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FACULDADE PITÁGORAS – UNIDADE FEIRA DE

SANTANA MBA EM GESTÃO DE PROJETOS

ANA LUDMILA OLIVEIRA REIS

PATRÍCIA DE OLIVEIRA MELO

A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DE RISCO EM PROJETOS


COM BASE NA ÁREA DE CONHECIMENTO DO PMBOK

FEIRA DE SANTANA-BA

2018
ANA LUDMILA OLIVEIRA REIS

PATRÍCIA DE OLIVEIRA MELO

A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DE RISCO EM PROJETOS COM BASE


NA ÁREA DE CONHECIMENTO DO PMBOK

Trabalho apresentado ao MBA em Gestão de


Projetos, Pós-graduação lato sensu, na
Faculdade Pitágoras - Unidade Feira de
Santana como requisito parcial para a
obtenção do Grau de Especialista em Gestão
de Projetos.

Orientador(a): Lorena da Silva Argôlo

FEIRA DE SANTANA – BA

2018
3

A IMPORTÂNCIA DO GERENCIAMENTO DE RISCO EM PROJETOS COM BASE


NA ÁREA DE CONHECIMENTO DO PMBOK

REIS, Ana Ludmila Oliveira¹


MELO, Patrícia de Oliveira²
ARGÔLO, Lorena da Silva³
RESUMO

Este artigo aborda a variável risco como um dos fatores que podem influenciar de maneira
preventiva e de forma positiva para o sucesso dos projetos. Será feita uma abordagem sobre
gerenciamento de riscos em projetos, apresentando suas etapas e sua influência no sucesso
e/ou fracasso dos projetos. Fazendo uso da revisão literária serão apresentados conceitos
como projetos, risco, análise de riscos e gerenciamento de risco com base no PMBOK,
(Project Management) e outras literaturas. As etapas do gerenciamento de riscos e
ferramentas que auxiliam no controle dos riscos, a fim de mitigar os aspectos adversos e
incertezas que permeiam o projeto, não só evitando, mas também reduzindo perdas de tempo,
custo, retrabalho e qualidade, gerando valor para os processos organizacionais, que
contribuem para o sucesso e/ou fracasso dos projetos. Será abordada a versão ISO
9001:2015- Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos, como principal exemplo da
importância de gerenciar riscos e será utilizada a ISO 31000-2009 - Gestão de riscos — Guia
para implementação da ABNT NBR ISO 31000 para validar a necessidade de se antecipar
aos riscos.

Palavras chave: Gerenciamento de Risco; Projetos; Riscos.

ABSTRACT

This article approaches the risk variable as one of the factors that can influence in a preventive
and positive way for the success of the projects. An approach will be taken on risk management
in projects, presenting their steps and their influence on the success and / or failure of the
projects. Making use of the literary review will be presented concepts such as projects, risk,
risk analysis and risk management based on PMBOK, (Project Management) and other
literatures. The risk management and tools steps that help to control risks, in order to mitigate
the adverse aspects and uncertainties that permeate the project, not only avoiding but also
reducing time, cost, rework and quality losses, generating value for the processes that
contribute to the success and / or failure of the projects. ISO 9001: 2015 - Quality management
systems - Requirements, as the main example of the importance of risk management and ISO
31000-2009 will be used - Risk management - Guide to implementation of ISO 31000 ABNT
NBR to validate the need to anticipate the risks.

Keywords: Risk Management; Projects; Scratchs.

_____________
¹ Pós-Graduando em MBA em Gestão de Projetos – pela Faculdade Pitágoras-Polo Feira de
Santana/Ba
² Pós-Graduanda em MBA em Gestão de Projetos – pela Faculdade Pitágoras-Polo Feira de
Santana/Ba
³ Orientadora Lorena da Silva Argôlo – Professora da Faculdade Pitágoras-Polo Feira de Santana/Ba
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1. INTRODUÇÃO

