes automobilísticas e construção de Brasília), era
conhecido como o presidente Bossa Nova. Ainda podemos citar a excentricidade de Jânio Quadros, que em suas
campanhas presidenciais chegava a vestir chinelo e terno e jogar farinha no cabelo para parecer caspa, numa
tentativa de vincular sua imagem ao pobre.

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Instabilidade política e dependência econômica

Havia algumas diferenças quanto ao funcionamento político do país, entre elas: O mandato político
era de 5 anos, não havia segundo turno, analfabetos não votavam, e o presidente e vice presidente
eram escolhidos em votações distintas. Estas características vão explicar em parte muito das crises
políticas enfrentadas nos pais. Tivemos como presidentes eleitos neste período o Gal. Eurico Gaspar
Dutra, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart.
Este momento foi marcado por várias características, entre elas, na política podemos afirmar que foi
um momento de grande instabilidade política. Dizemos que um momento político é instável
politicamente quando as regras do jogo político democrático são burladas, e não ocorre o previsto nas
eleições. Neste breve intervalo de 18 anos tivemos tentativas de golpe sobre GV que cometeu suicídio
em 1954. Ocorreram eleições democráticas que foram vencidas por JK, mas setores opositores
tentaram impedir sua posse (e seu governo sofreu o tempo todo com este tipo de tensão golpista). Para
garantir a posse de JK, que estava sob ameaça o ministro do exercito, marechal Teixeira Lott deu um
“golpe preventivo” para garantir a posse de Juscelino. Jânio Quadros vence as eleições de 59 e
toma posse em 60. Em seis meses renuncia o mandato e é substituído por João Goulart, que foi
surpreendido com um golpe enquanto estava em viagem diplomática: O congresso nacional mudou o
regime político de presidencialista para parlamentarista, para evitar o governo de Goulart, que por fim
sofreu o golpe militar em 1964.
Nestes 18 anos foi um momento de grande abertura econômica ao capital estrangeiro (quando
são retirados impostos e oferecidas vantagem para atrair capital estrangeiro, que em geral, migram das
regiões mais desenvolvidas do globo para as mais subdesenvolvidas em busca de matérias primas,
mercado consumidor, infraestrutura e vantagens fiscais.) A abertura de mercado ocorreu durante o
governo de Dutra e aprofundou-se no período JK.

O Governo Dutra: Desenvolvimento dependente e anticomunismo

Eurico Gaspar Dutra disputou as eleições em 1945 (PTB) com o Brigadeiro Eduardo Gomes (UDN).
Vitorioso Dutra consolidou a aproximação política e econômica com os EUA. Devemos nos lembrar que
era 1946, inicio da Guerra Fria. O Brasil se alinhou aos EUA no combate ao comunismo. O
alinhamento diplomático entre os dois países vinha desde a “Era Vargas” e a política de boa
vizinhança. Dutra proibiu os partidos comunistas (a ANL e o PCB), o direito de greve e cortou
relações diplomáticas e econômicas com a URSS. A aproximação política se mostra mais evidente
com a fundação em 1946 da ESG (Escola Superior de Guerra), instituto da inteligência militar
estratégica, inspirado no “War College” dos EUA. Da ESG surgiram as teorias anticomunistas e a elite
intelectual do exercito que planejaram e aplicaram o golpe militar de 1964.
Ao assumir a presidência teve um importante desafio: a promulgação de uma nova constituição
democrática, que foi aprovada ainda em 1946

A constituição de 1946
Suas principais características eram:
- Federalista
- democrática
- Liberdade de expressão
- Anticomunista
- Voto secreto e feminino

Aspectos econômicos:
Em sua gestão foi proposto o plano SALTE (saúde, alimentação, transporte e energia) que não foi
bem sucedido. Em parte devido ao esgotamento das divisas, que foram gastas na compra de
maquinário importado e defasado e em bens de consumo não duráveis. Nesta época, em razão da
“abertura de capital” ocorreu uma grande enxurrada de produtos norte americanos, que representou
um grande salto na qualidade de consumo na modernização. Nesta época se popularizaram os
eletrodomésticos, como batedeiras, liquidificadores, fogão à gás e a geladeira. Em 1950 era
inaugurada a primeira televisão brasileira, a TV tupi.

O Governo democrático de Getúlio Vargas


Getúlio Vargas ao abandonar o palácio do Catete (sede do governo quando a capital era o Rio de
Janeiro) sob forte pressão política em 1945 prometera voltar pelos braços do povo. Disputa a eleição

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em 1950 e ganha a eleição democraticamente e ganha de forma arrasadora. Foi levado ao Catete com
a maior votação presidencial da História do Brasil. Seu governo neste momento foi bastante conturbado
e tinha um grande setor de oposição. Entre os grandes opositores de Getúlio tínhamos o jornalista e
radialista carioca Carlos Lacerda, político conservador, contra o nacionalismo econômico de Vargas (ou
seja, a favor de uma grande abertura de capital) e líder da UDN (União Democrática Nacional).

Correntes de pensamento sobre o desenvolvimento nacional


No início da década de 50 tínhamos várias correntes de pensamento político. Foi um período de
grande efervescência política e cultural. Podemos identificar duas principais correntes de pensamento
(que podiam ser compartilhadas por diferentes partidos). Era a que defendia a política econômica
varguista de nacionalismo econômico e estímulo e desenvolvimento da industrias de base, estatais,
fundadas com capital nacional. Outra corrente era adepta da “abertura de mercado” para o capital
estrangeiro e retirar todas as barreiras comerciais e alfandegárias e oferecer vantagens para que as
grandes corporações multinacionais montassem aqui suas indústrias, para que pudéssemos nos
desenvolver com base no capital e tecnologia estrangeira. Ambas formas de pensamento possuíam
adeptos e eram calorosamente discutidas. O PTB (partido pelo qual GV se candidatava) era da corrente
nacionalista varguista, bem como os sindicatos que nesta época eram muito fortes e muito atuantes
politicamente em manifestações em prol dos direitos dos trabalhadores. A UDN, partido dos grandes
fazendeiros e de grandes empresários urbanos eram adeptos à abertura de mercado. Assim também se
orientava o PSD, partido fundamentalmente composto pelas elites empresariais urbanas mais
dinâmicas à década de 50, e muito ligadas aos desenvolvimento pelo capital estrangeiro.

Vargas no Poder

Durante o governo do Gal. Dutra o Brasil se alinhou politicamente e economicamente aos EUA. Foi
um momento de grande entrada de capital estrangeiros, vantagens oferecidas às grandes corporações
e empréstimos tomados pelo Brasil à juros altíssimos. Quando Vargas ganha a eleição os EUA
diminuem sua aproximação e seus investimentos por aqui. Esta diminuição do investimento norte
americanos devia-se à desconfiança que eles tinham de um governo nacionalista. Para que você tenha
ideia haviam prometido 400 milhões de dólares em investimentos no Brasil em 1950. Quando Vargas
ganhou as eleições o investimento foi reduzido a 180 milhões (menos da metade). Em seu retorno
Getúlio Vargas tivera dificuldades para implantar seus projetos nacionalistas, e havia uma corrente
política muito forte que defendia a abertura de capital. Após uma série de campanhas nacionalistas
como “O Petróleo é Nosso” foi criada em 1953 a Petrobrás.

Porque a criação da Petrobrás foi polêmica na época? Lembra-se que acabamos de


comentar que existiam duas correntes de pensamento sobre o desenvolvimento, uma
nacionalista e outra como era chamada, entreguista? Pois bem, Vargas defendia a criação de
uma empresa de petróleo totalmente nacional, com monopólio de pesquisa, extração e refino.
O outro grupo defendia que deveríamos abrir a exploração do petróleo às empresas
estrangeiras, que tinham capital e tecnologia para exploração, para que nos beneficiássemos
da exploração do petróleo mesmo sendo subdesenvolvidos. Quando a Petrobrás é criada
totalmente estatal os grupos que defendiam os investimentos estrangeiros ficaram muito
contrariados, assim como os EUA.

As greves operárias começavam a proliferar. o salário mínimo não recebia aumento a anos e havia
de desvalorizado muito. Getúlio havia nomeado como ministro do trabalho João Goulart (o que mais
tarde será presidente e sofrerá o golpe militar de 1964), que para contornar as manifestações
concedera um aumento de 100% no salário mínimo, aumento esse que foi aprovado por Vargas.
Tentaram aprovar no congresso a lei de dos lucros extraordinários, que obrigava as corporações
multinacionais reinvestirem parte do dinheiro lucrado no país.
A oposição a Getúlio se tornou feroz. Carlos Lacerda atacava insistentemente a política econômica
do governo e à figura de Vargas. O exército se pronunciou através do Manifesto dos Coronéis contra
a política econômica e contra a política social. Criticaram ferozmente o aumento de 100% dado ao
salário mínimo, alegando que faria com que um soldado ganhasse quase como um tenente, e para eles
isso significaria desordem e rompimento de hierarquia. Diziam também que o governo se mostrava
incapaz contra a “desordem” instalada no país devido ao aumento das greves e manifestações.

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O atentado na rua Toneleiros e o desfecho trágico da crise política

O segurança pessoal do presidente Getúlio, Gregório Fortunato, por iniciativa própria resolve
cometer um atentado contra a vida do maior opositor à Vargas. Realiza uma emboscada em que atira
contra Carlos Lacerda, que naquele instante era acompanhado por um oficial. Gregório de Fortunato
erra o tira que pega de raspão em Lacerda. Este episódio repercutiu de forma estrondosa contra
Getúlio.
No dia 24 de agosto Vargas preside uma reunião com representantes de todos os setores políticos
com influencia no poder da época: Os políticos da UDN, o exército e grandes empresários. A reunião
estende-se até a madrugada. Getúlio Vargas recolhe-se a seus aposentos, escreve uma carta de
suicídio e dispara um tiro contra o próprio peito.
O Suicídio de Getúlio repercutiu de forma bombástica na população brasileira. Todos os opositores
de Vargas tiveram que se calar pois o país passava por um período de comoção devido a morte
daquele que fora cultuado como o “pai dos pobres”. O próprio Carlos Lacerda que tinha sofrido um
atentado recentemente sai do pais por uns tempos até a poeira baixar. Muitos historiadores acreditam
que Vargas sofreria um golpe do exército apoiado pela UDN, mas com seu suicídio Getúlio atrasou o
golpe em 10 anos. O golpe militar foi dado em João Goulart em 1964.

Crise na transição política


O Vice-presidente Café Filho assumiu a presidência até o fim do mandato. Mas se afasta por
problemas de saúde e o presidente do congresso Carlos Luz assume o comando do país. Ocorrem as
eleições para presidente em 1955 e elas são vencidas pelo candidato do PSD Juscelino Kubitscheck
com 36% dos votos (lembra-se que não havia segundo turno? Vencia então quem tivesse a maioria
simples dos votos). A UDN não aceitou a vitória eleitoral de JK alegando que ele não possuía 50% dos
votos. Passaram a pregar o impedimento da posse do presidente eleito. Rumores de um golpe
pairavam no ar. Neste contexto o ministro da Guerra, Marechal Teixeira Lott tomou uma atitude par a
garantir o cumprimento da constituição e a posse de JK. Deu um “golpe preventivo”. Depôs Carlos
Luz e assumiu o poder para garantir a posse de Juscelino.

O Governo Juscelino Kubitschek

O Governo Juscelino Kubitscheck é caracterizado pelo esforço para a industrialização do país. Era
ligado ao getulismo, porém possuía outra linha de pensamento. O objetivo na época era desenvolver o
Brasil. Industrialização e desenvolvimento eram vistos como sinônimos. Este período foi marcado pelas
teorias que ficaram conhecidas como “nacional desenvolvimentismo”: Para o país desenvolver era
preciso industrializar, então era necessário desenvolver a qualquer custo. O pensamento nacional
desenvolvimentista pregava então que deveríamos abrir os mercados brasileiros e conceder incentivos
às grandes corporações para que pudessem gerar empregos na industria e pudéssemos usufruir do
desenvolvimento dos países ricos. Consideravam que a industrialização era possível ser conquistada
dentro do subdesenvolvimento.
O presidente Juscelino aplicou um projeto de governo bastante arrojado para a época. Na busca de
industrializar a qualquer custo lançou o “Plano de Metas”, que prometia desenvolver o país “50 anos
em 5”. As cinco principais metas eram: Industria, Energia, transportes, educação e saúde.
Fundamentalmente realizou uma abertura de capital, retirando barreiras alfandegárias e protecionistas,
e investiu em infraestrutura construindo rodovias que integravam o Brasil e também usinas hidrelétricas.
Importante lembrarmos que quanto maior o desenvolvimento industrial, maior a demanda energética.
A meta síntese do Plano de Metas, e que projetou a imagem de JK foi a construção de Brasília. A
ideia de construção de uma cidade para abrigar o distrito federal e que fosse no centro de nosso
território (para integrar o país e contra invasões estrangeiras) já era bem antiga, proposta durante o
Império, por José Bonifácio. Jk concretizou um projeto de mais de um século na época.
Entre as razões para a construção de Brasília podemos citar:
- Centralizar a administração política do país
- Levar o desenvolvimento ao interior
- É estrategicamente mais seguro para o Estado em caso de conflitos internacionais
- Afastar a capital das tensões políticas do RJ, metrópole populosa cuja população era bastante
politizada à época e com frequência ocorriam manifestações.

O projeto urbanístico ficou por conta de Lúcio Costa, que projetou a capital em formato de avião, uma
referencia a imagem de progresso que o governo queria transmitir. Inclusive o grande mote

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propagandístico do governo JK era esse: a associação da imagem do governo JK com o
desenvolvimento. Era chamado presidente “Bossa Nova”. Este estilo musical tipicamente brasileiro,
surgido entre os músicos cariocas era um estilo na época novo e arrojado, pois misturava o Samba com
os acordes do Jazz, estilo surgido nos guetos dos EUA. As principais multinacionais que se instalaram
no país foram as industrias automobilísticas, com destaque para a alemã Wolksvagem. O Fusca
virou o carro símbolo do governo e frequentemente o presidente era fotografado em um.
Tentou combater sem sucesso o desequilíbrio no desenvolvimento regional, pois a riqueza já era
concentrada na região sudeste e com a industrialização que se concentrou nesta região, principalmente
em razão da proximidade com o mercado consumidor, o desequilíbrio entre o desenvolvimento entre o
nordeste e o sudeste aumentou. Criou a SUDENE (superintendência para o desenvolvimento do
.nordeste), mas não obteve sucesso. Seu governo conseguiu consolidar as principais metas do plano de
metas. O país teve um grande salto na industrialização, foi construída a capital e foi muito competente
em conciliar desenvolvimento econômico com estabilidade e democracia. Numa época de ameaças
golpistas frequentes o governo Juscelino foi estável e democrático. Mas os aspectos econômicos não
foram somente vitórias. As poucas divisas do Brasil foram gastas e contraímos uma enorme dívida
externa.

