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CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 1

O QUE É A BASE NACIONAL COMUM


CURRICULAR?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que

define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos

devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que

tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o

que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Este documento normativo aplica-se

exclusivamente à educação escolar, tal como a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e

Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), e está orientado pelos princípios éticos,

políticos e estéticos que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade

justa, democrática e inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da

Educação Básica (DCNs)

Referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares

dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e das propostas pedagógicas das instituições

escolares, a BNCC integra a política nacional da Educação Básica e vai contribuir para o

alinhamento de outras políticas e ações, em âmbito federal, estadual e municipal, referentes à

formação de professores, à avaliação, à elaboração de conteúdos educacionais e aos critérios para

a oferta de infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação.

Nesse sentido, espera-se que a BNCC ajude a superar a fragmentação das políticas

educacionais, enseje o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo e

seja balizadora da qualidade da educação. Assim, para além da garantia de acesso e permanência

na escola, é necessário que sistemas, redes e escolas garantam um patamar comum de

aprendizagens a todos os estudantes, tarefa para a qual a BNCC é instrumento fundamental.


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Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer

para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que

consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento.

Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e

procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para

resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do

trabalho.

Ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “educação deve afirmar valores e

estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade, tornando-a mais humana,

socialmente justa e, também, voltada para a preservação da natureza” (BRASIL, 2013) 3, mostrando-

se também alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

É imprescindível destacar que as competências gerais da Educação Básica, apresentadas a

seguir, inter-relacionam-se e desdobram-se no tratamento didático proposto para as três etapas

da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), articulando-se na

construção de conhecimentos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de atitudes e

valores, nos termos da LDB.

COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social,

cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a

construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a

investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas,

elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas)

com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também

participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,

visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e
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científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em

diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,

significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se

comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e

exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e

experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer

escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia,

consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e

defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos

humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e

global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo- se na

diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e

capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e

promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da

diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e

potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e

determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos,

sustentáveis e solidários.
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QUADRO RESUMO

IMPORTANTE:Ao longo da Educação Básica – na Educação


Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio –, os alunos
devem desenvolver as dez competências gerais da Educação Básica,
que pretendem assegurar, como resultado do seu processo de
aprendizagem e desenvolvimento, uma formação humana integral
que vise à construção de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva
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OS MARCOS LEGAIS QUE EMBASAM A


BNCC
A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 205, reconhece a educação como direito

fundamental compartilhado entre Estado, família e sociedade ao determinar que a educação,

direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração

da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da

cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988).

Para atender a tais finalidades no âmbito da educação escolar, a Carta Constitucional, no Artigo

210, já reconhece a necessidade de que sejam “fixados conteúdos mínimos para o ensino

fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e

artísticos, nacionais e regionais” (BRASIL, 1988).

Com base nesses marcos constitucionais, a LDB, no Inciso IV de seu Artigo 9º, afirma que cabe à

União estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os

Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino

Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação

básica comum (BRASIL, 1996; ênfase adicionada).

Nesse artigo, a LDB deixa claros dois conceitos decisivos para todo o desenvolvimento da questão

curricular no Brasil. O primeiro, já antecipado pela Constituição, estabelece a relação entre o que é

básico-comum e o que é diverso em matéria curricular: as competências e diretrizes são

comuns, os currículos são diversos. O segundo se refere ao foco do currículo. Ao dizer que os

conteúdos curriculares estão a serviço do desenvolvimento de competências, a LDB orienta a

definição das aprendizagens essenciais, e não apenas dos conteúdos mínimos a ser ensinados.

Essas são duas noções fundantes da BNCC.

A relação entre o que é básico-comum e o que é diverso é retomada no Artigo 26 da LDB, que

determina que os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio

devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada
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estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e

locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos (BRASIL, 1996; ênfase adicionada).

Essa orientação induziu à concepção do conhecimento curricular contextualizado pela realidade

local, social e individual da escola e do seu alunado, que foi o norte das diretrizes curriculares

traçadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) ao longo da década de 1990, bem como de

sua revisão nos anos 2000.

Em 2010, o CNE promulgou novas DCN, ampliando e organizando o conceito de

contextualização como “a inclusão, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à

diversidade cultural resgatando e respeitando as várias manifestações de cada comunidade”,

conforme destaca o Parecer CNE/CEB nº 7/2010.

Em 2014, a Lei nº 13.005/2014 promulgou o Plano Nacional de Educação (PNE), que reitera a

necessidade de estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa [União, Estados,

Distrito Federal e Municípios], diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional

comum dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos(as)

alunos(as) para cada ano do Ensino Fundamental e Médio, respeitadas as diversidades regional,

estadual e local (BRASIL, 2014).

Nesse sentido, consoante aos marcos legais anteriores, o PNE afirma a importância de uma base

nacional comum curricular para o Brasil, com o foco na aprendizagem como estratégia para

fomentar a qualidade da Educação Básica em todas as etapas e modalidades (meta 7), referindo-se

a direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.

Em 2017, com a alteração da LDB por força da Lei nº 13.415/2017, a legislação brasileira passa a

utilizar, concomitantemente, duas nomenclaturas para se referir às finalidades da educação:

Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do
ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do
conhecimento [...]
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Art. 36. § 1º A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas competências e
habilidades será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino (BRASIL,
2017; ênfases adicionadas).

Trata-se, portanto, de maneiras diferentes e intercambiáveis para designar algo comum, ou seja,

aquilo que os estudantes devem aprender na Educação Básica, o que inclui tanto os saberes

quanto a capacidade de mobilizá-los e aplicá-los.


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ANÁLISE CRONOLÓGICA DA SUA CONSTRUÇÃO Base Nacional Comum


Curricular (BNCC) foi
homologada em
(20/12\2017), em
Brasília pelo Ministro
da Educação José
Mendonça Filho.
Os estados e
municípios têm o prazo
de 2 anos para
elaborar ou reelaborar
seus currículos
baseados na BNCC.
Em 14\12\2018, a base
do Ensino Médio foi
homologada.
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OS FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS DA
BNCC
FOCO NO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS

O conceito de competência, adotado pela BNCC, marca a discussão pedagógica e social das

últimas décadas e pode ser inferido no texto da LDB, especialmente quando se estabelecem as

finalidades gerais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (Artigos 32 e 35).

Além disso, desde as décadas finais do século XX e ao longo deste início do século XXI, o foco

no desenvolvimento de competências tem orientado a maioria dos Estados e Municípios

brasileiros e diferentes países na construção de seus currículos. É esse também o enfoque adotado

nas avaliações internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico

(OCDE), que coordena o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês),

e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em

inglês), que instituiu o Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação para

a América Latina (LLECE, na sigla em espanhol).

Ao adotar esse enfoque, a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas

para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara do que os alunos devem

“saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e,

sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos,

habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno

exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece

referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas

na BNCC.
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DESAFIOS DA BNCC
As redes de ensino terão papel fundamental na implementação da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC). A Base promoverá mudanças nas políticas educacionais de currículo, formação
continuada de professores, materiais didáticos e avaliações. Para que isso aconteça, será
preciso engajar e mobilizar toda a rede, em diferentes frentes e momentos, ao longo dos próximos
anos. A construção dos currículos estaduais e municipais acontecerão dentro de 2 anos após a
homologação (2018\2020)

ESTRUTURA DA BNCC
A BNCC está estruturada de modo a explicitar as competências que os alunos devem

desenvolver ao longo de toda a Educação Básica e em cada etapa da escolaridade, como

expressão dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento de todos os estudantes.

Na próxima página, apresenta-se a estrutura geral da BNCC para as três etapas da Educação

Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), já com o detalhamento referente

às etapas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, cujos documentos são ora apresentados.
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A EDUCAÇÃO INFANTIL NA BASE NACIONAL


COMUM CURRICULAR
A expressão educação “pré-escolar”, utilizada no Brasil até a década de 1980, expressava o

entendimento de que a Educação Infantil era uma etapa anterior, independente e preparatória

para a escolarização, que só teria seu começo no Ensino Fundamental. Situava-se, portanto, fora

da educação formal.

Com a Constituição Federal de 1988, o atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero

a 6 anos de idade torna-se dever do Estado. Posteriormente, com a promulgação da LDB, em

1996, a Educação Infantil passa a ser parte integrante da Educação Básica, situando-se no mesmo

patamar que o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. E a partir da modificação introduzida na

LDB em 2006, que antecipou o acesso ao Ensino Fundamental para os 6 anos de idade, a Educação

Infantil passa a atender a faixa etária de zero a 5 anos.

Entretanto, embora reconhecida como direito de todas as crianças e dever do Estado, a Educação

Infantil passa a ser obrigatória para as crianças de 4 e 5 anos apenas com a Emenda Constitucional

nº 59/2009, que determina a obrigatoriedade da Educação Básica dos 4 aos 17 anos. Essa extensão

da obrigatoriedade é incluída na LDB em 2013, consagrando plenamente a obrigatoriedade de

matrícula de todas as crianças de 4 e 5 anos em instituições de Educação Infantil.

Com a inclusão da Educação Infantil na BNCC, mais um importante passo é dado nesse

processo histórico de sua integração ao conjunto da Educação Básica.


A EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil é o início e o fundamento do

processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola significa, na maioria das vezes, a

primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares para se incorporarem a uma

situação de socialização estruturada.

Nas últimas décadas, vem se consolidando, na Educação Infantil, a concepção que

vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo.

Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos construídos


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pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas

propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e

habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de

maneira complementar à educação familiar – especialmente quando se trata da educação dos

bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens muito próximas aos dois

contextos (familiar e escolar), como a socialização, a autonomia e a comunicação.

Nessa direção, e para potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a

prática do diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação

Infantil e a família são essenciais. Além disso, a instituição precisa conhecer e trabalhar com as

culturas plurais, dialogando com a riqueza/diversidade cultural das famílias e da comunidade.

As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 5/2009) 27,

em seu Artigo 4º, definem a criança como sujeito histórico e de direitos, que, nas interações,

relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca,

imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos

sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009).

Ainda de acordo com as DCNEI, em seu Artigo 9º, os eixos estruturantes das práticas

pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são as interações e a brincadeira, experiências nas

quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e

interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e

socialização.

A interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infância, trazendo consigo muitas

aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as

interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar, por

exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a

regulação das emoções.

Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da

Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e

desenvolvimento asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças aprendam


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em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a

vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir

significados sobre si, os outros e o mundo social e natural.

DIREITOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO


NA EDUCAÇÃO INFANTIL
 Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes

linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às

diferenças entre as pessoas.

 Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes

parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus

conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais,

sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.

 Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola

e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana,

tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes

linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando.

 Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações,

relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus

saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.

 Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos,

dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens.

 Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem

positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados,

interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar

e comunitário.
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OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS

Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm

como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os direitos de conviver,

brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, a organização curricular da Educação


Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são

definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os campos de experiências

constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida

cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do

patrimônio cultural.

A definição e a denominação dos campos de experiências também se baseiam no que dispõem as

DCNEI em relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a ser propiciados às crianças e

associados às suas experiências. Considerando esses saberes e conhecimentos, os campos de

experiências em que se organiza a BNCC são:

O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão

constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros

modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras

experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e

questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identificando-

se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo que participam de relações sociais e de

cuidados pessoais, as crianças constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de

reciprocidade e de interdependência com o meio. Por sua vez, na Educação Infantil, é preciso criar

oportunidades para que as crianças entrem em contato com outros grupos sociais e culturais,

outros modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados pessoais e do grupo,

costumes, celebrações e narrativas. Nessas experiências, elas podem ampliar o modo de perceber

a si mesmas e ao outro, valorizar sua identidade, respeitar os outros e reconhecer as diferenças

que nos constituem como seres humanos.

Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos sentidos, gestos, movimentos

impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o

mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam-se, brincam e


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produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se,

progressivamente, conscientes dessa corporeidade. Por meio das diferentes linguagens, como a

música, a dança, o teatro, as brincadeiras de faz de conta, elas se comunicam e se expressam no

entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. As crianças conhecem e reconhecem as

sensações e funções de seu corpo e, com seus gestos e movimentos, identificam suas

potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência sobre o que é

seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física. Na Educação Infantil, o corpo das

crianças ganha centralidade, pois ele é o partícipe privilegiado das práticas pedagógicas de

cuidado físico, orientadas para a emancipação e a liberdade, e não para a submissão. Assim, a

instituição escolar precisa promover oportunidades ricas para que as crianças possam, sempre

animadas pelo espírito lúdico e na interação com seus pares, explorar e vivenciar um amplo

repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo, para descobrir variados

modos de ocupação e uso do espaço com o corpo (tais como sentar com apoio, rastejar,

engatinhar, escorregar, caminhar apoiando-se em berços, mesas e cordas, saltar, escalar,

equilibrar-se, correr, dar cambalhotas, alongar-se etc.).

Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e

científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio

de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes

visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual,

entre outras. Com base nessas experiências, elas se expressam por várias linguagens, criando suas

próprias produções artísticas ou culturais, exercitando a autoria (coletiva e individual) com sons,

traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, manipulação de

diversos materiais e de recursos tecnológicos. Essas experiências contribuem para que, desde

muito pequenas, as crianças desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas,

dos outros e da realidade que as cerca. Portanto, a Educação Infantil precisa promover a

participação das crianças em tempos e espaços para a produção, manifestação e apreciação

artística, de modo a favorecer o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e da expressão

pessoal das crianças, permitindo que se apropriem e reconfigurem, permanentemente, a cultura e

potencializem suas singularidades, ao ampliar repertórios e interpretar suas experiências e

vivências artísticas.
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Escuta, fala, pensamento e imaginação – Desde o nascimento, as crianças participam de

situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas

de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o

choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro.

Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu vocabulário e demais recursos

de expressão e de compreensão, apropriando-se da língua materna – que se torna, pouco a

pouco, seu veículo privilegiado de interação. Na Educação Infantil, é importante promover

experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura

oral, pois é na escuta de histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas narrativas

elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens que a

criança se constitui ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social.

Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar

a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e

escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais

da escrita, dos gêneros, suportes e portadores. Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita

deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As

experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as

crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da

ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas,

poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a

diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas

de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo

hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que

vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da

compreensão da escrita como sistema de representação da língua.

Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – As crianças vivem inseridas em

espaços e tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e

socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro,

cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.). Demonstram também curiosidade
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sobre o mundo físico (seu próprio corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as

transformações da natureza, os diferentes tipos de materiais e as possibilidades de sua

manipulação etc.) e o mundo sociocultural (as relações de parentesco e sociais entre as pessoas

que conhece; como vivem e em que trabalham essas pessoas; quais suas tradições e seus

costumes; a diversidade entre elas etc.). Além disso, nessas experiências e em muitas outras, as

crianças também se deparam, frequentemente, com conhecimentos matemáticos (contagem,

ordenação, relações entre quantidades, dimensões, medidas, comparação de pesos e de

comprimentos, avaliação de distâncias, reconhecimento de formas geométricas, conhecimento e

reconhecimento de numerais cardinais e ordinais etc.) que igualmente aguçam a curiosidade.

Portanto, a Educação Infantil precisa promover experiências nas quais as crianças possam fazer

observações, manipular objetos, investigar e explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar

fontes de informação para buscar respostas às suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição

escolar está criando oportunidades para que as crianças ampliem seus conhecimentos do mundo

físico e sociocultural e possam utilizá-los em seu cotidiano.


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OS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO PARA A EDUCAÇÃO


INFANTIL

Na Educação Infantil, as aprendizagens essenciais compreendem tanto comportamentos,

habilidades e conhecimentos quanto vivências que promovem aprendizagem e desenvolvimento

nos diversos campos de experiências, sempre tomando as interações e a brincadeira como eixos

estruturantes. Essas aprendizagens, portanto, constituem-se como objetivos de aprendizagem e

desenvolvimento.

Reconhecendo as especificidades dos diferentes grupos etários que constituem a etapa da

Educação Infantil, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento estão sequencialmente

organizados em três grupos por faixa etária (bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas)

que correspondem, aproximadamente, às possibilidades de aprendizagem e às características do

desenvolvimento das crianças, conforme indicado na figura a seguir. Todavia, esses grupos não

podem ser considerados de forma rígida, já que há diferenças de ritmo na aprendizagem e no

desenvolvimento das crianças que precisam ser consideradas na prática pedagógica.

COMO ENTENDER OS CÓDIGOS NA BNCC PARA EDUCAÇÃO INFANTIL ?-cada objetivo de

aprendizagem e desenvolvimento é identificado por um código alfanumérico


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ATENÇÃO AO ESQUEMA
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ESQUEMA DE OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

CRECHE PRÉ-ESCOLA

Bebês (zero a 1 Crianças bem pequenas (1 ano e 7 Crianças pequenas (4 anos a


ano e 6 meses) meses a 3 anos e 11 meses) 5 anos e 11 meses)

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS”

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano Crianças pequenas (4 anos a 5
e 7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

(EI01EO01) Perceber que suas (EI02EO01) Demonstrar atitudes (EI03EO01) Demonstrar empatia
ações têm efeitos nas outras de cuidado e solidariedade na pelos outros, percebendo que as
crianças e nos adultos. interação com crianças e pessoas têm diferentes
adultos. sentimentos, necessidades e
maneiras de pensar e agir.

