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Sobre política econômica

“O governo é como um bebê: um canal alimentar com


um grande apetite numa ponta e nenhum senso de
responsabilidade na outra.”

“A visão do governo sobre economia pode ser resumida


em frases curtas: se a coisa se move, deve ser taxada;
se continuar em movimento, deve ser regulada; se ela
parar de se mover, deve ser subsidiada, até voltar a se
mover…”

“Contribuinte é o indivíduo que trabalha para o governo


sem ter que prestar concurso.”

“Recessão é quando seu vizinho perde o emprego,


enquanto depressão é quando você perde o seu.”

Sobre regimes de governo

“Comunista é alguém que lê Marx e Lênin.


Anticomunista é alguém que entende Marx e Lênin.”

“O socialismo é um sistema que só funciona no céu,


onde não precisam dele, e no inferno, onde ele já
existe.”

Não sei qual a sua opinião a respeito, mas o fato é que


a relação entre governo (incluindo políticos e servidores
públicos de todas as esferas e poderes) e a população,
continua muito similar à relação da corte com os
plebeus nos antigos regimes feudais.

A plebe (nós todos) trabalhamos para nos sustentar e


para sustentar o governo (incluindo políticos e
servidores públicos de todas as esferas e poderes), o
qual tem o poder de estabelecer unilateralmente (sem
a participação da plebe) quanto precisa de contribuição
de cada cidadão para poder manter os “direitos”
crescentes, que só os membros do governo dispõem,
além das mordomias dignas dos integrantes de uma
corte imperial.

No Brasil, os políticos e servidores públicos formam uma casta que serve


exclusivamente aos seus próprios interesses
No Brasil, este cenário é ainda um pouco pior, pois a
parcela que contribui para sustentar a corte é apenas
uma menor parte da população, também chamada de
classe média (ou burguesia, no passado), cujo esforço,
risco e trabalho, tem que manter também, além da
corte, a outra parcela da população que não contribui, e
que forma o maior grupo, de pessoas pobres, carentes
ou dependentes de programas sociais (o proletariado),
que assim é mantida (na pobreza e dependência), para
permitir um maior controle pelos integrantes da corte.

Para piorar ainda mais (sim, pode piorar), o governo


brasileiro entrega os piores serviços públicos que um
cidadão poderia esperar, ao ponto de empurrar o
contribuinte para a contratação de serviços privados de
saúde, educação, transporte, segurança e previdência,
aumentando ainda mais o peso econômico nas suas
costas, devido à má qualidade ou mesmo inexistência
desses serviços essenciais.
No Brasil, políticos e servidores públicos lutam por manter seus privilégios, inclusive os
relacionados ao poder de aumentá-los sempre
Por este motivo, os impostos subiram de um quinto de
tudo o que se produzia no Brasil Colônia (daí vinha a
expressão “quinto dos infernos”), para dois quintos de
tudo o que se produz atualmente no país (38,6% do
PIB).

Como não há “burguesia” que suporte isto por muito


tempo, a classe média brasileira está literalmente se
mudando para outros países, a começar pela classe
média alta, que já foi para Portugal, EUA, Canadá,
Espanha etc.

No limite, poderá chegar o momento em que não


haverá a quem explorar para sustentar a corte, que
estará rodeada somente pelo proletariado, cada vez
mais carente, por ter sido habituado a depender do
Estado.

Na Europa do passado (segunda guerra ) e na América


Latina do presente( imigração em massa) , entre
outros, temos exemplos práticos do resultado deste
tipo de cenário.

marciacastelo1
19 meses atrás
O Brasil não tem futuro. Vá embora enquanto é tempo.
Fechado
Se você leu o título desse artigo e discordou, talvez seja funcionário público com
alto salário, passou em concurso nepotista, acomodado derrotista, político ou
militante beneficiado, ganhou na loteria ou é só um iludido patriota. Se for, ainda
assim é bem provável que, quando chegar ao final do artigo, concorde que o Brasil
não tem futuro. O conselho: “vá embora” não serve para todos. O que você vai ler
não é pessimismo, é realismo. Nem todos têm a habilidade de aceitar.

Baseado em documentos desde a colonização, Paulo Prado (1928) descreve os


últimos cinco séculos no Brasil. Leia com muita atenção aos detalhes.

