Você está na página 1de 14

TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Cobertura

O telhado (ou cobertura) é formado por três partes: estrutura, cobertura e condutores
pra captação de águas pluviais
1) Estrutura: é o elemento de apoio da cobertura, que pode ser de madeira, metálica,
etc.
É o conjunto de elementos que irá suportar a cobertura e parte do sistema de captação
de águas pluviais.
Tem como elementos tesoura, escoras, terças, caibros, ripas
Podemos subdividir esses elementos em armação e trama.
ARMAÇÃO é a parte estrutural, constituída pelas tesouras, cantoneiras, escoras, etc... e
TRAMA é o quadriculado constituído de terças, caibros e ripas, que se apoiam sobre a
armação e por sua vez servem de apoio às telhas.
Os materiais mais utilizados na estrutura são madeira e peças metálicas.
As madeiras utilizadas são as de lei da tabela (divididas por características mecanicas),
caso não se use essas madeiras deve-se verificar se a madeira atende determinadas
características (resistência à compressão, para umidade de 15% , igual ou superior a 55
MPa e tração maior que 13 MPa)
As peças metálicas são os prego, parafusos, chapas de aço, estribos.
Tesoura:

As tesouras são muito eficientes para vencer vãos sem apoio intermediários. São
estruturas planas verticais que recebem cargas paralelamente ao seu plano,
transmitindo-as aos seus apoios.
As peças que compõem uma tesoura são: a) linha ou tirante, b) perna, asa ou empena,
c) pendural, d) escora e e) suspensório. As peças que transmitem a carga à tesoura são:
cumeeira, terças e frechal.
O tipo de solicitação nas peças são:
tração - para linha, tirante, pendural e suspensório;
compressão - para asa, perna, empena e escora;
flexão - para cumeeira, terça e frechal.
Sobre as terças assentam-se os caibros e sobre os caibros as ripas.
As terças apóiam-se nos nós da treliça. Os caibros distanciam-se entre si no máximo de
50 cm.
É a partir dela que se inicia a construção do telhado, que é colocada para fechar o vão
transversal que forma pela inclinação das diferentes águas, e que ficam, por sua vez, nas
extremidades do ponto mais alto da construção.

São compostas por:


Frechal: Peça colocada sobre a parede e sob atesoura, para distribuir a carga do
telhado;
Perna: Peças de sustentação da terça, indo doponto de apoio da tesoura do telhado
ao cume;
Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio.
Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras.
Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à perna e se encontram em posição
perpendicular ao plano da linha. Denomina-se pendural quando a sua posição é no
cume, e nos demais tirante.
Asna e escoras: São peças de ligação entre a linha e a perna, encontram-se, geralmente,
em posição oblíqua ao plano da linha, denomina-se asna a que sai do pé do pendural,
as demais de escoras.
Terças – Elas são colocadas diretamente sobre as tesouras e possuem a função de
preencher o vão entre as partes que sustentam o telhado. São postas longitudinalmente
e em cima dos pontos de apoio da tesoura em sua estrutura mais externa, e tem grandes
dimensões para começar a construir a estrutura de sustentação das telhas.
Caibros – Eles são colocados perpendicularmente às terças, e pregados nela para que a
estrutura possa começar a receber mais peso. São inclinados, sendo que seu declive
determina o caimento do telhado.
Os caibros são colocados com uma distância máxima de 0,50 m (eixo a eixo).
Ripas – Elas são postas paralelas as terças, mas desta vez em cima dos caibros e em
espaçamentos menores. Cada linha de telhas deverá ter uma ripa, então a quantidade
delas depende do tamanho, tipo e peso da telha, variando de acordo com cada projeto
de telhado.
Trama – É o resultado do entrelaçamento das ripas e dos caibros. Ele é como uma grade
que dá sustentação às telhas e deve ser feito para que não haja infiltrações.
Água – São determinadas pelas superfícies inclinadas do telhado, que fazem o
escoamento justamente das águas da chuva.

