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22/09/2018 DESPADEC

Poder Judiciário
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO
Otávio Francisco Caruso da Rocha, 300, 6º andar - Bairro: Praia de Belas - CEP: 90010-395 - Fone:
(51)3213-3161 - Email: gluciane@trf4.gov.br

AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5021309-13.2018.4.04.0000/SC


AGRAVANTE: IDEAL IMPORTACAO E EXPORTACAO LTDA
ADVOGADO: RAQUEL SEGALLA REIS
AGRAVADO: UNIÃO - FAZENDA NACIONAL

DESPACHO/DECISÃO

Cuida-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo,


interposto por DANURI IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA (atual razão
social de IDEAL IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO LTDA), em face de decisão
proferida em mandado de segurança, a seguir transcrita (evento 4):

1. RELATÓRIO

Trata-se de mandado de segurança impetrado por Ideal Importação e


Exportação LTDA contra ato praticado, em tese, pelo Inspetor Chefe da
Alfândega do Porto de Itajaí/SC, por meio do qual requer, liminarmente:

(i) (...) a conclusão imediata do despacho aduaneiro da Declaração de


Importação nº 18/0676448-4, com a consequente liberação das mercadorias,
independentemente de caução, sob pena de multa diária a ser fixada pelo juízo
federal; ou sucessivamente;

(ii) o imediato prosseguimento do despacho aduaneiro, dispensada a retificação


da Declaração de Importação 18/0676448-4, condicionada à prestação de
garantia idônea, à escolha da impetrante, nos termos dispostos no § 1º, inciso I,
do artigo 571, do Regulamento Aduaneiro.

Narra que importou lâmpadas de LED conforme Declaração de Importação (DI)


nº 18/0676448-4, registrada na data de 13/04/2018, submetida pela Receita
Federal a Procedimento Especial de Controle Aduaneiro - PECA ao argumento
da suspeita de fraude no valor declarado da mercadoria por meio de adulteração
ou falsificação, material ou ideológica, de documento necessário ao
desembaraço, desamparado de qualquer elemento comprobatório mínimo.

Diz que requereu em 03/05/2018 a entrega da mercadoria mediante assinatura de


termo de depositário para cessar os custos de armazenamento, mas o pedido foi
negado pela autoridade por ausência de previsão legal. Sustenta que é a terceira
vez que é submetida ao PECA e que nas duas anteriores a carga foi liberada após
40 dias por ausência de comprovação de fraude.

Conclui que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça já firmou


entendimento de que as suspeitas de subfaturamento não são causa de retenção
de mercadorias.

Decido.

2. FUNDAMENTAÇÃO

Prevê o artigo 7º da Lei nº 12.016/09: "Ao despachar a inicial, o juiz


ordenará: III - que se suspenda o ato que deu motivo ao pedido, quando houver
fundamento relevante e do ato impugnado puder resultar a ineficácia da medida,
https://eproc.trf4.jus.br/eproc2trf4/controlador.php?acao=acessar_documento_publico&doc=41528321039253131046158142109&evento=757&k… 1/6
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caso seja finalmente deferida, sendo facultado exigir do impetrante caução,
fiança ou depósito, com o objetivo de assegurar o ressarcimento à pessoa
jurídica".

A parametrização para o canal cinza de conferência aduaneira pressupõe a


instauração do Procedimento Especial de Controle Aduaneiro previsto na IN RFB
nº 1.169/2011. De acordo com o artigo 9º da Instrução Normativa RFB nº
1.169/2011, "O procedimento especial previsto nesta Instrução Normativa deverá
ser concluído no prazo máximo de 90 (noventa) dias, prorrogáveis por igual
período".

Observo que a DI nº 18/0676448-4 é objeto de instauração de PECA (evento 1,


OUT11). A declaração de importação foi registrada em 13/04/2018 (evento 1,
OUT4), o que significa dizer que não foi ultrapassado o prazo máximo de 180
dias, não havendo ilegalidade a ser sanada por excesso de prazo.

Quanto ao pedido de liberação das mercadorias mediante caução, saliento que a


Instrução Normativa RFB nº 1678, de 22 de dezembro de 2016, acrescentou o
artigo 5º-A à Instrução Normativa RFB nº 1169, de 29 de junho de 2011, com a
seguinte redação:

Art. 5º-A Caso as irregularidades que motivaram a retenção de que trata o art. 5º
sejam exclusivamente as elencadas nos incisos IV e V do caput do art. 2º, a
mercadoria poderá ser desembaraçada ou entregue antes do término do
procedimento especial de controle mediante a prestação de garantia.