Rompeu com o FMI e pegou dinheiro a juros mais altos .... baita dívida

O Governo Jânio Quadros

Foram eleitos para suceder JK Jânio Quadros para presidente e João Goulart para vice (eram de
partidos opostos). Jânio Quadros entrou para a história política dos pais pela sua habilidade em
marketing pessoal e político e também por ter renunciado em um semestre a presidência. A Carreira
política de Jânio Quadros foi meteórica. Foi vereador, prefeito e governador de São Paulo. Disputou a
presidência da República com a “campanha da vassourinha”. Dizia que iria varrer a corrupção do
Brasil e ia a seus comícios segurando uma vassoura, que era o tema de sua música de campanha.
Tomava sempre o cuidado de usar os cabelos desgrenhados, disfarçando caspa no paletó usando
farinha, e comia sanduíches de pão com mortadela. Ao assumir a presidência tomou várias medidas
moralistas e propagandísticas: proibiu a briga de galo, cassinos e uso de biquíni nas praias. Na política
econômica interna enfrentou uma forte crise econômica, em parte devido ao esgotamento do modelo
desenvolvimentista de JK. A inflação desvalorizou muito o salário dos trabalhadores e as greves se
multiplicaram. As manifestações populares eram cada vez mais frequentes, bem como surgiam vários
movimentos culturais, como o tropicalismo. A crise econômica se agravou pois tirou o subsídio do
trigo, o que aumentou o preço do produto, consequentemente do pão, e isso gerou mais inflação.
Tentou manter uma política externa independente: manteve o rompimento com o FMI, restabeleceu
relações diplomáticas e econômicas com a URSS e condecorou “Che Guevara”, um dos líderes da
Revolução Cubana, com a “Medalha Cruzeira do Sul”, a maior honraria da república. Jânio era
anticomunista e conservador, mas era uma forma de manter a independência com relação à dominação
e influência dos EUA. Enquanto as agitações populares cresciam e o vice-presidente João Goulart
estava em visita à China (comunista), Jânio Quadros renuncia a presidência da república alegando que
“forças ocultas o impedem de governar”. Será instaurado um quadro de instabilidade política em que
será desencadeado o golpe militar em 1964.

O Governo João Goulart

A República pode ser presidencialista ou parlamentarista. Numa república presidencialista


o presidente á ao mesmo tempo chefe de governo e chefe de estado. No parlamentarismo o
presidente é chefe de Estado e o chefe de governo é o primeiro ministro, escolhido pelo
parlamento. O presidente no parlamentarismo não governa. Seu poder fica reduzido a
funções administrativas e representação diplomática.

João Goulart assumiu o poder em meio a uma forte instabilidade política. Tinha a fama de
comunista entre a elite conservadora da época, sobretudo para a UDN. O exército e a UDN não queria
que João Goulart assumisse a presidência, pois alegavam que iria instalar o comunismo no país. Para
impedi-lo de governar o congresso nacional, de maioria conservadora mudaram o regime de governo de
presidencialismo para parlamentarismo. Quando Jango volta da China o Brasil é uma república
parlamentar e assume o cargo, porém sem poder para governar.

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Questões

1) O lema "50 anos de Progresso em 5 anos de governo", caracterizava-se pelo domínio de nosso
mercado interno por parte das grandes empresas multinacionais que se instalaram no país, sob a
presidência de(o):
A) Juscelino Kubitscheck.
B) Getúlio Vergas.
C) General Eurico Gaspar Dutra.
D) Jânio Quadros.
E) General João Figueiredo.

2) Consistiu na política de Juscelino Kubistchek que pretendia desenvolver o Brasil, "50 anos em 5":
A) Plano SALTE;
B) Plano de Metas;
C) Plano Trienal;
D) Reformas de Base;
E) Plano Cohen.

3) "Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. O ódio, as infâmias, a
calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada
receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na
História."
O texto acima é um fragmento de um importante documento histórico. O referido documento é:
A) a renúncia de Jânio Quadros;.
B) o "impeachment" de Fernando Collor;
C) a renúncia de D. Pedro I;
D) o discurso de Ulisses Guimarães, pelas "Diretas-Já";
E) a carta-testamento de Getúlio Vargas

4) Faziam parte das Reformas de Base de João Goulart, EXCETO:


A) reforma agrária, com a divisão dos latifúndios improdutivos;
B) reforma universitária, com a ampliação do número de vagas nas universidades;
C) reforma eleitoral, com direito de voto aos analfabetos;
D) reforma político-partidária com a criação de apenas dois partidos, a udn e o mdb;
E) controle da remessa de lucros para o exterior.

5) Sua campanha eleitoral teve como símbolo a Vassourinha, para varrer a corrupção. Seu governo
caracterizou-se por medidas excêntricas, como a proibição do biquíni e os "bilhetinhos", para expedir
suas ordens. Aproximou-se dos países comunistas e aos sete meses de governo, renunciou alegando
ser pressionado pelas "Forças Ocultas". O texto acima, refere-se a:
A) Jânio Quadros;
B) Eurico Gaspar Dutra;
C) Fernando Collor de Mello;
D) Tancredo Neves
E) Getúlio Vargas

6) O Plano SALTE, priorizava como metas de governo: saúde, alimentação, transporte e energia. O
Plano corresponde ao governo de:
A) Jânio Quadros;
B) Jucelino Kubistcheck;
C) Eurico Gaspar Dutra;
D) Getúlio Vargas;
E) João Goulart.

7) Durante o governo de Getúlio Vargas (1951-1954), a política econômica era marcadamente


nacionalista. A adoção de uma política voltada para os interesses da nação determinou:
A) o choque com os interesses imperialistas, principalmente o norte-americano, já que os países
capitalistas, durante a Guerra Fria, se agrupavam sob a direção e de acordo com os interesses dos
Estados Unidos.

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B) o estremecimento das relações entre Vargas e os EUA. Mas o presidente norte-americano,
Eisenhower, viu-se impossibilitado de não conceder os empréstimos prometidos, para não perder um
aliado na América.
C) a falência dos projetos ligados à criação de empresas estatais, que monopolizariam setores
importantes da nossa economia, dada a falta de capital estrangeiro.
D) o afastamento, do governo, do movimento trabalhista, que criava obstáculos para a implantação
do programa econômico.
E) a retomada de uma campanha liderada pelo próprio presidente, que denunciava a remessa de
lucros para o exterior por parte das empresas nacionais.

8) Ao pedir que o povo votasse contra __________ no plebiscito de 6 de janeiro de 1963, o governo
de João Goulart pretendia obter maior poder e legitimidade política para promover __________.
A) o parlamentarismo as reformas de base
B) o colégio eleitoral eleições livres e diretas
C) a lei de segurança nacional a democratização política
D) o seu impeachment a abertura da economia ao capital estrangeiro
E) a emenda institucional nº 3 sua reeleição

9) A construção de Brasília e a consequente transferência do Distrito Federal do Rio de Janeiro para


o planalto Central corresponderam a uma estratégia de fundo geopolítico que pretendia
A) dinamizar a economia das regiões litorâneas mais desenvolvidas com uma industrialização com
base nacional.
B) propiciar a seus moradores amplos espaços públicos de convivência para o exercício da cidadania
política.
C) difundir um planejamento urbano moderno e democrático, integrando as cidades-satélites ao
plano piloto.
D) por meio de seu zoneamento, integrar as áreas residenciais, comerciais e políticas, garantindo
espaços com ausência de segregação.
E) integrar territorialmente o país com a ocupação dos espaços interiores e ao mesmo tempo isolar
geograficamente o centro de decisão política do país.

10) Leia o trecho abaixo.


"Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo condenaram-me novamente e se
desencadeiam sobre mim. [...] Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios do domínio e
espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao
Governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos
nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei dos lucros extraordinários foi detida
no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. [...] Se as
aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço
em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco."
DEL PRIORE, Mary. "Documentos de história do Brasil: de Cabral aos anos 90".
São Paulo: Scipione, 1997. p. 98-99.
Pode-se afirmar que o trecho acima faz parte da
A) proposta de reformas de base do presidente João Goulart, de 1964.
B) carta de renúncia do presidente Fernando Collor de Mello, de 1992.
C) carta-testamento do presidente Getúlio Vargas, de 1954.
D) declaração ao povo brasileiro feita pelo governador Leonel Brizola, de 1962.
E) carta de abdicação de Dom Pedro I, de 1831.

11) Leia este trecho:


Durante o governo do General Eurico Gaspar Dutra, foi criada, em 1948, "uma Comissão Técnica
Mista com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico brasileiro atrelado aos capitais e
interesses norte-americanos. Essa comissão, chefiada pelo economista brasileiro Otávio Gouveia de
Bulhões e pelo norte-americano John Abbink, produziu em 1949 um documento conhecido como
relatório Abbink. Segundo os princípios do liberalismo, o relatório dizia que o crescimento econômico
nacional deveria se dar pela dinamização da iniciativa privada, pela contenção da especulação
imobiliária nos principais centros urbanos e, sobretudo, pela expansão e modernização dos meios de
transporte e da produção de energia".
BERTOLLI FILHO, Cláudio. "De Getúlio a Juscelino". 1945-1961. São Paulo: Ática, 2000. p. 16.

111
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Algumas propostas apresentadas por essa Comissão Técnica Mista tiveram desdobramentos que se
efetivaram ainda durante o Governo Dutra. Entre esses desdobramentos, inclui-se a
A) expansão da malha rodoviária e a abertura do Brasil a empresas multinacionais norte-americanas
produtoras de automóveis, caminhões e tratores.
B) nacionalização de todas as companhias estrangeiras de energia elétrica que atuavam no País,
visando a diminuir o custo de operação das empresas nacionais.
C) privatização das empresas estatais, alocadas, a partir de então, nas mãos da iniciativa privada,
com base numa política de subsídios fiscais.
D) adoção de um plano econômico governamental de investimentos, que priorizava as áreas de
saúde, alimentação, transporte e energia.

12) A renúncia de Jânio Quadros causou transtornos políticos que abalaram o Congresso Nacional.
A solução encontrada, para a posse de João Goulart na presidência, em 1961:
A) conseguiu harmonizar os interesses e afastar as dificuldades políticas, com Tancredo Neves,
político da UDN, como primeiro-ministro.
B) não teve a participação de militares; mas, apenas, do partido político mais forte, a UDN, sob a
liderança de Tancredo Neves.
C) não conseguiu desfazer as tensões políticas por inteiro, sobretudo a insatisfação de grupos da
burguesia e de militares que temiam as propostas defendidas por Jango.
D) não teve a participação das forças de esquerda, em razão das relações que o novo presidente
tinha com o varguismo.
E) teve amplo apoio dos militares mais expressivos politicamente e dos partidos políticos de ideologia
liberal, como a UDN e o PSD.

Gabarito: 1-a, 2-b, 3-e, 4-d, 5-a, 6-c, 7-a, 8-a, 9-e, 10-c, 11-d, 12-c

O Regime Militar

Em 1º de abril de 1964 foi dado o golpe militar pelo exército. Contou com apoio de vários setores
sociais como o alto clero da Igreja Católica, ruralistas e grandes empresários urbanos. Devido a este
apoio este período atualmente é chamado de Ditadura Civil-Militar (ditadura militar com apoio civil). O
argumento para o golpe foi afastar o “risco comunista”. Entre 1946 e 1964 o Brasil viveu um período
democrático e muito rico culturalmente. Neste momento os movimentos sociais e estudantis atuaram
com bastante intensidade. Havia um movimento que lutava pela reforma agrária (como o MST)
chamado de “ligas camponesas”, a UNE (união nacional de estudantes), teatros populares e sindicatos
de várias categorias de trabalhadores. Muitas manifestações populares e greves estavam ocorrendo
naquele momento, sobretudo no inicio da década de 60. Nas eleições de 1959 foi eleito para presidente
da república Jânio Quadros e como vice João Goulart (eram de partidos opostos Goulart era PTB,
partido de Vargas e Jânio era apoiado pela UDN. Jânio Quadros após pouco mais de seis meses de
mandato renunciou à presidência. O vice João Goulart estava em visita diplomática à China. O
congresso (deputados federais e senadores) brasileiro quis impedir a posse de João Goulart por
considerá-lo esquerdista comunista. Para tanto, enquanto ainda Jango estava no exterior o regime de
governo foi mudado de presidencialismo para parlamentarismo. Quando Jango retorna toma posse
como presidente, mas com poderes limitados.

No presidencialismo o presidente é ao mesmo tempo chefe de governo (quem governa


realmente) e chefe de Estado (representação diplomática)
No parlamentarismo o presidente é chefe de Estado (representação diplomática) e o chefe
de governo é o primeiro ministro (escolhido entre os deputados)

Jango passou seu governo tentando retomar o poder conseguiu um plebiscito para 1963 para a
população optar pelo presidencialismo ou pelo parlamentarismo. O presidencialismo ganhou e Goulart
tenta a reeleição. Realizou alguns comícios em que anunciou as reformas de base: A reforma agrária
(redistribuição das terras improdutivas), tributária (reordenamento dos impostos) , política (mudanças na
lei eleitoral). Essas reformas eram consideradas muito esquerdistas e radicais para a época, o que
reforçava a imagem de comunista de Jango. Além disso, como a crise econômica e uma pesada
inflação estava rolando à anos, as greves se espalharam. Espalharam-se manifestações de apoio ao
presidente e de repúdio a ele, como a “marcha por Deus, pela Família e pela Liberdade”

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Diante deste contexto de fortes agitações sociais que o exército dá o golpe sob o argumento de
afastar o risco comunista que rondava os pais.
Quando inicia o governo militar realizam uma grande perseguição política aos líderes de esquerda,
que são presos na calada da noite. Os deputados e políticos em geral que tinham mandatos de partidos
de esquerda foram cassados (expulsos). Para tanto foi criado o SNI (serviço nacional de informação).
Era o serviço secreto do Exercito e havia agente em todos os lugares como jornais, sindicatos, escolas
... Bastava o agente do SNI apontar um suspeito para ele ser preso. Apesar das cassações de mandato
o congresso nacional foi mantido. Os militares passaram a governar através de Atos institucionais.
Mesmo após a constituição de 67, que institucionalizava o regime os militares continuaram governando
através de atos institucionais.