Geralmente quando surgem questionamentos sobre o que contribui ou o que


pode influenciar na falta de sucesso de um projeto é comum que se tenha como
resposta o não atendimento do prazo estabelecido pelos stakeholders (partes
interessadas do projeto), ou em vários casos, o valor final do projeto extrapolar os
custos orçamentários definidos previamente, assim, muitas pessoas afirmam que
somente o prazo e o custo podem levar um projeto ao fracasso.
Porém, sabe-se que o sucesso ou não de um projeto não deve se resumir
apenas a estes dois fatores, embora ambos sejam de suma importância para que um
projeto seja bem-sucedido. Para que se faça uma análise macro, é preciso analisar
outras variáveis, tais como: escopo, qualidade, riscos, aquisições, comunicação,
pessoas, entre outras.
Dentre estas variáveis está a gestão dos riscos, que segundo a ABNT NBR ISO
31000(2009) é definido como efeito da incerteza nos objetivos, onde um efeito é um
desvio em relação ao esperado – positivo e/ou negativo.
Segundo Maximiano (2014), riscos são eventos ou condições prováveis que
comprometam a realização do projeto e a entrega do produto. É cabível salientar que
todos os projetos possuem riscos e que eles podem influenciar diretamente em outras
variáveis que desencadeiam na falta de sucesso dos projetos. Riscos que, se não
previstos anteriormente, podem impactar no tempo de conclusão do projeto, na
qualidade do produto ou serviço solicitado, nas aquisições e no orçamento do projeto.
A etapa de Gerenciamento de riscos no processo de elaboração de um projeto
é a mais importante, é neste momento onde serão diagnosticados os possíveis riscos
inerentes a cada projeto, de que forma e onde cada risco irá impactar e como evitar
que ele aconteça ou caso ele aconteça como agir em relação a isso, ou seja, o
gerenciamento de risco é feito para que possamos nos antecipar aos riscos e com
isso elaborar medidas de respostas a cada um deles com o objetivo de minimizá-lo
e/ou cessá-lo, a depender da sua natureza. (SLACK,2009)
Diante do exposto pode-se afirmar que este artigo objetiva abordar a
importância da gestão de riscos, os impactos que a falta de previsão deles pode
causar, como esse gerenciamento dever ser feito através das etapas descritas no
PMBOK: Planejamento, identificação, análise quantitativa, análise qualitativa,
respostas aos riscos e monitoramento de respostas de riscos.
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2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Projetos
Para ampliar o conhecimento e assim entendermos a importância do
gerenciamento de risco (GR) serão citados abaixo os conceitos sobre projeto segundo
alguns autores.
Maximiano (2014) afirma que projeto é a sequência de atividades finitas com
começo, meio e fim programadas.
Para Clements James (2016) projeto é um esforço para se alcançar um objetivo
específico por meio de um conjunto único de tarefas inter-relacionadas e da utilização
eficaz do recurso.
De acordo com Slack (2009) projeto é um conjunto de atividades que tem ponto
inicial e estado final definidos, persegue uma meta definida e usa um conjunto definido
de recursos.
O guia PMBOK® (2013, 5ª edição) define que, um projeto é um esforço
temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo.
Segundo Vargas (2006) caso o projeto fuja do planejamento de uma dessas
áreas, tanto positivamente ou de forma negativa, o projeto não foi bem-sucedido. A
alteração do planejamento pode interferir no resultado final.
Porém sabe-se que para que um projeto seja desenvolvido diversos fatores
deverão ser levados em consideração, dentre eles os riscos que poderá sofrer durante
alguma das etapas de planejamento ou execução deste projeto.

2.2 Riscos
Após o entendimento do conceito do projeto, é necessário conhecer o conceito
de risco para facilitar a compreensão da temática abordada neste artigo.
O termo risco é originado do latim (risicu ou riscu) que significa ousar,
proveniente de um pensamento embasado em algo negativo ou que pode não dar
certo, porém, atualmente esta visão foi remodulada com a inclusão da qualificação e
da quantificação dos riscos e dos possíveis ganhos ou perdas em um planejamento
tanto em âmbito profissional quanto pessoal (ABRAHA, 2010).
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Para Baraldi (2010), o risco é definido como elemento incerto as expectativas,


aquilo que age constantemente sobre os objetivos, as metas e os meios estratégicos
(pessoas, projetos, informações e comunicação), influenciando o ambiente e
provocando prejuízos. Entretanto, quando bem gerenciados criam oportunidades de
ganhos financeiros, de reputação e de relacionamento.
De acordo com Salles Junior (et al 2010), a palavra risco está diretamente
relacionada a incerteza, um acontecimento futuro, incerto, que pode tanto ser positivo
quanto negativo, Risco também pode ser entendido como a falta de informações sobre
o acontecimento futuro.
No guia PMBOK (2013, 5ª edição), o risco do projeto é um evento ou condição
incerta que, se ocorrer, provocará um efeito positivo ou negativo em um ou mais
objetivos dos projetos tais como escopo, cronograma, custo e qualidade.