Dispõe o artigo 2º da IN RFB nº 1169:

Art. 2º As situações de irregularidade mencionadas no art. 1º compreendem, entre


outras hipóteses, os casos de suspeita quanto à:

I - autenticidade, decorrente de falsidade material ou ideológica, de qualquer


documento comprobatório apresentado, tanto na importação quanto na
exportação, inclusive quanto à origem da mercadoria, ao preço pago ou a pagar,
recebido ou a receber;

II - falsidade ou adulteração de característica essencial da mercadoria;

III - importação proibida, atentatória à moral, aos bons costumes e à saúde ou


ordem públicas;

IV - ocultação do sujeito passivo, do real vendedor, comprador ou de


responsável pela operação, mediante fraude ou simulação, inclusive a
interposição fraudulenta de terceiro;

V - existência de fato do estabelecimento importador, exportador ou de qualquer


pessoa envolvida na transação comercial; ou

VI - falsa declaração de conteúdo, inclusive nos documentos de transporte.

(...)

No caso dos autos, consta na intimação fiscal que "A seleção da referida
operação para procedimento especial foi motivada por suspeita de fraude no
valor declarado das mercadorias por meio de adulteração ou falsificação,
material ou ideológica de documento necessário ao desembraço das mercadorias
importadas, irregularidade punível com a perda de perdimento" (evento 1,
OUT11, destaquei), enquadrando-se a situação, portanto, no art. 2º, inciso I, da
Instrução Normativa RFB 1169/2011 acima citada.

Com efeito, só seria cabível a prestação de caução caso as irregularidades que


motivaram a retenção residissem exclusivamente nos casos elencados nos incisos
IV e V do caput do art. 2º, conforme artigo 5º-A da IN RFB nº 1169, de 29 de
junho de 2011.

https://eproc.trf4.jus.br/eproc2trf4/controlador.php?acao=acessar_documento_publico&doc=41528321039253131046158142109&evento=757&k… 2/6
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Na espécie, como mencionado, a DI foi submetida a PECA em face de suspeita de
fraude mediante falsidade documental.

Em tal hipótese há possibilidade, em tese, de decretação do perdimento da


mercadoria. Apenas quando se tratar de subfaturamento como infração
administrativa isolada a decretação do perdimento mostra-se desproporcional.
Nesse sentido, cito a jurisprudência (destaquei):

TRIBUTÁRIO E ADUANEIRO. IMPORTAÇÃO. FATURA COMERCIAL.


FALSIDADE IDEOLÓGICA. SUBFATURAMENTO. INFRAÇÃO
ADMINISTRATIVA ISOLADA. CRITÉRIO DA ESPECIALIDADE. MULTA. O
subfaturamento, como infração administrativa isolada, e pelo critério da
especialidade, sujeita o importador à pena de multa prevista no art. 633, I, do
Decreto nº 5.453/02, mostrando-se desproporcional o perdimento da mercadoria
importada. Precedentes. (TRF da 4ª Região; APELAÇÃO CÍVEL Nº 5048493-
23.2014.4.04.7100/RS; Relator Rômulo Pizzolatti, Relator do acórdão: João
Batista Lazzari, 23/02/2016)

Indícios de fraude, por outro lado, autorizam o perdimento (destaquei):

TRIBUTÁRIO. IMPORTAÇÃO. DESEMBARAÇO ADUANEIRO.


SUBFATURAMENTO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. MERCADORIA. PENA DE
PERDIMENTO. DESCABIMENTO. INTERPRETAÇÃO LEGAL. ANTINOMIA
EM RELAÇÃO A ATO INFRALEGAL. HIERARQUIA DAS NORMAS.]1. Para se
aplicar a pena de perdimento, é necessário que o subfaturamento tenha sido
perpetrado por outros meios de fraude (como a falsidade material), não
abrangendo as hipóteses em que o subfaturamento configure apenas a falsidade
ideológica, pois há norma específica tipificando essa conduta como infração
administrativa apenada com multa de 100 % sobre a diferença dos preços.2.
Inovação normativa por ato infralegal consistente no § 3º-A no art. 689 do
Decreto Nº 6.759/2009 - inicialmente incluído pelo Decreto nº 7.213/2010, com
nova redação dada pelo Decreto Nº 8.010/2013 - que não tem o condão de
modificar o posicionamento sedimentado na jurisprudência do e. STJ e desta
Corte sobre o tema, fundada em interpretação dos dispositivos legais de regência,
em razão da hierarquia das normas.3. Apelação e remessa oficial desprovidas.
(TRF4 5014251-05.2014.404.7208, PRIMEIRA TURMA, Relatora MARIA DE
FÁTIMA FREITAS LABARRÈRE, juntado aos autos em 09/08/2016)

ADUANEIRO. TRIBUTÁRIO. IMPORTAÇÃO. PARAMETRIZAÇÃO DA DI.