AI- 1: Ampliação dos poderes do presidente, eleição indireta e a cassação de parlamentares de


esquerda. (O início da instalação da Ditadura. Perseguem lideranças de oposição (lideres camponeses,
estudantis, sindicais, partidários e intelectuais) e são cassados mandados políticos e cargos públicos.
AI- 2: Instituiu bipartidarismo. Só podiam existir a ARENA e o MDB. Consolida as eleições indiretas.
Os voto dos congressistas para a presidência era aberto e declarado dito no microfone na assembleia.
Além disso, toda a oposição já teve seus mandatos cassados. Não havia oposição de fato. O congresso
aprovava tudo o que os presidentes militares mandavam.
AI- 3: Estabelecia eleições indiretas para governadores de estado. Votavam os deputados estaduais
por voto aberto e declarado.
AI- 4: convocação urgente da assembleia para a aprovação da constituição de 67
AI- 5: Concede poder excepcional ao presidente que pode cassar mandatos e cargos fechar o
congresso, estabelecer estado de sítio. Eliminou as garantias individuais.

Os presidentes eram escolhidos pelos próprios militares em colégio eleitoral, assim como os
governadores de estado e prefeitos de cidades com mais de 300 mil habitantes. O voto da população
em nível federal limita-se aos deputados e senadores que eram ou da ARENA (partido do sim) ou do
MDB (partido do sim senhor). Não havia oposição real e concreta no congresso. Somente a permitida
pelos militares.

Foram presidentes militares:


Castelo Branco (64-67)
Costa e Silva (67-69)
Garrastazu Médici (69-74)
Ernesto Geisel (74-79)
Figueiredo (79-85)

A ditadura entre 1964 e 1967 durante o governo do Marechal Castelo Brancos foi um período mais
brando dentro do contexto do regime. Os partidos foram extintos (ficou o bipartidarismo) e a censura
ocorria, mas ainda que pequeno, havia um espaço para os trabalhadores e estudantes se manifestares,
sobretudo os artistas. As manifestações proliferaram. Ocorreram grandes greves operárias em
Contagem (MG) e São Paulo. O ultimo ato de Castelo Branco foi a imposição de LSN (lei de segurança
nacional), que estabelecia que certas ações de oposição ao regime seriam consideradas “atentatórias”
à segurança nacional e punidas com rigor. Após enfrentamentos entre os estudantes e militares em que
ocorreram mortes de jovens, contra a repressão ocorreu a passeata dos 100 mil. Em dezembro de
1968, sob o governo do Marechal Costa e Silva foi instituído o AI-5 o mais duro e repressor dos atos
institucionais acabava com as garantias civis (de ser preso após julgamento por exemplo), enrijecia a
censura e a perseguição. Concedia uma autoridade excepcional para o poder executivo. O Presidente
poderia fechar o congresso nacional e cassar mandatos parlamentares, aposentar intelectuais, demitir
juízes, suspender garantias do judiciário e declarar estado de sítio.

Alguns grupos políticos contra a ditadura passaram à atuar na clandestinidade. Alguns deles, devido
ao AI-5 optaram por partir para a revolta armada. Surgiram focos de guerrilha urbana (principalmente
são Paulo) e guerrilha rural (na região do rio Araguaia). A guerrilha nunca representou um grande
problema de verdade pois eram pequenos e poucos grupos, mas forneceu o argumento que a ditadura
precisava para manter e aumentar a repressão, pois tínhamos inclusive um inimigo interno comunista. O
risco não havia passado (lembra-se que o pretexto do golpe era afastar o risco comunista?).

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Milagre econômico e repressão

Durante o Governo do General Médici o país viveu a maior


onda de repressões e torturas da ditadura. O AI-5 era
aplicado com toda a força e a censura era plena. Ao mesmo
tempo o pais vivia um período de propaganda ufanista
(nacionalismo de enaltecimento do Brasil) e experimentava
um grande crescimento econômico e urbano em razão do “milagre econômico”. Foram contraídos
empréstimos e concedidos créditos ao consumido, mas ao mesmo temo os salários foram congelados.
Esta política nos primeiros anos de aplicação gerou um enorme consumo e consequentemente gerou
empregos (cada vez menos remunerados). Ao final da década de setenta o pais amargava uma grande
inflação, salários cada vez mais defasados e um aumento da desigualdade social. O período Médici foi
o qual viveu maior propaganda ufanista crescimento econômico conciliada com a maior repressão do
período.

Questões

1) (VUNESP PMSP 2014) “Os restos mortais do ex-presidente da República João Goulart
começaram a ser exumados nesta quarta-feira, em São Borja, a 594 quilômetros de Porto Alegre (RS).
Os exames fazem parte dos esforços da Comissão Nacional da Verdade (CNV) para determinar se
Jango foi ou não assassinado durante a ditadura militar.”
(Jornal do Brasil, 13 de novembro de 2013)
A respeito da conjuntura política do período histórico citado no texto, é correto afirmar que João
Goulart
A) rompeu com a política de Getúlio Vargas angariando apoio de seus adversários.
B) foi populista e garantiu aproximação com a Esquerda por meio das suas Reformas de Base.
C) teve seu governo fortalecido pelo regime parlamentarista em vigor naquele período.
D) representou integralmente os interesses das elites conservadoras.
E) iniciou as edições dos atos institucionais visando combater o avanço da Esquerda no Brasil.

2) (VUNESP PMSP 2012) Observe a charge do cartunista Ziraldo.

(mestresdahistoria.blogspot.com)

A charge está relacionada com a medida tomada pelo regime militar, em 1968, contra os movimentos
sociais, promovendo a
A) extinção de todos os partidos e o fim das eleições para presidente.
B) revisão da constituição brasileira e a cassação do presidente.
C) perseguição a opositores do governo e a cassação de direitos.
D) prisão de opositores do governo e a troca de militares por civis.
E) reabertura do congresso nacional e a adoção de um só partido.

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3) Os governos militares (1964-1985) adotaram algumas diretrizes políticas e econômicas
responsáveis pela(o):
A) liberdade sindical e Nacionalismo.
B) arrocho salarial e subordinação ao capital estrangeiro.
C) não endividamento externo e estatização das empresas.
D) redistribuição de renda a maior liberdade às pequenas empresas.
E) não intervencionismo do Estado na economia

4) Não se considera como causa da crise do Regime Militar:


A) a vitória do MDB para o Senado em 1974;
B) a crise mundial do petróleo em 1974, que comprometeu o "Milagre Econômico";
C) o Plano Cruzado;
D) as greves operárias no ABC paulista em 1981;
E) a campanha Diretas Já.

5) Foi então que estreou no teatro Municipal de São Paulo a peça clássica Electra, tendo
comparecido ao local alguns agentes do DOPS para prender Sófocles, autor da peça e acusado de
subversão, mas já falecido em 406 a.C.
A minissaia era lançada no Rio e execrada em Belo Horizonte, onde o delegado de Costumes
declarava aos jornais que prenderia o costureiro francês Pierre Cardin, caso aparecesse na capital
mineira (...) Toda essa cocorocada iria influenciar um deputado estadual de lá (...) que fez discurso na
câmara sobre o tema: "Ninguém levantará a saia da mulher mineira".
(HOLLANDA, Heloisa Buarque de & GONÇALVES, Marcos Augusto.
Cultura e participação política nos anos 60. São Paulo: Brasiliense, 1999.)
Os trechos acima, retirados do livro de Stanislaw Ponte Preta, "FEBEAPÁ - Festival de besteira que
assola o país", satirizam uma situação que se tornou comum no Brasil, no pós-1964. Esta situação está
corretamente apontada na aliança entre:
A) Estado e setores das classes médias, pelo ufanismo patriótico e controle de opinião
B) intelectuais e consumidores, pela defesa dos valores da pátria e contra a alienação cultural
C) militantes de esquerda e igreja católica, contra o processo de modernização e a "bolchevização"
do país
D) classe artística e universidades públicas, pela moralidade e desenvolvimento de atividades
culturais

6) Em 1968, o Brasil foi surpreendido pelas greves operárias de Osasco e Contagem. A esse
respeito é correto afirmar:
A) Lideradas pelo torneiro-mecânico Luís Inácio da Silva, constituíram a primeira grande contestação
política ao regime militar.
B) As movimentações operárias provocaram uma flexibilização do regime, que acabaram por
conduzir ao processo de abertura política.
C) As greves acabaram por provocar a destituição do ministro do Trabalho Jarbas Passarinho e
levaram ao reconhecimento das lideranças sindicais por parte do governo.
D) As greves provocaram uma reação em cadeia contra o regime militar, que culminou na
organização da greve geral de 1968.
E) As greves adicionaram um ingrediente a mais nesse ano de grande agitação política, que
culminaria no endurecimento do regime com a implementação do AI-5.

7) O Ato Institucional n° 5, editado em dezembro de 1968, durante o governo de Costa e Silva,


determinava que:
A) na área econômica, seria seguida, em linhas gerais, a orientação do governo de João Goulart,
principalmente no setor agrícola.
B) o Congresso Nacional seria colocado em recesso, eliminando, dessa forma, um dos poderes do
Estado, o Poder Executivo.
C) seria alterada a estrutura do Poder Judiciário e retirada do Supremo Tribunal a capacidade de
arbitrar o conflito entre as leis.
D) seriam restringidas às liberdades constitucionais dos cidadãos, mas permaneceria, contudo, o
direito de habeas-corpus.
E) seriam concedidos, ao Executivo, amplos poderes, inclusive o de poder legislar durante o recesso
parlamentar.

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8) O golpe militar em 1964 foi acompanhado por alterações na organização política do Brasil, como a
cassação de direitos políticos, o fechamento de partidos e a censura. A partir de 1969, iniciou-se um
período conhecido como "milagre" econômico brasileiro, em que predominaram os investimentos em
bens de consumo duráveis, a exportação de manufaturados e a abertura do mercado ao capital
estrangeiro. Foi também característica deste modelo econômico:
A) a criação da Companhia Siderúrgica Nacional.
B) o investimento de capitais nas pequenas indústrias.
C) a redução dos salários dos trabalhadores menos qualificados.
D) a extinção do Sistema Financeiro da Habitação.
E) a criação da SUDENE.

9) "...A UNE reúne futuro e tradição...A UNE é união... A UNE somos nós... A UNE é a nossa voz".
"Hino da UNE", Vinicius de Moraes e Carlos Lira.

A participação do movimento estudantil na cena política brasileira foi marcante na luta contra o nazi-
fascismo, na campanha pelo petróleo e, mais recentemente, na campanha pelo impeachment de
Fernando Collor de Mello. A respeito da história da UNE, a principal entidade estudantil brasileira, é
correto afirmar que:
A) A UNE foi fundada em 1937 por estudantes contrários ao Estado Novo, atuando na
clandestinidade até 1945, quando passou a ser reconhecida oficialmente.
B) Apesar do golpe de 1964, a UNE foi poupada da repressão, que só se voltou contra a entidade
após o AI-5 de dezembro de 1968.
C) A partir de 1964, a UNE passou a ser controlada por grupos paramilitares e seus congressos
eram realizados em áreas militares, como o quartel de Ibiúna, em 1968.
D) Apesar de ter sido declarada ilegal durante a ditadura, a UNE não teve nenhum de seus líderes
presos pelo regime militar, que procurava manter o apoio das classes médias.
E) Após mais de dez anos de desarticulação e clandestinidade, a UNE foi restabelecida em 1979 e
tornou-se um dos instrumentos de oposição ao regime militar.

10) As eleições representaram uma importante mudança nos rumos da política brasileira porque:
A) A derrota do partido da situação na Câmara dos Deputados demonstrava o processo de desgaste
do regime militar junto ao eleitorado brasileiro.
B) Marcaram o início do bipartidarismo no Brasil e a vitória da oposição nas eleições para o Senado
Federal.
C) Apesar da adoção da Lei Falcão, que impedia os candidatos de discursar e expor suas ideias no
rádio e na televisão, a oposição saiu-se amplamente vitoriosa.
D) A campanha pelo voto nulo, levada à frente pela oposição, mobilizou milhões de brasileiros que
demonstraram seu descontentamento com a ditadura.
E) Pela primeira vez desde a introdução do bipartidarismo, a oposição conseguiu uma votação maior
que o partido do governo nas eleições para o Senado.

11) Ao chegar à Oban, fui conduzido à sala de interrogatórios. A equipe do capitão Maurício passou
a acarear-me com duas pessoas. O assunto era o congresso da UNE em Ibiúna, em outubro de 1968.
Queriam que eu esclarecesse fatos ocorridos naquela época. Apesar de declarar nada saber, insistiam
para que eu "confessasse". Pouco depois levaram-me para o pau-de-arara. Dependurado, nu, com
mãos e pés amarrados, recebi choques elétricos, de pilha seca, nos tendões dos pés e na cabeça.
Eram seis os torturadores, comandados pelo capitão Maurício. Davam-se "telefones" (tapas nos
ouvidos) e berravam impropérios. Isso durou cerca de uma hora.
Frei Betto. "Batismo de sangue: os dominicanos e a morte de Carlos Marighella".
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983.

O texto acima discorre sobre os procedimentos dos militares e demais grupos responsáveis pela
repressão contra aqueles que lutavam contra a ditadura instaurada no Brasil em 1964. Sobre a ação do
regime ditatorial, podemos afirmar que
A) a suspensão dos direitos e garantias individuais serviu ao propósito de debelar a oposição com
violência.
B) a tolerância política dos generais-presidentes conteve os excessos dos simpatizantes da ditadura.
C) a sociedade brasileira estava indiferente às questões da democracia e da justiça social.

