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SALLES, Vicente.

Bibliografia crítica
do folclore brasileiro: Capoeira. In: D o c n m e n tá r io
Revista Brasileira de Folclore. Rio de
Janeiro, 8(23): 79-103, jan/abr 1969.

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA DO FOLCLORE BRASILEIRO

C A P O E I R A

Vicente Salles

Introdução

A CAPOETRA, JÔGO de destreza que tom origens remotas em Angola, íoi


abordada inicialmcntc pelos cronistas, depois pelos folcloristas, ganhou pro­
jeção nacional antes mesmo de se institucionalizar através de numerosas
«Academias», hoje espalhadas em várias cidades brasileiras, notadamente Sal­
vador, Rio de Janeiro e São Paulo.

A bibliografia resultante era extremamente pobre ate cerca de 1950, A


partir de então deixou de ser objeto de estudo dc uns poucos aficionados e
se transformou n-o prato do dia. A excursão de c&poeiristas baianos (1956,
Manuel Reis Machado, «mestre Bimba» e seu grupo; 1959, Vicente Ferreira
Pastinlia, «mestre Pastinha» e seu jgrupo), promovida pelo Departamento dc
Turismo da cidade do Salvador, deu ensejo à enorme publicidade do jogo no
Puo de Janeiro e em São Paulo, Isto sem oontar o sucesso da projeção da
capoeira nos palcos brasileiros. Multiplicaram-se as crônicas, as reportagens,
ao tempo que surgiam e proliferavam numerosas escolas, chamadas «Acade­
mias», destinadas a ensinar e praticar o jogo.

Infclizmcnte, esta bibliografia, posterior aos estudos pioneiros e às ano­


tações dos cronistas, constitui-se^ salvo raras exceções, dc repetição de tudo
o que se escreveu no passado e em que se apontam invariavelmente as ori­
gens, a repressão policial, o rebaixamento cio jôgo e sua vigorosa ascensão
no presente. A documentação fotográfica — e até a cinematográfica — repre­
senta talvez o melhor que a recente divulgação da capoeira através da im­
prensa produziu.

O leitor logo se familiarizará com a bibliografia essencial e, atento ãs


exigências da pesquisa, refugará o grosso das informações baseadas nos ve­
lhos cronistas e nos estudos pioneiros. Um método de abordagem do assunto
apressado e freqüentcmente «facilitado» inutiliza boa parte dos títulos divul­
gados nestes últimos anos. O que não quer dizer que haja plágio, mas tão
somente uma certa sensação de haver-se «esgotado» tôdas as possibilidades
de estudo da capoeira, o que não corresponde à verdade.

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Os especialistas são naturalmente mais cautelosos e procuram mostrar os
ângulos menos conhecidos ou mais característicos do jôgo, suas modalidades»
seus tfme5tres$T os « golpes*, as chulas ou, mais raramente, o documentário
musical* Pouco explorada, aliás, tem sido a música característica do jôgo,
com exceção talvez do instrumental — extremamente reduzido —> sendo foca­
lizado mais amiúde o instrumento base, o berimbau-de-baiTiga, às vêzes
chamado urucungo, ou simplesmente berimbau. Ilá duas importantes documen­
tações em disco fono gráfico, uma nacional, «Documentos folclóricos brasilei­
ros*, da Editora Xauã, e outra francesa, registrda por Simone Dreyfus-
Roche, «Bré&il vol. 2, Musique de Bahia*, divulgada na Colleotion du Mitsée
de 1’homme, Paris. O L P francas contém, entretanto, registros sonoros de
outros gêneros, enquanto o nacional é exclusivamente dedicado à música da
capoeira.

Cabe salientar que a bibliografia da capoeira está crescendo com extra­


ordinária rapidez e que já surgiram alguns livros dedicados ao seu estudo
e divulgação-

A capoeira tem sido, por outro lado, um dos assuntos mais consultados
na Biblioteca Amadeu Amaral, nao só pelo público habitual, estudantes e
interessados do assunto, como até mesmo pelos aficionados residentes no
Estado da Guanabara. N o momento, £ um dos assuntos que estão na ordem
do dia. Isto justifica a publicação desta Bibliografia, organizada com a cola­
boração das bibliotecárias Scnia Sampaio e Vera Meireles, responsáveis, res-
pcot ivamente, pelo setor de Documentação e pela Biblioteca Amadeu Amaral,
da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro

O critério adotado para o levantamento desta Bibliografia Critica do


Folclore Brasileiro — Capoeira, é o mesmo que orientou o levantamento da
Bibliografia Critica do Bumba-meu-boí, já divulgada nestia Revista* Todos os
títulos recenseados pertencem ao acervo da biblioteca e do arquivo da Cam­
panha de Defesa do Folclore Brasileiro* Os interessados poderão, assim, a
qualquer momento, dispor deste material.

De aeôrdo com a tábua dc Classificação Decimal do Folclore que está


sendo adotada o assunto capoeira insere ve-se sob a rubrica 398*512*2.

Principais Convenções

N A REFERENCTA B IB LIO G R Á F IC A l(2):22-24, 21 mar. 1925 — significa


volume lífasciculo ou número 2):pãginas 22 a 24, data do fascículo ou do
volume,

Na referência bibliográfica Jornal dr, brasil, Rio de Janeiro, 22 set* 1963,


l.cad*:27 — significa nome do jornal, cidade onde e publicado, data, número
do caderno e número da página*
Para facilitar a consulta, mencionamos todos os periódicos em que um
mesmo artigo tenha sido publicado.

— 80 —
A

ACCIO LY NETTO, Antônio — Pastinha, o mestre da capoeira, O cinzeiro,


Rio de Janeiro, 35(301:94-97, 4 mai, 1963. 1

Reportagem ilustrada com 6 fotos coloridas de Jean Solaris Focaliza


Mestre Pastinha, cuja biografia faz parte do texto, rápido, conciso.

A LM E ID A , Luiz R. de — Capoeira e capoeiragem. Ibecç/Cnfl/Doc. 86, 13


abr, 1949, 3 pp- m im eogr,; (A rreio paulistano, S, Paulo, 36 nov, 1950,
«Correio folclóricos n* 42. 2
Começa com alguma 3 definições: a) do ICrmo £«capoeira* é palavra indi-
gena]; h) «Jôgo atlético regional»; c) capoeiragem [»islem a de luta dos ca—
pne1ra&], Mostra depoÍ3 um paradoxo: a palavra é lmligcnu, porém a Pxta
não o ê, ou melhor, é africana. A informação própria mente dita se divide em
2 partes: uma historiou ç outra relativa ao folclore, apresentando mutoriais
oriundos da Bahia e dn Kio de Janeiro, No final, trata dos capoeirlstaa baia­
nos, dizendo que o único profissional de cupuelra, na Bahia, é Mestre Bimba;
todos os demais são amador es* o que, entretanto, não quer dizer que sejam
inferiores c não levem a sério a «arte*,

A LM E ID A , Renato — O brinquedo da capoeira. Revista do arquivo muni­


cipal, S. Paulo, 7(84): 155-162, jub/agô. 1942. 3
Estudo lido a 8 out* i M i na Sociedade Brasileira de Arqueologia e Etno­
logia, Descreve a capoeira da Bahia, com as músicas ritmadoras, No texto,
4 exemplos musicais,

A LM E ID A , Renato — Historia da música brasileira. Segunda edição cor­


reta e aumentada, com 151 textos musicais. Rio de Janeiro, F. Erigiiiet,
1942. 529 pp. 4

As pp. 110/112, da 2 ed., trata rias atiantígay dos Capoeiras Baíanos>, e


inclui um exemplo musical no texto.

A LM E ID A , Renato — Tablado folclórico. Capa de Oswald dc Andrade


Filho, São Paulo, Ricordf brasileira Ic.1951] 176 pp. 5

Reproduz i> texto, ligchumente alterado, e a documentação musical da


conferência. «O Brinquedo da Capoeira» [ver n* 31, Ilustrando-o com urna foto­
grafia,

A LV A R E N G A , Gneyda — A influência negra na música brasileira. Baletbi


L&tLno Americano de Música* Montevidéu [R io de Janeiro], 5(6):357-
407, abr, 1946. 6
Às pp, 366/370 estuda o berimbau ou uruoungo. Há uma fotografia da
in stru m en to hs pp, 36Ô,

A LV A R E N G A , Gneydu — Melodias registradas por nlcios não mecânicos,


organizado por Oneyda Alvarenga. São Paulo, Departamento de Cul­
tura, 1946. 488 pp. (Arquivo Folclórico da Disooteoa Pública Municipal,
vol. I ). 7

— 81 —
Documentário do folclore musical brasileiro» reúne as culecões de Mário
de Andrade, Oneyda Alvarenga, Camargo Guurnlcrl e Martin Braunwleser, num
total de 570 melodias oriundas de várlüs regiões, Na coleçfto de Camargo
Guarnleii. encontramos As pp. 350, 252, 253, 354 e 255, 7 melodias de Ca­
poeira Angola, registradas na cidade de Salvador/BA em 1937. No vol. ir,
Catálogo Ilustrado do Museu Folclórico, há uma fotografia do berimbau [foto
n, 168] e notasa descritivas àa pp, HO; uma foto [n. 157] do caxixi e nota
explicativa, ás p>p* 103, 165/166, e mais uma nota sObne «surucungos, ás pp, 229.