(EI01EO02) Perceber as (EI02EO02) Demonstrar imagem (EI03EO02) Agir de maneira


possibilidades e os limites de positiva de si e confiança em independente, com confiança em
seu corpo nas brincadeiras e sua capacidade para enfrentar suas capacidades, reconhecendo
interações das quais participa. dificuldades e desafios. suas conquistas e limitações.

(EI01EO03) Interagir com (EI02EO03) Compartilhar os (EI03EO03) Ampliar as relações


crianças da mesma faixa etária e objetos e os espaços com interpessoais, desenvolvendo
adultos ao explorar espaços, crianças da mesma faixa etária atitudes de participação e
materiais, objetos, brinquedos. e adultos. cooperação.

(EI01EO04) Comunicar (EI02EO04) Comunicar-se com (EI03EO04) Comunicar suas


necessidades, desejos e os colegas e os adultos, ideias e sentimentos a pessoas e
emoções, utilizando gestos, buscando compreendê-los e grupos diversos.
balbucios, palavras. fazendo-se compreender.

(EI01EO05) Reconhecer seu (EI02EO05) Perceber que as (EI03EO05) Demonstrar


corpo e expressar suas pessoas têm características valorização das características de
sensações em momentos de físicas diferentes, respeitando seu corpo e respeitar as
alimentação, higiene, brincadeira essas diferenças. características dos outros
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 22

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano Crianças pequenas (4 anos a 5
e 7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

e descanso. (crianças e adultos) com os quais


convive.

(EI01EO06) Interagir com outras (EI02EO06) Respeitar regras (EI03EO06) Manifestar interesse e
crianças da mesma faixa etária e básicas de convívio social nas respeito por diferentes culturas e
adultos, adaptando-se ao interações e brincadeiras. modos de vida.
convívio social.

(EI02EO07) Resolver conflitos (EI03EO07) Usar estratégias


nas interações e brincadeiras, pautadas no respeito mútuo para
com a orientação de um adulto. lidar com conflitos nas interações
com crianças e adultos

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS”

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e Crianças pequenas (4 anos a 5
7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

(EI01CG01) Movimentar as (EI02CG01) Apropriar-se de (EI03CG01) Criar com o corpo


partes do corpo para exprimir gestos e movimentos de sua formas diversificadas de
corporalmente emoções, cultura no cuidado de si e nos expressão de sentimentos,
necessidades e desejos. jogos e brincadeiras. sensações e emoções, tanto nas
situações do cotidiano quanto
em brincadeiras, dança, teatro,
música.

(EI01CG02) Experimentar as (EI02CG02) Deslocar seu corpo (EI03CG02) Demonstrar controle


possibilidades corporais nas no espaço, orientando-se por e adequação do uso de seu
brincadeiras e interações em noções como em frente, atrás, no corpo em brincadeiras e jogos,
ambientes acolhedores e alto, embaixo, dentro, fora etc., ao escuta e reconto de histórias,
desafiantes. se envolver em brincadeiras e atividades artísticas, entre outras
atividades de diferentes possibilidades.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 23

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e Crianças pequenas (4 anos a 5
7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

naturezas.

(EI01CG03) Imitar gestos e (EI02CG03) Explorar formas de (EI03CG03) Criar movimentos,


movimentos de outras crianças, deslocamento no espaço (pular, gestos, olhares e mímicas em
adultos e animais. saltar, dançar), combinando brincadeiras, jogos e atividades
movimentos e seguindo artísticas como dança, teatro e
orientações. música.

(EI01CG04) Participar do (EI02CG04) Demonstrar (EI03CG04) Adotar hábitos de


cuidado do seu corpo e da progressiva independência no autocuidado relacionados a
promoção do seu bem-estar. cuidado do seu corpo. higiene, alimentação, conforto e
aparência.

(EI01CG05) Utilizar os (EI02CG05) Desenvolver (EI03CG05) Coordenar suas


movimentos de preensão, progressivamente as habilidades habilidades manuais no
encaixe e lançamento, manuais, adquirindo controle para atendimento adequado a seus
ampliando suas possibilidades desenhar, pintar, rasgar, folhear, interesses e necessidades em
de manuseio de diferentes entre outros. situações diversas.
materiais e objetos.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS”

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 Crianças bem pequenas (1 ano e Crianças pequenas (4 anos a 5
meses) 7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

(EI01TS01) Explorar sons (EI02TS01) Criar sons com (EI03TS01) Utilizar sons produzidos
produzidos com o próprio materiais, objetos e instrumentos por materiais, objetos e
corpo e com objetos do musicais, para acompanhar instrumentos musicais durante
ambiente. diversos ritmos de música. brincadeiras de faz de conta,
encenações, criações musicais,
festas.

(EI01TS02) Traçar marcas (EI02TS02) Utilizar materiais (EI03TS02) Expressar-se


CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 24

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 Crianças bem pequenas (1 ano e Crianças pequenas (4 anos a 5
meses) 7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

gráficas, em diferentes variados com possibilidades de livremente por meio de desenho,


suportes, usando manipulação (argila, massa de pintura, colagem, dobradura e
instrumentos riscantes e modelar), explorando cores, escultura, criando produções
tintas. texturas, superfícies, planos, bidimensionais e tridimensionais.
formas e volumes ao criar objetos
tridimensionais.

(EI01TS03) Explorar (EI02TS03) Utilizar diferentes (EI03TS03) Reconhecer as


diferentes fontes sonoras e fontes sonoras disponíveis no qualidades do som (intensidade,
materiais para acompanhar ambiente em brincadeiras duração, altura e timbre), utilizando-
brincadeiras cantadas, cantadas, canções, músicas e as em suas produções sonoras e
canções, músicas e melodias. melodias. ao ouvir músicas e sons.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E


IMAGINAÇÃO”

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e Crianças pequenas (4 anos a 5
7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

(EI01EF01) Reconhecer quando (EI02EF01) Dialogar com crianças (EI03EF01) Expressar ideias,
é chamado por seu nome e e adultos, expressando seus desejos e sentimentos sobre
reconhecer os nomes de desejos, necessidades, suas vivências, por meio da
pessoas com quem convive. sentimentos e opiniões. linguagem oral e escrita (escrita
espontânea), de fotos, desenhos
e outras formas de expressão.

(EI01EF02) Demonstrar (EI02EF02) Identificar e criar (EI03EF02) Inventar brincadeiras


interesse ao ouvir a leitura de diferentes sons e reconhecer cantadas, poemas e canções,
poemas e a apresentação de rimas e aliterações em cantigas de criando rimas, aliterações e
músicas. roda e textos poéticos. ritmos.

(EI01EF03) Demonstrar (EI02EF03) Demonstrar interesse (EI03EF03) Escolher e folhear


interesse ao ouvir histórias lidas e atenção ao ouvir a leitura de livros, procurando orientar-se por
ou contadas, observando histórias e outros textos, temas e ilustrações e tentando
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 25

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e Crianças pequenas (4 anos a 5
7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

ilustrações e os movimentos de diferenciando escrita de identificar palavras conhecidas.


leitura do adulto-leitor (modo de ilustrações, e acompanhando, com
segurar o portador e de virar as orientação do adulto-leitor, a
páginas). direção da leitura (de cima para
baixo, da esquerda para a direita).

(EI01EF04) Reconhecer (EI02EF04) Formular e responder (EI03EF04) Recontar histórias


elementos das ilustrações de perguntas sobre fatos da história ouvidas e planejar coletivamente
histórias, apontando-os, a narrada, identificando cenários, roteiros de vídeos e de
pedido do adulto-leitor. personagens e principais encenações, definindo os
acontecimentos. contextos, os personagens, a
estrutura da história.

(EI01EF05) Imitar as variações (EI02EF05) Relatar experiências e (EI03EF05) Recontar histórias


de entonação e gestos fatos acontecidos, histórias ouvidas para produção de
realizados pelos adultos, ao ler ouvidas, filmes ou peças teatrais reconto escrito, tendo o
histórias e ao cantar. assistidos etc. professor como escriba.

(EI01EF06) Comunicar-se com (EI02EF06) Criar e contar histórias (EI03EF06) Produzir suas
outras pessoas usando oralmente, com base em imagens próprias histórias orais e escritas
movimentos, gestos, balbucios, ou temas sugeridos. (escrita espontânea), em
fala e outras formas de situações com função social
expressão. significativa.

(EI01EF07) Conhecer e (EI02EF07) Manusear diferentes (EI03EF07) Levantar hipóteses


manipular materiais impressos e portadores textuais, demonstrando sobre gêneros textuais
audiovisuais em diferentes reconhecer seus usos sociais. veiculados em portadores
portadores (livro, revista, gibi, conhecidos, recorrendo a
jornal, cartaz, CD, tablet etc.). estratégias de observação
gráfica e/ou de leitura.

(EI01EF08) Participar de (EI02EF08) Manipular textos e (EI03EF08) Selecionar livros e


situações de escuta de textos participar de situações de escuta textos de gêneros conhecidos
em diferentes gêneros textuais para ampliar seu contato com para a leitura de um adulto e/ou
(poemas, fábulas, contos, diferentes gêneros textuais para sua própria leitura (partindo
receitas, quadrinhos, anúncios (parlendas, histórias de aventura, de seu repertório sobre esses
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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e Crianças pequenas (4 anos a 5
7 meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

etc.). tirinhas, cartazes de sala, textos, como a recuperação pela


cardápios, notícias etc.). memória, pela leitura das
ilustrações etc.).

(EI01EF09) Conhecer e (EI02EF09) Manusear diferentes (EI03EF09) Levantar hipóteses


manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita em relação à linguagem escrita,
instrumentos e suportes de para desenhar, traçar letras e realizando registros de palavras
escrita. outros sinais gráficos. e textos, por meio de escrita
espontânea.

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES,


RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES”

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 Crianças bem pequenas (1 ano e 7 Crianças pequenas (4 anos a 5
meses) meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

(EI01ET01) Explorar e (EI02ET01) Explorar e descrever (EI03ET01) Estabelecer relações


descobrir as propriedades de semelhanças e diferenças entre as de comparação entre objetos,
objetos e materiais (odor, cor, características e propriedades dos observando suas propriedades.
sabor, temperatura). objetos (textura, massa, tamanho).

(EI01ET02) Explorar relações (EI02ET02) Observar, relatar e (EI03ET02) Observar e descrever


de causa e efeito descrever incidentes do cotidiano e mudanças em diferentes
(transbordar, tingir, misturar, fenômenos naturais (luz solar, materiais, resultantes de ações
mover e remover etc.) na vento, chuva etc.). sobre eles, em experimentos
interação com o mundo físico. envolvendo fenômenos naturais e
artificiais.

(EI01ET03) Explorar o (EI02ET03) Compartilhar, com (EI03ET03) Identificar e


ambiente pela ação e outras crianças, situações de selecionar fontes de informações,
observação, manipulando, cuidado de plantas e animais nos para responder a questões sobre
experimentando e fazendo espaços da instituição e fora dela. a natureza, seus fenômenos, sua
descobertas. conservação.
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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO

Bebês (zero a 1 ano e 6 Crianças bem pequenas (1 ano e 7 Crianças pequenas (4 anos a 5
meses) meses a 3 anos e 11 meses) anos e 11 meses)

(EI01ET04) Manipular, (EI02ET04) Identificar relações (EI03ET04) Registrar


experimentar, arrumar e espaciais (dentro e fora, em cima, observações, manipulações e
explorar o espaço por meio de embaixo, acima, abaixo, entre e do medidas, usando múltiplas
experiências de lado) e temporais (antes, durante e linguagens (desenho, registro por
deslocamentos de si e dos depois). números ou escrita espontânea),
objetos. em diferentes suportes.

(EI01ET05) Manipular (EI02ET05) Classificar objetos, (EI03ET05) Classificar objetos e


materiais diversos e variados considerando determinado atributo figuras de acordo com suas
para comparar as diferenças (tamanho, peso, cor, forma etc.). semelhanças e diferenças.
e semelhanças entre eles.

(EI01ET06) Vivenciar (EI02ET06) Utilizar conceitos (EI03ET06) Relatar fatos


diferentes ritmos, velocidades básicos de tempo (agora, antes, importantes sobre seu
e fluxos nas interações e durante, depois, ontem, hoje, nascimento e desenvolvimento, a
brincadeiras (em danças, amanhã, lento, rápido, depressa, história dos seus familiares e da
balanços, escorregadores devagar). sua comunidade.
etc.).

(EI02ET07) Contar oralmente (EI03ET07) Relacionar números


objetos, pessoas, livros etc., em às suas respectivas quantidades
contextos diversos. e identificar o antes, o depois e o
entre em uma sequência.

(EI02ET08) Registrar com números (EI03ET08) Expressar medidas


a quantidade de crianças (meninas (peso, altura etc.), construindo
e meninos, presentes e ausentes) e gráficos básicos.
a quantidade de objetos da mesma
natureza (bonecas, bolas, livros
etc.).
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O Ensino Fundamental no contexto da BNCC

O Ensino Fundamental, com nove anos de duração, é a etapa mais longa da Educação Básica,
atendendo estudantes entre 6 e 14 anos. Há, portanto, crianças e adolescentes que, ao longo
desse período, passam por uma série de mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos,
afetivos, sociais, emocionais, entre outros. Como já indicado nas Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Fundamental de Nove Anos (Resolução CNE/CEB nº 7/2010)28, essas mudanças
impõem desafios à elaboração de currículos para essa etapa de escolarização, de modo a superar
as rupturas que ocorrem na passagem não somente entre as etapas da Educação Básica, mas
também entre as duas fases do Ensino Fundamental: Anos Iniciais e Anos Finais.
A BNCC do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, ao valorizar as situações lúdicas de
aprendizagem, aponta para a necessária articulação com as experiências vivenciadas na Educação
Infantil. Tal articulação precisa prever tanto a progressiva sistematização dessas experiências
quanto o desenvolvimento, pelos alunos, de novas formas de relação com o mundo, novas
possibilidades de ler e formular hipóteses sobre os fenômenos, de testá-las, de refutá- -las, de
elaborar conclusões, em uma atitude ativa na construção de conhecimentos.
Ao longo do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, a progressão do conhecimento ocorre pela
consolidação das aprendizagens anteriores e pela ampliação das práticas de linguagem e da
experiência estética e intercultural das crianças, considerando tanto seus interesses e suas
expectativas quanto o que ainda precisam aprender. Ampliam-se a autonomia intelectual, a
compreensão de normas e os interesses pela vida social, o que lhes possibilita lidar com sistemas
mais amplos, que dizem respeito às relações dos sujeitos entre si, com a natureza, com a história,
com a cultura, com as tecnologias e com o ambiente.
Além desses aspectos relativos à aprendizagem e ao desenvolvimento, na elaboração dos
currículos e das propostas pedagógicas devem ainda ser consideradas medidas para assegurar aos
alunos um percurso contínuo de aprendizagens entre as duas fases do Ensino Fundamental, de
modo a promover uma maior integração entre elas.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 29
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 30

EXEMPLO:
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 31

Como estão organizadas as habilidades do ensino


Fundamental na BNCC?
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 32

COMPONENTE CURRICULARES
A BNCC está organizada em torno de 5 áreas de conhecimento: Linguagens, Matemática,
Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino Religioso. Apesar de sua importância, a
Língua Portuguesa é apenas um dos componentes curriculares da área de Linguagem, juntamente
com Artes, Educação Física e Inglês.

Portanto, é importante que a escola entenda que os conteúdos desses componentes curriculares
são, na verdade, ferramentas para o desenvolvimento das competências definidas para a área em
que a disciplina está inserida. Eles não podem ser considerados um fim em si mesmos.

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA

Quando a BNCC fala especificamente do componente curricular Língua Portuguesa, ela propõe
quatro grandes eixos:

 Leitura/escuta;

 Produção (escrita e multissemiótica);

 Oralidade;

 Análise linguística/semiótica (reflexão sobre a língua, normas-padrão e sistema de


escrita).
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 33

Quais são as novidades do BNCC Língua Portuguesa?

