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AULA VIRTUAL

3º nível

ESFENOBASILAR
GENERALIDADES – ESFENOBASILAR

CONFIGURAÇÃO INTERNA DO CÉREBRO


Recordar que os gânglios basais controlam a atividade motora automática e conformam em parte as
cavidades ventriculares. O tálamo é um relevo sensitivo e coordenador de movimento.

CORPO CALLOSO:
Conformado por fibras de substância branca comissurais. Conecta os dois hemisférios.

SISTEMA VENTRICULAR:
É o conjunto de cavidades que se encontram dentro do S.N.C.
- No cérebro os Ventrículos laterais.
- Lateralmente ao tálamo o Terceiro ventrículo.
- No mesencéfalo o Aqueduto mesencefálico.
- Na protuberância e bulbo o Quarto ventrículo.
- Na medula o Conduto do epêndimo.
Neles se encontram os plexos coroides, onde se forma o LCR a partir do plasma sanguíneo, e circula o
LCR cuja função é nutrir e tomar dejetos neuronais, assim como amortecer o S.N.C.

VASCULARIZAÇÃO VENOSA DO CÉREBRO


Recordamos que entre as duas capas da duramáter se formam os seios venosos.
Todos os seios do encéfalo e a órbita desembocam em:
- Confluência dos seios (Herófilo).
- Seio cavernoso.

Confluência dos seios (Herófilo):


Localizada na protuberância occipital interna.
Nela desembocam:
- Seio venoso longitudinal superior.
- Seio reto.
- Seio occipital posterior.
Emergem os seios laterais:
- Seio transverso.
- Seio sigmóideo.

Seio cavernoso:
São dois e se localizam em ambos os lados da sela turca. Passam pelos pares cranianos que vão para
a fissura orbital superior e a carótida interna. A elas chegam o sangue da fossa anterior.
Finalmente todo o sangue venoso drena para a veia jugular interna que sai do crânio pelo forame
occipitomastoideo.

CENTROS NERVOSOS CENTRAIS

CEREBELO:
Núcleo aonde chega informação de todos os movimentos que se realizam. Coordena e regula a
atividade muscular.

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MEDULA:
Centro de distribuição de vias motoras e sensitivas. Ainda tem funções fundamentais como centro
local reflexo e centro de controle autonômico.

PARES CRANINOS:

- Olfatório:
- Sensitivo. Ausência de função: anosmia.

- Óptico:
- Sensitivo. Ter em conta a altura da lesão pela influência do quiasma óptico.

- Oculomotor:
- Elevador da pálpebra superior.
- Musculatura ocular extrínseca: reto superior, inferior, interno (ou medial) e oblíquo inferior
ou menor.
- Miose: Contração pupilar.
- Troclear:
- Oblíquo superior ou maior.

- Abducente:
- Reto externo.
- Nistagmo. Geralmente se produz quando se leva o olhar para um extremo do olho. Existe
nistagmo fisiológico com o movimento de um elemento externo e persiste 1 ou 2 pulsos. O
olhar sempre tem fixação em pontos.

- Trigêmeo.
- Sensibilidade: Face, olhos e língua.
- Motor: Temporal, masseter e pterigoideos.
- A afecção mais comum é a neuralgia.

- Facial.
- Motor: Inerva todos os músculos da face; glândulas salivares e lacrimais.
- Sensitivos: 2/3 anterior da língua.
- Central-Hemiface inferior-Sulco inferior da face contralateral. Paralisia facial
- Periférica-Hemiface-Todos os músculos faciais homolateral.
- Bilateral: se denomina diplegia facial. Polineurite. Guillain- Barré.
- O sétimo par craniano é o único que se altera com as lesões cerebrais. Isto acontece devido
às fibras não se cruzarem com as do outro lado.

- Vestibulococlear:
- Fibras cocleares às sensações auditivas na cóclea (acufenos, etc.).
- Fibras vestibulares ao utrículo e sáculo influem no equilíbrio.

- Glossofaríngeo:
- É o nervo motor da deglutição e sensitivo da faringe e raiz da língua.

- Pneumogástrico ou Vago:
- Motor:
- Músculos da faringe e palato mole.
- Fibras parassimpáticas vegetativas.

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- Disfunções: Disfagias, disfonias por cordas vocais.

- Acessório:
- é o nervo motor do ECOM e trapézio.

- Hipoglosso:
- Motor músculos da língua. Desvia a língua para o lado paralisado, dado que o hioideo se
encontra em um plano anterior.

NERVOS
- I - II - VIII Só sensitivos.
- IV-VI-XI Y XII Só motores. O III tem fibras víscero-motoras parassimpáticas para o músculo ciliar e
constritor da pupila.
- V - VII Mixtos.

COCEITOS EM OSTEOPATIA CRANIANA


EMBRIOLOGICAMENTE
Base do crânio: origem cartilaginosa. Protege elementos mais notáveis, artérias, veias, etc.

Abóboda craniana: origem membranosa. Protege elementos


Ossificação de fontanelas (importante para a mobilização).
- Fontanela Bregmática 3 anos.
- Fontanela Ptérica 6 meses.
- Fontanela Lambóidea 6 meses.
- Fontanela Astérica 6 meses.

Zonas mais importantes para a osteopatia craniana.

- PTERION
- ASTERION

PIVÔS:
Côndilo Escamoso Mastoideo.
- Esfenoescamoso.
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- Frontoparietal.
- Occipitoparietal.

SUTURAS: apresentam diversas formas, de acordo com o movimento que devem realizar e com as
adaptações às pressões. Vão se ossificando com o passar dos anos.

Placas das suturas:


- Quanto mais jovem for o paciente melhor resultado pode ter um tratamento.
- A sutura interparietal ou sagital é a mais denteada e também a mais móvel (cerca de 1 mm).
- Nas zonas de mudança de bisel, por exemplo, de bisel interno a externo, existe um eixo de
movimento.
- Por outro lado, o tecido conjuntivo constitui o meio de união entre os ossos e tem a característica
de apresentar um sistema arteriovenoso importante. Este tecido conjuntivo é uma fáscia, por isso é
necessário compreender que o crânio é flexível às mudanças alternativas de pressão.
- A tenda do cerebelo representa o sistema transversal que separa o cérebro do cerebelo.
Insere-se posteriormente na protuberância occipital interna e lateralmente, na escama do occipital,
até a porção petrosa do penhasco do temporal e apófise clinóide do esfenoide.

Apófise Clinóide
- ANTERIOR: Inserção da circunferência interna da tenda do cerebelo.
- POSTERIOR: Inserção da circunferência externa da tenda do cerebelo.

Estes extremos se entrecruzam neste nível:


O extremo da circunferência interna passa por cima do extremo da circunferência externa para
inserir-se na clinóide anterior.

É UMA ZONA IMPORTANTE DE LESÕES OSTEOPÁTICAS POR ACÚMULO DE TENSÕES.


- A circunferência interna não se insere em nenhum osso para dar passagem ao tronco cerebral. Por
isso apresenta um tendão de inserção mais longo para a clinóide anterior.