A L V A R E N G A , Oneyda — Música popular brasileira. Com 133 exemplos


musicais (85 inéditos)? 52 fotografias inéditas. Porto Alegre, Editôra
globo [1950] 330 pp, — 2* impressão [196G]. 8

Inclui, ás pp. 243/248, a descrição da capoeira — íjõga atlético introdu­


zido no Brasil pelos negros de Angolas, dando dois exemplos musicais, umLos
coletados por Camargo Guarnlerl, na Bahia [Salvador], em 1937.

AMADO, Jorge — Mestre de capoeira e de muitas artes* Diário de noticias.


Salvador, 6 aut. 1968, su p i.:l. 9

Em foco; Mestre Pa stlnh-u.

A N TO N IO , Carlos [pseud, de Edison Carneiro] — A arte dos smoleques de


Sinhás*. amara da bota sentido! Capoeira vai te baté* * ** Flan, Rio de
Janeiro, 31 m a l 1953, l*ca d .:9 ; Ültim s Hora, S*Paulo, 25 abr* 1956:9. 10

EC expõe, em forma de reportagem, algumas características da capoeira,


<um JOgo de destreza e Inteligência que nos legaram os negrua de Angola» e
cujos pontos principais sELo; a «vudiaçElo», o «iue?clmento da capoeira», o *ca-
poelra combate com os membros inferiores», o tipo htetórleo do capoeira, um.
grupo de baianos que, no Rio de Jtwiciro, mantém viva a tradição angalense,
o berimbau, os ritmos da capoeira* 7 fotografias e um desenho de Augusto
Kodrigues relativos a certos golpes do jôgo Ilustram o texto*

A R A G U A Y A Ltexto] e C HIQU INHO [fotos] — É a capoeira um ballet


másculo. O w reio paulistano, S*PauloF 16 nov. 1957* 11

Reportagem Ilustrada com 3 fotografias. Mostra o ]ôgo da capoeira no


barraco de Mestre Wuldcmar, a importância do berimbau, citando, no texto,
alguns cantos.

ARAUJO, Alceu Maynard — Éseôrço do folclore de uma comunidade* R e­


vista do arquivo munldpal, S.Paulo, 28(156): 5-472, 1960. 12

A comunidade é piaçahucu. Alagoas. Há ligeira referência k capoeira h


p. 213. O trabalho também foi divulgado através de «separatas»*

ARAUJO, Alceu Maynard — Folclore nacional* Vol, H. [S .Pau lo] Ed* Me­
lhoramentos [1964] 456 pp* 13
Obra em três volumes. No II, às pp* 313-317, descreve a «capueir-a»: his­
tórico; o estereótipo do eapueira; a « brincadeira», seguindo-se, às pp. 317*320,
a descrição de alguns jogos similares, tais como a «pemadu, carioca», o
ceambapé», a dança do «bate-côxa», Da capoeira reproduz um desenho de
Hoover A. Sampaio e da dança do bate-cóxa os versos cantados pelo grupo
ao som do ganzá [texto e melodia]*

— 82 —
A T A L A , Fuad — Capoeira Angola, Correio dta nvuUiit, Rio de Janeiro, 12
jan. 1969, 2.cad.:4, 14

Critica do livro «Capoeira Angola» fie Waideloir Règo. Vale a pena tomar
conhecimento do debate <iue sc desenvolveu em tôrno dessa discutida obra
[ver n° 138], Resulta inevitàve:mente no melhor conhecimento do assunto,

ÀTALiA, Fuad — Na onda do berimbau. Corroie rta matihS, Rio de Janeiro,


18 out, 1964, Cultura-diversão: 8 ♦ 15

Eis o roteiro dêste trabalho, que é ilustrado com uma loto de Gilmar
Santos: introdução, origem, evoluç&o, berimbau, cadência [do berimbau],
como so toca e toques [do berimbau], atualidade [da capoeira], TrvCusIca
[projeção sobretudo na mústoa popular: Rader Powell, Paulinho, Ed Lincoln J.

B AD E N defende seu samba e ataca os falsos críticos. FMha de s.p&ilkv»


S. Paulo, 13 jun. 1968, 16

Polêmica em tõrno de uma composição do violonista baiano Baden Powell


inspirada em motivo íolcldrlco, A discussão mostrou que a música tipica ou
mesmo característica da capoeira ainda é precariamente conhecida,: o lemu
apurou-se afinal, não tf de capoeira, mas de rancho ou temo de Rett?.

B A IA N A de saia comprida sabia capoeíragcm; baiana de saia curta tem


xnédo da capoelragjem. Oorrçio da manitfL, Ri-o de Janeiro, 3 mai. 1959*
5'Cad, :1. 17

Reportagem Ilustrada com 5 fotografias [Ver também o n* ],

BARROSO, Aloisio — Capoeira tem 55 golpes 48 mortais* Fotos de José


Pfnto, ÜTtíma bana* Rio de Janeiro, 2 ]un. 1959, tabl6ide:9. 18

Reportagem ilustrada com 6 fotografias.

BE AURE P A IR E -ROHAN, Visconde de — Dicionário de vocábulos brasi­


leiros, 2.ed* Salvador, Livraria Progresso editAra, 1956. 244 pp* (Co­
leção de estudos brasileiros), 19

A primeira edição foi lançada em 1S69 pela Imprensa Nacional. Registra


os vocábulos «cupuclru», «çupouiruda*. «çapoeiragtfms-, e «capoelrar», todos
relativos ã vida de cvxpoelra ou ú. esptfcie de jõgo introduzido no Brasil pelos
negros de Angola [pp. 72. 2«ed.],

BEKER, Regina — Capoeira que é bom não ca l Fotos da Antônio Hernan­


dez* O diário, Belo Horizonte, 19 set* 1964, 2 ,c a d .:l, 20

A presença de Mestre Pastinha e seus capoeiras em Belo Horizonte deu


ensejo a esta reportagem, ilustrada com 4 fotografias. As apresentações foram
feitas aios dias n , 20 e 21 <le setembro de 1364.

— 83 —
BRAGA, Pedro Paulo — Birinibau: origem da capoeira. A gazeta esípor-
tlva, S, Pauló, 9 abr- 1964* 21
n a. propõe curiosa teoria a respeito da origem rtn que chamou «dança du
birihnbau> ou capoeira: «a capoeira mesmo na?ceu do ritmn lento e discipli­
nado da dança do birlmbau, como instrumento capas de impor certa orientação
aos movi mento» do corpo*, 2 fotos e a reprodução de desenho de Lygla Sam*
paio ilustram o texto que, aldm disso, conlém «o hino da capoeira na sua fase
inicial».

BRAGA, Rubem Ca poeira gem etc. FõLha de s. pauto, S. Paulo, 9 jun.


1961, 2,cad. :2. 22

Crônica.

B RASIL, Maria Cristina As origens da arte folclórica do pais. Jornal


do commercio, Rio dc Janeiro, 10 dez. 1967, 4.catL:2. 23

Vit&ltoio, capoeira, ex-votos, literatura oral são os. assuntos focalizados


neste artigo, que conclui dardo algumas informações sôbre a CDRB.

BRUNO, Ernanl Silva -— História e tradições da cidade de SAt> Paulo.


Pref. de Gilberto Freyre. Com 255 Uns* fo t e plantas. Bicos-de-pena
de ClóvlK Gradano. Des. em eôres dc Cândido Portinari. Rio de Ja­
neiro, José Olympio Editôra, 1953, 1954. 3 vols. 1541 pp. (Col. Documen­
tos Brasileiros, 80). 24

Revela que na cidarie rle S«o Paulo, «untre as cativos e até entre certos
estudantes da Academia» era «costume a prática, aliás pruibidu, d.o .1Ôso da
capoeira* ni:755/75G3. No mesmo volume, às pp. 797, faz nova cita cä u da
capoeira e das determinações que, em 1832, o governo tomou relativamente
àff posturas contra ôsse Jú^a, o que a Câmara efetívamente estabeleceu no aro
RCguLnte,

CAIXETA, Donalva G. —■Ao som do berimbau. Fotos de Armando Jelenski


e Alencar Monteiro. Correio braziliensc, Brasília, 24 agô. 196S, 2.qad. :1. 25

Rcpurtagem ilustrada.

CAPOEIRA angola. Correio de mneeió, Maœio, 26 jam 1969, supLlit. :[? ], 26

Apreciação critica do livro «Capoeira Angola» de Wald elo ir RÔgo [Ver


tf 1297. Discute algumas teses do autor.

CAPOEIRAS baianus deram «shtw* no Glória sob direção do velho Mestre


Pastinha* Jornal do brastl, Rio de Janeiro, 15 :abr. 1959p l,c a d .:[? l. 27

A excursão de capoelristas baianos promovida em íariH peln Departamento


do Turismo da Cidade de Salvador fdiretor: Vasconcelos Maia], rleu enwejo á
ampla publicidade no Rio de Janeiro do jôgo; destaca-se êffte noticiário, que
focaliza Mestre Pus Unha,

— 84 ^
C A P O E IR A deixa os terreiros pelos salões. Esporte vira nõ-vo ritmo. T ri­
buna da imprensa. Rio de Janeiro, 13 ugô. 1963. 28

[Iim t fo t o e lo X to de divulgação, no qual se in fo r m a que o Rio de Janeiro


conta [naquela data] com 17 nçudetnias e grupos de cap oeiras.