2) Cobertura: é o elemento de proteção, que pode ser: cerâmico, de fibrocimento,


alumínio, de chapa galvanizada, etc.
Beiral: O beiral é a última fileira de telhas que forma a aba do telhado, constituindo a
parte avançada deste sobre o corpo do edifício. Tem a finalidade de provocar a queda
das águas pluviais (águas da chuva) de modo que estas não escorram pela fachada do
edifício ou residência.
Espigão: O Espigão é a aresta inclinada formada pelo encontro entre duas telhas de lados
diferentes do telhado e que formam um ângulo saliente, isto é, o espigão é um divisor
de água.
Cumeeira: é o que chamam de divisor de águas de uma cobertura, é a parte mais alta
de um telhado, o ponto culminante, a parte que fica a maior viga de madeira que une
os vértices da tesoura, onde também de apoiam os caibros de toda a estrutura de
madeira da cobertura. É um tipo de terça.
Rincão: Quando duas águas do telhado (dois lados diferentes) se encontram em uma
parte baixa, chama-se rincão ou água furtada. É por onde a água da chuva escorre com
mais força.
Outros:
-Rufo/calha: peça complementar de arremate entre o telhado e uma parede; O rufo (
descrito na imagem abaixo), tem a função é evitar que águas pluviais ultrapassem o
telhado, e assim evitar a infiltrações, e normalmente é colocado em locais onde há
encontro de telhado e parede, onde não é feito o encaixe perfeito entre as telhas no
restante da estrutura. 4
– Fiada: seqüência de telhas na direção da sua largura.
– Vértice: ponto de encontro da linha de cumeeira com uma linha de espigão.

TELHAS
Usadas com a finalidade de drenar as águas pluviais dos telhados e controle térmico
ambiental do interior de instalações.
Independente do tipo de telha, elas devem apresentar :

 Regularidade de forma e dimensões;


 Arestas finas e superfícies sem rugosidades (para facilitar o escoamento das
águas).
 Homogeneidade de massa, com ausência de trincas, fendas, etc.
 Cozimento parelho.
 Fraca absorção de água e elevada impermeabilidade.
 Peso reduzido.
 Resistência mecânica à flexão adequada, mesmo em condições saturada de
água.

Telha cerâmica

As telhas de cerâmica são facilmente encontradas no mercado, com grande gama de


modelos e cores. Possui alta durabilidade, oferece conforto quanto isolamento térmico
e acústico, além de serem leves e de fácil instalação.
A inclinação do telhado para telhas cerâmicas varia normalmente entre 30 a 35%. Os
modelos mais comuns das telhas cerâmicas são as portuguesas, paulistinha, colonial,
americana, romana e francesa.
- FRANCESA: classificada como plana, possui encaixes laterais, nas extremidades e
agarradeiras para fixação às ripas da estrutura do telhado.
- PAULISTA: a capa é um pouco mais estreita que o canal.
- PORTUGUESA: a capa e o canal formam uma única peça.
- PLANA: utilizada em países com inverno rigoroso, com telhados bastante inclinados,
pra que a neve escora, no Brasil são utilizadas em casas coloniais alemães, suíças, que
os descendentes conservam a cultura.

Telhas de concreto
Telhas de concreto também possuem alta gama de cores, alta resistência mecânica e
encaixes precisos. Há modelos com tamanhos maiores do que as de cerâmica sendo
necessário um menor número de telhas por m². Por outro lado, elas são mais pesadas
dificultando na hora da instalação.

Proporcionam um ótimo conforto térmico e possuem as mesmas indicações de


inclinações do que as telhas de cerâmica.

Telhas de vidro
As telhas de vidro têm tido destaque ultimamente por levar claridade aos cômodos da
casa e proporcionar economia de energia. São indicadas para jardins internos, cômodos
que não possuem janelas e para aqueles que se deseja aumentar a claridade natural.

Telhas de PVC
As telhas de PVC são feitas com o mesmo material dos tubos e conexões hidráulicas.
Elas são vendidas geralmente imitando conjuntos de telhas cerâmicas. Porém possui
também modelos ondulados e trapezoidais.
Elas se destacam pela leveza e facilidade de instalação, mas não são indicadas para
regiões de calor intenso. Podem ser utilizadas em telhados com inclinações de 5 a 20%.