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D) os tenentes foram os responsáveis pelo questionamento da ordem e exigiram medidas
modernizadoras.
E) o estabelecimento do estado novo garantiu a entrada do país na etapa da redemocratização
política.

12) Tendo como estopim a recusa do Congresso Nacional, na sessão de 12 de dezembro de 1968,
em conceder licença para que o deputado Márcio Moreira Alves fosse processado por ofender os
militares num discurso na Câmara, no qual os responsabilizou pela violência contra os estudantes, o
governo editou o mais repressor de todos os Atos Institucionais: o AI-5.
(Marcos Napolitano, "O regime militar brasileiro: 1964-1985")
Entre outras medidas, o AI-5 permitia ao presidente da República
A) legislar por meio de medidas provisórias e indicar senadores e deputados federais.
B) intervir em estados e municípios, cassar mandatos e suspender direitos políticos.
C) cassar mandatos políticos apenas com a permissão da câmara dos deputados.
D) decretar a pena de morte para quem atentasse contra a segurança nacional.
E) criar uma nova moeda, censurar a imprensa escrita e torturar presos políticos.

13) O período de transição da ditadura militar para a chamada redemocratização no Brasil, em


meados da década de 1980, caracterizou-se por disputas políticas que giravam em torno da
possibilidade de ruptura ou continuidade do modelo que havia vigorado até então. Acerca da década de
1980 no Brasil, pode-se afirmar que foi um período de
A) grande expansão social e econômica, embora fortemente perturbado pelas incertezas quanto à
consolidação do modelo democrático.
B) forte desenvolvimento da indústria de base e de transformação, ainda que não tenha sido
acompanhado por outros setores da economia.
C) recomposição da mão-de-obra, como resultado do declínio das migrações internas, especialmente
as do nordeste para o sudeste.
D) recessão das atividades econômicas e de crises sucessivas marcadas por uma inflação
ascendente, tanto que muitos a consideram uma década perdida.
E) ampla abertura ao capital internacional, propiciando por essa via o aumento do produto interno
bruto (PIB) e o desenvolvimento do brasil.

14) Assumindo o governo após o período repressivo do general Emílio Garrastazu Médici, o general
Ernesto Geisel iniciou o processo de liberalização lenta e gradual do regime autoritário. Seu governo,
entretanto, foi marcado por alternâncias de medidas tênues de abertura e outras de natureza
discricionária. Em 1977, impôs um conjunto de medidas conhecidas como "pacote de abril", cuja
característica central foi:
A) Implementar um projeto de abertura política democrática com eleições diretas para os governos
dos estados, municípios e das câmaras legislativas.
B) Estabelecer medidas que reforçassem o Ato Institucional nº 5 (AI-5), ampliando as possibilidades
quanto à participação popular nas eleições presidenciais.
C) Apresentar um conjunto de propostas que visavam flexibilizar a legislação trabalhista, conferindo
maior autonomia aos sindicatos e ao movimento dos trabalhadores.
D) Ampliar os poderes das forças de repressão através da decretação do estado de sítio, objetivando
com isso a extinção das ações revolucionárias, como, por exemplo, as da guerrilha do Araguaia.
E) Impedir através de alterações das regras eleitorais uma possível vitória das oposições nas
eleições do ano seguinte.

15) No dia 13 de dezembro de 1968, o governo brasileiro baixou o Ato Institucional nº 5 (AI - 5). Em
fevereiro de 1969, surgiu o decreto-lei nº 477. O governo, com estas duas medidas jurídicas, pretendia
A) anistiar os envolvidos com a guerrilha do Araguaia e iniciar um período de distensão política.
B) consolidar as reformas iniciadas pelo vice-presidente Pedro Aleixo, permitindo, respectivamente, o
funcionamento dos partidos políticos e das entidades estudantis.
C) institucionalizar a repressão, suspendendo as garantias constitucionais e individuais, e afastar das
universidades brasileiras os elementos considerados subversivos.
D) isolar os generais que defendiam um endurecimento do regime militar e preparar o país para a
"abertura política" realizada pelo presidente Emílio Garrastazu Médici.
E) acabar com a guerrilha do Bico do Papagaio (AI - 5) e impedir a votação da Lei de Anistia
proposta pela Arena em agosto de 1968.

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16) A presença dos militares na vida política brasileira pode ser vista em duas dimensões: na
primeira, esses atores políticos assumem o papel arbitral-tutelar na condução das questões de Estado
e, na segunda, assumem o papel de dirigentes hegemônicos da coisa pública. A dimensão arbitral-
tutelar NÃO está presente:
A) no Movimento de 1930, que, sob o comando de Vargas, derruba do poder a oligarquia cafeeira.
B) no Golpe civil-militar, que depôs o Governo Constitucional do Presidente João Goulart.
C) na queda do estadonovismo, abrindo o País para o processo de redemocratização.
D) na garantia de posse de Juscelino Kubitschek sob ameaça de um golpe de Estado.

17) "BRASIL, AME-O OU DEIXE-O."


Esse slogan, amplamente divulgado e propagado no auge do período da ditadura militar, criava um
clima de ufanismo para:
A) anunciar à população brasileira o firme propósito do governo de promover a distensão política,
assim que todos os comunistas deixassem o País.
B) justificar a nova postura dos militares para atrair o apoio da opinião pública contrária ao regime
autoritário, abrindo caminho para o processo de abertura política.
C) abrandar os rigores do autoritarismo, permitindo que todos os insatisfeitos com o regime militar
abandonassem espontaneamente o País.
D) demonstrar a profunda intolerância do governo com os setores do movimento de oposição, que
optaram pela luta armada contra o regime.

18)

A Copa do Mundo de Futebol, para o Brasil, tem significados que transcendem o aspecto esportivo,
uma vez que é um dos principais símbolos da identidade nacional. Por isso, a apropriação política deste
evento pelos sucessivos governos é bastante frequente. Em relação à conquista do tricampeonato
mundial de futebol em 1970, é CORRETO afirmar:
A) Foi utilizada como propaganda ideológica pelo regime militar, reforçada com slogans ufanistas,
tais como "Ninguém segura este país" e "Brasil, ame-o ou deixe-o".
B) Transformou a mentalidade brasileira em relação aos problemas raciais, pois mostrou o valor dos
atletas negros, estimulando políticas públicas de inclusão social.
C) Foi utilizada pelo regime militar como um meio de desviar as atenções para a forte estagnação
econômica ocorrida no Brasil nesse período.
D) Estimulou os movimentos populares a contestarem o regime militar, através das constantes
declarações dos jogadores da Seleção à imprensa internacional, denunciando as arbitrariedades do
regime.

GABARITO: 1-B, 2-C, 3-B, 4-C, 5-A, 6-E, 7-E, 8-C, 9-E, 10-A, 11-A, 12-B, 13-D, 14-E, 15-C, 16-B,
17-D,18-A

Redemocratização do país e as Diretas Já.

O General Geisel assume em 74. Foi o militar que deu inicio à abertura política, assinalando o fim
da ditadura. O fim do regime foi articulado pelos próprios militares que planejarem uma abertura “lenta,
segura e gradual”. Nas eleições parlamentares de 74 os militares imaginaram que teriam a vitória da
ARENA, mas o MDB teve esmagadora vitória. Em razão deste acontecimento a ditadura lança a lei
falcão e o pacote de abril. A lei falcão acabava com a propaganda eleitoral. Todos os candidatos

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apareceriam o mesmo tempo na TV, segurando seu número enquanto uma voz narrava brevemente
seu currículo. Apesar de uma oposição consentida o MDB estava incomodando e o pacote de abril
serviu para garantir supremacia da ARENA. A constituição poderia ser mudada somente por 50%
dos votos (garante a vitória da ARENA). Um terço dos senadores seria “senador biônico”, ou seja,
indicado pela assembleia (sempre senadores da ARENA) e alterou o coeficiente eleitoral de forma que
a região nordeste (que ainda ocorria claramente o voto de “cabresto” e os eleitores votavam em peso na
ARENA) tivesse um maior número de deputados. Geisel pôs fim ao AI-5 em 1978.

Em 1979 assumiu a presidência o General Figueiredo, sob uma forte crise econômica resultado da
política econômica do milagre brasileiro. Em 79 foi aprovada a lei da anistia (perdão de crimes
políticos), que de acordo com o governo militar era uma anistia “ampla, geral e irrestrita”. O que isso
queria dizer? Que todos os crimes cometidos na ditadura seriam perdoados, tanto o “crime” dos
militantes políticos, estudantes, intelectuais e artistas que se encontravam exilados (fora do país por
motivos de perseguição política), e puderam voltar ao Brasil, como os torturadores do regime também
foram.
Em 79 são liberadas para a próxima eleição de 1982 a voto direto aos governadores. Também foi
aprovada a “lei orgânica dos partidos” que punha fim ao bipartidarismo e foram fundados novos 5
partidos:
- PDS (Partido democrático social)
- PMDB (Partido do movimento democrático brasileiro)
- PTB (Partido trabalhista brasileiro)
- PDT (Partido trabalhista brasileiro)
- PT (partido dos trabalhadores)

Obs: A lei eleitoral obrigava a votar somente em candidatos do mesmo


partido, de vereador à governador. A oposição ao regime, na eleição para
governador de 1982, obteve vitória esmagadora.
Em 1984 o deputado do PMDB Dante de Oliveira propôs uma
emenda constitucional que restabelecia as eleições diretas para
presidente. A partir da emenda Dante de Oliveira tem inicio o maior
movimento popular pela redemocratização do pais, as Diretas Já
que pediam eleições diretas para presidente no próximo ano.
Infelizmente a emenda não foi aprovada. Em 1985 ocorreram
eleições indiretas e formaram-se chapas para concorrer a
presidência. Através das eleições indiretas ganhou a chapa do
PMDB em que o presidente eleito foi Tancredo Neves e seu vice
José Sarney. Contudo Tancredo Neves passou mal na véspera da posse e foi internado com infecção
intestinal, não resistiu e morreu. Assumiria a presidência da República em 1985 José Sarney.
O Governo de José Sarney foi um momento de enorme crise econômica, com hiperinflação, mas um
dos momentos mais fundamentais que coroaria a redemocratização, pois foi em seu governo que foi
aprovada a nova constituição. Foi reunida em 1987 uma assembleia nacional constituinte
(assembleia reunida para escrever e promulgar uma nova constituição).

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A constituição de 1988

A nova constituição foi votada em meio a grandes debates políticos de diferentes visões políticas.
Havia muitos interesses em disputa. O voto secreto e direto para presidente foi restaurado, proibida a
censura, garantida a liberdade de expressão e igualdade de gênero, racismo tornou-se crime e o estado
estabeleceu constitucionalmente garantias sociais de acesso a saúde, educação, moradia e
aposentadoria.
Ao final de 1989 foi realizada a primeira eleição livre desde o golpe de 1964. Foi disputada em dois
turnos. O segundo foi concorrido entre o candidato Fernando Collor de Mello (PRN – partido da
renovação nacional) , contra Luis Inácio Lula da Silva. Collor ganhou a eleição, com apoio dos meios de
comunicação e governou até 1992 após ser afastado por um processo de impeachment e ocorreram
grandes manifestações populares, sobretudo estudantis, conhecidas como o “movimento dos caras-
pintadas”.

Questões

1) (VUNESP PMSP 2013) O processo de redemocratização do Brasil avançou em 1979, com a


extinção do Ato Institucional número 5 (AI-5) e a anistia política. Ele foi, de certa forma, consolidado, em
1982, com
(A) a adoção de medidas econômicas liberais.
(B) a criação da Lei de Segurança Nacional.
(C) as eleições diretas para os governos estaduais.
(D) a extensão do direito de voto aos analfabetos.
(E) a vitória da oposição no Colégio Eleitoral.

2) No final da década de 70 houve, na sociedade brasileira, mobilizações pela anistia ampla, geral e
irrestrita. Acerca desses acontecimentos estão corretas as afirmativas, à EXCEÇÃO de:
A) Entre as mudanças que contemplaram reivindicações populares, destacou-se a concessão de
anistia a presos e exilados políticos.
B) A resposta do governo do General Geisel às mobilizações políticas e sociais correspondeu à
promoção de uma abertura lenta, gradual e segura.
C) Entre as mudanças políticas destacaram-se: a revogação do Ato Institucional nž 5 e o
restabelecimento do direito de "habeas corpus".
D) O processo de anistia foi seletivo, não contemplando os militantes de esquerda contrários ao
golpe de 1964.
E) A abertura política caracterizou-se, entre outros aspectos, pelo fim do bipartidarismo e pelo
retorno do pluripartidarismo.

3) O movimento pelas "Diretas Já" (1984), que levou milhões de brasileiros às ruas, reivindicava
A) a realização das primeiras eleições municipais e estaduais desde o golpe de 64.
B) o pluripartidarismo, uma vez que até aquele momento as eleições eram disputadas entre dois
partidos - arena e MDB.
C) o direito do voto feminino e do voto do analfabeto, proibido pelos militares depois de 64.
D) o fim dos senadores biônicos, que eram indicados pelos generais para ocupar lugar de destaque
no senado.
E) o fim da ditadura militar, por meio de eleições para a presidência da república, ainda naquele ano.

4) O atual presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, esteve a frente de um importante
movimento no final dos anos 70: as greves do ABC. Sobre esse movimento, é correto afirmar que:
A) era de crítica à política econômica do governo Figueiredo, eram ilegais e contribuíram para a
reorganização do sindicalismo no Brasil.
B) a intensa repressão policial deu um fim rápido ao movimento.
C) a Igreja, aliada do governo, nunca prestou ajuda aos grevistas.
D) representaram o único foco de resistência trabalhista, tendo em vista que outras categorias,
temendo a repressão do governo, não participavam de greves.
E) as greves do ABC tinham fundo apenas ideológico, pois o "milagre brasileiro" vivia o seu apogeu.

5) O fim do período militar no Brasil (1964-1985) ocorreu de forma


A) conflituosa, resultando em um rompimento entre as Forças Armadas e os partidos políticos.