C A P O E IR A é luta de defesa. Fotos dc H eitor Hui. Diário da noite, São


Paulo, 7 jun, 1967. 29

3 I oLcjs ilustram o texto que se refere ao Mettre Waldemar dos Santos,


oue instalou sua ucitdcmla na capital paulista.

«C A P O E IR A è manhas diz mestre Pastinha, herdeiro de tradições aí rica­


nas na Ba li ia, Fôlfia da tarde, S. Paulo, 15 agô. 1959, «Fölha ilus­
tra d a *:!, 30

Ueportagem-entrevista com Mostre Pastinha, que faz declarações pes­


soais. 2 fotos ilustram o texto que õ dc Abram Jagle, conforme se depreende
rta rejiorlajíein de 21 agô. 1959, no memo Jornal [vor nv 82!

A C APO E IR A existe. Última hora, S.Paulo, 20 mai. 1968, 2,ead.:2. 31

Reproduz dados conhecidos, com 5 Ilustrações, e mais decrla-racOcs de


Mestre P a u l o Gumes, antigo aluno de Artur Emïdiu, no Rio de Janeiro, que
instalou aeaddnm em São Taulo.

A C A P O E IR A fascinou os paulistas. Diário da baJüa, Salvador; 29 agô.


1956, l.cad . :6.5. 32

Noticia o sucess*> das demonstrações de capoeira alcançado pelo grupo de


Me-stre Bimba, em S.Paulo,

A C APO E IR A faz a sua apresentação de gala. O globo, Riu dc Janeiro,


21 jul, 1956. 33

Report agem a propósito da apresentação do grupo chefiado por Mestre


Bimba, Manuel Reis Machado, na ABI, Rio de Janeiro, ilustrada com 2 foto.
grafias,

C APO E IR A já tem no Rio seus mestres. Jornal cio brasil, Rio de Janeiro,
5 dez, 19G5. 34

Kntreviatu com Mestre Mário Santos’, baiano de Santo Amaro da Purifi­


cação e que, no Rio de Janeiro, dirige o Grupo Folclórico Capoeiras do
Bonfim.

C APO E IR A não é sõ luta; é tamhém um bail et. Diário cariora, Rio de Ja­
neiro, 24 noY. 1957, supl.da Bahia: 16, 35

Ro]Xjrtagem ilustrada com 3 fotografias. Mostra dWersos aspectos da


capoeira buianut

C APO EIRA, queda e ascensão, A gazeta, S.Paulo, 10 jun. 196S. 36

— 85 —
C APO E IR A que é bom começa neste ritmo, A gazeta, S .Paulo, 11 nov.
19G8-

Duas refer êncria& a mestres de capoeiras e capoeiragem em São FauloP

C A P O E IR A renasce no Rio com suas velhas tradiçfies. Jornal do brasil.


Rio de Janeiro, 22 set, 1963l l,cad.:37.

Reportagem anônima. Trata a capoeira como «luta nacional brasileira* e


esporte, rnmn tal registrada oficial mente pela Federação Carioca de Pugilismo,
o informa que um grupo de aficionados resolveu realizar a «Operação-
Capoeira*, a fim de chamar a atenção do povo ca riuc a para usla muda lidado
de luta e jôgo de destreza, atra vós do ísUíis víirias academias, festivais, etr.
No Riu, mustre EinldJu, do Ttahurta/BA, é o mais focalizado* 2 fotos no texto.

C APO E IR A se * batiza* aos pés do bcrimbâu. A gazeta, esportiva. S. Paulo,


12 a^ô. 19fíR

C APO E IR A veio do noite e agora domina São Paulo. Notícias popular**,


S.Paulo, 28 ahr. 19GR, l.cacL:2.

Focaliza a Academia de Capoeira Regional Ilha de Maró. instalada na


capital pauiiata por Paulo Gomes, mestre de capoeira.

A CAPOEIRAGEM e os seus principais cultores, A acção da policia, de


VidigíU a Sampaio Ferraz. Vida poliria^ Rio de Janeiro, 1(2^:22-24,
21 mar. 1925.

Reportagem anônima, ilustrada com 4 desenho*, vai Zis raízes históricas


da capoeiragem no Riu do Janeiro, ressaltada através da atuação policial
{ repressóra>. Considera a capoeiragem «instituição genuinamente carioca* que
nasceu «de uma necessidade imperiosa de defesa humana contra 0 ataque de­
sumano* dos perseguidores de escravos fugidos.

C AR N EIRO , Edison - Rcrimbac. Correio da manful, Rio de Janeiro, 10


out. 196S, 2 .cad. :d.

Estuda apenas o instrumento musical básico da capoeira, determinando


sua? prováveis origens, indicando as citações dus uut.nres antigos, inform ando
a atoa antiga do berimh.au (Bahia, Maranhão, Fôrnambueo e Rio de Janeiro)
e, como não podia deixar de ser, a associarão do instrumento ao Jôgo de
capoeira.

CARNEIRO, Edifitvn Dinâmiea do folclore. Rio d* Janeiro, Editôra civi­


lização brasileira S .À . [1965] 1S7 pp.

Em 1950 EC publicou, com o mesmo titulo, a tese com que pretende can-
correr k cátedra de Antropologia e Etnografia da Faculdade Nacional de
Filosofia da U B (aluai UFRJ). A edição de l&íiFi Jrtrlui a tese. mas é um
Ilvrn nó vo. No texto da tese (1950:71-7«; 19^5:49/57), o capítulo VI é dedicado
ao estudo da capoeira de Angola e algumas form as complementares», tais
comot 0 passo pernambucano, o batuque ou pernadft, do Rio dc Jan eiro o
Bahia.
CARNEIRO, Edison — Folclore do negro. Folclore, £ .Paulo, l(2):2S-37,
1553. 44
Avaliação du contribuicáo do negro ao folclore nacional. Conferência
prominciada no CFHF.

C AR N EIRO , Edison — O jõgo da capoeim. Jornal do conunercic», R io de


Janeiro, 11 juL 1965, 3 .cad. :7(Letras). 45

Análise sucinta do Jógo da capoeira que pode ser dividida em 2 partes: a


primeira trata do condicionamento histérico e a Begnníla a fxwoçâo da ca­
poeira como jõgo, descrevendo, no finalj os golpes mais comuns.

C AR N EIRO , Edison — A linguagem popular da Bahia. Rio tia Janeiro,


ts .e d .l 1951. 77 pp. 46

Vocabulário de termos populares da Bnhía incluindo formos ac trata­


mento, linguagens especiais dos candomblés^ rorfas de samba, capoeira e
batuque, frases feitas etc. Material coletado especialmente na. cidade do
Salvador.

CARNEIRO, Edison — Negros bántus; notas de ethnographia reiigiosa e


de folk-Iore. Rio de Janeiro, Civilização brasileira, 1937. 1S9 pp. (Bibl,
de Divulgação scientifica sob a direcção de Arthur Ramos, v. 14), 47
pp. 1A7/165 aparece a primeira descrição da capoeira dada por EC e
que remonta aos idos de 1935, época, em que se realizaram suas pesquisas de
campu na Bahia.

C AR N EIRO , Edison — A pernada carioca. Qnltambo, R io de Janeiro,


2(9 ) :S, mai, 1950. 4S
Descrição do batuque ou pernada, com documentação literária. Importa,
seu estudo como matéria de üompu ração o umnrronto da tradição da pernada,
herança do negro dc Angola.

CARNEIRO, Edison - A sabedoria popular. Rio de Janeiro, Instituto na­


cional do livxo 1957. 230 pp. (Biblioteca de divulgação cultural, série
A -X I) — [2 .ed .] R io de Janeiro, Edições de ouro F190S] 238 pp. 49
A segunda edicãu tem o lltulo modificado pura: «A Sabedoria. popular
do Rraslls e ê Ilustrada, por Foty. O texto porém não sofreu modificação. HA
o capitulo «Capoeira de Angolas [1957:193/20«; 1963:200/214] em que descreve
sucintamente o Jôgo da capoeira, apresentando 9 modalidades e abundante
citacão de versos de cantigas próprias do Jógo, Há ajuda um. capitulo subsi­
diário, 4A pemada carioca* ri957:90/94; 1968:107106] e mais, u titulo dc tmm-
plemenlucão, o capitulo Lnti tu Lado «Batuque» [1957:207/215; 1963:215/213].
Estes pequenos enaaios tiveram divulgação anterior na imprensa cotidiana e
periódica.

CARYBÉ, pseud- de Hector Bernabó — O jôgu da capoeira. 24 des. de


Cai*ybé. Baíiia, Livr. Progresso ed,, 1955. [32 pp.] (Coleção Recôncavo,
n* 3). 50
Série dc ilustrações sõbro motivos folclóricos da Bahia, precedidas de
ligeiras explicações. 34 desenhos mostram as diferentes fases do jôgo e mais

— 87 - - -
4 desenhos dos Lnsrrumentoff acompanhantes. A editòra Martins de S. Paulo,
reuniu os 11 folhetos no livro intitulado «As Sete Portas da Bahia» [1963],
1'om prefárln rie Jcsé de Barros Martins e um puejmi úo Jorge Amado inti­
tulado «Cantiga de Capoeira para Curybé» [pp. 17/19].

