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O MISTÉRIO DO ATAQUE TERRORISTA


AO NAVIO ANGOCHE
crónica de uma investigação
Quem em Portugal planeou, executou, e ocultou a autoria do ataque
terrorista ao navio Angoche nas costas de Moçambique em 1971? O
presente livro propõe-se desvendar o enigma. Outros mistérios correm
neste Portugal contemporâneo a par do ‘caso Angoche’: a agência de
espionagem e de mercenários AGINTER-PRESS, vertente portuguesa da
Operação Gládio, ‘filha’ da NATO e da CIA; um enigmático Mr. HERBERT
LESTER, agente secreto e conselheiro de Salazar; a rede de JORGE
JARDIM, o ‘Lawrence d’ África’; e um conde, ‘Conde de Pavullo’, o
patriarca ZOIO, com uma teia lusa de mercadores da morte.

Paulo Oliveira - Lisboa / 2017


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O AUTOR
Nascido em Lisboa a 18 de Setembro de 1959, Paulo Oliveira vai para
Moçambique com a família em Agosto de 1960. Residirá em Lourenço
Marques (Maputo) até Setembro de 1979, altura em que volta a Portugal. Foi
praticante e instrutor de paraquedismo no Aeroclube de Moçambique, com
licença de queda-livre, em 1978 e 1979, e cursou Engenharia Electrotécnica na
Universidade Eduardo Mondlane.

Na capital portuguesa integra desde Agosto de 1981 a ala externa do


movimento que viria a ser a RENAMO, tendo assumido posteriormente o cargo de director da emissora
Voz da África Livre, na África do Sul, de Fevereiro de 1983 a 16 de Março de 1984 - data do Acordo de
Nkomáti entre o país do 'apartheid' e Moçambique. Parte desse período decorre no mato e em
‘departamentos especiais’ de Pretória. Funcionou paralelamente, enquanto na África do Sul, como
correspondente de diversos orgãos de informação portugueses.

De novo em Lisboa, após Nkomáti, aparece como director da revista da RENAMO, sendo nomeado
porta-voz e, mais tarde, em 1986, delegado do movimento para a Europa Ocidental. Foi ainda nesse
período jornalista na secção internacional e colaborador em diversos jornais lisboetas. Abandona a
RENAMO em Outubro de 1987, por divergências quanto ao excessivo controlo sul-africano e à linha de
actuação do grupo. Termina assim um período de sete anos de envolvimento com este movimento de
guerrilha africano na área de psychological warfare, de guerra psicológica, análise de Informação e
propaganda.

Em finais de 1987, edita um primeiro número de um boletim independente sobre Moçambique e a


África Austral, o ‘Moçambique Hoje’. Em Março de 1988, após a abertura do regime regressa a Maputo.
Da vivência com o movimento de guerrilha compilou o escrito ‘RENAMO – uma Descida ao Coração das
Trevas’, o Dossier Makwákwa.

Da rede de conhecimentos e amigos no Cairo e, mais ao norte, no delta do Nilo, em Mahalla al-Kubra, e
entre gente árabe nos banlieues parisienses, elabora material para mais um livro, um romance bem
actual ‘Mak: Operação D7’, que classifica como uma provocação, quiçá um ‘manual de terrorismo’,
escrito em 1997. Tem como áreas de interesse a Teoria da Informação e a Teoria do Caos.

MOÇAMBIQUE, 23 DE ABRIL DE 1971, SEXTA-FEIRA À NOITE. O NAVIO PORTUGUÊS ANGOCHE


É ATACADO, INCENDIADO. POR QUEM? OS OCUPANTES, 23 ELEMENTOS DA TRIPULAÇÃO E
UM PASSAGEIRO, DESAPARECERAM TODOS. O ANGOCHE ESTÁ DESERTO. DOIS DIAS DEPOIS,
AO ENTARDECER DE DOMINGO, 25 DE ABRIL DE 1971, UMA MULHER PORTUGUESA DE UM
BAR DE ALTERNE É 'SUICIDADA', ATIRADA DO 5º ANDAR DE UM PRÉDIO DA CIDADE DA BEIRA,
O ‘MIRAMORTOS’. UM MISTÉRIO LIGA OS DOIS CASOS. ATÉ HOJE, NUNCA APARECEU
NENHUM DOS QUE ESTAVAM NO ANGOCHE, VIVOS, MORTOS, OU QUAISQUER DESPOJOS...
UM X-FILES, UM ‘FICHEIROS SECRETOS’ À PORTUGUESA. SABEMOS AGORA QUEM É O AUTOR!