3) Condutores: servem para o escoamento conveniente das águas de chuva e


constituem-se de calhas, coletores, rufos e rincões, são de chapas galvanizadas e de PVC.
Conjunto de elementos utilizados na coleta e condução de águas da chuva.
Tipos:
a) do telhado;
- calhas beiral;
- calhas platibanda;
A Calha Platibanda é usada para captar a água da chuva e é aplicada entre o final do
telhado e o muro de mesma altura, sendo apoiada na estrutura do telhado.
- condutores, águas furtadas ou rincão, rufos, bandeja, curvas e funis.
Os materiais empregados nesse sistema são o zinco e o ferro galvanizado (chapas) e o
PVC.
b) do lote;
c) da via pública.

EXECUÇÃO DO SERVIÇO
 As terças devem ser posicionadas de maneira a transmitir as cargas diretamente
sobre os nós das tesouras
 O madeiramento tem de ser montado de modo que o alinhamento das peças seja
rigoroso, formando painéis planos de telhado, sem concavidades nem convexidades.
 A estrutura principal da cobertura, isto é, as tesouras, os pontaletes e/ou vigas
principais, precisa ser ancorada ao corpo da edificação.
 Durante a execução do telhamento é necessário dispor pilhas de telhas sobre a
trama, nos cruzamentos dos caibros com as ripas, evitando que o montador caminhe
com telhas na mão sobre parte já coberta.
Forros

Forro é um revestimento sob a face inferior da laje ou de telhados de modo a constituir


a superfície superior de ambientes.
Embora seja uma peça de acabamento, o forro tem tantas implicações técnicas que
influi nas duas pontas da obra: desde o projeto estrutural até o conforto ambiental após
a entrega do imóvel. Por isso, saber quando utilizá-lo e tirar proveito das possibilidades
técnicas do sistema pode trazer ganhos à obra em vários momentos.
Vale salientar que a utilização do forro sob a laje ou telhado não é uma regra, mas ele
oferece algumas vantagens que valem a pena serem analisadas. A colocação do forro
não é apenas uma questão estética, esse tipo de acabamento desempenha funções
termoacústicas, dificulta a propagação de chamas em caso de um incêndio, promove a
maior facilidade das instalações elétricas e hidráulicas.
Em princípio, a escolha de uso ou não do forro é do arquiteto em conjunto com algum
profissional que pode ser contratado para complementar o projeto, como um consultor
de acústica ou de segurança contra o fogo. No entanto, a prática mais comum é que a
construtora também participe dessa decisão, colocando à mesa os argumentos de
ordem executiva e financeira.
Isso ocorre porque, mesmo sendo instalado apenas nas etapas finais da obra, o forro já
se faz presente na fase de estrutura, pois pode permitir cobrir as instalações que, dessa
forma, não precisam ser embutidas dentro das lajes (permite a concretagem da laje com
menos interferências). Essa característica faz com que o sistema tenha boa aceitação em
edifícios comerciais, que exigem uma quantidade maior de instalações e mudanças de
layout interno mais constantes.
Como se trata de um tipo de acabamento, porém, a especificação do forro não pode
ignorar a interação do material com o usuário nem o valor que o sistema pode agregar
ao produto imobiliário.
Os tipos de forros mais comuns são de: madeira, argamassa, gesso, PVC, fibra.
Critérios de escolha: acessibilidade, estética, absorção acústica, proteção contra fogo,
facilidade de manutenção, durabilidade, facilidade e rapidez de montagem.

SERVIÇOS ANTERIORES
• Execução da fiação elétrica;
• Instalação de kits hidráulicos;
• Execução de redes aparentes no teto (se houver);
• Marcação do pé direito:
- medido a partir do chão definido no projeto;
- o nível é marcado com um linha de giz;
- Antes de bater o nível com a mangueira, conferir se não há bolhas, pois a
determinação do pé direito deve ser exato;

CLASSIFICAÇÕES E TIPOS

 FORROS ADERENTES
Podem ser executados em conjunto com os revestimentos verticais.

• Gesso em pasta;
Aplicação da argamassa de gesso:
Aguardar cerca de 15 minutos para que se atinja o ponto ideal de aplicação da
argamassa ;
Limite de uso: 25 minutos.
• Argamassa.
O forro recebe o mesmo tratamento do revestimento das paredes, com aplicação de
chapisco, massa grossa e massa fina (ou chapisco e massa única).
Atualmente, não é muito utilizado, por apresentar pouca praticidade e custo elevado
em relação aos outros tipos de forros. Além de constituir elemento pesado e apresentar
patologias como o desplacamento da argamassa.