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TENDA DO CEREBELO --> DIAFRAGMA CRANIANO.
O sistema se denomina crânio-sacro porque se encontram unidos por um sistema inextensível, a
duramáter espinhal, que constitui o saco dural, através da qual se reproduzem as lesões occipitais no
sacro vice-versa.

Em uma secção de crânio observamos:


- Estruturas de tecido conectivo sobre o qual vamos atuar utilizando os ossos como alavanca.
- Duramáter que aumenta a capacidade elástica do osso.
- Aracnoide. No espaço subaracnóideo circula o LCR.
- Piamáter. Membrana mais fina que proporciona a nutrição do córtex.

A vista da base do crânio tem um aspecto nacarado recoberto pela duramáter que constitui o meio
de união de todos os ossos cranianos.

MEMBRANAS INTRACRANIANAS

Sistema anteroposterior: FOICE DO CÉREBRO


Separa os dois hemisférios. Insere-se na apófise Crista Galli (etmoide) e segue ao longo do frontal e
pela sutura sagital. Depois continua pela escama do occipital para inserir-se finalmente na
protuberância occipital interna.
É uma membrana inextensível preparada para resistir às trações. Suas fibras são arciformes para
maior resistência.

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Sistema anteroposterior: FOICE DO CEREBELO.
Prolonga a foice do cérebro e divide os hemisférios cerebelosos. Nasce na protuberância occipital
interna e se prolonga até o forame occipital.

Sistema transversal: TENDA DO CEREBELO


Que separa o cérebro do cerebelo. Insere-se na protuberância occipital interna e escama do occipital.
O sistema anteroposterior intracraniano (foice do cérebro e foice do cerebelo) continua-se
direcionalmente com o tubo dural conformando o SISTEMA DE MEMBRANAS. Em geral as fáscias
corporais tem um alinhamento longitudinal. As regiões onde a distribuição é transversal são
requeridas por sua funcionalidade. Denominam-se diafragmas e como tais, pela tensão que
apresentam, regulam a passagem de diversos elementos (sangue, LCR, ar, etc.).
Deve haver um equilíbrio de diafragmas.
- INTRACRANIANO (tenda do cerebelo).
- ESCAPULAR (cintura escapular).
- COSTAL (diafragma).
- PÉLVICO (cintura pélvica, períneo).

Devem trabalhar em forma sincrônica para que o organismo funcione de forma adequada.

MECANISMO CRÂNIO-SACRAL (Sutherland)

Dois tempos respiratórios crânio-sacrais.

1) Flexão crânio-sacral: Movimentos sincrônicos do occipital e sacro.


O occipital se anterioriza e sobe até a articulação esfenobasilar reduzindo o ângulo inferior
esfenobasilar.
A tração sobre a duramáter (tubo dural) faz com que se posteriorize a base sacra e anteriorize o
ápice.
São membranas de tensão recíproca porque se influenciam permanentemente.

2) Extensão crânio-sacral: Movimento inverso.


Para as correções se utiliza a tensão recíproca das membranas, induzindo o movimento a distancia.
Pode-se solicitar flexão dorsal dos tornozelos para tensionar a cadeia muscular posterior induzindo a
flexão sacral.
A flexão plantar de tornozelo se utiliza para diminuir a tensão desse sistema e induzir a extensão
crânio-sacral.

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O OCCIPITAL GOVERNA A ESFERA POSTERIOR

PALPAÇÃO DO CRÂNIO

Occipital.

- Basion: Apófise basilar occipital com os côndilos que delimitam o forame magno.

- Parietal: Se descrevem 4 ângulos:


- o ângulo anterosuperior ou frontal indica a união das suturas sagital e coronal. Bregma é o
nome do ponto craniométrico situado sobre este ângulo.
- o ângulo póstero superior ou occipital indica a união das suturas sagital e lambdóidea.
Sobre este ângulo se encontra o ponto craniométrico lambda.
- o ângulo anteroinferior ou esfenoidal. Ponto craniométrico pterión.
- o ângulo póstero inferior mastoideo. Ponto craniométrico

- Temporal: A porção petrosa é de origem cartilaginosa e se articula com a região basilar do occipital.
A escama do temporal é de origem membranosa e se articula com a parte inferior do parietal.
- Sutura Lambdóidea: Occipital e parietais.
- Sutura Occipitotemporal: petrobasilar.
- Sutura temporoparietal (parietoescamosa)

O ESFENOIDE GOVERNA A ESFERA ANTERIOR.

Articulações esfenobasilar.
Articulações esfenopetrosa constitui o forame rasgado anterior.
Articulações apófise basilar-esfenoide: Sincondrose esfenobasilar.

Regiões importantes a ter em conta.

Bregma: Frontal e parietais.


Pterión: Esfenoide, frontal, parietal, temporal.

Fissura orbital superior: espaço entre a asa maior e menor do esfenoide.

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Sutura occipitomastóidea (temporal)
Os ossos palatinos se encontram entre o esfenoide e o maxilar superior. Formam a parte posterior do
palato duro da boca e na união com os maxilares superiores conformam a sutura cruciforme.
O vômer está por cima dos palatinos e maxilares e os relaciona com o esfenoide e com o etmoide.
A articulação entre esfenoide e etmoide se move (através de dois eixos transversos) em sentido
inverso.
O esfenoide se articula com o frontal através do etmoide. A sutura frontoesfenoidal é uma zona
muito importante já que condiciona o canal óptico e a fissura orbital superior.
A sutura coronal é a união do frontal e os parietais.

Ter em conta:
- Artéria cerebral medial.
- Fossas nasais.
- Maciço facial.
- Fossas orbitais.

ÓRBITA: É formada: pelo frontal (teto), esfenoide (fundo e parede externa), etmoide (parede
interna), unguis (parede interna), maxilar superior (assoalho e parede interna), palatino (assoalho) e
malar (assoalho e parede externa).

VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL CRANIANA

Depende de dois sistemas de artérias:


- Carótida externa: músculos mastigadores, couro cabeludo, pelo (face, pescoço e língua).
- Carótida interna: entra no crânio pelo conduto carotídeo do temporal e forma o polígono de
Willis com a artéria vertebral que vem da parte posterior.

VASCULARIZAÇÃO VENOSA INTRACRANIANA

O sangue venoso é recolhido pelos distintos seios e através da duramáter intracraniana é canalizado
até a veia jugular interna, drenando o sangue para fora do crânio através do A.R.P.

O ANTIGO CONCEITO DE MOVIMIENTO RESPIRATÓRIO PRIMÁRIO


Mecanismo descrito em 1939 por Sutherland (Osteopata americano).

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É um mecanismo involuntário, vitalizante que responde a um ritmo de flexão - extensão que se
produz de maneira cíclica de 8 - 14 vezes por minuto.
O MRP produz uma micromobilidade involuntária sobre cada uma das células do corpo (expansão -
contração celular)

O MRP se caracteriza por dar:


- Mobilidade inerente do S.N.C. (pela contração das células gliais).
- Flutuação do LCR.
- Mobilidade das membranas intracranianas e espinhais.
- Mobilidade dos ossos do crânio.
- Mobilidade do sacro entre os ilíacos.
- Mobilidade em todo o corpo pelo sistema de fáscias.

