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Conto Contigo9

Conto Contigo9 GRUPO I Oralidade Para responderes aos itens que se seguem, vais ouvir, duas vezes,

GRUPO I

Oralidade

Conto Contigo9 GRUPO I Oralidade Para responderes aos itens que se seguem, vais ouvir, duas vezes,

Para responderes aos itens que se seguem, vais ouvir, duas vezes, um documentário emitido a 3 de novembro de

2017.

1.

Seleciona a opção que permite obter uma afirmação adequada ao que acabaste de ouvir

1.1.

(A)

(B)

(C)

Com a afirmação “esta é a primeira vez que estou em palco”, a atriz

refere-se à sua estreia em palco.

destaca o papel insignificante de um Ponto no teatro.

confere protagonismo ao Ponto, apesar da sua invisibilidade em palco.

(D) salienta o protagonismo dos atores desvalorizando o papel do Ponto.

1.2.A profissão de Ponto

(A)

está a proliferar em muitos países da Europa, mas em Portugal só existem dois.

(B)

está em vias de extinção não só em Portugal como por toda a Europa.

(C)

não é valorizada no meio do espetáculo teatral.

(D)

é pouco relevante uma vez que permanece na sombra, nos bastidores.

1.3. Segundo Cristina Vidal, este espetáculo

(A)

homenageia todos os trabalhadores de teatro que trabalham na sombra.

(B)

é uma homenagem merecida que o encenador lhe faz.

(C)

é a sua autobiografia que finalmente está à vista.

(D)

é uma oportunidade para se afirmar como atriz e deixar a vida de Ponto

2. Explica a comparação, feita pelo encenador Tiago Rodrigues, entre o trabalho de um Ponto no teatro e o de um salva-vidas na praia.

Conto Contigo9

GRUPO II Leitura Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.

II Leitura Lê o texto. Se necessário, consulta as notas. O Serviço Educativo da ACE Teatro

O Serviço Educativo da ACE Teatro do Bolhão projeta-se num espaço onde coabitam 1 um teatro, uma escola e um palácio. Nesse universo de potencialidades pretende sempre que possível funcionar como motor de articulação destas diferentes dimensões, potenciando-as e intervindo para a consolidação de um todo que se apresenta 5 verdadeiramente interessado em proporcionar experiências que sejam realmente significativas para e com todos aqueles que contribuem para a sua vitalidade. O nosso trabalho ambiciona assim a valorização da força de cada uma destas realidades e cuidar da relação que estas estabelecem, entre si, mas sobretudo, com um outro, que lhes dá sentido, o público, uma relação que entendemos ter de ser cuidada e estabelecida com compromisso.

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Nesta necessidade de construir elos, ligar pessoas, ideias, emoções e construir sentidos, a principal proposta é a de nos abrirmos à comunidade e partilharmos a força, a urgência, o desafio do protagonista deste edifício nos dias de hoje o teatro! Firmes nestas ideias, temos trabalhado no sentido de desenvolver o campo da formação, sobretudo nas áreas do teatro e da dança contemporânea apresentando

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propostas que vão ao encontro de diversas expectativas e necessidades. Por um lado, temos investido esforços no desenvolvimento dos nossos cursos de aulas continuadas, assumindo como propósitos a formação e fidelização de públicos, acreditando num futuro melhor para os nossos artistas e em geral para o mundo. Por outro, a dimensão de escola de teatro, possibilita-nos igualmente desenvolver uma formação especializada de qualidade a partir do

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contacto com diferentes criadores de áreas específicas do teatro que contribuam para uma formação contínua dos profissionais desta área (que aliás entendemos ser de extrema importância para estes profissionais). E ainda, através da colaboração com as escolas desenvolvemos também a área da formação, propondo atividades a partir dos espetáculos que aqui apresentamos, de modo a tornar a ida ao teatro um motor de encadeamento de um

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conjunto de aprendizagens assentes na construção de uma maior autonomia crítica e criativa a partir da fruição 2 e leitura orientada de um espetáculo. Nesta relação com as escolas, temos ainda de referir que é com grande entusiasmo que acolhemos os desafios que nos propõe, de levar o teatro até si, quer através do projeto Teatro Portátil, quer através de

Conto Contigo9

Conto Contigo9 pedidos de propostas de formação para os seus grupos de teatro, para os seus

pedidos de propostas de formação para os seus grupos de teatro, para os seus professores,

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ou ainda para os seus alunos, em contexto de aula. Salientamos ainda uma outra iniciativa, o grupo de Teatro Amador por representar o nosso reconhecimento do forte desejo que encontramos nas pessoas de fazerem teatro e igualmente a consciência da nossa responsabilidade em lhes proporcionar essa oportunidade.