A BNCC mantém muitos dos princípios adotados nos Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCNs). Um deles é a centralidade do texto e dos gêneros textuais. Isso quer dizer que o ensino
de português precisa continuar contextualizado, articulado ao uso social da língua. No entanto,
entre as duas décadas que separam os dois documentos (PCN e BNCC), os estudos de linguagens
evoluíram bastante. Da mesma forma, a sociedade também passou por profundas alterações,
sobretudo por conta da ampliação do uso da tecnologia. A BNCC reflete esse avanço, que se
manifesta, principalmente, em dois aspectos: a presença de textos multimodais – popularizados
pela democratização das tecnologias digitais – e as questões de multiculturalismo – uma
demanda política da contemporaneidade.
AS PRINCIPAIS MUDANÇAS

1. As práticas de linguagem se mantêm, mas é inserida a semiótica


Nos PCNs, a disciplina se organizava em três grandes blocos de conteúdo: Língua Oral, Língua
Escrita e Análise e Reflexão sobre a língua. A estrutura proposta pela BNCC se assemelha a essa
organização. No novo documento, as habilidades estão agrupadas em quatro diferentes práticas
de linguagem: Leitura, Produção de Textos, Oralidade e Análise Linguística/Semiótica. A
diferença central refere-se à inserção da análise semiótica. Essa área se refere ao estudo de textos
em múltiplas linguagens, incluindo as digitais: como os memes, os gifs, as produções de youtubers
etc. Outra mudança é que, para cada um dos eixos, a BNCC propõe um quadro que explicita como
se relacionam as práticas de uso e de reflexão. Ou seja: o documento avança na descrição de como
podemos refletir sobre a língua, a fim de nos empoderarmos em seu próprio uso.

2. Os campos de atuação ganham destaque

Uma das maiores mudanças da BNCC para o componente, os Campos de Atuação têm,
praticamente, a mesma importância dos eixos temáticos na organização dos objetivos e
habilidades que devem ser desenvolvidos durante todo o Ensino Fundamental. De forma geral, sua
principal contribuição ao documento é demandar protagonismo dos alunos, mesmo os de anos
iniciais, deixando bem clara a necessidade de contextualizar as práticas de linguagem. Para isso, a
base leva em conta os campos:
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 34

Da vida cotidiana;

Da vida pública;

Das práticas de estudo e pesquisa;

Artístico/literário.

SAIBA MAIS: CAMPOS DE ATUAÇÃO

Os campos de atuação são as áreas de uso da linguagem, na vida cotidiana. Por exemplo: no
campo de atuação artístico-literário, temos o uso da língua voltado à produção e à leitura de
contos, romances, peças de teatro, poemas. Nesse caso, trata-se de gêneros textuais e usos da
linguagem com predominância da atuação artístico-literária. No campo de atuação
jornalístico/midiático, encontramos os textos com outra tônica: a da transmissão de
informações, da comunicação, da intenção de "vender" um produto/ideia etc.

3. As diferentes práticas aparecem mais conectadas

Outro avanço do novo documento é a articulação entre as práticas, a partir do entendimento de


que a língua mobiliza os diferentes saberes. Assim, as habilidades de escrita constantemente
aparecem integradas com práticas linguísticas como as de leitura e as de análise
linguística/semiótica.

4. A gramática volta à cena

Em relação aos PCNs, na Base as questões gramaticais estão mais explicitadas e são indicados os
conteúdos que precisam ser tratados em cada ano. Ainda assim, a proposta é que a gramática seja
compreendida em seu funcionamento e que não seja tratada como um conteúdo em si, de
maneira descontextualizada das práticas sociais. A memorização de regras deve ser substituída
pela compreensão das formas de uso, de acordo com a situação. Em resumo: a ideia é que a
gramática seja discutida junto aos textos,
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 35

5. Diversidade cultural

Além de apontar a importância de se organizar as práticas de sala de aula de acordo com os


eixos temáticos e os campos de atuação, a Base chama a atenção para o cuidado que é preciso ter
ao selecionar conteúdos que expressem a diversidade cultural do nosso país no momento de
planejar cada aula. O que se propõe é a ampliação do repertório dos alunos, a interação com
culturas, línguas e usos linguísticos diversos. A ideia é que os estudantes conheçam e aprendam a
valorizar essas diferenças.

6. Interpretação e sentidos

A Base também amplia, no campo da Análise Linguística e da Semiótica, a interpretação de


textos a partir das imagens, links e demais recursos que os compõem. O documento propõe, por
exemplo, a observação da formatação dos mais diversos textos, inclusive em ambientes digitais, de
modo que o aluno consiga entender que a escolha da diagramação do conteúdo também é
portadora de sentido. Com as fotos, o estudante deve ser capaz de perceber a intencionalidade
que há por trás da imagem, transmitida por informações como o enquadramento, a luz utilizada
etc.

7. Leitura crítica

A BNCC destaca a importância de desenvolver habilidades que se mostram imprescindíveis para


ler e compreender a realidade transformada pelo avanço tecnológico, como é o caso da
necessidade de empreender uma curadoria competente das fontes de informação consultadas, a
fim de saber lidar de forma crítica e responsável com as fake news . Dada a relevância desse
assunto na sociedade atual, a Base sugere trabalhar para capacitar o aluno a fazer uma leitura
crítica e, inclusive, a fazer inferências sobre a veracidade – ou não – dos fatos. É importante que o
aluno questione a origem da informação que chega até ele e que conheça recursos dos quais
pode lançar mão para qualificar esses dados, antes de aceitá-los como referência segura.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 36

8. Uma nova maneira de ler e escrever


O novo documento incorpora ao ensino-aprendizado da língua materna as especificidades da
leitura e da escrita em ambientes digitais. Escrever cartas ou avisos, por exemplo, não é o mesmo
que escrever e-mails ou publicações de Facebook. A produção de um texto, ou mesmo a sua
leitura, em um ambiente digital, envolve sempre a dimensão do hipertexto. Além disso, os textos
digitais podem recorrer, tanto em sua composição quanto nos links que apresentem, a conteúdos
dos mais diferentes tipos, incluindo áudios, vídeos, imagens etc., que ajudam a atribuir significado
à mensagem. A Base não só considera esse potencial multissemiótico ou multimodal dos textos,
como estimula seu estudo e produção, em classe.
9. Práticas de oralidade: objetivos definidos

Nos PCNs, havia apenas a indicação de se abordar a linguagem oral no âmbito do uso. A BNCC
amplia e aprofunda esse enfoque, explicitando a cada ano o que deve ser trabalhado, de acordo
com as práticas dos diferentes campos de atuação ou esferas sociais em que os alunos estão
inseridos.

10-Liberdade na definição dos procedimentos didáticos

Nos PCNs, para cada eixo temático da área de Língua Portuguesa, havia um bloco de conteúdo
chamado de Tratamento didático, onde eram explicitados alguns procedimentos para implementar
em classe a teoria contida no documento. Na Base, esse tipo de direcionamento não existe,
porque há um entendimento de que as redes e escolas precisam ter autonomia para utilizar as
metodologias que considerarem mais apropriadas ao seu público, considerando a realidade local e
regional, entre outros parâmetros importantes.

11-A ALFABETIZAÇÃO NA BNCC-PRINCIPAIS PONTOS

 Alfabetização deve ocorrer em dois anos com o 2º ano \3º ANO + ORTOGRAFIZAÇÃO
 Foco principal da ação pedagógica na alfabetização são as especificidades da apropriação do
sistema alfabético de escrita .
 Linguagem é a forma de interação e o estabelecimento da centralidade nos textos.
 O documento da BNCC mescla na Alfabetização a perspectiva construtivista e a consciência
fonológica.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 37

FIQUE ATENTO!
A BNCC reconhece a especificidade da alfabetização e propõe a mescla de duas linhas de ensino:
a primeira indica para a centralidade do texto e para o trabalho com as práticas sociais de leitura
e escrita, a segunda soma a isso o planejamento de atividades que permitam aos alunos refletir
sobre o sistema de escrita alfabética (estudar, por exemplo, as relações entre sons e letras e
investigar com quantas e quais letras se escreve uma palavra, e onde elas devem estar
posicionadas ou como se organizam as sílabas).
Ao assumir essa postura, o documento considera as contribuições da perspectiva construtivista,
principalmente os estudos sobre os processos pelos quais as crianças passam para se apropriar da
escrita. Mas também aponta ser preciso um trabalho com a consciência fonológica e com
conhecimento das letras para ajudar a criança a evoluir em suas hipóteses de escrita.
Essa opção pela alfabetização explícita gerou muitas discussões e resistência entre os especialistas
durante a elaboração da BNCC, mas prevaleceu o entendimento de que as crianças aprendem de
diferentes maneiras e esta pode ser uma alternativa para a parcela que não tem sido alfabetizada
apenas pelas propostas das diretrizes anteriores. Indicar a inclusão de atividades específicas
sobre notação alfabética não significa desprezar a imersão no texto e sua função social nem
estabelecer uma ordem de prioridade entre os dois trabalhos. Até porque não basta dominar o
sistema de escrita para estar alfabetizado. É preciso também ser capaz de ler e escrever textos de
diversos gêneros. Um processo que o próprio documento indica ter continuidade a partir do 3º
ano, quando a ênfase é na ortografização.
Vale frisar que, ao contrário dos PCNs, que ofereciam ao professor orientações didáticas e
elementos para a avaliação, a Base não trata dessas partes.
ATENÇÃO!!!!!!!
O documento se concentra na proposição das competências e habilidades essenciais que todos
os alunos devem desenvolver a cada ano e etapa da Educação Básica, ou seja, o foco está em “o
que ensinar”. A construção do “como ensinar” virá nos currículos, cuja revisão está a cargo de
redes, escolas e docentes.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 38

HIPÓTESES DE ESCRITA

HIPÓTESES DE ESCRITA
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 39

EXEMPLOS DE COMO AS HABILIDADES EM LÍNGUA PORTUGUESA SE APRESENTAM


CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 40
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 41

COMPONENTE CURRICULAR: MATEMÁTICA

Em relação às habilidades de Matemática: muitos conteúdos foram reorganizados e alguns novos


foram inseridos dentro do proposto pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Álgebra e
Probabilidade e Estatística passam a fazer parte do cotidiano do Fundamental 1 e habilidades
relacionadas a tecnologia, robótica e programação figuram no currículo. Apesar das alterações, o
documento não propõe uma ruptura com a visão sobre a disciplina adotada desde os Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCNs): uso da documento que durante anos serviu de referência para as
escolas brasileiras. Ao delimitar as competências específicas da disciplina, que indicam como as
competências gerais da Base devem ser expressas naquele componente, a Matemática é
conceituada como “ciência humana, fruto das necessidades e preocupações de diferentes culturas,
em diferentes momentos históricos” e, ainda, “uma ciência viva, que contribui para solucionar
problemas científicos e tecnológicos e para alicerçar descobertas e construções”. A Base foca no
que o aluno precisa desenvolver, para que o conhecimento matemático seja uma ferramenta para
ler, compreender e transformar a realidade.

Atenção aos principais pontos

1-REORGANIZAÇÃO DE CONTEÚDOS Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, além das


unidades Números, Geometria e Grandezas e Medidas, aparecem duas novas: Álgebra e
Probabilidade e Estatística. Antes, os conteúdos relacionados a essas unidades só apareciam nos
anos finais do segmento. Não se trata de um “adiantamento” do conteúdo, mas de trabalhar
desde o início do Fundamental um modo de pensar que será utilizado mais tarde, quando
conteúdos como Equações – típico da álgebra – ou cálculos de probabilidade entrarem em cena.

2-MAIS REFLEXÃO, MENOS MEMORIZAÇÃO Os verbos selecionados para descrever objetivos e


habilidades já dão mostras do que mudou. Nos PCNs, era comum encontrar palavras como
“reconhecer”, “identificar” e “utilizar” (para o trabalho com ferramentas e procedimentos de
cálculo). Na Base, elas deram lugar a ações como “interpretar”, “classificar”, “comparar” e
“resolver”. O novo texto deixa mais claro o propósito de levar o aluno a pensar a partir das
informações recebidas, de analisá-las e de responder com uma postura ativa.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 42

3- PROGRESSÃO QUE FAVORECE A APRENDIZAGEM Outra mudança importante é a forma


como os objetos de conhecimento são tratados a cada ano. Houve a preocupação de tornar a
progressão a mais natural possível, levando em conta a complexidade dos temas (do mais simples
ao mais complexo), as possíveis conexões entre conceitos matemáticos e o tempo de
aprendizagem do aluno. Há, ainda, a ideia de que um conceito pode levar mais de um ano para
ser aprendido. Assim, um mesmo conteúdo aparece em diversos anos, mas as expectativas de
aprendizagem aumentam a cada nova etapa, bem como as habilidades que se espera desenvolver
a partir do conhecimento construído em sala de aula.

VIVÊNCIA EM PESQUISA A questão da pesquisa estruturada em etapas é algo a que a BNCC dá


ênfase, em especial no que diz respeito ao trabalho com procedimentos estatísticos. A Base deixa
evidente a necessidade de se aprender estatística simulando pesquisas e passando pelas etapas de
investigação e coleta, organização e tratamento de dados, até chegar a um resultado que precisará
ser representado e comunicado ao público de interesse. Além disso, o texto considera que
experimentar a pesquisa é essencial na formação do cidadão crítico, que lê e interpreta
diariamente dados estatísticos nas mais diferentes mídias.

5-TECNOLOGIA A SERVIÇO DA APRENDIZAGEM A tecnologia é considerada um elemento


importante em todas as áreas do conhecimento. E as tecnologias digitais, em especial, são
situadas como importantes ferramentas na modelagem e resolução de problemas matemáticos. A
principal mudança está no reconhecimento de que elas não são um elemento separado da
Matemática. A Base reconhece que campos como a programação e a robótica são cada vez mais
presentes no convívio social e na vida profissional, e por isso busca aproximá-los da disciplina.
Entre os vários exemplos dessa tentativa está o estudo de fluxogramas no Ensino Fundamental 2,
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 43

tanto na Geometria quanto em Números. É uma linguagem nova, da qual professores terão que se
apropriar, antes de inserir o tema em aula..EX abaixo: programa Scratch que se utiliza de cálculos
matemáticos para a criação de games. Ótima ferramenta tecnológica para as aulas de matemática
desde o Ensino Fundamental 1.

6-EDUCAÇÃO FINANCEIRA O tema ganhou maior destaque, além de um enfoque diferente. Sai a
matemática financeira pura e entra a preocupação em formar cidadãos mais capazes de tomar
boas decisões quando o assunto é dinheiro – tanto na vida pessoal quanto no convívio social. Para
isso, a Base propõe situações do cotidiano do estudante como pano de fundo. É importante que o
professor de Matemática promova um estudo no contexto da educação financeira tanto na
dimensão espacial (impactos das ações e decisões financeiras sobre um contexto social específico)
como na dimensão temporal (como as decisões tomadas no presente podem afetar o futuro).
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 44

AS UNIDADES TEMÁTICAS NA BNCC DE MATEMÁTICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL


1(EF1).
UNIDADE TEMÁTICA: NÚMEROS

UNIDADE TEMÁTICA: ÁLGEBRA

Testes
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR\EDUCAÇÃO INFANTIL
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 45

UNIDADE TEMÁTICA: GEOMETRIA

UNIDADE TEMÁTICA- GRANDEZAS E MEDIDAS

padronizadas usuais e sabendo identificar quando a situação exige esse procedimento.


CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 46

UNIDADE TEMÁTICA- PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA.

// PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA

Nessa unidade, o principal objetivo é aprender a coletar, organizar, representar, interpretar,


analisar dados nos mais variados contextos e tomar decisões a partir deles. Os conteúdos também
devem capacitar o aluno para utilizar os conceitos estatísticos na compreensão e na comunicação
de fenômenos da realidade.
NO EF1
• O campo aparece primeiro na noção de aleatoriedade e de possibilidade. A ideia é que os alunos
compreendam o que é a probabilidade de ocorrência de um determinado evento, em um contexto
específico.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 47

Quadro de unidades temáticas e habilidades BNCC


Componente curricular: Matemática
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 48
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 49

COMPONENTE CURRICULAR: HISTÓRIA

O ensino de História alinhado à BNCC contempla dois pontos importantes: que os alunos
possam aprender a relacionar o que aconteceu no passado com o presente, e que possam
desenvolver uma visão crítica dos fatos. De acordo com a Base, é preciso “transformar a história
em ferramenta a serviço de um discernimento maior sobre as experiências humanas e das
sociedades em que se vive”. Sendo assim, os alunos não devem apenas aprender sobre os fatos de
maneira distante ou fora de contexto a outros fenômenos e, principalmente, do próprio presente.
A Base consagra um modelo de ensino mais próximo do que é realizado de fato pela maioria
dos professores de História, sendo, portanto, muito mais realista e coerente. A maior mudança
apontada está no papel do aluno no processo de aprendizagem: todos precisam aprender a
pensar historicamente.
Com a Base, ganha relevância a necessidade de traçar paralelos entre os fatos históricos e a
realidade. O que o texto da Base pode nos ajudar a pensar é que a História que os alunos e alunas
estudam na escola deve fazer sentido a partir de questões que são colocadas no presente.
Dessa forma, os conteúdos devem ser ensinados não “por que estão no livro”, mas por que fazem
sentido a partir de questões do presente.
PRINCIPAIS PONTOS BNCC E O ENSINO DE HISTÓRIA

Postura ativa dos alunos ganha mais ênfase


Para desenvolver uma leitura crítica da História, o conhecimento deveria ser construído em cinco
etapas:
 Identificação: a partir de perguntas, o aluno deve ser capaz de reconhecer a questão ou o
objeto a ser estudado.
 Comparação: propõe que o aluno amplie seus conhecimentos ao traçar relações entre os
fatos histórico.
 Contextualização: aluno deve identificar o momento em que uma circunstância histórica é
analisada e as condições específicas daquela realidade.
 Interpretação: todos devem ser capazes de levantar hipóteses e desenvolver argumentos
acerca de fatos históricos de maneira a estimular o posicionamento crítico
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 50

 Análise: espera-se incentivar que o aluno problematize e perceba que toda a história é
contada a partir de uma determinada e que a partir disso crie hipóteses para entender as pressões,
restrições e ideologias que moldam os fatos históricos.