CASCUDO, Luís da Câmara — Dicionário do íolclore brasileiro. Rfo de


Janeiro. Instituto nacional do livro, 1954. GGO pp. — 2,od>, revista e
aumentada, 1962, 2 vols. 795 pp, (Enciclopédia brasileira, Biblioteca de
obras subsidiárias), 51

Incluí o verbete «capueiru» òs- pp. 151/155 Ll.ed.j e 131/132 [2,ed.],


contendo bibliografia e uma ilustração, Recomenda-se também a consulta dos
verbetes: «batu-cojta». quo aparece só no í.e d ., às pp. 103: «berimbau»
[1054:99; 1962:110/111 j ; *berimbau-de-barriga* [1534:09/100; 1962:111/112];
«batuque» [1**54:94/95; 1962:105/1001, «pernadas, quu ,sõ aparece na 2.ecL, às1
pp. üB3/599; «urucungo» [1954:630: 1962:763]

CASCUDO, Luís da Câmara — Folclore do Brasil (Pesquisas e notas)


[Rio de JaneiroJ Ed. Fundo de cultura [1967] 253 pp. 52 ^

No 7* capítulo estuda a capoeira [pp. 179/1891 e al coloca interessantes


conclusões, revelando uma possível fonte do conhecido iógo —- o n’golo de
Benguela ou a bássnla. de Luanda — e, como sempre, faz considerações fe­
cundas' para o entendimento dos fenómenos folclóricos, 4 ilustrações no textro:
2 do n/golo, 1 da bássjjla. e 1 du oopoeira no Brasil mostram, através do alguns
golpes, a Identidade dfisscs jogos.

COSTA, Francisco Augusto Pereira da — Folk-lorc pernambucano. Be vista,


do Instituto Histérico o Gflojgráfioft Brasileiro, Riu de Janeiro, 69
(70):3-G41, 1907 ÍRio de Janeiro. Imprensa nacional, 1908]. 53

A descrlç&o da capoeiro, em Pernambuco aparece ã? pp- 204/242 e con­


tém algun« verso», « o nosso capoeira é antes o moleque do frente de música,
cm marcha, am ado de cacete, e a desafiar os du partido contrário, que ao3
vivas de une-r, e morram de outros, rompe em hostitidades e trava lutas, de que
não raro resultam ferimentos, e uté mesmo raso» fatais!» TPP- 240].

COSTA, Francisco Augusto Pereira da Vocabulário pernambucano (pu­


blicação póstuma). Recife, 1035 t Separa ta do vol. X X X IV da Revista /
do Instituto Archí*ologíco Histórico e Geográfico Pernambucano!. 51

Registra o verbete «capoeira», 5s pp. 187/181, com diversa1


? definições*.

COSTA, La mar ti ne Pereira da — Capoeira a arte da defesa pessoal brasi­


leira* [R io de Janeiro, E d do autor, 1961] 61 pp, ílust- 55 '

COSTA, La mar tine Pereira da — Capoeira sem mestre. Rio de Janeiro,


Tecnoprint Gráfica, 19612. 116 pp ilust. 56

O A. pretende, em ambos os livro», ensinar a etipouiru, uüino arte de


defesa pessoal tipicamente brasileira.

— SS —
D

D A A F R IC A para a Bahia coreografia da capoeira conta a história de


n e^os, Diário de notídas Salvador, 11 set, i960, tablóide:l. 57

Inform a os locais onde se podp assistir eslbí^õcs de capoeira na cidade


do Salvador.

D Á N Ç A de negros e anuía de malandros: capoeira oficializada na Marinha,


Correio da. manliIL Rio de Janeiro, 30 mar, 1961, l.cad.:L7J* 5S

Lamartme Pereira da. Cosia [ver m?, 55 e 5G]P oficial de rto*&u inarinlui
de guerra, com a colaboração rios espoe iritítus Artur Dmldío e Djalma Kan
doiru, promuveu um curso de capoeira, em ao uulus, especialmente para os
nfiriAis e praças da marinha, os primeiros1 militares cln Kru.fiil u se adestrarem
neste estilo de luta pecuZiur a determinados setores do nosso povo. 1 futo
Ilustra o texto.

D UARTE, lsidro — O folclore é nosso ou quem compôs a ^La pinha a?


Jornal do Brasil^ Rio de Janeiro, 28 set 1968, cad.B:l_

Aintin a propósito da música folclórica aproveitada por Buden Powell, Ver


também o 1fi.

DLTNKIIEE DE ARRANCHES — Actas e actos do inverno provisório.


3^d. Rio de Janeiro Oficinas graficas do * Jornal du Bnasib, 1953.
402 pp. (Obras completas, ivh CO

Neste iv volume das obra . oompletus de BA, contendo «cópias autênticas


rios proluculus dag sessóes secretas du CnnseJho de Ministros desde a procla­
mação da Kepúblicu até a organização do gabinete Lu remi, ucumpanbafl&s de
importantes revelações e documentos^, encontramos o* debates- em torno da
providência adotada pelo govémo Deuduro em face dos capoeiras que infes-
tavairn a então capital cia República, cidade do Rio de Janeiro, executarias
pelo di Sampaio Ferraz, que ocupava n chefia de policia tendo recebido
«carta, branca» do marechal para desincumbir-se do delicada missão de exter­
minar os capoeiras, o que determinou o pedido de demissão do ministro Quin­
tino Docayuva, À s pp. 360/3&3, contém a nota «A Beportacán rins capneirms c
o General Quintino Bocayuva», bi*st oriundo. mlnucloram&nte. o assunto* Os
debutes cm tórno dessa momentosa questão comiam do resumo das atas da
XIV SeSHão, de 12 de a b r i l de 1390 [pp* lbK/172] c du XV Sesufi.oT de 19 de
abril de ia**» Lpp. I7fi/177],

EDMUNDO, Luiz — O Rin de Janeiro no teinp-o do?! vice-reis M763-1808 h


lllustrações de Wasth Rodrigues, Henrique Cavalleiro, Carlos c Rodol­
phe Ohambelland, Marques Junior e Salvador Ferraz, feitas de accorda
com documentos históricos fornecidos pelo autor. Rio de Janeiro, Im ­
prensa nacional, 1932. 549 pp, — 2 Tcd, TRio de Janeiro, Athena editora,
s .d .1 620 pp* 61

As pp, 49/52 descreve o capoeira do Eíio antigo, páginas frequentemente


reproduzidas sem in riirjcã o da fonte; pp. 38/40, na 2 .ed,

— 89
EFEGÊ, Jota, pseud. de João Ferreira Gomes — Na scumprimentagaus- o
Brasil derrotou o Japão no rinque internacional. O jornal, Rio de Ja­
neiro, 26 juL 1964, 3,cad,:5. 62

Lembra o episódio acontecido wo Rio de Janeiro a. l* de maio de 1909,


quando o popular Clriaco Francisco da Silva, estivador e hôbll cuuueiru, muta
conhecido pelo apelido de «Macaco Velho», uonseguiu derrotar n professor
Japonês de ejiu-Jitfiti» Sa tia Miyako que se exibia no Favilhâo Internacional,
desafiando ok valentes da época.

ELTAS, Jor^e Tlarhnsa — Capoeira qim ê bom não cai. O estado do paraná,
h Curitiba, 8 dez. 1965, 2 .ca d .:l. 63

Rcportugem 11us Irada com fotos dn a.utor,

EXXMERICH, Luís — A capoeira em Salvador. A gazeta* S.Paulo, 25


agõ. 1962, 1. ciad.: 10, «Folclores. 64

Impressões pessoais, colhidas durante a permanência do A, na capital


baiana. Focaliza «cantigas da eapooíra», o instrumental típico c dA Informa­
ções wQbre mestre Pastinha, í) artigo é documentado musicalmente cora um
«improviso», um exemplo de ladainha e o toque («melodias) do berimbau
(urucungo).

ESPOSITO, Domari — Danças brasileiras, ix. Capoeira: dança que tam­


bém foi arma contra ^capitães do mato*. O fluminense, Niterói, 31
mar. 1968, su pU it. :1,2. 65

Reime informeis de diversos autores rio passado.

F AZE N D A , José Vieira — Antiqualhas e memórias do R io de Janeiro, pelo


dr. Rf&visfo do instituto histórico e geográfico brasileiro, Rio de
Janeiro, 86(140) :M71, 1919; 88(142):1-150, 1920; 89(143) ;7-4S7, 1921;
93(147) :5-615, 1923; 95(149) :1-641, 1924, 66

No 4® volume [93d47):5-G15, 1923]. encontramos duas importantes refe­


rências aos capoeiras do Rio antigo: As pp. 75/7G focaliza, o famoso Cat«»
vendedor dc peixes na praçu do Mercado, «capoeira de Irviz e verdadeiro re­
presentante da alta e rlAssica escola, Jjgelro de pé e de cnbeçja, e nada de
faca. itiavalha ou revólver». «Poderia ser professor em érito...» e, adiante, às
pp. S7/&0, focaliza Manuel Nunes Yidigai, o famoso chefe de polícia da córte
que deu combate aos capoeiras, dlsclphnador dos costumes, Injustiçado, se­
gundo JVF, pelo romancista Manuel António de Almeida («Memórias de um
sargento de milícias»).

