Você está na página 1de 7

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO- DEDC- CAMPUS XIV


CURSO DE LICENCIATURA COM HABILITAÇÃO EM LINGUA
PORTUGUESA E LITERATURA

JOÃO ANDRÉ OLIVEIRA DOS SANTOS

EDUCAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL

O anteprojeto apresentado SIPE V, que


será ministrado pelo professor Paulo de Tarso
Vellanes no curso de Licenciatura em Letras
Vernáculas da Universidade do Estado da
Bahia - Campus XIV, Conceição do Coité.

Conceição do Coité

2018
ANTEPROJETO DE PESQUISA

1. TEMA
EDUCAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL

2 .DELIMITAÇÃO DO TEMA
Educação e inclusão social de alunos com autismo em escolas públicas.

3 .PROBLEMÁTICA
Como vimos em algumas leituras décadas atrás, as pessoas com algum tipo
de deficiência não tinham direito a estudarem em escolas regulares. A inclusão delas
só começou a acontecer com a criação dos direitos humanos, como fala no artigo IV
parágrafos III da Lei de Diretrizes Bases ( LDB) 9394/96, em meados do século XX,
que já tinha um olhar voltado para esse processo de inclusão educacional para
pessoas com deficiência.
A minha inquietação é descobrir quais as dificuldades que os autistas
enfrentam no seu dia a dia, nos espaços escolares. É fato que algumas escolas, na
maioria das vezes, têm grandes dificuldades em receber crianças com dificuldades
de aprendizagem, e com o autista não é diferente. Contudo, os direitos
constitucionais afirmam que todos os portadores de autismo devem ter os mesmos
acessos à educação.
De acordo com Sousa (2015) observamos que um aspecto bem relevante é a
vocação que o profissional deve ter para ajudar os alunos a uma atividade produtiva.
A mesma, afirma que os mesmos direitos dados às crianças sem o autismo deveria
ser dado aos que são portadores do autismo.
4 OBJETIVOS

4.1.Geral

Analisar a educação inclusiva de alunos com especificidade em autismo, em


escolas públicas, tanto municipais quanto estaduais.

4.2. Específicos

 Identificar a preparação de formação de professores na educação especial dos


alunos autistas nos ambientes escolares.
 Avaliar as condições e a atenção que esses profissionais dão aos portadores do
autismo.
 Analisar as dificuldades encontradas pelos professores que administram aulas
aos alunos com autismo.

5 HIPÓTESE

É provável que os professores não estejam preparados para desenvolverem


um trabalho eficiente e uma pedagogia que venha contribuir no processo da
aprendizagem dos alunos com autismo.

6 JUSTIFICATIVA

Esse projeto trará ao centro as discussões, os preconceitos e a exclusão que


se têm dos alunos com autismo. Também temos o interesse de conhecer as
diferentes dimensões de inclusão educacional, social e cultural desses alunos.
O interesse por essa temática começou a ser construída a partir de algumas
leituras, que despertou em nós a curiosidade de saber como se dava o processo de
formação desses alunos mesmo com as dificuldades encontradas para o
desenvolvimento de uma pedagogia que pudessem possibilitar aos profissionais da
área a um trabalho que viesse a potencializar a aprendizagem e a inclusão de cada
um dos alunos com autismo. Algo interessante que percebemos, em cada conteúdo
estudado, foi que a verdadeira inclusão traz consigo o resgate dos valores e o
respeito pelas diferenças.
Justifica-se também a realização desse projeto para explicitar que incluir não
é apenas integrar, nem estar inexistente no ambiente educacional, mas ter a
consciência de que todos têm o direito de serem aceitos integralmente e
incondicionalmente e independente de suas peculiaridades.

Carvalho (1999) nos afirma que a inclusão traz benefícios a todos, pode
desencadear solidariedade cooperação e respeito às especificidades uns para com
os outros.

7 REFERENCIAL TEÓRICO

Meireles (2013) diz que a busca por conhecer e examinar a formação,


trajetória, entre outros aspectos acerca da vida desses alunos, será realizado por
meio de leituras e pesquisas. Que irá conhecer especialmente sobre o reforço na
luta pela inclusão, o texto estabelece também que o autista tem direito de estudar
em escolas regulares, tanto na educação básica quanto no ensino profissionalizante,
e, se preciso, pode solicitar um acompanhante especializado.
Gilberg, em 1990, considerou o autismo uma síndrome comportamental com
etiologias múltiplas, com distúrbio no curso do desenvolvimento e caracterizado por
um déficit na interação social, visualizado pela inabilidade em relacionar-se com o
outro, usualmente combinado com déficits de linguagem e alteração de
comportamento. Atualmente, a definição utilizada está nas classificações
internacionais, CID.10 e DSM.IV, que enquadram o autismo na categoria
Transtornos Invasivos do desenvolvimento caracterizados por anormalidades que
dificulta nas relações e interações sociais.
Oliveira leva em consideração todas as articulações de políticas pedagógicas
que venha contribuir para os avanços da educação especial e inclusão social do
aluno com autismo com o objetivo de adaptar os ambientes escolares para receber
esses alunos, e especializar os profissionais da área, dinamizar, e contrair para o
progresso cognitivo desses alunos. É importante reiterar como estes estudantes, na
verdade, têm tempo e maneiras diferentes de estabelecerem relações afetivas
de ensino-aprendizagem.
De acordo à autora Sousa (2015), a escola para ser inclusiva deve ser aquela
que implica no sistema educacional que reconhece e atende às peculiaridades
individuais e respeito mútuo as necessidades de todos os alunos inclusive os
autistas. Ela também cita no seu texto que o professor como qualquer outro
profissional da educação especial deve ser compromissado com uma educação de
qualidade que deve estar requalificando suas ações como facilitador do processo de
ensino e aprendizagem.