 SUSPENSOS OU FIXADOS POR DISPOSITIVOS


Executados após finalização dos revestimentos verticais e das instalações a serem
embutidas. São aplicados tanto em casos da inexistência de laje, como logo abaixo dela
• Gesso em placas

- Sensível à água;
- Elevada resistência ao fogo (protege instalações contra incêndios);
- Remoção é destrutiva;
- Possibilidade de detalhamento arquitetônico;
- Sistema de encaixe;
- Fixação por arames ou presos em pinos na laje superior;
- O serviço de pintura não precisa esperar muito, 2 horas após o término do forro.
Para finalizar, as juntas de placa devem ser preenchidas com pasta de gesso e
posteriormente, alisadas com a desempenadeira de aço.

• Gesso acartonado
Diversos tamanhos, formatos;
Boa resistência ao fogo;
Montagem menos artesanal que o forro de placas de gesso (estruturação
metálica e tirantes especiais);
Rapidez de aplicação.

• Placas de PVC
Painéis lineares, que encaixam-se entre si, sem emendas;
Peso reduzido, facilitando o transporte, aliviando a estrutura;
Aplicação simples e rápida com grampos ou parafusos;
Resiste perfeitamente à maioria dos agentes químicos, inércia absoluta no contato
com os tradicionais materiais de construção civil, cimento, cal, gesso, etc.

• Placas de madeira
Baixa absorção acústica;
Baixa resistência ao fogo;
Baixa resistência à água;
Como padrão estético, é o mais valorizado em imóveis residenciais;
Aplicação através de encaixe.
Apresenta alta presença estética

As de fibra: leve, reciclável; metálicos: atraente e com grande variedade de formas


e cores. Os forros metálicos também têm essa última característica, mas, como têm
desempenho acústico inferior, são mais utilizados em ambientes bastante amplos
ou de pé-direito alto. Resistente ao fogo. Fácil remoção.
ESQUADRIAS
São componentes da edificação que asseguram a proteção quando a penetração de
intrusos, da luz natural e da água.
Com a sua evolução, as esquadrias deixaram apenas de proteger e adquiriram
também o lugar de decoração de fachadas.
Os primeiros edifícios empregavam esquadrias de madeira, dado que a mão de obra
era barata e o material abundante. Com a revolução industrial apareceram as
esquadrias metálicas.
PORTAS
• Batente: que é a peça fixada na alvenaria, onde será colocada a folha por meio
de dobradiças.
Normalmente, da mesma madeira da porta;
A largura varia com o tipo de bloco utilizado na alvenaria;
Formado por dois montantes e uma travessa, já devem vir montados para a obra.
Caso venham desmontados a sua montagem deve ser executada por profissional
competente (carpinteiro).
Devem ficar no prumo e no nível correto;
Fixação com pregos e parafusos devem ser dispostos de 0,5 em 0,5 m;
Fixação com espuma de poliuretano expansiva, deve-se deixar uma folga de 1
cm no vão, para possibilitar a colocação da espuma. Deixar secar por uma hora,
depois pode cortar para dar o acabamento final.
O contramarco, em geral, é constituído de travessa e montante de pequena
espessura, fixa à alvenaria através de pregos ou parafusos.
Auxilia o instalador no correto preparo do vão para receber a esquadria.
Este sistema é o ideal, pois os batentes só serão colocados no final da obra,
protegendo-os portanto, das avarias geralmente sofridas durante a obra.
(revestimentos, choques, abrasões, etc...).