Metas do MRP
- Assegurar a nutrição de todos os tecidos.
1. Fáscias.
2. Ossos.
3. Nervos.
4. Centros nervosos.
- Assegurar a difusão de LCR.
- Ajudar a manter a homeostase.

UNIDADE FUNCIONAL:
OSSOS DO CRÂNIO + SACRO + MEMBRANAS + LCR

Componentes do MRP
OSSOS - do crânio que são flexíveis e aceitam certa deformação.
Os ossos cranianos se articulam entre si por diferentes biséis ao nível das suturas e são influenciados
pela atividade muscular extracraniana.
Estes ossos são de origem cartilaginosa na base e membranosa na abóboda. Adaptam-se ao
movimento da base.
Para Denis Brooks (Osteopata Inglês) o crânio esta constituído por três vértebras modificadas.

1ª. Vértebra: etmoide, frontal, ossos faciais (malar, maxilar superior).


2ª. Vértebra: parietais e esfenoide.
3ª. Vértebra: Occipital e temporais.
4ª. Vértebra é o Atlas.

MEMBRANAS:
Biomecânica das membranas:
- Foice do cérebro e tenda do cerebelo.
- Movimento rítmico e sincrônico destas membranas.

No movimento de flexão a foice do cérebro arrasta posteriormente a apófise crista galli, abaixando a
tenda do cerebelo, forçando essa tração sobre o occipital, levando-o anterior e sobre o saco dural,
que leva o
sacro em base posterior e ápice anterior.

FLEXÃO MRP
Occipital e etmoides basculam no mesmo sentido e o esfenoide no sentido contrário.

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LCR
O adulto tem uma quantidade de 9 a 150 ml no espaço subaracnóideo. O LCR envolve todo o sistema
nervoso e cumpre a função de proteção dos elementos nobres.

1) PRODUÇÃO DE LCR
1/3 nos ventrículos laterais e 3º. Ventrículo.
1/3 no 4º Ventrículo.
1/3 no canal do epêndimo e no meio extracelular.

LCR SE RENOVA 3 - 4 VEZES POR DIA

2) REABSORÇÃO: Para o sistema venoso por:


- Vilosidades aracnóideas.
- Granulações de Pacchioni.
- Canais de nervos raquídeos cranianos.

3) CIRCULAÇÃO DE LCR
- Sangue arterial (regulado pelo sistema homeostático).
- Plexos coróides ventriculares (transformam o plasma em LCR. A secreção é duas vezes mais rápida
que a reabsorção).
- Aumento de pressão do LCR nos ventrículos.
- Reflexo de estiramento sutural (sutura sagital).
- Estimulação de fibras nervosas intrasuturais.
- Estimulação venosa.
- As vilosidades aracnóideas reabsorvem o LCR.

FLUCTUAÇÃO DO LCR DE 6-14 CICLOS POR MINUTO

MOVIMENTOS DOS OSSOS CRANIANOS.

Na FLEXÃ os TEMPORAIS se movem em três eixos e realizam um movimento combinado de rotação


anterior, flexão lateral e flexão.
Os PARIETAIS se separam baixando a sutura sagital. Por rotação externa do temporal, todos os
ângulos se separam.
O FRONTAL retrocede e abaixa na zona de Bregma. Os pilares externos se abrem anteriormente
permitindo o movimento esfenoidal. Promove a drenagem dos seios frontais.
Os MAXILARES SUPERIORES seguem o frontal em rotação externa (separam os dois hemisférios
dentais).
O MALAR realiza Flexão e eversão.
A MANDÍBULA segue o temporal pela A.T.M., se aproximam os côndilos e retrocede.
Em flexão os orifícios do crânio se abrem, em extensão se fecham.
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ANATOMIA - ESFENOBASILAR

ESFENÓIDE

É um osso ímpar que se situa entre o maciço facial e o crânio propriamente dito. Tem um corpo
central com seis faces:
- Anterior: articulada com as massas laterais e lâmina vertical do etmoide e zonas livres, no teto das
fossas nasais para a entrada do seio esfenoidal.
- Superior: com a fossa da sela turca hipofisária.
- Posterior: lâmina quadrilátera ou dorso da sela turca e clivo, se articulando com a porção basilar do
occipital.
- Inferior ou teto da laringe.
- Laterais: onde se implantam as asas maiores e menores esfenoidais.

ASAS MENORES

Desde o corpo, com uma raiz dupla que delimita o conduto óptico, se dirigem lateralmente e
horizontalmente, formando o assoalho da fossa craniana anterior, junto ao frontal, e o teto da
órbita.

ASAS MAIORES

Junto com as menores limitam a fissura orbital superior, para a passagem para a órbita de nervos
oculomotores (pares cranianos III, IV, VI) e o 1º ramo do trigêmeo, além de vasos.
Intervêm na formação da órbita, fossa craniana média e fossas laterais do crânio, nelas se encontram
os forames redondos maiores, que comunicam com a fossa pterigopalatina, ovais e redondos
menores, que comunicam com a fossa infratemporal. As asas maiores também ajudam a delimitar o
forame rasgado anterior.

APÓFISE PTERIGOIDE

Ambas, são uma dupla lâmina óssea vertical, unidas pela frente e abertas por trás, delimitando,
então, as fossas pterigoideas, fechadas com a apófise piramidal do palatino.
Acima na sua base, se encontram percorridas pelo conduto vidiano.

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ESFENÓIDE

- Localizado na base do crânio.


- Forma parte das órbitas oculares e fossas nasais.
- Está controlado pela tenda do cerebelo, que se insere nas apófises clinóides anteriores e
posteriores.
- Tem forma de mariposa:
- O corpo do esfenóide é o corpo da mariposa.
- As asas maiores e menores são as asas da mariposa.
- As apófises pterigoides são as patas da mariposa.
- Governa a esfera anterior do crânio.
- Apresenta uniões com todos os ossos do crânio, com exceção dos ossos próprios do nariz e do
maxilar inferior ou mandíbula.

CORPO DO ESFENÓIDE

- A face anterior forma parte das fossas nasais.


- A face superior na qual se encontram a sela turca e os canais ópticos.
- A face inferior forma o teto da garganta, e dela partem as apófises pterigoides.
- Das faces laterais partem as asas maiores e menores.
- A face posterior se articula com o basion dando lugar a Art. ESFENOBASILAR.

OSSO OCCIPITAL

- Este osso forma grande parte da base e face posterior do crânio.


- Tem forma de pires, com o forame occipital na base.
- Dividido em quatro porções:
- Escama: de origem membranosa.
- Massas laterais: de origem cartilaginosa.
- Apófise basilar: de origem cartilaginosa.

- Articulações:
- Escama: parietais. Sutura lambdóidea.
- Massas laterais:
- Atlas. Art. Occipitoatloidea.
- Temporal. Sutura occipitomastóidea.
- Apófise basilar:
- temporais. Sutura petrobasilar.
- esfenoide. Art. ESFENOBASILAR.
- É o osso que governa a esfera posterior do crânio.