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B) abrupta e inesperada, como na Argentina do General Gualtieri.
C) negociada, como no Chile, entre o ditador e os partidos políticos na ilegalidade.
D) lenta e gradual, como desejavam setores das Forças Armadas. Em abril de 1984, a Câmara dos
Deputados derrotou a Emenda Constitucional que restabeleceria as eleições diretas no Brasil. Esse
acontecimento trouxe, como desdobramento político, a (o)

6) O fim do período militar no Brasil, na década de 80, associa-se à


A) aprovação da emenda sobre as eleições diretas para o próximo mandato.
B) denúncia da prática de violência por órgãos do estado.
C) vitória da aliança democrática no colégio eleitoral.
D) renúncia do presidente em exercício.

7) A vitória de Tancredo Neves nas eleições presidenciais indiretas em 1985 foi favorecida pelo
movimento "Diretas Já". Sobre esse fato, é INCORRETO afirmar que
A) a oposição recebeu o apoio da dissidência do partido do Governo.
B) a oposição teve o apoio de setores expressivos das Forças Armadas.
C) os dois partidos do período militar, a ARENA e o MDB, foram extintos.
D) os movimentos populares de sindicatos e de estudantes apoiaram os candidatos da oposição.

8) Os acontecimentos marcantes do governo do general Figueiredo (1979-1985) foram:


A) Pacote de Abril, implantação de nova moeda, Lei do Abate.
B) Ato Institucional n¡. 5, fechamento do Congresso, Lei Falcão.
C) Plano Cruzado, instalação do parlamentarismo, bipartidarismo.
D) Lei da anistia, atentado Rio Centro, campanha pelas "Diretas Já".

9) Observe a figura a seguir:

Com base na figura e nos conhecimentos sobre o Brasil Contemporâneo, a manifestação visava a
reivindicar:
A) Eleições diretas de modo a instituir o regime parlamentarista.
B) Derrubada do poder então vigente conforme exigência dos operários.
C) O impeachment do presidente da república, denunciado por corrupção.
D) A convocação de eleições diretas, após vinte anos de regime ditatorial.
E) A participação dos estudantes no governo, na forma de democracia direta.

10) O processo de redemocratização brasileiro, no final da década de 70, combinou pressões da


sociedade civil e a estratégia de distensão/abertura do próprio regime militar. Assinale o processo social
que caracteriza objetivamente esse momento.
A) Revogação dos atos institucionais, por iniciativa do governo, após negociação com a sociedade
civil organizada.
B) Aumento da guerrilha urbana por parte de facções como colina, MR8, Var-Palmares, ação popular
e outros.
C) Avanço do movimento sindical com a eliminação dos direitos básicos do trabalhador brasileiro.
D) Vitória do movimento popular das "Diretas Já" que, com sua aprovação, permitiu eleições gerais
em 1982.

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1111017 E-book gerado especialmente para LEANDRO GUIMARAES DE SANTANA
11) "O general Ernesto Geisel, candidato da Arena, venceu facilmente o representante da oposição
em janeiro de 1974. (...) o novo presidente iniciou o processo de flexibilização do regime através da sua
política de distensão, que previa uma série de alterações parciais (abrandamento da censura e de
medidas repressivas, e negociações com setores oposicionistas). Seu objetivo era atenuar as tensões
decorrentes do exercício do poder sob regras tão autoritárias e alargar a base de sustentação do
governo através da cooperação de setores da oposição.
(Flavio de Campos, "Oficina de História - História do Brasil")
Apesar do anúncio de distensão política, durante esse governo ocorreram retrocessos nesse
processo, representados
A) pela imposição do AI-5 e pela organização da OBAN.
B) pela criação da Escola Superior de Guerra e pela proibição da Frente Ampla.
C) pelo decreto da Lei de Segurança Nacional e pela outorga da ARENA e do MDB.
D) pelo adiamento das eleições de 1978 e pela criação do SNI.
E) pela imposição do Pacote de Abril e pela Lei Falcão.

12) O movimento denominado "Diretas já!", que começou reunindo poucos milhares de pessoas nas
principais cidades brasileiras, acabou ganhando a simpatia da maior parte da população do país e
tomou proporções gigantescas. Esse movimento exigia
A) eleições diretas depois da renúncia de Jânio Quadros.
B) o fim do AI-5, a volta dos direitos políticos e o retorno das eleições pelo voto universal.
C) o fim das torturas e a aprovação da lei de anistia política.
D) a anistia política e o retorno dos exilados políticos para o Brasil.
E) o fim da ditadura militar e eleições diretas para presidente.

13) Ao assumir a presidência da República, estabeleceu um plano econômico com a finalidade de


acabar com a inflação, confiscando as cadernetas de poupança, as aplicações financeiras e as contas
correntes, gerando uma grave crise na indústria, desemprego e a falência de várias empresas. O texto
acima, refere-se a:
A) José Sarney e o Plano Cruzado;
B) Itamar Franco e o Plano Real;
C) Garrastazu Médici e o I Plano Nacional de Desenvolvimento;
D) Fernando Henrique Cardoso e o Plano Real;
E) Fernando Collor de Melo e o Plano Collor.

14) Os fatos abaixo apresentam fases do processo de transição ao regime democrático no Brasil
contemporâneo. Assinale a sequência cronológica correta.
A) Anistia - Diretas já - Nova República - Constituição de 1988 - Plano Cruzado
B) Diretas já - Anistia - Eleição do presidente Sarney - Plano Cruzado - Constituição de 1988
C) Anistia - Plano Cruzado - Constituição de 1988 - Diretas já - Eleição de Collor
D) Diretas já - Nova República - Plano Cruzado -Constituição de 1988 - Eleição de Collor
E) Anistia - Plano Cruzado - Eleição de Tancredo Neves - Constituição de 1988 - Diretas já

15) Sobre a eleição de Tancredo Neves, em 1985, é correto afirmar:


A) foi eleito pela Aliança Democrática, de forma direta, tendo como opositor Paulo Maluf.
B) foi eleito pela Aliança Democrática, de forma indireta pelo Colégio Eleitoral, tendo como opositor
José Sarney.
C) foi eleito somente pelo PMDB, de forma direta, tendo como opositor Paulo Maluf.
D) foi eleito somente pelo PMDB, de forma indireta pelo Colégio Eleitoral, tendo como opositor Paulo
Maluf.
E) foi eleito pela Aliança Democrática, de forma indireta pelo Colégio Eleitoral, tendo como op ositor
Paulo Maluf.

16) O retorno do Brasil ao regime democrático na década de 80 teve como um de seus marcos
significativos a (o)
A) promulgação da nova Constituição Republicana em 1988.
B) eleição de Tancredo Neves, no colégio eleitoral, para presidir o Brasil.
C) vitória do movimento pela eleição direta para Presidente da República.
D) movimento dos "caras pintadas" a favor do "impeachment" de Fernando Collor.

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17) O modelo econômico que passou a ser implementado no Brasil, a partir da década de 1990, é
marcado pela(o)
A) uso de mecanismos inflacionários para assegurar o financiamento do Estado.
B) política centrada na adoção de baixas taxas de juros para financiar a dívida pública brasileira.
C) projeto de recuperação econômica para fortalecer o crescimento da agricultura familiar.
D) privatização de empresas estatais, justificada pela necessidade de superação do déficit fiscal.

GABARITO: 1-C, 2-D, 3-E, 4-A, 5-D, 6-C, 7-C, 8-D, 9-D, 10-A, 11-E, 12-E, 13-E, 14-D, 15-E, 16-B,
17-D

17) O mundo no final do Século XX e início do Século XXI: Declínio e queda


do socialismo nos países europeus (Alemanha, Polônia, Hungria, ex-
Tchecoslováquia, Romênia, Bulgária, Albânia, ex-Iugoslávia) e na ex-União
Soviética; os conflitos do final do Século XX - A Guerra das Malvinas, A Guerra
Irã-Iraque (1980 - 1989), A Guerra do Afeganistão (1979 - 1989), A Guerra Civil
no Afeganistão (1989 - 2001), A Guerra do Golfo (1991), A Guerra do Chifre da
África (1977 - 1988); A Guerra Civil na Somália (1991); O 11 de Setembro de
2001 e a nova Guerra no Afeganistão; A República Brasileira de 1985 até os
dias atuais.

A DECADÊNCIA DA URSS O FIM DA GUERRA FRIA

A URSS surgiu em 1917 em meio a I Guerra Mundial. Na segunda metade do século XX


rivalizava os EUA pela posição de maior potência da Guerra Fria. O socialismo real se mostrou na união
soviética bastante diferente do que foi seu projeto no século XIX e no seu processo revolucionário. O
Estado tornou-se totalitário e burocrático, afastando-se cada vez mais das necessidades da população.
Além da forte censura tinha passado por um profundo processo de defasagem tecnológica, muito em
razão da concentração do seu desenvolvimento na indústria bélica e em detrimento dos bens de
consumo necessários à população. O domínio soviético sobre os países do leste europeu e a própria
estrutura do socialismo estava passando por uma crise. Em 1985 sobe ao poder Mikhail Gorbachev
com a proposta de reformar as estruturas soviéticas através do lançamento de dois programas de
modernização:
A Perestróica e a Glasnost. A Perestróica significa reestruturação econômica e previa uma série
de privatizações e abertura para o capital estrangeiro, Enquanto a Glasnost, transparência política,
consistia em uma série de medidas que diminuíam a censura e permitiam a organização política. A
Glasnost fez com que a população passasse a se manifestar contrariamente à dominação
soviética. Vários países do leste europeu passaram a se organizar como o sindicado solidariedade da
Polônia, pioneiro nas manifestações contrarias ao socialismo. Alguns países desvincularam -se de forma
pacífica como foi o caso da Hungria com a “revolução de veludo” e a Tchecoslováquia, que depois se
dividiu em república Tcheca e Eslováquia. Em 1989 a população da Republica Popular Alemã, a
Alemanha oriental socialista, derruba o muro de Berlim. Este foi o símbolo da Guerra Fria que acabou
realmente com a total dissolução em 1991 da ex-URSS em 16 países, entre eles a Iugoslávia, que
passou toda a década de 90 em guerra civil e fracionou-se em vários territórios: Servia, Eslovênia,
Croácia, Bósnia, Montenegro, Albânia e Macedônia. E territórios não reconhecidos pela ONU como
Voivodina e do Kosovo.

123
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.

Questões

1. (Espm 2011) O diálogo a seguir circunscreve-se à realidade política do mapa abaixo, cujo país
deixou de existir: “Foram os sérvios que fizeram isso, pai?” pergunta o garoto de 7 anos. A tensão
aumenta, e é prontamente repreendido. “Não fale essa palavra aqui, em voz alta,” aconselha Milomir,
visivelmente perturbado.
(Carta Capital, 11 de agosto de 2010.)

A tensão retratada no texto refere-se à:

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A) herança deixada pela hegemonia política croata, à época da existência da Iugoslávia e que hoje
prossegue na Eslovênia.
B) convivência entre sérvios muçulmanos e bósnios cristãos na atual Bósnia-Herzegovina.
C) convivência entre bósnios-croatas e bósnios-muçulmanos no novo país erigido após a dissolução
iugoslava e hoje formado por duas entidades na Bósnia Herzegovina.
D) realidade na atual Sérvia-Montenegro, formada por dois povos rivais, os cristãos ortodoxos e os
bósnios muçulmanos.
E) nova realidade vivida no Kosovo, o mais jovem país do mundo, onde convivem duas nações
distintas e inimigas, os croatas cristãos e os albaneses muçulmanos.

2. (Ufrgs 2015) Observe a figura abaixo.

Em 1995, com a assinatura do Acordo de Dayton, a Guerra da Bósnia, uma das chamadas Guerras
Iugoslavas, chegou ao fim. O confronto, um dos mais sangrentos da história europeia na segunda
metade do século XX, foi resultado do processo de
A) Desmembramento Da Antiga Iugoslávia E Ressurgimento De Nacionalismos Radicais Na Região.
B) Invasão Da Iugoslávia Pela União Soviética, Após O Colapso Do Regime Comunista No País.
C) Formação De Kosovo E Sua Posterior Política Expansionista.
D) Manutenção Da Rivalidade Entre A República Checa E A Eslováquia Nos Bálcãs.
E) Ascensão De Josep Broz Tito E Sua Política De Unificação Da Chamada "Grande Sérvia".

3. (Espcex (Aman) 2014) No fim da década de 1980, profundas alterações começaram a ocorrer na
União Soviética e no seu bloco de aliados. Sobre esse fato, é correto afirmar que, na
A) Tchecoslováquia, As Mudanças Foram Impulsionadas Pela Criação Do Sindicato Livre
Solidariedade.
B) Romênia, O Ditador Nicolau Ceausescu E Sua Esposa Foram Executados Após Julgamento
Sumário.
C) Alemanha Ocidental, Pressões Populares Levaram À Substituição De Erich Honecker.
D) Polônia, Ocorreu, Em Janeiro De 1993, Um Desmembramento, Surgindo As Três Repúblicas
Bálticas.
E) Iugoslávia, A Revolução Do Veludo Realizada Por Slobodan Milosevic Acarretou A Fragmentação
Pacífica Do Estado.

4. (Uemg 2014) Em 2014, completaremos 100 anos do início da primeira guerra mundial. Esta teve
como força motivadora o assassinato de Francisco Ferdinando, que era o príncipe herdeiro do império
Austro-Húngaro. Com o fim da guerra, foram assinados vários acordos de paz, que, entre outras

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consequências, levaram ao desmembramento desse império, criando uma nova estrutura geográfica na
Europa. Essa nova estrutura geográfica estabeleceu
A) O Surgimento Do Império Russo Como Consequência Do Pós-Guerra, Determinado Pelo Tratado
De Versalhes, O Que Garantiu A Hegemonia Do Capitalismo Na Europa.
B) A Extinção Da Romênia Do Cenário Político, Cujo Território Foi Incorporado Pela Inglaterra, Que
Teve Direito De Explorar Suas Minas E Sua Economia.
C) O Surgimento Da Tchecoslováquia, Polônia, Iugoslávia, Hungria, Lituânia, Letônia, Finlândia E
Estônia, Bem Como O Desaparecimento Da Sérvia, Bósnia E Montenegro.
D) A Extinção Da Alemanha E O Fortalecimento Da França E Da Inglaterra, Sendo Que A França
Passou A Dominar Terras Da Alemanha, E A Inglaterra Fortaleceu Seus Laços Com A Rússia.