• Folha é a parte móvel que veda o vão deixado pelo batente


É a peça que será colocada no batente por meio de dobradiças.
Podem ser lisas, com almofadas, envidraçadas, etc.
• Guarnição é um acabamento colocado entre o batente e a alvenaria para
esconder as falhas existentes entre o batente e a alvenaria.
JANELAS
Deverão ser previstos dispositivos que garantam a estanqueidade à água entre os
perfis e partes fixas ou móveis, Caso haja necessidade, poderão ser projetas de
forma a promover isolamento sonoro do ruído externo, utilizando vidros duplos.
Os componentes mecânicos, as folhas móveis e os dispositivos devem ser operados
com o mínimo de esforço.
Vergas e contra vergas são elementos estruturais dispostos na alvenaria, que
funcionam como pequenas vigas que auxiliam na distribuição de tensões e cargas
nos vãos de portas e janelas.
Podem ser pré-moldadas ou fabricadas na obra.
O contorno de portas e janelas são regiões sujeitas a concentração de tensões em
virtude das cargas distribuídas, causadas pelo peso próprio da parede que ocasiona
a aparição de fissuras indesejáveis nos cantos e meio dos vãos.
Para combater essas tensões é utilizada as vergas (na parte de cima) e contra vergas
(na parte de baixo). Esse reforço dá suporte as movimentações e cargas solicitadas
na alvenaria.
ESQUADRIAS METÁLICAS
As esquadrias metálicas poderão ser executadas em ferro em cantoneiras, alumínio
em cantoneiras tubulares ou chapa de ferro dobrada.
Utilizando peças perfiladas U,T,I,L, quadrados ou redondos, chatos.
Para a junção das diversas peças, são utilizados, rebites ou soldas, e para sua fixação
na alvenaria, utilizam-se grapas, chumbadas com argamassa de cimento e areia.

ESQUADRIAS DE PVC
O PVC é um material de alta resistência a intempéries, maresias e agentes biológicos
possuindo longa durabilidade;
Pode ser aplicado nas mais adversas condições climáticas e pode ser pigmentado
de diversas cores, atingindo os padrões estéticos desejáveis;
Custo-benefício, pois apesar de possuir um valor maior, a longo prazo o usuário
economizará na manutenção, que é quase nula.
Facilidade de limpeza;
Durabilidade.
PINTURA
A tinta é uma composição líquida, pigmentada que, quando aplicada sobre uma
superfície, torna-se uma película protetora e decorativa, além de exercer função
sanitária e influir na distribuição da luz. Sua composição básica inclui pigmento,
veículo, solventes e aditivos.
Tipos
CAIAÇÃO:
Pintura mais econômica que as demais, de fácil execução, além de ser desinfetante;
Feita com tintas à base de cal;
Indicada para superfícies rugosa, não apresenta bom acabamento pra superfícies
lisas, como gesso, madeira, metais.
Quando é necessária maior proteção contra a infiltração de água da chuva,
adiciona-se à cal produtos impermeabilizantes.
Aplicação: brochas, pincéis grandes, etc.
 Látex P.V.A.: aquosa, à base de acetato de polivinila (P.V.A.).
 Látex Acrílico: aquosa, à base de emulsões acrílicas, que conferem a tinta maior
resistência ao intemperismo.
 Esmalte Sintético: à base de resinas alquídicas, de óleos secativos e solventes.
 Tinta à Óleo: semelhante ao esmalte sintético, com preponderância do teor óleo.
 Tinta Epóxi: é uma tinta em solução, à base de resinas epóxi, de grande
resistência à abrasão.
 Verniz Poliuretano: é uma solução de resinas poliuretânicas, em solventes
alifáticos.

Qualidade
As tintas não devem apresentar excesso de sedimentação, coagulação, empedramento,
separação de pigmentos ou formação de pele (nata); torna-se homogênea mediante
agitação manual;
No momento de aplicação, a tinta precisa se espalhar facilmente, de maneira que o rolo
ou pincel deslizem sem resistência (suavemente);
Rendimento é a relação entre a área pintada e o volume de tinta gasto (L/m²);
Cobertura refere-se à capacidade da tinta de cobrir totalmente a superfície (contraste e
cor). Na prática, esta capacidade é medida em número de demãos.
Esquema de pintura
Recomenda-se observar atentamente as orientações sobre a preparação da superfície.
O número de demãos e as indicações sobre a diluição das tintas baseiam-se nas
características da tinta escolhida.
Por exemplo: o acabamento convencional sobre rebocos (interno e externo) requer uma
demão de tinta látex (P.V.A. ou acrílica), bem diluída (com até 100% de água), duas
demãos de tinta látex com diluição de 20 a 30% de água.