2.3 Análise de Riscos


Existe um paradoxo no gerenciamento de riscos que desperta interesse e
curiosidade na comunidade envolvida com o tema gerenciamento de projetos, apesar
de ser uma área que possui grande quantidade de técnicas e ferramentas de análise,
a mesma ainda é muito carente quanto aos estudos de maior relevância. (Rabechini
Jr., 2009).
Para a ISO 31000:2009, A análise de riscos envolve desenvolver a
compreensão destes. A análise de riscos fornece uma entrada para a avaliação de
riscos e para as decisões sobre a necessidade deles serem tratados, e sobre as
estratégias e métodos mais adequados de tratamento de riscos. A análise de riscos
também pode fornecer uma entrada para a tomada de decisões em que escolhas
precisam ser feitas e as opções envolvem diferentes tipos e níveis de risco.
A análise de riscos envolve a apreciação das causas e as fontes de risco, suas
consequências positivas e negativas, e a probabilidade de que essas consequências
possam ocorrer. Convém que os fatores que afetam as consequências e a
probabilidade sejam identificados. (ISO 31000-2009)
A análise de riscos pode ser realizada com diversos graus de detalhe,
dependendo do risco, da finalidade da análise e das informações, dados e recursos
disponíveis. Dependendo das circunstâncias, a análise pode ser qualitativa,
semiquantitativa ou quantitativa, ou uma combinação destas. (ISO 31000-2009)
7

Para identificação dos riscos, Salles Júnior (et. al 2010) apresenta algumas
ferramentas, dentre elas: análise de histórico e análise de Swot, descritas brevemente
abaixo:
• Através de históricos: coleta das experiências de risco de projetos anteriores
tanto internas quanto externas. Interna quando os dados são coletados no banco de
dados da organização, ou em projetos já realizados na empresa, informações
internas. Já externa, são coletas dos históricos de empresas com ramo semelhante
que já passaram ou conseguiram sair de uma situação de risco. Esses conhecimentos
adquiridos através de experiências já vivenciadas auxiliam na identificação de riscos.
• Análise de Swot: É uma ferramenta para identificar os riscos, estabelecendo
quatro situações onde devem ser posicionados: ameaça e força, oportunidade e força,
ameaça e fraqueza, e oportunidade e fraqueza. Força e fraqueza são do ambiente
interno, e oportunidade e ameaça do externo que são situações de risco. Como já
apresentado anteriormente, risco é a incerteza de um acontecimento futuro, que pode
ser positivo (oportunidade) ou negativo (ameaça). Para o melhor entendimento desta
ferramenta, observe a imagem abaixo:

Fonte: Blog Iset, https://blog.iset.com.br/aprenda-fazer-uma-analise-swot-campea-para-seu-e-


commerce/ aceso em 11/08/2018.

2.4 Gerenciamento de Risco


O Gerenciamento dos riscos do projeto inclui os processos de planejamento,
identificação, análise, planejamento de respostas e controle de riscos de um projeto.
Os objetivos do gerenciamento dos riscos do projeto são aumentar a probabilidade e
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o impacto dos eventos positivos e reduzir a probabilidade e o impacto dos eventos


negativos no projeto. PMBOK (2013).
A gestão de riscos contribui para a realização demonstrável dos objetivos e
para a melhoria do desempenho referente, por exemplo, à segurança e saúde das
pessoas, à segurança, à conformidade legal e regulatória, à aceitação pública, à
proteção do meio ambiente, à qualidade do produto, ao gerenciamento de projetos, à
eficiência nas operações, à governança e à reputação. (ISO 31000-2009)
Neste artigo este tópico será amplamente explorado, com o objetivo de mostrar
a importância e de qual maneira este gerenciamento de riscos contribui para o
sucesso dos projetos, atuando tanto de forma preventiva quanto visando novas
oportunidades e novos horizontes.