 BNCC reforça importância do pensamento crítico


A Base reforça a importância que o professor estimule o debate e a postura crítica dos alunos para
construir um pensamento histórico, ou seja, que eles problematizem o presente e o passado a
partir do que aprenderam em sala de aula.
EX: TRABALHO COM AS OBRAS DE DEBRET-1831-Nesta obra Debret retratou o cotidiano em
uma casa de donos de escravos na época da escravidão.

Releitura da obra-2016-Jornal Le Monde- França


O que muda? Há semelhanças ou diferenças?
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 51

Várias fontes devem ser apresentadas para a construção do


aprendizagem

Apresentar múltiplas fontes em sala de aula é essencial para que os alunos tomem contato e
possam interpretar as informações sem depender do posicionamento do professor.
Além de apresentar o passado em uma única e certa narrativa, que pode ser ilustrada por meio
de documentos, é possível conduzir o aluno além. Trata-se de fazer as crianças e os jovens
refletirem sobre as explicações apresentadas em sala de aula, como elas foram elaboradas, se
entram em divergência e de que forma essas contradições são superadas.
Hoje, a produção didática incorpora ao livro escolar um conjunto valioso de documentos escritos
e não escritos (inclusive com conteúdos digitais), além de textos de historiadores. “Existem alguns
livros que trabalham com propostas de projetos de investigação e trazem conjuntos de
documentos diversos organizados em dossiês temáticos
FONTES DIGITAIS Novas tecnologias trouxeram mais acesso aos acervos documentais. Houve
um dilúvio de informações e uma explosão do número de sites. Obviamente, isso obriga o
professor a adotar cuidados na filtragem e seleção dos sites que apresenta aos alunos. Os mais
recomendados são os ligados a instituições públicas, como universidades, grupos de pesquisa,

Quadro de unidades temáticas e habilidades BNCC 1º ano história


CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 52

COMPONENTE CURRICULAR: CIÊNCIAS


Ao estudar a BNCC de Ciências, percebe-se que há novos nomes para os eixos temáticos que
organizam os conteúdos do componente curricular. Mas a mudança vai além da nomenclatura. O
documento deixa mais clara a proposta de progressão da aprendizagem, com as habilidades
sendo desenvolvidas ano a ano, com grau crescente de complexidade em todo o Ensino
Fundamental.
Em termos conceituais, muitos dos pressupostos que existiam nos Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCNs) foram mantidos, mas com ênfase e detalhamento diferentes.
O objetivo principal é proporcionar aos alunos o contato com processos, práticas e
procedimentos da investigação científica para que eles sejam capazes de intervir na
sociedade.
Neste percurso, as vivências e interesses dos estudantes sobre o mundo natural e tecnológico
devem ser valorizados.
Na BNCC, a organização se dá em três unidades temáticas:
Matéria e Energia

Vida e Evolução

Terra e Universo
O ensino de ciências alinhado à Base será feito em torno de três unidades temáticas que se
repetem ano a ano. Cada uma é estruturada em um conjunto de habilidades cuja complexidade
cresce progressivamente ao longo do tempo. Essa opção resultou, por exemplo, em uma
distribuição mais equilibrada entre conteúdos tradicionais do componente curricular. Antes, o foco
em Biologia era maior, com Física e Química sendo abordadas, com maior frequência, apenas nos
anos finais do Fundamental. Agora essas áreas das Ciências estão distribuídas nas unidades
temáticas e são trabalhadas em todos os anos da escolaridade. A seguir, entenda o que é
esperado que os alunos desenvolvam.
O documento propõe uma mudança de paradigma, com um trabalho em espiral, em que os
eixos se repetem a cada ano, com a indicação de uma progressão da aprendizagem no conjunto
de habilidades propostas. O objetivo é facilitar a compreensão, com os conceitos sendo
construídos gradativamente, com complexidade maior ano a ano, conforme avança o
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 53

desenvolvimento e a maturidade dos alunos. Assim, o estudante, que antes tinha contato com
conteúdos que agora compõem a unidade temática Matéria e Energia apenas no 5º ano – para
depois voltar a estudá-los somente no 9º ano –, agora aprende as noções mais básicas da área
desde os primeiros anos do Fundamental. A expectativa é de que, dessa maneira, quando as
fórmulas e cálculos forem apresentados, no Fundamental 2, ele já esteja familiarizado com o
fundamento desses conteúdos. O mesmo ocorre com os demais eixos.

Pontos principais BNCC CIÊNCIAS


 A concepção do estudo de Ciências como um conhecimento que fornece elementos para a
compreensão do mundo e de suas transformações;
 A percepção de que o componente colabora para o aluno entender a importância de cuidar e
respeitar o próprio corpo, bem como o dos outros, considerando a saúde como um valor pessoal
e social;
 O pressuposto de que as ideias e vivências prévias dos estudantes são importantes no processo de
aprendizagem;
 A ênfase na necessidade de crianças e jovens entenderem a dimensão ética das Ciências, o que
inclui avaliar e debater o impacto das ações do homem na natureza.

Unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades ciências


BNCC.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 54

COMPONENTE CURRICULAR: GEOGRAFIA

Com a BNCC, a Geografia é incorporada desde os anos iniciais do Ensino Fundamental, uma
mudança estrutural importante da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Na nova abordagem
proposta pelo documento, a ênfase recai sobre o pensamento espacial e o raciocínio geográfico.
Para se aproximar dos objetivos de aprendizagem, o professor também precisa se apropriar de
conteúdos procedimentais.
A BNCC traz novas dimensões para a realização dessa leitura de mundo. Ou seja, antes, o estudo
do componente estava mais pautado na leitura, na interpretação da paisagem e em um aluno
mapeador consciente. Agora, volta-se mais para estimular um pensamento espacial, atrelado ao
raciocínio geográfico.
A principal mudança trazida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no Ensino Fundamental
é a ênfase na aplicação do raciocínio geográfico. O que é esse conceito?

raciocínio geográfico significa entender o mundo, a vida e o


cotidiano.
Para desenvolver esta forma de pensar o espaço, a BNCC apresenta alguns recursos que podem
ser utilizados em sala de aula. Veja:
ANALOGIA
Os acontecimentos e os fenômenos nunca ocorrem da mesma maneira em dois ou mais lugares.
Há, sim, características comuns, por exemplo, que definem o que é um terremoto em qualquer
lugar do mundo. Mas as consequências em cada lugar são diferentes devido às características de
cada local. A disposição da construção de prédios, número de pessoas, mecanismos de proteção
diverso e condições geológicas próprias influenciam o que acontecerá.
DIFERENCIAÇÃO
É um princípio ligado à analogia. ajuda a entender, principalmente, as peculiaridades de cada
região. Retomando o exemplo citado acima, é o raciocínio que leva a questionamentos como: por
que o clima em uma região é de um jeito e em outra, de diferente? Nesse caso, são características
locais que atuam. As regiões se diferenciam no conjunto de características locais.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 55

CONEXÃO
Podemos citar aspectos naturais que estão conectados: o desmatamento de uma área, por
exemplo, pode afetar o assoreamento de rios, interferir no microclima regional e até provocar
mudanças na fauna
DISTRIBUIÇÃO
Distribuição está relacionada às características naturais e de ocupação do espaço, um princípio de
raciocínio que o estudante deve apropriar-se, para ler e entender o mundo de forma mais
ampliada. Traz questões como: o que existe em cada lugar? Onde estão as cidades? Onde se
localizam as infraestruturas, como as torres de internet? Por onde passam as estradas? Onde há
serras, rios e solos férteis? Essas e outras perguntas ligadas a esse princípio são importantes para
ajudar a definir o espaço.
EXTENSÃO
O princípio deve levar o estudante a pensar sobre o espaço, sob uma outra perspectiva. Nessa
análise, cabem questionamentos como: um fenômeno ocorre de onde até onde? Onde começa e
onde termina? Qual é o tamanho de um município? Qual é a extensão territorial de uma enchente?
Até onde chega uma floresta? Quantos hectares tem um latifúndio e quantos hectares tem uma
pequena propriedade camponesa?
LOCALIZAÇÃO
Como o próprio nome indica, está relacionado à noção de identificação no espaço de cada objeto
territorial. Nesse aspecto, vale diferenciar com os estudantes o lugar de local. O local é o
referenciamento objetivo, feito pelas coordenadas geográficas, ao qual esse princípio se refere. Já
o lugar se estabelece pelas relações sociais que ali se firmam. É determinado pela identidade, pela
afetividade e pelo sentimento de pertencimento.
ORDEM
Trata-se de um olhar sobre o ordenamento territorial, que se relaciona com os usos do território.
Para que os estudantes coloquem em prática esse princípio, é preciso conduzi-los a uma análise
sobre decisões política e de planejamento territorial, que implicam na passagem de uma
determinada estrada por uma localidade específica e não por outra. O princípio também está
relacionado aos fins políticos que influenciam obras e construções e que estimulam migrações.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 56

Os dois conceitos : pensamento espacial e raciocínio geográfico, perpassam as cinco unidades


temáticas que estruturam o componente. Essas cinco unidades também são subdivididas em
objetos de conhecimento e habilidades (objetivos de aprendizagem). Elas permeiam toda a Base e
são organizadas em uma construção progressiva dos conhecimentos geográficos, trabalhando os
objetivos e conteúdos a partir de diferentes linguagens.
As cinco unidas temáticas são:

O sujeito e seu lugar no mundo- focalizam-se as noções de pertencimento e identidade. No

Ensino Fundamental – Anos Iniciais, busca-se ampliar as experiências com o espaço e o tempo
vivenciadas pelas crianças em jogos e brincadeiras na Educação Infantil, por meio do
aprofundamento de seu conhecimento sobre si mesmas e de sua comunidade, valorizando-se os
contextos mais próximos da vida cotidiana. Espera-se que as crianças percebam e compreendam a
dinâmica de suas relações sociais e étnico-raciais, identificando-se com a sua comunidade e
respeitando os diferentes contextos socioculturais. Ao tratar do conceito de espaço, estimula-se o
desenvolvimento das relações espaciais topológicas, projetivas e euclidianas, além do raciocínio
geográfico, importantes para o processo de alfabetização cartográfica e a aprendizagem com as
várias linguagens (formas de representação e pensamento espacial)

Conexões e escalas -a atenção está na articulação de diferentes espaços e escalas de análise,

possibilitando que os alunos compreendam as relações existentes entre fatos nos níveis local e
global. Portanto, no decorrer do Ensino Fundamental, os alunos precisam compreender as
interações multiescalares existentes entre sua vida familiar, seus grupos e espaços de convivência e
as interações espaciais mais complexas. A conexão é um princípio da Geografia que estimula a
compreensão do que ocorre entre os componentes da sociedade e do meio físico natural. Ela
também analisa o que ocorre entre quaisquer elementos que constituem um conjunto na
superfície terrestre e que explicam um lugar na sua totalidade. Conexões e escalas explicam os
arranjos das paisagens, a localização e a distribuição de diferentes fenômenos e objetos técnicos,
por exemplo.

Mundo do trabalho-abordam-se, no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, os processos e as

técnicas construtivas e o uso de diferentes materiais produzidos pelas sociedades em diversos


tempos. São igualmente abordadas as características das inúmeras atividades e suas funções
socioeconômicas nos setores da economia e os processos produtivos agroindustriais, expressos
em distintas cadeias produtivas.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 57

Formas de representação e pensamento espacial- além da ampliação gradativa da


concepção do que é um mapa e de outras formas de representação gráfica, são reunidas
aprendizagens que envolvem o raciocínio geográfico. Espera- se que, no decorrer do Ensino
Fundamental, os alunos tenham domínio da leitura e elaboração de mapas e gráficos, iniciando- -
se na alfabetização cartográfica. Fotografias, mapas, esquemas, desenhos, imagens de satélites,
audiovisuais, gráficos, entre outras alternativas, são frequentemente utilizados no componente
curricular. Quanto mais diversificado for o trabalho com linguagens, maior o repertório construído
pelos alunos, ampliando a produção de sentidos na leitura de mundo. Compreender as
particularidades de cada linguagem, em suas potencialidades e em suas limitações, conduz ao
reconhecimento dos produtos dessas linguagens não como verdades, mas como possibilidades.

Natureza, ambientes e qualidade de vida- busca-se a unidade da geografia, articulando


geografia física e geografia humana, com destaque para a discussão dos processos físico-naturais
do planeta Terra. No Ensino Fundamental – Anos Iniciais, destacam-se as noções relativas à
percepção do meio físico natural e de seus recursos. Com isso, os alunos podem reconhecer de
que forma as diferentes comunidades transformam a natureza, tanto em relação às inúmeras
possibilidades de uso ao transformá-la em recursos quanto aos impactos socioambientais delas
provenientes.
Cinco unidades temáticas norteiam o ensino de Geografia segundo a Base Nacional Comum
Curricular. Esses temas foram estruturados para possibilitar que o ensino do componente não seja
apenas baseado na transmissão de informações ao aluno. Todos os estudantes do Ensino
Fundamental devem ser incentivados a ampliar suas visões de mundo e a compreenderem de
maneira crítica as relações que compõem a realidade.
A ideia que está por trás da Base é a de que os estudantes se desenvolvem aprendendo a olhar
o espaço por onde passam e vivem, captando informações diversas por meio das paisagens e dos
lugares em que transitam. Os estudos de solo, de relevo, de vegetação e de clima são importantes
para entender o espaço geográfico e as formas de organização da vida. Mas é fundamental que o
estudante compreenda que o espaço geográfico é constituído e configurado pelas relações entre
a humanidade e a natureza, algo que a aplicação dos princípios geográficos vai facilitar
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 58
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 59

COMPONENTE CURRICULAR: ENSINO RELIGIOSO

O Superior Tribunal Federal em 27 de setembro de 2017, por 6 votos a 5 julgou o Ensino


Religioso de Caráter Confessional como componente curricular das escolas públicas de ensino
fundamental. O Ensino Religioso está previsto na Constituição Federal no Artigo. 210, § 1 e na Lei
de Diretrizes e Bases da Educação 9.394/96 em seu Artigo 33.
O Ensino Religioso (ER) também foi assegurado na BNCC (Base Nacional Curricular Comum)
aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), como a referência para a formulação dos
currículos dos sistemas e das redes escolares estaduais e municipais e das propostas pedagógicas
das instituições escolares. Obedecendo o que determina a Constituição, o ER será de oferta
obrigatória, no horário normal de aula, mas opcional para o aluno.
Na BNCC o ER é apresentado e está definido como uma das cinco áreas do conhecimento. Ao
longo dos nove anos do Ensino Fundamental, cada área do conhecimento tem suas competências
específicas que estão em consonância com as 10 Competências Gerais:
Cabe ao Ensino Religioso tratar os conhecimentos religiosos a partir de pressupostos éticos e
científicos, sem privilégio de nenhuma crença ou convicção. Isso implica abordar esses
conhecimentos com base nas diversas culturas e tradições religiosas, sem desconsiderar a
existência de filosofias seculares de vida.
A BNCC considera os marcos normativos e, em conformidade com as competências gerais
estabelecidas, o ER deve atender os seguintes objetivos:
a) Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a partir das
manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos;
b) Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de crença, no constante
propósito de promoção dos direitos humanos;
c) Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre perspectivas
religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de concepções e o pluralismo de
ideias, de acordo com a Constituição Federal;
d) Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a partir de valores,
princípios éticos e da cidadania.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 60

ENSINO RELIGIOSO E UNIDADES TEMÁTICAS


A BNCC na Unidade Temática Manifestações Religiosas quer proporcionar o conhecimento e a
valorização e acolhida da singularidade e diversidade que envolve a condição humana por meio da
identificação e do respeito às semelhanças e diferenças e da compreensão dos símbolos e
significados e da relação entre imanência e transcendência.

