Você está na página 1de 56

Operação de rebitagem e

montagem
O que são rebites?
Tipos de rebites

Prof. Fernando 1
E agora?
Um mecânico tem duas tarefas: consertar uma panela cujo cabo
caiu e unir duas barras chatas para fechar uma grade.
A questão é a seguinte: qual elemento de fixação é o mais
adequado para Solda ou rebite? Nos dois casos é necessário
fazer uniões permanentes. Que o cabo fique bem fixado à panela
e que as duas barras fiquem bem fixadas entre si.
Uniões móveis
UNIÕES MÓVEIS:
• Uniões moveis são aquelas que se
caracterizam pela possibilidade de separar as
peças previamente unidas sem danificar o
conjunto.

Prof. Fernando 3
Uniões Móveis

Prof. Fernando 4
Uniões Móveis
• UNIÕES MÓVEIS:
Os elementos que são mais utilizados e que
merecem destaque são:
1. Rebite,
2. Parafusos, porcas, arruelas,
3. cavilhas, contrapinos, anéis e chavetas.

Prof. Fernando 5
REBITES
• Um rebite compõe-se de um corpo em forma
de eixo cilíndrico e de uma cabeça.

Prof. Fernando 6
Rebites
• Os rebites são peças fabricadas em aço,
alumínio, cobre ou latão. Unem peças ou
chapas, principalmente, em estruturas
metálicas, de reservatórios, caldeiras,
máquinas, navios, aviões, veículos de
transporte e treliças.

Prof. Fernando 7
Rebites
• A união por rebites é um dos primeiros
sistemas de união mecânica de materiais
metálicos utilizado pela indústria de
manufatura.
• Processo de execução simples, barato e que
resulta em peças extremamente resistentes
são características desse tipo de
procedimento.

Prof. Fernando 8
Rebites
• A escolha adequada do rebite se dará pela
análise dos seguintes fatores:
i. Material do qual é feito;
ii. Tipo construtivo: Maciço ou oco;
iii. Tipo de sua cabeça;
iv. Suas dimensões:
v. o diâmetro do seu corpo;
vi. o seu comprimento útil.

Prof. Fernando 9
Rebites
• A fixação das pontas da lona de fricção do
disco de embreagem de automóvel é feita por
rebites.

Prof. Fernando 10
Rebites
• O comprimento útil do rebite corresponde à parte do
corpo que vai formar a união. A parte que vai ficar
fora da união é chamada sobra necessária e vai ser
usada para formar a outra cabeça do rebite.

Prof. Fernando 11
Rebites
• Os rebites podem ser maciços ou ocos:

Prof. Fernando 12
Tipos de Rebites

Prof. Fernando 13
Tipos de rebites
• A fabricação de rebites
é padronizada, ou seja,
segue normas técnicas
que indicam medidas
da cabeça, do corpo e
do comprimento útil
dos rebites.

Prof. Fernando 14
Tipos de processo de
Rebitagem
• Processo Manual
• Utilizado para rebitar em locais de difícil
acesso ou peças pequenas.
• Processo Mecânico
• Permite rebitamento mais resistente e
contínuo.

Prof. Fernando 15
Processo de rebitagem-
Manual
• Esse tipo de processo é feito à mão, com
pancadas de martelo.

Prof. Fernando 16
Processo de rebitagem-
Manual
• Após as chapas serem prensadas, o rebite é
martelado até encorpar, isto é, dilatar e
preencher totalmente o furo.

Prof. Fernando 17
Processo de Rebitagem-
Manual
• Em seguida, o formato da segunda cabeça é
feito por meio de outra ferramenta chamada
estampo.

Prof. Fernando 18
Processo de Rebitagem-
Mecânico
• O processo mecânico é feito por meio de
martelo pneumático ou de rebitadeiras
pneumáticas e hidráulicas.

Prof. Fernando 19
Processo a Quente
• Na rebitagem a quente o rebite é aquecido por
fornos a gás, elétricos ou maçarico. O rebite é
martelado à mão ou à máquina até adquirir o
formato. Os fornos possibilitam um controle da
temperatura necessária para aquecer o rebite. Já
o maçarico apresenta a vantagem de permitir o
deslocamento da fonte de calor. A rebitagem a
quente é indicada para rebites com diâmetro
superior a 6,35 mm. Aplicada, especialmente, em
rebites de aço.