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APÓFISE BASILAR

- De forma quadrilátera-cubóidea.
- A face superior ou interna em contato com a protuberância e o bulbo.
- A face inferior ou externa possui o tubérculo faríngeo para a aponeurose faríngea.
- A face posterior forma parte do forame magno.
- As faces laterais unidas aos temporais por fibrocartilagem.
- A face anterior unida ao esfenóide dando lugar a Art. ESFENOBASILAR.

INSERÇÕES SOBRE O BASION

10. Ligamento occipitoatloideo lateral.


11. Reto lateral.
12. Ligamento occipitoaxoideo lateral.
13. Ligamento occipitoaxoideo lateral.
14. Ligamento suspensor da apófise odontóide.
15. Reto anterior menor.
16. Membrana occipitoatloidea anterior.
17. Ligamento comum vertebral anterior.
18. Constritor superior da faringe.
19. Reto anterior maior.
20. Ligamento occipitofaríngeo.

ORIFÍCIOS DO ESFENÓIDE

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1. Nervo frontal.
2. Nervo nasal.
3. V1. Nervo oftálmico de WILLIS.
4. Artéria carótida interna.
5. Gânglio de GASSER.
6. Raiz motriz do trigêmeo.
7. V. Nervo trigêmeo.
8. Gânglio de GASSER.
9. V3. Nervo mandibular.
10. Artéria meníngea média.
11. V2. Nervo maxilar superior.
12. Forame redondo maior.
13. Nervo lacrimal.
14. Fissura orbital superior.
TETO DA HIPÓFISE

1. Canal óptico.
2. II Nervo óptico.
3. Artéria oftálmica esquerda.
4. Circunferência menor da tenda do cerebelo.
5. Tenda da hipófise.
6. Talo pituitário.
7. Lâmina quadrilátera.
8. IV Nervo patético (troclear).
9. III Nervo motor ocular comum (oculomotor).
10. Artéria oftálmica direita.
11. Apófise clinóide anterior.

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BIOMECÂNICA - ESFENOBASILAR

ESFENÓIDE

- Durante a flexão craniana, o corpo do esfenóide sobe e se adianta.


- As asas maiores e menores, descem e se adiantam.
- As apófises pterigoides se dirigem para trás e para fora.
- O movimento se realiza através de um eixo transversal.

OCCIPITAL

- Durante a flexão craniana, a escama do occipital baixa e se anterioriza.


- A apófise basilar sobe.
- O movimento se realiza através de um eixo transversal.

FLEXÃO DA SINCONDROSE ESFENOBASILAR

Durante a flexão, a sincondrose esfenobasilar sobe e aumenta sua convexidade superior.


O eixo de flexão do occipital se situa sobre a linha ínion-opístio, que é um eixo transverso localizado
ao nível da parte superior da articulação esfenobasilar, na vertical das apófises jugulares e
ligeiramente por trás do bordo anterior do forame occipital.
Na flexão, o forame occipital sobe para frente, as partes condilares se deslocam para frente e o
asterión baixa lateralmente porque se produz uma expansão occipital. Seu bordo mastóideo se
desloca para frente e lateralmente.
A parte anterior do forame occipital, localizada à frente do eixo, vai para frente e para cima. Sua
parte posterior vai por baixo e para frente. Lambda vai para trás e para baixo.
Em seu conjunto, o occipital vai para cima e para frente.
O esfenóide realiza um "mergulho" nasal.

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EXTENSÃO DA SINCONDROSE ESFENOBASILAR

A sela turca se desloca para baixo. O corpo do esfenóide vai para baixo (em sua parte anterior) e para
frente, o que arrasta o etmoide para baixo e para trás (em sua parte posterior), isto provoca uma
rotação no sentido inverso do etmoide por culpa da tração da foice do cérebro sobre a apófise crista
galli.

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FRATURAS DO CRÂNIO - ESFENOBASILAR

LINHAS DE FORÇA DO CRÂNIO

No crânio encontramos zonas mais fracas e outras mais fortes à resistência dos impactos.
As áreas de maior resistência se denominam "ARCOS BOTANTES":
- Arco supraciliar.
- Arco esfenofrontal (resiste choques laterais).
- Centro ou corpo occipital (protege a hipófise).
- Forame occipital (basion) a zona ao redor do forame é muito resistente porque passam elementos
anatômicos primordiais que devem ser protegidos.

Internamente encontramos as tuberosidades ósseas que correspondem às linhas de força.


A zona posterior é muito mais sólida.
A viga petrosa do penhasco protege lateralmente as veias e elementos muito importantes.
"As fraturas se produzem nos lugares mais fracos" pelo qual independentemente do trauma
geralmente seguem traços similares (zonas ósseas mais finas).

Zonas mais sólidas:


- Base do crânio.
- Maciço frontal (sobre tudo ao redor das órbitas).
- Pilares do frontal.

PODEM-SE UTILIZAR OSTEOPATICAMENTE OS ARCOS BOTANTES COM FINS TERAPÊUTICOS.

FRATURAS DA ABÓBODA CRANIANA

Todas as partes do crânio não tem a mesma solidez:


- frontal: 83 Kg./cm2.
- parietal: 42 Kg./cm2.
- malar: 17 Kg./cm2.

Quando a pessoa cai para trás da posição de pé, sua cabeça golpeia o solo com 180 Kg/cm2. Durante
1/200 segundos.

As contusões se dividem em duas categorias:


- Mecanismo por aceleração: a cabeça é golpeada e colocada bruscamente em movimento (soco,
objeto duro, bola de basquete).
- Mecanismo por desaceleração: a cabeça é freada de maneira brusca por contato com uma
superfície dura (solo, para-brisas).

Os adultos são os mais afetados pelos acidentes de trânsito, as agressões. As crianças pelos esportes,
os acidentes domésticos ou o parto.

Seja qual for o mecanismo, os transtornos são idênticos:


1. Deformação brusca do crânio que pode se fraturar.
2. Alteração brusca do estado de movimento da cabeça.
3. Movimento relativo do cérebro dentro do crânio.
A distorção do osso provoca tensões que podem produzir linhas de fraturas radiais na zona mais
elevada.

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Estas linhas se propagam para o ponto de impacto e rodeiam as proeminências ósseas (asa maior do
esfenoide, apófise mastoide...).
Mas se esta linha de fratura é perpendicular, se podem fraturar estas eminências ósseas.

I - FRATURAS POR DESACELERAÇÃO

Quando o crânio se choca com o chão, está submetido a uma encurvação para dentro: certo grau de
deformação mais interna afeta o conjunto do crânio.
Quando este se achata sobre o solo, o osso ao redor da zona de contato se protui para fora.
Se a deformação excede os limites da elasticidade óssea local se produzem linhas de fraturas nas
zonas de elevação externa.