Unidades temáticas
Unidade temática Identidades e alteridades, a ser abordada ao longo de todo o Ensino
Fundamental, especialmente nos anos iniciais. Nessa unidade pretende-se que os estudantes
reconheçam, valorizem e acolham o caráter singular e diverso do ser humano, por meio da
identificação e do respeito às semelhanças e diferenças entre o eu (subjetividade) e os outros
(alteridades), da compreensão dos símbolos e significados e da relação entre imanência e
transcendência.
Unidade temática Manifestações religiosas,-em que se pretende proporcionar o conhecimento,
a valorização e o respeito às distintas experiências e manifestações religiosas, e a compreensão
das relações estabelecidas entre as lideranças e denominações religiosas e as distintas esferas
sociais.
Na unidade temática Crenças religiosas e filosofias de vida- são tratados aspectos
estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, particularmente
sobre mitos, ideia(s) de divindade(s), crenças e doutrinas religiosas, tradições orais e escritas, ideias
de imortalidade, princípios e valores éticos.
DÚVIDAS
1. O Ensino Religioso é obrigatório?
A obrigatoriedade não é alterada. Continua valendo o estabelecido pela Constituição e pela Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB): as redes devem oferecer a disciplina, mas as
famílias podem optar por matricular ou não as crianças. O STF também determinou que as aulas
podem ter caráter confessional - trabalhar as doutrinas de uma religião e serem ministradas por
um líder religioso.
2. A BNCC proíbe o ensino confessional?
As habilidades descritas pelo documento não enfatizam uma religião. Pelo contrário, todas as
competências específicas da área se direcionam para estimular a convivência e o respeito entre
diferentes tradições religiosas. Mas, como em todas as disciplinas, a BNCC define apenas parte do
planejamento. As horas restantes podem ser complementadas - de acordo com cada rede e escola
- com conteúdos ligados a uma ou a várias religiões
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 61

3- O que ainda pode mudar?


A resolução do STF precisa ainda ser publicada: um acórdão - documento que registra a decisão
final - deve sair nos próximos meses. Com base nesse texto, as redes de ensino decidirão como
encaminhar a questão. Uma possibilidade é adotar o ensino não confessional. Outro caminho é
prever o ensino das religiões das famílias. O desafio, nesse caso, é garantir uma oferta que
contemple a diversidade de religiões.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 62

COMPONENTE CURRICULAR: ARTE


A Base Nacional Comum torna os alunos os protagonistas do processo no ensino de Arte. No
dia a dia, eles podem não só ajudar a definir os temas a serem tratados, mas devem sentirem-se
mais livres para criar, dando vazão à sensibilidade de maneira mais plena, com a observação e
incentivo do professor.
Em relação aos Parâmetros Curriculares Nacionais, a BNCC amplia as possibilidades de
experiências com a Arte. Os PCNs trouxeram uma reflexão importante sobre o significado da Arte
na educação e foram responsáveis pelo reconhecimento da Dança, da Música e do Teatro como
linguagens que têm sua própria gama de conhecimentos específicos. A BNCC vai além, e sugere
caminhos para ampliar o acesso dos alunos a experiências estéticas nas aulas de Artes, colocando
todas as crianças e jovens como protagonistas, que podem expressar seus sentimentos e sua
criatividade por meio do processo artístico.
As unidades temáticas para a BNCC de Arte

No Ensino Fundamental, o componente continua centrado nas linguagens das Artes Visuais, da
Dança, da Música e do Teatro. Além dessas, uma última unidade temática, chamada de Artes
integradas, foi incorporada à Base.
Artes visuais
A ideia é que os alunos conheçam culturas visuais diversas e experimentem inúmeras
possibilidades de criar e se expressar visualmente explorando as transformações dos materiais,
recursos tecnológicos e apropriando-se da cultura cotidiana.

Dança
Nesta unidade temática, a proposta é que os alunos articulem processos cognitivos e envolvam-
se em investigações e produções artísticas da dança, centrando-se no que acontece no corpo,
discutindo e dando significado às relações entre corporeidade e produção estética. Pretende-se
também repensar estereótipos como corpo versus mente, popular versus erudito, teoria versus
prática, favorecendo um conjunto híbrido e dinâmico de práticas.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 63

Música
Aqui, o foco é o estudo da música, tanto em sua perspectiva sensível e subjetiva — na percepção
e experimentação de sons e ritmos, por exemplo —, quanto como fio condutor de diversas
interações sociais, circunscritas culturamente, como uma forma de participar crítica e ativamente
da sociedade, por exemplo.
Teatro

A unidade prevê a vivência de jogos, improvisações e encenações, que possibilitem a troca de


experiências entre alunos e permitam aprimorar a percepção estética, a imaginação, a consciência
corporal, a intuição, a memória, a reflexão e a emocão.

Artes Integradas
As Artes integradas são uma novidade da BNCC. A ideia é que os alunos explorem as relações
entre as diferentes linguagens e suas práticas, permitindo que em uma mesma proposta as
corporalidades, visualidades, musicalidades, espacialidades e teatralidades estejam presentes de
maneira concomitante. Além de articular as diferentes linguagens e suas práticas, possibilita
também o uso das novas tecnologias de informação e comunicação.

IMPORTANTE:

A proposta da BNCC é romper com uma linha de planejamento muito comum nas escolas: pedir
para que os alunos produzam a partir de um tema proposto pelo professor e para que, depois,
façam uma exposição para os pais e para a comunidade.

A Base propõe que os alunos assumam papel de protagonistas e que possam não só ajudar a
definir os temas a serem tratados, mas sentirem-se mais livres para criar, dando vazão à
sensibilidade de maneira mais plena.

Atenção:Tão importante quanto contemplar todas as unidades temáticas (Artes visuais, Música,
Dança, teatro, artes integradas -de maneira integrada e até simultânea — é articular esses
saberes com as seis dimensões do conhecimento propostas pela Base:
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 64

Criação
Prevê a produção artística, individual ou coletiva, como uma maneira de expressar sentimentos,
ideias, desejos e representações.
Crítica
Contempla o estudo e a pesquisa de diversas experiências e manifestações artísticas, de modo a
permitir a articulação e a formação de um pensamento próprio acerca de aspectos estéticos,
políticos, históricos, filosóficos, sociais, econômicos e culturais relacionados a elas.

Estesia
Articula a sensibilidade e a percepção da Arte como uma forma de conhecer a si mesmo, o outro e
o mundo. Traz o corpo como protagonista da experiência com a Arte, em sua totalidade, incluindo
as emoções.
Expressão
Está ligada às oportunidades de exteriorizar criações subjetivas por meio de procedimentos
artísticos, individual e coletivamente. Prevê experiências com elementos constitutivos de cada
linguagem, seus vocabulários específicos e suas materialidades.

Fruição
Diz respeito à oportunidade de se sensibilizar ao participar de práticas artísticas e culturais das
mais diversas épocas, lugares e grupos sociais. Essas experiências podem gerar prazer,
estranhamento, entre outras tantas sensações.
Reflexão
Refere-se ao processo de construir um posicionamento sobre experiências e processos criativos,
artísticos e culturais. Requer o desenvolvimento de habilidades para análise e interpretação das
manifestações artísticas e culturais.
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COMPONENTE CURRICULAR: EDUCAÇÃO FÍSICA

Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental, a grande mudança da


Educação Física é a entrada do componente na área de Linguagem e tratado no âmbito da
cultura. Assim, além dos próprios movimentos a serem trabalhados em uma determinada prática,
as expressões culturais também passam a ser objeto de conhecimento da Educação Física. Ao
estudar o balé, por exemplo, os alunos podem vivenciar a dança mas, também, problematizar a
questão de gênero que envolve a prática, desconstruindo visões preconceituosas. Também é
possível usar o tema danças, nessa perspectiva, para falar de diversidade.
A BNCC categoriza as práticas corporais em seis unidades temáticas que aparecem ao longo de
todo Ensino Fundamental. Segundo a Base, é fundamental que os alunos tenham contato com o
maior número possível de práticas e que todos estejam preparados para acolher a diversidade que
representam. A partir dessas experiências, os alunos podem ressignificar a própria cultura. Outro
aspecto importante é que os estudantes pensem sobre os valores inerentes às práticas e que
possam desenvolver habilidades socioemocionais ao vivenciá-las.

As Seis unidades temáticas propostas pela Base


A Base enfatiza que é fundamental que os alunos tenham contato com o maior número possível
de práticas e que todos estejam preparados para acolher a diversidade que representam.
1-BRINCADEIRAS E JOGOS
O que prevê: reúne as atividades organizadas pelas crianças, que acontecem muitas vezes de
forma voluntária, com regras específicas e um contrato coletivo – em que todos assumem a
responsabilidade de seguir o que foi acordado previamente. Os modos de brincar e jogar, no
entanto, podem mudar em razão dos deslocamentos ocorridos no tempo e no espaço.
Práticas que podem ser tematizadas: bolinhas de gude, amarelinha, elástico, taco, queimadas,
pega-pegas etc.
O que o aluno deve aprender: O esperado é que o aluno entenda a importância das brincadeiras
e jogos para as culturas humanas, que valorize as atividades lúdicas como um verdadeiro
patrimônio da humanidade. Nas vivências proporcionadas, ele deverá ter a oportunidade de
conhecer diversas expressões de jogos e brincadeiras regionais, nacionais e do mundo,
valorizando e respeitando as diferenças entre as diversas práticas.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 66

Anos do Ensino Fundamental: do 1º ao 7º

2-ESPORTES

O que prevê: está relacionada às práticas corporais mais institucionalizadas, caracterizadas pela
presença de regras formais e pelas comparações de desempenho entre indivíduos ou grupos que
competem entre si.
Práticas que podem ser tematizadas: vôlei, basquete, futebol, arco e flecha, beisebol, críquete,
rúgbi, tênis, squash, entre outros.
O que o aluno deve aprender: ao final do Ensino Fundamental, o aluno deve estar preparado
para identificar e caracterizar os esportes estudados, reconhecendo seus elementos comuns e suas
transformações históricas. O respeito às regras, a valorização do trabalho coletivo e o
protagonismo para solucionar desafios também são habilidades que podem ser desenvolvidas
nesse âmbito.
Anos do Ensino Fundamental: do 1º ao 9º

3-GINÁSTICAS

O que prevê: engloba as práticas de ginástica geral, de condicionamento físico e de


conscientização corporal. As primeiras têm como elemento organizador a exploração das
possibilidades acrobáticas e expressivas do corpo. No segundo grupo aparecem os exercícios
corporais orientados à melhoria do rendimento, à aquisição e à manutenção da condição física ou
à modificação da composição corporal. No terceiro, as práticas que empregam movimentos suaves
e lentos, tal como a recorrência a posturas ou à conscientização de exercícios respiratórios,
voltados para o conhecimento do próprio corpo.
Práticas que podem ser tematizadas: ginástica artística, rítmica, acrobática, aeróbia, funcional,
pilates, RPG (Reeducação Postural Global), yoga, tai chi chuan etc.
O que o aluno deve aprender: O ideal é que o estudante saiba identificar os elementos da
ginástica (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias etc.). As vivências relacionadas às ginásticas
devem dar ensejo à reflexão sobre as estruturas corporais e as potencialidades e limites
individuais, bem como a promoção da saúde.
Anos do Ensino Fundamental: do 1º ao 9º
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4-DANÇAS

O que prevê: trata das práticas corporais caracterizadas por movimentos rítmicos, com passos ou
evoluções específicas, podendo ou não incluir coreografias. Têm um forte componente histórico,
que permite identificar movimentos e ritmos musicais peculiares a cada uma delas.
Práticas que podem ser tematizadas: Balé, funk, frevo, samba, jongo, côco, ciranda etc.
O que o aluno deve aprender: As habilidades relacionadas a essa unidade temática têm foco no
respeito às diferenças culturais, individuais e de desempenho. Também é importante que o
estudante consiga identificar os elementos constitutivos das danças (gestos, espaços e ritmos) e
que possa experimentar o maior número possível de práticas, valorizando o patrimônio cultural a
que estão associadas – incluindo o patrimônio cultural brasileiro e as matrizes indígenas e
africanas. Nessa unidade, diferentes danças do contexto comunitário e regional (rodas cantadas,
brincadeiras rítmicas e expressivas) são objetos de conhecimento; e recriá-las respeitando as
diferenças individuais e de desempenho corporal é mais uma das possibilidades para o trabalho
com os alunos.
Anos do Ensino Fundamental: co 1º ao 9º

5-LUTAS

O que prevê: foca as disputas corporais, com emprego de técnicas e estratégias específicas para
imobilizar, atingir ou excluir o oponente de um determinado espaço, por meio de ações de ataque
e defesa.
Práticas que podem ser tematizadas: além das lutas presentes no contexto comunitário e
regional, é interessante que todos tenham contato com lutas brasileiras, como capoeira, huka-
huka, luta marajoara; e com lutas de diversos países do mundo, como judô, aikido, jiu jitsu e muay
thai.
O que o aluno deve aprender: é esperado que o aluno experimente algumas lutas e seja capaz
de identificar suas características. Ele deve, ainda, diferenciar lutas e brigas, refletir sobre o respeito
aos colegas nas práticas de contato e sobre a importância de seguir as normas de segurança, para
garantir o próprio bem-estar.
Anos do Ensino Fundamental: do 3º ao 9º
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6-PRÁTICAS CORPORAIS DE AVENTURA


O que prevê: trata das formas de experimentação corporal em ambientes desafiadores para o
praticante, seja na natureza, seja em espaços urbanos. Algumas dessas práticas costumam receber
outras denominações, como esportes de risco, esportes alternativos e esportes extremos.
Práticas que podem ser tematizadas: corrida orientada, corrida de aventura, corrida de mountain
bike, rapel, tirolesa, arborismo, parkour, skate, patins, bike etc.
O que o aluno deve aprender: as habilidades relacionadas a essa unidade temática têm foco na
experimentação e nos cuidados com a integridade física e o respeito ao patrimônio público e
natural. O aluno também deve ser estimulado a propor alternativas para as práticas em diversos
espaços, dentro e fora do ambiente escolar, além de ser capaz de identificar a origem e os tipos de
práticas de aventura, bem como suas transformações históricas.
Anos do Ensino Fundamental: do 6º ao 9º

É importante salientar que a organização das unidades temáticas se baseia na compreensão de


que o caráter lúdico está presente em todas as práticas corporais, ainda que essa não seja a
finalidade da Educação Física na escola. Ao brincar, dançar, jogar, praticar esportes, ginásticas ou
atividades de aventura, para além da ludicidade, os estudantes se apropriam das lógicas
intrínsecas (regras, códigos, rituais, sistemáticas de funcionamento, organização, táticas etc.) a
essas manifestações, assim como trocam entre si e com a sociedade as representações e os
significados que lhes são atribuídos. Por essa razão, a delimitação das habilidades privilegia oito
dimensões de conhecimento:
Experimentação: refere-se à dimensão do conhecimento que se origina pela vivência das práticas
corporais, pelo envolvimento corporal na realização das mesmas. São conhecimentos que não
podem ser acessados sem passar pela vivência corporal, sem que sejam efetivamente
experimentados. Trata-se de uma possibilidade única de apreender as manifestações culturais
tematizadas pela Educação Física e do estudante se perceber como sujeito “de carne e osso”. Faz
parte dessa dimensão, além do imprescindível acesso à experiência, cuidar para que as sensações
geradas no momento da realização de uma determinada vivência sejam positivas ou, pelo menos,
não sejam desagradáveis a ponto de gerar rejeição à prática em si.
• Uso e apropriação: refere-se ao conhecimento que possibilita ao estudante ter condições de
realizar de forma autônoma uma determinada prática corporal. Trata-se do mesmo tipo de
conhecimento gerado pela experimentação (saber fazer), mas dele se diferencia por possibilitar ao
estudante a competência necessária para potencializar o seu envolvimento com práticas corporais
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 69

no lazer ou para a saúde. Diz respeito àquele rol de conhecimentos que viabilizam a prática efetiva
das manifestações da cultura corporal de movimento não só durante as aulas, como também
para além delas.
• Fruição: implica a apreciação estética das experiências sensíveis geradas pelas vivências
corporais, bem como das diferentes práticas corporais oriundas das mais diversas épocas, lugares
e grupos. Essa dimensão está vinculada com a apropriação de um conjunto de conhecimentos que
permita ao estudante desfrutar da realização de uma determinada prática corporal e/ou apreciar
essa e outras tantas quando realizadas por outros.
• Reflexão sobre a ação: refere-se aos conhecimentos originados na observação e na análise das
próprias vivências corporais e daquelas realizadas por outros. Vai além da reflexão espontânea,
gerada em toda experiência corporal. Trata-se de um ato intencional, orientado a formular e
empregar estratégias de observação e análise para: (a) resolver desafios peculiares à prática
realizada; (b) apreender novas modalidades; e (c) adequar as práticas aos interesses e às
possibilidades próprios e aos das pessoas com quem compartilha a sua realização.
• Construção de valores: vincula-se aos conhecimentos originados em discussões e vivências no
contexto da tematização das práticas corporais, que possibilitam a aprendizagem de valores e
normas voltadas ao exercício da cidadania em prol de uma sociedade democrática. A produção e
partilha de atitudes, normas e valores (positivos e negativos) são inerentes a qualquer processo de
socialização. No entanto, essa dimensão está diretamente associada ao ato intencional de ensino e
de aprendizagem e, portanto, demanda intervenção pedagógica orientada para tal fim. Por esse
motivo, a BNCC se concentra mais especificamente na construção de valores relativos ao respeito
às diferenças e no combate aos preconceitos de qualquer natureza. Ainda assim, não se pretende
propor o tratamento apenas desses valores, ou fazê-lo só em determinadas etapas do
componente, mas assegurar a superação de estereótipos e preconceitos expressos nas práticas
corporais.
• Análise: está associada aos conceitos necessários para entender as características e o
funcionamento das práticas corporais (saber sobre). Essa dimensão reúne conhecimentos como a
classificação dos esportes, os sistemas táticos de uma modalidade, o efeito de determinado
exercício físico no desenvolvimento de uma capacidade física, entre outros.
• Compreensão: está também associada ao conhecimento conceitual, mas, diferentemente da
dimensão anterior, refere-se ao esclarecimento do processo de inserção das práticas corporais no
contexto sociocultural, reunindo saberes que possibilitam compreender o lugar das práticas
corporais no mundo. Em linhas gerais, essa dimensão está relacionada a temas que permitem
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 70