5. (Ufsj 2013) Dos países citados abaixo, aquele que, logo após a Segunda Guerra Mundial, foi
dividido em duas repúblicas independentes foi a
A) União Das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
B) Alemanha.
C) Iugoslávia.
D) Polônia.

6. (Ufsj 2012) “No outono de 1989, a expressão revolução de veludo foi cunhada para descrever uma
mudança de regime pacífica, teatral e negociada em um pequeno país da Europa central que não existe
mais. Esse rótulo sedutor foi então aplicado de forma retrospectiva aos acontecimentos de importância
cumulativa que se desenrolaram na Polônia, na Hungria e na Alemanha Oriental [...]”.
TIMOTHY, G. Rebelião a sangue frio. Folha de S. Paulo, 22 nov. 2009.

O texto acima refere-se ao processo histórico representado pelo


A) surgimento, na Europa, do bloco de repúblicas socialistas sob influência da União Soviética no
início da Guerra Fria.
B) desmoronamento do bloco de repúblicas socialistas na Europa, concomitante ao início da crise
que conduziu ao fim da União Soviética.
C) conjunto de rebeliões que sacudiram o bloco das repúblicas socialistas da Europa Oriental e
foram duramente reprimidas pela União Soviética.
D) conjunto de conflitos políticos entre Estados Unidos e União Soviética que conduziu, na Europa
Central, à construção do Muro de Berlim.

7. (Ufrrj 2005) Leia o texto a seguir.


As Revoluções que transformaram a Europa nos três últimos meses de 1989 foram aquele tipo de
evento muito raro, de evento que realmente abala o mundo. Os esforços para captar a escala desses
acontecimentos há muito se transformaram em lugares-comuns. O terremoto ocorrido no leste, porém,
representa mais do que o colapso de seis regimes (Polônia, Hungria, Alemanha Oriental, Bulgária,
Tchecoslováquia e Romênia) ou a consequente reorganização do sistema estatal internacional.
CALLINICOS, A. "A Vingança da História: O Marxismo e as Revoluções do Leste Europeu."
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1992.

Em relação ao processo de desconstituição da União Soviética e do Bloco Socialista, é correto


afirmar que
A) o Golpe de Estado que dissolveu a União Soviética em 1987, comandado pelo então presidente
da Rússia, Boris Yeltsin, desencadeou uma reação em cadeia na qual foram caindo, um a um, os
regimes socialistas da Europa do Leste, encerrando-se o processo com a famosa queda do Muro de
Berlim.
B) o colapso do Bloco Socialista foi um processo originado nas reformas levadas a cabo na própria
União Soviética, através das políticas conhecidas como Glasnost e Perestroika, adotadas a partir de
meados dos anos de 1980.
C) a desintegração das assim chamadas "democracias populares" foi um processo iniciado em
novembro de 1985 com uma revolta popular em Berlim Oriental, responsável por derrubar o muro de
Berlim, e espalhou-se posteriormente para os outros países do Bloco dentre os quais a própria URSS.
D) as reformas realizados em países, como Polônia e Hungria, foram responsáveis, em função da
íntima vinculação entre os países do Bloco Socialista, por uma reação em cadeia na qual a URSS foi
obrigada a adotar as políticas reformistas, conhecidas como Glasnost e Perestroika, que levaram a sua
desintegração.

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E) as políticas de reformas conhecidas como Glasnost e Perestroika, desenvolvidas em países do
Leste Europeu que queriam se libertar do jugo da URSS, tiveram um incansável adversário em
Gorbatchov, o então líder da União Soviética, que queria impedir a dissolução do Bloco Socialista.

8. (Ufmg 2000) O ano de 1989 representou o ápice da crise do socialismo real. Considerando-se os
desdobramentos dos acontecimentos desse ano, é CORRETO afirmar que,
A) na Alemanha, apesar da queda do Muro de Berlim, a reunificação foi adiada, em razão do enorme
desequilíbrio econômico e social entre as regiões oriental e ocidental.
B) na China, se iniciou um processo de reforma do Estado que possibilitou a democratização das
estruturas de poder pela adoção do pluripartidarismo, de eleições livres e da abertura da imprensa.
C) na Polônia, na Hungria, na Tchecoslováquia e na Romênia, os governos foram derrubados e
reformas políticas e econômicas liberalizantes começaram a ser adotadas.
D) na Tchecoslováquia, na Hungria e na Romênia, se iniciaram movimentos de reforma do Estado
em direção à construção de um novo socialismo, mais humanista e pluralista.

9. (Puccamp 1997) "A abertura soviética, proposta por Gorbatchev a partir de 1985, não se restringiu
ao plano interno. Quando assumiu a direção política do Governo Soviético, deixou cada vez mais claro
que a URSS não pretendia mais exercer o mesmo tipo de dominação e controle que havia sido
estabelecido após a Segunda Guerra Mundial sobre as nações do Leste Europeu (os chamados
satélites da URSS). A decisão de Gorbatchev possibilitou o desencadeamento de processos de reação
contra o sistema e os respectivos governos por parte dos países do Pacto de Varsóvia. Mas, os
acontecimentos se precipitaram rapidamente. Na Alemanha Oriental, o acontecim ento de grande força
simbólica foi a derrubada do Muro de Berlim, ocorrida no dia 09 de novembro de 1989. Em 1989,
Polônia, Hungria, Alemanha Oriental, Checoslováquia, Romênia e Bulgária deixaram de integrar o
sistema soviético, hegemonizado pela URSS, e derrubaram os Governos de partido único, ou seja,
tiraram do poder os velhos Partidos Comunistas. A partir de 1990 o bloco soviético começou a se
desintegrar no seu próprio núcleo - a URSS."

Da leitura do texto anterior pode-se concluir que a repercussão dos acontecimentos do Leste
Europeu
A) e os gastos com a indústrias bélica levaram outras províncias a desenvolver movimentos
separatistas.
B) e o aprofundamento da crise econômica contribuíram para agitar ainda mais a situação política.
C) desencadeou revoluções democráticas na Ucrânia e Estônia.
D) e a manutenção dos partido comunista nas repúblicas liberais do ocidente contribuíram para a
sobrevivência do socialismo em cuba e na china.
E) e o enfraquecimento da burocracia militar colaboraram para a vitória do partido comunista da
Albânia nas eleições de 1992.

Gabarito:

Resposta da questão 1: [C]


A dissolução da antiga Iugoslávia foi marcada por tensões, conflitos e guerras. Destaca-se a Guerra
da Bósnia, quando a região conquistou sua independência; antes, porém, o domínio de sérvios foi
caracterizado por um verdadeiro massacre sobre a população Bósnia, principalmente sobre
muçulmanos e croatas.
A fragmentação da Iugoslávia foi decorrente da crise econômica do socialismo real e das rivalidades
étnicas e religiosas que se acentuaram na década de 1990. A Bósnia-Hezergóvina atravessou uma
guerra civil entre 1990 e 1995 entre croatas e muçulmanos que defendiam a independência e os sérvios
que defendiam a permanência na Iugoslávia. Com o Tratado de Dayton (paz), o país tornou-se
independente, mas permanecem rivalidades e ressentimentos entre os três principais grupos étnicos e
religiosos, croatas católicos, sérvios ortodoxos e muçulmanos.

Resposta da questão 2: [A]


O desmembramento da antiga URSS gerou conflitos em alguns dos países recém-separados, como
na Iugoslávia, onde o ditador Slobodan Milosevic promoveu uma série de conflitos em busca da
manutenção de regiões como a Bósnia.

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Resposta da questão 3: [B]
Ceausescu governou tiranicamente a Romênia durante parte do período da União Soviética. Em
meados de 1989, uma onda revolucionária começou a pôr fim ao seu governo. A partir das
manifestações, o ditador e sua esposa foram presos, julgados e condenados à execução sumariamente.

Resposta da questão 4: [C]


Somente a alternativa [C] está correta. A Primeira Guerra Mundial começou em junho de 1914. O
estopim foi o assassinato do príncipe herdeiro do trono Austro-Húngaro Francisco Ferdinando. Entre as
causas da Guerra estava o choque de países imperialistas industrializados, o nacionalismo forte, o
Revanchismo Francês, a questão marroquina, a questão Balcânica, entre outros motivos. Entre as
consequências da guerra podemos citar o Tratado de Versalhes que considerou a Alemanha culpada, o
fim de velhos impérios (Alemão, Russo, Austro-Húngaro e Turco Otomano) e o surgimento de novos
países. O império Austro-Húngaro foi desmembrado pelo Tratado de “Saint Germain” em vários países
como os países do leste europeu Tchecoslováquia, Polônia, Iugoslávia, Hungria, Romênia, entre outros.
As demais alternativas estão incorretas. O Império Russo já existia. A Romênia não foi extinta do
cenário político e não foi incorporada pela Inglaterra. A Alemanha não foi extinta.

Resposta da questão 5: [B]


Somente a alternativa [B] está correta. Com fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a Alemanha
foi derrotada e dividida conforme o Tratado de Potsdam em julho de 1945. Em 1945 a Alemanha foi
dividida em quatro zonas de influência (Inglaterra, França, EUA e URSS) e posteriormente, 1949, foi
dividida em dois países, a Alemanha ocidental capitalista (República Federal Alemã) e Alemanha
oriental comunista (República Democrática Alemã). As demais alternativas estão incorretas.

Resposta da questão 6: [B]


A Revolução de Veludo ocorrida na Tchecoslováquia foi uma das mais importantes manifestações
contrárias ao comunismo no leste europeu. Representou um forte fator que motivou a queda do
socialismo soviético.

7: [B] 8: [C] 9: [B]

A GUERRA DAS MALVINAS


A ditadura Argentina

A argentina passou por dois momentos ditatoriais. Em 1963 ocorreu um golpe dado no então
presidente eleito democraticamente sob o argumento de combate ao comunismo. As ditaduras latino
americanas substituíram governos populistas. Em todos os países era um momento de grande
instabilidade política. Para termos ideia a argentina sofreu seis golpes de Estado entre a década de 30 e
70. Nos dois últimos os militares permaneceram um longo tempo no poder.

O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla ouve a sentença que o condenou a 50 anos de prisão
pelo rapto de bebês no regime militar
Em 1966 o Gal. Onganía deu um golpe e o chamou de “Revolução Argentina” (todos os golpes
latinos foram chamados de revolução). Foi sucedido por mais dois ditadores, mas a rejeição da
população e o aumento dos movimentos sociais pressionando pelo fim da ditadura, fez com que os
militares convocassem uma eleição, que foi vencida por Juan Domingos Perón em 1973. Neste curto
período ditatorial o uso da violência foi terrível. Três anos depois novo golpe. Em 1976 sob ao poder o
Gal. Jorge Rafael Videla. Foi a ditadura mais violenta da América Latina e sua violenta perseguição

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aos comunistas e oposicionistas ficou conhecida como Guerra Suja. Estimasse mais de 30 mil civis
mortos e atrocidades como o sequestro de bebês dos militantes de esquerda. Durante a ditadura de
Videla é que ocorreu a Guerra das Malvinas( 1982). Tentou usar um conflito militar para fortalecer sua
ditadura, mas na verdade o mau desempenho argentino na guerra acelerou o fim da ditadura. Invadiu
as ilhas Malvinas, de domínio do Reino Unido, que enviou sua marinha de guerra que venceu os
argentinos sem muitos esforços. Inglaterra ocupou a região das Malvinas no inicio do século XIX,
tomando-a da Espanha. Sua população diminuta, em torno de 15.000hab são de maioria inglesa que as
chamam de ilhas Falklands (são as mesmas ilhas, para os argentinos Malvinas, para os ingleses
falklands). A invasão ocorreu em xxxxxx e neste período a Inglaterra era governada pela primeira
ministra Margareth tachtcher. A marinha inglesa, a maior do mundo e uma das melhor armadas (atrás
somente dos EUA) atacaram prontamente as tropas argentinas usando um alto poder de fogo. A
primeira ministra Tachther ganhou o apelido “Dama de Ferro” pela dureza com que agiu contra a
argentina. Até hoje a posse da ilha provoca discussões e pequenos atritos, pois os argentinos a
requerem.

CONFLITOS AFRICANOS: A GUERRA DO CHIFRE DA ÁFRICA (1977 - 1988); A GUERRA CIVIL


NA SOMÁLIA (1991);

O continente africano é extremamente pobre e de seus 54 países possuem IDH baixo ou médio
baixo. O território africano sempre foi explorado por ser muito rico em recursos, as foi no século XIX que
essa exploração foi mais intensa, no período em que chamamos de Imperialismo Afro-asiático. Todo o
continente foi ocupado pelas grandes potências industriais europeias, sobretudo Inglaterra, França e
Bélgica, mais tarde Pela Itália e Alemanha. A disputa por colônias na África provocou a I Guerra
Mundial. Logo após o término da II Guerra tem início o processo de independência dos países asiáticos
e africanos, mais conhecido como “Descolonização Afro-Asiática” em que aproveitando o contexto
internacional de enfraquecimento das metrópoles europeias e do movimento dos países não
alinhados. Em alguns países ocorreram guerras de expulsão dos europeus e em outras o processo de
desocupação estrangeira foi menos traumático.
Após a saída dos europeus, que deixaram de comandar politicamente, mas mantinham a dominação
econômica, na intensa exploração dos recursos africanos. O vácuo de poder deixado na organização
política destes países, que possuíam vários grupos tribais de diferentes etnias, levou a uma profunda
instabilidade política dede a década de 70 em constante “estado de guerra civil”. Todo o continente
africano possui focos de tensões e guerras civis, mas vamos destacar uma região denominada de
SAHEL, que vai do golfo da Guiné, no litoral atlântico ao “Chifre da África”, onde estão localizados a
Somália, a Etiópia e a Eritréia. É um lugar de pobreza desesperadora, com quadros de fome epidêmica
(o ano todo e todo ano), e uma intensa violência em razão das guerras civis.