DISTINTAS FRATURAS DA ABÓBADA


- Fraturas lineares: 80%.
-Medem vários centímetros de comprimento e podem atravessar uma sutura (um percurso
arterial nunca o faz; diagnóstico diferencial radiológico).
- Afetam sobre tudo o parietal e o frontal.
- Fraturas com depressão: 15%
- é um afundamento do osso: Há penetração dos fragmentos dentro do crânio:
- Fratura fechada (90%)
- Fratura aberta.
- Em 50% de ambos os casos a duramáter está afetada. Observa-se:
- Fratura com deformação das placas interna/externa sem deslocamento, sobre tudo
na criança (fórceps, parto)
- Fraturas com deslocamento da placa interna.
- Fraturas com afundamento da placa externa.
- Produzem:
- Lesões cerebrais (uma lesão do córtex Rolândico, produz hemiparesias e epilepsia).
- Ruptura dos seios venosos e hematomas extradurais (sobre tudo nas zonas de forte
inserção da duramáter).
- Tipos:
- Fraturas por explosão: A fratura está estrelada por múltiplas linhas radiais: um
deslocamento de 5mm traduz um comprometimento dural.
- Fratura em ping-pong: Afeta crianças, o crânio apresenta uma depressão sem
fratura.
- Fraturas diástases: 5%
- É uma separação traumática de uma sutura, unilateral, afeta as crianças.
- As suturas lambdóidea e sagital são as mais afetadas.
- Se considera uma fratura-diástase a partir de uma separação de 2mm.

II- FRATURAS POR ACELERAÇÃO

A linha de fratura se produz na zona vizinha do impacto.


Nestas fraturas por colisão, a linha de fratura está no eixo de impacto ou paralelo a causa da
elasticidade.
A linha de fratura se desvia com frequência pela presença dos arcos botantes, segue as zonas de
debilidade.
Do lado do impacto aumentam as pressões o que danifica o cérebro, e do lado contrário diminuem
as pressões intracranianas o que provoca lesões de cavitações.
Quando o crânio é freado bruscamente, o cérebro sofre variações de pressão. O cérebro continua
seu movimento por inércia.

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Este movimento de deslocamento cerebral produz forças de cisalhamento entre as circunvoluções
cerebrais e dentro do crânio.
Nas zonas planas, a duramáter amortece estas forças, mas não nas zonas com proeminências (fossas
anterior e média); se produz rupturas e hemorragias.

III - CONSEQUÊNCIAS DAS FRATURAS DA ABÓBODA CRANIANA


- Lesões Cerebrais.
- Cisto Leptomeníngeo.
- Pneumoencéfalo.
- Hematomas Subdural e Extradural.

IV - DIAGNÓSTICO DAS FRATURAS DA ABÓBODA


Uma fratura fechada se traduz por um dente de osso.
Uma fratura aberta se traduz por uma dilaceração do couro cabeludo, um deslocamento ósseo e
uma perda de substância cerebral ou de LCR.
O Rx põe em evidência 10% das lesões, 3 clichês são suficientes:
- anteroposterior
- lateral
- tangencial
Se o trauma afeta o occipital se pede além uma incidência de TOWNE (P-A)

FRATURAS DA BASE DO CRÂNIO

É a zona mais difícil de colocar em evidência. O sinal radiológico mais frequente é a presença de ar ou
de líquido no seio esfenoidal (3/4 dos casos).
As fraturas dependem da arquitetura local.
- na parte anterior, o osso é mais fino e se fratura facilmente: o seno frontal e o teto da órbita podem
produzir dilacerações da duramáter.
- o assoalho da fossa média é mais exposto devido à presença dos orifícios da base e dos seios
esfenoidais fragilizando esta zona.
- na fossa posterior, a presença de vastos orifícios influi sobre o tipo de fratura, já que as linhas de
fraturas tem tendência a convergir para eles.

1.- FRATURAS DA FOSSA ANTERIOR DA BASE DO CRÂNIO

Um traumatismo anterior sobre o frontal passando através do seio frontal pode fraturar:
- A lâmina crivosa e a crista Galli do etmoide.
- O teto da órbita.

FRATURAS POR IMPATO FRONTAL INFERIOR

Quando o passageiro do assento da frente de um carro bate com a cabeça contra o para-brisa se
produz um trauma frontal que fratura:
- Seio frontal.
- Lâmina crivosa do etmoide.
- Teto das órbitas.
- O que provoca:
comoção cerebral ou concussão - lesão do cérebro causada por um golpe forte ou por uma
sacudida violenta, causando um repentino e temporal impedimento da função cerebral, como a
perda da consciência ou interferência na visão e do equilíbrio.

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síndrome de pós-concussão - é um problema complexo e mal compreendido que pode causar dores
de cabeça depois de um trauma da cabeça. Na maioria dos casos, os pacientes não podem recordar o
que causou a concussão nem um período de tempo -que pode variar- antes da lesão. Dentro de
alguns dias e semanas de ocorrido a lesão à cabeça, aproximadamente 40 por cento dos pacientes
com traumatismo cerebral desenvolvem u, sem número de sintomas preocupantes chamados
coletivamente síndrome de pós-concussão. Um paciente não necessita haver padecido de uma
concussão ou perdido a consciência para desenvolver a síndrome e muitos pacientes com
traumatismo cerebral moderado padecem de síndrome de pós-concussão.
Os sintomas incluem dor de cabeça, tontura, vertigem (sensação de dar voltas e voltas ou de objetos
que dão voltas rapidamente ao redor do paciente), problemas de memória, dificuldade para se
concentrar, problemas de sono, desassossego, irritabilidade, apatia, depressão e ansiedade.
Estes sintomas podem durar por algumas semanas depois da lesão na cabeça.
- Rupturas da duramáter e dos seios frontais responsável pela meningite, rinorréia de LCR,
pneumoencéfalo intracraniano.
A dilaceração do teto das órbitas produz hemorragias da parte orbitária dos lóbulos frontais. O nervo
olfatório está afetado (anosmia).

FRATURAS POR IMPACTO FRONTAL SUPERIOR


Um choque frontal superior produz linhas de fraturas através do seio frontal e também para as zonas
parietais.

FRATURAS POR IMPACTO ANTEROLATERAL


Em um choque frontoparietal, as linhas de fraturas se irradiam para baixo, em direção da base do
crânio, também para frente ou para trás em direção da apófise jugular externa.
As linhas anteriores atravessam a lâmina orbitária em direção do forame óptico que fraturam.
As linhas posteriores passam através da parte externa do corpo do esfenoide e do temporal.

2.- FRATURAS DA FOSSA MÉDIA DA BASE DO CRÂNIO

A fratura da porção petrosa do temporal representa 75% das fraturas da base do crânio.
Existem 3 tipos de fraturas possíveis:
- Fratura longitudinal piramidal.
- Fratura transversal piramidal.
- Fratura isolada do ápice petroso.

FRATURA POR IMPACTO LATERAL


Em um choque parieto-temporal, as linhas de fratura vão para baixo em direção da base, para frente
ou para trás do penhasco.
- As linhas anteriores afetam a artéria meníngea média e produzem um hematoma extradural,
atravessam o assoalho da fossa média.
- Se o choque é, todavia mais importante, a linha de fratura passa através da base até a fossa média
do lado oposto.

3.- FRATURAS DA FOSSA POSTERIOR DA BASE DO CRÂNIO

São fraturas verticais que provocam hematomas extradurais: a fratura é vista sobre uma placa em
80% dos casos.
Pode-se observar uma lesão dos nervos do forame occipitomastoideo (IX, X, XI).
O forame occipital quase nunca está afetado.