F E U õ Júnior — O Vidigal. Vida policial, Rio de Janeiro, K3):44r46, 28


mar. 1925. 67

A vida c atividades de Manuel Nunes Vídígal comandante da Guarda Real


da Polícia rta Côrte (faleceu como marechal de campo) famoso pela repressão

— 90 —
que deu aos capoeiras do Rio de Janeiro e o retrato que dále traçou o roman­
cista Manuel Antônio de Almeida em «Memórias de um sargento de milícias».
No final rtr.i artigo aparecem as iniciai 3 A3I,

FE R R E IR A. Barros — Raizes africanas de nosso ío ld o m Fotos de Manuel


dos Santos. Diário popular, S.Fuulu, 1 dez. 1958, Jornal fim de se-
m an a:ll. 68

Reportagem ilustrada.

FONSECA, IIerm6"enes Lima Capoeira de Art gola e a Portela. A jga-


swta, Vitória, 3d set. 1957, 1. cad.: [ ? ]. 69

e n rica a respeito de demonstrações de capoeira em Vitória frLS, pnr


componentes rJn Fscnla de Samba, da Portela/GB,

FREITAG, Léa Vlnocur - - A capoeira e o berimbau. O estado de s. paulo,


S. Pa ido, 28 dez. 196S, su p l.lit.: F?L 70

Faz apreciação do livro «Capoeira Angolas, rie Waldeiolr Rogo, subme^


tend o o a uma análise rigorosa, apontando o que há de bem realizado e as
deficiências do livro que, em conclusão, é <um bom trabalho de compilação
e de observação pessoal ressentlndo-sc, entre tanto, de uma metodologia cien­
tifica sugerida pelo subtítulo da ohra: ensaio uócio-etnográfico

FRE ITAS, José Freire de — Capoeira de rua morreu: hoje é para turista
ver. Correto da manhã. R io de Janeiro, 24 jun. I960, <s,Smgraa:[?]. 71

FRE ITAS, José Freire de — Capoeira na Rabia faz comércio: 50 cruzeiros


a entruda. Illusfraçítes de Caribé. Correio da nranhit, Rio de Janeiro,
21 out. 19flOr «Singra*:[?3. 72

Duas reportagens, a primeira ilustrada com 2 fotografias, a segunda,


com desenhos de Cary hA

F R E ITA S, Vitor Figueira de - Capoeiras c çapoeiragens. Estado de minas,


B.Horizonte, 4 set. 1966, 2 .cad.:2. 73

A capoeira tio R ío untlgo e a repressão da polícia. Texto calcado de infor­


mações anteriores.

GALVÂO, FIA ví o de A* P. — Reabilitação da capoeira. O restadio de s.paulo,


5 .Paulo, 2 novt 1956. 74

Reportagem iJusirada com 3 fotografias p um desenho de Caribé. Trata


da origem, ria capoeira como prática atlética-esportiva, rios instrui nentus musi­
cals e das cantigas, da repressão policial e da histórica campanha rio Sampaio
Ferraz f chefe da Segurança Pública Uo Rio de Janeiro, no govèrno do marechal
Deudoro, que deu combate sistemático aos capoeiras] or finaímente, da reabi­
litação du capoeira, em nossos dias, e na Bahia.

— 91 —
GONZALEZ, Ledy Merutes - - O assunto é capoeira. Fotos de Carlos R o ­
berto. Jornal tiv üommercio, Rio de Janeiro, 7 nov. 19£5, l.e a d .:7 + 75

Capoelristas ’baianos [A rtu r Emidio, R olland Vosconcelos] e academias


fundadas no Rio du Janeiro [Copacabana]*

GOUVEIA, Vitor Antônio - ^Berimbaus de harríga* e caxixis marcam


o compasso da luta dc capoeira de Angola, Folha dn. noite, S« Paulo.
27 m al 1958; Ditado pelo som dos berimbaus o jogo da capoeira de
Angola. Folha da manhã, S. Paulo. 28 m at 1958. 76

O irppsmrj textn, com dois tittiins e fotografias de Antônio Pirozellí [1 na


ed. ria eFóiha da noites e 2 na «FÒLha. da maínhãí-l, descreve o Jôgo da ca­
poeira e focaliza de modo especial Mestre Fastinha. Á reportagem faz parlo da
série Intitulada *Relde Brasil-Norte-Sul*,

G UIM ARÃES FILHO. J-oão — O estudo da capoeira. Diário da bahia,


Salvador, 27 out. 1956, l,c a d ,:6 ;5, 77

Trabalho de divulgação^ baseado nos seguintes autores: Oneyda Alva­


renga« «Miisica. popular brasileiras; Carybé, <?.0 Jôgo dtt CupuiMru»; Al ba no
Marinho de Oliveira, «Berimbau, o a ruo inuwical da capoeira,». Abranga os
aspou lua Ijlst.d ricos, coreogvftfico e musical, destacando os vários tOQues do
herimbau.

II

H A N A , Samlr Abou — A capoeira do passado que a Bahia mantém como


tradição. Mestre «Pastinha^, cego e na miséria abandonará a capoeira
já desiludido. Diário íle pemambucp, Recife, 3 mar. 1968. 78

Reportagem ilustrada com. 2 fotografias. Focaliza Vicente Ferreira Pas­


tinha.

XIUI, Heitor, fotos — Capoeira é luta de defesa. Diário da noite, S.Paulo,


7 jun* 1967. 79

R e p o rta g e m rcilngrúriea.

ID AD E e enfarte não fazem Pastinha deixar a capocina. O globo, Rio de


Janeiro,. 12 dez. 1966. 80

Aos 77 anos de Idade, Vicente Ferreira Pastinha con tin u a à frente de sua
A cademia de Capoeira, na ladeira do Pelourinho, c:dade de Salvador. A repor­
tagem conta alguns episódios da vida do famoso mestre de capoeira.

IGNEZ, Maria — Capoeira de lodos os santos. Correio da Jiranhu, Rio de


Janeiro, 4 agó. 1966, 2.cad.:l. 81

A capoeira «representada.» peiu Grupo FolcTórico da Bahia, composto d*


1G estudantes e 2 velhas baianas.

92
tJ

JAGEE, Abram — Qualquer pessoa pode praticar a capoeira. Fôlha da


noite, S. Paulo. 21 ago. 1959, * Folha ilustradas :1. 82

Conclui a reportagem publicada nn mesmo jornal a lf> ag, t95D [ver ru 30].
Há uma fotografia e continuam as dedaracôefs de Mestre Pastinha,

<kJÒGO de capoeira^ será introduzido no Estado do Rio. Intercâmbio entre


Academia Machado e Apoio (G B ) incrementará «o mais brasileiro dos
esportes^-, Gltima hora, Rio de Janeiro, 13 mai. 1963, l.cad.:13. S3

nivulgnção e/uiL cixpü\iis§,o do 3Ôgo da capoeira, modalidade baiana in&ti-


tucionaiizaclfí através üos «iicademiuiã». Noticia a * Introdução* dn jôgo em
Niterói, isto 6, a fundação ria «Anaiemiu Mrulmdo*, dirigida por João da Silva
Machado, 3 fotos no texto.

KANTO R, Manuel — Bahia. Introdução de José Geraldo Vieira. Noticia


biográfica e legendas em português e inglês, São Paulo, Edições me­
lhoramentos T1948 J 67 pp. 54 est. 84

Kantor, argentino, como Caryhtf, ú um artista enamorado da Bahia, Pintor


e desenhísta„ em 1Ç>47 veio ao Brasil, onrie residiu um anor parte do qual na
Bahia, fifttu album das Ed. Mel hora me ritos mostra ais- impre&sõcs que a cidade
de Salvador produziu no artista argentiino. As pp. 37/4D descrevo o jögu da
capoeira. A 15$ ilustração (colorida) reproduz uma cena, do jõgo.

KO ZEL Jr., José — Capoeira manda dizer que já chegou, Fortos de Sérgfo
Sartoll. A gazeta, S. Paulo, 13 agô, 1968. 85

KUCK, Claudio Renato — «dom o um gato, corre, recua, avança, rodopia


á g il O ballet da oa poeira. Diário de notícias, Pôr to Alegre, 4 out. 1964, 86

Noticia hisl.rirlca. 2 fotografias.

L,

EEAHY, J. Gordon — Capoelragem, Brasil, Nova York, 27(4) :6-920,


out./dez. 1953. 87

Divulgação, jngUr» do Jógo da capoeira, vlwtu no; um observador


norte-americano* O texto £ ilustrado com. Z desenhos,

L E A L , Herundino A capoeira. A tarde, Salvador, 30 jun. 1956^ KH

Crônica descritiva gGbre a capoeira e capoeirlatas baianos conlendo a'guns


versos.

93 ■
LEÃO, Múcio — A reabilitação da capoeira. Jornal do brasil, R io de Ja­
neiro, 18 abr. 1959, L e a d .: 4. 89

Crônica.

LEM O INE, Carmen NIcia de — Tradições da cidade do Rio de Janeiro do


século 16 ao 19, Rio de Janeiro, Ed, Pongetti [19651 255 pp. ilust. 90

Presume-se que a A , às pp, 22S/2J3 <C0Tft vários títulos aborda assuntos


concernentes no jugo da capoeira), vé se limitar à capoeira enquanto tradição
da cidade do Rio de Janeiro do stfculo XVI nu XIX. Entretanto, há ura aglome­
rado de dados <iue extrapolam êsse limite e se baseiam ora grande parte na
conhecimento da literatura sôbre a capoeira da Bahia.

U M A , Vilma Maria — Capoeira. A tarde, Juiz de Fora, 24 abr. 19GS,


l.cad .:2. Cra^eta nnfmiftrciRi, Juiz de Fora, 14 abr. 196S, 2.cad,:2, ^Fol­
clore*. 28 abr. 1968, 2.cad.*2, ^Folclore^. 91

Simples descrição da, capoeira de Angola.