3. METODOLOGIA

A metodologia utilizada neste artigo foi uma revisão literária para elaboração
da primeira parte do artigo, com a apresentação da fundamentação conceitual sobre
projetos, risco, análise de riscos, gerenciamento de risco e a importância do mesmo
em um projeto a partir de publicação de livros e artigos de diversos autores, conforme
relacionados na lista de referências bibliográficas ao final do artigo. Foi utilizado o
PMBOK (2013) como fonte de pesquisa para demonstrar as etapas do gerenciamento
de riscos e algumas ferramentas que auxiliam no controle dos riscos. Nas discussões
foram exemplificadas as normas ISO 9001:2015 e a ISO31000-2009, que são normas
da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que tratam sobre a importância
da análise e gerenciamento dos riscos.

ETAPAS DO GERENCIMANTO DE RISCOS

4.1 Planejar o Gerenciamento dos Riscos


O PMBOK (2013) define que a etapa de Planejar o gerenciamento dos riscos é
o processo de definição de como conduzir as atividades de gerenciamento dos riscos
de um projeto. O principal benefício deste processo é que ele garante que o grau, tipo,
e visibilidade do gerenciamento dos riscos sejam proporcionais tanto aos riscos
quanto à importância do projeto para a organização. O plano de gerenciamento dos
riscos é vital na comunicação, obtenção de acordo e apoio das partes interessadas
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para garantir que o processo de gerenciamento dos riscos seja apoiado e executado
de maneira efetiva.
4.2 Identificar os Riscos
Segundo o PMBOK (2013) a etapa de Identificar os riscos é o processo de
determinação dos riscos que podem afetar o projeto e de documentação de suas
características. O principal benefício desse processo é a documentação dos riscos
existentes e o conhecimento e a capacidade que ele fornece à equipe do projeto de
antecipar os eventos.
Assim como todos os processos existentes no PMBOK (2013), a etapa de
identificação dos riscos também possui entradas, processos e saídas.
A ISO 31000:2009 define a identificação de riscos, processo de busca,
reconhecimento e descrição de riscos (2.1) NOTA 1 A identificação de riscos envolve
a identificação das fontes de risco (2.16), eventos (2.17), suas causas e suas
consequências (2.18) potenciais. NOTA 2 A identificação de riscos pode envolver
dados históricos, análises teóricas, opiniões de pessoas informadas e especialistas, e
as necessidades das partes interessadas.
Nesta etapa, convém que a organização identifique as fontes de risco, áreas
de impactos, eventos (incluindo mudanças nas circunstâncias) e suas causas e
consequências potenciais. A finalidade desta etapa é gerar uma lista abrangente de
riscos baseada nestes eventos que possam criar, aumentar, evitar, reduzir, acelerar
ou atrasar a realização dos objetivos. É importante identificar os riscos associados
com não perseguir uma oportunidade. A identificação abrangente é crítica, pois um
risco que não é identificado nesta fase não será incluído em análises posteriores. (ISO
31000-2009)

4.3 Realizar a Análise Qualitativa dos Riscos


Realizar a análise qualitativa dos riscos é o processo de priorização de riscos
para análise ou ação adicional através da avaliação e combinação de sua
probabilidade de ocorrência e impacto. O principal benefício deste processo é habilitar
os gerentes de projetos a reduzir o nível de incerteza e focar os riscos de alta
prioridade. PMBOK (2013)
O processo Realizar a análise qualitativa dos riscos avalia a prioridade dos
riscos identificados usando a sua probabilidade relativa ou plausibilidade de
ocorrência, o impacto correspondente nos objetivos do projetos e os riscos ocorrerem,
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assim como outros fatores, como o intervalo de tempo para resposta e a tolerância
arisca da organização associada com as restrições de custo, cronograma, escopo e
qualidade do projeto. Essas avaliações refletem a atitude da equipe do projeto e das
outras partes interessadas do projeto em relação ao risco. Portanto, uma avaliação
eficaz requer a identificação explícita e o gerenciamento das abordagens dos riscos
dos principais participantes no processo Realizar a análise qualitativa dos riscos. Caso
essas abordagens dos riscos gerem parcialidade na avaliação dos riscos
identificados, tal parcialidade deve ser identificada e corrigida com atenção. PMBOK
(2013)
O estabelecimento de definições dos níveis de probabilidade e impacto pode
reduzir a influência da parcialidade. A criticidade do tempo das ações relativas aos
riscos pode aumentar a importância do risco. PMBOK (2013)
A análise de riscos envolve desenvolver a compreensão dos riscos. Esta ação,
fornece uma entrada para a avaliação de riscos e para as decisões sobre a
necessidade dos riscos serem tratados, e sobre as estratégias e métodos mais
adequados de tratamento de riscos. (ISO 31000-2009)
Uma avaliação da qualidade das informações disponíveis sobre os riscos do
projeto também ajuda a esclarecera avaliação da importância do risco para o projeto.
O processo Realizar a análise qualitativa dos riscos normalmente é um meio rápido e
econômico de estabeleceras prioridades do processo Planejar as respostas aos riscos
e define a base para o processo Realizar a Análise quantitativa dos riscos, se
necessária. O processo Realizar a análise qualitativa dos riscos é realizado
regularmente durante todo o ciclo de vida do projeto, como definido no plano de
gerenciamento dos riscos do projeto. PMBOK (2013).