CANAL VERMELHO. INTERRUPÇÃO DO DESPACHO ADUANEIRO.
RETENÇÃO DA MERCADORIA. INSTAURAÇÃO DO PROCEDIMENTO
ESPECIAL DE FISCALIZAÇÃO ADUANEIRA PREVISTO NA IN/SRF Nº
1.169/2011. EXCESSO DE PRAZO. SUSPEITAS DE SUBFATURAMENTO.
INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA ISOLADA QUE NÃO JUSTIFICA A
APLICAÇÃO DA PENA DE PERDIMENTO. LIBERAÇÃO DA MERCADORIA
APREENDIDA.1. No que se refere à questão dos prazos legais considerados pela
jurisprudência para o transcurso regular do despacho de importação, nota-se
uma tendência à uniformização dos oito dias previstos no Decreto n. 70.235/72,
que dispõe sobre o processo administrativo fiscal.2. O subfaturamento, como
infração administrativa isolada, e pelo critério da especialidade, sujeita o
importador à pena de multa prevista no art. 633, I, do Decreto nº 4.543/02,
mostrando-se desproporcional o perdimento da mercadoria importada 3.
Reconhecido o direito à liberação da mercadoria, sem prejuízo à continuidade do
procedimento especial que visa à apuração da suspeita de irregularidade na
operação. (TRF4, AC 5000578-08.2015.404.7208, SEGUNDA TURMA, Relator
OTÁVIO ROBERTO PAMPLONA, juntado aos autos em 07/07/2016)

Por tais razões, enquanto não concluída a apuração, não prospera o pedido de
liberação da mercadoria mediante caução.

3. DISPOSITIVO

Ante o exposto, indefiro o pedido liminar.

Intimem-se as partes desta decisão, notificando-se a autoridade coatora para


apresentação de informações no prazo legal.

https://eproc.trf4.jus.br/eproc2trf4/controlador.php?acao=acessar_documento_publico&doc=41528321039253131046158142109&evento=757&k… 3/6
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Em cumprimento ao artigo 7º, inciso II, da Lei 12.016/2009, intime-se a pessoa
jurídica, na qualidade de interessada, de todos os atos processuais, cientificando-
a de que sua exclusão fica condicionada à manifestação expressa de ausência de
interesse na lide, hipótese em que deverá ser retificada a autuação para excluí-la
do polo passivo.

Apresentadas as informações ou escoado o prazo legal, intime-se o MPF para


manifestação (art. 12 da Lei nº 12.016/09).

Após, voltem conclusos para sentença.