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O Sudão que estava já há décadas em guerra civil foi dividido em Sudão do Norte (de maioria
islâmica) e Sudão do Sul (cristão e religiões tradicionais).O norte é mais rico, e as razões do conflito
são as disputas étnico-religiosas e pelo recursos da região, o caso do Sudão Petróleo e recursos
hídricos. Perceba no mapa que na Somália principalmente, uma dos principais problem as de
segurança que tem por lá é a pirataria marinha, em que grupos piratas somalis atacam ricas
embarcações estrangeiras, provenientes principalmente do Golfo Pérsico. A região se encontra em
guerra civil desde o início de 1990 e já tiveram a intervenção das tropas da ONU e receberam ajudo
humanitária. Cenas chocantes são as que nos deparamos ao vermos feridos de guerra ou crianças com
subnutrição. O país passa por uma situação que podemos chamar de anomia social (ausência total de
regras. O país encontra-se ingovernável) e tem atraído vários grupos terroristas fundamentalistas
islâmicos. Uma região próxima a Eritréia denominada somalilândia, uma das únicas regiões que
conseguem ser funcionais, declarou independência, o que não foi reconhecida por nenhuma instituição
internacional.

CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO: A GUERRA IRÃ-IRAQUE, A GUERRA DO GOLFO 1991, A


GUERRA DO AFEGANISTÃO (1979 - 1989), A GUERRA CIVIL NO AFEGANISTÃO (1989 - 2001), O
11 DE SETEMBRO DE 2001 E A NOVA GUERRA NO AFEGANISTÃO;

A Guerra Irã-Iraque (1980 - 1989)

Em 1979 o Irã passou por uma revolução religiosa conhecida como a “revolução islâmica” ou
Revolução xiita, que implantou uma república teocrática no país, ou seja, lá não é um Estado laico (não
religioso) e sim guiado pelo Corão, o livro sagrado do Islamismo, de onde se extraíram os princípios
fundamentais da Sharia (lei islâmica baseada no Corão). O clero xiita derrubara do poder o xá Reza
Phalhevi, que a anos realizava um governo laico e pro ocidental, sobretudo alinhado aos EUA.
Derrubado governo pró ocidental sobe ao poder o Aiatolá Khomeini que inicia seu governo
fundamentalista islâmico e se isola internacionalmente, pois considera tanto os EUA quanto a URSS
inimigos. Enquanto isso no Iraque governado por Sadam Hussein, de orientação sunita, temia que a
revolução xiita se espalhasse para seu território. Há anos o Iraque e o Irã vinham tendo conflitos. O Irã
pretendia uma área de exploração de petróleo no estuário do Chatt’el Arab, a foz do tigre e do Eufrates
que possuem importantes bacias petrolíferas. Enquanto o Iraque além do medo da irradiação da
revolução xiita, acusava o Irã de dar apoio a população de origem curda que habitava o norte do pais.
Em setembro de 1980 o Iraque invade o Irã. A Guerra se estendera até agosto de 1988. A vitória foi do
Iraque, que naquele contexto contava com o respaldo dos EUA e da ONU. A Guerra provocou mais de
1000000 de mortos e 1,5000000 de feridos.

A Guerra do Golfo (1991)

Foi o primeiro conflito após a desagregação territorial da URSS. Foi uma Guerra em que os EUA
foram a grande potência estrangeira absoluta e vencedora da guerra fria. Localmente o conflito ocorreu
devido ao estuário do rio tigre e Eufrates, chamado de estuário de Chattt’el Arab. A região que pertencia
ao Kweit foi alvo de disputa pelo Iraque que alegavam que o Kweit estava explorando petróleo em
território iraquiano. Em 1991 o Iraque invade o Kweit. Tem início o conflito que em termos militares foi
rápido. O Iraque foi invadido pelas tropas dos EUA e das forças de segurança da ONU. Foram usadas
novas tecnologias militares com novos mísseis, caças e bobas inteligentes. A final do conflito o Iraque
sofreu inúmeras sanções da ONU entre elas seu território foi dividido em áreas de exclusão aérea, onde
não poderiam circular aviões iraquianos. Uma faixa ao norte do país em que a maioria da população é
de origem curda e uma faixa ao sul de maioria religiosa xiita, lembrando que Sadam Hussein é xiita e
representava este grupo minoritário no Iraque (são 20% de sunitas).

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A Guerra do Afeganistão (1979 - 1989) e A Guerra Civil no Afeganistão (1989 – 2001)

O Oriente Médio, também podendo ser chamado de oriente próximo, são os territórios islâmicos ao
redor do golfo pérsico. É uma região de grande instabilidade política, com governos autoritários e
constantes guerras civis. O Afeganistão é um país de maioria muçulmana sunita, encontra-se em um
território montanhoso e muito rico em petróleo. É um Estado muito pobre e sua história recente é muito
agitada. Durante a Guerra Fria, a URSS invadiu o território afegão. Lembremos que são países com
fronteiras. Em 1979 há um golpe comunista e recebem apoio dos soviéticos, que entre 81 à 89 quando
os russos ocupam o território afegão. Em 1989 A URSS se retira do Afeganistão pois estavam inclusive
no auge da crise que levaria ao fim do socialismo. O Início da década de 90 foi de uma constante
disputa entre os diferentes grupos étnicos e religiosos dali. Este contexto permite a ascensão do
governo dos talibãs, fundamentalistas islâmicos que permaneceram no poder até a invasão dos Estados
Unidos em 2001. O fundamentalismo religioso é um dos grandes tipos de conflitos que temos na
atualidade. Um destes grupos fundamentalistas islâmicos receberam apoio dos EUA, pois lutavam
através de guerrilhas contra a ocupação soviética: os guerrilheiros Mujadins. O seu Líder Osama Bin
Laden era um de seus lideres. Bin Laden fundou seu grupo fundamentalista, que foi o responsável pelo
maior atentado já cometido, o ataque terrorista ao Word Trade Center. O Afeganistão foi invadido em
seguidas pelo exercito dos EUA e pelas tropas da OTAN. Esta intervenção militar recebeu apoio da
ONU e foi compreendida como uma retaliação ao atentado e uma ação de defesa nacional. O
Afeganistão foi invadido e as tropas estrangeiras estiveram ocupando o território até 2013.

O 11 de Setembro de 2001 e a nova Guerra no Afeganistão

O século XXI começou com intensos conflitos, que alguns chamariam de choque de civilizações
entre o mundo ocidental e o oriental islâmico. Já vimos que todo o oriente médio é uma área de
instabilidade política, com ditaduras e guerras civis frequentes. Desde a guerra do Golfo a presença
militar estrangeira, sobretudo norte americana, é muito grande e alvo de vários conflitos. Há mais de 35
bases militares dos EUA no território compreendido pelos países do Oriente Médio. Alguns destes
países como Arábia saudita, Iêmen, Emirados Árabes unidos e Catar são importantes aliados
econômicos dos países ocidentais e apesar de alguns deles como o catar sejam de maioria
conservadora islâmica, não apoiam o fundamentalismo terrorista e não adotam discursos
antiamericanos. Já países como Afeganistão, Irã, Iraque e Paquistão são países com forte discurso
antiocidental, apoiam, ou ao menos não combatem em seus países, o terrorismo, de acordo com as
acusações dos EUA. Em meio as agitações políticas internas e diplomáticas externas, um grupo
terrorista liderado por Osama Bin Laden, chamado Al Quaeda (A base) com terroristas presentes em
vários países do Oriente Médio sobretudo Afeganistão e Paquistão. Esse grupo foi o responsável pelo

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maior atentado terrorista de todos os tempos: Em 11 de setembro de 2001 sequestraram aviões que
foram direcionados ao pentágono

(centro de poder militar), à casa Branca (poder político) e ao World Trade Center (centro
econômico), mais conhecido como às torres Gêmeas. O principal sucesso dos terroristas foi destruir as
duas torres do WTC. A partir daí os EUA empreenderam uma campanha militar de ocupação do Oriente
Médio, cujo discurso geopolítico adotado era a “guerra ao terror”. O Afeganistão foi ocupado na
sequencia dos atentados com o apoio do Conselho de Segurança da ONU. Em 2003 alegando que
Sadam Hussein possuía armas de destruição em massa, especificamente armas químicas, OS norte
americanos invadem o Iraque, mesmo sob a oposição da comunidade internacional e do veto do
Conselho de Segurança da ONU. Entendemos como “doutrina” o conjunto da política externa de um
pais, então podemos falar

de uma “Doutrina Bush” e caracterizá-la de militarista (invadiu dois países), de “Guerra ao Terror” e
Unilateral (pois desconsidera as resoluções da ONU). O atual presidente dos EUA Barack Obama
retirou as tropas do Iraque e do Afeganistão num processo que se estendeu de 2007 à 2013. Durante a
guerra capturaram o ditador iraquiano Sadam Hussein que foi levado aos EUA, julgado e condenado à
morte, sendo executado lá. Em 2011 numa ação militar sem o consentimento do governo paquistanês
encontraram Osama Bin Laden e o executaram, desaparecendo com seu corpo que tem destino incerto.

A Nova República.

Chamamos Nova República a organização do Estado Brasileiro a partir da eleição indireta de


Tancredo Neves pelo Colégio eleitoral, após o movimento pelas diretas já, o qual foi um dos mais
importantes lideres. No dia da posse foi hospitalizado e faleceu. Então a cadeira presidencial foi
ocupada por seu vice José Sarney

Governo Sarney.

Sarney era um político maranhense, conservador pertencente durante a ditadura à ARENA. Foi eleito
indiretamente como o vice presidente de Tancredo Neves. Como Tancredo faleceu subitamente no dia
da posse, foi empossado José Sarney presidente do Brasil. Foi um governo fundamental, pois era a
transição da ditadura à democracia. Era um presidente civil, apesar da eleição indireta. Foi em seu
mandato em que foi formada a assembleia constituinte e promulgada a constituição de 1988

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1988 (promulgada): Nossa atual constituição é chamada cidadã pois amplia o sentido de cidadania
garantindo além da liberdade de expressão e organização política, direitos sociais como acesso
educação e saúde pública, gratuita e de qualidade. Foi promulgada no contexto da redemocratização do
Brasil, pós ditadura militar.

- Contra a arbitrariedade do Estado (O Estado deve seguir a lei e proteger o individuo)


- Proibição da pena de morte e da tortura (decorrente do primeiro ponto)
- Direitos do cidadão. Todos têm direitos que devem ser respeitados pelo Estado: direito à liberdade
individual, de poder mudar o governo, de receber assistência social do Estado em saúde, educação,
moradia e aposentadoria, livre manifestação de suas ideias através de partidos e organizações da
sociedade civil.
- Igualdade de gênero (entre homens e mulheres).
- Proteção ao índio.
- Fim da censura.
- Racismo é crime.
- Voto para os analfabetos, e opcional aos 16 anos.
- Eleição em 2 turnos.
- Equilíbrio e independência dos 3 poderes.

Duas constituições foram promulgadas em um contexto de redemocratização: a de 1946


(após a ditadura varguista do “Estado Novo”) e a de 1988 (após a ditadura militar)

Governo Collor.

Fernando Collor de Melo foi eleito na primeira eleição democrática no país. Foi uma campanha muito
disputada e pela primeira vez, de acordo com a constituição cidadão, seriam realizados dois turnos. Os
dois foram disputados entre Collor e Luiz Inácio Lula da Silva. Logo no início do seu mandato confiscou
a poupança dos brasileiros e iniciou um programa neoliberal de abertura de mercado e
privatização de empresas. Seu governo foi interrompido por um processo de impeachment devido a
esquemas de corrupção. Após denuncias de corrupção sua popularidade caiu demais e vários protestos
em prol do seu impedimento ocorreram, destacando-se o movimento dos cara pintada. .É afastado e
seus direitos políticos foram cassados por 10 anos. Foi sucedido por

Governo Itamar e a eleição de Fernando Henrique Cardoso.

O Governo de Itamar Franco foi breve mas de profunda importância, para a estabilização econômica
e política do pais. O cumprimento da constituição e a transição democrática de Collor para Itamar e dele
para seu ministro da economia eleito presidente, Fernando Henrique Cardoso foi tranquila e estável. Foi
também em seu governo que foi lançado o Plano Real. A economia e a moeda cruzado estavam em
frangalhos devido a crise econômica e recessão. O Real foi o plano econômico monetário com maior
sucesso em nossa História. Valorizada diante do dólar facilitava as importações. A estabilização da

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economia e a valorização da moeda criaram um contexto favorável a candidatura de FHC, que
enfrentou na urna por dois turnos Luiz Inácio Lula da Silva.

Governo Fernando Henrique Cardoso.

É eleito em 1994 e toma posse em 1995 pelo PSDB (partido social democrata brasileiro). Com a
estabilização da economia e a valorização do real as importações foram favorecidas. Implantou um
projeto neoliberal com a abertura do mercado e incentivos a entrada de capital estrangeiro. Além disso
realizou a privatização de várias empresas estatais nos setores:
- Telefonia
- Mineração (Cia vale do Rio Doce)
- Estradas e ferrovias
- Bancos estaduais

Realizou profundas reformas no Estado. Além de aplicar medidas que diminuíssem o estatismo,
extinguiu os ministérios militares (exercito, marinha e aeronáutica tinham um ministério cada) e criou o
ministério da defesa (um ministério para as três armas, que se revezam a cada ano) e conseguiu
aprovar no congresso a medida constitucional que permitia a reeleição. É reeleito em 1998 e
permanece no poder até 2002. Neste tempo continua as medidas neoliberais. O crescimento econômico
do país foi muito baixo (mas foi também baixo nas principais economias emergentes) e as
desigualdades sociais se acentuaram, ocorrendo assim um drástico aumento da violência. Aumentou a
visibilidade do Brasil no exterior e realizou programas de escolarização visando o acesso em massa ao
ensino básico (até o ensino médio), mas apesar da ampliação não ocorreu uma melhora qualitativa da
educação, na verdade uma ampliação seguida de um grande sucateamento das escolas públicas

Eleição e primeiro mandato do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Luiz Inácio Lula da Silva teve sua carreira política iniciada nos movimentos sindicais do ABC paulista.
É um dos fundadores do PT (partido dos trabalhadores) em 1983 e disputou três eleições presidenciais
(contra Collor e duas contra FHC). Ao tomar posse manteve a economia de mercado e a abertura aos
capitais estrangeiros. Os setores econômicos mais influentes economicamente mantêm -se no poder, no
contexto, grandes banco e empreiteiras. Realizou a criação de vários programas de auxílio social e
ampliou outros já existentes. Entre as medidas sociais podemos citar
- Bolsa família
- Prouni
- Concessão de crédito para micro empresários e pequenos autônomos
- Concessão de crédito para pequenos proprietários rurais
- Ampliação de vagas no ensino superior

O crescimento econômico foi expressivo e criou um governo em que buscou o consenso nacional e
conseguiu equilibrar o feroz jogo de interesses entre os diversos setores econômico e sociais do pais. A
sua grande popularidade sobretudo entre as camadas trabalhadoras garantiu sua reeleição.