4.4 Realizar a Análise Quantitativa dos Riscos


Para o PMBOK (2013), Realizar a análise quantitativa dos riscos é o processo
de analisar numericamente o efeito dos riscos identificados nos objetivos gerais do
projeto. O principal benefício desse processo é a produção de informações
quantitativas dos riscos para respaldar a tomada de decisões, a fim de reduzir o grau
de incerteza dos projetos.
O processo Realizar a análise quantitativa dos riscos é executado nos riscos
que foram priorizados pelo processo Realizar a análise qualitativa dos riscos como
tendo impacto potencial e substancial nas demandas concorrentes do projeto. Este
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processo analisa o efeito desses riscos nos objetivos do projeto. Ele é usado
principalmente para avaliar o efeito agregado de todos os riscos que afetam o projeto.
Quando os riscos direcionam a análise quantitativa, o processo pode ser usado para
atribuir uma classificação de prioridade numérica àqueles riscos individualmente.
PMBOK (2013)
O processo Realizar a análise quantitativa dos riscos geralmente segue o
processo Realizar a análise qualitativa dos riscos. Em alguns casos, pode não ser
possível executar o processo Realizar a análise quantitativa dos riscos devido à
insuficiência de dados para desenvolver os modelos apropriados. O gerente de
projetos deve usar a sua opinião especializada para determinar a necessidade e a
viabilidade da análise quantitativa dos riscos. PMBOK (2013)
A disponibilidade de tempo e orçamento e a necessidade de especificações
qualitativas ou quantitativas sobre os riscos e impactos determinarão o (s) método (s)
a ser (em) usado (s) em qualquer projeto específico. O processo Realizar a análise
quantitativa dos riscos deve ser repetido, quando necessário, como parte do processo
Controlar os riscos para determinar se o risco geral do projeto diminuiu
satisfatoriamente. As tendências podem indicar a necessidade de mais ou menos foco
nas atividades de gerenciamento dos riscos. PMBOK (2013)
As consequências e suas probabilidades podem ser determinadas por
modelagem dos resultados de um evento ou conjunto de eventos, ou por extrapolação
a partir de estudos experimentais ou a partir dos dados disponíveis. As consequências
podem ser expressas em termos de impactos tangíveis e intangíveis. Em alguns
casos, é necessário mais que um valor numérico ou descritor para especificar as
consequências e suas probabilidades em diferentes períodos, locais, grupos ou
situações. (ISO 31000-2009)

4.5 Planejar as Respostas aos Riscos


Segundo o PMBOK (2013), Planejar as respostas aos riscos é o processo de
desenvolvimento de opções e ações para aumentar as oportunidades e reduzir as
ameaças aos objetivos do projeto. O principal benefício deste processo é a
abordagem dos riscos por prioridades, injetando recursos e atividades no orçamento,
no cronograma e no plano de gerenciamento do projeto, conforme necessário.
O processo Planejar as respostas aos riscos é posterior ao processo Realizar
a análise qualitativa dos riscos (se for usado). Cada resposta ao risco requer uma
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compreensão do mecanismo pelo qual o risco será abordado. Esse é o mecanismo


usado para analisar se o plano de resposta aos riscos está surtindo o efeito desejado.
Ele inclui a identificação e a designação de uma pessoa (o responsável pela resposta
ao risco) para assumir a responsabilidade por cada resposta ao risco acordada e
financiada. As respostas planejadas devem ser adequadas à relevância do risco, ter
eficácia de custos para atender ao desafio, ser realistas dentro do contexto do projeto,
acordadas por todas as partes envolvidas e ter um responsável designado. Em geral
necessário selecionar a melhor resposta ao risco entre as diversas opções possíveis.
PMBOK (2013)
O processo Planejar as respostas aos riscos apresenta as abordagens mais
usadas para o planejamento de respostas aos riscos. Os riscos incluem as ameaças
e as oportunidades que podem afetar o êxito do projeto; são analisadas respostas
para cada um deles. PMBOK (2013)