“Três séculos tinham trazido o país a essa situação lamentável… O mal, porém,
roía mais fundo. Os escravos eram terríveis elementos de corrupção no seio das
famílias. Viviam na prática de todos os vícios…. Desdobrou-se esta terra com
grande desaforo: as usuras, onzenas, e ganhos ilícitos eram cousa ordinária; os
amancebamentos públicos sem emenda alguma, porque o dinheiro fazia
suspender o castigo; os estupros e adultérios: eram moeda corrente….Pequeno
núcleo, enfim, de devassidão, indisciplina e viver desregrado, desenvolvendo em
plena anarquia moral e social os gérmens de desmoralização e depravação de
costumes trazidos da metrópole já decadente… Era essa a sociedade informe e
tumultuada que povoava o vasto território cem anos depois de descoberto”.

O que mudou nesses 500 anos? Muita coisa. Para pior. Somos líderes em quase
tudo que é lamentável: violência, impostos, desemprego, taxa de juros, dívida
interna, corrupção, políticos bandidos, mazelas sociais, hipocrisia, analfabetismo,
pobreza farta, demagogia, infraestrutura caótica, foros privilegiados, estelionato,
egoísmo, proselitismo, impunidade, saúde débil, fiscalização fraudulenta,
nepotismo, clientelismo e desigualdade. O responsável por tudo isso? Você, eu,
nós. Brasileiros que, assim como outros milhões nos últimos 400 anos, nutriram
com seu voto otimista uma classe de criminosos de colarinho branco, baseados
num patriotismo tipo amor bandido. O Brasil sempre foi uma estrebaria.

O físico Albert Einstein dizia: “heroísmo no comando, violência sem sentido e toda
a detestável idiotice que é chamada de patriotismo: eu odeio tudo isso de
coração”. Sim, porque o país também precisa amar e respeitar seu cidadão, e não
apenas o contrário, como queria Kennedy. Se Einstein, que foi um gênio, tivesse
morado no Brasil do PT, PMDB, PSDB, PSOL, PCdoB, PP e de um Judiciário tão
depravado como o nosso, teria criado a Teoria da Imoralidade Geral.

Olhar para os lados com medo de assalto e sequestro, sacar dinheiro escondendo
a carteira, cinco meses de suor e tributos, ministros que subjugam as leis, partidos
que protegem estupradores, presidente que frauda eleição e operação policial,
balas perdidas, 99% de imprensa parcial, coligações que roubam o povo,
sequestros, políticos criminosos impunes, super salários inconstitucionais. Entenda
e creia: nada disso é normal. O brasileiro apenas se acostumou, assim como um
pássaro, que deveria ser livre, se acostuma ao cárcere. O que você chama de
patriotismo entenda como ‘amor à escravidão’. Vício nefasto de uma cultura que se
orgulha de samba, futebol e feijoada ao invés de desenvolvimento, segurança e
bem-estar.

Afinal, o que é a vida, senão a busca por sobrevivência e felicidade? Se o seu país
não oferece nenhuma contrapartida de seu amor, dedicação, suor e fidelidade, por
que continuar fiel? Quantos e mais quantos morrem lentamente graças à
incompetência de um Estado corrupto? Isso é ser patriota? E se um outro país te
oferece tudo o que você sempre sonhou, mesmo não sendo cidadão nativo: saúde,
respeito, educação, segurança, direitos, paz, qualidade de vida e tranquilidade?
Como explicar o patriotismo, que Einstein, não por acaso, tanto odiava?

A vida é fugaz. Até que ponto vale a pena entregar décadas de sangue, esforço,
lágrimas e otimismo a uma localização geográfica e hábitos culturais, quando esta
(cultura política e ética) desde o século XVI, só faz trair os mais singelos desejos
vitais de seus cidadãos? Responda: até que ponto? Sim, eu sou como você,
também amo o Brasil. Mas infelizmente nossa sociedade não está integralmente
preparada para mudar. Enquanto isso vivemos em eterna apreensão, estado de
alerta e revolta. Estamos arruinando a saúde em nome de quem? Joaquim Nabuco
dizia que ‘o verdadeiro patriotismo é o que concilia pátria com humanidade’. Onde?
O que queremos não acontecerá em tempo. Não aconteceu até hoje. Antes disso
é preciso sobreviver com um pouco de dignidade e respeito de um outro Estado?

Lembre o que disse um dia Diogo Mainardi hã 15 anos atrás: “Futuro? Que futuro?
O Brasil não tem futuro. Daqui a quinze anos estaremos no mesmo buraco de
agora”. Ele estava errado: estamos piores. Se o patriotismo é ‘o último refúgio dos
canalhas’, como disse Samuel Johnson, ouça um conselho: se nos últimos 500
anos nada mudou, vá embora enquanto é tempo. Seu maior bem é sua vida. A
Pátria você deixa pros canalhas terminarem de destruir.

Rodrigo Batalha é escritor e especialista em neurociência aplicada ao


comportamento, controle do medo e alto desempenho
Gostaria da opnião de vocês!