LISBOA, Luiz Carlos — Capoeira mais ou menos sairba. JpimaJ do brasil.


Rio dc Janeiro, IS abr. 1965, cad.B :l. 92

A capoeira no IUo antigo, seu cddlgn de honra e seus personagens. Tra­


balho ilustrado com um desenho de Carlos Bastos.

LOBO, Márcia — Capoeira, a revolta doa negros. Reportagem d e ... Livro


de cftbcocira. do homem, Rio de Janeiro, 2(0:183-197 (Ed. Civilização
brasileira, 1963). 93 ’ X

Focaliza vários aspectos du JOgOj partbndu do desafio, do grito de morte,


à descrição com base histórica {bibliografia), ao berimbau, às definições dos
estudioso? e dos próprios praticantes e outros dados.

LUÍS, Romuald o — A o som dos berimbaus éles mostram a capoeira; uma


arte que pode até vencer o Judô. Fotograíia de Valtcr Ennes. O dia*
Rio de Janeiro, 15 dez, 196S, cad.D :!. 94

Reportagem. FncaHau o Grupo Folclórico Senzala.

LUZ, Ribeiro — Capoeira volta o o Rio após dois séculos de perseguições.


Fotos de Luigi Marnpriiu Jornaü do brasil, Rio de Janeiro, 9 abr. 1961. 95

Uma página inteira dedicada ã propaganda, ria rapoeira, cora 2 fotogra­


fias. Aborda a sped os históricos e outras características rio jogo. Destaca a
inclusão da capoeira rio programa de educação física do Curso de Metnrinlogla
do Ensino da. Capoeira rio Centro de Rs portes da fa rin h a [ver também
ns. 58, 1491.

Á M A LA N D R AG E M nasceu com a propila cidade. Do «capoeira* de ontem


ao malandro de hoje. Instrumento para intimidar adversários políticos.

— 94 —
Arm a do mestiço franzino contra o português de murro forte. Tribuna
da imprensa, Rio de Janeiro, 19 jan, 1955. 96

Reportagem anônima, Focalizai evolução, origem do nome, a luta e a


capoeira ontem e hoje,

MARÃES, César — Se um dia éle cai, cai bem. Jornal do» spofrl», Rio de
Janeiro, 30 tagõ. 1964, 97

A capoeira no Rio através dos tempos; a ação repressòra da policia.

M ARAN H ÃO , W alm yr — Capoeira estranho esporte ainda vivo na Bahia.


Américas, Washington, 13(8):34-3G,- agô. 1961. 98

Descrição feita especial mente para Amériews, revista de circulação con­


tinental, editada simultané amente em português, espanhol e inglês, descreve
o Jôgo no seu ambiente atuai, a Bahia, bem como recorda suas íases histó­
ricas, Duas fotografias e 4 desenhos ilustram o texto.

M A R TIN S , Ibiapaba — Capoeira e candomblé de exportação no palco do


cultura artística. Coreografia de Angola sob a garoa de S. Paulo.
Correio paulistano, S."Paulo, 13 ont. 1955, 99

Reportagem söhn; a introdução da capoeira um S. Paulo, através da Com­


panhia Baiana de Folclore Oxumaré, ilustrada com E fotografias,

M ARTINS, Ibiiapaba — Negam-se a voltar h. Bahia sem einsin ar o paulista


a brigar. Fotos de Rui Costa, última hora, S,Paulo, 28 nov, 1955,
2.cad.:l,2. 100

N a primeira página, titulo e fotos chamam a atenção, com as respectivas


legendas, para o texto da secunda página. Era o caso de dois Jovens1 Integran­
tes da Companhia Raiana de Folclore Oxumaré, recrutado:? como çupoeiristas,
pretenderem permanecer em São Paulo para ensinar capoeira uus paulistas.

MATTOS, Fiorivaldo — Capoeira, uma arte sem auxilio. Jornal do brasil*


Rio de Janeiro, 30 jun, 1967, cad.B :l. 101

Não ffe trata de flescriçãn du jôgo da capoeira, mas de declaração de


Vicente Ferreira Pastinha -— Mestre Pastinha — que su hm as escadarias do
PuMcio do Govênno da Bahia para pedir auxílio financeiro a fím de melhorar
a Academia Capoeira Angola. Falando de Sl mesmo, Pastinha sempre contribui
para despertar o interêsse pela capoeira.

MATOS, Vanio — Luta regional baiana: golpes m oilais ao som de música


trazida por escravos. Fõiha d » tarde, S, Paulo, 1 jun, 1959. 102

Reportagem. Mostra alguns aspectos da capoeira.

MELLO MORAES FILHO, Alexandre José de — Festas e tradições popu­


lares do Brasil, p o r ... N ova edição revista e augmentada, Prefacio de
Sylvio Romero. Desenhos de Fhimen Junior. Rio de Janeiro/Paris,
H . Gam ier, L i vreir o-od itar, s , d. F1901] 541 pp, — 3. ed. R evis ão e

— 95 —
notas de L, da Câmara Cascudo, Rio do Janeiro, F .B riguiet &. C ia.t
cdítôrcs, 1946. 551 pp, — r4,ed,] Rio de Janeiro, Edições de ouro,
1967* 562 pp. 103'

A primeira edicãò saiu com o título: «Festas populares do Brasil: tradi-


Clonallsmo» (Rio de Janeiro, Gamier ed.., ISRS, 174 pp.) e somente a partir
da segunda, fof incorporado ao texto, às1 pp, 431/443, o rapitulo «Ca poeira sem
o capoeiras célebres*, focalizando o JÔgo e alguns personagens rio Rio de
Janeiro. tünmpara a capoeira a uma praga: «Como a febre amarela,, que não
sabemos porque espanta a. tanta gente e quer-se a todo u transe debelar, a
capoelragem, que é uma luta nacional* degenerando em assassinatos, tem me­
recido perseguição sem aes canso, guerra sem condições*» Descreve □ jõgo e
drí as curiosa s denominações de cada «maltas («Os1 capoeiras formam maltas,
ísto é, grupos de vinte a et-m.. . *). As pp, 435, há o retrato do ^Capoeira
alfaiate*. Na. 3* edição, o texto esta âs pp. 443/455 e na 4* às pp, 457/466*

MORDE Cl* Omar João Josá — Ciapoeira e coragem dc baiano. Gazeta co­
mercial, Juiz de Fora, 10 dez. 1967, 2.cad.;2, ^Folclores-* 101

Breve descrição.

MOURA, CTóvjs Capoeira de Angola no asfalto paulista. Correio pau­


listano, S. Paulo, 2 jul. 1961. 103

O Toulro PouLilar Brasileiro, de Solano Trindade, deu coniinuução às


demons trações? rir capnciia na capital paulista e esta reportagem focaliza
não só aí atividades riftsse teatro como a capoeira de modo geral, ressaltar rio
a importância ria escola de mestre Rlrnbu e descrevendo yucintamehte o jôgo,
4 fotografias ilustram o texto.

MOURA, Jair ■— Bimba, mestre dos mestres no jôgo da capoeira, A tarde.


Salvador, 15 abr, 1967, supl./L 106

«A Capoeira Regional Baiana c ubra do espirito criador dn Mestre Bhnbn


que se aproveitou da «Angola.» e do «Raljuque» para compor um método pró­
prio hoje conhecido mundíalmente e considerado pclus entendidos como o mats'
pT-ílticu c perfeito». 4 fotografias ilustram êste texto que focaliza a arte de
M anuel dos Reis Machado, Mestre Bimba.

MOURA, .lair Capoeira regional baiana. O município, Salvador, 2Í10V.


4,5t out 1968. 107

Duas páginas dedicadas à descricão da capoeiru baiana, contendo desauhos


ilustrativo« o uma fotografia de mestre Bimba, além rie texto uTüsivo ao «mais
velho eapneiristu da Buhia%. As informações Constam da seqifêncio rir: 9 series
de golpes-; o gingado; o golpe: batuque; as qualidades indispensáveis de um
bom capoeirista; cânticos r capoeira.

X
NEVES, Jáder — Capoeira è luta que parece dança. Manchete, Rio dc Ja­
neiro, 31 ugõ. 1957:24-27. 108
Report. -vgetn F o to g rá fica documentando a demonstração dc c ap oeira reali­
zada em Salvador, Ba hin, especial mente para os partí cipan tas do Congresso dc
Folclore au reunido, em mft7.

— 90 —
NORONHA» E. Magalhães — Capoeiras. Diário de notícias, Salvador , 21
fev. 1969, 2,ead. :1. 109

À capoeira e a campanha repressora,, no Rio de Janeiro especialmente.

O LIV E IR A , Agenor Lopes de ■ Os capoeiras. RraniJ policial* Rio de Ja­


neiro, 5 ou t 1951, l,c a d ,: [? ]; 19 set 1951, I.c a d .:[? L 110

Memória aprovada pelo I Congress^ Brasileira do Folclore, A ca poeira som


através da cr&nica policial do passado, enfocando documentos, portarias, leis
o descrições du cserltoros c cronistas antigos.