Sustenta a parte agravante, em síntese, que: (i) essa é a terceira vez


que é submetida a um procedimento especial de controle aduaneiro (PECA) nas
importações de lâmpadas LED e nas duas anteriores - DI’s 17.00656233-2 e
17.0605271-7 (também parametrizadas no canal cinza) - as cargas foram liberadas
devido à ausência de qualquer irregularidade nas operações de importação; (ii)
para haver abertura do PECA não se pode prescindir da prova do elemento nuclear
da conduta fraude e isto porque não haverá infração aduaneira sem falsidade
documental; e não haverá infração sem prova de fraude; (iii) a fraude depende da
existência deliberada do agente praticar o ato criminoso (falsidade documental) e
que no caso dos autos inexiste sequer indício mínimo de existência de fraude,
muito pelo contrário, os documentos juntados ao feito comprovam
categoricamente a regularidade da operação de importação; (iv) uma das
explicações possíveis para essa nova fiscalização decorre pura e simplesmente da
parametrização automática do sistema, realizada pelo órgão responsável pela
inserção desses dados no SISCOMEX, qual seja, o Centro Nacional de Gestão de
Riscos Aduaneiros (CERAD); todavia, a instauração do Procedimento Especial de
Controle Aduaneiro (inciso IV do artigo 21 da IN 680/2006 e previsto na Instrução
Normativa RFB nº 1.169/2011) traz de imediato efeitos negativos concretos à
empresa pois, por período considerável (pode perdurar por mais de 180 dias), não
poderá dispor das mercadorias e terá como encargo o pagamento das despesas
portuárias, demurrage, desacordos comerciais que implicam no pagamento de
multas e indenizações, diminuição da confiabilidade mercantil e freio da livre
iniciativa comercial; (v) nos termos do artigo 133, V, da Portaria MF nº 203/2012,
compete ao CERAD “inserir os parâmetros de seleção fiscal aduaneira nos
sistemas informatizados de controle de carga, trânsito e despacho aduaneiro.”;
todavia, observa-se que o conteúdo dos parâmetros lançados pelo CERAD não
possui normatização específica, ou seja, é juízo discricionário do órgão a indicação
de parâmetros que direcionam as importações para o canal cinza de conferência
aduaneira; (vi) inexiste também norma que defina por quanto tempo poderão
perdurar os parâmetros lançados pelo CERAD para determinados importadores,
como o caso da agravante; (vii) repisa que muito embora o PECA se destine
também à apuração de irregularidades no que se refere ao preço da mercadoria,
exige-se, para sua instauração, que a suspeita de subfaturamento da operação esteja
fincada em indícios objetivos da ocorrência de fraude, o que não é o caso dos
autos; (viii) a operação de importação aqui debatida, registrada sob a Declaração
de Importação nº 18-0676448-4, foi precedida pelo deferimento de três licenças de
importação não automáticas, prévias ao embarque, por parte do DECEX (LI’s
18/0806219-6, 18/0806332-0 e 18/0805907-1), não sendo crível que a empresa
tenha conseguido simular ou distorcer preços, ainda mais utilizando de
subterfúgios como a falsidade documental ou ideológica, para obter as referidas
licenças, como quer fazer crer o Fisco, por intermédio de seu sistema de
parametrização automática; e, (ix) o preço declarado corresponde fidedignamente
ao preço efetivamente pago na operação de importação declarada na DI nº
18/0676448-4, conforme se vê na fatura comercial consularizada.

Requer a antecipação de tutela para que seja determinada a conclusão


imediata do despacho aduaneiro da Declaração de Importação nº 18/0676448-4,
com a consequente liberação das mercadorias, independentemente de caução, sob
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pena de multa diária a ser fixada pelo juízo federal; ou sucessivamente; (b) o
imediato prosseguimento do despacho aduaneiro da Declaração de Importação nº
18/0676448-4, condicionado à prestação de garantia idônea, à escolha da empresa
agravante, nos termos dispostos no § 1º, inciso I, do artigo 571, do Regulamento
Aduaneiro. Ao final, seja determinada a conclusão imediata do despacho
aduaneiro da DI nº 18/0676448-4, com a consequente liberação das mercadorias,
independentemente de caução, sob pena de multa diária a ser fixada pelo
magistrado de primeiro grau.

É o relatório. Decido.

Admissibilidade

O recurso deve ser admitido, uma vez que a decisão agravada está
prevista no rol taxativo do artigo 1.015 do CPC/2015 e os demais requisitos de
admissibilidade também estão preenchidos.

Efeito suspensivo

A empresa postula a suspensão da eficácia da decisão recorrida.

De regra, os recursos não acarretam automática suspensão dos efeitos


da decisão recorrida. Todavia, a pedido da parte recorrente, o Relator pode
determinar a suspensão de sua eficácia, desde que preenchidos, simultaneamente,
os requisitos do parágrafo único do artigo 995 do CPC/2015, verbis:

Art. 995. Os recursos não impedem a eficácia da decisão, salvo disposição legal
ou decisão judicial em sentido diverso.

Parágrafo único. A eficácia da decisão recorrida poderá ser suspensa por


decisão do relator, se da imediata produção de seus efeitos houver risco de dano
grave, de difícil ou impossível reparação, e ficar demonstrada a probabilidade de
provimento do recurso.

De início registro que, em exame de mérito do presente agravo de


instrumento, não verifico, pelo que consta dos autos, a presença de risco de dano
irreparável ou de difícil reparação que torne imprescindível a manifestação quanto
à matéria de direito controvertida, podendo aguardar a instrução regular do
processo, à luz dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa,
ainda mais se considerado o célere tramite do processo eletrônico. Cabe salientar,
ainda, que a mercadoria importada não é perecível (lâmpadas e tubos de diodos
emissores de luz - LED).

A seguir reproduzo precedentes deste Tribunal, no sentido de que o


risco de dano irreparável ou de difícil reparação é requisito necessário para o
exame de mérito do agravo de instrumento:

AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSO DE CONHECIMENTO.