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FRATURAS POR IMPACTO PÓSTEROLATERAL
Um choque occipitoparietal produz fraturas anterior ou posterior da apófise petrosa do temporal.
- As fraturas anteriores são horizontais ou paralelas à base do crânio.
- As fraturas posteriores passam para a base até o forame occipital ou até o forame
occipitomastoideo.
Se o trauma é mais importante, a porção basal da fratura pode se estender para frente, através do
penhasco e da fossa média.

FRATURAS POR IMPACTO POSTERIOR MÉDIO


Em um choque occipital as linhas de fraturas se irradiam para baixo até o forame occipital ou até
forame occipitomastoideo.
Se o trauma é mais importante, a linha de fratura passa através da base do crânio (raro).
O mais frequente é a produção de uma diástase das suturas lambdóidea e sagital.

4.- AS DISFUNÇÕES CRANIANAS SUTURAIS

As mesmas regras traumáticas que para as fraturas governam as lesões osteopáticas.


O estudo das lesões osteopáticas do crânio, como ao nível do aparelho locomotor, passa pelo estudo
das fraturas do crânio e de suas repercussões.
Isto é para tratar as sequelas destas fraturas e para entender as lesões osteopáticas quando a força
traumática não chega à fratura.

LIVRO DE REFERÊNCIA:

François Ricard. Tratado de osteopatía craneal : análisis ortodóntico. Diagnóstico y tratamiento


manual de los síndromes craneomandibulares. Panamericana 2005.

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PATOLOGIA OSTEOPÁTICA – ESFENOBASILAR

CONCEITOS GERAIS
As disfunções da sincondrose esfenobasilar são traumáticas ou adaptativas:
- DISFUNÇÕES TRAUMÁTICAS:
- Compressão.
- Lateral strain traumático de esfenoide.
- Vertical strain traumático de esfenoide.
- SE DEVE TRATAR COM PRIORIDADE

- DISFUNÇÕES SECUNDÁRIAS:
- Flexão/extensão.
- Láteroflexão.
- Rotação.
- Torsão.
- SBR.
- Lateral strain fisiológico.
- Vertical strain fisiológico.
- São as disfunções da abóbada craniana que originam estas lesões.
- Se deve tratar a abóboda craniana para diminuir ou suprimir estas adaptações.

SUTURAS E FACILITAÇÃO NERVOSA

Se nos referimos aos trabalhos de Irvin KORR y de DENSLOW, sabemos que uma disfunção somática
vertebral pode produzir uma FACILITAÇÃO NERVOSA MEDULAR com todas suas repercussões
sensitivas, motoras e neurovegetativas.
É muito provável que uma DISFUNÇÃO SUTURAL, pela compressão dos elementos vásculo-nervosos e
receptores sensitivos descobertos por RETZLAFF, seja a origem de um reflexo neurogênico
patológico, fonte de facilitação nervosa ao nível do tronco cerebral e dos núcleos cinzentos centrais.
As repercussões de una disfunção sutural, segundo seu território de inervação sensitiva, podem
repercutir sobre os núcleos dos nervos cranianos, produzindo problemas de tônus sobre os músculos
mastigadores pelo V3-nervo mandibular (a oclusão e as articulações temporomandibulares),
problemas de tônus dos músculos do olho pelo V1-nervo oftálmico de WILLIS, o III-oculomotor, o IV-
nervo troclear, o VI- nervo abducente, problema de fossas nasais pelo V2-nervo maxilar superior e o
petroso profundo maior.
Da mesma maneira se podem explicar disfunções cervicais altas recidivantes, por disfunção da sutura
occipitomastóidea inervada por C3.

CONSEQUÊNCIAS NEUROLÓGICAS DAS DISFUNÇÕES SUTURAIS

RETZLAFF- UPLEDGER- VREDVOOGD colocaram em evidência a presença de fibras nervosas mielínicas


e amielínicas, de terminações de receptores nervosos e uma rede vascular no interior das suturas,
vários destes elementos suturais provem das meninges intracranianas.
Há autores que consideram que uma distorção da sutura pode manter uma atividade neurógena
anormal e uma isquemia na sutura, estas duas condições podem originar dores locais.
Também o sistema de irrigação intracraniana pode estar influenciado por estes mecanismos
neurógenos suturais.
As disfunções suturais podem ter 2 origens:
- um traumatismo direto

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uma causa indireta pelo espasmo dos músculos do crânio que originam tensões suturais, estes
podem ser causados por uma má oclusão dental ou por uma disfunção da ATM.

CONCLUSÃO

Podemos esperar de uma técnica craniana vários efeitos reflexos:

- Neurovasculares, lutar contra a isquemia que pode afetar as artérias intracranianas e os nervos
cranianos.
- Mecânicos sobre as suturas e membranas intracranianas.
- Reflexógenos, interromper os arcos reflexos que mantem a facilitação nervosa dos núcleos
cinzentos dos nervos cranianos, e a supressão de seus efeitos patológicos.
- Vasculares de drenagem sobre o sistema venoso intracraniano.

Isto é, as indicações desta técnica tem que estar bem definidas para conseguir bons resultados
terapêuticos.
As disfunções cranianas podem ter uma influência importante sobre a postura global do paciente.
Existem vários captores que influenciam sobre nosso equilíbrio postural:

- Os OLHOS.
- A OCLUSÃO e o SISTEMA MASTIGADOR.
- Os PÉS.

Os pés representam um terreno de tratamento importante em osteopatia parietal, assim como o


sistema mastigador e os olhos em osteopatia craniana: isto é, uma disfunção craniana pode
repercutir sobre tudo no corpo, e às vezes pode provocar sintomas a distancia sem nenhuma relação
aparente a primeira vista.

LIVRO DE REFERÊNCIA:

François Ricard. Tratado de osteopatía craneal : análisis ortodóntico. Diagnóstico y tratamiento


manual de los síndromes craneomandibulares. Panamericana 2005.

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DISFUNÇÕES DA SEB - ESFENOBASILAR

BIOTIPO FACIAL

- Braquiocefálico, flexão craniana.


- Dolicocefálico, extensão craniana.
- Dinárico Mixto

DISFUNÇÕES

1) DISFUNÇÕES EM FLEXÃO:

É a fixação da posição fisiológica de flexão.


Há fechamento do ângulo esfenooccipital, o crânio está em rotação externa. Aumenta seu diâmetro
transverso, as órbitas aumentam seu tamanho (diâmetros supero- interno e ínfero-externo) e
antero-posterior diminui : o olho é proeminente. O palato duro é mais largo e mais baixo (palato
plano).
Produz-se uma abertura dos orifícios da base do crânio.
A asa maior se acomoda em rotação externa, seu cume vai para cima, para frente e para fora.

2) DISFUNÇÕES EM EXTENSÃO:

É a fixação da posição fisiológica de extensão.


Há abertura do ângulo esfenooccipital, o crânio aumenta seu diâmetro anteroposterior. O crânio
está em rotação interna. As órbitas diminuem seu diâmetro transverso e aumentam seu diâmetro
anteroposterior: o olho está mais fundo, mais profundo na órbita. A extensão fecha globalmente os
orifícios da base do crânio, o que favorece as neuropatias de compressão.
Este estado favorece o cansaço ocular.
O palato duro é estreito e alto. A sutura sagital sobressai para cima, forma uma crista.
Esta disfunção favorece a asma e os problemas de fossas nasais.