aos estudantes interpretar as manifestações da cultura corporal de movimento em relação às


dimensões éticas e estéticas, à época e à sociedade que as gerou e as modificou, às razões da sua
produção e transformação e à vinculação local, nacional e global. Por exemplo, pelo estudo das
condições que permitem o surgimento de uma determinada prática corporal em uma dada região
e época ou os motivos pelos quais os esportes praticados por homens têm uma visibilidade e um
tratamento midiático diferente dos esportes praticados por mulheres.
• Protagonismo comunitário: refere-se às atitudes/ações e conhecimentos necessários para os
estudantes participarem de forma confiante e autoral em decisões e ações orientadas a
democratizar o acesso das pessoas às práticas corporais, tomando como referência valores
favoráveis à convivência social. Contempla a reflexão sobre as possibilidades que eles e a
comunidade têm (ou não) de acessar uma determinada prática no lugar em que moram, os
recursos disponíveis (públicos e privados) para tal, os agentes envolvidos nessa configuração,
entre outros, bem como as iniciativas que se dirigem para ambientes além da sala de aula,
orientadas a interferir no contexto em busca da materialização dos direitos sociais vinculados a
esse universo.
Vale ressaltar que não há nenhuma hierarquia entre essas dimensões, tampouco uma ordem
necessária para o desenvolvimento do trabalho no âmbito didático. Cada uma delas exige
diferentes abordagens e graus de complexidade para que se tornem relevantes e significativas.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 71
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Testes
1-A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), submetida a ampla consulta pública e
posterior submissão ao Conselho Nacional de Educação tem o objetivo de sinalizar percursos
de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes ao longo da Educação Básica, a qual é
compreendida:
A ( ) pelo Ensino Fundamental e anos iniciais
B ( ) Ensino Fundamental , anos finais e Ensino Médio
C ( ) Educação Infantil e Ensino Fundamental
D ( ) pela Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio

2-A Base Nacional Comum Curricular, que foi aprovada em 2017 , faz referência:

A ( ) a um conjunto de normas disciplinares que devem guiar as escolas municipais.


B ( ) às diretrizes relativas ao que deve ser ensinado aos professores nos programas de formação
continuada.
C ( ) ao conjunto de conhecimentos essenciais a que todo estudante brasileiro deve ter acesso.
D( ) ao comportamento que deve ser assumido pelos professores nas escolas brasileiras.

3-Sobre a BNCC, aprovada em 2017, coloque V para Verdadeiro e F para Falso.

I-A Base Nacional Comum Curricular é um documento que determina os conhecimentos essenciais
que todos os alunos da Educação Básica devem aprender, ano a ano, independentemente do lugar
onde moram ou estudam. Todos os currículos de todas as redes públicas e particulares do país
deverão conter esses conteúdos.

II-A implementação da BNCC, que começou a partir de sua homologação, envolve várias frentes
de ação (que serão planejadas pelos estados e municípios, com apoio do MEC), tais como:
Adequação dos currículos das redes e dos Projetos Políticos Pedagógicos das escolas à BNCC,
formação continuada dos professores e adequação dos materiais didáticos.

III-A BNCC foi elaborada à luz do que diz os PCNs e as DCNs. No entanto, a Base é mais específica,
determinando com mais clareza os objetivos de aprendizagem de cada ano escolar. Porém, ela
não será obrigatória em todos os currículos de todas as redes do país, públicas e particulares, ao
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 73

contrário dos documentos anteriores, que devem continuar existindo, mas apenas como
documentos orientadores não obrigatórios.

IV- Podemos apontar que na Educação Infantil, a introdução dos campos de experiência e
avaliação de acordo com faixas etárias específicas são os principais avanços.
A sequência correta está na alternativa:
A ( ) V, V, F, F
B ( ) V, V, F, V
C ( ) F, F, F, V
D ( ) V, V, V, V

4-Segundo a BNCC, Educação Infantil:


“Nas últimas décadas, vem se consolidando, na Educação Infantil,
a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado
como algo indissociável do processo educativo”

Neste contexto, é correto afirma que:

A ( ) as creches e pré-escolas e o 1º ano do Ensino Fundamental, ao acolher as vivências e os


conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua
comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo
de experiências, conhecimentos e habilidades de alfabetização dessas crianças, diversificando e
consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar à educação familiar.

B ( ) as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos construídos pelas


crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas
propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e
habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de
maneira complementar à educação familiar.

C ( ) as creches , pré-escolas e toda a Educação Básica, ao acolher as vivências e os conhecimentos


construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los
em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de reduzir o universo de experiências,
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 74

conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens,


atuando de maneira complementar à educação familiar.
D ( ) as creches , pré-escolas e escolas particulares de Educação Infantil, ao acolher as vivências e
os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da escola e no contexto de sua
comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo
de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas
aprendizagens, atuando de maneira complementar à educação familiar.

5- As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº


5/2009)27, em seu Artigo 4º, definem a criança como
“sujeito histórico e de direitos, que, nas interações,
relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói
sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina,
fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta,
narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza
e a sociedade, produzindo cultura” (BRASIL, 2009).

Ainda de acordo com as DCNEI, em seu Artigo 9º, os eixos estruturantes das práticas
pedagógicas que são amplamente divulgados na BNCC , dessa etapa da Educação Básica são
as:

A ( ) interações e brincadeiras
B ( ) interações e comunicação
C ( ) interações e acomodação
D ( ) interações e ludicidade
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 75

6-Leia com atenção ao trecho abaixo, ele foi extraído da BNCC- Educação Infantil.

“Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da


Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento
asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças aprendam em situações nas
quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e
a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros
e o mundo social e natural.”

Qual a alternativa que contém os 6 direitos de aprendizagem e desenvolvimento, segundo a


BNCC?
A ( ) Conviver, brincar, correr, pular, conhece-se e participar
B ( ) aprender a ser, aprender a conviver, aprender a agir,aprender a falar, aprender a escutar e
aprender a reciclar
C ( ) participar, brincar, interagir, ouvir, conhecer-se e ponderar -se
D ( ) conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se

7-Segundo a BNCC da Educação Infantil, parte do trabalho do educador é


I- refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das práticas e interações,
garantindo a pluralidade de situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças.
II- precisa acompanhar tanto essas práticas quanto as aprendizagens das crianças, realizando a
observação da trajetória de cada criança e de todo o grupo – suas conquistas, avanços,
possibilidades e aprendizagens. Por meio de diversos registros, feitos em diferentes momentos
tanto pelos professores quanto pelas crianças (como relatórios, portfólios, fotografias, desenhos e
textos),
III- é possível evidenciar a progressão ocorrida durante o período observado, com a intenção de
seleção, promoção ou classificação de crianças em “aptas” e “não aptas”, “prontas” ou “não
prontas”, “maduras” ou “imaturas”.
ESTÁ (ÃO) CORRETA(S), EXCETO:
A ( ) I e II
B ( ) I, II e III
C ( ) somente a III
D ( ) II e III
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 76

8- Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das


crianças têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os
direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, a organização
curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências,
no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.
Os campos de experiências da BNCC para a educação Infantil, estão nas colocações:
I ( ) Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
II ( ) O eu, o outro e o nós.
III ( ) traços, sons, cores e formas.
IV ( ) O eu, o outro e o docente.
V ( ) Corpo, gesto e psicomotricidade.
VI- corpo, gestos e movimento.
VII- Escuta, fala pensamento e imaginação.

Estão corretas
A ( ) I, III, VI E VII
B ( ) Somente a II
C ( ) I, II, III, VI e VII
D ( ) III e VI
9- Na Educação Infantil, segundo a BNCC, as aprendizagens essenciais compreendem tanto
........................................., as ..................................... e ........................... quanto vivências que
promovem aprendizagem e desenvolvimento nos diversos campos de experiências, sempre
tomando as interações e a brincadeira como eixos estruturantes. Essas aprendizagens,
portanto, constituem-se como objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.

A alternativa que completa corretamente a lacuna é:

A ( ) comportamentos, habilidades e conhecimentos


B ( ) competências, habilidades e o saberes
C ( ) competências, habilidades e progresso
D ( ) comportamentos, inteligências e conhecimentos
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 77

10- Reconhecendo as especificidades dos diferentes grupos etários que constituem a etapa
da Educação Infantil, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento estão na BNCC
sequencialmente organizados em três grupos por faixa etária, que correspondem,
aproximadamente, às possibilidades de aprendizagem e às características do
desenvolvimento das crianças, . Todavia, esses grupos não podem ser considerados de forma
rígida, já que há diferenças de ritmo na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças
que precisam ser consideradas na prática pedagógica. A alternativa que contém os três
grupos indicados na BNCC é:
Alternativa Creche Pré escola
A( ) Bebês e crianças Crianças pequenas
B( ) Bebês e crianças bem pequenas Crianças pequenas
C( ) Bebês e maternal Pré escolares
D( ) Berçário 1 e 2, maternal 1 e 2 Pré escola

11-Leia o relato abaixo.


A aluna Jéssica, tem 3 anos de idade e 5 meses. È uma aluna calma, porém nos momentos de
brincadeira e interação, não consegue negociar, nem resolver conflitos. Sua professora está
preparando atividades e estratégias para que Jéssica evolua neste sentido. Cabe ressaltar que
outros alunos da turma também apresentam o mesmo comportamento.

Segundo a BNCC, qual das alternativas abaixo contém os objetivos de aprendizagem e


desenvolvimento que a professora de Jéssica necessita trabalhar em sala de aula, para que
ela e os demais alunos superem esta dificuldade?
A ( ) (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-
se compreender.
B ( ) (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações
e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
C ( ) (EI02EO07) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto
D ( ) (EI03EF07) Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos,
recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
E ( ) (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e
escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 78

12-A proposta para a Educação Física da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) parte da
compreensão de que se trata de um componente curricular que tematiza as práticas
corporais em suas diversas formas e significados, entendidas como manifestações
expressivas dos sujeitos e patrimônio cultural da humanidade. Assim, para a BNCC, o
movimento humano está sempre inserido no âmbito da cultura, entendido como textos
passíveis de leitura e produção. Para sistematizar os conteúdos das práticas corporais, a
BNCC estabelece os grupos ou as unidades temáticas a serem ensinadas nas aulas de
Educação Física: esportes, brincadeiras e jogos, lutas, danças, ginásticas e práticas corporais
de aventura.

Assinale a alternativa que NÃO apresenta corretamente as características dessas unidades


temáticas.

A) Ginásticas: tendo em vista a grande variedade de organização e significados, foi necessário


adotar uma classificação composta por: ginástica geral; ginásticas de condicionamento físico;
ginásticas de conscientização corporal.
B) Lutas: focaliza as disputas corporais, nas quais se empregam técnicas, táticas e estratégias
específicas para imobilizar, desequilibrar, atingir ou excluir o oponente de um determinado
espaço, combinando ações de ataque e defesa.

C) Práticas corporais de aventura: exploram-se expressões e formas de experimentação corporal


centradas nas perícias e proezas provocadas pelas situações de imprevisibilidade na interação com
um ambiente desafiador.

C) Brincadeiras e jogos: explora atividades voluntárias exercidas dentro de determinados


limites de tempo e espaço, caracterizadas pela criação e alteração de regras, pela obediência ao
que foi combinado coletivamente.

E) Danças: explora o conjunto de passos e coreografias mais apresentadas nos veículos de mídia.
Trata-se de uma prática que busca aumentar a participação das alunas nas aulas, uma vez que se
relaciona ao universo feminino.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 79

13-O componente Língua Portuguesa da BNCC dialoga com documentos e orientações


curriculares produzidos nas últimas décadas, assumindo a perspectiva enunciativo-discursiva
de linguagem, já assumida em outros documentos, como os Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN), para os quais a linguagem é “uma forma de ação interindividual orientada
para uma finalidade específica; um processo de interlocução que se realiza nas práticas
sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história”. Nesse sentido, é
correto afirmar que ao componente Língua Portuguesa cabe:
A ( ) proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos
letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais
permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens.
B ( ) proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a não ampliação dos
letramentos, de forma a não possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas
sociais permeadas/constituídas pela linguagem, pela escrita e por outras oralidades.
C ( ) esperar o desenvolvimento de habilidades no que se refere à leitura, à escrita e à ordenação
de números naturais e números racionais por meio da identificação e da compreensão de
características do sistema de numeração decimal, sobretudo o valor posicional dos algarismos.
D ( ) a expectativa de que os alunos reconheçam que medir é comparar uma grandeza com uma
unidade e expressar o resultado da comparação por meio de um número. Além disso, devem
resolver problemas oriundos de situações cotidianas que envolvem grandezas como comprimento,
massa, tempo, temperatura entre outras.
14-Segundo a orientação da BNCC, no eixo da análise linguística, a ação pedagógica
adequada para enfrentar o desafio que se coloca para os anos iniciais do ensino
fundamental é:
A ( ) trabalhar primeiro o letramento presente nas práticas sociodiscursivas da linguagem e depois
a alfabetização.
B ( ) contemplar na condução do trabalho voltado para os conhecimentos linguísticos, de maneira
articulada e simultânea, alfabetização e letramento.
C ( ) assegurar primeiramente a apropriação do código e depois a reflexão sobre os usos da
língua nas atividades de leitura e escrita.
D ( ) Valorizar a inserção nas práticas sociais de leitura e escrita, desprezando a sistematização do
sistema alfabético-ortográfico
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 80

15-Na BNCC, o componente curricular de Língua Portuguesa, possui uma proposta:esta


assume a centralidade do .....................como unidade de trabalho e as perspectivas
enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre relacionar os textos a seus
contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da
linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias e
semioses.

A Alternativa que preenche corretamente a lacuna acima está em:

A ( ) conjunto da gramática
B ( ) texto
C ( ) ato de ortografização
D ( ) ato de alfabetizar através do método fônico

16-No Ensino Fundamental – Anos Iniciais, aprofundam-se as experiências com a língua oral
e escrita já iniciadas na família e na Educação Infantil. Considerando esse conjunto de
princípios e pressupostos, os eixos de integração considerados na BNCC de Língua
Portuguesa são aqueles já consagrados nos documentos curriculares da Área,
correspondentes às práticas de linguagem.São eles:
I ( ) Eixo Leitura
II ( ) Eixo da Produção de Textos
III ( ) Eixo da Oralidade
IV ( ) Eixo da Análise Linguística/Semiótica
V ( ) eixo de alfabetização
VI ( ) eixo de ortografia
Estão corretos:
A ( ) V e VI
B ( ) I, III e IV
C ( ) I, II, III, e IV
D ( ) somente I e II
17-Como já destacado, os eixos apresentados no componente curricular de Língua
Portuguesa, relacionam-se com práticas de linguagem situadas. Em função disso, outra
categoria organizadora do currículo que se articula com as práticas são os campos de
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 81

atuação em que essas práticas se realizam. Os campos de atuação apontam para a


importância da contextualização do conhecimento escolar, para a ideia de que essas práticas
derivam de situações da vida social e, ao mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos
significativos para os estudantes. São cinco os campos de atuação considerados (BNCC,
p.82)
Os campos de atuação descritos na BNCC para o Ensino Fundamental, séries iniciais são:
I-Campo da vida cotidiana
II-Campo artístico-literário
III-Campo das práticas de estudo e pesquisa
IV-Campo da vida pública
V-Campo jornalístico-midiático
VI-Campo de atuação na vida pública
Estão corretos, exceto
A ( ) V e VI
B ( ) II e V
C ( ) IV e VI
D ( ) I, II, III e VI
18- Sobre alfabetização está escrito na BNCC:
“Assim, alfabetizar é trabalhar com a apropriação pelo aluno da ortografia
do português do Brasil escrito, compreendendo como se dá este processo
(longo) de construção de um conjunto de conhecimentos sobre o
funcionamento fonológico da língua pelo estudante”
Leia as colocações abaixo baseadas nos pressupostos elucidados na BNCC sobre
alfabetização: (o que podemos concluir após a leitura do documento da BNCC sobre
alfabetização)
A criança, no processo de alfabetização deve:

I ( ) diferenciar desenhos/grafismos (símbolos) de grafemas/letras (signos);


