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2. Multímetro Um multímetro mede normalmente tensão e corrente (contínuas e alternadas) e também resistência eléctrica, mas poderá medir capacidade de condensadores, frequência, tensão de polarização de díodos, ganho (em malha aberta) de transístores e outras grandezas. Com o transdutor adequado, o multímetro poderá medir “qualquer” grandeza, tal como temperatura, pressão, velocidade ou humidade. Diversos fabricantes disponibilizam dispositivos adicionais (que se ligam directamente ao aparelho) para medir diversas grandezas, usando um multímetro “básico”. Quando não é necessária uma análise gráfica do sinal eléctrico, o multímetro é preferido ao osciloscópio, dada a diferença de preço. A compreensão da constituição básica de um amperímetro, de um voltímetro e de um ohmímetro é extremamente importante para uma utilização correcta do instrumento, tanto na medição de tensões e correntes contínuas, como na medição de tensões e correntes alternadas. Existem modelos com mostrador analógico (de ponteiro) e modelos com mostrador digital.

2.1. Multímetro analógico Foram os primeiros tipos de multímetros inventados, no início da década de 1920, quando os receptores de rádio e aparelhos valvulados se tornaram mais comuns. A invenção do primeiro multímetro é atribuída ao engenheiro dos correios norte-americanos Donald Macadie, ao qual desagradava a ideia de ter de carregar diversos instrumentos separadamente. Sua invenção era capaz de medir tensões, correntes e resistências.

O multímetro analógico é um instrumento dotado de múltiplas funções, com ele é possível fazer medições de tensão, corrente, resistência, com alguns modelos de multímetros analógicos pode-se, também, medir outros tipos de grandezas e até mesmo testar componentes electrónicos.

2.1.1. Constituição do multímetro analógico Trata-se de um instrumento que permite medir diversas grandezas eléctricas, basicamente e constituído por: ponteiro; bobina móvel; imã permanente; escala de indicação; selector; (ponteiro) negativo e ´positivo; mola espiral.

Na figura a seguir temos a representação de um multímetro analógico.

O mostrador analógico funciona com base no galvanómetro, instrumento composto basicamente por uma bobina eléctrica

O mostrador analógico funciona com base no galvanómetro, instrumento composto basicamente por uma bobina eléctrica montada em um anel em volta de um ímã. O anel munido de eixo e ponteiro pode girar sobre o ímã. Uma pequena mola espiral (como as dos relógios) mantém o ponteiro no zero da escala. Uma corrente eléctrica passando pela bobina cria um campo magnético oposto ao do ímã promovendo o giro do conjunto. O ponteiro desloca-se sobre uma escala calibrada em tensão, corrente, resistência etc. Uma pequena faixa espelhada ao longo da escala, ajuda a evitar o erro de paralaxe.

Este equipamento possui o que chamamos de suspensão, que trata de um mecanismo que permite um movimento com baixo atrito. Estes também possuem uma escala sobre a qual são realizadas as leituras, esta caracteriza-se pelo:

Calibre, que é o valor máximo medido por um instrumento sem que ocorra nenhum dano.

Posição do zero, trata-se de quando o instrumento não está efectuando medidas, podendo este variar.

Linearidade, que se refere em como a escala é dividida

2.1.2. Principais características operacionais dos multímetros analógicos:

Sensibilidade [S]: É uma grandeza directamente relacionada com a resistência interna dos instrumentos, quanto maior for a sensibilidade de um instrumento, melhor este será.

2.2.2 Operação das medidas

2.2.2.1 Medição da tensão Para medir uma tensão é necessário que conecte as pontas de prova em paralelo com o ponto a ser medido. Por exemplo Se quiser medir a tensão aplicada sobre uma lâmpada deve se colocar uma ponta de prova de cada lado da lâmpada, isto é uma ligação em paralelo.

Medidas de Tensão DC

Medidas de Tensão AC

em paralelo. Medidas de Tensão DC Medidas de Tensão AC 2.2.2.2. Medição da resistência Para medir
em paralelo. Medidas de Tensão DC Medidas de Tensão AC 2.2.2.2. Medição da resistência Para medir

2.2.2.2. Medição da resistência

Para medir a resistência deve se desligar todos os pontos da peça a ser medida (uma lâmpada incandescente, por exemplo, deve estar fora do seu soquete) e se encosta uma ponta de prova em cada lado da peça. No caso de uma lâmpada incandescente encosta-se uma ponta de prova na rosca e outra na parte inferior e metálica do conector da lâmpada.

outra na parte inferior e metálica do conector da lâmpada. 2.2.2.3. Medição da corrente Para se

2.2.2.3. Medição da corrente

Para se medir a corrente eléctrica com um multímetro digital, deve se colocar ele em série

com o ponto a ser medido. Isto é uma ligação em série (é importante frisar que a maioria do multímetros digitais só medem corrente contínua, portanto não devem ser usados para

se medir a corrente alternada fornecida pela rede eléctrica. Encontramos corrente contínua em pilhas. Dínamos e fontes de alimentação, que são conversores de tensão e corrente alternada em tensão e corrente continua).

Medidas de Corrente DC

que são conversores de tensão e corrente alternada em tensão e corrente continua). Medidas de Corrente
que são conversores de tensão e corrente alternada em tensão e corrente continua). Medidas de Corrente