Prof. Fernando 20
Processo a frio
• A rebitagem a frio é feita por martelamento,
sem utilizar qualquer fonte de calor. Indicada
para rebites com diâmetro de até 6,3 mm, se
o trabalho for à mão, e de 10 mm, se for à
máquina. Usa-se na rebitagem a frio rebites
de aço, alumínio etc.

Prof. Fernando 21
Tipos de Rebitagem
• Os tipos de rebitagem variam de acordo com a
largura das chapas que serão rebitadas e o
esforço a que serão submetidas.
• Assim, temos a rebitagem de recobrimento, de
recobrimento simples e de recobrimento duplo.

Prof. Fernando 22
Rebitagem de Recobrimento
• Na rebitagem de recobrimento, as chapas são
apenas sobrepostas e rebitadas.
• Esse tipo destina-se somente a suportar
esforços e é empregado na fabricação de vigas e
de estruturas metálicas.

Prof. Fernando 23
Rebitagem de Recobrimento

Prof. Fernando 24
Rebitagem de Recobrimento
Simples
• É destinada a suportar esforços e permitir
fechamento ou vedação.
• É empregada na construção de caldeiras a
vapor e recipientes de ar comprimido.
• Nessa rebitagem as chapas se justapõem e
sobre elas estende-se uma outra chapa para
cobri-las.

Prof. Fernando 25
Rebitagem de Recobrimento
Simples

Prof. Fernando 26
Rebitagem de Recobrimento
Duplo
• Usada unicamente para uma perfeita vedação.
• É empregada na construção de chaminés e
recipientes de gás para iluminação.
• As chapas são justapostas e envolvidas por
duas outras chapas que as recobrem dos dois
lados.

Prof. Fernando 27
Rebitagem de Recobrimento
Duplo

Prof. Fernando 28
Tipos de ligação:
• Podemos classificar as ligações por rebites de
três formas distintas:

• Ligações Resistentes,
• Ligações Estanques,
• Ligações Resistentes e Estanques.

Prof. Fernando 29
Ligações Resistentes

• O objetivo é conseguir que as duas peças


ligadas transmitam os esforços e lhes resistam
como se fossem uma única, ex: nas estruturas
metálicas de edifícios, pontes etc.

Prof. Fernando 30
Prof. Fernando 31
Ligações Estanques

• Quando se pretende que as juntas da ligação


impeçam a passagem de gases ou líquidos, ex:
depósitos de gases.

Prof. Fernando 32
Ligações Resistentes e
Estanques
• Quando se pretende que tenham
simultaneamente as características dos dois
tipos anteriores. ex: construção naval,
caldeiras, etc.

Prof. Fernando 33
Cálculo do rebite
• A escolha do rebite é feita de acordo com a
espessura das chapas que se quer rebitar. A
prática recomenda que se considere a chapa
de menor espessura e se multiplique esse
valor por 1,5, segundo a fórmula:

Prof. Fernando 34
Cálculo do diâmetro do rebite

Prof. Fernando 35
Cálculo do diâmetro do
rebite
• Exemplo - para rebitar duas chapas de aço,
uma com espessura de 5 mm e outra com
espessura de 4 mm, qual o diâmetro do
rebite?

Prof. Fernando 36
Cálculo do diâmetro do
furo
• O diâmetro do furo pode ser calculado
multiplicando-se o diâmetro do rebite pela
constante 1,06.

Prof. Fernando 37
Cálculo do diâmetro do furo
• Exemplo – qual é o diâmetro do furo para um
rebite com diâmetro de 6,35 mm?

Prof. Fernando 38
Cálculo do comprimento
útil do rebite
• O cálculo desse comprimento é feito por meio
da seguinte fórmula:

Prof. Fernando 39
Cálculo do comprimento útil
do rebite
• Para rebites de cabeça redonda e cilíndrica,
temos:

Prof. Fernando 40
Cálculo do comprimento útil
do rebite
• Para rebites de cabeça escareada, temos:

Prof. Fernando 41
Cálculo do comprimento útil
do rebite
• Exemplo - Calcular o comprimento útil de um
rebite de cabeça redonda com diâmetro de
3,175 mm para rebitar duas chapas, uma com
2 mm de espessura e a outra com 3 mm.

