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PROFESSOR MEDIADOR

Artigo apresentado como requisito de


etapa de avaliação do curso de Prática
Profissional: Pesquisa no Ensino de
História I – Graduação: Licenciatura em
História – Período: Segundo Semestre
Noturno – Escola de Humanidades –
Pontifícia Universidade Católica do
Paraná.

ORIENTADOR:
PROFESSOR JAIR PASSOS

CURITIBA 2018
PROFESSOR MEDIADOR

Palavras-chave: Professor, Mediador, Aluno, Tradição, Ambientalismo, Inatismo,


Interacionismo, Pácto.

1 INTRODUÇÃO

Vem se observando um novo perfil de professores e educadores neste último


século, o qual remete o professor para a condição de mediador, entre o ensino e o
aluno, de forma a encorajar a busca do saber, não somente pelo que ensina-se em
sala de aula, mas também incentivando uma autonomia e posicionamento crítico do
aluno.
Neste processo, observa-se a necessidade de unir ao aprendizado e a
aplicação de conceitos que possibilitem uma interação maior entre professor e aluno,
juntando razão, sensação, sentimento e intuição, trazendo para sala de aula uma
coparticipação entre os indivíduos participantes.

2 OBJETIVO

Compreender a função de Mediador do professor, assim como as metodologias


propostas, para que se faça possível essa transposição do sistema antigo e tradicional
para os novos modelos propostos pela atualidade.

2 ANÁLISE

Dou Início a este artigo, citando o procedimento adotado pelo professor JAIR
PASSOS em aula administrada na Faculdade PUC-PR, para turma de História
segundo semestre noturno 2018, no qual ele sugere um “pacto” entre ele (Educador)
e os alunos da Licenciatura em questão. Esse pacto consistiu em dizer que da parte
dele se comprometia em ensinar por amor a profissão de professor e que espera uma
reciprocidade dos alunos que se comprometessem aprender com o mesmo prazer
que ele administra suas aulas. Com essa simples proposta criou-se um laço de
aproximação entre as partes envolvidas, dando início ao um processo de cumplicidade

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positiva ao meio escolar e a lógica de coparticipação entre professor e aluno em sala
de aula.

"...é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que


suas características de personalidade que colabora para uma
adequada aprendizagem dos alunos...”
(ABREU & MASETTO , 1990, p. 115)

Segundo PASSOS (2016), ao citar Abreu e MASETO (1990, p. 11), até o final
do século XX o professor apresentava-se: “como sendo o de facilitador da
aprendizagem de seus alunos.” Ele ainda sugere que o papel do professor não era o
de ensinar e sim o de ajudar os alunos a aprender. Contudo as novas tendências e os
avanços tecnológicos, requerem uma busca de um novo perfil, no qual se enquadra o
papel de Mediador e não mais do Auxiliador, como citado por PASSOS ao referenciar
MATOS (2003, p. 42), quando diz que: “É o mediador que procura ajustar o ritmo,
readequar metas, auxiliar nas decisões comuns, aproximar as pessoas, validar os
encaminhamentos e sugerir alternativas.”
Segundo o autor também é função desse Mediador a introdução e ou a
aplicação das mídias tecnológicas no auxílio das aulas, sejam elas de qual natureza
for, pois a média por ela mesma não tem função educativa e sim apenas informativa,
e as propostas de interação e compreensão dessas informações depende da
orientação e discussão sugerida pelo Professor Mediador. Podemos tomar por
exemplo professores que trazem filmes para sala de aula e não promovem uma
discussão ou reflexão sobre o conteúdo.
O texto sugerido como leitura para este artigo PROFESSOR MEDIADOR (...)
NA SALA DE AULA (p. 26 a 42) (PASSOS, 2016), apresenta ainda um breve relato
do papel do professor na História, classificando suas metodologias conforme teorias
de filósofos e pensadores como: Platão, Aristóteles, Descartes, Locke, David Hume,
Immanuel Kant, Piaget, Vygotsky, Wallon e Paulo Freire, classificando elas como:
Inatistas, Racionalista (que vem de razão), Empiristas (que vem de experiências),
Interacionistas, Sociointeracionistas, Construtivistas E Ambientalistas (PASSOS,
2016).
Em análise PASSOS (2016) apresenta características de algumas delas,
citando (BIGGE, 1977, p. 24) apresenta o Inatismo como sendo um conhecimento

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Inato ao aluno que necessita do professor para fazê-lo trazer à tona, ou seja o aluno
já possui o conhecimento e com a ajuda do professor passa a aplica-lo.
Para o autor a concepção ambientalista é contrária à inatista, pois nessa
concepção o indivíduo nasce com a mente limpa e depende do professor para passar-
lhe conhecimento.
No ideal de Condicionamento, PASSOS ao fazer uma citação de (CÓRIA-
SABINI, 1986, p. 3), afirma que o professor apresentava-se na condição de condutor
e condicionador de conhecimento, técnica essa muito usada no período da
Intervenção Militar no Brasil das décadas de 60, 70 e início de 80.
Segundo o autor as teorias que mais se aproximam do modelo
Professor/Mediador são as de Piaget, Vygotsky, Gramsci, Wallon, Paulo Freire que
defende o Interacionismo como prática de metodologia de ensino nas salas de aula.

“o conhecimento não está nem no sujeito e nem no objeto, mas


na interação, que é o resultado da ação entre o sujeito e um
objeto. Aqui sujeito e objeto não se acham mais separados e sim
integrados, uma vez que ambos são importantes no processo,
em que as qualidades se misturam e não se encontram mais
dicotomizados como nas perspectivas anteriores”
(ARANHA, 1996, in: PASSOS 2016, P. 34).

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O papel de Mediador do professor é fundamental para a interação em sala de


aula entre ele e o aluno, propiciando uma compreensão maior do conteúdo
apresentado e permitindo ao aluno uma visão mais crítica das propostas apresentadas
para que assim possa aplicá-las de forma mais eficiente. Apesar da modernidade
disponibilizar tecnologia de informação é função do professor colaborar para que o
aluno tenha um melhor aproveitamento desse conhecimento adquirido direcionando o
aluno para uma postura crítica e analítica do conteúdo disponibilizado.

“Vai ficar um baita pé de laranja. Assim ele vai crescer junto com
você. Vocês dois vão se entender como se fossem dois irmãos.
Você viu o galho? É verdade que o único que tem, mas parece
até um cavalinho feito pra você montar.”
(JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS)
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REFERÊNCIAS

ABREU, Maria C. & MASETTO, M. T. O professor universitário em aula. São


Paulo: MG Editores Associados, 1990.

PASSOS, Jair. Professor Mediador (...) na Sala de Aula (p. 26 a 42) Curitiba:
Appris, 2016

VASCONCELOS, JOSÉ MAURO DE, O MEU PÉ DE LARANJA LIMA


http://www.jfpb.jus.br/arquivos/biblioteca/e-books/meu_pe_de_laranja_lima.pdf
ACESSADO EM: 27/12/2018