3) DISFUNÇÕES EM LÁTEROFLEXÃO:

Estes movimentos se realizam ao redor de dois eixos verticais e paralelos, passando pelo centro do
forame occipital e pelo centro do corpo do esfenoide.
Ao redor destes eixos, esfenoide e occipital giram em sentido contrário realizando uma convexidade
do lado contrário à láteroflexão e uma concavidade do lado da láteroflexão.
As repercussões afetam o olho, as fossas nasais e a oclusão dental. Estas disfunções podem ser
associadas à torsão ou à rotação (SBR).

4) DISFUNÇÕES EM ROTAÇÃO:

Estas disfunções se produzem sobre um eixo anteroposterior passando desde o opistión até o
nasión.
Esfenoide e occipital giram, se inclinam verticalmente na mesma direção: se denomina a rotação,
pelo lado onde baixam os dois ossos.
Estas disfunções podem se associar à láteroflexão.

5) DISFUNÇÕES EM TORSÃO:

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Na torsão uma semiesfera gira em uma direção, a outra no outro sentido.
O eixo de movimento é anteroposterior, é o mesmo eixo que para a rotação da esfenobasilar.
A torsão se define pelo lado da asa maior do esfenoide alta.
O occipital está baixo do mesmo lado. Em uma torsão direita a asa maior do esfenoide esta alta à
direita, o occipital está baixo à direita.
A asa alta corresponde a um estado de extensão do esfenoide, o occipital baixo a um estado de
flexão: a posição do occipital impõe uma adaptação cervical em escoliose.
A torsão esfenobasilar é um movimento fisiológico que acompanha a flexão-extensão do crânio, que
ocorre quando uma parte qualquer do mecanismo não pode se mover livremente por culpa de uma
disfunção craniana periférica ou extrínseca.
As tensões membranosas se fazem em torsão.

ADAPTAÇÃO DO CRÂNIO À TORSÃO:

1. Ao nível do esfenoide: a sela turca bascula para cima, a sincondrose esfenobasilar está alta do
lado da torsão. A asa maior está alta e, a esse nível, haverá consequências de extensão em esfenoide,
frontal, temporal e órbita.
2. Ao nível do frontal a incisura etmoidal se abre, a sutura coronal se desloca para frente e para fora.
O frontal à direita está em estado de extensão.
3. O etmoide bascula para cima e à direita do lado da torsão.
4. O malar e maxilar superior direito se adaptam em rotação interna.
5. Ao nível do occipital, a parte basilar está baixa, a sutura lambdóidea desce, a sutura
occipitomastóidea se desloca para dentro e para baixo.
6. Ao nível do temporal, a ponta da apófise mastoide vai para trás, para dentro e para baixo. O
penhasco sobe, vai para fora e para frente. A porção petrobasilar baixa, o asterión descende e está
proeminente.
7. Ao nível do parietal o ângulo posterior está proeminente.
8. Ao nível das membranas intracranianas, a foice do cérebro está desviada para o lado contrário à
asa maior alta, a tenda do cerebelo está baixa, inclinada para o lado do occipital inferior.
NOTA: do lado contrário à torsão a adaptação é inversa.

6) DISFUNÇÕES EM LÁTEROFLEXÃO-ROTAÇÃO (SBR):

Os dois ossos giram em láteroflexão sobre os eixos verticais formando uma concavidade de um lado
e uma convexidade do outro lado. Como não podem permanecer nesta posição vão descender na
convexidade, em um estado de FSR. Esta lesão acompanha a escoliose. O paciente apresenta uma
deformação da cabeça em forma de "banana".
Mede-se a distância entre ínion e basion, é maior do lado da convexidade.
A SBR sempre se denomina pelo lado da asa maior do esfenoide baixa, na convexidade.
O pterión apresenta dor e o nariz está desviado para o lado da rotação. Do lado convexo o olho é
mais profundo, na concavidade o olho é mais proeminente.

ADAPTAÇÃO DO CRÂNIO A UMA SBRd

1. Ao nível do esfenoide, a asa maior direita está BAIXA, em estado de flexão, o quarto anterior
direito do crânio acomoda em rotação externa. Do lado esquerdo, a asa maior está ALTA, em estado
de extensão, o quarto anterior esquerdo do crânio se adapta em rotação interna.
2. O occipital está baixo à direita, em estado de flexão, o quarto posterior direito do crânio se adapta
em rotação externa. Do lado esquerdo está alto, em estado de extensão e o quarto posterior
esquerdo do crânio se adapta em rotação interna.

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3. A esfenobasilar apresenta uma angulação e uma convexidade direita. A sela turca está baixa e para
fora.
4. A asa maior apresenta uma superfície orbitária mais baixa.
5. A superfície em "L" com o frontal avança e abaixa (adaptação da órbita direita):

- A articulação esfenozigomática descende, para fora e para frente.


- A sutura esfenoparietal vai para fora.
- A sutura esfenoescamosa, por cima do pivô esfenoescamoso, se desloca para fora. Por baixo deste,
descende.
- A asa menor do esfenoide descende.
- A fissura orbitária superior se abre.
- A sutura esfenoetmoidal vai para a concavidade.
- A porção petrosa do temporal realiza uma rotação externa e abaixa.
- A sutura petrobasilar descende e vai para fora.
- A apófise mastoide abaixa e se posterioriza.

7) DISFUNÇÕES EM VERTICAL STRAIN:

O vertical strain é o estado onde o corpo do esfenoide e a parte basilar do occipital estão arrastados
diretamente ou indiretamente em posições verticais relativamente opostas ao nível da sincondrose.

a) DISFUNÇÃO EM VERTICAL STRAIN FISIOLÓGICO:


- Se trata de disfunções em sentido inverso das esferas posterior e anterior.
- A sincondrose sofre uma tensão vertical por causas indiretas, habitualmente extrínsecas.
Denominam-se vertical strain baixo do occipital (côndilos anteriores bilaterais do occipital com
tração fascial para baixo desde a faringe), ou vertical strain alto do esfenoide (côndilos posteriores do
occipital com uma mandíbula posterior por culpa de uma queda sobre o queixo).
- Em todos os casos ou a esfera posterior está em flexão com uma esfera anterior em extensão, ou
está em extensão com uma esfera anterior em flexão.

b) DISFUNÇÃO EM VERTICAL STRAIN TRAUMÁTICO:


A etiologia pode ser um traumatismo direto, choque vertical sobre o frontal que faz abaixar o
esfenoide em relação com o occipital (vertical strain baixo de esfenoide).