Prof. Fernando 42
Cálculo do comprimento útil
do rebite
• Calcular o comprimento útil de um rebite de
cabeça escareada com diâmetro de 4,76 mm
para rebitar duas chapas, uma com 3 mm de
espessura e a outra com 7 mm de espessura.

Prof. Fernando 43
Defeitos de rebitagem
• Os principais defeitos na rebitagem são
devidos, geralmente, ao mau preparo das
chapas a serem unidas e à má execução das
operações nas fases de rebitagem.

Prof. Fernando 44
defeitos causados pelo mau preparo
das chapas

• Furos fora do eixo, formando degraus.

Prof. Fernando 45
defeitos causados pelo mau preparo
das chapas

• Diâmetro do furo muito maior em relação ao


diâmetro do rebite.

Prof. Fernando 46
defeitos causados pelo mau preparo
das chapas

• Chapas mal encostadas.

Prof. Fernando 47
Defeitos pela má execução das
operações de rebitagem

• Aquecimento excessivo do rebite.

Prof. Fernando 48
Defeitos pela má execução das
operações de rebitagem
• Rebitagem descentralizada.

Prof. Fernando 49
Defeitos pela má execução das
operações de rebitagem
• Mal uso das ferramentas para fazer a cabeça.

Prof. Fernando 50
Defeitos pela má execução das
operações de rebitagem
• O comprimento do corpo do rebite é pequeno
em relação à espessura da chapa.

Prof. Fernando 51
Vantagens e desvantagens:

• As junções rebitadas são mais simples e baratas que as


soldadas;
• Possibilitam um controle de qualidade mais simples
que as soldadas;
• As junções rebitadas são mais pesadas e seu campo de
aplicação não é tão vasto quanto o das junções por
solda;
• Acarretam uma redução da resistência do material da
ordem de 13 a 42%, devido à redução de área pela
furacão para os rebites, contra uma redução de 10 a
40% para as junções soldadas;

Prof. Fernando 52
Considerações práticas
Nas estruturas de aço:
• Não devem ocorrer maiores deformações das chapas nem escoamentos
das junções rebitadas;
• Os valores experimentais das tensões dos rebites se encontram tabelados
em normas;
Nas construções de caldeiras:

• Não devem ser ultrapassados os limites de deslizamento entre as chapas;


• Os valores das tensões são também tabelados;

Para solicitações dinâmicas:

• Não se devem ultrapassar o limite de deslizamento da junção rebitada


nem o de resistência permanente da chapa;

Prof. Fernando 53
Considerações práticas

Superfície da chapa rebitada:


• Quanto mais áspera for a superfície da chapa rebitada tanto maiores serão
a resistência ao deslizamento e o limite de resistência permanente.
• Experiência mostra que chapas de aço pintadas com zarcão apresentaram
uma resistência ao deslocamento 50% inferior àquelas que foram limpas
com gasolina;

Nas junções rebitadas de chapas sobrepostas:

• Essas junções são solicitadas também por flexão pois sofrem efeitos do
momento fletor;
• As forças aplicadas às chapas sobrepostas não agem integralmente para
gerar o momento fletor, sendo parte da força transmitida de uma chapa a
outra;

Prof. Fernando 54
Considerações práticas
Nas junções rebitadas:
• Quando se utiliza um par de laias de junção, a
resistência ao deslizamento é menor pois, se as
espessuras das duas chapas não forem exatamente
iguais, se aplicará menor pressão à chapa de menor
espessura;
Havendo várias fileiras sucessivas de rebites:

• O limite de deslizamento é atingido nas fileiras


externas antes de o ser na internas, de modo que, para
três fileiras de rebites, tensão dever ser reduzido;
Prof. Fernando 55
Considerações práticas
Comprimento do rebite:
• Quanto maior a soma das espessuras das chapas rebitadas uma a
outra, tanto maior o comprimento das hastes dos rebites utilizados
e, portanto, tanto maiores as respectivas contrações de
resfriamento, o que resulta em maior resistência ao deslizamento;
Execução:

• A rebitagem feita à máquina apresenta um limite de deslizamento


maior e mais uniforme entre as chapas rebitadas que o obtido na
rebitagem feita à mão;
• Entre as propriedades dos dois tipos de rebitagem acima citados se
situam as propriedades da rebitagem feita com martelo de ar
comprimido.

Prof. Fernando 56