O L IV E IR A f R. Nonato Alves — Capoeira: ê morte, é danca, è luta. Fftlha


do norte, Belém, 7 abr, 1968, 2,cad.:5, 111

Reportagem ilustrada com 5 fotografias,

O LIV E IR A , Valdemar de - O frêvo e o passo, de Pernambuco, Boletín


Latino-Americano de musica* Rio de Janeiro, 6(6) :157-192, I Farte,
abr. 1946. 112

Editado pelo Instituto Interamericano de Miusicologin, com sedo em Mon­


tevidéu, êsle número» dedicado ao Brasil, foi impresso no Kir> de Janeiro
(Imprensa Nacioiial), O ensaio de VO estuda, o frèvo sob o ponto de vista,
noreogrÁfico e musical, fartamente documentado com fotografias e sôlfas.
As pp. 178/180 trata das origens do passo» informando que a «capoeira lhe
deu um norte, sem querer», Intereassimles considerações a respeito são feitas
a seguir.

OSÓRIO, Ubaldo — O jogo da capoeira» o maculelê e a mandinga na ilha


de Itaparica, A tordo* Salvador* 1 m al 1965, $upl,:l, 113

Capoeira» entre outros* assuntos, na Ilha de Itaparica. Bahia,

P A IV A p Salvyajio Cavalcanti de — Ressurreição da capoeira. Correio tfet


nranhã, Rio de Janeiro» 2 ju l 1964* 2.cad..L 114

A recuperação moral, folclórica e estótica da capoeira é recente» diz o


A, O artigo desce às raises historical, por sinal bem investigadas, mas há
certas afirmações que devem ser meditadas até 3ua canfirmacão; classifica a
capoeira como espécie de «ritual afro-braailelro» e aponta a, converg&ncia «no
mesmo sentido irusical-corcográfico do Jevzz ■—■ ritual afru-cHlndunidcnsc».
Purcce que nem só ül* Jazz vive a TnfisJca brasileira

P A S T IN H A , Vicente Ferreira, Mesfcne - Capoeira Angola, por,. , [Salva­


dor, Escola Gráfica N.S.Loncto, 19641 78 pp> ilust. mús. 115

O popular mestre de capoeira se torna autor de livro: uma obra aliás


precáriu, a que faltam as melhores expurlCnekts pessouls do grande capoerista.

— 97 —
P A S T IN H A , Vicente Ferreira — Centro esportivo de capoeira angola, O
mestre: Vicente Pastinha. Sede: Ladeira do Pelourinho, 19, Salvador
[s ,e d ,7 s .d .l 29 pp. 116

Folheto de propaganda da Academia de mestre Pastinha- Apresentação e


agradecFmerito dc mcslrc Pastinha; código de ética (moral) da capoeira: versos
e rnnselhns e outras rercrmendações, em linguagem simples, às vêzes pito­
resca- e certamente ingênua- do mestre se dirigindo aos úiseipulua e Owle«
ao mestre.

PEIXOTO, Benedito — A capoeira como arte. Diário de notícias, R io de


Janeiro, 25 jun, 1961, supl.llt,:3. 117

Professor rie educação física, o A, considera que — «a ginástica baseada


na capoeira apresenta grande diversificação de movimentos1, alcançando tõdas
as varia edes de flexóes acompanhadas de movimentos acrobáticos, e proporcio­
nando resultados que a ginástica comum não obtêm*.

PEIXOTO* Benedito — Capoeira de Angola, Foto de Marcei Gauthcrot.


Correio da manhã, Rio de Janeiro, 28 jan. 1964, 2 .ea d ,:l, 11S

Informação da capoeira de Angola, estilo baiano do jôgo,

PEIXOTO. Benedito Capoeira, esporte de luta popular, Diário de noti­


cias, Rio ele Janeiro, 11 junh 1961, suplJJt.:3, 119

As c a ra cteris tio iis fiihtlarru-vrilaJs, citn çã n d os e s c rito re s que A cnpneíra se


reportaram cm seus trabalhos e petrqulsa-s.

PEIXOTO, Benedito — Capoeira esporte ou dança? O metropolitano, Rio


de Janeiro, 22 mov. 195Ôr l.cad .:7 . 120

Extensa reportagem sõbrc o jogo da capoeira, ilustra da com 3 desenhos.


Trata das origen,s o causa ft, exp lira. a capoeira, mostra vantagens da prática
da capoeira, a originalidade da luta, a, atividade de ataque e de defesa, a
adaptação ao homem brasileiro, a influência negativa dos preconceitos e por
fim a comparação boxe, Judê e capoeira,

PEIXOTO, Benedito — Pugilismo (do Broughton-), judô (de Mifune) e


^Angola* (de Pastinha), O metropolitano, Kk> de Janeiro, 2 jau, 196ür
l,cad ,:6. 121
Compara os diversos jogos esportivos: hoxo, j\idf> o capoeira.

P E R E IR À 1 Arley — Incorporado ao folclore nacional, já era conhecido na


Alemanha M 3 séculos capoeira importou berimbau da europa, Fotos
de Heitor Hui, Di&rio dta noite, S.Paulo, 23 jun, 19G4- l.ecL 122

Reportagem Ilustrada com 2 fotos. O A. caiu num êrro rrasso, e elemen­


tar, ao querer *provar* a nrjgem européia do berimbau (instrumento), quando
sc sabe que, para o mesmo nome. há dois instrumentos distintos.

PERES, Glênio — Vem a Porto A legre a autêntica Bahia: capoeira e arte


popular. Juntamente com as -«carrancas* do Rio São Francisco, serão

98
apresentados os maiores jogadores de capoeira da Bahia. Diário de
ntfrtáclas, P. Alegre, 10 man 1959, l,cad,:13, 123

Reportagem, Fotruiiza sobretudo o Jóko da capoeira, de Salvador/BA, e


em especial, mastre Pastinha.

PICCH IA, Menotti dei Os capoeiras. A gaseeta, S.Paulo, 31 jul. 1956, 124

CrôniuiL literária,.

O FÜELICO queria sangue na exibição de capoeira* Tribuna d * imprensa*


R io de Janeiro, 23 jul* 1956. 125

Exibição dü Festival de Ritmos e Capoeira, no estádio do Maracanázinho,


tLT, do grupo rhpr'Jrulo por Mestre Bimbu, Manuel Reis Machado,

QUERINO, Manoel —- À Rabia de entr'ora, Vultos e factos populares


Bahia, Livraria económica, 1916, 294 pp, — [N ova edição] Prefácio e
notas de Frederico Edelweiss. Salvador, Livraria progresso editfira,
1955. 34« pp. 126

Página evocativa, merecendo as honras dü estudo pioneiro, Querlno Já


denomina a Capoeira como «uma espécie rie Jògo atlético*. A citação de cantos
de capoeira dá valor a estas páginas: 57/63, na l.e d .; 78/HO, .na. ed, de 1955.
Esta, última inclut sugestivo desenho de Carybé (encarte p. 77).

QXJERINO, Manuel Raynnmdo Costumes africanos no Brasil; prefácio


e notas de Arthur Ramos, Rio de Janeirof Civilização brasileira edi-
tôra, 1938. 352 pp. (Biblioteca de divulgação scicntifica, 15). 127

A rlescrtc&ci cte MQ, üs pp. 270/278. temou-üe uma da» mais conhecidas e
reproduzidas com ou sem indicação dEi fonte, inclusive com os defeitos d&
sua focalização.

REKÊLO, Rui — Aqui está o besouro, Eaden. A gaveta, S. Paulo, 8 jun.


196R 128

Baden HnweN, compositor popular da nova geraç&o. Inspirou-se em tema


folclórico da Bahia para composição que apresentou, em SP, durante um festi­
val. A música provocou debates, envolvendo certa f a i x a de entendidos em
assuntos de capoeira, que denunciaram plágio ou coisa semelhante, Entre os
qu e escreveram o «acuso*, UR, cora &Ste artigo; em tom polêmico, anatisa a
composição de Puwell e os motivos do «Bezouro» e «Zum-Zum-Zumí.

RFGO, Waldéloir - Capoeira Amgola — Ensaio sócio-etnográfico. Ilustra­


ções de Carybé. Salvador, Editôra Itapua, 1968, 416 pp, 129

Obra dividida em 17 capítulos, contendo farta bibliografia e índice re­


missivo além de 17 ilustrações de Carybé. Pretende ser um eosaio sócio-
etnográfico da capoeira.

- - 99 —
RIBEIRO, José Sampaio dc Campas — Gostosa Belém de ou Irara,. . [Be­
lém, Imprensa Universitária do Fará, s.d.J 181 pp. 130

À& pp. 51-55. na rrônica «CinastitH üa Valentias, trata dos capoeiras em


Belém do Pará, dizendo que sua introdução na capital paraense se deve aos
marinheiros sque o sul nos mandava, para aqui servir no velho Arsenal de
Marinha e nos navios da Armada^ Alguns tipos,, como o «Maraco», o eCato»,
o temível Antônio Maieelino, o «Pé-üe-Bola* etc. são focalizados.

RODRIGUES, Vera Lúcia — Do Saci à capoeira, uma dia que é só do -

folclore. Cidade de Stanbos, Santos, 22 agô, 1968, 2,ead.:L 131

o tituly nos leva ít uina prufusão de assuntos, onde a capoeira é um


dêles, tudo para ressaltar a fmpnrtãneiu do fulelore na data da ceiebracão
do *Dia do Folclores.