4.6 Controlar os Riscos


Controlar os riscos é o processo de implementação de planos de respostas aos
riscos, acompanhamento dos riscos identificados, monitoramento dos riscos residuais,
identificação de Novos riscos e avaliação da eficácia do processo de riscos durante
todo o projeto. O principal benefício desse processo é a melhoria do grau de eficiência
da abordagem dos riscos no decorrer de todo o ciclo de vida do projeto a fim de
otimizar continuamente as respostas aos riscos. PMBOK (2013)
As respostas planejadas aos riscos que estão incluídas no registro dos riscos
são executadas durante o ciclo de vida do projeto, mas o trabalho do projeto deve ser
continuamente monitorado em busca de riscos novos, modificados e desatualizados.
O processo Controlar os riscos utiliza técnicas, como análises de variações e
tendências, que requerem ouso das informações de desempenho geradas durante a
execução do projeto. Outras finalidades do processo. PMBOK (2013)
Monitorar os riscos determinam-se:
• As premissas do projeto ainda são válidas;
•A análise mostra um risco avaliado que foi modificado ou que pode ser desativado;
• As políticas e os procedimentos de gerenciamento dos riscos estão sendo seguidos;
• As reservas para contingências de custo ou cronograma devem ser modificadas de
acordo com a avaliação atual dos riscos.
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O processo Controlar os riscos pode envolver a escolha de estratégias


alternativas, a execução de um plano de contingência ou alternativo, a adoção de
ações corretivas e a modificação do plano de gerenciamento do projeto. O
responsável pela resposta ao risco mantém o gerente de projetos periodicamente
informado sobre a eficácia do plano, os efeitos imprevistos e qualquer correção
necessária para tratar o risco adequadamente. O processo Controlar os riscos
também engloba a atualização nos ativos de processos organizacionais, incluindo os
bancos de dados de lições aprendidas e os modelos de gerenciamento dos riscos do
projeto, para benefício de projetos futuros. PMBOK (2013)

5. RESULTADOS E DISCUSSOES

Tratando-se da importância do gerenciamento de riscos podemos citar como


exemplo a nova versão da ABNT NBR ISO 9001:2015, que intensifica o foco na gestão
da qualidade em sua abordagem baseada no risco. Esta norma sofreu algumas
mudanças em relação e sua versão anterior (2008), onde além de renomear e
reposicionar algumas atividades de SGQ (Sistema de Gestão de Qualidade), outros
requisitos importantes foram introduzidos, dentre eles o pensamento baseado em
riscos.
Na versão 2015 da norma é perceptível a importância de abandonar ações
corretivas e adotar atitudes proativas e redução de, que visa de antecipar a futuros
problemas, evitando consequências indesejáveis. Nesta versão a abordagem de
riscos deve ser considerada desde o início ao longo de todo o sistema. Isso torna as
ações preventivas inerentes às atividades de planejar, operar, analisar e avaliar.
A atualização da ISO representa também uma quebra de paradigmas, onde as
organizações deixaram de pensar em riscos apenas pelas consequências negativas
que os mesmos podem proporcionar, pois habitualmente esta é a visão que se tem
quando se refere a risco, um problema que resultará em perdas. Desta forma agora o
termo risco traz consigo outra vertente, quando se descobre um risco com
antecedência, pode-se também identificar as oportunidades que existem decorrentes
a ele. Agora é possível avaliar os efeitos dos riscos tanto pelo lado negativo como pelo
positivo, enxergando não somente a situação atual, mas também as possibilidades de
mudança na identificação das oportunidades de melhoria. (PORTNY,2015)
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6. CONCLUSÃO