II ( ) desenvolver a capacidade de reconhecimento mínimo de palavras (que chamamos de leitura
“incidental”, como é o caso da leitura de logomarcas em rótulos), que será depois responsável pela
fluência na leitura e memorização das sílabas;
III ( ) construir o conhecimento do alfabeto da língua em questão;
IV ( ) perceber quais sons se deve representar na escrita e como;
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 82

V ( ) construir a relação fonema-grafema: a percepção de que as letras estão representando certos


sons da fala em contextos precisos e memorizados (sílabas);
VI ( ) perceber a sílaba em sua variedade como contexto fonológico desta representação;
VII ( ) finalmente, compreender o modo de relação entre fonemas e grafemas, em uma língua
específica.
Estão corretos, exceto:
A ( ) I, III e VII
B ( ) II e III
C ( ) V e VI
D ( ) II e V

19-No Ensino Fundamental, a componente curricular Arte está centrado nas seguintes
linguagens\unidades temáticas
A ( ) Artes visuais, a Dança, a Música , teatro e artes integradas
B ( ) Artes visuais, Teatro e educação artística
C ( ) Música, desenho, teatro e linguagens artísticas
D ( ) Artes integradas, dança, teatro e pintura

20-Com base nos recentes documentos curriculares brasileiros, a BNCC leva em conta que os
diferentes campos que compõem a Matemática reúnem um conjunto de ideias fundamentais
que produzem articulações entre eles: equivalência, ordem, proporcionalidade,
interdependência, representação, variação e aproximação. Essas ideias fundamentais são
importantes para o desenvolvimento do pensamento matemático dos alunos e devem se
converter, na escola, em objetos de conhecimento Nessa direção, a BNCC propõe cinco
unidades temáticas, correlacionadas, que orientam a formulação de habilidades a ser
desenvolvidas ao longo do Ensino Fundamental. Cada uma delas pode receber ênfase
diferente, a depender do ano de escolarização.As unidades temáticas no componente
curricular de matemática está na alternativa:

A ( ) Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e medidas, probabilidade e estatística


B ( ) Álgebra, operações, Geometria , letramento matemático e esforço produtivo
C ( ) Probabilidade, números e operações, Álgebra e espaço e forma
D ( ) números e operações, espaço e forma, grandezas e medidas e tratamento da informação
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 83

21- Sobre o componente curricular de Ciências, na BNCC. lê-se:


“ Apreender ciência não é a finalidade última do
letramento, mas, sim, o desenvolvimento da capacidade de atuação
no e sobre o mundo, importante ao exercício pleno da cidadania.
Nessa perspectiva, a área de Ciências da Natureza, por meio de um
olhar articulado de diversos campos do saber, precisa assegurar aos
alunos do Ensino Fundamental o acesso à diversidade de conhecimentos
científicos produzidos ao longo da história, bem como a
aproximação gradativa aos principais processos, práticas e procedimentos
da investigação científica.”

Portanto, ao longo do Ensino Fundamental, a área de Ciências da Natureza tem um


compromisso com o desenvolvimento do letramento científico, que envolve:
A ( ) a capacidade de compreender e interpretar o mundo (natural, social e tecnológico), mas
também de transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais das ciências.
B ( ) a capacidade de compreender e interpretar o mundo científico, mas também de transformá-
lo com base nos aportes teóricos , sistemáticos e processuais das ciências.
C ( ) a capacidade de compreender e interpretar o mundo sobrenatural, mas também de
transformá-lo com base nos aportes teóricos e processuais das ciências.
D ( ) a capacidade de compreender e interpretar o mundo (natural, social e tecnológico), mas
também de transformá-lo com base nos estudos liderados pelos educandos e pais.

22- Para orientar a elaboração dos currículos de Ciências, as aprendizagens essenciais a


serem asseguradas neste componente curricular, na BNCC, foram organizadas três
unidades temáticas que se repetem ao longo de todo o Ensino Fundamental. São elas:
I ( ) Matéria e energia
II ( ) Plantas e seres vivos
III ( ) Reprodução
IV ( ) Vida e evolução
V( ) Terra e Universo
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 84

Estão corretas:
A ( ) I, III e IV
B ( ) II, III e V
C ( ) I, IV e V
D ( ) somente a II e III

23-Na BNCC , no que diz respeito ao componente curricular de Geografia, está escrito: “ Para
fazer a leitura do mundo em que vivem, com base nas aprendizagens em Geografia, os
alunos precisam ser estimulados a pensar espacialmente, desenvolvendo o raciocínio
geográfico. O pensamento espacial está associado ao desenvolvimento intelectual que
integra conhecimentos não somente da Geografia, mas também de outras áreas (como
Matemática, Ciência, Arte e Literatura). Desta maneira, O raciocínio geográfico, uma
maneira de exercitar o pensamento espacial, aplica determinados princípios.
Esses princípios, segundo a BNCC seriam:

I ( ) Analogia
II ( ) Conexão
III ( ) Coordenadas geográficas
IV ( ) Diferenciação
V ( ) Extensão
VI ( ) Vocabulário geográfico
VII ( ) Localização
VIII ( ) Ordem
IX ( ) Analogia da extensão geográfica

Estão corretas, exceto:


A ( ) II e IV
B ( ) III, VI e IX
C ( ) III, I e VIII
D ( ) todas estão corretas
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 85

24- São unidades temáticas do componente curricular de GEOGRAFIA, segundo a BNCC


,Coloque V para Verdadeiro e F para Falso.

I ( ) O sujeito e seu lugar no mundo


II ( ) Conexões e escalas
III ( ) Pensamento cartográfico
IV ( ) Mundo do trabalho
V ( ) Formas de representação e pensamento espacial,
VI ( ) Natureza, ambientes e qualidade de vida

A ordem correta se apresenta na alternativa:


A ( ) V- V- V- F- F- F
B ( ) F- F- V- F- V- F
C ( ) V- V- V- F- V- F
D ( ) V- V- F- V- V- V

25-Segundo a BNCC, para se pensar o ensino de História, é fundamental considerar a


utilização de diferentes fontes e tipos de documento (escritos, iconográficos, materiais,
imateriais) capazes de facilitar a compreensão da relação tempo e espaço e das relações
sociais que os geraram. A utilização de objetos materiais pode auxiliar o professor e os
alunos a colocar em questão o significado das coisas do mundo, estimulando a produção do
conhecimento histórico em âmbito escolar. Por meio dessa prática, docentes e discentes
poderão desempenhar o papel de agentes do processo de ensino e aprendizagem,
assumindo, ambos, uma “atitude historiadora” diante dos conteúdos propostos, no âmbito
de um processo adequado ao Ensino Fundamental.
Assim se dá um papel de importância ao que a BNCC denomina de PROCESSOS dentro do
componente curricular de História. Os processos citados seriam : COLOQUE V PARA
VERDADEIRO E F PARA FALSO.
I ( ) Identificação
II ( ) Comparação
III ( ) Contextualização
IV ( ) Interdisciplinaridade
V ( ) Interpretação
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 86

VI ( ) análise

A ordem correta em relação aos processos se encontra na alternativa:

A ( ) V-V-V-F-V-V
B ( ) V-V-V-V-V-V
C ( ) F-V-V-V-F-F
D ( ) F-F-V-V-V-V
GABARITO
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 87

ANEXO
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 88

O Presidente do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, e tendo


em vista o disposto no § 1º do art. 9º e no art. 90 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, no § 1º do
art. 6º e no § 1º do art. 7º da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela Lei nº
9.131, de 25 de novembro de 1995, e com fundamento nos artigos 205 e 210 da Constituição Federal, no
art. 2º, no inciso IV do art. 9º, e nos artigos 22, 23, 26, 29, 32 e 34, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996, nas metas e diretrizes, definidas no Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei nº 13.005, de
25 de junho de 2014, bem como no Parecer CNE/CP nº 15/2017, homologado pela Portaria MEC nº 1.570,
de 20 de dezembro de 2017, publicada no Diário Oficial da União de 21 de dezembro de 2017, Seção 1,
pág. 146, e

CONSIDERANDO que o art. 205 da Constituição Federal define que “a educação, direito de
todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho”, preceito esse reafirmado no art. 2º da Leis de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), nos seguintes termos: “a educação, dever da
família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana,
tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho”;

CONSIDERANDO que o art. 210 da Constituição Federal define que “serão fixados conteúdos
mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito
aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais”, e que o art. 9º da LDB, ao definir umas
das incumbências da União, em seu inciso V, como a de “estabelecer, em colaboração com os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o
ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de
modo a assegurar formação básica comum”;
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 89

CONSIDERANDO que o § 1º, art. 9º da LDB, estabelece que “na estrutura educacional, haverá
um Conselho Nacional de Educação, com funções normativas e de supervisão e atividade
permanente, criado por lei”; e que, complementarmente, o art. 90 da mesma LDB define que, “as
questões suscitadas na transição entre o regime anterior e o que se institui nesta Lei serão
resolvidas pelo Conselho Nacional de Educação ou, mediante delegação deste, pelos órgãos
normativos dos sistemas de ensino, preservada a autonomia universitária”;

CONSIDERANDO que o art. 22 da LDB esclarece que “a educação básica tem por finalidades
desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da
cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”;

CONSIDERANDO que o art. 23 da LDB define que “a educação básica poderá organizar-se em
séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos
não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de
organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar”;

CONSIDERANDO que o art. 26 da LDB, na redação dada pela Lei nº 12.796/2013, estipula que
“os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base
nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento
escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade,
da cultura, da economia e dos educandos”;

CONSIDERANDO que o art. 27 da LDB indica que os conteúdos curriculares da Educação


Básica observarão, entre outras, a diretriz da “difusão de valores fundamentais ao interesse
social, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à ordem democrática”;

CONSIDERANDO que o art. 29 da LDB, na redação dada pela Lei nº 12.796/2013, define que, “a
educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento
integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade”;

CONSIDERANDO que o art. 32 da LDB, na redação dada pela Lei nº 11.274/2006, determina que
“o ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública,
iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão,
mediante:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da
leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e
dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de
conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância
recíproca em que se assenta a vida social”.

CONSIDERANDO que a Meta 2 do Plano Nacional de Educação, de duração decenal, aprovado


pela Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014, ao definir a obrigatoriedade de “universalizar o ensino
fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir
que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade
recomendada, até o último ano de vigência deste PNE” (1924), define como estratégia 2.1 que “o
Ministério da Educação, em articulação e colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, deverá, até o final do 2º (segundo) ano de vigência deste PNE, elaborar e encaminhar
ao Conselho Nacional de Educação, precedida de consulta pública nacional, proposta de direitos
e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para os (as) alunos (as) do ensino fundamental”;
e, na sequência, em sua estratégia 2.2, determina como missão “pactuar entre União, Estados,
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 90

Distrito Federal e Municípios, no âmbito da instância permanente de que trata o § 5º do art. 7º


desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que
configurarão a base nacional comum curricular do ensino fundamental”.

CONSIDERANDO que a Meta 7 do PNE, na estratégia 7.1, fixa que se deve: “estabelecer e
implantar, mediante pactuação inter-federativa, diretrizes pedagógicas para a educação básica e
a base nacional comum dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento dos (as) alunos (as) para cada ano do ensino fundamental e médio, respeitada a
diversidade regional, estadual e local”.

CONSIDERANDO que, em 6 de abril de 2017, após ampla consulta pública nacional, o Conselho
Nacional de Educação (CNE) recebeu do Ministério da Educação (MEC), em cumprimento a
orientações de ordem legal e normativa sobre a matéria, o documento da “Base Nacional Comum
Curricular – BNCC”, com proposta pactuada em todas as Unidades da Federação, estipulando-se
ali “direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, para os alunos da Educação
Básica”, nas etapas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental;

CONSIDERANDO que o Conselho Nacional de Educação recebeu a proposta da “Base Nacional


Comum Curricular – BNCC”, na qualidade de Órgão de Estado presente na estrutura educacional
brasileira, com “funções normativas e de supervisão e atividade permanente”, tal qual previsto no
§ 1º, do art. 9º da LDB, e criado pela Lei nº 9.131/1995, que alterou a redação da Lei nº
4.024/1961, o qual conta, ainda, com a missão específica, nos termos do art. 90 da Lei nº
9.394/1996 (LDB), de resolver toda e qualquer questão suscitada em relação à implantação de
dispositivos normativos da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional , em regime de
colaboração com os demais órgãos normativos dos sistemas de ensino;

CONSIDERANDO que compete, também, ao mesmo Conselho Nacional de Educação, enquanto


Órgão de Estado responsável pela articulação entre as instituições da sociedade civil e as
organizações governamentais, nos termos do inciso III do art. 5º da Lei nº13.005/2014, responder
por ações de monitoramento contínuo e avaliação periódica da execução das metas do Plano
Nacional de Educação (PNE), bem como, entre outras incumbências, segundo o inciso II do § 1º
do mesmo artigo, “analisar e propor políticas públicas para assegurar a implementação das
estratégias e cumprimento das metas” do PNE;

CONSIDERANDO que , na condição de órgão normativo do Sistema Nacional de Educação, cabe


ao CNE, em relação à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental, apreciar a proposta da BNCC,
elaborada pelo MEC, produzindo parecer específico sobre a matéria, acompanhado de Projeto de
Resolução, o qual, nos termos legais e regulamentares, uma vez homologado pelo Ministro da
Educação, será transformado em Resolução Normativa do Conselho Nacional de Educação, a
orientar sistemas e instituições ou redes de ensino em todo o território nacional, em consonância
com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica;

CONSIDERANDO que, em conformidade com a tradição deste Colegiado desde a sua


implantação, que se deu há mais de vinte anos, o Conselho Nacional de Educação desenvolveu
esse trabalho de discussão da Base Nacional Comum Curricular mediante articulação e ampla
participação de toda a comunidade educacional e sociedade brasileira, promovendo audiências
públicas nacionais nas cinco regiões do país: Manaus, Região Norte, dia 7 de julho; Recife,
Região Nordeste, dia 28 de julho; Florianópolis, Região Sul, dia 11 de agosto; São Paulo, Região
Sudeste, dia 25 de agosto, e, finalmente, Brasília, Região CentroOeste, dia 11 de setembro de
2017;

CONSIDERANDO que, em todas as audiências públicas, os mais diversos segmentos da


sociedade tiveram real oportunidade de participação, e efetivamente ofereceram suas
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 91

contribuições, as quais se consubstanciaram em documentos essenciais para que este Projeto de


Resolução, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação, de fato refletisse as necessidades,
os interesses, a diversidade e a pluralidade, presentes do panorama educacional brasileiro, e os
desafios a serem enfrentados para a construção de uma Educação Básica Nacional, nas etapas
da educação infantil e o ensino fundamental, que seja verdadeiramente democrática e de
qualidade;

CONSIDERANDO que as orientações presentes nesta Resolução, em termos de seu conjunto


orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os estudantes da Educação
Básica devem desenvolver ao longo das etapas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental,
efetivamente subsidiem a construção de currículos educacionais desafiadores por parte das
instituições escolares, e, quando for o caso, por redes de ensino, comprometidos todos com o
zelo pela aprendizagem dos estudantes, republicanamente, sem distinção de qualquer natureza.

Resolve:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º A presente Resolução e seu Anexo instituem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),
como documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de
aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos no âmbito da Educação
Básica escolar, e orientam sua implementação pelos sistemas de ensino das diferentes instâncias
federativas, bem como pelas instituições ou redes escolares. Parágrafo Único. No exercício de
sua autonomia, prevista nos artigos 12, 13 e 23 da LDB, no processo de construção de suas
propostas pedagógicas, atendidos todos os direitos e objetivos de aprendizagem instituídos na
BNCC, as instituições escolares, redes de escolas e seus respectivos sistemas de ensino
poderão adotar formas de organização e propostas de progressão que julgarem necessários.

Art. 2º As aprendizagens essenciais são definidas como conhecimentos, habilidades, atitudes,


valores e a capacidade de os mobilizar, articular e integrar, expressando-se em competências.
Parágrafo único. As aprendizagens essenciais compõem o processo formativo de todos os
educandos ao longo das etapas e modalidades de ensino no nível da Educação Básica, como
direito de pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho.

Art. 3º No âmbito da BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos


(conceitos e procedimentos), habilidades (práticas cognitivas e socioemocionais), atitudes e
valores, para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e
do mundo do trabalho. Parágrafo Único: Para os efeitos desta Resolução, com fundamento no
caput do art. 35-A e no §1º do art. 36 da LDB, a expressão “competências e habilidades” deve ser
considerada como equivalente à expressão “direitos e objetivos de aprendizagem” presente na
Lei do Plano Nacional de Educação (PNE).

Art. 4º A BNCC, em atendimento à LDB e ao Plano Nacional de Educação (PNE), aplica-se à


Educação Básica, e fundamenta-se nas seguintes competências gerais, expressão dos direitos e
objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, a serem desenvolvidas pelos estudantes:

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social,


cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva;
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 92

2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a


investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas,
elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas)
com base nos conhecimentos das diferentes áreas;
3. Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diversas manifestações
artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também para participar de práticas diversificadas
da produção artístico-cultural;

4. Utilizar diferentes linguagens –verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e
científica para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, em
diferentes contextos, e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo;

5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação, de forma


crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se
comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva;

6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e


experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer
escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia,
consciência crítica e responsabilidade.