8) DISFUNÇÕES EM LATERAL STRAIN:

O lateral strain é um estado onde o corpo do esfenoide recebe uma tensão lateral.
Sempre se denomina o lateral strain segundo a direção de deslocamento do corpo do esfenoide.

a) DISFUNÇÃO DE LATERAL STRAIN FISIOLÓGICO:


- Occipital e esfenoide giram ao redor dos eixos verticais da láteroflexão na mesma direção (na
láteroflexão os dois ossos giram em sentido contrário). Pode-se dizer que o occipital realiza uma
láteroflexão de um lado, o esfenoide uma láteroflexão do lado contrário.
- O lateral strain afeta o seio cavernoso e seu conteúdo.
- O mecanismo é indireto, por tensões fasciais.

b) DISFUNÇÃO EM LATERAL STRAIN TRAUMÁTICO:


- A causa é um traumatismo direto sobre a parte lateral do crânio
- Um choque lateral esquerdo sobre o esfenoide produz um lateral strain direito de esfenoide.
- Um choque lateral esquerdo sobre o occipital produz um lateral strain esquerdo de esfenoide.
- As consequências são mais importantes no lateral strain traumático:

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- Repercussão +++ sobre o seio cavernoso.
- Uma tensão sobre o ligamento de GRUBER provoca uma neuropatia de compressão do VI -
nervo motor ocular externo (Abducente) responsável por uma hipoconvergência ocular por
paresia do reto externo.
- tensão sobre a tenda do cerebelo

9) DISFUNÇÃO EM COMPRESSÃO:

A compressão esfenobasilar é a aproximação do corpo do esfenoide da parte basilar do occipital: é o


equivalente ao nível da coluna de uma lesão discal.
O mecanismo inclui:
1. Compressão excessiva da cabeça fetal por contrações uterinas potentes.
2. Tensões das membranas intracranianas, infeção ou inflamação.
3. Fórceps, traumatismo de parto por lesão da pelve ou do cóccix da mãe.
4. Traumatismo anterior ou posterior sobre o crânio.

CONSEQUÊNCIAS: depressão, alergias, vagotonia, debilidade muscular geral ao teste de KENDALL.

10) ADAPTAÇÕES CRÂNIOSACRAIS:

As repercussões da sincondrose esfenobasilar se podem fazer à distância.

AS CADEIAS MUSCULARES CRANIANAS

O crânio é igualmente o ponto de início das 5 cadeias musculares:

1. Tendão central (cadeia faringo-pré-vertebral): sincondrose esfenobasilar e vômer.


2. Cadeia posterior: occipital.
3. Cadeias póstero-laterais (parte posterior da cadeia mastigatória): parietais e temporais.
4. Cadeias antero-laterais (parte anterior da cadeia mastigatória): apófise pterigoide do esfenoide e
mandíbula.
5. Cadeia anterior (cadeias lingual e facial): osso hioide e maxilares superiores.

LIVRO DE REFERÊNCIA:

François Ricard. Tratado de osteopatía craneal : análisis ortodóntico. Diagnóstico y tratamiento


manual de los síndromes craneomandibulares. Panamericana 2005.

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DIAGNÓSTICO - ESFENOBASILAR

PROTOCOLO GLOBAL DE EXAME CRANIANO


1. ANAMNESE:

Os sintomas do paciente devem nos guiar para:


- As suturas e um osso específico.
- O sistema arterial cérvico-cefálico.
- O sistema venoso intracraniano.
- Os nervos cranianos.
- As cavidades:
- Fossas nasais.
- O ouvido.
- A órbita.
- A garganta.

2. A INSPEÇÃO DO CRÂNIO:

Deve-se apreciar a forma de:


- As órbitas e dos olhos.
- A forma do palato duro (largo e plano em flexão, profundo e estreito em extensão).
- A forma da abóbada craniana (flexão, extensão, torsão, SBR, strains, etc...).
- A classe de oclusão dental do paciente (classes 1,2,3).
Buscar-se-á uma HIPOCONVERGÊNCIA OCULAR condizente com um LATERAL STRAIN de esfenoide
(comprometimento do VI - Abducente).

3. A PALPAÇÃO:

MÚSCULOS:

É o primeiro diagnóstico diferencial:


- Uma dor por um trigger muscular dói à palpação e a dor aumenta com a contração isométrica
(apertar os dentes).
- Uma dor por um trigger sutural dói à palpação e desaparece pela contração do músculo sobreposto.

SUTURAS:

- Devem-se determinar quais são as suturas dolorosas à palpação: indicam-nos quais são os ossos em
disfunção.

NERVOS:

- Devem-se palpar da mesma maneira os pontos de VALLEIX nervosos em relação com o trigêmeo.

4. TESTES DE MOBILIDADE DOS OSSOS DO CRÂNIO

TESTES GLOBAIS:

- Quick scanning craniano: se buscam as zonas mais densas.


- Teste dos quadrantes: se busca em qual quadrante existe uma restrição.
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TESTES ANALÍTICOS:

- Se estudam cada um dos ossos (sua mobilidade) em relação com as suturas dolorosas para
determinar quais são as disfunções.
- devem relacionar as disfunções entre elas, com a oclusão dental e um eventual problema
de ATM.
- Se devem relacionar estas disfunções com as disfunções da pelve e o sistema fascial do
corpo.
- Se devem liberar sempre primeiro as cervicais e o sistema muscular cervical e
estomatognático.
- Lembrar que não existem diferenças entre um diagnóstico vertebral e um diagnóstico
craniano.

PROTOCOLO DE EXAME DA SEB


1. ANAMNESE:

ANTECEDENTES:

- Traumatismos.
- Nascimento com fórceps, ventosa...
- Enfermidades infecciosas.

SINAIS CLÍNICOS:

- Toda sintomatologia: problemas oculares, cefaleias ou migranhas, vertigens, problemas viscerais


tóraco-abdominais ou ginecológicos, problemas estomatognáticos (oclusão, ATM, deglutição),
cervicalgias, neuralgia do trigêmeo ou outros transtornos dos nervos cranianos, sequelas de fraturas.

2. INSPEÇÃO:

- FORMA DO CRÂNIO: órbitas, palato duro, abóboda craniana.


- ESTUDO DOS OLHOS: Olhos fundos ou proeminentes, estrabismos, transtornos da CONVERGÊNCIA
OCULAR (hipoconvergência).

3. PALPAÇÃO:

- INDICADORES DOLOROSOS: Triggers das suturas


- (pterión, asterión)
- PALPAÇÃO DE TODOS OS OSSOS DA ABÓBADA CRANIANA E DA FACE.
- ESPASMOS DOS MÚSCULOS CERVICAIS E CRANIANOS.
- OLHOS DUROS (EXTENSÃO) OU MOLES (FLEXÃO).

4. TESTES DE MOBILIDADE:

- ESCUTA DO CRÂNIO E ESFENOBASILAR.


- TESTES GLOBAIS:

1. Quick scanning craniano.


2. Teste dos quadrantes.

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- TESTE DE MOBILIDADE:

1. ESFENOBASILAR (estudar todas as disfunções possíveis).


2. CRÂNIO (buscar todas as disfunções e relacioná-las com a esfenobasilar).
Relacionar estas disfunções com possíveis transtornos da OCLUSÃO DENTAL (classes I, II, III).

LIVRO DE REFERÊNCIA:

François Ricard. Tratado de osteopatía craneal : análisis ortodóntico. Diagnóstico y tratamiento


manual de los síndromes craneomandibulares. Panamericana 2005.

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