Ampliar a possibilidade de acesso do aluno à linguagem receptiva e


expressiva, ampliando assim, o repertório comunicativo do aluno por meio
das atividades de vida diária e da comunicação alternativa, visando à
autonomia, partindo de seus interesses, respeitando suas possibilidades
motoras, cognitivas e afetivas, para promover o avanço conceitual.

Na citação acima Silva e Almeida (2012) deixa claro que as estratégias


pedagógicas devem contribuir para perceber as diversidades e trabalhar com cada
aluno de acordo com as necessidades de cada um.
Na concepção de Costa (2006) o profissional da área de educação inclusiva
tem um papel principal no processo de inclusão escolar. Ele também aborda que é
necessário que o professor organize sua prática para garantir o acesso,
permanência, participação e aprendizagem do aluno com deficiência em autismo.

8 METODOLOGIA

Para realizarmos a construção desse projeto sobre inclusão educacional dos


alunos com autismos utilizaremos algumas fontes de pesquisas como: pesquisas
bibliográfica, de campo, estudos de caso por meios de leituras feitas em livros,
artigos, revistas e vídeo aulas. Esclarecendo sobre a condição que precisam ser
disseminados entre o corpo docente e demais funcionários, a fim de desconstruir
falácias, como aquela que diz que os alunos autistas são menos capazes do que os
outros que não possuem nenhuma uma deficiência.
9 CRONOGRAMA: 2018.1 a 2020.1 PARA O 5º SEMESTRE

Anteprojeto de Pesquisa (AP), Projeto de Pesquisa (PP), Capítulos do TCC Semes Fev. Mar. Abr. Mai Jun. Jul.
(CTCC) e TCC: atividades/períodos 2018 e 2019 tre .

Elaboração do anteprojeto de pesquisa (AP): 4º semestre 2018.1 X X X X X

Leituras e pesquisas bibliográficas(AP) 2018.1 X X X X X

Elaboração dos itens: tema e delimitação do tema (AP) 2018.1 X X

Elaboração dos itens: objetivos e justificativa (AP) 2018.1 X X

Elaboração dos itens: problematização (AP) 2018.1


X
Elaboração dos itens: hipótese(s) e referencial teórico (AP) 2018.1
X
Elaboração dos itens: metodologia (AP) (AP) 2018.1
X X
Elaboração dos itens: cronograma, orçamento/recursos e referências (AP) 2018.1
X
Revisão de itens 2018.1 X
X
Entrega do anteprojeto ao prof. do SIP IV (AP) 2018.1
X
Apresentação pública do anteprojeto no SIP (AP) 2018.1 (?)

10 REFERÊNCIAS

BALLONE, G. J. Autismo Infantil, in. PsiqWeb. Disponível


em:˂http://educacaointegral.org.br/reportagens/como-incluir-os-alunos-autistas-na-
escola/ ˃. Acesso em: 04 julho 2018.

MEIRELLES, Elisa. Inclusão de autistas, um direito que agora é lei.Nova escola.


R.J. 2013. Disponível em:˂http://primeirainfancia.org.br/as-escolas-brasileiras-regulares-
nao-estao-preparadas-para-receber-criancas-com-autismo-afirma-especialista/ ˃. Acesso
em: 03 de junho 2018.

SILVA, Elida Cristina Santosda.Apratica pedagógica na inclusão educacional de


alunos com autismo. Faculdade de Educação, Salvador, 2011.

Vídeo-aluno sobre educação inclusiva-pessoa com deficiência. Publicado em 2017.

AJURIAGERR J. Manual de psiquiatria infantil. Barcelona: Manson do Brasil, curta


edição.

SOUSA, Maria Joseane Sousa de. Professor e o autismo:desafios de uma


inclusão com qualidade. Brasília, 2015.
Gillberg C. Autismo infantil: diagnóstico e tratamento. Acta PsychiatrScand 1990;
SHIMIDT; BOLSA, 2011.

OLIVEIRA, Eduarda Sampaio. Autismo na escola: pontos e contrapontos na escola


inclusiva. Monografias Brasil escola.

COSTA, Bénardda.Promoção da educação inclusiva em Portugal. Fundamentos


e sugestões. Lisboa,(2006).

SILVA, Francisca da Silva. ALMEIDA, Amélia Leite de. Atendimento educacional


especializado para aluno com autismo: Desafios e possibilidades.Intl. J.
ofKnowl. Eng., Florianópolis, v. 1, n. 1, p. 62 – 88, 2012.