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Aliado a este objetivo, assumimos o propósito de desenvolver formações válidas para diferentes públicos, desde profissionais e estudantes do teatro até ao público em geral, abrangendo igualmente diferentes idades. E ainda, um último desejo, o de que o Serviço Educativo contribua verdadeiramente para a devolução deste espaço à cidade, enquanto parte da sua história…que esta história

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continue…que este palácio seja por muitos visitado e vivido…que não o façam apenas de passagem, mas uma relação realmente se crie…que assim se inscreva este edifício nos dias de hoje…que a sua voz seja o teatro, como um todo, de que todos estão convidados a fazer parte.

Cristiana Castro - Coordenação artística, pedagógica e de programação http://ace-tb.com/teatrobolhaoservicoeducativo/o-servico-educativo/

Notas 1 convivem; existem em simultâneo 2 deleite; prazer

Para responderes a cada item (1. a 4.), seleciona a opção que permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto. Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

1. O Serviço Educativo da ACE Teatro do Bolhão

(A)

é uma escola de teatro que proporciona experiências educativas aos alunos do Porto.

(B)

proporciona o desenvolvimento de competências em áreas do espetáculo sem preocupação com a comunidade.

(C)

pretende a revitalização do teatro do Bulhão, ignorando quer o contributo do público quer a formação dos atores.

(D)

promove uma relação de partilha e de construção de saberes entre diferentes realidades teatro, público, escola, palácio.

Conto Contigo9

Conto Contigo9 2. A escola de teatro (A) destina-se à formação teórica e clássica de futuros

2. A escola de teatro (A) destina-se à formação teórica e clássica de futuros atores. (B) aposta na formação contínua e especializada dos seus diferentes públicos. (C) restringe o seu público-alvo, impondo um limite de idade a quem a frequenta. (D) privilegia uma formação de qualidade, apesar da ausência de parcerias com criadores de áreas específicas do teatro.

3. A relação estabelecida entre o Serviço Educativo da ACE Teatro do Bolhão e as instituições escolares

(A)

tem sido produtiva no desenvolvimento de leitores cada vez mais autónomos

e

apreciadores críticos do espetáculo teatral.

(B)

tem-se revelado desafiante, apesar da baixa recetividade dos alunos ao espetáculo teatral.

(C)

tem como objetivo a captação de potenciais artistas criativos.

(D)

exemplar por proporcionar aos alunos o contacto com as novas tecnologias através do Teatro Portátil.

é

4. No último parágrafo (linha 38), Cristiana Castro salienta o desejo de

(A)

o palácio se afirmar não só como património histórico mas também como espaço teatral de história viva em que todos participam.

(B)

o palácio ser um espaço aberto ao público para este se encontrar com o passado histórico do edifício teatral.

(C)

promover o turismo cultural e a sustentabilidade económica da escola artística com este espaço histórico.

(D)

inscrever o edifício nos dias de hoje através de uma modernização da sua arquitetura.

Conto Contigo9

GRUPO III

Educação literária PARTE A

Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.

– PARTE A Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.   Fid.   Ao Inferno
 

Fid.

 

Ao Inferno todavia!

 

Fid.

 

Como pod’rá isso ser,

Inferno há i pera mi?

que m’escrivia mil dias? Quantas mentiras que lias

Ó

triste! Enquanto vivi

Dia.

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não cuidei que o i havia. Tive que era fantesia; folgava ser adorado; confiei em meu estado 1

e

tu… morto de prazer!

140

Fid.

Pera que é escarnecer, que nom havia mais no bem 3 ? Assi vivas tu, amen, como te tinha querer.

Dia.

e

não vi que me perdia.

120

Venha essa prancha! Veremos Esta barca de tristura. Embarque vossa doçura, que cá nos entenderemosTomarês um par de remos,

Fid.

 

Isto quanto ao que eu conheço…

145

Dia.

Pois estando tu espirando, se estava ela requebrando com outro de menos preço 4 . Dá-me licença, te peço, que vá ver minha mulher.

Dia.

Fid.

125

veremos como remais, e, chegando ao nosso cais, todos bem vos serviremos.

150

Dia.

E

ela, por não te ver,

despenhar-se-á dum cabeço.

Fid.

Esperar-me-ês vós aqui, tornarei à outra vida

Quanto ela hoje rezou, antre seus gritos e gritas, foi dar graças infinitas

130

ver minha dama querida que se quer matar por mi. Que se quer matar por ti? Isto bem certo o sei eu.

155

a

quem a desassombrou 5 .

Dia.

Fid.

Quanto ela, bem chorou! Nom há i choro de alegria?

Fid.