7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e
defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, que respeitem e promovam os direitos
humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e
global, com posicionamento ético em relação ao cuidado consigo mesmo, com os outros e com o
planeta.

8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendose na


diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e
capacidade para lidar com elas.

9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos, de forma harmônica, e a cooperação,


fazendo-se respeitar, bem como promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com
acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes,
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e


determinação, tomando decisões, com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
sustentáveis e solidários.

CAPÍTULO II
DO PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO

Art. 5º A BNCC é referência nacional para os sistemas de ensino e para as instituições ou redes
escolares públicas e privadas da Educação Básica, dos sistemas federal, estaduais, distrital e
municipais, para construírem ou revisarem os seus currículos. §1º A BNCC deve fundamentar a
concepção, formulação, implementação, avaliação e revisão dos currículos, e consequentemente
das propostas pedagógicas das instituições escolares, contribuindo, desse modo, para a
articulação e coordenação de políticas e ações educacionais desenvolvidas em âmbito federal,
estadual, distrital e municipal, especialmente em relação à formação de professores, à avaliação
da aprendizagem, à definição de recursos didáticos e aos critérios definidores de infraestrutura
adequada para o pleno desenvolvimento da oferta de educação de qualidade.
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 93

§2º A implementação da BNCC deve superar a fragmentação das políticas educacionais,


ensejando o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo e
balizando a qualidade da educação ofertada.

CAPÍTULO III
DA BNCC, DO CURRÍCULO E DA PROPOSTA PEDAGÓGICA

Art. 6º As propostas pedagógicas das instituições ou redes de ensino, para desenvolvimento dos
currículos de seus cursos, devem ser elaboradas e executadas com efetiva participação de seus
docentes, os quais devem definir seus planos de trabalho coerentemente com as respectivas
propostas pedagógicas, nos termos dos artigos 12 e 13 da LDB. Parágrafo Único. As propostas
pedagógicas e os currículos devem considerar as múltiplas dimensões dos estudantes, visando
ao seu pleno desenvolvimento, na perspectiva de efetivação de uma educação integral.

Art. 7º Os currículos escolares relativos a todas as etapas e modalidades da Educação Básica


devem ter a BNCC como referência obrigatória e incluir uma parte diversificada, definida pelas
instituições ou redes escolares de acordo com a LDB, as diretrizes curriculares nacionais e o
atendimento das características regionais e locais, segundo normas complementares
estabelecidas pelos órgãos normativos dos respectivos Sistemas de Ensino.

Parágrafo único. Os currículos da Educação Básica, tendo como referência à a BNCC, devem ser
complementados em cada instituição escolar e em cada rede de ensino, no âmbito de cada
sistema de ensino, por uma parte diversificada, as quais não podem ser consideradas como dois
blocos distintos justapostos, devendo ser planejadas, executadas e avaliadas como um todo
integrado. Artigo 8º Os currículos, coerentes com a proposta pedagógica da instituição ou rede de
ensino, devem adequar as proposições da BNCC à sua realidade, considerando, para tanto, o
contexto e as características dos estudantes, devendo:

I. Contextualizar os conteúdos curriculares, identificando estratégias para apresentálos,


representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na
realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens se desenvolvem e são
constituídas;
II. Decidir sobre formas de organização dos componentes curriculares – disciplinar,
interdisciplinar, transdisciplinar ou pluridisciplinar – e fortalecer a competência pedagógica
das equipes escolares, de modo que se adote estratégias mais dinâmicas, interativas e
colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem;
III. Selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas diversificadas,
recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se necessário, para
trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de
origem, suas comunidades, seus grupos de socialização, entre outros fatores;
IV. Conceber e pôr em prática situações e procedimentos para motivar e engajar os
estudantes nas aprendizagens;

V-Construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo ou de resultado, que


levem em conta os contextos e as condições de aprendizagem, tomando tais registros como
referência para melhorar o desempenho da instituição escolar, dos professores e dos alunos;
VI-Selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnológicos para apoiar o processo
de ensinar e aprender;
VII-Criar e disponibilizar materiais de orientação para os professores, bem como manter
processos permanentes de desenvolvimento docente, que possibilitem contínuo aperfeiçoamento
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 94

da gestão do ensino e aprendizagem, em consonância com a proposta pedagógica da instituição


ou rede de ensino;
VII Manter processos contínuos de aprendizagem sobre gestão pedagógica e curricular para os
demais educadores, no âmbito das instituições ou redes de ensino, em atenção às diretrizes
curriculares nacionais, definidas pelo Conselho Nacional de Educação e normas
complementares, definidas pelos respectivos Conselhos de Educação;

§1º Os currículos devem incluir a abordagem, de forma transversal e integradora, de temas


exigidos por legislação e normas específicas, e temas contemporâneos relevantes para o
desenvolvimento da cidadania, que afetam a vida humana em escala local, regional e global,
observando-se a obrigatoriedade de temas tais como o processo de envelhecimento e o respeito
e valorização do idoso; os direitos das crianças e adolescentes; a educação para o trânsito; a
educação ambiental; a educação alimentar e nutricional; a educação em direitos humanos; e a
educação digital, bem como o tratamento adequado da temática da diversidade cultural, étnica,
linguística e epistêmica, na perspectiva do desenvolvimento de práticas educativas ancoradas no
interculturalismo e no respeito ao caráter pluriétnico e plurilíngue da sociedade brasileira.

§2º As escolas indígenas e quilombolas terão no seu núcleo comum curricular suas línguas,
saberes e pedagogias, além das áreas do conhecimento, das competências e habilidades
correspondentes, de exigência nacional da BNCC.

Art. 9º As instituições ou redes de ensino devem intensificar o processo de inclusão dos alunos
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades nas classes comuns
do ensino regular, garantindo condições de acesso e de permanência com aprendizagem,
buscando prover atendimento com qualidade.

CAPÍTULO IV
DA BNCC NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Art. 10. Considerando o conceito de criança, adotado pelo Conselho Nacional de Educação na
Resolução CNE/CEB 5/2009, como “sujeito histórico e de direitos, que interage, brinca, imagina,
fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a
natureza e a sociedade, produzindo cultura”, a BNCC estabelece os seguintes direitos de
aprendizagem e desenvolvimento no âmbito da Educação Infantil:

I. Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando


diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à
cultura e às diferenças entre as pessoas;
II. Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com
diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a
produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas
experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e
relacionais;
III. Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da
escola e das atividades, propostas pelo educador quanto da realização das atividades da
vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes,
desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se
posicionando em relação a eles;
IV. Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções,
transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora
dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita,
a ciência e a tecnologia;
CURSO PREPARATÓRIO- CONCURSO RANCHARIA- BNCC 95

V- Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções,


sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de
diferentes linguagens; VI. Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e
cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas
diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na
instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário.

CAPÍTULO IV
DA BNCC NO ENSINO FUNDAMENTAL

Art. 11. A BNCC dos anos iniciais do Ensino Fundamental aponta para a necessária articulação
com as experiências vividas na Educação Infantil, prevendo progressiva sistematização dessas
experiências quanto ao desenvolvimento de novas formas de relação com o mundo, novas
formas de ler e formular hipóteses sobre os fenômenos, de testá-las, refutá-las, de elaborar
conclusões, em uma atitude ativa na construção de conhecimentos.

Art. 12. Para atender o disposto no inciso I do artigo 32 da LDB, no primeiro e no segundo ano do
Ensino Fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização, de modo que se
garanta aos estudantes a apropriação do sistema de escrita alfabética, a compreensão leitora e a
escrita de textos com complexidade adequada à faixa etária dos estudantes, e o desenvolvimento
da capacidade de ler e escrever números, compreender suas funções, bem como o significado e
uso das quatro operações matemáticas.

Art. 13. Os currículos e propostas pedagógicas devem prever medidas que assegurem aos
estudantes um percurso contínuo de aprendizagens ao longo do Ensino Fundamental,
promovendo integração nos nove anos desta etapa da Educação Básica, evitando a ruptura no
processo e garantindo o desenvolvimento integral e autonomia.

Art. 14. A BNCC, no Ensino Fundamental, está organizada em Áreas do Conhecimento, com as
respectivas competências, a saber:

I. Linguagens:
a. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza
dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e
expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais;

b. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em


diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades
de participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa,
democrática e inclusiva;

c. Utilizar diferentes linguagens –verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal,
visual, sonora e digital –, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e
sentimentos, em diferentes contextos, e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de
conflitos, de forma harmônica, e à cooperação;

d. Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro e promovam
os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local,
regional e global, atuando criticamente frente a questões do mundo contemporâneo;

e. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações


artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural
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da humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da


produção artístico-cultural, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas;

f. Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação, de forma crítica,


significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se
comunicar por meio das diferentes linguagens, produzir conhecimentos, resolver problemas e
desenvolver projetos autorais e coletivos.

II. Matemática:
a. Reconhecer que a Matemática é uma ciência humana, fruto das necessidades e preocupações
de diferentes culturas, em diferentes momentos históricos, bem com o uma ciência viva, que
contribui para solucionar problemas científicos e tecnológicos e para alicerçar descobertas e
construções, inclusive com impactos no mundo do trabalho;
b. Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e atuar no mundo,
reconhecendo também que a Matemática, independentemente de suas aplicações práticas,
favorece o desenvolvimento do raciocínio lógico, do espírito de investigação e da capacidade de
produzir argumentos convincentes;
c. Compreender as relações entre conceitos e procedimentos dos diferentes campos da
Matemática (Aritmética, Álgebra, Geometria, Estatística e Probabilidade) e de outras áreas do
conhecimento, sentindo segurança quanto à própria capacidade de construir e aplicar
conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a autoestima e a perseverança na busca de
soluções;
d. Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos presentes nas práticas
sociais e culturais, de modo que se investigue, organize, represente e comunique informações
relevantes, para interpretá-las e avaliá-las crítica e eticamente, produzindo argumentos
convincentes;
e. Utilizar processos e ferramentas matemáticas, inclusive tecnologias digitais disponíveis, para
modelar e resolver problemas cotidianos, sociais e de outras áreas de conhecimento, validando
estratégias e resultados;
f. Enfrentar situações-problema em múltiplos contextos, incluindo situações imaginadas, não
diretamente relacionadas com o aspecto prático-utilitário, expressar suas respostas e sintetizar
conclusões, utilizando diferentes registros e linguagens (gráficos, tabelas, esquemas, além de
texto escrito na língua materna e outras linguagens para descrever algoritmos, como fluxogramas
e dados);
g. Agir individual ou cooperativamente com autonomia, responsabilidade e flexibilidade, no
desenvolvimento e/ou discussão de projetos, que abordem, sobretudo, questões de urgência
social, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários, valorizando a
diversidade de opiniões de indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer
natureza;
h. Interagir com seus pares, de forma cooperativa, trabalhando coletivamente no planejamento e
desenvolvimento de pesquisas para responder a questionamentos, bem como na busca de
soluções para problemas, de modo que se identifique aspectos consensuais ou não na discussão
de uma determinada questão, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com
eles.

III. Ciências da Natureza:


a. Compreender as Ciências da Natureza como empreendimento humano e o conhecimento
científico como provisório, cultural e histórico;
b. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem
como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de forma que se
sinta, com isso, segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do
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mundo do trabalho, além de continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma


sociedade justa, democrática e inclusiva;
c. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo
natural, social e tecnológico (incluindo o digital), como também as relações que se estabelecem
entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e criar soluções
(inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza;
d. Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e culturais da ciência e de suas
tecnologias para propor alternativas aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles
relativos ao mundo do trabalho;
e. Construir argumentos com base em dados, evidências e informações confiáveis e negociar e
defender ideias e pontos de vista, que respeitem e promovam a consciência socioambiental e o
respeito a si próprio e ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de grupos
sociais, sem preconceitos de qualquer natureza;
f. Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e comunicação para se
comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas das
Ciências da Natureza, de forma crítica, significativa, reflexiva e ética;
g. Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, compreendendo-se na
diversidade humana, fazendo-se respeitar e respeitando o outro, recorrendo aos conhecimentos
das Ciências da Natureza e às suas tecnologias.
h. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade,
resiliência e determinação, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar
decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais e a respeito da saúde
individual e coletiva, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários.

IV. Ciências Humanas:


a. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de maneira que se exercite o
respeito à diferença, em uma sociedade plural, além de promover os direitos humanos;
b. Analisar o mundo social, cultural e digital, e o meio técnico-científicoinformacional, com base
nos conhecimentos das Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no tempo
e no espaço, para intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do
mundo contemporâneo;
c. Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser humano na natureza e na sociedade,
exercitando a curiosidade e propondo ideias e ações que contribuam para a transformação
espacial, social e cultural, de forma que participe efetivamente das dinâmicas da vida social,
exercitando a responsabilidade e o protagonismo, voltados para o bem comum, e a construção de
uma sociedade justa, democrática e inclusiva;
d. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas, com relação a si mesmo, aos outros e
às diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas,
promovendo, com isso, o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de grupos
sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer
natureza;
e. Comparar eventos ocorridos, simultaneamente, no mesmo espaço e em espaços variados, e
eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço, e em espaços variados;
f. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, para negociar e
defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direitos humanos e a consciência
socioambiental;
g. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica, e diferentes gêneros textuais e
tecnologias digitais de informação e comunicação, no desenvolvimento do raciocínio espaço-
temporal, relacionado a localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo
e conexão.
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V. Ensino Religioso:
a. Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias
de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos;
b. Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas
experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios;
c. Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de
valor da vida;
d. Conviver com a diversidade de identidades, crenças, pensamentos, convicções, modos de ser
e viver;
e. Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da
economia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente;
f. Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância,
discriminação e violência de cunho religioso, de modo que se assegure assim os direitos
humanos no constante exercício da cidadania e da cultura de paz.

§1º As Áreas do Conhecimento favorecem a comunicação entre os saberes dos diferentes


componentes curriculares, intersectam-se na formação dos alunos, mas preservam as
especificidades de saberes próprios construídos e sistematizados nos diversos componentes;

§ 2º O Ensino Religioso, conforme prevê a Lei 9.394/1996, deve ser oferecido nas instituições de
ensino e redes de ensino públicas, de matrícula facultativa aos alunos do Ensino Fundamental,
conforme regulamentação e definição dos sistemas de ensino.

CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 15. As instituições ou redes de ensino podem, de imediato, alinhar seus currículos e
propostas pedagógicas à BNCC. Parágrafo único. A adequação dos currículos à BNCC deve ser
efetivada preferencialmente até 2019 e no máximo, até início do ano letivo de 2020.

Art. 16. Em relação à Educação Básica, as matrizes de referência das avaliações e dos exames,
em larga escala, devem ser alinhadas à BNCC, no prazo de 1 (um) ano a partir da sua
publicação.

Art. 17. Na perspectiva de valorização do professor e da sua formação inicial e continuada, as


normas, os currículos dos cursos e programas a eles destinados devem adequar-se à BNCC, nos
termos do §8º do Art. 61 da LDB, devendo ser implementados no prazo de dois anos, contados
da publicação da BNCC, de acordo com Art. 11 da Lei nº 13.415/2017.

§ 1º A adequação dos cursos e programas destinados à formação continuada de professores


pode ter início a partir da publicação da BNCC.

§ 2º Para a adequação da ação docente à BNCC, o MEC deve proporcionar ferramentas


tecnológicas que propiciem a formação pertinente, no prazo de até 1 (um) ano, a ser
desenvolvida em colaboração com os sistemas de ensino.

Art. 18. O ciclo de avaliação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade),
seguinte à publicação da BNCC, deve observar as determinações aqui expostas em sua matriz
de referência.

Art. 19. Os programas e projetos pertinentes ao MEC devem ser alinhados à BNCC, em até 1
(um) ano após sua publicação.
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Art. 20. O PNLD – Programa Nacional do Livro Didático deve atender o instituído pela BNCC,
respeitando a diversidade de currículos, construídos pelas diversas instituições ou redes de
ensino, sem uniformidade de concepções pedagógicas.

Art. 21. A BNCC deverá ser revista após 5 (cinco) anos do prazo de efetivação indicado no art.
15.

Art. 22. O CNE elaborará normas específicas sobre computação, orientação sexual e identidade
de gênero.

Art. 23. O CNE, mediante proposta de comissão específica, deliberará se o ensino religioso terá
tratamento como área do conhecimento ou como componente curricular da área de Ciências
Humanas, no Ensino Fundamental.

Art. 24. Caberá ao CNE, no âmbito de suas competências, resolver as questões suscitadas pela
presente norma.

Art. 25. No prazo de 30 dias a contar da publicação da presente Resolução, o Ministério de


Educação editará documento técnico complementar contendo a forma final da BNCC, nos termos
das concepções, definições e diretrizes estabelecidas na presente norma.

Art. 26. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.

EDUARDO DESCHAMPS
Relator