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Pesquisar o garantismo penal: linhas gerais para a prova.

O
movimento e para que ele serve.

DIREITO PENAL – AULA 04 – 27/08/2018


 Escola Penais (Continuação)
 Terceira Escola Italiana (Terza Scuola Italiana). E Escola moderna Alemâ
 Escola Eclética
 Livre Arbitrio X Determinismo
 Positivismos critico
 Pena X Medida de Segurança

Elas fazem uma síntese das escolas anteriores.

Por isso é chamado de eclética.

A Terza Scuola italiana - tem como grande diferença, discriminar imputáveis x


inimputáveis.

A diferença entre um e outro é a capacidade de determinação moral.

Negação do Livre Arbítrio.


Nega o determinismo atavista de Lombroso.

Para a imputável pena. > Privativa de liberdade


Para os inimputáveis > tratados (não punidos) a partir da medida de segurança.

Método Experimental

A Escola Moderna Alemã – Segue essencialmente a mesma linha.

O positivismo critico é associado a ambas escolas. Esta escola será chamada também de:
Escola de Politica Criminal e Escola Sociológica.

Vai trabalhar o sistema duplo binário, que permitia a cumulação de consequência


jurídicas: Pena e Medida de Segurança. Sobretudo a categoria dos semi-imputaveis.
Fronteiriços (Aqueles que não totalmente loucos). Ou seja, a metade imputável do sujeito
sofria a pena, e a parte inimputável sofria de medida de segurança.

Passou-se a questionar a pena dupla, mas argumentaram que medida de segurança não
era pena (“Estamos punindo e cuidando”).

O método nessa escola é o lógico-jurídico. > Subsunção.

Na Alemanha temos: Franz Von Liszt


Na Itália: Carnevalle.

Essas escolas vão influenciar o Direito Penal Brasileiro.


Dentro desse período já se começa a pensar em alternativas. Alternativas penais para
penas de curta duração, começam a ser pensada desde a escola moderna alemã (Ex: Pena
de trabalho).

A Escola Moderna Alemão se desenvolve após a Italiana, por isso parte dela para
desenvolver suas ideias.

Fechamos Escolas Penais

Princípios:

1-Legalidade
2- Intervenção Mínima e Fragmentariedade:
3- Lesividade:
4- Insignificância:
5- Adequação Social:
6- Individualização:
7- Proporcionalidade:
8- Limitação da Pena:
9- Responsabilidade Pessoal:
10- Responsabilidade Subjetiva:
11- Ne Bis In Idem:
12- Autorresponsabilidade:
13- Confiança:
14- Publicidade:

Legalidade: Na Constituição Federal está no Art. 5º; no código Penal está no Art. 1º.

O nosso código penal atual é 1940 e dividido em Parte Geral (Art. 1 a 120); Parte Especial
(121 e seguintes).

Antes havia: Ordenações, Código de 1830 (Código Criminal do Império); Código de 1890
(Código Republicano); Código 1940 (em vigor).

A parte geral foi totalmente reformada em 1984, a parte especial é a mesma.

Normas Gerais: Princípios, aplicação da lei e etc...

Normas Especiais = Crimes em espécie, os tipos penais incriminadores.

Art. 1º do Código Penal: Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem
prévia cominação legal.
A legalidade penal é mais rigorosa que as outras, toda a lógica penal é baseada na
legalidade.

A legalidade está relacionada a alguns subprincípios:

Lei anterior > Anterioridade


Definir > Taxatividade
Prévia Cominação >
Lei “legal” > Reserva Legal.

Consectários Lógicos:

Legalidade Penal:

1) Reserva Legal (legalidade estrita)


2) Anterioridade
3) Taxatividade

Legalidade estrita - significa que a Lei Penal não basta ser Lei em sentido material,
devendo ser necessariamente também Lei em sentido Formal. A lei penal é função
legislativa típica (ou partiu do legislativo ou não partiu). Uma sumula não pode criar
crime, uma medida provisória não pode criar crime. Só o legislativo pode dar forma de
Lei. Nem mesmo em sentido excepcional uma Lei material (medida provisória, e etc...).

Isso é um consectário lógico, pois não adianta prever a legalidade sem exigir que esta lei
seja exclusivamente do executivo.

Anterioridade – Toda a lei que cria um crime, deve ser anterior ao crime que se deseja
punir (anterior a conduta que será alcançada). Isto coaduna com a Constituição Federal,
art. 5º, inc. XL.

“A Lei Penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. > Irretroatividade da Lei Penal.

Exceção: Quando beneficiar o reú. (Retroatividade Benéfica).

Daniela não gosta da palavra exceção, mas prefere pensar em 2 regras, pois não se trata
da norma benéfica poder retroagir, mas sim dever retroagir.

Retroagir = alcançar fatos anteriores à vigência da Lei.

1ª Regra – Irretroatividade Prejudicial (In Pejus)


2º Regra – retroatividade Benéfica. (In mellius).

Novatio legis = Nova Lei.

Abolitio Criminis = Espécie de novatio legis in mellius (mas melhor que a Novatio in
mellius porquê o ato deixa de ser crime.

Taxatividade – Lei Taxativa que não deixa dúvida do seu conteúdo, precisa ter
clareza, que não deixe o interprete em dúvidas.
PROXIMA AULA: NORMAS PENAIS EM BRANCO.