A sociedade brasileira na atualidade.

O Brasil tem se destacado internacionalmente por ser uma das principais economias emergentes
(países subdesenvolvidos industrializados) no mundo e fazemos parte dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul). Apesar do destaque econômico mundial temos ainda profundos contrastes
sociais, mesmo que nos últimos anos o pais tenha apresentado uma diminuição da pobreza e o
aumento da classe média. Somos a sétima maior economia do mundo, mas infelizmente nos índices de
desenvolvimento são menores que nossos vizinhos como Argentina, Uruguai e Chile.
A política encontrasse bastante estável com transições de governo sem traumas ou ameaças de
golpes, que foram muito comuns no passado. O PT está no controle da presidência desde 2002, pois
Lula reelegeu-se e elegeu sua sucessora, a atual presidentes que foi reeleita em 2014, Dilma. Vários
escândalos de corrupção tem vindo à tona como foi o caso de compra influência no congresso, o
chamado mensalão enquanto em 2015 outro caso vem à tona sobre o desvio de verbas da Petrobrás. A
população brasileira tem se mobilizado levantando bandeiras contra a corrupção em manifestações
populares pacificas, muitas delas duramente reprimidas desde 2012.

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Questões

1) (Espcex (Aman) 2015) A partir da eleição pelo Colégio Eleitoral do Presidente Tancredo Neves,
em 1985, inicia-se um novo período republicano brasileiro, que alguns autores chamam de Nova
República. Sobre esse período, assinale a única resposta que associa corretamente uma característica
do governo ao respectivo governante.
A) No dia de sua posse, Fernando Collor de Mello confiscou cerca de 80% do dinheiro que circulava
no país.
B) No governo do Presidente Itamar Franco, restabeleceu-se o cruzeiro como moeda nacional,
extinguindo- se o cruzado.
C) Alguns meses após assumir a Presidência da República, Fernando Henrique Cardoso anunciou o
Plano Real, o qual passou a vigorar no País em 1º de julho de 1994.
D) Fernando Henrique Cardoso, na campanha eleitoral, expunha uma imagem de político renovador,
preocupado em caçar “marajás”.
E) No dia 2 de outubro de 1992, o vice-presidente Itamar Franco assumiu, governando interinamente,
até 29 de dezembro, quando o Congresso Nacional declarou vaga a presidência, por falecimento de
Tancredo Neves.

Resposta: [A]
Somente a proposição [A] está correta. A questão remete a Nova República que começou a partir de
1985 com o fim do regime militar. Em 1985, Tancredo de Almeida Neves e José Sarney foram eleitos
indiretamente por um Colégio Eleitoral. Fernando Collor De Mello, eleito de forma direta em 1989,
assumiu em 1990 e criou o “Plano Collor I” confiscando a poupança dos brasileiros. Collor foi afastado
em 1992 por um processo de impeachment e, seu vice, Itamar Franco assumiu e terminou o mandato
sem restabelecer o cruzeiro. O Plano Real surgiu em julho de 1994 dentro do governo de Itamar Franco.
Collor (não FHC) criou o discurso de “caçador de marajás”.

2) (Uff 2012) Em outubro de 1994, embalado pelo sucesso do Plano Real, Fernando Henrique
Cardoso foi eleito Presidente da República. Em seu discurso de despedida do Senado, se comprometia
a acabar com o que denominava “Era Vargas”: “(...) Eu acredito firmemente que o autoritarismo é uma
página virada na história do Brasil. Resta, contudo, um pedaço do nosso passado político que ainda
atravanca o presente e retarda o avanço da sociedade. Refiro-me ao legado da Era Vargas.”
(14/12/1994)

O presidente eleito governou o Brasil por dois mandatos, iniciando a consolidação da política
neoliberal no país, principiada pelos presidentes ColIor e Itamar Franco. Sobre os dois mandatos (1995 -
2002), pode-se afirmar que se caracterizam
A) pela manutenção do poder aquisitivo dos que se aposentavam; estabelecimento do monopólio
nacional sobre as telecomunicações, através das empresas estatais; e nacionalização do sistema
financeiro.
B) pelo elevado crescimento econômico, com média anual de cerca de 5% ao ano; grande
investimento em infraestrutura e educação; distribuição de renda; e aumento da capacidade econômica
do estado.
C) pela política social de inclusão, com a criação da bolsa família; facilitação do ingresso de carentes
na universidade; restrição aos investimentos estrangeiros; e elevados incentivos à agricultura familiar.
D) pelo rompimento com a política econômica originada pelo “consenso de Washington”;
consolidação do sistema financeiro estatal; e reforço da legislação trabalhista gestada na primeira
metade do século xx.
E) pelo limitado crescimento econômico; privatização das empresas estatais; diminuição do tamanho
do estado; e apagão energético, que levou ao racionamento e ao aumento do custo da energia.

Resposta: [E]
A grande característica dos governos de FHC foram as privatizações e a manutenção da estabilidade
econômica, apesar de variações do primeiro para o segundo mandato quanto à política cambial. A
política neoliberal adotada foi determinante para a redução do papel do Estado na economia e, ao
mesmo tempo, para a redução de políticas sociais.
O processo de privatização e a estabilidade foram responsáveis por maior ingresso de capitais e
empresas estrangeiras no país.

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Alguns elementos negativos se destacam: o aumento dos níveis de desemprego, a elevação da taxa
de juros e a falta de investimento em infraestrutura, resultando no grande apagão energético.

Questões

1) (Espcex (Aman) 2014) Em 1993, no Brasil, anunciou-se um novo plano de estabilização


econômica, o Plano Real, que entrou em vigor efetivamente em julho de 1994. O Plano Real foi
planejado e implantado no governo do presidente
A) José Sarney.
B) Fernando Collor de melio.
C) Itamar Franco.
D) Fernando Henrique Cardoso.
E) Luís Inácio Lula da Silva.

2) (Cefet MG 2014) “O Consenso de Washington é um conjunto de princípios orientados para o


mercado, traçados pelo governo dos Estados Unidos e pelas instituições financeiras internacionais, que
ele controla e que é por eles mesmos implementado de formas diversas – geralmente, nas sociedades
mais vulneráveis, como rígidos programas de ajuste estrutural”.
CHOMSKY, Noam. O Lucro ou as Pessoas. São Paulo: Bertrand Brasil, 2002.

Em relação ao programa de ajuste estrutural adotado no Brasil desde o final dos anos de 1980 até o
fim do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, afirma-se, corretamente, que as(os)
A) reformas constitucionais abriram caminho para o processo acelerado de privatização das
empresas estatais.
B) agências reguladoras tiveram papel estratégico no controle dos projetos sociais de combate à
pobreza.
C) planejamentos orçamentários garantiram o crescente investimento em educação pública em todos
os níveis.
D) direitos trabalhistas vigentes no país foram abolidos pelas convenções coletivas das empresas.
E) mudanças da administração pública reforçaram o monopólio estatal das telecomunicações.

3) (Ibmecrj 2013) Lançado em 1º de julho de 1994 como uma esperança de solução para a grave
crise inflacionária que o país vivia naquele período, o Plano Real transformou-se em um retumbante
sucesso, contribuindo para que pudéssemos alcançar um importante objetivo: uma melhor distribuição
de renda. O ministro da Fazenda à época desse lançamento era:
A) Zélia Cardoso de Mello;
B) Fernando Henrique Cardoso;
C) Pedro Malan;
D) Marcílio Marques Moreira;
E) Antônio Delfim Netto.

4) (Fgv 2012) Recentemente, em julho de 2011, faleceu o ex-presidente Itamar Franco. A respeito
da sua chegada ao poder e do seu governo, é correto afirmar:
A) Venceu Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições disputadas em 1994, graças ao
sucesso do Plano Real, implementado no governo de Fernando Henrique Cardoso.
B) Venceu Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 1989 e organizou um governo de coalizão
nacional, do qual participaram todos os demais partidos políticos brasileiros, inclusive o PT.
C) Assumiu a presidência após o processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello
e, com seu ministro Fernando Henrique Cardoso, implementou o Plano Real.
D) Foi eleito em janeiro de 1985, em eleição direta pelo colégio eleitoral, e organizou um governo de
reformas políticas e econômicas que permitiram sua reeleição em 1994.
E) Foi eleito em 1994 devido ao sucesso do Plano Real implementado no governo do presidente
Fernando Henrique Cardoso, do qual participou como ministro da Fazenda.

5) (Fuvest 2010) A partir da redemocratização do Brasil (1985), é possível observar mudanças


econômicas significativas no país. Entre elas, a
A) exclusão de produtos agrícolas do rol das principais exportações brasileiras.
B) privatização de empresas estatais em diversos setores como os de comunicação e de mineração.
C) ampliação das tarifas alfandegárias de importação, protegendo a indústria nacional.

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D) implementação da reforma agrária sem pagamento de indenização aos proprietários.
E) continuidade do comércio internacional voltado prioritariamente aos mercados africanos e
asiáticos.

6) (Ufjf 2010) Acerca do desenvolvimento econômico brasileiro, ocorrido entre as décadas de 1950
e 1990, marque a alternativa INCORRETA.
A) Entre 1954 e 1964, mudaram os padrões de consumo de uma parcela expressiva da população
brasileira, a partir da produção e disseminação dos bens de consumo duráveis.
B) No governo João Goulart (1961-1964), foi elaborado o Plano Trienal. O fracasso do plano
contribuiu para a derrubada do governo pelos militares.
C) O período do “milagre” (1968-1973) foi marcado pelo crescimento econômico, que teve na
expansão das indústrias estatais e multinacionais um de seus aspectos decisivos.
D) A partir de 1980, ainda no regime militar, o aumento da inflação e da dívida externa freou o
desenvolvimento econômico brasileiro.
E) Em 1994, foi criado o Plano Cruzado que aumentou ainda mais a inflação, mas conseguiu retomar
o crescimento econômico.

7) (Fgvrj 2010) Assinale a alternativa que apresente apenas presidentes eleitos pelo voto direto dos
cidadãos brasileiros.
A) Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva.
B) José Sarney, Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.
C) Tancredo Neves, Itamar Franco e Luís Inácio Lula da Silva.
D) Ulysses Guimarães, Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.
E) José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva.

8) (Uemg 2014) Eleito em novembro de 1989, chega ao poder, no Brasil, um presidente de raízes
cariocas e de carreira política em Alagoas (onde administrou o Gazeta Alagoana), vindo de um pequeno
partido, o PRN (Partido da Reconstrução Nacional). Durante o governo de Fernando Affonso Collor de
Mello, vários escândalos eclodiram, enfraquecendo a base aliada e a aceitação popular, em meio aos
protestos dos “caras pintadas”, nome pelo qual ficou conhecida a juventude desse período, que saiu às
ruas clamando pelo impeachment do presidente. O movimento popular surtiu efeito, e o presidente
Collor deixou o poder.

O que motivou a retirada de Fernando Collor da presidência da república?


A) A rede de corrupção montada por Collor e por seu tesoureiro, Paulo César Farias, conhecida
como "Esquema PC".
B) A demissão de uma grande aliada de Collor, a ministra Zélia Cardoso de Mello, que, temendo
sofrer represália, deixou o Ministério da Fazenda.
C) O fracasso da abertura econômica para produtos importados, que reduziu impostos para
promover a modernização da indústria brasileira.
D) Os escândalos deixados por Collor no governo de Alagoas, que só foram descobertos após ele ter
assumido a presidência.

9) (Fuvest 2012) O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta segunda-feira [30/5]
que o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello foi apenas um “acidente” na história do
Brasil. Sarney minimizou o episódio em que Collor, que atualmente é senador, teve seus direitos
políticos cassados pelo Congresso Nacional. “Eu não posso censurar os historiadores que foram
encarregados de fazer a história. Mas acho que talvez esse episódio seja apenas um acidente que não
devia ter acontecido na história do Brasil”, disse o presidente do Senado.
Correio Braziliense, 30/05/2011.

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Sobre o “episódio” mencionado na notícia acima, pode-se dizer acertadamente que foi um
acontecimento
A) de grande impacto na história recente do Brasil e teve efeitos negativos na trajetória política de
Fernando Collor, o que faz com que seus atuais aliados se empenhem em desmerecer este episódio,
tentando diminuir a importância que realmente teve.
B) nebuloso e pouco estudado pelos historiadores, que, em sua maioria, trataram de censurá-lo,
impedindo uma justa e equilibrada compreensão dos fatos que o envolvem.
C) acidental, na medida em que o impeachment de Fernando Collor foi considerado ilegal pelo
Supremo Tribunal Federal, o que, aliás, possibilitou seu posterior retorno à cena política nacional, agora
como senador.
D) menor na história política recente do Brasil, o que permite tomar a censura em torno dele,
promovida oficialmente pelo Senado Federal, como um episódio ainda menos significativo.
E) indesejado pela imensa maioria dos brasileiros, o que provocou uma onda de comoção popular e
permitiu o retorno triunfal de Fernando Collor à cena política, sendo candidato conduzido por mais duas
vezes ao segundo turno das eleições presidenciais.

10) (CFTMG 2011) Analise a imagem

A charge retrata a(o)


A) salto da violência nos grandes centros urbanos, decorrente da falta de políticas de segurança
pública.
B) ascensão de um governo marcado por escândalos políticos, terminando na deposição do
presidente.
C) sucesso do Brasil nas olimpíadas de Barcelona, graças ao forte investimento no setor esportivo
por parte do governo.
D) situação econômica agravada pela inflação, fazendo o povo exercitar novas alternativas diante
dos aumentos de preços.

Gabarito: 1-c, 2-a, 3-b, 4-c, 5-b, 6-e, 7-a, 8-a, 9-a, 10-b

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