SÁ, Virgílio de — A capoeira. Fotos de Voltaire Fraga. Recôncavo, Sal­


vador, jan. 1953:19-21. 132

Kiqjurí u^ cmti Mostrada cum 6 fotos* e texto explicativo dos golpes mais
ei']cienteF: puiu rle nhapa, guarda. defesa contra a, calcanhelra, ba.ào cinturado,
m eia-lua fechada e raícanheha.

SA LD AN H A, Maria Emília F. —- Capoeira jã fo i arte dc escravos e de


gente rica. O globo, Rio de Janeiro, 8 fev. 1968, turismo:6. 133

Trabalho de divulgação, Dá informações históricas sõforc a capoeira, mo


Rio de Janeiro, baseando-se na bibliografia existente sôhre o asaimtu,

SALLES, Viccntc — Um folguedo de escravos. Ibeco/Cnfl/Doc. 55S dc 22


agô. 1968. 9 pp. mimeogr. Correio dia manha, Rio de Janeiro, 27
nov\ 1968, 2 .ca d .:L 134

O folguedo é o bumba-meu-boi, ou melhor, hoi-butnbá nu região amazô­


nica. purtlcui ar mente no Pará. No texto, informa sobre a existência dc ca­
poeiras formando a vanguarda aguerrida dos grupos que se desafiavam
mü tua-mente, h Kcmelhaniju dos « lmiIreveros:» das bandas pernambucanas [ver
n* 53J„

SEARA, Amaury — Capoeira: apulos de negro nas fugas para o quilombo.


Fotos de Rubens Seixas. A notícia, Rio de Janeiro, 26 jul. 1965, 135

Reportagem a prop ta it.o de uina apresentação do Grupo Folclórico Capo­


eiras do Bonfim, dirigido pelo m estre M ário Santos. 2 foto grafias ilustram
o texto.

SENRA, Stella — Alfredo, quem lo i teu mestre? Jornal do brasil, Rio de


Janeiro, 5 mai. 1968r cad.R:7, 136
SETTIj Kiiza — Cantos de capoeira, I. A gazeta, S.Paulop 25 mar. 1961,
l.cad.:10, «Folclore*; II, 1 abr. 1961, l.cad.ílO , «Folclores; III, S
abr, 1961, l.catL:lÜ , «Folclore». 137
Análise de alguns temas musicais da. capoeira.

SIMÕES IrAnio — Mestre Pastinha revela alguns segredos da luta famosa*


Capoeira: jogador de categoria não suja dc barro a roupa branca.
Desenhos de Carybé. Jornal do brasil, Klo de Janeiro, 5 mar. 1961,
tab1öide:6J. 138
Declarações de Vicente Ferreira Pastinha dão especial valor a esta
reportagem.

SOARES, Antônio Joaquim dc Macedo — Dicionário brasileiro da língua


portuguesa. Elucidário etimológico crítico*.. (1875-1888)... Coligido,
revisto e completado por seu filho D r Julião Rangel de Macedo Soares.
Rio de Janeiro Instituto nacional do livro, 1954. 2 vols. 275, 207 pp* 139
ÊtfLe dicionário foi publicado imcialmente em lSStf pela Kihlinteca Na-
cionaí, mas seu texto definitivo o A. não chegou a completar. Coube a seu
filho JF.MS a tarefa de reunir à publicação original os verbetes deixados iaié-
dltos. Aparecem as definições de «capoeiras, «capoelrada*, «capoelragem» e
«capoeirars [pp. 106/108],

SOUZA, Josá de — Capoeíristas bahianos -— mestre Pastinha. Boletim da


tiasa da Bahia, Rio dc Janeiro, 3:3, abr./mai. 1959. 140
Crônica sôbre Mestre Pastinha: Vicente Ferreira Pastinha.

TAVARES, OdoHco Bahia imagens da terra e do povo. 3.ed. revista,


atualizada e acrescida de nove capítulos. Rio de Janeiro, Editora civi­
lização brasileira S.A . [1961] 298 pp. — L4.ed,] Rio de Janeiro, Edi­
ções de ouro [1967] 291 pp. 141
Faz sucinta descrição da capoeira de Salvador/EA, ilustrada com dese­
nhos Jü Cur.ybc [1961:175/186; 1967:170/180].

TORIBIO, Alderico — Berimbau não A gaita, mas está fazendo onda.


Jornal do oonmierdo, Rio de Janeiro, 28 mar. 1965, 3,cadh:L 142
Distingue os dois berimbaus, o de bôea e o de barriga, e trata depois
cxcluslvuíTUmto dOstc.% descrevendo-o e dando outras informações.

TORIBIO, Alderico — Capoeira, Jornal dos sporte, Rio de Janeiro, 12


set. 1965, 2.cad.:5* 143
Focaliza o Grupo Fomlòrlco Capoeira do Donllm, üe mestre Mário Santos,
e outros1 assuntos sôbre capoeira, 1 fotografia do grupo,

TORIBIO, Alderico Capoeira comanda o espetáculo de folclore. Jornal


do cojnmercio, Rio de Janeiro, 12 jun, 1966, 3.cad.:l. 144
Ainda o Grupo Folclórico Capoeiras do Dynfim, fundado por mestre Mário
Santos*

— 101 —
TORIBIÜ, Aldarico — Capoeira no samba é inovação ou tradição. Jornal
do cómmerckfrj R io de Janeiro, 21 mar. 1965, 3.cad,.l. 145

«À capoeira nos desfiles das escolas do samba, como vem aparecendo


noa últimos? anos, é um elemento tiftvn, pois a.s atuais geraçóes ainda não
tinham visto o fato, e é um elemento de tradição, pola foi com os capoeiras
à. frente que as primeiras agremiações carnavalescas desfilaram no Rio, Re­
cife e Bahia». o A* trata da origem da capoeira, do carnaval e finalmente da
capoeira no samba,

TORIBIO, Alderico — Do wo-do-morcego ao rabo-de-arraia: Capoeira é


ginástica, luta ç dança. Pulso, Rio de- Janeiro, 2(29);l,Gt 2 nov. 1963. 146

N a 1* página, uma foto c texlo chamando a atenção para o artigo, que


apareço tul pág. 6. Este resumo origens, revolta (uso da capoeira como Instru­
mento de revolta), a capoeira no passado e no premente, flesta que de alguns
mestres' baianos (Bimba, Pastinha) e, finalmente, as Academias*

TORIBIO, Alderico — Grupo folclórico defende o bom nome da* capoeira.


Fotos de Carlos Roberto. Jornal áo oommerclo. Rio de Janeiro, 6 out.
1963, 3,cad,:l,6. 147

Trata da exibição dn Grupo Folclórico Capoeiras do Bonfim, de Mestre


Mário Santos, da GB, que aprendeu o jôgo com o pai, em Santo Amaro da
Purificação, Recôncavo Baiano e que iniciou suas atividades no RJ em 1961,
A reportagem focaliza os Jogadores e squ mebIre, explica a capoeira, o? toques
e os golpes* ‘moneíona o instrumental, trunsorovo alguns versos e finaliza
Lnformando do objetivo e ética a dota do« pelo grupo,

TORIBIO, Alderico — Mestre Pitu lembrar Capoeira 6 de candomblé e


tem a proteção de Exu, Jornal du oommerclo, Rio de Janeiro, 27 fev,
1966, 3.cad. :L 143

Focaliza Roque Mendes dos Santos, mais conhecido entre os capoeiras do


Rio de Janeiro como mestre Bitu, baiano de Salvador,

V A L D IR A , Maria — Capoeira, só Angola, Fotos de Teobaldo Santos. Cor­


reio hrazilíenae, Brasília, 26 mar. 1969, 2.aad,:L 149

Em foco: Mestre Gato (José Gabriel Góes) que se apresentou em Brasilia,


Além da ficha do mestre de capoeira, a reportagem fala da capoeira, de seus
«golpes» e do berimbau. 2 fotos ilustram o texto.

VASCONCELOS. Humberto de —* Capoeira de duzentos anos é £. bossa


nova da Mariaha. Tribuna de imprensa, Rio de Janeiro 3 abr. 1961, 150

A matéria vai além do título, que noticia a re&lízacáo de um curso fie


capoeira para oficiais e praças da Marinha [ver também ns. 58, 95] e regue
recapitulando o histérico, origem e desenvolvimento do jôgo no Brasil, repro­
duzindo dados conhecidos de outras fontes.

— 102 —
V ELLAM E, Aurélio — Turismo distorce e vende treudicáo. A tarde, Salva­
dor, 23 mar. 19Ô8, Rupl,:1. 151

Des caracterização da capoeira na Bahia pela ação do turismo. A repor­


tagem focaliza Éste problema e aproveita a experiência de Mestre Bimba
para atacar essa des caracterização. 3 fotos de Jowé Cardoso e Arquivo de
A Tardo Ilustram o texto,

V IA N N A , Hildegardes — Capoeira. A Umte, Salvador. 6 mar. 1967,


l.cad . :4, 152

A eupooiru no Brasil c rui Bahia - e nuas sugestões: revoltas e insurrei­


ções tle escravos, o tipo humano tie capoeirLsta, a repressão policial a, reden­
ção da capoeira no século XX, por fim a proliferac&o de escolas («academias*).
A resultante di3so tudo é um tanto surpreendente: a capoeira, deixando de ser
folclore, está passando a ser teatro; ela, «q.ue poderia ser o csporto nacional
orgulho de um povo, pouco a pouco toma u feição de mera espetáculo teatral
desempenhado com doslrezu e não ra.ro originalidade».

— 103 —