PROCEDIMENTO COMUM. TUTELA DE URGÊNCIA. PERIGO DA DEMORA.
A concessão da tutela provisória de urgência depende da demonstração do perigo
da demora. (TRF4, AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5006084-
84.2017.404.0000, 2ª TURMA, Des. Federal RÔMULO PIZZOLATTI, POR
UNANIMIDADE, JUNTADO AOS AUTOS EM 17/05/2017)

AGRAVO DE INSTRUMENTO. MANDADO DE SEGURANÇA. LIMINAR. Não


demonstrada a presença do perigo da demora, incabível a concessão da liminar.
(TRF4, AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5005406-69.2017.404.0000, 1ª
TURMA, Des. Federal JORGE ANTONIO MAURIQUE, POR UNANIMIDADE,
JUNTADO AOS AUTOS EM 06/04/2017)

https://eproc.trf4.jus.br/eproc2trf4/controlador.php?acao=acessar_documento_publico&doc=41528321039253131046158142109&evento=757&k… 5/6
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TRIBUTÁRIO. AGRAVO. PROCEDIMENTO COMUM. TUTELA. DILAÇÃO
PROBATÓRIA. PERIGO DA DEMORA. AUSÊNCIA DA DEMONSTRAÇÃO DE
URGÊNCIA. 1. Ausente a demonstração de risco de dano grave, irreparável ou
de difícil reparação, deve-se aguardar a instrução regular do processo, à luz dos
princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. 2. Não se
encontram presentes, em exame precário realizado em sede de agravo de
instrumento, todos os requisitos necessários à inversão da regra de entrega da
prestação jurisdicional ao final da demanda, por meio de antecipação da tutela.
3. Não há fato extremo que reclame urgência e imediata intervenção desta
instância revisora. (TRF4, AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5031200-
97.2014.404.0000, 2ª TURMA, Juiz Federal ANDREI PITTEN VELLOSO, POR
UNANIMIDADE, JUNTADO AOS AUTOS EM 29/03/2017)

TRIBUTÁRIO. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. FALTA DE PERIGO. 1. A tutela de


urgência será concedida quando houver elementos que evidenciem a
probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do
processo. 2. Não demonstrada a presença do perigo da demora, incabível a
concessão da liminar. (TRF4, AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5050847-
10.2016.404.0000, 1ª TURMA, Des. Federal JORGE ANTONIO MAURIQUE,
POR UNANIMIDADE, JUNTADO AOS AUTOS EM 17/03/2017)

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM PROCEDIMENTO COMUM. ANTECIPAÇÃO


DE TUTELA. AUSÊNCIA DE REQUISITOS. 1. O art. 300, do novo CPC,
preconiza que "a tutela de urgência será concedida quando houver elementos que
evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado
útil do processo." 2. Caso em que não estão presentes os requisitos necessários
ao deferimento da medida antecipatória. 3. Deve o recorrente aguardar a solução
do litígio na via regular da prolação de sentença, já que não lhe socorre
fundamento fático/jurídico suficiente para que lhe sejam antecipados os efeitos da
tutela. 4. Agravo desprovido. (TRF4, AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 5001412-
33.2017.404.0000, 2ª TURMA, Juiz Federal ROBERTO FERNANDES
JUNIOR, POR UNANIMIDADE, JUNTADO AOS AUTOS EM 05/04/2017)

Desta forma, não encontro nas alegações da parte agravante fato


extremo que reclame urgência e imediata intervenção desta instância revisora.

Ante o exposto, indefiro o pedido de efeito suspensivo.

À parte agravada para contrarrazões. Após, voltem conclusos para


inclusão em pauta.

Documento eletrônico assinado por ANDREI PITTEN VELLOSO, Juiz Relator, na forma do artigo 1º,
inciso III, da Lei 11.419, de 19 de dezembro de 2006 e Resolução TRF 4ª Região nº 17, de 26 de março de
2010. A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico
http://www.trf4.jus.br/trf4/processos/verifica.php, mediante o preenchimento do código verificador
40000515449v17 e do código CRC aba7c86b.

Informações adicionais da assinatura:


Signatário (a): ANDREI PITTEN VELLOSO
Data e Hora: 6/6/2018, às 18:50:20

5021309-13.2018.4.04.0000 40000515449 .V17

https://eproc.trf4.jus.br/eproc2trf4/controlador.php?acao=acessar_documento_publico&doc=41528321039253131046158142109&evento=757&k… 6/6