Gerenciar os riscos de um projeto é importante para o êxito do resultado final


do mesmo. Estar um passo à frente de possíveis imprevistos, riscos, que podem
aparecer em um projeto, auxilia os profissionais fornecendo planos de ações prévios
para atuar e se preparar para situações que fujam da normalidade. Todas as áreas do
projeto devem ser analisadas com as ferramentas do gerenciamento de risco e é
importante o controle e monitoramento periódico para o êxito, conforme abordado pelo
autor Salles Júnior (et. al 2010).
O risco pode vir sob muitas formas, por exemplo, incerteza financeira, falha de
projeto, aspectos de segurança, competição, problemas de tecnologia, os efeitos no
ambiente causados pelas operações realizadas pelo seu negócio, sejam resíduos
produzidos, emissões perigosas, ou consumo de energia.
Quando mais se sabe a respeito das probabilidades de riscos, a precaução é a
mais eficiente das recomendações. Para isso, este artigo mostra a importância da
atuação de especialista, gestor de risco, para atuar nesta área que engloba o processo
de: identificação dos riscos, planos de ação, e controle e monitoramento.
Percebe-se ainda, a necessidade de um aprofundamento maior e a utilização
de diversas ferramentas hoje disponíveis para que a gestão de risco realmente
agregue valor ao projeto, neste trabalho utilizou-se como exemplo a análise SWOT,
que além de identificar riscos internos, concede maior visibilidade para os riscos
externos, conferindo uma visão mais estratégica para o projeto.
Uma gestão de risco mais abrangente se torna necessário para que os projetos
não sofram tanto com atrasos, não cumprimento do escopo e pelo desvio sempre para
maior, entre o custo planejado em o realizado. Um compromisso maior com as
respostas ao risco também é desejável.
A partir do conhecimento adquirido no estudo feito da ISO 9001-2015 pode-se
concluir que uma parte fundamental do planejamento e da implementação de um SGQ
(Sistema de Gestão de Qualidade) é o novo requisito de identificação dos riscos e
oportunidades que podem impactar sua operação e desempenho, bem como as ações
"proporcionais" correspondentes para solucioná-los.
Desta forma assim também se faz essencial o gerenciamento de riscos em
projetos, um estudo bem feito dos possíveis riscos aos quais um projeto pode estar
exposto, pode garantir o sucesso do mesmo, pois quando previstos os riscos é
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possível enxergar de maneira ampla quais as ameaças e oportunidades que o projeto


tem e com isso agir de maneira correta e favorável na tomada de decisões.

REFERÊNCIAS

ABRAHAM, Erick. Gestão de Risco em Projetos: Uma análise do projeto COR da


Infoglobo. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Administração de
Empresas). Orientado pela professora Ms. Claudia Rosana Felisberto Scofano. Centro
Universitário Metodista Bennett, Rio de Janeiro, 2012.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 9001: 2015:


Sistema de gestão da qualidade – Requisitos. Rio de Janeiro, 2015.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR ISO 31000:


Gestão de Riscos – Princípios e Diretrizes, Rio de Janeiro, 2009.

BARALDI, Paulo. Gerenciamento de Riscos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 2010.

CLEMENTS, James P; GIDO, Jack. Gestão de Projetos. Tradução de Vertice


Translate. 3.ed. São Paulo: Thomson Learning, 2007.

ESPERANÇA, R.M. et al; Análise Comparativa dos Requisitos da Norma ISO


9001:2008 com a DIS ISO 9001:2015. Disponível em:. Acesso em: 24 ago. 2018.

MAXIMIANO, Antonio C. A. Administração de projetos: como transformar ideias


em resultados. 5. São Paulo: Atlas, 2014.

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5a. ed. – EUA: Project Management Institute, 2013.

PORTNY, S. E. Gerenciamento de projetos para leigos. 2. ed. Rio de Janeiro: Alta


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RABECHINI JR., ROQUE, CARVALHO B.2009, Marly Monteiro. Relacionamento


entre gerenciamento de risco e sucesso de projetos.

SALLES JR., Carlos Alberto Corrêa; SOLER, Alonso Mazini; VALLE, José Angelo
Santos do; RABECHINI JR., Roque. Gerenciamento de riscos em projetos. 2ª. Ed.
Rio de Janeiro: Editoria FGV, 2010.

SCHNEIDER, Aline Lessa da Silva. 2014. A Importância do Gerenciamento de


Risco em Projeto. Brasília

SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção [Book].


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