Dia.

Dia.

Ó

namorado sandeu 2 ,

Fid.

E

as lástimas que dezia?

135

o

maior que nunca vi!

Dia.

Sua mãe lhas ensinou.

Gil Vicente, Auto da Barca do Inferno. [António José Saraiva (organização e fixação do texto), Teatro de Gil Vicente.

Manuscrito Editores; 1984

Notas

1 estado - estatuto; classe social.

2 sandeu - louco; parvo.

3 que nom havia mais no bem - que não havia maior amor.

4 de menos preço - de posição social inferior.

5 desassombrou - aliviou.

1.

No início do excerto, o Fidalgo aceita o seu destino.

1.1.

Justifica essa aceitação, tendo em conta a explicação dada pela personagem (primeira

estrofe).

2. Explicita a ironia contida na afirmação do Diabo “chegando ao nosso cais, /todos bem vos

serviremos.” (versos 126 e 127).

3. Ao longo do excerto, o Diabo critica a classe social que o Fidalgo representa.

3.1. Indica dois aspetos em que essa crítica incide.

Conto Contigo9

Lê o texto.

PARTE B

Vilancete castelhano de Gil Vicente

Por mais que nos doa a vida

nunca se perca a esperança;

a falta de confiança

só da morte é conhecida. Se a lágrimas for cumprida

a sorte, sentindo-a bem,

vereis que todo o mal vem achar remédio na vida. E pois que outro preço tem depois do mal a bonança, nunca se perca a esperança enquanto a morte não vem.

Carlos de Oliveira, Terra da Harmonia

a morte não vem. Carlos de Oliveira, Terra da Harmonia 4. Explica o conselho do sujeito

4. Explica o conselho do sujeito poético, patente nos versos 1 a 4 do texto.

5. Transcreve do resto do texto uma afirmação que confirme o conselho dado inicialmente.

1.

GRUPO IV

Gramática

Associa cada forma verbal sublinhada nas frases da coluna A à subclasse que lhe corresponde na coluna B.

 

COLUNA A

 

COLUNA B

 

(1) Verbo principal transitivo direto e indireto

(a)

O Fidalgo, face às críticas do Anjo e do Diabo, perdeu a sua arrogância.

(2) Verbo principal transitivo indireto

 

(3) Verbo principal intransitivo

(b)

Depois de morrerem, as personagens chegam ao

cais onde se encontram as barcas.

 

(4) Verbo principal transitivo direto

(c)

O

Diabo

revela-se

muito

satisfeito

com

as

(5) Verbo copulativo

personagens que chegam ao cais.

 

Conto Contigo9

Conto Contigo9 2. Para responderes a cada item, seleciona a opção que completa cada afirmação. 2.1.

2. Para responderes a cada item, seleciona a opção que completa cada afirmação.

2.1.

O conjunto constituído por palavras que pertencem à mesma classe é

(A)

durante - desde - até - por

(B)

mesmo - tal - porque - pois

(C)

muito - quanto - cujo - todos

(D)

onde - ontem - não - porém

2.2.

Identifica a relação semântica que a palavra “didascália” estabelece com a expressão

“texto dramático” na frase seguinte:

A didascália é fundamental para a compreensão do texto dramático.

(A)

Hiperonímia

(B)

Holonímia

(C)

Meronímia

(D)

Hiponímia

2.3.

A frase que contém uma oração subordinada adverbial consecutiva é

(A)

As peças de Gil Vicente eram tão divertidas que todos queriam vê-las.

(B)

O dramaturgo criticava tanto os poderosos como era implacável com os desonestos.

(C)

Ainda que a população fosse maioritariamente analfabeta, o teatro vicentina era muito

apreciado.

(D)

Sabe-se muito bem que todos apreciam a comédia.

2.4.

Identifica a frase que apresenta complemento oblíquo.

(A)

Gil Vicente escreveu para divertir a corte.

(B)

Muitas peças vicentinas foram escritas em português e castelhano.

(C)

O dramaturgo dirigiu duras críticas ao clero.

(D)

O escritor viveu grande parte da sua vida em Lisboa.

3. Identifica a função sintática que a expressão sublinhada desempenha na frase seguinte. Gil Vicente, o primeiro grande dramaturgo português, compreendeu a sociedade do seu tempo.

GRUPO V

Escrita

Ao longo da vida, as pessoas têm de lidar com situações agradáveis e com situações desagradáveis.

Escreve um texto narrativo bem estruturado em que contes um episódio positivo ou negativo da vida de uma pessoa. O teu texto deve incluir um breve retrato do protagonista que evidencie duas características morais.

Deves escrever entre 160 e 240 palavras.

Bom trabalho!